Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências da UFSC lança livro ‘Risco de viés em revisões sistemáticas’

03/02/2022 15:51

O Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências da Universidade Federal de Santa Catarina (Cobe/UFSC) lançou, na quarta-feira, 02 de fevereiro, o livro “Risco de Viés em Revisões Sistemáticas – Guia Prático”, organizado pelas professoras Graziela de Luca Canto, coordenadora do Cobe, e Cristine Stefani e Carla Massignan, da Universidade de Brasília (UnB).

“A ideia do livro surgiu de dentro dos nossos cursos em função da dificuldade que nossos alunos têm de fazer esse passo da revisão sistemática que é a análise do risco de viés”, explica a professora Graziela Canto. O evento de lançamento foi transmitido pelo Youtube e pode ser acessado aqui.
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Prorrogadas as inscrições para especialização gratuita em Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas Não-Transmissíveis

03/02/2022 12:41

Foram prorrogas as inscrições gratuitas para o processo seletivo classificatório de ingresso no Curso de Especialização em Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, na modalidade de Ensino à Distância (EaD). O curso, que é totalmente gratuito, é oferecido pelo Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC). As inscrições pode ser feitas até o dia 20 de fevereiro de 2022. O edital do processo seletivo está disponível aqui.  O novo cronograma, com todas as datas atualizadas, está disponível aqui.

O curso destina-se a portadores de diploma de curso de graduação na área da saúde, reconhecidos pelo MEC, atuante na Rede Integrada do SUS de Santa Catarina, prioritariamente: (1) Gestores da Atenção Básica; (2) Equipes de Saúde da Família; (3) Equipes de Atenção Primária; (4) Equipes de NASF; (5) Equipes de Saúde Bucal; (6) Pólos da Academia da Saúde; e (7) Atuantes junto a povos e comunidades tradicionais, quilombolas e povos indígenas – Distritos de Saúde Especial Indígena.

Os candidatos devem ser profissionais da área de saúde, lotados em serviços de assistência em saúde e, preferencialmente, do quadro efetivo dos serviços de saúde nos níveis municipal ou estadual de Santa Catarina. Serão ofertadas 600 vagas, distribuídas em seis pólos. Os demais candidatos homologados e aprovados comporão cadastro de reserva.

As inscrições ficam abertas até 20 de fevereiro e o edital completo pode ser acessado neste link. Acesse o cronograma do processo seletivo aqui.

Mais informações na página do curso.

 

 

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Pesquisa da UFSC pode ajudar a reconstruir propriedades do oceano através de dados sísmicos

31/01/2022 11:25

Equipamento do estudo sendo lançado no oceano (Fotos: Luiz Antonio Pereira de Souza)

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina pode ajudar a reconstruir as propriedades do oceano e beneficiar a indústria nacional. O estudo, conduzido de forma multidisciplinar, é relacionado ao campo da Oceanografia Sísmica – e possibilita, por meio de registros sísmicos, que se obtenha a velocidade do som na coluna de água, sua temperatura e salinidade, em detalhes, gerando dados sobre o desconhecido oceano.

A ideia é incorporar uma nova metodologia para posicionar os campos de óleo de forma mais precisa. Para isso, os pesquisadores tradicionalmente utilizam equações que incorporam medidas da temperatura e da salinidade da água, mas a possibilidade de utilizar a velocidade do som, por meio de seus registros sísmicos, pode definir a posição dos poços e também captar outros dados e registros desconhecidos presentes nas águas, com maior resolução espacial.

Por analogia, o trabalho pode ser considerado semelhante ao que se vê nas técnicas de ultrassom médico. Fontes acústicas emitindo pulsos e disparos, dispostas na coluna de água, irão gerar uma onda acústica – um som – , em que cada pulso é um evento registrado. O perfil da velocidade do som na coluna de água é formado a partir da geração de milhares de imagens a cada disparo destes. O estudo é financiado pela Petrobras com base na participação especial, de acordo com a Lei Nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, que estabelece para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a atribuição de estimular a pesquisa e a adoção de novas tecnologias para o setor. A coordenação é do professor Antonio Henrique da F. Klein.

Hoje, por exemplo, para fazer esse trabalho e identificar a temperatura, salinidade e velocidade do som no oceano, é necessário que uma embarcação totalmente parada libere e recupere um cabo contendo vários sensores. Além de toda a logística para a obtenção de dados pontuais, o tempo também se torna um fator a ser considerado, já que essa ação ocorre espaçada por quilômetros, em média, a depender da malha escolhida para os cruzeiros.

“O uso da sísmica de reflexão para prospecção e monitoramento geológico é uma prática comum na indústria de petróleo para a caracterização das propriedades físicas de rochas e fontes de hidrocarbonetos que estão alocados abaixo do substrato terrestre”, contextualiza o pesquisador Francisco Carlos Lajus Junior. Esta técnica, segundo ele, quando aplicada à coluna de água, também permite a visualização de grandes estruturas oceânicas, em um nível de detalhe muito maior do que técnicas mais comuns.

De acordo com o pesquisador, assim como a atmosfera, o Oceano está dividido em várias camadas – onde os processos ainda são desconhecidos mesmo pela ciência. Conhecer melhor essas propriedades por meio das técnicas da oceanografia sísmica também possibilita predições mais concretas. Lajus vê o desenvolvimento desta técnica como uma possibilidade tanto de atender à área mais acadêmica de estudos do comportamento oceânico e da sua relação climática, como também à indústria, já que oportuniza a caracterização do que ocorre durante a exploração e produção de poços de petróleo, contribuindo com o desenvolvimento sustentável ao oferecer mais precisão aos processos.

Frentes de trabalho

Foto: Luiz Antonio Pereira de Souza

O projeto busca integrar diversas frentes científicas, envolvendo campos como os da oceanografia física, processamento e tratamento de sinais sísmicos, simulação numérica de propagação de ondas e estudos de técnicas de inversão. A finalidade geral é aprimorar as técnicas para a reconstrução das propriedades do oceano e caracterização do seu comportamento.

O estudo envolve três frentes de trabalho, sendo a primeira interessada na oceanografia física. Os dados sobre o comportamento do oceano em um determinado local e período de tempo serão obtidos de fontes diversas e analisados buscando-se extrair padrões. “Todas estas informações servem como subsídio no desenvolvimento das outras frentes, seja como forma de validação dos resultados, ou de caráter complementar, buscando uma melhoria na reconstrução destas estruturas”, explica o pesquisador.

A equipe também atua estudando os dados de Ocean Bottom Nodes (OBNs), equipamentos compostos de sensores colocados no fundo oceânico durante um monitoramento sísmico. “Temos uma hipótese de que estas mesmas reflexões, que podem ser captadas na superfície do oceano em levantamentos tradicionais, onde cabos são rebocados junto com uma embarcação, possam talvez ser percebidas também por estes nodes”. Se a hipótese for confirmada, deve levar benefícios diretos para a indústria de óleo e gás.

Ainda, a pesquisa busca o desenvolvimento de novas formas de processamento e aplicação em técnicas de inversão de dados da sísmica de reflexão para a recuperação das propriedades oceânicas. De acordo com Lajus, o Brasil tem um acervo extenso destes dados, que podem ser investigados e usados para uma melhor caracterização do comportamento do mar em praticamente toda a costa brasileira. “Acreditamos que isto possa ser o início do desenvolvimento de técnicas voltadas a uma maior caracterização do comportamento oceânico considerando mais variáveis, contribuindo assim tanto para o desenvolvimento da indústria nacional como o bem estar social e ambiental, que é igualmente necessário”, pontua.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Pós em Engenharia Química prorroga inscrições de processo seletivo para mestrado e doutorado

27/01/2022 18:19

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Catarina (PósENQ/UFSC) prorrogou o prazo de inscrições para o Processo Seletivo 2022.1 para os cursos de Mestrado e Doutorado para o dia 04 de fevereiro de 2022. Todas as informações sobre edital de seleção estão disponíveis aqui.

Mais informações pelo e-mail ppgenq@contato.ufsc.br e na página do programa.
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Subnotificação, descaso e falta de dados: pesquisadores denunciam problemas da pandemia nas prisões

24/01/2022 13:09

Um ambiente nefasto para a proliferação de doenças infecto-contagiosas – é dessa forma que a pesquisadora Marília Budó, professora do departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, resume o sistema penitenciário brasileiro do ponto de vista físico diante da pandemia de Covid-19. Mas o problema não para por aí: além da superlotação, das péssimas condições de higiene e saneamento básico e da pobre alimentação dirigida às pessoas presas, a ausência de dados e informações precisas sobre como a doença foi assimilada pelo sistema nos últimos anos agrava ainda mais a questão. Um grupo de pesquisadores desnuda esse cenário caótico em dois documentos lançados pelo projeto Infovírus: prisões e pandemia, que além da UFSC envolve estudiosos de outras cinco instituições e pesquisadores autônomos.

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O projeto, criado ainda em 2020, primeiro ano da pandemia, teve o objetivo de acompanhar, registrar, analisar e divulgar informações sobre a situação dos presídios, incluindo análises de informações públicas disponíveis no Painel de Monitoramento dos Sistemas Prisionais. O acompanhamento desses dados, entretanto, revelou uma série de distorções e problemas elencados nos documentos Política de Morte: Registros e Denúncias sobre Covid-19 no Sistema Penitenciário Brasileiro e De Olho no Painel do Depen: Análise de Informações de Estado sobre a Covid-19 nas Prisões. “O problema da falta de dados sobre mortes e adoecimentos – físicos e mentais – dentro de unidades prisionais já existia antes da crise da Covid-19. Ela se agravou dramaticamente neste contexto, quando as políticas de testagem em massa, isolamento e vacinação eram e são ainda as únicas ferramentas possíveis para conter o vírus”, explica Marília.

Justamente por isso, a proposta dos pesquisadores foi desenvolver um projeto de checagem de informações e de divulgação científica do acúmulo das pesquisas do campo criminológico crítico sobre penas e prisões no Brasil. Ao mesmo tempo, a equipe também recebia denúncias de amigos e familiares a respeito da falta de informações sobre os detentos. O ‘isolamento dentro do isolamento’ impediu que as pessoas privadas de liberdade tivessem contato esporádico com as famílias por meio das visitas semanais. “Há uma desumanização das pessoas em prisão, o que conduz a uma facilitação a políticas e decisões que têm como resultado o adoecimento e a morte”, indica Marília.

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A equipe trabalhou com um conjunto de 74.676 dados públicos. No início do acompanhamento, em abril de 2020, 162 casos eram notificados como suspeitos, com 25.228 sendo anunciados um ano depois, data de corte do projeto. Também em abril de 2020, 51 foram confirmados – número que aumentou mais de mil vezes em um ano. Já a primeira morte confirmada surgiu no painel em 18 de abril de 2020 e chegou ao número de 168 um ano depois.

O projeto divulgou essas informações publicamente, no site e em redes sociais. Nesse processo, também denunciou os momentos em que havia ausência de atualização nas informações públicas, como ocorreu durante mais de seis meses com os números do Estado da Paraíba. “O que notamos claramente é a proposital indiferença em relação à morte e ao sofrimento das pessoas que de alguma maneira têm suas vidas marcadas pelo cárcere, sejam elas pessoas privadas de liberdade, sejam elas parentes, esposas, companheiras, que vivenciaram durante meses a ausência de informações sobre seus entes queridos”, destaca a pesquisadora.


Descontinuidade nos dados

Conforme o relatório, os estados que mantiveram maior regularidade na periodicidade de atualização dos dados públicos foram Santa Catarina, em que o maior período na qual ficou mantida a mesma informação foi de 14 dias, Maranhão, com 16 dias e Rio Grande do Sul, com 18 dias. Nos demais, a equipe reconhece uma descontinuidade no preenchimento das informações sobre o sistema penitenciário. “Diante do que foi aqui observado, os dados dispostos no painel do Depen não condizem com a realidade da infecção pelo vírus no sistema prisional brasileiro. Entretanto, quando o sistema do painel do Depen não é alimentado, não se trata simplesmente de plausível minimização dos fatos por parte dos gestores, mas igualmente de informação negada à população”, denuncia o documento.

O relatório indica que diversos problemas no painel foram registrados ao longo do monitoramento: “desde a negação da informação – dados que possivelmente não foram preenchidos –, até dados que apareciam e, depois, simplesmente sumiam, através de ‘apagões’ no sistema, inconsistências que se caracterizam, principalmente, pela falta de regularidade na atualização dessas informações no sistema”.

As análises dos pesquisadores também desenham um cenário “deflagrado de subnotificação”, expresso nos documentos do projeto. Os números muito baixos comparados ao cenário publicizado da pandemia são altamente questionáveis para a equipe do Infovírus. Em junho de 2021, por exemplo, a equipe registrou a possibilidade de subnotificação em Santa Catarina, já que havia um alto número de contaminações e um baixo volume de testagem. “A própria testagem aconteceu em regra apenas quando o preso já estava há dias com sintoma de Covid, e não por acaso vários surtos decorreram da falta da testagem em massa”, contextualiza Marília.

OMS recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários na vacinação (Foto: Pixabay)

Além disso, ela aponta o atraso para a chegada da vacina nas prisões como um fator importante do agravamento da pandemia no cárcere, o que reforça a ideia de desumanização dos detentos. A professora lembra que a Organização Mundial de Saúde recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários por conta do risco elevado de surtos nesses locais, e o Ministério da Saúde atendeu a essa recomendação.”Mas após manifestações terríveis de pessoas oportunistas no campo político que apostam na desumanização da população privada de liberdade como forma de obtenção de seguidores e votos, os presos foram em vários lugares deixados para o final da campanha de vacinação. Mesmo os presos idosos e com doenças crônicas foram em vários lugares vacinados depois da população livre. Ou seja, temos poucos bons exemplos e muitos maus exemplos do que ocorreu”.

