Programa de Pós-Graduação em Farmácia inicia processo seletivo para curso de doutorado

21/06/2022 12:02

O Programa de Pós-Graduação em Farmácia (PGFar) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abrem nesta semana inscrições para o processo seletivo de ingresso no curso de doutorado. As inscrições são recebidas pela secretaria do PPGFar por meio eletrônico, pelo e-mail ppgfar@contato.ufsc.brNo edital são encontradas as linhas gerais de pesquisa, os documentos necessários para inscrição, o cronograma oficial e orientações para elaboração do projeto de pesquisa. No mesmo documento, estão disponíveis os anexos de declarações de autenticidade de documentos, ações afirmativas e formulário de inscrição. 

O cronograma de inscrição é dividido em três períodos: de 24 de junho a 10 de julho para realização da seleção de julho e agosto; de 1º a 15 de setembro para seleção de setembro e outubro; de 1º a 15 de outubro para seleção de novembro e dezembro. A homologação das inscrições ocorre no prazo de até três dias úteis após o encerramento das inscrições do período correspondente.  

O cronograma do processo seletivo será divulgado pela secretaria na página do PPGFar  em no máximo 48 horas após a divulgação do resultado final das inscrições homologadas.  

Para mais informações, acesse as páginas http://pgfar.ufsc.br/analises-clinicas/ e http://pgfar.ufsc.br/farmaco-medicamentos/.

Tags: doutoradoFarmáciainscriçãopós-graduaçãoprocesso seletivoUFSC

Piape convida para apresentação de pesquisas sobre trabalho e administração

20/06/2022 14:59

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organiza nesta quarta-feira, 22 de junho, uma nova edição do projeto Apresentação de projetos de TCC, dissertação e teses, com o tema Trabalho, administração e questões afins. A atividade tem início às 17h e transmissão pelo canal do Piape no Youtube.

O objetivo é socializar trabalhos realizados pelos estudantes, compartilhando o processo de elaboração dos projetos de pesquisa e trabalhos de conclusão de curso. As edições passadas já trataram de Educação, Engenharias, Literatura e Música, Paleontologia, Física e Exatas.

Confira os trabalhos a serem apresentados:

Modelo cognitivo de liderança empreendedora (Luciano Vignochi)

Reconfiguração produtiva e tecnologia da informação em Blumenau/SC (Ícaro Gustavo Corrêa)

Bancos e o Estado no Brasil: estudo sobre a atuação dos dealers no mercado de títulos públicos, na rede de financiamentos do BNDES e no financiamento eleitoral (2003-2018) (Luciana Raimundo)

Um passo fora do armário: o trabalho em Florianópolis sob a perspectiva de gênero e orientação sexual (Willian Ricardo Binsfeld)

Tags: administraçãoPiapeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Autor de ‘O massacre dos libertos: sobre raça e República no Brasil’ palestra em evento na UFSC

20/06/2022 10:49

O Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove palestra sobre o livro O massacre dos libertos: sobre raça e República no Brasil, no dia 28 de junho, às 14h30, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) – Bloco B. 

O evento será ministrado pelo autor Matheus Gato, professor do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (IFCH/Unicamp).  O trabalho foi vencedor do Prêmio Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) de melhor obra científica do ano de 2020 e finalista do Prêmio Jabuti. Na obra, o autor narra a primeira grande chacina do Maranhão republicano. Nesse episódio, a população negra protestava com medo que a República recém-formada lhes retirasse a liberdade jurídica conquistada, a Abolição da Escravatura. 

Sobre o autor

Matheus Gato é pesquisador do Núcleo Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e coordenador do Bitita: Núcleo de Estudos Carolina de Jesus (IFCH/Unicamp). É doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (2015) e realizou pós-doutorado pela mesma instituição (2016-2019). Foi visiting fellow no Hutchins Center for African and African American Studies da Universidade de Harvard (2017-2018). É organizador do livro O 13 de Maio e Outras Estórias do Pós-abolição, contos do escritor Astolfo Marques.

Tags: Pós-Graduação em Sociologia e Ciência PolíticaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Brasil subutiliza capacidade de realização de aborto legal e seguro em casos de estupro, aponta estudo

14/06/2022 14:17

A estrutura de saúde instalada no Brasil e a capilaridade da atenção primária são uma oportunidade para a ampliação do acesso ao aborto previsto em lei. Essa é uma das conclusões centrais de um estudo realizado por pesquisadoras da UFSC e publicado na A Revista Ciência & Saúde Coletiva. O artigo é fruto da tese de doutorado de Marina Gasino Jacobs, orientada pela professora Alexandra Crispim Boing, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC.

Na tese, Marina investiga a oferta e realização de interrupção legal de gravidez no Brasil examinando dados do Sistema de Informações Ambulatoriais e Hospitalares e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. No estudo recém publicado, as autoras trabalham com três diferentes cenários de oferta, calculando também o percentual da população do sexo feminino em idade fértil (entre 10 e 49 anos) residente nos municípios, por região, para estimar o potencial de oferta de serviço de aborto em gravidez decorrente de estupro.

O primeiro cenário utiliza os dados reais, das cidades e unidades que oferecem o serviço. Já os segundo e terceiro cenários são projeções: no segundo, Marina faz o levantamento dos municípios com ao menos um estabelecimento que atenderia às exigências de estrutura física e de pessoal das normativas vigentes; no terceiro trabalha com as recomendações técnicas e de políticas de saúde da Organização Mundial da Saúde e de acordo com o Código Penal.

Cenário 3 de municípios com potencial de oferta de aborto em gestações decorrentes de estupro no Brasil em junho de 2021 à luz de recomendações internacionais e do Código Penal brasileiro (Reprodução da Revista Ciência & Saúde Coletiva)

No Brasil, o aborto é permitido em mulheres com risco de vida, na gravidez por estupro e em casos de anencefalia fetal. “Seguindo as atuais normativas, um a cada 12 municípios com capacidade de realizar aborto em gravidezes decorrentes de estupro tem a oferta desse cuidado em saúde – a oferta está em 55 dos 662 municípios com capacidade instalada”, explica Marina sobre o levantamento.

O contexto que cobre a temática também é delimitado na pesquisa. Ela aponta, por exemplo, que em 2020 as Secretarias Estaduais de Segurança Pública e a Defesa Social registraram 60.460 estupros – 86,9% em pessoas do sexo feminino e 66,1% pessoas em idade fértil. Além disso, também detalha o histórico da oferta da interrupção legal, destacando que mesmo constando no Código Penal desde 1940, só foi normatizada em 1999, com a primeira norma técnica do Ministério da Saúde.

A pesquisa levantou as normativas que apontam os métodos de abortamento a cada idade gestacional, a equipe mínima recomendada para a sua realização e o tipo de estrutura necessária. O estudo indica que, como métodos, ao longo do tempo, é mais comum o uso de aspiração manual intrauterina e do misoprostol. Já os recursos humanos e materiais necessários também variam: na primeira norma técnica a única categoria profissional essencial era a médica, mas depois outras especialidades e profissionais de saúde foram incluídos.

