Pesquisa busca entender processos envolvidos na metástase e no reaparecimento de cânceres

18/07/2022 16:07

Células tumorais que se disseminam para a medula óssea sobrevivem mesmo após o tratamento quimioterápico e podem levar ao reaparecimento da doença. Foto: National Cancer Institute/Unsplash

Em seu novo projeto de pesquisa, o professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Edroaldo Lummertz da Rocha procura compreender o processo de metástase do câncer de mama para a medula óssea e como se dá seu envolvimento no reaparecimento do tumor mesmo muitos anos após o tratamento com sucesso do tumor primário. O trabalho, que pode colaborar para o desenvolvimento de novas terapias que reduzam a propensão de reaparecimento de tumores, foi um dos dez selecionados na quinta chamada pública de apoio à ciência do Instituto Serrapilheira, uma instituição privada de fomento à ciência.

Definida como a disseminação de células cancerosas para órgãos secundários, a metástase é a principal causa de morbidade e mortalidade relacionada ao câncer. Após a resseção do tumor primário, as células tumorais que se disseminaram para a medula óssea no início da formação do tumor sobrevivem mesmo após o tratamento quimioterápico, levando ao reaparecimento da doença meses ou anos após o tratamento bem-sucedido do tumor primário. “Ao chegar na medula óssea, estas células tumorais do câncer de mama entram em um estado de quiescência, permanecendo em repouso por muitos anos, se escondendo da destruição mediada por células imunológicas, e também sendo resistentes ao tratamento quimioterápico. Porém, por fatores ainda pouco compreendidos, estas células tumorais em repouso são reativadas anos depois, levando ao surgimento de metástases ósseas, que podem também se espalhar para múltiplos órgãos”, explica Edroaldo.

Ainda não está claro, no entanto, como essas células tumorais metastáticas se adaptam e sobrevivem na medula óssea durante os estágios iniciais do desenvolvimento do tumor, adquirem quimiorresistência durante o tratamento adjuvante e são reativadas para gerar metástase óssea, e possivelmente para outros órgãos. O estudo de Edroaldo pode ajudar a compreender os detalhes celulares e moleculares desses processos – o que é fundamental para encontrar possibilidades terapêuticas.
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Equipes de competição desenvolvem energia para mobilidade

15/07/2022 12:08

 

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Imagem: UFSC Baja

Quando se fala em desenvolvimento tecnológico, também se fala em energia. Isto porque é ela que sustenta essas tecnologias. Porém, o que vemos é um cenário em que os recursos energéticos tradicionais estão se esgotando e causam dano ambiental severo.

Este talvez seja até um ponto da discussão já incorporado ao senso comum: dependemos de energia, mas exaurimos o planeta para gerá-la. Aí vêm as fontes alternativas, renováveis e menos poluentes que apresentam novidades, mas enfrentam resistência para se popularizar. Falta infraestrutura para suportá-las, ou pouco as pessoas sabem a respeito.

As equipes de competição ligadas aos centros de tecnologia dos campi de Florianópolis e Joinville projetam, manufaturam e concorrem com seu produto em eventos de inovação tecnológica. Multidisciplinares, são formadas por alunos de diferentes cursos e centros.

Na UFSC, algumas são ligadas à matriz energética alternativa: Babitonga e Vento Sul com barcos solares, e Eficem e Ampera Racing com veículos elétricos. Outras equipes, como a UFSC Baja, que tem carros a combustão, começam a buscar alternativas.

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UFSC é a sexta melhor universidade da América Latina no ranking da Times Higher Education

14/07/2022 15:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a sexta colocada no ranking de melhores universidades da América Latina publicado pela Times Higher Education (THE). Entre as instituições brasileiras, a UFSC fica com a quarta posição. 

THE é uma revista inglesa que publica notícias e artigos referentes à educação superior. Afiliada ao jornal The Times, anualmente elabora um conjunto de rankings que estão entre os mais abrangentes, equilibrados e confiáveis do mundo. Para avaliar as universidades, são considerados 13 indicadores, como ensino, pesquisa, citações, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

Neste ano, foram avaliadas 197 universidades de 13 países. As cinco primeiras colocações ficaram, respectivamente, com a Pontificia Universidad Católica de Chile, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, no México.

Em relação ao ano passado, a UFSC subiu cinco posições. No ranking de 2021, a instituição ocupou a 11ª colocação geral e a quinta entre as instituições brasileiras.

O ranking completo está disponível no site da Times Higher Education.

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Perda dentária não pode ser desvinculada das opressões estruturais, aponta estudo de professor da UFSC

12/07/2022 09:00

Um estudo realizado com três diferentes bases de dados e a partir de informações de 107.935 pessoas concluiu que as intersecções do sexismo estrutural com o racismo estrutural e a desigualdade de renda aumentam as chances de perda dentária total em idosos com 65 anos ou mais dos Estados Unidos da América (EUA). A investigação utiliza a teoria ecossocial sobre a distribuição de saúde e doença nas populações humanas para demonstrar como o corpo manifesta questões associadas à vida, às características identitárias e ao trabalho, por exemplo.

A pesquisa foi liderada pelo professor João Luiz Dornelles Bastos, do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, e lança um olhar para a perda dentária – tecnicamente denominada de edentulismo – a partir das características dos indivíduos e dos estados onde eles vivem. Helena M. Constante, Helena S. Schuch e Dandara G. Haag, junto com a professora Lisa M. Jamieson, são co-autoras do trabalho, publicado no Journal of Public Health Dentistry.

As análises foram baseadas em três fontes de dados: o questionário da Behavioral Risk Factor Surveillance System – sistema de pesquisas telefônicas relacionadas à saúde nos Estados Unidos, além de um estudo que estimou os níveis de racismo e sexismo estrutural e desigualdade de renda para cada estado norte-americano e do censo demográfico do país.

As iniquidades raciais no edentulismo e as estimativas de racismo e sexismo estrutural e de desigualdade de renda foram plotadas em mapas que destacam, em cores, onde esses problemas são mais preocupantes. Os indicadores gerais confirmam uma hipótese de que a perda dentária total é condicionada por questões estruturais: nos estados com altos níveis de racismo, sexismo e desigualdade de renda, os respondentes negros são mais afetados pela perda dentária total do que os brancos.

Clique para ampliar (Fonte: autores)

Segundo o professor, o estudo é o primeiro a demonstrar empiricamente o fato. “Se você reside num estado norte-americano em que os níveis de racismo, sexismo e desigualdade de renda são elevados, a chance de você ter perda dentária completa é mais elevada, especialmente se você for negro. Supomos que esses estados têm serviços de saúde menos acessíveis e apresentam maiores níveis de segregação, forçando a população negra a ter condições de trabalho e de moradia precárias”, contextualiza. “A restrição no acesso aos serviços de saúde bucal e as piores condições de vida e trabalho são causas importantes da perda dentária”, explica.

