Conselho Universitário aprova política para permanência estudantil materna

19/12/2024 21:20

O primeiro ponto de pauta discutido nesta quarta-feira, 18 de dezembro, no Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tratou da proposta de Resolução Normativa sobre a política institucional de permanência para estudantes mães na Universidade.

O processo teve como requerente a Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE) da UFSC e relatoria da conselheira Mara Ambrosina de Oliveira Vargas, professora do Departamento de Enfermagem, do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Após a leitura do parecer e abertura da pauta à discussão, a minuta foi aprovada por maioria dos votos. A sessão ordinária foi gravada e está disponível no canal do YouTube do CUn.

A relatora destacou a importância da aprovação da Resolução Normativa, que objetiva promover a equidade e apoiar as estudantes-mães em sua trajetória acadêmica. No entanto, para melhor compreensão, ressaltou a necessidade de ajustes em alguns artigos da proposta original, especificamente o 5º, 12º e 16º.

A proposta inicial envolveu a discussão sobre a implementação de um espaço de contraturno, onde as crianças poderiam ser atendidas enquanto as mães estivessem em sala de aula. A relatora enfatizou que as ações propostas devem incluir mecanismos concretos para apoiar a permanência das estudantes, como a criação de programas que integrem atividades físicas e culturais para os filhos.
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Pesquisadora da UFSC estuda histórico do aborto em caso de estupro no direito brasileiro

19/12/2024 16:08

Pesquisa usou fontes jornalísticas, doutrinárias, normativas e parlamentares para analisar os tensionamentos existentes em relação ao aborto legal. Foto: reprodução Revista Cruzeiro, 1975, edição 15. Fonte: Hemeroteca Digital

O histórico da criminalização do aborto no Brasil, a inclusão da possibilidade de aborto em caso de gravidez decorrente de estupro no Código Penal e as disputas existentes em torno do tema ao longo dos anos são alguns dos assuntos que a pesquisadora Bárbara Madruga da Cunha discute em sua tese de doutorado. Realizada no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sob orientação do professor Diego Nunes, a pesquisa combina fontes doutrinárias, jornalísticas, normativas e parlamentares para analisar os tensionamentos existentes entre as interpretações tradicionais dadas ao aborto legal na legislação brasileira e aquelas reivindicadas pelo movimento feminista a partir do processo constituinte.

O foco da tese está nos sentidos atribuídos à hipótese legal de aborto em caso de gravidez decorrente de estupro prevista no Código Penal de 1940 desde a elaboração dessa legislação até a publicação da norma técnica do Ministério da Saúde que regulamenta o serviço de aborto legal no SUS, em 1998. O trabalho, contudo, traz um histórico de como o tema vem sendo tratado no ordenamento jurídico brasileiro desde o início do século 20, bem como aborda a participação de diversos atores sociais nos debates sobre o assunto.

Formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Bárbara trabalha com a temática do aborto desde sua graduação. Durante o mestrado, que também foi cursado na UFSC, estudou a criminalização do autoaborto no período que vai de 1890 a 1940 – somente no Código Penal de 1890 que o autoaborto passou a ser previsto como um crime. Até então, apenas o aborto provocado por terceiro era criminalizado, de modo que a conduta da mulher que interrompesse a gravidez em seu próprio corpo não era punida.
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Restaurante Universitário fechará para reformas no período de férias

19/12/2024 12:13

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), informa à comunidade universitária que, entre os dias 22 de dezembro de 2024 a 3 de março de 2025, o Restaurante Universitário (RU) do campus Trindade estará fechado para realização da segunda etapa do Plano de Manutenção Contínua, conforme cronograma estabelecido em Audiência Pública pela Administração Central e o Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Para este período de recesso escolar, estão programadas manutenções e intervenções na rede elétrica, pintura da cozinha, instalação de ventiladores e manutenção dos equipamentos do RU.

Durante esses meses, estudantes da UFSC poderão fazer suas refeições no RU no Centro de Ciências Agrárias (CCA). O horário de funcionamento do restaurante será das 11h às 13h (almoço) e das 17h às 19h (jantar).

A partir de 6 de janeiro, será disponibilizado transporte entre os campi dos bairros Trindade e Itacorubi para isentos ou não. A saída será a partir do Centro de Cultura e Eventos, entre 10h40 e 12h40, no almoço, e entre 16h40 e 18h40 no jantar. Adicionalmente, os estudantes isentos do pagamento da refeição receberão auxílio deslocamento.

O RU do CCA funcionará normalmente, exceto nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro.

Mais informações na página do RU ou pelo telefone (48) 3721-9203

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Empresa júnior da UFSC desenvolve esteiras adaptadas e suportes de peso únicos no país

17/12/2024 15:18

Esteiras adaptada e suporte de peso para pacientes com problemas neurofuncionais foram desenvolvidos pela empresa júnior da Engenharia Mecânica da UFSC. Fotos: divulgação

A i9 Consultoria, empresa júnior do Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), formada inteiramente por estudantes, desenvolveu esteiras adaptadas e suportes de peso inovadores no Brasil para pacientes com problemas neurofuncionais. Até o momento, são mais de 170 equipamentos produzidos pela empresa presentes em universidades, associações, fundações, hospitais, clínicas de fisioterapia e centros especializados em neurologia.

O projeto iniciou em 2020, a partir da demanda de um cliente. “Embora o pedido do cliente não tenha avançado, internamente enxergamos uma grande oportunidade, porque o setor carecia de tecnologia”, explica o estudante de Engenharia Mecânica Victor Berbare, presidente da empresa júnior em 2023. O primeiro protótipo da esteira e do suporte foram feitos no ano seguinte.

A entrega inaugural foi um sucesso, e a equipe lançou dois produtos no mercado: uma esteira totalmente adaptada, equipada com velocidade especial, apoios para suporte, rampa de acessibilidade e controle analógico de velocidade; e um suporte parcial de peso, um produto único no país que possui um software para suspensão automática de peso em pacientes com disfunções neurofuncionais.

“O suporte auxilia indivíduos que muitas vezes não conseguem se manter de pé ou se sustentar o suficiente para retomar a marcha”, acrescenta Victor. Os produtos são usados por fisioterapeutas para tratar pessoas com problemas neuromotores, como pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame, crianças com paralisia infantil, ou com algum grau grave de autismo, que pode causar problemas de locomoção. Além disso, podem ser utilizados para treino de marcha, tanto para tratamento, como para prevenção, no caso de idosos.
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Boletim de desempenho individual preliminar do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025 está disponível

17/12/2024 10:37

Os candidatos do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025 já podem consultar o Boletim de Desempenho Preliminar e os gabaritos definitivos das provas ocorridas nos dias 7 e 8 de dezembro. O Boletim de Desempenho Preliminar contém a pontuação obtida nas provas objetivas, a nota da redação e as notas das questões discursivas

Também está disponível a cópia dos cartões-resposta, da folha oficial da redação e das respostas das questões discursivas. O espelho das redações e das questões discursivas poderá ser consultado pelos candidatos até 31 de março de 2025.

Cada candidato poderá acessar os seus dados no site https://vestibularunificado2025.ufsc.br/ com a utilização de CPF e senha. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 16 de dezembro pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve).

 

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Apresentações culturais e homenagens marcam sessão solene de comemoração dos 64 anos da UFSC

13/12/2024 18:00

Professora Joana Maria Pedro foi homenageada com o título de professora emérita

Foi realizada, nesta sexta-feira, 13 de dezembro, a tradicional sessão solene do Conselho Universitário (CUn) de comemoração do aniversário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que, em 18 de dezembro, completa 64 anos de atividades. O evento teve início às 14h no auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. 

A sessão foi transmitida via televisão aberta e está gravada no YouTube da TV UFSC.

A abertura do evento contou com a apresentação do Coral RMV Anima In Coro, sob a regência do maestro Robson Medeiros Vicente, que, além do canto do Hino Nacional, apresentou as músicas Natal Todo Dia, Alagados e Certos Amigos.

Iniciada a solenidade, o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, concedeu os títulos de professoras eméritas da Universidade às docentes Maria Bernardete Ramos Flores e Joana Maria Pedro, ambas titulares do Departamento de História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Conforme regula o CUn, as dignidades universitárias são outorgadas “a membro de pessoal docente aposentado, pelos altos méritos profissionais ou por relevantes serviços prestados à Instituição.”

Em sua fala, a professora Maria Bernardete cumprimentou as autoridades e o corpo docente do Departamento de História da UFSC, fazendo referência também à professora Joana Maria Pedro, sua companheira acadêmica desde a década de 1970. “É uma honra estar recebendo esse título junto à minha amiga e colega Joana Maria Pedro. Eu e Joana estamos juntas desde 1975. São 50 anos, meio século de convivência acadêmica, além da amizade, nas dependências físicas, nas diversas salas e espaços dessa universidade e nos espaços do saber no campo da História, no âmbito de Santa Catarina, Brasil e algumas universidades do exterior. Fomos da primeira turma do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC, criado em 1975. Um dos primeiros do Brasil”, discursou.
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UFSC premia estudantes de graduação e ensino médio em programa de iniciação científica e tecnológica

13/12/2024 15:47

Pessoas premiadas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação durante a cerimônia. (Foto: Mayra Cajueiro Warren/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou na manhã de sexta-feira, 13 de dezembro, a cerimônia de premiação do 34º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (34º SIC) e do 14º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio (14º SIC-EM). Promovido pela Coordenadoria do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (CPIICT) da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da UFSC, o evento premiou os destaques das apresentações orais e dos trabalhos de iniciação científica, e celebrou a dedicação e o talento dos estudantes da graduação e do ensino médio.

“Hoje temos aqui uma celebração do avanço da pesquisa e do potencial científico dos estudantes da UFSC e do ensino médio. Temos orgulho de seguir dando continuidade e implementando melhorias neste programa que é um marco importante na trajetória de cada um de seus participantes com a ciência,” disse William Gerson Matias, superintendente de Projetos da Propesq.

“A iniciação científica é um grande estímulo pela renovação de talentos para a ciência. Agradeço os bolsistas de iniciação científica, e professores e técnicos-administrativos que dedicam seu trabalho à formação dos futuros cientistas”, salientou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Jacques Mick. Em sua fala, o gestor destacou o crescimento da pesquisa na UFSC nos últimos anos, especialmente em sua gestão. “Alcançamos um crescimento saindo de cerca de 200 projetos financiados para atuais 650, muitas oportunidades de pesquisa e inovação”, destacou, enquanto agradeceu a equipe da Propesq por sua dedicação na gestão desses projetos.

Jacques Mick enumerou diversos avanços recentes e investimentos que ajudaram que o interesse em iniciação científica pudesse ser estimulado na UFSC, desde o ensino médio. Um desses avanços anunciados pelo pró-reitor é uma política de equidade na concessão de bolsas de iniciação científica, priorizando mulheres professoras e técnicas que atuam na pesquisa em áreas que costumam ter um número menor de mulheres. “As pesquisadoras estarão no topo da fila de concessão de bolsas IC”, declarou.

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UFSC divulga listas de classificados em Letras-Libras, Educação do Campo, História EaD e vagas suplementares

13/12/2024 15:13

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 13 de dezembro, as listas de classificados no Vestibular Letras Libras – Licenciatura e Bacharelado/UFSC e Pedagogia Bilíngue/IFSC, no Vestibular Educação do Campo UFSC e Pedagogia – Ênfase em Educação do Campo IFC 2025, no Processo Seletivo de História EaD e no Processo Seletivo para Vagas Suplementares para Indígenas e Quilombolas.

Em breve, será publicada a portaria de matrícula no site de cada processo seletivo, contendo todas as informações sobre documentação e datas para a sua realização. A efetivação das matrículas está prevista para o início da segunda quinzena de janeiro de 2025.

As listas podem ser conferidas no site de cada processo seletivo:

As próximas chamadas podem ser acompanhadas pelo portal da UFSC e pelo site dae.ufsc.br.

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Pesquisadora da UFSC ganha uma das principais honrarias do Prêmio Capes de Tese

13/12/2024 10:06

Ana Paula, o orientador Pedro Luiz Manique Barreto e a professora Debora Menezes, atual diretora de Avaliação de Resultados e Soluções Digitais (DASD) do CNPq.

Doutora em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ana Paula Zapelini de Melo foi a vencedora do Grande Prêmio Ennio Candotti, de Ciências da Vida, honraria concedida pelo Prêmio Capes de Tese, um dos mais importantes no reconhecimento a cientistas no Brasil. Ela é a autora da tese Derramamento de petróleo no litoral brasileiro: desenvolvimento de métodos analíticos para controle de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e monitoramento de pescado baseado em risco. “Esse prêmio é a honraria da relevância do trabalho para a sociedade e para o avanço científico no País e demonstra que meu projeto trouxe contribuições concretas e soluções inovadoras para problemas reais”, ressalta.

Ana venceu o Prêmio CAPES de Tese 2024 na área de Ciência de Alimentos. Na pesquisa, buscou desenvolver e validar métodos oficiais para a quantificação de contaminantes petrogênicos em pescado, em resposta ao desastre com derramamento de petróleo ocorrido no Brasil em 2019. Esse modelo foi validado conforme as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Europeia (UE), e tornou-se o primeiro protocolo oficial do Brasil para controle de contaminantes petrogênicos em pescado.

A cientista teve a trajetória acadêmica toda realizada na UFSC, da graduação até o pós-doutorado, que ela realiza agora, estudando a contaminação de pescado com nano e microplásticos, um tema emergente e de grande relevância para a segurança dos alimentos.

O trabalho teve orientação do professor Pedro Luiz Manique Barreto e coorientação de Rodrigo Barcellos Hoff. “Diante da necessidade de um método analítico rápido, confiável e de baixo custo para avaliar a contaminação do pescado, adaptamos máquinas de café espresso, transformando-as em equipamentos laboratoriais, simulando a técnica de extração por líquido pressurizado”, explica.

Nesse processo, segundo Ana Paula, as amostras de pescado são colocadas em cápsulas e são extraídas de maneira similar à preparação de um café. “Após a extração, a quantificação dos contaminantes petrogênicos (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) era realizada por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Esse método foi validado conforme as diretrizes do MAPA e da UE, e tornou-se o primeiro protocolo oficial do Brasil para controle de contaminantes petrogênicos em pescado”, contou à Capes.
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UFSC participa de missão no México com foco na desigualdade racial e de gênero

13/12/2024 09:24

Estudantes da UFSC e professores da UNAM que os receberam para estágio sanduíche. Fotos: divulgação

Entre os dias 26 de novembro e 6 de dezembro deste ano, a professora e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joana Célia dos Passos, embarcou em uma missão de trabalho na Cidade do México. A iniciativa, vinculada ao Projeto Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e o Combate ao Racismo, recebeu recursos do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O objetivo central, relata Joana, é “fortalecer e internacionalizar os programas de pesquisa e de pós-graduação, por meio da mobilidade de docentes e discentes, promovendo um intercâmbio acadêmico que visa à construção de um conhecimento mais inclusivo e diversificado”.

O referido Programa, conforme Edital nº 16 da Capes, “destina-se à formação e capacitação de estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas e estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, com elevada qualificação em universidades, instituições de educação profissional e tecnológica e centros de pesquisa no Brasil e no exterior, de excelência.”

Durante a missão, Joana Célia se dedicou a realizar atividades acadêmicas focadas nas desigualdades raciais e de gênero na América Latina. A intenção era não apenas estreitar as relações interinstitucionais entre a UFSC e a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), mas, sobretudo, contribuir para a produção e ampliação de conhecimentos nas áreas de interesse do projeto. Dentre as interações, a professora também participou de reuniões com as equipes diretoras do Centro de Humanidades da UNAM e do Programa Universitário de Estudos da Diversidade Cultural e da Interculturalidade (PUIC).

Entre os destaques da agenda, Joana participou do XVI Colóquio Internacional Afroindoamérica 2024, que ocorreu na Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), onde apresentou a conferência de abertura sobre Cultura Acadêmica, Racismo e Diversidade. Durante a cerimônia, ela foi homenageada pela Red Global Antirracista e recebeu um certificado que reconhece sua incansável dedicação a comunidades afrodescendentes. Este reconhecimento é um indicativo do impacto positivo que seu trabalho tem gerado em prol da igualdade racial.

Interações políticas e acadêmicas

A viagem da vice-reitora foi marcada por uma série de atividades institucionais que incluíram a participação em conferências internacionais e reuniões com figuras políticas mexicanas. No dia 29 de novembro, Joana Célia foi convidada a participar da Conferência Internacional sobre a Plataforma Conceitual para a Transformação Global, realizada no Senado da República do México. Esta conferência se alinha diretamente ao seu projeto de pesquisa sobre Participação Política e Enfrentamento às Violências de Gênero e Raça na América Latina e Caribe. O aprofundamento das discussões sobre políticas de gênero e raça é crucial para o fortalecimento da presença feminina, negra, indígena e LGBTQIA+ nos espaços políticos latinos.

Ainda durante a missão, Joana conduziu entrevistas com senadoras de diferentes estados do México, discutindo ações afirmativas voltadas para a comunidade LGBTTIQA+ e a população afromexicana. As interações com as senadoras Beatriz Mójica Morga e Edith López Hernández, com pesquisadores(as) e ativistas antirracistas, foram fundamentais para articular agendas comuns de combate ao racismo e a desigualdade de gênero.

A missão da vice-reitora também incluiu a apresentação de estudos comparativos entre Brasil e México, realizados por estudantes da UFSC em estágio sanduíche na UNAM. No dia 2 de dezembro, em reunião no auditório Arturo Warman do PUIC/UNAM, os bolsistas compartilharam suas experiências e avanços na pesquisa. A troca de conhecimentos entre os estudantes fortaleceu não apenas suas respectivas formações acadêmicas, mas também estabeleceu uma rede de colaboração entre as instituições de ensino.

A culminância da missão se deu em atividades que visaram a criação de parcerias estratégicas com a Coordenação de Humanidades da UNAM e a UAM. A professora Joana se reuniu com autoridades acadêmicas para discutir convênios que poderiam integrar mais instituições brasileiras ao projeto, promovendo um intercâmbio acadêmico ainda mais robusto.

A presença da professora da UFSC no México não foi apenas uma oportunidade de fortalecer laços institucionais, mas também um passo significativo na luta pela igualdade racial e de gênero. A UNAM, reconhecida como uma das universidades mais antiga e importante da América Latina, alinha-se aos ideais de inclusão e diversidade, reafirmando seu compromisso em promover um espaço acadêmico que dialogue com as diversas culturas e etnias que compõem a região.

Com mais de 300 mil estudantes ingressantes por ano, a UNAM tem a responsabilidade de enfrentar os desafios contemporâneos, buscando soluções para as desigualdades sociais que permeiam a sociedade. A colaboração entre a UFSC e a UNAM exemplifica como o intercâmbio acadêmico pode contribuir para a construção de um mundo mais justo e solidário. A missão em questão situa-se como uma contribuição valiosa para um futuro em que a diversidade é celebrada e as vozes marginalizadas são ouvidas e respeitadas.

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

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Com participação da UFSC, artigo na Science reforça importância do diálogo entre ciências indígena e ocidental para futuro sustentável

12/12/2024 16:05

Conservação da Amazônia depende da integração de conhecimentos (Imagem de leondeniscf por Pixabay)

No contexto da crise climática, o diálogo entre o conhecimento científico ocidental e o indígena é essencial para a conservação da Amazônia e para o futuro sustentável do planeta. A integração dos sistemas de conhecimento pode garantir uma ciência mais holística, que entenda a conexão indissociável entre cultura e natureza e que, portanto, reconheça a contribuição dos povos originários para a reabilitação dos ecossistemas. É o que aponta artigo publicado na revista Science nesta quinta (12) por pesquisadores indígenas dos povos Tuyuka, Tukano, Bará, Baniwa e Sateré-Mawé, em parceria com não indígenas, vinculados a projeto do Brazil LAB, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Os cientistas participantes também têm vínculo com instituições brasileiras como as universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Amazonas (UFAM).

O artigo defende a integração urgente entre os saberes, considerando a contribuição das teorias e práticas de povos indígenas, há pelo menos 12 mil anos, para a conservação e restauração do meio ambiente – e elegem a Amazônia como um terreno fértil para promover este diálogo.

“Uma das principais lições dos conhecimentos indígenas do Alto Rio Negro é compreensão de que as vidas se estabelecem em conexão. Nada existe sozinho, tudo está relacionado – e compreender essa rede de relações entre todos os seres é uma das chaves para a sustentabilidade”, explica Carolina Levis, pesquisadora da UFSC e primeira autora do artigo. Para ela, a cosmovisão indígena pode auxiliar na desconstrução da visão colonialista que há séculos explora a Amazônia. “Enquanto o pensamento ocidental está enraizado em visões utilitaristas e antropocêntricas da natureza, os povos indígenas amazônicos entendem que a natureza e seus elementos também são dotados de qualidades de pessoas e tudo faz parte de um sistema integrado”, comenta.
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UFSC obtém recurso financeiro para recuperar e expandir infraestrutura de pesquisa em 2025

10/12/2024 15:48

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investirá R$ 34,5 milhões na expansão e recuperação de sua infraestrutura de pesquisa em 2025. Os recursos provêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e foram obtidos por meio de três editais lançados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Projetos de sete unidades acadêmicas foram contemplados, assim como de três órgãos suplementares da instituição: Biblioteca Universitária (BU), Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) e Biotério Central.

O edital de Recuperação responde por metade do valor conquistado pela UFSC. Neste, entre outros projetos relevantes, será possível realizar obras de manutenção e adquirir novos equipamentos para o Tecmídia, laboratório multiusuário de pesquisa em mídias digitais mais completo do país – localizado entre o Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e o Centro de Ciências da Educação (CED).

O MArquE receberá R$ 5,2 milhões para manutenção, provenientes do edital de Recuperação e Preservação de Acervos. Também nessa chamada, a BU foi contemplada e poderá investir nas coleções especiais e no repositório digital.

O edital de Expansão permitirá a aquisição de equipamentos de alto desempenho, especialmente um aparelho de ressonância magnética nuclear de alto campo.

As prioridades foram definidas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) em chamadas públicas que buscaram distribuir os recursos no maior número possível de estruturas da Universidade. “A UFSC, por intermédio do Comitê Permanente CT-INFRA, indicou projetos para representá-la nas chamadas da Finep, considerando a qualidade dos mesmos, que foram avaliados por consultores ad-hoc externos, mas norteada também pelo sentido de equidade”, explica o superintendente de Projetos da Propesq, William Gerson Matias. “A maneira transparente e democrática como foi realizado o processo de seleção trouxe para a UFSC um novo olhar, criando oportunidades para grupos competentes, mas com recursos insuficientes para desenvolver boas ideias”, complementa.
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Ranking internacional coloca UFSC entre cinco universidades mais sustentáveis do Brasil

10/12/2024 11:04

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alcançou a quinta posição entre as universidades mais sustentáveis do Brasil no QS World University Rankings: Sustainability 2025 segundo resultados divulgados nesta terça-feira, 10 de dezembro. O ranking avalia instituições de educação superior em todo o mundo com base em critérios como impacto ambiental, impacto social e governança.  

A UFSC destacou-se especialmente em categorias relacionadas a Educação Ambiental e Pesquisa Ambiental, refletindo seu compromisso com a sustentabilidade e a formação de profissionais engajados na preservação ambiental. Além disso, a Universidade teve um desempenho significativo em indicadores como Igualdade e Saúde e Bem-estar, demonstrando sua preocupação em promover valores sociais em suas práticas acadêmicas e institucionais.  

No ranking de 2025, foram analisadas 1744 universidades, aumento de aproximadamente 25% em relação ao ano anterior (2024: 1397 universidades analisadas). Em relação às universidades brasileiras analisadas, houve um aumento de 23,5% ( de 34 no ano anterior para 42 em 2025). As quatro primeiras universidades brasileiras no ranking são a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a Universidade de Brasília (UnB). 

A metodologia sofreu alterações pontuais em poucos indicadores, mas permaneceu com as mesmas lentes de performance, mesmos indicadores e mesmos pesos em relação ao ano anterior.

O QS Sustainability Rankings é reconhecido internacionalmente por destacar as instituições que lideram a integração de práticas sustentáveis em suas atividades e currículos. A posição da UFSC no ranking reforça sua relevância global no cenário da educação superior e seu papel como protagonista na construção de um futuro mais sustentável.

Para conferir o ranking completo, acesse a página oficial do QS.

Conheça o programa UFSC Sustentável, da Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC.

 

com informações da Secretaria de Relações Internacionais da UFSC (Sinter)

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UFSC 64 anos: sessão solene traz programação cultural e homenagens a professoras eméritas

09/12/2024 10:51

A agenda de comemorações dos 64 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se estende até o dia 19 de dezembro, com programação repleta de atrações artísticas e culturais em diferentes pontos da Universidade. Acompanhe toda a programação cultural do aniversário da UFSC.

A tradicional sessão solene do Conselho Universitário será realizada nesta sexta-feira, 13 de dezembro, às 14h, no Auditório Garapuvu, localizado no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A sessão será transmitida via canal de televisão e YouTube da TV UFSC.

O evento contará com a apresentação do Coral RMV Anima In Coro, sob a regência do maestro Robson Medeiros Vicente, e também com a performance da Companhia de Dança UFSC, sob a coordenação da professora Cristiane Ker de Melo.

Nesta sessão solene, as professoras Maria Bernardete Ramos Flores e Joana Maria Pedro serão homenageadas com o título de eméritas. A dignidade universitária é “concedida a membro de pessoal docente aposentado, pelos altos méritos profissionais ou por relevantes serviços prestados à Instituição.”
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‘Condições de trabalho’ é tema da redação do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025

08/12/2024 16:46

Vestibulandos chegam no campus central da UFSC (Foto: Caetano Machado)

Neste domingo, 8 de dezembro, candidatos e candidatas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025 realizaram o segundo e último dia de prova.  As provas e o gabarito preliminar das questões objetivas (proposições múltiplas e abertas) e das questões discursivas estarão disponíveis, a partir das 20h, deste domingo no site https://vestibularunificado2025.ufsc.br/. A divulgação da lista dos classificados em primeira chamada está prevista para o final da primeira quinzena de janeiro.

O índice de presencialidade nos dois dias  ficou em 75,9%, superando o do ano passado, 73,9%. O comparecimento de 2023 já havia crescido em relação a 2022, quando foi de 70,9%.

Neste segundo dia, as provas foram de Ciências Sociais e Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia), Física, Química e a Redação. O tema da Redação abordou as condições de trabalho.

Os candidatos do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025 puderam escolher entre três propostas para escrever a redação neste segundo e último dia de provas, a partir da leitura de três textos apresentados no caderno de provas. O primeiro texto reuniu trechos de três romances indicados como leitura obrigatória para os candidatos: Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, Parque Industrial, escrito por Patrícia Galvão, e Solitária, da autora Eliana Alves Cruz.Um dos temas transversais destas obras é a exploração feita por patrões aos empregados, principalmente quando são negros e mulheres. O segundo texto apresentou os resultados de uma pesquisa inédita do IBGE sobre trabalhadores por aplicativo e o terceiro texto abordou o empreendedorismo como uma forma de escravidão contemporânea.
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UFSC na mídia: Pesquisa revela que agro brasileiro depende da chuva gerada por terras indígenas

06/12/2024 18:27

Floresta Amazônica. Foto: Bela Baderna/Instituto Serrapilheira.

O estudo Manutenção das Terras Indígenas é fundamental para a segurança hídrica e alimentar em grande parte do Brasil, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras universidades brasileiras e estrangeiras, foi divulgado em diversos veículos de abrangência nacional ao longo da semana. Trata-se de uma Nota Técnica, que tem como primeiro autor o pós-doutorando Caio Reis Costa Mattos, e também é assinado pela professora Marina Hirota, ambos do departamento de Física da UFSC. O documento está disponível aqui.

Na revista piauí, a reportagem 80% do agro brasileiro depende da chuva gerada pelas terras indígenas da Amazônia destaca que a área coberta por lavouras e pastagens no Brasil depende das florestas mantidas de pé. Pela primeira vez, diz o texto, “cientistas calcularam quanta água circula nos ‘rios voadores’ gerados nesses territórios e que caminho eles percorrem levando umidade para o resto do continente. A área alcançada pelas chuvas abarca dezoito estados e o Distrito Federal e inclui trechos do Cerrado, do Pantanal, do Pampa e da Mata Atlântica. Os nove estados mais beneficiados são responsáveis por 57% da renda do agronegócio brasileiro”.
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Saneamento em terras indígenas deve ser pensado com e para a comunidade, defende estudo da UFSC

06/12/2024 17:12

Rodrigo, à direita, durante sua pesquisa-ação na aldeia Tekoa Vy’a. Foto: Arquivo Pessoal.

Para o pesquisador Rodrigo de Pinho Franco, o saneamento, seja em regiões urbanas ou rurais, deve sempre ter em vista a promoção da saúde. Nesse sentido, ele deve ser planejado e executado com e para as pessoas, relacionando os saberes acadêmicos com os saberes tradicionais. Esses princípios estão no cerne de sua pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEA/UFSC). Orientada pelo professor Paulo Belli Filho, a dissertação “Diálogos sobre Saneamento: Um caso de extensão sanitária na Reserva Indígena Tekoa Vy’a, em Major Gercino, SC” sugere uma nova práxis para o saneamento em territórios indígenas.

Entre as propostas apresentadas no trabalho, estão a proteção de nascentes, o aperfeiçoamento na rede de distribuição de água, a instalação de banheiros com sistema de tratamento de efluentes e a realização de oficinas sobre gestão de resíduos sólidos. Tais práticas são resultado do intercâmbio entre a reflexão acadêmica e o envolvimento dos indígenas no diagnóstico dos problemas e nas tomadas de decisão. “O respeito ao tempo Guarani e às formas de trabalho coletivo, com rodas de conversa e mutirões, permitiram ao projeto identificar as demandas e se reinventar ao longo do caminho”, afirma o pesquisador.
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Montadora chinesa assina cooperação técnica com a UFSC para pesquisa e desenvolvimento

06/12/2024 12:01

UFSC será uma das universidades parceiras na busca por soluções para a montadora chinesa (Fotos: Nathy Silva)

 A montadora chinesa GAC inicia as operações no Brasil apostando em tecnologia de ponta e parceria estratégica com instituições de ensino superior no país, entre elas a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com investimentos de R$ 120 milhões apenas em pesquisa e desenvolvimento, a empresa, sediada em Guangzhou, no centro econômico do sul da China, anunciou, nesta quinta-feira, 5 de dezembro, acordos de cooperação técnica com a UFSC, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O presidente da GAC Internacional, Wei Haigang, esteve presente e apontou os rumos da empresa chinesa no país. A GAC Brasil quer o desenvolvimento de motores híbridos e pesquisa de ponta em tecnologias inteligentes que prometem uma revolução na indústria automotiva brasileira. “O Brasil é prioridade para a GAC”, diz o CEO da GAC Brasil, Alex Zhou. A empresa anunciou que investirá no país, nos próximos cinco anos, R$5,8 bilhões.

Os memorandos de entendimento com as três universidades brasileiras, que são referências em engenharia mecânica, elétrica e automotiva no país, são o primeiro sinal dos planos da GAC, que é a quinta maior fabricante de automóveis da China, e, apenas em 2023, produziu 2,52 milhões de carros no gigante asiático. A ideia não é apenas produzir automóveis no Brasil, mas ajudar a definir os rumos da indústria nacional daqui para a frente.

O primeiro acordo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, no âmbito do memorando de entendimento, está sendo coordenado pelos professores do Departamento de Engenharia Mecânica Amir Antônio Martins de Oliveira Jr., Milton Pereira e Daniel Martins. As ações já previstas estão ligadas aos grupos de pesquisa envolvidos na unidade EMBRAPII MOVE.

O objetivo da montadora é ser a primeira fabricante chinesa a ter, no Brasil, uma linha de produção completa e um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, produzindo carros à combustão, híbridos e elétricos, assim como é na China.

As universidades vão coordenar projetos de ensino, pesquisa e extensão com incentivos técnicos e financeiros da GAC. As parcerias também incluem a promoção de estágios para estudantes e profissionais entre China e Brasil, além de programas de capacitação conjunta.

A UFSC, UFSM e Unicamp irão atuar nas áreas de veículos, motores, autopeças, componentes e materiais. O principal objetivo é a produção local de motores flex e híbridos-flex para os carros que a GAC passará a vender e futuramente produzir no Brasil a partir de 2025, a fim de atender aos padrões de eficiência energética e sustentabilidade ambiental exigidos pelo mercado brasileiro.

O pró-reitor de Pesquisa da UFSC, Jacques Mick, exaltou a preferência da parceria com universidades dada pela montadora. “Foi o primeiro evento da GAC Motors no Brasil e a empresa não apresentou carros ou marcas: preferiu anunciar a parceria técnico-científica com as três universidades brasileiras que ela considera mais proeminentes em engenharia aplicada à indústria automobilística, lideradas pela UFSC”. Mick destaca que “a escolha reflete uma estratégia de posicionamento da GAC na chegada ao mercado brasileiro, e também o modo como a indústria e a universidade atuam conjuntamente na China. Em Guangzhou, sua cidade-sede, a GAC tem um centro de pesquisa, design e desenvolvimento com seis mil trabalhadores e coopera com uma série de universidades. Nossa intenção com esse acordo é promover a internacionalização da inovação, conectando com a UFSC também as universidades chinesas que atuam com a GAC”.
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Crianças que dormem e acordam mais cedo se alimentam melhor, revela estudo da UFSC

05/12/2024 12:07

Denise Miguel Teixeira Roberto, durante sua pesquisa de doutorado. Foto: Arquivo Pessoal.

A nutricionista Denise Miguel Teixeira Roberto sempre se interessou em saber quais fatores afetam nossa alimentação e de que forma o que comemos pode melhorar nossa saúde e nosso bem-estar de forma geral. Nesse contexto, ela elegeu o consumo alimentar de crianças como tema de sua pesquisa de mestrado, cuja dissertação foi defendida em 2020, no Programa de Pós-graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC), com o título Avaliação da estabilidade de padrões de refeições em escolares do 2º ao 5º ano da rede pública de ensino de Florianópolis-SC: 2013-2015. Incentivada por sua orientadora, a professora Patrícia de Fragas Hinnig, Denise decidiu seguir explorando o tema no doutorado. Dessa vez, seu trabalho estaria focado na associação entre hábitos de sono, alimentação, sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes.

“Minha orientadora começou a trabalhar com sono porque observou que estavam surgindo muitos estudos apontando a importância do sono para a saúde. Ela orientou uma dissertação sobre sono e alimentação e percebeu que esse era um tema muito em alta”, explica Denise. Segundo ela, um número cada vez maior de estudos mostrava a relevância do sono para a saúde e indicava que o modo de vida moderno vinha reduzindo nosso tempo de sono. “Especialmente em decorrência do aumento da exposição às telas, temos observado que as horas de sono estão diminuindo e que as pessoas têm ido dormir cada vez mais tarde, o que pode ocasionar prejuízos na saúde. Por isso decidimos investigar os impactos do sono nos padrões alimentares para saber exatamente quais refeições são as mais afetadas pelo sono.”
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Pesquisa explora diferentes fases da matéria quântica e propõe novos experimentos

03/12/2024 14:15

Um grupo de pesquisadores de diferentes instituições publicou um estudo que traz resultados inovadores, com potencial de abrir novos caminhos na área da física quântica. Utilizando cálculos matemáticos e simulações em computadores, os cientistas descrevem o que acontece quando um gás com propriedades magnéticas interage com uma armadilha óptica formada por lasers em temperaturas baixíssimas, da ordem dos nanokelvins – próximas do zero absoluto, que equivale a -273,15º Celsius. 

Disponível na revista internacional Physical Review Letters, o artigo Exploring quantum phases of dipolar gases through quasicrystalline confinement (Explorando fases quânticas de gases dipolares através de confinamento quase-cristalino, na tradução para o português) revela novas fases da matéria em sistemas quânticos. Também aponta possibilidades para a realização de novos experimentos, com a tecnologia disponível em laboratórios especializados, para verificar os resultados obtidos.

“Como físicos que trabalhamos nessa área conhecida como matéria condensada, um dos objetivos do nosso trabalho é justamente tentar entender as propriedades dos sistemas quando eles são, digamos assim, submetidos a condições especiais. A gente sempre tenta encontrar sistemas que tenham um comportamento pouco usual ou exótico quando perturbados. Neste trabalho, estudamos um sistema que, do ponto de vista experimental, tem uma certa relevância, porque já é possível realizar esse tipo de estudo em alguns laboratórios no mundo”, afirma Alejandro Mendoza-Coto, professor do Departamento de Física da UFSC e coautor do artigo.
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Chamada Pública Meninas das Ciências do CNPq seleciona projetos da UFSC

02/12/2024 13:53

Projetos de estímulo às carreiras de tecnologia, como os que envolvem robótica, receberão apoio federal na UFSC. (Foto: Raissa Hübner/Agecom/UFSC)

Projetos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram aprovados na Chamada Pública “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, do Ministério das Mulheres, em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O resultado final foi divulgado no último dia 12 de novembro.

Na categoria Projeto em Rede Nacional, foram contempladas as professoras Daniela Ota Hisayasu Suzuki, do Departamento de Engenharia Elétrica, Tatiana Renata Garcia, do Departamento de Engenharias da Mobilidade, do Campus de Joinville, e Roseline Beatriz Strieder, do Departamento de Física. Outras duas propostas foram selecionadas na categoria Projeto em Rede Regional: uma coordenada pela professora Eliane Pozzebon, do Departamento de Computação da UFSC Araranguá; e a segunda pela professora Adriana Passarella Gerola, do Departamento de Química. 

Os projetos têm como principal objetivo estimular o ingresso, a formação, a permanência e a ascensão de meninas e mulheres nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. “Esperamos combater preconceitos e estereótipos femininos. É preciso incentivar e encorajar meninas desde cedo a atuar nas áreas STEAM [Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (Science, Technology, Engineering, Arts Mathematics)], mostrando que não existe diferença no potencial educacional técnico científico entre meninos e meninas”, reitera a professora Tatiana Garcia. “Além disso, é importante engajar as alunas de graduação nestas ações, para que elas também sejam estimuladas a combater esses preconceitos”.
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Pesquisa da UFSC analisa consequências sociais e políticas de ações das Forças Armadas voltadas a civis

02/12/2024 13:30

Ilustração: Laura Araujo/NADC/UFSC

Qual deveria ser a relação das Forças Armadas (FA) com a sociedade civil em uma democracia? Essa é uma das questões que o trabalho da professora Anaís Medeiros Passos, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tenta responder. A pesquisadora produziu um mapeamento das ações cívico-sociais (Acisos) realizadas pelo Exército Brasileiro, que revela consequências do histórico das relações entre as instituições civis e militares no Brasil. Entre elas, a percepção de que há uma conexão entre a atuação do Exército na segurança e o desenvolvimento do país.

Direcionadas à sociedade civil em áreas como saúde, assistência social, educação e infraestrutura, as Acisos têm como objetivo obter apoio de parte da população e reforçar uma imagem positiva sobre as Forças Armadas. São destinadas a diferentes públicos: grupos sociais vulneráveis (de acordo com a perspectiva militar), famílias de militares e pessoas que vivem próximas aos quartéis. Também acontecem em situações nas quais o Exército opera por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o que lhes concede permissão para ocupar funções de polícia. A pesquisa da professora buscou identificar quais são os tipos dessas ações, a fim de produzir conhecimento para os tomadores de decisão.

De um lado, há a assistência social prestada pelo Exército nesses lugares e, de outro, sua ação repressiva. De acordo com Anaís, as Acisos são uma forma de contato direto dos militares com a população, sem nenhuma forma de monitoramento. Elas ganham ainda mais força em regiões como a fronteira norte da Amazônia, na qual a presença do Estado é reduzida. “Delegamos muito poder para os militares lá”, explica a professora. “Não apenas porque eles estão ocupando aquele espaço, mas também porque ninguém, nenhum outro órgão, entra nessa disputa”. 

A lacuna acaba elevando o protagonismo das ações e reforça certo teor de propaganda em algumas medidas. Para Anaís, elas buscam construir uma imagem confiável sobre a instituição militar que está a serviço da população.
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UFSC é pioneira e se une à força-tarefa para Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

02/12/2024 11:20

Festival de Cultura Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A Universidade Federal de Santa Catarina foi a primeira instituição de ensino pública a aderir à força-tarefa para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, um dos temas destaque na última reunião do G20, que ocorreu no Brasil, em novembro. O reitor Irineu Manoel de Souza assinou a declaração de compromisso e levou a instituição a se comprometer com questões como a implementação de políticas domésticas, cooperação e apoio em políticas públicas e apoio ao conhecimento, área em que a UFSC se situa como instituição de referência.

A professora Cristiane Derani, do Departamento de Direito da UFSC, reconhecida pela atuação nas áreas de direito ambiental, internacional e econômico foi chamada pelo Ministério do Desenvolvimento Social a participar, como especialista, de um grupo focado em discutir a questão da alimentação e do combate à fome no mundo. A partir daí, veio o convite para que a UFSC aderisse à iniciativa, para que se pudesse aproveitar sua especialidade na produção de conhecimento em agricultura, sustentabilidade e em biotecnologia.

As próximas etapas de trabalho da UFSC junto à aliança envolvem reuniões de um grupo em que a instituição está conectada à Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). No decorrer do andamento das atividades, os pesquisadores já envolvidos farão contato com outros especialistas em diferentes áreas do conhecimento. “A ideia é agrupar os pesquisadores de uma forma multidisciplinar para trabalhar auxiliando o pacto da Aliança Global Contra a Fome”, comenta a professora.

A professora se destaca pelo seu trabalho com a segurança alimentar, que discute a continuidade da produção de alimentos no mundo, dentro de um quadro de restauração ecológica e de conservação do meio ambiente, incluindo a proteção da biodiversidade e do clima. “O pacto assinado pelo G20 se baseia em três pilares: financeiro, técnico e político. Nós fazemos parte desse segundo pilar”, argumenta Derani.

No artigo Sustainable Global Food System, publicado pela Springer Nature, Derani estuda a meta de acabar com a fome até 2030 apresentada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, a decisão sobre o que, onde, como e para quem produzir os alimentos “deve estar vinculada a premissas ecológicas para uma justiça ecológica, que é a base da justiça social, econômica e alimentar”.

A Força-tarefa para Aliança Global contra a Fome e a Pobreza pretende fortalecer uma Aliança Global para buscar recursos e conhecimentos para a implementação de políticas públicas e tecnologias sociais aptas a reduzirem a fome e da pobreza no mundo. A adesão à Aliança Global estará aberta não somente aos membros do G20, mas a todos os países interessados.

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Espetáculos de música, dança, teatro e slam marcam comemorações dos 64 anos da UFSC

02/12/2024 08:00

Dazaranha fará show em comemoração ao aniversário da UFSC

Os 64 anos da Universidade Federal de Santa Catarina terão a sua tradicional comemoração em sessão solene, no dia 13 de dezembro, às 14h, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos, mas a agenda festiva está repleta de atrações artísticas e culturais. Mostra de artes cênicas, espetáculos de dança, música, Orquestra, teatro, SLAM e um show da banda Dazaranha estão na agenda, que se estende de 3 dezembro até 19 de dezembro. As informações podem ser encontradas no site aniversario.ufsc.br.

A Mostra Artes da Cena dará início oficial às festividades, a partir de terça-feira, 3 de dezembro. Serão treze dias com apresentações de espetáculos teatrais em diferentes espaços da universidade. No dia 5, quinta-feira, às 19h30, o Auditório Garapuvu recebe Salim: Memórias em Movimento – uma jornada artística e poética em homenagem ao renomado escritor líbano-catarinense, do Projeto Práticas Corporais e Cia de Dança da UFSC.

Já na sexta, 6 de dezembro, é dia do Slam Educa realizar a sua etapa final, no Auditório do Espaço Físico Integrado (EFI), às 13h30. No mesmo dia, um texto didático de Bertolt Brecht, escrito em 1930, será exibido no Teatro Carmen Fossari. A atividade também será realizada no sábado, 7, e no domingo, 8, sempre às 20h.

A Orquestra Filarmônica Catarinense (OFiC) se apresenta na quarta-feira, 11 de dezembro, às 19h, na Igrejinha da UFSC. A entrada é gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h. A OFiC inova no formato dos programas musicais temáticos, envolvendo a plateia e convidando os ouvintes a participarem no processo de performance, seguindo o conceito “musicking”.

A turnê Ícones, da banda Dazaranha, é outro momento de celebração que marca o aniversário da UFSC, no dia 17 de dezembro, no Auditório Garapuvu, às 20h. O ingresso será solidário, e as informações sobre distribuição estão no site. A Igrejinha da UFSC será também palco de música: Pedro Bernardo, chefe de naipe nas Orquestras de Câmara do CESCB e Sinfônica de Caçador, se apresenta no dia 18, às 19h.

Acompanhe toda a programação cultural do aniversário da UFSC.

Sessão solene com homenagens

A UFSC completará 64 anos de história no dia 18 de dezembro deste ano, mas a sessão solene para comemorar a data será no dia 13, com homenagens as professoras eméritas. A dignidade universitária é “concedida a membro de pessoal docente aposentado, pelos altos méritos profissionais ou por relevantes serviços prestados à Instituição”.

Professora Maria Bernardete Ramos Flores

Maria Bernardete é Graduada em História pela Universidade do Vale do Itajaí (1973), Mestre em História pela UFSC (1979) e Doutora em História pela PUC/SP (1991). Realizou Pós-Doutorado na Universidade Nova de Lisboa e na University of Maryland (1999-2000), e no IDAES da Universidad de San Martín – Argentina (2009- 2010). Foi professora visitante na Universidade de Salamanca (2003) e pesquisadora visitante na University of California – Campus Davis (1994). Foi agraciada com o Prêmio Destaque de Pesquisa – Centro de Filosofia e Ciência Humanas (2010). Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC por diversos anos, e atuou no Comitê da Área de História na Capes. Dedica-se à pesquisa de História e Arte, Modernidade e Estética, Teoria da Imagem e Teoria da História. Atua na Linha de Pesquisa História da Historiografia, Arte, Memória e Patrimônio, do Programa de Pós Graduação em História da UFSC.

A professora Maria Bernardete orientou 35 trabalhos de conclusão de curso de graduação, 36 dissertações de mestrado e 41 teses de doutorado durante sua carreira. É autora de livros, capítulos de livros e artigos científicos, organizadora de coletâneas diversas, no Brasil e exterior.

Professora Joana Maria Pedro

A professora Joana possui graduação em História pela Universidade do Vale do Itajaí/Univali (1972), mestrado em História pela UFSC (1979) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) (1992). Fez pós-doutorado na França, na Université d´Avignon, entre 2001 e 2002, e nos Estados Unidos, na Brown University, entre 2016 e 2017. Foi professora visitante na Universidade do Chile (2021), na Universidade Nacional de La Plata (Argentina, 2013) e na Université Paris Diderot, Paris 7 (França, 2014).

No desenvolvimento de funções administrativas foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História entre 1993 e 1995, Diretora do CFH entre 1996 e 2000, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) entre 2008 e 2012, e Pró-Reitora de Pós-Graduação entre 2012 e 2016.

Entre outras atividades cabe também mencionar que foi Presidenta da ANPUH – Associação Nacional de História na gestão 2017-2019; Editora da Revista Estudos Feministas; e que atuou no Comitê da Área de História do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Aposentou-se em março de 2019, dando continuidade a suas atividades em qualidade de professora voluntária como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em História e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, e como pesquisadora do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH). É pesquisadora 1A do CNPq.

 

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‘Nossa meta é conquistar um mundo livre do vírus da aids’, afirma professor da UFSC

28/11/2024 11:20

Professor Aguinaldo Roberto Pinto, no Laboratório de Imunologia Aplicada (LIA/CCB/UFSC). Foto: Gabriel Salles Beltrão.

O dia 1º de dezembro foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data – definida em 1988, cinco anos depois de cientistas identificarem o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) – tem por objetivo promover a conscientização sobre a doença e sua prevenção, combater preconceitos e desinformação,  além de celebrar os avanços no acesso a tratamentos. Tais avanços são resultados das contínuas pesquisas científicas na área, as quais têm contribuído desde a descoberta do vírus causador da pandemia de aids, até a busca por cura.

Entre os cientistas que se destacam internacionalmente na pesquisa sobre HIV/Aids está Aguinaldo Roberto Pinto, professor do departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MIP/UFSC) e coordenador do Laboratório de Imunologia Aplicada (LIA/CCB/UFSC). Em alusão à data, o periódico científico Virology Journal publicou uma entrevista com o pesquisador, em que ele narra sua trajetória na investigação sobre o tema e os principais desafios enfrentados no combate à doença. Aguinaldo, que é editor da seção de Retrovírus da publicação, tem se dedicado a diversos aspectos relacionados à infecção pelo HIV e, atualmente, tem pesquisado também sobre o papel da proteína Spike sobre células microgliais – células do Sistema Nervoso Central (SNC) que atuam na defesa imunológica e na proteção do cérebro e da medula – e sua relevância na neuroinflamação da COVID-19.
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