Dia Internacional da Mulher: UFSC lança segunda edição do prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras

08/03/2022 08:51

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), lança neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras da UFSC. As inscrições estão abertas e seguem até 8 de junho, pelo site

>> Professoras da UFSC participam de programação da SBPC para o 8 de março

O prêmio tem como propósito estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras. O objetivo é divulgar as pesquisas e pesquisadoras, e assim inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência. Nesta edição em especial, o prêmio se dedica a dar visibilidade às pesquisas realizadas por mulheres cientistas negras, em reconhecimento pelas grandes contribuições pouco divulgadas.

>> Live discute a presença das mulheres na ciência nesta quarta-feira, 9 de março

“A ideia de tornar essa segunda edição do prêmio em uma edição especial para as cientistas negras surgiu a partir de uma perspectiva de equidade: já está bem estabelecido  que quanto maior a diversidade em grupos de pesquisa, maior o impacto científico da produção, oferecendo respostas mais robustas aos problemas pesquisados”, salienta a superintendente de Projetos da Propesq, Maique Weber Biavatti.
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Informe do Necat indica tendência de queda da onda de contágio provocada pela Ômicron 

07/03/2022 15:41

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 7 de março, uma nova edição de seu informe semanal sobre covid-19. Com o título Onda de contágio provocada pela Ômicron apresenta tendência de queda em Santa Catarina, o estudo é assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

De 26 de fevereiro a 4 de março, foram notificados 19.096 novos casos da doença – 12.917 a menos que na semana anterior. Com isso, a média caiu de 4.563 para 2.718 registros diários. “Registre-se que esse indicador vem apresentando quedas consistentes nas últimas semanas, indicando uma tendência clara de desaceleração do contágio”, comunica o estudo. No mesmo período, foram registrados 115 óbitos por covid-19, uma média de 16 mortes por dia.

O informe aponta ainda que, mesmo que a contaminação siga elevada, a estrutura estadual da saúde apresentou quedas expressivas nas taxas de ocupação. “Com isso, a ocupação geral dos leitos de UTI-SUS no estado permaneceu abaixo de 80%, exceto em apenas duas regiões. Sem dúvida alguma, esse cenário positivo de ocupação da estrutura hospitalar está diretamente relacionado aos efeitos benéficos da vacinação completa da população contra a Covid-19”, conclui o informe.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontrados os informes anteriores.

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Estudo da UFSC aponta que eliminar pinus ajuda a recompor restinga na Lagoa da Conceição

07/03/2022 14:00

Fotos: divulgação

Espécies do gênero Pinus, popularmente conhecidas como pínus ou pinheiros-americanos, podem impactar negativamente plantas e animais nativos, alterar paisagens culturais, e reduzir a disponibilidade de recursos, como água e alimento, provocando impactos negativos também sobre o bem-estar humano. A eliminação dessas árvores chamadas de exóticas invasoras pode reduzir danos sobre plantas nativas e ajudar a recompor o funcionamento de sistemas naturais. Este foi um dos principais resultados encontrados em estudo realizado em áreas de restinga localizadas no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, e recentemente publicado no periódico internacional Ecological Solutions and Evidence.

O artigo intitulado Efeito do tempo de invasão e de ações de controle em ecossistemas costeiros invadidos por pinheiros-americanos invasores é fruto do projeto de mestrado da gestora ambiental Letícia Mesacasa, pesquisadora no Programa de pós-graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas. O trabalho foi desenvolvido para avaliar qual o resultado de um programa de controle de pínus invasores, conduzido desde 2010, por meio de uma parceria entre o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental e o Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação da UFSC.
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Prêmio Inovação Catarinense recebe inscrições até segunda-feira, 07 de março

03/03/2022 11:22

O Prêmio Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer recebe inscrições de estudantes, professores e pesquisadores até a próxima segunda-feira, 07 de março, às 18h. O objetivo do concurso, que conta com 14 premiações, é incentivar e reconhecer os esforços bem-sucedidos de gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) que auxiliam no desenvolvimento dos ecossistemas de empreendedorismo inovador em Santa Catarina. O edital com todas as informações está disponível aqui.

O prêmio é promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e homenageia a memória do Professor Caspar Erich Stemmer, personalidade catarinense de destaque nacional no desenvolvimento da CTI.

A premiação está dividida em 10 categorias: Agente de Inovação; Pesquisador(a) Inovador(a); Estudante Universitário Inovador; Professor(a) Inovador(a); Jovem Estudante Inovador; ICT Inovadora; Inovação em Produto; Inovação em Serviço ou Processo; Inovação de Impacto Socioambiental; e Governo Inovador. O valor total do edital é de R$ 420 mil. Cada categoria premiará os três primeiros colocados que, além de certificado e troféu, receberão, respectivamente, R$ 15 mil; R$ 10 mil e R$ 5 mil.

Confira a íntegra do edital aqui.

Mais informações na página da Fapesc ou pelo e-mail premiostemmer@fapesc.sc.gov.br.

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Informe do Necat mostra queda de casos ativos de Covid em SC, mas número alto de óbitos

02/03/2022 16:45

O total de casos ativos de Covid-19 em Santa Catarina caiu 27% na semana compreendida entre 19 e 25 de fevereiro, mas o número de óbitos continua elevado. Essas informações constam da oitava edição do Informe Semanal Necat sobre a Covid-19 em SC, publicado pelo Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat/UFSC).

Foram registrados 31.946 novos casos da doença no Estado na semana analisada, fazendo com que a média diária caísse para 4.563 casos, ante a média de 5.719 casos da semana anterior. No mesmo período, 162 pessoas perderam a vida em consequência da doença.