“Nossas normas referentes ao aborto em gestações decorrentes de estupro muitas vezes apresentam exigência de profissionais e estrutura que são dispensáveis para a realização de um aborto seguro. Essas exigências restringem os estabelecimentos em que o aborto previsto em lei pode ser realizado, o que tende a tornar a oferta mais escassa e gerar barreiras de acesso a esse cuidado em saúde”, pontua Marina.

Traçando cenários

A pesquisa trabalhou com os diferentes potenciais de oferta para projetar a capacidade do sistema: um deles considerando todas as normativas vigentes no país e outro considerando apenas as orientações da Organização Mundial de Saúde e o Código Penal.

Marina explica que, no primeiro cenário, incluiu os municípios com oferta já instalada. No segundo, trabalhou com aqueles com potencial de oferta considerando as normativas vigentes, e no terceiro com aqueles com potencial de oferta considerando apenas as recomendações da Organização Mundial de Saúde e o Código Penal brasileiro. Os dados levantados indicaram 55 municípios para o primeiro cenário, 662 para o segundo e 3741 para o terceiro. Essas cidades cobririam, respectivamente, 26,6%, 62,1% e 94,3% da população do país.

Cenário 2 de municípios com potencial de oferta de aborto em gestações decorrentes de estupro no Brasil em junho de 2021 à luz das normativas vigentes (Reprodução da Revista Ciência & Saúde Coletiva)

Com relação ao segundo cenário, a estimativa teve como base todos os municípios com ao menos um estabelecimento de saúde com registro de capacidade instalada que contemplasse as exigências de todas as normativas vigentes. Já no terceiro, foram incluídos todos os municípios com ao menos um estabelecimentos de atenção primária à saúde com médico vinculado e com serviço de urgência SUS 24 horas.

Para a pesquisadora, as normativas brasileiras restringem o potencial de oferta de forma injustificada à luz do que já se conhece sobre a segurança do procedimento. “A oferta de aborto previsto em lei poderia se dar de forma segura na maioria dos municípios brasileiros (3.741), onde vivem quase 95% das mulheres em idade fértil do país”, pondera. “As normativas infralegais restringem o potencial de oferta de forma injustificada”.

A partir dos dados, Marina também assegura que o Brasil teria capacidade muito maior de oferta segura de aborto previsto em lei do que a que está assegurada hoje. Essa expansão de oferta não dependeria de mudança legislativa, apenas de atos administrativos. “A normativa que implica em maior entrave é a restrição do uso do misoprostol ao ambiente hospitalar. O misoprostol é o medicamento utilizado para a realização do aborto seguro. Ao menos até a nona semana de gestação, seu uso é seguro em estabelecimento de atenção primária e mesmo fora de serviços de saúde, com acompanhamento à distância. Contudo, no Brasil, desde 1998, o misoprostol está restrito ao ambiente hospitalar”, afirma.

Segundo a pesquisadora, um dado surpreendente foi que, mesmo sob normativas mais restritivas, 1.184 estabelecimentos teriam capacidade de realizar aborto em gestações decorrentes de estupro, dos quais apenas 88 o fazem. “Ou seja, as dificuldades de implantação desse cuidado em saúde extrapolam as barreiras normativas. A estigmatização do aborto afeta a oferta e o acesso ao procedimento seguro mesmo nas situações em que ele é legal”, alerta.

 

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: aborto legal e segurogravidez decorrente de estuproPrograma de Pós Graduação em Saúde Coletivatese

Aditivos alimentares têm risco potencial à saúde das crianças

14/06/2022 10:00

Em recente estudo publicado na Revista de Saúde Pública acerca do consumo de aditivos alimentares na infância (Aditivos alimentares na infância: uma revisão sobre consumo e consequências à saúde), é apontado que os aditivos comumente usados não costumam ser avaliados em conjunto, ou seja, cada pesquisa examina um tipo de aditivo separadamente. Logo, com as evidências científicas disponíveis, ainda não existe conhecimento sobre os efeitos à saúde, decorrentes do consumo diário de alimentos que tenham dois ou mais aditivos diferentes que interagem entre si e com os outros componentes do alimento industrializado.

Apesar disso, é com base nos poucos estudos existentes que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência reguladora ligada ao Ministério da Saúde, que atua com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), decide quais aditivos podem ser usados nos alimentos e qual quantidade é segura para consumo humano.

Estes aditivos alimentares são substâncias químicas adicionadas nos alimentos para fins tecnológicos, isto é, conservar, colorir ou intensificar a cor, melhorar textura, intensificar o sabor, controlar acidez, entre outras funções. Logo, os aditivos não conferem aos alimentos qualquer atribuição nutricional. No Brasil, há 23 classes de aditivos permitidas e, portanto, 23 funções diferentes que estas substâncias podem desempenhar nos alimentos. Todos eles são devidamente aprovados pela Anvisa.

Por trabalhar com dados científicos para produzir suas recomendações, a falta de evidência neste assunto dificulta a tarefa da Anvisa de estabelecer regras e instruções sobre o uso de aditivos em alimentos industrializados. No momento, os valores considerados seguros para o consumo humano são determinados pela quantidade de aditivo em relação ao peso corporal. Considerando que as crianças apresentam peso corporal proporcionalmente menor do que os adultos, a toxicidade dos aditivos pode ser maior nessa faixa etária.

“As crianças estão consumindo aditivo, desde o primeiro dia de vida delas”, relata a nutricionista Mariana Kraemer, autora do estudo, atuante no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com bolsa da Capes.

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Prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras tem inscrições prorrogadas até 30 de junho

10/06/2022 09:41

Foi prorrogado até o dia 30 de junho o prazo de inscrições para o Prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras da UFSC. Podem participar mulheres pesquisadoras do quadro de pessoal permanente da UFSC, sejam professoras ou técnicas-administrativas em Educação. O prêmio será concedido em três categorias: Júnior (pesquisadoras que obtiveram seu doutorado após 31/12/2015); Plena (para aquelas que obtiveram seu doutorado entre 31/12/2000 e 31/12/2015); e Sênior (mulheres que que obtiveram seu doutorado antes de 31/12/2000).

A iniciativa foi lançada no dia 8 de março, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) e tem como propósito estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras. O objetivo é divulgar as pesquisas e pesquisadoras, e assim inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência.

Nesta edição em especial, o prêmio se dedica a dar visibilidade às pesquisas realizadas por mulheres cientistas negras, em reconhecimento pelas grandes contribuições pouco divulgadas. “A ideia de tornar essa segunda edição do prêmio em uma edição especial para as cientistas negras surgiu a partir de uma perspectiva de equidade: já está bem estabelecido que quanto maior a diversidade em grupos de pesquisa, maior o impacto científico da produção, oferecendo respostas mais robustas aos problemas pesquisados”, salienta a superintendente de Projetos da Propesq, Maique Weber Biavatti.

 

Cronograma

Período de inscrições
De 08/03/2022 a 30/06/2022

Seleção pela Comissão Julgadora
Julho de 2022

Divulgação das selecionadas
Agosto de 2022

Gravação do vídeo
A partir de agosto de 2022

Cerimônia de entrega do prêmio
11 de fevereiro de 2023

Mais informações: propesq@contato.ufsc.br

Tags: Especial Cientistas Negras da UFSCprêmio mulheres na ciênciaPró-reitoria de Pesquisa (Propesq)

Propesq recebe candidaturas para Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação

09/06/2022 10:13

A Pró-reitoria de Pesquisa da UFSC recebe, até o dia 21 de junho, as candidaturas internas para o Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Professora Odete Fátima Machado da Silveira – Edição 2022. É possível enviar inscrições para as categorias Pesquisador (a) Destaque, Pesquisador (a) Inovador (a) e Profissional de Comunicação. Os interessados em participar da seleção interna de candidaturas devem encaminhar a documentação listada para o e-mail propesquisador@contato.ufsc.br.

A publicação do resultado preliminar da seleção interna da UFSC ocorrerá no dia 4 de julho. As candidaturas selecionadas seguirão o regulamento do edital do prêmio. Na Etapa Nacional, os agraciados receberão certificados de premiação, troféus e premiação financeira. Os classificados em cada categoria/subcategoria no primeiro lugar receberão R$ 10.000,00, em segundo lugar R$ 6.000,00 e em terceiro lugar R$ 3.000,00. A premiação financeira total nesta segunda edição do Prêmio CONFAP de CT&I é de R$114.000,00 (cento e catorze mil reais).

Em 2021, pesquisadores da UFSC se destacaram no Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação.  Aloisio Nelmo Klein, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade, ficou em segundo lugar na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas e da Terra. Já  Raul Wazlawick representou Santa Catarina na categoria Pesquisador Inovador – Inovação Para o Setor Público.

O Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação “Professora Odete Fátima Machado da Silveira” (Edição 2022) é um iniciativa do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Será concedido a pesquisadores(as) que se destacaram em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados geraram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar da população brasileira. O Prêmio também reconhecerá a atuação de profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a CT&I e a sociedade brasileira.

Tags: Prêmio Confap de CiênciaPró-reitoria de Pesquisa (Propesq)Tecnologia e Inovação

Pesquisadores da UFSC se destacam em ranking internacional; instituição também lidera produção científica

07/06/2022 10:18

A Universidade Federal de Santa Catarina se destacou no ranking da plataforma internacional Research.com, que reúne os cientistas e universidades mais citados do mundo. O processo é baseado em métricas que abrangem dados de pesquisadores e instituições em 22 campos do conhecimento da Ciência.

Os campos de conhecimento analisados pelo ranking tanto para as instituições quanto para os cientistas envolvem as ciências da natureza, ciências médicas e ciências exatas e tecnológicas. A UFSC foi destaque entre as mais prestigiadas do mundo e líderes do Brasil nas áreas de Agronomia, Zootecnia e Veterinária; Química; Ecologia e Evolução; Engenharia Elétrica e Eletrônica; Engenharia e Tecnologia; Matemática; Medicina e Neurociência.

De acordo com a metodologia divulgada no site, o principal objetivo dos rankings é promover locais de pesquisa de alta qualidade e estabelecer um local para jovens acadêmicos serem inspirados por cientistas líderes. O ranking dos melhores cientistas foi lançado em 2014 e leva em conta uma métrica chamada de “índice h”, proporção das contribuições, além dos prêmios e realizações. A métrica é usada para classificar os acadêmicos em ordem decrescente, combinada com o número total de citações.

Esse índice é uma medida que reflete o número de documentos influentes de autoria de cientistas. Os dados e citações utilizados para o ranqueamento são obtidos do Microsoft Academics, o maior banco de dados bibliométrico aberto. Já para as instituições, a primeira edição do ranking foi lançada em 2020, abrangendo mais de 591 instituições de pesquisa, mas limitando-se à ciência da computação. A classificação é baseada em métricas simples altamente relacionadas à reputação do corpo acadêmico.

Cientistas da instituição também estão entre os mais citados do mundo. O professor Ivo Barbi, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSC, foi o melhor ranqueado no país da área de Engenharia Elétrica. Já entre os cientistas brasileiros mais citados no campo da Química oito são da UFSC.
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Projeto da UFSC padroniza ferramentas de análise para verificar contaminação ambiental em animais marinhos

03/06/2022 07:51

Um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina que atua no desenvolvimento da padronização de técnicas e realização de análise de biomarcadores em espécies de tetrápodes marinhos está prestes a entrar na sua segunda fase de trabalho após cinco anos de atuação como prestador de serviços à Petrobras junto ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e ao Programa de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos (PMC-BS). Os tetrápodes são classes de animais com quatro membros, como as aves, e as tartarugas e os cetáceos (golfinhos, baleias e botos), por exemplo.

O Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica, coordenado pelo professor Afonso Celso Dias Bainy, é o responsável pela prestação dos serviços, que utiliza, para as análises, amostras do fígado de animais mortos há menos de 24 horas antes de serem encontrados pelas equipes do projeto. “Nós precisamos dos animais em boas condições de uso, ou seja, que tenham morrido há menos de 24 horas. As equipes fazem a coleta da amostra, mantém em nitrogênio líquido e enviam para o laboratório”, explica. As análises também são realizadas em amostras de pele de cetáceos coletadas em animais vivos pela equipe do monitoramento de cetáceos.
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Propesq lança edital para receber proposta de atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

01/06/2022 15:00

A Pró-reitoria de Pesquisa da UFSC lançou nesta quarta-feira, 1 de junho, o edital para receber a submissão propostas de atividades para 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O evento tem o objetivo de promover a popularização da ciência e da tecnologia por meio de eventos de divulgação científica. As atividades propostas poderão ser nas modalidades presencial ou virtual,  para todos os Campi da UFSC,  priorizadas aquelas que forem dirigidas para alunos do ensino fundamental e médio.

O objetivo da semana, que tem como tema A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta, é estimular docentes, servidores e estudantes que vêm desenvolvendo pesquisas e atividades de extensão em suas respectivas áreas a adaptarem ou construírem produtos científicos e culturais que possibilitem uma maior interação entre os conhecimentos acadêmicos e o público geral, estimulando a socialização da ciência, a criticidade, problematização e curiosidade de todos aqueles que desejam se aproximar e participar da produção do conhecimento.

O edital contempla um conjunto de nove modalidades de atividades: jogos interativos, oficinas, exposições, apresentação de poster, atividades culturais, mesas redondas e rodas de conversa, UFSC portas abertas, ações educativas extramuros e minicursos. As inscrições para as propostas podem ser feitas até dia 22 de junho, com o resultado final sendo divulgado no dia 30 de junho.  O recurso financeiro aprovado para Universidade Federal de Santa Catarina pelo CNPq/MCTI tem o valor total de R$ 60 mil. Os critérios de itens financiáveis podem ser consultados no link Chamada CNPq/MCTI Nº 06/2021.

 

Inscrições para Prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras terminam dia 8 de junho

30/05/2022 12:04

Termina no dia 8 de junho o prazo de inscrições para o Prêmio Mulheres na Ciência – Especial Cientistas Negras da UFSC. Podem participar mulheres pesquisadoras do quadro de pessoal permanente da UFSC, sejam professoras ou técnicas-administrativas em Educação. O prêmio será concedido em três categorias: Júnior (pesquisadoras que obtiveram seu doutorado após 31/12/2015); Plena (para aquelas que obtiveram seu doutorado entre 31/12/2000 e 31/12/2015); e Sênior (mulheres que que obtiveram seu doutorado antes de 31/12/2000).

A iniciativa foi lançada no dia 8 de março, por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) e tem como propósito estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras. O objetivo é divulgar as pesquisas e pesquisadoras, e assim inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência.

Nesta edição em especial, o prêmio se dedica a dar visibilidade às pesquisas realizadas por mulheres cientistas negras, em reconhecimento pelas grandes contribuições pouco divulgadas. “A ideia de tornar essa segunda edição do prêmio em uma edição especial para as cientistas negras surgiu a partir de uma perspectiva de equidade: já está bem estabelecido que quanto maior a diversidade em grupos de pesquisa, maior o impacto científico da produção, oferecendo respostas mais robustas aos problemas pesquisados”, salienta a superintendente de Projetos da Propesq, Maique Weber Biavatti.

Cronograma

Período de inscrições: até 8 de junho de 2022
Como se inscrever: siga o passo a passo no Portal de Atendimento Institucional
Divulgação das selecionadas: agosto de 2022
Cerimônia de entrega do prêmio: 11 de fevereiro de 2023

Mais informações: propesq@contato.ufsc.br

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Projeto de reabilitação pós-Covid busca voluntários; impactos do programa já são percebidos

30/05/2022 09:38

Élvio participa do projeto de reabilitação pós-Covid; melhoras são visíveis para a equipe (Foto: Amanda Miranda)

Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina que busca compreender e avaliar os efeitos de um programa de atividade física em pacientes que tiveram internação hospitalar para tratamento de Covid-19 busca 40 voluntários para entrar em uma nova etapa. Intitulado Efeitos do Treinamento Físico em Desfechos Funcionais, Clínicos e Psicossociais de Adultos e Idosos Pós-infecção por Covid-19, o projeto tem registrado a evolução em pacientes que chegaram debilitados por conta da doença.

É o caso do militar Élvio Pezzi, de 64 anos. Ele ficou internado por quatro meses, chegou a passar pela UTI e teve a família chamada para uma despedida que não aconteceu. De forma inesperada, ele se recuperou, mas saiu do hospital bastante debilitado, com 30 quilos a menos e com a mobilidade prejudicada. “Eu fui intubado e durante a intubação ainda peguei duas infecções hospitalares. Não tinha mais antibiótico para me tratar. Minha família foi chamada, porque não havia mais esperança”, recorda.

O coordenador do projeto, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Rodrigo Sudatti Delevatti, lembra que Élvio começou a realizar as atividades quando ainda dependia de bengalas para se locomover. Na nona semana, ele já não precisava mais do recurso. “Nossos resultados são preliminares, ainda não foram totalmente quantificados e avaliados, mas é perceptível o impacto do programa na vida diária dos participantes”, explica.
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Tags: Clínicos e Psicossociais de Adultos e Idosos Pós-infecção por Covid-19Core StudyEfeitos do Treinamento Físico em Desfechos FuncionaisPrograma de Pós-Graduação em Educação Física

Biodiversidade catarinense: é possível equilibrar a utilização dos recursos naturais e a preservação da natureza?

27/05/2022 19:40

Para ler a reportagem especial em formato multimídia, clique aqui.

A  biodiversidade ou diversidade biológica está relacionada às riquezas naturais. No estado de Santa Catarina,  ela está ameaçada pela destruição de habitats, sobre exploração dos recursos naturais, invasão por espécies exóticas, além das mudanças no clima. Em meio a um cenário de perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, formas de preservação e mitigação de danos aos ecossistemas tornaram-se uma necessidade. Animais, plantas, fungos e microrganismos fornecem alimentos, medicamentos e subsídios indispensáveis para a sobrevivência da humanidade.

Diante desse cenário, as pesquisas científicas têm papel crucial. O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) – Biodiversidade de Santa Catarina liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte de uma rede nacional de pesquisas e é apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Atualmente, o projeto “Biodiversidade de Santa Catarina: Investigando a ecologia histórica e os efeitos de manejo para restauração e conservação da Mata Atlântica do Sul do Brasil”, coordenado pelo professor Selvino Neckel de Oliveira, busca entender os efeitos de distúrbios na biodiversidade e encontrar formas de mediar e equilibrar o uso dos recursos naturais aliado à conservação da natureza.
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Grupo da UFSC tem planta solar piloto capaz de produzir mais energia; dados irão beneficiar o setor

27/05/2022 13:53

Planta Solar fica junto às instalações do Grupo Fotovoltaica (Fotos: Amanda Miranda)

A Universidade Federal de Santa Catarina deu mais um passo em direção à inovação na geração de energia solar. O Grupo Fotovoltaica tem, em operação, uma Planta Solar Piloto de Módulos Bifaciais, capazes de gerar energia com radiação direta do sol e refletida pelo solo. O empreendimento foi inaugurado na manhã desta sexta-feira, 27 de maio, pela CTG Brasil, multinacional da área de energia limpa. O projeto foi desenvolvido no âmbito de Pesquisa & Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp Ilha Solteira ) e com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis.

Com investimentos de R$ 7,2 milhões, o sistema está instalado no Sapiens Parque, onde o grupo da UFSC tem a sua sede e realiza seus experimentos. O coordenador do laboratório, professor Ricardo Rüther, lembrou que a inauguração se dá em uma fase de crescimento do setor, já que há seis anos a fonte solar é a que mais cresce no mundo quando o assunto é geração de energia. Hoje, ela responde por cerca de 8% da matriz elétrica brasileira, com o grupo da UFSC ocupando um papel de protagonismo no cenário da pesquisa e desenvolvimento.
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Tags: energia solarEnergia Solar FotovoltaicaGrupo Fotovoltaicapesquisa e desenvolvimentoPlanta Solar Piloto de Módulos Bifaciais

Estudo do Campus Araranguá aponta aplicabilidade de fisioterapia especializada na recuperação pós-Covid

25/05/2022 11:17

Programa de exercícios físicos contribuiu para melhora de sintomas como falta de ar e ansiedade em pacientes recuparados da covid (Foto: Divulgação)

 O projeto de reabilitação pós-Covid “RE2SCUE”, desenvolvido no campus da UFSC de Araranguá, possibilitou aos pesquisadores observar a redução dos sintomas de ansiedade e melhora da funcionalidade daqueles que contraíram o vírus. A pesquisa do Laboratório Biologia do Exercício Físico (LaBioEx) já atendeu mais de cem pacientes e agora entrará em nova fase, na qual serão estudados modos de suplementar a resposta ao exercício, como através da cafeína e de canabinoides.

O estudo foi iniciado em abril de 2020, idealizado pelo professor Aderbal Silva Aguiar Junior, com o objetivo de avaliar os efeitos da reabilitação sobre as sequelas da Covid-19. É desenvolvido por uma equipe que envolve alunos e professores da UFSC, tendo em vista o conhecimento de que as infecções virais podem causar efeitos tardios ou sequelas mesmo após a resolução da doença e se baseando em experiências passadas com o efeito do exercício em modelos animais de fadiga. “Nós estávamos dentro de um hospital, atendendo pacientes com diversas sequelas decorrentes da Covid-19, em um momento de pandemia sem vacinas e tratamentos cientificamente comprovados”, comenta a aluna do mestrado em fisioterapia e participante do projeto, Maria Cristine Campos.

Já nessa época, era possível perceber os benefícios teorizados pelos pesquisadores. “As pessoas que fizeram exercício melhoraram 50% mais a dispneia (falta de ar) do que as pessoas que não fizeram exercício”, comenta o professor Aderbal. “Quando nada era conhecido na Covid-19, mostramos que o exercício era seguro”, acrescenta.

Diante da demanda observada, o serviço foi ofertado em Balneário Arroio do Silva em parceria com a Secretaria de Saúde, com atendimento aos pacientes residentes do município. Em Araranguá, há um centro de reabilitação para os pacientes com sequelas da Covid-19, o qual foi estabelecido com base no “RE2SCUE”.

O projeto de lei está disponível aqui.

Financiado pelo Ministério da Saúde, o projeto ajudará o SUS na implementação deste protocolo na rede pública. “Desde o início do projeto, priorizamos o bem-estar e a segurança dos pacientes”, diz a pesquisadora Maria Cristine. “Houve apenas uma intercorrência, mas que não ocasionou nenhum tipo de prejuízo e inclusive auxiliou no diagnóstico clínico para uma das pacientes do estudo”.

A pesquisa foi contemplada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que apoiam o projeto através de bolsas e financiamento necessário para adquirir os equipamentos e insumos da pesquisa. O edital CNPq ainda prevê recursos para publicação do estudo em forma open access, garantindo que todos poderão acessar os resultados do artigo.

Atualmente, o protocolo de trabalho está disponibilizado abertamente.

Com o cronograma original da pesquisa já encerrado, o laboratório segue para a análise dos resultados obtidos.

Natan Batista Balthazar/ Estagiário de Jornalismo da Agecom

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Pesquisadores da UFSC desenvolvem técnica inovadora para aumentar eficiência de fertilizantes

23/05/2022 09:45

O professor Dachamir Hotza no Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas – Linden (Foto: Luís Carlos Ferrari)

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia colocou em evidência uma questão estratégica para qualquer nação: a produção de fertilizantes, insumo essencial para a produtividade agrícola. Na UFSC, uma equipe de pesquisadores liderada pelo professor Dachamir Hotza, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, desenvolveu um material inovador de liberação controlada de nutrientes dos fertilizantes, com potencial de aumentar a eficiência desses produtos e vantagens econômicas e ambientais sobre outras tecnologias já utilizadas pelas indústrias.

Intitulada “Fertilizantes de Liberação Controlada à Base de Nanocompósito de Argila Hidrofóbica”, a pesquisa levou o professor Dachamir Hotza a ser um dos finalistas na categoria Pesquisador Inovador do Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). De acordo com o professor, “os fertilizantes de liberação controlada podem atender de maneira mais eficiente a demanda crescente do mercado, e diminuir nossa dependência da importação desses produtos”.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, mas cerca de um terço de toda a produção agrícola do País depende de fertilizantes, que são derivados de elementos químicos como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK). O uso de fertilizantes é crescente: chegou a 41,5 milhões de toneladas em 2021, com um aumento de 21,4% em relação a 2020. Em abril deste ano, a compra de fertilizantes chegou a 3,25 milhões de toneladas (crescimento de 71% em relação ao mesmo mês do ano passado).
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Estudo identifica espécies vulneráveis de aves em áreas com núcleos agroflorestais

19/05/2022 09:19

Ouvindo o canto dos passarinhos, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina chegou a importantes resultados sobre os chamados Sistemas Silvipastoris com núcleos agroflorestais, áreas de pastagens com núcleos agroflorestais implantados para beneficiar as propriedades e o meio ambiente na região do encosto da Serra do Rio do Rastro. Além de sombrearem o pasto e resultarem em um alimento de melhor qualidade para o gado leiteiro, as agroflorestas inseridas na pastagem estão atraindo aves inéditas para esse tipo de região. Agroflorestas são áreas que reúnem cultivo de interesse do produtor e plantas da floresta.

A pesquisa de doutorado de Gisele Francioli Simioni, intitulada Biodiversidade de aves: a importância do componente arbóreo em sistemas pastoris, teve parte dos seus resultados publicados no artigo Response of birds to high biodiversity silvopastoral systems: Integrating food production and biodiversity conservation through applied nucleation in southern Brazil, que circulou no periódico Agriculture, Ecosystems & Environment, um dos mais relevantes da área. A tese foi orientada pelo professor Abdon Luiz Schmitt Filho, com coorientação dos professores Alfredo Celso Fantini, Fernando Joner e Benedito Côrtes Lopes. O artigo também é assinado por Joshua Farleyd e Alexandre Moreira.

Pica-pau de cabeça amarela (Fotos: acervo da pesquisadora)

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Tags: Biodiversidade de avesLaboratório de Sistemas Silvipastoris e Restauração Ecológicanúcleos agroflorestaisSistemas Silvipastoris

Cerimônia homenageia vencedores dos prêmios Mulheres na Ciência e Pesquisa de Destaque

19/05/2022 07:04

A Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove, nesta quinta-feira, 19 de maio, a cerimônia de entrega das edições de 2021 dos prêmios Mulheres na Ciência e Pesquisa de Destaque, com abertura da Orquestra de Câmara da UFSC, sob a regência de Miriam Moritz. O evento ocorre no Auditório do EFI a partir das 17h e será transmitido ao vivo pelo canal da TV UFSC. A participação presencial é condicionada à apresentação de comprovante de vacinação contra covid-19.

Segue a lista das pesquisadoras e das pesquisas premiadas:

Mulheres na Ciência 2021

Categoria Junior

Categoria Plena

Categoria Sênior

Pesquisa de Destaque 2021

Categoria Pesquisa Básica

Categoria Pesquisa Aplicada

Menção Honrosa

  • “Processos e Produtos Cerâmicos Sustentáveis” – Dachamir Hotza (Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos)
  • “Aquicultura integrada com uso da tecnologia de bioflocos: incrementando a produtividade com sustentabilidade” – Felipe do Nascimento Vieira (Departamento de Aquicultura)
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Professor da UFSC lança livro em francês sobre canção no ensino de línguas

18/05/2022 13:16

O professor Marcos Baltar, membro do Grupo de Linguística Aplicada (NELA) do Programa de Pós-Graduação em Linguística,  lançou o livro Langues chantées/Cultures mises en musique: La chanson dans l’enseignement des langues (Línguas cantadas/Culturas musicadas: A canção no ensino de línguas), fruto de um simpósio homônimo, realizado como parte do pós-doutorado em Cultura e apropriação de segunda Língua no grupo de pesquisa Pluralités de Langues et des Identités: didactique, acquisition et médiation (PLIDAM). A atividade teve apoio do Programa Capes-Print da UFSC, por meio do projeto Portal de Línguas, Literaturas e Práticas Culturais.

De acordo com ele, no trabalho é possível evidenciar um gênero de discurso que mobiliza numerosas interações sociais, envolvendo emoções e paixões: a canção. “Como um gênero discursivo multissemiótico, a serviço da expressão criativa e poética, a canção é um meio importante para o ensino e aprendizado de língua materna e línguas estrangeiras”, informa a sinopse da obra, em francês.  O livro conta com dezesseis artigos assinados por pesquisadores brasileiros, franceses e de vários outros países da Europa e da Africa e está disponível no site da Editora Arquivos Contemporâneos no formato open access.

O colóquio Langues chantées / Cultures mises en musique, motivador da obra, ocorreu no dia 16 de junho de 2021, on line, transmitido de Paris para uma dezena de Universidades. O evento contou com a participação de pesquisadores do Brasil, da França e de outros países da Europa e também da Africa. Todos os trabalhos apresentados trataram da canção como objeto de conhecimento e objeto de ensino de língua materna e ou de ensino de francês como uma língua estrangeira.

Tags: Grupo de Linguística Aplicadalançamento de livroPrograma de Pós-Graduação em LinguísticaProjeto Capes/Print

Pesquisa mostra o crescimento e a contribuição do audiovisual para a economia de SC

18/05/2022 11:09

Atividades de produção e pós-produção cinematográfica, de vídeos, de programas de televisão e de publicidade são as mais representativas de SC. Foto: Osarugue Igbinoba/Unsplash

Um grupo de pesquisadores da UFSC divulgou na última terça-feira, 17 de maio, os resultados do estudo Retratos do audiovisual catarinense: economia e políticas públicas. Financiado pelo Prêmio Catarinense de Cinema, lançado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o projeto é um mapeamento do setor baseado em dados de até 2021. Além de trazer informações sobre trabalho e renda, perfil das empresas de produção audiovisual, cursos de ensino superior e TVs públicas, o material indica caminhos para o desenvolvimento e o fortalecimento de políticas públicas e para uma maior articulação entre mercado e universidade. 

“Esse é o primeiro estudo feito em Santa Catarina que reúne economistas e pessoas ligadas ao campo do cinema, do audiovisual, que juntaram esforços para desenvolver uma metodologia nova para auferir os dados econômicos e institucionais”, comenta o professor do curso de Cinema Alfredo Manevy. Além dele, estiveram envolvidos no projeto Eva Yamila da Silva Catela, professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais, Hoyêdo Nunes Lins, docente dos programas de pós-graduação em Economia e em Relações Internacionais, e Caroline Mariga pesquisadora e realizadora audiovisual graduada em Cinema pela UFSC.

Em diálogo com diversos agentes e entidades do audiovisual do estado, a equipe levantou e analisou dados de instituições como a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foram considerados trabalhos preexistentes, como um realizado no âmbito da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e entrevistados produtores, distribuidores, professores e gestores. Tudo isso possibilitou a disponibilização de informações quantitativas e qualitativas sobre questões como geração de emprego, tipos de mão de obra, arrecadação de impostos, processos criativos e modelos de negócios, conquistas em políticas públicas, gargalos existentes e desafios para o futuro.

Crescimento e arrecadação 

O crescimento do setor na última década impressiona. O trabalho revela que, entre 2010 e 2019, aumentou 429% o número de agentes econômicos atuando no audiovisual catarinense – passando de 90 para 476 agentes no período. 40% deles estão localizados em Florianópolis. Os demais se distribuem, principalmente, entre Joinville, Blumenau, Itajaí, Chapecó e Balneário Camboriú. As atividades de produção e pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão e as relacionadas à publicidade são as mais representativas, com 43% do total de agentes.
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UFSC assina convênio com universidade francesa para intercâmbio de alunos e professores

12/05/2022 13:34

Cristiane Derani, Emilie Gallaird, Ubaldo Cesar Balthazar e Lincoln Fernandes participaram da reunião de formalização da parceria. Foto: divulgação/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), assinou, na última segunda-feira, 9 de maio, um convênio com a universidade Sciences Po Rennes, da França. O novo convênio inclui relações em todas as áreas de atividade acadêmica e científica, por meio do intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes.

Mediante o convênio, as universidades concordam em facilitar outras formas de cooperação, como a participação mútua em colóquios, projetos de pesquisa e ensino e escolas de verão organizadas por uma das instituições. Os programas de intercâmbio estudantil se baseiam no princípio da reciprocidade, cada instituição poderá enviar até dois estudantes por semestre.

A codiretora de relações internacionais da Sciences Po Rennes, Emilie Gaillard, esteve na UFSC para a assinatura do convênio junto ao reitor Ubaldo Cesar Balthazar. Participaram da reunião para formalização da parceria o secretário de Relações Internacionais, Lincoln Fernandes, e a pró-reitora de Pós-Graduação, Cristiane Derani. Derani será a docente responsável pelo convênio na UFSC, que será também gerido pela Sinter.

“É um excelente programa, em uma universidade prestigiada, com um diferencial de permitir que o estudante escolha participar da formação em inglês ou em francês, em dois campi, em Rennes e em Caen”, salientou o reitor Ubaldo. A Sciences Po Rennes é um instituto de estudos em Ciência Política e, no campus de Rennes, especializa-se em questões políticas, econômicas e sociais da Europa e do mundo globalizado. Já no campus de Caen, os estudos são focados em questões de transições, perspectivas ambientais e de territórios, bem como direito ambiental.

Segundo Emilie Gaillard, a parceria com a UFSC fortalece as estratégias alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) para a humanidade. “O estudo no exterior é algo que sabemos oferecer uma ampla visão aos estudantes sobre o mundo, sobre seus estudos. Por isso, a Sciences Po Rennes tem em seu currículo a exigência para que os nossos alunos tenham um ano de experiência no exterior. Por meio de parcerias como esta com a UFSC, esperamos enriquecer seus currículos, e trazer o mesmo benefício para os estudantes brasileiros, que poderão ter uma experiência em uma instituição que é muito prestigiada e que valoriza a pluridisciplinaridade na educação”, salientou

O convênio tem validade de cinco anos, prorrogáveis. 

Tags: convêniointernacionalizaçãoSciences Po RennesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Revista Katálysis publica nova edição com o tema ‘Serviço Social, Racismo e Classes Sociais’

09/05/2022 14:35

Editada pelo curso de graduação e pelo programa de pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Revista Katálysis publicou, no dia 6 de maio, sua segunda edição de 2022. O tema desse novo número é Serviço Social, Racismo e Classes Sociais.

A revista destina-se à publicação de artigos científicos originais sobre temas atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição é voltada a um tema específico, considerado relevante no contexto social contemporâneo, mas também são publicados artigos que tratam de temas livres.

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Diploma escolar dos pais tem influência direta no acesso aos cursos da UFSC, diz pesquisa

05/05/2022 15:07

A hipótese de que a origem social e as questões identitárias – de gênero e raça, por exemplo – influenciam no acesso ao ensino superior vem sendo confirmada de forma recorrente e desnudada pelas ciências sociais, tal como ocorreu no livro Os Herdeiros, de Pierre Bourdieu. Mas como isso se apresenta em números e na vida dos sujeitos afetados? Essa é uma das perguntas respondidas pela pesquisadora Schirlei Russi Von Dentz na tese Desigualdades Escolares e Educação Superior: as Ações Afirmativas na Universidade Federal de Santa Catarina, defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC.

No estudo, ela investigou 12670 cadastros de ingressantes da universidade e fez 48 entrevistas com professores e estudantes. Entre outros achados, chegou a conclusão de que o capital escolar dos pais tem uma influência direta na aprovação dos filhos no vestibular. A pesquisa utilizou dados referentes aos anos de 2003 e 2007, antes da existência das políticas afirmativas da UFSC, e de 2008 e 2018, período em que o sistema de cotas já existia.

Além de ter os números sobre os acessos de brancos, pardos e pretos oriundos de escola pública ou privada – que confirmam a importância das ações institucionais para o aumento da diversidade – ela foi aos cadastros para entender o que, de alguma forma, já se apresentava nas entrevistas: ainda que a configuração do acesso ao ensino superior tenha mudado, ela tem marcas importantes a serem discutidas.
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Tags: ações afirmativasAções Afirmativas na universidadePrograma de Pós-Graduação em Educaçãotese

Prêmio Pesquisa de Destaque: projeto descobre respostas sobre o medo e a ansiedade com abordagem inédita

04/05/2022 14:00

Professor Roger Walz liderou pesquisa premiada

Desenvolver uma abordagem que permite a utilização de amostras de tecido cerebral humano para o estudo de mecanismos envolvidos no medo e na ansiedade, demonstrar de forma inédita a associação entre marcadores neuroquímicos específicos em estruturas cerebrais e manifestações clínicas de ansiedade em seres humanos; ampliar o conhecimento dos mecanismos neuroquímicos envolvidos com transtornos de ansiedade e estresse pós-traumático. Estes foram alguns dos objetivos atingidos pelo projeto Potenciais marcadores de prognóstico e alvos terapêuticos aplicáveis às doenças neurológicas e psiquiátricas, coordenado pelo professor Roger Walz, do Departamento de Clínica Médica, vencedor da categoria livre do Prêmio Pesquisa de Destaque da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq/UFSC).

O estudo, focado em detectar marcadores de doenças neurológicas e psiquiátricas, é um dos trabalhos realizados pelo Núcleo de Excelência em Neurociências Aplicadas de Santa Catarina, que trabalha também com pesquisa clínica aplicada. A atuação nessas duas frentes possibilitou uma abordagem inovadora para compreender os mecanismos do medo e da ansiedade, questões que ainda provocam uma série de dúvidas à ciência médica.

Com essa abordagem, o grupo estudou amostras do tecido cerebral que é retirado dos pacientes submetidos a neurocirurgia de epilepsia, recurso utilizado em pessoas que não respondem a medicamentos. A abordagem é considerada inédita pois uma análise desse tipo só seria possível em cadáveres, mas como a cirurgia extrai o tecido cerebral dos pacientes o material pode ser aproveitado para fins científicos, com todos os procedimentos sendo devidamente monitorados durante a intervenção.

“Nós investigamos, nesse tecido cerebral, aspectos de neuroquímica, mais especificamente alterações de sinapses que podem ser quantificadas ‘in vitro’ através da técnica de Western Blot. Por incrível que pareça, é possível fazer isso”, explica o professor Walz, pesquisador 1A do CNPq. “Então, este tipo estudo não tem por objetivo testar um tratamento novo, mas utilizar o material que está disponível durante a assistência médica na nossa rotina para pesquisa básica, feita para se entender os mecanismos envolvidos nessa doença de interesse”, contextualiza. De acordo com ele, isso é o que se chama de pesquisa translacional do tipo bed to bench, cuja tradução significa do leito do hospital para a bancada de experimentação.

A detecção de marcadores de doenças neurológicas e psiquiátricas começou a ser possível por conta das cirurgias então realizadas no Hospital Universitário. O tecido cerebral dos pacientes foi rigorosamente estudado pela equipe e deu origem a um banco de dados. Os estudos investigam esses tecidos para compreender manifestações psiquiátricas nos pacientes, principalmente aquelas que envolvem a ansiedade e o medo aprendido, o stress pós-traumático. A pesquisa resultou em duas publicações na revista Molecular Psychiatry, do grupo Nature, periódico de alto impacto.

Muitas das respostas levantadas pela equipe, entretanto, vieram de perguntas que surgiram ao longo da pesquisa – um trabalho que envolveu, além da entrevista com os pacientes que passaram pela cirurgia, uma série de experimentos em laboratório. Para entendê-los, é necessário, antes, identificar o medo, o medo aprendido e a ansiedade como emoções que podem ser, de alguma forma, rastreadas no cérebro humano.

Emoções que deixam marcas

As manifestações psiquiátricas do medo e da ansiedade são reconhecidas pela literatura e também nos relatos dos pacientes, mas suas marcas no cérebro humano também podem ser rastreadas a partir de pesquisas como a realizada pelo grupo de Walz.

Sistema para Registro Eletrofisiológico para estudo de Populações Neuronais

De difícil conceituação, essas emoções podem ser descritas de um modo metafórico. O medo, por exemplo, pode ser simbolizado por aquela sensação de ser surpreendido por um carro ao atravessar a rua. “Na realidade, o que essa pessoa sente é uma resposta do corpo a uma ameaça iminente: o medo é uma resposta do corpo e, ao mesmo tempo, do cérebro. O medo é uma resposta natural fundamental para a preservação da espécie”, resume. Já a ansiedade, segundo o professor, é uma preocupação com algo que não aconteceu, mas que o paciente imagina ou se preocupa que possa acontecer. Em alguns casos esta preocupação gera respostas no corpo que lembram inclusive as observadas quando uma ameaça é eminente – gerando a resposta de medo. “Apesar de diferentes definições, acredita-se que os circuitos relacionados à sensação de medo e ansiedade têm sobreposição dentro do cérebro”, diz.

De acordo com o professor, a proximidade dos mecanismos que regem as sensações de medo e ansiedade sugeria que houvesse, também, uma semelhança com o estresse pós-traumático. Ele lembra que essa doença mobiliza a ciência por se tratar de um fenômeno ainda sem tratamento. Exemplos mais concretos seriam, por exemplo, uma situação de guerra, roubo ou violência sexual – quando a vítima retoma a sua vida com um histórico de lembranças e memórias que lhe causam prejuízos. “Embora exista uma certa relação entre o medo e ansiedade, os remédios que se usa para tratar a ansiedade não têm efeito sobre o medo aprendido, e portanto sobre o estresse pós-traumático. Então, essa é uma lacuna de entendimento dessas duas entidades que não tinha muita solução”, pontua o professor.

Alterações no cérebro

O professor lembra que o interesse era  investigar as alterações neuroquímicas que não são factíveis de serem estudadas em cadáver porque são extremamente sensíveis à falta de oxigênio e à falta de perfusão sanguínea do cérebro, inviabilizando estudos no tecido após a morte. “Antes da cirurgia, temos uma avaliação psiquiátrica bastante detalhada, com várias escalas. O psiquiatra aplica essas escalas, que guardam uma acurácia bem definida cientificamente não apenas para por diagnosticar depressão e ansiedade, mas também mensurar os níveis destes sintomas de uma forma objetiva, quantificável e reproduzível para aplicação em estudos científicos”, explica.

A primeira constatação da equipe foi de que, nos pacientes cuja escala demonstrava maior ansiedade, uma determinada alteração neuroquímica no cérebro se repetia, exatamente em uma mesma estrutura estudada, a amígdala, localizada na profundidade da região temporal – logo a frente da orelha. “Nós encontramos uma modificação química no cérebro que tem um correlato importante no funcionamento cerebral, no funcionamento de neurônios, e que se correlacionava, de forma contrária, ao nível de ansiedade: então, quanto mais ansiedade o paciente tinha, menos daquele marcador apresentava o paciente na amígdala”.

Implantação de microcânulas de infusão de fármacos no Sistema Nervoso Central

Em um dos artigos publicados a partir do estudo, a equipe demonstrou essa associação do medo e ansiedade com uma determinada alteração na amígdala dos pacientes. Depois, o professor seguiu procurando respostas para inquietações a respeito do tratamento para essas doenças. A ideia, então, foi bloquear essa via a partir de experiências com ratos.

Uma das tarefas comportamentais utilizadas foi o plus maze: um labirinto elevado para ratos tradicionalmente usado em pesquisas pré-clínicas com roedores, na área de ansiedade e medo. Nesta tarefa, o animal é colocado em uma plataforma de madeira em forma de cruz, elevada do chão. Um braço da cruz tem as paredes fechadas, e no outro a plataforma é aberta. A tendência dos animais é permanecerem na plataforma fechada e evitarem a aberta. A proporção de tempo nas duas plataformas é uma medida de comportamento de medo inato, análogo à ansiedade em humanos.

O professor pontua que, nesta tarefa, se o animal é medicado com ansiolítico benzodiazepínico como por exemplo Rivotril, Valium, Lexotam ou análogos, a tendência é que ele permaneça mais tempo no braço aberto do que no fechado. “Então, por analogia, sabemos que esse teste tem uma certa relação com ansiedade. E percebemos que a relação que observamos nos pacientes na qual, , quanto mais ansioso o paciente menos daquele marcador neuroquímico apresentava, também se repetiu nos ratos, e na mesma estrutura cerebral”.

O inibidor, entretanto, não causou nenhum efeito nos ratos com relação a ansiedade. Ainda buscando respostas para as emoções, a equipe decidiu, então, estudar o medo ao apresentar para o bicho uma ameaça real. A experimentação consistiu em medir o tempo de freezing (congelamento) do rato após a aplicação de um pequeno choque elétrico. “O tempo de congelamento é uma medida indireta de medo, quanto mais medo ele sente, mais tempo de congelamento”, explica o professor.

De acordo com o professor, a expectativa da equipe era que o inibidor diminuísse o tempo de congelamento. “Então, a gente tinha um marcador que caía à medida que subia a ansiedade no ser humano e esse mesmo marcador também caía no rato”, lembra o professor. O mesmo marcador, no entanto, subia quando a atenção se voltava ao medo aprendido.

Sabia-se que o mesmo marcador permeava a ansiedade no humano, ansiedade no rato e o medo no rato. Sabia-se, também, que ele não seria a causa e nem consequência da ansiedade no rato, porque os experimentos não demonstraram essa correlação. Por isso a equipe partiu para o estudo do medo.

“Utilizando a abordagem da micro injeção intracerebral, em um grupo de animais injetamos só uma solução inerte no grupo controle e, no outro grupo, a gente injetou um inibidor da proteína quinase investigada. E aí a gente teve efeito espetacular: quando a gente coloca aquele inibidor, o rato simplesmente não congela”, explica Walz. Ou seja, os resultados indicaram que o marcador, mesmo sendo o mesmo para ansiedade no paciente e ansiedade e medo nos ratos, não apresenta potencial para ser utilizado no tratamento de ansiedade, mas é potencialmente um alvo terapêutico para medo aprendido.

“Assim, embora a ansiedade e o medo apresentem certa sobreposição em termos de circuitos cerebrais e neuroquímica, nossos achados justificam, ao menos em parte, por que os tratamentos amplamente eficazes no tratamento da ansiedade não têm efeito no tratamento do estresse pós-traumático, que é um tipo de medo aprendido. “Então, por isso que esse artigo acabou tendo um impacto e a publicação numa revista importante”, explica Walz. “A gente espera, a partir de agora, continuar investigando outros marcadores de doenças psiquiátricas utilizando esta metodologia de pesquisa com o material da cirurgia de epilepsia”.

Além dos resultados científicos sólidos capazes de ampliar a compreensão de mecanismos envolvidos com transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático e da síndrome do pânico, o estudo também foi importante por aproximar grupos de excelência em pesquisa básica e clínica, resultando na criação de uma rede de cooperação interdisciplinar. O estudo também contribuiu para a internacionalização da UFSC por meio da interação com pesquisadores da Inglaterra e estados Unidos. Participaram do estudo os pesquisadores Cristiane Ribeiro de Carvalho, Mark Willian Lopes, Leandra Celso Constantino; Alexandre Ademar Hoeler, Hiago Murilo de Melo; Ricardo Guarnieri , Marcelo Neves Linhares , Zuner Assis Bortolotto , Rui Daniel Prediger , Alexandra Latini , Kátia Lin , Julio Licinio e Rodrigo Bainy Leal.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: Departamento de Clínica Médica (CLM)Prêmio Pesquisa de DestaqueUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Doutoranda conquista prêmio ao apresentar plataforma de ensino para área da saúde

03/05/2022 16:34

A estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina, Tatiana de Assis Girardi, conquistou o primeiro lugar no 1º Hackathon realizado no XX Simpósio Internacional de Fisioterapia Cardiorrespiratória e em Fisioterapia em Terapia Intensiva, realizado no último sábado, em Florianópolis. Ela foi premiada por conta da Plataforma SDVM, desenvolvida como parte do seu doutorado com a proposta de auxiliar o processo de ensino-aprendizagem em ventilação mecânica invasiva. O trabalho foi orientado pelo professor Jefferson Luiz Brum Marques, com a co-orientação do professor Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho. A programação foi feita pelo professor Daniel Girardi, da UFSC Blumenau.

Apresentação ocorreu durante evento acadêmico

“A ideia surgiu em 2018 como um projeto de doutorado, em que eu e os professores orientadores vimos a necessidade da criação de uma plataforma autoinstrucional, uma vez que foi percebido que somente o simulador não era suficiente no processo de aprendizagem em ventilação mecânica invasiva”, conta Tatiana. Ela explica que a ventilação mecânica invasiva é necessária em pacientes críticos em virtude de insuficiência respiratória – neste caso, comum na prática da terapia intensiva. Além disso, é usada em determinadas cirurgias.

“O exemplo mais atual para exemplificar é o da Covid-19, em que houve uma alta demanda por ventiladores mecânicos, pois dois terços da população infectada (no início da pandemia, sem vacina), evoluíam para a ventilação invasiva”, exemplifica a pesquisadora. De acordo com ela, o principal objetivo da Plataforma SDVM é ser uma ferramenta para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. O principal diferencial é  o Sistema Tutor Inteligente.

Segundo Tatiana, o simulador de ventilação mecânica que está contido na Plataforma é mais realista do que outros simuladores e apresenta mais funcionalidades, permitindo replicar diversas situações clínicas diferenciadas e muito comuns na prática clínica. A Plataforma SDVM está disponível de forma online e gratuita pelo site sdvm.ufsc.br. “Ela pode ser utilizada por quaisquer pessoas que tenham interesse no assunto ventilação mecânica invasiva, como professores, acadêmicos e profissionais da saúde que manuseiam o ventilador mecânico”.

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