Pesquisadoras da UFSC lançam curta documental sobre Cruz e Sousa

30/03/2023 16:33

Em nome de Cruz de Sousa é o título do curta-metragem documental produzido por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) cuja sessão de lançamento ocorre nesta quarta-feira, 5 de abril, às 19h30, na Sala Gilberto Gerlach de Cinema, Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. O filme foi realizado pela Atalaia Filmes com recursos do Prêmio Catarinense de Cinema e teve como pesquisadoras e roteiristas Beatriz Mamigonian, professora do departamento de História da UFSC e Luana Teixeira, bolsista junto ao Programa de Pós-Graduação em História.

O evento é gratuito e aberto à comunidade. O curta tem aproximadamente 30 minutos de duração e, após a exibição, acontece o bate-papo com presença da equipe do filme. O lançamento conta com o apoio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina.

Em 1923 foi inaugurado em Florianópolis um busto em homenagem a João da Cruz e Sousa, poeta negro catarinense falecido décadas antes. Fruto da mobilização da população negra, a história desse monumento resgata imagens de um momento em que a conquista por espaços na nova política inaugurada pela República estava na ordem do dia. O busto do poeta negro Cruz e Sousa, que hoje está na Praça XV de Novembro, centro de Florianópolis, completa, em abril de 2023, 100 anos desde sua inauguração.

O artista recebeu a homenagem por meio do Centro Cívico e Recreativo José Boiteux, uma associação de homens negros fundada em 1920, 25 anos depois da morte do poeta catarinense. O curta-metragem  reconstrói a trajetória deste coletivo pioneiro, no contexto da presença e do protagonismo da população negra em Santa Catarina nos anos 1920. Além disso, traz para o presente aspectos dessa história na qual símbolos de modernidade como as reformas urbanas e a Ponte Hercílio Luz são percebidas sob o ângulo da luta por acesso à cidadania e contra a discriminação racial na capital.

>Mais informações no perfil no Instagram do curta-metragem.

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UFSC lança no Colégio de Aplicação iniciativas para incentivo às mulheres na ciência

13/02/2023 14:54

Turma do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação (Fotos: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Uma apresentação para a turma do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação foi a forma adotada pela gestão da UFSC para lançar oficialmente importantes iniciativas que visam estimular o envolvimento de meninas e mulheres com a ciência.

Um grupo formado majoritariamente por mulheres foi responsável pela apresentação: a vice-reitora Joana Célia dos Passos; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Leslie Sedrez Chaves; a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro; a pesquisadora Camila Pagani, da Coordenadoria Administrativa e Financeira da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) e a professora Miriam Pillar Grossi, do Instituto de Estudos de Gênero (IEG). Elas estavam acompanhadas do professor George Luiz França, coordenador de educação básica da Prograd e professor do Colégio de Aplicação.

A escolha da turma do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação para lançamento dos editais não foi casual: é a turma da estudante Rosa Maria Miranda, que se notabilizou após descobrir sete asteroides em um programa da Nasa. Rosa Maria tornou-se uma entusiasta da divulgação científica.

As iniciativas divulgadas pelo grupo aos alunos são o lançamento do edital do Prêmio Mulheres na Ciência 2023, que chega à terceira edição; uma chamada para apoiar o financiamento de projetos de pesquisa e inovação liderados por professoras e um edital com o objetivo de apoiar a política de Iniciação Científica para o Ensino Médio desenvolvida pela UFSC.

Além disso, professora Joana Célia dos Passos anunciou uma parceria com o IEG para a criação de um programa de longo prazo para estimular o engajamento de meninas do Ensino Médio em carreiras de informática, tecnologia, engenharias, física e matemática. Essas carreiras, designadas pela sigla STEM, ainda têm pouca participação feminina.

“Queremos ampliar o papel das mulheres na produção do conhecimento”, disse a professora Joana. O professor George lembrou aos estudantes que, agora no Ensino Médio, eles também poderão se engajar em projetos de pesquisa. E a professora Mirian Grossi destacou que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) também tem um prêmio para a categoria Ensino Médio.

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UFSC e StandWithUs Brasil promovem palestra de combate ao nazismo e ao antissemitismo

05/12/2022 09:16

A StandWithUs Brasil e a Universidade Federal de Santa (UFSC) promovem a palestra Apologia ao nazismo e antissemitismo: por que devem ser levados a sério e combatidos?, com o professor Daniel Osowicki, que trabalhou por mais de quatro anos no Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém. O evento será no Auditório da Reitoria, no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis, nesta terça-feira, 6 de dezembro, às 18h30min. A palestra tem acesso livre e será transmitida pelo canal da UFSC no YouTube.

O professor Daniel Osowicki tem mais de quatro anos de experiência como guia do Museu do Holocausto de Jerusalém. Ele é licenciado em História e bacharel em Direito pela Universidade Católica de Quito, no Equador. Além disso, é mestre em História da América Latina pela Universidade Bar Ilan, de Israel. O professor foi indicado pela StandWithUs Brasil, representante local de organização internacional, não-governamental, de combate ao antissemitismo sediada em Los Angeles e Jerusalém, com centros educacionais em Nova York, Londres, Toronto, e São Paulo. A participação do professor no evento desta terça-feira é voluntária.

A palestra se junta às ações da UFSC que visam combater as agressões sofridas por alguns grupos no ambiente universitário. Em novembro, a Universidade lançou a campanha UFSC Antirracista e Antinazista. Criada pela Coordenadoria de Design e Programação Visual da Agência de Comunicação (CDPV/Agecom), a campanha se utiliza de referências amplamente conhecidas, como a imagem dos punhos cerrados, representação de lutas dos movimentos sociais e de direitos humanos.

No dia 22 de novembro, o Conselho Universitário (CUn) aprovou por unanimidade uma moção de enfrentamento ao nazismo e ao racismo em sessão extraordinária. E, no final do mês, ainda em meio às atividades do Novembro Negro, o CUn aprovou a Política de Enfrentamento ao Racismo Institucional – conjuto de normas que orienta desde a identificação de atos discriminatórios até a forma de denúncias, encaminhamentos, acolhimento das vítimas e orientações para tratar o assunto de forma educativa.

Tags: campanhanazismoneonazismoNovembro NegroUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Feira de Ciências na UFSC tem programação para público infantil

10/11/2022 12:31

Durante os dias 9, 10 e 11 de novembro acontece a Feira de Ciência da 19ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sepex/UFSC), que atrai escolas e famílias de toda região da Grande Florianópolis para apreciar os projetos desenvolvidos na instituição. São 55 estandes de exposição distribuídos no Centro de Cultura e Eventos Luiz Carlos Cancellier de Olivo,  no campus da UFSC em Florianópolis, além de rotas temáticas distribuídas nos centros de ensino, apresentações artísticas e minicursos ministrados ao longo da semana. 

