Dia Internacional da Visibilidade Transgênero: UFSC divulga fluxo para denúncias de violência

31/03/2024 08:02

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulga neste domingo, 31 de março, Dia Internacional da Visibilidade Transgênero, orientações sobre o fluxo de denúncia para caso de violência ou agressão contra pessoas travestis, transexuais e transgêneros. Os cards, desenvolvidos pela Coordenadoria de Design e Programação Visual da Agência de Comunicação (CDPV/Agecom/SECOM), em conjunto com a Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGEN) da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), explicam que o canal oficial para denúncias é a Ouvidoria da UFSC, através de um formulário que pode ser acessado neste link: https://ouvidoria.ufsc.br/.

Pelo formulário, é possível descrever os fatos, indicar o nome dos envolvidos, locais onde trabalha ou estuda, data, horário e o local da ocorrência. Também é possível anexar provas como: fotos, prints, vídeos, áudios, links de sites que comprovem os fatos que está sendo denunciado e nomes de possíveis testemunhas. O processo de apuração contra servidores e estudantes possuem etapas distintas devido à legislação, mas o início das denúncias é o mesmo, através da Ouvidoria.

Se o ato configurar crime?

No caso de injúria racial ou transfobia, a vítima também deve registrar um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil. A investigação é feita de forma paralela e concomitante. A Universidade apura a responsabilidade administrativa, enquanto a responsabilidade criminal é investigada pelas autoridades policiais e pelo ministério público.
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Grupo da UFSC pesquisa o cicloturismo e busca desenvolver a modalidade no Brasil

28/03/2024 14:00

 

Ciclistas na Praia da Pinheira, percorrendo a Rota da Baleia Franca. Foto: Divulgação.

O Grupo de Pesquisa BikeTour Cicloturismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o emergente tema de pesquisa e contribuir para o desenvolvimento da ciclomobilidade no Brasil, especialmente em Santa Catarina. Criado em 2022, é o único grupo de pesquisa focado no cicloturismo (urbano, rural e em unidades de conservação) e o primeiro na região sul do país.

De acordo com o professor Marcos Bosquetti, do Departamento de Ciências da Administração (CAD/CSE/UFSC) e líder do grupo, “o cicloturismo é um indutor do desenvolvimento territorial sustentável e uma alternativa ao modelo dominante de turismo de massa com seus impactos negativos no meio ambiente e na sociedade. Trata-se de um segmento do turismo sustentável. Isto, por si só, já justifica desenvolver pesquisa sobre cicloturismo. Além do mais, o Brasil,  apesar do  seu  considerável  potencial  para  o  cicloturismo,  ainda  carece  de estudos  e propostas para alavancar este segmento bastante promissor para o país.” 
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Câmara de Vereadores de Florianópolis homenageia pessoas da comunidade da UFSC

25/03/2024 12:52

Outorga da Medalha Antonieta de Barros. (Foto: Divulgação/CMF)

A Câmara Municipal de Florianópolis (CMF) homenageou diversas personalidades com honrarias neste mês de março, em que se comemora o aniversário da capital, incluindo pessoas da comunidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A primeira premiação, a outorga das medalhas Antonieta de Barros e Professor João David Ferreira Lima, ocorreu no dia 14 de março. Já a entrega de honrarias em comemoração aos 351 anos de Florianópolis ocorreu na última quinta-feira 21 de março.

Confira abaixo as pessoas homenageadas que constam como membras da comunidade da UFSC. Estão aqui incluídas as pessoas as quais foi possível checar registros. Eventuais equívocos podem ser comunicados à Agência de Comunicação da UFSC por e-mail:

Medalha Antonieta de Barros

Homenagem a mulheres de destaque nas áreas cultural, política, desportiva, empresarial e de prestação de serviços ou ação social no município.

A professora Thainá Castro foi homenageada com a Medalha Antonieta de Barros. (Foto: Divulgação/CMF)

Thainá Castro Costa – professora da Coordenadoria Especial de Museologia, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)

Medalha Professor João David Ferreira Lima

Homenagem a pessoas que tenham prestado relevantes serviços ao ensino superior na cidade.

Aldo Brito – professor aposentado do Departamento de Ciências Farmacêuticas, Centro de Ciências da Saúde (CCS)
Aline Carmes Kruger – professora do Departamento de Ciência da Informação, Centro de Ciências da Educação (CED)
Edemar Roberto Andreatta – professor aposentado do Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA)
Edmundo Lima De Arruda Junior – professor aposentado do Departamento de Direito, Centro de Ciências Jurídicas (CCJ)
Gisele Espíndola – médica no Hospital Universitário (HU/Ebserh)
Hoyêdo Nunes Lins – professor aposentado do Departamento de Economia e Relações Internacionais, Centro Socioeconômico (CSE)
Katia Lin – professora do Departamento de Clínica Médica, Centro de Ciências da Saúde (CCS)
Roberto Meurer – professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais, Centro Socioeconômico (CSE)

A entrega da Medalha Professor João David Ferreira Lima ocorreu no dia 14 de março. (Foto: Divulgação/CMF)

Muitas pessoas agraciadas com as honrarias já foram estudantes ou trabalharam como professores substitutos ou convidados na UFSC. Confira, na notícia relacionada, a relação completa de pessoas premiadas com as medalhas citadas acima. A sessão solene está também disponível em vídeo e fotos.

Título de Cidadão Honorário ou Cidadã Honorária

Homenagem a pessoas ou entidades não florianopolitanas que tenham prestado serviços relevantes ao município, Estado, União, ou comunidade.

Clair Castilhos – professora aposentada do Departamento de Saúde Pública, Centro de Ciências da Saúde (CCS)
Eduardo de Mello e Souza – professor do Departamento de Direito, Centro de Ciências Jurídicas (CCJ)
Luis Alejandro Vinatea Arana – professor do Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA)

Medalhas de Mérito Virgílio Várzea

Homenageiam pessoas por seus serviços de grande relevância, agregando para com o engrandecimento municipal.

Professora Francis Solange, uma das homenageadas com a Medalha de Mérito Virgílio Várzea. (Foto: Divulgação/CMF)

Carlos Alberto Pierri – médico aposentado do Hospital Universitário (HU/Ebserh)
Francis Solange Vieira Tourinho – professora do Departamento de Enfermagem, Centro de Ciências da Saúde (CCS)

 

Muitas pessoas agraciadas com as honrarias já foram estudantes ou trabalharam como professores substitutos ou convidados na UFSC. Confira, na notícia relacionada, a relação completa de pessoas premiadas com as medalhas citadas acima. A sessão solene está também disponível em vídeo e fotos.

 

com informações da Câmara Municipal de Florianópolis (CMF)

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Pesquisa da UFSC mostra esforço de comunidades na conservação de áreas ameaçadas

22/03/2024 07:35

Xingu é uma das regiões considerada um ponto de esperança na pesquisa. Foto: Thiago Gomes/Agência Pará/Agência Brasil

Uma virada de chave no olhar para as políticas de conservação da natureza fez um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mapear, no Brasil, cinco exemplos de florestas protegidas por conta de um valoroso trabalho dos povos originários e comunidades locais. O estudo, liderado por Carolina Levis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, foi publicado na terça-feira, 19 de março, na Nature Ecology & Evolution, do grupo Nature, e tem a co-autoria de lideranças indígenas do Território Indígena do Alto-Xingu, além de colaboradores de outras regiões do país e de universidades norte-americanas.

O que o estudo chama de hope spots, ou pontos de esperança, em tradução, seriam os locais onde comunidades locais e cientistas agem de forma colaborativa, garantindo o sucesso na conservação, tanto na biodiversidade, quanto na cultura. A definição é sintetizada por Carolina, que também faz um paralelo deste termo com o conhecido hotspots, os pontos de atenção que vivem ameaças em diferentes níveis. “Ao invés de focar nos hotsposts, apostamos nos hope spots, são os pontos de esperança com resultados positivos. Eles têm se espalhado e há uma tendência de ampliação”, resume.

