Podcast UFSC Ciência lança episódio sobre musicoterapia

20/08/2019 12:52

A Agência de Comunicação (Agecom) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta terça-feira, 20 de agosto, o sexto episódio do podcast UFSC Ciência. O tema do primeiro programa deste semestre é musicoterapia. Foram entrevistados para falar sobre o assunto os professores Janaína Trasel Martins, do Departamento de Artes, Luciano Py de Oliveira, do Colégio Aplicação, e Maria Madalena Pinheiro, do Departamento de Fonoaudiologia.

Podcasts são arquivos de áudio disponíveis para o usuário escutar a hora que quiser. Os episódios serão quinzenais e estarão em diversas plataformas, como Spotify e iTunes.

A iniciativa é uma realização da Agecom para divulgar o trabalho de alunos, professores e pesquisadores da instituição. A gravação do episódio contou com apoio do Laboratório de Radiojornalismo, do Departamento de Jornalismo, que cede um espaço semanal para a gravação de entrevistas e áudios.

Mais informações na página UFSC Ciência.

> Ouça através do player abaixo:

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*Parte dos efeitos sonoros e canções utilizadas na edição deste episódio são provenientes de sites com banco de arquivos de áudio de uso liberado: freesound.org e freemusicarchive.org.

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Parafuso Silvestre comanda o palco do Projeto 12:30 nesta quarta

01/07/2019 09:12

O grupo Parafuso Silvestre será a atração do projeto 12:30 nesta quarta-feira, 3 de julho. O show integra a programação da Semana do Rock Catarinense 2019. A identidade musical da banda deriva das afinidades de cada integrante — a música pop, rock dos anos 1990 e 2000, música brasileira, rock progressivo, trilhas sonoras de filmes e videogames e música erudita. O evento é gratuito e aberto à comunidade, e acontece em frente ao Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, às 12h30. A apresentação encerra a programação semestral do Projeto 12:30, que deverá retornar em agosto.
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Espaço Cultural promove teatro, música e roda de conversa na segunda, 3 de junho

28/05/2019 11:46

O Espaço Cultural Gênero e Diversidades (ECGD/UFSC) promove programação com teatro, música e roda de conversa, na segunda-feira, 3 de junho. O evento contempla a apresentação teatral e musical da violoncelista Camila Durães. A (a)present(ação) artística “…entre retalhos…”, uma performance sonora e cênica em processo composta atualmente por dois “atos”, é inspirada e baseada em processos de pesquisa artística de Luciana Lyra e nos campos de estudos de gênero e feminismos.

Após o concerto teatral, acontece a palestra com Luciana Lyra (UERJ/UDESC) sobre ‘Mitos, Ritos e Feminismos’, com foco em suas produções, processos e percursos teóricos e artísticos como a Mitologia em Arte, Artetnografia, Dramaturgia de f(r)icção, entre outros. Na sequência, o tema ‘Mitos, Ritos e Feminismos’, a partir de duas pesquisas, produções e inserções em História Antiga e Medieval e feminismos, será abordado por Aline Dias da Silveira (UFSC).

 

Mais informações na página do Espaço.

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Projeto 12:30 recebe show de Victor Pradella, nesta quarta-feira

18/09/2018 18:50

O palco do Projeto 12:30  recebe, pela primeira vez, o show de Victor Pradella, atual vocalista e guitarrista da banda “O Muro de Pedra”. O show, com músicas autorais, é gratuito e aberto à comunidade e será realizado nesta quarta-feira, dia 19 de setembro, às 12h30, em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em  Florianópolis.

Victor Pradella

Victor Pradella iniciou os seus estudos no violão aos nove anos de idade, inspirado pelo seu pai, também músico. Sua principal influência é o rock dos anos 1960 e 1970, como The Beatles, Led Zeppelin, The Who, James Taylor, Simon e Garfunkel, além do blues de Eric Clapton, BB King, Albert King, Buddy Guy, Howlin Wolf, Muddy Waters e também o folk americano de Bob Dylan, seu compositor favorito.
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Grupo musical ‘Vai Como Der’ se apresenta na Biblioteca Universitária no dia 27 de outubro

18/10/2017 17:18

A Biblioteca Universitária (BU/UFSC) receberá, no dia 27 de outubro, sexta-feira, grupo “Vai Como Der”. Com diferentes gerações em torno da música essencialmente instrumental, o grupo pretende manter vivo o “Choro” no cenário cultural catarinense.

A apresentação ocorrerá no Auditório Elke Hering, às 18h, e é aberta a todos.

Mais informações na página da BU ou pelo telefone (48) 3721-2465.

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Ritmos brasileiros marcam primeira noite do 4º Festival de Música da UFSC

26/09/2017 18:50

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

A música brasileira conduziu o repertório dos dois shows da primeira noite do IV Festival de Música da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A soprano e cantora lírica Chiara Santoro, ao lado da pianista Helena Scheffel, apresentaram uma retrospectiva de alguns clássicos da canção brasileira. O grupo Cassio Moura Quarteto interpretou composições que passavam pelo jazz, blues e choro. O público apreciou os dois espetáculos e aplaudiu de pé.
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ProjetÔnyX é a próxima atração do projeto Música no Lago, nesta quinta-feira, às 12h30

25/09/2017 11:46

A banda ProjetÔnyX irá subir no palco do projeto Música no Lago, ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, no dia 28 de setembro, quinta-feira, às 12h30.

Sobre a banda

A banda ProjetÔniX nasceu com o firme propósito de pesquisar nova sonoridade para a musica “pop”, empregando ritmos das culturas afro-índio, poesias oníricas reverenciando a beleza natural brasileira e pensamentos positivo para assim construir uma realidades de sentimentos. Faz-se uma fusão de funk psicodélico com ritmos pesados vindos do pulsar afro-ameríndio do planeta. 
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Abertura e distribuição de ingressos para Festival de Música da UFSC nesta segunda

22/09/2017 10:07

Os ingressos para o 4º Festival de Música da UFSC podem ser retirados no Centro de Cultura e Evento da UFSC das 9h às 12h e das 14h às 17h. Nos dias das apresentações as entradas também estão disponíveis uma hora antes do inicio dos shows. O evento é gratuito e aberto para toda comunidade.

As apresentações são nos dias 25, 26 e 27 de setembro no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, o Festival reúne diversos estilos musicais de artistas consagrados e da nova geração de músicos de Santa Catarina.

Confira programação completa
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UFSC recebe inscrições para 4º Festival de Música até 15 de agosto

26/06/2017 10:10

4º Festival de Música da UFSC será realizado em setembro e recebe inscrições até 15 de agosto. Organizado pela Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), o festival busca incentivar e intensificar a criatividade musical, promover a integração e troca de experiências entre músicos, compositores, intérpretes e comunidade cultural. Além disso, o evento incentiva o interesse pela música e o exercício intelectual desta atividade, difundindo a música como um dos meios essenciais de expressão cultural. 

A participação dos músicos no Festival é aberta a comunidade universitária da UFSC (Campi de Florianópolis, Joinville, Araranguá, Curitibanos e Blumenau) e músicos, compositores, intérpretes e comunidade da Grande Florianópolis, desde que satisfaçam as condições previstas no regulamento do Festival. 
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Projeto 12:30 recebe a banda Brass Groove Brasil nesta quarta-feira

21/06/2017 08:00

O palco do Projeto 12:30 recebe a banda Brass Groove Brasil nesta quarta-feira, 21 de junho. Contemplada pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de 2014/2015, a banda recebeu uma premiação que viabilizou a gravação de seu primeiro CD, Sopro Brasileiro, disponível em plataformas digitais e em streaming. O show é gratuito, aberto à comunidade e será realizado às 12h30 em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

Brass Groove Brasil se apresenta na UFSC nesta quarta-feira, 21 de junho, às 12h30. Foto: Stivy Malty/Divulgação

A Brass Groove Brasil surgiu com a iniciativa de reunir instrumentistas de sopro em uma formação compacta e contemporânea. Em sua trajetória, destacam-se o título de “melhor álbum instrumental” de 2015, no 3º Prêmio da Música Catarinense, além do circuito SESC de Música – SC /2015 – onde desenvolveu o Projeto “Estrada Criativa”. O objetivo do Projeto foi de, em 30 dias, compor uma nova música em homenagem a cada uma das 25 cidades envolvidas.
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Banana Orgânica é a atração do Projeto 12:30 nesta quarta-feira, na UFSC

08/05/2017 08:42

O Projeto 12:30 recebe a banda Banana Orgânica, na próxima quarta-feira, 10 de maio. Com composições autorais, letras carregadas de significado e alegria, a banda traz influências como rock, samba e funk, incorporando referências literárias, fazendo um som bem diferente. O show é gratuito e aberto à comunidade e será realizado às 12h30, em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.
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Projeto 12:30 recebe banda ‘O Buraco de Minhoca’ nesta quarta-feira

12/04/2017 09:00

A banda O Buraco de Minhoca se apresenta no palco do Projeto 12:30, nesta quarta-feira, 12 de abril.Formada porCecia Lara (vocal), Jonas Benedet (baixo, violões, teclado e vocal) e Luis Guilherme (guitarra, violões e vocal) a banda apresenta um repertório musical autoral. O show é gratuito e aberto à comunidade e será realizado às 12h30min., em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

O Grupo

O Buraco de Minhoca surgiu no final de 2015, numa parceria entre os amigos Jonas Benedet, Cécia Lara e Luis Guilherme. As escolas musicais dos integrantes variam, mas as afinidades entre os mesmos são muitas. Pelo conteúdo essencialmente experimental e pela forte influência do rock progressivo e psicodélico, se fosse possível sintetizar toda a influência do Grupo em uma única banda de referência, essa banda seria Os Mutantes.

As letras, em geral, buscam uma reflexão de ordem existencial. Cécia, com sua voz, desenvoltura e expressão corporal expressivos, confere uma veia teatral ao Grupo, além de contribuir nas composições. Jonas, baixista de origem e multi-instrumentista de natureza, traz um toque mutante às vozes das canções e, ao mesmo tempo, cria uma atmosfera quântica nos arranjos instrumentais. Luis Guilherme, por sua vez, lança ideias criadas basicamente no violão, a partir das quais é germinado aquilo que pode se chamar de Música.

O Buraco de Minhoca tem se apresentado em eventos que valorizam a cultura e a arte, em especial, saraus. Suas músicas apresentam um teor de poesia numa atmosfera lúdica, o que tem repercutido numa boa aceitação para um público de todas as idades.

Não há uma regra para o processo de composição. Algumas músicas remetem ao rock progressivo, psicodélico, MPB e até mesmo, música infantil. Algumas vezes as letras são em inglês, mas na maioria, em português. Atualmente a banda possui um repertório de 10 músicas; outras encontram-se em processo de composição.

Projeto 12:30

Realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) o Projeto 12:30 apresenta atrações culturais gratuitas, como música, dança e teatro, às quartas-feiras (no período letivo), no Campus da UFSC, na Trindade. Neste ano, o projeto deverá continuar quinzenalmente.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto, dentro do campus da UFSC, em Florianópolis, devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9447 / 3721-3853 ou por e-mail, enviando mensagem para .

Serviço

O quê: Show da banda O Buraco de Minhoca, no Projeto 12:30

Quando: 12 de abril de 2017, quarta-feira, às 12h30.

Onde: Projeto 12:30, ao lado do Centro de Cultura e Eventos, Praça da Cidadania, Campus da UFSC, Trindade, Florianópolis.

Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.

Contato: Projeto 12:30 – Departamento Artístico Cultural (DAC) / Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC (48) 3721-2497, 3721-9447 ou 3721-3853 – www.dac.ufsc.br

Mídias Sociais:

www.facebook.com/oburacodaminhoca

www.instagram.com/oburacodeminhoca

www.youtube.com/channel/UCUQ4J3hA7EnQCLAGNgjG2rw

Tags: 12:30Ao vivomúsicaO Buraco de MinhocaProjeto 12:30UFSCUniversidade Federal de Santa Catarinawormhole

Projeto 12:30 recebe show ‘Se é nesse mundo’, de Wilson Souza, nesta quarta

29/03/2017 09:00

Wilson Souza-WEB800O artista Wilson Souza volta ao palco do Projeto 12:30 com o show “Se é nesse mundo”, em que o compositor revive seus três discos solos (Vitamina de sons e ideias, Contas a pagar, e Se é nesse mundo) e mais as canções que fazem parte da sua vida e estrada musical. O show será realizado na quarta-feira, 29 de março, é gratuito, aberto à comunidade, em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

No show, Wilson Souza é acompanhado por Mateus Romero, no baixo, George de Farias, no trompete, e Flora Holderbaum, no violino. Em violão, baixo e trompete, o grupo explora novos e antigos arranjos das músicas, criando roupagens e diferentes memórias.
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Projeto 12:30 inicia o ano com show de Fabiano Chiqueti e convidados

13/03/2017 08:54

O músico Fabiano Chiqueti volta a se apresentar no Projeto 12:30 com show em formato Power Trio. No vocal e contrabaixo, o compositor catarinense toca suas canções autorais e releituras do melhor do rock nacional e internacional, na companhia de Leonardo Romeu na guitarra e Edy Batera na bateria. O show, que acontecerá na quarta-feira, dia 15 de março, é gratuito, aberto à comunidade e será realizado às 12h30 em palco montado ao lado do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

O músico

Fabiano Chiqueti iniciou seu contato com a música em 1991, tendo como instrumento o violão. Posteriormente, já como contrabaixista, atuou na cena catarinense integrando bandas como Happly (Lages–SC, 1994), Trauma (Joinville–SC, 1995), Nigh Falls (1997 a 2001), Roadhouse (Tributo a The Doors, 1998 a 2004), Toy Storm (2010) e TonRock (2012 a 2016) e com estas tocou nas principais casas de Santa Catarina e também no Rio Grande do Sul, mas especialmente em Florianópolis, onde reside desde 1995.

As influências de Chiqueti são as mais diversas, estão entre elas o rock clássico, a bossa nova, tropicália, rock nacional dos anos 80, grunge, indie rock da virada do século, entre outras. A partir dessas influências, suas composições passeiam entre a MPB, o Rock Clássico e o Indie Rock.

Chiqueti lançou seu primeiro álbum intitulado De Cara em dezembro de 2015 pelo selo fluminense Astronauta Music e desde então tem se dedicado exclusivamente ao seu trabalho solo, tanto em shows acústicos como com banda de apoio.

Projeto 12:30

Realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Projeto 12:30 apresenta atrações culturais gratuitas, como música, dança e teatro, às quartas-feiras (no período letivo), no Campus da UFSC, na Trindade. Neste ano, o projeto deverá acontecer quinzenalmente.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto, dentro do campus da UFSC, em Florianópolis, devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9447 / 3721-3853 ou por e-mail, enviando mensagem para

Serviço

O quê: Show de Fabiano Chiqueti

Quando: 15 de março de 2017, quarta-feira, às 12h30.

Onde: Projeto 12:30, ao lado do Centro de Cultura e Eventos, Praça da Cidadania, Campus da UFSC, Trindade, Florianópolis

Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.

Contato: Projeto 12:30 – Departamento Artístico Cultural (DAC) / Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont. Telefones (48) 3721-2497, 3721-9447 ou 3721-3853 –www.dac.ufsc.br

Fabiano Chiqueti: E-mail: Facebook: facebook.com/chiquetimusic

Fonte: DAC: SeCArte: UFSC

Tags: Fabiano ChiquetimúsicaProjeto 12:30UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

TV UFSC: episódio de Sonora aborda impacto da internet no trabalho de músicos locais

30/05/2016 16:08

No quarto episódio da série, “O som na rede”, o programa Sonora aborda os desafios que um artista enfrenta para produzir música e se conectar ao público pela Internet. Confira o episódio completo:

Músicos, compositores e intérpretes discutem se na era do conteúdo por streaming ainda é relevante gravar CD. E se hoje a produção está mais acessível, para o artista implica em trabalhar em muitas outras áreas, como:

– produzir seus videoclipes
– gerenciar campanhas de financiamento coletivo
– estar presente nas redes sociais

O Sonora é uma série de documentários sobre música e cultura, com direção de Jonatan dos Santos, produção de Laura Tuyama e montagem e fotografia de Paula Barbabela. O projeto é coordenado pela professora do curso de Jornalismo, Tattiana Teixeira, e foi contemplado pelo edital de Bolsa Cultura da Secretaria de Cultura da UFSC de 2015.

Acompanhe o Sonora pelos canais da TV UFSC: na TV digital aberta (63.1), no canal 15 da NET e no Youtube. A reprise está programada ao longo da semana. Para acompanhar as novidades, curta a página da TV UFSC no Facebook.

:: Serviço:

O quê: estreia do episódio “O som na rede”, da série de documentários Sonora, produzida pela TV UFSC

Quando: a partir de domingo, 29 de maio de 2016 na TV UFSC

Como assistir à TV UFSC: canal aberto digital 63.1, canal 15 da NET ou Youtube.

Mais informações:

– http://tv.ufsc.br/sonora

– (48) 3721-4179
– Facebook
– Sonora no Youtube

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TV UFSC: o som nos videogames é o tema do novo episódio da série ‘Sonora’

25/05/2016 15:51

Quem já jogou um videogame provavelmente deve ter alguma música que tenha ficado na memória. Dessa relação afetiva e o poder da música nos jogos eletrônicos trata o novo episódio da série Sonora, produzida pela TV UFSC. O programa já está na programação pelos canais na TV digital aberta (63.1), no canal 15 da NET e no YouTube. Confira o episódio completo:

https://youtu.be/bCRUurL7aQU
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UFSC sedia ‘Semana de Música Popular: Gal Costa e Tropicalismo’

18/05/2016 11:00
semana_musica_popularDe 23 a 25 de maio, a UFSC será palco da “Semana de Música Popular: Gal Costa e Tropicalismo”. O evento abordará o tropicalismo e a atuação da cantora Gal Costa como referências à reflexão e à análise sobre a cultura e a história nacional. A programação contará com sessões de filmes comentados por especialistas; painéis de comunicação de pesquisadores de música popular, vinculados a programas de pós-graduação em História, Música e Literatura da UFSC e Udesc; apresentação do Ensaio Aberto “Sarau Gal Gosta”, com a participação de alunos da disciplina História da Música Popular Brasileira II, ministrada pelos professores Cláudio Celso Alano da Cruz e Luiz Gustavo Bieberbach Engroff. A Semana ocorrerá no auditório Henrique Fontes, no térreo do Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

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TV UFSC: música instrumental é o destaque da programação neste feriado

05/02/2016 10:46
Pedro Martins é o vencedor do Festival de Jazz de Montreux 2015

Pedro Martins é o vencedor do Festival de Jazz de Montreux 2015

Improviso, alegria, grandes encontros e música de qualidade. Esta é a tônica do especial preparado pela TV UFSC sobre música instrumental que vai ao ar nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro como parte da programação neste carnaval.

Com três episódios, a série registra shows que emocionaram o público durante o Floripa Instrumental 2015, realizado em novembro. O evento reuniu artistas novos e consagrados, que fazem o melhor na música instrumental no país. O especial também traz entrevistas com os artistas.

O Floripa Instrumental já faz parte do calendário cultural de Florianópolis e acontece sempre no Ribeirão da Ilha, bairro histórico e com profundas raízes musicais. Na edição de 2015, o público acompanhou um repertório de choro, jazz, frevo, maxixe e outros ritmos que compõem a música instrumental brasileira.

Sobre os episódios
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Tags: Floripa Instrumentalmúsicamúsica instrumentalTV UFSCUFSC

TV UFSC exibe documentário sobre compositor Luiz Henrique Rosa

09/07/2015 15:41
Um dos grandes divulgadores da bossa nova, o músico Luiz Henrique Rosa faleceu há 30 anos. Foto: Site oficial

Um dos grandes divulgadores da bossa nova, o músico Luiz Henrique Rosa faleceu há 30 anos. Foto: site oficial

Nesta quinta-feira, 9 de julho, completam-se 30 anos da morte do compositor catarinense Luiz Henrique Rosa. Nascido em Tubarão em 1938, o artista foi um dos grandes responsáveis pela popularização da bossa nova no Brasil e no exterior, nas décadas de 1960 e 1970.

Para marcar a data, a TV UFSC exibe, às 19h, o documentário Luiz Henrique Rosa – No Balanço do Mar, dirigido pela cineasta Ieda Beck. A reapresentação é no domingo, 12 de julho, às 21 horas.

Com imagens de arquivo e entrevistas, o documentário mostra a trajetória do músico, que circulou por Florianópolis, Rio de Janeiro, Nova York e Chicago, e viveu de 1965 a 1971 nos Estados Unidos. Luiz Henrique Rosa foi violonista, cantor arranjador e compositor. Conviveu com artistas como Sivuca, Hermeto Pascoal, João Gilberto, Stan Getz, Oscar Brown Jr. e Liza Minnelli.

Luiz Henrique Rosa morreu aos 46 anos, em um acidente de carro em Florianópolis. A discografia completa do artista pode ser encontrada no site oficial , lançado hoje pela família. Além das músicas, é possível conferir textos, vídeos, fotos, reportagens e depoimentos sobre Luiz Henrique Rosa.

:: Serviço

O quê: documentário Luiz Henrique Rosa – No Balanço do Mar, dirigido pela cineasta Ieda Beck.

Quando:
– quinta-feira, 9 de julho, às 19 horas.
– domingo, 12 de julho, às 21 horas.

Como assistir:
A TV UFSC pode ser sintonizada pelo canal 15 da NET (TV a cabo) e pelo canal 63.1 da TV digital na Grande Florianópolis (http://tv.ufsc.br).

 

Tags: Luiz Henrique RosamúsicaTV UFSCUFSC

Abertas até 25 de agosto inscrições para Oficinas de Violão do DCE

21/08/2013 16:47

Estão abertas até 25 de agosto as inscrições para as Oficinas de Violão do Diretório Central dos Estudantes. O curso tem duração total de cinco meses, com aproximadamente 20 aulas totais. As aulas são semanais, com cerca de 90 minutos. O material didático inclui videoaulas com exercícios e apostilas.

As inscrições são limitadas e podem ser feitas no link:
https://docs.google.com/forms/d/1kezfShJDOt5AbYmvqwRydVXp765LJX3t_CZ3a74nKd0/viewform

Os horários disponíveis neste semestre são:

Programa:
 

Sobre as Oficinas

O projeto das Oficinas de Violão, vinculado as Oficinas do Diretório Central dos Estudantes, ocorre aproximadamente há 15 anos, e já atendeu a mais de 500 estudantes da comunidade universitária. A pretensão deste projeto é ensinar música para jovens que nunca sequer tiveram contato, assim como aprimorar as técnicas musicais daqueles que já possuem certo domínio.

Foi também pensando como as demais oficinas, com o objetivo de ser acessível aos estudantes, visando à propagação cultural, intelectual e artística. A relevância desta atividade é imensurável, visto que nosso país uma atividade musical, artística e cultural é restrita para uma camada privilegiada, daqueles que de certo modo possuem relativo poder aquisitivo. Escolas de musica possuem mensalidades fora do orçamento financeiro da maior parte dos estudantes, além de que muitas são longe do circuito universitário.

As principais funções das Oficinas de Violão é ensinar musica num contexto geral, e focar este conhecimento na prática instrumental (Violão), nosso objetivo é que os estudantes envolvidos saiam com certo domínio de linguagem musical, no que tange a teoria em si, leitura e compreensão e certa noção de composição musical.

Mais informações

Oficinas do Diretório Central dos Estudantes
Universidade Federal de Santa Catarina

– Página facebook.com/violaoufsc

– E-mail 
– Fones do professor Thiago: (48) 9975-3225 (Tim) e (48)8406-7061 (Oi)
Tags: DCEmúsicaoficinas de violãoUFSC

Teatro da UFSC recebe show do grupo “Estou Cavando um Buraco”

27/03/2012 15:09

Acontece no dia 13 de abril às 19 horas no Teatro da UFSC o show/espetáculo acústico “Ausência”, do grupo Estou Cavando um Buraco, formado por João Pedro Garcia, voz e violão, e por Luís Ramos, voz e performance. O grupo caracteriza-se por suas experimentações artísticas, que dialogam a música e o teatro, em busca de novos sentidos para as duas linguagens.

O estilo musical mistura rock tocado em violão até experimentações mais suaves com a música. Folk, música brasileira, vocalizações elaboradas e improviso também fazem parte da mistura. “Definimos nossa sensibilidade artística pela necessidade de escapar de certas convenções, mas manter um produto final que toca no mais básico do ser humano”, descreve o grupo em seu site.

Os ingressos custam R$6,00 inteira e R$3,00 meia, e podem ser adquiridos na hora. O grupo já se apresentou em vários eventos na UFSC, como na Sepex 2008 e no Sarau Boca de Cena de junho de 2011, entre outros. Para conhecer as músicas, letras e vídeos do grupo, acesse: www.estoucavandoumburaco.com.

Serviço:
O quê: show acústico “Ausência”, do grupo Estou Cavando um Buraco
Dia: 13 de abril
Horário: 19 horas
Local: Teatro da UFSC
Ingressos: R$6,00 inteira e R$3,00 meia.

Contatos:
fone: 9620-5127
e-mail:
site: www.estoucavandoumburaco.com

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Duda Machado, música na memória, poesia no punhal

15/03/2012 09:51

Como anotações repetidas num diário

Não há mais nada para ser adiado.

No ar coberto pelo pó, a memória

esbarra nos rastros do que pôde ser

vivido como revelação e início.

O espelho que aguarda,

o mar de antes,

a miséria tão certa como a esquina,

o que os corvos sabem (?).

 Dentro da falha que persiste,

a persistência em querer ver.

A surpresa ante o próprio

 entusiasmo repentino.

 E a escuridão – desejada feito música.

 (Adivinhação da Leveza, Editora Azouge, 2011)

Encontro de Duda Machado, Rodrigo de Haro e Sérgio Medeiros
Duda (primeiro à esquerda), Rodrigo e Sérgio:
conversa sobre música e poesia

Em visita à Editora da UFSC, Duda Machado, poeta, ensaísta, tradutor e professor universitário, conversa com editor Sérgio Medeiros e poeta Rodrigo de Haro sobre relações entre música e poesia

Ele foi, ao lado de Waly Salomão, o letrista predileto das fases mais vanguardistas de Gal Costa e JardsMacalé na década de 60. Mas nunca tocou um instrumento, a não ser “três anos infelizes de sanfona” para atender a um desejo do pai. Quem esquece Gal cantando “Doce amor”, com sua garra vocal e performática, “como um punhal que brilha”? E a voz de Elis Regina também assina uma comovente gravação de “Doente Morena”. Antes da experiência musical, ele já havia investido seu talento na arte cinematográfica. Cinéfilo colecionador e frequentadorcompulsivo de salas de projeções, com pouco mais de 20 anos estava decidido pela carreira de diretor. Chegou a realizar um curta-metragem e alguns esboços de roteiro que acabou deixando na gaveta, intimidado pelo trabalho prático exigido pelo aparato de produção. Embora as incursões na música e no cinema não o tivessem satisfeito inteiramente, encorajaram-no para umterceiro projeto: escrever poesia e dar vazão a uma intensa leitura do gênero. Dessas experiências artísticas produtivamente frustrantes o Brasil viu nascer um de seus mais expressivos poetas contemporâneos.

Foi, portanto, o trabalho poético que ganhou definitivamente o artista Carlos Eduardo Lima Machadoe colheu os frutos de sua passagem por essa variedade de linguagens artísticas sobre as quais a obra do poeta baiano se constrói. Em visita a Florianópolis antes do Carnaval, Duda Machado se reuniu com o multiartista Rodrigo de Haro em um encontro promovido pelo amigo e também poeta, Sérgio Medeiros, diretor da Editora UFSC. Com o objetivo de planejar, em parceria com o Curso de Cinema da UFSC, uma grande mostra de filmes que exploram a questão do inumano, a ser realizada em abril, a pequena confraria dedicou-se a uma longa tarde de revisitação à memória da história cultural brasileira. A empatia entre o poeta catarinense Rodrigo de Haro e o baiano Duda Machado, que ainda não se conheciam, mas compartilharam esses momentos históricos, foi imediata e faiscante como o encontro entre dois velhos amigos.

Além de poeta, ensaísta e tradutor, Duda Machado é professor de teoria literária na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. Sua primeira obra poética veio em 1977, aos 33 anos, já morando no Rio de Janeiro, sob o sugestivo nome Zil, gíria que significa miscelânea. A segunda, intitulada Crescente, foi publicada somente uma década depois. Em 1997 escreveu Margem de uma onda (1997) e, em parceria com Guto Lacaz, Histórias com poesia, alguns bichos &cia., divertido livro de poemas para crianças. Transitando entre a docência e a produção poética, Duda fala nesta entrevista sobre a relação entre música e poesia e sobre seu último livro, Adivinhação da leveza, pela Azougue Cultural. Aborda ainda, com eloquência, a importância da efervescente Salvador dos anos de 60 e 70na sua formação e na de outros expressivos artistas nacionais. Conta como esse movimento conseguiu driblar o golpe de 64 e a sociedade conservadora para instaurar na capital baiana um polo de vanguarda na produção cultural para o País.

Raquel Wandelli: Teremos algum desdobramento poético desta conversa, além do projeto da I Mostra Internacional do Bestiário no Cinema?

Duda: Não chegamos ainda à mesa de anatomia [risos]. Por enquanto estamos nos divertindo em nossas conversas, evocando diversas situações onde, embora não tenhamos vivido juntos, fomos contemporâneos. O humor prevalece.

Raquel Wandelli: Você é professor, poeta, tradutor. Como se dá a articulação nessas diferentes, esferas de atuação na sua produção?

Duda: Seria ilusório dizer que essas atividades se articulam de forma harmoniosa. Em primeiro lugar, porque fazer poesia é algo muito exigente e ainda que possa se tornarcompatível com as outras atividades às vezes torna a relação entre elas muito tensas, sobretudo pela necessidade de concentração.

Raquel Wandelli. A teoria ajuda a atividade poética e vice-versa?

Duda: Aparentemente poderia ajudar, mas assim como as minúcias da realidade concreta costumam dissolver as ideias que fazíamos em relação à própria realidade, as minúcias do ato de compor poemas (e tudo no poema é minúcia, capaz de arrastar consigo aestrutura de composição) dissolvem a possibilidade de uma ligação entre a parte teórica e a prática de escrever.  Em termos intelectuais, não vejo essas atividades como opostas ou capazes de criar antagonismos. A atividade crítica de muitos poetas mostra mais do que compatibilidade, pois expõe certa interação entre crítica e poesia. Mas nem sempre a atividade de escrever crítica se transpõe para a crítica que é inerente ao ato de escrever poemas. Ambas trazem consigo fortes exigências. Muitas vezes, as exigências de escrever crítica com densidade pode se chocar com as exigências mais fortes (quando se é poeta) de compor poesia.

Raquel Wandelli. E essa contradição tem consequências produtivas para o poeta?

Duda. São consequências muito variáveis. Desde momentos de exclusão de uma das atividades, até um convívio precário que tem de ser pacientemente elaborado e mantido. Há momentos em que você queria ter disponibilidade de tempo completa para o poema, mas isso não quer dizer, no entanto, que essa disponibilidade pudesse ser mesmo usada. Essa aspiração pode ser produtiva porque faz você se virar para arrumar tempo.

Raquel Wandelli: Como você vê as possibilidades de explorar as aproximações entre crítica literária, tradução e poesia propriamente dita?

Duda: No caso da tradução, pode-se dizer que traduzir e fazer poemas podem ser apenas variantes. É verdade que não traduzo de modo contínuo há muito tempo, desde que me tornei professor. Traduzir profissionalmente foi algo que fiz para sobreviver, numa época em que fiquei sem emprego. Veja que as traduções de livros que fiz foram sempre de prosa (crítica ou ficção).  As poucas traduções de poemas foram publicadas em revistas ou jornais.Consegui sugerir algumas traduções de livros que foram aceitas e acho que fiz um bom trabalho. Por exemplo, As Cartas Exemplares de Flaubert, o fabuloso Marcel Schowb de Vidas Imaginárias ouO Bom Soldado, de Ford Madox Ford. Mas também fiz muitas sem nenhum prazer.

Raquel Wandelli: Você foi letrista de música, cineasta, poeta, tradutor… Como essa passagem por diferentes linguagens e atividades se expressa no seu trabalho poético?

Duda. Devo muito à música e também à pintura e ao cinema. É bom lembrar que a adesão a cada uma dessas atividades se deu em épocas distintas. Por volta dos 26 anos, eu queria mesmo era ser diretor de cinema, mas percebi que minha praia não era essa.Quando escrevi letras de música não escrevi poemas. Minha proximidade com Torquato Neto, Caetano, Gilberto Gil e a admiração pelo que faziam me levou a fazer letras para JardsMacalé. Mas eram letras para serem cantadas, não para existirem como leitura no papel.Só depois dessapassagem pelo cinema e pela composição de letras de música julguei que poderia começar a escrever poemas, embora soubesse que havia uma grande diferença entre as duas coisas, letra e poesia.

Raquel Wandelli. Você toca algum instrumento?

Duda: Meu pai me obrigou a tocar sanfona, o que me fez muito infeliz durante três anos [risos]. Não toco nenhum instrumento, mas na minha família ouvia-se música o tempo todo.

Raquel Wandelli. A música interfere na sua poesia? De que forma?

Duda.  Não sei responder com clareza a esse respeito. Se você fala do impacto damúsica popular sobre o que escrevo, não consigo ver a relação. É até provável que haja interferência, se penso,por exemplo, na música popular brasileira mais tradicional que ouvi muito quando era adolescente em Salvador.No meu caso, foi diferente, mas quero deixar claro que a convivência entre letrista e poeta pode ser possível e fecunda.  Para falar de um caso especial, Jorge Luís Borges foi contista, poeta e letrista. Quando Borges escreveu suas milongas, se não me engano, já era um poeta consolidado.

Raquel Wandelli: Há uma onda da critica literária que reivindica o específico da poesia e com base nisso procura desfazer o estatuto poético do que se faz em letras de música. O que você pensa sobre essas objeções?

Duda:É preciso ser capaz de reconhecer que letras de músicas podem ser igualadas ao que se considera como o melhor da poesia. Não creio que seja o meu caso. Há evidentemente uma especificidade da poesia, o que não quer dizer que a letra da canção não possa alcançar essa mesma qualidade.

Sergio Medeiros: Há um grupo de poetas e críticos aos quais se alistam Régis Bonvicino, Nelson Acher, Paulo Franchetti para quem no Brasil os poetas foram subestimados em relação a Caetano, Gil, Chico Buarque, Arnaldo Antunes.

Duda. Se não me engano, João Cabral disse que havia toda uma dimensão da lírica que deveria ser deixada de lado, pois a canção popular e

ra suficiente para isso.É uma discussão que volta e meia vem à tona. A questão se complica porque no Brasil a música popular é bem sucedida, tem um grande público e a poesia não. Nem a atual, nem a de qualquer outra época. Parece que houve um momento de valorização das obras de Caetano, Gil, Chico Buarque que levou a uma equivocada comparação com vantagem sobre a poesia daquele momento. Mas nada de definitivo, claro e consistente pode se dizer sobre essas relações. Por isso nunca me detive nesse papo reativo, nessa competição numa pista inexistente. Há algo de ressentido no fato de poetas estarem dando notas a músicos-letristas brasileiros.

Raquel Wandelli: E há por outro lado também os que criticam alguns músicos por fazerem composições que privilegiam a palavra literária e não a música, usando como exemplo parte da obra de Chico Buarque…

Rodrigo de Haro: Mas a natureza do madrigal já se faz dessa literalização da música. Ou seja, ela também está na gênese da poesia. Os sonetos de Shakespeare, por exemplo, foram escritos para serem cantados.

Duda: Música e poesia podem se interpenetrar. O registro da letra é outro, afetado pela música da canção. O que não tem sentido é fazer uma sistema de hierarquizações. Afora isso, há as complicações da produção que dirige apenas para o consumo.

Sérgio Medeiros: Os poetas chineses faziam letras que o rei musicava, por exemplo…

Duda:Esse exemplo ajuda a demonstrar que se trata de processos de produção diferentes, que podem ser integrados em determinadas tradições e contextos culturais. Acho muito pobre essa mania brasileira de definir o que e o que não é melhor entre poesia e letra de canção.

Rodrigo de Haro: A poesia é irrefutável.

Sérgio Medeiros: Essa frase diz tudo. A poesia, não importa se aparece em música ou na escrita, é irrefutável.

Duda: É isso! Nossa época implodiu a concepção do poético, que pode estar em qualquer lugar.

Raquel Wandelli. Você gostaria que um poema seu fosse musicado?

Duda: Não gostaria de maneira nenhuma [risos].

Raquel Wandelli. O que você diria sobre o seu último lançamento, Adivinhação da leveza, pela Azougue Cultural em relação ao conjunto de sua obra?

Duda. Adivinhação da leveza é um verso que concluiu um poema em torno da persistência e das modificações do passado. Acho um livro com diferenças decisivas em relação ao anterior, Margem de uma onda. O primeiro marco diferencial é que a maior parte dos poemas está concentrada no tópico da memória, como se os fossem compondo uma espécie de poema único. Para chegar a eles, o tempo se impôs e, com ele, a memória.

Raquel Wandelli: De que modo o passado se torna matéria-prima da sua poesia?

Duda: Implicitamente. O poeta trabalha de todos os modos e sempre. Ao escrever, está sempre dentro de uma combinação de memória (pessoal, de poemas de outros) e de certa invenção que se exerce sobre estas memórias.

Raquel Wandelli. Você viveu uma polisdiversidade, por assim dizer: nasceu na Bahia, morou no Rio de Janeiro, agora leciona em Ouro Preto. Como a memória das cidades aparece em sua poesia e qual é o lugar de Salvador?

Duda. Sempre misturo as cidades na memória poética, mas Salvador é primeiríssima. Fica na lembrança por causa da infância e da formação na juventude. Na minha juventude, Salvador possuía umaextrema vivacidade cultural. Aquelasimultaneidadede música, pintura, dança, a

rte experimental formou toda uma geração [entre eles Glauber Rocha, Caetano Veloso, Waly Salomão, João Ubaldo Ribeiro, Rogério Duarte, Roberto Pinho, José Carlos Capinan, Gilberto Gil, Carlos Nelson Coutinho e o próprio Duda Machado]. Naquele lugar pequeninodo mundo tudo que havia de mais arrojado na arte estava à disposição do público, como ouvir John Cage na sala de concertos da Reitoria ou assistir às produções teatrais de qualidade que Martins Gonçalves e Luís Carlos Maciel dirigiram na Escola de Teatro.

Raquel Wandelli. Como começou essa avant-garde baiana?

Duda: Trata-se de uma história bem conhecida que se deveu à iniciativa de um reitor (o primeiro reitor e fundador da UFBA) chamado Edgar Santos que criou na Bahia um poderoso polo de produção artística. Ele trouxe o compositor erudito de vanguarda, maestro, flautista e crítico de arte Hans-Joachim Koellreutter para dirigir a Escola de Música e os Seminários Livres de Música em Salvador que ele concebeu. Trouxe o ensaísta português Agostinho da Silva, que criou o Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao); a polonesa YankaRudzka, diretora da Escola de Dança e o cenógrafo. Trouxe do Rio de Janeiro o diretor de teatro Martins Gonçalves para dirigir a maravilhosa Escola de Teatro. E ainda o arquiteto [como fazia questão de ser chamada] Lina Bo Bardi, uma italiana com concepção inovadora sobre o museu e as artes populares, que estava à frente do Museu de Arte Moderna da Bahia. Lina, se não me falha a memória, ajudou a fundar uma espécie de cinemateca muito ativa onde eram exibidos os grandes filmes europeus e americanos. Glauber, Caetano, Gil, Tom Zé, por exemplo, como eles próprios já disseram, descendem desse ambiente único.

Raquel Wandelli. Pode-se dizer que durante os 15 anos à frente da reitoria da Federal da Bahia ele abriu as portas e caminhos para um renascimento multicultural que se expandiu para São Paulo e Rio e gerou o Cinema Novo e a Tropicália…

Duda.Sim, foi aí que esses artistas se formaram para depois fundarem ou se incorporem aos movimentos de que você fala.

Raquel Wandelli. E como Edgar Santos se segurou com a perseguição aos artistas e aos intelectuais nas universidades pela Ditadura Militar?

Duda. Edgar Santos não foi cassado ou coisa semelhante. Perdeu o cargo de reitor em 1961, quando Jânio Quadros escolheu outro nome da lista tríplice que era enviada ao presidente da República. Edgar foi para o Rio e faleceu no ano seguinte.

Lembro-me de uma coisa curiosa. Eu era estudante de Ciências Sociais na Bahia em 1965 e tive como professor Perseu Abramo, que havia sido expulso da Universidade de Brasília. Suponho que deve ter havido alguma negociação com os militares para que ele fosse admitido na UFBA.

Raquel Wandelli: E a sociedade da época apoiava o seu trabalho?

Duda.Muita gente era contraEdgarna época. Isso dentro e fora da universidade. Queriam a sua cabeça e da sua equipe, “aqueles malucos” que “traziam veados pra Bahia”, como se dizia nos lares e nas ruas de Salvador.

Raquel Wandelli. Voltando a sua obra, você parece experimentar várias propostas estéticas sem se confundir com nenhuma delas… Você acha que conseguiu criar um caminho próprio?

Duda: Acho que posso falar de meu primeiro livro,Zil, como exemplar dessa minha orientação. Em Zil, fiz alguns poemas concretos e construções visuais. Mas não se trata de uma simples adesão à poesia concreta, pois o verso predomina. Sempre achei que a tendência da horaPoeta Duda Machado visita a Editora da UFSC

tinha que ser a minha [risos]. Zil é uma gíria queexprime uma variedade de coisas, várias coisas ao mesmo tempo. Minha poesia tem, desde o início, algo de hibrido. Por exemplo, na relação entre lírica e distância da lírica.

Raquel Wandelli: Qual de seus livros mais o agradam?

Duda: Como não poderia deixar de ser, o último. A elaboração do poema pode ser sempre aprimorada, mas tenho apreço especial por

Margem de uma onda. Dizem que a última etapa do poeta ou do artista é encontrar dentro de suas próprias marcas estilísticas um modo de dissolver tudo o que ele fez até então.

 

Raquel Wandelli é jornalista na Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, professora de Jornalismo na Unisul e doutoranda em teoria literária na UFSC com a tese “Devires do inumano na literatura e na arte”. Publicou pela Editora da UFSC e IOESP Leituras do hipertexto; viagem ao Dicionário Kazar. Assina diversos ensaios publicados em livros, revistas e jornais sobre literatura, cinemae cultura em geral.

 

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