Os níveis de racismo e sexismo estrutural e desigualdade de renda foram extraídos de um estudo sobre os impactos dos sistemas de opressão na saúde, liderado pela socióloga Patricia Homan, do Programa de Saúde Pública da Universidade da Flórida. O racismo estrutural, por exemplo, foi reconhecido a partir de nove indicadores de desigualdade racial em cinco diferentes domínios da vida: judicial, educacional, político, econômico e habitacional.

Conforme os pesquisadores, os resultados do trabalho dão credibilidade à hipótese de que as iniquidades raciais em saúde bucal não podem ser desvinculadas de forças sociais que alocam poder e recursos de forma injusta e diferenciada entre os grupos populacionais. “A distribuição desigual dessas causas fundamentais das iniquidades em saúde não é alcançada apenas ao longo de linhas raciais, mas também com e através de linhas de gênero e classe, como as estudiosas da interseccionalidade têm argumentado há muito tempo”, observam, no texto.

Causas diversas

Professor investiga perda dentária a partir da abordagem da teoria ecossocial

Bastos explica que a perda dentária total pode ter diversas causas, desde a doença periodontal, de natureza inflamatória, considerada um problema frequente entre idosos, até a extração dos dentes em razão da cárie dentária, doença provocada por bactérias presentes na boca.

Mas, segundo o pesquisador, há outros fatores a serem considerados. Ele cita como causas intermediárias o acesso restrito a serviços de saúde bucal de qualidade. “O que acontece quando um profissional lhe atende poucas vezes? Ele não consegue tomar medidas para prevenir a perda dentária. Não consegue restaurar, não consegue tratar aquela doença periodontal que está amolecendo já o dente”.

Além disso, ele lembra que muitas vezes o paciente só tem acesso a um serviço mutilador, em que a abordagem do profissional pode ser, ao invés de conservar o dente, extrai-lo. “Essa é uma prática ainda disseminada: um tratamento mutilador que é oferecido para as pessoas, principalmente os segmentos mais excluídos da população”.

O estudo, por outro lado, aborda o que seriam as chamadas ‘causas distais’ do problema: aquelas que estão na estrutura, na base da perda dental entre os idosos. “O artigo trata das causas das causas. Nos estados em que os altos níveis de sexismo estrutural se combinam com altos níveis de racismo estrutural ou desigualdade de renda, a chance de perda dentária é mais elevada”, disse. Nos mapas plotados no estudo, é possível perceber que os níveis mais altos de racismo estrutural, sexismo estrutural e desigualdade de renda estão concentrados regionalmente, com alguma predominância no sul.

Estados como Minnesota e West Virginia apresentaram frequências ligeiramente mais altas de edentulismo entre brancos do que negros. Já no Havaí, por exemplo, a prevalência de edentulismo foi de 58,8% entre negros e 6,7% para brancos, correspondendo a uma diferença de 8,2 vezes – a maior do país. “Vale a pena mencionar que a magnitude da iniquidade racial no edentulismo foi maior nas regiões Sul, Centro-Oeste e Meio-Atlântico, onde níveis mais elevados de sexismo estrutural e desigualdade de renda foram observados. As regiões Oeste e Noroeste também foram marcadas por altos níveis de racismo estrutural e de iniquidade racial na perda dentária”, pontuam, no artigo, os pesquisadores.

Brasil está no horizonte das investigações

Segundo o professor, a pesquisa foi realizada com dados norte-americanos por conta da disponibilidade de informações. “Em outros países, é preciso que pesquisadores se dediquem a esse tópico para estabelecerem os critérios da pesquisa”. Para o Brasil, por exemplo, ele lembra da dificuldade de acesso a determinados indicadores, como os de distribuição racial no sistema prisional, que poderiam contribuir com a definição dos níveis de racismo. Outra questão são os investimentos escassos em pesquisa. “Mesmo assim, temos muita gente mobilizada para fazer esses trabalhos, incluindo, por exemplo, os membros do Grupo Temático de Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva”, comenta.

Bastos se refere à abordagem ecossocial, que trata do conceito de incorporação ao considerar que o corpo é retrato do meio em que vive. “O ponto é que a gente incorpora na nossa biologia, no nosso corpo humano, todo o ambiente em que a gente vive e todas as nossas experiências”, diz. “Por isso, é preciso levar em consideração processos mais amplos, como o racismo estrutural, o sexismo estrutural e a desigualdade de renda, incluindo seus impactos sobre a saúde”.

Demonstrar empiricamente isso é uma forma de considerar o que se chama de interseccionalidade – sistemas de opressão que operam em conjunto e se co-constituem. “A desigualdade racial na perda dentária foi modulada pelos níveis de sexismo. O racismo é o principal processo, mas ele não opera isoladamente, age em conjunto com outros sistemas de opressão”. O professor, que investiga a temática racial desde o início da carreira, agora trabalha na síntese de dados de toda a população estadunidense, não só dos idosos, foco do artigo.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Egresso da UFSC desenvolve cadeira de rodas para cães com barras flexíveis e baixo custo

11/07/2022 14:00

Apesar de não ter qualquer tipo de deficiência, Teresa Cristina, a Tetê, foi uma das primeiras a testar a cadeirinha. Foto: Rafaella Whitaker/Agecom/UFSC

Uma cadeira de rodas para cachorros de baixo custo, com tamanho e cores personalizáveis, design inspirado em carros esportivos e hastes flexíveis que permitem a movimentação lateral do animal, enquanto mantém sua coluna estável. Tudo fabricado por impressão 3D. Essa é a Petwheels, desenvolvida pelo designer de produto Artur Donadel Balthazar como parte de seu projeto de conclusão de curso na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob orientação de Regiane Trevisan Pupo, professora do Departamento de Expressão Gráfica e coordenadora do Pronto 3D – o Laboratório de Prototipagem e Novas Tecnologias Orientadas ao 3D. 

O invento, que teve sua patente depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi) em fevereiro deste ano, encontra-se em fase de testes, mas já é possível destacar uma série de diferenciais em relação às cadeiras de rodas disponíveis atualmente no mercado. O principal deles são suas barras laterais: ao mesmo tempo em que garantem a estabilização da coluna, elas são maleáveis e permitem que o animal mexa seu tórax para os lados, um movimento natural dos cachorros, impedido pelas cadeiras de rodas comuns.