A falta de comprometimento com a garantia do direito à informação sobre a realidade da Covid-19 no sistema prisional é considerada, nos documentos, um reflexo imediato de de um “projeto vigente”. “Entendemos que não se trata de mera negligência, mas a continuidade de uma política de gestão de morte através do cárcere, que manteve as mesmas lógicas e ferramentas jurídicas para negar a liberdade e, com isso, a vida a pessoas que eram dos grupos de risco e mesmo as que não eram e morreram em decorrência da indiferença em relação a essas mortes”, pontua Marília.

A professora se refere precisamente à análise de instrumentos jurídicos que poderiam prever a liberação de detentos que estivessem ameaçados pela doença, mas que tiveram esse direito recusado. “O que predomina nessas atitudes – tanto do Executivo quanto do Judiciário – é um discurso de defesa social, ou seja, de entender pessoas privadas de liberdade como um perigo, um risco, em alguns casos equiparado ao próprio risco atribuído ao vírus”, reflete.

Orientação não foi cumprida

De acordo com Marília, o Conselho Nacional de Justiça, ainda em março de 2020, publicou a Recomendação nº62, que deveria ter sido seguida pelo Judiciário. “A recomendação orientava juízes e administração pública a promoverem políticas de testagem em massa, isolamento/distanciamento, através da redução da superpolução dos presídios com a conversão de prisões de pessoas de grupos de risco e prisões domiciliares, ou ainda, com antecipação de progressão de regime para quem tivesse cumprido os demais requisitos’, lembra.

Apesar disso, conforme a pesquisadora, em poucos lugares a recomendação surtiu algum efeito. “O que temos visto no estudo dos processos judiciais é uma postergação insustentável do momento de concessão da liberdade (ou prisão domiciliar, ou progressão antecipada) que chega (quando chega) apenas no momento em que o preso já está na UTI entubado e de lá já não retornará para lugar algum”, lamenta.

Por isso, segundo ela, somadas às características da prisões brasileiras – espaços propícios para todo o tipo de epidemia e bastante violentos – pratica-se, via de regra, “um tipo de gestão de morte”. A professora comenta que estudos acadêmicos têm trazido o tema à tona – há, por exemplo, uma forte linha de pesquisa no campo da antropologia e da sociologia que investiga o desaparecimento de pessoas no interior do sistema carcerário. “Esse tipo de instituição terrível somente é possível por conta da desumanização racista que atravessa esse sistema e naturaliza o adoecimento e a morte dessas pessoas, assim como o sofrimento das suas familiares”, evidencia.

Marília cita medidas pontuais possíveis para a minimização dos problemas: a redução da população carcerária; a atuação preventiva no campo da saúde, com testagem em massa, boa alimentação para garantir uma boa imunidade, melhores condições sanitárias e a vacinação prioritária.

Mais sobre o projeto

O Infovírus: prisões e pandemia reúne pesquisadores e pesquisadoras com diferentes formações, de diferentes áreas do conhecimento, para monitorar os dados, notas técnicas, comunicações e informações prestadas por instâncias oficiais, além de entrevistas e discursos políticos sobre a pandemia de Covid-19 no sistema penitenciário brasileiro. As informações foram sempre confrontadas com relatos dos familiares de pessoas privadas de liberdade, denúncias dos movimentos sociais e das defensorias públicas. Até julho de 2021, o Infovírus publicou 47 postagens informando mortes de pessoas presas e servidores em decorrência da Covid-19.

O projeto é feito por pesquisadores autônomos e equipes ligadas a grupos de pesquisa da Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Católica de Pernambuco, Universidade Estadual de Feira de Santana, Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal de Santa Maria. Também tem apoio da Rede Justiça Criminal, Open Society Foundantions, ISER, Justa e Fundo Brasil.


Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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‘Trabalho, Tecnologias da Informação e Comunicação e Condições de Vida’ é tema da nova edição da Revista Katálysis

20/01/2022 17:50

Revista Katálysis, classificada como A1 pelo Qualis/Capes e editada pelo pelo curso de graduação e pelo programa de pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), divulga seu primeiro número de 2022. Com o tema “Trabalho, Tecnologias da Informação e Comunicação e Condições de Vida”, a edição conta com 15 artigos temáticos, de autoria de pesquisadores de Ciências Humanas de todo o Brasil.

A revista, de periodicidade quadrimestral, disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo. Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista e na plataforma Scielo.

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Auxílio Emergencial ajudou a frear a pandemia, aponta estudo de professor da UFSC

20/01/2022 11:39

Um programa de renda pode ter ajudado a frear a escalada de casos de COVID-19 durante os primeiros meses da pandemia no Brasil, ainda em 2020. Em contrapartida, a redução do benefício – denominado de Auxílio Emergencial – pode ter contribuído para a redução dos índices de isolamento social no início de 2021, na chamada segunda onda da doença. Os números que relacionam esses e outros dados públicos foram destrinchados no estudo em pré-print On the Role of Financial Support Programs in Mitigating the Sars-CoV-2 Spread in Brazil, assinado por um grupo de pesquisadores, entre eles o professor Vinicius Albani, do Departamento de Matemática da UFSC.

Esta é a quarta publicação do pesquisador que se atém a questões que unem o conhecimento da Matemática a um olhar para o cenário da pandemia no Brasil e no mundo. A terceira originou uma ferramenta matemática que ajuda a investigar a subnotificação de casos de infecção. Os trabalhos lidam com modelagem epidemiológica, mas também são interdisciplinares, exigindo que se lance um olhar para aspectos geográficos e socioeconômicos, por exemplo. “A ideia é oferecer um conjunto de pesquisas que tenha uma utilidade pública, que tragam um aprendizado da pandemia e que ajudem a melhorar os modelos para gerar previsões mais precisas”, indica.

Benefício foi pago até novembro de 2021 (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Todo o trabalho foi realizado com base em dados públicos anexados ao artigo. Além da análise de dados, a equipe também utilizou um modelo epidemiológico para estimar o índice de reprodutibilidade da doença. Os números foram correlacionados com índices de desemprego, renda média da população, índices de isolamento social e com a média móvel de casos, traçando um cenário que assegura a importância de programas socioeconômicos para garantir suporte financeiro à população.