A pesquisadora traz como referência o conceito de pedagogia da esperança, cunhado por Paulo Freire, e lembra que embora os estudos científicos estejam muito focados na destruição, tendo em vista os resultados de devastação e prejuízos à biodiversidade e à cultura, é necessário olhar para os casos onde há sucesso. “Existem lugares onde o engajamento da comunidade leva à mais qualidade de vida, saúde dos ecossistemas e conservação das espécies”, pondera.
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Divulgadas novas chamadas de vestibular, vagas suplementares, SISU e por histórico escolar

12/03/2024 14:25

O Departamento de Administração Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina (DAE) divulgou novas chamadas públicas de processos seletivos para estudantes da UFSC. Além de chamada do Vestibular, há para vagas suplementares para indígenas e quilombolas, reopção, para o Sistema de Seleção Unificada (SiSu), vagas suplementares para negros e processo seletivo especial por histórico escolar.

Os convocados na cinco relações devem realizar a matrícula online no período de 12 a 15 de março de 2024. Os documentos exigidos para a matrícula e também para a validação das autodeclarações dos candidatos cotistas deverão ser enviados de forma digitalizada ao efetuar a solicitação de matrícula e estão definidos nas respectivas portarias. Confira, abaixo, o link de acesso para cada chamada.

5ª Chamada Vestibular / Vagas Suplementares para Indígenas e Quilombolas / Letras Librashttps://dae.ufsc.br/2024/03/11/5a-chamada-do-vestibular-ufscifscifc-2024-vagas-suplementares-indigenas-e-quilombolas-2024-e-vestibular-letras-libras-ufsc-2024

4ª Chamada Reopçãohttps://dae.ufsc.br/2024/03/11/4a-chamada-da-reopcao-de-curso-do-concurso-vestibular-ufscifscifc-2024

4ª Chamada SISU-UFSChttps://dae.ufsc.br/2024/03/11/4a-chamada-do-sistema-de-selecao-unificada-sisu-ufsc-2024

3ª Chamada das Vagas Suplementares para Negroshttps://dae.ufsc.br/2024/03/11/3a-chamada-para-vagas-suplementares-para-negros-2024

3ª Chamada do Processo Seletivo Especial por Histórico Escolarhttps://dae.ufsc.br/2024/03/11/3a-chamada-do-processo-seletivo-especial-por-historico-escolar-ufsc-2024

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Dia Internacional da Mulher: UFSC premia sete pesquisadoras de destaque

08/03/2024 17:58

Premiadas e membros da gestão da UFSC na terceira edição do prêmio Mulheres na Ciência, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFSC. (Foto: Mateus Mendonça/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), promoveu a cerimônia de entrega do 3° Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência 2023 nesta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, reconhecendo sete professoras e pesquisadoras da instituição. Em meio a discursos de gratidão, as pesquisadoras destacaram as dificuldades ao longo de suas trajetórias e salientaram a urgência e necessidade de ações institucionais que valorizem as mulheres na Universidade.

“É o dia internacional de luta das mulheres. Gostaria de dizer a todas as mulheres que continuem defendendo a universidade pública e nos ensinando como resistir”, disse, em seu discurso, o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza. O reitor falou da importância de ações institucionais em prol de uma mudança de cultura. Cumprimentou todas as professoras premiadas e ressaltou suas trajetórias. “A UFSC tem conseguido, apesar das dificuldades orçamentárias, realizar muitas ações importantes, graças ao trabalho coletivo e ao compromisso assumido em um programa constituído com toda a comunidade”, lembrou.

Além do reitor, estiveram no evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Jacques Mick; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Leslie Sedrez Chaves, que representou a vice-reitora, Joana Célia dos Passos; a pró-reitora de Graduação e de Educação Básica, