Técnica desenvolvida na UFSC pode transformar substância do Ipê Roxo em tratamento contra câncer

07/12/2023 13:10

Extraída do Ipê Roxo, molécula β-lapachona tem conhecidas propriedades anticancerígenas. Foto: Ojsandeus/Wikimedia Commons

Uma nova reação química, desenvolvida em um laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pode transformar uma substância extraída de uma árvore nativa da América do Sul em um medicamento para tratamento de câncer. A pesquisa ainda está em fase inicial, mas os primeiros resultados são promissores. Realizado no Laboratório de Catálise Biomimética (Lacbio) em parceria com instituições da Inglaterra, de Portugal e da Espanha, o trabalho fez parte da tese de doutorado de Gean Michel Dal Forno, realizada no Programa de Pós-Graduação em Química sob orientação do professor Josiel Barbosa Domingos, e já rendeu uma menção honrosa no Prêmio Capes de Tese, duas publicações em revistas científicas internacionais e um registro de patente.

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de terapias contra o câncer que tenham menos efeitos colaterais que os tratamentos convencionais, os pesquisadores criaram uma nova metodologia de ativação de uma molécula chamada β-lapachona, encontrada no Ipê Roxo. A substância tem baixo custo de extração e conhecidas propriedades anticancerígenas, no entanto, não pode ser usada em sua forma natural. “Por que a β-lapachona nunca avançou em testes? Porque ela não ataca só a célula do câncer. Ela também ataca outras células do corpo humano, fazendo com que se tenha efeitos colaterais muito graves. Então não vale a pena usar ela como um fármaco”, comenta Gean. 

Por isso, foi preciso buscar uma maneira de fazer com que a β-lapachona afetasse somente as células do câncer. O primeiro passo foi desativar a molécula, transformando-a em um pró-fármaco, uma substância que entra no corpo de forma inativa, para ser ativada depois, em condições específicas – no caso dessa pesquisa, somente quando em contato com o tumor. “O que a gente faz é pegar essa molécula e fazer uma transformação química. Então, no laboratório, a gente desenvolve uma reação que vai fazer uma pequena alteração na estrutura e faz com que essa molécula deixe de ser um fármaco. Nesse caso, eu tenho pró-fármaco, que é um fármaco que foi modificado para perder sua atividade contra o alvo”, resume o pesquisador.
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Palestra sobre câncer e doenças degenerativas ocorre nesta sexta na UFSC

16/11/2023 10:50

A Universidade Aberta para Pessoas Idosas (NETI-UNAPI/UFSC) promove a palestra “Histórias de Vida: um novo olhar para o câncer e doenças degenerativas – do medo ao conhecimento” nesta sexta-feira, 17 de novembro, às 13h45. A atividade ocorre no auditório da Pós-Graduação do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC), localizado no térreo do Bloco H. A atividade é gratuita e aberta a todos.

As palestrantes serão Dóris Salva, sobrevivente do câncer de mama, e Ana Paula Coser, que enfrentou a jornada ao lado de seu marido. Também estarão presentes Ida Zasvalavsky e Sara Lola Candel Perez, que compartilharão suas experiências, histórias de superação e como transformaram o medo em conhecimento. Será oferecida uma sessão de massagem terapêutica para aliviar e confortar aqueles que lutam contra doenças degenerativas.

Mais informações pelo e-mail neti@contato.ufsc.br ou (48) 3721 6198.

