Agecom lança episódio de podcast sobre ciência debatendo a ‘Década do Oceano’

21/09/2022 14:02

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) lançou o episódio 11 do podcast UFSC Ciência, que tem o objetivo de divulgar o trabalho de alunos, professores e pesquisadores da instituição. O tema do episódio é A Década dos Oceanos e a Ciência, que trata de questões socioambientais relacionadas ao mar a partir da perspectiva de pesquisadores da instituição e convidados. A proposta é apresentar aos ouvintes a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, declarada pelas Unesco em 2017 e que será realizada até 2030, com ações e propostas para fazer da ciência uma ferramenta de mudança e cidadania.

Confira a sinopse e dê o play na sua plataforma preferida:

Quantas espécies podem habitar o fundo do mar? Como é o oceano profundo e misterioso? Com o que sabemos sobre esse ecossistema que cobre cerca de 70% da Terra, conseguimos frear a ação humana a ponto de salvar o planeta? Essa temática vem sendo foco permanente de discussões. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, popularmente conhecida como Unesco, decidiu transformar esta na Década da Ciência Oceânica para o desenvolvimento sustentável. Na prática, isso significa que estamos vivendo um momento propício para falar da ciência que estuda o oceano e todos os seus possíveis desdobramentos.

Para falar sobre o tema, entrevistamos os professores da UFSC Paulo Horta, Tatiana Silva Leite e Alessandra Larissa Fonseca, três pesquisadores que estudam o oceano a partir de diferentes enfoques.

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Lançamento do livro ‘Seleção Tipográfica: Critérios e etapas para a escolha de fontes’

20/09/2022 09:40

O livro Seleção Tipográfica: Critérios e etapas para a escolha de fontes, da professora Mary Vonni Meürer, foi lançado nessa última semana pela Editora Insular. A proposta deste livro é ajudar a organizar o processo de seleção tipográfica, seguindo as etapas de um modelo composto por critérios que guiam os profissionais a tomarem decisões mais objetivas. O conteúdo é resultado da pesquisa de doutorado, realizada na Pós Design da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , com informações atualizadas a partir de novas pesquisas e da experiência na orientação de projetos na área de editorial, web e sinalização. O projeto gráfico é do designer Eduardo Cazon, usando as famílias tipográficas de talentosos profissionais da América Latina.

“A tipografia está em mais lugares do que conseguimos enxergar. Imagine, como num passe de mágica, se todos os textos compostos com fontes ficassem invisíveis. Tudo aquilo que utilizou tipos, desde a Bíblia de Gutenberg, por volta de 1455, até os dias atuais, simplesmente estaria ilegível, séculos de conhecimento aos quais não teríamos acesso, mas a composição de livros é só um dos usos da tipografia“, diz Cazon, na sinopse do livro.

Professora do curso de Design da UFSC desde 2013, a autora é responsável pela área de tipografia e possui experiência nas áreas de design informacional, principalmente editorial, web e sinalização, orientando projetos e ministrando disciplinas na graduação e especialização. Ensinando tipografia desde 2005,  sempre ouviu dos alunos a pergunta: E agora, que fonte eu uso?. Buscando uma forma de tornar a escolha de fontes mais objetiva e fundamentada, desenvolveu durante o doutorado o Modelo de Seleção Tipográfica, com os critérios e a matriz de seleção que são apresentados neste livro.

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Gerador fotovoltaico mais antigo do país completa 25 anos

19/09/2022 14:30

Foram utilizados 68 módulos, sendo 54 opacos e 14 semitransparentes. Foto: Laboratório Fotovoltaica/ UFSC

O primeiro sistema fotovoltaico integrado a uma edificação e conectado à rede elétrica pública do Brasil completou 25 anos de operação ininterrupta no Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde 16 de setembro de 1997, ele está instalado no topo do prédio do Departamento de Engenharia Mecânica, no Centro Tecnológico do campus de Florianópolis (CTC) – sede original do Laboratório Fotovoltaica, que construiu e monitora este e diversos outros sistemas fotovoltaicos no país.

O gerador tem a potência instalada de 2 kWp, fixado em uma área total de 40m². A inclinação foi ajustada para a face norte, à linha do equador, captando a maior radiação possível ao longo do ano. O projeto original do sistema de 2 kWp foi composto na forma de subsistemas, utilizando quatro inversores, que são os responsáveis por converter a energia gerada em corrente alternada para injetá-la na rede pública. O sistema operou dessa forma de setembro de 1997 até o final de 2008, quando os quatro inversores foram substituídos por apenas um de 2,5kW.

Ao longo do período de 11 anos de operação foram detectadas algumas poucas interrupções de geração, rapidamente solucionadas. O sistema foi mantido configurado como instalado, demonstrando a elevada confiabilidade de um gerador deste tipo em atividade de longo prazo. Com a atualização da tecnologia, hoje um sistema com essa mesma potência pode ocupar apenas 10m².

Depois de duas décadas funcionando, foi necessário desconectar alguns dos módulos. Isto reduziu a capacidade de geração para 1,28 kWp. No entanto, os problemas que causaram a redução do número de módulos estão associados a componentes, e não à tecnologia em si. Com os avanços no setor, esses componentes se apresentam de forma mais robusta nos módulos fotovoltaicos disponíveis hoje no mercado.

No início do ano de 2022, 10 anos após o marco legal que regulamentou o uso de geradores solares fotovoltaicos na rede elétrica pública em nosso país, o Brasil alcançou a marca de 14 mil megawatts instalados, mesma potência da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A longevidade do primeiro gerador fotovoltaico conectado à rede e ainda em operação representa uma consistente contribuição ao conhecimento do desempenho de longo prazo da geração solar, que é limpa e de baixo custo.

Para ter mais informações sobre a instalação do sistema e sobre outros projetos do Fotovoltaica, acesse a página do laboratório ou o perfil no Instagram.

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Projeto AtlantECO organiza pesquisa global em 21 de setembro e promove a Cultura Oceânica

19/09/2022 14:23

Foto: Divulgação/AtlantECO

O projeto internacional de pesquisa e extensão AtlantECO, vinculado ao Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC organiza, na quarta-feira, 21 de setembro, uma atividade do Ocean Sampling Day (OSD), campanha científica global com o objetivo de analisar a biodiversidade e a função microbiana marinha. Nesse dia, a equipe do Projeto AtlantECO, bem como outros pesquisadores da UFSC vinculados à Chamada Blue Growth, realizam amostragens na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina. 

O OSD visa gerar o maior conjunto de dados microbianos padronizados em um único dia em diversas regiões do mundo. Durante todo o dia, pesquisadores estarão recolhendo amostras de águas da zona costeira e esta será a primeira vez em que a atividade ocorre na região do Atlântico Sul. A iniciativa já existe, desde 2014, em todos os oceanos, com exceção da costa brasileira e africana. 