Dentre as atividades disponíveis na Feira, as crianças e jovens podem participar de mini coberturas jornalísticas com a equipe do TJ UFSC, conhecer e brincar com diferentes tipos de insetos, controlar robôs, ver vírus e bactérias em um microscópio, descobrir como são feitos os perfumes e essências aromáticas em laboratórios científicos e, até mesmo, fazer carinho nos cachorros que estão participando do evento.

Foto: Matheus Alves

O estande do PET-Pedagogia é um dos mais visitados pelos pequenos, que adoram acompanhar as rodas de contação de história que acontecem com frequência. A proposta trazida no estande é popularizar a literatura afro-brasileira e apresentar às crianças histórias infantis com protagonismo negro, a fim de combater o racismo estrutural e institucional na educação.

Sônia Vinhote, expositora graduanda do curso de Pedagogia da UFSC comenta que a atividade está sendo feita com o objetivo de “diminuir a ação do racismo, que tem prevalecido na sociedade, por meio do trabalho com as literaturas de autores negros.” Sônia ainda ressalta a importância do incentivo à leitura durante a infância para o desenvolvimento intelectual e crítico. 

Ao total, é estimado público de duas mil pessoas por dia durante a feira temática, que ocorre até esta sexta-feira, 11 de novembro. O evento é gratuito e oferece programação para todas as idades e preferências.

Mais informações no site da Sepex.  

 

Matheus Alves/ Estagiário Agecom 

 

 

Tags: atividadescriançasdiversãoeventosepex

UFSC rechaça toda e qualquer forma de nazismo

24/10/2022 11:45

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tomou conhecimento através da Imprensa do envolvimento de estudantes com movimentos neonazistas. Ao tempo em que cumprimenta a ação da Polícia Civil na investigação, oferece colaboração para o total desvendamento e punição a este crime.

De sua parte, a UFSC solicitará às autoridades informações sobre os estudantes presos, para a adoção das medidas disciplinares cabíveis.

A Universidade também reforça que a Ouvidoria mantém canais para recebimento de denúncias, com a finalidade de mapear qualquer indício de redes neonazistas na UFSC.

Em outras frentes de atuação, a UFSC informa que o Conselho Universitário, em sessão realizada no dia 11 de outubro de 2022, aprovou uma moção de repúdio ao racismo, após o relato de casos ocorridos em Unidades Acadêmicas.

Uma política de enfrentamento ao racismo, construída em colaboração com entidades estudantis e representantes do movimento negro, será levada a consulta pública no início do mês de novembro, sendo posteriormente apresentada ao Conselho Universitário.

A UFSC repudia toda e qualquer ação racista e que atente contra os direitos humanos e o patrimônio ético, científico e cultural da instituição.

Tags: conselho universitárionazismoracismoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC se mobiliza para repudiar e enfrentar atos de racismo

10/10/2022 17:34

Alunos do curso de Pedagogia se mobilizaram rapidamente após o caso de racismo (Foto: Reprodução TV UFSC)

Um ato de injúria racial ocorrido nas dependências do Centro de Ciências da Educação (CED) mobilizou toda a comunidade acadêmica e jogou luz sobre a importância de uma política institucional de enfrentamento ao racismo. No dia 28 de setembro, uma aluna do curso de Pedagogia foi vítima de racismo por meio de frase escrita no banheiro feminino do Bloco A do Centro.

A reação da comunidade acadêmica foi imediata. As aulas foram interrompidas pela Coordenação do curso e o Centro Acadêmico promoveu uma assembleia de emergência no hall do CED. Além dos estudantes e professores do curso, estiveram presentes também estudantes da pós-graduação, o Diretor do Centro, professor Hamilton Wielewicki, e representantes da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade. No dia seguinte, os estudantes promoveram nova reunião, que teve a participação do movimento negro.

Além dos protestos, foram tomadas medidas efetivas para apuração do ato racista. No mesmo dia, um boletim de ocorrência foi registrado na Secretaria de Segurança Institucional da UFSC e no dia seguinte a estudante foi acompanhada para registro também na Delegacia da Mulher, da Polícia Civil.

Representantes de coletivos e do movimento negro também participaram de manifestações (Foto: Reprodução TV UFSC)

A vice-reitora Joana Célia dos Passos ressalta que a Reitoria vem tomando atitudes em relação ao caso e que, pela primeira vez, um ato desta natureza é tratado como crime. Pesquisadora de ações afirmativas e relações raciais, a professora Joana afirma que o combate ao racismo é do campo das relações sociais, mas defende que será preciso incluir ações pedagógicas no enfrentamento da questão, tais como a inclusão do tema nos currículos.

Ao mesmo tempo, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está aperfeiçoando o texto de uma minuta de Resolução Normativa de enfrentamento ao racismo institucional e violência de gênero, para apresentar uma proposta ao Conselho Universitário.

Ações e reações da comunidade universitária

28/09/2022

Estudante quilombola entra no banheiro feminino do Centro de Ciências da Educação (CED) e lê na parede uma inscrição com injúria racial dirigida a ela. A partir daí, são desencadeadas várias ações e iniciativas da comunidade universitária.

1) Acolhimento da estudante vítima de injúria pelo Atendimento Técnico Pedagógico e Coordenação do Curso de Pedagogia;

2) Identificação do crime com o testemunho dos professores e estudantes do curso;

3) Ação de mobilização do movimento estudantil;

4) Registro do Boletim de Ocorrência na Secretaria de Segurança Institucional da UFSC;

5) Acionamento imediato da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), da Direção do Centro e da Coordenadoria de Relações Étnico-raciais (Coema);

6) Produção e divulgação de nota informativa da Coordenação do curso.

7) Produção e divulgação da nota de posicionamento institucional pela Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe).

8) Acionamento da Central de Segurança para disponibilização de imagens;

29/09/2022

1) Registro do fato na reunião do Conselho de Unidade e encaminhamentos;

2) Registro de boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher, acompanhada de chefe de Segurança da UFSC;

3) Realização de reunião entre a Coordenação do curso e a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae);

4) Presença da vice-reitora no Curso de Pedagogia para tratar sobre o ocorrido;

5) Encaminhamentos coordenados pela Técnica Pedagoga junto ao Serviço de Escuta Preta e Psicologia Escolar da Prae;

6) Produção de matéria pela TV UFSC, com entrevista da Coordenadora e da Técnica Pedagoga do Curso.