O número de casos ativos da doença caiu para pouco mais de 25 mil pessoas no dia 25 de fevereiro, depois de ter atingido o auge de mais de 80 mil casos ativos no final do mês de janeiro. Com isso, quase 375 mil pessoas foram acometidas pela doença e 1.138 faleceram em menos de dois meses de 2022.

O Informe Semanal do Necat traz ainda informações detalhadas sobre casos ativos de Covid e ocupação de leitos de UTI em todas as mesorregiões do Estado. O informe é assinado pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat.

 

 

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Inscrições para mestrado profissional em Desastres Naturais terminam dia 02 de março

25/02/2022 18:48

O Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais (PPGDN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prorrogou até 02 de março as inscrições para o processo seletivo de seu mestrado profissional. A seleção ocorrerá entre os meses de março e maio, e o ingresso está previsto para junho de 2022. São ofertadas 18 vagas, sendo 12 destinadas à ampla concorrência, e seis, às ações afirmativas (quatro reservadas para candidatos negros, pardos e indígenas e duas para pessoas com deficiência).

O Mestrado Profissional em Desastres Naturais visa qualificar profissionais para atuação técnica, em desenvolvimento de pesquisas e na gestão de riscos e desastres naturais. A capacitação na área é fundamental para ampliar o enfrentamento dos desastres naturais no Brasil, com foco na redução de riscos e dos impactos sociais e econômicos decorrentes de eventos extremos, contribuindo para o aumento da resiliência social frente aos desafios impostos pelo atual contexto de mudanças climáticas.

Mais informações no EDITAL 01_PPGDN_2021-2022_RETIFICADO 2, na página do PPGDN ou pelo e-mail ppgdn@contato.ufsc.br.

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Professora da UFSC é reconhecida como parecerista de destaque em prêmio internacional

25/02/2022 16:45

Professora Débora Menezes. Foto: Reprodução/Youtube.

A professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (FSC/UFSC), Débora Menezes, acaba de ser reconhecida pelo programa Outstanding Referee como parecerista de destaque de revistas científicas reconhecidas internacionalmente. O programa, que é uma iniciativa da American Physical Society (APS), reconhece anualmente em torno de 150 dos cerca de 82.000 pareceristas ativos.

Em 2022, Menezes está entre os 146 cientistas homenageados. Os avaliadores selecionam os pesquisadores com base na qualidade, número e pontualidade de seus relatórios, independentemente de seu país de origem ou campo de pesquisa. Trata-se de um prêmio vitalício.
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Andifes divulga ações das universidades federais que contribuíram para o enfrentamento da pandemia

24/02/2022 14:37

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reuniu as mais diversas iniciativas das universidades federais brasileiras que contribuíram para o combate à pandemia de Covid-19. Cientistas de todas as regiões do país e a comunidade acadêmica de forma geral trabalharam ininterruptamente, desde o início da pandemia, com o objetivo de encontrar soluções para proteger a população, evitando um número ainda maior de infecções e mortes. Inúmeras ações para o enfrentamento da pandemia passaram a ser adotadas, num compromisso conjunto com a vida de todos os brasileiros.
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Mais de mil catarinenses morreram de covid-19 em 2022, aponta estudo

21/02/2022 15:17

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 21 de fevereiro, uma nova edição de seu informe semanal sobre covid-19. Intitulado 1.002 catarinenses perderam a vida pela Covid-19 em 2022, o estudo é assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Entre 12 e 18 de fevereiro, foram notificados 40.032 novos casos da doença, representando uma redução absoluta de 8.402 casos em relação à semana anterior. Com isso, a média caiu de 6.919 para 5.719 registros por dia, “patamar que mostra que o contágio ainda se encontra em níveis elevados no estado”. Os casos ativos também apresentaram redução, caindo 29%. Os óbitos, por outro lado, se mantiveram estáveis, com uma média de 30 mortes por dia.

“Do ponto de vista regional, nota-se que na semana considerada ocorreram reduções dos casos ativos em todas as regiões, destacando-se as quedas numéricas registradas no Planalto Norte-Nordeste, Meio Oeste/Serra e Grande Florianópolis. Mesmo assim, o número de pessoas que continuavam acometidas pela doença em algumas regiões ainda era expressivo. Neste caso, destacam-se as regiões Grande Oeste e Planalto Norte-Nordeste, ambas com mais de 7 mil pessoas positivadas cada”, aponta o artigo.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser acessados os informes anteriores.

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UFSC integra projeto de prevenção e controle de coral invasor em reserva biológica

18/02/2022 13:44

Assinatura do termo teve convidados e testagem de Covid-19 (Foto: Divulgação)

O Projeto de Pesquisa Plano de Ação para prevenção e Controle do Coral-sol na Rebio Arvoredo e Entorno, uma parceria entre a UFSC, Karoon Energy, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc) foi formalizado em evento realizado nesta quarta-feira, 16 de fevereiro, com a assinatura de um termo de convênio. O projeto terá duração total de 36 meses e contará com uma equipe composta por pesquisadores da UFSC, integrando os departamentos de Ecologia e Zoologia (ECZ) e de Engenharias da Mobilidade (CTJ). O projeto será coordenado pela professora Bárbara Segal (CCB) e pelo professor Andrea Piga (CTJ). Dentre os impactos já descritos pela invasão do coral-sol no Brasil, pode-se detectar efeitos potencialmente negativos em peixes e competição com corais nativos.

