Graduandas de Museologia promovem exposição de ‘land art’ no Mesc

02/08/2019 10:41

Land art realizada na Praia da Galheta no último mês de maio. Foto: Divulgação

Alunas da última fase do curso de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem exposição de land art (arte na paisagem) no Centro de Florianópolis. A produção independente, coordenada pelas estudantes Fernanda do Canto, Raisa Ramoni Rosa e Nathalia Maia, será apresentada no Museu da Escola Catarinense (Mesc), da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) entre os dias 2 e 31 de agosto de 2019.

A exposição ‘EfemerArte’ apresenta o conceito de land art (arte efêmera na paisagem) desenvolvido por Clayton Balduino (ReciClayton), em fotografias, vídeos e instalações. O artista desenvolve a técnica desde novembro de 2011. As obras são feitas com um rastelo de jardim, utilizado como lápis, para produzir imagens de grande formato na areia das praias do litoral sul de São Paulo e de Florianópolis/SC.
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Resistência é fator primordial para a manutenção dos museus no Brasil

27/09/2018 10:27

Não por acaso resistência foi a palavra de ordem na abertura do ciclo de debates “Museu em Curso”, promovido pelo Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) e pelo curso de Graduação em Museologia da UFSC, e realizada no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE). Se já batizava o nome da edição do evento, “Museus e Resistência”, ganhou mais força após o incêndio no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro deste ano.

Diretora do MArquE e professora do curso de Museologia, Luciana Cardoso destacou que realizar este evento, em momento como a atual, é simbólico. Na semana seguinte ao incêndio no Rio de Janeiro, o MarquE lançou carta aberta e suspendeu a visitação.  “É uma prova de que nós resistimos, que a Universidade resiste e a museologia resiste. A consolidação deste projeto se dá porque vocês (referindo-se aos estudantes presentes), resistem. O movimento de vocês é o combustível da nossa luta”.
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UFSC participa da 2ª Conferência de Patrimônio Cultural em Risco

13/07/2018 11:25

Professores e estudante vinculados aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico, Museologia e Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participarão da II Conferência de Patrimônio Cultural em Risco, que ocorre entre os dias 18 e 20 de julho, no auditório Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Souza), no centro de Florianópolis. O evento conta com o lançamento  do documento síntese da II Conferência de Patrimônio Cultural em Risco  a “Carta de Florianópolis” com recomendações para proteção e preservação do Patrimônio Cultural em Risco.

A Conferência aborda temas e análises da preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro em risco, com o objetivo de ampliar a cooperação entre Instituições e profissionais que atuam na prevenção, proteção, conservação e restauração do patrimônio cultural em risco de maneira inter e transdisciplinar.

O debate apresenta, através de estudos de caso, conceitos, princípios, gestão e boas práticas relacionadas à legislação de preservação e proteção ao patrimônio em risco, diagnoses, ações de conservação e restauração que podem contribuir para prevenção e recuperação de danos do Patrimônio Cultural Brasileiro em risco.

As inscrições podem ser feitas no local do evento ou neste site: bit.ly/conferenciapcr

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Acadêmicos de Museologia da UFSC promovem a exposição ‘Mamilo Manifesto’

03/05/2018 08:01

A exposição Mamilo Manifesto, promovida pelos acadêmicos de Museologia da UFSC, segue até 30 de maio de 2018, das 9h às 18h30, de terça a sexta-feira, e no dia 5 (sábado), das 13 às 18 horas, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE). O evento pretende desmistificar o assunto “mamilos” e criar um debate sobre amamentação, sutiã, câncer, estética e sexualidade.

Entre os objetivos da mostra está o de reconhecer o papel social do museu, para questões que estão em pauta na contemporaneidade e são considerados tabu pela sociedade. Os subtemas que permeiam a exposição (amamentação, sutiã, câncer, estética e sexualidade) foram pesquisados e são abordados por diferentes caminhos: contexto histórico e social, questões atuais e representações na arte e na mídia, através do Ciclo de Vida (o início, a transição e a maturidade).

Além das intervenções apresentadas na exposição pelos 20 estudantes do curso de Museologia da UFSC durante a disciplina Prática de exposição, o público pode acompanhar nas quartas-feiras do mês de maio, sempre às 16 horas, a exibição de filmes no Auditório do MArquE. No dia 2 será exibido Corpo Manifesto; dia 9 o filme O começo da Vida; dia 16 o curta Habeas Corpus; Dia 23, Quem são elas; e no dia 30, Luiza. Confira abaixo a sinopse de cada um dos filmes.

Dentro da programação do MArquE, que abre as portas aos visitantes no primeiro sábado de cada mês, a exposição Mamilo Manifesto preparou para o dia 5 de maio, das 13 às 18 horas, a participação do grupo BATEU. Os DJs convidados Artimpakt e Broerin e o performer Yoko_Mizú farão apresentações de músicas eletrônicas e o artista e educador físico Thiago Schmitz conduzirá a Oficina de Movimento Criativo, com início programado para às 14 horas.

O visitante encontrará no MArquE a seguinte programação neste sábado (5): 𝐓é𝐫𝐫𝐞𝐨 – 𝐓𝐞𝐜𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐒𝐚𝐛𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨𝐬 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨𝐬 𝐆𝐮𝐚𝐫𝐚𝐧𝐢, 𝐊𝐚𝐢𝐧𝐠𝐚𝐧𝐠 𝐞 𝐋𝐚𝐤𝐥ã𝐧õ-𝐗𝐨𝐤𝐥𝐞𝐧𝐠; 𝟐º 𝐀𝐧𝐝𝐚𝐫 – 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐞𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐞𝐦 𝐐𝐮𝐞𝐬𝐭ã𝐨: 𝐏𝐞𝐫𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐨 𝐋𝐢𝐭𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐂𝐚𝐭𝐚𝐫𝐢𝐧𝐞𝐧𝐬𝐞; 3º 𝐀𝐧𝐝𝐚𝐫 – 𝐌𝐀𝐌𝐈𝐋𝐎 𝐌𝐀𝐍𝐈𝐅𝐄𝐒𝐓𝐎. Programação completa AQUI.

 

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Exposição de alunos de Museologia destaca imaginário da preguiça

06/10/2016 09:47

“Com preguiça, por favor” é o título da exposição curricular da turma de Prática de Exposição de 2016/02 do curso de Museologia da UFSC, de 19 de outubro a 4 de novembro, na galeria de arte do Centro de Convivência. A exposição perpassa pela (des)construção do imaginário da preguiça, que, a partir de um olhar de estranhamento, adentra o cotidiano e faz questionar a própria formulação de identidade nacional e  de determinados grupos do Brasil. 14542460_1221533917897056_3469948237310057562_o

A exposição contará com três módulos expositivos. O primeiro traz a contextualização sobre a construção da preguiça na história e religião; o segundo retrata um quarto acadêmico onde o foco é a produtividade acadêmica; e o terceiro módulo é o espaço de preguiça, onde o público pode relaxar e refletir sobre os espaços destinados ao descanso.

No total, 16 alunos estão envolvidos (Ana Luiza; Caroline Liebl de Bastos; Elaine Cristina Bilck; Elisa Freitas Schemes; Ester Meister Ko Freitag; Filipe Gomes de Souza; Glória Alejandra; Graciela Sardo Menezes; Janaína Custódio; Letícia Xavier; Sabrina Melo; Suellen Luisy; Thatiane da Silva e Maria Eugenia Gonçalves de Andrade), tendo como professoras Luciana Silveira CardosoRenata Cardozo Padilha e como monitora a aluna do curso, Ágatha Thomas.

Mais informações na página do Facebook.

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Curso de Museologia realiza segunda exposição ‘Cães sem diploma’

17/10/2014 13:00

EXPOSICAO_UFSCAES.cdrO curso de Museologia realiza sua segunda exposição curricular “Cães sem diploma ‘Lattes que eu tô passando”, no dia 22 de outubro – juntamente com a 13ª Sepex – e permanece até o dia 1º de novembro, das 10h às 19h, no Centro de Convivência da UFSC.

A proposta dos alunos da 6ª fase é provocar a reflexão e a discussão sobre o abandono de animais, relação de afetividade, questões legais e de experiências científicas, a partir dos UFSCães.
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Sepex 2014: campeonato de aviões de papel e competição de treliças integram a programação

15/10/2014 09:37

Neste ano, além de minicursos, estandes e atrações artístico-culturais, a Semana de Ensino Pesquisa e Extensão (Sepex) traz o 3º Campeonato de Aviões de Papel da PrintUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Competição de Estruturas em Treliças de Espaguete e a Exposição do Curso de Museologia. Com o tema Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, a Sepex ocorre de 22 a 25 de outubro na própria Universidade.

O tema do evento vai ao encontro da necessidade de superação dos desafios e conflitos vividos na atualidade. Os avanços das atividades científicas e tecnológicas, que influenciam direta ou indiretamente a vida das pessoas, somam-se a entendimentos e experiências populares e dão forma à temática. Serão 129 estandes e mais de 100 minicursos ofertados aos visitantes do evento. “A Sepex é um dos maiores e mais importantes momentos de integração da comunidade com a Universidade”, destaca o pró-reitor de Extensão, Edison da Rosa.
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Inscrições abertas para 2º Seminário de Política de Acervos

23/04/2014 15:09

O Museu Victor Meirelles/Ibram realiza no dia 9 de maio de 2014 o 2º Seminário de Política de Acervos, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFM), no campus da UFSC no bairro Trindade, em Florianópolis. As inscrições vão até o dia 5 de maio, pelo e-mail , e os interessados devem enviar nome completo, telefone, formação e instituição, caso esteja vinculado a uma. O evento é uma realização do Museu Victor Meirelles, em parceria com a Associação de Amigos do Museu Victor Meirelles e a coordenação em Museologia da UFSC.


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Alunos de Museologia da UFSC apresentam mostra interativa no CIC

16/10/2013 08:20

“Além de 3X4”, exposição organizada por seis estudantes do curso de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi inaugurada em 3 de outubro, no Museu da Imagem e do Som, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. A exposição está aberta ao público, com entrada gratuita, de terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h, e pode ser visitada até o dia 6 de novembro.
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Museologia da UFSC elege primeira diretoria para centro acadêmico

26/04/2013 15:33

Em eleição realizada nos dias 23 e 24 de abril, os acadêmicos do Curso de Museologia da UFSC elegeram a Chapa Nova Musa para a primeira gestão do novo Centro Acadêmico, o Camus, composta pelos membros: Darwin de Assis, Julia Godinho, Leonardo Brandão Pena, Lucia Valente, Maria Eugênia de Andrade, Leonardo Lemos, Saulo Rocha e Thainara Marcolino. Em breve será divulgada a data da posse, que ocorrerá no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

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9ª Semana de Museus traz filmes e debates a partir de segunda

13/05/2011 16:21

Tem início na segunda, 16/05, e segue até a sexta, 20/05,  o Ciclo de Cinema: Museu, Memória e Patrimônio, que acontece dentro da 9a. Semana de Museus – Museu e Memória. O evento será realizado no Auditório do Museu Universitário, sempre das 16h às 18h30, e tem entrada gratuita, sendo aberto à comunidade. Aos alunos serão fornecidos certificados.

Mais informações:  (48) 3721-8604,  3721-9325 ou .

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira (16/05)

Filme: Tapete Vermelho – Brasil, 100min, 2006

Direção : Luiz Alberto Pereira.

Debate com Profª Dr.ª Leila Ribeiro (UNIRIO)

Terça-feira (17/05)

Filme: Cerveja Falada (15 minutos).

Direção: Demétrio Panaroto, Luiz Henrique Cudo e Guto Lima.

Debatedores: Guto Lima e Fernando Boppré

Quarta-feira: (18/05)

Filme: Franklin Cascaes

Debatedores: Edina de Marco e José Rafael Mamigonian

Quinta-feira: (19/05)

Filme: Museus do Rio  (60 minutos)

Direção: Regina Abreu

Debatedoras: Profª Evelyn Zea e Profª. Letícia Nedel – UFSC

Sexta-feira: (20/05)

Filme: Tecido Memória (70 minutos)

Direção: José Sérgio Leite Lopes, Rosilene Alvim e Celso Brandão.

Debatedor: Prof. Alex Valim e Prof. Rafael Devos – UFSC

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Antropólogo italiano propõe o estupor na relação entre as culturas

30/03/2011 10:43

Se fosse para sintetizar o pensamento de Massimo Cavenacci, o oposto do dito popular “quem gosta de velharia é museu” exprimiria bem o que prega o antropólogo italiano. Não há nada mais atual do que colecionar as relíquias do contemporâneo. Ao falar sobre Os desafios do museu no século XXI, o catedrático da Universitá di Roma La Sapienza e professor convidado do Departamento de Psicologia da UFSC defendeu a polifonia dos museus, a exposição de acervos museais em espaços dinâmicos da cidade e a apropriação das tecnologias digitais para a autorrepresentação das culturas e identidades.  Em suma, o museu contemporâneo deve se constituir na mobilidade da vida urbana, incorporar as novas tecnologias e estar atento à pluralidade das culturas. A conferência atraiu uma plateia de cerca de cem pessoas, entre alunos, professores e comunidade em geral para o pequeno auditório do Museu Universitário na tarde da terça (29), abrindo o primeiro evento do ciclo de debates O Pensamento do Século XXI e da série Museu em Curso deste ano.

Fotos: Paulo Noronha/Agecom

Lançador de instigantes neologismos conceituais como “multivíduo performático” e “desnativização” o autor de A cidade polifônica – Ensaios sobre a antropologia da comunicação urbana mostrou que as posturas e performances de corpo são objetos privilegiados das coleções museológicas do presente e propôs que o museólogo suspenda o conceito de nativo, à medida que traduz um olhar colonialista em relação ao outro. “O museu deve favorecer a multiplicação da subjetividade”, afirmou. Dentro desse contexto, é fundamental repensar sua função na sociedade. E para isso, Massimo defende que “a identidade da cultura não pode ser só das raízes”, lembrando a expressão “from roots to routes” (de raízes para rotas): “O museu contemporâneo precisa mudar, de raízes para itinerários. As raízes bloqueiam a cultura, enquanto que os itinerários favorecem as subjetividades”. A artista plástica brasileira Nele Azevedo, de acordo com o antropólogo, exemplifica essa ideia. Criadora de mil homenzinhos de gelo que foram colocados na escadaria da sala de concertos da Gendarmenmarkt, em Berlim, para uma campanha da WWF sobre o aquecimento global realizada em 2009, viu sua obra durar cerca de meia hora. “É interessante pensar na força de um tipo de arte que, descongelando, vira água. Acredito que uma parte do museu deve ser temporária, pois assim ele sempre se renova”.

A renovação dos espaços que abrigam a arte contribuiria para que os espectadores – ou os “performáticos”, que seriam os observadores que interagem mais ativamente com as obras – pudessem experimentar diante do outro, do estranho e do diferente o “estupor”, definido pelo dicionário português Priberam como “efeito, geralmente imobilizante, de grande espanto ou surpresa”. Massimo afirma que o som da palavra o agrada, preferindo relacioná-la ao espanto, mas acredita que essa significação ainda não seja a mais adequada. “A arte precisa modificar a identidade das pessoas. Não posso ser o mesmo depois de interagir com ela”. Mas para que essa transformação possa acontecer, é necessário que o performático se permita se entregar ao estupor. “É o posicionamento corporal em relação ao que é desconhecido e que desejo encontrar. É um momento antes da contemplação, e meu corpo precisa se abrir – boca, olhos, nariz, ouvidos – para absorver a obra de arte”.

A câmera dentro da câmera dentro da câmera

O professor mostrou fotos feitas dos chamados nativos, em que são retratados de maneira inferior aos colonizadores, podendo criar um tipo de deslocamento ou de invasão – “e se pensarmos na definição de ´nativo`, que ´provém de determinado lugar´, um índio seria nativo na Europa?” – defendendo seu direito à autorrepresentação e à desnativização. “Fui convidado pelos Bororos, no início dos anos 1990, a participar do ritual de furação de orelhas, que acontece a cada sete anos. Cheguei com câmeras, e me deparei com três deles gravando a atividade. Meu papel clássico, então, estava em crise; eles precisavam ser os sujeitos que davam sentido ao próprio ritual. Coloquei, nesse momento, minha câmera atrás das deles, enquadrando-as, para registrar o contexto”.

Além dessa multiplicidade cognitiva, que é potencializada também pela internet, Massimo já disse, em entrevista ao blog overmundo, que gosta de ”utilizar o artigo no singular, e o pronome no plural, isto é, o eus”. “O conceito de multivíduo, para mim”, continua, “é um conceito mais flexível, mais adequado à contemporaneidade. Por que significa que multivíduo é uma pessoa, um sujeito, que tem uma multidão de eus na própria subjetividade”. Esse eus também foi representado através de imagem que mostrava uma mulher se despindo da própria pele abrindo zíperes que tinha espalhados pelo corpo, revelando outras camadas epidérmicas. “Como o museu enfrenta o pós-humano, isto é, a arte digital? Que tipo de experiências podemos desenvolver? Quantas peles a gente tem? Há um número limitado? Quais as diferenças entre corpo e tecnologia?”, questiona.

Museu & cinema

Tahuany Coutinho, de 24 anos, é caloura de Museologia e assistiu à palestra. “Gosto da possibilidade de perceber o museu não simplesmente como um espaço onde as obras são expostas, mas sim como oportunidade de transformação através do contato com a arte”. A estudante conta que alguns professores do curso defendem o ponto de vista do antropólogo, e ressalta que o “museu não deve ser para alguém e sim com alguém”. Quase formada em Artes Cênicas, Tahuany veio de São Paulo com a intenção de se graduar em Cinema, mas acabou optando por Museologia por causa do viés antropológico do curso. No entanto, vê semelhanças entre os dois, quando pensa na importância do museu se valer de recursos, como os audiovisuais – como fazem os museus paulistas da Língua Portuguesa e do Futebol -, para envolver os performáticos.

Os projetos ´O Pensamento no Século XXI` e ´Museu em Curso` foram concentrados em torno dessa conferência para evidenciar os desafios das instituições museológicas hoje. Na continuidade do projeto Museu em Curso, a cada mês, será realizada uma palestra voltada para as diversas áreas da teoria e da prática museológica.

Mais informações: 48 3721-8604 ou 9325 ou .

Por Cláudia Schaun Reis/Jornalista na Agecom e
Raquel Wandelli/Jornalista na SeCArte

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