Grupo Refletindo Masculinidades realiza encontro virtual na quinta-feira, dia 25

19/02/2021 08:51

Desenvolvido pela Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) da Universidade Federal de Santa Catarina, o Grupo Refletindo Masculinidades realiza novo encontro na próxima quinta-feira, 25 de fevereiro, das 18h30h às 20h.

Em virtude da pandemia de Covid-19, os encontros ocorrerão em modalidade virtual, na plataforma Google Meets, com acesso por link enviado por e-mail. O grupo é quinzenal e aberto, e as inscrições podem ser feitas através de formulário on-line (aqui).

O Grupo Refletindo Masculinidades tem reunido, desde 2018, servidores e estudantes dos mais diversos cursos. Tem como objetivo “refletir sobre como é construída e vivenciada a(s) masculinidade(s) em nossa sociedade e no espaço universitário”. Os temas para debate, escolhidos pelos próprios membros, já perpassaram por: amizade e rivalidade entre homens, mercado de trabalho, paternidade, violências, saúde do homem, privilégios, sexualidade e outros.

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Roda de compartilhamento para mulheres recebe inscrições para encontros quinzenais

18/02/2021 15:29

A roda de compartilhamento para mulheres (servidoras e estudantes da UFSC) promove encontros quinzenais, com duração de até 1h30, via plataforma meet. O grupo foi desenvolvido pela Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) e contará com a participação de profissionais da Psicologia e do Serviço Social.

A proposta dos encontros é construir mutuamente um local seguro de troca e acolhimento, tão necessários nesse momento de pandemia e de ensino remoto.

Interessadas em participar, poderão se inscrever neste link. É necessário possuir vínculo com a UFSC. Após a inscrição, será enviado e-mail de confirmação e o link da plataforma/sala do encontro.

Mais informações pelo e-mail cdgen.saad@contato.ufsc.br

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Visibilidade Trans: ações afirmativas na pós-graduação ampliam inclusão

29/01/2021 08:01

O Dia da Visibilidade Trans, comemorado no Brasil em 29 de janeiro, neste ano, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reflete uma nova realidade que tem potencial de ampliar a inclusão de pessoas trans na Academia. Desde outubro passado, os programas de Pós-Graduação da Universidade contam com uma Política de Ações Afirmativas que inclui pessoas pretas, pardas, indígenas, com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social, que podem incluir também travestis, transexuais e transgêneros.

>> Saiba mais sobre as políticas de Ações Afirmativas na Pós-Graduação

Laura Martendal é aluna de mestrado, no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFSC. Ingressou para o semestre 2021.1, por meio das Políticas de Ações Afirmativas. “Para mim, a política de cotas na pós-graduação de uma universidade federal como a UFSC, permite que as mulheres e homens transexuais passem a ter voz, como verdadeiros protagonistas dos estudos que dizem respeito às nossas trajetórias e realidades dentro do mundo acadêmico, seja no mestrado, seja no doutorado”.
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Dia da Consciência Negra: a luta antirracista na universidade pública

20/11/2020 08:03

O ano de 2020 tem sido de tensões e preocupações. A busca pelo controle da pandemia de Covid-19 tem nos obrigado a estar fisicamente isolados, afastados uns dos outros. Mesmo assim, há espaços sendo abertos para as mobilizações. Um dos principais movimentos observados neste momento tem sido a luta antirracista.

O movimento ganhou força nos Estados Unidos, em maio, quando George Floyd, um homem negro de 46 anos foi sufocado até a morte em uma ação policial. Protestos se espalharam mundo afora e deram força ao ativismo pelo direito de não morrer em abordagens policiais. Em meio à pandemia, as pessoas saíram às ruas para dizer que as vidas negras importam, que as pessoas negras têm direito de respirar, de viver dignamente. 

Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, não haverá mesas-redondas, debates e palestras nos auditórios da UFSC, como normalmente ocorreria. No entanto, haverá lives, pela Internet, e educação sobre as lutas do povo preto. 

Não basta não ser racista

Jaqueline Conceição da Silva (Arquivo Pessoal)

O que afinal significa ser antirracista? O termo não é novo. A ativista e filósofa negra Angela Davis, durante um discurso em 1979, nos Estados Unidos, afirmou: “Numa sociedade racista, não adianta não ser racista, nós devemos ser antirracistas”.

Ser antirracista é ir além de denunciar o crime de racismo ou a injúria racial, é muito mais que simplesmente não ser racista. É observar com senso crítico; ser agente de mudança. E a prática antirracista leva à criação de medidas de enfrentamento estrutural e institucional ao racismo. 

A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Jaqueline Conceição da Silva, salienta que a luta antirracista é pró-ativa, e é a resposta para mudar estruturas que “mantém pessoas brancas em locais de poder e com privilégios”, pois, ela explica, “é por meio de ações antirracistas que ocorre a mudança de relações sociais”. 

A mudança, ressalta a pesquisadora, “passa pela contratação de líderes negros em grandes empresas, e também pela formação, a alfabetização racial de pessoas brancas e pessoas negras para que elas entendam o que é o racismo e os seus efeitos”. 

Francis Tourinho (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Francis Vieira Tourinho, secretária de Ações Afirmativas e Diversidades na UFSC, ingressou como aluna na UFSC em 1987 em uma época que, segundo ela mesma recorda, quase não havia negros na instituição. A professora do Departamento de Enfermagem hoje atua como gestora e trabalha diretamente nas ações de equidade e na implementação das políticas de ações afirmativas. 

“A adoção de ações afirmativas está aos poucos mudando a realidade das universidades e dos negros, porém, apenas a Graduação não é suficiente para reparar ou compensar efetivamente as desigualdades sociais resultantes de um legado histórico de exclusão social, desigualdade estrutural, racismo estrutural e graves atitudes discriminatórias que se perpetuam no presente”, pontua a secretária. 

Uma tentativa de reparar desigualdades históricas, a adoção das políticas de ações afirmativas atualmente acontece na Graduação e em concursos públicos na UFSC e, em 2020, também na pós-graduação. No último mês de outubro, a Câmara de Pós-Graduação aprovou e o Conselho Universitário confirmou, em decisão unânime, que os programas de pós-graduação da UFSC deverão destinar, anualmente, 20% das vagas para candidatos pretos, pardos e indígenas e 8% para pessoas com deficiência, e outras categorias de vulnerabilidade social.

“As Universidades são ocupadas por uma maioria de pessoas brancas, incluindo o corpo docente, discente e gestor. Assim observamos que a universidade é um reflexo da sociedade, e esta é discriminatória. Isso torna o acesso dos negros em universidades, pós-graduação e empresas ainda mais difícil. Ainda se ouvem argumentos e discussões contra as políticas de ações afirmativas”, lembra Francis.

Ainda estamos distantes de uma efetiva implementação das políticas. Além de garantir as vagas, a universidade pública deve preocupar-se com a permanência, o apoio e acompanhamento dos alunos e combater as fraudes. 

“Eu tenho uma trajetória longa de formação racial, e ainda assim sofro psicologicamente e politicamente com os desdobramentos do racismo no fluxo das relações dentro das instituições. Imagina uma menina, um menino, de 17, 18 anos, que sai de sua cidade de origem e vem morar num estado que é o mais racista do Brasil e em uma universidade que muitas vezes silencia as próprias tensões raciais. Esse é o nosso desafio, a efetividade com qualidade das políticas de ações afirmativas dentro das universidades”, enfatiza a doutoranda Jaqueline.  

Já parou para pensar quantos professores negros você teve em sua trajetória escolar? Se você é branco, quantos negros você admira? Quantos autores negros você já leu? E se você é negro, você se sente representado nas mídias culturais? E em sala de aula? E na pesquisa acadêmica, no currículo de seu curso superior, como estão representadas as pessoas negras?

Jaqueline já pensou e estudou muito sobre o assunto e concluiu que, desde criança, nunca teve um professor ou professora negro, como ela. Mesmo assim, ela tornou-se pedagoga, mestra e agora será doutora pela UFSC. A paulistana, nascida na periferia da maior metrópole das Américas, afirma: “sou a primeira e a única mulher da minha família a completar o ensino superior, a fazer mestrado, doutorado”. Jaqueline é de uma geração anterior às políticas de ações afirmativas na Graduação, mas ingressou no doutorado já como cotista. “No programa em que eu fiz mestrado – na PUC/SP – não havia, e até hoje não tem ações afirmativas”. 

Jaqueline conta que sofreu muitas situações de violência e racismo estrutural durante a sua formação. Sua resposta foi seguir estudando, e criar o Coletivo Di Jeje, um Instituto de Pesquisa e Formação sobre Questão Étnico Racial e de Gênero, com plataformas de ensino e aprendizagem na modalidade virtual.

“Desse processo, das violências que eu sofri, fica para mim o Coletivo, um espaço de formação, pesquisa, produção de conteúdo sobre racismo, com uma perspectiva a partir do feminismo negro. Se origina a partir do que observei como pedagoga e do meu caminhar, do que deve ser uma prática educativa que emancipe o sujeito”, explica a pesquisadora. 

>> Conheça o Coletivo Di Jeje

Representatividade importa

A presença de professores negros, doutores, pesquisadores que se autodeclaram pretos ou pardos ainda é tímida na UFSC. Segundo dados do sistema Administrativo de Recursos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina, há 19 professores que se autodeclaram pretos, e 43 pardos. Já os técnicos-administrativos em Educação autodeclarados pretos são 43 e pardos, 115. Entre os estudantes, se autodeclaram pretos 1.555, e pardos são 3.464. 

Alguns desses professores e pesquisadores foram entrevistados no projeto Com Ciência Negra, da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). A série apresenta a professora Joana Célia dos Passos (Educação), Karine de Souza Silva (Direito), Leslie Sedrez Chaves (Jornalismo), Alexandre Magno Silva Santos (Física), Cristiane Luiza Sabino de Souza (Serviço Social), Jeane Vanessa Santos Silva (Educação), Glória Regina Botelho (Ciências Biológicas e Agronômicas / UFSC Curitibanos), Cristiane Conceição Silva (Letras e Literaturas Estrangeiras), Francis Solange Tourinho (Enfermagem).

A preocupação com a representatividade negra não está apenas em ver pessoas negras em posições de destaque. Segundo Jaqueline, ainda há muito o que evoluir para que as universidades deixem de ser ambientes historicamente de predominância branca e masculina. “As universidades precisam se engajar em projetos políticos-pedagógicos que garantam a presença da diversidade, não só no corpo de funcionários, mas também no currículo”, salienta. 

Apesar de ser uma área que debate as questões étnico-raciais, Jaqueline aponta que a própria Antropologia precisa aprofundar a representatividade dos povos que estuda. “É importante incluir, além dos temas, autores negros e indígenas. Mesmo em campos como a Antropologia, que estuda a negritude e etnologia indígena, quase não se lê esses autores. O currículo precisa passar pela produção intelectual de sujeitos desses grupos que estão sendo estudados”, ressalta.

A academia debate o racismo

Durante o período de pandemia, as mesas-redondas e seminários que antes atraíam a comunidade para os auditórios, hoje acontecem pelas redes sociais, e continuam disponíveis para quem quiser assistir depois. Sobram exemplos de lives promovidas por núcleos de estudos e pesquisas da UFSC, inclusive com os temas de representatividade negra, racismo e luta antirracista. 

Eventos para marcar o Dia da Consciência Negra estão programados para acontecerem em meio virtual nesta e na próxima semana. O Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e o Centro de Ciências da Educação (CED) apoiam o Novembro Negro com lives nos dias 19 e 20 de novembro. Os eventos foram organizados por docentes e estudantes dos Departamentos de Psicologia, História, Geociências, Estudos Especializados em Educação e de Ciência da Informação, pelo Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Diferença, Arte e Educação (Alteritas), Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Geografia (NEPEGeo), Laboratório de História Pública (LAPIS), Centro Livre de Geografia (CaliGEO) e pelo Colégio de Aplicação. Confira a programação e faça sua inscrição para ter direito ao certificado. 

O Cine DDHH, um projeto do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), convida para debate no dia 27 de novembro, às 17 h, sobre os curtas “O dia de Jerusa” e “Kbela”, em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra. Os curtas estão disponíveis no YouTube e recomenda-se que sejam assistidos antes do debate. A discussão ocorre em sala privada, via Jitsi Meet. Para receber o link de acesso, é preciso inscrever-se pelo e-mail cineddhhufsc@gmail.com.

O Curso de Curta Duração (CCD) do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) intitulado “Feminismos Negros e a Luta Antirracista“ será encerrado neste 20 de novembro, e tem todas as aulas disponibilizadas no Canal do IEG no YouTube

Em outubro, a UFSC promoveu a Sepex em Casa, com uma série de eventos on-line ao vivo, debatendo a ciência. A palestra da professora Karine de Souza Silva (CSE/UFSC) e da doutoranda Daniela Núñez Longhini, intitulada “O antirracismo e o anticolonialismo na ciência”, teve como objetivo abordar a necessidade de que a ciência e a academia ampliem esforços para democratizar o conhecimento, incorporando outros saberes e outras lógicas à luz de perspectivas antirracistas e anticoloniais, colaborando para a desconstrução de práticas excludentes, racistas e colonialistas nas mais diversas áreas dos saberes e nas suas mais variadas dimensões. O conteúdo está disponível no Canal da UFSC no YouTube.

Em setembro, a professora Ilka Boaventura Leite (CFH/UFSC) e a representante do Movimento Negro Unificado (MNU/SC) Vanda de Oliveira Gomes debateram a invisibilidade do negro no sul do Brasil.  Em julho, o Observatório Astronômico da UFSC perguntou para três astrofísicos brasileiros: “Como é ser cientista negra (ou negro) na Astrofísica?”. A live reuniu Alan Alves Brito, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Denise Rocha Gonçalves, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Marcelle Soares Santos, da Universidade de Michigan, nos EUA. O conteúdo segue disponível no canal do Observatório no Youtube.

 

Agência de Comunicação/UFSC
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UFSC aprova ingresso por cotas nos programas de pós-graduação

02/10/2020 12:22

A Câmara de Pós-Graduação da UFSC aprovou nesta quinta-feira, 1º de outubro, a Resolução Normativa que regulamenta a Política de Ações Afirmativas para negros, indígenas, pessoas com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado) da UFSC. A Resolução deverá ainda ser aprovada no Conselho Universitário (CUn). Após a publicação da Resolução no Boletim Oficial da UFSC, todos os programas deverão reservar 28% de suas vagas para as cotas. A aprovação ocorreu por maioria absoluta, houve apenas um voto contrário.

Os programas de pós-graduação da UFSC deverão destinar, anualmente, 20% das vagas para candidatos pretos, pardos e indígenas, sendo válida a autodeclaração com validação posterior por meio de uma banca a ser constituída pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), e 8% para pessoas com deficiência, e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação, a serem identificadas pelos cursos, que poderão incluir, por exemplo: estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, quilombolas, estrangeiros e refugiados humanitários, professores da rede pública, travestis, transexuais e transgêneros, estudantes beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), entre outros. No caso em que os percentuais das vagas definidas resultarem em um número fracionado, o arredondamento será feito para cima.

“É uma grande conquista”, ressalta a pró-reitora de Pós-Graduação, Cristiane Derani. “Atualmente muitas instituições internacionais de renome, nos Estados Unidos, Europa, Canadá, oferecem cotas raciais, econômicas, de gênero, entre outras. No Brasil também já temos universidades que aplicam de maneira normativa. É uma mudança necessária, defendida mundo afora onde se observa que a diversidade traz qualidade. Assim podemos ampliar o nosso sucesso e abrir portas para que mais pessoas possam compartilhar este espaço de excelência na UFSC”.

A secretária de Ações Afirmativas e Diversidades, Francis Solange Vieira Tourinho, aponta que a aprovação da Resolução é “um marco histórico na luta pelo direito a uma educação plural, democrática e inclusiva. Esperamos que a UFSC, enquanto instituição pública de ensino superior, com esta ação, tenha cada vez mais uma maior inclusão étnico-racial, de gênero, de pessoas com deficiência e outros grupos sociais vulnerabilizados. Espero que tenhamos cada vez mais pessoas engajadas e dispostas ao diálogo, uma postura mais aberta e receptiva da comunidade que contribua com a sensibilização institucional necessária para a consolidação da política desconstruindo a imagem de espaço reservado para a meritocracia, e abrindo as janelas do ensinar e aprender para um horizonte que construa novas realidades para as populações marginalizadas no Brasil, transformando a educação em contextos que minimizem as iniquidades e vulnerabilidades”, ressaltou.

A UFSC possui diversos programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu que apresentam vagas destinadas para ações afirmativas em seus editais de seleção: Antropologia Social, Direito, Ecologia, Educação, Educação Científica e Tecnológica (mestrado e doutorado); Enfermagem (mestrado e doutorado profissional); Engenharia de Sistemas Eletrônicos, Estudos da Tradução, Filosofia, Interdisciplinar de Ciências Humanas, Saúde Pública, Serviço Social, Oceanografia (mestrado). Até junho de 2020, em notícia apurada pela Agecom, cinco programas de mestrado e doutorado acadêmico estão em fase de estudo acerca do oferecimento dessas cotas: Enfermagem, Inglês, Nutrição, Psicologia e Biologia de Fungos, Algas e Plantas.

Mesmo assim, dados de cor/raça dos estudantes matriculados em 2020 nos programas de pós-graduação da UFSC demonstram que 73,8% deles se declaram brancos, 10,94% pardos, 4,09 pretos, 0,95% amarelos, 0,25% indígenas e 10,6% não declaram cor/raça. Segundo o Censo do IBGE, a distribuição da população do Estado de Santa Catarina por cor ou raça é 79,9% brancos, 16,5% pardos, 3% pretos, 0,5% amarelos ou indígenas.

A doutoranda Kamylla Santos da Cunha, quando tomou posse como enfermeira na Prefeitura Municipal de Biguaçu. (Foto: Arquivo Pessoal)

A doutoranda Kamylla Santos da Cunha, do Programa de Pós-graduação em Enfermagem, aplaudiu a decisão. Estudante da UFSC desde a graduação, ela sente racismo e discriminação nos ambientes acadêmicos e profissionais. “Durante a minha graduação, fui única nos espaços. Hoje, no hospital, sou uma das únicas negras em posição de gestão. Enquanto enfermeira do Pronto Atendimento, sou eu e mais duas, num quantitativo de quase 20. No Programa de pós, as pesquisas não têm transversalidade que discutam questões de diversidade. Na Enfermagem, entre graduação e pós-graduação, é um aproximado de 60 professores, sendo que desses, duas são pretas, porém de pele clara,” ressalta. “Isso em um curso de saúde, é bem preocupante. Fazemos atendimento às pessoas, atendemos o SUS, que tem em um dos seus princípios a equidade … equidade e acesso que muitos dos próprios profissionais não conseguem entender. Na pós-graduação, como cientistas, se não temos acesso, interesse em discutir e mudar esse projeto, as pesquisas vão continuar sendo restritas, não conseguindo atender as necessidades de todos”.

Kamylla atualmente trabalha em um hospital particular e na Prefeitura de Biguaçu. Sua tese aborda a gestão dos programas de pós-graduação em enfermagem stricto sensu no contexto das políticas públicas, analisando instituições do sul do Brasil. “Nossas referências na pós-graduação são brancas. Consumimos tudo o que é da branquitude. A referência que temos na Enfermagem é Florence Nightingale, porém diversas mulheres negras no âmbito nacional e internacional que contribuíram para a profissão são silenciadas, como a Ivone Lara, que é conhecida como sambista, mas era enfermeira, e teve importante papel na luta pela saúde mental, antimanicomial. Ingressos e egressos de enfermagem não têm contato com essas histórias”, reforça Kamylla.

Sua trajetória, explica a estudante, foi permeada de dificuldades. “Nós temos que ser três, cinco vezes melhores para conseguir uma vaga. Sempre temos que provar que somos capazes. Eu já fui acusada de plágio. Hoje sou uma das alunas que mais publicou, que mais contribui em quantidade e qualidade no meu programa. Ter que sempre mostrar força, resiliência, isso acaba com a saúde mental e repercute na nossa escrita também”, conclui a aluna.

Anahí Guedes de Mello é doutora pela UFSC. Ela é surda e sua tese recebeu uma menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2020. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma das alunas que se destacou no Prêmio Capes de Tese 2020Anahí Guedes de Mello, defendeu a tese Olhar, (não) ouvir, escrever: uma autoetnografia ciborgue, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. A antropóloga e pesquisadora é surda desde a infância e identifica-se como ativista, feminista, lésbica. É referência nos Estudos Críticos da Deficiência na América Latina, e seus principais aportes apontam à necessidade de reconhecer o capacitismo como categoria interseccional que frequentemente gera violências dirigidas às pessoas com deficiência. Em uma entrevista publicada em agosto, Anahí aponta que “uma possível explicação para as disparidades educacionais encontradas na população com deficiência deve-se à precariedade do atendimento a essas pessoas desde as primeiras fases da educação, além da falta de informação e capacitação dos diretores, professores e demais funcionários das escolas, o que reflete, por conseguinte, no fato de que as políticas públicas de inclusão nas escolas costumam atacar as consequências e não as causas”.

“A acessibilidade do espaço físico e às comunicações, bem como as condições didático-pedagógico-tecnológicas oferecidas pela escola, igualmente podem influenciar decisivamente no desempenho escolar dos alunos com deficiência”, explica. Na pós-graduação não é diferente. “Em todos os níveis de ensino deve ser garantido o acesso. O meu programa, PPGAS, já chegou a ter uma comissão interna de acessibilidade quando eu estava no mestrado, quando as ofertas da CAE [Coordenadoria de Acessibilidade Educacional] não eram suficientes no meu caso. Diria que não exatamente dificultavam meus estudos porque eu conseguia contornar por esforço próprio, mas com certeza facilita muito mais se tiver à disposição serviços de acessibilidade”, pontua Anahí.

Anahí ingressou na UFSC como estudante do curso de Química. “Em 1998 comecei a militância no campo da deficiência ainda enquanto estudante de Química, pautando questões de acessibilidade comunicacional, do meu acesso ao conhecimento enquanto surda não usuária da língua brasileira de sinais (Libras). Estava insatisfeita com o modo como a questão da surdez era pensada política e teoricamente, com uma perspectiva hegemônica que impunha a comunicação por meio da língua de sinais brasileira como o único modo ‘legítimo’ de ser surda, quando se sabe que as pessoas surdas compõem um grupo social muito heterogêneo. Ou seja, há muitas maneiras ou modos de ser surda”, conta. Após ter contato com textos sobre os processos de exclusão das pessoas com deficiência, os estudos feministas da deficiência, Anahí decidiu seguir sua trajetória acadêmica nas Ciências Sociais, terminando o bacharelado em 2009 e a licenciatura em 2011. Em seguida, conquistou seu mestrado em 2014, e o doutorado em 2019. Todos os processos seletivos dos quais ela fez parte na Universidade aconteceram antes de haver cotas para pessoas com deficiência. “Sou um ponto fora da curva, o que não quer dizer que elas [as  cotas] não devam existir”.

Equipamentos e serviços, explica a doutora, são uma “extensão do corpo” da pessoa com deficiência. Sua tese, inclusive, é uma autoetnografia, um estudo sobre suas próprias experiências. “É também uma tese sobre a surdez, a minha surdez.”

Processo e decisão

O processo de aprovação da Política começou em 2018, quando foi nomeada uma comissão para elaborar a proposta de Resolução, formada pela pró-reitora, Cristiane Derani (PROPG/UFSC), pela secretária de Ações Afirmativas e Diversidades, Francis Solange Vieira Tourinho (Saad/UFSC), pela professora do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Carmen Sílvia Rial (PPGICH/UFSC), pela professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Vania Zican Cardoso (PPGAS/UFSC) e pelo representante da Associação de Pós-Graduandos, lgor Luiz Rodrigues da Silva (APG/UFSC). A Resolução também passou por consulta pública, e ampla discussão na Câmara.

Em agosto de 2020, a Minuta foi encaminhada para apreciação dos conselheiros, e foi escolhida a relatora, professora Ariane Zamoner, do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica (PPGBQA). “O instrumento aprovado é muito relevante como medida de reparação de assimetrias históricas, garantindo o acesso e a permanência de negros(as), indígenas, pessoas com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação da UFSC. A aprovação dessa minuta foi realizada em uma reunião muito tranquila, sem resistências por parte dos conselheiros, num debate bastante positivo. Esse é mais um exemplo do protagonismo UFSC, uma Universidade à frente de seu tempo, que vem atuando pela democratização do acesso ao ensino superior e à pós-graduação. Hoje, a CPG reiterou o compromisso com a superação das desigualdades no âmbito da Pós-Graduação da UFSC”, declarou.

Em seu parecer, a relatora reforçou o caráter de promoção dos valores democráticos e de respeito à diferença e à diversidade socioeconômica, regional, étnico-racial e de acessibilidade que as Ações Afirmativas representam. Além do ingresso de estudantes, a Resolução prevê mecanismos de permanência desses grupos nos cursos de pós-graduação da UFSC. A relatora apresentou parecer favorável à aprovação da Resolução, e justificou: “Cabe à instituição a criação, planejamento, implementação, acompanhamento e avaliação de políticas de acesso a pós-graduação em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas. Caberá à instituição assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar o acesso aos cursos de pós-graduação em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas”.

Durante o debate na Câmara, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Diferenças, Arte e Educação (Alteritas) leu uma Nota de Apoio. A Câmara também discutiu o assunto durante reunião em 2 de julho, com a participação dos professores José Alexandre Filizola Diniz Filho e Luiz Mello de Almeida Neto, ambos da Universidade Federal de Goiás (UFG), que compartilharam a experiência da universidade como a primeira a normatizar as políticas de ações afirmativas na pós-graduação, em 2015.

Legislação

O tema das políticas de ações afirmativas na pós-graduação faz parte da legislação vigente. Em 2016, o Ministério da Educação publicou a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, que incentiva a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação nas universidades federais. A norma amplia para além da graduação a política de ações afirmativas (PAA) estabelecida pela Lei nº 12.711, mais conhecida como Lei de Cotas, criada em 2012. O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, tentou revogar a Portaria, porém o ato ministerial foi revogado.

A promoção do ingresso e permanência de pessoas com deficiência também se apresenta necessário na legislação, pela Lei Nº 13.146/2015, que versa que “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.”

A acessibilidade educacional na UFSC, para estudantes com deficiência é trabalhada pela CAE, por meio de cursos para docentes (Docência Acessível – Profor/Prograd) e para técnicos-administrativos (Acessibilidade no Ambiente Universitário – CCP/Prodegesp). Desenvolve também reuniões de assessoramento aos cursos de graduação e pós-graduação nos quais há estudantes com deficiência matriculados; a participação em disciplinas dos cursos de graduação para trabalhar o tema; a elaboração de documentos institucionais acerca da acessibilidade; o apoio à promoção de acessibilidade aos estudantes com deficiência por meio de bolsas de estágio não-obrigatório; e o suporte institucional para organização de ações voltadas às pessoas com deficiência.

 

 

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UFSC divulga quinta chamada do Sisu e sexta chamada do vestibular

28/08/2020 11:48

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou a quinta chamada do Sisu e sexta chamada do vestibular. Os candidatos classificados devem realizar a matrícula on-line no site simig.sistemas.ufsc.br até 31 de agosto, sob pena de perda da vaga. Nestas chamadas, a UFSC está convocando para matrícula 624 candidatos – 351 do Vestibular e 273 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A entrega dos documentos para matrícula deve ser feita entre 2 e 16 de setembro para candidatos classificados para o primeiro semestre de 2020. Já o período para os candidatos selecionados para o segundo semestre será de 29 de setembro a 13 de outubro. A comprovação documental deve ser realizada por meio de e-mail enviado à respectiva coordenadoria de curso.

> Confira o Edital nº 13 — 6ª chamada do Vestibular UFSC 2020
> Confira o Edital nº 14 — 5ª chamada SISU-UFSC 2020

A documentação exigida para a matrícula está definida no artigo 3º da Portaria nº 12/PROGRAD/SAAD/UFSC/2020, devendo todos os documentos digitalizados estarem legíveis.

A validação das autodeclarações, assim como o envio dos documentos relativos a cada categoria dos candidatos cotistas, deverá ser realizada conforme orientações do cronograma a ser publicado na página da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), no endereço saad.ufsc.br. Os canais de contato da Secretaria também podem ser acessados para o esclarecimento de dúvidas referentes ao Programa de Ações Afirmativas.

Documentos

Após a confirmação on-line, os candidatos chamados devem ficar atentos à etapa documental da matrícula. Essa etapa, tradicionalmente, consistia da entrega presencial de documentos nas coordenadorias de cada curso. Neste ano, porém, em razão da situação de emergência sanitária decorrente da pandemia de Covid-19, a etapa documental será feita através do envio de documentos digitalizados ao e-mail das coordenadorias. O modelo de assunto da mensagem e a lista de todas as caixas postais dos cursos podem ser consultadas nos anexos aos editais de chamadas.

Os documentos necessários e também os procedimentos de envio estão regulamentados pela Portaria Nº 12/PROGRAD/SAAD/UFSC. Conforme o artigo 3º da Portaria, todos os candidatos classificados, seja pela classificação geral, seja por uma das modalidades de cotas da Política de Ações Afirmativas, deverão encaminhar os seguintes documentos ao e-mail das coordenadorias:

1. declaração assinada de que não possui matrícula simultânea em outro curso de graduação da UFSC ou em outra instituição pública de ensino superior (declaração impressa pelo candidato na Etapa Online da matrícula);

2. documentos de identificação (RG e CPF) com os quais se inscreveu no processo Seletivo UFSC/2020;

3. certificado e histórico escolar do ensino médio ou equivalente ou diploma de ensino superior;

4. Autodeclaração validada por comissão da SAAD de pessoa com deficiência; de indígenas ou de preto ou pardo – cota para PPI; de quilombola; e renda (para os candidatos aprovados por uma das modalidades de cotas do Programa de Ações Afirmativas). As autodeclarações podem ser acessadas neste link: https://saad.ufsc.br/autodeclaracoes/

5. comprovante de quitação eleitoral (para maiores de 18 anos);

6. certificado militar (para candidatos do sexo masculino);

7. atestado de vacinação contra rubéola (para candidatas do sexo feminino até 40 anos).

Os documentos devem ser digitalizados e estar legíveis, numerados na ordem apresentada acima. Caso os documentos não estejam autenticados, os originais deverão ser apresentados para conferência nas coordenadorias de cursos, quando da retomada das atividades presenciais na UFSC.

Os candidatos chamados que foram aprovados dentro de cotas de Ações Afirmativas devem ficar atentos para algumas especificidades. Além das autodeclarações validadas por uma comissão da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), os classificados na modalidade de vagas destinadas aos egressos de escola pública deverão apresentar certificado de conclusão e histórico escolar do ensino médio que comprove ter cursado integralmente o ensino médio ou equivalente em escola pública.

O diretor do Departamento de Administração Escolar (DAE), César Trindade Neves, enfatiza que os candidatos devem consultar a Portaria 12/PROGRAD/SAAD/2020 para obter as informações referentes às chamadas. “É preciso observar as orientações para envio dos documentos para a validação das autodeclarações e dos documentos para matrícula, e ter cuidado na digitalização desses documentos”, acrescenta o diretor.

Ações Afirmativas

Os candidatos classificados pela Política de Ações Afirmativas (PAA) deverão, antes de enviar os documentos de matrícula às coordenadorias, validar a sua condição de cotista junto à Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad). Essa validação será feita de modo remoto e começa com o envio de documentos comprobatórios, que serão analisados pelas comissões formadas para cada modalidade de PAA em cada um dos cinco campi da UFSC.

Os convocados para ingresso no primeiro semestre de 2020 deverão enviar os documentos comprobatórios e as autodeclarações no período de 1 a 4 de setembro. Para os que participaram dos processos seletivos concorrendo às vagas destinadas a pretos, pardos e negros (PPN), a validação dessa condição também será de forma remota. “Por questões sanitárias, as validações serão por videoconferência, gravada. Já fizemos este ano desta forma em editais de programas de pós-graduações”, afirma a secretária da Saad, professora Francis Solange Vieira Tourinho.

Até o dia 2 de setembro, os candidatos das cotas PPN precisam agendar um horário para a videoconferência com a banca, que irá acontecer nos dias 3 e 4 de setembro, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Veja o cronograma completo aqui: https://saad.ufsc.br/2020/08/28/cronograma-de-validacao-das-autodeclaracoes-e-documentos-relativos-a-cada-categoria-1-semestre-letivo-de-2020/

Quanto aos procedimentos para a validação de autodeclaração de pessoas com deficiência (PCD) e da condição de indígenas e quilombolas, a comissão poderá, caso necessário, solicitar aos candidatos que participem de entrevista online.

Nas validações de renda, os documentos a serem enviados à comissão devem ser digitalizados em formato PDF, legíveis e enviados em um único arquivo compactado, em formato RAR ou ZIP. Os arquivos devem ser gerados obrigatoriamente a partir de documentações originais, não sendo necessário encaminhar cópias dos mesmos. A comissão poderá, caso necessário, solicitar aos candidatos que participem de entrevista online.

“As comissões de renda irão avaliar os documentos e poderão entrar em contato com o candidato para esclarecimentos e solicitações de documentos complementares”, informa Francis Tourinho. As listas de documentos e formulários para validação de renda constam na portaria de matrícula específica para cada processo seletivo, disponíveis na página da Saad.

Os documentos podem ser enviados para os seguintes endereços de e-mail:

a) pcd.dae@contato.ufsc.br nos casos de autodeclaração de pessoa com deficiência;

b) ppn.saad@contato.ufsc.br nos casos autodeclaração de pretos, pardos e negros;

c) crer.saad@contato.ufsc.br nos casos autodeclaração de indígenas e quilombolas;

d) renda.saad@contato.ufsc.br nos casos de autodeclaração de renda.

O campo “assunto” da mensagem deve ser preenchido informações do tipo de validação, nome completo do candidato e campus da UFSC. Esse também são os contatos para esclarecimento de dúvidas sobre os processos.

Para os candidatos convocados para ingresso no segundo semestre de 2020, os documentos exigidos e os procedimentos de validação serão os mesmos. O período para envio de documentos, nesses casos, será de 29 de setembro a 2 de outubro de 2020. E as videoconferências para validação da condição de pretos, pardos e negros serão realizadas nos dias 5 e 6 de outubro.

 

 

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Programas de Pós-Graduação da UFSC têm autonomia para adoção da política de ações afirmativas

29/06/2020 10:00

Reunião da Câmara da PROPG debate política de ações afirmativas no próximo dia 2 de julho. Foto: Alissa De Leva/Unsplash

O último ato do ministro Abraham Weintraub à frente da pasta da Educação foi revogar a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, que incentiva a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação nas universidades federais. A medida recebeu críticas do Congresso e foi alvo de despacho no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Advocacia-Geral da União se manifestasse sobre a ação. Poucos dias depois, o Ministério da Educação (MEC) tornou sem efeito a portaria publicada no dia 16 de junho.

A norma de 2016 amplia para além da graduação a política de ações afirmativas (PAA) estabelecida pela Lei nº 12.711, mais conhecida como Lei de Cotas, criada em 2012. Segundo a secretária de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Francis Solange Vieira Tourinho, se confirmada, a revogação da portaria nº 13/2016 não afetaria a continuidade de adoção de medidas deste âmbito na instituição. “Na prática, as Instituições Ensino Superior passariam a estar desobrigadas de apresentar propostas relativas à inclusão de PAA na pós-graduação. Além disso, cabe destacar que essas instituições têm autonomia para implantação e justificativa jurídica, conforme declaração do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade das políticas de ações afirmativas”, explica.

A UFSC possui hoje diversos programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu que apresentam vagas destinadas para ações afirmativas em seus editais de seleção: Antropologia Social, Direito, Ecologia, Educação, Educação Científica e Tecnológica (mestrado e doutorado); Enfermagem (mestrado e doutorado profissional); Engenharia de Sistemas Eletrônicos, Estudos da Tradução, Filosofia, Interdisciplinar de Ciências Humanas, Saúde Pública, Oceanografia (mestrado). Atualmente, cinco programas de mestrado e doutorado acadêmico estão em fase de estudo acerca do oferecimento dessas cotas: Enfermagem, Inglês, Nutrição, Psicologia e Biologia de Fungos, Algas e Plantas.

Cada programa possui autonomia para decidir quais grupos serão beneficiados e qual será o percentual de vagas destinadas. Além de negros, indígenas e pessoas com deficiência, a UFSC tem ações que contemplam estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, quilombolas, estrangeiros e refugiados humanitários, professores da rede pública, travestis, transexuais e transgêneros, estudantes beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), entre outros. De acordo com os editais de seleção, o candidato, no ato da inscrição, deve assinalar que deseja preencher uma das vagas de PAA e em qual categoria irá concorrer.

Levantamento realizado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação

O mais recente levantamento feito pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), realizado em junho de 2018, constatou que, dentre os 49 programas de pós da UFSC que responderam à pesquisa, somente cinco adotavam à época a política de ações afirmativas (10,2% do total). Todos os cinco disponibilizavam vagas para negros; quatro deles para indígenas; e apenas um para pessoas com deficiência. Dentre os programas que oferecem vagas para negros, dois reservam 10% para estes candidatos, enquanto os outros três disponibilizam 5%, 15% e 20%.

Entre os dados apresentados na coleta de informações promovida pela PROPG, há o quantitativo de alunos, por raça, regularmente matriculados na pós-graduação stricto sensu da Universidade. A grande maioria – 77,7% – é formada por alunos que se autodeclaram brancos. Em seguida, aparecem as raças: parda (10,6%), preta (3,4%), amarela (1,2%) e indígena (0,2%). Cerca de 7% dos estudantes consultados optaram por não declarar sua raça. Um dos motivos citados no levantamento para a não adesão de programas à PPA é o fato de os cursos de graduação da Universidade já realizarem a reserva deste tipo de vaga.

A secretária Francis Tourinho, no entanto, considera que a adoção de ações afirmativas apenas na graduação não é suficiente para reparar ou compensar efetivamente as desigualdades sociais resultantes de um legado histórico de exclusão social, desigualdade estrutural, racismo estrutural e graves atitudes discriminatórias que se perpetuam no presente. “A universidade é um reflexo da sociedade em que está inserida. E vivemos em uma sociedade onde o caráter discriminatório traz como um dos maiores desafios o acesso, uma vez que este é elitizado e visto como uma conquista inerente ao conceito utilizado de meritocracia. A universidade cumpre um importante papel nesta disputa, destacando a sub-representação das populações excluídas, discriminadas e marginalizadas”, destaca.

Para a pró-reitora de Pós-Graduação da UFSC, Cristiane Derani, o maior desafio é a construção do entendimento do propósito das ações afirmativas junto a todos atores envolvidos na pós-graduação. “Às vezes as pessoas acham que, com a inserção de cotas no processo seletivo, haveria um afastamento daquilo que seria natural da pós-graduação, que é a seleção dos melhores. (…) Mas isso [a política de ações afirmativas] de modo algum fere os ideais da pós, que é a formação de alto nível, de grandes pesquisadores. Muito pelo contrário, cria espaço para um aumento da diversidade de pensamento, tão necessária para o arejamento das pesquisas e da inovação que são próprios da pós-graduação”.

O tema será uma das pautas na próxima reunião da Câmara da Pós-Graduação da UFSC, marcada para a próxima quinta-feira, dia 2 de julho. Os professores Luiz Mello e José Alexandre Diniz farão uma apresentação sobre a política de ações afirmativas dentro da pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), pioneira na implantação de uma norma geral de cotas para a área, ainda em 2016. A pró-reitora Cristiane Derani esclarece que a reunião ocorre em um momento em que a Câmara discute alterações no Regimento Geral da Pós-Graduação. Algumas mudanças poderiam alterar as diretrizes para a política de ações afirmativas, independentemente da publicação de uma resolução específica sobre a matéria.

Derani salienta ainda que a questão das cotas está relacionada com o processo colonial de ocupação dos espaços políticos, educacionais e científicos do país. “Quando começamos a trabalhar com a cotas, começa a haver a ruptura desse espaço. Está sendo muito pedagógico fazer com que as pessoas que não estavam habituadas a conviver com a diversidade passassem a ver com mais proximidade a cara do Brasil. E trazendo isso para dentro do ensino superior, inclusive na pesquisa, você tem condições de dar respostas muito mais adequadas à nossa realidade. Isso a gente só consegue com diversidade e fazendo com que a Universidade seja realmente um microcosmo do que é a nossa sociedade”, afirma.

Fraudes são uma preocupação

De acordo com a secretária Francis Tourinho, uma das maiores preocupações referentes à política de ações afirmativas são as fraudes. Entre 2014 e 2017, devido a uma decisão do Conselho Universitário (CUn), a UFSC retirou a verificação das autodeclarações e dispensou o procedimento de heteroidentificação para as vagas de pretos, pardos e indígenas (PPI). Porém, há três anos, depois de uma pesquisa promovida pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade, observou-se o ingresso de um grande número de estudantes que não deveriam ser beneficiários por não pertencerem aos grupos étnicos específicos das cotas. Assim, em sessão realizada em julho de 2017, o CUn decidiu pelo retorno da heteroidentificação para as cotas PPI.

“O trabalho da UFSC desenvolvido nos processos de heteroidentificação (análise fenotípica) é pautado em leis específicas e tem organização e treinamento dos membros que participam das bancas, compostas por docentes, técnicos administrativos, discentes, membros do movimento negro externo à Universidade, com diversidade de gênero e étnica. A UFSC vem se destacando como modelo pelo seu protagonismo nas diversas modalidades de verificação que realiza: renda, pretos, pardos, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiências na graduação e atualmente nos demais grupos beneficiados nas cotas da pós-graduação”, finaliza a secretária Francis.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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Orgulho LGBTQIA+: a UFSC acolhe a diversidade

27/06/2020 22:01

O Dia do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em todo o mundo em 28 de junho. Neste ano, a UFSC traz uma campanha institucional em suas redes sociais, com depoimentos colhidos pela Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGen) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad). São vídeos enviados por pessoas da comunidade da UFSC, com suas histórias e imagens para marcar esse dia de luta.

>> Assista ao vídeo de depoimentos de pessoas da comunidade LGBTQIA+ da UFSC

O 28 de junho é, para a comunidade LGBTQIA+, uma data de orgulho e de luta. Nesse dia, em 1969, ocorreu uma das maiores rebeliões civis da história. No Stonewall Inn, em Greenwich Village, na cidade de New York, Estados Unidos. Gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentaram a força policial durante a Rebelião de Stonewall (Stonewall Riot). O episódio durou seis dias, e foi uma resposta contra a ação arbitrária e preconceituosa do efetivo policial, que tinha como rotina a promoção de batidas e revistas de cunho humilhante nos bares e boates gays de New York.

Atualmente, o Movimento LGBTQIA+ abrange diversas orientações sexuais e identidades de gênero de modo que, mesmo sem uma organização central, promove diversas frentes de luta pelos direitos civis da comunidade.

Depoimentos

“Tenho muito orgulho de ser quem eu sou, orgulho da luta e de toda a resistência que a gente tem, principalmente dentro da UFSC, porque é muito difícil esse movimento. Cada dia que passa a gente está se fortalecendo cada vez mais” – Jessica, estudante de Museologia/UFSC

“Eu sinto muito orgulho de ser quem eu sou, especialmente por ser uma professora universitária que também atua no ensino básico e ajuda a mudar o contexto de que muitos dos meus e das minhas são expulsos da escola e não têm acesso à Educação”. – Ti, professora do Colégio de Aplicação/UFSC

“Não existe cura para o que não é doença, temos orgulho de sermos quem somos.” – Aurivar, psicólogo e estudante da UFSC

“Podemos viver em sociedade, em equidade e principalmente, em liberdade.” – Mariana, estudante de Serviço Social/UFSC

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Amamentação em tempos de Covid-19

27/04/2020 08:03

A UFSC, por meio do Serviço de Apoio à Amamentação (Saam), ligado à Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), segue atendendo as estudantes e servidoras com dúvidas sobre aleitamento materno. Diante da pandemia de Covid-19, a principal dúvida das mães é: “devo interromper a amamentação em caso de suspeita ou confirmação da doença?”

A resposta, segundo Bianca Jacqueline Ramos e Josiane Margarete de Amorim, da equipe de enfermagem do Saam é não. ” Não há necessidade de se indicar um desmame abrupto, e sim, continuar o aleitamento materno”- recomendam. Um estudo publicado na Revista Lancet, relatam as servidoras, afirma que até o momento não há documentação da transmissão vertical durante a gestação e nem no período neonatal, pela amamentação.
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Inclusão Digital da UFSC recebe 25 novos computadores do Sebrae/SC

22/04/2020 09:27

Foto de arquivo da Coid/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Coordenadoria de Inclusão Digital (Coid), recebeu 25 microcomputadores doados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/SC). As máquinas foram recebidas pelo setor de Patrimônio da UFSC, e tão logo seja possível, serão instaladas no prédio da Biblioteca Central.
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‘Saúde da mulher: a sexualidade em sua amplitude’ é pauta de mesa-redonda na UFSC

10/03/2020 09:59

O Coletivo Odonto Feminista e a Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), vinculada à Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promoverão uma mesa-redonda com o tema “Saúde da mulher: a sexualidade em sua amplitude”, com participação de Ale Mujica e Carola Tonet.

O evento está marcado para a próxima quinta-feira, dia 12 de março, a partir das 18h30, na sala 907, no Centro de Ciências da Saúde (CCS). A entrada é gratuita.

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UFSC manifesta-se sobre uso inadequado de material da campanha Diversifica

11/02/2020 12:52

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina manifesta-se surpresa com a circulação de vídeo em redes sociais, cuja publicação é assinada pelo movimento intitulado “Escola sem Partido”. De maneira absolutamente irregular e sem qualquer autorização, o perfil utiliza-se de material produzido para a campanha Diversifica UFSC, coordenada pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad/UFSC), e produzida pela Agência de Comunicação (Agecom/UFSC) e TV UFSC.

A postagem apropria-se de material protegido por direitos autorais e propriedade intelectual, e, ao mesmo tempo, fere direitos individuais de uso de imagem, igualmente sem qualquer autorização, deturpando e descontextualizando a publicação original.

Neste sentido, a UFSC informa que buscou, pelos meios regulatórios disponíveis, a retirada do material, sem obter a devida resposta de seus autores. Em decorrência disso, buscará por outras formas – no âmbito administrativo ou se for o caso, judicial – a adoção das providências cabíveis a fim de preservar direitos e impedir ações de discriminação, preconceito, homofobia ou outras atitudes que contrariem os valores institucionais de inclusão, respeito, tolerância e harmonia social.

Administração Central
Universidade Federal de Santa Catarina

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UFSC convida Coletivos de Mulheres da UFSC para reunião no dia 28

25/11/2019 15:34

A Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), convida os coletivos de mulheres da UFSC para uma reunião que será realizada no dia 28 de novembro, às 16h, na Sala de Reuniões da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) – Térreo da Reitoria 1 – para tratarmos das questões relacionadas à segurança, violências, apoio institucional e atividades para o próximo semestre.

Tags: Coletivos de Mulheres da UFSSecretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD)UFSC

UFSC recebe especialistas do MEC e Unesco pelos Direitos Humanos

15/10/2018 14:16

Secretária de Ações Afirmativas e Diversidades, Francis Tourinho recebe Rosilene Silva da Costa, da Unesco. (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad/UFSC) recebeu, na última semana, dois representantes de entidades participantes do Pacto Nacional Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura de Paz e dos Direitos Humanos (PNUDH), iniciativa da qual a UFSC faz parte, que promove a educação em direitos humanos no ensino superior. Estiveram na UFSC Rafael Ferrari, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e coordenador-geral substituto da Diretoria de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania (Secadi), do Ministério da Educação (MEC) e Rosilene Silva da Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A visita faz parte de uma rotina de acompanhamento das Instituições de Educação Superior (IES) que aderiram ao Pacto. Dentre as mais de 300 intituições que aderiram, os especialistas escolheram 100 para visitar, conhecer a universidade e suas atividades relacionadas ao Pacto. O PNUDH é uma iniciativa conjunta do MEC e do Ministério da Justiça e Cidadania para a promoção da educação em direitos humanos no ensino superior. O objetivo do Pacto é superar a violência, o preconceito e a discriminação, e promover atividades educativas de promoção e defesa dos direitos humanos nas IES.

“Durante a visita à UFSC, os especialistas conheceram o Espaço de Gênero e Diversidade da UFSC (Secarte/IEG/Saad), e as nossas ações que pretendem propor às outras instituições, como o Glossário e os selos, bem com as ações dos diversos grupos que trabalham os Direitos Humanos na UFSC, nos nossos cinco campi. Não houve uma conversa com os professores ainda, mas eles devem retornar em breve”, explica a secretária da Saad, Francis Tourinho. A vinda inicialmente foi com o intuito de auxiliar a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) a aderir ao Pacto. “Foi um importante marco para o fortalecimento das ações de Direitos Humanos que a UFSC desenvolve, por meio da Saad e outras iniciativas. Demonstra que a UFSC é uma instituição que pauta as diversidades e os direitos humanos”, conclui Francis.

 

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UFSC e Polícia Militar firmam parceria para programa S.O.S Desaparecidos

07/08/2018 09:48

Francis Tourinho, Olga Regina e Rafael Farias conversam com policiais militares. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Na tarde do dia 2 de agosto, quinta-feira, a Secretaria de Ações Afirmativas da Universidade Federal de Santa Catarina (SAAD/UFSC) firmou parceria com a Polícia Militar para o projeto S.O.S Desaparecidos. A união das duas entidades visa promover o programa voluntário das delegacias de Florianópolis e região.

A conversa, realizada na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), contou com a presença de Francis Tourinho, secretária da SAAD; Olga Regina, coordenadora do Núcleo Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero, e dois representantes da Polícia Militar: soldado Teixeira e major Rocha, líder do S.O.S Desaparecidos. Também esteve presente Rafael Farias, graduando em Direto da UFSC e membro do grupo de Direito Penal Internacional, que representa a universidade no Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça.

Ao fim do encontro, foi sugerida a produção de um vídeo pela Polícia Militar como forma de divulgar o projeto para a comunidade acadêmica e sanar dúvidas recorrentes sobre o registro de um possível desaparecimento, como a extinção do mito de que é preciso aguardar 48 horas para ir à delegacia. Além disso, também foi acertada uma palestra sobre o tema nas dependências da UFSC, porém ainda sem data definida. O foco da parceria será a prevenção.

O Programa S.O.S Desaparecidos da Polícia Militar de Santa Catarina foi criado em 2012 e é executado pela Coordenadoria de Pessoas Desaparecidas, cuja equipe atua na busca, divulgação, armazenamento de dados de desaparecidos e ações de prevenção.

Mais informações sobre o projeto na página do Facebook.

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Evento ‘Cura ou não cura? II’ debate Homofobia e LGBTfobia

07/05/2018 14:09

Para marcar o Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado em 17 de maio, a Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN) organiza evento sobre os Direitos Humanos e Homofobia.

A CDGEN, vinculada à Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) da UFSC, realiza, nos dias 17 e 18 de maio, o evento: “Cura ou não cura? II” com o intuito de dar visibilidade e ampliar as discussões a respeito de questões relacionadas à LGBTfobia.
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