Divulga UFSC – 04/09/2026 – Edição 2564
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comissão organizadora da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 4 de setembro, editais para a apresentação de propostas ao evento, que será realizado de 19 a 23 de outubro.
Propostas de minicursos, estandes para a Feira de Ciências e rotas temáticas poderão ser enviadas até o dia 24 de setembro, por meio da plataforma da Sepex: sgsepex.ufsc.br. As inscrições de propostas a serem incluídas nas Rotas Temáticas para visitações devem ser feitas através do Formulário de inscrição Rotas Temáticas. A seleção das propostas ocorre entre 28 e 30 de setembro, com homologação e resultado final publicados até o dia 9 de outubro.
As modalidades de Feira de Ciências, Rota Temática e Minicursos da Sepex 2026 serão organizadas em oito áreas temáticas: Educação, Direitos Humanos e Justiça, Trabalho, Saúde, Meio Ambiente, Comunicação, Cultura, e Tecnologia e Produção. Podem apresentar propostas servidores docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs), dos quinze Centros de Ensino da UFSC e das Unidades Administrativas – a possibilidade se estende a estudantes, desde que supervisionados por um orientador docente ou TAE, responsável pela submissão.
>>> Acesse os detalhes do edital de realização
“Ciência Delas”
Em 2026, a 23ª Sepex celebra o protagonismo feminino com o tema Ciência Delas. Com a realização da Sepex, a UFSC busca se aproximar da sociedade de maneira interativa, por meio da exposição de seus projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação, estimulando a socialização da ciência, a reflexão, o debate, a troca de experiências e a curiosidade científica.
A Feira de Ciências será realizada entre 20 e 22 de outubro, das 9h às 18h, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo da UFSC, em Florianópolis. Em estandes montados especialmente para a feira, estudantes, professores e servidores técnicos da UFSC apresentam projetos de ensino, pesquisa, extensão e/ou inovação, em interação com o público presente. A visita aos estandes é livre, gratuita e não necessita de inscrição ou agendamento prévio.
Atrações são gratuitas
Dezenas de minicursos serão ministrados durante todo o período da Sepex, de 19 a 23 de outubro. São cursos de curta duração – de 4 a 12 horas – oferecidos gratuitamente à comunidade interna e externa da UFSC, nas modalidades presencial ou virtual. Para participar, é necessário inscrever-se. A participação em minicursos dá direito a certificado.
As Rotas Temáticas estarão abertas entre 20 e 22 de outubro para visitação, das 9h às 18h. As rotas são espaços da UFSC abertos à visitação pública durante a Sepex, incluindo laboratórios, áreas de exposições, salas de projetos com estrutura própria, entre outros. Estudantes, professores e servidores técnicos recepcionam os visitantes e apresentam informações sobre os ambientes. Para participar, é necessário agendamento.
O egresso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências Mecânicas e engenheiro civil de infraestrura formado pela UFSC, Rafael Cristyan Fronza, foi o vencedor do Prêmio João Menescal Fabrício, edição 2026, concedido à Melhor Dissertação desenvolvida no âmbito das universidades brasileiras, na área de Asfaltos, pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
A pesquisa intitulada Estudo da Formulação e Avaliação do Desempenho à Deformação Permanente de Misturas Asfálticas de Módulo Elevado Utilizando Ligante Asfáltico Altamente Modificado HiMA foi orientada pelo professor Breno Salgado Barra e executada nas instalações do Laboratório de Desenvolvimento e Tecnologia em Pavimentação (LDTPav), do Campus da UFSC Joinville.
A dissertação abordou o desenvolvimento de misturas asfálticas do tipo Enrobé à Module Élevé (EME), para utilização em camadas de base e sub-base nas estruturas de pavimento, com enfoque inédito na aplicação de uma matriz betuminosa de elevado desempenho mecânico e reológico denominada Highly Modified Asphalt (HiMA).
A inovação conta com arranjo da cadeia molecular composto pelo polímero Estireno-Butadieno-Estireno (SBS), formulado em parceria com a multinacional Kraton Polymers, na França, com a Rudnick Minérios, de Joinville e com a distribuidora CBB Asfaltos, de Curitiba. As parcerias forneceram os insumos da pesquisa.
