UFSC na mídia: Jornal da Unicamp destaca pesquisa e livro sobre metáforas associadas a Covid

05/09/2023 10:22

O Jornal da Unicamp destacou na sua edição mais recente o livro O vírus bandido: linguagem e política na pandemia, que acaba de ser lançado pela Editora da Unicamp, de autoria do professor da UFSC e doutor em linguística Heronides Moura.  Na obra, o docente analisa como o uso de metáforas influenciou a percepção da pandemia de covid-19 no Brasil, contribuindo para fortalecer os mecanismos de defesa da população contra o vírus.

“As metáforas organizam muito a forma como a gente pensa. Eu não diria que elas exerceram um papel determinante no combate ao coronavírus, mas acredito que entraram no ‘caldo de cultura’ e ajudaram a constituir uma imagem da pandemia como algo que deveria ser enfrentado, pois não havia alternativa”, comenta o docente. Na reportagem, ele destaca o uso intenso de palavras como “tsunami”, “furacão”, “avalanche”, “bandido”, “viajante” e “ladrão” em relação ao SARS-CoV-2, caracterizando o vírus como uma força da natureza ou um indivíduo com más intenções.

Esses termos estão reunidos no corpus Metáforas sobre o Coronavírus na Mídia, elaborado por Alice Dionízio, orientanda de Moura na UFSC. A reportagem explica que o estudo traz 468 metáforas, coletadas a partir de uma busca exaustiva em materiais publicados entre 10 de maio e 10 de junho dos anos de 2020 e 2021. “A alta incidência de metáforas, em si, já é algo bastante revelador. Mas isso era previsível porque a fala sobre doenças, tradicionalmente, é metafórica, e eu tentei demonstrar que não há como você pedir às pessoas que não falem metaforicamente sobre um assunto tão traumático”, comentou o professor na entrevista.

Atualmente, junto com seu grupo de pesquisa, Moura estuda quais metáforas são usadas pela extrema direita. A hipótese do pesquisador é que esse movimento político ainda não foi capaz de articular um conjunto consistente de metáforas, o que explicaria parte das dificuldades da política bolsonarista. Conforme a reportagem, na interpretação de Moura, enquanto nos Estados Unidos eles conseguem se manter ideologicamente fechados e convencer-se de que o país está cercado, isso ainda não foi replicado no Brasil, onde o que faz sucesso são as teorias conspiracionistas e a inversão de significados.

Leia a reportagem completa.

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Estão abertas as inscrições para a IV Jornada de Nutrição e Exercício Físico

04/09/2023 09:56

O Grupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para a IV Jornada de Nutrição e Exercício Físico. O evento ocorre entre 18 e 19 de setembro, das 18h30 às 21h30, de forma online,  por meio de link disponibilizado após a realização da inscrição.

O evento é gratuito, e dá direito a um certificado de 6h. As inscrições podem ser realizadas através do formulário. A atividade reúne diversos profissionais das áreas de nutrição, educação física, medicina, psicologia e fisioterapia, especialistas em saúde e qualidade de vida no esporte.

Mais informações através do perfil do GNEF no instagram.

Tags: exercício físicoGNEFGrupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF)IV Jornada de Nutrição e Exercício FísiconutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC se destaca em ranking global com 26 pesquisadores entre os mais citados do mundo

04/09/2023 09:44

Universidade tem se destacou em diferentes rankings Foto: Amanda Miranda

A Universidade Federal de Santa Catarina se destacou mais uma vez no ranking global Research.com, que reconhece os pesquisadores a partir do número de artigos e quantidade de citações para cada campo do conhecimento elencado – em um total de 26 diferentes áreas. A instituição teve 26 cientistas mencionados nas áreas de Veterinária, Química, Ecologia, Engenharia Elétrica, Engenharia e Tecnologia, Matemática, Medicina, Microbiologia, Neurociências e Agronomia.

A UFSC também foi mencionada como a oitava melhor instituição no ranking nacional. Outro destaque foram os rankings de Química, com dez cientistas citados entre os mais relevantes do mundo, e a área de Engenharia Elétrica, na qual o professor Ivo Barbi figura como o segundo mais citado do Brasil.

O número total de citações dos principais cientistas é 159.046, com um valor médio de citações por acadêmico de 6.117,15. O número coloca a instituição catarinense em 387 no ranking global. De acordo com a plataforma Research.com, o objetivo do ranking é oferecer aos principais pesquisadores uma melhor exposição de suas realizações. As classificações de cientistas são baseadas em procedimentos transparentes baseados em métricas coletadas de fontes confiáveis ​​de dados com mais de 12.000 periódicos científicos agrupados por disciplinas.

Confira a relação dos cientistas mencionados pela Research.com.

Ciências veterinárias

Maurício Laterça Martins
Maria José Hötzel

Química

Bernhard Welz (in memorian)
Rosendo A. Yunes
Antonio L. Braga
Adilson J. Curtius
J. Vladimir Oliveira
Moacir Geraldo Pizzolatti
Debora de Oliveira
Ademir Neves (in memorian)
Eduardo Carasek
Adailton J. Bortoluzzi

Ecologia

Sergio R. Floeter

Engenharia Elétrica e Eletrônica

Ivo Barbi
Julio E. Normey-Rico

Engenharia e Tecnologia

Roberto Lamberts
Enedir Ghisi

Matemática

Ruy Exel

Medicina

João B. Calixto
Adair R.S. Santos (in memorian)

Microbiologia

Álvaro José Romanha (in memorian)

Neurociencia

Reinaldo N. Takahashi
Roger Walz
Peter Wolf

Agronomia

Miguel Pedro Guerra
Marcelo Maraschin

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Chumbo no chá? Pesquisa da UFSC identifica impacto da mineração em alimentos

01/09/2023 10:32

Áreas de mineração estão cobertas de produtos utilizados na alimentação (Foto: Graziela Blanco)

Plantas usadas como alimentos e chás podem estar contaminadas pelos chamados “elementos traço” em áreas da região carbonífera, no sul de Santa Catarina. A constatação foi divulgada em uma série de artigos e na tese da cientista Graziela Dias Blanco, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina. O impacto das atividades de mineração, além dos prejuízos ao meio ambiente, também pode chegar à saúde. O estudo Soberania, segurança alimentar e ecotoxicidade de alimentos e plantas medicinais consumidos por comunidades locais em áreas de mineração foi orientado pela professora Natalia Hanazaki, com co-orientação da professora Mari Lucia Campos.

Pelo menos 65% dos habitantes da região mapeada pela pesquisa relataram coletar plantas para uso medicinal e alimentar diretamente de áreas contaminadas pela atividade mineradora. “As pessoas que vivem nas proximidades de áreas contaminadas pela mineração usam e consomem plantas destes ambientes e as pessoas sabem pouco sobre o potencial perigo dessa contaminação em seus alimentos e o risco desses contaminantes para sua saúde”, assinala, no estudo.

Graziela se interessou pelo assunto quando foi visitar a região de Criciúma, Lauro Muller e Siderópolis em busca de dados para uma pesquisa sobre plantas medicinais. No entanto, ao chegar ao local, percebeu um mosaico de áreas impactadas pela atividade mineradora e mudou o objeto de investigação. “A gente vê, por exemplo, moradias na cidade de Criciúma muito próximas à área de mineração abandonada, sem avisos ou preocupação. É uma situação extremamente grave”, analisa.

Ela fez 195 entrevistas com moradores de 14 áreas próximas a minas abandonadas nos principais municípios da região carbonífera catarinense. “Perguntamos a cada entrevistado sobre o tempo que morava na região, sua percepção da qualidade do ambiente, quais espécies de plantas eram utilizadas e com que finalidade”, conta. Carqueja, goiabeira e erva-doce foram algumas das espécies citadas.

Nas entrevistas, ela também identificou que todos os homens e nenhuma das mulheres trabalhavam ou já haviam trabalhado em mineradoras. Em Santa Catarina, existe um plano de recuperação para essas áreas em razão de uma ação do Ministério Público Federal, que exigiu que as empresas e a União recuperassem as áreas degradadas pela mineração, áreas com depósitos de rejeitos e minas abandonadas. Os recursos hídricos das bacias dos rios Araranguá, Urussanga e Tubarão também foram indicados como foco da ação.
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Pós em Jornalismo e em Sociologia Política promovem debate sobre Habermas

31/08/2023 07:29

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor) e Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP) promovem, na próxima quarta-feira, 6 de setembro, o debate Esfera pública e a perspectiva contemporânea em Habermas. O evento ocorre às 14h, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Os professores João Pissarra Esteves, da Universidade Nova de Lisboa, Denilson Werle, da UFSC, e Emil Sobottka, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, são os debatedores.

A atividade marca o lançamento em português do mais novo livro de Jürgen Habermas, Uma nova mudança estrutural da esfera pública, publicado pela Editora da Unesp em tradução de Denílson Werle. Lançado exatos 60 anos após a publicação do primeiro livro de Habermas, o já clássico Mudança estrutural da esfera pública, o novo ensaio oferece uma atualização de seus temas diante da emergência das mídias sociais, do capitalismo de plataformas e suas consequências políticas.

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UFSC assina acordo de cooperação com universidade do Paquistão

29/08/2023 17:47

Acordo entre a UFSC e a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, prevê possibilidade de mobilidade acadêmica (Foto: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, firmaram um acordo de cooperação para expandir suas relações acadêmicas e estimular a troca de conhecimentos.

Estão no escopo do acordo a possibilidade de mobilidade acadêmica de estudantes de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e pessoal técnico-administrativo; a realização de projetos e atividades de pesquisa, ensino, extensão e gestão universitária; colaboração e participação em seminários, palestras, simpósios e encontros acadêmicos. Também estão previstos programas acadêmicos especiais de curta duração, programas de ensino de graduação e pós-graduação, incluindo doutoramento, dupla diplomação e cotutela.

Na UFSC, o acordo será coordenado pela professora Maria de Lourdes de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN). Na KMU, a coordenadora será Sabiha Khanum, do Institute of Nursing Sciences.

Os entendimentos que levaram à assinatura do acordo foram facilitados pelo conhecimento pessoal da professora Maria de Lourdes e Sabiha Khanum. Em 2012, a paquistanesa veio ao Brasil para cursar doutorado na UFSC, com bolsa do CNPq, e foi orientada por Maria de Lourdes.

Outros dois pesquisadores do país asiático vieram estudar na UFSC. Najma Naz fez doutorado no PEN, com bolsa da Capes, e teve como orientadora a professora Grace Dal Sasso e Maria de Lourdes como coorientadora. O engenheiro Ali Sayyed fez doutorado em Engenharia de Automação e Sistemas, orientado pelo professor Leandro Buss Becker, também com bolsa da Capes.

O relacionamento entre os pesquisadores continuou mesmo após a conclusão dos estudos na UFSC. Maria de Lourdes, Sabiha Khanum, Najma Naz e Ali Sayyed foram parceiros em diversas pesquisas e assinaram publicações conjuntas nas áreas de obstetrícia, saúde materna, redes e tecnologias voltadas à saúde da mulher e cuidados em enfermagem.

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UFSC assina termo de cooperação técnica para promoção da educação empreendedora

29/08/2023 17:23

Superintendente estadual do Sebrae, Carlos Henrique Ramos Fonseca (E); reitor Irineu Manoel de Souza; sócio-administrador da Sapienza, João Geraldo Cardoso Campos; diretora de Inovação da Sinova, Clarissa Stefani Teixeira; diretor administrativo do Sebrae, Anacleto Ortigara e chefe de gabinete da UFSC, Bernardo Meyer (Foto: Luís Carlos Ferrari/Secom)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a empresa Mentor Match Ltda – Sapienza assinaram um acordo de cooperação técnica para a promoção da educação empreendedora na Universidade. A assinatura ocorreu durante o Startup Summit 2023, evento de empreendedorismo e inovação realizado de 23 a 25 de agosto no Centrosul – Centro de Convenções de Florianópolis. Pelos termos do acordo, a UFSC e a Mentor Match deverão conjugar esforços para desenvolver o projeto de extensão intitulado Educação Empreendedora na UFSC.

A coordenação e execução do acordo, na UFSC, ficará sob responsabilidade da técnica-administrativa em Educação Juliana de Souza Corrêa, do Departamento de Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Sinova/Propesq). O acordo tem prazo inicial de 36 meses, podendo ser renovado ao final deste período. Visa executar atividades como mapeamentos, mentorias e metodologias para a educação inovadora e empreendedora, área na qual a Sapienza tem grande experiência.

Entre as metas do compromisso firmado estão a realização de workshops com professores; análise de disciplinas de cursos oferecidos pela UFSC com foco em inovação e empreendedorismo, traçando trilhas de aprendizagem e novas soluções; acompanhar projetos de inovação e empreendedorismo da Sinova; realizar mentorias e formar professores mentores; apoiar a formação de startups e analisar o perfil dos egressos da UFSC.

O reitor Irineu Manoel de Souza disse que o convênio era importante para incluir a temática nos cursos de graduação e pós-graduação da UFSC, “possibilitando a inovação e as boas práticas e aproximando cada vez mais a Universidade do setor produtivo e da sociedade”. Presente ao evento, o superintendente estadual do Sebrae, Carlos Henrique Ramos Fonseca, destacou aspectos positivos da parceria. “A Universidade é o nascedouro do nosso ecossistema de inovação, e iniciativas como essa impulsionam e fortalecem esse ecossistema”, afirmou.
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Mestrado Profissional em Farmacologia recebe inscrições de candidatos

28/08/2023 07:00

O Mestrado Profissional em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MPFMC/UFSC) está com processo seletivo aberto para seleção de candidatos até 24 de novembro. As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line. São disponibilizadas até 13 vagas, com cotas para ações afirmativas. O processo seletivo será realizado em duas etapas: Prova de Conhecimento e Avaliação e arguição do Curriculum vitae e da carta de intenções. O resultado deve ser divulgado a partir de 14 de dezembro e o início das aulas seguirá o calendário acadêmico da UFSC de 2024. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital. 
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Instituto de Estudos de Gênero promove roda de conversa com pesquisadores premiados

25/08/2023 17:42

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove uma roda de conversa especial com os contemplados com o Prêmio Zahidé Muzart, que reconhece os trabalhos desenvolvidos por estudantes e pesquisadores da UFSC na área de estudos feministas e de gênero. O evento ocorre nesta segunda-feira, 28 de agosto, às 18h, e será transmitido ao vivo no canal do IEG no Youtube. O evento é gratuito e não requer inscrição. Os participantes terão direito a um certificado de participação, com carga horária de duas horas.

O Prêmio Zahidé Muzart foi realizado no primeiro semestre de 2023. Os prêmios são por méritos acadêmicos, e a primeira edição reconheceu os melhores trabalhos de conclusão de curso (TCCs), dissertações e teses defendidas em 2022. Os premiados vão compartilhar suas pesquisas com o público no evento.

Conheça os trabalhos que serão apresentados:

  • Melhor TCC:
    Liza Maria de Oliveira Parente
    A atuação transnacional do movimento social antigênero: um estudo de caso sobre a limitação dos direitos sexuais e reprodutivos em Honduras (trabalho de conclusão do curso de graduação em Relações Internacionais da UFSC, sob orientação da professora Mónica Salomón González).
  • Melhor dissertação:
    Débora Pinheiro da Silva Montibeler
    Fronteiras de Cor: a produção da identidade racial de mulheres negras de pele clara (dissertação submetida ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSC, sob orientação da professora Raquel de Barros Pinto Miguel e coorientação de Mara Coelho de Souza Lago).
  • Melhores teses:
    Paulo José Valente Barata
    Margens que se tocam e sujeitos que viajam: o encontro de raça e gênero em narrativas de Buchi Emecheta, Conceição Evaristo e Zora Neale Hurston (tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC sob orientação da professora Simone Pereira Schmidt)
  • Jaqueline Cardoso Zeferino
    Grupo Afro Ganga Zumba: dança e canto de mulheres quilombolas como educação antirracista na Zona da Mata Mineira (tese submetida ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC sob orientação da professora Joana Célia dos Passos.)

Sobre o Instituto de Estudos de Gênero:
O IEG/UFSC é uma instituição acadêmica dedicada à pesquisa, ao ensino e à difusão de conhecimento sobre estudos de gênero e feminismos. Seu objetivo é promover a discussão e reflexão crítica sobre as questões de gênero na sociedade, contribuindo para um ambiente mais inclusivo e igualitário.

Para mais informações sobre o evento e os premiados, acesse o site do IEG.

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UFSC inaugura primeira usina de hidrogênio verde de SC

25/08/2023 14:41

Cerimônia Foto: Mateus Mendonça/Agecom/UFSC

Projeto de R$ 14 milhões que uniu o Brasil e a Alemanha em um trabalho de cooperação científica e tecnológica, a primeira usina de hidrogênio verde de Santa Catarina, construída e operada pela UFSC, foi inaugurada nesta sexta-feira, 25 de agosto, com a presença de autoridades e convidados. O novo prédio é considerado um modelo e uma vitrine tecnológica e tem como meta impactar a sociedade na produção de energia sustentável e na descarbonização da Amazônia.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, saudou os presentes demonstrando o orgulho da instituição em ser pioneira na produção de hidrogênio verde. Ele destacou o fato de o projeto ser fruto de muitas inteligências combinadas. “É um orgulho merecer a confiança do governo alemão, que nos elegeu como referência. Este é um triunfo da colaboração com a indústria e um importante fruto da cooperação internacional”, disse.

Em seu discurso, o professor Ricardo Rüther, coordenador do projeto, explicou os mecanismos de produção do hidrogênio verde, feito com dois insumos: água e muita energia elétrica. “Esse prédio gera toda a energia necessária e capta toda a água da chuva necessária para a produção.” Ele destacou que o prédio será uma vitrine tecnológica, além de abrigar equipes de pesquisadores que serão incorporados pelo mercado de trabalho com formação de ponta.
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UFSC, MME e Cooperação Brasil-Alemanha inauguram usina de hidrogênio verde em SC

23/08/2023 15:05

Usina fica localizada no Sapiens Parque, em Florianópolis. Foto: divulgação

Já está em operação a primeira usina de Hidrogênio Verde de Santa Catarina, localizada no Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no Sapiens Parque, em Florianópolis. Considerado o combustível do futuro, por conta da forma sustentável como ocorre sua produção, o hidrogênio está sendo produzido no novo bloco do laboratório, que recebeu investimentos de R$14 milhões. O espaço será inaugurado nesta sexta-feira, 25 de agosto, às 10h30, com a participação de representante do Ministério de Minas e Energia (MME), da ministra-conselheira e chefe da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, Petra Schmidt, e representantes da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), empresa alemã que implementa os projetos da Cooperação no Brasil.

Essa cooperação faz parte do Projeto H2Brasil, que integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável e é implementado pela GIZ em parceria com o MME. O objetivo do projeto é apoiar a expansão do mercado de hidrogênio verde (H2V) no país.

“O hidrogênio verde inaugura uma nova agenda de desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil. O Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) é um marco fundamental na estratégia do Brasil para liderar a transição energética no mundo. Além de trazer mais segurança energética, uma produção mais limpa, com baixo teor de carbono associado, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se aos compromissos ambientais internacionais assumidos pelo Brasil”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.
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Pesquisa da Pós em Odontologia sobre dor na articulação da boca seleciona participantes para estudo

22/08/2023 13:50

Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Odontologia está selecionando participantes para o projeto “Infiltrações no tratamento da disfunção temporomandibular articular”. Adultos e idosos do público em geral ou comunidade acadêmica com dor na articulação da boca (ATM) podem se cadastrar no link e aguardar o contato da equipe. A pesquisa é desenvolvida pela professora Beatriz Dulcineia Mendes de Souza, pelas pesquisadoras da Pós em Odontologia Lígia Figueiredo Valesan, Ana Paula Braghini e Adriana Battisti Archer e pela aluna de graduação em Odontologia Ana Caroline Salvador.

O objetivo principal do estudo é verificar o efeito das infiltrações de corticoide, hialuronato de sódio, ozônio ou placebo no tratamento de problemas que podem acontecer na articulação da boca, chamada articulação temporomandibular (DTM articular), como nos casos de dores e barulhos nessa articulação. A substância placebo é o soro fisiológico, que não causará nenhum dano ou prejuízo ao participante, e está sendo testada para comparar e validar os efeitos dos medicamentos com princípio ativo. Caso as outras substâncias venham a ser mais eficientes que o placebo o participante, no final da pesquisa, irá receber o tratamento que apresentou os melhores resultados.

Durante a realização da pesquisa, possíveis incômodos e riscos, mínimos e difíceis de ocorrer, devem ser considerados, como: quebra de sigilo ou confidencialidade por descuido de algum pesquisador, sensibilidade e/ou desconforto passageiro na articulação da boca (ATM), pequeno inchaço ou vermelhidão passageiros, bem como áreas arroxeadas ou infecções locais. Estas intercorrências, quando necessárias, serão manejadas pela professora responsável.

Mais informações no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ou pelo e-mail beatriz.dms@ufsc.br

 

 

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Estudante da UFSC apresenta à Unesco aplicativo que previne a dengue por meio da IA

22/08/2023 11:22

O estudante de Ciências da Computação da UFSC, Pedro Philippi Araujo, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), foi convidado pela Unesco para apresentar um projeto e a sua experiência de aprender Inteligência Artificial no Digital Learning Week 2023, em Paris, que ocorre no início de setembro. Ele desenvolveu um app de prevenção a dengue por meio do reconhecimento de padrões complexos em imagens. O projeto do estudante é orientado pela professora do departamento de Informática e Estatística, Christiane Gresse von Wangenheim, em cooperação com o professor Carlos José de Carvalho Pinto, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia.

O acadêmico, que é bolsista do Computação na Escola (onde o projeto foi realizado), trabalhou no app XôDengue, utilizado para a classificação de imagens de larvas de mosquitos usando Deep Learning – um método em Inteligência Artificial (IA) que ensina os computadores a processar dados de uma maneira inspirada no cérebro humano. Isto envolve o treinamento de uma rede neural profunda com um grande conjunto de dados de imagens rotuladas, onde cada imagem é associada a uma classe específica. Uma vez treinado, o algoritmo pode classificar novas imagens comparando seus recursos com os padrões aprendidos e gerando o rótulo de classe previsto. No caso do app desenvolvido por Pedro, 1900 imagens estão no conjunto de dados.

O objetivo do projeto que Pedro participou era produzir material didático para o ensino de Inteligência Artificial na Educação Básica de forma prática e interdisciplinar. Desta forma, desenvolveu como caso exemplo o aplicativo móvel XôDengue. Alinhado às metas de sustentabilidade da Unesco, o app tem o objetivo de auxiliar na prevenção da dengue, permitindo tirar fotos de uma larva de mosquito encontrada em casa e, usando Deep Learning, classificá-la. Atualmente, o mecanismo permite classificar larvas de Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex.

Reprodução de apresentação do projeto

O app já foi desenvolvido e está em fase de finalização, com lançamento previsto inicialmente para aplicativo Android. O produto já recebeu uma menção honrosa no App Inventor Appathon (EUA), organizado pela App Inventor Foundation, dos Estados Unidos.

A Digital Learning Week é o evento anual de destaque da Unesco sobre aprendizagem digital para orientar a transformação digital da educação centrada no ser humano. O evento reúne a comunidade global de formuladores de políticas, profissionais, educadores, parceiros do setor privado, pesquisadores e agências de desenvolvimento para responder em conjunto à nova dinâmica em torno da aprendizagem digital, focando neste ano especificamente no ensino de Inteligência Artificial.

 

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Pesquisadora da UFSC Blumenau participa de escavação em prédio onde se praticava tortura

22/08/2023 09:29

Pesquisadora participa de estudo interinstitucional (Foto: Arquivo Pessoal)

A pesquisadora Maryah Elisa Morastoni Haertel, técnica de laboratório de Física da UFSC Blumenau, participou, em São Paulo, das escavações do prédio onde funcionava o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), local onde ocorria a prática da tortura durante a ditadura militar. O trabalho faz parte de uma pesquisa que envolve profissionais de diversas universidades brasileiras. Apesar de não ser o único (haviam DOI-Codi em quase todos os estados durante o período da ditadura militar), o de São Paulo foi o primeiro e um dos mais ativos centros de tortura, interrogatório, assassinato e desaparecimento do país.

O projeto é coordenado por três universidades (Unifesp, UFMG e Unicamp), mas pesquisadores de outras instituições também foram convidados a participar. Maryah foi convidada como pesquisadora, já que ela fez mestrado, doutorado e pós-doutorado na UFSC, e atualmente é servidora técnico-administrativa. Na UFSC, o projeto é intitulado Rastreamento Forense no DOI-Codi: emprego de técnicas ópticas para visualização de resíduos hemáticos e impressões digitais latentes.

Maryah faz parte do núcleo de Arqueologia Forense, coordenado pela professora Claudia Plens, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Embora eu não seja arqueóloga, fui convidada para participar pela minha experiência com as tecnologias utilizadas para rastreamento de vestígios biológicos. Ou seja, eu utilizei diferentes técnicas em alguns locais do prédio para tentar rastrear vestígios de cunho biológico (saliva, sangue, urina, entre outros) que podem ter sido produzidos em centros de tortura e podem ainda ter ficado no prédio”, explica. A principal atuação de Maryah foi no segundo andar do prédio, em salas que mostraram pouca modificação em relação ao piso original, e que foi possível chegar a ele retirando camadas do piso atual.

A pesquisa Arqueologias do DOI-Codi do II Exército de São Paulo: leituras plurais da repressão e da resistência tem como objetivo implementar uma pesquisa arqueológica (histórica e forense) sobre as antigas instalações da unidade. A partir dela, será possível produzir conhecimento e entendimento dos mecanismos adotados pelo órgão e suas conexões com outros espaços de tortura, tanto no Brasil como na América Latina, para que a sociedade possa compreender o papel do DOI-Codi durante a ditadura militar e o impacto das ações operadas no local sobre as vítimas e seus familiares.

Prédio onde ocorriam tortutas (Foto: Memorial da Resistência)

O trabalho dos pesquisadores envolve diferentes frentes. Uma delas é a pesquisa de documentos e entrevistas com pessoas que vivenciaram experiências nesse ambiente durante o período estudado, inclusive vizinhos, já que o prédio fica em uma área residencial na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. Também estão sendo empregadas metodologias do campo da Arqueologia Forense para detecção de evidências para identificação de vestígios de tortura. Depois, serão realizadas as etapas de genética forense (no caso de localização de evidência de sangue), arqueologia da arquitetura para compreensão dos espaços utilizados e escavação do subsolo do conjunto arquitetônico para busca de evidências das ações desenvolvidas nesses ambientes.

Possíveis vestígios

Arqueologia forense está sendo usada de forma pioneira (Foto: Arquivo Pessoal)

A pesquisadora da UFSC conta que foi até São Paulo realizar esse trabalho sabendo que haveria uma mínima probabilidade de encontrar alguma coisa. Porém, durante a coleta de amostras, alguns pontos deram positivo. “Neste momento da pesquisa ainda não é possível afirmar que foram encontrados vestígios biológicos. Foram utilizadas luzes forenses e aplicação de luminol, porém um positivo apenas significa ser um local/material de interesse e que merece mais investigação. Esse procedimento foi exatamente o que foi realizado: colhemos amostras que passarão por uma análise laboratorial”, explica Maryah. O luminol reage com substâncias metálicas, orgânicas ou não. No caso do sangue, o ferro das hemoglobinas é o que faz com que a solução emita luz.

“A verdade é que o prédio foi modificado e utilizado por outro instituto após seu período como DOI-Codi, além de ter ficado um tempo abandonado após seu tombamento histórico. Porém, eu acredito que é um trabalho que necessitava ser realizado: se você fosse parente de alguém preso, ou algum dos presos, você não gostaria que uma pesquisa séria fosse ao local ajudar a materializar todos os relatos das barbáries ocorridas naquele lugar? Estima-se que mais de sete mil presos passaram pelo local. É em respeito à memória de cada um que passou (e sofreu) por lá”, relata.

A análise do material coletado será a próxima etapa da pesquisa. “Ainda estamos estabelecendo quais são as melhores técnicas a serem aplicadas. Além disso, essa coleta inicial foi realizada em espaços de sondagem, ou seja, aberturas pequenas no piso para entender o que havia por baixo. Com os resultados obtidos, estamos estudando a possibilidade de ampliar essas áreas e realizar novas coletas”, revela a pesquisadora.

Na pesquisa realizada no DOI-Codi, é a primeira vez que a Arqueologia Forense é aplicada no Brasil. “Isso, por si só, já é um grande feito. Além disso, foram desenvolvidos métodos para que este estudo fosse viabilizado, para que fosse possível de ocorrer. Então há uma importância histórica considerando os achados e sua importância para contar a história da ditadura no Brasil, mas também na criação de métodos para a aplicação desses mesmo processos em outros locais de repressão”, pontua Maryah.

Além dos vestígios que ainda serão analisados em laboratório, os pesquisadores encontraram também inscrições na parede após a decapagem das camadas de tinta do prédio, que aparenta ser de um calendário. Além disso, foram encontrados mais de 300 objetos antigos, como papéis de bala, solas de sapato, frascos de tinta para caneta e carimbo, fragmentos de louças, entre outros. A ideia é que, ao final da pesquisa e entrega do relatório final, o local seja transformado em um memorial, com exposição das peças encontradas, a fim de preservar a memória e a verdade sobre o período da ditadura no Brasil.

“O trabalho realizado até aqui por toda a equipe, que era majoritariamente feminina, foi fenomenal. Eram mais de 25 pessoas trabalhando em três frentes distintas, todos de forma voluntária. Os resultados obtidos pelas outras frentes também foram muito expressivos. Mas acima de tudo, o projeto está conseguindo materializar os relatos dos presos do local”, avalia Maryah.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

 

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Pós em Estudos da Tradução promove seminário ‘Sociossemiótica: traduzindo conceitos na prática’

18/08/2023 09:33

O Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (PGET/UFSC) promove, na segunda-feira, 21 de agosto, o “Seminário Sociossemiótica – Traduzindo Conceitos na Prática”. O evento ocorre das 14h às 19h, no Auditório Henrique Fontes, localizado no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE/UFSC). Além das palestras, a programação do evento inclui também a oficina “Produção de textos científicos em perspectiva discursiva: inteligências artificiais e semióticas do sentido”, que será realizada na segunda e terça-feira, das 8h às 12h.
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Inscrições para o V Karyokinesis Symposium podem ser realizadas até 25 de outubro

17/08/2023 16:39

Estão abertas as inscrições para a quinta edição do Karyokinesis Symposium, que será realizado de 25 a 27 de outubro, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC. As inscrições podem ser realizadas até 25 de outubro, custam R$ 50 e dão direito a acesso a todas as palestras, mesas-redondas e sessões de apresentação de trabalhos, com coffee-break incluso todas as manhãs e tardes dos três dias de evento. 

Serão abordados temas de Biologia Celular e do Desenvolvimento por meio de palestras e mesas-redondas, além da apresentação de trabalhos de pesquisa e ensino desenvolvidos pelos estudantes. O evento é voltado para todos os estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos-administrativos, professores e comunidade em geral que tenham interesse na temática de biologia celular e do desenvolvimento, que engloba temas como câncer, embriotoxicidade, doenças complexas, diferencial celular, regeneração tecidual e muitas outras mais.

O período de submissão de projetos de pesquisa e projetos de ensino vai até 17 de setembro.

Mais informações na página do evento.

 

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Inscrições abertas para Workshop de Energias Oceânicas e Fluviais

17/08/2023 15:31

Estão abertas as inscrições para o V Workshop de Energias Oceânicas e Fluviais, que ocorre nos dias 30 de agosto e 1 de setembro, das 8h às 17h, no Hotel Interclass Florianópolis. O evento é gratuito, com vagas limitadas para as atividades presenciais e ilimitadas para a modalidade online.  A organização é do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Energias Oceânicas e Fluviais (INCT/INEOF) e da UFSC.

O workshop tem o objetivo de integrar pesquisadores e alunos, discutir o estado da arte em energias renováveis e promover articulações entre a academia, o governo e a indústria. O tema central deste ano é “Transição Energética e o Hidrogênio Verde”. Serão abordados assuntos relacionados à distribuição dos recursos renováveis, licenciamento ambiental e desafios tecnológicos de geração, armazenamento e operação destes sistemas.

O INEOF é uma rede de pesquisa composta por cinco universidades federais brasileiras (UFMA, UFPA, UNIFEI, UFRJ e UFSC). A equipe de pesquisadores integra oceanógrafos, meteorologistas, geólogos, engenheiros mecânicos, hidráulicos, navais, eletricistas, civis e de computação.

Tags: energias renováveisInstituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Energias Oceânicas e FluviaisTransição Energética e o Hidrogênio VerdeV Workshop de Energias Oceânicas e Fluviais

UFSC Joinville: equipe Babitonga da recebe prêmio em desafio realizado no Rio de Janeiro

17/08/2023 11:12

Foto: Divulgação

A equipe de competição Babitonga, da Universidade Federal de Santa Catarina, do Campus de Joinville, foi premiada no Desafio Solar Brasil, que aconteceu entre os dias 31 de julho e 6 de agosto, em Niterói, RJ. A competição, focada em inovação, sustentabilidade e tecnologia limpa, reuniu equipes vindas de todas as regiões do Brasil, para projetar embarcações movidas exclusivamente por energia solar. Cada equipe participante trouxe sua própria abordagem única para o projeto de seus barcos solares. Esse ano, o destaque ficou para a equipe Babitonga, que recebeu o reconhecimento de seu trabalho ganhando o Prêmio Fernando Amorim de melhor projeto e inovação tecnológica.

Com o compromisso de maximizar a eficiência energética, minimizar o peso da embarcação e otimizar a conversão da energia solar em propulsão, o novo monocasco –  tipo de embarcação que apresenta um casco único, carinhosamente batizado de Gambi pela equipe – também provou seu compromisso com a sustentabilidade reaproveitando de diversos materiais para a sua construção.

Além da competição, o evento também ofereceu diversos seminários e oportunidades de compartilhamento de conhecimento entre os participantes. As equipes tiveram a chance de trocar ideias, aprender com os desafios enfrentados por outros projetos e criar uma rede de colaboração que poderá impulsionar ainda mais o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no Brasil.

Durante uma semana inteira, os barcos solares foram submetidos a uma série de desafios, testando a eficiência de seus sistemas de captação de energia solar, velocidade, manobrabilidade e resistência. O evento atraiu público de moradores locais a entusiastas de energia solar, todos ansiosos para conhecer as últimas inovações em tecnologia solar no meio náutico e torcer pelas equipes participantes.

 

Texto: Comunicação Institucional / UFSC Joinville

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Babitonga

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Cannabis para uso veterinário: cultivo impulsiona pesquisas e facilita desenvolvimento de cadeia produtiva da planta

16/08/2023 14:30

>>Clique aqui para ler a reportagem em formato multimídia

Pesquisas científicas na área da saúde, um mercado bilionário envolvendo a geração de milhares de empregos, criação e desenvolvimento de empresas, além de receita para o estado proveniente de impostos aliada à economia dos custos de importação de medicamentos. Este é o potencial da cannabis para uso medicinal descrito pelo professor Erik Amazonas, do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O pesquisador conseguiu autorização judicial para o cultivo no campus de Curitibanos e uso veterinário do produto no final do ano passado e agora aguarda a floração de plantas para iniciar a colheita, uma empreitada cujos frutos envolvem o desenvolvimento de uma rede de pesquisadores da UFSC e de outras universidades.
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Projeto da UFSC restaura vegetação das dunas da Joaquina, em Florianópolis

15/08/2023 17:28

Laís, Beatriz e Mariana realizando anotações sobre as plantas. Foto: Leticia Schlemper/estagiária de jornalismo/Agecom/UFSC

Duas horas da tarde, na Praia da Joaquina, em Florianópolis, três estudantes de Biologia realizam uma trilha nas dunas para investigar se as plantas da restinga têm sementes, quando florescem, quando frutificam, ou seja, para avaliar a fenologia das espécies. Com esses dados, é possível saber qual é o melhor período para realizar a coleta de sementes. O grupo realizou 35 saídas de campo, desde setembro de 2022 até final de junho de 2023. Coletou 12.607 sementes provenientes da restinga, e, a partir delas, foram preparadas 3.183 mudas. Essas saídas fazem parte do projeto de pesquisa Restaura Restinga, vinculado ao Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação (Leimac) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto tem como principal objetivo prover diretrizes para a restauração da vegetação de dunas frontais como forma de aumentar a resiliência de ecossistemas costeiros a eventos climáticos extremos.

> Confira o vídeo do projeto no Instagram da UFSC

A estudante Laís Stein conta que a praia da Joaquina faz parte do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, uma unidade de conservação de Florianópolis. Nesse mesmo lugar, entre 1960 e 1970, não se sabe a data ao certo, foi plantada uma espécie de eucalipto, com o objetivo de contenção das dunas. Porém, não é uma espécie típica da Restinga. “Além de ser uma espécie exótica com potencial invasor numa unidade de conservação, o que não é permitido por lei, ele também não cumpre o papel de contenção das dunas e descaracteriza toda a paisagem da Restinga”, afirma Laís. Com isso foi necessário tirar os eucaliptos da unidade de conservação. A estudante explica que eles levarão mudas nativas para a área, que serão plantadas no lugar dos eucaliptos. Nas saídas de campo, elas acompanham o que acontece com a vegetação após a retirada, se está regenerando, etc. 

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UFSC se destaca com cinco premiações no Prêmio Capes de Tese

15/08/2023 11:31

A Universidade Federal de Santa Catarina conquistou dois primeiros lugares e três menções honrosas no Prêmio CAPES de Tese, que nesta edição teve o maior número de inscritos da história. A premiação reconhece as melhores teses de doutorado defendidas em programas de pós-graduação brasileiros. No total, 1.469 trabalhos de programas do Brasil todo concorreram.

Os trabalhos premiados da UFSC contemplam cinco áreas de conhecimento: Linguística e Literatura, Nutrição, Ciência de Alimentos, História e Química. Na relação preliminar divulgada nesta terça-feira pelo órgão de fomento, estão as 49 teses premiadas na primeira etapa, uma por área do conhecimento.

Agora, as duas teses da UFSC que venceram o prêmio disputam o Grande Prêmio CAPES de Tese, que será divulgado no Diário Oficial da União em novembro. A solenidade de entrega do Prêmio CAPES de Tese ocorre em dezembro. O Grande Prêmio corresponde a uma bolsa para estágio pós-doutoral em instituição internacional, por até 12 meses, certificado e troféu. Cada orientador vai receber premiação de R$9 mil, para participar de congresso internacional e certificado de premiação que também será entregue aos coorientadores e ao Programa.

Confira os premiados

Linguística e Literatura: Naylane Araujo Matos (Estudos da Tradução)
Estudos Feministas da Tradução no Brasil: Percursos Históricos, Teóricos e Metodológicos na Produção Científica Nacional (1990-2020)
Orientação: Andreia Guerini

Nutrição: Gilciane Ceolin (Nutrição)
Determinantes das Concentrações Séricas da Vitamina D e a sua Associação com Sintomas Depressivos em Idosos de Florianópolis-SC
Orientação: Julia Dubois Moreira e Debora Kurrle Rieger Venske

Menção Honrosa

Ciência de Alimentos: Lais Benvenutti (Engenharia de Alimentos)
Selection And Application Of Eutectic Solvents For The Valorization Of Jaboticaba Processing Byproduct Using Highpressure Fluid Technologies
Orientação: Sandra Regina Salvador Ferreira e Acacio Antonio Ferreira Zielinski

História: Marcelo Gonzalez Brasil Fagundes (História)
Fragmentos de Uma História Panhĩ: História e Território Apinajé na Longa Duração
Orientação: Lucas de Melo Reis Bueno

Química
Gean Michel Dal Forno (Química)
Reações Bio-ortogonais de Clivagem de Ligações C-o e C-c Mediadas por Paládio: Expandindo as Estratégias da Biologia Química para o Tratamento do Câncer
Orientação: Josiel Barbosa Domingos


Ao contrário do que informado na primeira versão dessa notícia, a UFSC conquistou dois primeiros lugares e três menções honrosas – e não três primeiros lugares e duas menções honrosas. O texto foi corrigido em 5 de setembro, logo após a confirmação final dos resultados.

Tags: pesquisaPPG Engenharia de AlimentosPPG Estudos da TraduçãoPPG HistóriaPPG NutriçãoPPG QuímicaPrêmio Capes de Tesetrabalhos premiadosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

‘A regulamentação da União Europeia sobre a responsabilidade extraterritorial’ é tema de palestra nesta quinta

14/08/2023 15:26

O Grupo de pesquisa Estudos Avançados em Meio Ambiente e Economia no Direito Internacional (EMAE/CCJ/UFSC) promove, nesta quinta-feira, 17 de agosto, às 18h, a palestra “A Regulamentação da União Europeia sobre a Responsabilidade Extraterritorial”. A atividade é aberta a todos e ocorre no mini auditório do Departamento de Ciências da Administração, no Bloco D do Centro Socioeconômico (CAD/CSE/UFSC). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas aqui. Os participantes receberão certificado de 2 horas.

O palestrante será o professor de Direito Internacional da Sorbonne Law School, Hervé Ascensio, que estará na UFSC desenvolvendo atividades junto ao Programa de Pós-graduação em Direito (PPGD/UFSC).

Para se inscrever, acesse aqui.

Mais informações na página do EMAE e no Instagram.

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Pesquisa da UFSC rastreia tipos sanguíneos raros do Hemosc

14/08/2023 10:22

Foto: Ricardo Wolffenbuttel | Secom

O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) forneceu um tipo sanguíneo raro em caráter emergencial para um paciente no Recife com o auxílio de um trabalho de rastreamento desenvolvido por uma pesquisa da UFSC. A notícia foi divulgada na última sexta-feira, 11 de agosto, no site da Secretaria da Saúde de Santa Catarina.

O atendimento foi possível por conta do trabalho do laboratório de Imuno-hematologia do Hemosc, órgão público sob gestão da Fundação de Apoio ao HEMOSC/CEPON (Fahece), que desenvolveu um grande cadastro de doadores. O concentrado de hemácias Vel negativo foi enviado para um homem de 62 anos, com diagnóstico de anemia falciforme e doença renal crônica, que teve uma isquemia e precisou de uma cirurgia de urgência. Conforme dados da última atualização do Cadastro Nacional de Sangue Raro, há apenas quatro doadores com esse tipo de sangue – dois identificados em Santa Catarina e dois em São Paulo.

O rastreamento de doadores está sendo realizado durante um projeto de mestrado da bioquímica Danielle Siegel, vinculado ao laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da UFSC, que avalia um banco de 20 mil doadores. O objetivo do trabalho é identificar doadores de sangue com o fenótipo Vel negativo por meio de triagem molecular utilizando material genético obtido de pools de plasma de doadores de sangue.

De acordo com o bioquímico do Hemosc, Everaldo José Schörner, co-orientador da pesquisa, poucos hemocentros no país testam esse tipo de fenotipagem, porque não está na rotina de testes obrigatórios. A frequência de Vel negativo é estimada em uma para sete mil pessoas. Apesar de rara, a frequência do fenótipo possivelmente é maior entre os doadores catarinenses quando comparado a outros estados brasileiros.

Os tipos sanguíneos A, B, AB e O, RhD positivo e negativo são os mais conhecidos, mas já foram descritos 44 sistemas de grupos sanguíneos e são conhecidos mais de 380 antígenos classificados pela Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue (International Society of Blood Transfusion – ISBT). Os anticorpos anti-Vel normalmente possuem importância clínica por estarem implicados em casos de reações transfusionais hemolíticas severas, inclusive com relato de óbitos devido a esse tipo de incompatibilidade.

Com informações da assessoria do Hemosc

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Programa de Pós-Graduação em Farmácia recebe inscrições de candidatos ao doutorado

11/08/2023 13:57

O Programa de Pós-Graduação em Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina (PGFar/UFSC) está com inscrições abertas para para preencher uma vaga do curso de doutorado, com bolsa. Os candidatos devem preencher o formulário on-line e enviar os documentos solicitados para o e-mail ppgfar@contato.ufsc.br no período de 21 de agosto a 21 de setembro. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital. O resultado final da seleção será divulgado em 25 de outubro e o ingresso no curso está previsto para novembro.

O candidato selecionado atuará em projeto realizado no Laboratório de Microbiologia Molecular Aplicada, em parceria com a empresa Biotecnal LTDA, e receberá bolsa do CNPq pelo período de quatro anos. O projeto será orientado pelas professoras Thaís Cristine Marques Sincero e Jussara Kasuko Palmeiro.

O edital está disponível aqui.

O formulário de inscrição on-line está disponível aqui.

Mais informações sobre no site do PGFar e por email ppgfar@contato.ufsc.br

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UFSC vai pesquisar dinâmica da produção de petróleo com auxílio de um dos equipamentos mais potentes do mundo

11/08/2023 09:58

UFSC vai utilizar equipamento de ponta, o Sírius

Dois grupos de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina – um do campus Florianópolis e outro do campus Joinville – trabalham em um projeto internacional que vai estudar a dinâmica da água e do óleo nas rochas para a extração de petróleo. O Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas (LMPT) e o Grupo de Pesquisa em Meios Porosos (Poro) estão sendo financiados pela petroleira norueguesa Equinor por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O projeto envolve parceria com instituições brasileiras e colaboração com universidades da Escócia, Bélgica, Holanda e Estados Unidos.

Os pesquisadores, liderados em Florianópolis pelo professor Celso Peres Fernandes e em Joinville pelo professor Diogo Nardelli Siebert, também atuarão em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde está uma das instalações mais potentes do mundo para o estudo de materiais – o Sírius, acelerador de partículas que gera feixes de partículas subatômicas em velocidades altíssimas, muito próximas da velocidade da luz.

O contrato com a Equinor, no valor de R$ 9,5 milhões, é fruto da lei de petróleo, um recurso existente na ANP que prevê investimento em ciência e tecnologia no Brasil a partir da produtividade das operadoras que atuam no país. Segundo o professor Celso, a negociação começou no final de 2020, a partir da demanda da empresa, que já conhecia os grupos que trabalhavam com a análise de rochas. “Nós já tínhamos contato científico com eles há alguns anos. Como a Equinor já sabia o que queria e identificou grupos chaves e experientes nas universidades, ficou desenhado o papel de cada um no projeto”, reforça.

No caso do LMPT, o histórico de pesquisas do grupo e um equipamento específico, que realiza microtomografia de raios X de alta resolução espacial foram centrais para a participação na pesquisa, que envolve também o CNPEM e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Um importante processo para a extração do petróleo, que se encontra nos poros da rocha reservatório, consiste na injeção de água para deslocar o petróleo até a superfície. O estudo da UFSC envolve identificar como a água desloca o óleo dentro das rochas, um dos procedimentos que poderia aumentar a produtividade na extração do petróleo.O tomógrafo do laboratório gera imagens de alta resolução espacial, que permite que os menores poros por onde os líquidos circulam também sejam observados.

O professor explica que o acelerador de partículas Sirius complementa essas informações acrescentando a dimensão do tempo. “Com o equipamento que nós temos, conseguimos analisar água e óleo na rocha em condição estática. No Sirius também entra o tempo, e nós conseguiremos ver os fluidos se movimentando, acompanhando essa dinâmica”, diz.

O objetivo central da parceria é aprimorar o conhecimento sobre fenômenos de deslocamentos de óleo por água para contribuir com a eficiência na recuperação do petróleo, mas é a primeira vez que, por meio do Sírius, a equipe da UFSC terá acesso a esse nível de detalhamento.

A pesquisa será realizada na linha Mogno – uma linha de luz de imagem de raios X especializada em zoom-tomography, segundo o CNPEM uma técnica em que uma amostra pode ser estudada em baixa e alta resolução, e em experimentos in-situ resolvidos no tempo, a partir dos quais é possível observar um material sob condições específicas. “É a tecnologia dando dados para que nós possamos ter um aprimoramento científico de um problema físico”, finaliza Fernandes.

Imagens para aperfeiçoar algoritmos

A pesquisa também será executada por uma equipe de cientistas da UFSC Joinville, do Grupo de Pesquisa em Meios Porosos, o Poro. “Nós vamos poder interagir com pesquisadores que estão aplicando esse conhecimento dentro da indústria e também com pesquisadores no exterior que se debruçam sobre esses problemas”, destaca o professor Diogo Nardelli Siebert, ressaltando que o projeto envolve diferentes áreas da indústria.

Siebert também reforça que a interação com o laboratório nacional onde está o acelerador de partículas vai permitir que a equipe da UFSC tenha acesso a dados inéditos no mundo. Os pesquisadores de Joinville trabalham no desenvolvimento de algoritmos para prever dados como a quantidade de óleo residual depois da exploração petróleo e a permeabilidade das rochas – que influencia também na quantidade de energia necessária para extração do óleo.

“Esse tipo de previsão pode ser feito se a gente consegue simular como a água consegue retirar o óleo de dentro da rocha. Essa simulação depende de vários fatores: primeiro depende de a gente conseguir imagens de como são essas rochas e também de a gente entender como é que é a física da interação entre essas duas fases, que a água e óleo, e a rocha”, explica.

Segundo o professor, essa física é mais inacessível justamente pela dificuldade de se conseguir dados de como isso está ocorrendo e qual a influência de cada fenômeno. “Isso vai poder ser feito com base nesses experimentos que a gente faz em microtomógrafo, onde a gente pode repetir esse processo que acontece no interior da rocha e ter uma imagem 3D do que ocorre ali para entender melhor como se dá essas interações”, pontua.

Essa nova dimensão da compreensão física de como os diferentes fatores afetam o resultado final do processo de extração poderá ser incorporado aos algoritmos do Poro. “O nosso grupo desenvolve métodos para simular a física microscópica no interior das rochas”, sintetiza.

Outros ganhos científicos devem surgir a partir dessa parceria, já que, com base nessas informações, será possível aprimorar os resultados de modo que beneficie outras áreas além da indústria petrolífera. “A gente pode usar esse conhecimento para aprimorar os algoritmos e aplicá-los em outros problemas, pois há questões de impacto na sociedade que também então ligados a isso”. Um exemplo seria o escoamento ou a contaminação de lençóis freáticos, que também poderia ser prevista a partir do algoritmo.

“Essa infraestrutura do Sírius vai permitir a gente enxergar esse processo ocorrendo no tempo com uma resolução temporal, com uma quantidade de imagens por segundo que é impossível com qualquer outra técnica. A gente sabia, com base em conhecimentos teóricos que os processos ocorriam, mas agora a gente vai conseguir enxergá-los, medi-los e vai poder analisar se os nossos métodos de simulação estão prevendo esses fenômenos corretamente”, finaliza o professor.

Para o professor Jacques Mick, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, a parceria com a Equinor, a Unicamp e o CNPEM reforça o compromisso da UFSC com o desenvolvimento de ciência e tecnologia de alta qualidade e suas aplicações na indústria, marca importante na identidade de nossa universidade. “Este projeto é especialmente relevante pela elevada internacionalização, ao nos conectar com uma multinacional atuante em um setor estratégico da economia brasileira e com pesquisadores de vários outros países”, salienta

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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