A correlação dos dados epidemiológicos com os dados socioeconômicos foi feita em conjunto com os pesquisadores Roseane Albani, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Nara Bobko, da Federal Tecnológica do Paraná, Eduardo Massad, da Fundação Getúlio Vargas e Jorge P. Zubelli‖, da Khalifa University. “A ideia foi estimar o impacto do auxílio emergencial em reduzir o número de casos de COVID-19, pensando em como ele impactou os índices de isolamento social”, contextualiza Albani.

Logo no início do texto, os pesquisadores contextualizam a origem do programa social, que consistiu no pagamento de um valor mensal para os cidadãos que tivessem o cadastro aprovado e que sentiam os efeitos econômicos do isolamento social e da pandemia. “O valor mensal dependia de uma série de fatores, como o número de membros da família e o período do ano”, registram, no estudo. Essa flutuação dos valores pagos pode ser sentida quando os cientistas investigaram cada região do Brasil.

De acordo com o professor, o Amapá, por exemplo, na região Norte, chegou a ter, em média, quase 30% da população beneficiada pelo auxílio emergencial em 2020, o que pode ter contribuído com um índice de isolamento superior a 41%, um dos maiores dentre os estados brasileiros ao longo daquele ano. “Cruzando os indicadores, percebemos que esse estado teve uma grande onda no início da pandemia e depois não teve mais. Em 2021, entre março e abril, houve um pequeno aumento de casos, mas também controlado”, nota. Para ele, isso reforça a premissa de que a população com renda tem mais facilidade de manter o isolamento.

Onda mais letal teve menos cidadãos beneficiados pelo auxílio

O auxílio emergencial começou a ser pago em abril de 2020 para profissionais autônomos que se enquadrassem em um determinado perfil de renda e de situação socioeconômica. Até dois benefícios podiam ser pagos por família. O benefício foi suspenso em novembro de 2021, com a pandemia ainda registrando mortes e notificando milhares de casos diários.

Mapas ilustram índices de isolamento social em 2020 (esquerda) e 2021 (direita). Cores mais fortes indicam maior isolamento

Os pesquisadores observavam que os valores do benefício já eram menores do que os registrados em 2020, quando o país viveu uma segunda onda da pandemia, no início de 2021, que atingiu em cheio estados como o Amazonas. Na época, uma onda muito maior e mais letal justificaria a expansão do programa de renda, o que não ocorreu na prática. “O que ocorreu é que havia um índice de isolamento muito menor, apesar de a onda ser muito maior do que a de 2020”.

O estudo também indica que estados que receberam um volume maior de recursos do programa de renda mantiveram o índice de isolamento estável. Em contrapartida, na região Sul, por exemplo, estados como Santa Catarina, em que pouco mais de 16% da população recebia o auxílio, o índice de isolamento ficou em 38,1%, um dos menores dentre todas as unidades da federação. Para o professor, os números indicam que o controle da pandemia demanda políticas sociais como parte das estratégias de saúde pública.

Os pesquisadores também trabalharam com uma investigação baseada no passado e estudaram o que poderia ter acontecido se o isolamento, no início da pandemia, tivesse sido menor do que aquele que se concretizou na realidade. Os dados confirmaram a hipótese de que, num cenário alternativo de baixo isolamento, os números seriam ainda mais trágicos – o que reforçou a ideia de que o auxílio emergencial foi significativo para o controle da doença.

Mesmo levando em conta que as variações na taxa de isolamento social e de transmissibilidade da doença não são diretamente proporcionais – já que nem sempre a redução da mobilidade elimina os contatos entre familiares e amigos -, o professor reconhece a importância de um programa social robusto para frear o contágio. “Podemos dizer, com base no que verificamos, que o auxílio emergencial teve um papel importante como coadjuvante na contenção dos casos na primeira onda, em 2020”, conclui.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Software criado em laboratório da UFSC vai reduzir danos em tubulações de refinarias

18/01/2022 18:08

Foto: Unidade de Hidrotratamento U-2800 na Refinaria Duque de Caxias (Reduc)/Agência Petrobras

Um projeto desenvolvido no Laboratório de Vibrações e Acústica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado ao Departamento de Engenharia Mecânica, está buscando mitigar perdas em refinarias de petróleo causadas pela vibração excessiva nos sistemas de tubulação. Iniciado em outubro de 2019 e patrocinado pela Petrobras, o projeto tem gestão financeira e administrativa da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

“A Fapeu tem sido muito importante neste projeto, desde o suporte na tramitação até a solução de questões de gerenciamento. Por exemplo, nossa interface com a fundação é realizada de maneira brilhante pela coordenadora do Setor de Projetos, Geórgia Maia Ventura. Trabalhamos on-line, conectados ao longo do dia, e todos os pedidos são atendidos de maneira excepcionalmente rápida”, destaca o professor Arcanjo Lenzi, coordenador do projeto.

A missão do projeto foi desenvolver um procedimento numérico, na forma de um software direcionado às comunidades científicas e técnicas, para uso livre, fácil e gratuito. A ideia era permitir às empresas do setor de óleo e gás, e mesmo a prestadoras de serviços, prever e analisar a pulsação acústica e as vibrações excessivas de tubulações que podem comprometer a produção nas unidades de processo.

“O petróleo bruto, em sua forma natural, não pode ser utilizado de maneira prática em outras aplicações a não ser fornecer energia pelo processo de combustão. Por esta razão, processos de refino são realizados para transformar e refinar o óleo cru em produtos utilizáveis, como o gás liquefeito de petróleo (GLP), querosene, base asfáltica, combustível aeronáutico, gasolina, parafina, entre inúmeros outros produtos”, explica o gerente do projeto, Olavo M. Silva.

O hidrotratamento é um desses processos. “No hidrotratamento, o hidrogênio a altas pressões é transportado através de tubos, cilindros e outros componentes situados a partir da descarga de grandes compressores. A pulsação acústica do gás produzida pelo compressor é uma importante fonte de excitação para sistemas de tubulação que transportam o gás pressurizado ao longo de uma refinaria de petróleo”, acrescenta Silva.

Entre outros problemas, essas oscilações podem resultar em trincas com propagação da fadiga e vazamentos nas conexões flangeadas da tubulação. O custo do reparo em si não representa um prejuízo considerado expressivo pelos operadores. A grande perda está no fato de o conserto exigir a interrupção ou redução da operação na unidade afetada, além do risco de vazamento do óleo.

Simples e rápido

Passados mais de dois anos de trabalho, o principal resultado do projeto foi a definição de um software computacional em código aberto que possibilita a determinação do comportamento vibroacústico de sistemas de compressores alternativos (não exclusivamente), em fase de projeto ou em fase de modificação de sistema. “A metodologia numérica difere do que há em pacotes comerciais pois inova ao otimizar o processo para a análise apropriada do sistema em questão, aplicando métodos de solução e condições de contorno específicas para o problema”, compara Olavo Silva. “Seu uso será simples, com processamento rápido, possibilitando adaptação direta ao processo de projeto ou mesmo de manutenção. Desta forma, o engenheiro poderá escolher melhor os materiais, a posição de suportes e curvaturas, otimizar trajetórias de tubulações etc.”, acrescenta.