Outro fator de destaque do estudo foi o fato de utilizar níveis de formulação da metodologia francesa, considerada de vanguarda científica mundial, com adaptação ao contexto produtivo e de aplicação à realidade do mercado brasileiro.
A pesquisa foi realizada no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 702/2020, celebrado entre a UFSC e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), intitulado “Avaliação do Comportamento Viscoelástico Linear de Misturas Asfálticas no Dimensionamento de Pavimentos Rodoviários Submetidos a Carregamento Dinâmico”, tendo o LDTPav atuado em representação ao Campus UFSC/Joinville.
Com informações da UFSC Joinville
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Pesquisador foi premiado pelo desenvolvimento de um refrigerador magnético para condicionamento de ar usando Inteligência Artificial (Acervo Pessoal)
O pesquisador Guilherme Fidelis Peixer, egresso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e pesquisador de pós-doutorado no POLO – Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica, foi premiado pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas pelo projeto, construção e otimização de um refrigerador magnético. A inovação, que utiliza Inteligência Artificial, é aplicada no condicionamento de ar. O trabalho foi desenvolvido durante o doutorado.
“A refrigeração magnética é uma alternativa à refrigeração convencional que pode eliminar o uso de gases refrigerantes de efeito estufa. Desenvolvi modelos por IA para os componentes do sistema e os acoplei a algoritmos de otimização, reduzindo tempo e custo de projeto”, explica Peixer. “Na parte experimental, coordenei a montagem e caracterização de três gerações de um protótipo, um dos primeiros refrigeradores magnéticos no mundo capaz de resfriar um cômodo em condições reais de operação. Os métodos de IA desenvolvidos foram depois aplicados a outras áreas, como liquefação de hidrogênio, captura de carbono e monitoramento de poços de petróleo”, sintetiza.
Os resultados apresentados no estudo demonstram que a inteligência artificial pode desempenhar um papel fundamental no avanço da comercialização da refrigeração mais sustentável e energeticamente eficiente. “Esta tese representa anos de trabalho aplicando inteligência artificial, aprendizado de máquina e otimização a sistemas de energia e térmicos, com um objetivo comum: avançar na descarbonização e na transição energética. Os métodos se estenderam a desafios mais amplos, como tecnologias de hidrogênio, captura, utilização e armazenamento de carbono e na estabilidade termoestrutural de poços de petróleo e gás”, afirmou.
A qualidade da tese rendeu a ele outros destaques. Guilherme foi vencedor da etapa brasileira do Falling Walls Lab 2024, representando o Brasil na final em Berlim; foi destacado pela Academia Brasileira de Ciências para o BRICS Young Innovator Prize, na Rússia, e recebeu o prêmio de melhor trabalho no Congresso Brasileiro de Hidrogênio. A pesquisa também foi desenvolvida na Stanford University, nos Estados Unidos, com bolsa do CNPq e orientação do professor Daniel Tartakovsky, e na University of Ljubljana, na Eslovênia, com bolsa Erasmus+ e orientação do professor Andrej Kitanovski.
“Fico muito feliz em trazer esse reconhecimento para o Polo e para UFSC. Mais do que um resultado individual, esse prêmio é fruto do trabalho de toda a equipe de novas tecnologias do POLO, construído ao longo de mais de uma década, e da orientação dos professores Jader Barbosa Jr. e Jaime Lozano”, pontua o pesquisador. A tese, intitulada Optimization of the Performance of Magnetic Refrigeration Systems using Artificial Intelligence, foi defendida em dezembro 2025.
Além dele, o pesquisador Kelvin Guessi Domiciano também foi reconhecido pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas, com menção honrosa ao trabalho Development of Novel Thin Loop Heat Pipes for Electronics: Modelling and Experiments, sob orientação da professora Marcia Barbosa Henriques Mantelli e do professor Sauro Filippeschi. O prêmio ABCM/Springer Nature 2025 teve 63 candidaturas, sendo 25 delas para a categoria tese de doutorado. A premiação foi realizada em agosto, no Maranhão, no Congresso Nacional de Engenharia Mecânica.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O professor Arcângelo Loss, do Departamento de Engenharia Rural do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), integra o grupo internacional de pesquisadores que participou da elaboração do Status of the World’s Soil Resources 2026 (SWSR 2026), relatório mundial sobre a situação dos recursos do solo publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em colaboração com o Painel Técnico Intergovernamental sobre Solos (ITPS) e a Parceria Global pelo Solo (GSP).
Loss é um dos autores do capítulo 10, que faz um estudo sobre o Cerrado brasileiro e suas transformações, tendo o solo como foco de análise. Os solos são analisados por exercerem um papel fundamental para os ecossistemas e para a sociedade. “Além de sustentarem a produção de alimentos, fibras e energia, participam da regulação da água, da ciclagem de nutrientes, do armazenamento de carbono e da manutenção da biodiversidade”, sintetiza o texto de divulgação do relatório.
Segundo o professor, no caso do Cerrado, que tem cerca de 95% de sua área situada no Brasil, a erosão permanece como uma das principais ameaças. Isso ocorre especialmente em áreas com desmatamento, superpastejo e baixa adoção de práticas conservacionistas.
“O superpastejo ocorre quando a intensidade ou a frequência do pastejo é superior à capacidade de recuperação da pastagem. Na prática, um número excessivo de animais por área, ou a permanência dos animais por tempo prolongado sem períodos adequados de descanso, reduz a cobertura vegetal e a quantidade de resíduos que protegem o solo”, explica o professor.
Ele acrescenta que o pisoteio também pode favorecer a compactação, reduzindo a infiltração de água e aumentando o escoamento superficial e a suscetibilidade à erosão. “No Cerrado, o relatório identifica o superpastejo, juntamente com o desmatamento, entre os fatores associados à erosão do solo”.
O relatório elaborado com a parceria do professor também aponta que as perdas médias anuais de solo podem chegar a cerca de 8,9 toneladas por hectare e serem muito superiores em áreas sem cobertura permanente e sem práticas adequadas de conservação. “Exemplos são áreas que permanecem com pouca ou nenhuma cobertura vegetal em determinados períodos, preparo intensivo ou inadequado do solo e ausência de estratégias de conservação da água e controle do escoamento superficial”, explica.
Ainda conforme o professor, isso é particularmente relevante no Cerrado porque as chuvas apresentam elevado potencial erosivo. “O relatório mostra que áreas sem cobertura permanente apresentam perdas de solo significativamente maiores e destaca como alternativas o plantio direto, os sistemas agroflorestais e a integração lavoura-pecuária-floresta”.
Apesar de elencar dados sensíveis a respeito do solo do Cerrado, o relatório também indica pontos positivos, como a agricultura conservacionista e o sistema plantio direto, que mantêm resíduos vegetais protegendo a superfície e reduzem a erosão. Outro ponto de destaque são os sistemas agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).
“Essas estratégias aumentam a cobertura e a diversificação do sistema produtivo e contribuem para proteger o solo. O relatório registra que a adoção dessas práticas já está associada à melhoria do controle da erosão em algumas áreas do Cerrado e identifica também estabilização dos estoques de carbono orgânico do solo em determinadas áreas agrícolas, indicando avanços no manejo sustentável”.
Entre os pesquisadores brasileiros que tiveram participação de destaque no relatório da FAO estão também a professora Lúcia Helena Cunha dos Anjos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), integrante do comitê editorial do relatório e líder pelo ITPS do capítulo regional, e o professor Marcos Gervasio Pereira, também da UFRRJ, que participou como autor líder da sub-região do Cerrado.
Sobre o relatório
Apesar da importância do solo, ainda existem lacunas importantes no conhecimento sobre a dinâmica, o estado de conservação e as ameaças em diferentes regiões do planeta. Para ampliar esse conhecimento, o ITPS, com apoio da FAO e da Parceria Global pelo Solo, iniciou em 2014 uma avaliação internacional que resultou na primeira edição do Status of the World’s Soil Resources, publicada em 2015.
A edição de 2026 atualiza esse diagnóstico aproximadamente uma década depois. O documento reúne evidências científicas sobre a evolução da situação dos solos, as principais ameaças associadas à degradação e avaliações regionais que permitem identificar tendências observadas ao longo desse período e discutir perspectivas para o futuro.
O relatório reforça a necessidade de transformar o conhecimento científico disponível em ações concretas de conservação e recuperação. Na mensagem apresentada por ocasião do lançamento, a FAO e o ITPS destacam a necessidade de uma mudança da lógica de exploração para uma abordagem de gestão responsável dos solos, com ações compatíveis com a urgência e a escala dos desafios atuais.
Temas como manejo conservacionista, recuperação de solos degradados, aumento da matéria orgânica, conservação da biodiversidade, uso eficiente de nutrientes e água e desenvolvimento de sistemas agrícolas mais resilientes ganham importância crescente diante das mudanças climáticas e da necessidade de produzir alimentos de forma sustentável.
O Status of the World’s Soil Resources 2026 e seus materiais complementares estão disponíveis gratuitamente na plataforma de conhecimento da FAO.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Aproximadamente 200 estudantes de escolas da região de Florianópolis animaram o Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto, primeiro dia de atividades do UFSC Rural, evento em que a Universidade apresenta à comunidade diversas iniciativas e projetos ligados ao mundo rural. As atividades do UFSC Rural continuam neste sábado, 29 de agosto, com estandes, exposições, minicursos e feirinha de produtos da agricultura, abertos à participação de toda a comunidade. A programação para os dois dias do evento prevê a realização de 32 atividades.
Os estudantes que estiveram no CCA nesta sexta-feira, receberam um “passaporte”, espécie de panfleto que recebia selos a cada estação de conhecimento visitada por eles: ‘Mundo das Abelhas’, ‘Descobrindo os Insetos’, ‘Animais do Mar’ e ’O Solo é Assim’. O objetivo da rota é permitir que os alunos possam descobrir o funcionamento da fauna, flora e solos existentes na natureza.
(mais…)
Um projeto desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que busca dar um novo destino ao dióxido de carbono (CO₂), um dos gases mais associados às emissões industriais, foi premiado no Prêmio Ciência Delas 2026 – Categoria Brasil. A pesquisa tem como proposta capturar o gás e transformá-lo em matéria-prima para a produção de combustíveis e outros produtos.
O estudo, conduzido pela pesquisadora Mariana Schneider durante atividades de pós-doutorado júnior, no Laboratório de Energia e Meio Ambiente (LEMA), pretende transformar um problema ambiental em uma oportunidade: em vez de somente liberar ou armazenar o CO₂, ela estuda maneiras de capturá-lo e reaproveitá-lo.
O prêmio busca gerar oportunidades de conexões nos principais ecossistemas globais de inovação para impulsionar o desenvolvimento de mulheres cientistas, “ao mesmo tempo em que reconhece iniciativas inovadoras na área de pesquisa e desenvolvimento no setor de energia, nos temas de transição energética, energia renovável e descarbonização”.
Mariana explica que o trabalho é baseado em duas etapas principais. Primeiro, o CO₂ é retirado de gases de exaustão por meio de materiais capazes de absorvê-lo, ou seja, retê-lo em sua superfície. Depois, o gás capturado passa por processos de conversão química que podem transformá-lo em outros compostos com aplicações na área de energia.
Para fazer essa conversão, os pesquisadores utilizam a energia da luz. A água participa do processo e fornece os elementos necessários para que o CO₂ seja transformado em produtos de maior valor agregado. Uma das possibilidades estudadas é a produção de combustíveis.
Um dos diferenciais do projeto é o uso de resíduos da mineração de rocha fosfática na produção dos materiais utilizados para capturar o CO₂. Dessa forma, a pesquisa reúne duas frentes ambientais: a redução das emissões e o reaproveitamento de resíduos que poderiam ser descartados.