“Isso é um diferencial que nenhuma outra cadeirinha apresenta, e que eu percebi durante a etapa de observação. A questão do cachorrinho é muito difícil, porque tu não tens um ser humano com quem tu podes conversar e perguntar o que está sentindo. O cachorrinho, tu tens que observar e tentar te colocar no lugar dele. Durante a pandemia, eu fiquei bem limitado em termos de poder visitar locais, então observei muito pela internet e tentava sempre entender o que o cachorrinho estava sentindo ali. Uma coisa que eu percebi bastante forte é justamente essa questão da imobilidade dele. Uma vez que ele está com a cadeirinha, ele fica imóvel. Parece que ele não consegue se mexer para lugar nenhum. Ele está ali tendo que fazer aquele movimento travado”, relata Artur. 
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Gestão de Irineu e Joana assume mandato na Reitoria em sessão solene

08/07/2022 17:29

Com muitos aplausos, música e uma apresentação cultural e ancestral de estudantes indígenas, o professor Irineu Manoel de Souza e a professora Joana Célia dos Passos participaram da sessão solene de transmissão do cargo de reitor, realizada nesta sexta-feira, 8 de julho, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde segunda-feira, 4 de julho, eles estão à frente da gestão da UFSC, após serem escolhidos em consulta informal à comunidade universitária, referendados pelo Conselho Universitário e nomeados em ato presidencial. O mandato, que tem duração de quatro anos, foi transmitido pelos professores Ubaldo Cesar Balthazar e Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto.

O professor Irineu reconheceu os desafios dos últimos anos e os esforços da última gestão diante de problemas que afetaram a vida acadêmica, como a pandemia de covid-19, por exemplo. Ele destacou que, agora, inicia-se um um novo momento, com a comunidade tendo compreendido o sentido do movimento proposto durante a campanha e endossado pelas urnas e pelos conselheiros. Segundo ele, a busca da qualidade do ensino, pesquisa e extensão será somada aos esforços de tornar a instituição “mais humana, inclusiva, preocupada com o seu entorno, sociedade e com o mundo”.

Os princípios e diretrizes construídos junto com a comunidade universitária, em diálogo com estudantes, docentes e técnicos administrativos foram elencados pelo novo reitor, destacando-se o compromisso com a transparência. O reitor lembrou que a UFSC é patrimônio do povo brasileiro, responsável pela formação de quadros técnicos e científicos de relevância para a sociedade. Irineu também manifestou que a instituição seguirá com sua “preocupação acadêmica, humana, política e social” e trabalhando “com toda a responsabilidade, buscando uma gestão humana e alegre”.

A vice-reitora Joana Célia dos Passos, primeira mulher negra a assumir o posto na UFSC em toda a história, ressaltou que, ao tornar-se vice-reitora, não deixa de lembrar da história de tantas mulheres, pontuando também a importância da paridade de gênero na distribuição dos cargos de gestão da UFSC. Joana mencionou a importância da universidade na ação política e na construção da autonomia dos sujeitos, com liberdade de ser e de pensar.
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Núcleo lança informativo sobre economia catarinense

07/07/2022 15:13

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense da Universidade Federal de Santa Catarina (Necat/UFSC) publicou, nesta quarta-feira, 7 de julho, uma nova edição do Informativo Necat, que trata de vários temas relativos à economia catarinense.  

O boletim traz seis artigos. Um dos temas tratados é a produção industrial catarinense, que, de acordo com a publicação, obteve uma expansão de 3,3% em abril. Já o setor de serviço no estado apresentou uma retração de -2,6%. O informativo também contém textos sobre a retração do varejo, que tem o menor acumulado em doze meses desde março de 2021, e do rendimento médio dos trabalhadores catarinenses no 1º trimestre de 2022, 7,4% inferior ao mesmo período de 2021. O material também aponta a tendência de estagnação do emprego formal em SC. 

O Necat é coordenado pelo professor Lauro Mattei, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e do Programa de Pós-Graduação em Administração da instituição.

Tags: Economiaeconomia catarinenseNecatUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Piape promove apresentação de pesquisas sobre ecologia e sustentabilidade

05/07/2022 10:41

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organiza nesta quarta-feira, 6 de julho, a apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), projetos de dissertação ou tese com a temática de Ecologia e Sustentabilidade. A atividade tem início às 17h e transmissão pelo canal do Piape no Youtube.

O objetivo desta ação é socializar trabalhos já realizados com estudantes de graduação, oferecendo subsídios teórico-metodológicos referentes à estrutura e ao processo de elaboração dos projetos de pesquisa e TCCs.

Confira os trabalhos a serem apresentados:

– Distúrbios causados pelo manejo com pastejo e fogo alteram a distribuição de uma espécie chave e a dinâmica floresta-campo na região altomontana do Sul do Brasil – Fernando Rosa

– Ecologia e manejo pesqueiro em uma perspectiva da teoria dos jogos – Eric Azavedo

– Ecologia da Paisagem da Planície Entre Mares na Ilha de Santa Catarina: Conectividade entre fragmentos de vegetação através de corredores ecológicos – Talita Goes

– Monitoramento da Mastofauna de Médio e grande porte no parque estadual Rio Canoas – Monalisa Camargo

O link para assistir à atividade: 

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Primeira dissertação da Fonoaudiologia traz dados sobre triagem auditiva neonatal

05/07/2022 09:29

Imagem de RitaE por Pixabay

O panorama da prevalência de doenças transmissíveis a partir de análises sobre a triagem auditiva neonatal é o objeto de estudo da primeira dissertação do Programa de Pós-graduação em Fonoaudiologia, que será defendida nesta terça-feira, 5 de julho, às 13h30, no Auditório do curso de Enfermagem. A pesquisa Saúde auditiva de neonatos: Panorama da prevalência de doenças transmissíveis e análise de indicador de qualidade em um serviço de triagem auditiva neonatal, de Eduarda Besen, foi orientada pela professora Patrícia Haas, com co-orientação de Karina Mary Paiva. O estudo surgiu a partir de uma demanda de serviço de atenção primária para verificar a frequência de Toxoplasmose, Rubéola congênita, Citomegalovírus, Sífilis congênita, Herpes e HIV e suas possíveis associações com resultados da Triagem Auditiva Neonatal Universal (Tanu).

Esse procedimento é assegurado como direito legal do recém-nascido e deve contemplar todos os bebês, com o objetivo de identificar a deficiência auditiva. “Os dados apresentados poderão fornecer subsídios para a reflexão sobre a atuação dos profissionais de saúde na atenção à saúde, para a promoção da integralidade do cuidado da população infantil e ampliação do seu acesso à saúde, além de efetivar e fortalecer a triagem garantindo a continuidade de assistência”, explicam as pesquisadoras.

O estudo chegou a dados que apontam um cenário de queda para os casos de sífilis congênita entre os anos de 2017 e 2021. O percentual variou de 1,55% para 1%, o que pode estar relacionado, de acordo com a pesquisa, com o aumento das medidas de prevenção primária que auxiliam na redução de casos das infecções congênitas.