O desenvolvimento do software em código aberto foi realizado através da programação em linguagem de programação Python. Todas as atualizações são disponibilizadas ao público através do repositório GitHub. Acesse aqui. O software é livre para uso em empresas, universidades etc., com licença do tipo MIT License.

“O desenvolvimento de softwares livres para solução de problemas de engenharia possibilita que empresas nacionais ou mesmo internacionais reduzam seus custos com programas que custam milhares de dólares, propiciando um aumento na qualidade dos produtos desenvolvidos. O fomento a esse tipo de atividade representa retorno imediato à sociedade”, observa Silva.

Veja em animação o funcionamento do sofware clicando aqui

Texto: Assessoria da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária – FAPEU.

Tags: Departamento de Engenharia MecânicaLaboratório de Vibrações e AcústicaPetrobrasRefinariasUFSC

Mestrado Profissional em Perícias Criminais Ambientais seleciona alunos

18/01/2022 10:54

O Mestrado Profissional em Perícias Criminais Ambientais abriu, no dia 17 de janeiro, as inscrições para o processo de seleção e admissão de estudantes regulares no Curso, em nível de Mestrado Profissional. São ofertadas até 8 (oito) vagas.

Devido às condições sanitárias, todo o processo seletivo, desde a inscrição até a homologação do resultado final, será realizado de maneira remota e virtual.

Os interessados podem se inscrever até as 18h do dia 4 de fevereiro de 2022. O edital, o link para inscrição e demais informações estão na página https://mppa.posgrad.ufsc.br/.

Para esclarecimentos de dúvidas relacionadas ao processo seletivo, os candidatos deverão contatar a Secretaria Integrada de Pós-Graduação (SIPG) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC, através do e-mail ppgmppa@contato.ufsc.br.

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Grupo de pesquisa lança e-book para fotografia de macrofungos

18/01/2022 10:20

Aegis luteocontexta é uma espécie de fungo considerado raro, descrito há cerca de 18 anos (Foto: Felipe Bittencourt)

Quem gosta de fazer caminhadas pelas florestas (ou até mesmo na cidade), e leva sempre o celular ou câmera fotográfica, poderá tornar-se colaborador de um projeto desenvolvido pelo grupo de pesquisa MIND.Funga, ligado ao Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O grupo, como o nome indica, desenvolve projetos ligados ao inventário da comunidade de fungos, principalmente em Santa Catarina, para apoiar pesquisas, ações de extensão e de preservação dos fungos.

O MIND.Funga acaba de lançar um e-book gratuito chamado “Protocolo de Captura de Imagens de Macrofungos”. Este manual foi idealizado junto a um aplicativo de reconhecimento de espécies de macrofungos através de fotografias, que está sendo desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Convergência Digital – INCoD/UFSC.
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Segunda semana do ano registra recorde de novos casos de Covid em SC, alerta o Necat

17/01/2022 10:17

O segundo número do Informe Semanal do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) sobre a pandemia de Covid-19 em Santa Catarina traz dados que apontam uma “aceleração expressiva” do contágio no Estado. O informe do Necat analisou as informações referentes à semana de 8 a 14 de janeiro de 2022.

Neste período houve uma significativa mudança no cenário da pandemia no Estado. Foram notificados mais 38.894 casos da doença em apenas sete dias, o que representa um crescimentos de 103% em relação à primeira semana de 2022. “Isso significa uma média diária de 5.556 registros da doença, patamar superior as maiores médias verificadas no pico anterior da pandemia que ocorreu entre os meses de fevereiro e abril de 2021”, afirma o documento.

Essa situação se reflete no total de casos ativos da doença no Estado, que chegou a 45.915 no dia 14 de janeiro – crescimento de 208% em relação a 8 de janeiro. O aumento de novos casos e do total de casos ativos na semana não teve impacto no número de óbitos, que ficou praticamente estável em relação à primeira semana de janeiro. Ainda assim, mais 41 pessoas perderam a vida em apenas sete dias.

O recorde de novos casos da doença indica a ocorrência de um grande surto de contágio no estado, promovido pela variante Ômicron do coronavírus. Por isso, de acordo com o levantamento do Necat, ainda são necessárias ações das autoridades estaduais e municipais para reduzir a circulação do vírus, enquanto a população deve seguir as orientações sanitárias vigentes desde o início da pandemia (evitar aglomerações, cuidar da higiene e usar máscara).

O boletim é assinado pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat.

A íntegra do Informe pode ser acessada aqui.

 

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UFSC desenvolve biossensor para reconhecimento de toxinas na Lagoa do Peri

17/01/2022 08:57

Um dispositivo de poucos centímetros, com componentes de ordem nanométrica pode ser um aliado do poder público na análise da qualidade da água na Lagoa do Peri, localizada no Sul de Florianópolis. O biossensor desenvolvido como parte da tese de doutorado do pesquisador Pablo Serrano, do Programa de Pós-Graduação em Física, é capaz de reconhecer a presença e quantidade de saxitoxina em solução. O aparelho apresenta sensibilidade para detectar concentrações acima de 0,3 μg/L – mais do que suficiente para detectar o limite aceitável para o consumo da água potável, que é de 3μg/L.

As saxitoxinas são neurotoxinas produzida pela cianobactéria Cylindrospermopsis raciborskii, que compõe a biota da Lagoa, conforme aponta outro estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, em 2010. A Lagoa do Peri é um dos mananciais que levam água à capital do Estado, daí a necessidade de avaliar sua qualidade constantemente.

O trabalho Electrochemical impedance biosensor for detection of saxitoxin in aqueous solution, publicado no periódico Analytical and Bioanalytical Chemistry, traz a síntese dos resultados de quatro anos de pesquisa, estudo realizado no campo da Física, mas interdisciplinar por natureza, o que requereu do pesquisador uma imersão em áreas até então pouco conhecidas, como a Biologia, Engenharia Sanitária e Ambiental e a Oceanografia. “Tivemos que nos reunir com muita gente de outras áreas, para aprender sobre as toxinas e planejar o elemento de bioreconhecimento do sensor”, lembra.

O biossensor é um dispositivo pequeno, formado por componentes nanométricos. No caso da tecnologia desenvolvida para o bioreconhecimento da saxitoxina, Pablo explica que sua composição é capaz de reconhecer a sua sequência genética. O mecanismo funciona com um eletrodo de ouro e um material genético denominado aptâmero – fragmento de ADN/ARN. “Como os componentes são nanométricos, para verificar se houve a ligação que possibilita o bioreconhecimento nós fazemos uma medida de impedância eletroquímica”, afirma.

É aí que entra o conhecimento da física e da eletroquímica, pois essa medida se refere à resistência ao fluxo de uma corrente elétrica, mecanismo que ativa o biossensor. “À medida que adicionamos os componente biológicos no eletrodo ele se torna mais resistente”, explica o pesquisador. O aptâmero foi adquirido junto a uma empresa que desenvolve o material biológico exatamente para o reconhecimento das toxinas das algas. Um outro composto também foi adicionado ao longo do processo para fazer com que a toxina se ligasse somente à sequência genética do dispositivo.

Os testes com o aparelho se revelaram promissores. De acordo com Pablo, a pesquisa foi realizada em solução aquosa – ou seja, ainda não foi testada exatamente com a água da Lagoa do Peri – mas o dispositivo demonstrou capacidade de reconhecer as saxitoxinas e apresentar sua concentração. Uma nova etapa do estudo irá verificar o funcionamento do biossensor no ambiente para o qual ele foi projetado. “A proposta é de que, no futuro, possamos monitorar a água de forma efetiva e econômica, já que os métodos convencionais utilizados hoje são extremamente caros e levam mais tempo. O biossensor é barato, pequeno e dá o resultado no mesmo dia”, sinaliza.

Além de envolver pesquisadores do Laboratório de Optoeletrônica Orgânica e Sistemas Anisotrópicos (LOOSA), o estudo publicado com os resultados preliminares também tem colaboração de pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná e do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC. A pesquisa é orientada pelo professor Ivan Bechtold.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Núcleo de Estudos Japoneses promove colóquio de 24 de janeiro e 25 de fevereiro

13/01/2022 08:28

O Núcleo de Estudos Japoneses da Universidade Federal de Santa Catarina (NEJAP/UFSC) promove o VI Colóquio de Estudos Japoneses entre os dias 24 de janeiro e 25 de fevereiro. O evento é gratuito, totalmente on-line, e a programação inclui duas lives proferidas por professores estrangeiros, além de comunicações e um minicurso em formato assíncrono, que poderão ser acessados a qualquer momento durante o evento. A programação completa do evento está disponível aqui.

O tema geral do colóquio deste ano será “A Espada e a Pena: guerra e cultura marcial no Japão”. As inscrições podem ser feitas até 31 de janeiro neste formulário on-line. Será fornecido certificado de 20 horas para os participantes que cumprirem 75% de presença/participação nas atividades. Para se inscrever, acesse aqui.

Mais informações pelo e-mail nejap@nejap.ufsc.br

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Mestrado em Nanociência, Processos e Materiais Avançados recebe inscrições até 19 de janeiro

13/01/2022 08:13

Programa de Pós-Graduação em Nanociência, Processos e Materiais Avançados (PPGNPMat) do Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe inscrições de candidatos ao curso de mestrado até a próxima quarta-feira, 19 de janeiro. São ofertadas 14 vagas, sendo cinco delas reservadas para políticas de ações afirmativas. Os novos alunos irão ingressar no 1º semestre letivo de 2022.
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Instituto de Engenharia Biomédica da UFSC tem estudo premiado

05/01/2022 15:16

O estudo de eventos adversos em equipamentos médicos no Brasil, com foco no impacto e importância para a Engenharia Clínica no gerenciamento tecnológico, foi o tema do trabalho Clinical Engineering in the analysis of Adverse Events in Medical Equipment in Brazil , premiado em 2021 como o melhor manuscrito no 4° Congresso Internacional de Engenharia Clínica e Gestão de Tecnologia em Saúde. A pesquisa foi conduzida pela pesquisadora Mariana Ribeiro Brandão, em conjunto com a equipe do Instituto de Engenharia Biomédica da UFSC e com orientação do professor Renato Garcia.

A investigação apresenta dados coletados entre janeiro de 2007 e maio de 2020, com a perspectiva de ser uma fonte de informação para a engenharia clínica, beneficiado também profissionais da saúde, pacientes e outros agentes envolvidos na área da tecnologia da saúde. O estudo chegou a um número de 8.695 notificações, sendo 5.315 tabuladas como reclamações técnicas e 3.380 como eventos adversos.

A taxa de ocorrência de 27,8% para o equipamento bomba de infusão foi a mais elevada. Erros de uso, função não intencional, fluxo excessivo e ausência de fluxo estão entre as causas relatadas. De acordo com o trabalho, analisar os eventos adversos em todo o ciclo de vida dos equipamentos médicos tem o potencial de melhorar a segurança, visando a redução de erros nos ambientes de saúde.

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Biblioteca Universitária reabre sala de estudos individuais nesta segunda, seguindo protocolos

05/01/2022 13:18

Atualização: Biblioteca da UFSC adia abertura da sala de estudo individual

A sala de estudos individuais da Biblioteca da UFSC deverá reabrir a partir desta segunda-feira, 10 de janeiro, das 8h às 17h, com atenção às medidas de segurança como distanciamento, capacidade limitada, disponibilidade de álcool em gel e obrigatoriedade na utilização de máscaras. Desde setembro a biblioteca trabalha na preparação dos ambientes, pessoas e atividades para o ingresso na Fase 2, de retomada gradual e parcial das atividades presenciais.

Na fase 2 a BU  continuará realizando presencialmente, mediante agendamento prévio, o empréstimo de livros. E, também sob agendamento, o recebimento de materiais, estes em caráter emergencial. Os demais serviços continuam na modalidade remota. Entretanto, os servidores desenvolvem suas atividades a partir de seus espaços de trabalho, em sistema de revezamento (escalas), conforme planos de trabalho. Também há um chat ativo no Portal da BU/UFSC das 8h às 19h.

Protocolos para a sala de estudos individuais

O horário de funcionamento será das 8h às 17h, inclusive nos finais de semana e feriados. Com capacidade limitada de 45 pessoas simultaneamente no ambiente, o acesso ao espaço se dará pela lateral externa da Biblioteca, diretamente pela porta da sala de estudos. Não será permitido o acesso às demais dependências da Biblioteca.

O espaço foi organizado para manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. Ocorre a disponibilização de álcool em gel para higienização das mãos e demais materiais para higienização das mesas de forma autônoma pelo próprio usuário, além da limpeza realizada conforme planejamento da equipe de limpeza contratada na UFSC.

O uso de máscara é obrigatório durante a permanência no espaço.

Janelas e portas deverão permanecer abertas para possibilitar a ventilação natural e consequente renovação do ar no ambiente.

Mais informações na página da BU.

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Prêmio Inovação Catarinense recebe inscrições de professores, pesquisadores e estudantes

23/12/2021 11:17

O Prêmio Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer está com inscrições abertas até 07 de março de 2022, às 18h, com 14 premiações. O objetivo do concurso é incentivar e reconhecer os esforços bem-sucedidos de gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) que auxiliam no desenvolvimento dos ecossistemas de empreendedorismo inovador em Santa Catarina. O edital da edição de 2021 está disponível aqui.
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Pós em Biologia Celular e do Desenvolvimento recebe inscrições para mestrado e doutorado

21/12/2021 12:13

O Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGBCD/UFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo de admissão de novos alunos para o mestrado e doutorado. A seleção será 100% online.

