Doutora pela UFSC recebe prêmio de Antropologia por estudo sobre violência obstétrica

20/07/2026 09:19

Bruna Fani Duarte durante a Reunião Brasileira de Antropologia. Foto: arquivo pessoal

A antropóloga  Bruna Fani Duarte Rocha, doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o I Prêmio Mariza Corrêa de Gênero, Sexualidade e Intersexualidade na categoria Artigo ou Ensaio Acadêmico, durante a 35ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA). O evento foi realizado entre os dias 13 e 17 de julho, no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO). A pesquisadora foi reconhecida pelo estudo Onde não há consenso: a categoria ‘mãe’, a Lei Trans e as fraturas do feminismo espanhol, desenvolvido sob orientação da professora Alinne de Lima Bonetti, da UFSC. A premiação é concedida pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e tem como objetivo incentivar e reconhecer produções acadêmicas voltadas aos estudos de gênero, sexualidade e intersexualidade no campo da antropologia brasileira.

A entrega do certificado ocorreu durante a programação da RBA, que neste ano teve como tema Antirracismo e Pluriversidade. O documento foi assinado pela presidenta da Associação Brasileira de Antropologia, Luciana de Oliveira Dias. Para Bruna a premiação representa mais do que um reconhecimento pessoal. “Mais do que um reconhecimento individual, vejo essa premiação como um reconhecimento da potência da antropologia comprometida com a transformação social e das lutas das mulheres que generosamente compartilharam suas histórias comigo.”

Segundo a pesquisadora, a trajetória da pesquisa foi construída a partir do diálogo entre sua experiência pessoal e o interesse em compreender como a violência obstétrica se estrutura e de que forma mulheres transformam essas vivências em mobilização, produção de conhecimento e resistência. “Minha pesquisa nasceu do encontro entre uma experiência profundamente pessoal e o desejo de compreender, por meio da antropologia, como a violência obstétrica se estrutura e como tantas mulheres a transformam em mobilização, conhecimento e resistência. Ao longo desse caminho, aprendi que produzir ciência também é escutar, construir vínculos e assumir responsabilidades éticas com as pessoas que tornam nossas pesquisas possíveis.”

Ela também destacou o significado de receber uma premiação que homenageia uma das principais referências da antropologia feminista no Brasil. “Receber um prêmio que leva o nome de Mariza Corrêa torna esse momento ainda mais especial. Sua trajetória inspira gerações de pesquisadoras e pesquisadores a fazer uma antropologia crítica, feminista e comprometida com as desigualdades e as violências que atravessam nossa sociedade.”

 

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Palestra aborda regime internacional de combate à corrupção

03/05/2017 18:28

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A palestra realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI), nessa terça-feira, 2 de maio, tratou de um tema que tem sido cada vez mais discutido no Brasil e no mundo: a corrupção. Mais especificamente, a formação do regime internacional de combate à corrupção e seus impactos no Brasil. A atividade, que foi ministrada pela professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Geisa Cunha Franco, ocorreu no auditório do Centro Socioeconômico (CSE).

A professora iniciou a palestra apresentando dois conceitos chaves. A corrupção, que pode ser vista de duas frentes: da perspectiva moral , que é mais difícil de ser trabalhada porque não tem objetividade e cai em um relativismo cultural e temporal; e da perspectiva do abuso de um poder confiado, que é mais objetivo e por isso é usado por ONGs  para medir a corrupção. O segundo conceito que ela abordou foi o de regime internacional, que é o conjunto de regras que regem determinadas áreas (como meio ambiente e direitos humanos) na ausência de um governo, pois envolve vários países. Essas normas são marcadas pelas expectativas dos atores e pela cooperação internacional, delimitando um comportamento legítimo em contextos específicos.

Foto: Henrique Almeida/ Agecom/UFSC

Em seguida, Geisa falou sobre a dificuldade de trabalhar com o tema “corrupção”, que por sua própria natureza não pode ser registrada: o que há de mais próximo no registro da corrupção é o Índice de Percepção da Corrupção (IPC), criado pela ONG Transparência Internacional (TI). O surgimento do tema “corrupção” na agenda internacional surge, segundo a pesquisadora, no fim da guerra fria, quando a segurança deixa de ser central e há liberdade para lidar com novos temas que não estavam mais associados à bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética. Mesmo assim, ela observa que a corrupção ainda é um tema tabu e muitos países fazem “vista grossa”: o crime sempre foi considerado um mal menor que, ao se esquivar da burocracia, auxiliava o crescimento econômico.

Segundo a professora, a ONU e outras ONGs começaram a discutir o tema com mais afinco a partir do atentado de 11 de setembro, que teve impacto no combate à corrupção de forma indireta. A questão da segurança volta à tona e o inimigo é muito diferente do inimigo na guerra fria: podia estar em todo lugar. Acabar com o terrorismo implicava acabar com o financiamento ilegal nos paraísos fiscais. Da pressão de ONGs e governos surgiram tratados de combate à corrupção com muitos países signatários, e a importância de assiná-los estava ligada à legitimidade internacional.

Geisa explica que a emergência da corrupção na agenda internacional mostra a interdependência entre temas e atores. Assim como afeta a segurança, a corrupção afeta a democracia – já que burlar as regras tira a legitimidade do sistema democrático –, e também o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ela aponta que é preciso desenvolver formas eficientes de combate à corrupção, pois apenas leis são insuficientes – o processo deve ter participação da sociedade civil e a percepção das consequências precisa ser clara. Um avanço nesse sentido, segundo ela, foi o que mostrou a pesquisa da Datafolha de 2015, em que a corrupção foi apontada como o maior problema do Brasil.

A professora concluiu afirmando que nas últimas décadas o processo de combate à corrupção teve avanços e fracassos, pois leis e tratados se mostraram importantes, mas insuficientes. E reforça a íntima conexão entre corrupção e democracia, questionando: “Se a lei foi feita por determinada pessoa que recebeu para fazer a lei, que democracia é essa?”.

Lavínia Beyer Kaucz/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

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Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil será em setembro

25/04/2014 16:18

O Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil é um evento bienal, destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais atuantes ou interessados em plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos, nos seus mais variados aspectos. Em 2014, o Evento comemorará 47 anos, chegando à sua XXIII edição, no período de 16 a 19 de setembro, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Góias (UFG).

O tema desta edição é “Da Etnofarmacologia à Biotecnologia no Desenvolvimento de Medicamentos à Base de Plantas Medicinais”. O evento contemplará as seguintes áreas: farmacologia pré-clínica e clínica, fitoquímica, biotecnologia, controle de qualidade, etnobotânica, etnofarmacologia, ética em pesquisa, desenvolvimento tecnológico, discutidos em minicursos, mesas-redondas, conferências, sessões coordenadas (comunicações orais) e apresentações de painéis, com palestrantes de renome nacional e internacional, inclusive da UFSC.
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Inscrições abertas para 2º Congresso Internacional de Direito Agrário

06/09/2013 11:48

Com o tema “Sujeitos da/na América Latina: comunidades tradicionais e natureza”, será realizado, de 11 a 13 de setembro, o 2º Congresso Internacional de Direito Agrário, no auditório do Fórum do Centro de Ciências Jurídicas, (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no âmbito do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad). As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no endereço http://eventos.ufg.br/cida.

O Congresso visa integrar os Programas de Pós-Graduação em Direito da UFSC e da Universidade Federal de Goiás (UFG), através de trocas de experiências e celebração de parcerias entre professores, alunos e o público.
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