O AtlantECO organiza a atividade em 2022 e nos próximos dois anos, em parceria com o European Marine Biological Resource Center (EMBRC). O AtlantECO é um projeto desenvolvido em parceria com 36 instituições de 11 países da Europa, Brasil e África do Sul, que tem por finalidade a pesquisa sobre o microbioma do Atlântico, os impactos das mudanças climáticas e da poluição no oceano.
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UFSC organiza simpósio sobre sistemas computacionais de alto desempenho

19/09/2022 10:22

O Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organiza, em Florianópolis, o XXIII Simpósio em Sistemas Computacionais de Alto Desempenho (WSCAD 2022). O evento será realizado entre os dias 19 e 21 de outubro no Hotel Majestic Palace. As inscrições podem ser feitas até nos dias do evento, com preços diferentes para acadêmicos, profissionais da indústria e professores de educação básica, pela página de inscrições.

O programa do evento é composto de palestras científicas e industriais, workshops, minicursos, paineis, maratona de programação paralela e concurso de teses e dissertações, com o objetivo apresentar os principais desenvolvimentos, aplicações e tendências das áreas de Arquitetura de Computadores, Processamento de Alto Desempenho e Sistemas Distribuídos. O simpósio terá também o Women in HPC (WHPC) – Mulheres na Computação de Alto Desempenho -, que visa fortalecer e fomentar a participação de mulheres na área, além de promover debates sobre o tema durante o evento. Para saber mais, acesse a página da iniciativa (em inglês).

Tipicamente, este simpósio conta com palestrantes internacionais, além de pesquisadores brasileiros. Estarão presentes empresas das áreas de processamento de dados e computação científica de áreas como engenharias, biologia, medicina, meteorologia, e até de setores como agronegócio e automobilismo. Durante o evento, podem ser prospectadas parcerias entre grupos de trabalhos, oportunidades para continuidade na formação em pós-graduação e de carreira profissional na indústria.

O simpósio é realizado pela Comissão Especial de Arquitetura de Computadores e Processamento de Alto Desempenho da Sociedade Brasileira de Computação, com a coordenação geral dos professores Márcio Castro e Odorico Mendizabal do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação. Para ter mais informações, acesso à grade de programação e conhecer as edições anteriores do evento, visite a página oficial do WSCAD 2022.

 

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UFSC registra aumento expressivo de excelência acadêmica na avaliação da Capes

13/09/2022 17:09

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está comemorando os resultados preliminares da Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Dos 67 programas acadêmicos avaliados, 43 mantiveram as notas obtidas há quatro anos, 19 tiveram notas maiores que em 2017 e 3 foram avaliados pela primeira vez. Apenas dois programas tiveram pontuação mais baixa em relação ao último levantamento. A Avaliação Quadrienal da Capes escrutina mais de 7.500 cursos do Sistema Nacional de Pós-graduação e leva em conta critérios quantitativos e qualitativos.

Na nova avaliação, a UFSC passou a ter 26 programas com notas 6 ou 7, considerados de excelência acadêmica – 39% do total. Na avaliação de 2017, o nível de excelência foi obtido por 20 programas (31%). Neste grupo estão os cursos de Educação Física, Engenharia de Alimentos, Engenharia e Gestão do Conhecimento, Engenharia Elétrica e Filosofia, que alcançaram a nota 7 e se juntaram aos programas de Ciência e Engenharia de Materiais, Engenharia Química e Química.

Também entraram para o grupo de excelência os cursos de Antropologia Social, Bioquímica, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Neurociências e Saúde Coletiva. Eles alcançaram nota 6, que já era ostentada desde 2017 pelos programas de Aquicultura, Ciências dos Alimentos, Direito, Educação Científica e Tecnológica, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia Mecânica, Estudos da Tradução, Farmacologia, Linguística e Recursos Genéticos Vegetais.

O pró-reitor de Pós-Graduação, Werner Kraus Jr, destaca o crescimento no número de programas com notas 6 e 7, com total de 11 programas sendo promovidos – destes, cinco obtiveram promoção para nota 7 e seis programas subiram para nota 6.

“Confirma-se, por meio dos resultados da avaliação do quadriênio 2017-2020, a excelência acadêmica da UFSC já captada por outros indicadores, tais como o ranking Times Higher Education, que posicionou a UFSC como a sexta melhor colocada na América Latina. Embora a avaliação seja da pós-graduação, é inegável sua relação íntima com a qualidade da graduação, da pesquisa, da extensão e da administração na Universidade. O resultado reflete o esforço e o talento das pessoas que aqui trabalham e estudam, tanto nas atividades-fim como na gestão universitária. Trata-se, portanto, de uma conquista de toda a comunidade universitária. Manter o avanço contínuo da qualidade será o resultado da dedicação continuada e da criatividade de todos, mesmo diante das adversidades de financiamento que se apresentam à universidade pública brasileira”, afirma Kraus Jr.

A Universidade tem outros 19 programas com nota 5 e 15 programas com nota 4 na avaliação da Capes. Apenas cinco programas têm nota 3, incluindo o de Geologia, que teve em 2021 sua primeira avaliação.

Profissionais

Entre os 11 programas profissionais de pós-graduação avaliados, dois tiveram notas mais altas, quatro mantiveram as notas de 2017, um teve a primeira nota e o restante recebeu uma avaliação mais baixa. Os resultados são preliminares, cabendo pedido de reconsideração das notas à respectiva área de avaliação e, eventualmente, recurso ao Conselho Técnico-Científico (CTC-ES) da Capes.

 

 

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UFSC e Justiça Federal promovem debate sobre justiça restaurativa

13/09/2022 14:30

O grupo de pesquisa Poder, controle e dano social, do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e o Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) da Justiça Federal da 4ª Região promovem o debate Justiça restaurativa: mudando as lentes sem abrir mão da crítica. O evento será na próxima terça-feira, 20 de setembro, às 14h, no Programa de Pós-Graduação em Direito – sala 303 do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). Não é necessário inscrição prévia para essa atividade.

Participam do debate os professores Ivo Aernsten (KU Leuven, Bélgica), Vera Regina Pereira de Andrade (UFSC) e Fernanda Fonseca Rosemblatt (Universidade Católica de Pernambuco). A conversa será mediada pela professora Marília de Nardin Budó e a mestranda Pietra Lima Inácio, ambas da UFSC.

A atividade faz parte da programação do evento Justiça Restaurativa em Debate e I Encontro de Justiça Restaurativa da Justiça Federal da 4ª Região, que ocorre a partir de 19 de setembro, na sede da Justiça Federal em Florianópolis e por meio remoto. Os participantes da mesa de debate também estarão presentes no encontro, além de convidados especialistas – o evento disponibiliza detalhes sobre os palestrantes, podendo ser acessados neste documento. As inscrições para a programação completa estarão abertas até quinta-feira (15). Para mais informações, acesse a página do evento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

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Doutoranda da UFSC recebe prêmio de Direitos Humanos por estudo sobre violência obstétrica

06/09/2022 10:12

Divulgação do Facebook Mães na luta contra a Violência obstétrica

A estudante de doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina, Bruna Fani Duarte Rocha, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, recebeu menção honrosa no Prêmio de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Antropologia por conta de um artigo sobre o reconhecimento da dor e da violência obstétrica no cotidiano de mães enlutadas e de mães especiais. Os dados foram coletados a partir de uma pesquisa de mestrado sobre o movimento Mães na Luta contra Violência Obstétrica, realizada na Universidade Federal de Santa Maria.

O grupo estudado surgiu, inicialmente, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no contexto online e off-line, em agosto de 2016. Depois, se desenvolveu em municípios como Pelotas e Rio Grande. No artigo premiado, a pesquisadora, que atualmente é orientada pela professora Alinne Bonetti, trata do desdobramento da violência obstétrica no cotidiano de mães enlutadas e de mães especiais, da formação de “comunidades emocionais” e do lugar das emoções nesse processo.

Ela realizou uma observação participante e também estudou os relatos de parto das interlocutoras nas mídias digitais. “Embasada pela antropologia das emoções, compreendo que o discurso emocional contribui para o reconhecimento dessa violência como uma possível violação de Direitos Humanos básicos, bem como fortalece o vínculo entre as mulheres a partir do momento em que se identificam vítimas dessa violação”, indica, no estudo.

Bruna conclui, no artigo premiado, que diante do reconhecimento e identificação de seus corpos, as mulheres que protagonizaram a pesquisa passaram a formar alianças, primeiro pelas mídias digitais, em seguida pelas ruas, criando uma narrativa que estabelece uma continuidade entre o online e o off-line. “Ao organizar intervenções, inclusive, artísticas, elas mobilizam o corpo e as emoções”, pontua. Ainda, segundo ela, a partir do momento que mães, vítimas de violência obstétrica, propõem-se a ir às redes sociais e às ruas denunciar suas narrativas de parto, elas buscam justiça e reparação dos danos dessa violência. “Elas passam, inclusive, a ser reconhecidas pelo Estado, o qual passa a agir, em alguma medida, em prol de seus interesses”.

No doutorado, realizado no Núcleo de Identidade de Gênero e Subjetividades, ela pretende realizar uma pesquisa sobre a formação de outros movimentos sociais contra violência obstétrica, pela perspectiva feminista, já como um desdobramento da investigação premiada. “O universo empírico será um movimento social de fora do Brasil. A intenção é investigar, de forma mais ampla, o que favorece esse contexto de politização da maternidade, que facilita a criação desses movimentos a partir de demandas da maternidade, pensando no nascimento e suas traduções interculturais em contextos europeus e latinoamericanos”, explica.

Bruna irá observar a formação do movimento social El parto es nuestro, de Madrid, na Espanha, e pensar a formação desses movimentos na América Latina. “Tenho buscado desenvolver uma pesquisa antropológica no campo dos estudos feministas e de gênero, discutindo maternidade, ativismo de mulheres mães, parto e violência obstétrica”, resume.

O tema do Prêmio de Direitos Humanos deste ano era “Cuidar, resistir e lembrar”. Concorriam categorias de graduação, mestrado e doutorado 30 pesquisadores, sendo 14 na categoria mestrado. Ao todo, foram 35 pareceristas. Devido a qualidade dos trabalhos, além do primeiro lugar, foram concedidas duas menções honrosas. Em breve, o artigo na íntegra será publicado na coleção de Direitos Humanos da ABA, em uma edição especial.

Tags: Prêmio de Direitos HumanosPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Social

Software criado na UFSC ajuda a reduzir danos em tubulações de refinarias

01/09/2022 10:00

Um projeto desenvolvido no Laboratório de Vibrações e Acústica do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai contribuir com a redução de perdas em refinarias de petróleo causadas pela vibração excessiva nos sistemas de tubulação. Denominado Análise da Pulsação Acústica em Tubulações  de Unidades, o projeto começou em outubro de 2019 e é patrocinado pela Petrobras. A gestão financeira e administrativa é da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), com a participação de nove integrantes do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC.

A missão do projeto é desenvolver um procedimento numérico, na forma de um software direcionado às comunidades científicas e técnicas, para uso livre, fácil e gratuito. A ideia era permitir às empresas do setor de óleo e gás, e mesmo a prestadoras de serviços, prever e analisar a pulsação acústica e as vibrações excessivas de tubulações que podem comprometer a produção nas unidades de processo.

“O petróleo bruto, em sua forma natural, não pode ser utilizado de maneira prática em outras aplicações a não ser fornecer energia pelo processo de combustão. Por esta razão, processos de refino são realizados para transformar e refinar o óleo cru em produtos utilizáveis, como o gás liquefeito de petróleo (GLP), querosene, base asfáltica, combustível aeronáutico, gasolina, parafina, entre inúmeros outros produtos”, explica o gerente do projeto, Olavo M. Silva. O hidrotratamento é um desses processos. “No hidrotratamento, o hidrogênio a altas pressões é transportado através de tubos, cilindros e outros componentes situados a partir da descarga de grandes compressores. A pulsação acústica do gás produzida pelo compressor é uma importante fonte de excitação para sistemas de tubulação que transportam o gás pressurizado ao longo de uma refinaria de petróleo”, acrescenta Silva.

Entre outros problemas, essas oscilações podem resultar em trincas, com propagação da fadiga e vazamentos nas conexões flangeadas da tubulação. O custo do reparo em si não representa um prejuízo considerado expressivo pelos operadores. A grande perda está no fato de o conserto exigir a interrupção ou redução da operação na unidade afetada, além do risco de vazamento do óleo.

O principal resultado do projeto foi a definição de um software computacional em código aberto que possibilita a determinação do comportamento vibroacústico de sistemas de compressores alternativos (não exclusivamente), em fase de projeto ou em fase de modificação de sistema. “A metodologia numérica difere do que há em pacotes comerciais, pois inova ao otimizar o processo para a análise apropriada do sistema em questão, aplicando métodos de solução e condições de contorno específicas para o problema”, compara Olavo. “Seu uso será simples, com processamento rápido, possibilitando adaptação direta ao processo de projeto ou mesmo de manutenção. Desta forma, o engenheiro poderá escolher melhor os materiais, a posição de suportes e curvaturas, otimizar trajetórias de tubulações etc.”, acrescenta.

O desenvolvimento do software em código aberto foi realizado através da programação em linguagem de programação Python. Todas as atualizações são disponibilizadas ao público através do repositório GitHub em https://github.com/open-pulse/OpenPulse. O software é livre para uso em empresas, universidades etc., com licença do tipo MIT License em https://github.com/open-pulse/OpenPulse/blob/master/LICENSE.md.

“O desenvolvimento de softwares livres para solução de problemas de engenharia possibilita que empresas nacionais ou mesmo internacionais reduzam seus custos com programas que custam milhares de dólares, propiciando um aumento na qualidade dos produtos desenvolvidos. O fomento a esse tipo de atividade representa retorno imediato à sociedade”, observa Olavo.

Veja o funcionamento do sofware em animação clicando aqui.

Esta reportagem integra a edição número 13 da Revista da Fapeu que está disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

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Seminário Memórias do Corpo abre inscrições para propostas de comunicação

31/08/2022 16:39

O Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura abre inscrições de propostas de comunicação para o III Seminário Memórias do Corpo, a ser realizado entre 28 a 30 de novembro na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A submissão das propostas pode ser feita de 30 de agosto a 30 de setembro, por formulário online na página do evento.

O seminário é realizado em parceria com o Departamento de Arte e o Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras, e deverá ocorrer no Auditório Henrique Fontes, Sala Hassis e Sala Drummond do Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão, em Florianópolis. O tema desta edição é de corpos em movimento.

A ideia de deslocamentos, selecionada para constituir a temática central desta edição, compreende diversas áreas de pesquisa, reforçando uma perspectiva multi e interdisciplinar do evento, com força poética e política na literatura, nas artes visuais, na comunicação e no cinema. 

Poderão apresentar trabalho sob a forma de comunicação oral professores e estudantes de pós-graduação, doutores, mestres, graduados, pesquisadores independentes e estudantes pesquisadores de Iniciação Científica (obrigatoriamente em coautoria com o orientador). Após o término das inscrições, a comissão organizadora designará a comissão científica para realizar a avaliação dos trabalhos, a qual considerará a consistência das propostas recebidas, sua relevância, aderência aos eixos temáticos e, posteriormente, organizará as sessões de apresentação.

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UFSC Araranguá inaugura torre eólica totalmente construída por alunos

31/08/2022 14:34

Planta eólica do campus Araranguá. (Imagem: Energy Plus/ Alef Cerutti)

Nesta quarta-feira, 31 de agosto, às 18h30, o Grupo de Pesquisa Aplicada na Área das Energias Renováveis (Plus Energy), do Departamento de Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), irá inaugurar o seu próprio aerogerador no Campus de Araranguá. O projeto consiste em extrair do vento a energia cinética e convertê-la em energia elétrica, com o objetivo de alimentar a sala do centro acadêmico dos cursos do campus e, futuramente, o laboratório do Plus Energy.

A torre eólica, instalada em 20 de junho, foi totalmente projetada, construída e montada por uma equipe de dez estudantes. “O projeto surgiu em uma conversa no restaurante universitário, entre um amigo e eu, e pensamos em fazer algo que se relacionasse ao curso e aplicasse várias disciplinas”, conta Sulivan Graebin, aluno do curso de Engenharia de Energia. Durante o processo, foi preciso avaliar a viabilidade da construção da torre em Araranguá por estudos de qualidade do vento e potencial eólico, e ir atrás de patrocínio para construção dos sistemas elétricos e das pás.

O trabalho teve seu maior desenvolvimento após a restrição da pandemia de Covid-19, entre 2021 e 2022, mas a ideia foi concebida pelos próprios estudantes em 2019. A planta eólica que está sendo inaugurada nesta semana é o segundo modelo, construído com base nas análises feitas de dados da primeira versão do projeto. Alef Cerutti, aluno de Engenharia de Energia, comenta que “a parte mais difícil, falando de modo geral, é a questão financeira. Muita dificuldade de ter recurso e conseguir verba para comprar o necessário para montar o sistema”.

O gerador, autônomo, possui capacidade para gerar 5kW. A sua estrutura tem, da base até a ponta das pás, 13,5 metros – cada pá é constituída de alumínio e tem 3 metros de comprimento. Atualmente, o projeto está em etapas de estruturação do sistema de armazenamento da energia e sua distribuição, já que o grupo de pesquisa trabalha em projetos ligados à energia eólica e solar para abastecer parte da demanda do campus.

 

Confira a galeria de imagens do processo de construção e instalação da planta eólica:

Fotos: Instagram/ Energy Plus.

 

Carolina Monteiro e Matheus Alves/ Estagiários Agecom/ UFSC
Supervisão: Camila Raposo/ Jornalista da Agecom/ UFSC

Tags: aerogeradorAraranguáCampus de AraranguáeletricidadeEnergia EólicaEnergia RenovávelEngenharia de EnergiaPlus Energytorre eólica

Revista Katálysis publica edição com tema ‘Desigualdade, fome e produção de alimentos’

30/08/2022 10:00

A Revista Katálysis, editada pelo pelo curso de graduação e pelo Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou seu terceiro número de 2022 com o tema Desigualdade, fome e produção de alimentos. A publicação, de periodicidade quadrimestral, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo. Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista e na plataforma Scielo.

A revista destina-se à publicação de artigos científicos originais sobre temas atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição é voltada a um tema específico, considerado relevante no contexto social contemporâneo, mas também são publicados artigos que tratam de temas livres.

Mais informações pelo e-mail revistakatalysis@gmail.com.

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Professores da UFSC desenvolvem modelo didático para ensino de geometria descritiva

29/08/2022 16:20

Os professores Juliane Silva de Almeida e Márcio Schneider de Castro, do Departamento de Expressão Gráfica (EGR) da UFSC, desenvolveram um produto educacional com potencial para aprimorar o ensino da disciplina de geometria descritiva. As maquetes digitais interativas desenvolvidas na plataforma livre GeoGebra ajudam alunos dos cursos de engenharias e Arquitetura a compreender alguns conceitos-chave da disciplina.

De acordo com os professores, a interatividade das maquetes digitais está presente no processo de visualização das representações gráficas características da geometria descritiva – conhecidas como espaço e épura -, na representação visual de métodos descritivos e na configuração das coordenadas dos pontos pertencentes aos elementos geométricos representados. A escolha do GeoGebra para o desenvolvimento das maquetes digitais se deu pelo fato de ser uma plataforma versátil, intuitiva, gratuita e compatível com diferentes navegadores de internet e sistemas operacionais de computador. Além disso, o GeoGebra apresenta versão offline para computador e para celular, explicam.

“Uma das motivações para a criação das maquetes digitais era fornecer aos alunos dos cursos atendidos pelas disciplinas de representação gráfica espacial e geometria descritiva um recurso visual que permitisse a composição das representações espacial e em épura em uma única maquete, por interatividade do usuário. Os próprios estudantes podem configurar os elementos geométricos presentes nas maquetes e as representações espacial e em épura, através da manipulação dos controles deslizantes do GeoGebra”, afirma a professora Juliane Almeida.
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Jornada do Núcleo de Estudos Irlandeses está com chamada aberta para submissão de trabalhos

29/08/2022 13:46

A VI Jornada do Núcleo de Estudos Irlandeses – Irish Modernisms recebe, até sexta-feira, 2 de setembro, propostas de comunicações sobre questões modernistas e contemporâneas na literatura, no teatro, no cinema e na arte irlandesa. O evento ocorre nos dias 8 e 9 de novembro, no Auditório Henrique Fontes, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e os trabalhos deverão ser apresentados preferencialmente em inglês, com duração de quinze a vinte minutos. Os interessados devem enviar um resumo de 150 a 200 palavras, com nome do autor e título da comunicação, para o e-mail ufsc.nei@gmail.com, em inglês (preferencialmente) ou português.

Nesta edição, o evento traz como tema o modernismo, que, longe de ser apenas um movimento artístico, intelectual e cultural do passado, continua informando a produção artística contemporânea, seja como influência direta, releitura ou contraponto ao pós-modernismo. A “modernidade líquida”, termo cunhado por Zygmunt Bauman, sugere a fragilidade, fugacidade e esfacelamento das estruturas sociais – mais perceptíveis a partir da década de 1960. Já críticos como Rita Felski questionam se o “modernismo” seria um ou vários movimentos ocorridos a partir do final do século XIX: até quando vão os modernismos? Qual a sua abrangência nas artes? 

Mais informações no site do Núcleo de Estudos Irlandeses.

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Mestrado em Engenharia de Sistemas Eletrônicos da UFSC Joinville está com inscrições abertas

25/08/2022 10:47

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PPGESE) da UFSC Joinville está com inscrições abertas para seleção de alunos regulares do curso de mestrado, que devem ser realizadas entre os dias 09 de agosto e 04 de setembro, conforme preenchimento de formulários e encaminhamento de documentação descritos no edital. O mestrado é gratuito e de caráter presencial, oferecido no Campus de Joinville da UFSC.

Há 15 vagas disponíveis, nas linhas de pesquisa: Sistemas Embarcados e Sistemas Eletrônicos de Potência. Os alunos regulares do programa poderão se candidatar a bolsas de estudo, participar de projetos de pesquisas com grandes empresas, realizar intercâmbio para cursar disciplinas e/ou realizar estágio no exterior, dentre outras oportunidades. Por meio da reserva de vagas previstas pelas políticas de Ações Afirmativas da UFSC, serão asseguradas vagas para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e também para candidatos com deficiências.

Acesse o edital completo clicando aqui.

Saiba mais sobre o PPGESE no site.

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Pesquisador da UFSC é premiado por estudo que investiga bolhas em escoamentos gás-líquido

25/08/2022 10:22

Um estudo realizado na UFSC para ajudar a desenvolver modelos que resultem em processos e produtos mais eficientes e sustentáveis para as indústrias química, petrolífera e de energia recebeu a menção honrosa no Prêmio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), na categoria Tese de Doutorado. O trabalho Experimental and numerical investigation of gas-liquid flows in the presence of Taylor and dispersed bubbles, de Rafael Franklin Lázaro de Cerqueira, com orientação de Emilio E. Paladino, professor de Engenharia Mecânica, investiga as chamadas “bolhas de Taylor”, pequenas e grandes bolhas de ar presentes em determinados processos industriais.

De acordo com Cerqueira, isso pode ocorrer em tubulações de produção e transporte de petróleo e gás e em equipamentos como separadores, trocadores de calor, bombas, ou sistemas de refrigeração, cobrindo inúmeras áreas e processos de engenharia. “Bolhas de gás podem estar distribuídas em diferentes formas e tamanhos, entranhadas em um filme de líquido, gotas em uma fase gás contínua, tudo acontecendo no mesmo processo”, explica.

Para estudar o fenômeno, o pesquisador montou uma bancada no Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor da UFSC. A ideia era reproduzir um escoamento bifásico real, em que pequenas e grandes bolhas de ar foram injetadas em uma tubulação vertical. Escoamentos bifásicos são aqueles em que se pode observar uma distinção nas fases presentes “A dinâmica das bolhas de ar foi filmada por uma câmera rápida, e as filmagens foram posteriormente analisadas e processadas por códigos computacionais”.

Cerqueira explica que os escoamentos gás-líquido bifásicos podem ser encontrados em diferentes padrões ou configurações de escoamento, com diferentes escalas de comprimento interfaciais. Para ilustrar o que isso representa, ele usa um exemplo de fácil identificação na natureza: o da quebra de uma onda na praia. “Pode-se encontrar pequenas gotículas de água sendo ejetadas por sua crista e pequenas bolhas de ar presas dentro da onda, formando uma espuma. Estas gotas e bolhas podem ser vistas como estruturas com interfaces de pequena escala, já que seus comprimentos característicos são ordens de grandeza menores que o comprimento da onda”.

“As diferentes escalas interfaciais podem interagir umas com as outras de forma complexa”, indica. De acordo com os resultados do estudo, as pequenas bolhas dispersas no experimento afetaram a estrutura do escoamento ao redor das bolhas de Taylor, alterando o movimento ascendente da interface em grande escala. Segundo o pesquisador, isso fornece informações para o desenvolvimento de um modelo numérico que seria o primeiro passo para a simulação de escoamentos complexos, comuns na área da indústria de óleo e gás. Este modelo também pode ser estendido para escoamentos em que há mudança de fase, como condensação e evaporação, comum em muitas áreas na indústria de energia.

Tags: Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de CalorPrêmio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM)

Grupo de pesquisadores da UFSC participa de projeto que mobiliza 35 organizações das Américas, Europa e África

24/08/2022 14:01

Um grupo de pesquisadores formado por professores, técnicos administrativos e acadêmicos de graduação e mestrado do Laboratório de Camarões Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina está participando de um projeto mundial para impulsionar a aquicultura sustentável no Oceano Atlântico. No total são 35 centros de pesquisas, universidades e indústrias das Américas do Sul e Norte, Europa e África.

O projeto AquaVitae começou em maio de 2019 e deve durar até o final de 2023. O objetivo é aumentar a produção de espécies de baixo nível trófico (relativo à alimentação) na aquicultura marítima dos países banhados pelo Atlântico. São espécies que pertencem a grupos de plantas ou animais mais baixos da cadeia alimentar, como macroalgas, ostras, mexilhões, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, abalone e tambaqui.

Os primeiros resultados foram apresentados ainda em 2020, quando pesquisadores e produtores do setor aquícola ao redor do mundo reuniram-se de forma on-line para compartilhar dados do primeiro ano do projeto. A UFSC coordena o subprojeto de Amti em bioflocos e tanques, que tem ainda participação da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Primar Aquicultura, primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada do Brasil. A proposta é desenvolver um sistema integrando o cultivo do camarão-branco-do-pacífico (Litopenaeus vannamei), tainha (Mugil lisa) e macroalga (Ulva sp.).

A missão do AquaVitae é prover alimentos seguros e saudáveis para as pessoas, melhorar ainda mais a produtividade, analisar a rentabilidade dos produtores aquícolas e oferecer aconselhamento sobre política e governança. “O Atlântico é um recurso alimentar compartilhado e vital para a economia dos países costeiros, mas o oceano está sob crescente pressão devido à superpopulação, mudanças climáticas, sobrepesca e necessidade de uma melhor segurança alimentar. A aquicultura é uma maneira eficaz para se produzir mais alimentos do oceano. Porém, para ser mais sustentável, a aquicultura deve se expandir para além das pisciculturas e incluir espécies de nível trófico baixo que possuem pequeno impacto ambiental”, destacado o vídeo de apresentação do projeto.

 

Leia a reportagem completa na edição número 13 da Revista da Fapeu que está disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

Tags: Laboratório de Camarões MarinhosRevista da Fapeu

Equipe do Colégio de Aplicação conquista segundo lugar na etapa regional da Olimpíada Brasileira de Satélites

23/08/2022 15:41

Estudantes viajaram a Santa Maria (RS) para a etapa regional da competição. Foto: arquivo pessoal

A equipe Sagittarius A, formada por estudantes do 9º ano do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi a segunda colocada na etapa regional Sul da Olimpíada Brasileira de Satélites (Obsat). Após 11 horas de viagem, de Florianópolis até Santa Maria, no Rio Grande do Sul, os alunos Isabella de Freitas, Rosa Maria Miranda, João Vitor Caetano e Marcos Bueno tiveram a oportunidade de trocar ideias e compartilhar experiências com outras equipes e com os organizadores da Obsat, presenciar o lançamento de um satélite e participar de algumas palestras. O encontro ocorreu no dia 13 de agosto, e o grupo foi acompanhado por seu mentor, o graduando em Física João Batista Vieira Sousa.

O projeto do time do Colégio de Aplicação teve como principal missão monitorar o ecossistema de manguezais no país. Após um ano de pesquisas, a equipe construiu um satélite capaz de medir o nível de gás carbônico (CO2) da estratosfera e comparar com outros locais, determinando o impacto da urbanização para aquele lugar e suas possíveis consequências. Os manguezais ocupam uma grande área do território brasileiro, mas sofrem pressão da expansão imobiliária nas grandes cidades litorâneas. A pesquisa teve os objetivos de mostrar a importância dos mangues na absorção desse gás de efeito estufa e de identificar áreas de desmatamento, contribuindo para a consciência da necessidade de preservação. Agora, a equipe planeja continuar aperfeiçoando o projeto, a fim de buscar novas oportunidades na próxima edição da Obsat.

A Olimpíada Brasileira de Satélites é uma olimpíada científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa busca promover experiências teóricas e práticas em projetos de satélites de pequeno porte, difundindo a cultura aeroespacial para estudantes e professores de instituições de ensino de nível médio, técnico profissionalizante e universitário. A Obsat é gratuita para qualquer aluno matriculado em instituições brasileiras de ensino fundamental, médio, técnico ou superior. Como objeto de trabalho, e ao mesmo tempo ferramenta de aprendizado, utilizam-se pequenos satélites, chamados de CanSats, TubeSats, PocketSats ou CubeSats.

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UFSC tem dois pesquisadores contemplados em prêmio nacional de estudos sobre futebol

23/08/2022 14:26

Foto: Danilo Borges/copa2014.gov.br/CC BY 3.0

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve dois trabalhos reconhecidos no III Prêmio Brasil de Teses e Dissertações sobre Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor – Edição 2022, promovido pela Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. 

A pesquisa Globalização e o sistema-mundo moderno do futebol: modernidade e (de)colonialidade na circulação de atletas a partir dos mundiais FIFA, realizada por Juliano Oliveira Pizarro no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, foi a terceira colocada entre as teses de doutorado. Já João Henrique Krauspenhar, mestre e doutorando em Contabilidade pela UFSC, conquistou a terceira colocação entre as dissertações de mestrado, com o trabalho A recuperabilidade do ativo intangível relativo aos atletas dos clubes de futebol brasileiros. Ambos também foram os primeiros colocados, em suas categorias, na linha de pesquisa Aspectos econômicos do futebol e suas derivações e, como parte do prêmio, terão seus estudos transformados em livro.

Ao longo de seu doutorado, Juliano buscou entender como o processo de globalização e os fluxos de migração de atletas se relacionam com a acentuação da desigualdade no futebol, bem como as especificidades do mercado do futebol praticado por mulheres. Para isso, utilizou fontes bibliográficas e documentais e analisou dados de 25.921 jogadores, 1.240 equipes e 76 competições mundiais de categorias de base, seleções e clubes. Em janeiro, a Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) publicou uma reportagem sobre o estudo.

A dissertação de João Henrique, por sua vez, analisou a recuperabilidade do ativo correspondente aos atletas dos clubes de futebol brasileiros. Para isso, valeu-se de 198 observações, de dados de 2013 a 2019, de 34 times das séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2019. O pesquisador aponta que o teste de impairment não está sendo devidamente realizado pelos clubes de futebol brasileiros em relação aos seus atletas. Também chamado de teste de recuperabilidade, o teste de impairment assegura que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior aos benefícios que eles podem proporcionar à entidade. Os resultados indicaram, ainda, que é positivo o impacto patrimonial de se considerar o valor recuperável desse ativo em substituição ao seu valor de registro.

A relação completa de premiados foi publicada no Diário Oficial da União (em pdf).

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Servidora da UFSC aplica arqueologia forense em pesquisa sobre centro de tortura da ditadura militar

22/08/2022 17:25

Foto: Aline Lourenço Campanha/Memorial da Resistência de SP

A servidora Maryah Elisa Morastoni Haertel, técnica de laboratório de Física do Campus de Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é uma das integrantes da equipe que pesquisará, usando a arqueologia forense, o prédio onde funcionava o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. Para o local eram levados e torturados os presos durante o período da ditadura militar.

O objetivo do estudo é ampliar o conhecimento científico em relação ao local e ao que aconteceu ali naquela época, além de esclarecer fatos de possíveis violações de direitos humanos à sociedade. A ideia é preservar a memória para que as futuras gerações conheçam a história e percebam o valor da democracia. O trabalho também buscará identificar desaparecidos políticos por meio de exames de DNA, caso isso seja possível.

Intitulada Arqueologias do DOI-Codi do II Exército (São Paulo): leituras plurais da repressão e da resistência, a pesquisa é coordenada pela professora Cláudia Regina Plens, do Laboratório de Estudos Arqueológicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e inclui pesquisadoras – todas mulheres – de mais cinco universidades. Essa é a primeira vez que um centro de tortura da ditadura militar no Brasil será pesquisado por meio da arqueologia forense, que é a aplicação de métodos e técnicas arqueológicos e forenses para o esclarecimento de acontecimentos, fatos e possíveis crimes ocorridos.
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Pesquisadoras da UFSC mapeiam assentamentos humanos pré e pós-colombianos da Amazônia

19/08/2022 17:38

Casa do Seringueiro, no Rio Tapajós. Foto: Carolina Levis

Uma parceria entre uma equipe de quatro pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, por meio do hub Brazil Lab, está identificando e mapeando os assentamentos humanos pré e pós-colombianos na Amazônia. A proposta é gerar um mapeamento da região, a partir dos dados coletados e estudos individuais e agregados, e disponibilizar essas informações de forma pública e aberta, além de agregar camadas de informação aos sítios pós-colombianos.

Financiador do trabalho, o Brazil Lab é uma iniciativa da Universidade de Princeton para promover a interação de pesquisadores brasileiros com professores da instituição norte-americana, constituindo-se em um hub de criatividade, de geração e realização de ideias. Iniciado em fevereiro de 2021, o projeto desenvolvido na UFSC também conta com apoio da equipe do professor Lucas Bueno, do Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia da UFSC, que construiu o banco de dados Brazilian Radiocarbon Database – BRC14Database, e com a Amazonian Archaeological Sites Network (AmazonArch), uma rede de pesquisa internacional que compartilha dados e informações sobre sítios arqueológicos distribuídos pela Amazônia.

“Como os objetivos do grupo de trabalho do professor Lucas coincidem com os da rede AmazonArch, a ideia é uniformizar esse mapeamento para que no futuro consigamos unir e alimentar as bases de dados de maneira combinada e integrada. A meta é que essa base nos informe como se deu, no tempo e no espaço, o povoamento da Amazônia, quais povos eram, que tipo de atividade eles exerciam, se cerâmica, se confecção de algum artesanato em barro”, cita a professora do Departamento de Física da UFSC Marina Hirota, coordenadora do projeto. Além dela, também participam da pesquisa a pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC Carolina Levis; a mestra em Ecologia pela UFSC Gessica Minski; e Ana Paula Faggiani, estudante do curso de Meteorologia.
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Egressa é premiada pela Associação Brasileira de Estudos de Defesa

18/08/2022 15:54

A pesquisadora Isabella Neumann, mestra em Relações Internacionais pela UFSC e doutoranda na Universidade de Coimbra, foi contemplada com o Prêmio Abed de Melhor Dissertação de Mestrado, organizado pela Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed) e patrocinado pela Embraer. O reconhecimento foi anunciado no XII Encontro Nacional da Abed, que ocorreu na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), entre os dias 10 e 12 de agosto. Como parte da premiação, a dissertação será publicada em forma de livro.

Desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) sob orientação da professora Graciela De Conti Pagliari, a dissertação Jogo de interesse nas Forças Armadas: a moderada presença da mulher militar no Brasil sob a perspectiva das relações civis-militares aborda a incorporação feminina militar nas Forças Armadas do Brasil, tendo como marco temporal os anos de 1980 a 2020. O primeiro capítulo explica que o tema da mulher militar é envolvido por elementos que combinam os interesses civis e militares do Estado, circunstância que incentiva as Forças Armadas a aceitarem a presença feminina em seus corpos.

O segundo capítulo investiga o estado da incorporação das mulheres militares e discute as restrições discriminatórias impostas ao gênero. Por fim, o terceiro capítulo efetua uma revisão histórica dos marcos legais que tratam do tema mulher militar. Uma das conclusões da pesquisa é que a incorporação feminina militar é moderada nas Forças Armadas do Brasil porque “o jogo de interesses civis e militares é processado distante da pretensão de obter a equidade de gênero na organização armada”.  

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Laboratório da UFSC detecta anomalias que afetam o desempenho de aerogeradores

12/08/2022 07:35

Foto: Divulgação /AQTech

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Integração Software/Hardware (Lisha) do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve o projeto Detecção de anomalias em aerogeradores usando inteligência artificial, buscando aplicar técnicas de inteligência artificial (AI), machine learning (aprendizado de máquina) em particular, a dados operacionais e de vibração para detectar condições específicas de desempenho na operação de geradores eólicos de energia elétrica.

Como máquinas que são, os aerogeradores estão sujeitos a forças que vão além daquela aplicada pelos ventos nos rotores, e essas forças podem causar vibrações em diversos componentes do aerogerador, principalmente na caixa de transmissão. “A correlação dos dados operacionais, como a velocidade e a direção do vento, a velocidade nas partes móveis e a potência gerada, com dados sensoriais, que capturam tais vibrações, nos permite diagnosticar a máquina enquanto ela opera”, explica o professor Antonio Augusto Fröhlich, coordenador dos trabalhos na UFSC.

Uma das empresas parceiras do projeto, que atua no desenvolvimento de soluções de monitoramento e diagnóstico para o mercado de energia, instrumentou um conjunto de aerogeradores com sensores de vibração, incluindo vibrações acústicas. A instrumentação alinha-se com a plataforma do laboratório, e a telemetria permite a aplicação de técnicas de inteligência artificial em diversos estágios do monitoramento. O principal benefício da detecção de anomalias nos aerogeradores é a possibilidade de manutenção antecipada do ativo, e, consequentemente, o aumento da disponibilidade da máquina.

Isso representa vantagem para o dono do ativo, com a redução dos custos de manutenção, e até mais renda, com o equipamento disponível por mais tempo. Já o impacto social mais relevante está relacionado ao aumento do uso de energias renováveis, principalmente em momentos de crise hídrica como a registrada recentemente no Brasil. “Com o aumento da geração eólica se reduz o uso de térmicas, e, consequentemente, diminuem o custo do MWh e os impactos ambientais”, observa o professor Fröhlich.

O principal modo de falha detectado até o momento diz respeito a defeitos no eixo da alta velocidade da caixa de transmissão do aerogerador. As vibrações observadas dependem da velocidade de rotação, e o treinamento de modelos robustos que capturem as variações é considerada uma grande conquista para a equipe da UFSC. “Hoje conseguimos prever tais falhas com antecedência, alertando a empresa para que possa escalonar manutenções preventivas, evitando assim que a máquina sofra defeitos permanentes”, destaca o professor.

Com todos os objetivos alcançados, a parceria agora parte para a ampliação do número de aerogeradores monitorados e para a ampliação do espectro de outros modos de falhas. E, claro, colaborar cada vez mais com o aumento acelerado da geração de energias renováveis e ambientalmente sustentáveis.

A reportagem completa integra a edição número 13 da Revista da Fapeu disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

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UFSC ganha quatro menções honrosas em Prêmio Capes de Tese

11/08/2022 11:25

A Universidade Federal de Santa Catarina conquistou quatro menções honrosas no Prêmio Capes de Tese – Edição de 2022, um dos mais tradicionais da pesquisa no Brasil. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira, 11 de agosto, no Diário Oficial, e trazem destaque a estudos da UFSC desenvolvidos em quatro áreas do conhecimento: Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Linguística e Literatura e Nutrição. No total, 49 trabalhos foram premiados e outros 96 receberam menção honrosa.

Matheus Soares Geraldi recebeu o reconhecimento pela tese Building stock modelling for energy benchmarking of schools in Brazil, que teve o objetivo de desenvolver métodos de obtenção de modelos representativos do estoque de edificações para aferir o desempenho energético das escolas brasileiras. A orientação foi de Enedir Ghisi. Já Ricardo Augusto Borsoi foi reconhecido pelo trabalho Spectral variability in hyperspectral unmixing: multiscale, tensor, and neural network-based approaches, que desenvolve estratégias para mitigar a variabilidade espectral na separação espectral. A orientação é de Jose Carlos Moreira Bermudez.