As inscrições podem ser feitas até dia 17 de janeiro de 2022 para o mestrado e até 29 de julho de 2022 para o doutorado. Ao todo são ofertadas 22 vagas, sendo 15 para o mestrado e 7 para o doutorado.

Confira os editais:

Mestrado

Doutorado

Mais informações no site do programa.

 

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Estudo evidencia desigualdades e violações de direitos no acesso ao aborto legal

17/12/2021 10:03

Duas pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a doutoranda Marina Gasino Jacobs e a professora Alexandra Crispim Boing, são autoras de um estudo que buscou mapear e caracterizar a oferta e a realização de abortos previstos em lei no Brasil. Utilizando dados públicos do ano de 2019, a pesquisa revela o quanto é desigual o acesso aos serviços legais de interrupção de gravidez no país. Os resultados foram publicados na edição de dezembro dos Cadernos de Saúde Pública, periódico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

Ainda que o aborto seja criminalizado no país, ele não é punível em gestações decorrentes de estupro ou quando a gravidez representa risco de vida à gestante. Em casos de fetos anencéfalos (quando não há uma completa formação do sistema nervoso), as gestações também podem ser interrompidas de forma legal. O artigo aponta, contudo, que, apesar de as exceções de punibilidade ao aborto terem mais de 80 anos e as primeiras normativas de oferta do serviço no SUS, mais de 20, ainda há pouca informação sobre a disponibilização do aborto previsto em lei no território brasileiro e sobre como se dá a efetivação do acesso.

“A pesquisa começou ainda em 2018 e foi inicialmente motivada pela percepção de que havia pouca informação sobre o aborto previsto em lei no país. Isso se fazia aparente no desconhecimento das pessoas em relação ao tema, mas também na escassez de produção científica nacional sobre a interrupção legal da gestação. Sabemos que mesmo nas situações em que é oferecido pelo SUS, o aborto ainda é estigmatizado, o que contribui para a falta de difusão de informação a esse respeito e dificuldade de acesso ao serviço”, conta Marina.
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Pesquisadora da UFSC desenvolve modelo para analisar impactos ambientais da frota de automóveis e tem estudo premiado

15/12/2021 13:17

Ter um mundo sem carros pode ser um sonho muito distante quando o assunto é mobilidade e sustentabilidade, mas pensar em tecnologias que reduzam o impacto da emissão das substâncias tóxicas por parte dos automóveis vem sendo um grande desafio para a ciência. Propor uma ferramenta útil à tomada de decisões para um mundo mais sustentável foi um dos objetivos da pesquisa de doutorado de Lívia Moraes Marques Benvenutti, que teve um dos artigos premiados como melhor publicação de aluno de doutorado no Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação em Engenharia da Produção (EPPGEP), realizado pela Associação Nacional de Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia de Produção (ANPEPRO) em agosto deste ano.

O artigo Electric versus ethanol-based vehicles: A new system dynamic model of Brazil’s case, assinado por Lívia Moraes Marques Benvenutti, Lucila Maria de Souza Campos, Diego A. Vazquez-Brust e Catherine Liston-Heyes, também foi o primeiro, na história do encontro, a premiar uma dupla de mulheres com o primeiro lugar na categoria. Lívia foi orientada pela professora Lucila Maria de Souza Campos, uma das pesquisadoras destaque da UFSC em 2021.

O objetivo da tese foi propor um modelo do poço à roda baseado em frota (fleet-based well-to-wheel model) para estimar os potenciais impactos da frota de veículos leves do Brasil no meio ambiente e na saúde humana ao longo do tempo, de forma a servir de suporte a políticas públicas. Esses modelos consideram os impactos ambientais dos combustíveis desde a sua produção até a circulação nos automóveis. “Penso que é importante, como pesquisadora, voltar o meu estudo para os tomadores de decisão, pois há sempre muitas incertezas nesses cenários”, comenta.

Lívia se refere ao cenário das mudanças climáticas e como os veículos de passageiros vêm sendo alvos de diferentes políticas para tentar mitigar o problema causado pelos gases poluentes. Só no município de São Paulo estima-se que os veículos são responsáveis por mais de 72% dos gases de efeito estufa que circulam no ambiente. Frotas muito antigas e a ausência de legislação e de tecnologias acessíveis podem ser um dos focos do problema.

Na tese, a pesquisadora pretende responder quais estratégias podem mitigar as emissões dos gases da frota de veículos leves e seus potenciais, pensando também em como os atores principais das estratégias evoluíram na transição dos veículos históricos. Ela também busca verificar como contabilizar a eficácia das ações potenciais de sustentabilidade na frota de veículos para servir de suporte às políticas de longo prazo.

Modelagem colabora com antecipação de cenários

O artigo premiado utiliza a modelagem como forma de antecipar cenários, investigando carros elétricos e carros Flex com uso do etanol e comparando o desempenho de ambos como parte da estratégia para mitigar os danos ambientais causados pelos gases de efeito estufa. A investigação é elaborada com base no contexto brasileiro e chega à conclusão de que o etanol produz resultados comparáveis aos dos veículos à bateria.

Lívia trabalha com modelagem desde o mestrado e investiu na área da simulação para contribuir com a projeção de cenários em momentos de incerteza. Ela explica que, na ferramenta, o usuário pode modificar as premissas iniciais para testar diferentes cenários. Cinco estratégias são consideradas para se pensar no problema: a eficiência energética dos automóveis, a intensidade da sua utilização, a quantidade de utilização de gasolina ou etanol nos carros Flex, a renovação das frotas e a substituição total da frota por carros elétricos.

A testagem desses cenários indicou que o etanol é uma opção viável para a frota brasileira, também levando em conta o contexto do país. Ela lembra que, em alguns países, os carros elétricos estão se difundindo rapidamente, mas que aqui as políticas públicas ainda não apontam para um mesmo cenário. “Não se trata de uma questão de escolha pelo etanol ou pelo carro elétrico, mas de entender que o etanol também oferece um potencial de mitigação, o que certamente ajuda em uma transição para a sustentabilidade”, pontua.

Na prática, o modelo prevê cenários até 2050, levando em conta os efeitos ambientais da produção dos combustíveis e da sua circulação nos automóveis. O modelo dinâmico estima indicadores ambientais, como o de potencial de aquecimento global, material particulado, formação de ozônio, entre outros. Também utiliza indicadores da saúde humana, investigando, por exemplo, o impacto da redução na expectativa da vida por conta de uma determinada tecnologia.

