Em parceria com Harvard, professor da UFSC chega a resultados inéditos em estudos sobre células-tronco

23/02/2023 09:18

Imagem de Doodlart por Pixabay

Células-tronco são capazes de se diferenciar e se transformar em outras células e, por isso, há décadas são estudadas como uma das revoluções da ciência e da medicina. Do câncer a doenças cardíacas, passando pelo Alzheimer, elas são também objetos de investigação na UFSC, onde o professor Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, publicou, somente neste ano, três estudos com resultados inéditos em revistas de alto impacto do grupo Nature e da prestigiada Cell Stem Cell.

As pesquisas trabalham com a biologia de sistemas, usando softwares como forma de estudar e descrever o comportamento celular, mas também têm abordagem experimental. Os mecanismos são pesquisados em organismos vivos como camundongos e também no peixe-zebra. “Em conjunto, estes estudos destacam a importância da biologia computacional para compreender o funcionamento das nossas células e como utilizar esse conhecimento para criar células-tronco hematopoiéticas em laboratório a partir de células-tronco pluripotentes, as quais possuem a capacidade de produzir praticamente qualquer célula do nosso organismo”.

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UFSC lidera a lista na pesquisa aplicada em Jornalismo no Brasil

15/02/2023 11:58

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lidera o ranking de instituições que mais publicaram trabalhos sobre pesquisa aplicada em jornalismo. Entre 2011 e 2022, a instituição publicou 19 trabalhos em revistas científicas, anais de eventos acadêmicos e em seu programa de pós-graduação, por meio de dissertações e teses. O ranking ainda destaca dois pesquisadores da UFSC e que são referência em pesquisa aplicada: a professora Rita Paulino e o professor Elias Machado.

A UFSC também desponta como primeira universidade a oferecer cursos de mestrado e doutorado acadêmico em Jornalismo do país, em 2007 e 2013, respectivamente. Desde então é referência em termos de pesquisa em Jornalismo, por meio de quadros docentes de relevância nacional e internacional. O grupo de docentes também é reconhecido pela liderança na atuação acadêmica da pesquisa e da teorização.

Os dados foram extraídos do repositório do Observatório de Pesquisa Aplicada em Jornalismo no Brasil. O levantamento é fruto de uma pesquisa acadêmica desenvolvida pelo projeto Tecnologias da comunicação e a formação em jornalismo, ligado ao Grupo de Pesquisa Comunicação, Tecnologia e Sociedade, do Centro Universitário Internacional Uninter, em Curitiba.

Saiba mais no site OPAJOR

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Trabalho com satélites de professor da UFSC é reconhecido pela Agência Espacial Brasileira

14/02/2023 10:58

Professor Bezerra e Carlos Augusto Teixeira de Moura, presidente da AEB

O professor Eduardo Augusto Bezerra, do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), do departamento de Engenharia Elétrica e Eletrônica da UFSC, foi um dos dez homenageados com a menção honrosa ao mérito espacial, honraria concedida no aniversário de 29 anos da Agência Espacial Brasileira (AEB).Bezerra foi um dos acadêmicos prestigiados pela liderança em projetos ligados ao Programa Espacial Brasileiro. Na solenidade, disse estar representando dezenas e centenas de pessoas com quem trabalhou ao longo dos últimos 29 anos, boa parte deles com apoio da AEB.

Na segunda-feira, 13 de fevereiro, o trabalho do laboratório coordenado pelo pesquisador foi destaque no portal da AEB. O texto indica que o FloripaSat-1, missão de demonstração tecnológica totalmente desenvolvida por estudantes do SpaceLab, está em operação – um CubeSat composto por cinco módulos, cujos objetivos principais são o educacional e a validação em órbita (In-orbit Validation, IoV).

À AEB, ele afirmou que os objetivos foram concluídos com êxito e que novas missões utilizando a plataforma aberta do FloripaSat têm como propósito a independência tecnológica em relação aos fornecedores estrangeiros. “Temos uma formação em fluxo contínuo de estudantes nos diversos níveis, da graduação ao doutorado, incluindo pós-doutorado, em uma vasta área de assuntos relacionados a CubeSats e aplicações espaciais em geral”, disse.

A primeira atividade do professor junto à AEB foi realizada ainda 1993, quando desenvolveu o procedimento de testes para o computador de bordo do satélite brasileiro SACI-I na sua pesquisa de mestrado. “Após isso, foram diversos sistemas e aplicações desenvolvidas, com utilização em foguetes de sondagem, na Estação Espacial Internacional, em satélites de grande porte, e os satélites de pequeno porte desenvolvidos e em desenvolvimento”, explica.

Ele ainda destacou a parceria que trouxe a ‘Constelação Catarina’ para o Estado. O programa tem o objetivo de desenvolver e fabricar nanossatélites para atuar na defesa civil e na agricultura de precisão e conta com a parceria de instituições do Estado.

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UFSC lança no Colégio de Aplicação iniciativas para incentivo às mulheres na ciência

13/02/2023 14:54

Turma do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação (Fotos: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Uma apresentação para a turma do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação foi a forma adotada pela gestão da UFSC para lançar oficialmente importantes iniciativas que visam estimular o envolvimento de meninas e mulheres com a ciência.

Um grupo formado majoritariamente por mulheres foi responsável pela apresentação: a vice-reitora Joana Célia dos Passos; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Leslie Sedrez Chaves; a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro; a pesquisadora Camila Pagani, da Coordenadoria Administrativa e Financeira da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) e a professora Miriam Pillar Grossi, do Instituto de Estudos de Gênero (IEG). Elas estavam acompanhadas do professor George Luiz França, coordenador de educação básica da Prograd e professor do Colégio de Aplicação.