O projeto tem como objetivo a geração de conhecimento científico sobre a espécie Tubastraea coccinea e o desenvolvimento e a avaliação de métodos e estratégias para a prevenção e o controle dessa espécie na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e entorno. Para isso, serão desenvolvidas atividades de pesquisa, monitoramento e inovação, cujos resultados irão subsidiar o estabelecimento de uma estratégia de manejo eficaz para T. coccinea visando a prevenção, o controle e a possível erradicação da espécie nesta região.
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UFSC participa de pesquisa que resgata uso de alimentos nativos com propriedades farmacológicas

17/02/2022 13:51

Manuscrito contém descrição de espécie nativa catalogada por grupo de pesquisa (Mémoires du Muséum d’Histoire Naturelle 9: 351. 1822)

Um manuscrito de 1816 traz grafada uma descrição, em francês, de uma erva facilmente reconhecida pelos brasileiros, especialmente no sul do país: “Árvore pequena. Suas folhas têm apenas um sabor herbáceo misturado com algum amargor. É amplamente utilizado como um chá”. O Ilex paraguariensis A.St.-Hil., o popular mate, foi descrito e catalogado pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, e reconhecido pela professora Juliana de Paula-Souza, do departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o estudo Bioactive Potential of Brazilian Plants Used as Food with Emphasis on Leaves and Roots, recentemente publicado no livro Local Food Plants of Brazil.

O trabalho, fruto de uma longa parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais em projeto coordenado pela professora Maria G. L. Brandão, recupera informações históricas sobre espécies vegetais nativas brasileiras, reunindo dados de manuscritos e documentos publicados desde os primeiros registros do século XVI até a década de 1950. O foco de interesse da publicação são as folhas e raízes de espécies com propriedades medicinais reconhecidas.

Segundo Juliana, o estudo traz essa ênfase nas plantas nativas e naturalizadas com longa tradição de uso em diferentes regiões e comunidades. O resgate bibliográfico de obras registra relatos históricos sobre como essas espécies foram popularizadas. “Os relatos dos naturalistas a partir do século XVI são um ponto de partida importantíssimo, pois trazem informações inclusive sobre o uso que os povos tradicionais faziam”, comenta a professora.

Ilex paraguariensis A.St.-Hil. var. paraguariensis In Sched, registro do herbário virtual A. de Saint-Hilaire

O grupo recuperou dados sobre estas espécies vegetais tradicionalmente utilizadas como alimento – todas, portanto, comestíveis. De nove autores selecionados que publicaram seus trabalhos do século XVI ao XX, chegou-se ao registro de 64 raízes e outros tipos de estruturas subterrâneas, 52 folhas, 3 flores e 2 brotos. “Embora alguns tenham sido estudados para identificar a bioatividade e avaliar sua composição, muitos nunca foram investigados, de modo que seu potencial permanece desconhecido”, indica o trabalho. Os dados contemplam quatro domínios fitogeográficos do Brasil.

Identificar os nomes das espécies e confrontá-las com o que se sabe no presente, do ponto de vista taxonômico, foi uma das etapas de pesquisa realizada pela professora da UFSC. Os nomes de espécies nos relatos, por serem antigos, muitas vezes trazem grafias e conceitos diferentes dos que são usados atualmente – ou mesmo uma descrição que pode gerar ambiguidades na interpretação. Por isso, o cruzamento de informações levou Juliana a uma espécie de investigação.

A mandioca, por exemplo, foi um desses casos. A pesquisadora comenta que, no trabalho Historia naturalis Brasiliae, de 1648, o mais conhecido dentre os mais antigos, foi necessário recorrer às ilustrações e aos nomes populares citados na obra para identificar as espécies e atualizá-las de acordo com a nomenclatura de hoje. “A Taxonomia como ciência não existia ainda naquela época”, comenta.

O estudo teve como base um banco de dados chamado Dataplamt, que tem informações sobre 3.400 espécies de plantas brasileiras com algum registro histórico de uso, incluindo nomes científicos, usos tradicionais, transcrições completas dos textos onde eles foram referidos no passado e locais de ocorrência da planta. No banco de dados, que pode ser acessado por qualquer um, é possível encontrar as espécies pelo nome popular ou científico, ver imagens, saber onde podem ser encontradas, seu uso tradicional e até mesmo sua toxicidade. No caso da mandioca, por exemplo, há registros de uso tradicional como antídoto de veneno de cobras e como fortificante.

No artigo recém publicado, as propriedades farmacológicas dos alimentos foram confrontadas com a literatura e também tabuladas. “Muitas dessas espécies já foram estudadas pela ciência e tiveram sua eficácia comprovada”, comenta Juliana, chamando atenção para o fato de que esses estudos são importantes também para que se saiba em que medida uma planta pode colaborar com um tratamento e em que medida pode até mesmo ser tóxica. O cormo (caule subterrâneo) de uma espécie de inhame, por exemplo, a Colocasia esculenta (L.) Schott, tem sua eficácia como imunomodulador e de prevenção a diabetes registradas pela literatura e evidenciadas no estudo, porém existem inúmeros casos de envenenamento pelo uso inadequado das folhas dessa mesma planta.

Preservação e diversidade

Os estudos a respeito das propriedades medicinais de alimentos da biodiversidade brasileira também têm outro foco importante além de indicarem a sua funcionalidade: alertar que as áreas cobertas por vegetação nativa diminuíram progressivamente desde a chegada dos colonizadores portugueses em 1500. “Ocorreram diferentes ciclos econômicos baseados na exploração da terra e dos recursos naturais, e a degradação dos recursos naturais e dos ecossistemas tem se agravado desde a intensa industrialização e urbanização implementada na década de 1950”, fundamentam as autoras.

Ainda, a conclusão sugere que estas plantas podem ter um grande potencial para uso como alimentos funcionais, apesar de a maioria ser desconhecida da população e da ciência. “A valorização da biodiversidade, por meio do uso sustentável de espécies subexploradas, é uma forma de reduzir a erosão da diversidade genética em regiões remotas”, indicam, no texto publicado. As plantas podem contribuir com a formulação de bioprodutos inovadores, com poder comercial. “Argumentamos que os incentivos para um melhor uso das espécies listadas neste estudo devem ser considerados e incluídos em programas agrícolas em todo o país”.

Além disso, Juliana lembra que a pesquisa demonstra como a diversidade das plantas na alimentação dos brasileiros é baixa. “Fazemos uso de mais ou menos trinta espécies na nossa alimentação e apenas oito são plantas nativas. É uma alimentação muito pobre, especialmente se pensarmos na diversidade de plantas que a gente tem e não aproveitamos”, salienta.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Projeto desenvolvido na UFSC estuda nova metodologia de testes para gestantes de todo o Brasil

16/02/2022 12:58

Equipe de profissionais do LBMMS alimenta o equipamento com amostras e reagente e configura o programa de testagem. Foto: divulgação/UFSC

Uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está realizando uma série de testes de biologia molecular de forma inédita no Brasil. Fruto de uma parceria com o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, o estudo utiliza um equipamento que faz todo o processo de extração do material genético, análise de reação, identificação de presença de bactérias e protozoários e liberação do resultado de forma automatizada. O objetivo é identificar a prevalência de determinadas infecções sexualmente transmissíveis (IST) em gestantes de todo o país para verificação da viabilidade de incorporação de metodologias de diagnóstico dessas infecções por biologia molecular no Sistema Único de Saúde (SUS) para o pré-natal. 

O aparelho, chamado Panther, é o único instalado no Brasil e foi “emprestado” ao Ministério da Saúde pela empresa Hologic. Atualmente, ocupa uma sala exclusiva no Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia (LBMMS) da UFSC. A supervisora do laboratório, professora Maria Luiza Bazzo, explicou que os desenvolvedores do projeto fizeram questão de optar por essa metodologia por ser considerada referência pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os exames realizados no âmbito do estudo, que compreendem o diagnóstico de clamídia, gonorreia, tricomoníase e da infecção por  Mycoplasma genitalium.
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Veleiro ECO da UFSC participará de novas expedições do Projeto AtlantECO

15/02/2022 08:52

Equipe de pesquisadores e voluntários do AtlantECO teve forte presença feminina (Foto: Andrea Freire)

Como parte do Projeto AtlantECO, o Veleiro ECO da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai navegar muito em breve por boa parte da costa brasileira com paradas em diferentes cidades para os Port Calls e pesquisas científicas ao longo do percurso. Os Port Calls do Projeto AtlantECO são eventos de extensão acadêmica que ocorrem em terra e visam promover a Cultura Oceânica e a conscientização ambiental. Estão previstos para ocorrerem em diferentes cidades da costa brasileira, africana e europeia, com a participação de três veleiros de pesquisa oceanográfica: o ECO da UFSC, o Veleiro Tara da Fundação Francesa Tara Ocean e o Eugen Seibold do Max Planck Institute for Chemistry, da Alemanha. Além das ações de extensão, os veleiros e outras três embarcações envolvidas no projeto irão também coletar amostras para pesquisa científica, com ênfase no Microbioma do Atlântico, poluição plástica e conectividade oceânica.

A expectativa é grande para este ano, mas a participação do Veleiro ECO neste projeto internacional (Programa H2020, Chamada Blue Growth), teve início no final do ano passado. Sob a coordenação da professora Andrea Santarosa Freire (CCB/ECZ) e em parceria com o coordenador do Projeto Veleiro ECO, professor Orestes Alarcon (CTC/EMC), o ECO esteve no Rio de Janeiro e em Itajaí, onde foi uma das atrações principais dos Port Calls.
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Informe aponta que casos ativos de covid-19 caíram em SC, mas patamar de contaminação segue elevado

14/02/2022 16:11

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 14 de fevereiro, uma nova edição de seu informe semanal sobre covid-19. Com o título Casos ativos caíram em todas as regiões do estado na semana considerada, o estudo é assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

De 5 a 11 de fevereiro, houve 48.434 novos registros da doença e 222 óbitos, uma média de 6.919 casos e 31 mortes por dia. Ao final desse período, havia, ainda, 49.499 casos ativos da enfermidade, número 26% menor que o da semana anterior. Apesar da redução de alguns índices, o informe reforça que os patamares de contaminação seguem elevados e revelam a força da nova onda de covid-19 que continua em curso no estado. Destaca-se que, ao longo dos primeiros 42 dias do ano, mais de 302 mil pessoas foram contaminadas.

“Esse cenário de continuidade da contaminação da população catarinense já está provocando efeitos sobre a estrutura estadual da saúde, uma vez que a ocupação de leitos de UTI-SUS por parte de pessoas com a Covid-19 aumentou na maioria das regiões, sendo que esse crescimento continuou na semana em apreço. A consequência é que a ocupação geral dos leitos de UTI-SUS no estado permaneceu em 85%, patamar que continua preocupante”, conclui o trabalho.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat.

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Periódico Cadernos de Tradução publica edição especial com todos os artigos em Libras

11/02/2022 12:34

O periódico Cadernos de Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou uma edição especial dedicada aos Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais (ETILS). Organizada pelos docentes Carlos Henrique Rodrigues e Rodrigo Custódio da Silva, da UFSC, e pela professora Anabel Galán-Mañas, da Universitat Autònoma de Barcelona, a edição, disponível desde dezembro de 2021, é a primeira publicada por um periódico nacional com artigos escritos que possuem também sua versão sintética em Língua Brasileira de Sinais (Libras) produzida pelos próprios autores. É possível, portanto, acessar o texto escrito e também em Libras em vídeo, ampliando-se o alcance da publicação e contribuindo com a difusão do conhecimento em línguas de sinais.

Cadernos de Tradução é um reconhecido fórum nacional e internacional de discussão de pesquisas na área Estudos da Tradução, indexada em diferentes bases nacionais e estrangeiras e classificado como A1 no Qualis Periódicos da Capes. O volume 41, número especial 2 (2021), Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais: atualidades, perspectivas e desafios, é constituído por onze artigos produzidos por vinte e um autores pertencentes a onze diferentes instituições educacionais brasileiras. Há também uma resenha e uma tradução do inglês para o português.

Para os organizadores a publicação com os artigos em Libras tem caráter inovador. Além disso, “representa o crescimento, a consolidação e o amadurecimento das pesquisas dos ETILS e marca um novo tempo da investigação da tradução, da interpretação e da guia-interpretação intermodal e intramodal gestual-visual no contexto brasileiro”. 

A publicação pode ser acessada pelo site periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/issue/view/3017.

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Mulheres e Meninas na Ciência: prêmio inédito reconhece nove pesquisadoras da UFSC em 2021

10/02/2022 21:53

A primeira edição do Prêmio Mulheres na Ciência, promovido pela Propesq, recebeu, em 2021, 72 inscrições. Foram selecionadas nove mulheres, nas categorias júnior, plena e sênior, e em três grandes áreas do conhecimento: Humanidades, Vida, Exatas e da Terra. O resultado final foi divulgado em agosto, com a seguinte lista de premiadas:
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Curso on-line ‘Consciência da ciência ou sociedade sem ciência?’ recebe inscrições de estudantes

10/02/2022 17:29

Com o objetivo de atender aos bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica, a Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) está promovendo o curso “Consciência da ciência ou sociedade sem ciência?”. Os bolsistas PIBIC e PIBITI, conforme consta em edital, devem “realizar minicurso de 8 horas/aula sobre metodologia científica, combate a desinformação e divulgação científica”. Para se inscrever, acesse aqui.
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Laboratório de Transportes e Logística da UFSC participa de evento sobre uso de tecnologia em rodovias

10/02/2022 16:14

O Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC) marcou presença entre os palestrantes na primeira edição do FIT – Fórum ITL de Inovação do Transporte, realizado no dia 9 de fevereiro, com o tema central “Novas tecnologias e conectividade nas rodovias brasileiras”.

O laboratório foi representado pelo seu coordenador técnico, Valter Zanela Tani, que abordou o tema “O conceito Free Flow em rodovias (além dos pedágios eletrônicos)”. Tani destacou o uso de tecnologia para o controle de acesso de veículos especiais e novas formas de fiscalização rodoviária, como no caso da pesagem em movimento e em alta velocidade – que já é tema de estudos de pesquisadores do LabTrans.

O pesquisador compartilhou ações que agilizam o fluxo de veículos em rodovias e que já são colocadas em prática em outros países:  “Nos Estados Unidos, há o programa PrePass, em que os transportadores compartilham informação para comprovar boas práticas. Em contrapartida, eles ficam dispensados de entrar em postos de parada e são inspecionados com base em amostragem”, destacou Zani. O evento está disponível no canal no Youtube da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pode ser acessado aqui.

Mais informações na página do LabTrans ou pelo e-mail alexandre.goncalves@labtrans.ufsc.br

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‘Vitória da Natureza’: com trabalho da UFSC e da comunidade do Distrito do Saí, SC ganha unidade de conservação

10/02/2022 15:11

Com decreto emitido pela prefeitura de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, está oficialmente criado o Refúgio da Vida Silvestre das Nascentes do Saí (REVIS), a mais nova Unidade de Conservação (UC) de proteção integral do Estado e a primeira UC municipal de São Francisco do Sul. Com uma área de 67,07 km² e um perímetro de 64,9 km a REVIS das Nascentes do Saí envolveu o trabalho de uma equipe de professores, profissionais e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em conjunto com a comunidade local. Em setembro de 2021, a Agecom/UFSC fez uma série de reportagens reunindo os principais dados levantados no processo e apresentando os argumentos científicos que indicavam a importância de preservação do local.

“O estudo de base feito pela UFSC para diagnosticar as condições do ambiente foi fundamental para embasar a criação da unidade conservação, auxiliando na determinação do perímetro, objetivos da UC e restrições de uso do território. Contudo, é a partir da publicação de uma lei ou decreto, que uma Unidade de Conservação passa realmente a existir como um espaço juridicamente protegido”, explica o professor Rodrigo de Almeida Mohedano, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, coordenador do projeto que sugeriu a criação da UC.

O professor Orlando Ferretti, do Departamento de Geocências, lembra que para a UFSC e toda a equipe envolvida no trabalho, a criação da REVIS Nascentes do Saí é a realização final, mas também uma nova passagem para a continuidade de pesquisas na região. “Esperamos que o trabalho de extensão e pesquisa sirva de exemplo a outras propostas no Estado, e inspire comunidades e prefeituras para novos estudos visando a criação de áreas protegidas, podendo contar com o apoio da UFSC”, comenta. “É m passo fundamental para a defesa da Natureza no litoral norte de Santa Catarina”, sintetiza.


Além de ser uma região de alta biodiversidade, o Distrito do Saí também tem como diferencial os seus recursos hídricos. Mohedano explica que, nesse sentido, a criação da UC também leva segurança à população. “Apesar de serem agraciados com chuvas abundantes, os municípios localizados nas regiões litorâneas da Mata Atlântica apresentam, em geral, baixa capacidade reservação de água. Deste modo a manutenção do fluxo das nascentes, por meio da preservação da vegetação, é essencial”, argumenta.

Ferretti lembra, ainda, que a região agora protegida é prioritária para a preservação da Mata Atlântica, através da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e uma Área Importante para Conservação da Biodiversidade e das Aves (IBA), presentes nos limites do Distrito do Saí. “Os estudos foram entregues em 2021 à prefeitura e à comunidade do Distrito do Saí, com destaques para a alta biodiversidade da região do Saí, a boa preservação da área, e o envolvimento da comunidade no sentido de contribuir para a criação de uma área protegida, sonho acalentado há alguns anos pela maioria dos moradores”, pontua.

Agora, o próximo passo da UC será a criação obrigatória de um Plano de Manejo, documento oficial de planejamento das unidades de conservação, que deve abranger a área, sua zona de amortecimento e os corredores ecológicos e formas de conciliar a preservação com atividades econômicas e culturais das comunidades vizinhas. “O plano de manejo deve ser elaborado de forma democrática e participativa, com a identificação dos atores sociais interessados”, destaca Mohedano. “A equipe da UFSC que atuou no Projeto Nascentes do Saí e a comunidade local estão muito felizes com a criação da REVIS e sabemos que esse é o início de uma nova etapa de trabalhos contínuos para a preservação da riqueza natural, tão importante no contexto atual”, finaliza.

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Pesquisa da UFSC indica que resíduos da reciclagem podem ser utilizados na geração de energia para a indústria

07/02/2022 11:17

Pesquisadora fez um estudo de viabilidade a partir do que os recicladores descartavam no processo (Fotos: acervo pessoal)

Minimizar um problema ambiental, gerar energia limpa e contribuir economicamente com cooperativas de trabalhadores que reciclam resíduos – o ciclo virtuoso da utilização de rejeitos da coleta seletiva para produzir energia foi o foco da pesquisa de mestrado de Eduarda Piaia, defendida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina. Ela avaliou a viabilidade da produção dos chamados Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR) a partir de um estudo realizado junto a Associações de Catadores de Materiais Recicláveis. O trabalho foi orientado pelo professor Armando Borges de Castilhos Júnior e pode contribuir com as metas da indústria cimenteira para a redução da poluição atmosférica por CO2.

Como resultado, Eduarda identificou que o processo é promissor, mas que, para compensar o custo da instalação de uma planta que transforme lixo em energia, é necessário um grande volume de rejeitos – o que implicaria em estratégias que envolvessem mais de uma cidade na produção. Na prática, essa planta utilizaria os rejeitos coletados no processo de reciclagem, hoje encaminhados para aterros sanitários, para gerar combustível para as indústrias de cimento.

A pesquisadora tem estudado os resíduos sólidos desde o seu trabalho de conclusão de curso, desenvolvido em 2016, também na UFSC. Sua preocupação, até então, era compreender porque o material coletado na cidade e que chegava aos recicladores tinha tantos itens que não podiam ser comercializados e eram descartados. De roupas a matéria orgânica, passando por plásticos específicos que não encontram compradores, esses materiais se perdem no processo e retornam aos aterros sanitários, já sobrecarregados.

Em 2019, no entanto, uma portaria interministerial passou a disciplinar a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos, o que seria uma alternativa ao aterramento de resíduos. “Era um assunto super novo e poucas pessoas estavam estudando isso naquele momento. Por uma sugestão do meu orientador, decidi fazer esse estudo de viabilidade técnica, analisando os rejeitos e sua possibilidade de geração de energia”.

Ela já sabia, por conta do TCC, os tipos de rejeitos que chegavam até as cooperativas. Naquele estudo, Eduarda esteve em campo com os recicladores durante o processo de seleção dos materiais que poderiam ser vendidos. Cerca de 20% do material acabava não sendo aproveitado – e foi justamente em torno desse percentual que ela decidiu concentrar suas análises na dissertação.

Para a produção do CDR, a pesquisadora concentrou sua análise na investigação de parâmetros que a levaram a compreender o potencial de geração de energia dos resíduos. A investigação sobre a quantidade de cloro, de mercúrio e do potencial calorífico dos rejeitos fez parte do estudo, que também se baseou nas normas internacionais e na norma ABNT NBR 16.849/2020 para chegar aos resultados.

Amostras e resultados

A pesquisadora coletou, para o estudo, diferentes amostras em três associações de recicladores de Florianópolis: no Norte e Sul da Ilha e na região central. No total, foram 24 amostras de cada associação, separadas em dez categorias, de acordo com o tipo de resíduo coletado.

Eduarda ressalta que alguns tipos de plástico também são descartados como rejeitos, como os de embalagem de macarrão, por exemplo. Mas há outros tipos de materiais que chegam nas associações, como papel higiênico, pilhas, lâmpadas, etc. “Cada cidade e cada região tem uma característica diferente quanto aos rejeitos e, por consequência, um potencial diferente tanto para a reciclagem quanto para o aproveitamento energético”, explica.

As amostras coletadas na pesquisa foram trituradas e levadas para o laboratório. Como principais resultados, o estudo constatou que 60,27% dos rejeitos das associações de catadores do município de Florianópolis podem ser utilizados para a recuperação energética. Entre aqueles a serem aproveitados no processo, 75,26% são embalagens de macarrão e biscoitos, de bolo e papel, que possuem como principal componente do polipropileno (PP) ou película de polipropileno biorientada (BOPP). A pesquisa também indica a necessidade de trituração antes da utilização direta dos rejeitos em fornos de cimenteiras, devido às especificações do processo produtivo.

Outra preocupação da investigação foi estimar as emissões atmosféricas evitadas ao se substituir o combustível convencional de cimenteiras pelo CDR em três cenários baseados nas metas do setor cimenteiro para a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis alternativos. Como resultado, verificou-se que em um dos cenários seria possível reduzir em 14,73% a emissão de CO2 no ar.

A pesquisa sugere, como recomendação, que se realizem estudos semelhantes com os resíduos que chegam ao aterro sanitário de Biguaçu, que recebe material de toda a grande Florianópolis e poderia gerar um montante suficiente para justificar um empreendimento desse porte. “Eventualmente, as cidades de Blumenau e Itajaí poderiam, tal como Florianópolis, compor uma massa de rejeitos interessante para o uso como CDR”, indica.

A pesquisadora ainda lembra que além de contribuir com a geração de uma energia mais limpa e com a redução da utilização de aterros, o processo poderia representar possibilidade de renda extra para os recicladores, já que o material, antes desperdiçado, pode passar a ter um custo, garantindo benefícios econômicos ao trabalhador. “A chave para que dê certo é que se conheça a composição gravimétrica dos rejeitos, por isso a importância de se fazer estudos em diferentes regiões”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Boletim do Necat: Pesquisador da UFSC analisa explosão de casos de covid-19 em janeiro

04/02/2022 17:30

Ao final de janeiro, 1.442.511 pessoas já tinham sido contaminadas pela Covid-19, sendo que até quinta-feira, 3 de fevereiro, mais de 1.458.000 pessoas já tinham sido contaminadas no estado. Destas, 20.664 morreram. Em função disso, Santa Catarina passou a ocupar o terceiro lugar no ranking nacional dentre os estados com o maior número de registros da doença a cada 100 mil habitantes. Em termos absolutos, já é o sexto estado como maior número de casos e o décimo com maior número de óbitos. Os dados são apresentados no Boletim NECAT, que agora passará a ser veiculado mensalmente e analisa os dados relativos à janeiro.
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UFSC formaliza acordo com Cátedra Normandia para a Paz, apoiada pela ONU

04/02/2022 16:55

A pró-reitora Cristiane Derani assina termo de adesão à Cátedra Normandia para a Paz, na França, ao lado do presidente da Universidade de Caen, Lamri Adoui. (Foto: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) formalizou recentemente sua adesão à Cátedra Normandia para a Paz, iniciativa apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A UFSC é a única universidade brasileira participante.

A Cátedra foi criada por iniciativa da região da Normandia, na França, com apoio das Nações Unidas, com o objetivo de construir uma paz mundial duradoura. Tem participação no Fórum Mundial e em iniciativas internacionais, respeitando a liberdade de cátedra e os valores da paz. Sob o mote “Só teremos paz na Terra quando estivermos em paz com a Terra”, sua atuação é bastante concentrada nas questões ambientais com foco em histórias de sucesso na proteção do meio ambiente.

O acordo assinado pela UFSC tem vigência por três anos, com a possibilidade de renovação. A proposta é que a UFSC possa criar, a partir desse acordo, grupos de pesquisa e interagir com pesquisadores na realização de atividades da Cátedra.
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Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências da UFSC lança livro ‘Risco de viés em revisões sistemáticas’

03/02/2022 15:51

O Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências da Universidade Federal de Santa Catarina (Cobe/UFSC) lançou, na quarta-feira, 02 de fevereiro, o livro “Risco de Viés em Revisões Sistemáticas – Guia Prático”, organizado pelas professoras Graziela de Luca Canto, coordenadora do Cobe, e Cristine Stefani e Carla Massignan, da Universidade de Brasília (UnB).

“A ideia do livro surgiu de dentro dos nossos cursos em função da dificuldade que nossos alunos têm de fazer esse passo da revisão sistemática que é a análise do risco de viés”, explica a professora Graziela Canto. O evento de lançamento foi transmitido pelo Youtube e pode ser acessado aqui.
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Prorrogadas as inscrições para especialização gratuita em Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas Não-Transmissíveis

03/02/2022 12:41

Foram prorrogas as inscrições gratuitas para o processo seletivo classificatório de ingresso no Curso de Especialização em Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, na modalidade de Ensino à Distância (EaD). O curso, que é totalmente gratuito, é oferecido pelo Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC). As inscrições pode ser feitas até o dia 20 de fevereiro de 2022. O edital do processo seletivo está disponível aqui.  O novo cronograma, com todas as datas atualizadas, está disponível aqui.

O curso destina-se a portadores de diploma de curso de graduação na área da saúde, reconhecidos pelo MEC, atuante na Rede Integrada do SUS de Santa Catarina, prioritariamente: (1) Gestores da Atenção Básica; (2) Equipes de Saúde da Família; (3) Equipes de Atenção Primária; (4) Equipes de NASF; (5) Equipes de Saúde Bucal; (6) Pólos da Academia da Saúde; e (7) Atuantes junto a povos e comunidades tradicionais, quilombolas e povos indígenas – Distritos de Saúde Especial Indígena.

Os candidatos devem ser profissionais da área de saúde, lotados em serviços de assistência em saúde e, preferencialmente, do quadro efetivo dos serviços de saúde nos níveis municipal ou estadual de Santa Catarina. Serão ofertadas 600 vagas, distribuídas em seis pólos. Os demais candidatos homologados e aprovados comporão cadastro de reserva.

As inscrições ficam abertas até 20 de fevereiro e o edital completo pode ser acessado neste link. Acesse o cronograma do processo seletivo aqui.

Mais informações na página do curso.

 

 

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Pesquisa da UFSC pode ajudar a reconstruir propriedades do oceano através de dados sísmicos

31/01/2022 11:25

Equipamento do estudo sendo lançado no oceano (Fotos: Luiz Antonio Pereira de Souza)

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina pode ajudar a reconstruir as propriedades do oceano e beneficiar a indústria nacional. O estudo, conduzido de forma multidisciplinar, é relacionado ao campo da Oceanografia Sísmica – e possibilita, por meio de registros sísmicos, que se obtenha a velocidade do som na coluna de água, sua temperatura e salinidade, em detalhes, gerando dados sobre o desconhecido oceano.

A ideia é incorporar uma nova metodologia para posicionar os campos de óleo de forma mais precisa. Para isso, os pesquisadores tradicionalmente utilizam equações que incorporam medidas da temperatura e da salinidade da água, mas a possibilidade de utilizar a velocidade do som, por meio de seus registros sísmicos, pode definir a posição dos poços e também captar outros dados e registros desconhecidos presentes nas águas, com maior resolução espacial.

Por analogia, o trabalho pode ser considerado semelhante ao que se vê nas técnicas de ultrassom médico. Fontes acústicas emitindo pulsos e disparos, dispostas na coluna de água, irão gerar uma onda acústica – um som – , em que cada pulso é um evento registrado. O perfil da velocidade do som na coluna de água é formado a partir da geração de milhares de imagens a cada disparo destes. O estudo é financiado pela Petrobras com base na participação especial, de acordo com a Lei Nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, que estabelece para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a atribuição de estimular a pesquisa e a adoção de novas tecnologias para o setor. A coordenação é do professor Antonio Henrique da F. Klein.

Hoje, por exemplo, para fazer esse trabalho e identificar a temperatura, salinidade e velocidade do som no oceano, é necessário que uma embarcação totalmente parada libere e recupere um cabo contendo vários sensores. Além de toda a logística para a obtenção de dados pontuais, o tempo também se torna um fator a ser considerado, já que essa ação ocorre espaçada por quilômetros, em média, a depender da malha escolhida para os cruzeiros.

“O uso da sísmica de reflexão para prospecção e monitoramento geológico é uma prática comum na indústria de petróleo para a caracterização das propriedades físicas de rochas e fontes de hidrocarbonetos que estão alocados abaixo do substrato terrestre”, contextualiza o pesquisador Francisco Carlos Lajus Junior. Esta técnica, segundo ele, quando aplicada à coluna de água, também permite a visualização de grandes estruturas oceânicas, em um nível de detalhe muito maior do que técnicas mais comuns.

De acordo com o pesquisador, assim como a atmosfera, o Oceano está dividido em várias camadas – onde os processos ainda são desconhecidos mesmo pela ciência. Conhecer melhor essas propriedades por meio das técnicas da oceanografia sísmica também possibilita predições mais concretas. Lajus vê o desenvolvimento desta técnica como uma possibilidade tanto de atender à área mais acadêmica de estudos do comportamento oceânico e da sua relação climática, como também à indústria, já que oportuniza a caracterização do que ocorre durante a exploração e produção de poços de petróleo, contribuindo com o desenvolvimento sustentável ao oferecer mais precisão aos processos.

Frentes de trabalho

Foto: Luiz Antonio Pereira de Souza

O projeto busca integrar diversas frentes científicas, envolvendo campos como os da oceanografia física, processamento e tratamento de sinais sísmicos, simulação numérica de propagação de ondas e estudos de técnicas de inversão. A finalidade geral é aprimorar as técnicas para a reconstrução das propriedades do oceano e caracterização do seu comportamento.

O estudo envolve três frentes de trabalho, sendo a primeira interessada na oceanografia física. Os dados sobre o comportamento do oceano em um determinado local e período de tempo serão obtidos de fontes diversas e analisados buscando-se extrair padrões. “Todas estas informações servem como subsídio no desenvolvimento das outras frentes, seja como forma de validação dos resultados, ou de caráter complementar, buscando uma melhoria na reconstrução destas estruturas”, explica o pesquisador.

A equipe também atua estudando os dados de Ocean Bottom Nodes (OBNs), equipamentos compostos de sensores colocados no fundo oceânico durante um monitoramento sísmico. “Temos uma hipótese de que estas mesmas reflexões, que podem ser captadas na superfície do oceano em levantamentos tradicionais, onde cabos são rebocados junto com uma embarcação, possam talvez ser percebidas também por estes nodes”. Se a hipótese for confirmada, deve levar benefícios diretos para a indústria de óleo e gás.

Ainda, a pesquisa busca o desenvolvimento de novas formas de processamento e aplicação em técnicas de inversão de dados da sísmica de reflexão para a recuperação das propriedades oceânicas. De acordo com Lajus, o Brasil tem um acervo extenso destes dados, que podem ser investigados e usados para uma melhor caracterização do comportamento do mar em praticamente toda a costa brasileira. “Acreditamos que isto possa ser o início do desenvolvimento de técnicas voltadas a uma maior caracterização do comportamento oceânico considerando mais variáveis, contribuindo assim tanto para o desenvolvimento da indústria nacional como o bem estar social e ambiental, que é igualmente necessário”, pontua.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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