 

7) Ato mobilizado pelos estudantes do curso com presença do movimento negro e divulgação de nota pública

8) Comunicado geral da Coordenação do curso para os estudantes sobre o registro de crime na Delegacia da Mulher e solicitando que quem tiver informações procure a Coordenação

03/10/2022

Atendimento psicológico à estudante pela psicóloga da Coema, mediado pela técnica pedagoga do Curso de Pedagogia;

04/10/2022

Reunião do NDE, Colegiado do Curso e coordenadores de fase para a construção de ações internas ao Curso de Pedagogia e medidas e protocolos na Universidade.

Tags: CEDenfrentamento ao racismopedagogiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Revista Katálysis publica edição com tema ‘Desigualdade, fome e produção de alimentos’

30/08/2022 10:00

Revista Katálysis, editada pelo pelo curso de graduação e pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou seu terceiro número de 2022 com o tema Desigualdade, fome e produção de alimentos. A publicação, de periodicidade quadrimestral, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo. Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista e na plataforma Scielo.

A revista destina-se à publicação de artigos científicos originais sobre temas atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição é voltada a um tema específico, considerado relevante no contexto social contemporâneo, mas também são publicados artigos que tratam de temas livres.

Mais informações pelo e-mail revistakatalysis@gmail.com.

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Slam Estrela D’Alva realiza quarta edição do evento na UFSC

26/08/2022 16:49

A próxima edição do Slam Estrela D’Alva ocorre na próxima terça-feira, 30 de agosto, às 18h, no varandão do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina (CCE/UFSC). A atividade faz parte da programação de recepção e acolhimento aos estudantes de graduação da UFSC do segundo semestre de 2022. O evento é aberto ao público e oferece certificado de participação mediante inscrição pelo site inscricoes.ufsc.br/slam4-petletras-publico.

Nesta edição, doze poetas, finalistas das três edições anteriores, disputarão quatro vagas na competição estadual de Slam. A competição está organizada em três etapas, em que os poetas mais votados pelos jurados avançam para a fase seguinte.

O evento Slam Poetry, do Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras (PET-Letras), teve início em maio de 2022, como parte do projeto PET-Eventos: planejamento e organização. Com o retorno das atividades presenciais o Slam Estrela D’Alva: competição de poesia falada popular na UFSC tornou-se um momento de encontro e trocas entre professores e estudantes, assim como entre a comunidade acadêmica e comunidade externa à universidade. O evento é apresentado pelo bolsista do PET-Letras Angelo Perusso e interpretado em Libras pelas estagiárias de acessibilidade Vitória Amancio e Mariane Pordeus.

Poetas classificados para a 4ª edição: 
Jaci; MVHS; WD; Sebah; Bianca Maria; BLK; Preto Lauffer; Podresia; Luan Renato; Laís Goes; Gab e Lucas Brasil.

Canal no YouTube do PET-Letras UFSC: youtube.com/PetLetrasUFSC

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UFSC divulga listas de aprovados no processo seletivo de vagas remanescentes

22/07/2022 11:26

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulgou nesta sexta-feira, 22 de julho, as listas de aprovados no Processo Seletivo Especial de Vagas Remanescentes 2022-2. O concurso teve um total de 1.859 inscritos e, das 594 vagas oferecidas em 28 cursos de Graduação, 417 foram preenchidas. As matrículas dos aprovados começam no dia 28 de julho.

A ocupação de vagas foi de 100% em 15 dos 28 cursos oferecidos no processo seletivo. Em seis cursos, porém, a ocupação ficou abaixo de 50%. “A Coperve e a Universidade estão trabalhando no sentido de preencher todas as vagas disponíveis em todos os cursos. A nossa intenção é de fato fazer uma ocupação de 100% das vagas ofertadas pela UFSC. Este processo foi importante para conhecer este público que faz vestibular no meio do ano”, afirma a presidente da Coperve, Maria José Baldessar.

Inscrições

As orientações e procedimentos para a realização da matrícula estão especificados em portaria conjunta da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad). O documento estabelece que a matrícula inicial dos candidatos aprovados será realizada em duas etapas: uma etapa online, de confirmação de interesse na matrícula, e uma etapa documental, que consiste no envio de documentos para as coordenadorias dos cursos. Ambas as etapas são obrigatórias, sob pena de perda da vaga.

O prazo da etapa online de matrícula para todos os candidatos classificados em primeira chamada vai de 28 de julho a 1º de agosto. Para isso, os candidatos devem acessar o site simig.sistemas.ufsc.br, com sua senha individual. Após seguir todos os passos, o candidato deve emitir e salvar o comprovante com protocolo.

Antes de realizar a etapa documental, os candidatos aprovados nas vagas reservadas à Política de Ações Afirmativas da UFSC deverão realizar a validação das autodeclarações apresentadas. Todos os documentos e informações necessárias para as validações deverão ser enviados através do sistema Sisvalida, no período de 10 a 12 de agosto de 2022. Em caso de dúvidas sobre as validações, os candidatos podem consultar a seção de perguntas frequentes (FAQ) na página da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) ou contatar os seguintes endereços:

* Autodeclaração de Renda = duvidas.renda.saad@contato.ufsc.br

* Autodeclaração de Pretos, Pardos e Negros = ppn.saad@contato.ufsc.br

* Autodeclaração de Indígenas = indigenas.saad@contato.ufsc.br

* Autodeclaração de Deficiência = pcd.dae@contato.ufsc.br

A etapa documental, de confirmação de matrícula, consiste no envio de documentos às coordenações dos cursos no período das 8h do dia 10 de agosto às 18h do dia 24 de agosto. Todas as informações sobre documentos, formatos de arquivos e outras exigências estão discriminadas na Portaria de Matrícula, que também traz os endereços de e-mail de cada coordenadoria de curso. O documento contém ainda as orientações para matrícula da segunda chamada do certame, prevista para ser divulgada no dia 29 de agosto.

 

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Coperve divulga aprovados no processo seletivo para pessoas refugiadas

27/06/2022 08:49

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulgou na quinta-feira, 23 de junho, o resultado do processo seletivo especial para o ingresso de pessoas refugiadas em cursos de graduação da UFSC. Todas as dez vagas oferecidas foram preenchidas. Foram aprovados cinco venezuelanos, quatro haitianos e um candidato da Guiné-Bissau.

As vagas preenchidas são para os cursos de Matemática (Licenciatura), Geografia, Engenharia de Materiais (Bacharelado), Biblioteconomia (Bacharelado), Letras – Português, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Secretariado Executivo (Bacharelado), Engenharia de Produção Elétrica, Química (Licenciatura), Química Tecnológica (Bacharelado). Os aprovados iniciam seus estudos no segundo semestre letivo de 2022, em 25 de agosto.