Entre 2017 a 2019, verificou-se que 351 (1,7%) neonatos falharam na Triagem Auditiva Neonatal e 363 (1,7%) apresentavam sífilis congênita. Com relação à idade materna, houve maior frequência (53,5%) de mães com idades entre 20 e 29 anos na amostra. Ainda, na análise ajustada, os recém-nascidos com sífilis congênita apresentaram 3,25 vezes mais chance de falhar na triagem.

Outro dado do estudo é com relação a frequência da infecção congênita em neonatos nos últimos cinco anos: a sífilis congênita foi a mais frequente (1,59%), seguida pelo HIV (0,87%). A de menor observação foi a rubéola (0,029%). A pesquisa também constatou que, em 2021, os neonatos com possível transmissão vertical do HIV apresentam seis vezes mais chances de falhar na triagem auditiva.

Além disso, a primeira dissertação defendida no PPGFON também constatou que a redução nos indicadores de sífilis congênita pode estar relacionada com a abordagem da equipe multiprofissional. “Espera-se que o conhecimento produzido nesse estudo forneça subsídios para a reflexão sobre a atuação dos profissionais de saúde nos três níveis de atenção à saúde, para a promoção da integralidade do cuidado da população infantil e ampliação do seu acesso à saúde além de efetivar e fortalecer a triagem garantindo a continuidade de assistência”, apontam as pesquisadoras.

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Boletim aponta aumento de óbitos por covid-19 em SC

04/07/2022 14:21

O Núcleo de Estudo de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 4 de julho, a 26ª edição de seu informe semanal sobre a covid-19 em Santa Catarina. Intitulada Óbitos por Covid-19 aumentaram muito na última semana, a publicação é assinada por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana analisada – de 25 de junho a 1º de julho – foram notificados 13.009 novos registros da doença, uma média de 1.858 casos por dia. Os casos ativos aumentaram 24% durante o período considerado, implicando em mais 2.916 pessoas positivadas. “Esse aumento dos casos ativos decorre do fato que há semanas estão sendo registrados elevados números de casos novos, comprovando que a circulação do vírus no estado continua bastante acelerada”, informa o estudo. Já os óbitos apresentaram uma oscilação maior que a registrada na semana anterior, fazendo com que a média diária se situasse no patamar de 10,3 mortes diárias, representando a ocorrência de mais 72 mortes pela doença.

O informe também chama a atenção para o quadro de vacinação no estado. “Nota-se uma situação preocupante, uma vez que milhares de pessoas de todas as faixas etárias não estão tomando a dose de reforço ou, até mesmo, sequer completaram o ciclo primário de vacinação. Mais preocupante ainda é verificar que a vacinação das crianças de 5 a 11 anos de idade, que já deveria ter concluído o primeiro ciclo (aplicação da primeira dose), sequer atingiu 44% desse público. Tal fato expõe a fragilidade atual do processo de imunização da população catarinense.” 

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontradas as edições anteriores.

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Pós-Graduação em Neurociências abre inscrições para processo seletivo de doutorado

04/07/2022 11:33

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inicia nesta segunda-feira, 4 de julho, o processo de seleção e admissão de estudantes regulares, em nível de doutorado. São ofertadas até sete vagas para ingresso em setembro de 2022. Os candidatos poderão realizar a inscrição no processo seletivo até o dia 18 de julho, às 18 h.

A seleção consistirá de avaliação do projeto de pesquisa, análise curricular e arguição do candidato e da proposta de projeto. Mais informações estão disponíveis no edital e, em caso de dúvidas, os candidatos também podem entrar em contato com a Secretaria Integrada de Pós-Graduação do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências stricto sensu da UFSC está vinculado à Grande Área de Ciências Biológicas II (CB-II) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com nota 5 nos cursos de mestrado e doutorado. A proposta do PPG Neurociências é multidisciplinar e tem como missão integrar pesquisadores atuantes na área de Neurociências e formar recursos humanos qualificados para a docência, pesquisa e extensão, abrangendo principalmente a seguintes áreas: Neurobiologia Celular e Molecular, Neuroquímica, Psicobiologia, Neurofarmacologia, Neurofisiologia e Neurociências Aplicadas.

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Egressa da Pós-Graduação em Antropologia Social lança livro sobre sonhos yanomami

04/07/2022 11:06

O livro O Desejo dos Outros: Etnografia dos Sonhos Yanomami será lançado nesta quarta-feira, 6 de julho, às 16h, no auditório do bloco E do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) pela egressa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Hanna Limulja. A obra é a publicação da sua tese de doutorado, tem apoio do Instituto Socioambiental e será discutida pela autora durante o evento de lançamento.

A autora desvenda ao longo do livro a importância e os significados dos sonhos para a tribo yanomami. É analisada a socialização do sonho, que adquire funções práticas e desempenha papel político dentro da comunidade. “Apresento os sonhos yanomami às pessoas que nunca sonharam a floresta e talvez nunca tenham ouvido falar dos Yanomami”, diz Hanna em depoimento sobre seu projeto. As histórias, vidas, pensamentos e medos fazem parte da obra, que traz à tona o modo de ser dos yanomami e como a interpretação dos sonhos faz parte desta cultura.

Hanna Cibele Lins Rocha Limulja é graduada em Ciências Sociais, mestre e doutora em antropologia social pela UFSC. Atua em um projeto de extensão que promove atendimento à saúde yanomami e dos povos indígenas do Distrito Especial Indígena Leste de Roraima. Também integra a Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana, criada em 2020 por um coletivo de pesquisadores e aliados na luta pela garantia dos direitos territoriais, culturais e políticos desses povos.

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Florestas em regeneração contribuem para diversidade de espécies e biomas nas Américas, indica estudo

01/07/2022 16:00

Foram analisadas 1.215 florestas em processo de regeneração do Oeste do México ao Sul do Brasil. Foto: Mário Espírito Santo

Um estudo publicado na revista científica Science Advances nesta sexta-feira, 1º de julho, mostra que as florestas em processo de regeneração em áreas agrícolas abandonadas não são todas iguais e podem ajudar a restaurar e conservar as distintas regiões ecológicas (biomas) das Américas. Um grupo de pesquisadores analisou 1.215 áreas em florestas em processo de regeneração do Oeste do México ao Sul do Brasil. Eles encontraram uma grande variação nas espécies de árvores entre regiões, resultado combinado da história evolutiva do continente e de condições ambientais atuais.

O estudo da rede internacional 2ndFOR, que envolve mais de 100 pesquisadores de 18 países, descobriu que a composição de espécies de florestas jovens em regeneração é muito variável em todo o continente, formando 14 regiões florísticas distintas. Segundo os cientistas, isso é surpreendente, pois até então se pensava que essas florestas jovens seriam dominadas pelo mesmo pequeno conjunto de espécies pioneiras generalistas.

A professora do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Catarina Jakovac, autora principal do estudo, explica que “espécies pioneiras típicas de florestas jovens são geralmente abundantes e dispersas por animais generalistas, então pensamos que a maioria delas estaria presente em várias regiões como as espécies Trema micrantha e Guazuma ulmifolia”. No entanto, o estudo mostrou que essa ampla distribuição não é a regra nessas florestas em regeneração, e que 80% das 2.164 espécies analisadas estavam presentes em apenas uma região florística. Isso significa que diferentes grupos de espécies prosperam em cada região, e, portanto, a regeneração de florestas pode ajudar a conservar a diversidade de biomas nas Américas.
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Pesquisadores da UFSC participam de evento sobre monitoramento da biodiversidade em ambientes recifais

01/07/2022 09:52

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de evento promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em que discutiram estratégias de monitoramento da biodiversidade em ambientes recifais, de forma a contribuir para a estruturação do Subprograma Marinho Costeiro do Programa Monitora, executado pelo ICMBio nas Unidades de Conservação.

Participantes da Oficina do Componente Ambiente Recifal (Foto: ICMBio)

O evento foi realizado entre os dias 19 e 22 de junho no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene), na cidade de Tamandaré (PE).

Os especialistas da UFSC participaram da Oficina do Componente Ambiente Recifal do Programa Monitora do ICMBio. Andrea Freire (CCB/ECZ), Áthila Bertoncini (CCB/ECZ), Alessandra Fonseca (CFM/OCN) e Bárbara Segal (CCB/ECZ) contribuíram com seus conhecimentos técnicos e práticos sobre ambientes recifais e oceanografia na definição e priorização de indicadores de biodiversidade e habitat para a avaliação e monitoramento a longo prazo de ambientes recifais no âmbito das Unidades de Conservação marinho-costeiras do ICMBio.

Parcerias já em andamento entre a UFSC e ICMBio têm gerado importantes resultados para a conservação marinha, a exemplo do Projeto MAArE, coordenado por pesquisadoras da UFSC em Santa Catarina, que serviu de base para a construção da oficina. Além disso, a UFSC participa do Projeto PELD Ilhas oceânicas, que também trouxe importantes contribuições para a oficina e seus desdobramentos.

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Revista Acadêmica do curso de Direito está com prazo aberto para submissão de trabalhos

30/06/2022 17:27

Foto: divulgação Revista Avant

A Revista Avant, do Curso de Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está com inscrições abertas para envio de trabalhos a serem publicados em sua 11ª edição, com publicação prevista para a primeira quinzena de dezembro, em formato eletrônico. O prazo vai até 24 de julho

De acordo com edital, podem participar estudantes regularmente matriculados em quaisquer cursos de graduação e egressos que não possuam vínculo com programas e/ou cursos de pós-graduação na data de submissão do trabalho.

São aceitas submissões em três categorias de produção: acadêmica, cultural e práticas jurídicas e universitárias. Na acadêmica, os participantes podem inscrever artigos científicos, estudos de casos, resumos críticos de livros acadêmicos e de monografias e críticas à jurisprudência. Na cultural, serão aceitos resenhas de filmes ou obras literárias, poemas, prosas, charges, desenhos e fotografias. Já as práticas jurídicas e universitárias contemplam relatos de projetos envolvendo comunicações de práticas de pesquisa, comunicações de práticas de extensão e exposições de práticas realizadas em núcleos de prática jurídica.

Sobre a revista

A Revista Avant é uma publicação criada por estudantes do curso de Direito da UFSC com o propósito de fomentar as pesquisas desde as primeiras fases do curso. A linha editorial tem um perfil interdisciplinar tendo como eixo o Direito. Assim, dá visibilidade à produção acadêmica e cultural de estudantes de graduação e promove o diálogo entre as pesquisas realizadas em diversas instituições de ensino.

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UFSC produzirá hidrogênio verde em projeto em parceria com Cooperação Alemã

30/06/2022 10:06

 

Novo espaço do Fotovoltaica vai produzir hidrogênio verde (Fotos: Amanda Miranda)

Há cerca de 25 anos a geração de energia solar parecia um projeto de alto custo, uma realidade restrita a poucos ambientes. Mas olhar para esse passado, hoje, faz o professor Ricardo Ruther, coordenador do Grupo Fotovoltaica, da Universidade Federal de Santa Catarina, projetar um futuro promissor para uma inovação que começa a ganhar o mundo: a produção e utilização do chamado hidrogênio verde, o H2V. A UFSC, em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit, a Cooperação Técnica Alemã, começa a investir em pesquisa para construir um pioneirismo na área.

A comparação não ocorre à toa. O professor recorda como a geração solar tinha um custo alto e era vista como uma fonte de energia apropriada apenas para sistemas isolados e distantes dos centros urbanos, até se popularizar. Não foi de uma hora para outra: como qualquer inovação, exigiu investimento público em ciência, em projetos que muitas vezes eram mais custosos do que a economia inicial que geravam. Hoje, os frutos desse processo são visíveis na popularização da tecnologia e no seu consequente barateamento.

A curva de aprendizado com a tecnologia de geração de energia solar fotovoltaica serve como um espelho para o que pode vir a ser o aproveitamento do hidrogênio verde a longo prazo. Segundo o professor, esse assunto não é novo: pelo menos desde 2005 se fala sobre isso, mas naquela época as questões ambientais não pareciam uma pauta tão central quanto são hoje. Além disso, a produção bastante cara dificulta uma aplicação mais ampla.

O gás hidrogênio, que recebe o adjetivo de “verde” por conta da sustentabilidade da produção via eletrólise utilizando somente água e energia renovável, vem sendo pesquisado pelos principais países do mundo. Segundo a consultoria internacional Bloomberg New Energy Finance, a geração solar fotovoltaica é capaz de oferecer o hidrogênio verde de baixo custo, o que fez com que o Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC (www.fotovoltaica.ufsc.br) fosse um foco imediato de interesse de parceiros.

O professor explica que o hidrogênio verde é aquele obtido com o uso de uma fonte renovável de energia, no processo de eletrólise da água que o separa do oxigênio naquela molécula. “Você pode usar o hidrogênio para, a partir dele, fazer diversas coisas, desde usá-lo numa célula combustível para convertê-lo de volta em eletricidade até ser usado como combustível. Por exemplo, os foguetes são todos movidos a hidrogênio”. Na prática, a energia empreendida para obter o gás com o selo de “verde” precisa ter sua fonte original no sol ou nos ventos.
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Tags: Centro Internacional para o Desenvolvimento de Energia Sustentávelenergia solarenergia sustentávelFotovoltaicaGrupo FotovoltaicaH2VHidrogênio Verdemeio ambienteRicardo Rüther

Pós-Graduação em Neurociências abre seleção para mestrado

29/06/2022 17:13

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal de Santa Catarina divulgou, nesta quarta-feira, 29 de junho, o início do processo de seleção e admissão de estudantes para o curso em nível de mestrado. São ofertadas até sete vagas, para ingresso em agosto de 2022. As inscrições para o processo seletivo podem ser realizadas por formulário de inscrição, a partir de 1º de julho, até as 18 horas do dia 15 de julho. edital está disponível para consulta Para esclarecimentos de dúvidas quanto ao processo seletivo, os candidatos deverão contatar a Secretaria Integrada de Pós-Graduação do Centro de Ciências Biológicas da UFSC.

O processo de seleção é uma prova de conhecimento, que consistirá de questões discursivas e objetivas integrando conhecimentos e conceitos sobre Neurofisiologia, Neuromorfologia, Neuroquímica e Neurofarmacologia, de análise do Curriculum Vitae e de Arguição do candidato e da proposta de projeto. A proposta do programa é multidisciplinar e tem como missão integrar pesquisadores atuantes na área de Neurociências e formar recursos humanos qualificados para a docência, pesquisa e extensão, abrangendo principalmente a seguintes áreas: Neurobiologia Celular e Molecular, Neuroquímica, Psicobiologia, Neurofarmacologia, Neurofisiologia e Neurociências Aplicadas.

Tags: editalinscriçõesmestradoNeurociênciaNeurofarmacologiapós-graduaçãoUFSC

Pós em Educação Física abre seleção para mestrado e doutorado

29/06/2022 15:47

As inscrições para o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Educação Física (PPGEF) do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina estão abertas desde o dia 27 de junho para o doutorado e a partir do dia 1º de agosto para o mestrado. Os editais possuem vagas nas três áreas de conhecimento: Atividade Física e Saúde, Biodinâmica do Desempenho Humano e Teoria e Prática Pedagógica em Educação Física. 

Para o programa de doutorado, as inscrições devem ser realizadas no período de 27 de junho até 23h59min do dia 15 de julho, pelo endereço de email selecao.ppgef@contato.ufsc.br.  O formulário de inscrição online deve ser completamente preenchido e está disponível no site do PPGEF. Os documentos necessários à inscrição no processo seletivo estão disponíveis no edital, assim como as informações sobre cotas, preenchimento de vagas, ficha de avaliação do currículo lattes e anexos para autodeclaração racial. Há 12 vagas disponíveis. 

Já para o programa de mestrado, 48 vagas estão disponíveis conforme o edital. As inscrições começam no dia 1º de agosto e seguem até  7 de setembro. O preenchimento completo das vagas abertas dependerá do número de candidatos aprovados por área de concentração e professor. O formulário de inscrição online deve ser completamente preenchido e está disponível no site do PPGEF. Todas as informações sobre uso de cotas, documentos requisitados, anexos, roteiro de elaboração do projeto e cronograma estão disponíveis no edital.

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Pesquisadoras da UFSC lançam livro sobre diagnóstico e tratamento de câncer de cabeça e pescoço

28/06/2022 14:11

O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou o livro Câncer de cabeça e pescoço: atuação fonoaudiológica e multiprofissional, que aborda a embriologia desse tipo de câncer, o diagnóstico e o tratamento médico, odontológico, fonoaudiológico e fisioterápico e os cuidados paliativos. Com 17 capítulos escritos por especialistas de diversas áreas, a obra foi organizada pelas professoras do Departamento de Fonoaudiologia Fabiane Miron Stefani, Patrícia Haas e Cláudia Tiemi Mituuti e pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia Laura Faustino Gonçalves.

O câncer de boca e de laringe estão entre os mais incidentes em homens no Brasil, e vêm apresentando aumento de incidência em mulheres. Suas complicações trazem consequências importantes nos aspectos funcionais do indivíduo, além de um grande impacto psicológico e na qualidade de vida da pessoa e de seus familiares. 

Segundo as organizadoras, é de grande importância que todos os profissionais da saúde que atuam no cuidado desses casos tenham conhecimento acerca da doença, seus impactos e seu tratamento, para adicionar valores à qualidade do cuidado dos pacientes. 

Tags: câncerCâncer de Cabeça e PescoçoFonoadiologialançamento de livroNupesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Informe Semanal do Necat mostra aumento de novos casos e de óbitos por Covid-19

28/06/2022 10:30

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) publicou o Informe Semanal de acompanhamento da Covid-19 em Santa Catarina relativo ao período de 18 a 24 de junho. De acordo com os dados, houve um aumento das médias diárias de novos casos e de óbitos na semana considerada. Nos últimos sete dias, foram notificados mais 12.094 casos da doença, o que representa a manutenção da tendência de aumento deste indicador verificada desde o início de maio de 2022.

Com isso, a média diária de novos casos subiu de 1.411 para 1.726 registros ao final da semana considerada. “Esse aumento absoluto dos novos casos revela que a tendência de contágio continuou acelerada na última semana. Na verdade, esse contexto fez com que a média diária de novos casos se mantivesse próxima aos valores registrados no início de março/22, quando a variante Ômicron ainda se encontrava em expansão no estado”, conforme o texto do Informe.

A média diária de novos casos de Covid (1.726 ao dia), evidencia-se em patamar elevado quando comparada a outros períodos pandêmicos. Nos últimos dois meses de 2021, essa média era de 350 registros diários. O número é também mais que o dobro do verificado na semana de 23 a 29 de abril de 2022 (831 ao dia), quando a pandemia dava sinais de arrefecimento após atingir o auge no final de janeiro.

Outro indicador da circulação acelerada do vírus em Santa Catarina foi o aumento do número de casos ativos. Na semana analisada, este número subiu 3%, representando mais 324 pessoas positivadas.

Esses números elevados de novos casos e de casos ativos tiveram reflexo no número de óbitos. Nos últimos sete dias foram registrados mais 41 óbitos e com isso, a média diária desse indicador se situou em 5,8 mortes/dia na semana analisada. “Neste caso em particular, deve-se mencionar que as oscilações do indicador – positivas ou negativas – podem estar relacionadas ao retardo dos registros, especialmente quando são considerados dois períodos curtos”, ressalva o documento.
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Professor da UFSC avança na compreensão dos mecanismos do AVC por meio de modelo computacional

28/06/2022 08:45

Imagem ilustrativa (Imagem de Pete Linforth por Pixabay)

Os mecanismos fundamentais subjacentes à dinâmica da atividade cerebral ainda são amplamente desconhecidos, mas o seu conhecimento pode ajudar a entender a resposta do cérebro a condições patológicas, como no caso dos derrames. Apesar dos esforços da comunidade científica, os mecanismos subjacentes à recuperação funcional e comportamental de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) ainda são pouco compreendidos. O estudo Recovery of neural dynamics criticality in personalized whole-brain models of stroke, publicado na revista Nature Communications, resultado de uma colaboração internacional, propõe a teoria da criticalidade cerebral para explicar as relações entre alterações cerebrais e função em pacientes neurológicos. O texto é assinado por físicos, neurologistas e psicólogos, com autoria do professor do Departamento de Física da UFSC, Rodrigo Pereira Rocha, e de Loren Kocillari, Samir Suweis, Michele De Grazia, Michel Thiebaut De Schotten, Marco Zorzi e Maurizio Corbetta.