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Professor da UFSC lança revista digital ‘Entendendo o Câncer’

25/08/2023 11:37

Entendendo o câncer” é o título da revista on-line que acaba de ser lançada pelo professor Marcio Alvarez-Silva, do Departamento de Biologia Celular, Embriologia e Genética do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (BEG/CCB/UFSC). A publicação terá periodicidade bimestral e faz parte de um projeto de extensão que “visa informar a população através de artigos relevantes e de fácil entendimento, para que pacientes, familiares, cuidadores e sobreviventes, possam aprender e adotar estratégias para lidar com o câncer”, conforme explica o professor.
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Em parceria com Harvard, professor da UFSC chega a resultados inéditos em estudos sobre células-tronco

23/02/2023 09:18

Imagem de Doodlart por Pixabay

Células-tronco são capazes de se diferenciar e se transformar em outras células e, por isso, há décadas são estudadas como uma das revoluções da ciência e da medicina. Do câncer a doenças cardíacas, passando pelo Alzheimer, elas são também objetos de investigação na UFSC, onde o professor Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, publicou, somente neste ano, três estudos com resultados inéditos em revistas de alto impacto do grupo Nature e da prestigiada Cell Stem Cell.

As pesquisas trabalham com a biologia de sistemas, usando softwares como forma de estudar e descrever o comportamento celular, mas também têm abordagem experimental. Os mecanismos são pesquisados em organismos vivos como camundongos e também no peixe-zebra. “Em conjunto, estes estudos destacam a importância da biologia computacional para compreender o funcionamento das nossas células e como utilizar esse conhecimento para criar células-tronco hematopoiéticas em laboratório a partir de células-tronco pluripotentes, as quais possuem a capacidade de produzir praticamente qualquer célula do nosso organismo”.

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UFSC coordena criação de instituto de estudos contra câncer

19/09/2022 16:12

Professor Edroaldo Lummertz da Rocha lidera iniciativa que visa desenvolver novas tecnologias para diagnóstico, monitoramento e tratamento do câncer. Foto: Divulgação

Uma das quatro maiores causas de morte prematura no mundo, o câncer é ainda hoje o principal problema de saúde pública em diversos países. A mais recente estimativa, realizada em 2018, apontou 18 milhões novos casos e cerca de 9,6 milhões de óbitos em decorrência da doença, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Somente no Brasil, a previsão é de 625 mil novos casos por ano.

As chances de cura, no entanto, aumentam consideravelmente quando os pacientes são diagnosticados em estágios iniciais. Neste sentido, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) trabalha na formação de uma entidade voltada a pesquisas de referência sobre a doença. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) e o Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU) lançaram nesta segunda-feira, 19 de setembro, uma iniciativa que convida servidores docentes e técnico-administrativos a manifestarem interesse em colaborar com a criação e o desenvolvimento do Instituto Multidisciplinar de Estudos contra o Câncer.

A ação é liderada pelo professor Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP), do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC. A proposta tem como missão central promover um esforço coordenado, multidisciplinar e de impacto para compreender os mecanismos da doença, assim como desenvolver novas tecnologias para diagnóstico, monitoramento e tratamento.

As manifestações de interesse em integrar a iniciativa podem ser apresentadas por formulário até o próximo dia 15 de outubro. O cronograma de ações prevê, em um primeiro momento, a discussão do tema em reuniões on-line, depois em um encontro científico a ser promovido no fim do mês de novembro. De acordo com Edroaldo, os detalhes para a constituição do instituto serão definidos a partir desse diálogo.

“O objetivo é nuclear pesquisadores que têm interesse em comum pra resolver vários aspectos nas pesquisas relacionadas ao câncer, de forma que a gente possa ter uma estrutura formalizada e competir por financiamentos de maior porte direcionados ao trabalho que fazemos aqui na Universidade”, explica o docente.
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Pesquisa busca entender processos envolvidos na metástase e no reaparecimento de cânceres

18/07/2022 16:07

Células tumorais que se disseminam para a medula óssea sobrevivem mesmo após o tratamento quimioterápico e podem levar ao reaparecimento da doença. Foto: National Cancer Institute/Unsplash

Em seu novo projeto de pesquisa, o professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Edroaldo Lummertz da Rocha procura compreender o processo de metástase do câncer de mama para a medula óssea e como se dá seu envolvimento no reaparecimento do tumor mesmo muitos anos após o tratamento com sucesso do tumor primário. O trabalho, que pode colaborar para o desenvolvimento de novas terapias que reduzam a propensão de reaparecimento de tumores, foi um dos dez selecionados na quinta chamada pública de apoio à ciência do Instituto Serrapilheira, uma instituição privada de fomento à ciência.

Definida como a disseminação de células cancerosas para órgãos secundários, a metástase é a principal causa de morbidade e mortalidade relacionada ao câncer. Após a resseção do tumor primário, as células tumorais que se disseminaram para a medula óssea no início da formação do tumor sobrevivem mesmo após o tratamento quimioterápico, levando ao reaparecimento da doença meses ou anos após o tratamento bem-sucedido do tumor primário. “Ao chegar na medula óssea, estas células tumorais do câncer de mama entram em um estado de quiescência, permanecendo em repouso por muitos anos, se escondendo da destruição mediada por células imunológicas, e também sendo resistentes ao tratamento quimioterápico. Porém, por fatores ainda pouco compreendidos, estas células tumorais em repouso são reativadas anos depois, levando ao surgimento de metástases ósseas, que podem também se espalhar para múltiplos órgãos”, explica Edroaldo.

Ainda não está claro, no entanto, como essas células tumorais metastáticas se adaptam e sobrevivem na medula óssea durante os estágios iniciais do desenvolvimento do tumor, adquirem quimiorresistência durante o tratamento adjuvante e são reativadas para gerar metástase óssea, e possivelmente para outros órgãos. O estudo de Edroaldo pode ajudar a compreender os detalhes celulares e moleculares desses processos – o que é fundamental para encontrar possibilidades terapêuticas.
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Pesquisadoras da UFSC lançam livro sobre diagnóstico e tratamento de câncer de cabeça e pescoço

28/06/2022 14:11

O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou o livro Câncer de cabeça e pescoço: atuação fonoaudiológica e multiprofissional, que aborda a embriologia desse tipo de câncer, o diagnóstico e o tratamento médico, odontológico, fonoaudiológico e fisioterápico e os cuidados paliativos. Com 17 capítulos escritos por especialistas de diversas áreas, a obra foi organizada pelas professoras do Departamento de Fonoaudiologia Fabiane Miron Stefani, Patrícia Haas e Cláudia Tiemi Mituuti e pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia Laura Faustino Gonçalves.

O câncer de boca e de laringe estão entre os mais incidentes em homens no Brasil, e vêm apresentando aumento de incidência em mulheres. Suas complicações trazem consequências importantes nos aspectos funcionais do indivíduo, além de um grande impacto psicológico e na qualidade de vida da pessoa e de seus familiares. 

Segundo as organizadoras, é de grande importância que todos os profissionais da saúde que atuam no cuidado desses casos tenham conhecimento acerca da doença, seus impactos e seu tratamento, para adicionar valores à qualidade do cuidado dos pacientes. 

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Hospital Universitário da UFSC participa da campanha ‘Vá de Lenço’ para homenagear as pessoas que lutam contra o câncer

03/02/2022 17:42

Nesta sexta-feira, 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, serão homenageadas as pessoas que lutam contra o câncer, assim como aquelas que venceram a doença. A homenagem também se estende aos profissionais que atuam na área. Essas ações buscam alertar para a prevenção contra o câncer por meio de mudança de hábitos e cuidados com a saúde.

No Brasil, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) organiza uma mobilização convocando profissionais de saúde, pacientes, familiares, acompanhantes e público em geral a usar lenços, como uma forma de se solidarizar com os pacientes que usam lenços devido ao tratamento. A campanha “Vá de lenço” ocorre desde 2017, envolvendo hospitais públicos e organizações privadas.
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Professor da UFSC assina estudo que identificou proteína envolvida na formação de tumores mais agressivos

17/12/2021 09:21

Resultados experimentais indicam que a LIN28B é criticamente importante para comportamento agressivo de células tumorais. Foto: Unsplash/National Cancer Institute

O pesquisador Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP), do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), assina como segundo autor de um estudo que traz a descoberta do papel da proteína LIN28B no processo de metástase, que é a disseminação de células de tumores para outros órgãos. Atualmente responsável por mais de 90% das mortes associadas ao câncer, a metástase ainda permanece incurável.

Para o professor da UFSC, torna-se, portanto, crucial compreender os mecanismos biológicos fundamentais pelos quais células tumorais se espalham pelo corpo. “Tal conhecimento permitirá, um dia, o desenvolvimento de novos tratamentos para tumores altamente metastáticos que acometem adultos – como melanoma [câncer de pele] e câncer de mama – e crianças – como o neuroblastoma”.

O neuroblastoma é o terceiro tipo de câncer mais comum na infância e adolescência, ficando atrás somente da leucemia e dos tumores do sistema nervoso central. Apesar do que o nome parece indicar, não é um tumor no cérebro. Trata-se de um tumor sólido extracraniano, bastante comum em crianças, que acomete uma parte do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções vitais fundamentais como a respiração, pressão arterial, batimentos cardíacos e a digestão. Conforme explica Edroaldo, a maioria dos neuroblastomas se desenvolve nas glândulas adrenais, que se localizam acima dos rins, no abdome ou nas células nervosas próximas da coluna espinhal.

Desenvolvimento do estudo

Em colaboração com pesquisadores do Boston Children’s Hospital e da Harvard Medical School, a pesquisa do professor da UFSC foi publicada na revista The Journal of Clinical Investigation. Utilizando um modelo animal de neuroblastoma, um câncer infantil altamente metastático e letal, os pesquisadores demonstraram que células tumorais com níveis de expressão mais altos da proteína LIN28B são significativamente mais metastáticas do que aquelas células que não a expressam. Por meio de abordagens genéticas no estudo, a remoção da proteína LIN28B reduziu substancialmente a propagação de células tumorais e, consequentemente, aumentou a sobrevida dos animais.

As análises de biologia computacional com dados de expressão de genes de mais de 450 pacientes com neuroblastoma foram utilizadas para determinar o grau de agressividade de células tumorais com ou sem expressão de LIN28B. As análises revelaram que células com altos níveis desta proteína são molecularmente similares a tumores de pacientes em estágios avançados da doença, já metastáticos. Enquanto isso, as células nas quais a proteína LIN28B foi deletada são molecularmente mais semelhantes a tumores menos agressivos, sem envolvimento de metástase.

Estudo desenvolveu análises de biologia computacional com dados de genes de mais de 450 pacientes com neuroblastoma

“A identificação da proteína LIN28B como criticamente importante para o processo de metástase pode levar ao desenvolvimento de novas terapias baseadas na sua inibição por meios farmacológicos, podendo levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para tumores altamente metastáticos. Como o câncer metastático ainda representa um desafio clínico, o desenvolvimento de novos tratamentos é urgentemente necessário”, avalia Edrolado. “O nosso trabalho contribui para uma melhor compreensão da proteína LIN28B em neuroblastoma e, potencialmente, outros tumores agressivos. Compreender estes processos fundamentais que regulam o espalhamento de células tumorais pelo organismo é crucial para desenvolver terapias mais efetivas”, complementa.
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Enfermeira do HU ressalta importância do tratamento humanizado para pacientes com linfoma

20/09/2021 14:30

A enfermeira Michele Dotto atua na Unidade de Oncologia e Hematologia do HU-UFSC. Foto: Sinval Paulino

O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas é celebrado anualmente em 15 de setembro. Como o próprio nome sugere, o principal objetivo dessa data é conscientizar a população sobre a importância de identificar precocemente os sintomas do linfoma, ajudando a facilitar o seu tratamento, além de ressaltar a importância do atendimento humanizado, do respeito aos familiares e da necessidade de apoio afetivo por parte da equipe de saúde.

Com 19 anos de atuação nesta área no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), a enfermeira da Unidade de Oncologia e Hematologia Michele Dotto explicou, nesta entrevista, um pouco sobre a doença e como é o atendimento para os pacientes no hospital.

O que caracteriza o linfoma?

O linfoma é um tipo de câncer que afeta as células de defesa do corpo. Existem diferentes tipos de linfoma, mas os principais sinais de alerta da manifestação da doença são: perda de peso/emagrecimento repentino, sudorese noturna, febre, aparecimento de gânglios aumentados (principalmente na região do pescoço, axilas, abdômen), dor importante e persistente no peito, estômago, abdômen.  É muito importante sempre buscar atendimento médico para avaliação, pois o diagnóstico precoce é fundamental.
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HU participa de campanha para lembrar o Dia Mundial do Câncer

03/02/2021 11:00

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) organizou uma manifestação virtual para a campanha Vá de Lenço deste ano. Nesta quinta-feira, 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, profissionais de saúde, pacientes, familiares, acompanhantes e público em geral estão convidados a usar lenços, homenageando os pacientes que lutam contra o câncer e aqueles que já venceram a doença.

A mobilização acontece desde 2017, envolvendo hospitais públicos e organizações privadas, e, neste ano, os organizadores da campanha estimulam as pessoas a postarem fotos nas mídias sociais, usando a hashtag #vádelenço. No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), todos os anos os profissionais de saúde, pacientes e familiares que frequentam a instituição usam os lenços da campanha.

O enfermeiro Daniel Silveira da Silva, chefe da Unidade de Hematologia e Oncologia do HU-UFSC, ressaltou a importância da campanha. “Algumas pessoas perdem os cabelos durante o período em que estão realizando tratamento com quimioterapia. Esta campanha, além de uma homenagem, pode contribuir para reforçar a importância de as pessoas não perderem a autoestima durante este processo”, explicou.

 

Unidade de Comunicação Social/HU-UFSC/Ebserh

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Pesquisadores desenvolvem metodologia para agilizar e melhorar diagnóstico de câncer de mama

19/10/2020 17:28

Pesquisadora utiliza equipamento de citometria de fluxo usado no projeto para analisar as amostras de pacientes com câncer de mama. Foto: Sinval Paulino/HU-UFSC

Um grupo de professores e pesquisadores ligados ao Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) está trabalhando em um projeto que tem como objetivo desenvolver um exame laboratorial complementar àqueles já existentes para aumentar a cobertura diagnóstica do câncer de mama e de boca, garantindo a identificação precoce da doença e agilidade no tratamento, quando necessário.

A pesquisa conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Intitulada Novas estratégias para o diagnóstico e prognóstico de tumores sólidos de origem epitelial: carcinomas de mama e de boca, é desenvolvida no Laboratório de Oncologia Experimental e Hemopatias (LOEH) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e consiste na implementação de um método de identificação de determinadas proteínas (biomarcadores) nas células neoplásicas dos pacientes por citometria de fluxo.
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Estudo pode levar a novos tratamentos contra o câncer e doenças autoimunes

16/04/2019 08:59

Uma descoberta realizada por equipe de pesquisa internacional, com a participação de pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pode sugerir novos caminhos para o tratamento de câncer e de doenças autoimunes. O estudo que foi publicado no final de 2018 na revista Nature (2018), revela que a atividade de células imunes, em particular das células T, pode ser manipulada para aumentar a imunidade contra o câncer ou bloquear doenças autoimunes, como alergia ou colite.

A publicação na Nature tem coautoria da professora Alexandra Latini, do Departamento de Bioquímica do Centro de Ciências Biológicas, da pós-doutoranda Débora da Luz Scheffer e da doutoranda Bruna Lenfers Turnes, todas vinculadas ao Laboratório de Bioenergética e Estresse Oxidativo (LABOX) da UFSC.

Pesquisadoras do LABOX Alexandra Latini, Bruna Turnes e Débora Scheffer. Foto: Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/UFSC

As células T participam na resposta imune e detectam proteínas estranhas presentes, por exemplo, em patógenos – assim que as encontram, as células T proliferam para combater as ameaças ao organismo. Porém, um problema comum é que as células T podem ser direcionadas contra as próprias proteínas do corpo, levando a reações alérgicas e doenças autoimunes. “Em contrapartida, um câncer consegue se desenvolver porque nossas células imunológicas normais não o reconhecem como inimigo”, afirma a professora Alexandra Latini.

No estudo da Nature, os pesquisadores mostram que a BH4 (molécula solúvel sintetizada por todas as células do organismo) controla a proliferação das células T, e que, se a produção de BH4 é bloqueada, a atividade delas é diminuída, “fato que seria necessário em doenças que cursam com processos inflamatórios crônicos, como a colite”, diz Latini. Por outro lado, se a produção de BH4 na célula T é estimulada, a atividade antitumoral também é impulsionada. “O trabalho mostrou, que o bloqueio genético ou farmacológico da síntese de BH4 limita a proliferação e infiltração de células T maduras em condições inflamatórias. As modificações na biologia da célula T induzidas pelo bloqueio na síntese de BH4 envolveram alterações na função mitocondrial e no metabolismo do ferro. No entanto, um aumento na agressividade das células T foi observado quando a via metabólica da BH4 foi ativada geneticamente, provocando um aumento de atividade antitumoral”, explica a professora.
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UFSC na mídia: pesquisadores estudam alternativa de tratamento contra o câncer

28/09/2017 17:41

Engenheiros mecânicos e médicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se juntaram para estudar uma alternativa de tratamento contra o câncer. Os profissionais estão desenvolvendo um tipo de implante com medicamentos que pode substituir a quimioterapia convencional.

A reportagem foi veiculada no Jornal da Record, em 27 de setembro, e pode ser conferida aqui.

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Trabalhos da UFSC ajudam a elaboração de novas recomendações da Espen

31/10/2016 16:00

Dois estudos realizados na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram selecionados para criar uma recomendação específica sobre o uso de ácidos graxos ômega-3. Esses estudos correspondem à pesquisa de mestrado de Juliana de Aguiar Pastore Silva e à tese de doutorado de Michel Carlos Mocellin, ambos do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN). Os trabalhos tiveram orientação do professor Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade, em parceria com os professores Tânia Silvia Fröde, Everson Araújo. Nunes, Yara Maria Franco Moreno e Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates. As pesquisas colaboraram para a elaboração de 44 recomendações.
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Cápsulas de óleo de peixe contribuem no tratamento de câncer colorretal

11/10/2012 13:24

O estudo realizado pelo mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina, Michel Carlos Mocellin, mostra que o consumo diário durante nove semanas de duas gramas de óleo de peixe em cápsula contendo 600 mg dos ácidos graxos ômega-3 reduz os níveis da proteína C-reativa (PCR), composto que indica a presença de inflamações. Os ácidos graxos ômega 3 são componentes orgânicos encontrados na gordura dos peixes de água fria, em sementes e no óleo de linhaça. O consumo diário da cápsula também evita o aumento no risco de complicações inflamatórias e nutricionais quando avaliada pela relação da PCR com albumina sérica, proteína mais abundante do soro sanguíneo. O estudo envolveu 11 adultos portadores de câncer colorretal em quimioterapia assistidos no ambulatório do Centro de Pesquisas Oncológicas de Florianópolis (CEPON-SC).

A inflamação crônica pode levar ao desenvolvimento de câncer ou mesmo surgir paralelamente a carcinogênese – processo de formação do tumor. O principal mecanismo promotor da inflamação relacionada ao câncer é a ativação de fatores de transcrição – que iniciam, estimulam e encerram o processo de transcrição gênica para a produção de substâncias inflamatórias – em células tumorais, imunitárias e do tecido subjacente ao tumor. Estes fatores de transcrição recrutam células do sistema imunitário para a região tumoral, estimulando a produção e secreção de substâncias químicas, como as citocinas, que coordenam o processo inflamatório. Também deve-se considerar que o tratamento anticâncer – cirurgia, radio e/ou quimioterapia – com alta capacidade de nocividade orgânica contribui com a inflamação por causar o desequilíbrio das funções celulares ou stress celular- processo chamado de injúria celular.

Potencial em modular a inflamação

O estudo foi pioneiro ao avaliar os níveis plasmáticos de citocina IL-17A – proteína produzida durante um processo inflamatório – neste modelo clínico. Quando avaliadas algumas citocinas pró e anti-inflamatória, não foi observado diferenças significativas entre o grupo que recebeu a suplementação de óleo de peixe e aquele que não recebeu. Ao analisar o nível da PCR no sangue, nota-se um aumento na produção dessa proteína no grupo que não recebeu óleo de peixe e uma redução no grupo suplementado ao final das nove semanas de estudo. Passado o período de testes, os pacientes que receberam diariamente a cápsula de óleo de peixe tiveram uma concentração de 1,46 mg/L de PCR no sangue – a concentração da PCR normal em um adulto é de até 5 mg/L. “Estes últimos resultados sugerem potencial atividade do óleo de peixe, mais especificamente dos ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 presentes no óleo de peixe, em modular a inflamação relacionada ao câncer”, afirma Mocellin.

Os prováveis mecanismos que atribuem ao óleo de peixe à redução da atividade inflamatória envolvem modificações na composição de membranas celulares, produção de metabólitos lipídicos com atividade anti-inflamatória e alterações na expressão gênica de sinais de transcrição responsáveis pela síntese de citocinas pró-inflamatórias. Adicionalmente, os pesquisadores observaram que a suplementação pareceu exercer efeito protetor contra a perda de peso induzida pela doença e pelo seu tratamento – indivíduos que receberam óleo de peixe ganharam ou mantiveram seu peso (1,2 kg), à medida que os indivíduos do grupo sem suplementação perderam (-0,5 kg).

A inflamação tem uma série de efeitos indesejados no câncer que incluem: menor resposta e resposta alterada ao tratamento, promoção e progressão do tumor, aumento da demanda energética e perda de peso, o que acaba culminando com uma pior evolução clínica do paciente. Por isso, os pesquisadores acreditam que seja importante modular o processo inflamatório ativo e permanente, presente no ambiente tumoral.

Confirmação de pesquisa

Os resultados desta dissertação confirmam o estudo desenvolvido pelo grupo de pesquisa de autoria da mestre Juliana de Aguiar Pastore Silva, no qual 23 indivíduos portadores de câncer colorretal em quimioterapia foram suplementados com 2 g/dia de óleo de peixe durante nove semanas. “Acreditamos que as evidências fornecidas por esses estudos sustentem a afirmação de que 2 g/dia de óleo de peixe, contendo aproximadamente 600 mg de ácidos graxos ômega-3, seja um potencial colaborador no tratamento quimioterápico do câncer de cólon e reto”, garante Mocellin. Perspectivas futuras incluem a suplementação em diferentes tipos de câncer (gástrico, esofágico, pancreático e hematológico) e análises de linhagens celulares produtoras de citocinas específicas.

O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC. Durante as pesquisas, o estudo contou com o apoio dos profissionais do CEPON-SC, além do Laboratório Santa Luzia, Phytomare Suplementos e Laboratório de Investigação de Doenças Crônicas do Departamento de Fisiologia da UFSC.


Mais informações:

Michel Carlos Mocellin
michel.mocellin@hotmail.com

Professor  Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade
erasmotrindade@gmail.com

 

Fonte: Michel Carlos Mocellin
Edição: Poliana Dallabrida/ Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC

Foto: SXC

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Especial Pesquisa: Estudos geram conhecimento sobre funcionamento molecular do câncer

24/02/2011 10:35

O câncer é uma doença que altera o equilíbrio das células normais. A trajetória esperada para estas pequenas estruturas que formam os seres vivos é a divisão, crescimento, multiplicação e morte. Mas, por algum motivo, o câncer muitas vezes promove a divisão celular sem controle.

A quimioterapia procura atacar essa multiplicação descontrolada das células tumorais. Porém, atinge também outras células, provocando sintomas como queda de cabelo, vômitos, diarréia e enfraquecimento do sistema imunológico, nossa defesa contra as doenças.

Um dos desafios da ciência atual é investigar drogas “inteligentes”, que ataquem com eficiência não apenas as consequências, mas as causas do câncer, sem provocar tantos efeitos colaterais. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participa desse esforço. Entre os estudos estão trabalhos desenvolvidos em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Na UFSC atuam professores, estudantes de pós-graduação e de graduação do Departamento de Química (ligado ao Centro de Ciências Físicas e Matemáticas) e do Departamento de Bioquímica (ligado ao Centro de Ciências Biológicas). A meta é aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos moleculares envolvidos com o câncer, aproveitando o potencial da engenharia genética e da nanobiotecnologia.

Manipulando o DNA
Os trabalhos são estimulados pelo avanço das investigações envolvendo a genômica, capaz de mapear os genes de diversos organismos. Esse conhecimento tem influenciado a busca por estratégias que possam ser utilizadas para manipular o DNA (moléculas que contêm as instruções genéticas dos seres vivos) e o RNA (responsável pela síntese de proteínas, principais compostos constituintes dos seres vivos e que estão em produção constante pelas células).

A pesquisa investiga processos químicos como a degradação das proteínas e ácidos nucléicos (DNA e RNA), explicam os professores da UFSC Ademir Neves e Hernán Terenzi, pesquisadores do projeto que tem apoio do CNPq.

Segundo eles, a expectativa é avançar o conhecimento sobre fenômenos que possam dar suporte ao desenvolvimento de agentes quimioterápicos capazes de bloquear a expressão gênica do câncer. Esse processo traz esperanças para conter a multiplicação descontrolada das células “doentes”.

As equipes investem também na síntese de nucleases artificiais. Elas são enzimas que degradam o DNA e podem colaborar com o desenvolvimento futuro de drogas para combater o câncer (entre outras doenças, já que são pesquisas de base e podem gerar benefícios em aspectos não previstos pelos pesquisadores).

O grupo tem pesquisas neste campo há vários anos e resultados importantes já foram alcançados. São estudos que se destacam em processos de síntese e caracterização de novos complexos químicos e para algumas nucleases artificiais os mecanismos das reações foram completamente esclarecidos. Em 2007, por exemplo, o professor Ademir Neves publicou o primeiro exemplo de um modelo sintético para hidrolase (um tipo especial de enzima), conhecimento importante para compreensão da osteoporose e do câncer nos ossos.

As equipes investem também no estudo de nanopartículas metálicas de alta qualidade, que tenham tamanho e dispersão controlados. A idéia é que estas partículas possam ser usadas como “sondas” na determinação da estrutura do DNA e como  drogas quimioterápicas.

Além de já ter capacidade de obter e caracterizar estas partículas, o grupo realiza testes de atividade anti-tumoral in vitro, em células de tumor de pulmão de origem humana. Há ainda estudos para avaliar a toxidade dos novos compostos, realizados no Laboratório de Medicamentos a Base de Metais, do Departamento de Química da UFMG.

“Esperamos que as pesquisas tragam contribuições para obtenção de outros biomateriais e tratamento de diversas doenças.”, destaca o professor Ademir Neves, coordenador geral do projeto que já colabora com a formação de profissionais de alto nível.

Mais informações: ademir@qmc.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom

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