Estudantes da UFSC conquistam 2º e 3º lugar no Prêmio Sebrae SC de Jornalismo
As estudantes Érica Zucchi e Camila Borges, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram premiadas na etapa estadual do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo. A cerimônia de entrega ocorreu na noite da última terça-feira, 15 de setembro, na sede do Sebrae, em Florianópolis. Érica Zucchi conquistou o segundo lugar com a fotorreportagem “Modo Autônomo”. Camila Borges ficou em terceiro lugar com a reportagem “Projeto Repescar minimiza impactos da pesca fantasma e fortalece saberes tradicionais”.
“Modo Autônomo” é uma fotorreportagem que aborda as histórias de três trabalhadores autônomos que, por meio das vendas na UFSC, sustentam suas famílias. Evilda Lopes criou o brechó Revida após uma separação e encontrou na Universidade uma forma de recomeço. Bruno Carneiro é serigrafista, trabalha na UFSC há mais de 13 anos e faz todo o processo de criar os desenhos e estampar as camisetas sozinho no porão de sua casa. Sandra Álvares é boliviana, veio para Florianópolis há mais de 20 anos para vender bijuterias na praia e aqui ficou, mas é na Universidade que há 15 anos ela e o marido conseguem a renda da casa.
Essas pessoas são conhecidas pelos estudantes que circulam no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e por meio do fotojornalismo a reportagem procurou aprofundar as histórias e mostrar os desafios do trabalho autônomo. Ela foi produzida na disciplina de Estudos Avançados em Fotojornalismo e teve orientação da professora Flávia Garcia Guidotti. Acesse a produção.

Camila Borges ficou em terceiro lugar com a reportagem “Projeto Repescar minimiza impactos da pesca fantasma e fortalece saberes tradicionais” (Foto: Divulgação)
A reportagem “Projeto repescar minimiza impactos da pesca fantasma e fortalece saberes tradicionais” discute os impactos provocados pela pesca fantasma, fenômeno causado pela perda ou descarte de redes e outros equipamentos de pesca no oceano. Cerca de 580 quilos de redes de pesca são perdidos diariamente na costa brasileira, segundo o estudo Maré Fantasma, conduzido pela Organização Proteção Animal Mundial – o que pode causar ferimentos, asfixia e morte de animais marinhos, além de aumentar a poluição nos oceanos. Diante dessa problemática surge o Projeto Repescar, idealizado por Daniela Kolb em Florianópolis no ano de 2021.
A iniciativa recolhe redes abandonadas em alto mar e as transforma em bolsas e esponjas, a partir do conhecimento de rendeiros e rendeiras de bilro. Desde o início do projeto, mais de 60 bolsas e 100 esponjas foram produzidas. Os recursos obtidos com a comercialização dos produtos são reinvestidos na própria iniciativa. A reportagem foi desenvolvida na disciplina de Edição e orientada pela professora Andressa Kikuti Dancosky. Acesse a produção.









































