Pesquisadores desenvolvem metodologia para agilizar e melhorar diagnóstico de câncer de mama

19/10/2020 17:28

Pesquisadora utiliza equipamento de citometria de fluxo usado no projeto para analisar as amostras de pacientes com câncer de mama. Foto: Sinval Paulino/HU-UFSC

Um grupo de professores e pesquisadores ligados ao Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) está trabalhando em um projeto que tem como objetivo desenvolver um exame laboratorial complementar àqueles já existentes para aumentar a cobertura diagnóstica do câncer de mama e de boca, garantindo a identificação precoce da doença e agilidade no tratamento, quando necessário.

A pesquisa conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Intitulada Novas estratégias para o diagnóstico e prognóstico de tumores sólidos de origem epitelial: carcinomas de mama e de boca, é desenvolvida no Laboratório de Oncologia Experimental e Hemopatias (LOEH) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e consiste na implementação de um método de identificação de determinadas proteínas (biomarcadores) nas células neoplásicas dos pacientes por citometria de fluxo.
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Pesquisa de doutoranda da UFSC é destaque no 58º Congresso Brasileiro de Educação Médica

19/10/2020 12:35

Uma pesquisa desenvolvida pela doutoranda Cristina Sant’Anna, da pós-graduação em Ciências Médicas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi escolhida como melhor trabalho entre cerca de 4 mil enviados ao 58º Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), que ocorreu virtualmente de 12 a 18 de outubro. A pesquisa buscou avaliar os resultados da Prática Deliberada (treinamentos de alto desempenho) no ensino da disciplina de Histologia. O trabalho contou com a parceria das professoras Cláudia Almeida de Albuquerque e Sara Baraúna e teve a orientação do professor Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho.

A Prática Deliberada é uma metodologia utilizada nas áreas da música e esportes há muito tempo e mais recentemente vem sendo usada na área de educação médica, explica a doutoranda. “O professor Getúlio já utilizava esta metodologia para treinar residentes em Anestesiologia. Para o meu projeto de doutorado, resolvemos testá-la com a Histologia, área que eu lecionava”, afirmou Cristina.

O trabalho foi desenvolvido na UFSC e ofertado durante dois semestres como curso de extensão para estudantes de medicina da Universidade Regional de Blumenau (FURB). “O trabalho reúne os três pilares da universidade. Envolve ensino (de Histologia), pesquisa (estudo prospectivo, randomizado e cego) e extensão (para os estudantes contou como um curso)”, ressalta Cristina. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e os estudantes assinaram um termo de consentimento para participar.
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Sepex em Casa começa nesta quinta-feira, 22 de outubro

19/10/2020 09:23

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, de 22 a 24 de outubro, a 18ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) desta vez em formato 100% on-line. A Sepex em Casa traz o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2019 (SNCT) “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”.

A programação diversificada inclui três eixos principais – Ciência e Tecnologia, Bioeconomia e Conheça a UFSC – em palestras ao vivo e gravadas, debates, tours nos laboratórios de pesquisa da UFSC, Mostra de Ciências Virtual, Diálogos sobre o Vestibular, apresentação de cursos de Pós-Graduação da UFSC, além de minicursos e oficinas.

>> Acesse a programação completa da Sepex em Casa

A proposta, além de trazer ao público um pouco do que é produzido no ensino, pesquisa, extensão e inovação da UFSC, é despertar o interesse pela ciência em pessoas de todas as idades. Um site especial foi lançado, com a programação completa e informações sobre como participar das atividades. Todo o material do evento ficará disponível para consulta no site especial e no canal da UFSC no YouTube, onde a maioria dos eventos serão transmitidos.

Haverá, também, conteúdo especializado oferecido pelas comunidades dos campi da UFSC em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, em seus sites institucionais.

Abertura

A cerimônia de abertura do evento será realizada às 10h desta quinta-feira, 22 de outubro, e terá uma apresentação com músicos da Camerata Florianópolis e a presença do reitor Ubaldo Cesar Balthazar. Em seguida, ocorrerá a conferência de Abertura, com a palestra ao vivo “A Amazônia próxima a um ponto de não retorno. Necessidade de uma nova bioeconomia de floresta em pé”, com Carlos A. Nobre.

O pesquisador é colaborador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nobre dedicou a maior parte de sua carreira à Amazônia, e liderou a implementação do CPTEC-INPE, além de ter criado o de Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE e o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais. Exerceu o cargo de Secretário Nacional de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI e foi presidente da CAPES. Participou, ainda, de várias atividades dos painéis do IPCC.
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Aos mestres, com carinho: relatos sobre a arte de ensinar e os desafios da docência em tempos de pandemia

15/10/2020 10:57

Ao ouvir as palavras professora e professor, Klay Silva, que faz estágio na Agência de Comunicação (Agecom) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), descreve o que vem à mente: uma figura acolhedora e disposta a orientar dúvidas que surgem. Não apenas sobre a matéria que leciona – destaca a jovem -, mas sobre a vida e suas dificuldades e vitórias. “Penso naquela pessoa com voz firme e carinhosa, que passeia nas salas de aula e procura no olhar dos alunos as perguntas inquietas que guiam o propósito da sua profissão”, afirma a futura jornalista. 

Com o olhar sensível de Klay e os depoimentos que permeiam este texto, a UFSC homenageia todos os mestres – para que recebam, neste simbólico 15 de outubro, o carinho da comunidade universitária e o reconhecimento pelo trabalho primoroso prestado à sociedade. 

Segundo dados da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Universidade Federal de Santa Catarina conta com 2.419 professores efetivos do magistério superior e 119 professores efetivos do magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) – 99 no Colégio de Aplicação (CA) e 20 no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). Ao todo, a instituição soma 109 professores substitutos contratados – 93 atuam no ensino superior e 16 na educação básica. 

“Uma sociedade que valoriza a educação reconhece o papel do professor. Com o sentimento de gratidão, reconhecemos a importância do trabalho que desempenham na nossa universidade. O corpo docente, constituído por professores efetivos e substitutos, tem papel fundamental para o cumprimento da missão institucional, promovendo a formação de pessoas e o desenvolvimento da sociedade”, pontua o pró-reitor de Graduação da Universidade, professor Alexandre Marino Costa.

Durante a pandemia de covid-19, as atribuições dos docentes revestem-se de novas configurações para atender às demandas do ensino remoto na UFSC e instituições de ensino brasileiras. As salas de aula, que costumeiramente reuniam saberes e olhares em manhãs, tardes e noites nos campi, deram lugar aos ambientes virtuais, acessados por meio das telas dos computadores e celulares. O atual cenário apresenta aos professores o desafio de instruir à distância – em meio à instabilidade dos sinais de conexão à internet e ao aprendizado de ferramentas digitais.

Professores buscam, nesse contexto, métodos pedagógicos acessíveis para compartilhar conhecimentos, com atenção especial àqueles que vivenciam a falta de acesso à tecnologia. Silenciosamente, os profissionais adaptam-se a novas rotinas, reformulam planos de aula e metodologias, e intensificam o compromisso com o ensino democrático, ético e sensível às necessidades dos estudantes.

Sérgio, professor da UFSC desde 1993. Foto: Arquivo pessoal

De acordo com Sérgio Peters, professor do Centro Tecnológico (CTC), até março de 2020 parte dos professores do centro de ensino não usava recursos digitais em aulas. Com a cultura de promover encontros para trocas de experiências docentes, a partir de abril 2020 as reuniões passaram a ser semanais e ter como foco o ensino não presencial – com o envolvimento de alunos de pós-graduação e técnicos-administrativos em Educação (TAEs). Compartilhar estudos, descobertas, testes e dinâmicas de aulas foi o objetivo do grupo, que participou ativamente com proposições para a construção do modelo de ensino remoto na UFSC. 

“Os professores se superaram, fizeram a preparação, acharam seus caminhos e colocaram em prática recursos digitais em suas vidas acadêmicas. A maioria está gravando e disponibilizando as aulas. Temos muitas histórias inspiradoras – professores que adaptaram câmeras, que filmam folha de papel e transmitem pela plataforma utilizada. Alguns usam mesas digitalizadoras, outros gravam aulas previamente, disponibilizam antes e agendam aulas síncronas para dúvidas e discussões. Outros usam podcasts e recursos mais avançados”, exemplifica Sérgio, há 27 anos professor da UFSC.

O docente do CTC afirma que oportunizar revisões e defesas das avaliações, para entender melhor o que os alunos entregam nas tarefas, tem gerado maior empatia entre estudantes e mestres. Sérgio e os colegas estão atentos aos desafios que os alunos enfrentam. Local de estudos, acesso a equipamentos e novas dinâmicas em suas casas são exemplos citados.

Para Patrícia Della Méa Plentz, vice-presidente do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical), é dia de celebrar o profissionalismo e a dedicação.Em um ano atípico e desafiador, ver os colegas engajados em ressignificar a docência – desbravando os recursos tecnológicos para atender os alunos – e ampliando os limites do conhecimento com suas pesquisas e projetos nos faz sentir ainda mais orgulho do ofício. Mesmo em um momento político conturbado e difícil para as universidades, com cortes financeiros de toda ordem e questionamentos infundados sobre nosso papel na sociedade, seguimos em frente cada vez mais fortes”.

Desde criança, Cristiane Derani sabia o que gostaria de ser quando crescesse: professora. A pró-reitora de Pós-Graduação da Universidade fala do entusiasmo que sente com o fluxo de aprender, investigar, transmitir e reaprender. Para ela, o conhecimento rejuvenesce. O motivo? Ele não tem fim. Mais do que profissão, considera a docência uma arte, um ideal. Um estado de alma. “Ser professor é acreditar no ser humano e no universo, é criar a partir da dúvida, da insatisfação e da esperança. A pós-graduação da UFSC reúne professores com essas características em todas as áreas do conhecimento. O conhecimento não se esgota e é construído coletivamente – expande-se sem ocupar o espaço, mas preenche tudo o que falta, responde ao que se indaga, satisfaz com novas buscas”, reflete. 

Andressa escolheu a docência inspirada pelos mestres da graduação, do mestrado e do doutorado na UFSC. Foto: Arquivo pessoal

Entre os momentos marcantes que Andressa Sasaki Vasques Pacheco viveu na instituição, a memória que guarda com carinho de uma colação de grau no polo de ensino de Jacuizinho (RS). “A cidade tem uma população de pouco mais de dois mil habitantes. No dia da colação dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, tínhamos mais de 400 convidados no ginásio local. Todos os alunos nos agradeceram muito, e destacavam como o nosso trabalho foi importante e que puderem realizar o sonho de cursar uma graduação em uma universidade”.

Andressa tornou-se professora efetiva da UFSC em 2011 e, desde então, ministra disciplinas nos cursos de graduação e pós-graduação em Administração. Ela coordena o projeto LINC Digital, que, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) promoveu capacitações a docentes para o ensino não presencial. “Nessa experiência, meus ‘alunos’ foram os colegas de profissão. Alguns, inclusive, foram meus professores. A cada curso que oferecíamos, víamos o empenho e dedicação de colegas que estavam se reinventando e dando o seu melhor para que pudéssemos realizar o nosso trabalho da melhor forma possível neste período desafiador”.

“As letras embaralham os olhos, mas iluminam o caminho com as palavras, como dizia minha vó, que completou 116 anos em 2020″, afirma Josué. Foto: Arquivo pessoal

Publicitário, mestre em Memória Social, doutor em Educação e  pós-doutor em Museologia. Durante um ano e meio, até agosto de 2020, Josué Carvalho atuou como professor substituto no curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC. É filho de mãe indígena Kaingang e pai italiano, que desejavam que fosse médico, mas nunca impuseram o caminho. “Após atuar um tempo como professor, minha mãe perguntou enquanto eu especulava meu pai sobre as formas que ele media a terra sem não ter tido acesso aos números: ‘Por que você quis ser professor? Você nunca cansa de ler e perguntar!’ Minha avó, que estava fazendo seu cesto com a matéria-prima que ela mesma havia retirado da mata (há uns 15 anos), disse: ‘Então você não sabe? É porque ele precisa atravessar a ponte e, quando você conta as coisas a ele, ele não se perde e encontra os caminhos – e também não se perde pra voltar para casa”.

Com essa lembrança, Josué reflete sobre o papel dos professores, expressa preocupação ao fazer referência a tempos nebulosos vividos no País e chama atenção para a importância de enxergar a “ponte” que os profissionais representam. “Não nasci professor, fui forjado. E sou porque acredito, sim, que pela educação podemos ter uma sociedade livre, não alienada. Educação como liberdade de si e não para formação de vítimas de um sistema. Feliz nosso dia! Que continuemos a construir pontes”, defende.

“Ser docente é disseminar e compartilhar o conhecimento, poder contribuir com a evolução e transformação da sociedade”. Fabiana leciona no campus da UFSC em Blumenau. Foto: Arquivo pessoal

Ser uma universidade de excelência e cada vez mais inclusiva é um dos objetivos da UFSC, firmado na visão institucional. Fabiana Schmitt Corrêa, mestre em Linguística, é uma das responsáveis por impulsionar o ensino de Libras na Universidade. Nascida e criada em Blumenau, com irmã também surda e com pais ouvintes, desde criança foi orientada a utilizar somente a língua portuguesa em casa. Aos 22 anos, na graduação em Pedagogia, Fabiana aprendeu a língua de sinais. 

Fazer parte da primeira turma de Letras Libras da UFSC e vivenciar a acessibilidade por meio das aulas foram marcos que a impulsionaram à carreira acadêmica. A sala de aula não foi sua primeira escolha, revela. “Eu amo ensinar e amo a língua de sinais. Durante a minha trajetória, as duas coisas se encontraram. Foi amor à primeira vista e o casamento deu certo”, brinca a professora, que vê na docência um meio de transformação social.  Fabiana leciona disciplinas de Libras e Educação Especial nas Licenciaturas em Química e em Matemática no Campus da UFSC no Vale do Itajaí.

Patrícia, docente e enfermeira da UFSC. Foto: Arquivo pessoal

Patrícia Klock, docente do curso de Enfermagem e há 14 anos enfermeira do Hospital Universitário (HU), nasceu sem uma perna. A profissional, que sente orgulho de ter cursado graduação, mestrado e doutorado na UFSC, fala sobre as responsabilidades do espaço que ocupa e sobre o comprometimento que tem com a sociedade. “Ser docente, buscar construir uma carreira em que aspectos pessoais de ter uma deficiência física são desafiadores, atrelados ao significado que a UFSC representa na sociedade, é um compromisso. Com a universidade pública e gratuita, que investiu na minha formação; com o quanto minha história impacta na vida dos alunos, como alguém que já vivenciou o quanto cursar uma graduação exige dedicação, criatividade e superação. Busco exercer a empatia e o acolhimento com cada aluno que passa pela minha caminhada me transformando e me oportunizando trocas únicas e singulares”.

Para Klay, aluna da UFSC em formação por meio do ensino remoto, a celebração do Dia do Professor nos convida a olhar o que as telas não mostram. “É bom sentir que os professores continuam a luta pelo ensino e pelo saber de forma genuína, mesmo com as dificuldade acentuadas pela rotina do ensino remoto e pela falta que o contato humano causa”, resume, agradecida e esperançosa.

Curiosidades e símbolos

O ensino no Brasil nem sempre foi organizado com professores à frente do quadro e alunos em fileiras

Segundo o professor Ademir Valdir dos Santos, do Departamento de Estudos Especializados em Educação (EED) da UFSC, até o início do século XIX, a maior parte dos professores adotava o ensino individual. “Esta metodologia tem a preocupação de fazer ler, escrever e calcular a cada aluno em separado, um após o outro. Exige que o aluno recite a lição enquanto os demais trabalham em silêncio, sozinhos. Neste caso, o professor dedica poucos minutos a cada um”, detalha. A partir da metade do século XIX, o método monitorial, que surgiu na Inglaterra e na França, chegou ao Brasil. Com o método, o professor ensinava o conteúdo a alguns alunos, que tinham mais facilidade em aprender o conteúdo. E os monitores repassavam o conhecimento aos demais. 

Presentear a professora com uma maçã

Por vezes associada aos professores, simbolicamente a maçã remete ao conhecimento. A explicação: quando cortada ao meio, transforma-se em um pentagrama (símbolo do saber). Ademir explica que a fruta está relacionada, também, à lei da gravidade e à sabedoria, em referência à história da maçã que teria caído sobre a cabeça do físico inglês Isaac Newton. Outra teoria simbólica faz menção à representação de Adão e Eva e a vontade do ser humano de ter acesso ao conhecimento. A explicação mais recente estaria ligada a uma possível tradição iniciada entre os séculos XVI ao XVIII. A maçã era um dos alimentos mais comuns na Europa. Oferecer a fruta como compensação pelo trabalho mal remunerado era a solução que os pais encontravam para retribuir os professores.

Ademir acrescenta uma curiosidade: “interessante observar que o termo em inglês para ‘puxa-saco’ (bajulador, adulador) é apple-polisher, ou seja, aquele que dá polimento à maçã, que esfrega a fruta para que a casca brilhe mais antes de oferecê-la ao professor”.

Como surgiu a lousa? 

A grande lousa fixa na parede, de frente para os alunos, é uma invenção relativamente recente. Em 1800, James Pillans, diretor da Escola Superior de Edimburgo, na Escócia, queria mostrar mapas maiores nas aulas de geografia e teve a ideia de unir placas de ardósia, formando o quadro negro. A lousa surgiu para substituir materiais como o papel e a pena de ganso e enxugar os custos. Com o feito, foi possível reunir número maior de pessoas em sala. Do latim, a palavra professor e significa “pessoa que declara em público”. 

E a coruja? 

Por influência da mitologia grega, a coruja representa a sabedoria. A deusa Atena, divindade associada à inteligência, ao senso de justiça e às artes, tinha uma coruja como mascote. Os gregos consideravam a noite como um momento para o pensamento filosófico e a revelação intelectual – por ser uma ave noturna, a coruja tornou-se representante da busca pelo saber. 

Ademir Valdir dos Santos é líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação e Instituições Escolares de Santa Catarina (GEPHIESC), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSC. O docente aborda aspectos da história de instituições escolares nas redes sociais, pelo perfil @ademhistoria no Instagram.

Texto: Jornalista Bruna Bertoldi Gonçalves, com a participação das estagiárias de Jornalismo da Agecom Klay Silva, Hillary Marcos e Virginia Witte

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Cientistas propõem diretrizes globais para o uso sustentável de árvores não nativas

14/10/2020 09:57

‘Pinus taeda’, uma das muitas árvores introduzidas no Brasil e que são altamente invasoras, causando impactos em ecossistemas abertos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A foto mostra a expansão da espécie a partir de sementes originadas de árvores plantadas como cerca-viva – as sementes são dispersas pelo vento. Foto: Sílvia R. Ziller

Um grupo de 36 cientistas de 17 países propõe diretrizes globais para o uso sustentável de árvores que não são nativas, as chamadas espécies exóticas, como forma de auxiliar na proteção da biodiversidade e dos ecossistemas. De acordo com os pesquisadores, as espécies exóticas, quando ocupam de forma ostensiva as áreas das espécies nativas, são chamadas de exóticas invasoras, e elas representam a terceira maior ameaça à biodiversidade, ficando atrás somente de alteração do uso do solo e das mudanças climáticas.

O artigo foi publicado na última quinta-feira, 8 de outubro, no periódico internacional NeoBiota, e tem como um dos coautores a professora Michele Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O texto teve como base o Código de Conduta para Árvores Exóticas Invasoras preparado para o Conselho Europeu (Council of Europe – Bern Convention Code of Conduct on Invasive Alien Trees), que apresentou oito recomendações focadas na maximização de benefícios e na minimização de impactos negativos provocados por árvores exóticas.
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Inscrições para o Processo Seletivo 2020.2 da UFSC abrem nesta terça

12/10/2020 14:00

Começam nesta terça-feira, 13 de outubro, e vão até o próximo dia 27 as inscrições para o Processo Seletivo UFSC 2020.2. O concurso vai selecionar alunos para os cursos de Graduação em Medicina do Campus Araranguá e para vagas remanescentes do Vestibular UFSC 2020. São oferecidas 549 vagas em 27 cursos dos cinco campi da UFSC. Poderão participar todos os estudantes que concluíram o Ensino Médio (curso de 2º grau ou equivalente). A inscrição é gratuita e será realizada exclusivamente pela internet. O edital da seleção foi publicado no dia 23 de setembro pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve).

Neste ano, em razão da pandemia de Covid-19, o Vestibular tradicional com provas presenciais foi substituído por um processo seletivo que levará em conta a média obtida pelo estudante em uma das edições de Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) dos anos de 2017 ou 2018 ou 2019. Será possível utilizar apenas uma das médias e é necessário que estudante tenha obtido uma pontuação mínima na redação e em cada uma das disciplinas, conforme especificado no edital.
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UFSC e Ministério do Turismo firmam parceria para diagnóstico de transporte turístico no país

09/10/2020 11:35

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) do Departamento de Engenharia Civil, e o Ministério do Turismo firmaram parceria para o diagnóstico das condições de circulação e de conectividade em rotas turísticas no país. Publicado no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 1º de outubro, o acordo de cooperação técnica contempla a realização de estudos e pesquisas relacionados ao planejamento do transporte turístico de passageiros.

Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Foto: Bruna Prado/Ministério do Turismo/Divulgação

O Ministério do Turismo encomendou o “raio-X” de 30 rotas turísticas estratégicas brasileiras, contempladas pelo Programa Investe Turismo. O plano de trabalho da UFSC envolverá o mapeamento, diagnóstico e proposições referentes aos modos rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo, contemplando sua infraestrutura e pontos de apoio, regulação, iniciativas de fomento, bem como a integração multimodal. O cronograma do estudo compreende 24 meses. Com isto, a conclusão está prevista para setembro de 2022.

Em entrevista à Agência de Comunicação da UFSC, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ressaltou que o trabalho a ser realizado pela Universidade irá ajudar a entender de forma mais assertiva quais as melhorias que precisam ser feitas, principalmente em um período pós-pandemia, para garantir infraestrutura adequada, conforto e segurança para o turista. “Desde o início da pandemia, o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, tem agido para proteger os trabalhadores do setor, reduzindo os impactos econômicos da pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que atua para garantir a proteção dos turistas. Fomos um dos primeiros países do mundo a criar o Selo Turismo Responsável, Limpo e Seguro, que garante mais segurança aos turistas que já começam a viajar e frequentar locais que cumpram os protocolos necessários para a prevenção da Covid-19”, afirmou.

O ministro Marcelo Álvaro Antônio destacou que a UFSC, por meio do Labtrans, reúne alto conhecimento técnico e experiência em infraestrutura e serviços de transporte em nível nacional. Ele frisa que a instituição já prestou relevantes entregas no setor, especialmente por meio dos TEDs firmados com a Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura (SAC/MINFRA), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Portanto, ter a UFSC como parceira de primeira linha na melhoria da mobilidade e conectividade turística é fundamental, pois permitirá o maior aproveitamento das experiências obtidas e dos produtos elaborados no âmbito desses TEDs, promovendo ganhos de sinergia das ações governamentais e melhor aplicação dos recursos públicos federais”, avaliou.

Além do levantamento bibliográfico e da avaliação da atual situação legislativa, a ação tem ainda como metas: avaliação e diagnóstico da infraestrutura de transportes; desenvolvimento de base georreferenciada; diretrizes para estabelecimento de políticas públicas integradas para mobilidade e conectividade turística; estabelecimento de programa de integração multimodal; proposições para implantação de programa de conservação e manutenção de trechos rodoviários de interesse turístico; plano diretor de mobilidade e conectividade; e apoio técnico e capacitação aos setores públicos locais e entidades privadas ligadas ao turismo.
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Maternidade do HU/UFSC completa 25 anos com história de humanização e trabalho de equipe

09/10/2020 11:17

No próximo dia 24 de outubro, a maternidade do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) completa 25 anos, chegando a esta idade com uma série de conquistas, com uma história consolidada, mas ainda cheia de energia e projetos. Trata-se de um estrutura composta por Ambulatório de Pré-natal de alto risco, Centro Obstétrico, Alojamento Conjunto, Unidade de Cuidados Intensivos e Semi Intensivos Neonatais, Central de Incentivo ao Aleitamento, Núcleo de Medicina Fetal e Emergência Obstétrica que presta assistência personalizada e humanizada à mãe, ao bebê e à família.

Com 25 anos, a maternidade do HU é modelo nacional na assistência, detém desde 2000 o prêmio Galba de Araújo, que reconhece e premia as instituições que se destacam pelo parto humanizado. Tem ainda o selo de Hospital Amigo da Criança e é Centro de referência Nacional no Método Canguru. Hoje, são 220 partos por mês em média, somando 43.978 partos (dados atualizados em 30/09/2020) nestas duas décadas e meia, assistidos por uma equipe interdisciplinar composta por médicos obstetras, neonatologistas e anestesistas; equipe de enfermagem; fonoaudiologia, psicologia; nutricionista, fisioterapia, terapeuta ocupacional e assistente social que atuam em todo o processo envolvendo mãe, recém-nascido e família.

A maternidade começou oficialmente em 24 de outubro de 1995, entretanto, o processo foi iniciado na década de 80, envolvendo professores de Enfermagem e Pediatria da UFSC, que formaram uma comissão pró-implantação da maternidade, já com a filosofia de humanização e interdisciplinaridade. Em 1988, a direção do HU criou a Comissão de Implantação da Maternidade com representantes de diversas categorias profissionais e de departamentos da Universidade. Assim, a maternidade já foi gestada e nasceu com a filosofia que a acompanha até hoje: humanização e interdisciplinaridade.
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TV UFSC estreia o documentário ‘Professor Aníbal’

09/10/2020 10:18

Documentário é dirigido por Zeca Pires. Crédito: Divulgação

No Dia do Professor, a TV UFSC estreia o documentário Professor Aníbal, dirigido por Zeca Pires e produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina, por meio da TV UFSC e do Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte). A apresentação do filme será às 14h30 do dia 15 de outubro (quinta-feira), com reprise no dia seguinte (sexta) às 22h30, e outra exibição no domingo (dia 18) às 13h30.

O documentário aborda o legado e a vida do professor Aníbal Nunes Pires (1915-1978) e é também uma homenagem a todos os professores. Aníbal participou do Grupo Sul, como um dos seus mentores, e foi diretor da Revista Sul durante toda sua existência (1947-57), e deixou legado como professor. No decorrer de sua carreira, atuou como docente em várias instituições em Florianópolis, como Colégio Catarinense, Colégio Coração de Jesus, Instituto Dias Velho, Escola Técnica, UFSC e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Na UFSC foi o primeiro pró-reitor de Assistência e Orientação ao Estudante e, na Udesc, foi um dos criadores do Curso de Educação Artística, época na qual foi diretor da Faculdade de Educação.

Professor Aníbal Nunes nos anos 50. Crédito: Divulgação

Um dos entrevistados do documentário, o professor de história da educação da Udesc Norberto Dallabrida, analisa no filme: “Pesquisando a carreira do professor Aníbal, é possível traçar um histórico do ensino secundário em Florianópolis nos períodos de 1940/50”.

Professor Aníbal tem trechos de alguns discursos do mestre como homenageado de várias turmas na voz do dramaturgo e ator Antônio Cunha, a interpretação do Poema da Recordação, por Cláudia Barbosa, e a narração em primeira pessoa do diretor e filho do protagonista, Zeca Pires.

Para o artista plástico e poeta Rodrigo de Haro, “o professor Aníbal foi, na cidade, em minha juventude, o poeta, o humanista, um precursor no plano da relação entre pedagogo e discípulo, e dotado dessa qualidade indispensável e rara, a capacidade de despertar a inteligência”. Segundo Zeca Pires, “o projeto para esta produção foi ambicionado há muito tempo, construído com as conjunturas e as dificuldades de cada época”.
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Pesquisadora da UFSC integra conselho editorial de revista do grupo Nature

08/10/2020 11:38

Oportunidade para a pesquisa de ponta da área de geociências produzida no Brasil e América do Sul: é assim que a professora da UFSC Regina Rodrigues (Coordenadoria Especial de Oceanografia) avalia sua indicação para compor o Conselho Editorial da revista Communications Earth & Environment, da nova série de periódicos open source do grupo Nature. Ela é a única da América do Sul no comitê composto por cientistas da Europa, Ásia, América do Norte e Oceania. O escopo da revista, aponta Regina, “são todas as áreas das ciências da Terra e planetárias, de atmosfera a oceanos, da hidrologia à geologia. Inclui todos os aspectos do sistema terrestre e clima, principalmente meio ambiente”.

O convite para participar do processo seletivo veio no final de julho, num e-mail explicando a proposta da revista: “Achei interessante, além dos benefícios e responsabilidades como membro do Editorial Board (em ver como as decisões são tomadas), a oportunidade de ajudar a pesquisa do Brasil. A Communications Earth & Environment quer construir a revista com a comunidade científica: ajudar a guiar a direção do editorial da revista, conversar com autores e leitores, particularmente da nossa área geográfica, sugerir conferências, visitas em laboratórios, escrever editoriais sobre assuntos regionais que não recebem tanta atenção”, exemplifica Regina. Após uma entrevista por telefone de quase uma hora com a editora-chefe do periódico, Heike Langenberg, a resposta positiva veio no início de agosto e começo oficial, em 1º de outubro.

Agora, a cientista da UFSC realiza o treinamento para manusear os sistemas da revista – ela terá de lidar com até cinco papers por mês na área de clima, dinâmica da atmosfera e oceanos, decidir com os outros colegas se um artigo vai ou não para revisão, achar revisores, fazer a comunicação entre revisores e autores, além de trabalhar com os três editores in-house da publicação.

O contato inicial dela com Heike Langenberg foi quando publicou um artigo na Nature Geoscience – o processo entre a submissão e publicação do artigo demorou seis meses. “Foi quando conheci ela profissionalmente”, diz Regina. Logo em seguida, o periódico publicou um relatório destacando a importância da diversidade no processo de revisão dos pares em suas páginas: mulheres são 22% dos autores e pessoas da América do Sul são mais raras ainda, apenas 1%. “A ideia da Drª Heike e do grupo Nature é a inclusão de pessoas de diferentes países e gêneros para aumentar a diversidade no processo científico. Na entrevista ela disse que, além de eu ter um excelente histórico de publicações, queria construir um Comitê Editorial diverso”, fala a professora da UFSC.

Este enviesamento do processo, Regina enfrentou quando tentou publicar um artigo na revista Nature Climate Change, do mesmo grupo. O editor informou, como motivo para a recusa, que o artigo sobre o sistema de monções da América do Sul e ondas de calor marinhas no Oceano Atlântico era “muito regional”. Na mesma época, a revista editou um artigo sobre algum aspecto climático de Alberta, uma província no Canadá. “É difícil não achar que tenha um pouco de preconceito. Quando tentei na Nature Geosciences, Drª Heike aceitou. É uma especulação minha, mas acho que uma editora mulher já tem mais esse tipo de preocupação”, opina.
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Atenção ao prazo: Avaliação de Desempenho dos TAEs da UFSC começou e segue até 13 de novembro

08/10/2020 08:00

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) da UFSC, por meio da Divisão de Análise Funcional e Desenvolvimento na Carreira (Dafdc) do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP), informa aos servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs) que o período para realização da Avaliação de Desempenho – etapa 2020 – inicia-se nesta quinta-feira, 1º de outubro, e segue até o dia 13 de novembro pelo Sistema Gestor de Avaliação de Desempenho (Sigad)

A avaliação anual é realizada pelo gestor imediato e pelo próprio servidor. Para essa edição, que ocorre nos moldes dos anos anteriores, será considerado o período de 02/09/2019 a 01/09/2020, conforme descrito na Portaria Normativa nº 373/2020/GR, que dispõe sobre o processo. De acordo com a Lei nº 11.091/2005, para ter direito à progressão por mérito profissional – mudança para o padrão de vencimento imediatamente subsequente – o servidor deve apresentar resultado fixado em Programa de Avaliação de Desempenho.

Carla Cristina Dutra Burigo, pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, observa que a Avaliação de Desempenho é uma etapa fundamental no processo de desenvolvimento da vida funcional do servidor. “A equipe responsável da Prodegesp teve todo um zelo metodológico neste cenário de ‘novo normal’ que estamos vivenciando. A avaliação é um meio de desenvolvimento institucional, potencializando as ações qualitativas do desempenho de cada servidor. Desejamos um período tranquilo e produtivo deste processo avaliativo, na potencialidade das nossas ações laborativas e institucionais”.
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Doutora pela UFSC pesquisa vacinas em instituto da Universidade de Oxford

07/10/2020 08:00

Sthefany Pagliari ficou em quarentena por 14 dias antes de começar a trabalhar no Jenner Institute (Universidade de Oxford), em 1º de outubro. Desde então, ela é pesquisadora de pós-doutorado num dos mais avançados centros de desenvolvimento de vacinas do planeta, incluindo uma em estágio avançado contra o novo coronavírus. Entre 2014 e 2019, Sthefany integrou o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências da Universidade Federal de Santa Catarina. Na UFSC, a cientista produziu a tese Imunogenicidade e proteção frente ao desafio por parasitas transgênicos Plasmodium berghei [CS vivax] induzidas em camundongos pelo candidato vacinal antimalárico HBcAgPvCS formulado em diferentes adjuvantes orientada pelo professor Oscar Bruna-Romero.

Sthefany, que foi com bolsa do CNPq para o exterior, terminou sua tese em setembro do ano passado e ficou assustada quando as notícias sobre o novo coronavírus começaram a pipocar na imprensa. “O mundo parou quando ia dar o próximo passo da minha carreira. O que vou fazer?”, preocupava-se a cientista. “Acompanhando o desenrolar da pandemia, comecei a notar o quanto o mundo estava valorizando os cientistas, pela necessidade de ter uma vacina para combater o coronavírus”.

Por muito tempo, Sthefany ouviu a clássica frase “Quando vai parar de estudar e começar a trabalhar?”, entretanto, agora as mesmas pessoas questionam “por que a gente ainda não tem uma vacina?” ou “por que demora tanto?”. “O desenvolvimento de uma vacina é difícil, um investimento financeiro que lida com a vida das pessoas… Realmente é algo demorado, precisa de tempo”.

A urgência em criar uma vacina para o SARS-CoV-2 direcionou verbas, no mundo todo, para financiamento de pesquisas. Sthefany começou a prestar mais atenção nas crescentes oportunidades para cientistas. “Estava chovendo vagas, tanto de empresas privadas como de universidades, precisando de profissionais para o desenvolvimento de novos candidatos vacinais. Foi aí que comecei de fato a aplicar (inscrever-se), não só pra Oxford, mas para instituições privadas”, conta.

Nesta hora, pesou a experiência de Sthefany do doutorado sanduíche – ela irá atuar junto ao professor Arturo Reyes-Sandoval, o mesmo que a recebeu anteriormente. “Recebi um alerta de uma vaga aberta no começo de agosto, através do site do departamento da Universidade de Oxford. Era muito parecida com o que havia realizado aqui (no doutorado)”, lembra. A vaga ficou aberta um mês, período no qual ela se preparou para fazer a aplicação –  que envolveu o envio do currículo, uma carta de intenção onde são relatados os interesses em relação aos objetivos buscados pela instituição. “Finalizando o primeiro processo, esperei quase um mês e obtive a resposta para a segunda fase, que seria a entrevista. Ocorreu de forma on-line, onde tanto o professor do laboratório como duas pós-docs me entrevistaram”, afirma a pesquisadora. Ela respondeu perguntas relacionadas às suas habilidades técnicas, objetivos e o que poderia proporcionar a ajudá-los. “Uma semana depois o RH começou o processo, avisando que havia sido selecionada, na sexta-feira, 4 de setembro”, observa Sthefany. Como tem cidadania europeia, não precisou de visto e chegou na Inglaterra em 16 de setembro para começar o período de reclusão obrigatório da pandemia.
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HU/UFSC realiza mutirões de exame de mama no Outubro Rosa

06/10/2020 09:36

A Unidade de Diagnóstico por Imagem do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) realiza mutirões com o objetivo de zerar a demanda para um exame de mama específico: core biópsia guiada por ultrassom. O procedimento serve para coletar amostras do tecido mamário, que são enviadas para detectar doenças, como o câncer de mama.

HU promove mutirões para zerar demanda de exame de core biópsia guiada por ultrassom. Foto: Divulgação

A chefe da unidade, Isabel Lohn da Silveira, explicou que o esforço concentrado da equipe para os mutirões faz parte da programação do Outubro Rosa, o mês dedicado à conscientização sobre importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

Foram atendidas 17 pacientes em dois mutirões (um no dia 26 de setembro e outro no dia 3 de outubro), outros dois estão previstos para os dias 17 e 24 de outubro, permitindo que seja zerada a demanda deste tipo de procedimento na instituição. Vale ressaltar que as pacientes estão sendo chamadas para o exame seguindo a fila, e todas foram devidamente encaminhadas pelo Sistema de Regulação (Sisreg).

Isabel Lohn destacou a importância do empenho da equipe para o mutirão. “Muito orgulho dessa equipe empenhada, motivada, alegre que tornou o sábado leve e extremamente importante na vida de pessoas que dependem do diagnóstico por imagem para detecção de doenças como o câncer de mama, já que, quanto mais cedo o diagnóstico da doença, maiores serão as chances de cura”, ressaltou a chefe de Unidade.

Texto: Unidade de Comunicação Social do HU/UFSC

Tags: câncer de mamaHospital Universitário (HU/UFSC)Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC)HU

Participantes dos minicursos da ‘Sepex em Casa’ podem se inscrever a partir desta segunda, dia 5

05/10/2020 08:00

O período de inscrições para os participantes dos minicursos da 18ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) começa nesta segunda-feira, 5 de outubro, e termina em 16 de outubro. A edição deste ano ocorre entre os dias 22 e 24 de outubro em formato 100% on-line e é aberta a toda comunidade, isto é, não é necessário vínculo direto com a Universidade para participar do evento.

> Clique AQUI para conferir a lista de minicursos

A Sepex em Casa traz o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável em uma programação diversificada, com palestras ao vivo e gravadas, debates, tours nos laboratórios de pesquisa da UFSC, Mostra de Ciências virtual, conversas sobre o vestibular e apresentação de cursos de Pós-Graduação da UFSC, além dos minicursos e oficinas.

Os interessados em participar dos minicursos precisam acessar a página sgsepex.ufsc.br. Ali, deverão clicar em ‘Entrar’, no campo superior direito, e em ‘Cadastrar-se’, seguindo os procedimentos indicados. Após fazer o cadastro, o participante seleciona o botão ’18ª SEPEX/ Sepex em Casa’ e em ‘Minicursos: inscrições’, acessando assim a listagem geral.

Os minicursos serão oferecidos por estudantes de pós-graduação, servidores docentes e técnico-administrativos da Universidade.

Cronograma

  • 8 a 18 de setembro: inscrições de ministrantes dos minicursos
  • 25 de setembro: homologação dos minicursos
  • 29 e 30 de setembro: prazo para recursos de minicursos não aprovados
  • 5 a 16 de outubro: inscrições de participantes dos minicursos
  • 22 a 24 de outubro: realização da Sepex em Casa
  • 6 de novembro: prazo final para envio de listas de presença nos minicursos
  • 14 de dezembro: envio dos certificados e publicação dos anais

Mais informações no site da Sepex.

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Saad supera barreiras para garantir inclusão digital de estudantes cotistas

02/10/2020 11:33

No início de setembro, a secretária de Ações Afirmativas e Diversidades da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Francis Tourinho, pegou emprestado o carro do filho e viajou até a zona rural da cidade de Paulo Lopes. A viagem – mais de 120 quilômetros entre ida e volta -, foi para entregar um computador à estudante Natalina Felipe, de 67 anos, moradora em uma comunidade quilombola no bairro Santa Cruz. A iniciativa de Francis mostra os desafios enfrentados pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) para garantir a inclusão digital dos estudantes incluídos nas políticas de cotas.

Até o momento, a Saad já providenciou a entrega de equipamentos para sete estudantes privados de liberdade, 50 para indígenas, cinco para quilombolas, seis para alunos de Licenciatura do Campo e sete para pessoas com deficiência, além de ceder 120 computadores para o Colégio de Aplicação. “Os estudantes de Florianópolis que não puderam vir pegar os equipamentos, nas datas em que estávamos entregando, eu fui entregar nas casas”, relata Francis. O roteiro de entregas na capital incluiu os bairros de Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Ingleses, Rio Vermelho, Barra da Lagoa e Lagoa da Conceição.
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Tags: acessibilidadeinclusão digitalindígenasquilombolasSaadUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

E-book gratuito compartilha receitas do projeto de extensão ‘Do campo à cozinha’

02/10/2020 10:00

Um e-book com receitas criadas a partir de cestas de alimentos orgânicos é um dos resultados do projeto de extensão “Do campo à cozinha: oficinas culinárias para promoção da alimentação saudável e sustentável para participantes do programa Células de Consumidores Responsáveis”. A iniciativa é desenvolvida pelo curso de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com o Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (Lacaf) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC.

O objetivo do projeto é realizar oficinas culinárias com consumidores que efetuam compra direta de alimentos orgânicos da agricultura familiar local por meio das Células de Consumidores Responsáveis (CCR).

Durante o período de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, o projeto buscou iniciativas para adaptar as atividades à nova realidade, pela impossibilidade de realização das oficinas culinárias práticas e presenciais. “Nesse sentido, o grupo criou um perfil no Instagram onde são postadas informações sobre alimentação saudável e sustentável, receitas culinárias enviadas pelos consumidores das CCR utilizando os alimentos que vem em suas cestas, bem como ideias para uma alimentação mais saudável e diversificada”, explica Suellen Secchi Martinelli, uma das docentes da UFSC responsáveis pelo projeto.

Uma das ações foi a realização do I Concurso Culinário, em que se buscou estimular a alimentação saudável por meio do compartilhamento de receitas culinárias. “Dentre as exigências para participar, as preparações precisavam utilizar ao menos um ingrediente da cesta de alimentos orgânicos da CCR, bem como evitar margarina, gordura vegetal hidrogenada e caldos industrializados”, aponta Suellen.

Foram recebidas 41 receitas culinárias e após um processo de seleção da equipe do projeto, Daiani Borges ganhou uma cesta de alimentos com produtos doados pelos agricultores pela receita Risoto de carne desfiada com pinhão, abóbora e couve. Como resultado do concurso, a equipe do projeto elaborou um e-book com todas as receitas que disponibiliza gratuitamente para toda a população na página do projeto.
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Coperve promove lives para apresentar cursos da UFSC a candidatos

02/10/2020 07:30

Transmissão piloto foi realizada em 22 de setembro com coordenadores do curso de Administração e de Ciência e Tecnologia de Alimentos. Foto: Divulgação

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá promover nas próximas semanas uma série de lives com coordenadores de cursos da instituição. A proposta é apresentar informações sobre a graduação, o perfil do aluno, o mercado de trabalho na área e campos de atuação aos candidatos a ingresso na Universidade.

A previsão é que as transmissões ocorram nos meses de outubro e novembro, mas o prazo pode ser estendido conforme a quantidade de cursos que aderirem à iniciativa. De acordo com o coordenador pedagógico da Coperve, Manoel Teixeira dos Santos, cerca de 50 coordenadores confirmaram participação até o momento. Para ele, esta é uma boa hora para a Universidade interagir com a comunidade. “Para se ter uma ideia, mesmo com cerca de 25 mil a 26 mil inscritos para pouco mais de três mil vagas, ainda assim, no último vestibular, cerca de 40% dos cursos não preencheram suas vagas. Isso também se deve ao fato de muitos cursos serem pouco conhecidos por grande parte da população”, explicou.

O público-alvo da série Diálogos – Conversando sobre o futuro são alunos que estão finalizando o ensino médio e desejam cursar uma universidade pública federal ou aqueles candidatos que já ingressaram no ensino superior e pretendem iniciar uma nova carreira. As apresentações começam na próxima terça-feira, 6 de outubro, a partir das 14h, com os curso de Enfermagem, Farmácia e Fonoaudiologia (ver programação inicial nos cards abaixo). O tempo médio de duração das transmissões deverá ficar entre 1h e 1h30.

As lives serão realizadas por meio de uma plataforma e projetadas para o público externo pelo canal da Coperve no Youtube (acesse aqui). No chat do canal, os participantes terão a oportunidade de fazer perguntas. Haverá uma equipe na moderação que ajudará a esclarecer outras dúvidas dos candidatos, mesmo que não relacionadas diretamente ao curso que está se apresentando. Não há necessidade de inscrição, e o acesso pode ocorrer pela leitura do QR Code registrado nos cards de divulgação.
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Especialista alerta para cuidados especiais com idosos durante o isolamento

01/10/2020 14:55

Praticamente todos sofreram e vêm sofrendo com o isolamento e a pandemia, mas um grupo merece atenção especial: os idosos. Por suas características, estas pessoas passaram por situações muito delicadas, sentiram um impacto maior na suspensão da maioria das atividades de atendimento público e de lazer e, certamente, vão demandar mais serviços na área de saúde nos próximos meses.

O alerta é do geriatra do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), Rodrigo D’Agostini Derech, por ocasião do Dia Mundial do Idoso, comemorado em 1° de outubro. “Essa população com certeza sentiu e vai sentir de uma forma maior os impactos do isolamento”, afirmou o médico. Segundo ele, dentro do grupo de idosos – pessoas com mais de 60 anos, considerando o que diz a legislação brasileira – há aqueles que sofrem mais com o isolamento e a pandemia: aqueles que têm algum tipo de demência e os que ficam em instituições de longa permanência.
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Colações de grau on-line são alternativa às formaturas presenciais durante a pandemia

01/10/2020 11:37

Formatura de Arquitetura e Urbanismo. Foto: reprodução/Youtube

A suspensão de eventos como formaturas e solenidades foi uma das primeiras medidas de contingência anunciadas em razão da pandemia de Covid-19 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ainda antes de definida a interrupção das aulas e demais atividades presenciais. Desde então, as tradicionais solenidades no Centro de Cultura e Eventos foram substituídas por cerimônias on-line, por meio de videoconferência. Apesar das restrições que o momento determina, alunos, professores e servidores técnico-administrativos têm se empenhado para organizar as colações de grau e proporcionar a melhor experiência possível aos formandos e seus amigos e familiares.

A regulamentação das formaturas por meio de ferramentas ou plataformas digitais foi feita em 16 de abril com a portaria normativa nº 001/2020, da Pró-reitoria de Graduação (Prograd) – um mês após a suspensão das atividades presenciais na Universidade. “A pandemia nos impôs um novo formato de formaturas. Para nós, esse é um ato importante, porque celebra o encerramento de um importante ciclo de formação dos estudantes e permite que possam colar grau e estejam em condições de desenvolver sua atividade profissional junto à sociedade. As formaturas on-line representam hoje uma necessidade de realização das colações de grau para que os formandos possam receber o título”, afirma o pró-reitor de Graduação Alexandre Marino.
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Pesquisadoras da UFSC recebem prêmio Capes de Tese

01/10/2020 10:46

Duas doutoras pela Universidade Federal de Santa Catarina foram vencedoras do Prêmio Capes de Tese 2020 e outras três receberam menção honrosa pelo trabalhos de doutorado na instituição. A premiação anual da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) seleciona a melhor tese para cada uma das áreas do conhecimento reconhecidas no país. Além delas, uma servidora técnica-administrativa em Educação da UFSC irá receber o prêmio pelo doutorado desenvolvido na UDESC.

Pela UFSC, as vencedoras desta edição foram: Rosimeri Franck Pichler, orientada por Giselle Schmidt Alves Diaz Merino no Programa de Pós-Graduação em Design da UFSC, pela tese User-capacity toolkit: conjunto de ferramentas para guiar equipes multidisciplinares nas etapas de levantamento, organização e análise de dados em projetos de Tecnologia Assistiva, na área Arquitetura, Urbanismo e Design; e Simone Vidal Santos, orientada por Flávia Regina Souza Ramos e coorientada por Roberta Costa no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, pela tese Neonatal skin safe: aplicativo móvel de apoio à decisão de enfermeiros na prevenção de lesões de pele em recém-nascidos internados, na área Enfermagem.

Administradora no Departamento de Ensino da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Laís Silveira Santos, atualmente em colaboração entre unidades na Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), levou o prêmio pela tese A ética da gestão pública à luz da abordagem da racionalidade: os dilemas morais vivenciados na gestão de riscos e desastres em Santa Catarina, orientada por Maurício Custódio Serafim no Programa de Pós-Graduação da UDESC, na área Administração pública e de empresas, ciências contábeis e turismo. Laís é filha do servidor aposentado da UFSC Natalino Santos.

A UFSC recebeu três menções honrosas: Anahí Guedes de Mello, pela tese Olhar, (não) ouvir, escrever: uma autoetnografia ciborgue, defendida no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social com orientação de Miriam Pillar Grossi, na área Antropologia/Arqueologia; Fernanda Neutzling Kaufmann, pela tese Envolvimento do inflamassoma NLRP3 e do imunorreceptor CD300F no transtorno depressivo maior, defendida no Programa de Pós-Graduação em Bioquímica com orientação de Manuela Pinto Kaster e coorientação de Hugo Peluffo Zavala; e Naiane Paiva Stochero, pela tese Desenvolvimento de espumas de casca cerâmica obtidas por espumação direta e gelcasting para produção de queimadores porosos radiantes, com orientação de Antônio Pedro Novaes de Oliveira e coorientação de Elisângela Guzi de Moraes no Programa de Pós-Graduação em Ciência de Engenharia de Materiais, na área Materiais.
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Série de vídeos apresenta informações didáticas sobre coronavírus

01/10/2020 08:58

Construir uma ponte entre cientistas e comunidade: a partir desta ideia, um grupo de pesquisadores formulou o Minuto Coronavírus, série de vídeos baseadas em orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, Centro de Controle e Prevenção de Doenças, do governo americano) para evitar a disseminação da Covid-19. A primeira temporada de vídeos está rodando na grade da TV UFSC.

Alexandra Boing, professora do Departamento de Saúde Pública da UFSC, e Giuliano Boava, do Departamento de Matemática, integram o Observatório Covid-19 BR com dezenas de outros pesquisadores. “Começamos a trabalhar desde março com a pandemia e vimos que precisávamos qualificar a comunicação com a população. Há muita polarização no campo político, muita fake news, onde é difícil saber qual informação (se pode) confiar e é de boa qualidade. Por conta disso, baseamos os vídeos em materiais validados internacionalmente”, explica Alexandra.

“É um desafio trabalhar a comunicação. Somos cientistas, mas formos direcionados para este campo”, afirma Giuliano, lembrando que ele e Alexandra foram entrevistados mais de dez vezes cada nos últimos meses. “Os planos iniciais eram realizar pesquisas, simulações, algoritmos para ajudar gestores e desenvolver técnicas para ajudar a população. A gente continuou nisto, mas também caminhou para um lado completamente diferente, mantendo a ideia original de realizar algo útil. O natural para a gente é escrever um artigo para uma revista e ser buscado lá. Agora, queremos ir atrás da população”, completa o professor.

Nesta adaptação para se aproximar da sociedade, continua Alexandra, os cientistas foram se aprimorando em comunicar conceitos: “A entrevista que a gente dá hoje não é mais a mesma do início da pandemia. Precisamos adequar os termos, ficar mais próximos da população e deixar a informação científica mais palatável”.

A primeira temporada tem quatro episódios, que abordam o distanciamento físico, uso de máscaras, principais sintomas da Covid-19 e orientações gerais para se proteger contra o SARS-CoV-2. A segunda temporada irá focar em mitos e fatos relacionados ao coronavírus – o projeto de extensão tem validade de dois anos, com mais materiais sendo preparados para breve.
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Egressos da UFSC Curitibanos destacam-se no cultivo e comercialização de produtos orgânicos

30/09/2020 15:12

Inaugurado há pouco mais de dez anos, o campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de Curitibanos já atua como um agente catalisador do empreendedorismo local, seja com a formação de profissionais capacitados ou no melhoramento de variedades agrícolas cultivadas na região. A trajetória do casal formado pelos egressos do curso de Agronomia Beatriz Ribeiro Gomes e Jean Alberto Zanghelini ilustra bem essa parceria. Os conhecimentos técnicos que eles adquiriram no curso de graduação são aplicados no cultivo de uvas e morangos orgânicos e também contribuem para a sustentabilidade empresarial de uma cooperativa.

A Universidade teve um papel importante na escolha da atividade a que se dedicariam inicialmente, a viticultura. “Desde que iniciou o projeto, trabalhamos com o professor Leocir José Welter no melhoramento genético das videiras, com ênfase na resistência a doenças”, afirma Beatriz. Recentemente, unindo-se a outros dois produtores associados da Cooperativa de Agricultores Familiares de Curitibanos e Região – Coper Planalto Sul, o casal conseguiu um volume de produção de uvas suficiente para viabilizar a fabricação do primeiro suco de uva orgânico produzido na região e registrado no Ministério da Agricultura. O suco, processado em Videira, é comercializado com a marca da cooperativa e tem parte da produção destinada à merenda escolar.
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Pesquisadores divulgam dados preliminares sobre uso da vacina tríplice viral contra Covid-19

30/09/2020 10:47

Os primeiros resultados do estudo do uso da tríplice viral contra Covid-19 em Santa Catarina mostram redução dos sintomas da doença para quem recebeu a vacina. Dos voluntários da pesquisa, 83% dos vacinados que se infectaram foram assintomáticos. Já entre os que tomaram placebo, o número caiu para 50%.

O estudo é realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc).

Segundo o coordenador do projeto, o médico Edison Fedrizzi, nessas primeiras semanas foi percebido um alto percentual de pessoas infectadas, gerando os dados iniciais da pesquisa. A primeira parcial mostra maior número de pessoas sem sintomas entre os que receberam a tríplice viral. “Isso nos dá uma evidência, ainda longe de ser definitiva, de que essa vacina realmente pode proteger contra a evolução da infecção ou mesmo a sua prevenção”, analisa.
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Egresso da UFSC figura em lista da Forbes de profissionais inovadores negros

29/09/2020 10:15

O nome de Eduardo Germano Silva, 28 anos, egresso do curso de Tecnologias da Informação e Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), figurou na lista da Forbes de profissionais inovadores negros, publicada neste mês de setembro. Atual líder técnico em Engenharia de Software e Chatbot Advocate no grupo Lojas Renner, Eduardo está entre os 19 ranqueados pela publicação que destacou os promotores de transformação digital em grandes corporações.

Eduardo cursou Tecnologias da Informação e Comunicação na UFSC. Foto: Acervo pessoal

O estudante concluiu o curso no Campus Araranguá em tempo mínimo: entrou no segundo semestre de 2010 e formou-se ao fim do primeiro semestre de 2013. “Apesar de eu ser apaixonado por tecnologia, computador e vídeo game desde pequeno, também sou técnico em Administração. Na época, a grade curricular do curso ia ao encontro do que eu tinha de formação e o que eu gostava”, revelou.

Depois da graduação na UFSC, Eduardo cursou o mestrado em Ciência da Computação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Nesta época foi membro do Grupo de Redes de Computadores da instituição, integrando o ProSeg, um projeto totalmente voltado a pesquisas em Smart Grids, redes elétricas inteligentes. Graças ao projeto, teve a possibilidade de aprofundar os conhecimentos em Inteligência Artificial.

Apresentou um artigo fruto de sua pesquisa de mestrado no Canadá, em 2015. Foto: Acervo pessoal

Durante o período no ProSeg, o mestrando teve alguns artigos relevantes que foram publicados internacionalmente. Em sua primeira experiência fora do país, foi para o Canadá, em 2015, para apresentar um artigo fruto de sua pesquisa no IFIP/IEEE International Symposium on Integrated Network Management. Eduardo defendeu a dissertação em janeiro de 2017.

Hoje trabalha na Realize CFI, o braço financeiro da Lojas Renner S/A. Permaneceu dois anos no setor de tecnologia e, posteriormente, foi integrado à área financeira. Ele explica sua trajetória dentro da empresa: “Graças ao meu background, minha atual gestão sempre me deu liberdade para adotar Inteligência Artificial nas minhas tarefas. Na Renner, pude trabalhar com reconhecimento de imagens, conversões de texto pra voz, voz pra texto, data science, processamento de linguagem natural… Até que tive a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos sobre Assistentes Virtuais/Chatbots”.
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