Filme ‘Anauê!’ em exibição e debate na UFSC Blumenau, nesta sexta

16/03/2018 12:31

“O debate está apenas começando​”, afirma o diretor Zeca Pires. Mas é a terceira vez que “Anauê!” será exibido em Blumenau para um público de estudantes e professores universitários. As duas anteriores, a primeira na UFSC e a outra na Universidade Regional de Blumenau (Furb), tiveram públicos que lotaram os auditórios e renderam acalorados debates e muitos elogios.

Anauê! é um filme para reflexões e debates, esse é o grande barato do documentário. Na exibição na Furb uma espectadora revelou que o filme complicou o pensamento dela. Isso é bom, temos que conhecer a história, olhar a nossa realidade atual e evoluirmos”, explica o diretor.

A exibição desta sexta-feira, 16 de março, às 18h30min., no auditório do Campus da UFSC de Blumenau também tem um público multiplicador. O documentário​ será visto por professores, diretores de escolas e coordenadores pedagógicos de Blumenau, Pomerode, Indaial, Gaspar, Brusque e Massaranduba – estudantes do Curso de Especialização em Educação Escolar Contemporânea – e comunidade interna e externa a UFSC/Blumenau.

A organização do evento é do Grupo de Pesquisas em Fundamentos Histórico-Filosóficos da Educação – UFSC/CNPq e Curso de Especialização em Educação Escolar Contemporânea – UFSC/Blumenau. Como preparação ao debate, a turma do Curso de Especialização leu o texto “Umberto Eco: 14 lições para identificar o neofascismo e o fascismo eterno“.

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Exibição comentada dia 26 do documentário ‘Anauê! O Integralismo e o Nazismo na Região de Blumenau’

19/10/2017 15:53

No dia 26 de outubro, às 19h, a Biblioteca Central da UFSC promove a exibição comentada do documentário “Anauê! O Integralismo e o Nazismo na Região de Blumenau”, lançamento do cineasta Zeca Pires. Entrada franca e será fornecido certificado.

A atividade ocorrerá no Auditório Elke Hering, da Biblioteca Central da UFSC. O debate será coordenado pelo professor José Carlos Mariano do Carmo e terá como debatedores convidados Alexandre Busko Valim, professor do Departamento de História da UFSC; Maria Emília de Azevedo, cineasta – produtora do documentário – e Zeca Pires, cineasta – diretor e roteirista do documentário.
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Abertura do FAM 2017 no dia 20 estreia ‘Anuaê’, documentário de Zeca Pires

09/06/2017 11:25

O 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2017 – será realizado de 20 a 25 de junho, em Florianópolis, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, firmando o seu papel de aproximar público, profissionais, filmes e mercado – o  ciclo completo do setor audiovisual. Fórum, Palestras, Oficinas, Rally Universitário, Lançamento de Livro, Mostra Paralela de Música  e o recordista de público Festival, este ano com uma mostra competitiva a mais, Mostra Videoclipe, além da Doc-FAM, Mostra Curtas Mercosul, Curtas Catarinense e Infantojuvenil.

Sem teor de competição o FAM  também apresenta a Mostra de Longas Mercosul que este ano está composta de seis filmes  sempre com início às 20h. Na noite de abertura do FAM 2017, na terça-feira, dia 20, a estreia de Anuaê, documentário do diretor catarinense Zeca Pires. Viabilizado com recursos do Prêmio Catarinense de Cinema, Anauê aborda o nazismo e o integralismo na região de Blumenau no período da Segunda Guerra Mundial, a partir de entrevistas com acadêmicos e descendentes de alemães. Trata de questões como envolvimento dos locais com o nazismo e o integralismo, a forma com que o holocausto dos judeus era visto na região, a “nacionalização” e a relação entre alemães e brasileiros. Santa Catarina teve uma das primeiras seções do Partido Nazista no Brasil. A palavra anauê do título era uma saudação entre os integralistas brasileiros que em tupi significa “você é meu irmão”.

Ilha do Carvão

A ficção Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira, será exibida no dia 21, é ambientada na região de Dom Pedrito-RS, fronteira com o Uruguai. Trata do relacionamento entre Nalu (Maria Galant), uma menina de 16 anos, e seu pai cego Ruben (Marat Descartes), por quem ela fica responsável após a morte da avó. Os dois vivem um relacionamento distante até a chegada de uma professora uruguaia (a atriz Verónica Perrota, a mesma do filme Las Toninas Van al Este). Este é o primeiro longa-metragem da diretora gaúcha, que foi selecionado para a mostra Generation do 67º Festival de Berlim.
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TV UFSC estreia série “Diálogos”, que busca promover a pluralidade de ideias

07/03/2017 15:17

A TV UFSC estreia nesta quarta-feira, 8 de março, a série “Diálogos”, que tem por objetivo abordar questões da atualidade por meio de conversas e depoimentos de personalidades dos mais diversos campos. Com direção de Zeca Pires, a série vai tratar de temas como meio ambiente, cultura, história e política, entre outros.

O programa vai ao ar às quartas-feiras, às 20h30min, com reprise no sábado às 8h da manhã, pelo canal 15 da NET e pelo canal 63.1 da TV aberta digital.

O primeiro episódio é “Nós e Nosotros, um Diálogo Latino-americano”, com os professores Enrique Leff (Universidade Nacional Autônoma de México – UNAM) e Carlos Walter Porto-Gonçalves (Universidade Federal Fluminense – UFF). A conversa foi promovida pelo projeto Rede Guarani Serra Geral, coordenado pelo professor Luiz Fernando Scheibe, e ocorreu durante o festival “PLANETA.DOC”, idealizado por Monica Linhares.

“Nós e Nosotros” enfoca o conceito de vida e destaca que, apesar da grande diversidade de saberes e modos de viver, há uma força que busca padronizar culturas e ver o planeta apenas como fonte de recursos a ser explorados e comercializados. Entre os caminhos apontados para a sustentabilidade estão os conhecimentos e saberes de indígenas, seringueiros e camponeses.

O episódio percorre quatro temas: a Natureza, condição para a vida no planeta; a Diversidade, condição para a vida; a Apropriação do planeta pelo capital e a crise civilizatória; a Vida, conceito fundamental nas novas estratégias discursivas.

Dois episódios da série Diálogos vão ao ar nas semanas seguintes. Um é com a pesquisadora Camilla Moreno, doutoranda na UFRRJ, que fala sobre “Mudanças: climáticas, sociais e civilizatórias. Outro é “Diálogo com João Vicente Goulart – Jango e o retrato de um golpe”, com o presidente do Instituto João Goulart, que conta sobre o golpe de 1964 e sua experiência no exílio.

Serviço:

O quê: estreia da série Diálogos, com o episódio “Nós e Nosotros, um Diálogo Latino-americano”.

Quando: quarta-feira, 8 de março de 2017, às 20h30min. Reprise no sábado, 11/03, às 8h da manhã.

Como assistir à TV UFSC: canal aberto digital 63.1 e canal 15 da NET

Mais informações:  

Acompanhe a série em:

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Agenda Cultural: cineasta Zeca Pires participa dia 30 da exibição e debate do filme ‘A Antropóloga’

30/10/2014 10:41

A-AntropologaDia 30 de outubro, às 18h30min, a Biblioteca Central da UFSC exibirá o filme “A Antropóloga” (Zeca Pires, 2011), no auditório Elke Hering. O comentarista convidado é o cineasta catarinense Zeca Pires. A sessão integra a programação em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. A entrada é gratuita.

Sobre o filme

Costa da Lagoa, reduto açoriano na ilha de Santa Catarina. Malú (Larissa Bracher) tem 33 anos e realiza no local sua pesquisa de doutorado na área de etnobotânica. Com dona Ritinha (Sandra Ouriques) ela aprende a cultura mística que os descendentes açorianos mantêm viva. Ao acompanhar o tratamento com ervas aplicado em Carolina (Rafaela Rocha de Barcelos), Malú subitamente tem contato com o sobrenatural. Ela passa a enfrentar o ceticismo científico, e tenta provar a experiência que vivenciou.
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‘Café Arte na Serra’ apresenta dois filmes de Zeca Pires em Curitibanos

14/10/2013 13:48

A Secretaria de Cultura (SeCULT) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove o ‘Café Arte na Serra’, em Curitibanos, nesta segunda-feira, 14 de outubro, com a apresentação de dois filmes do diretor Zeca Nunes Pires: o documentário “Zumblick na eternidade” e o curta-metragem de ficção “Ilha”, no Cine Queluz, às 19h. O evento prevê ainda o lançamento dos DVDs do programa Canal Memória e do filme sobre Willy Zumblick. 
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Documentário de Zeca Pires homenageia artista plástico Zumblick nesta quinta

25/09/2013 12:26

Artista plástico catarinense Willy Alfredo Zumblick faria 100 anos no próximo dia 26

O artista plástico catarinense Willy Alfredo Zumblick (1913-2008) faria 100 anos no próximo dia 26, se vivo estivesse. Um dos raros eventos realizado para homenagear o centenário do pintor tubaronense é o documentário “Zumblick na eternidade”, dirigido por Zeca Nunes Pires, antigo funcionário do Departamento Artístico Cultural da UFSC, e produzido pela TV UFSC. O documentário será exibido no dia 26 de setembro (quinta-feira) em dose dupla: na sessão solene em homenagem a Willy Zumblick em Tubarão, organizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina e na programação da TV UFSC (canal 63.1 TV aberta e 15 da NET), ambos no horário das 19 horas.

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Documentário sobre os 100 anos de Willy Zumblick será exibido nesta sexta na UFSC

12/09/2013 15:19

O artista plástico catarinense Willy Alfredo Zumblick, morto em abril de 2008, faria 100 anos no próximo dia 26. Um dos raros eventos realizado para homenagear o centenário do pintor tubaronense é o documentário “Zumblick na eternidade”, dirigido por Zeca Nunes Pires e produzido pela TV UFSC, que será exibido nesta sexta-feira (13/09), às 12h30min, no auditório da Reitoria, dentro da programação da UFSC, “Quem faz cem anos ou +”, promovida pela Secretaria de Cultura da instituição (SeCult). 

Zumblick sonhou ser caminhoneiro, foi ourives, artista plástico dos melhores e um grande ser humano, sempre ao lado de sua esposa Célia. Além disso, é um dos raros artistas que possui um museu para abrigar suas obras. “Um museu com problemas, é bem verdade”, esclarece Pires, que acrescenta: “É esse lado que o documentário tenta abordar e transmitir, com ênfase para os quadros de Zumblick”.
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FESTin Ilha neste sábado e domingo no FAM 2013

14/06/2013 18:35

O FAM 2013 apresenta nestes sábado e domingo, dias 15 e 16 de junho, a partir das 14h30min, no Auditório da Reitoria, a Mostra Inaugural  FESTin Ilha, evento gratuito e aberto à comunidade.

O FESTin é o Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa e tem quatro edições em Lisboa, Portugal. Os cineasta Zeca Pires, da UFSC, e Maria Emília  Oliveira de Azevedo são os produtores  do FESTin Ilha – que tem sua mostra inaugural no 17º  FAM com uma amostragem do Programa de Lisboa.

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Pré-estreia de “Salim na Intimidade”, direção de Zeca Pires

04/12/2012 16:35

“Salim na Intimidade” – MAKTUB é um documentário sobre a vida e a obra do escritor Salim Miguel, dirigido por Zeca Nunes Pires. Realizado pelo Núcleo de Documentários do DAC/SECULT/UFSC, o filme vem sendo gravado desde 2004 quando o escritor completou 80 anos. O documentário narrado pelo próprio escritor e por amigos, aborda o processo de criação, O Grupo Sul, os momentos íntimos da vida de Salim Miguel. A pré-estreia está marcada para o dia 7 de dezembro, sexta-feira, às 10h, no Teatro da UFSC (Igrejinha), e encerra a programação da Semana de Arte do DAC. A entrada é gratuita, respeitando a lotação do teatro de 110 lugares.

A equipe do documentário é composta por estagiários do Curso de Cinema da UFSC. Gustavo Remor Moritz e Anderson Brito estão neste trabalho desde 2009 nas áreas de filmagem e edição, além de Gustavo Triani, que iniciou neste ano na digitalização iconográfica do filme. A professora de tradução da UFSC Luiciana Rassier, tradutora do livro de Salim Miguel, “Primeiro de Abril”, para a língua francesa, colabora como pesquisadora.

Assista ao trailer do filme:

 

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UFSC na mídia: Zeca Pires e o começo de uma estrada internacional

15/05/2012 10:08

Em Lisboa para acompanhar a participação do longa-metragem A Antropóloga no Festival Itinerante de Língua Portuguesa (FESTin), o diretor Zeca Nunes Pires e a produtora Maria Emília de Azevedo destacaram a importância da participação no evento. Eles acreditam que este tenha sido um ponto de partida para uma carreira internacional do filme. (Roni Nunes | Lisboa/Especial DC)

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A Antropóloga participa de festival de cinema em Portugal

10/05/2012 17:49

O filme A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires, cineasta catarinense e diretor do Departamento Artístico Cultural da UFSC, será apresentado nesta quinta, dia 10 de maio, no Festival de Cinema Itineramente da Língua Portuguesa (FESTIn), em Portugal. O festival acontece de 9 a 16 de maio em Lisboa, e apresenta 76 filmes, produções de 5 países de língua portuguesa. O Brasil se destaca com o longa-metragem ”A Antropóloga”, que será exibido hoje, às 21h30 (horário de Lisboa), no cinema São Jorge, sala Manoel de Oliveira.

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Exibição da entrevista de Zeca Pires na TV Brasil

08/03/2012 16:58

A entrevista gravada com o cineasta catarinense Zeca Pires, durante o lançamento do longa-metragem “A Antropóloga”, no Rio de Janeiro, pelo programa Revista do Cinema Brasileiro (TV Brasil) será exibida neste sábado, dia 10, às 20h30, nas seguintes emissoras: canal 2, 18 NET; 116 SKY, com reprise na terça-feira, dia 13, às 1h (madrugada). Na entrevista Zeca fala sobre o filme, como é ser um cineasta fora do eixo Rio-Sampa e seu amor pelo cinema.

Outras informações pelo e-mail  ou pelo endereço http://www.aantropologa.com.br/.

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Cineasta Zeca Pires realiza filmagens com José Polli em Nova Trento

02/12/2011 11:01

José Polii possui grandes histórias de vida ligadas ao cinema e à cultura do Brasil

Dando continuidade ao projeto que prevê a restauração de uma antiga película filmada por José Julianelli, na década de 1920, em Nova Trento, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo recebeu Zeca Pires, em Nova Trento. O cineasta catarinense e sua equipe, formada por alunos do Curso de Cinema da UFSC (Gustavo e Anderson) gravou entrevista com José Polli. Zeca Pires é diretor do Departamento Artístico Cultural (DAC) e coordenador do Núcleo de Documentário do DAC/SeCArte/UFSC.

Neotrentino, de 88 anos, Polii, possui grandes histórias de vida ligadas ao cinema e à cultura do Brasil. “Para mim, o José Polli é uma pessoa de rara sensiblidade. Além disso, ele tem informações preciosas, pois conheceu José Julianelli, filmou com Humberto Mauro (com quem morou durante 1 ano) e realizou diversos filmes em Nova Trento, no final dos anos 40. As gravações ocorreram em diversos pontos do município, especialmente no Santuário de Nossa Senhora do Bom Socorro, onde a única ficção de Polli, “Gracia Ricevuta”, foi filmada.
Com este material em mãos, Zeca Pires pretende produzir um documentário. “Para nós será de extrema importância termos esse resgate da história, um documento que poderá ser apresentado, para que muitas pessoas conheçam José Polli e sua grande contribuição com o cinema catarinense”, destacou o Secretário de Cultura e Turismo, Eluísio Antonio Voltolini.

Zeca Pires irá levar o filme de José Julianelli sobre Nova Trento de 1929 à Cinemateca Brasileira

Na próxima semana, Zeca Pires irá levar o filme de José Julianelli sobre Nova Trento de 1929 à Cinemateca Brasileira. Com a autorização de Marcondes Marchetti, proprietário da coleção de Julianelli, o filme sobre a “Colônia Italiana”, como está descrito na antiga lata, poderá ser restaurado e, finalmente, exibido e disponibilizado para pesquisadores. A Cinemateca Brasileira possui um Laboratório de Restauração devidamente equipado que foi reconhecido pela FIAF como um exemplo para as cinematecas latino-americanas. Com a avaliação da Cinemateca, será possível calcular o custo do restauro deste material, concretizando, assim, as devidas tratativas de aquisição da película para o município neotrentino.

Além da Prefeitura Municipal de Nova Trento, UFSC, Cinemateca Brasileira, participam deste projeto os pesquisadores Marcondes Marchetti e Gilberto Gerlach.
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A Antropóloga volta em cartaz no Cinespaço Beiramar

24/08/2011 17:03

A pedido do público, longa-metragem catarinense premiado e aplaudido ganha nova temporada depois de estreia de sucesso

Quem não assistiu A Antropóloga, filme catarinense de maior repercussão de todos os tempos, tem agora mais uma oportunidade. Depois de uma temporada de sucesso em todas as salas alternativas e do circuito comercial, o longa-metragem de Zeca Nunes Pires está de volta no Cinespaço Beiramar, a partir desta sexta-feira (26/8), sempre às 18h50min, na sala 5. Vencedor do Edital da Fundação Catarinense de Cultura, A Antropóloga estreou no final de abril e permaneceu em cartaz durante dois meses no Cine System, no Shopping Iguatemi. O suspense envolvendo ciência, misticismo e cultura popular conquistou uma audiência recorde e comentários elogiosos da crítica e do público, que aplaudiu a trama ambientada no cenário da Costa da Lagoa.

Produzido com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e de diversos departamentos da universidade, o filme retorna em cartaz no circuito comercial a pedido do próprio público. “Fiquei muito satisfeito com o resultado inicial. Agora, passando a temporada dos blockbusters, a Imagem Filmes, o Cinespaço e o Shopping Beiramar cumprem a promessa de trazê-lo de volta às telas atendendo a um pedido de pessoas de toda a Ilha”, diz Zeca Pires, que é diretor do Departamento Artístico Cultural da UFSC. Zeca acredita que a renovação dos equipamentos do Cinespaço Beiramar fará uma diferença perceptível, valorizando a qualidade técnica da obra, que ostenta um elenco nacional e experiente, protagonizado por Larissa Becker.

Sinopse

Aos 33 anos, a antropóloga portuguesa Maria de Lourdes Gomes Azevedo Ramos (Malu) realiza na Costa da Lagoa – reduto açoriano na Ilha de Santa Catarina – sua pesquisa de doutorado na área de etnobotânica. Sua viagem para a Costa da Lagoa não representará apenas um marco em sua carreira acadêmica, mas uma série de desafios emocionais que colocam a protagonista no limite entre a razão e a imaginação, ciência e misticismo, crença e ceticismo, amor e paixão.

Com dona Ritinha, benzedeira mais conhecida na comunidade, Malu inicia o aprendizado da cultura mística que os descendentes de açorianos preservam no local. Ao acompanhar o tratamento com ervas da mata atlântica que ela ministra em Carolina – filha do médico local-, Malu entra em contato com o sobrenatural e envolve-se na sua cura. Contrariada pelo pai da menina, a antropóloga enfrenta o ceticismo científico, antes propagado por ela própria. As evidências são muitas e Malu se vê levada a montar o painel de coincidências, situações sobrenaturais, intuições, constatações místicas e induções dos moradores da comunidade. Após intenso conflito interior com sua razão acadêmica, a estudiosa decide singrar a verdadeira viagem rumo ao desconhecido – o lugar de onde jamais voltará.

Mais informações e fotos no site www.aantropologa.com.br.

Zeca Nunes Pires – 48 9971-7951

Texto: Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

Contatos: (48) 9911-0524 – 37219459 – www.secarte.ufsc.br



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TV UFSC apresenta documentário sobre a ponte Hercílio Luz

29/04/2011 16:48

A TV UFSC apresenta nesse sábado, 30/04, o documentário “Ponte Hercílio Luz: Patrimônio da Humanidade”, do cineasta Zeca Pires, mesmo diretor do mais novo longa metragem catarinense, A Antropóloga.

O documentário sobre a ponte, produzido em 1996, traz depoimentos de historiadores, arquitetos, jornalistas, engenheiros, escritores, artistas, moradores da cidade e pessoas que participaram da construção. A ponte Hercílio Luz foi inaugurada em 13 de maio de 1926, a primeira a fazer a ligação entre a ilha de Florianópolis e o continente.  O documentário vai ao ar às 21h.

Mas antes, nessa sexta-feira, 29/04, às 20h, a  Sessão Cinema traz Venturoso Vagabundo, musical lançado em 1933 que tem em seu elenco artistas como Al Jonson e Frank Morgan. Dirigido por Lewis Milestone, o clássico conta a história de um vagabundo, Jonson, que vaga pelo Central Park e acaba impedindo Madge Evans de se suicidar. Evans, por sua vez, tem uma crise de amnésia e se apaixona por Jolson. Quando a crise passa e ela recupera a memória, volta para seu namorado, o prefeito de Nova York, Frank Morgan. Assim, o vagabundo se sente triste e começa a pensar sobre sua condição de desocupado, levando os espectadores a uma série de reflexões.

No domingo, 01/05, às 21h, a emissora exibe o boletim Universidade Já especial, sobre a Rede Catarinense de Telemedicina, que em maio completa a marca de 1 milhão de exames realizados. O projeto, parceria entre a UFSC e a Secretaria de Estado de Saúde, capacita técnicos e instala aparelhos para realização de exames em cidades do interior do Estado. Através de sistema desenvolvido especialmente para a rede, médicos que estão em grandes centros acessam dados, imagens e dão laudos, evitando o deslocamento tanto de pacientes quanto de profissionais de saúde.

Na segunda-feira, 02/05, às 21h30, vai ao ar o UFSC Entrevista. A entrevistada dessa semana é a cineasta Louise Krieger, formada pela UFSC, que fala sobre a produção de seu trabalho de conclusão de curso: o curta-metragem , que busca a compreensão do conceito de realidade segundo a teoria desconstrutivista de Lacan.

O programa Primeiro Plano exibe, na quinta-feira, 05/05, às 20h30, o documentário Ninho do Cuco, de Luís Knihs e Carlos Henrique dos Santos. O vídeo foi apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo e conta a história de duas mulheres que passam por assistência psiquiátrica no Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro.

Mais informações: www.tv.ufsc.br ou twitter.com/tv_ufsc. A TV UFSC pode ser sintonizada no canal 15 da NET.

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A Antropóloga estreia nesta sexta, depois de uma pré-estreia de sucesso

29/04/2011 09:13

Estreia em todos os cinemas de Florianópolis A Antropóloga, longa-metragem do cineasta Zeca Nunes Pires, que nasceu com suporte da universidade

A protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, revive em clima de suspense os mistérios da cultura popular da Ilha

Obra que coloca em cena a magia e a cultura popular da gente açoriana, A Antropóloga estreia nesta sexta-feira (29), em todos os cinemas da Capital, com a torcida da UFSC, que deu suporte humano e logístico para trazer ao público a obra maior do cineasta catarinense e diretor do Departamento Artístico-Cultural da UFSC, Zeca Nunes Pires Bruxos. Aplaudidíssimo pelo público e pela mídia na pré-estreia, Zeca Pires conta com uma boa repercussão do filme no Estado para projetá-lo para fora. A Antropóloga inscreve o universo mágico ilhéu na onda mística sem ceder às fórmulas fáceis do mercado. Com o cuidado científico de um antropólogo e a delicadeza poética de um cineasta, realiza um filme de mistério. Vencedora do Edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, a obra preserva, pela ambiguidade e sutileza, o silêncio respeitoso pelo mundo inapreensível do sagrado.

Com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, da RTP dos Açores, a consultoria a diversos departamentos de ensino da universidade e a participação de professores e alunos do Curso de Cinema no processo de filmagem, Zeca Pires levou nove anos para viabilizar financeiramente o segundo longa de sua carreira e chegar a essa síntese de tratamento artístico e antropológico da cultura popular. O respeito ao mistério tira A Antropóloga do lugar-comum das ficções que tratam o universo simbólico como espelho da realidade, onde as entidades sobrenaturais servem de mera caricaturas para a reencenação maniqueísta da luta entre o bem e o mal.

No enredo do longa, ´. Através do olhar de Malu a Costa da Lagoa se transforma em cenário de experiências iniciáticas emocionantes, que revelam um mundo oculto do sagrado e da magia. O enredo de A Antropóloga é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis. A obra do artista plástico, historiador e pesquisador Franklin Cascaes, abrigada no Museu Universitário Osvaldo Rodrigues Cabral, inspira o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas. Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre assina a montagem, Silvia Beraldo responde pela criação da música original e Maria Emília de Azevedo a Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.

O enredo transita sutilmente entre a explicação científica para o desenlace dos fatos e a abertura para o campo do inexplicável, que abala o ceticismo cientificista inicial da pesquisadora portuguesa. Em seu trabalho de campo na Costa da Lagoa, Malu se depara com uma miríade de indícios e relatos de magia que acaba associando aos registros de Cascaes e ao drama da menina. Como o pai Adriano (Luige Cútulo), que apesar de médico recorre à magia para salvar a filha, o abismo da morte desinstala a cientista das convenções acadêmicas.

Mas o que faz do filme uma obra emblemática deste tempo e deste lugar onde continua a se proliferar o imaginário místico de herança celta-açoriana é a forma como atualiza enigmas milenares. A religiosidade ilhoa, que já é um amálgama de crenças pagãs com teologias de diferentes origens, é mergulhada no sincretismo contemporâneo que entrecruza catolicismo, espiritismo, umbanda, mesa branca, magia, xamanismo, protestantismo. Enquanto a mística Ritinha tenta curar Carolina do embruxamento, um grupo de adolescentes com tendências góticas aporta na Ilha atrás das convenções bruxólicas.

Na atualização da lenda, seria fácil escorregar para uma caricatura da cidade vendendo a imagem sedutora da paradisíaca Ilha das Bruxas. Mas Zeca preferiu o filtro diáfano das nuvens em um dia de pouca luz para dar visibilidade ao mistério da sua terra. Além da curiosidade cultural e do espírito de pesquisador que circundam a obra, dois outros recursos concorrem para produzir esse cuidado. Em primeiro lugar, a direção fotográfica, de Charles Cesconetto, foge ao clichê das imagens publicitárias e anestesiantes das belezas turísticas.

A câmera adentra o interior das matas litorâneas, revelando o sertão do mar, menos colorido, mas não menos fascinante. “Optamos por uma dessaturização da cor para produzir um efeito quase monocromático das imagens e fazer o público se concentrar na narrativa”, conta Zeca. Com um orçamento de R$ 1 milhão e 600 mil, baixo para os padrões brasileiros, Zeca economizou a viagem para Açores produzindo a terra da pesquisadora na própria Ilha de Santa Catarina. O filme contou com o patrocínio da Petrobrás, Ancine, Fábio Perini, Tractebel Energia, Banco Bonsucesso, Eletrosul, Celesc, Fundação Badesc, Furnas, Angeloni e RBS. A distribuição é da Imagem Filmes, que preferiu adiar a estreia prevista para 8 de abril para não coincidir com outro lançamento nacional.

O segundo recurso inovador é a intercalação da linguagem de documentário com a linguagem de ficção. Durante nove meses antes de iniciar as filmagens propriamente ditas, Zeca, que tem formação de documentarista e diversos títulos do gênero em sua filmografia, morou na Costa da Lagoa para preparar o cenário do filme e acabou aproveitando na trama as cenas documentais. Em seu trabalho de campo, a pesquisadora entrevista estudiosos da cultura local, como Gelci Coelho, o Peninha, herdeiro do patrimônio intelectual de Cascaes, e Alésio dos Passos Santos, que foi seu guia nas expedições pelo interior da Ilha. E entrevista principalmente pescadores, moradores das comunidades, curandeiras, benzedeiras muito idosas (uma delas já faleceu), enfim, esses habitantes que se escondem atrás das faixas de areia e encantam o filme com sua ingênua malinagem.

Como as inserções dos entrevistados são integradas ao contexto da narrativa e a entrevistadora é também a protagonista da história, a solução acaba por derrubar as fronteiras entre documentário e ficção, assim como o discurso da ciência e da cultura popular ficam no mesmo plano da poética da linguagem.

Por Raquel Wandelli / assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

www. secarte.ufsc.br

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Produtor Giba Assis Brasil conversa com público sobre A antropóloga

19/04/2011 16:49
Equipe de A antropóloga durante as filmagens

Equipe de A antropóloga durante as filmagens

Professores e alunos dos cursos de cinema da Universidade Federal de Santa Catarina e da Unisul vão transferir suas aulas no próximo dia 26 para o Teatro da UFSC. Eles participam, às 14 horas, de uma conversa com o montador Giba Assis Brasil, que vai conversar com o público interessado sobre o processo de montagem à distância do filme A antropóloga, do cineasta e diretor do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC Zeca Nunes Pires, nas vésperas do seu lançamento. O longametragem estreia no dia 29 de abril em todos os cinemas de Florianópolis.

Farão parte da conversa, aberta à comunidade em geral, o  professor do Curso de Cinema da UFSC, Felipe Soares e o assistente de montagem em Florianópolis, Tiago Santos.  Vencedora do edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, a produção da obra recebeu o apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e consultoria de diversos setores da universidade, inclusive com participação de alunos e professores.

Um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre, Giba montou mais de 40 filmes, entre eles Decamerão (da Globo), Saneamento básico, Meu tio matou um cara, O homem que copiava, Tolerância, Ilha das Flores e Verdes anos. Foi premiado como montador em vários festivais, incluindo Gramado e Brasília. Veja em http://www.imdb.com/name/nm0039856/.

No enredo do longa, a protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, revive em clima de suspense os mistérios da cultura popular da Ilha. Através do olhar de Malu a Costa da Lagoa se transforma em cenário de experiências iniciáticas emocionantes, que revelam um mundo oculto do sagrado e da magia. O enredo de A Antropóloga é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis.

Processo de montagem à distância será o tema do encontro

Processo de montagem à distância será o tema do encontro

A obra do artista plástico, historiador e pesquisador Franklin Cascaes, abrigada no Museu Universitário Osvaldo Rodrigues Cabral, inspira o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas. Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre assina a montagem, Silvia Beraldo responde pela criação da música original e Maria Emília de Azevedo a Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.

Serviço

O quê: conversa com Giba Brasil e Zeca Pires
Onde: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha
Quando: dia 26, às 14 horas

Informações: 3721-9459 ou 3721-9348

Fotos: Divulgação

Por Raquel Wandelli/ Jornalista na SeCArte

Tags: cinemazeca pires

Exposição de fotos e conversa com cineasta antecedem estreia de “A Antropóloga”

14/04/2011 16:13

Exposição na sexta à noite, na Lagoa da Conceição e bate-papo com diretores esquentam clima de torcida pelo longa-metragem

Continuam as comemorações que antecedem a estreia do filme A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires, marcada para o dia 29 de abril em todas as telas de cinema de Florianópolis. Na sexta-feira, às 21 horas, no Café Saint Germain, na Lagoa da Conceição, ocorre a abertura da exposição das fotos still, um registro fotográfico das filmagens. As fotos são de Lúcio Flávio Giovanela e Claudio Silva da Silva, que acompanharam as filmagens e registram todos os momentos da produção do longa. A secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Borges, lembra a importância de uma conspiração positiva do público do Estado, pois dependendo da repercussão da obra na Capital, a história, que representa um aspecto importante da cultura ilhoa, pode levantar voo no resto do país.

Quem tiver interesse em saber como foi a montagem de A Antropóloga está convidado a participar de uma conversa com Giba Assis Brasil (montador do filme) e Zeca Nunes Pires (diretor) no dia 26, às 14 horas, no Teatro da UFSC (DAC). O professor do Curso de Cinema da UFSC, Felipe Soares e o assistente de montagem em Florianópolis, Tiago Santos, estarão presentes na conversa.  Vencedora do edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, a produção da obra recebeu o apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e consultoria de diversos setores da universidade, inclusive com participação de alunos e professores.

No enredo do longa, a protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, revive em clima de suspense os mistérios da cultura popular da Ilha. Através do olhar de Malu a Costa da Lagoa se transforma em cenário de experiências iniciáticas emocionantes, que revelam um mundo oculto do sagrado e da magia. O enredo de A Antropóloga é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis.  A obra do artista plástico, historiador e pesquisador Franklin Cascaes, abrigada no Museu Universitário, inspira o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas. Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre assina a montagem, Silvia Beraldo responde pela criação da música original e Maria Emília de Azevedo a Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.

SERVIÇO:

O quê: STILL A ANTROPÓLOGA e conversa com Giba Brasil e Zeca Pires

Onde: Café St. Germain – Rua Nicolau João de Abreu – Lagoa da Conceição (próximo ao Supermercado Magia)

Quando: sexta-feira, dia 15 de abril, a partir das 21 horas e dia 26, às 14 horas, no teatro da UFSC.

Por Raquel Wandelli – Assessoria de Comunicação UFSC/SeCArte

– 48 9911-0524

Tags: A Antrpólogazeca pires

A Antropóloga estreia dia 29 de abril colocando em cena misticismo ilhéu

24/03/2011 14:37

Fotos: Divulgação

Bruxos e bruxas, vampiros, lobisomens, anjos e demônios são personagens em alta na ficção contemporânea. Vieram do imaginário das mais diversas culturas para as telas do cinema cumprindo o gasto papel dos tradicionais heróis e vilões da indústria do entretenimento. Movido por um visível interesse afetivo pela cultura ilhoa, Zeca Pires, diretor do Departamento Artístico-Cultural da UFSC, não cedeu às fórmulas fáceis do mercado: inscreveu o universo mágico ilhéu nessa onda mística com o cuidado científico de um antropólogo e a delicadeza poética de um cineasta. Seu aguardado longa-metragem A antropóloga, que estreia no dia 29 de abril em todas as salas comerciais de Florianópolis, tem todos os ingredientes de um suspense, mas é, na verdade, um filme de mistério. Vencedora do Edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, a obra preserva, pela ambiguidade e sutileza, o silêncio respeitoso pelo mundo inapreensível do sagrado.

Com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, da RTP dos Açores e do Fundo Municipal de Cinema, Zeca Pires levou nove anos para viabilizar financeiramente o segundo longa de sua carreira e chegar a essa síntese de tratamento artístico e antropológico da cultura popular. O respeito ao mistério tira A Antropóloga do lugar-comum das ficções que tratam o universo simbólico como espelho da realidade, onde as entidades sobrenaturais servem de mera caricaturas para a reencenação maniqueísta da luta entre o bem e o mal. No drama de Carolina (Rafaela Barcelos), a menina com suspeita de empresamento bruxólico, o eterno embate entre o bem e o mal se faz presente, sobretudo no confronto final entre a antropóloga e a bruxa, mas está cercado de ambiguidades e contradições.

A mulher que obseda Carolina é também o fantasma da mãe morta no parto, e pode sugerir os malefícios do apego materno, mas também a disputa pelo amor do pai viúvo e a somatização do sentimento de culpa da menina pela morte da mãe. Com a mesma complexidade, as benzedeiras e curandeiras, que se armam de resmas de alho, plantas para limpeza energética, objetos com poderes de exorcização e orações capazes de afastar as mulheres solteiras de seus homens, compartilham também com as bruxas feitiçarias e conhecimentos pagãos sobre os poderes medicinais das ervas. Malu, a antropóloga portuguesa interpretada com verdade pela atriz de teatro mineira Larissa Bracher, transita ela própria pelos dois planos. E experimenta a perseguição medieval às bruxas quando Sueli, a esposa crente do pescador Pedro insinua-lhe para atravessar o seu caminho, porque na Ilha não há homens para uma mulher como ela.

A exemplo das grandes obras de mistério, assinadas por autores do talento de Edgard Allan Poe, Henry James ou o cineasta Roman Polansky, A Antropóloga coloca o espectador em contato com o sobrenatural sem dar a chave do segredo. O enredo transita sutilmente entre a explicação científica para o desenlace dos fatos e a abertura para o campo do inexplicável, que abala o ceticismo cientificista inicial da pesquisadora portuguesa. Em seu trabalho de campo na Costa da Lagoa, Malu se depara com uma miríade de indícios e relatos de magia que acaba associando aos registros do antropólogo ilhéu Franklin Cascaes e ao drama da menina. Como o pai Adriano (Luige Cútulo), que apesar de médico recorre à magia para salvar a filha, o abismo da morte desinstala a cientista das convenções acadêmicas.

No argumento de Tabajara Ruas, roteirizado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a origem da própria doença da menina, de onde parte o foco da narrativa, é mantida na ambiguidade. Tanto pode ser um tipo raro de câncer cerebral, conforme o diagnóstico oficial, como efeito do embruxamento provocado pela sétima filha mulher de uma família sem descendentes homens, em alusão a uma antiga lenda açoriana que encontra variantes em todo o mundo. Nesse sentido, a secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Borges, compara o 35 mm de Zeca Pires a O bebê de Rosemary. “O segredo não se esgota nem na explicação científica do distúrbio paranóico da gravidez, nem na hipótese da paternidade diabólica”, lembra a filósofa. No Polansky manezinho, Maria de Lourdes enaltece a solução final, que afirma o poder da magia como uma opção pelo encantatório em resistência à supremacia da lógica racional.

O mais interessante no filme e o que faz dele uma obra emblemática deste tempo e deste lugar onde continua a se proliferar o imaginário místico de herança celta-açoriana é a forma como atualiza enigmas milenares. A religiosidade ilhoa, que já é um amálgama de crenças pagãs com teologias de diferentes origens, é mergulhada no sincretismo contemporâneo que entrecruza catolicismo, espiritismo, umbanda, mesa branca, magia, xamanismo, protestantismo. Enquanto a mística Ritinha tenta curar Carolina do embruxamento, um grupo de adolescentes com tendências góticas aporta na Ilha atrás das convenções bruxólicas.

Em meio às bruxas, fadas, beatas, benzedeiras, curandeiras, rendeiras, pesquisadoras, cientistas, A Antropóloga faz um filme com atmosfera feminina. A obra canta a sensibilidade e a intuição femininas, a despeito do conteúdo contraditoriamente machista e misógino que por vezes permeia a cultura popular, herdeira da disposição política medieval de colocar na fogueira toda mulher que escapa ao controle da sexualidade e da religiosidade ortodoxa. “Por isso não criamos uma alegoria para as bruxas, pra que cada um formasse uma imagem e um conceito para si”, explica o diretor, que resume assim sua obra: “Um elogio cinematográfico despretensioso e sutil à magia e ao poder das mulheres que encontra um lugar de resistência no cenário mágico da Ilha de Santa Catarina”.

Na atualização da lenda, seria fácil escorregar para uma caricatura da cidade vendendo a imagem sedutora da paradisíaca Ilha das Bruxas. Mas Zeca preferiu o filtro diáfano das nuvens em um dia de pouca luz para dar visibilidade ao mistério da sua terra. Além da curiosidade cultural e do espírito de pesquisador que circundam a obra, dois outros recursos concorrem para produzir esse cuidado. Em primeiro lugar, a direção fotográfica, de Charles Cesconetto, foge ao clichê das imagens publicitárias e anestesiantes das belezas turísticas. A câmera adentra o interior das matas litorâneas, revelando o sertão do mar, menos colorido, mas não menos fascinante. “Optamos por uma dessaturização da cor para produzir um efeito quase monocromático das imagens e fazer o público se concentrar na narrativa”, conta Zeca. Com um orçamento de R$ 1 milhão e 600 mil, baixo para os padrões brasileiros, Zeca economizou a viagem para Açores produzindo a terra da pesquisadora na própria Ilha de Santa Catarina. O filme contou com o patrocínio da Petrobrás, Ancine, Fábio Perini, Tractebel Energia, Banco Bonsucesso, Eletrosul, Celesc, Fundação Badesc, Furnas, Angeloni e RBS. A distribuição é da Imagem Filmes, que preferiu adiar a estreia prevista para 8 de abril para não coincidir com outro lançamento nacional.

O segundo recurso inovador é a intercalação da linguagem de documentário com a linguagem de ficção. Durante nove meses antes de iniciar as filmagens propriamente ditas, Zeca, que tem formação de documentarista e diversos títulos do gênero em sua filmografia, morou na Costa da Lagoa para preparar o cenário do filme e acabou aproveitando na trama as cenas documentais. Em seu trabalho de campo, a pesquisadora entrevista estudiosos da cultura local, como Gelci Coelho, o Peninha, herdeiro do patrimônio intelectual de Cascaes, e Alésio dos Passos Santos, que foi seu guia nas expedições pelo interior da Ilha. Mas entrevista principalmente pescadores, moradores das comunidades, curandeiras, benzedeiras muito idosas (uma delas já faleceu), enfim, esses habitantes que se escondem atrás das faixas de areia e encantam o filme com sua ingênua malinagem. Como as inserções dos entrevistados são integradas ao contexto da narrativa e a entrevistadora é também a protagonista da história, a solução acaba por derrubar as fronteiras entre documentário e ficção, assim como o discurso da ciência e da cultura popular ficam no mesmo plano da linguagem.

Assim, a leitura do filme passa por várias camadas de interpretação que vão da mais racional a mais sensorial e nos dão conta de que todas transitam igualmente no mundo das possibilidades do simbólico. Nenhuma é capaz de fechar a porta do mistério e desestimular o espectador a uma nova leitura. Em seu célebre comentário aos poemas de Caproni, o filósofo italiano Giorgio Agamben fala da res amissa como o sentimento da coisa perdida, algo que possuímos tão intensamente que perdemos a consciência da sua presença e por isso se tornou inapreensível. Essa coisa do plano do invisível e do imaginário mais intocado da sua gente que Zeca Pires tenta evocar como matérias do sagrado que não podem ser consumidas pelo fogo do espetáculo.

Por Raquel Wandelli, assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

www. secarte.ufsc.br

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