Conforme o professor, na Física, há muito se sabe que certos sistemas estão localizados na fronteira entre a ordem e o caos em um estado chamado “crítico”. “Por exemplo, a água passa do estado líquido, no qual o sistema apresenta ordem de curto alcance, para o estado gasoso, no qual as moléculas se movem de maneira caótica a uma temperatura crítica próxima de 374°C. Mais ou menos 374°C representa, portanto, a temperatura crítica na qual a água assume duas formas diferentes, líquida ou gasosa, nas quais o caos e a ordem estão presentes. Essa temperatura na física é chamada de ‘crítica’, e a mudança de estado é chamada de transição de fase”, contextualiza.

A criticalidade tem sido usada para descrever fenômenos de terremotos à frequência cardíaca humana, de oscilações de pontes ao mercado de ações. “Também foi demonstrado que o cérebro poderia operar próximo a um ponto crítico, no qual todos ou a maioria dos neurônios têm um comportamento coletivo e coordenado, o que proporcionaria ao sistema funções ótimas, ligadas, por exemplo, à eficiência na transmissão de informação, ou à velocidade de resposta a estímulos externos”.

Sob essa lógica, se a criticalidade é de fato uma propriedade fundamental de cérebros saudáveis, então as disfunções neurológicas alteram essa configuração dinâmica ideal. Alguns estudos relataram perda de criticalidade durante convulsões epilépticas, sono de ondas lentas, anestesia e doença de Alzheimer. No entanto, um teste crucial dessa hipótese seria mostrar que as alterações locais da arquitetura estrutural e funcional do cérebro também causam uma perda no sistema.

Além disso, explica Rocha, se as alterações melhorarem ao longo do tempo, por exemplo, devido a uma atividade de fisioterapia, é preciso observar a recuperação da criticalidade em paralelo.”Outra previsão é que, se a criticalidade é essencial ao comportamento, sua alteração após uma lesão focal deve estar relacionada à disfunção comportamental e à recuperação da função. Finalmente, as mudanças na criticalidade também devem estar relacionadas aos mecanismos de plasticidade subjacentes à recuperação”, pontua.

Abordagem interdisciplinar

“O objetivo deste trabalho foi abordar essas importantes questões por meio de uma abordagem interdisciplinar que combina neuroimagem, neurociência computacional, física estatística e métodos de ciência de dados”, explica. No estudo, a equipe examinou como as lesões cerebrais modificam a criticalidade usando uma nova abordagem personalizada de modelagem da atividade cerebral. A teoria modela a dinâmica cerebral individual com base em redes anatômicas reais de conectividade cerebral, tanto a conectividade anatômica quanto a atividade cerebral funcional, usando ressonância magnética funcional.

“Para esses indivíduos, finalmente, também tínhamos resultados de testes comportamentais disponíveis. Descobrimos que os pacientes com acidente vascular cerebral têm níveis reduzidos de atividade neural transcorridos três meses do AVC, assim como níveis reduzidos da variabilidade e a força das conexões funcionais. Todos esses fatores contribuem para uma perda geral de criticalidade que, no entanto, melhora ao longo do tempo com a recuperação do paciente”, reforça o professor. O estudo também demonstra que as mudanças na criticalidade predizem o grau de recuperação comportamental. “Em resumo, nosso trabalho descreve um avanço importante no entendimento da alteração da dinâmica cerebral e das relações cérebro-comportamento em pacientes neurológicos”, afirma.

Para o professor Maurizio Corbetta, diretor do Centro de Neurociências de Pádua da Universidade de Pádua e da Clínica Neurológica do Hospital Universitário de Pádua, esses resultados demonstram que modelos dinâmicos computacionais do cérebro podem ser usados para rastrear e prever a recuperação do AVC no nível do paciente individual. “Isso abre a possibilidade de usar esses métodos para medir o efeito de terapias como reabilitação ou estimulação não invasiva”, conclui.

Tags: avcdepartamento de FísicaNature Communications

Professor da UFSC Blumenau tem trabalho premiado em congresso internacional

27/06/2022 16:08

O professor Tiago Davi Curi Busarello, do Departamento de Engenharia de Controle, Automação e Computação do Campus de Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve um trabalho premiado na 4th Global Power, Energy and Communication Conference (GPECOM2022). O evento foi realizado de 14 a 17 de junho, em Cappadocia, na Turquia, de forma semipresencial, e contou com a participação de pesquisadores de diversas partes do mundo.

A apresentação do professor Tiago foi realizada no dia 17 de junho, de forma virtual. O artigo premiado é intitulado Comprehensive design approach for field-oriented control of interior permanent magnet synchronous machines (Uma abordagem compreensiva do projeto de controle por campo orientado para máquinas síncronas de ímãs permanentes) e teve a participação de pesquisadores de outras universidades.

Tiago explica que o trabalho apresenta uma metodologia detalhada para a correta parametrização dos controles de corrente e velocidade de motores síncronos. “Esses motores são bastante promissores para aplicações em sistemas de geração eólica e veículos elétricos, por exemplo. A metodologia de projeto proposta apresenta o passo a passo para a obtenção dos parâmetros do controle considerando as especificações do motor e requisitos de resposta.”

Esta foi a primeira vez que o professor recebe um prêmio em um evento científico internacional. Além do certificado e do reconhecimento, também recebeu uma premiação em dinheiro. “O sentimento de ganhar o prêmio foi muito gratificante. É uma satisfação tanto profissional quanto pessoal. A pesquisa que apresentei é fruto de muita dedicação e foi totalmente testada em equipamentos do nosso campus”, revela.

O congresso GPECOM 2022 abordou as últimas tecnologias, pesquisas e desafios da eletrônica de potência e de sistemas de energia e comunicação. “Participar desse congresso foi importante, pois me permitiu conhecer assuntos de eletrônica de potência mais recentes pesquisados mundo afora”, avalia Tiago.

Tags: Campus BlumenauPrêmioUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa com participação da UFSC lança raio-x da ciência e conservação de campos e savanas brasileiros

24/06/2022 09:09

Os ecossistemas abertos – como campos sulinos, campos de altitude, cerrado, dunas e restingas – correspondem a 27% da vegetação natural do Brasil, mas sua conservação é negligenciada. Isso é o que aponta o recém publicado artigo Placing Brazil’s grasslands and savannas on the map of science and conservationfruto do estudo de um grupo de pesquisadores, entre eles a professora da UFSC Michele de Sá Dechoum, do departamento de Ecologia e Zoologia. O trabalho integra a nova edição da revista Perspectives in Plant Ecology, Evolution and Systematics.

Imagem ilustra distribuição original e remanescentes

A pesquisa teve a liderança do projeto GrassSyn, que integra o Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos do CNPq, e se dedica a estudar esses ecossistemas, caracterizados pela presença marcante de gramíneas. O trabalho evidenciou o quão pouco se sabe sobre o tema: há uma lacuna de mapas com alta qualidade para as áreas, sendo que algumas áreas sequer estão mapeadas. Segundo Michele, a ausência de métodos comuns de pesquisa para esses ambientes dificulta a realização de inventário – o primeiro passo para se traçar estratégias de conservação. Os autores ressaltam que a falta de uma metodologia mais padronizada faz com que seja muito difícil interligar os poucos dados existentes.

“A ideia desse trabalho é apresentar, na forma de síntese, quais são os ecossistemas graminosos brasileiros, procurando uma linguagem em comum, tanto para a pesquisa quanto para a conservação desses ambientes”, explica Gerhard Overbeck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador da pesquisa. Conforme o estudo, 46% desses ambientes já foram perdidos para o desmatamento e transformados para outros usos como a agricultura e pastagens cultivadas.

Os autores também relatam equívocos sobre as características e dinâmicas desses ecossistemas e também quanto à terminologia utilizada. Conforme a pesquisa, ambientes diferentes são denominados da mesma forma ou um mesmo ambiente é denominado de formas diferentes a cada região. Isso impediria uma comunicação adequada sobre as savanas e campos do Brasil, tanto dentro do país quanto internacionalmente.

O artigo procura definir cada ambiente e suas características mais marcantes, localização geográfica, dinâmicas ecológicas (como a relação com animais herbívoros e o fogo natural, por exemplo) e trabalhos acadêmicos de referência. Traz, ainda, os termos utilizados no Brasil para a identificação de cada um desses ecossistemas e o termo correspondente em inglês para o uso internacional. “Acertar toda a terminologia para identificar a diversidade desses ecossistemas foi um primeiro passo para podermos conhecer melhor e, portanto, conservar melhor esses ambientes”, destaca Luciana Menezes, também da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das autoras do trabalho.

Para Overbeck, há, ainda, uma grande necessidade de investimento em trabalhos de pesquisa de campo para a construção de um conhecimento mais amplo e sólido sobre esses ecossistemas. “Temos muitas áreas ainda pouco conhecidas, ainda há muito trabalho a ser feito para garantir esse conhecimento e a possibilidade de avaliação da conservação desses ambientes”, destaca.

Com informações da assessoria do SinBiose

Tags: Departamento de Ecologia e Zoologiaecossistemas abertosEvolution and SystematicsPerspectives in Plant Ecology

Aluna do campus Blumenau pesquisa embalagem biodegradável que aumenta prazo de validade dos alimentos

22/06/2022 17:05

Clique para saber mais sobre a pesquisa

Pensando em minimizar o impacto ambiental dos plásticos, a aluna Pamela Xavier Mendoza, do sétimo semestre do curso de Engenharia de Materiais da UFSC Blumenau, desenvolve uma pesquisa de um tipo de embalagem para alimentos biodegradável e ativa, que preserva a qualidade dos alimentos por mais tempo. Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do CNPq e orientada pela professora Larissa Nardini Carli, ela utiliza um polímero biodegradável chamado PHBV com adição de óleo essencial de orégano.

Uma embalagem ser biodegradável significa que, se for lançada na natureza, ela consegue ser decomposta por micro-organismos de forma muito mais rápida do que o plástico convencional. E ser ativa significa que ela interage com o alimento de alguma forma, melhorando seu desempenho em algum aspecto, seja na aparência, aroma, consistência ou prazo de validade. “Esse óleo tem propriedades antifúngicas e bactericidas, ou seja, ele inibe o crescimento de micro-organismos que fazem a comida estragar”, explica.

Para que o óleo não evapore da embalagem tão facilmente, foram misturadas nanopartículas de argila, pois ela ajuda a “encapsular” o óleo, tornando sua evaporação mais controlada. “A argila também é um componente natural, assim como o óleo, então nenhum desses compostos impede a biodegradação da embalagem”, acrescenta a pesquisadora.

Além da diminuição de uso de embalagens plásticas convencionais, o projeto também tem como objetivo incentivar outras pesquisas sobre o tema, já que isso aumentaria as chances de que essas embalagens sejam produzidas em escala comercial e cheguem ao dia a dia das pessoas. “Mais do que isso, há toda uma mudança de pensamento envolvida. O consumidor, ao optar por uma embalagem biodegradável, também está pensando no bem do nosso meio ambiente e, por consequência, esse tipo de pensamento pode se estender a outros aspectos de sua vida voltados à preservação da natureza”, avalia Pamela.

Iniciação científica

Pamela conta que o interesse em fazer iniciação científica (IC) começou já no 1º semestre do curso. “Desde o início eu já pensava em aproveitar ao máximo os recursos oferecidos pela Universidade, e naquela época eu já tinha uma grande afinidade por polímeros, principalmente os biodegradáveis. Sendo assim, fui procurar professores que trabalhassem nessa linha de pesquisa e encontrei a professora Larissa, que me aceitou em seu grupo e sigo até hoje!”, relata a aluna.

Para Pamela, a iniciação científica é uma experiência que todos os alunos deveriam vivenciar. “Fazendo IC você é imerso num ambiente onde é feito ciência na prática todos os dias, e em paralelo é possível conhecer outras áreas de pesquisa que ampliam os horizontes e trazem perspectiva quanto ao presente e o futuro da Engenharia de Materiais”, finaliza.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

Tags: embalagem para alimentos biodegradável e ativaengenharia de materiaisUFSC Blumenau

Boletim aponta que casos ativos de covid-19 continuam em patamar elevado em SC

22/06/2022 10:57

O Núcleo de Estudos da Economia Catarinense da Universidade Federal de Santa Catarina (Necat/UFSC) publicou na segunda-feira, 20 de junho, a 24ª edição de seu informe semanal sobre a covid-19 em Santa Catarina. Com o título Casos ativos permaneceram em patamar elevado, o novo número é assinado pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat.

Na semana analisada (de 11 a 17 de junho), Santa Catarina registrou 9.877 novos casos e 27 mortes. O relatório mostrou uma redução de 13% de casos ativos no estado, já os óbitos se apresentaram igual à semana anterior, logo a média diária se manteve em quatro óbitos diários. “Esse patamar de registros oficiais ativos indica a continuidade da expansão da doença, ainda que a uma velocidade de contaminação inferior àquela registrada na semana anterior”, informa o boletim.

Acesse o Informe Semanal na íntegra. As edições anteriores também podem ser consultadas no site do Necat.

 

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