Inovação
Para a captura do gás, os pesquisadores desenvolveram materiais formados pela combinação de geopolímero e zeólita 13X. O grupo também utiliza tecnologias como impressão 3D e eletrofiação para modificar a estrutura desses materiais. Estuda-se a criação de superfícies que favoreçam o contato com os gases e, consequentemente, melhorem a eficiência da captura.
“Na etapa de captura, nosso objetivo é desenvolver materiais que tenham uma boa capacidade de absorver o CO₂ e que também possam ser produzidos de uma maneira viável. Depois, queremos que esse CO₂ capturado possa ser encaminhado para uma etapa de conversão”, explica Mariana. A pesquisadora explica que a ideia é aproximar duas etapas que muitas vezes são estudadas separadamente: a captura e a utilização do CO₂. Isso porque, depois de capturado, o gás precisa ser encaminhado para uma etapa de conversão. No projeto, os próprios materiais desenvolvidos para a captura podem também funcionar como suporte para componentes utilizados nessa transformação.
(mais…)
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Daniele Orzechowski exibe o certificado de participante de destaque, junto a duas estudantes da área de Inteligência Artificial (Fotos: Acervo pessoal)
A estudante Daniele Orzechowski, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da UFSC, foi reconhecida com o título de “Outstanding Participant” (Participante de Destaque) ao final de um programa de mobilidade realizado na Universidade de Beihang, na China. Ela foi uma das representantes da UFSC no Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, iniciativa promovida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em parceria com a Universidade de Beihang.
Realizada entre 12 de julho e 7 de agosto de 2026, no Campus Internacional de Hangzhou da Beihang, a mobilidade reuniu jovens pesquisadores de diferentes países em atividades acadêmicas, projetos de laboratório, visitas técnicas a empresas e seminários científicos.
O título de participante de destaque foi conferido pelo Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Beihang em razão do desempenho acadêmico e do espírito colaborativo demonstrados ao longo da capacitação. O reconhecimento garante à pesquisadora acesso prioritário à Silk Road Scholarship, bolsa integral destinada a candidatos brasileiros de mestrado para cursar o doutorado na Universidade de Beihang.
(mais…)
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Núcleo de Estudos sobre Psicologia, Migrações e Culturas (NEMPsiC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abre inscrições para o Ateliê dos Sonhos, um grupo de encontros com estudantes imigrantes da Universidade com o objetivo de formar e fortalecer vínculos e afetos para uma experiência mais coletiva e acolhedora na UFSC e no Brasil.
A proposta principal do grupo é a dinâmica do Caderno dos Sonhos, em que, através do compartilhamento dos sonhos oníricos (que ocorrem durante o sono), os participantes possam elaborar suas experiências migratórias. Os encontros serão realizados semanalmente, às segundas-feiras, das 18h às 20h, na sala do Serviço de Atenção Psicológica (SAPsi), no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC).
O NEMPsiC, criado em 2014, é um núcleo de pesquisa, ensino e intervenção voltado à Psicologia Clínica Intercultural, Psicanálise e saúde mental, com foco na relação entre cultura e sofrimento psíquico. Suas pesquisas, coordenadas pela professora Marcela de Andrade Gomes, abordam migrações, vulnerabilidades psicossociais e adaptação das práticas de saúde para populações imigrantes, além de atuar na interface entre psicanálise, políticas públicas e direitos humanos, mantendo parcerias com grupos nacionais e internacionais.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está ajudando a ampliar a busca por pistas sobre a formação e a evolução de sistemas planetários em uma das regiões mais difíceis de observar da Via Láctea. Publicada na revista internacional Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS), a pesquisa identificou 446 fontes candidatas a apresentar discos de detritos, estruturas formadas por poeira e pequenos corpos rochosos que permanecem ao redor de estrelas já formadas.
O primeiro autor do artigo é Pedro Esteves, estudante de Física da UFSC. O trabalho é resultado de seu projeto de Iniciação Científica, desenvolvido no Departamento de Física sob orientação do professor Roberto Saito. Discos de detritos são formados por materiais remanescentes da formação planetária. Colisões entre asteroides, cometas e outros corpos produzem poeira, que pode permanecer orbitando a estrela. No Sistema Solar, os cinturões de asteroides e de Kuiper são exemplos de estruturas desse tipo.
Os pesquisadores explicam que esses discos podem funcionar como registros da história de um sistema planetário. A poeira aquecida pela estrela absorve parte da radiação e a reemite principalmente no infravermelho. Por isso, uma das principais pistas procuradas é justamente um excesso de emissão infravermelha em relação ao que seria esperado apenas da estrela. Encontrar esses sinais no plano da Via Láctea, porém, não é uma tarefa simples. É nessa região que está concentrada grande parte das estrelas da Galáxia, mas também há grande quantidade de poeira interestelar, que obscurece a luz dos objetos. A alta densidade de fontes ainda aumenta a possibilidade de que estrelas diferentes sejam confundidas ou que seus sinais se sobreponham.
Para contornar essas dificuldades, os pesquisadores combinaram informações de diferentes levantamentos astronômicos, abrangendo comprimentos de onda que vão da luz óptica ao infravermelho médio. Um dos principais levantamentos empregados foi o VVV (VISTA Variables in the Vía Láctea), realizado com o telescópio VISTA, do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no Chile. Durante mais de uma década, o levantamento observou o bojo e o disco interno da Via Láctea. Entre os conjuntos de dados utilizados também estão DECaPS, VVV/VIRAC2, GLIMPSE, Spitzer e Gaia.
O catálogo inicial reunia 879.556 fontes, mas os pesquisadores utilizaram critérios para selecionar as estrelas que apresentavam dados fotométricos adequados para uma investigação mais detalhada. Para cada objeto, foi analisada sua distribuição espectral de energia (SED). Os dados observacionais foram comparados a modelos de atmosferas estelares para verificar se havia emissão no infravermelho superior à esperada.
(mais…)
Uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC identificou, a partir de uma revisão em trabalhos publicados, como as redes alimentares alternativas (RAA) influenciam no consumo alimentar. O trabalho foi desenvolvido pela nutricionista Yasmin El Kadri Monteiro Pessoa, sob a orientação da professora Suellen Secchi Martinelli e coorientação da professora Panmela Soares.
As RAA são uma alternativa que busca aproximar quem produz de quem consome, fomentando o desenvolvimento local, a agrobiodiversidade e o consumo de dietas mais saudáveis e sustentáveis. O estudo considerou que elas apresentam um potencial significativo para promover sistemas alimentares mais saudáveis e sustentáveis, mas que o otimismo deve ser cauteloso. Os resultados indicam uma correlação positiva, mas pesquisas com maior rigor metodológico e de longo prazo são necessárias para validar essas intervenções como políticas públicas eficazes.
De acordo com a pesquisa, o modelo atual de produção, processamento, distribuição e consumo de alimentos, marcado por longas cadeias de abastecimento e pela predominância de produtos ultraprocessados tem sido associado a graves problemas ambientais e de saúde em todo o mundo. A literatura científica sobre o papel das RAA nesse contexto, de acordo com o estudo, apresentava uma lacuna importante, com a maior parte das evidências limitada a países do Norte Global.
(mais…)
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Em 2025, evento marcou os 50 anos do Centro de Ciências Agrárias da UFSC ( Fotos: Gustavo Diehl Agecom-UFSC)
O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove, nos dias 28 e 29 de agosto, mais uma edição do UFSC Rural. O evento é gratuito e ocorrerá das 9 às 17 horas, no espaço do CCA, localizado no bairro do Itacorubi (Rodovia Admar Gonzaga, 1.346). Durante os dois dias, cursos, laboratórios, projetos de pesquisa e extensão, egressos e instituições parceiras mostram à comunidade tudo o que a UFSC produz em torno do universo rural.
Na sexta-feira, dia 28, o UFSC Rural é dedicado prioritariamente às escolas e grupos organizados, que percorrem o campus em visitas guiadas conduzidas por monitores da universidade. O público em geral também pode visitar. No sábado, o evento é aberto à participação livre das famílias, estudantes, produtores rurais e qualquer pessoa interessada.
Os visitantes poderão participar de diversas atividades, tais como oficinas, minicursos e rodas de conversa sobre compostagem, solos, plantas, alimentos e agroecologia; visitas a laboratórios, biblioteca e áreas externas do campus; atividades práticas e lúdicas para todas as idades, de experimentos científicos ao contato com animais e plantas; feira de egressos e parceiros, com exposição e comercialização de produtos e serviços originados na UFSC.
Cada visitante poderá fazer do UFSC Rural uma experiência única, de acordo com seus interesses e disponibilidade. As chamadas Trilhas do Conhecimento são um conjunto de atividades em que o visitante escolhe o próprio percurso.
O UFSC Rural é organizado em Rotas Temáticas espalhadas pelo campus do CCA:
Recursos Naturais e Mudanças Climáticas – A base de tudo: o solo que sustenta, a água que circula, o mar que alimenta e o clima que muda.
Produção e Desenvolvimento Rural – Quem produz o alimento e como se produz: animais, pastagens, agroecologia e os negócios do campo.
Ciência, Tecnologia e Inovação – Laboratórios, máquinas, sensores e biotecnologia: a ciência que está mudando a produção no campo.
Alimentos, Saúde e Qualidade de Vida – Da matéria-prima ao prato, e do prato ao bem-estar: sabores, pesquisa em alimentos e qualidade de vida.
Educação, Cultura e Sociedade – As pessoas que fazem a universidade: formação, memória, arte e educação ambiental.
Ao final das rotas ou após as atividades, os visitantes poderão se encontrar no Prosas & Café, um espaço de convivência com música, vivências e atividades que aproximam as pessoas.
O evento é articulado pelo Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC) e reúne diferentes centros de ensino e campi da universidade que dialogam com o universo rural — como os Centros de Ciências Biológicas (CCB), de Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), Centro Tecnológico (CTC) e o Campus de Curitibanos — além de centros acadêmicos, empresas juniores e demais coletivos estudantis, egressas e egressos empreendedores e instituições parceiras.
Veja todas as informações sobre o UFSC Rural em https://ufscrural.ufsc.br/
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investigou como o potencial inflamatório da alimentação está relacionado a substâncias que indicam processos de inflamação no organismo. A tese, desenvolvida pela doutoranda Karine Andrea Albiero Simiano, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN), analisou dados de 958 adultos residentes na cidade de Viçosa, Minas Gerais. Os resultados apontaram uma associação entre dietas com maior potencial inflamatório e concentrações mais elevadas da proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us), um dos marcadores utilizados para avaliar processos inflamatórios. Para outros marcadores analisados, porém, as associações foram incertas.
De acordo com o estudo, no contexto da nutrição, seus níveis podem auxiliar na identificação de processos inflamatórios associados ao excesso de peso, a padrões alimentares inadequados ou a determinadas doenças, contribuindo para a escolha de uma alimentação mais saudável e com potencial anti-inflamatório. A pesquisa foi orientada pelo professor Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade e pela professora Giana Zarbato Longo.
(mais…)
O Programa de Pós-Graduação em Odontologia (PPGO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) seleciona integrantes para participar da pesquisa clínica que busca avaliar diferentes tipos de resinas utilizadas em restaurações de dentes.
O objetivo do projeto é avaliar aparências dentárias, principalmente a capacidade de combinar a cor da restauração com a cor natural do dente, além de acompanhar como essa cor e a qualidade do procedimento se mantêm ao longo do tempo. A equipe da pesquisa é formada pelos estudantes Caroline Meurer Luiz, Jorge Perdigão, Mateus Macedo Hostin, Luana Warmling, Fernanda Tramontin, Haysla Lima, Sheila Stolf, Guilherme C. Lopes.
Podem participar pessoas que tenham necessidade de trocar restaurações antigas de amálgama ou que apresentem cáries em dentes posteriores. Também é necessário ter pelo menos três dentes posteriores que possam ser restaurados dentro da pesquisa. Antes do tratamento, será realizada uma avaliação odontológica, incluindo exames radiográficos. Em seguida, os dentes serão restaurados com diferentes tipos de resinas compostas, seguindo todos os procedimentos necessários para garantir a qualidade e a segurança do tratamento.
Após a realização das restaurações, serão feitas avaliações periódicas para acompanhar os resultados. Os participantes serão avaliados imediatamente após o tratamento e novamente após 6 meses, 1 ano, 18 meses e 2 anos. Durante essas avaliações, serão observadas características como a aparência, a combinação da cor da restauração com o dente natural, possíveis sensibilidades e a condição geral das restaurações.
(mais…)
De 19 a 21 de agosto, a UFSC recebe o Seminário Geral do INCT Brasil Plural (IBP) 2026. O IBP é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), com sede na UFSC, que conta atualmente com cerca de 100 pesquisadores e pesquisadoras, de diferentes universidades e outras instituições brasileiras e estrangeiras. Foi um dos dez primeiros INCTs no campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas no Brasil e um dos três primeiros na área de Antropologia. O evento é voltado aos pesquisadores que integram o IBP, que participam de forma híbrida. Uma parte dos pesquisadores estará presente na sede do IBP, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e os demais poderão participar on-line. Os resultados e a cobertura do evento estarão nos canais do IBP na internet .
O objetivo do Seminário é discutir eixos transversais de trabalho e fazer o planejamento e a agenda de debates e ações para o próximo período. “Vamos debater sobre o futuro, definir diretrizes de ação, planejar atividades comuns e sobretudo discutir as prioridades do IBP nos próximos anos”, explica a coordenadora do IBP, a professora do Departamento de Antropologia da UFSC Sônia Weidner Maluf.
(mais…)
Pela primeira vez, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), participa da 40ª Annual Small Satellite Conference , um dos principais eventos internacionais dedicados ao desenvolvimento de pequenos satélites. A conferência ocorre de 23 a 26 de agosto de 2026, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. A pesquisa será apresentada em formato de pôster pela representante da equipe, Vitória Beatriz Bianchin, na segunda-feira, 24 de agosto. A pesquisa, CubeSat-Based Data Collection Architecture for the Catarina Constellation: Complementing Legacy Brazilian Data Collection System with LoRa, apresenta uma nova arquitetura para ampliar e modernizar o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SINDA) a partir do uso de CubeSats da Constelação Catarina.
De acordo com o SpaceLab, os sistemas de coleta de dados ambientais são importantes para o monitoramento de regiões remotas, especialmente em locais onde a infraestrutura terrestre de comunicação é limitada. As informações recebidas de estações instaladas em campo podem apoiar atividades de meteorologia, hidrologia, agricultura e oceanografia, além do acompanhamento de eventos ambientais. Assinam o trabalho Vitória Beatriz Bianchin, Carlos Augusto Porto Freitas, João Cláudio Elsen Barcellos, Gabriel Mariano Marcelino, a professora Talita Sauter Possamai e o professor Eduardo Augusto Bezerra.
A proposta busca integrar tecnologias de comunicação de diferentes gerações para permitir uma modernização gradual do sistema, sem interromper o atendimento às plataformas de coleta que já estão em operação. Para isso, a arquitetura combina duas cargas úteis. O Environmental Data Collector (EDC), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém a compatibilidade com o protocolo Argos-2, utilizado pelo sistema atual. Já o ExpLoRa, desenvolvido pelo SpaceLab, utiliza a tecnologia LoRa, que permite comunicação de longo alcance com baixo consumo de energia.
Na prática, a solução possibilita que satélites como o Catarina-A1 e o Catarina-A3 recebam dados tanto de plataformas que utilizam a tecnologia atualmente empregada pelo SINDA quanto de novos equipamentos equipados com LoRa. Assim, a transição para uma tecnologia mais moderna pode ocorrer de forma gradual, preservando os equipamentos já instalados e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para a expansão do sistema.
A Constelação Catarina é formada por sistemas espaciais baseados em nanossatélites e tem entre seus objetivos atender prioritariamente demandas dos setores agropecuário e de defesa civil brasileiros. Os projetos contam com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Defesa Civil, além do apoio técnico do INPE, e são desenvolvidos pelo SpaceLab e pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE).