Site reúne todos os vídeos do tour virtual da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

22/07/2021 11:12

Que tal matar a saudade dos passeios na Fortaleza de São José da Ponta Grossa, em Florianópolis, conhecendo mais da história? Dez vídeos produzidos por alunos do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostram por que foram construídas fortalezas na região, como eram disparados os canhões, para que serviam os diferentes edifícios de uma fortificação, entre outras curiosidades e detalhes históricos – como o dia em que a região se tornou território espanhol! Os vídeos, que somam mais de 17 mil visualizações, são resultado do Projeto Turismo Receptivo na Fortaleza de São José da Ponta Grossa, coordenado pelo IFSC.

Projeto Turismo Receptivo na Fortaleza de São José da Ponta Grossa não pode ser feito presencialmente desde o ano passado, devido à pandemia da Covid-19. Mas a ação começou de forma presencial há três anos. Em 2018 e 2019, alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo do Campus Florianópolis-Continente, do IFSC, guiaram mais de 3,8 mil visitantes pela fortaleza. A maioria desse público saiu muito satisfeito do passeio. Este ano, o projeto – que é coordenado pela professora Maria Helena Alemany Soares – deve ganhar uma outra versão virtual, contando dessa vez detalhes sobre a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones.

Assista aos vídeos do tour virtual

Tags: Coordenadoria das Fortalezas da Ilha da Santa CatarinaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Clínica de Fonoaudiologia da UFSC realiza exames e atendimentos presenciais com atenção à biossegurança

20/07/2021 12:46

Divulgação

A Clínica de Fonoaudiologia da UFSC – espaço para aulas práticas e estágios de alunos do curso onde ocorrem avaliação e terapia para diversos públicos – prevê a realização de mais de 500 exames audiológicos neste semestre, além de executar 127 atendimentos semanais em terapia fonoaudiológica. Os dados são uma amostra de como a universidade se mantém ativa durante a pandemia de Covid-19 – a clínica ficou fechada de março a outubro de 2020 por conta da crise sanitária no país.

De acordo com a professora Aline Mara de Oliveira, coordenadora da clínica, os estágios curriculares que compreendem os atendimentos clínicos – em avaliação e reabilitação auditiva e avaliação e terapia fonoaudiológicas de bebês, de crianças, de adultos e de idosos da população de Florianópolis e região foram retomados na clínica ainda no ano passado.

Além disso, a expectativa é de que, num cenário pós-vacinação, os professores responsáveis pelos atendimentos clínicos façam uma análise quanto à capacidade de atendimentos na clínica, para adequação à nova realidade com as condições de biossegurança. “Os demais ambulatórios de atendimentos fonoaudiológicos específicos – atendimentos aos cantores, crianças com dificuldades na fala e de leitura e escrita, alterações na articulação temporomandibular, avaliação eletrofisiológica da audição, entre outros – serão ou estão sendo retomados gradativamente, respeitando as condições epidemiológicas”, reforça a professora.

Um dos serviços já retomados é o de avaliação do processamento auditivo, realizado mediante a aplicação de uma bateria de testes que avaliam o funcionamento do sistema nervoso auditivo central e que pode ser realizado a partir dos seis anos de idade. Há duas formas possíveis de atendimento: uma, que ocorre via Sistema de Regulação Estadual, com número de vagas previamente definido para cada semestre, ou o encaminhamento de profissionais e livre demanda.

A professora lembra que, para alguns públicos, a demanda é alta e existe fila de espera. “Quanto aos exames audiológicos, faz-se necessário apenas um encaminhamento de um profissional da saúde. No que se refere à avaliação e a terapia fonoaudiológica, a Clínica Escola realiza atendimentos a partir de encaminhamento de profissionais e livre demanda. Lembrando que a depender do perfil do paciente (ou ambulatório), temos uma fila de espera considerável, dessa forma, não podemos garantir a convocação para os atendimentos de forma imediata”, reforça.

A clínica foi a primeira do Centro de Ciências da Saúde a voltar, abrindo também as portas para os estágios dos estudantes das fases finais, após a vacinação destes como profissionais da saúde. “A vacinação dos alunos e professores permitiu que os graduandos realizassem a prática dos atendimentos fonoaudiológicos previstos na sua grade curricular de forma segura, alcançando assim, a formação acadêmica de excelência que nosso o curso proporciona”, assegura Aline.

A chefe de departamento do curso de Fonoaudiologia, Helena Blasi, também reforça a importância desse espaço como uma oportunidade para os estudantes aprenderem na prática sua futura profissão. “A clínica foi criada para atender as exigências das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do curso de graduação em Fonoaudiologia. A nossa recebe o aluno em seus estágios curriculares, sempre sob supervisão docente, promovendo a atuação prática da profissão em situações clínicas que permitem que ele adquira experiência profissional nos variados campos de atuação”, complementa. Segundo Helena, o espaço permite que a Universidade desenvolva seu papel social, tendo em vista a atuação e serviço que presta à população.

Os canais de atendimento da Clínica de Fonoaudiologia da UFSC são o telefone/whatsapp (48)3721-6111, o e-mail: clinica.fonoaudiologia@contato.ufsc.br, ou presencialmente no endereço Rua Desembargador Vitor Lima, 222, 2º Andar, Bairro: Trindade, CEP: 88040-400, Florianópolis, Santa Catarina (Reitoria II da UFSC).

Tags: atendimento à comunidadeclínica de Fonoaudiologiaclínica escolaFonoaudiologia

Pesquisa desenvolvida no HU avalia impacto do uso de antioxidantes na reversão de danos ao DNA

16/07/2021 13:15

A pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Citogenética e Estabilidade Genômica (Laceg) do HU. (Sinval Paulino)

Uma pesquisa desenvolvida no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) tem o objetivo de identificar o impacto positivo que a administração de antioxidantes pode ter para reverter o dano causado ao material genético de agricultores submetidos ao uso constante de agrotóxicos. O trabalho é desenvolvido pela doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Melissa Mancini, sob coordenação do professor orientador e biólogo do HU Sharbel Weidner Maluf.

Segundo a doutoranda, os pesquisadores entraram em contato com um grupo de 80 agricultores que utilizam agrotóxicos. “Em um primeiro estudo, os resultados mostraram valores aumentados de danos ao DNA. Então, na busca de soluções para diminuir a quantidade desses danos e, portanto, diminuir o risco de câncer, será avaliada a capacidade de proteção do material genético dos agricultores por meio da suplementação de antioxidantes”, explicou.

Os profissionais da área de saúde já sabem que o uso de antioxidante é capaz de reverter o processo de dano ao DNA, portanto o objetivo da pesquisa é avaliar um composto fitoquímico antioxidante – basicamente um produto derivado do extrato de semente de uva padronizado e sem efeitos colaterais indesejáveis – para a diminuição dos danos ao DNA por exposição a agrotóxicos.

“O objetivo é verificar o quanto conseguimos intervir positivamente com essa suplementação”, resumiu Melissa Mancini, esclarecendo que no mês de agosto serão coletadas as amostras do sangue dos agricultores pesquisados. Após análise deste material será administrada a suplementação durante dois meses para, nas fases seguintes, observar como o material genético se comportou.

“Sabemos que a exposição a agrotóxicos é prejudicial à saúde. Com esse estudo esperamos não apenas alertar para seu nível de prejuízo por exposição, como também esperamos contribuir com a saúde desses indivíduos, suplementando antioxidantes e reduzindo o impacto dessa exposição – já que infelizmente eles se expõem continuamente a esses agentes tóxicos”, finalizou a pesquisadora.

Unidade de Comunicação Social do HU-UFSC/Ebserh.

Tags: Hospital Universitário (HU/UFSC)HUPrograma de Pós Graduação em FarmáciaUFSC Programa de Pós-Graduação em Farmácia

Inscrições para processo seletivo UFSC 2021.2 iniciam nesta sexta-feira, dia 16

16/07/2021 12:21

O período de inscrições do processo seletivo para ingresso no segundo semestre letivo de 2021 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou nesta sexta-feira, 16 de julho. A seleção não presencial visa preencher 2.096 vagas em 78 cursos de Graduação, nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville. O processo seletivo usará notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos anos de 2017, 2018, 2019 e 2020 e número de acertos nos vestibulares da UFSC de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 e 2020. As inscrições ocorrem até 6 de agosto.

Para realizar sua inscrição, acesse a página processoseletivo20212.ufsc.br/inscricoes. O edital foi publicado pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) na última segunda-feira, 12 de julho, junto com o cronograma completo do concurso. A previsão inicial é que o resultado final seja divulgado até 22 de setembro.

Do total de vagas, 1.493 deverão ser preenchidas pelos resultados do Enem e 603 pelas notas dos cinco últimos vestibulares presenciais da UFSC. No momento da inscrição, o candidato deverá optar por uma das formas de ingresso e também indicar se deseja participar do concurso concorrendo às vagas reservadas à Política de Ações Afirmativas (PAA) da UFSC.

Poderão se inscrever no Processo Seletivo UFSC 2021.2 candidatos de qualquer percurso escolar que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio até a data de matrícula na Universidade e que tenham participado de ao menos uma das edições do Enem a partir de 2017, com exceção dos que fizeram o exame na condição de “treineiros”. Para os que optarem pela forma de ingresso com as notas do Vestibular, a condição é de que tenham efetivamente realizado as provas do Vestibular da UFSC em ao menos uma das edições de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020.

A exemplo do que ocorreu no processo seletivo anterior, o concurso também estabelecerá critérios como notas mínimas e pontos de corte para que os candidatos tenham avaliadas as notas das disciplinas, no caso do Enem, ou para que tenham corrigidas as redações e as respostas às questões discursivas, para os que optarem pela forma de ingresso com notas do Vestibular. Os critérios, as notas mínimas e os pontos de corte serão fixados no edital.

Agenda

16 de julho – Início das Inscrições e do prazo para pagamento / Início do período de solicitação de isenção / Início do período para solicitação de isenção total do pagamento da taxa de inscrição para o Processo Seletivo
23 de julho – Fim do prazo de solicitação de isenção
Até 28 de julho – Resultado das solicitações de isenção
29 de julho – Interposição de recursos quanto ao indeferimento da isenção
Até 2 de agosto – Resposta de recursos quanto ao indeferimento da isenção
6 de agosto – Fim do período de Inscrições
9 de agosto – Último dia para Pagamento da taxa de inscrição
11 de agosto – Confirmação das Informações de Inscrição
Até 16 de agosto – Correção de Dados da Inscrição
26 de agosto – Confirmação de Inscrição Preliminar com Notas
1 de setembro – Confirmação de Inscrição Definitiva com Notas
13 de setembro – Boletim de Desempenho Individual Preliminar (disponibilização do conjunto total de notas do candidato)
22 de setembro – Resultado Final

Acompanhe as notícias sobre o processo seletivo no site coperve.ufsc.br

Tags: coperveProcesso Seletivo 2021.2UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC Joinville desenvolve serviço de atendimento on-line em Libras

16/07/2021 11:49

Com o lançamento de seu novo site, a UFSC Joinville passou a oferecer um novo serviço a estudantes e comunidade em geral: o Atendimento on-line em Libras para pessoas surdas. Para utilizar o serviço, basta acessar o portal da UFSC Joinville, clicar na parte superior direita no banner “Atendimento em Libras”. Em seguida, a página é direcionada para o WhatsApp web, onde é possível interagir com intérprete de Libras, em português e/ou Libras. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Fora deste período, é possível enviar um vídeo em Libras com as dúvidas e agendar um horário de atendimento.

O atendimento inicial é feito por um intérprete de Libras da UFSC e, quando necessário, este servidor realiza o intermédio com outros departamentos do Campus, por meio de videochamada. As demandas mais frequentes são nas áreas de assistência estudantil e secretaria acadêmica. Esta opção de atendimento foi possível graças à chegada de um novo servidor ao Campus, Grahamhill Moura, intérprete formado em Letras-Libras pela  UFSC, com certificação Prolibras reconhecida pelo MEC. O servidor atua na área da surdez há 30 anos e, além de intérprete, trabalhou como instrutor de Libras para crianças surdas e com múltiplas deficiências nas escolas bilíngues da prefeitura municipal de São Paulo.

Grahamhill comenta que, anteriormente, o site da UFSC Joinville contava com um avatar que prestava um atendimento às pessoas surdas, porém, não era capaz de sinalizar todas as palavras, fazendo apenas uma “soletração”: “Quando cheguei, sugeri maior acessibilidade,  que se colocasse um banner onde, a pessoa surda, ao clicar nele, seria atendida por mim no WhatsApp Bussines, que foi criado especialmente para fazer estes atendimentos. Nele a pessoa surda pode escrever em português ou enviar um vídeo em Libras com as suas dúvidas. É algo novo, que ainda não existe em nenhum site de universidades federais, mas que agora esta disponível no portal da UFSC Joinville”, pontua o servidor.

Assim, Grahamhill e o departamento de Tecnologia da Informação do Campus elaboraram esta ferramenta dentro do próprio site. O banner para acesso segue a identidade visual padrão para este público, o que facilita a identificação do serviço pelo usuário. O objetivo destas iniciativas é incluir digitalmente as pessoas surdas, tornando as informações sobre o ensino e sobre as demais atividades realizadas no Campus totalmente acessíveis. Além do atendimento por Libras, o novo site do Campus também considerou, em seu desenvolvimento, testes de alto contraste e de leitura para facilitar o acesso para pessoas com dificuldades visuais.

 

Tags: acessibilidadeAtendimento em Libraspessoas surdasUFSCUFSC JoinvilleUniversidade Federal de Santa Catarina

Grupos da UFSC desenvolvem projetos de carros autônomos

16/07/2021 11:32

Carros autônomos da UFSC ainda não estão em funcionamento, mas as equipes já fazem testes com o carro elétrico da Ampera Racing. Foto: divulgação/Ampera Racing

No Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), três grupos se uniram para o desenvolvimento de veículos autônomos – com capacidade de se deslocarem sem motoristas para conduzi-los –, com projetos que visam tanto ao uso em competições quanto nas ruas e estradas brasileiras. O trabalho envolve o Laboratório de Processamento de Imagens e Computação Gráfica (Lapix), a equipe de competição Ampera Racing e o Programa de Educação Tutorial – Metrologia e Automação (PET-MA) e reúne alunos de graduação e pós-graduação e profissionais de Ciências da Computação e das engenharias Elétrica, Eletrônica, Mecânica, de Produção Elétrica e de Controle e Automação, sob orientação do professor do Departamento de Informática e Estatística da UFSC Aldo von Wangenheim.

Os trabalhos ocorrem em duas frentes que se complementam e abrangem o desenvolvimento de software e hardware. Enquanto a Ampera Racing está focada em produzir um carro para levar para competições, em um trabalho pioneiro que pode colaborar para a implementação de disputas estudantis com automóveis do gênero no país, o Lapix se dedica a veículos que possam ser utilizados nas vias brasileiras – com suas estradas de terra, buracos e interrupções no pavimento, condições bastante diferentes daquelas dos países desenvolvidos com base nos quais a maioria dos modelos vêm sendo projetados mundo afora. Simultaneamente, membros do PET-MA preparam um protótipo para realização de testes de ambas as iniciativas.

Outro diferencial que os projetos da UFSC apresentam em relação aos demais veículos autônomos é a técnica empregada para reconhecimento de terreno e obstáculos. O sensor mais utilizado atualmente, chamado Lidar, baseia-se em um sistema de Iasers para mapear seus arredores. Apesar de individualmente eles não serem nocivos, os riscos que uma exposição ampliada e contínua possa oferecer aos pedestres preocupam os pesquisadores.
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Tags: Ampera RacingCiência da ComputaçãoCTCengenharialapixPET-MAPrograma de Pós-Graduação em Ciência da ComputaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVeículos Autônomos

Laboratório da UFSC é premiado como o melhor em inovação da Região Sul em evento nacional

15/07/2021 11:06

O Laboratório Bridge, vinculado aos Centros Tecnológico (CTC) e de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi o vencedor da categoria Melhor Laboratório de Pesquisa e Inovação da Região Sul do Prêmio Labutantes. A premiação foi promovida pela rede Conexão Inovação Pública do Rio de Janeiro, que mapeia e reconhece iniciativas inovadoras de destaque no setor público. Em sua segunda edição, o evento contou com mais de 29 categorias para o reconhecimento de laboratórios, organizações, equipes e redes inovadoras.

“A escolha dos vencedores é feita por votação entre os concorrentes da categoria. Essa vitória representa o reconhecimento de quem participa ativamente do ecossistema de inovação”, explicou Antônio Cordeiro, co-idealizador da rede Conexão, durante a cerimônia, que ocorreu em 6 de julho e foi transmitida de forma remota. Para Raul Wazlawick, professor da UFSC e coordenador-geral do Laboratório Bridge, “inovação é a aplicação na prática do conhecimento científico desenvolvido na universidade para o bem comum, e isso o Bridge tem feito muito bem”. Para ele, o prêmio é o reconhecimento do trabalho realizado pelos colaboradores do Laboratório nos seus oito anos de existência.

A equipe do Laboratório Bridge é formada por alunos de graduação, pós-graduação da UFSC e profissionais das áreas de qualidade de software, análise de sistemas, desenvolvimento web e mobile, design, gestão, suporte e administração.

O Laboratório é responsável pelo desenvolvimento de diversos produtos e estratégias na gestão da saúde pública. Atualmente desenvolve, em parceria com o Ministério da Saúde: a estratégia e-SUS APS, que informatiza a Atenção Primária à Saúde em todo o Brasil; o SigResidências, plataforma que centraliza as informações sobre residências médicas e da área da saúde; a plataforma O Brasil Conta Comigo, que capacitou e cadastrou profissionais da saúde voluntários para o combate à Covid-19; e apps mobile que auxiliam o trabalho na saúde de diversas formas. E já concluiu projetos nacionais como o SISMOB, sistema de gerenciamento de obras da Saúde financiadas pelo Ministério; e o Registro Nacional de Implantes, este em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

> Conheça mais sobre os projetos em bridge.ufsc.br/portfolio

A Conexão Inovação Pública

A rede Conexão Inovação Pública RJ foi formada por integrantes dos laboratórios de inovação Lab Inov ANAC, Lab Inova ANS e Lab Inova INCA, que decidiram se unir para fortalecer a promoção de um ambiente inovador colaborativo no setor público. O objetivo é o fomento da livre troca de conhecimento e inovação na gestão e serviço público. A rede Conexão Inovação Pública promove eventos, workshops, palestras e outros eventos, além do Prêmio Labutantes.

Mais informações pelo e-mail mahara@bridge.ufsc.br

Tags: inovaçãoLaboratório BridgePrêmio LabutantesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC abre inscrições para cursos oferecidos pelo Programa Floripa mais Empregos

14/07/2021 16:34

A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Catarina (Proex/UFSC) divulga os cursos que serão oferecidos por meio do Edital 7/2021/Proex, de apoio ao Programa Floripa Mais EmpregosOs cursos abrangem as áreas de Assistente de Recursos Humanos, Cuidador de Idosos e Desenvolvedor de Software de nível 1 e 3 .

O objetivo é apoiar e estimular a criação de propostas de cursos de extensão, coordenados por docentes da UFSC e fomentar a geração de empregos e negócios, preparando o ambiente para a retomada econômica em Florianópolis. A expectativa é que a UFSC, em parceria com a Prefeitura Municipal, possa qualificar a população e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico da forma mais direta, imediata e efetiva possível. A meta é gerar 20 mil novas oportunidades de trabalho no período de dois anos.

Para conferir as propostas dos programas e realizar inscrições, acesse o site proex.ufsc.br.

Tags: Assistente de Recursos HumanosCuidador de IdososDesenvolvedores de SoftwareFloripa mais EmpregosPró-Reitoria de ExtensãPROEX

12ª edição do Seminário Internacional Fazendo Gênero começa na segunda-feira, dia 19, em formato on-line

14/07/2021 16:19

O Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) realizará a 12ª edição do Seminário Internacional Fazendo Gênero, com a temática Lugares de fala: direitos, diversidades, afetos. A edição deste ano do programa foi adaptada para a modalidade remota e terá suas atividades distribuídas no período de 19 a 30 de julho, que serão transmitidas pelos Canais do Fazendo Gênero no YouTube.

Serão mais de dois mil trabalhos científicos distribuídos nos 160 Simpósios Temáticos, 24 sessões de Pôsteres, 34 Oficinas, 8 Minicursos e 35 Mesas-redondas. Além disso, o FG12 terá uma programação cultural, já iniciada com a Mostra Audiovisual e Mostra Fotográfica, que aconteceram em março deste ano. A programação completa e todas as informações podem ser acessadas no site do evento.

Card com fundo de sequência repetida de figuras geométricas em azul, vermelho, laranja e roxo, que remetem à cultura africana. O logo do FG12 está à esquerda e, à direita, Seminário Internacional seguido da data do evento. Na parte central, à direita, lê-se em azul: "Acesse nossas redes para acompanhar o evento:", seguido do texto em vermelho "19 a 30 de julho". À esquerda, lê o texto, intercalando entre vermelho e azul "Facebook: facebook.com/FazendoGenero/ Instagram: instagram.com/fazendo_genero_12/ Email: secretaria.fazendogenero@gmail.com Confira quais os canais do FG no Youtube e outras informações no website: http://fazendogenero.ufsc.br/12/". na parte inferior, as logos: UFSC. IEG. UDESC. CAPES. Fim da descrição.

As conferências deste ano contarão com a presença da socióloga moçambicana Isabel Casimiro, que proferirá a conferência de abertura no dia 19 de julho, segunda-feira, às 9h30. Além disso, estão confirmadas as palestras da escritora brasileira Conceição Evaristo no dia 26, segunda-feira, às 16h30; da liderança indígena Sônia Guajajara no dia 27, terça-feira, às 16h30; da antropóloga Angela Figueiredo no dia 29, quinta-feira, às 16h30. A conferência de encerramento será realizada pela escritora e historiadora angolana Ana Paula Tavares, no dia 30, sexta-feira, às 16h30.

O Canal 1 do Fazendo Gênero transmitirá os trabalhos de artistas e ativistas e também sediará uma série de rodas de conversa nos dias 24 e 25 de julho. A III Exposição Arte e Gênero acontecerá entre os dias 26 de julho a 29 de outubro por meio da Plataforma Digital do Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza. Fazem parte da programação também o já tradicional Crianças no Fazendo e a Tenda Mundos de Mulheres.

Sobre o Fazendo Gênero

 O Seminário acontece desde 1994, reunindo pesquisadoras, estudantes, ativistas, artistas, professoras e interessadas nas questões que envolvem o gênero, as mulheres, feminismos e sexualidades. A concepção geral do Seminário Internacional Fazendo Gênero 12 coloca-se no debate atual dos feminismos e das visibilidades de minorias, reconhecendo a importância das vozes que falam por si e por um comum compartilhado, reivindicando direitos, quando e sempre que o contexto e a força das mediações as ameaças de silenciamento.

Tags: 12ª edição do Seminário Internacional Fazendo GêneroFG12Instituto de Estudos de GêneroSeminário Internacional Fazendo Gênero

Instituto Memória e Direitos Humanos da UFSC recebe inscrições para curso de formação

13/07/2021 18:38

O Instituto Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (IMDH/UFSC) convida professores e demais interessados para participar do Curso de Formação em Memória e Direitos Humanos. O curso é gratuito e ocorrerá em formato remoto, com atividades síncronas e assíncronas, ministradas quinzenalmente no segundo semestre de 2021. As aulas serão proferidas por convidados da academia e dos movimentos sociais.

Durante a pandemia da Covid-19, foram registradas diversas situações de violação dos direitos humanos. Esses direitos encontram novos desafios estruturais de execução que se somam às dificuldades que já existiam antes da pandemia, algumas herdeiras das ditaduras civil-militares que governaram a América Latina nos anos 1970.

As populações indígenas, mulheres e populações de baixa renda, entre outros, são grupos especialmente vulnerabilizados devido à exposição ao contágio pelo vírus, ao confinamento e aos desafios do trabalho informal. Na situação atual, de grave crise sanitária e econômica, o objetivo do curso é oferecer aos educadores um espaço de discussão sobre direitos humanos e cidadania.

O curso terá 7 encontros síncronos com a seguinte metodologia: na primeira hora, dois convidados farão uma exposição inicial de apresentação e problematização do tema. Na segunda hora, será aberto o debate entre todos os participantes. Aulas síncronas virtuais ocorrem às quintas-feiras, das 18h30 às 20h30. O cronograma e o tema das aulas estão disponíveis aqui.

As inscrições devem ser feitas até a próxima terça-feira, 20 de julho, pelo site do IMDH.  São oferecidas 50 vagas, destinadas preferencialmente a professoras(es) da rede básica de educação de Santa Catarina e graduandas(os) em licenciatura. Outros interessados também podem se inscrever, para ocuparem as vagas remanescentes. A divulgação dos participantes selecionados será feita a partir de 2 de agosto e as aulas iniciam em 12 de agosto

Será fornecido certificado de 40 horas para quem participar de 75% das aulas síncronas e entregar uma atividade final até 22 de novembro. Para se inscrever, acesse aqui.

Mais informações pelo site do evento, pelo Facebook, pelo Instagram, pelo Twitter ou pelo e-mail curso.imdh@contato.ufsc.br

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UFSC está entre as melhores universidades no Latin America University Rankings 2021

13/07/2021 18:08

O Times Higher Education (THE) acaba de publicar o Latin America University Rankings, listando as melhores universidades da região da América Latina e Caribe. Em 2021, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficou na 11ª posição. Entre as universidades brasileiras, a UFSC é a quinta melhor instituição federal, destacando-se nos indicadores de ensino, pesquisa e citações.

O Times Higher Education (THE) é uma revista inglesa que publica notícias e artigos referentes a educação superior, afiliada ao jornal The Times, que anualmente elabora um conjunto de rankings considerado um dos mais abrangentes, equilibrados e confiáveis do mundo. Para avaliar as universidades, são analisados 13 indicadores, como ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

Lincoln Fernandes, secretario de Relações Internacionais da UFSC, destaca a importância do investimento público para que as universidades federais do Brasil consigam melhores posicionamentos em rankings internacionais: “Em comparação com o contexto latinoamericano, observamos uma maior ascensão de outros países que realmente continuam com investimentos significativos na educação superior, algo que no Brasil sabemos que não tem sido priorizado e que tem reflexo nos rankings, nas colocações das universidades brasileiras. Os critérios desses rankings são a qualidade no ensino, pesquisa, extensão e mobilidade acadêmica. O Brasil, apesar de ter cientistas de qualidade, observa seus investimentos sendo cortados, as universidades sendo atacadas, e o resultado aparece nos levantamentos anuais realizados pelas entidades internacionais.”

A classificação do Times Higher Education Latin America University Rankings 2021 avaliou 177 universidades  em 13 países. O ranking está disponível aqui.

metodologia do Latin America University Rankings 2021 pode ser conferida aqui.

Tags: América LatinaLatin America University Rankingsranking 2021THEThe TimesTimes Higher Education

Seminário Internacional Fazendo Gênero ocorre de 19 a 30 de julho em formato on-line

13/07/2021 17:30

Entre os dias 19 e 30 de julho de 2021, o Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina  (IEG/UFSC) realizará a 12ª edição do Seminário Internacional Fazendo Gênero. Esta edição, por conta da pandemia de Covid-19, acontecerá excepcionalmente em formato on-line. Devido à ampla programação e às especificidades dos encontros mediados pelo espaço virtual, o FG12 acontecerá durante duas semanas, concentrando sua programação principal entre os dias 26 e 30 de julho, que tem como destaque as mesas-redondas, conferências e a Marcha Virtual Mundos de Mulheres. Todas as atividades serão transmitidas pelos canais do Fazendo Gênero no YouTube e poderão ser acessadas, livremente, pelas pessoas interessadas.

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UFSC lança edital de processo seletivo para vagas do segundo semestre de 2021

12/07/2021 16:39

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 12 de julho, o edital do Processo Seletivo não presencial para selecionar os candidatos às vagas dos cursos de graduação para entrada no segundo semestre de 2021. Neste processo seletivo serão disponibilizadas 2.096 vagas para 78 cursos nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville.

As inscrições serão realizadas no período de 16 de julho a 6 de agosto de 2021, exclusivamente pela internet, no endereço processoseletivo20212.ufsc.br, por candidatos que concluíram ou estejam em vias de concluir o Ensino Médio (curso de 2º Grau ou equivalente). A taxa de inscrição é de R$ 80,00. A previsão inicial é de que o resultado final seja divulgado até 22 de setembro.
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Pesquisador da UFSC participa de estudo sobre mecanismos de controle da pandemia

09/07/2021 18:33

O doutorando Marcelo Menezes Morato, do Programa de Pós-graduação de Engenharia de Automação e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEAS/UFSC), é um dos autores do artigo acadêmico que acaba de ser publicado na revista Nature Scientific Reports, o 7º periódico científico mais citado do mundo. Com o título “Um modelo de controle para otimizar políticas públicas de saúde durante a pandemia COVID-19” [A control framework to optimize public health policies in the course of the COVID-19 pandemic], a pesquisa evidencia que, se bem planejado, o distanciamento social pode diminuir consideravelmente o número de internações e mortes por COVID-19. Além de Morato, assinam o artigo outros 10 pesquisadores, de instituições brasileiras e estrangeiras.
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UFSC prepara retorno de práticas de ensino e estágios presenciais na Saúde

09/07/2021 16:57

O planejamento inclui medidas de distanciamento. (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)

O Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está trabalhando para liberar alguns espaços físicos  para o retorno de atividades de ensino práticas. O planejamento para o retorno destas atividades práticas está sendo realizado de forma gradual, com base no Guia de Biossegurança e na Resolução Normativa 90/2021 da Câmara de Graduação da UFSC. O objetivo é iniciar com os estágios clínicos do curso de Odontologia, o que permitirá que pacientes que estavam sendo atendidos antes da pandemia possam retomar os seus tratamentos gradativamente.

Os planos de atividades envolvem as Clínicas Odontológicas, o Laboratório de Procedimentos, o Laboratórios Pré-Clínicos, a Radiologia, a Central de Esterilização, entre outros ambientes que estão sendo preparados para possibilitar o desenvolvimento das atividades de forma segura. Professores, estudantes e técnicos envolvidos com os setores de atendimento já estão imunizados contra a Covid-19, e foram convidados a participar das atividades clínicas presenciais. Apenas os que se sentirem seguros irão participar, mediante a assinatura de um Termo de Livre Esclarecimento, conforme preconiza o Guia de Biossegurança da UFSC.

“O planejamento está sendo realizado com muita prudência e respeito às normas de biossegurança, baseadas principalmente no distanciamento social, higiene e uso dos equipamentos de proteção apropriados. Programa-se um retorno gradual e seguro. A retomada dos atendimentos clínicos e práticas de ensino possibilitará cumprir a responsabilidade social da UFSC com a entrega de novos profissionais à sociedade, além da retomada da assistência à saúde que o CCS oferece à população”, ressaltou o diretor do Centro de Ciências da Saúde, Fabrício Neves.

(Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)

“O trabalho conjunto, buscando soluções dentro da própria instituição parece ser o melhor caminho para planejarmos juntos uma transição tranquila e segura. Exige tempo, cautela, diálogo, e a compreensão de que os estágios e as atividades práticas dos cursos da saúde são atividades essenciais. A UFSC, como instituição, reafirma sua responsabilidade neste momento de crise que a saúde pública está enfrentando em todo o mundo. Por isso, a grande maioria das atividades de ensino seguem remotamente, como determina o Guia de Biossegurança da UFSC, atualizado em junho”, reforça o pró-reitor de Graduação da UFSC, Professor Daniel Vasconcelos.

O pró-reitor esteve no CCS na manhã desta sexta-feira, 9 de julho, para acompanhar as atividades de preparação. Durante a visita, Daniel elogiou a integração das equipes do Centro para adequar todas as atividades às recomendações da Administração Central. 

Mobilização

Medidas como a sinalização dos ambientes com as recomendações de biossegurança, e circulação de pessoas e adaptações físicas para o distanciamento social estão sendo tomadas. Para isso, o CCS contou com o apoio do Laboratório de Design e Usabilidade e o Núcleo de Gestão de Design, coordenados pelo professor Eugênio Merino, do Departamento de Design e Expressão Gráfica, do Centro de Comunicação e Expressão (EGR/CCE), e dos programas de pós-graduação em Design e em Engenharia de Produção. 

Sinalização com orientações sobre uso do espaço físico, e uma tecnologia de rastreamento desenvolvido por pesquisadores da UFSC são algumas das medidas adotadas (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)

Com participação da SeTIC-UFSC e apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), um aplicativo, o CheckIn@UFSC, desenvolvido pelos professores Jônata Tyska Carvalho e Mateus Grellert da Silva, do Departamento de Informática e Estatística do Centro Tecnológico (INE/CTC), e pelo analista Guilherme Gerônimo, da SETiC, fará o monitoramento de quem entra, quem sai, e utiliza os espaços. 

O CheckIn@UFSC é um sistema que monitora as possibilidades de exposição à Covid-19, usando dispositivos móveis. Basta acessar o QR-Code pela câmera do celular, fazer o check-in e check-out nos espaços. O sistema então detecta os contatos daquele ambiente, para que, caso haja alguém infectado, os usuários que tiverem sido potencialmente expostos ao vírus possam ser notificados. Todo o rastreamento ocorre de forma anônima, garantindo a proteção à privacidade dos usuários. 

“A abordagem permite uma resposta rápida, com a quebra da cadeia de transmissão e acesso a informações possibilitando a tomada de decisão em tempo real sobre a necessidade de testagem e de isolamento social, de acordo com o nível de contato de um indivíduo com infectados,” explica Fabrício. A tecnologia foi disponibilizada pelos professores do INE para o uso no CCS. “Ficamos muito satisfeitos em poder contar com mais esse aliado, desenvolvido na própria casa”, salientou o diretor do CCS. 

A TV UFSC, por meio do diretor Cledison Marques, colaborou com a iniciativa criando vídeos explicativos sobre os fluxos de trabalho.

Pôsteres com orientações foram elaborados pelos Laboratório de Design e Usabilidade e o Núcleo de Gestão de Design (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)

“Tudo precisa estar alinhado, bem conversado, e bem integrado entre os estudantes, os professores e os técnicos do CCS. Tudo está sendo planejado com cuidado para evitar dúvidas e para preparar a comunidade do CCS para o retorno gradual”, complementou o diretor.

 

>> Conheça o Guia de Biossegurança da UFSC em coronavirus.ufsc.br

 

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Pesquisa da UFSC analisa influência de substâncias psicoativas em acidentes de trânsito com vítimas fatais

09/07/2021 10:00

Estima-se que no país 40 mil pessoas morram todos os anos em consequência de acidentes de trânsito. Esse dado divulgado em levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca o Brasil como o quarto país mais violento no trânsito no mundo e alerta que o tema é uma questão emergente de saúde pública.

Com o objetivo de compreender um recorte dessa situação, a pesquisadora Ellen Marcelina Spillere Scheeren defendeu, em maio deste ano, a dissertação intitulada Influência de substâncias psicoativas no trânsito: prevalência em vítimas fatais na região sul de Santa Catarina. O trabalho, cuja temática é pioneira no estado, foi desenvolvido no Mestrado Profissional em Farmacologia (PPGFMC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com a orientação da professora Alcíbia Helena de Azevedo Maia, do Departamento de Patologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

Resultados do trabalho apontam necessidade de revisão da legislação brasileira. Foto: Clark Van Der Beken/Unsplash

A pesquisadora, que também é servidora pública do Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP/SC), firmou uma parceria com a instituição e analisou registros policiais e laudos toxicológicos das vítimas fatais de acidentes de trânsito que foram atendidas pelo Instituto Médico Legal do IGP da cidade de Tubarão, entre os anos 2015 e 2018. A análise identificou 219 vítimas fatais, sendo que 60% delas haviam utilizado pelo menos uma substância psicoativa. No que diz respeito às substâncias detectadas, aquelas que aparecem com mais frequência são: álcool (45%); fármacos para aliviar a ansiedade e insônia, como benzodiazepínicos (12%); cocaína (9%); maconha (7%); e outros (6%) – este último grupo inclui analgésicos opioides, fármacos antidepressivos e anfetaminas.

Em um quarto dos casos foi identificado o uso de álcool associado a outra substância psicoativa. Esses resultados geram preocupação e sinalizam a expressividade da combinação de tais substâncias: “Mais da metade das vítimas haviam consumido alguma substância psicoativa e, dentre estas, 41% havia consumido medicamento para a ansiedade (benzodiazepínicos), 30% havia consumido cocaína, 25% maconha e 5% analgésicos opioides”, explica a pesquisadora. 

Os psicoativos são substâncias químicas presentes em drogas lícitas e ilícitas e que têm como foco de ação o sistema nervoso central. Seu consumo causa alterações no funcionamento do cérebro e reflete em mudanças temporárias no humor, comportamento e percepção. 

A pesquisa desenvolvida pela mestranda da UFSC traça o perfil predominante dos acidentes com vítimas fatais: a maior parte ocorre aos finais de semana, no período noturno; 85% das vítimas são do sexo masculino, 69% condutores de motocicleta, automóvel ou caminhão; e a maioria tem entre 25 e 40 anos. Outro dado relevante do estudo foi que 52,6% das vítimas que deram positivo para cocaína haviam consumido a substância na forma de crack (fumada). “Pode ser um indício da popularização do crack entre parcelas mais favorecidas da sociedade e não apenas moradores de rua ou em condições mais economicamente precárias”, aponta Ellen.

Os resultados do trabalho apontam a necessidade de revisão da legislação de trânsito brasileira, de forma a favorecer testes de fiscalização para as demais substâncias psicoativas, além do álcool: “A pesquisa é uma forma de incentivo para estudos futuros e subsídio para implementação de tecnologias utilizadas na detecção de substâncias psicoativas no trânsito”, avalia a pesquisadora. Ellen explica que essas tecnologias estão em fase de desenvolvimento no Brasil e podem ser uma forma de reduzir acidentes fatais, a exemplo do que já ocorre em países como Alemanha, Austrália e Nova Zelândia.

Por se tratar de um tema com expressivo interesse social, parte do estudo consistiu no desenvolvimento de um infográfico por meio de aplicativo para a divulgação dos resultados com o intuito de conscientizar os condutores e profissionais sobre o impacto no número de vítimas fatais no trânsito em decorrência do consumo de substâncias psicoativas: “Junto a essa divulgação, deve-se lembrar da importância preventiva das campanhas de conscientização para acidentes de trânsito, que recebem pouca atenção e investimento”, finalizou.

Klay Silva/Estagiária de Jornalismo na Agecom/UFSC

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UFSC emite nota oficial sobre Curso de Extensão

07/07/2021 12:53

A Administração Central da UFSC emitiu, nesta quarta-feira, 7 de julho, uma Nota Oficial, na qual esclarece acerca da atuação da Universidade no desenvolvimento agrícola de Santa Catarina e do Brasil, e repudia críticas ao curso de extensão “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias”.

Confira, abaixo, a nota na íntegra.

Nota Oficial

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem a público repudiar veementemente as narrativas construídas de forma midiática e enganadora, acerca de um de seus cursos de extensão, promovido pela Licenciatura e Educação do Campo, do Centro de Ciências da Educação (CED). 

A UFSC valoriza a pluralidade de ideias, o debate e a construção coletiva da realidade, eixos que estão na gênese da universidade pública, e que há mais de 60 anos fazem parte da atuação histórica desta instituição. Sustentada nos pilares do Ensino, Pesquisa e Extensão, a UFSC não se resume a um ou outro projeto. Se formos considerar a atuação da Universidade apenas no que diz respeito à produção catarinense, temos cursos, projetos de pesquisa e extensão em diversas áreas, com destaque ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) e Centro de Ciências Rurais (CCR), no Campus de Curitibanos. 

Só nestes dois centros, na Extensão, a UFSC possui 208 projetos em andamento, que fortalecem o setor agrícola e agropecuário de Santa Catarina e do Brasil, dentre os quais podemos citar:

  • Produção de touros Bradford com foco na bovinocultura de corte;
  • Análise de alimentos para nutrição animal;
  • Consultorias em formulação de ração animal;
  • Avaliação de insumos agropecuários;
  • Suporte técnico-científico para empresas de base bionanotecnológica;
  • Reprodução animal com foco no aumento da produtividade catarinense;
  • Apoio à cadeia de produção de moluscos em parceria com as comunidades pesqueiras;
  • Estudos em nutrição animal com foco em ruminantes;
  • Apoio técnico ao setor de produção e transformação de alimentos;
  • Atendimento clínico, ortopédico e cirúrgico em bovinos e equinos;
  • Ações focadas em controle de doenças e pragas agrícolas;
  • Assistência técnica em vitivinicultura;
  • Cursos em hidroponia e hortifrutícolas;
  • Manejo sanitário e reprodutivo de cavalos, com vistas à preservação de espécies típicas de SC;
  • Manejo de solos com vistas à manutenção e aumento de produtividade;
  • Manejo e biossegurança dos pomares catarinenses, dentre tantos outros.

É ofensivo e inaceitável o desrespeito com o qual a UFSC vem sendo retratada.

A Universidade Federal de Santa Catarina é uma das instituições públicas que mais contribui para modernizar e impulsionar as grandes culturas catarinenses – com tecnologia, profissionais altamente qualificados e com seres humanos capazes de discernir o que é Ciência do que é opinião e desinformação.

Nossas parcerias com instituições como Epagri, Embrapa, dentre tantas outras são notórias e têm gerado ótimos resultados, inclusive com destaque nacional e internacional. 

A universidade, como a própria denominação sugere, constitui-se como universo plural, servindo como ambiente para o exercício livre e democrático da pesquisa, do debate e da reflexão em diversas áreas de estudos e pesquisas. Resumir o trabalho de milhares de profissionais, graduandos e pós-graduandos a linhas ideológicas a ou b serve tão somente para reforçar a danosa polarização que tem tomado conta de nosso debate público, a qual tem mais se preocupado em criar cisões do que pontes entre os saberes, pessoas e entidades.

Esta, definitivamente, não é a postura da Universidade Federal de Santa Catarina, que seguirá desempenhando o seu papel estratégico de cooperação e de diálogo junto à população catarinense e brasileira.

 

Administração Central
Universidade Federal de Santa Catarina

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Pesquisadores desenvolvem novo kit de diagnóstico rápido e barato para Covid-19

07/07/2021 09:22

Novo kit de diagnóstico tem custo estimado de R$ 30, menos de um terço do valor do RT-PCR. Foto: André Pitaluga

Um kit de diagnóstico para detecção do novo coronavírus, que pode ser aplicado diretamente em unidades básicas de saúde, fornecendo o resultado em até 45 minutos, com baixo custo e alta precisão. A inovação, que pode contribuir para o enfrentamento da Covid-19, teve a patente depositada, após mais de um ano de trabalho de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em parceria com a empresa SPK Solutions.

Simples, rápido e barato, o kit de diagnóstico identifica o material genético do SARS-CoV-2, utilizando uma técnica chamada de RT-LAMP. Em testes de validação, com mais de mil amostras, o exame apresentou precisão equivalente ao RT-PCR, considerado como padrão-ouro para o diagnóstico da Covid-19. Para amostras da orofaringe – coletadas com um tipo especial de cotonete, conhecido como swab, introduzido no nariz dos pacientes – o teste demonstrou 96% de sensibilidade e 98% de especificidade.

“O diferencial do kit é integrar todas as etapas do diagnóstico molecular, com uma metodologia adequada ao point-of-care [local de atendimento]. É um método simples, barato e robusto, que permite realizar o diagnóstico no local onde ele é necessário”, destaca o pesquisador do IOC e coordenador do projeto, André Pitaluga.
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HU contabiliza mais de 900 mil procedimentos em cinco anos

02/07/2021 15:01

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) contabilizou um total de 921.774 procedimentos, entre consultas, internações e exames de imagem nos últimos cinco anos, segundo dados de registros internos e do Modelo de Gestão de Atenção Hospitalar (MGAH) da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Os números foram apresentados por ocasião do Dia do Hospital, 2 de julho, data criada pelo Decreto 50.871, de 27 de junho de 1961, em função da inauguração da Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 2 de julho de 1944.

A superintendente do HU, Joanita Angela Gonzaga Del Moral, disse que os dados refletem a importância do hospital dentro da rede de atenção à saúde no Estado. “O Dia do Hospital é uma oportunidade para mostrar o impacto de uma instituição desta magnitude na sociedade”, detalhou a superintendente, lembrando que a data tem o objetivo de comemorar a criação dos hospitais no Brasil e homenagear a instituição e os profissionais que trabalham na área da saúde.
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Fortalezas ganham novos equipamentos em obras de restauração e requalificação

02/07/2021 10:00

Reboco na Casa do Comandante da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones. Fotos: Jaci Valdemiro Nunes

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa e a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis, estão ganhando novos equipamentos com as obras de restauração e requalificação. Desde 2020, quando começaram os trabalhos nas duas fortificações, já foram incluídas estruturas para elevadores, calçadas, passarelas, novos sanitários, entre outras. As obras, que ainda estão em andamento, são custeadas pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com projetos, contratos, gestão e fiscalização da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Santa Catarina. Servidores da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), acompanham de perto o andamento das obras e dão apoio logístico.

ATENÇÃO: as fortalezas estão fechadas à visitação. Saiba mais.

Com as obras de restauro, as fortalezas serão mais facilmente acessíveis por quem tem dificuldades ou limitações de locomoção. Além disso, haverá uma requalificação dos monumentos, que vão ganhar nova expografia, áreas verdes renovadas e outros equipamentos. Ao todo, o investimento chega a R$ 12 milhões para as duas fortalezas. Por enquanto, com as obras em andamento, os locais necessitam de atenção. O entorno da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na Praia do Forte, está parcialmente fechado. Nesta fase, os operários trabalham na construção da calçada ao redor da murada e, por segurança, a área está fechada à circulação de pessoas.
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Prêmio Pesquisa de Destaque inicia inscrições nesta quinta-feira, dia 1º de julho

01/07/2021 19:56

O Prêmio Pesquisa de Destaque da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou o período de inscrições nesta quinta-feira, 1º de julho. A condecoração reconhece o mérito de projetos de pesquisa realizados na instituição cujos resultados são destaque na pesquisa científica, tecnológica ou de inovação. O objetivo da iniciativa é proporcionar ampla visibilidade aos premiados como forma de inspirar a comunidade interna e externa nos diferentes campos de conhecimento.

O grande benefício de premiar pesquisas na UFSC, na opinião do pró-reitor da Propesq, Sebastião Soares, é “expor à comunidade o trabalho incansável do corpo universitário no âmbito da pesquisa, a importância da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social do País e incentivar a divulgação dos trabalhos aqui realizados e a sua excelência”.

A premiação, aponta o gestor, é uma ação simbólica, que visa destacar o potencial de contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico do País e incentivar a realização de pesquisa científica, tecnológica e a inovação. Segundo ele, incentivar parcerias está também entre os objetivos almejados.

“A pesquisa realizada na UFSC tem uma grande interação com demandas dos diversos segmentos da sociedade, seja no âmbito da pesquisa aplicada ou básica. Ou seja, efetivamente estão conectadas com a sociedade e contribuem para a evolução do conhecimento”, salienta Soares.

A pró-reitoria lançou, no início de 2021 o Prêmio Mulheres na Ciência, que teve 72 pesquisadoras inscritas. “Esta ação [Pesquisa de Destaque] vem se juntar às ações que lançamos e pretendemos lançar, para o reconhecimento anual de pessoas à frente da pesquisa na UFSC. O prêmio lançado hoje tem foco voltado ao reconhecimento de uma obra, uma pesquisa inovadora, não é focado no pesquisador ou na pesquisadora. Difere-se nesse sentido, mas é igualmente relevante: esta premiação reconhece uma obra, as outras premiações reconhecerão a contribuição como um todo, o conjunto da obra de quem pesquisa na UFSC”, ressaltou Sebastião Soares.

>> Conheça o regulamento do Prêmio Pesquisa de Destaque

O Prêmio Pesquisa de Destaque elegerá vencedores em duas modalidades: a. Categoria Pesquisa Básica, que abrange pesquisas voltadas para o desenvolvimento de teorias e compreensão de fenômenos aplicáveis em longo prazo em qualquer área do conhecimento; e b. Categoria Pesquisa Aplicada, que compreende pesquisas voltadas para tecnologias e inovações que possam ser aplicadas em curto ou médio prazo, em qualquer área do conhecimento.

Podem concorrer projetos de pesquisa registrados no Sigpex a partir de 2017, independentemente da grande área do conhecimento à qual esteja vinculado. As inscrições podem ser feitas por meio do Portal de Atendimento Institucional (PAI) da Propesq, disponível na página premiospropesq.ufsc.br.

A Comissão Julgadora que avaliará as pesquisas candidatas será composta por até cinco membros, sendo um representante da Propesq, um representante da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e até três pesquisadores nível 1 do CNPq e externos à UFSC. Os membros do júri não devem ter histórico de colaboração ou laços familiares com nenhum dos candidatos.

O prêmio Pesquisa de Destaque confere a cada vencedor: um diploma de reconhecimento; um vídeo realizado pela Agência de Comunicação da UFSC para divulgação científica, a ser veiculado em canais de ampla comunicação; e uma posição de destaque no Portal Permanente de Pesquisadores de Destaque.

A honraria será entregue a cada ano, em sessão solene no Conselho Universitário da UFSC (ver cronograma).

ATIVIDADE DATA
Período de inscrições (Portal de Atendimento Institucional) De 01/07/2021 a 31/08/2021
Avaliação pela Comissão Julgadora Setembro e outubro de 2021
Divulgação dos(as) selecionados(as) Outubro de 2021
Gravação do vídeo (produção presencial) A partir de outubro de 2021
(a depender do status da pandemia, podendo ser adiada)
Cerimônia de entrega do prêmio Outubro de 2021

Mais informações na página premiospropesq.ufsc.br

Tags: Prêmio Pesquisa de DestaquePró-reitoria de Pesquisa (Propesq)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professor da UFSC participa da descoberta de estrela gigante que quase desapareceu no centro da galáxia

01/07/2021 16:35

Representação artística da estrela VVV-WIT-08. Ilustração: Amanda Smith

Na região central da Via Láctea, a mais de 25 mil anos-luz daqui, o “quase desaparecimento” momentâneo de uma estrela gigante intriga os cientistas. Em 2012, a VVV-WIT-08, como foi nomeada, foi encoberta por cerca de 200 dias por um objeto enorme e misterioso, capaz de ocultar 97% do brilho de um corpo celeste aproximadamente cem vezes maior do que o Sol. A descoberta foi descrita em artigo publicado em junho na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e contou com a participação de dois brasileiros em meio ao grupo internacional de astrônomos: o professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Roberto Kalbusch Saito e o pesquisador do Laboratório Nacional de Astrofísica Luciano Fraga.

É comum que estrelas apresentem oscilações em seu brilho – seja por características intrínsecas a elas, como é o caso das variáveis pulsantes que se expandem e contraem periodicamente; seja por causa de objetos que passam entre a estrela e o observador, causando um efeito de eclipse. O que aconteceu com a VVV-WIT-08, contudo, nunca foi observado antes (apesar de haver casos com algumas similaridades). Até o momento, ao menos, ela é uma estrela única. 

“É uma estrela que, a princípio, tu olhas a curva de luz dela, que é a variação de brilho ao longo do tempo, e é sempre constante, a estrela não varia. A não ser em um evento em 2012 quando ela quase desapareceu. Ela perdeu 97% do brilho e depois voltou ao brilho normal de novo. E desde então, até hoje, com todo o acompanhamento que a gente fez dela, ela segue sem nenhuma mudança de brilho, e isso não é esperado para uma estrela. Então, o comportamento diferenciado é que ela teve um único evento, em mais de uma década de observação, em que ela perde uma quantidade de brilho muito grande, quase 100%”, explica Roberto.
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Docentes e doutorandos da UFSC participam de elaboração do ‘Guia de Atividade Física para a População Brasileira’

01/07/2021 09:27

Três docentes e sete doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Educação Física (PPGEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram da elaboração do Guia de Atividade Física para a População Brasileira, lançado na manhã da última terça-feira, 29 de junho, pelo Ministério da Saúde. Produzido por uma parceria entre o Ministério e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o documento foi confeccionado com recomendações para orientar e estimular a população brasileira a adotar um estilo de vida fisicamente ativo.

> Acesse a íntegra do Guia de Atividade Física para a População Brasileira

A elaboração do Guia levou mais de um ano e foi coordenada pelo professor Pedro Hallal. Ao todo, 70 pesquisadores estiveram envolvidos no projeto. Os docentes Thiago Souza Matias, Tânia Bertoldo Benedetti e Kelly Samara da Silva, da UFSC, integraram os Grupos de Trabalho (GTs), sendo que ambas as professoras atuaram como coordenadoras e contribuíram na definição dos capítulos. Os doutorandos da UFSC que participaram da iniciativa são: Alexandra da Silva Bandeira, Camila Tomicki, Cezar Grontowski Ribeiro, Marina Christofoletti, Paula Sandreschi, Priscila Cristina dos Santos e Sofia Wolker Manta.

Cada GT foi composto de 8 a 9 pesquisadores. A partir disso, foram promovidas reuniões semanais com trabalho de pesquisa de revisão sistemática da literatura, consulta a guias de diferentes partes do mundo e da Organização Mundial de Saúde (OMS), escutas a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pais, alunos, crianças, deficientes, idosos, gestores, coordenadores, entre outros. Após o término desta etapa, o documento foi disponibilizado para consulta pública, foram feitos ajustes apontados pela população e, por fim, a confecção do Guia no final de 2020. Posteriormente, a publicação foi encaminhada para o  Ministério da Saúde para aprovação, editoração, confecção e lançamento, ocorrido na última terça-feira.

O Guia abrange informações para os distintos ciclos da vida (crianças, adolescentes, adultos e idosos) e populações com características específicas, como gestantes e pessoas com deficiência. Além disso, o documento traz um capítulo exclusivo para a Educação Física escolar. A publicação reforça a importância de que fazer qualquer atividade física – seja no tempo livre, no deslocamento, no trabalho, nos estudos ou nas tarefas domésticas – é importante. A mensagem é: “Cada minuto conta!”.

O Guia de Atividade Física era uma ambição bem antiga da área de Educação Física e da Saúde, a exemplo do Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja segunda edição foi publicada em 2014. Para a professora Tânia Bertoldo Benedetti, a publicação é um marco e servirá como uma política norteadora das ações de atividade física tanto para profissionais que atuam na área quanto para os gestores e usuários, uma vez que contém recomendações e informações para estimular a sociedade a adotar uma vida fisicamente ativa nos diferentes contextos e populações (crianças até 5 anos, jovens de 6-17 anos, adultos, idosos, escolares, gestantes/pós-parto, pessoas com deficiência).

“Os baixos níveis de atividade física são responsáveis por milhões de mortes prematuras e repercutem em altíssimo custo para a economia e para os sistemas de saúde no mundo. Muitas pessoas não sabem como começar a praticar, que tipo de atividade física fazer, nem a quantidade recomendável para a saúde. Queremos encorajá-las a dar o primeiro passo, pois cada minuto conta. Tivemos um grande número de professores e alunos selecionados pelos editais para a construção do material, o que nos deixa felizes com o nível de alunos que estamos preparando e com o engajamento na área da Saúde”, avaliou a professora.

> Assista ao evento de lançamento do Guia:

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: atividade físicaEducação FísicaGuia de Atividade Física para a População BrasileiraPPGEFUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Obrigatoriedade da extensão em cursos de graduação deve ampliar interação da UFSC com a sociedade

29/06/2021 13:19

Atividade do projeto de extensão “Exposições itinerantes de Anatomia Animal”, do Laboratório de Anatomia Animal da UFSC Curitibanos com alunos da educação infantil. Foto: divulgação

Nove cursos de graduação da Universidades Federal de Santa Catarina (UFSC) começaram este semestre letivo com pelo menos uma novidade em seus currículos: a inserção de uma carga horária obrigatória de atividades de extensão – ações que deverão ser realizadas pelos estudantes junto à comunidade externa. A mudança curricular atende a uma determinação do Ministério da Educação (MEC) e, até dezembro de 2022, deve ser implementada por todos os cursos de graduação do país. Na UFSC, a expectativa é de que o processo amplie a interação da Universidade com a sociedade, bem como as possibilidades de aprendizado, com projetos que contemplam os mais variados públicos – oficinas para escolas, ações junto a agricultores e silvicultores, trabalhos com empresas de diferentes portes, atendimento em serviços de saúde humana e animal e muitos outros.

A inserção de uma carga horária mínima de atividades de extensão na graduação foi proposta no Plano Nacional de Educação, que determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira no período de 2014 a 2024. A regulamentação do tema veio em 2018, com a Resolução nº 7 MEC/CNE/CES, que estabelece que as atividades de extensão devem compor, no mínimo, 10% do total da carga horária dos cursos.

Mudar a grade curricular das 120 graduações que a UFSC oferece não é uma tarefa simples e demanda muito planejamento. O assunto é discutido na Universidade desde 2016, e, mais intensamente, a partir da criação da Comissão Mista de Curricularização, em agosto de 2018. O grupo vem trabalhando para promover a incorporação da extensão nos currículos dos cursos de graduação, com estudos, eventos, capacitações e reuniões, entre outras ações. Em março de 2020, foram aprovados os dois documentos que orientam o tema na instituição: a Resolução Normativa nº 1/2020/CGRAD/CEx e o Ofício Circular nº 2/2020/DEN/PROGRAD.
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Pesquisa da UFSC sugere a efetividade de ações públicas na prevenção de cânceres relacionados às vias aéreas

29/06/2021 10:42

Uma pesquisa realizada por estudantes dos cursos de Fonoaudiologia, Medicina e Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Catarina sugere que a estabilidade de casos de cânceres de pulmão, traqueia e brônquios, entre 2009 e 2013, pode estar relacionada à efetividade de ações realizadas na atenção primária, advindas da implementação de políticas públicas de promoção e prevenção da saúde. “As propostas do Programa Nacional de Controle do Tabagismo tiveram ampla adesão de distintas esferas, o que tem impactado em ações voltadas tanto ao tratamento do tabagismo na atenção básica quanto em medidas para a demanda e a oferta de produtos do tabaco, e, consequentemente, impactando na redução da exposição passiva a este agressor”, explica a professora do departamento de Fonoaudiologia, Karina Mary de Paiva, sobre a diminuição dos índices de cânceres associados ao consumo de tabaco.

 

A incidência de câncer de pulmão, traqueia e brônquios nas regiões brasileiras, 2002-2013.

 

Segundo o estudo, o câncer é uma doença multifatorial, dependente de fatores intrínsecos e não modificáveis, como a genética, e fatores extrínsecos e modificáveis, como hábitos individuais que promovam a qualidade de vida. “As ações de promoção e prevenção da saúde devem ser direcionadas aos fatores modificáveis, como forma de conscientizar a população quanto à importância da adoção de hábitos saudáveis e mudanças no estilo de vida para a redução da incidência do câncer. Reitera-se a importância das ações na atenção básica voltadas à prática de atividade física,  alimentação saudável e controle do tabagismo, por meio de grupos de promoção da saúde em unidades de saúde. Além disso, vale destacar a importância das academias ao ar livre, e neste sentido, ressalta-se que a atenção primária em Florianópolis é uma das melhores no nosso país”, acrescenta a professora.

Apesar da estabilidade, a região Sul, neste mesmo período, registrou os maiores índices de incidência de cânceres relacionados às vias aéreas e manteve, entre 2002 e 2013, uma média maior que a nacional, com destaque para a maior ocorrência no sexo masculino comparado ao feminino. O estudo, publicado na revista Saúde e Pesquisa, buscou elucidar a relação entre a incidência de câncer nas regiões brasileiras com a implementação de políticas públicas àquela época, destacando a importância de se promover ações preventivas com foco na redução dos índices desta doença, por meio, principalmente, do diagnóstico precoce e da atenção básica à saúde. O grupo também analisou as taxas de incidência de câncer de esôfago, estômago, cólon, reto, ânus, próstata, lábio, cavidade oral, melanoma maligno da pele e outras neoplasias malignas de pele.

A região Sul apresentou os maiores índices de incidência para o cânceres de esôfago, estômago, próstata, lábio e cavidade oral, melanoma de pele e outras neoplasias malignas de pele, quando comparada às outras regiões do País. As outras neoplasias malignas de pele foram consideradas as principais causas de câncer no estudo, tendo os valores mais altos e em ambos os sexos. A partir de 2003, o Sul apresentou uma elevação nas taxas dessa doença, com aumento final de 139,0%, ficando acima da média nacional de 112% no período analisado.

Estudo traz dados detalhados sobre incidência de câncer no País

O câncer de esôfago obteve aumento de 21,1% e, posteriormente, apresentou uma tendência de declínio, chegando a 20,3% em 2013 e ficando acima da média nacional (10,9%). O câncer de estômago também apresentou índices maiores que a média nacional (23,2%), com aumento de 29,9%. Já o câncer de lábio e cavidade oral também obteve valores acima da média nacional (14,1%), no Sul, com aumento de 19,9%. No caso dos melanomas de pele, houve um aumento de 10,6% na região, apresentando taxas superiores à média nacional (5,6%). Os valores de incidência dessas doenças foram maiores para o sexo masculino em relação ao feminino.

No caso de cânceres relacionados ao sexo, o de próstata apresentou crescimento do índice em todo período analisado, terminando com o dobro dos valores  iniciais. A região Sul também ficou acima da média nacional (48,8%), com aumento de 58,5%. O Sul ficou em segundo lugar para os índices de câncer de mama feminina, com aumento de 58,7%, ficando atrás apenas da região sudeste (68,7%), ambas acima da média nacional (49,2%). Esta doença obteve elevação nos índices em todas as regiões brasileiras. O câncer de colo uterino também apresentou aumento na região (22,2%), ficando abaixo apenas da região Centro-Oeste (24,7%).

Os cânceres relacionados às porções finais do trato gastrointestinal (cólon, reto e ânus) obtiveram aumentos expressivos nos índices em toda análise, ficando abaixo, nos dados finais, apenas do câncer de mama em mulheres, de próstata em homens e “outras neoplasias de  pele” em ambos. Destaca-se o rápido aumento na região Sul, praticamente dobrando seus valores entre os anos de 2003 (21,6%) e 2005 (43,5%).

Apesar da mobilização em prol do diagnóstico precoce, com campanhas como o Outubro Rosa contra o câncer de mama e o Novembro Azul contra o de próstata, a professora Karina Mary de Paiva explica que há uma grande tendência de procura por serviços de saúde na presença de agravos e doenças, o que compromete o sucesso do tratamento em função da evolução do quadro clínico.

O estudo foi realizado de maneira transversal retrospectivo com dados obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2017 e março de 2018. “É de suma importância considerar as diferenças entre as regiões brasileiras no planejamento de ações, com foco no atendimento oncológico, considerando a descentralização dessas ações para garantir sua efetividade”, expressam os autores.

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Luana Consoli/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

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