A pesquisadora Cybelle Saffa Da Cunha Pereira Soares foi destaque na área de Inglês:Estudos Lingüísticos E Literários, com a tese From purification to preposterous violence: a corpus-based study on the semantic prosody of violence in the (re)translation and (re)writings of Jacobs’ fairy tales. Orientada por Lincoln Paulo Fernandes, ela estudou as diferentes categorias de violência presentes nas retraduções de contos de fadas ao longo de sessenta e nove anos. No campo da Nutrição, a tese Formatos de informações sobre os açúcares na rotulagem de alimentos industrializados: estudo multimétodos do contexto brasileiro, de Tailane Scapin, recebeu a menção honrosa. Orientada por Rossana Pacheco da Costa Proença e coorientada por Ana Carolina Fernandes, ela avaliou as informações sobre os açúcares na rotulagem de alimentos industrializados e investigou formatos de rotulagem que sejam compreensíveis e auxiliem consumidores brasileiros nas suas escolhas alimentares.

O Prêmio CAPES de Tese reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com os seguintes critérios: originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato. Criado em 2005 e entregue pela primeira vez em 2006, ele abrange todas as áreas de conhecimento que têm um representante na avaliação da pós-graduação stricto sensu. Um dos objetivos da iniciativa é aumentar a visibilidade das ações positivas e indutoras da Capes na pós-graduação brasileira.

 

Tags: menção honrosaPrêmio Capes de Tese - Edição de 2022Programa de Pós-Graduação em Engenharia CivilPrograma de Pós-Graduação em Engenharia ElétricaPrograma de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e LiteráriosPrograma de Pós-Graduação em Nutrição

Pesquisa da UFSC identifica e mapeia produtividade de energia solar em Santa Catarina

11/08/2022 08:29

Unidade consumidora capaz de produzir energia foi estudada em tese (Divulgação)

Uma pesquisa de doutorado realizada na Universidade Federal de Santa Catarina identificou que, apesar de apresentar um dos menores índices de irradiação do Brasil, o cenário para a utilização da fonte solar na matriz energética do Estado é favorável e promissor, podendo gerar impactos econômicos e ambientais, com destaque para a região Oeste. A tese defendida por Andrigo Filippo Gonçalves Antoniolli no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil analisou dados do Projeto Bônus Fotovoltaico da Celesc, que instalou 1.250 sistemas eficientes de geração de energia elétrica em todas as regiões catarinenses. “A produtividade média em Santa Catarina é boa quando comparada, por exemplo à Alemanha, pois a do Estado é 30% superior à das melhores regiões da Alemanha”, compara.

Um algoritmo desenvolvido pelo pesquisador gerou dados que indicam que Santa Catarina apresenta valores médios de produtividade acima de 1.200 kWh/kWp por ano. Ou seja, cada 1 kWp instalado pode produzir em média, pelo menos 100 kWh/mês dentro do território catarinense. O estudo consolidou os números a partir de uma ferramenta de gestão e auxílio à tomada de decisão que analisa com cerca de 95% de precisão dados de um grande volume de microgeradores.

A tese foi orientada pelo professor Ricardo Rüther, com co-corientação da professora Helena Flávia Naspolini. “A metodologia desenvolvida na tese pode ser utilizada para prever a geração mensal e anual de futuros sistemas fotovoltaicos a serem instalados em qualquer local para auxiliar no planejamento, além de servir de como subsídio para análises de retorno do investimento mais apuradas”, indica Antoniolli.

O foco do estudo está no modelo de geração distribuída, que oferece energia no local de consumo – ou em local próximo – a partir de fontes renováveis. Os módulos fotovoltaicos instalados em 1250 casas espalhadas pelo Estado são um exemplo de como cada unidade consumidora pode vir a ser um potencial gerador de energia. Somadas, essas unidades representam valores consideráveis para o sistema de distribuição como um todo. No estudo, elas formaram o que se chama de “unidade prossumidora” e, juntas, têm potência instalada equivalente a da Usina Solar Cidade Azul, localizada no complexo de Jorge Lacerda, no município de Capivari de Baixo.

O pesquisador decidiu estudar o assunto pensando no surgimento de uma nova figura: o prossumidor – ou o consumidor que também produz energia elétrica. Com a tecnologia de sistemas fotovoltaicos, os cidadãos estão aptos a produzirem a energia que consomem. “Antes, as grandes indústrias eram proprietárias das usinas geradoras, que enviavam para as empresas de transmissão/distribuição e então chegavam às residências. Agora o consumidor, na sua casa, pode ter um gerador e ser dono da sua própria energia ou compartilhar com outras pessoas”, explica.

No caso do projeto da Celesc, a proposta era promover a geração distribuída a partir de 1.250 telhados residenciais. Os participantes foram selecionados via edital, pois precisavam respeitar a uma série de pré-requisitos, entre eles a angulação e orientação do telhado onde o sistema fotovoltaico seria instalado, com o objetivo de aproveitar melhor a irradiação solar. O consumo médio de 350 kWh por mês também era requisito obrigatório.

Os consumidores tiveram acesso a um bônus de 60% na instalação dos sistemas. Em 2020, a Celesc divulgou que o benefício estimado foi a geração de energia de 4.464,36 MWh/ano, suficiente para abastecer mais de 22,3 mil residências durante um mês inteiro. O projeto também evitou o lançamento de 303 toneladas de CO2 na atmosfera, correspondente ao plantio de 2.170 árvores.

Dados

A média anual da geração fotovoltaica do conjunto de telhados analisados foi de 3.353 kWh/ano ou produtividade anual de 1.265 kWh para cada 1 kWp instalado, com oscilações entre as quatro regiões estudadas em Santa Catarina. No estudo, um mapa definido a partir dos níveis de irradiação situa o Oeste como o mais favorável à geração solar fotovoltaica seguida por uma faixa composta pela região litorânea, Serra e Meio-Oeste. Algumas regiões no Vale e no Sul apresentam menos produtividade.

Mapa gerado pelo estudo registra regiões mais promissoras

A exploração e análise estratégica de dados foi fundamentada em conceitos de Business Intelligence, proporcionando informações relevantes sobre a performance do sistema e ajudando no suporte à tomada de decisão de forma rápida e embasada. “A adoção do telhado fotovoltaico em residências no Brasil demonstrou ser vantajosa e, além disso, o tempo de retorno do investimento está em tendência de queda devido às contínuas reduções de preços da tecnologia e constantes aumentos na tarifa residencial”, pontua o pesquisador.

A análise de Antoniolli destrincha os dados fornecidos de cinco em cinco minutos pelo projeto de janeiro a dezembro de 2019, mas também investiga o aproveitamento específico de uma das unidades que compõe o programa. O estudo detalhou, sob diferentes óticas, o caso de uma residência situada perto do campus da UFSC, em Florianópolis. Do ponto de vista da concessionária, o consumo anual da unidade analisada foi reduzido em 18% após a integração. Sob a ótica do consumidor, o consumo total anual aumentou 8% e a redução das despesas com energia elétrica foi de 54%.

Segundo o pesquisador, os dados obtidos e a ferramenta elaborada durante a pesquisa, além de servirem como referência para profissionais da área de energia, também podem colaborar com o planejamento de cooperativas solares. “É possível prever de forma mais precisa e mais confiável o planejamento de uma cooperativa solar, pois conseguimos identificar a produtividade média por região e qual delas é a mais indicada para a implementação de uma cooperativa composta por pequenos produtores de energia”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom

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