Revista Peri lança nova edição que reúne artigos científicos centrados na Filosofia

27/09/2022 15:40

A Revista Peri, editada por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lança a primeira edição de 2022 da publicação que reúne textos relevantes para discussão da Filosofia contemporânea. No novo número, são expostos e debatidos nove artigos, uma tradução e uma resenha de autores distintos.

O projeto é referência na divulgação de pesquisa científica filosófica interdisciplinar e une excelência acadêmica com a produção de pensamento crítico. A revista incentiva a participação de jovens pesquisadores do Brasil e do mundo por meio da submissão de manuscritos ousados, inovadores e provocativos, tanto nos temas quanto nos tratamentos propostos, que dialoguem e critiquem os trabalhos publicados e amplificam os problemas e tratamentos levados a público.

Tags: curso de filosofiaPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaRevista PERIUFSC

Pesquisadora da UFSC ganha prêmio nacional por estudo sobre transparência no jornalismo

27/09/2022 11:06

Com uma pesquisa sobre a transparência e o seu papel no jornalismo, a dissertação da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, Denise Becker, foi apontada como a melhor do Brasil na área pelo prêmio Adelmo Genro Filho, concedido pela Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo. O estudo foi defendido em setembro de 2021, com o título Transparência como valor e prática: contribuições do Projeto Credibilidade para o jornalismo brasileiro, com orientação do professor Rogério Christofoletti, do Observatório da Ética Jornalística (Objethos).

Na pesquisa, Denise desenvolve a ideia de que a transparência jornalística  é um valor fundamental para explicar o processo e a procedência da informação. “Isso requer uma disposição para abertura das organizações de notícias e de jornalistas”, pontua ela, que analisou três veículos de referência no Brasil – a Folha de São Paulo, o Poder 360 e O Povo. “São três redações de referência no Brasil, com estilos diferentes, mas que adotam os protocolos de transparência The Trust Project, Projeto Credibilidade. Esse foi o critério principal de seleção, essencialmente porque o Projeto Credibilidade, aqui no Brasil, é quem fornece a metodologia de trabalho e orientações sobre a adoção da transparência e indicadores de credibilidade”, explica.

De acordo com a pesquisadora, existe, atualmente, uma insatisfação generalizada com a mídia noticiosa, além de um cenário político polarizado e de um desapontamento com as instituições. Isso faz com que exista uma necessidade “real e urgente” para o jornalismo em construir confiança junto ao seu público. “Isso requer, entre outras questões que o estudo aborda, um protagonismo profissional maior para promover o conteúdo produzido por este profissional”, pontua Denise.

Ela ainda lembra que os jornalistas podem reduzir a desconfiança, a dúvida e a incerteza sobre as práticas jornalísticas e os acontecimentos, restabelecendo e fortalecendo sua credibilidade. Isso é possível, por exemplo, quando o profissional adota a postura de mostrar as suas práticas, métodos de trabalho, motivações e processos. Para isso, ela acredita que técnicas baseadas em indicadores de transparência possam atender a algumas necessidades para o exercício da atividade. “A transparência tem um tom desafiador da representação consensual do jornalismo, de suas competências, práticas e rotinas, além de confrontar valores e a ideologia profissional. Provoca uma ruptura a padrões já estabelecidos de que o jornalista deve se distanciar das notícias. Pelo contrário, desloca jornalistas de uma postura objetiva e imparcial para uma outra, mais aberta, participativa e de relacionamento com o público”, destaca.

A pesquisadora segue investigando a temática na tese que desenvolve no mesmo programa de pós-graduação. “A proposta para a tese é a mesma, foco na transparência como uma técnica jornalística, mas quero perguntar às audiências se adicionar elementos de transparência às notícias muda a percepção e o sentimento de confiança sobre o conteúdo”, pontua ela, que ainda está definindo a temática junto ao orientador, Rogério Christofoletti. Denise considera que, no caso da dissertação premiada, o impacto do trabalho para a prática profissional é um processo gradual. “Efetivamente, acredito que, num futuro próximo, a técnica da transparência e o emprego de seus elementos para dar visibilidade ao conteúdo noticioso será ensinada nas escolas de jornalismo e nas redações profissionais de forma ampla. No fim das contas, trata-se de uma postura de aprendizado e abertura para nós, jornalistas, tanto na academia quanto na lida diária das redações”.

 

Tags: objETHOSPrêmio Adelmo Genro FilhoPrêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em JornalismoPrograma de Pós-Graduação em Jornalismo

UFSC participa de evento global para coleta de amostras oceânicas

27/09/2022 10:55

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Projeto AtlantECO, participou e ajudou a organizar, na última quarta-feira, 21 de setembro, o All-Atlantic Sampling Day, uma campanha científica global com o objetivo de analisar a biodiversidade e a função microbiana marinha num mesmo dia em várias regiões do mundo. A bordo do Veleiro ECO, integrantes da UFSC dos Projetos AtlantECO, Mission Atlantic e iAtlantic, todos vinculados à Chamada Blue Growth/H2020 da União Europeia, realizaram amostragens na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e entorno, em Santa Catarina.

A amostragem foi realizada ao longo de toda a costa atlântica brasileira desde Belém (PA) até o Rio Grande (RS). As instituições que fizeram parte desta iniciativa são: UFSCar (coordenação geral junto com a UFSC), UFPA, UFRA, UFC, UFRN, UFRPE, UFPE, UFSB, IEAPM, USP, UNIFESP e FURG. Todas as equipes das diferentes instituições foram a campo, coletaram e processaram as amostras seguindo um mesmo protocolo internacional.

O Ocean Sampling Day existe desde 2014 em todos os oceanos, mas esta é a primeira vez que pesquisadores do Brasil se unem à iniciativa. A campanha deste ano inaugurou a participação do Brasil nesta iniciativa e formou uma equipe capacitada para os próximos anos.

Confira as imagens do evento:

 

Tags: All-Atlantic Sampling DayAtlantECOOcean Sampling DayVeleiro ECO

Pesquisa da UFSC cria método para identificar veneno proibido nas águas

27/09/2022 07:44

Imagem ilustrativa de Rio em Urubici (Imagem de cassianotartari por Pixabay)

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-graduação em Química da UFSC, considerado com nível de excelência na última avaliação da Capes, está desenvolvendo um método inovador para identificar um veneno de uso proibido nas águas. A proposta da pesquisadora Marília Reginato de Barros, orientada pela professora Cristiane Luisa Jost, é utilizar um material novo, composto de titânia-sílica, para possibilitar a identificação de um agrotóxico altamente perigoso na água.

O pentaclorofenol (PCP), conhecido também como ‘pó da China’, é utilizado para tratamento de madeira e em lavouras de tabaco, podendo provocar câncer, além de causar depressão por afetar o sistema nervoso central. Ao decidir estudá-lo, a pesquisadora também tinha o objetivo de fazer uma denúncia, alertando a sociedade para os riscos dos agrotóxicos.

Parte dos resultados da tese, em fase final de elaboração, foram publicados no Microchimica Acta, periódico de alto impacto da Springer Nature, uma das editoras mais relevantes do mundo. O estudo A high-performance electrochemical sensor based on a mesoporous sílica/titania material and cobalt(II) phthalocyanine for sensitive pentachlorophenol determination apresenta um método eletroquímico e discute a necessidade de metodologias confiáveis para identificação de um poluente orgânico persistente.

No estudo, Marília explica seu método, que consistiu em utilizar novos materiais de titânia-sílica. A titânia é naturalmente encontrada em rochas e sedimentos e tem um bom grau de homogeneidade, sendo usualmente aplicada em diversas áreas tecnológicas. A sílica também possui propriedades físicas e químicas que garantem bons resultados em aplicações tecnológicas, com qualidades voltadas à estabilidade e resistência térmica e mecânica. “Com a incorporação de grupamentos orgânicos nesses materiais de titânia-sílica novas propriedades são adicionadas a estes materiais”, explica a pesquisadora.

A pesquisa trabalha justamente com a investigação desta nova possibilidade, usando a eletroquímica para determinar a quantidade de agrotóxico nas águas. “Os resultados apresentaram apreciável sensibilidade, estabilidade e limite de detecção dentro das faixas previstas na legislação brasileira de proteção ambiental”, aponta o resumo do estudo. “Isso explica a necessidade de metodologias confiáveis ​​para esse poluente orgânico persistente”.

O estudo confirma que o novo método eletroanalítico é eficiente para ser aplicado em protocolos de rotina. “As descobertas ajudarão a determinar o PCP em outras amostras ambientais relevantes”. Na primeira etapa do trabalho, Marília sintetizou e caracterizou os novos materiais de titânia-sílica. Na segunda parte descrita no artigo, discutiu a aplicação da proposta, que é viável em várias frentes, mas no caso do estudo se concentrou no escopo desenvolvido pelo Laboratório de Plataformas Eletroquímicas, o Ampere.

“Utilizamos um método eletroanalítico, com um sensor quimicamente modificado com esse material que produzi: uma pasta de grafite junto com o material, que é condutor”, explica Marília. A ideia do método é responder qual a quantidade de pentaclorofenol na água. Para isso, foram realizados testes com amostras fortificadas – quando o pesquisador simula a contaminação – extraída na região de Urubici, próximo a uma plantação orgânica de tabaco.

“O pentaclorofenol é considerado um dos poluentes prioritários no mundo. Ele é muito tóxico, carcinogênico e houve casos de apreensão na última década. Há regiões em que seu uso foi relacionado a casos de suicídio, porque ele afeta o sistema nervoso central”, explica Marília. Ela também usou na análise amostras fortificadas coletadas na Lagoa da Conceição, que costuma apresentar resíduos que são quimicamente semelhantes ao veneno.

De acordo com a pesquisadora, em 2021 foi disponibilizado pelo Ibama o último boletim anual de produção, importação, exportação e vendas de agrotóxicos no Brasil, que contabilizou um total de 686.349,87 tonelada de ingredientes ativos legalmente comercializados. Como o método eletroquímico tem sido bem sucedido na identificação dos materiais desse tipo, Marília decidiu usar o conhecimento e revertê-lo também em um alerta. “Foi encontrada uma aplicação, uma aplicação potente. Mas o meu objetivo com a tese também é problematizar isso, a normalização e a liberação de agrotóxicos”, diz.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: agrotóxicosAmpereeletroquímicaLaboratório de Plataformas EletroquímicasMicrochimica Actapentaclorofenol

Veleiro ECO lança projeto com comunidades tradicionais do Paraná

26/09/2022 15:10

O ECO é o primeiro veleiro de pesquisas oceanográficas do Brasil. Foto: divulgação/Veleiro ECO

Iniciativa do Veleiro ECO, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), o projeto Igaú será lançado nesta terça-feira, 27 de setembro, a partir das 16h, no Campus da Unespar, em Paranaguá, no Paraná. A ação visa demonstrar às comunidades tradicionais do Complexo Estuarino de Paranaguá quais as macroalgas marinhas com potencial de uso e orientá-las quanto às formas de utilização e manufatura de produtos. A ideia é colaborar para a geração de renda adicional familiar, principalmente por meio de mão de obra feminina.

Igaú significa alga em tupi-guarani, e, inicialmente, o projeto de pesquisa e extensão vai trabalhar com as comunidades de Ilha Rasa, Guaraqueçaba, Superagui, Ilha do Teixeira e Ilha dos Valadares e pretende abranger crianças de escolas locais e treinar algumas dezenas de mulheres de cada comunidade. O Veleiro ECO apoiará todas as atividades de educação ambiental com as crianças, nas quais será demonstrada a importância ecológica e econômica das algas, um recurso negligenciado e pouco conhecido no ocidente.

O projeto aborda a conservação de ecossistemas costeiros do Paraná, aliada ao uso sustentável de recursos das macroalgas. Como resultados das mudanças climáticas e dos impactos antrópicos, algumas espécies de algas marinhas crescem desordenadamente, formando florações em determinadas épocas do ano. Porém, a biomassa pode ser aproveitada e usada em processos de biorremediação de águas residuais não tratadas e/ou contaminadas. Também pode ser usada na manufatura de diversos produtos, como para a produção de sabonetes e géis corporais. As mulheres das comunidades, portanto, serão treinadas desde o reconhecimento das espécies de alga no ambiente até a manufatura desses produtos artesanais e veganos.

De acordo com a coordenadora do projeto, a professora da Unespar Franciane Pellizzari, outro potencial a ser explorado será o uso comestível, a partir de biomassa de bancos algais de áreas mais preservadas. As mulheres receberão treinamento para coleta sustentável, processamento e fabricação artesanal de compotas e de frondes secas (“folhas” comestíveis, similares às usadas para preparar sushi), além de outros usos a serem investigados pelo projeto. Programas similares já foram apoiados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) e foram bem-sucedidos em comunidades costeiras do nordeste do país.

Para o coordenador do Veleiro ECO, professor Orestes Alarcon, o primeiro veleiro de pesquisas oceanográficas do Brasil vai contribuir para transformar a vida das comunidades locais e para apresentar soluções para a conservação da natureza por meio de pesquisas, estudos e treinamentos.

O projeto Igaú é um dos contemplados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, que irão destinar R$ 3,7 milhões em apoio financeiro para 19 soluções inovadoras para desafios do oceano e regiões costeiras do Brasil. O projeto tem duração prevista de três anos. 

Tags: MacroalgasUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVeleiro ECO

Professora da UFSC lança livro sobre direção, atuação e preparação de elenco

22/09/2022 09:57

A professora do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Virginia Jorge irá lançar o livro Direção, atuação e preparação de elenco: os processos de criação de atores e atrizes no cinema brasileiro nesta quinta-feira, 22 de setembro, às 18h, na abertura do Festival Internacional de Cinema 26º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2022, no Cineshow Beiramar Shopping. A obra é fruto de sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Teatro (PPGT) na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Virgínia é pesquisadora na área de Atuação Cinematográfica. No cinema, trabalha como diretora, roteirista e assistente de direção de filmes de curta e longa-metragem desde 1998. Tem mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), na linha de Análise Fílmica-Cinema, e graduação em publicidade e propaganda pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atua como professora universitária desde 2004, tendo lecionado em cursos de Comunicação Social e Artes em Salvador, Vitória e Florianópolis nas áreas de graduação e pós-graduação.

O livro é resultado de quatro anos de pesquisa acadêmica. A autora faz um plano geral da realidade da produção cinematográfica brasileira, em especial aquela surgida a partir da década de 1990, chamada “Retomada”. A obra aborda a fragilidade do cinema nacional, o desinteresse por investir tempo e dinheiro na direção de atores/atrizes.

Tags: cinemaCinema BrasileiroCinema da UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Agecom lança episódio de podcast sobre ciência debatendo a ‘Década do Oceano’

21/09/2022 14:02

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) lançou o episódio 11 do podcast UFSC Ciência, que tem o objetivo de divulgar o trabalho de alunos, professores e pesquisadores da instituição. O tema do episódio é A Década dos Oceanos e a Ciência, que trata de questões socioambientais relacionadas ao mar a partir da perspectiva de pesquisadores da instituição e convidados. A proposta é apresentar aos ouvintes a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, declarada pelas Unesco em 2017 e que será realizada até 2030, com ações e propostas para fazer da ciência uma ferramenta de mudança e cidadania.

Confira a sinopse e dê o play na sua plataforma preferida:

Quantas espécies podem habitar o fundo do mar? Como é o oceano profundo e misterioso? Com o que sabemos sobre esse ecossistema que cobre cerca de 70% da Terra, conseguimos frear a ação humana a ponto de salvar o planeta? Essa temática vem sendo foco permanente de discussões. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, popularmente conhecida como Unesco, decidiu transformar esta na Década da Ciência Oceânica para o desenvolvimento sustentável. Na prática, isso significa que estamos vivendo um momento propício para falar da ciência que estuda o oceano e todos os seus possíveis desdobramentos.

Para falar sobre o tema, entrevistamos os professores da UFSC Paulo Horta, Tatiana Silva Leite e Alessandra Larissa Fonseca, três pesquisadores que estudam o oceano a partir de diferentes enfoques.

Tags: AgecomDécada das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento SustentávelEpisódio 11podcast UFSC CiênciaUFSC Ciência

Lançamento do livro ‘Seleção Tipográfica: Critérios e etapas para a escolha de fontes’

20/09/2022 09:40

O livro Seleção Tipográfica: Critérios e etapas para a escolha de fontes, da professora Mary Vonni Meürer, foi lançado nessa última semana pela Editora Insular. A proposta deste livro é ajudar a organizar o processo de seleção tipográfica, seguindo as etapas de um modelo composto por critérios que guiam os profissionais a tomarem decisões mais objetivas. O conteúdo é resultado da pesquisa de doutorado, realizada na Pós Design da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , com informações atualizadas a partir de novas pesquisas e da experiência na orientação de projetos na área de editorial, web e sinalização. O projeto gráfico é do designer Eduardo Cazon, usando as famílias tipográficas de talentosos profissionais da América Latina.

“A tipografia está em mais lugares do que conseguimos enxergar. Imagine, como num passe de mágica, se todos os textos compostos com fontes ficassem invisíveis. Tudo aquilo que utilizou tipos, desde a Bíblia de Gutenberg, por volta de 1455, até os dias atuais, simplesmente estaria ilegível, séculos de conhecimento aos quais não teríamos acesso, mas a composição de livros é só um dos usos da tipografia“, diz Cazon, na sinopse do livro.

Professora do curso de Design da UFSC desde 2013, a autora é responsável pela área de tipografia e possui experiência nas áreas de design informacional, principalmente editorial, web e sinalização, orientando projetos e ministrando disciplinas na graduação e especialização. Ensinando tipografia desde 2005,  sempre ouviu dos alunos a pergunta: E agora, que fonte eu uso?. Buscando uma forma de tornar a escolha de fontes mais objetiva e fundamentada, desenvolveu durante o doutorado o Modelo de Seleção Tipográfica, com os critérios e a matriz de seleção que são apresentados neste livro.

Tags: lançamento de livroPós DesignSeleção Tipográfica: Critérios e etapas para a escolha de fontesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Gerador fotovoltaico mais antigo do país completa 25 anos

19/09/2022 14:30

Foram utilizados 68 módulos, sendo 54 opacos e 14 semitransparentes. Foto: Laboratório Fotovoltaica/ UFSC

O primeiro sistema fotovoltaico integrado a uma edificação e conectado à rede elétrica pública do Brasil completou 25 anos de operação ininterrupta no Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde 16 de setembro de 1997, ele está instalado no topo do prédio do Departamento de Engenharia Mecânica, no Centro Tecnológico do campus de Florianópolis (CTC) – sede original do Laboratório Fotovoltaica, que construiu e monitora este e diversos outros sistemas fotovoltaicos no país.

O gerador tem a potência instalada de 2 kWp, fixado em uma área total de 40m². A inclinação foi ajustada para a face norte, à linha do equador, captando a maior radiação possível ao longo do ano. O projeto original do sistema de 2 kWp foi composto na forma de subsistemas, utilizando quatro inversores, que são os responsáveis por converter a energia gerada em corrente alternada para injetá-la na rede pública. O sistema operou dessa forma de setembro de 1997 até o final de 2008, quando os quatro inversores foram substituídos por apenas um de 2,5kW.

Ao longo do período de 11 anos de operação foram detectadas algumas poucas interrupções de geração, rapidamente solucionadas. O sistema foi mantido configurado como instalado, demonstrando a elevada confiabilidade de um gerador deste tipo em atividade de longo prazo. Com a atualização da tecnologia, hoje um sistema com essa mesma potência pode ocupar apenas 10m².

Depois de duas décadas funcionando, foi necessário desconectar alguns dos módulos. Isto reduziu a capacidade de geração para 1,28 kWp. No entanto, os problemas que causaram a redução do número de módulos estão associados a componentes, e não à tecnologia em si. Com os avanços no setor, esses componentes se apresentam de forma mais robusta nos módulos fotovoltaicos disponíveis hoje no mercado.

No início do ano de 2022, 10 anos após o marco legal que regulamentou o uso de geradores solares fotovoltaicos na rede elétrica pública em nosso país, o Brasil alcançou a marca de 14 mil megawatts instalados, mesma potência da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A longevidade do primeiro gerador fotovoltaico conectado à rede e ainda em operação representa uma consistente contribuição ao conhecimento do desempenho de longo prazo da geração solar, que é limpa e de baixo custo.

Para ter mais informações sobre a instalação do sistema e sobre outros projetos do Fotovoltaica, acesse a página do laboratório ou o perfil no Instagram.

Tags: CTCenergia limpaenergia solarFotovoltaicageração elétricaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto AtlantECO organiza pesquisa global em 21 de setembro e promove a Cultura Oceânica

19/09/2022 14:23

Foto: Divulgação/AtlantECO

O projeto internacional de pesquisa e extensão AtlantECO, vinculado ao Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC organiza, na quarta-feira, 21 de setembro, uma atividade do Ocean Sampling Day (OSD), campanha científica global com o objetivo de analisar a biodiversidade e a função microbiana marinha. Nesse dia, a equipe do Projeto AtlantECO, bem como outros pesquisadores da UFSC vinculados à Chamada Blue Growth, realizam amostragens na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina. 

O OSD visa gerar o maior conjunto de dados microbianos padronizados em um único dia em diversas regiões do mundo. Durante todo o dia, pesquisadores estarão recolhendo amostras de águas da zona costeira e esta será a primeira vez em que a atividade ocorre na região do Atlântico Sul. A iniciativa já existe, desde 2014, em todos os oceanos, com exceção da costa brasileira e africana. 

O AtlantECO organiza a atividade em 2022 e nos próximos dois anos, em parceria com o European Marine Biological Resource Center (EMBRC). O AtlantECO é um projeto desenvolvido em parceria com 36 instituições de 11 países da Europa, Brasil e África do Sul, que tem por finalidade a pesquisa sobre o microbioma do Atlântico, os impactos das mudanças climáticas e da poluição no oceano.
(more…)

Tags: AtlantECOCCBDécada dos OceanosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC organiza simpósio sobre sistemas computacionais de alto desempenho

19/09/2022 10:22

O Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organiza, em Florianópolis, o XXIII Simpósio em Sistemas Computacionais de Alto Desempenho (WSCAD 2022). O evento será realizado entre os dias 19 e 21 de outubro no Hotel Majestic Palace. As inscrições podem ser feitas até nos dias do evento, com preços diferentes para acadêmicos, profissionais da indústria e professores de educação básica, pela página de inscrições.

O programa do evento é composto de palestras científicas e industriais, workshops, minicursos, paineis, maratona de programação paralela e concurso de teses e dissertações, com o objetivo apresentar os principais desenvolvimentos, aplicações e tendências das áreas de Arquitetura de Computadores, Processamento de Alto Desempenho e Sistemas Distribuídos. O simpósio terá também o Women in HPC (WHPC) – Mulheres na Computação de Alto Desempenho -, que visa fortalecer e fomentar a participação de mulheres na área, além de promover debates sobre o tema durante o evento. Para saber mais, acesse a página da iniciativa (em inglês).

Tipicamente, este simpósio conta com palestrantes internacionais, além de pesquisadores brasileiros. Estarão presentes empresas das áreas de processamento de dados e computação científica de áreas como engenharias, biologia, medicina, meteorologia, e até de setores como agronegócio e automobilismo. Durante o evento, podem ser prospectadas parcerias entre grupos de trabalhos, oportunidades para continuidade na formação em pós-graduação e de carreira profissional na indústria.

O simpósio é realizado pela Comissão Especial de Arquitetura de Computadores e Processamento de Alto Desempenho da Sociedade Brasileira de Computação, com a coordenação geral dos professores Márcio Castro e Odorico Mendizabal do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação. Para ter mais informações, acesso à grade de programação e conhecer as edições anteriores do evento, visite a página oficial do WSCAD 2022.

 

Tags: big dataCiência da Informaçãocomputaçãocomputação de alto desempenhosimpósio

UFSC registra aumento expressivo de excelência acadêmica na avaliação da Capes

13/09/2022 17:09

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está comemorando os resultados preliminares da Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Dos 67 programas acadêmicos avaliados, 43 mantiveram as notas obtidas há quatro anos, 19 tiveram notas maiores que em 2017 e 3 foram avaliados pela primeira vez. Apenas dois programas tiveram pontuação mais baixa em relação ao último levantamento. A Avaliação Quadrienal da Capes escrutina mais de 7.500 cursos do Sistema Nacional de Pós-graduação e leva em conta critérios quantitativos e qualitativos.

Na nova avaliação, a UFSC passou a ter 26 programas com notas 6 ou 7, considerados de excelência acadêmica – 39% do total. Na avaliação de 2017, o nível de excelência foi obtido por 20 programas (31%). Neste grupo estão os cursos de Educação Física, Engenharia de Alimentos, Engenharia e Gestão do Conhecimento, Engenharia Elétrica e Filosofia, que alcançaram a nota 7 e se juntaram aos programas de Ciência e Engenharia de Materiais, Engenharia Química e Química.

Também entraram para o grupo de excelência os cursos de Antropologia Social, Bioquímica, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Neurociências e Saúde Coletiva. Eles alcançaram nota 6, que já era ostentada desde 2017 pelos programas de Aquicultura, Ciências dos Alimentos, Direito, Educação Científica e Tecnológica, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia Mecânica, Estudos da Tradução, Farmacologia, Linguística e Recursos Genéticos Vegetais.

O pró-reitor de Pós-Graduação, Werner Kraus Jr, destaca o crescimento no número de programas com notas 6 e 7, com total de 11 programas sendo promovidos – destes, cinco obtiveram promoção para nota 7 e seis programas subiram para nota 6.

“Confirma-se, por meio dos resultados da avaliação do quadriênio 2017-2020, a excelência acadêmica da UFSC já captada por outros indicadores, tais como o ranking Times Higher Education, que posicionou a UFSC como a sexta melhor colocada na América Latina. Embora a avaliação seja da pós-graduação, é inegável sua relação íntima com a qualidade da graduação, da pesquisa, da extensão e da administração na Universidade. O resultado reflete o esforço e o talento das pessoas que aqui trabalham e estudam, tanto nas atividades-fim como na gestão universitária. Trata-se, portanto, de uma conquista de toda a comunidade universitária. Manter o avanço contínuo da qualidade será o resultado da dedicação continuada e da criatividade de todos, mesmo diante das adversidades de financiamento que se apresentam à universidade pública brasileira”, afirma Kraus Jr.

A Universidade tem outros 19 programas com nota 5 e 15 programas com nota 4 na avaliação da Capes. Apenas cinco programas têm nota 3, incluindo o de Geologia, que teve em 2021 sua primeira avaliação.

Profissionais

Entre os 11 programas profissionais de pós-graduação avaliados, dois tiveram notas mais altas, quatro mantiveram as notas de 2017, um teve a primeira nota e o restante recebeu uma avaliação mais baixa. Os resultados são preliminares, cabendo pedido de reconsideração das notas à respectiva área de avaliação e, eventualmente, recurso ao Conselho Técnico-Científico (CTC-ES) da Capes.

 

 

Tags: Avaliação Quadrienalcapesexcelência acadêmicapós-graduaçãoPROPGUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC e Justiça Federal promovem debate sobre justiça restaurativa

13/09/2022 14:30

O grupo de pesquisa Poder, controle e dano social, do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e o Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) da Justiça Federal da 4ª Região promovem o debate Justiça restaurativa: mudando as lentes sem abrir mão da crítica. O evento será na próxima terça-feira, 20 de setembro, às 14h, no Programa de Pós-Graduação em Direito – sala 303 do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). Não é necessário inscrição prévia para essa atividade.

Participam do debate os professores Ivo Aernsten (KU Leuven, Bélgica), Vera Regina Pereira de Andrade (UFSC) e Fernanda Fonseca Rosemblatt (Universidade Católica de Pernambuco). A conversa será mediada pela professora Marília de Nardin Budó e a mestranda Pietra Lima Inácio, ambas da UFSC.

A atividade faz parte da programação do evento Justiça Restaurativa em Debate e I Encontro de Justiça Restaurativa da Justiça Federal da 4ª Região, que ocorre a partir de 19 de setembro, na sede da Justiça Federal em Florianópolis e por meio remoto. Os participantes da mesa de debate também estarão presentes no encontro, além de convidados especialistas – o evento disponibiliza detalhes sobre os palestrantes, podendo ser acessados neste documento. As inscrições para a programação completa estarão abertas até quinta-feira (15). Para mais informações, acesse a página do evento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Tags: Direitojustiça restaurativapoder judiciáriotribunal regional federal da 4ª regiãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Doutoranda da UFSC recebe prêmio de Direitos Humanos por estudo sobre violência obstétrica

06/09/2022 10:12

Divulgação do Facebook Mães na luta contra a Violência obstétrica

A estudante de doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina, Bruna Fani Duarte Rocha, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, recebeu menção honrosa no Prêmio de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Antropologia por conta de um artigo sobre o reconhecimento da dor e da violência obstétrica no cotidiano de mães enlutadas e de mães especiais. Os dados foram coletados a partir de uma pesquisa de mestrado sobre o movimento Mães na Luta contra Violência Obstétrica, realizada na Universidade Federal de Santa Maria.

O grupo estudado surgiu, inicialmente, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no contexto online e off-line, em agosto de 2016. Depois, se desenvolveu em municípios como Pelotas e Rio Grande. No artigo premiado, a pesquisadora, que atualmente é orientada pela professora Alinne Bonetti, trata do desdobramento da violência obstétrica no cotidiano de mães enlutadas e de mães especiais, da formação de “comunidades emocionais” e do lugar das emoções nesse processo.

Ela realizou uma observação participante e também estudou os relatos de parto das interlocutoras nas mídias digitais. “Embasada pela antropologia das emoções, compreendo que o discurso emocional contribui para o reconhecimento dessa violência como uma possível violação de Direitos Humanos básicos, bem como fortalece o vínculo entre as mulheres a partir do momento em que se identificam vítimas dessa violação”, indica, no estudo.

Bruna conclui, no artigo premiado, que diante do reconhecimento e identificação de seus corpos, as mulheres que protagonizaram a pesquisa passaram a formar alianças, primeiro pelas mídias digitais, em seguida pelas ruas, criando uma narrativa que estabelece uma continuidade entre o online e o off-line. “Ao organizar intervenções, inclusive, artísticas, elas mobilizam o corpo e as emoções”, pontua. Ainda, segundo ela, a partir do momento que mães, vítimas de violência obstétrica, propõem-se a ir às redes sociais e às ruas denunciar suas narrativas de parto, elas buscam justiça e reparação dos danos dessa violência. “Elas passam, inclusive, a ser reconhecidas pelo Estado, o qual passa a agir, em alguma medida, em prol de seus interesses”.

No doutorado, realizado no Núcleo de Identidade de Gênero e Subjetividades, ela pretende realizar uma pesquisa sobre a formação de outros movimentos sociais contra violência obstétrica, pela perspectiva feminista, já como um desdobramento da investigação premiada. “O universo empírico será um movimento social de fora do Brasil. A intenção é investigar, de forma mais ampla, o que favorece esse contexto de politização da maternidade, que facilita a criação desses movimentos a partir de demandas da maternidade, pensando no nascimento e suas traduções interculturais em contextos europeus e latinoamericanos”, explica.

Bruna irá observar a formação do movimento social El parto es nuestro, de Madrid, na Espanha, e pensar a formação desses movimentos na América Latina. “Tenho buscado desenvolver uma pesquisa antropológica no campo dos estudos feministas e de gênero, discutindo maternidade, ativismo de mulheres mães, parto e violência obstétrica”, resume.

O tema do Prêmio de Direitos Humanos deste ano era “Cuidar, resistir e lembrar”. Concorriam categorias de graduação, mestrado e doutorado 30 pesquisadores, sendo 14 na categoria mestrado. Ao todo, foram 35 pareceristas. Devido a qualidade dos trabalhos, além do primeiro lugar, foram concedidas duas menções honrosas. Em breve, o artigo na íntegra será publicado na coleção de Direitos Humanos da ABA, em uma edição especial.

Tags: Prêmio de Direitos HumanosPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Social

Software criado na UFSC ajuda a reduzir danos em tubulações de refinarias

01/09/2022 10:00

Um projeto desenvolvido no Laboratório de Vibrações e Acústica do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai contribuir com a redução de perdas em refinarias de petróleo causadas pela vibração excessiva nos sistemas de tubulação. Denominado Análise da Pulsação Acústica em Tubulações  de Unidades, o projeto começou em outubro de 2019 e é patrocinado pela Petrobras. A gestão financeira e administrativa é da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), com a participação de nove integrantes do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC.

A missão do projeto é desenvolver um procedimento numérico, na forma de um software direcionado às comunidades científicas e técnicas, para uso livre, fácil e gratuito. A ideia era permitir às empresas do setor de óleo e gás, e mesmo a prestadoras de serviços, prever e analisar a pulsação acústica e as vibrações excessivas de tubulações que podem comprometer a produção nas unidades de processo.

“O petróleo bruto, em sua forma natural, não pode ser utilizado de maneira prática em outras aplicações a não ser fornecer energia pelo processo de combustão. Por esta razão, processos de refino são realizados para transformar e refinar o óleo cru em produtos utilizáveis, como o gás liquefeito de petróleo (GLP), querosene, base asfáltica, combustível aeronáutico, gasolina, parafina, entre inúmeros outros produtos”, explica o gerente do projeto, Olavo M. Silva. O hidrotratamento é um desses processos. “No hidrotratamento, o hidrogênio a altas pressões é transportado através de tubos, cilindros e outros componentes situados a partir da descarga de grandes compressores. A pulsação acústica do gás produzida pelo compressor é uma importante fonte de excitação para sistemas de tubulação que transportam o gás pressurizado ao longo de uma refinaria de petróleo”, acrescenta Silva.

Entre outros problemas, essas oscilações podem resultar em trincas, com propagação da fadiga e vazamentos nas conexões flangeadas da tubulação. O custo do reparo em si não representa um prejuízo considerado expressivo pelos operadores. A grande perda está no fato de o conserto exigir a interrupção ou redução da operação na unidade afetada, além do risco de vazamento do óleo.

O principal resultado do projeto foi a definição de um software computacional em código aberto que possibilita a determinação do comportamento vibroacústico de sistemas de compressores alternativos (não exclusivamente), em fase de projeto ou em fase de modificação de sistema. “A metodologia numérica difere do que há em pacotes comerciais, pois inova ao otimizar o processo para a análise apropriada do sistema em questão, aplicando métodos de solução e condições de contorno específicas para o problema”, compara Olavo. “Seu uso será simples, com processamento rápido, possibilitando adaptação direta ao processo de projeto ou mesmo de manutenção. Desta forma, o engenheiro poderá escolher melhor os materiais, a posição de suportes e curvaturas, otimizar trajetórias de tubulações etc.”, acrescenta.

O desenvolvimento do software em código aberto foi realizado através da programação em linguagem de programação Python. Todas as atualizações são disponibilizadas ao público através do repositório GitHub em https://github.com/open-pulse/OpenPulse. O software é livre para uso em empresas, universidades etc., com licença do tipo MIT License em https://github.com/open-pulse/OpenPulse/blob/master/LICENSE.md.

“O desenvolvimento de softwares livres para solução de problemas de engenharia possibilita que empresas nacionais ou mesmo internacionais reduzam seus custos com programas que custam milhares de dólares, propiciando um aumento na qualidade dos produtos desenvolvidos. O fomento a esse tipo de atividade representa retorno imediato à sociedade”, observa Olavo.

Veja o funcionamento do sofware em animação clicando aqui.

Esta reportagem integra a edição número 13 da Revista da Fapeu que está disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

Tags: CTCLaboratório de Vibrações e AcústicaPetrobrassofwareUFSC

Seminário Memórias do Corpo abre inscrições para propostas de comunicação

31/08/2022 16:39

O Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura abre inscrições de propostas de comunicação para o III Seminário Memórias do Corpo, a ser realizado entre 28 a 30 de novembro na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A submissão das propostas pode ser feita de 30 de agosto a 30 de setembro, por formulário online na página do evento.

O seminário é realizado em parceria com o Departamento de Arte e o Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras, e deverá ocorrer no Auditório Henrique Fontes, Sala Hassis e Sala Drummond do Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão, em Florianópolis. O tema desta edição é de corpos em movimento.

A ideia de deslocamentos, selecionada para constituir a temática central desta edição, compreende diversas áreas de pesquisa, reforçando uma perspectiva multi e interdisciplinar do evento, com força poética e política na literatura, nas artes visuais, na comunicação e no cinema. 

Poderão apresentar trabalho sob a forma de comunicação oral professores e estudantes de pós-graduação, doutores, mestres, graduados, pesquisadores independentes e estudantes pesquisadores de Iniciação Científica (obrigatoriamente em coautoria com o orientador). Após o término das inscrições, a comissão organizadora designará a comissão científica para realizar a avaliação dos trabalhos, a qual considerará a consistência das propostas recebidas, sua relevância, aderência aos eixos temáticos e, posteriormente, organizará as sessões de apresentação.

Tags: CCEcomunicaçãodiásporaliteraturamigraçãoMigranteseminário

UFSC Araranguá inaugura torre eólica totalmente construída por alunos

31/08/2022 14:34

Planta eólica do campus Araranguá. (Imagem: Energy Plus/ Alef Cerutti)

Nesta quarta-feira, 31 de agosto, às 18h30, o Grupo de Pesquisa Aplicada na Área das Energias Renováveis (Plus Energy), do Departamento de Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), irá inaugurar o seu próprio aerogerador no Campus de Araranguá. O projeto consiste em extrair do vento a energia cinética e convertê-la em energia elétrica, com o objetivo de alimentar a sala do centro acadêmico dos cursos do campus e, futuramente, o laboratório do Plus Energy.

A torre eólica, instalada em 20 de junho, foi totalmente projetada, construída e montada por uma equipe de dez estudantes. “O projeto surgiu em uma conversa no restaurante universitário, entre um amigo e eu, e pensamos em fazer algo que se relacionasse ao curso e aplicasse várias disciplinas”, conta Sulivan Graebin, aluno do curso de Engenharia de Energia. Durante o processo, foi preciso avaliar a viabilidade da construção da torre em Araranguá por estudos de qualidade do vento e potencial eólico, e ir atrás de patrocínio para construção dos sistemas elétricos e das pás.

O trabalho teve seu maior desenvolvimento após a restrição da pandemia de Covid-19, entre 2021 e 2022, mas a ideia foi concebida pelos próprios estudantes em 2019. A planta eólica que está sendo inaugurada nesta semana é o segundo modelo, construído com base nas análises feitas de dados da primeira versão do projeto. Alef Cerutti, aluno de Engenharia de Energia, comenta que “a parte mais difícil, falando de modo geral, é a questão financeira. Muita dificuldade de ter recurso e conseguir verba para comprar o necessário para montar o sistema”.

O gerador, autônomo, possui capacidade para gerar 5kW. A sua estrutura tem, da base até a ponta das pás, 13,5 metros – cada pá é constituída de alumínio e tem 3 metros de comprimento. Atualmente, o projeto está em etapas de estruturação do sistema de armazenamento da energia e sua distribuição, já que o grupo de pesquisa trabalha em projetos ligados à energia eólica e solar para abastecer parte da demanda do campus.

 

Confira a galeria de imagens do processo de construção e instalação da planta eólica:

Fotos: Instagram/ Energy Plus.

 

Carolina Monteiro e Matheus Alves/ Estagiários Agecom/ UFSC
Supervisão: Camila Raposo/ Jornalista da Agecom/ UFSC

Tags: aerogeradorAraranguáCampus de AraranguáeletricidadeEnergia EólicaEnergia RenovávelEngenharia de EnergiaPlus Energytorre eólica

Revista Katálysis publica edição com tema ‘Desigualdade, fome e produção de alimentos’

30/08/2022 10:00

Revista Katálysis, editada pelo pelo curso de graduação e pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou seu terceiro número de 2022 com o tema Desigualdade, fome e produção de alimentos. A publicação, de periodicidade quadrimestral, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo. Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista e na plataforma Scielo.

A revista destina-se à publicação de artigos científicos originais sobre temas atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição é voltada a um tema específico, considerado relevante no contexto social contemporâneo, mas também são publicados artigos que tratam de temas livres.

Mais informações pelo e-mail revistakatalysis@gmail.com.

Tags: publicaçãorevistaRevista KatálysisUFSC

Professores da UFSC desenvolvem modelo didático para ensino de geometria descritiva

29/08/2022 16:20

Os professores Juliane Silva de Almeida e Márcio Schneider de Castro, do Departamento de Expressão Gráfica (EGR) da UFSC, desenvolveram um produto educacional com potencial para aprimorar o ensino da disciplina de geometria descritiva. As maquetes digitais interativas desenvolvidas na plataforma livre GeoGebra ajudam alunos dos cursos de engenharias e Arquitetura a compreender alguns conceitos-chave da disciplina.

De acordo com os professores, a interatividade das maquetes digitais está presente no processo de visualização das representações gráficas características da geometria descritiva – conhecidas como espaço e épura -, na representação visual de métodos descritivos e na configuração das coordenadas dos pontos pertencentes aos elementos geométricos representados. A escolha do GeoGebra para o desenvolvimento das maquetes digitais se deu pelo fato de ser uma plataforma versátil, intuitiva, gratuita e compatível com diferentes navegadores de internet e sistemas operacionais de computador. Além disso, o GeoGebra apresenta versão offline para computador e para celular, explicam.

“Uma das motivações para a criação das maquetes digitais era fornecer aos alunos dos cursos atendidos pelas disciplinas de representação gráfica espacial e geometria descritiva um recurso visual que permitisse a composição das representações espacial e em épura em uma única maquete, por interatividade do usuário. Os próprios estudantes podem configurar os elementos geométricos presentes nas maquetes e as representações espacial e em épura, através da manipulação dos controles deslizantes do GeoGebra”, afirma a professora Juliane Almeida.
(more…)

Tags: Departamento de Expressão Gráficageometria descritivamaquetes digitaisUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Jornada do Núcleo de Estudos Irlandeses está com chamada aberta para submissão de trabalhos

29/08/2022 13:46

A VI Jornada do Núcleo de Estudos Irlandeses – Irish Modernisms recebe, até sexta-feira, 2 de setembro, propostas de comunicações sobre questões modernistas e contemporâneas na literatura, no teatro, no cinema e na arte irlandesa. O evento ocorre nos dias 8 e 9 de novembro, no Auditório Henrique Fontes, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e os trabalhos deverão ser apresentados preferencialmente em inglês, com duração de quinze a vinte minutos. Os interessados devem enviar um resumo de 150 a 200 palavras, com nome do autor e título da comunicação, para o e-mail ufsc.nei@gmail.com, em inglês (preferencialmente) ou português.

Nesta edição, o evento traz como tema o modernismo, que, longe de ser apenas um movimento artístico, intelectual e cultural do passado, continua informando a produção artística contemporânea, seja como influência direta, releitura ou contraponto ao pós-modernismo. A “modernidade líquida”, termo cunhado por Zygmunt Bauman, sugere a fragilidade, fugacidade e esfacelamento das estruturas sociais – mais perceptíveis a partir da década de 1960. Já críticos como Rita Felski questionam se o “modernismo” seria um ou vários movimentos ocorridos a partir do final do século XIX: até quando vão os modernismos? Qual a sua abrangência nas artes? 

Mais informações no site do Núcleo de Estudos Irlandeses.

Tags: Núcleo de Estudos Irlandesessubmissão de trabalhosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Mestrado em Engenharia de Sistemas Eletrônicos da UFSC Joinville está com inscrições abertas

25/08/2022 10:47

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PPGESE) da UFSC Joinville está com inscrições abertas para seleção de alunos regulares do curso de mestrado, que devem ser realizadas entre os dias 09 de agosto e 04 de setembro, conforme preenchimento de formulários e encaminhamento de documentação descritos no editalO mestrado é gratuito e de caráter presencial, oferecido no Campus de Joinville da UFSC.

Há 15 vagas disponíveis, nas linhas de pesquisa: Sistemas Embarcados e Sistemas Eletrônicos de Potência. Os alunos regulares do programa poderão se candidatar a bolsas de estudo, participar de projetos de pesquisas com grandes empresas, realizar intercâmbio para cursar disciplinas e/ou realizar estágio no exterior, dentre outras oportunidades. Por meio da reserva de vagas previstas pelas políticas de Ações Afirmativas da UFSC, serão asseguradas vagas para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e também para candidatos com deficiências.

Acesse o edital completo clicando aqui.

Saiba mais sobre o PPGESE no site.

Tags: Engenharia de Sistemas Eletrônicosinscriçõesmestradopesquisapós-graduaçãoPPGESEUFS JoinvilleUFSC

Pesquisador da UFSC é premiado por estudo que investiga bolhas em escoamentos gás-líquido

25/08/2022 10:22

Um estudo realizado na UFSC para ajudar a desenvolver modelos que resultem em processos e produtos mais eficientes e sustentáveis para as indústrias química, petrolífera e de energia recebeu a menção honrosa no Prêmio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), na categoria Tese de Doutorado. O trabalho Experimental and numerical investigation of gas-liquid flows in the presence of Taylor and dispersed bubbles, de Rafael Franklin Lázaro de Cerqueira, com orientação de Emilio E. Paladino, professor de Engenharia Mecânica, investiga as chamadas “bolhas de Taylor”, pequenas e grandes bolhas de ar presentes em determinados processos industriais.

De acordo com Cerqueira, isso pode ocorrer em tubulações de produção e transporte de petróleo e gás e em equipamentos como separadores, trocadores de calor, bombas, ou sistemas de refrigeração, cobrindo inúmeras áreas e processos de engenharia. “Bolhas de gás podem estar distribuídas em diferentes formas e tamanhos, entranhadas em um filme de líquido, gotas em uma fase gás contínua, tudo acontecendo no mesmo processo”, explica.

Para estudar o fenômeno, o pesquisador montou uma bancada no Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor da UFSC. A ideia era reproduzir um escoamento bifásico real, em que pequenas e grandes bolhas de ar foram injetadas em uma tubulação vertical. Escoamentos bifásicos são aqueles em que se pode observar uma distinção nas fases presentes “A dinâmica das bolhas de ar foi filmada por uma câmera rápida, e as filmagens foram posteriormente analisadas e processadas por códigos computacionais”.

Cerqueira explica que os escoamentos gás-líquido bifásicos podem ser encontrados em diferentes padrões ou configurações de escoamento, com diferentes escalas de comprimento interfaciais. Para ilustrar o que isso representa, ele usa um exemplo de fácil identificação na natureza: o da quebra de uma onda na praia. “Pode-se encontrar pequenas gotículas de água sendo ejetadas por sua crista e pequenas bolhas de ar presas dentro da onda, formando uma espuma. Estas gotas e bolhas podem ser vistas como estruturas com interfaces de pequena escala, já que seus comprimentos característicos são ordens de grandeza menores que o comprimento da onda”.

“As diferentes escalas interfaciais podem interagir umas com as outras de forma complexa”, indica. De acordo com os resultados do estudo, as pequenas bolhas dispersas no experimento afetaram a estrutura do escoamento ao redor das bolhas de Taylor, alterando o movimento ascendente da interface em grande escala. Segundo o pesquisador, isso fornece informações para o desenvolvimento de um modelo numérico que seria o primeiro passo para a simulação de escoamentos complexos, comuns na área da indústria de óleo e gás. Este modelo também pode ser estendido para escoamentos em que há mudança de fase, como condensação e evaporação, comum em muitas áreas na indústria de energia.

Tags: Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de CalorPrêmio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM)

Grupo de pesquisadores da UFSC participa de projeto que mobiliza 35 organizações das Américas, Europa e África

24/08/2022 14:01

Um grupo de pesquisadores formado por professores, técnicos administrativos e acadêmicos de graduação e mestrado do Laboratório de Camarões Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina está participando de um projeto mundial para impulsionar a aquicultura sustentável no Oceano Atlântico. No total são 35 centros de pesquisas, universidades e indústrias das Américas do Sul e Norte, Europa e África.

O projeto AquaVitae começou em maio de 2019 e deve durar até o final de 2023. O objetivo é aumentar a produção de espécies de baixo nível trófico (relativo à alimentação) na aquicultura marítima dos países banhados pelo Atlântico. São espécies que pertencem a grupos de plantas ou animais mais baixos da cadeia alimentar, como macroalgas, ostras, mexilhões, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, abalone e tambaqui.

Os primeiros resultados foram apresentados ainda em 2020, quando pesquisadores e produtores do setor aquícola ao redor do mundo reuniram-se de forma on-line para compartilhar dados do primeiro ano do projeto. A UFSC coordena o subprojeto de Amti em bioflocos e tanques, que tem ainda participação da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Primar Aquicultura, primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada do Brasil. A proposta é desenvolver um sistema integrando o cultivo do camarão-branco-do-pacífico (Litopenaeus vannamei), tainha (Mugil lisa) e macroalga (Ulva sp.).

A missão do AquaVitae é prover alimentos seguros e saudáveis para as pessoas, melhorar ainda mais a produtividade, analisar a rentabilidade dos produtores aquícolas e oferecer aconselhamento sobre política e governança. “O Atlântico é um recurso alimentar compartilhado e vital para a economia dos países costeiros, mas o oceano está sob crescente pressão devido à superpopulação, mudanças climáticas, sobrepesca e necessidade de uma melhor segurança alimentar. A aquicultura é uma maneira eficaz para se produzir mais alimentos do oceano. Porém, para ser mais sustentável, a aquicultura deve se expandir para além das pisciculturas e incluir espécies de nível trófico baixo que possuem pequeno impacto ambiental”, destacado o vídeo de apresentação do projeto.

 

Leia a reportagem completa na edição número 13 da Revista da Fapeu que está disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

Tags: Laboratório de Camarões MarinhosRevista da Fapeu

Equipe do Colégio de Aplicação conquista segundo lugar na etapa regional da Olimpíada Brasileira de Satélites

23/08/2022 15:41

Estudantes viajaram a Santa Maria (RS) para a etapa regional da competição. Foto: arquivo pessoal

A equipe Sagittarius A, formada por estudantes do 9º ano do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi a segunda colocada na etapa regional Sul da Olimpíada Brasileira de Satélites (Obsat). Após 11 horas de viagem, de Florianópolis até Santa Maria, no Rio Grande do Sul, os alunos Isabella de Freitas, Rosa Maria Miranda, João Vitor Caetano e Marcos Bueno tiveram a oportunidade de trocar ideias e compartilhar experiências com outras equipes e com os organizadores da Obsat, presenciar o lançamento de um satélite e participar de algumas palestras. O encontro ocorreu no dia 13 de agosto, e o grupo foi acompanhado por seu mentor, o graduando em Física João Batista Vieira Sousa.

O projeto do time do Colégio de Aplicação teve como principal missão monitorar o ecossistema de manguezais no país. Após um ano de pesquisas, a equipe construiu um satélite capaz de medir o nível de gás carbônico (CO2) da estratosfera e comparar com outros locais, determinando o impacto da urbanização para aquele lugar e suas possíveis consequências. Os manguezais ocupam uma grande área do território brasileiro, mas sofrem pressão da expansão imobiliária nas grandes cidades litorâneas. A pesquisa teve os objetivos de mostrar a importância dos mangues na absorção desse gás de efeito estufa e de identificar áreas de desmatamento, contribuindo para a consciência da necessidade de preservação. Agora, a equipe planeja continuar aperfeiçoando o projeto, a fim de buscar novas oportunidades na próxima edição da Obsat.

A Olimpíada Brasileira de Satélites é uma olimpíada científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa busca promover experiências teóricas e práticas em projetos de satélites de pequeno porte, difundindo a cultura aeroespacial para estudantes e professores de instituições de ensino de nível médio, técnico profissionalizante e universitário. A Obsat é gratuita para qualquer aluno matriculado em instituições brasileiras de ensino fundamental, médio, técnico ou superior. Como objeto de trabalho, e ao mesmo tempo ferramenta de aprendizado, utilizam-se pequenos satélites, chamados de CanSats, TubeSats, PocketSats ou CubeSats.

Tags: 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites (Obsat)Colégio de AplicaçãonanossatéliteObsatsatéliteUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC tem dois pesquisadores contemplados em prêmio nacional de estudos sobre futebol

23/08/2022 14:26

Foto: Danilo Borges/copa2014.gov.br/CC BY 3.0

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve dois trabalhos reconhecidos no III Prêmio Brasil de Teses e Dissertações sobre Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor – Edição 2022, promovido pela Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. 

A pesquisa Globalização e o sistema-mundo moderno do futebol: modernidade e (de)colonialidade na circulação de atletas a partir dos mundiais FIFA, realizada por Juliano Oliveira Pizarro no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, foi a terceira colocada entre as teses de doutorado. Já João Henrique Krauspenhar, mestre e doutorando em Contabilidade pela UFSC, conquistou a terceira colocação entre as dissertações de mestrado, com o trabalho A recuperabilidade do ativo intangível relativo aos atletas dos clubes de futebol brasileiros. Ambos também foram os primeiros colocados, em suas categorias, na linha de pesquisa Aspectos econômicos do futebol e suas derivações e, como parte do prêmio, terão seus estudos transformados em livro.

Ao longo de seu doutorado, Juliano buscou entender como o processo de globalização e os fluxos de migração de atletas se relacionam com a acentuação da desigualdade no futebol, bem como as especificidades do mercado do futebol praticado por mulheres. Para isso, utilizou fontes bibliográficas e documentais e analisou dados de 25.921 jogadores, 1.240 equipes e 76 competições mundiais de categorias de base, seleções e clubes. Em janeiro, a Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) publicou uma reportagem sobre o estudo.

A dissertação de João Henrique, por sua vez, analisou a recuperabilidade do ativo correspondente aos atletas dos clubes de futebol brasileiros. Para isso, valeu-se de 198 observações, de dados de 2013 a 2019, de 34 times das séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2019. O pesquisador aponta que o teste de impairment não está sendo devidamente realizado pelos clubes de futebol brasileiros em relação aos seus atletas. Também chamado de teste de recuperabilidade, o teste de impairment assegura que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior aos benefícios que eles podem proporcionar à entidade. Os resultados indicaram, ainda, que é positivo o impacto patrimonial de se considerar o valor recuperável desse ativo em substituição ao seu valor de registro.

A relação completa de premiados foi publicada no Diário Oficial da União (em pdf).

Tags: contabilidadefutebolPPGICHPrêmioPrograma de Pós-Graduação em ContabilidadePrograma de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências HumanasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina