‘A extrema direita ganhou, mas as feministas também ganharam’, afirma antropóloga na UFSC

29/03/2019 12:31

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Durante os meses de fevereiro e março deste ano, a professora  e antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), fez uma peregrinação por 26 universidades norte-americanas para ministrar 35 conferências sobre um mesmo tema: a ascensão da extrema direita e consequente eleição de Jair Bolsonaro no Brasil. Rosana foi convidada para essa viagem aos Estados Unidos pelo Brazil Program, da San Diego State University, por causa da pesquisa etnográfica que vem realizando, juntamente com Lúcia Scalco, sobre o pensamento e comportamento político dos jovens da periferia de Porto Alegre (RS) — precisamente na zona leste, a área conhecida como Morro da Cruz.
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Aula inaugural da Pós-Graduação em Sociologia Política ocorre dia 22 de março

19/03/2018 09:34

Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UFSC promove sua aula inaugural na quinta-feira, 22 de março, às 14h no Auditório do CFH (Bloco E). Intitulada ‘Balanço e Perspectivas do Sistema Partidário Brasileiro‘, a aula será ministrada pela professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Maria do Socorro Braga.

 

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Guilherme Boulos fala sobre crise da democracia e desafios da esquerda em aula magna na UFSC

01/12/2017 11:59

A 3ª aula magna do Centro de Estudos em Reparação Psíquica de Santa Catarina (CERP-SC) trouxe para a UFSC nesta quarta-feira, 29 de novembro, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Democracia ou Barbárie”, o tema da conferência, refere-se à encruzilhada vivida hoje no país. “A crise econômica, junto com a crise política, é algo sem precedentes na nossa história. Desde o fim da ditadura militar, não tivemos momentos tão graves como esses que estamos vivendo desde o ano passado. E por isso é muito pertinente fazer debates e discutir os rumos dessa encruzilhada”, afirmou Boulos.

Segundo ele, o Brasil está passando por retrocessos que são marcados pela dissolução de três pactos nacionais que foram construídos na sociedade brasileira no último século. Um deles é a política implementada nos 13 anos de experiências do governo do PT no país, com seus avanços e problemas. “Nesses avanços nós podemos destacar um conjunto de políticas sociais, de valorização do salário mínimo, que permitiu ao povo mais pobre ter acesso a meios de consumo que antes não tinham. Os elementos progressivos que marcaram esse pacto foram as primeiras vítimas do golpe: alguns deles desmontados, outros destruídos”, observou Boulos. Em seguida, ele citou o pacto constitucional, ameaçado principalmente pela aprovação da Emenda Constitucional 95, que congela os gastos públicos por 20 anos. Ele ressaltou que a aprovação da medida foi realizada a partir de um elemento profundamente antidemocrático: um presidente que não foi eleito estabeleceu a política econômica dos próximos quatro presidentes. “É uma política obrigatória de ajuste fiscal político”. E, por último, Boulos falou sobre o pacto varguista dos anos 40: “Foi aprovada uma reforma trabalhista que rasga toda a proteção ao trabalho que nós tivemos nos últimos 80 anos – o que não foi feito nem na ditadura militar.”
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Seminário Internacional de Direito Ambiental aborda política e regulamentação do clima

09/06/2017 12:30

 

Direito Ambiental em debate na UFSC em seminário internacional realizado no CSE no dia 9 de junho. Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

O Grupo de Pesquisa de Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (GPDA) da UFSC promove o Seminário Internacional de Direito Ambiental “Política e Regulamentação do Clima em face do Estado de Direito Ecológico: Futuro do Acordo de Paris” ao longo desta sexta-feira, 9 de junho, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE), em Florianópolis.

O evento conta com a presença da professora do Departamento de Direito Público e Internacional da Universidade de Olso, na Noruega, Christina Voigt; da professora do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da UFSC, Cristiane Derani; do professor do PPGD, José Rubens Morato Leite, e da professora da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Melissa Ely Melo.
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Simpósio Hannah Arendt debate a existência humana e o ‘amor mundi’

03/06/2017 15:50

Professora Sônia Schio, na conferência de abertura. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

Com o tema “Amor mundi: política, educação e modernidade”, o I Simpósio Hannah Arendt da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ocorreu entre os dias 1 e 3 de junho, com a participação de cerca de 230 pesquisadores de diversos estados brasileiros, como Goiás, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. O evento foi organizado por três estudantes do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFil) – a doutoranda Kelly Janaína Souza da Silva, e os mestrandos Lara Emanuele da Luz e Gabriel Debatin –, sob a coordenação da professora Daiane Eccel, do Departamento de Estudos Especializados em Educação (EED/UFSC).

A ideia de “amor ao mundo” – o amor mundi – foi debatida em diversos momentos do encontro, assim como as tantas outras temáticas desenvolvidas na obra de Hannah Arendt: política, totalitarismo, educação, modernidade e a própria filosofia em si, a “atividade de pensar”. “O que Arendt diz sobre o amor mundi? Ela não é muito prolixa com relação a esse conceito. Mas podemos dizer que esse amor pelo mundo são atitudes de preservação do humano, de suas relações e da natureza”, afirmou a pesquisadora Sônia Maria Schio na conferência de abertura, cujo tema foi “Modernidade, ruptura da tradição e amor mundi: articulações a partir do pensamento de Arendt”.

Sônia é professora do departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel/RS), onde coordena o Grupo de Estudos Hannah Arendt (GEHAr). Autora do livro “Hannah Arendt – história e liberdade: da ação à reflexão” (Editora Clarinete, 2012), a pesquisadora estuda a obra da filósofa alemã há quase 30 anos. Durante toda sua trajetória acadêmica escreveu diversos artigos científicos, além de sua dissertação de mestrado e tese de doutorado, abordando os conceitos de estética, política, ação, reflexão, dignidade, educação, entre outros.

Professora Sônia Schio e o coordenador do Programa de Pós-graduação em Filosofia, Roberto Wu, na conferência de abertura. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

O tema central de sua palestra foi a relação do pensamento de Hannah Arendt com a noção de utopia desenvolvida nas obras de três autores dos séculos XVI e XVII: “Utopia”, de Thomas Morus; “A cidade do sol”, de Thommaso Campanella; e “Nova Atlântida”, de Francis Bacon. A pesquisadora descreveu brevemente a cidade ideal imaginada por cada um deles, para então partir para a indagação: “A pergunta que eu me fiz foi: por que diferentes pessoas, em diferentes países, quase na mesma época, escreveram sobre utopia? Será que o mundo no qual viviam não estava a contento? Os utopistas demonstram, em suas obras, essa instabilidade, essa mudança de mentalidade? Minha hipótese é que sim. E se eles sentiam o mundo em transformação, em crise, então me parece que Hannah Arendt tem razão em dizer que o século XVII é um século de virada, de ruptura.”

Esse cenário instável, “em crise”, teria criado as condições que tornaram possível a emergência do totalitarismo. “Por isso há consistência teórica na afirmação de Arendt de que o totalitarismo tem relação com esse período”, explica Sônia. A tradição, segundo ela, não tem só o aspecto negativo, que é o de tentar nos moldar a certas atitudes. Tem também o aspecto positivo de “ligar uma geração à outra”: “Quando não sei como agir, recorro à uma premissa maior, que vem por tradição, seja da educação formal ou informal, onde encontro uma regra geral para o meu agir. É nesse fio da navalha, entre o lado positivo e negativo da tradição, que sobrevivemos. E quando não há uma tradição? Quando não tenho uma referência para saber como devo me vestir ou educar meu filho? É quando não sabemos o que fazer que surge a crise e a ruptura” – e um ambiente propício para se instalar “um governo como o nazista, que perverte todas as regras”.

Natalidade e amor mundi

Professor Rodrigo Ribeiro Alves Neto, da Unirio. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/UFSC.

Outra atividade de destaque no simpósio foi o minicurso “Mundo e Desmundanização em Hannah Arendt”, ministrado por Rodrigo Ribeiro Alves Neto, professor do departamento de Filosofia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e autor da obra “Alienações do Mundo: uma interpretação da obra de Hannah Arendt” (Edições Loyola, 2009). Durante duas tardes, o pesquisador expôs o conteúdo de seu livro, refletindo também sobre o próprio ato de pensar, sobre o papel da filosofia.

Rodrigo explica que é no caráter comum, compartilhado do mundo que está a principal preocupação filosófica de Hannah Arendt. “Procuro explicitar, no livro, como a existência humana, para Arendt, só realiza a plenitude do seu vigor por um cultivado amor ao mundo. Ou seja, por meio de uma implicação corajosa, um engajamento responsável, um pertencimento ativo dos homens ao mundo.” Os laços que ligam o homem ao mundo comum estão, portanto, no cerne do pensamento da filósofa. Entretanto, adverte o professor, “muito mais do que simplesmente compreender a obra de Hannah Arendt, nosso esforço deve ser o de compreender a nós mesmos. Compreender o que somos e não somos, o que fazemos e não fazemos, o que pensamos e não pensamos, na situação atual da nossa existência.”

Professor Adriano Correia, da UFG. Foto: Daniela Caniçali/Agecom/UFSC.

O simpósio também contou com a presença do presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof), Adriano Correia Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG). O professor, que proferiu a conferência “Política, formação, república: o amor mundi como sentimento político fundamental”, foi o responsável pela apresentação e revisão da última edição da tradução brasileira da obra “A condição humana”, de Hannah Arendt. Em sua palestra, Alexandre abordou, sobretudo, o tema da natalidade, a que Arendt se dedicou “desde suas primeiras incursões juvenis pela filosofia”.

“A natalidade não é idêntica ao nascimento e consiste nessa condição inaugural fundamental. Enquanto o nascimento é um acontecimento, um evento, por meio do qual somos recebidos na terra em condições em geral adequadas ao nosso crescimento enquanto membros da espécie, a natalidade é uma possibilidade sempre presente de atualizarmos, por meio da ação, a singularidade da qual o nascimento de cada indivíduo é uma promessa. É a possibilidade de assumirmos a responsabilidade por termos nascido e de nascermos assim também para o mundo; possibilidade, enfim, de que nos tornemos mundanos, amantes do mundo”, explicou o pesquisador. Esse “nascer para o mundo” seria o engajamento na vida política por meio da ação e do discurso.

Livro do professor da USP, José Sérgio Fonseca de Carvalho, lançado durante o Simpósio.

Além das conferências e do minicurso, a programação do simpósio incluiu a apresentação de 42 trabalhos e o lançamento de dois livros: “Educação, uma herança sem testamento: diálogo com Hannah Arendt“, de José Sérgio Fonseca de Carvalho, professor de Filosofia da Educação da Universidade de São Paulo (USP); e a coletânea “Hannah Arendt: a educação e a crise no mundo moderno”.

Mais informações pelo e-mail: ou pelo Facebook.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

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Documentário #Resistência! será exibido nesta quarta na concha acústica

15/05/2017 17:08

O Cine Vaudeville, projeto de extensão do curso de Cinema da UFSC, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), exibirá o documentário #Resistência! nesta quarta-feira, às 19h. A atividade ocorre na concha acústica, em frente ao CCE. Se chover, a exibição será transferida para o Estúdio do bloco D do CCE (térreo).

Sinopse: Entre maio e agosto de 2016, o Legislativo votou o afastamento da primeira mulher eleita presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. Como resposta ao processo, dezenas de edifícios públicos foram ocupados, exigindo direitos constitucionais como cultura, educação, igualdade de gênero e democratização da mídia. #Resistência segue estes movimentos de ocupação e os gritos nas ruas durante os meses que culminaram com o impeachment de Dilma Rousseff e em seu vice, Michel Temer, tomando posse como presidente do Brasil. #Resistência é dirigido e narrado por Eliza Capai, que frequentou as ocupações da Alesp, Minc-RJ, Funarte-SP, a Marcha das Vadias RJ e a Parada LGBTT de São Paulo, entre os meses de abril e agosto de 2016.

Serviço

Quando: quarta feira, 17 de maio, às 19h.

Onde: concha acústica do CCE.

Mais informações pelo Facebook.

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Seminário internacional de direito ambiental aborda política e regulamentação do clima dia 9 de junho

06/04/2017 13:01

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O Grupo de Pesquisa de Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (GPDA) convida a  comunidade para o seminário internacional de direito ambiental “Política e Regulamentação do Clima em Face do Estado de Direito Ecológico: Futuro do acordo de Paris”. O evento será realizado no dia 9 de junho, a partir das 9h, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE) da UFSC.
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Mostra de curtas exibe produções cinematográficas que discutem política e ditadura

17/10/2016 13:18

[Foto: Divulgação]

[Foto: Divulgação]

O Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), juntamente com o Centro Acadêmico de Filosofia, realizará na próxima sexta, 21 de outubro, às 19h, a “I Mostra de Curtas – Ciclo de Cinema, Filosofia, Política e Ditadura”, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). A exibição contará com curtas, longas e documentários sobre a ditadura militar brasileira, além de homenagem ao artista plástico Antônio Benetazzo, militante perseguido e morto pelo governo durante o período. O evento é gratuito e aberto à comunidade.

Confira a programação:

Filme: Entre Imagens – Intervalos (2016)
Direção: André Fratti e Reinaldo Cardenuto

Filme-ensaio sobre o artista plástico, professor de Filosofia e de História da Arte e dirigente do Movimento de Libertação Popular (Molipo), Antonio Benetazzo, morto no dia 28 de outubro de 1972 por agentes da ditadura militar brasileira.

Filme: Maranhão 66 (1966)
Direção: Glauber Rocha

Documentário curta-metragem de Glauber Rocha que, originalmente foi encomendado por José Sarney em sua posse pelo governo do Estado do Maranhão em 66, não foi utilizado para esse mesmo devido ao teor do conteúdo.

Filme: Um Golpe, 50 Olhares (2015)
Direção: Colaborativa

Produção colaborativa que busca retratar o olhar da sociedade brasileira sobre os anos de chumbo no Brasil – 50 anos de golpe civil militar. Reúne 50 vídeos de um minuto de duração produzidos por realizadores de diferentes estados do país. O projeto é fomentado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, por meio do Projeto Marcas da Memória, e organizado pela ONG Criar Brasil – Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio.

Mais informações pelo e-mail

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Política, subjetividade e antagonismo no contemporâneo em debate nesta quinta na UFSC

03/04/2014 07:30

O Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSC promove nesta quinta-feira, 3 de abril, às 14h, na sala 301 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a palestra Política, subjetividade e antagonismo no contemporâneo com o professor Marco Aurélio Máximo Prado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Marco Aurélio Máximo Prado é pesquisador na área de Psicologia Social e Política, atuando principalmente nos seguintes temas: psicologia comunitária, ações coletivas, comportamento político, identidade coletiva e movimentos sociais, políticas públicas e participação social, homossexualidades, sexualidades, homofobia, gênero e movimentos sociais.

Informações: (48) 3721-9984

 

 

Tags: antagonismocontemporâneoMarco Aurélio Máximo PradopolíticaPrograma de Pós-Graduação em Psicologiasubjetividade

Professora faz crítica à política educacional do governo do Estado

20/06/2012 13:09

Fazendo menção ao título do evento, a professora Claudete Mittman perguntou aos presentes na mesa da manhã desta quarta-feira da XXXIII Semana de Geografia (Semageo), na UFSC: “Como inserir Santa Catarina na economia mundial com a educação que temos?” Esta etapa da semana discutiu o quadro educacional catarinense e contou também com a presença da professora Helenira Vilela, que leciona no Instituto Federal de Santa Catarina (IF/SC) e falou de sua experiência e de suas percepções sobre o ensino em diferentes níveis, apontando os poucos avanços e os muitos problemas que o setor enfrenta no Estado. A Semageo, que vai até sexta-feira, tem como tema central “Santa Catarina e sua inserção na economia internacional: dilemas e desafios”.

De acordo com os números apresentados por Claudete Mittman, que é ligada ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), existem hoje 35.373 professores estaduais, mas 19.975 estão na categoria de “leigos”, ou seja, são os admitidos em caráter temporário (ACT), e apenas 15.398 são efetivos. Dizendo-se orgulhosa por ser alfabetizadora, ela coloca Santa Catarina entre os estados com maiores deficiências, especialmente no ensino médio, onde apenas 50,2% concluem a etapa – por não conseguirem acompanhar o conteúdo ou porque começam a trabalhar – e cerca de 90% dos egressos não aprendem o mínimo necessário. “Esses números refletem os índices nacionais”, diz ela.

Santa Catarina também não vem pagando o salário determinado pela lei do piso nacional e tenta, segundo a professora, implantar de forma arbitrária o sistema de ensino integral. Há oito anos não existem concursos para a admissão de professores de ensino médio e há 15 anos não se reforça o quadro nas séries iniciais. O resultado é que faltam mestres nas disciplinas de matemática, biologia e ciências em muitos municípios, e até de geografia e história nas cidades mais distantes. “Só com a organização da sociedade e a pressão sobre os governantes é que poderemos reverter esse quadro”, alerta.

Dispersão do setor – Para Helenira Vilela, formada em matemática pela UFSC, o maior problema é que “não se conhece o papel da escola no Brasil”. Isso provoca a dispersão da função da educação formal, problema que coloca o país entre os mais problemáticos, do ponto de vista do ensino, na América Latina. “Nem os pais sabem por que e de que forma os filhos estão sendo educados”, afirma. O resultado são alunos que saem da escola, após oito anos de estudos, sem saber ler e fazer as operações básicas de cálculo.

Helenira Vilela acha que uma das saídas é manter os estudantes na escola por mais tempo – no Brasil, é média é de 4,13 horas por dia, contra oito horas em Cuba, onde a educação é considerada modelar. Também é essencial melhorar a qualidade do ensino, investir na valorização profissional dos professores e estruturar o setor, de forma a impedir que “gente que não aprende avance e chegue à pós-graduação”.

Conhecedora da área, porque lecionou em todos os níveis (incluindo uma escola do MST no meio-oeste catarinense), ela chama a atenção para o risco da municipalização pretendida pelo governo do Estado, porque a maioria das prefeituras não terá como arcar com o aumento das despesas decorrentes dessa medida.

Mais informações com os organizadores da Semageo, Carlos Espíndola, telefone (48) 9164-8819, e José Messias Bastos, fone (48) 8436-0745.

Por Paulo Clóvis Schmitz/Agecom

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Conversa sobre política de saúde indígena

27/02/2012 09:56

Conversa sobre “Política de saúde indígena em ação: refletindo sobre legitimidades em disputa”, com a professora Carla Costa Teixeira (LASS – Universidade de Brasília), nesta terça, dia 28, das 10h30min às 12 horas, na sala 334 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. A promoção é do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Instituto Brasil Plural e dos Núcleos de Pesquisa Transes e MUSA.

Contato: Professor Alberto Groisman – Telefone: 3721-9714 – ramal 27, e-mail: .

Tags: Conversaindígenapolítica

Cursos livres e gratuitos sobre a América Latina

04/11/2011 14:59

O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/UFSC) continua  oferecendo cursos livres  sobre temas relacionados à América Latina. O primeiro foi sobre “Estado e movimentos sociais na América Latina”, ministrado por Luiz Vicente Vieira, da Universidade Federal de Pernambuco.  Na próxima semana, dias 7, 8 e 9 de novembro,  é a vez de discutir “Concentração de renda e políticas sociais no México”, com o professor Sergio Cabrera, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).  A inscrição é gratuita e deve ser feita com antecedência,  através do correio eletrônico do IELA: . Há 60 vagas disponíveis em cada um dos cursos. Agende-se e inscreva-se. 

Mais informações: 3721-6483.

Confira a programação deste curso e do próximo, também marcado  para este mês de novembro:

“México: concentração da renda e políticas sociais”
Ministrante: Sergio Cabrera – Prof. de Economia da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM)

As profundas transformações operadas no capitalismo mexicano a partir da entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio entre México-Estados Unidos-Canadá, em 1994, revelam finalmente que a promessa originária de modernização com desenvolvimento fracassou completamente. Contudo, este fracasso não deixou de produzir resultados extraordinários para o processo de acumulação de capital em favor do capital nacional e multinacional. Revelou também que o estado mexicano foi profundamente transformado em favor das classes dominantes com graves conseqüências para o sistema político do país. Igualmente importante foram as transformações da política externa do país que se tornaram mais alinhadas com os interesses de Washington e, em conseqüência, maior distanciamento de uma política comum latino-americanista. Essas discussões e suas relações com o Brasil serão tema do curso.

Dias 07, 08 e 09 de novembro – Das 14h às 18h – – Auditório do Curso de Administração – CSE – primeiro andar – Bloco C – sala 217

3 – As transformações do capitalismo contemporâneo na América Latina
Ministrante: Nildo Ouriques – Prof. de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina
 
As transformações do capitalismo dependente latino-americano foram profundas nas duas últimas décadas. A vigência da lei do valor em escala planetária com a diminuição do poder estatal dos países periféricos levaram a grandes transformações na economia, no estado e nas classes sociais. Após intenso processo de transnacionalização da produção e perda de direitos dos trabalhadores surgiu recentemente uma nova onda desenvolvimentista, especialmente importante após a erupção da crise mundial do capital inaugurada a partir de setembro de 2007 cujos efeitos ainda não são totalmente visíveis e cujo fim ainda não se avizinha. O otimismo desenvolvimentista assume, portanto, caráter ideológico e é incapaz de oferecer uma real alternativa para os grandes problemas que caracterizam o capitalismo dependente latino-americano.

Dias 21 e 23 de novembro – Das 14h às 18h – miniauditório da Economia – segundo andar – CSE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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