Lisbeth Carolina Chirinos Márquez (Foto: arquivo pessoal)

As provas do processo seletivo foram aplicadas no dia 12 de junho. Os candidatos responderam 30 questões das disciplinas de Língua Portuguesa (10 questões), Conhecimentos Gerais (17), Língua Estrangeira (3 questões, com opção de espanhol, inglês ou francês) e elaboraram uma Redação. Ao todo, estavam inscritas no concurso 69 pessoas que se enquadravam nos critérios do edital: pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadores de visto humanitário.

A venezuelana Lisbeth Carolina Chirinos Márquez está no Brasil desde dezembro de 2016 e foi aprovada para o curso de Letras Língua Portuguesa. Ela foi avisada sobre o processo seletivo pela sua amiga Marcela Possato, estudante do curso de Farmácia da UFSC, que deu dicas e incentivo para ela participar. Lisbeth conta que estudava em horas livres e acredita que a leitura em geral também ajudou bastante na sua aprovação. Ela valoriza a chance de fazer um curso de graduação na UFSC: “Vejo como uma oportunidade maravilhosa para o meu crescimento pessoal e profissional e assim contribuir de alguma forma com esta minha casa, Brasil!!”

Naydalie Charite Jeune, do Haiti, é a candidata aprovada para o curso de Secretariado Executivo. Ela está no Brasil desde 2018 e neste mês completa quatro anos no País. A estudante ficou sabendo do vestibular da UFSC por meio de uma pessoa chamada Marli, que trabalha na escola Juscelino Kubitschek, onde ela concluiu o ensino médio. Naydalie diz que ficou sabendo do processo seletivo meio tarde e estudou sozinha em casa, pela internet, e focou nos conteúdos disponibilizados pelo site do concurso. “É incrível a quantidade de oportunidades que o Brasil oferece aos imigrantes como eu, e poder entrar em uma universidade como a UFSC é sem dúvida uma oportunidade incrível.”

Sérgio Besna Dudu Mane (Foto: arquivo pessoal)

Sergio Besna Dudu Mane, natural da Guiné-Bissau, reside há oito anos no Brasil e foi o aprovado no curso de Engenharia de Produção Elétrica. Ele conta que se preparou para o vestibular por meio de leituras e seguindo as orientações repassadas pela Coperve. “Vejo a oportunidade de fazer o curso superior no Brasil como uma solução para superar obstáculos (pobreza e dificuldades para oportunidade de emprego) e também para crescimento pessoal para futuro melhor. Fazer curso superior no Brasil nos permite adquirir um vasto campo de conhecimentos e nos deixa preparados para desafios do mercado trabalho, nos tornando profissionais competentes.”

 

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Coletivo da UFSC Curitibanos lança projeto sobre contos africanos

23/06/2022 10:59

Vovó Cici

O grupo Curitiblack, de afrodescendentes do campus UFSC Curitibanos, lançou o projeto Nossos griots: contos africanos, que pretende incentivar, influenciar e proporcionar a narrativa de histórias de origem africana para a comunidade acadêmica e a sociedade por meio de contadores de histórias (griots) afrodescendentes. Para a realização do projeto, serão produzidos vídeos em que os griots convidados contarão suas histórias.

Os vídeos serão veiculados no canal do Youtube do grupo Curitiblack e divulgados em redes sociais e páginas da UFSC. No campus, banners contendo QR code dos vídeos facilitarão o acesso. Os vídeos serão apresentados, também, em escolas e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em forma de oficinas. O grupo Curitiblack é destinado à valorização da cultura e presença negras no espaço acadêmico e na sociedade.

A primeira convidada do projeto é Nancy de Souza e Silva, Vovó Cici, Ebômi do ilê Axé Opô Aranju, de Lauro de Freiras, na Bahia. Ela tem 82 anos, é natural do Rio de Janeiro, mas mora em Salvador há 51 anos. Em 2022, recebeu o título de Cidadã Soteropolitana. É letrada em cultura afrodiaspórica, propriedades medicinais das plantas e magia dos cantos que despertam as propriedades das folhas. Está associada à fundação Espaço Cultural Pierre Verger. Vovó Cici é um verdadeiro patrimônio cultural afro-brasileiro e é a ponte que liga os conhecimentos ancestrais com a juventude.

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Revista ‘Fora do Eixo’ lança sua 18° edição

13/06/2022 11:03

A 18ª edição  da revista Fora do Eixo aborda o hedonismo, doutrina filosófica que centraliza a busca pelo prazer como objetivo final do ser humano. A revista é organizada por Luiz Queriquelli, Heronides Moura e Fábio Lopes da Silva, professores do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina (DLLV/UFSC).

A publicação surgiu logo no início da pandemia e é voltada à discussão de temas atuais em uma linguagem informal, dirigida ao grande público. A Fora do Eixo se inspira nos antigos suplementos culturais mantidos por grandes jornais brasileiros como O Estado de S. Paulo, o Jornal do Brasil e a Folha de S.Paulo, e visa debater temas controversos de política e cultura, buscando estimular o livre pensamento.

A revista Fora do Eixo está disponível aqui.

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Coletive Saia do Mar realiza apresentação presencial pelo Projeto 12:30 na UFSC

06/06/2022 10:39

O Projeto 12:30 recebe, na próxima quarta-feira, dia 08 de junho, a banda Coletive Saia do Mar. A apresentação ocorre na Praça da Cidadania da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em frente ao Centro de Eventos da UFSC, no campus da Trindade. O evento tem início às 12h30, é gratuito e aberto à comunidade.

A Coletive Saia do Mar é um grupo de Florianópolis, iniciado em 2018, que estuda samba de coco – manifestação cultural dos estados do nordeste do Brasil. A banda trabalha realizando rodas nas ruas e organizando eventos e oficinas, além de integrar outras manifestações culturais como capoeira, samba de roda e percussão africana.

 


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Saad promove atividades do evento “Cura ou não cura? V”

23/05/2022 16:03

A Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), por meio de sua Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), promove atividades do evento “Cura ou não cura? V”. No dia 24/05/2022, às 18h, no auditório do Centro Sócio-Econômico (CSE), ocorrerá uma mesa redonda intitulada Impacto dos discursos conservadores e religiosos na propagação da LGBTQIA+fobia. O evento terá como debatedores a reverenda Alexya Salvador, da Igreja da Comunidade Metropolitana, de Mairiporã-SP, e Ângela Albino, diretora de relações institucionais da União Brasileira de Mulheres, com mediação da estudante de Serviço Social da UFSC Mariana Franco.

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Inscrições ao processo seletivo de pessoas refugiadas começam nesta quarta-feira, dia 4

03/05/2022 10:55

Começam nesta quarta-feira, dia 4 de maio, as inscrições ao processo seletivo para ingresso de pessoas refugiadas em cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições vão até 13 de maio de 2022, são gratuitas e realizadas via internet. Para se inscrever, o candidato deverá acessar o site www.refugiados2022.ufsc.br, preencher integralmente o Requerimento de Inscrição e enviá-lo (via internet) para a Coperve/UFSC até 23h59min do dia 13 de maio de 2022.

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) publicou versões em inglês, espanhol e francês do edital do processo seletivo.

São oferecidas 10 vagas, com no máximo uma por curso. Os candidatos poderão optar por apenas um dos cursos listados no Quadro Geral de Cursos (Anexo I do edital). Essas vagas serão preenchidas de acordo com a classificação geral dos candidatos.

As 10 vagas são remanescentes do Vestibular UFSC 2022 e serão oferecidas para pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadoras de visto humanitário,  oriundos(as) de qualquer percurso escolar e que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio ou equivalente até a data de matrícula na UFSC. O ingresso é para o segundo semestre letivo de 2022, em cursos de Graduação do campus de Florianópolis.

Os documentos de identificação aceitos para inscrição são passaporte, ou Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) ou Registro Nacional Migratório (RNM), ou Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Excepcionalmente, o candidato poderá apresentar outro documento de identificação com foto. Todos terão que informar também o número de CPF.

A prova será realizada no dia 12 de junho de 2022, das 14h às 18h. Os candidatos responderão 30 questões de Língua Portuguesa (10 questões), Conhecimentos Gerais (17), Língua Estrangeira (3 questões, com opção de espanhol, inglês ou francês) e ainda deverão elaborar uma Redação. A prova de Conhecimentos Gerais envolverá as disciplinas de Biologia, Química, Matemática, Física, História e Geografia. Os programas das disciplinas estão disponíveis no site www.refugiados2022.ufsc.br.

A Confirmação de Inscrição Definitiva, contendo o local de realização da prova, será disponibilizada no site www.refugiados2022.ufsc.br a partir do dia 1º de junho de 2022.

Para acesso ao local de provas, o candidato terá que apresentar, além de documento de identificação, um comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou um teste com resultado negativo realizado até 72 horas antes do dia da prova. Após entrar no local de prova e durante todo o período de sua realização, o candidato deverá usar máscara facial, sendo indicado o modelo N95 ou similar. Não será permitido o consumo de alimentos durante a realização do exame.

O gabarito das questões objetivas e a prova serão divulgados no site www.refugiados2022.ufsc.br a partir das 19h do dia 12 de junho. A relação oficial dos(as) classificados(as), contendo nome e número de inscrição, bem como o boletim de desempenho individual dos(as) candidatos(as), também serão divulgados no site do concurso.

 

Tags: coperveprocesso seletivorefugiadosSaadUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Câmara de Graduação regulamenta processo seletivo para ingresso na UFSC de pessoas refugiadas

31/03/2022 09:52

A Câmara de Graduação (CGRAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) regulamentou o processo seletivo para ingresso em cursos de graduação da Universidade de pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadoras de visto humanitário. A UFSC oferecerá dez vagas remanescentes do Vestibular UFSC 2022 em cursos do campus de Florianópolis, para ingresso no segundo semestre letivo, com um máximo de uma vaga por curso. O segundo semestre da graduação na UFSC começa no dia 25 de agosto.

“É fundamental que as instituições de ensino superior públicas, como a UFSC, implementem programas e ações afirmativas como forma de promoção de equidade e justiça social. O ingresso de pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e portadoras de visto humanitário é mais um passo para visibilizar questões importantes como o acolhimento e promover uma cultura anti-racista, não xenófoba e não preconceituosa. Além disso, temos a certeza de que a UFSC tem muito a se beneficiar com uma maior diversidade em relação ao perfil de nossos estudantes e com os diálogos interculturais decorrentes”, destaca Janaína Santos, da comissão para tratar da Política de Ingresso para pessoas refugiadas ou portadoras de visto Humanitário (PRVH) na Universidade Federal de Santa Catarina.

O processo seletivo será realizado pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve). A seleção de candidatos(as) para essas vagas remanescentes será feita por meio de prova, a ser realizada em um único dia, no campus de Florianópolis. A prova será composta por 30 questões, distribuídas entre as disciplinas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais, Língua Estrangeira e uma Redação. A Coperve planeja realizar a prova em meados de junho.
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Dia Internacional da Mulher: UFSC lança segunda edição do prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras

08/03/2022 08:51

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), lança neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras da UFSC. As inscrições estão abertas e seguem até 8 de junho, pelo site

>> Professoras da UFSC participam de programação da SBPC para o 8 de março

O prêmio tem como propósito estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras. O objetivo é divulgar as pesquisas e pesquisadoras, e assim inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência. Nesta edição em especial, o prêmio se dedica a dar visibilidade às pesquisas realizadas por mulheres cientistas negras, em reconhecimento pelas grandes contribuições pouco divulgadas.

>> Live discute a presença das mulheres na ciência nesta quarta-feira, 9 de março

“A ideia de tornar essa segunda edição do prêmio em uma edição especial para as cientistas negras surgiu a partir de uma perspectiva de equidade: já está bem estabelecido  que quanto maior a diversidade em grupos de pesquisa, maior o impacto científico da produção, oferecendo respostas mais robustas aos problemas pesquisados”, salienta a superintendente de Projetos da Propesq, Maique Weber Biavatti.
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UFSC celebra Dia Nacional da Visibilidade Trans com campanha nas redes sociais

29/01/2022 09:58

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGen) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) e do Grupo de Trabalho criado para a construção de uma Política Trans para a Universidade lançam, neste 29 de janeiro a campanha “TRANSitando em territórios… Conquistando Espaços!”. A data é quando se celebra a visibilidade das pessoas trans em todo o Brasil.

A data é lembrada desde 2004, e no âmbito da UFSC, é utilizada para lembrar as conquistas e trazer visibilidade às demandas de travestis, transexuais, transgêneres e não-bináries. Dentre as conquistas na instituição estão a institucionalização da garantia do uso do nome social por meio da Resolução Normativa 059/CUN/2015 e a criação do Grupo de Trabalho por meio da CDGen/Saad, com a participação de representantes do Núcleo N’aya: aquilombamento de intelectualidades afrotranscentradas, estudantes trans de graduação e pós-graduação,além de servidoras/es técnicos da instituição.

Confira as peças da campanha e saiba mais sobre as iniciativas desenvolvidas pelo GT e pela CDGen/Saad no site diversifica.ufsc.br

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Grupo Refletindo Masculinidades tem inscrições abertas até 24 de janeiro

17/01/2022 17:47

Estão abertas até 24 de janeiro as inscrições para o grupo Refletindo Masculinidades. O grupo promove encontros quinzenais com o objetivo de fomentar o questionamento coletivo das masculinidades ou papéis masculinos. O projeto é vinculado à Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e tem como público-alvo estudantes e servidores da UFSC. As atividades ocorrem pela plataforma Google Meet.

Os interessados devem preencher o formulário de inscrições, no qual devem indicar suas preferências de data e horário, e aguardar o e-mail de confirmação da inscrição. Haverá grupos que reúnem homens e mulheres, mas a maioria dos encontros é exclusiva para quem se reconhece como homem (trans e cisgênero).

Link para inscrição: https://docs.google.com/forms/d/1n9oz_oZ8aywEZBfW8oqF2EQd7Dm-hlik6HOTK47-6rw/viewform?ts=61bb9194&edit_requested=true

A proposta é realizar uma abordagem dialógica, questionando as diferentes formas de expressão do masculino – na educação, nos relacionamentos, na socialização, nas hierarquias de opressão –, além de temas relacionados ao feminismo e às pautas LGBTQIA+. Os assuntos debatidos são definidos pelo próprio grupo, que preza pelo respeito, pelo sigilo e pelo debate livre, propiciando um espaço seguro.

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Programação do mês da Consciência Negra na UFSC começa nesta segunda-feira

29/11/2021 15:20

Novembro Negro e o enfrentamento ao racismo institucional é o mote dos dois dias de programação da Universidade Federal de Santa Catarina em alusão ao mês da Consciência Negra. As atividades contarão com transmissão pelo canal do Youtube da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD). As inscrições devem ser feitas via formulário.

Com essa agenda, a Coordenadoria de Relações Étnico Raciais e Diversidades (COEMA), recentemente criada, promove sua primeira ação pública junto à comunidade universitária, com dois dias de ação articulada e multicampi, para fortalecer coletivamente o trabalho de enfrentamento ao racismo institucional.

No dia 29, a coordenadoria será apresentada, com um panorama histórico da luta antiracista na UFSC (o protagonismo dos coletivos negros), apresentação das ações nos campi e diálogo sobre articulação institucional no enfrentamento ao racismo contra estudantes.

Já no dia 30, haverá um diálogo com a autora Jeruse Romão sobre a obra Antonieta de Barros: Professora, escritora, jornalista, primeira deputada catarinense e negra do Brasil e um debate sobre o papel da universidade para o povo preto – entre avanços e desafios.

Confira a programação
ATIVIDADE 1: Enfrentamento ao racismo institucional: aquilombar para avançar!

Dia 29/11 14h30

Atividade ampliada com convidados de movimentos sociais, estudantes, docentes, TAEs e gestores.

Apresentação da COEMA/SAAD UFSC
Panorama histórico da luta antiracista na UFSC (o protagonismo dos coletivos negros)
Apresentação das ações nos campi da UFSC
Diálogo sobre articulação institucional no enfrentamento ao racismo contra estudantes.

ATIVIDADE 2: Resistências negras nos espaços de poder: o legado de Antonieta de Barros

Dia 30/11 – 14h30 pelo canal do YouTube da SAAD.

Diálogo com a autora Jeruse Romão sobre sua obra “Antonieta de Barros: Professora, escritora, jornalista, primeira deputada catarinense e negra do Brasil” feito por Zâmbia Osório dos Santos (Professora e doutoranda em Educação na UFSC/Grupos Literalise e Alteritas).

ATIVIDADE 3: O papel da universidade para o povo preto – entre avanços e desafios.

Mesa redonda com Docentes e Estudante sobre os desafios atuais no ensino superior.

30/11 – 18h30 pelo canal do YouTube da SAAD.

Profª Drª Francis Tourinho – Secretária de Ações afirmativas da UFSC

Profª Ms Andreia de Sousa – Docente em Biblioteconomia e membro do NEAB/UDESC

Joyce Santos – Graduanda do Curso de Serviço Social da UFSC e membro do Coletivo Magali

Mais eventos

Em Curitibanos o Coletivo Curitiblack promove a atividade de semana da consciência negra “Reparação e Exaltação”. Em Araranguá,  GT PróNEABI-ARA, criado recentemente no campus, realiza o 1º Seminário de estudos afro-brasileiros, indígenas, quilombolas e de ações afirmativas do Campus Araranguá. Também o Grupo Alteritas promoveu, no dia 9, uma live de abertura de seus estudos sobre Beatriz Nascimento disponível aqui e segue divulgando as ações do mês por meio de suas mídias sociais.

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Dança Afro é tema de oficina nesta quarta-feira, dia 24 de novembro

23/11/2021 16:28

O projeto Práticas Corporais do Centro de Desportos (CDS/UFSC) está realizando o I Ciclo de Oficinas, em que são oferecidas oficinas de dança online e gratuitas para a comunidade universitária e comunidade em geral. As oficinas acontecem quinzenalmente, às quartas feiras às 19h30. A próxima será sobre a Dança Afro, no dia 24 de novembro, com a professora Keli Barreto. O acesso será por aqui.

 

O projeto de extensão do Centro de Desportos integra o Núcleo Vitral Latino-Americano de Educação Física, Esporte e Saúde, que está vinculado ao Instituto de Estudos Latino-Americano (IELA). A iniciativa tem como objetivo o estímulo ao conhecimento de artes e práticas corporais de diferentes origens culturais, por meio experiências criativas e críticas. Foi criado em 2005 e devido a pandemia está ofertando aulas de yoga e dança na modalidade online, sendo possível acompanhá-los pelo Instagram.

 

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Procura-se um Leitor celebra Cruz e Sousa e contribuição artística e literária da comunidade negra

19/11/2021 15:31

O projeto de extensão Procura-se um Leitor, da Universidade Federal de Santa Catarina, convida para a live Diálogos Sobre Cruz e Sousa e a Produção Artística Catarinense, que será realizada nesta quarta-feira, 24 de novembro, às 19h, em seu canal do Youtube. O evento ocorre no mês da Consciência Negra e celebra o valor e contribuição artística e literária da comunidade negra para o país.

A proposta também é fazer um convite à reflexão sobre a problemática do racismo estrutural que persiste na sociedade. Além disso, a live ocorrerá no dia em que é comemorado o aniversário do catarinense Cruz e Sousa e tem o intuito de explorar e debater a obra do poeta por meio de produções artísticas contemporâneas.

Os convidados da roda de conversa são os agentes da cultura catarinense Eliane Debus e Robson Benta. Eliane é doutora pela Universidade do Minho (PT) e atua como professora no Departamento de Metodologia de Ensino da UFSC. Ela também é responsável pela coletânea Triolé, Triolé, poemas de Cruz e Sousa, obra que reúne textos dessa forma poética do poeta catarinense. Robson Benta é professor, ator e diretor de teatro. Ministra aulas de teatro em instituições educacionais e atua profissionalmente em projetos de teatro, musicais e cinema. No projeto Cruz e Sousa para Todos, Robson produziu um audiobook e um videobook de Últimos Sonetos, ampliando a acessibilidade à obra do poeta catarinense.

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Pesquisadora mapeia trajetórias negras e racismos na infância

19/11/2021 13:21

Eu não denominava, mas aquela questão de ser chamada de macaca eu percebia que eram dirigidas para as pessoas negras…Pra mim foi uma ruptura profunda entender este mundo agressivo e hostil… Ai o que aconteceu: eu comecei a dizer pra minha mãe que eu tinha dor de cabeça, ai eu não ia para a aula. Eu amava estudar só que, ao mesmo tempo, eu não queria passar por aquilo todos os dias. De ser xingada, hostilizada.

O tempo todo eu era chamada de negrinha suja, suco de pneu, suco de asfalto. E isso se estendeu até a sexta série quando mudei de escola.

Hoje eu consigo ver que, se eu cheguei ao ponto de aos nove anos, de bater, foi o último assim, um estresse muito grande… eu tinha chegado no meu limite. Como a criança negra ela se sente sozinha assim porque… talvez hoje se tenha uma atenção porque a gente fala mais disso, mas antes se não era como a minha mãe respondeu… como se fosse algo simples sabe, tipo “ah, esquece, não dá bola que para”, “ah, se o fulaninho briga muito. iiih é porque gosta”. Sabe estas coisas assim de não dar bola pra um problema que é grave só porque é criança. Só que, com certeza, isso nos afeta muito.

Os trechos acima são reprodução de depoimentos coletados pela pesquisadora Sandra Tonhote Sousa ao longo da sua pesquisa de mestrado, defendida em junho de 2020 no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina. Hoje cientista social e pesquisadora, ela também já foi criança. E embora tenha feito parte de um núcleo familiar que sempre positivou a negritude, a aproximação com coletivos e movimentos sociais fez com que decidisse se dedicar ao que precisa ser dito e enfrentado socialmente.

Por meio de entrevistas concedidas a ela por quatro mulheres e de narrativas públicas de quatro personalidades, ela investigou o racismo na infância. Mesmo sabendo que estaria diante de dores compartilhadas, foi um percurso fundamental para trazer à tona um debate importante. “A ideia de explicitar o racismo é justamente para combater. Temos bastante debate sobre relações raciais na academia e na política, mas na sociedade falta um pouco esse olhar para a infância, para esse sujeito que está começando a se entender e já está sendo vítima”, contextualiza.

Na dissertação Trajetórias Negras e Racismos: Memórias da Convivência Inter-racial na Infância, orientada pela professora Ilka Boaventura Leite, ela conclui que a descoberta do racismo pela criança negra pode ser interpretada em analogia com o mito da caverna de Platão. “Antes da primeira experiência amarga, acreditamos conhecer o mundo de uma maneira, mas, após, ele vai mudar significativamente quando somos de repente jogados para fora, lançados a outra realidade. Assim, depois de um episódio terrivelmente desconfortável, passamos a conhecer a realidade com a qual vamos conviver a partir de então”, escreve. As pesquisas bibliográficas também indicaram que as crianças negras podem experienciar ou passarem a ser vítimas da radicalização desde o berçário, na educação infantil ou até mesmo no interior das famílias.

O percurso não foi prazeroso. Sandra teve de se confrontar com as suas memórias e remexer nas dores das suas entrevistadas. Apesar disso, tanto ela, quanto as interlocutoras na pesquisa compartilhavam de um mesmo objetivo: “a gente tem que promover mais esse debate como forma de acabar com isso, de mostrar que existe, de chamar atenção para esse ponto”.

No caminho, deparou-se com pesquisas que retratavam a infância e o racismo sob a ótica da educação e usou a antropologia para se aproximar desse campo de estudos. Também investigou questões relacionadas à memória e à diáspora africana e, com o auxílio da autora portuguesa Grada Kilomba, remonta ao que a escritora chama de “a dor indizível do racismo”.

Nesse aspecto, lembranças de olhares, de apelidos e de gestos de censura a traços físicos identitários – como o cabelo, por exemplo – permeiam as narrativas trazidas na pesquisa. “Lembro de uma vez em que meu pai fez um trabalho, ele foi cobrar um dono de um restaurante e o dono do restaurante não tinha dinheiro, então falou que o meu pai poderia ir jantar com a família dele. E nós fomos comer num restaurante bem classe média no centro da cidade. Eu nunca vou esquecer quando a gente entrou e todo mundo olhou. Foi horrível”, disse uma das entrevistadas.

Para Sandra, nem mesmo a classe social é um mecanismo que afasta o racismo. A entrevista do cantor e compositor Gilberto Gil, que ela analisa na pesquisa, é um retrato disso: mesmo pertencendo a uma elite, à classe média, quando ele sai do contexto familiar e social em que os pais eram reconhecidos, o racismo passa a permear a sua existência. “No ciclo em que ele estava inserido ele podia ser lido como branco, depois que ele sai daquele ciclo acaba se deparando com o racismo. A racialização está na estrutura social, em todas as sociedades”, comenta.

Precisamos falar sobre

Na pesquisa, Sandra também remonta o momento em que opta pela construção de um objeto capaz de acionar dores e memórias tristes. Ela lembra que, quando começou a estudar relações raciais, sua ideia era fugir de assuntos delicados e investigar outros aspectos de fortalecimento identitário. Mas as leituras a fizeram subverter esse pensamento. “Fui entendendo a gravidade do tema e vi que não tinha como fugir. O debate é urgente. Precisamos falar do racismo, da juventude negra assassinada e de assuntos dolorosos”.

Por conta das características da pesquisa, ela teve dificuldades, por exemplo, em formar uma rede maior de entrevistados. As vozes que ecoam no estudo são, em sua maioria, de mulheres. Todas as entrevistas realizadas por ela também são com interlocutoras femininas. “Eu não consegui entrevistar homens. E entendo que isso tenha acontecido porque, para um homem, é mais difícil se colocar nesse lugar de fragilidade. É uma parte da masculinidade que se tenta esconder”.

Em contrapartida, as vivências captadas no estudo de Sandra revelam muitos padrões de comportamento de uma sociedade racista. Para ela, trata-se de uma disputa de narrativas, já que a ideia de raça é uma construção que vem afetando a toda a sociedade, por séculos e gerações. “Isso nubla a nossa percepção de realidade, tanto os sujeitos brancos, quanto os não-brancos, seja um para se sentir superior e outro inferiorizado”, pondera. “A gente tem consciência de que é uma narrativa e tem que tentar construir outra, contribuir minimamente para isso. E o esforço das pesquisas vai nesse sentido”, completa.

 

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Mulheres cientistas premiadas pela UFSC falam sobre suas trajetórias em mesa da Semana Nacional de C&T

08/10/2021 19:02

As nove mulheres premiadas no Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC), participaram, nesta sexta-feira, de uma mesa de debates na qual puderam narrar parte das suas experiências como pesquisadoras. O evento fez parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e antecede a cerimônia formal de premiação, que será realizada no dia 11 de fevereiro, o dia internacional das mulheres e meninas nas ciências.

O evento foi conduzido pela professora Maique Weber Biavatti, da Superintendência de Projetos da Propesq, e também teve a participação do reitor da UFSC, Ubaldo Cezar Balthazar, que parabenizou a excelência dos trabalhos desenvolvidos pelas pesquisadoras. “Quero parabenizá-las e que continuem sendo esse exemplo de mulheres cientistas”, disse.

A presidente da Comissão de Equidade da UFSC, professora Miriam Grossi, abriu a solenidade e fez um balanço dos trabalhos da comissão, que está prestes a completar um ano e que encaminha ações institucionais relacionadas à questões de gênero na universidade. Ela também lembrou que uma mulher em um lugar de poder pode mudar radicalmente o mundo e agradeceu a professora Maique por inserir esse debate institucionalmente.

Todas as nove premiadas, nas categorias júnior, plena e sênior, nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas e da Terra puderam falar brevemente sobre suas trajetórias e desafios na construção das carreiras. Muitas delas egressas da UFSC, as cientistas também salientaram seu compromisso com a universidade, com a formação dos seus alunos e com o exemplo e a representatividade para outras mulheres.

O Prêmio Mulheres na Ciência 2021 foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica.

Assista ao evento
Dedicação e exemplo

Christiane Fernandes Horn, do Departamento de Química, premiada na categoria júnior, fez uma comparação da Química com o papel da mulher na academia, na vida cotidiana e no mundo. “Somos as catalisadoras de novas reações e tal como os catalisadores, as lutas não nos degradam, mas nos preparam para novos desafios”. Já a professora Lucila Maria de Souza Campos, do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, vencedora na categoria plena, lembrou das mulheres que foram referência para a sua formação e celebrou os currículos das premiadas. “Tenho orgulho de, agora, ser parte desse seleto grupo que inicia uma jornada de valorização das mulheres cientistas”.

A professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, destaque na categoria sênior, falou sobre o seu vínculo com a UFSC e enalteceu o papel da diversidade na instituição, registrando também a importância do prêmio em um ano em que tanto se está precisando de acolhimento e de abraços. “Esse nosso olhar feminino é muito importante. Nós somos tão vibrantes e brilhantes cientistas dentro do mundo que é muito diverso”.

Marília de Nardin Budó, do Departamento de Direito, vencedora na categoria júnior das Ciências Humanas, discursou em favor da universidade, das bolsas de pesquisa e do estímulo à ciência, que vem sofrendo cortes orçamentários milionários. Ela também destacou o papel da diversidade na instituição para uma ciência comprometida. “A cada ano que passa eu vejo a universidade mais plural e inclusiva e esse dado é determinante”, resumiu.

Lugar de afeto

A maternidade e os vínculos afetivos também fizeram parte das falas das professoras. Daniela Karine Ramos, do Departamento de Metodologia de Ensino, premiada na categoria plena, lembrou que, sendo mãe de três filhos, passou por inúmeras necessidades de adaptação durante a pandemia. “O prêmio registra o esforço e o comprometimento com a ciência e com a formação dos nossos alunos. Que a gente possa inspirar a vida de muitos ao longo da nossa atuação”.

Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História, destaque na categoria sênior, disse estar muito honrada e emocionada com o prêmio. Ela, que estuda justamente a história das mulheres e do gênero, não deixou de registrar a importância da família e das colegas – estudantes e amigas. “A ciência é uma construção coletiva e também é ou pode ser afetiva”, disse.

Ione Jayce Ceola Schneider, do Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá, destaque na categoria júnior, lembrou das suas orientandas – seis delas já diplomadas como mestras. “Tento sempre acolhê-las, pois muitas têm filhos, trabalham e ficam longe da família para conseguir fazer suas pesquisas”. Este aspecto também fez parte da fala da professora Maria Jose Hotzel, do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, destaque na categoria plena. “Que isso possa ser um alento e um estímulo para pessoas que a gente sabe que terão dificuldades, como as mulheres, que têm um grau de dificuldade a mais”. Já a professora Ana Lucia Severo Rodrigues, do Departamento de Bioquímica, vencedora na categoria sênior, lembrou que a carreira, mesmo com as dificuldades, tem valido a pena. “Essa carreira nos oferece tanto, como a gratificação em formar pessoas qualificadas e ver as conquistas dos orientandos. Que com nosso exemplo a gente possa inspirar várias mulheres”, registrou.

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Cursos de graduação da UFSC oferecem disciplinas que abordam temas da diversidade

05/10/2021 19:00

Pelo menos 12 cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferecem disciplinas que abordam em seus conteúdos questões de gênero, feminismos e racismo, entre outros. Para o semestre 2021.2, que começa no dia 25 de outubro, são 34 disciplinas relacionadas à diversidade. O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) preparou um quadro  atualizado com essas ofertas.

Algumas disciplinas são reservadas aos alunos do respectivo curso, mas outras são abertas a todos os estudantes de graduação da UFSC. Estes poderão incluir disciplinas na segunda etapa de matrículas, de 11 a 15 de outubro, e na etapa de ajuste (online), nos dias 21 e 22. As disciplinas de também poderão ser incluídas na grade dos alunos de graduação no período de ajustes excepcionais, de 25 a 27 de outubro.

Alunos da UFSC e até mesmo pessoas da comunidade externa terão possibilidade de se matricular em algumas disciplinas que ofereçam vagas para matrícula em disciplina isolada. As vagas disponíveis para matrícula de alunos especiais e alunos ouvintes serão publicadas em edital próprio no site https://disciplinaisolada.sistemas.ufsc.br/ e as matrículas poderão ser feitas nos dias 3 e 4 de novembro.

Confira as datas de matrículas no Calendário Acadêmico.

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