A escolha da turma do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação para lançamento dos editais não foi casual: é a turma da estudante Rosa Maria Miranda, que se notabilizou após descobrir sete asteroides em um programa da Nasa. Rosa Maria tornou-se uma entusiasta da divulgação científica.

As iniciativas divulgadas pelo grupo aos alunos são o lançamento do edital do Prêmio Mulheres na Ciência 2023, que chega à terceira edição; uma chamada para apoiar o financiamento de projetos de pesquisa e inovação liderados por professoras e um edital com o objetivo de apoiar a política de Iniciação Científica para o Ensino Médio desenvolvida pela UFSC.

Além disso, professora Joana Célia dos Passos anunciou uma parceria com o IEG para a criação de um programa de longo prazo para estimular o engajamento de meninas do Ensino Médio em carreiras de informática, tecnologia, engenharias, física e matemática. Essas carreiras, designadas pela sigla STEM, ainda têm pouca participação feminina.

“Queremos ampliar o papel das mulheres na produção do conhecimento”, disse a professora Joana. O professor George lembrou aos estudantes que, agora no Ensino Médio, eles também poderão se engajar em projetos de pesquisa. E a professora Mirian Grossi destacou que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) também tem um prêmio para a categoria Ensino Médio.

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Equipe da UFSC traduz entrevista inédita de criador da Teoria do Big Bang

13/02/2023 10:29

Um grupo de alunos do curso de Engenharia Aeroespacial, do campus da Universidade Federal de Santa Catarina em Joinville traduziu uma entrevista inédita que foi descoberta recentemente com o criador da Teoria do Big Bang, Padre Georges Lemaître. O trabalho foi orientado pelo professor Alexandre Zabot e está publicado no Youtube e também aqui.

“Ao que me consta, é a primeira tradução para língua portuguesa”, explica o professor Zabot, que supervisionou a tradução de Ana Clara Souza Santos, Maria Eduarda Machado de Oliveira e Guilherme Henrique Pick Costa. O trabalho durou cerca de duas semanas, durante o período de recesso. Segundo Zabot, esta também foi a primeira vez que os estudantes fizeram uma tradução e montagem de legendas.

Originalmente, a entrevista foi feita em francês, mas o processo de tradução dos alunos ocorreu a partir de uma versão em inglês que foi publicada como artigo. “Primeiro fizeram a tradução deste artigo e então montaram um arquivo de legendas, sincronizando com os instantes das falas. Feito isso, foi preparado o vídeo com a introdução e com as legendas na imagem”, contou.

O trabalho é relevante pois esta é a única entrevista televisiva conhecida do Padre Georges Lemaître. Ela foi realizada em 1964, por uma emissora belga, que a divulgou novamente em 2022 por ter encontrado em seus arquivos em uma categoria errada e com o nome de Lemaître grafado incorretamente. “A entrevista aconteceu em 1964, uma época em que a Cosmologia ainda engatinhava em obter resultados observacionais relevantes para os modelos teóricos”, contextualiza Zabot.

Um dos temas sobre os quais o criador da Teoria do Big Bang fala é o Modelo Estacionário de Fred Hoyle, já descartado hoje em dia. “Na época, Fred Hoyle e muitos outros físicos importantes contestavam o modelo de Lemaître e outros físicos de que o Universo estivesse passando por uma expansão”, pontua o professor. Ele conta que nesse mesmo período havia uma discussão sobre o real significado da famosa observação de Edwin Hubble de que as galáxias tinham um desvio espectral para o vermelho.

“Lemaître e muitos outros defendiam que esse desvio deveria ser interpretado como um afastamento sistemático de todos os objetos do universo, causado pela expansão de todo o cosmos. Outros físicos procuravam explicações em efeitos diferentes”, conta. “Então, do ponto de vista científico, chama a atenção a questão histórica, do desenvolvimento da Teoria do Big Bang, que demorou bastante tempo para ser aceita. A entrevista acontece mais de 30 anos depois da proposta inicial do modelo!”

Outro ponto destacado por Zabot é que a entrevista também destaca a visão de Lemaître de que não era possível definir um instante inicial para o começo do Universo. Ele argumentou, com base em fenômenos quânticos, para os instantes iniciais. “É interessante porque muito recentemente Stephen Hawking e outros cosmólogos propuseram ideias muito semelhantes de que talvez o tempo não existisse nos primeiros instantes, ou tivesse um comportamento bem diferente do que observamos hoje”.

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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: UFSC lança editais para promover equidade

10/02/2023 14:16

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lança na próxima segunda-feira, 13 de fevereiro, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) e da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), três editais de estímulo à participação de mulheres e meninas nas ciências. Os documentos serão apresentados às 9h, na sala de aula do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação (CA), no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis, onde estuda Rosa Maria Miranda, jovem que descobriu sete asteroides a partir de um programa da NASA em 2022.

Os editais são:

  • Edital do Prêmio Mulheres na Ciência 2023, que premia mulheres da UFSC por suas carreiras científicas.
  • Chamada para apoiar o financiamento de projetos de pesquisa e inovação de professoras, com valor superior a R$ 1 milhão, para busca da equidade.
  • Formulação de uma política institucional da UFSC para estimular a entrada de estudantes do Ensino Médio nas carreiras científicas.

O lançamento é, também, uma forma de registrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data criada pela Unesco e celebrada neste sábado, 11 de fevereiro. Os detalhes dos editais serão divulgados na segunda-feira.

Confira o vídeo da vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, em homenagem às mulheres e meninas cientistas:

 

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Novo episódio do podcast ‘UFSC Ciência’ fala sobre balneabilidade

09/02/2023 14:04

A Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (Agecom/UFSC) publicou nesta quinta-feira, 9 de fevereiro, um novo episódio do podcast UFSC Ciência, com o tema Balneabilidade. Os entrevistados desta edição são os docentes José Salatiel, do Departamento de Ecologia e Zoologia; Maria Elisa Magri, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental; Paulo Horta, do Departamento de Botânica e Rodrigo Mohedano, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental.

A temporada de verão de 2023 trouxe um novo “velho assunto” para o debate público, especialmente no litoral catarinense e nos estados e países de onde vêm os turistas que visitam a região. Uma crise de balneabilidade fez subir vertiginosamente o número de pontos impróprios para o banho de mar. Além disso, uma epidemia de diarreia fez com que se estabelecesse uma relação quase que imediata entre a qualidade da água do mar e a propagação de doenças gastrointestinais, abrangendo também discussões sobre problemas históricos de saneamento básico.

Nesse episódio sobre balneabilidade, falamos sobre o oceano, o turismo, a saúde e o saneamento básico de forma interdisciplinar. Ouvimos quatro professores pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina para discutir o assunto e trazer novas análises e discussões sobre o tema.

Ouça o UFSC Ciência pelo Spotify.

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Rara interação entre botos e pescadores é documentada de forma inédita pela ciência

03/02/2023 12:45

Uma dança sincronizada. Uma colaboração cheia de instantes decisivos. Uma interação que resulta em benefícios para o boto e para o pescador. Tradicional e reconhecida no Sul do Brasil e no mundo, a parceria entre botos pescadores e homens na pesca da tainha foi documentada de forma inédita pela ciência, em uma trabalho que envolveu a Universidade Federal de Santa Catarina, a Oregon State University (OSU), nos Estados Unidos, e o Max Planck Institute, na Alemanha (MPI). A sincronia perfeita necessária entre o sinal emitido pelo animal e a soltura da rede e os riscos que uma possível escassez de tainha podem trazer à prática estão entre os principais resultados do estudo.

Munidos de drones, imagens subaquáticas e tecnologia de captação de sons marinhos, a equipe, na UFSC liderada pelo professor Fábio Daura-Jorge, do Departamento de Ecologia e Zoologia, registrou detalhes em frações de segundos do comportamento dos botos e dos pescadores, além de ter se alimentado de um banco de dados de mais de 15 anos de monitoramento da cooperação – uma das poucas registradas na biologia.

“Sabíamos que os pescadores estavam observando o comportamento dos botos para determinar quando lançar suas redes, mas não sabíamos se os botos estavam coordenando ativamente seu comportamento com os pescadores”, disse Maurício Cantor, professor da OSU, colaborador da UFSC e líder do estudo.

“Usando drones e imagens subaquáticas, pudemos observar os comportamentos de pescadores e botos com detalhes sem precedentes e descobrimos que eles capturam mais peixes trabalhando em sincronia”, disse Cantor. “Isso reforça que esta é uma interação mutuamente benéfica entre os humanos e os botos.”

Essa sincronia é determinante para o sucesso do pescador e para a manutenção da pesca tradicional, explica Daura-Jorge, que coordena, na UFSC, um Programa Ecológico de Longa Duração do Sistema Estuarino de Laguna e adjacências, financiado pelo CNPq. “Temos um longo histórico de estudos da UFSC sobre essa interação, que é muito valorizada localmente”, comenta o professor. “Desde a década de 1980, importantes descrições de como funciona essa interação vêm sendo feitas, mas desta vez, com ajuda de tecnologia apropriada, pudemos testar algumas hipóteses e confirmar que se trata de uma interação com benefícios mútuos”, explica.
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Programa da UFSC emite nota técnica sobre crise de saneamento básico e análise de mortalidade de peixes

01/02/2023 11:51

Pesquisadores fizeram análise em água contaminada

O Programa Ecoando Sustentabilidade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), emitiu, nesta terça-feira, 31 de janeiro, uma nota técnica sobre a mortalidade de peixes no manguezal do Itacorubi, região central de Florianópolis, associada à crise de saneamento básico que tem resultado em epidemia de diarreia e problemas de balneabilidade no litoral de Santa Catarina. Os eventos apontam, entre outras coisas, para a falta de coleta universal e de tratamento de esgoto adequados, com a falta de oxigênio sendo apontada como principal causa da morte dos animais. O diagnóstico recomenda ao poder público a criação de um comitê multidisciplinar e interinstitucional para abordar a crise, além de trazer dados sobre a contaminação em diferentes pontos de coleta na capital catarinense.

Leia a nota completa

A nota aponta, também, para as deficiências na drenagem e o crescimento desordenado da ocupação urbana que resultaram em “grandes fluxos anômalos de água”. Além disso, os pesquisadores identificam processos erosivos e de escoamento que intensificaram a eutrofização – perda de oxigênio -, a turbidez das águas superficiais, além do assoreamento – acúmulo de material no fundo do rio. “Estas carências comprometeram a capacidade de suporte dos corpos receptores, tendo por consequência o colapso do sistema como um todo, considerando seus aspectos socioambientais e econômicos”, indicam.

Recentemente, um grande volume de peixes mortos foi encontrado no Itacorubi, bairro de Florianópolis. O professor Paulo Horta, do departamento de Botânica, fez uma caracterização de parâmetros físico-químicos, durante e depois do evento, utilizando técnicas padrão de caracterização biogeoquímica. A nota alerta que, em conjunto com outros contaminantes, os patógenos que infectam as águas representam grandes desafios para a saúde pública, para a aquicultura, pesca e para a conservação marinha, exigindo novas soluções para identificar, controlar e mitigar seus efeitos.

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UFSC na Mídia: Em portal britânico, professora da UFSC comenta como o Atlântico Sul precisa ser estudado

27/01/2023 11:02

Imagem do Portal Carbon Brief mostra circulação de águas e participação do Atlântico Sul no processo

A professora Regina Rodrigues, da Coordenadoria Especial de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi convidada a escrever para o portal britânico Carbon Brief, especializado na cobertura climática, sobre como o Atlântico Sul é pouco estudado e como o fato vem sendo superado historicamente. Regina recentemente foi editora de uma edição especial sobre o tema na revista Communications Earth & Environment, do Grupo Nature.

No texto do portal, ela explica que o Atlântico Sul afeta diretamente o clima de países sul-americanos e africanos e pode provocar desde ondas de calor e secas até inundações, o que pode ocasionar insegurança hídrica e alimentar em milhares de pessoas. Historicamente, no entanto, ele é pouco pesquisado se comparado ao Atlântico Norte, onde estão as grandes potências globais. O fato de estar em países de renda baixa a média, com dificuldades para financiar a pesquisa oceanográfica, também seria uma das causas para o baixo volume de estudos.

De acordo com a pesquisadora, a história registrada no oeste do Atlântico Sul começou em 1500, quando o explorador português Pedro Alvares Cabral chegou à costa brasileira. Depois, passou a ser foco de interesse como forma de acesso ao Pacífico e ao Índico. Mais recentemente, a história das guerras também fez com o Atlântico Norte fosse foco central de interesse no mundo.

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Pesquisadores da UFSC participam de aprimoramento de pavimentos asfálticos no Brasil

25/01/2023 10:25

Pesquisadores do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) e do Laboratório de Pavimentação (LabPav), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), localizados no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis, e do Laboratório de Desenvolvimento e Tecnologia em Pavimentação (LDTPav), do Campus Joinville, estão trabalhando em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), visando aprimorar um método referência para os pavimentos asfálticos no Brasil. O procedimento que será aperfeiçoado é o chamado Método de Dimensionamento Nacional (MeDiNa) e o projeto – iniciado em novembro de 2020 – tem duração prevista de cinco anos.

A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) é responsável pela gestão administrativa e financeira do trabalho. A equipe de pesquisa é composta por 13 pessoas, dentre elas, o professor Wellington Longuini Repette,  coordenador-geral, e o engenheiro civil Gustavo Otto, coordenador técnico do projeto. Além disso, o projeto conta também com a participação de outros professores, técnicos e bolsistas de graduação e pós-graduação.

Para mais informações, os interessados podem acessar o site da Fapeu.

 

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Sinova mapeia iniciativas para fomento de meninas e mulheres na ciência

20/01/2023 12:45

O Departamento de Inovação (Sinova) da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está realizando um mapeamento de iniciativas para fomento de meninas e mulheres em ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo. Professores e técnicos-administrativos que coordenam ações de fomento à participação de meninas e mulheres em ciência, tanto na pesquisa quanto na extensão, nas diversas áreas do conhecimento podem participar. Os interessados devem preencher o formulário.

De acordo com a Sinova, a chamada nº 2/2023 busca ampliar o conhecimento sobre as diversas ações que promovem a sensibilização, o engajamento e a permanência de meninas e mulheres em atividades científicas. A iniciativa faz parte da ação estratégica do Programa de Inovação e Empreendedorismo da Sinova. O objetivo é aproximar a UFSC da comunidade por meio de soluções de pesquisa e extensão, bem como compartilhar experiências em diferentes contextos e oportunidades.

Com o mapeamento, será formada a Rede Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo UFSC Mulheres (Rede CTIE UFSC Mulheres) com o objetivo de impulsionar as ações realizadas, compartilhar experiências e contribuir para o protagonismo feminino.

 

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Meninas do Ensino Médio vivem rotina de cientistas na UFSC

19/01/2023 10:21

Grupo do projeto reunido (Foto: Lethicia Siqueira)

“Uma sobe e puxa a outra” – a frase, um dos mantras de movimentos de mulheres pelo mundo – ilustra com perfeição o que um grupo de meninas faz, dentro dos laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desde a segunda semana de janeiro. Clarissa, Amanda, Thifani e Vitoria trocaram as aguardadas férias escolares por jalecos, livros, vidrarias e experimentos que ajudam a entender um dos temas mais importantes da atualidade: o meio ambiente.

Elas estão em uma imersão conduzida por cientistas-mulheres que lideram pesquisas de impacto na UFSC. As jovens, todas entre 16 e 17 anos, participam do Futuras Cientistas, do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, que foi acolhido pelo grupo ReAtividade na Ciência, que pretende discutir gênero e mostrar que a ciência é para todos e todas.

No Brasil, as mulheres pesquisadoras representam 40,3%, embora na população sejam mais de 51%. Os dados constam em relatórios da Unesco e são amplamente difundidos para registrar as desigualdades de acesso à carreira científica. O projeto, voltado para meninas do Ensino Médio, foi expandido pela primeira vez do Nordeste para outras regiões do Brasil, abrindo possibilidade para que mais jovens conheçam – e se reconheçam – na carreira científica.

“Fomos o único grupo relacionado de Santa Catarina. A ideia era propor um projeto e um plano de trabalho para receber as estudantes”, explica a professora do Programa de Pós-graduação em Química Daniela Zambelli Mezalira. Ela e as colegas Juliana Paula da Silva e Tatiane Maranhão realizaram um plano completo de atividades, que envolve desde conhecer laboratórios da universidade até oficinas e visitas técnicas. Intitulado Meio Ambiente em Foco, o projeto da imersão também trabalha com experimentação e com a busca de soluções científicas para problemas reais.

“Nós três somos de áreas diferentes na Química, por isso pensamos em um projeto que conseguisse trabalhar com nossas áreas de conhecimento. Aí veio a escolha pelo meio ambiente”, conta a professora Juliana, que atua na área de Química Inorgânica. Junto com Daniela, que estuda energias renováveis, e Tatiane, que investiga a poluição, o trio atraiu parceiros e voluntários para a missão de apresentar um mundo novo a quatro jovens.

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Pós-Graduação em Filosofia publica nova edição da Revista Peri

12/01/2023 10:33

Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançaram uma nova edição da Revista Peri. A publicação reúne seis artigos relevantes para discussão da Filosofia contemporânea, em diferentes áreas do conhecimento. 

Com a proposta de ser referência na divulgação de pesquisa científica filosófica interdisciplinar, a revista incentiva a participação de jovens pesquisadores do Brasil e do mundo por meio da submissão de manuscritos ousados, inovadores e provocativos. O periódico atingiu nota A4 na última avaliação Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgada em 2022.

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Professores da UFSC Curitibanos fazem projeto para restaurar florestas catarinenses

11/01/2023 08:50

Um grupo de professores do Centro de Ciências Rurais, do campus Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina, trabalha em um projeto que prevê a restauração de 302 hectares de Mata Atlântica em florestas do Meio-Oeste e do Planalto Serrano catarinense. Com financiamento do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e gestão financeira da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), as ações começaram em 2021 e têm prazo de execução de quatro anos.

O projeto Restauração Ecológica da Floresta Ombrófila Mista (Reforma) prevê a recuperação de dois diferentes perfis de área: 92 hectares da Unidade de Conservação Parque Estadual do Rio Canoas (Paerc), na cidade de Campos Novos, e 210 hectares do assentamento de reforma agrária Índio Galdino, nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério. A área total de 302 hectares beneficiados pelo projeto equivale a cerca de 420 campos de futebol. “A ação de restauração do Reforma engloba três momentos que visam garantir a efetividade das técnicas de restauração implantadas: o diagnóstico preliminar e participativo; a implantação de técnicas de restauração e, por fim, o monitoramento”, explica o professor Alexandre Siminski, coordenador do projeto.

“O Projeto Reforma iniciou as atividades em 2021 com a etapa do Diagnóstico – Preliminar e Participativo. Essa etapa envolveu reuniões com as instituições parceiras do projeto, autorizações de pesquisa e trabalhos de campo nas duas áreas de atuação. Uma das primeiras ações foi a análise das imagens de satélite e a elaboração dos mapas que permitirão os trabalhos de campo”, relata o professor Siminski. Também já foram realizadas reuniões no assentamento para esclarecer as ações do projeto e definir as prioridades de atividade, que ocorrerão ao longo de 2022, quando também serão realizados os experimentos relacionados às atividades de pesquisa.

Com aproximadamente 1,2 mil hectares de área total, o Parque Estadual do Rio Canoas é uma unidade de conservação inserida na Mata Atlântica, em uma região de transição ambiental entre as formações de Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária) e Floresta Estacional Decidual. O projeto atuará na Zona de Recuperação, uma área de 92 hectares onde existe um histórico de invasão biológica do Pinus spp.

Já o Assentamento Índio Galdino, no Meio-Oeste, abriga 51 famílias, e sua área total de 837 hectares está situada em dois municípios, Curitibanos e Frei Rogério, sendo separada pelo Rio das Marombas. Além da restauração das áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente (APP), o projeto prevê a construção de um viveiro, em área coletiva, com capacidade de 50 mil mudas por ano. Uma parte das espécies necessárias deverá ser produzida no próprio assentamento para atender a demandas específicas do projeto e para capacitar os agricultores no processo de coleta, beneficiamento de sementes e produção de mudas.

Centro

O projeto também prevê a instalação do Centro Reforma no campus Campus Curitibanos da UFSC – uma unidade dedicada ao diagnóstico, monitoramento, capacitação e pesquisa em restauração ecológica do bioma Mata Atlântica. “Além do desenvolvimento e da validação das atividades previstas no projeto Reforma, o Centro será de suma importância para o desenvolvimento da extensão e de pesquisas na área de restauração ecológica”, destaca o professor.

O desenvolvimento do projeto envolve 13 professores do Centro de Ciências Rurais do Campus Curitibanos que apresentam ações diretas nas etapas de diagnóstico, implantação das técnicas de restauração e monitoramento. “Este olhar multidisciplinar sobre as ações de restauração é fundamental para a efetividade de um programa de restauração ecológica na região”, observa o professor. Estudantes bolsistas dos cursos de graduação em Engenharia Florestal e Agronomia, assim como estudantes de mestrado em Ecossistemas Agrícolas e Naturais, também colaboram com a equipe. “Os estudantes de mestrado e de graduação terão suas atividades de pesquisa (dissertação, iniciação científica, trabalho de conclusão de curso) inseridas nas atividades programadas pelo projeto Reforma”, relata o coordenador.

O projeto ainda conta com as parcerias do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da Oscip Grimpeiro (Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

 

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Equipe da UFSC investiga possíveis causas da epidemia de diarreia em Florianópolis

10/01/2023 09:00

Áreas com baixo ou saneamento reduzido, valas de esgotamento sanitário ilegais, aumento da população durante o veraneio e aumento das temperaturas podem favorecer a circulação e permitir maior propagação de agentes que causam a diarreia, explica a professora do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, Gislaine Fongaro. A equipe do Laboratório de Virologia Aplicada e do Laboratório de Ficologia está ampliando a coleta de amostragens em praias de Florianópolis para o monitoramento viral diante da epidemia registrada na cidade: são cerca de mil casos registrados em dez dias. A expectativa é que até 20 de janeiro os cientistas tenham uma visão dos vírus que circulam na capital, com foco na Ilha.

De acordo com Gislaine, as equipes da universidade também vão avaliar o esgoto bruto para entender o que está circulando na população local e na população itinerante. “Nossos estudos de pesquisa e extensão são amplamente importantes para população geral, servem de alerta epidemiológico e alerta sanitário”, explica a professora. Além disso, de acordo com ela, os dados complementam análises de balneabilidade que, para atenderem legislação, avaliam indicadores fecais bacterianos, mas não avaliam agentes virais nas rotinas.

A professora explica que os chamados surtos gastroentéricos – vômito e diarreia – estão relacionados a agentes infecciosos, principalmente vírus e bactérias que possuem trânsito em águas de beber, águas para recreação e alimentos contaminados. “Esses agentes infecciosos são chamados de entéricos, ou seja, que possuem rota oral-fecal, sendo ingeridos e excretados nas fezes de pessoas e animais não humanos suscetíveis”, complementa.

O saneamento básico, água e esgoto tratados e a higienização de alimentos são essenciais para a prevenção dos surtos. “O contato direto de não infectados com infectados, bem como o contato direto com fezes e papeis e fraldas contaminadas e aerossóis de banheiros e outros, podem ser importantes formas de transmissão de vírus e bactérias entéricas”, comenta Gislaine.

Outro ponto a ser destacado sobre os surtos de vômitos e diarreia é que esses agentes virais são muito mais propagáveis, e os vírus muito resistentes em ambientes, águas e alimentos. Assim, reforça ela, as viroses acabam sendo protagonistas nas gastroenterites agudas. Os adenovírus, norovírus, vírus da hepatite A e E e rotavírus são os principais causadores de gastroenterites.

Verão e prevenção

Segundo Gislaine, durante a temporada de verão, com o aumento de pessoas nas áreas litorâneas e de crianças em áreas de recreação, o alvo de infecções dos agentes que estão em águas aumenta. “Eficiência sanitária, água potável segura, alimentos seguros e higienização de mãos e áreas coletivas são amplamente importantes para reduzir a propagação de agentes infecciosos entéricos”, diz. Outra importante estratégia é o rastreio ágil da fonte contaminadora, para reduzir o impacto dos surtos e epidemias.

O Laboratório de Virologia Aplicada tem mais de 30 integrantes e se dedica há mais de três décadas aos estudos de diagnóstico de vírus em águas, fezes, alimentos, solos e outros. Anualmente, realiza coletas e estudos de águas balneáveis, águas potáveis de torneira e poços profundos, rios, mar e água salobra.

O LVA tem se dedicado a estudos de vírus que circulam em esgoto para saber o que está circulando na população, Há quatro anos, equipes monitoram águas e esgotos de Florianópolis também no período de veraneio, analisando adenovírus, norovírus, vírus da hepatite A e E, rotavírus e vírus entéricos.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Pesticida usado na agricultura e no controle da dengue é fator de risco para diabetes gestacional

04/01/2023 09:53

Malathion é um dos inseticidas usados nos “fumacês”, as pulverizações para controle do mosquito da dengue. Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília/CC BY 2.0

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que um dos agrotóxicos mais utilizados no país, o Malathion, pode ser fator de risco para o desenvolvimento de diabetes gestacional. Experimentos com animais indicaram que isso ocorre ainda que a gravidez aconteça somente após a interrupção do contato com o inseticida e mesmo nas doses consideradas seguras pelos órgãos reguladores. Além disso, a propensão ao desenvolvimento de diabetes pode ser transmitida aos filhos das mulheres expostas ao produto. Os resultados foram publicados na revista internacional Environmental Pollution.

O Malathion é um inseticida muito usado na agricultura, na jardinagem e nas pulverizações para erradicar mosquitos, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras doenças. Apesar de ser considerado como provavelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ele foi o sétimo pesticida mais comercializado no Brasil em 2020 – foram 15,7 mil toneladas, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com uma rápida busca no Google, aliás, qualquer pessoa consegue comprar um frasco do produto por menos de dez reais.

Foram justamente o alto índice de utilização do Malathion e o fato de a região Sul do país ser reconhecida pelas extensas áreas agrícolas que motivaram os pesquisadores do Laboratório de Investigação de Doenças Crônicas (Lidoc). “A ideia de começar esse estudo veio por volta de 2014. Eu tentei iniciar uma mudança no formato dos trabalhos aqui do meu grupo, para tentar fazer algum tipo de apelo mais regional, e que conseguisse fazer uma conversa entre pré-clínica, que são estudos com animais, e demandas da saúde pública”, afirma Alex Rafacho, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas, coordenador do Lidoc e autor responsável pelo estudo.
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UFSC participa de pesquisa brasileira sobre cooperação internacional

28/12/2022 11:58

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou neste mês o relatório preliminar Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi 2021), que contou com a participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Convidada a compor a mesa técnica do evento de lançamento, a UFSC foi reconhecida como uma das instituições públicas federais com melhores práticas de cooperação internacional, destacando-se nos campos da internacionalização e da cooperação educacional e científica.

“A pesquisa Cobradi tem sido realizada pelo Ipea desde 2010 e, nesta edição, apresenta como diferenciais a possibilidade de participação das Instituições de Educação Superior (IES) e a coleta de dados sobre cooperação Sul-Sul. Decidimos que a UFSC participaria da pesquisa pela importância de conhecermos e publicizarmos a sua contribuição na cooperação internacional para o desenvolvimento. Além disso, os dados obtidos poderão ser mais um subsídio para a política institucional de internacionalização”, afirma a diretora de Relações Internacionais da Secretaria de Relações Internacionais da UFSC (Sinter), Fernanda Leal.

Desde sua implementação, a Cobradi ajuda o Governo Federal no planejamento de suas ações externas, e, a partir de 2022, a pesquisa se torna a fonte oficial de informações sobre as contribuições do Brasil para o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em outros países. Os resultados também são compartilhados regularmente com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de forma que os gastos externos brasileiros com ODS possam ser integrados àqueles dos demais países, bem como com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), para compor as estimativas e indicadores de quantificação da Cooperação Sul-Sul.
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Resultados finais da avaliação da Capes confirmam excelência da UFSC na pós-graduação

23/12/2022 08:21

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulgou os resultados finais da Avaliação Quadrienal (2017-2020) dos 4.512 programas de pós-graduação stricto sensu do Brasil, cujo resultado preliminar havia sido divulgado em setembro. A Universidade Federal de Santa Catarina alavancou ainda mais seus números: após a oficialização do resultado, a universidade passa a ter 27 programas com notas 6 ou 7, representando 40% dos seus programas e um crescimento de 35% em relação à avaliação de 2017.

Os cursos de Educação Física, Engenharia de Alimentos, Engenharia e Gestão do Conhecimento, Engenharia Elétrica e Filosofia alcançaram a nota 7 e se juntaram aos programas de Ciência e Engenharia de Materiais, Engenharia Química e Química, que já tinham esse resultado anteriormente. Também entraram para o grupo de excelência os cursos de Antropologia Social, Bioquímica, Design, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Neurociências e Saúde Coletiva. Eles alcançaram nota 6, que já era ostentada desde 2017 pelos programas de Aquicultura, Ciências dos Alimentos, Direito, Educação Científica e Tecnológica, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia Mecânica, Estudos da Tradução, Farmacologia, Linguística e Recursos Genéticos Vegetais.

Dos 67 programas acadêmicos da UFSC avaliados, 42 mantiveram as notas obtidas na última avaliação, 22 tiveram aumento das notas em comparação à 2017 e 3 foram avaliados pela primeira vez. Destaca-se o fato de que nenhum programa acadêmico da UFSC teve queda de nota ou foi descredenciado pela CAPES no atual quadriênio. A Universidade tem outros 22 programas com nota 5 e 11 programas com nota 4 na avaliação da Capes. Apenas sete programas têm nota 3, sendo que três programas (Geologia, Nanociência, processos e Materiais Avançados e Engenharia Têxtil) passam pela primeira avaliação, após entrada no Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG).

A Avaliação Quadrienal da Capes leva em conta critérios quantitativos e qualitativos do corpo docente, formação de discentes, produção científica e infraestrutura dos PPGs, e atribui notas que vão de 1 a 7, sendo que 3 é o mínimo para o funcionamento. As notas 6 e 7 qualificam os PPGs no nível de excelência acadêmica.

O Pró-Reitor de Pós-Graduação, professor Werner Kraus Junior, destacou o crescimento no número de programas com notas 6 e 7, com total de 12 programas sendo promovidos – dos quais, cinco obtiveram promoção para nota 7 e sete programas subiram para nota 6. Segundo ele, os dados confirmam a excelência acadêmica da UFSC já captada por outros indicadores, posicionando a UFSC na sexta colocação dentre as universidades brasileiras no percentual de programas de excelência. “Embora a avaliação da Capes seja da pós-graduação, é inegável sua relação íntima com a qualidade da graduação, da pesquisa, da extensão e da administração na Universidade. O crescimento da Pós-Graduação da UFSC num período em que foram enfrentados grandes desafios, como a pandemia e os cortes orçamentários para Ciência e Educação reflete a dedicação e o talento das pessoas que aqui trabalham e estudam. Trata-se, portanto, de uma conquista de toda a Comunidade Universitária”.

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Oito estudantes da UFSC são premiados por projetos de pesquisa que foram destaque em 2022

22/12/2022 13:36

Durante a cerimônia foram premiados oito estudantes de diversas áreas do conhecimento. Foto: Robson Ribeiro/ SECOM UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoveu nesta quinta-feira, 22 de dezembro, a cerimônia de premiação do 32º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica e do 12º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio da Universidade. O evento ocorreu na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria, no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis. Foram premiados oito estudantes de diferentes áreas do conhecimento.

Além do reitor, Irineu Manoel de Souza, também estiveram presentes na cerimônia o pró-reitor de Pesquisa e Inovação em exercício, William Gerson Matias, e a coordenadora do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica, Maria Luiza Ferreira. Na ocasião, foram premiados sete alunos da graduação e uma estudante do Ensino Médio. Todos tiveram seus projetos de pesquisa entre os destaques durante o ano de 2022. 

Na área de desenvolvimento Tecnológico e Inovação, foi premiado o estudante Israel Bardini Schulter, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico (CTC/UFSC). No campo das Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, Adria Cypriano, da Coordenadoria Especial de Engenharia de Materiais (EMT/UFSC) do Campus de Blumenau, e Maria Eduarda Ramos Pedro, do Departamento de Física do Centro de Ciências Físicas de Matemáticas (CFM/UFSC), receberam o reconhecimento. 

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Revista acadêmica do curso de Direito da UFSC lança 11ª edição

21/12/2022 10:15

Foi publicada nesta semana a 11ª edição da Revista Avant (vol. 6, nº 2), publicação do curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A revista acadêmica é uma produção independente dos alunos e tem como objetivo criar um veículo para promoção do debate e divulgação de trabalhos científicos em diversas áreas jurídicas produzidos por graduandos.

Na apresentação, o corpo editoral afirma que a publicação “reafirma o compromisso do nosso periódico com a produção científica crítica e de qualidade ao ser construída em meio às incertezas impostas pelo cenário de cortes sucessivos na educação, que comprometem o funcionamento das instituições públicas de ensino e prejudicam diretamente milhares de pesquisadores e estudantes que dependem de auxílio estudantil para permanência na Universidade”.

A publicação surgiu da constatação da carência, em algumas disciplinas, do estímulo à pesquisa desde as primeiras fases do curso. O conteúdo pode ser acessado no Repositório Institucional da UFSC e compreende discussões acadêmicas e trabalhos culturais submetidos por discentes de todo o Brasil.

Mais informações sobre a publicação na página revistaavant.paginas.ufsc.br. As edições anteriores podem ser encontradas neste link.

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UFSC premia alunos destaques da Iniciação Científica e Tecnológica em 2022

21/12/2022 08:59

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoverá na quinta-feira, 22 de dezembro, a premiação do 32º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica e do 12º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio da Universidade. A cerimônia será às 9h, na Sala dos Conselhos, localizada no prédio da Reitoria 1, no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis. Nesta edição, oito alunos receberão as honras, sete da graduação e uma estudante que ainda está no Ensino Médio.

Como prêmio, os alunos da graduação ganharão inscrição e passagens custeadas pela UFSC para apresentarem os seus trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC) 2023, prevista para acontecer entre os dias 23 e 29 de julho de 2023, em Curitiba. Já a aluna do Ensino Médio, será premiada com um Kindle. Estarão presentes o reitor, Irineu Manoel de Souza, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação em exercício, William Gerson Matias, e servidores da Coordenadoria do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica. Para lista completa dos premiados e mais informações, acesse a página do evento.

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Projeto de laboratório remoto para programação é premiado em evento internacional

16/12/2022 14:57

Laboratório possibilita programação e manipulação de um Arduino remotamente. Foto: divulgação

O projeto Ambiente remoto para programação e desenvolvimento em Arduino conquistou a primeira colocação na categoria “Experimento controlado remotamente” do Prêmio Internacional de Laboratórios Online, promovido pelo Consórcio Global de Laboratórios Online (GOLC). Desenvolvido pelo Laboratório de Experimentação Remota (Rexlab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o projeto oferece um ambiente de experimentação direcionado à criação e à execução de códigos de programação com possibilidade de acesso e manipulação de dispositivos por streaming de vídeo. A premiação será entregue durante a Conferência sobre Engenharia Remota e Instrumentação Virtual, que ocorre de 1º a 3 de março em Thessaloniki, na Grécia. 

Sob coordenação dos professores do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde da UFSC Araranguá Juarez Bento da Silva e Simone Meister Sommer Bilessimo e pelo docente do Centro Tecnológico (CTC) João Bosco da Mota Alves, o laboratório remoto é destinado a professores e alunos de todos os níveis educacionais e demais interessados nas áreas de eletrônica, programação e automação. O objetivo é auxiliar em estudos e práticas relacionados à programação para o microcontrolador Arduino. Ao permitir a verificação, o carregamento de códigos, a manipulação de um Arduino Uno e o controle de sensores e atuadores remotamente, também pode dar suporte a ambientes de experimentação e aprendizado de internet das coisas (IoT). 

O laboratório está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês – e pode ser acessado a partir do Ambiente de Aprendizagem com Experimentos Remotos (Relle). O projeto foi desenvolvido dentro da filosofia open source e open hardware, com documentação disponível em github.com/RExLab

Confira o vídeo apresentado na inscrição para o prêmio (em inglês):

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UFSC e MCTI apresentam equipamentos para fabricar alimentos em pó

15/12/2022 08:47

Unidade demonstrativa foi inaugurada no Campus Trindade, em Florianópolis. Foto: MCTI/Divulgação

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) inaugurou nesta quarta-feira, 14 de dezembro, a unidade demonstrativa do projeto Cadeias Produtivas do Açaí e Cupuaçu: Fábrica Sustentável de Alimentos em Pó em Pequena Escala. A planta está instalada no Laboratório de Propriedades Físicas dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (PROFI/UFSC), no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis. A unidade demonstrativa será utilizada para aperfeiçoamento do maquinário que irá beneficiar famílias de pequenos produtores de açaí e cupuaçu na região amazônica.

O MCTI investiu R$ 2,2 milhões na nova tecnologia que pretende ser uma solução para melhorar o aproveitamento de produtos das cadeias produtivas da bioeconomia. A ideia é que, com os novos equipamentos, as comunidades possam ter acesso a novos mercados e agreguem valor ao produto. A unidade demonstrativa na UFSC será utilizada para aperfeiçoamento do maquinário, desenvolvimento de protocolos e realização de capacitações das unidades de processamento, cujas obras têm previsão de se encerrar até o fim deste ano.

O processamento para obtenção de polpa em pó possibilita o desenvolvimento de novos produtos alimentares, cosméticos e farmacológicos, e apoia o desenvolvimento sustentável das comunidades produtoras e extrativistas da região amazônica – que devem receber as primeiras unidades de processamento.

“Esses equipamentos são mais um resultado da produção científica e tecnológica da UFSC que beneficiará famílias produtoras brasileiras, contribuindo para o desenvolvimento social que é um dos objetivos de nossa instituição”, comenta o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza.

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UFSC promove evento sobre a arte e ciência da escrita nesta quarta-feira, dia 14

12/12/2022 09:57

O evento Arte e ciência da escrita: por que parece tão difícil escrever? ocorre nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, das 9h às 12h, no Auditório do Centro de Ciências da Educação (CED) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A atividade também será transmitida on-line pelo YouTube. As inscrições podem ser realizadas através do formulário até o dia 13 de dezembro. Os participantes recebem certificado de três horas complementares. 

A atividade aborda os estudos da escrita e as contribuições da pós-graduação sobre o tema. Será ministrada por  Ana Maria Netto Machado da Université International Terre Citoyenne (UiTC), com a participação da professora Luciana Passos Sá do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) da UFSC. Também conta com a presença do Lucídio Bianchetti do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSC. O evento compõe o projeto de estágio de pós-doutorado intitulado A escrita na pesquisa em educação científica e tecnológica: reflexões sobre autoria, autonomia e formação, juntamente com a disciplina Escrita acadêmica e pesquisa em educação científica e tecnológica, oferecida por Adriana Mohr da PPGECT da e Carmen Farias, pós-doutoranda da PPGECT. 

Organizado pelo Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) da UFSC; Casulo: Grupo de Pesquisa e Educação em Ciências e Biologia; Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) da UFSC, Traces: Grupo de Pesquisa Trabalho e Conhecimento em Educação Superior; Programa de Pós-graduação em Ensino das Ciências (PPGEC) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

 

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