“O modelo é dinâmico, então ele permite maior flexibilidade para estabelecer essa discussão sobre o etanol e o elétrico. A gente viu que ambos possuem um potencial de mitigação muito bom e o modelo permite justamente que se discuta os cenários”, comenta. A ideia é, com isso, impactar em políticas públicas que busquem um ambiente mais sustentável, por isso, a pesquisadora salienta que a ferramenta está disponível para quem quiser atuar em parceria.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Bióloga da UFSC desenvolve protocolo para otimização de análises de biomoléculas e efeitos de medicamentos

15/12/2021 10:24

Martina Blank desenvolveu a pesquisa durante seu pós-doutorado. Foto: arquivo pessoal

A bióloga do Laboratório de Biologia Molecular Estrutural (Labime) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Martina Blank é coautora de um estudo que descreve um protocolo para otimização de análises em ensaios celulares para avaliação do perfil de biomoléculas e dos efeitos de medicamentos. O artigo, publicado na edição de novembro da revista científica Nature Protocols, descreve uma técnica bastante versátil, que pode ser aplicada a uma ampla gama de compostos e possibilita análises rápidas e abrangentes, usadas, por exemplo, para averiguar como células respondem a diferentes tratamentos ou para encontrar biomarcadores de doenças.

O trabalho, que fez parte do pós-doutorado de Martina na universidade alemã Hochschule Mannheim, utiliza a espectrometria de massas, um método que detecta e identifica moléculas de interesse por meio da medição de sua massa e da caracterização de sua estrutura química. Essa análise é feita por meio de equipamentos chamados de espectrômetros de massas e pode ser empregada em distintos ramos. A pesquisa de Martina, por exemplo, concentrou-se em lipídios e metabólitos, mas os espectrômetros de massas também podem ser usados para identificar proteínas, peptídeos e micro-organismos, examinar polímeros, investigar poluentes e adulteração de produtos, em análises de antidoping e de impressão digital e muitos outros casos. 

Existem diversos tipos de espectrômetros de massas, com variadas capacidades e sensibilidades, com maior ou menor resolução. O foco do novo protocolo foi o modelo Maldi-TOF MS. Uma de suas principais vantagens é a possibilidade de analisar simultaneamente múltiplos aspectos do objeto de estudo – o que é importante para, por exemplo, avaliar efeitos colaterais de tratamentos. “Você não precisa marcar o seu alvo para analisar ele. E, ao mesmo tempo, analisa não só o seu alvo, você analisa todo o conteúdo que tem naquela célula. Pode ser que aquela molécula em que você estava focando não seja a única afetada pelo tratamento ou pelo estímulo que você esteja dando. Então, você consegue verificar todo o componente celular e ver o que pode estar acontecendo ali, naquela reação ou naquele estímulo”, explica Martina.
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Laboratório de Camarões Marinhos da UFSC completa 36 anos

14/12/2021 13:27

O Laboratório de Camarões Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina (LCM/UFSC) acaba de inaugurar a nova apresentação de sua casa de bombas, localizada da estação de captação de água marinha da Estação de Maricultura Prof. Elpídio Beltrame, na Barra da Lagoa, em Florianópolis. Trata-se de mais uma conquista que marca seus 36 anos de atuação. Desde 1985, o LCM desenvolve atividades de pesquisa, extensão e ensino em uma infraestrutura de mais de 9 mil metros quadrados. A iniciativa é mantida com o apoio da UFSC e projetos de agências nacionais e internacionais de fomento. 

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Piape recebe trabalhos de estudantes de pós-graduação, egressos e servidores

13/12/2021 16:54

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convida estudantes de pós-graduação, de mestrado, doutorado ou pós-doutorado, egressos e servidores docentes e técnico-administrativos da UFSC para apresentarem seus trabalhos de conclusão de curso, projetos de dissertação e teses. As propostas recebidas serão selecionadas e agrupadas por áreas do conhecimento para posterior apresentação em sessões virtuais organizadas pelo Piape em 2022.

O objetivo da ação é socializar os trabalhos com estudantes de graduação, oferecendo subsídios teórico-metodológicos referentes à estrutura e ao processo de elaboração dos projetos de pesquisa e trabalhos de conclusão de curso. As inscrições serão recebidas até 12 de fevereiro pelo formulário on-line. Será fornecida certificação a todos que apresentarem seus trabalhos.

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Covid-19 em SC: boletim aponta que casos ativos atingiram menor patamar desde maio de 2020

13/12/2021 16:22

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 13 de dezembro, a 83ª edição do boletim Covid-19 em SC. Intitulado Casos ativos atingiram menor patamar desde maio de 2020, o trabalho foi assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (3 a 10 de dezembro), foram registrados 2.941 novos casos e 48 óbitos – uma média de 420 casos e 7 mortes por dia. Ambos os indicadores apresentam tendência de queda. Já o número de casos ativos registrados no dia 10 foi de 3.342, o valor mais baixo desde maio de 2020. A última matriz de risco divulgada pelo governo estadual, no dia 11, também mostrou que o controle da pandemia continua apresentando resultados bastante positivos, uma vez que não foi registrada situação grave ou gravíssima em nenhuma região. 

A taxa de transmissão da doença, todavia, ainda é preocupante. O Rt ficou em 0.961, variando de 0.652 (Sul) a 0.986 (Grande Florianópolis). “Esses patamares estão indicando que em muitas regiões do estado a transmissão da doença ainda se encontra em um ritmo acelerado”, aponta o artigo.

“Portanto, o comportamento do conjunto de indicadores analisados neste boletim, mesmo que bastante favorável, ainda não permite nenhum relaxamento em relação às medidas de prevenção e de controle da doença. Por isso, entendemos que ainda é necessário manter as principais medidas preventivas até que o percentual da população vacinada atinja um patamar capaz de evitar a contínua propagação do novo coronavírus”, conclui o estudo.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também são encontrados os boletins anteriores.

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Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica lança segunda coleção de livros

13/12/2021 11:08

A segunda coleção de livros da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será lançada nesta quinta-feira, 16 de dezembro, às 17h, pelo Youtube. Fazem parte da coleção “Kuri’y Zág Fág”: Vol.1: Ensino e Natureza, Vol.2: Culturas e Memórias e a cartilha Projetos Interdisciplinares para o Ensino Médio Indígena, todos na versão impressa e também na forma de e-books digitais e gratuitos.

Os livros são resultado de trabalhos de conclusão de curso da segunda turma da Licenciatura Indígena, e a cartilha é baseada nos planos de ensino dos estágios dos alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng da mesma turma. As obras materializam o esforço e a qualidade das pesquisas defendidas pelos estudantes indígenas. O evento de lançamento contará com uma roda de conversa com as organizadoras e alguns dos autores e autoras.

Acesse os e-books:

Kuri’y Zág Fág Vol.1: Ensino e Natureza

Kuri’y Zág Fág Vol.2: Culturas e Memórias

Projetos Interdisciplinares para o Ensino Médio Indígena

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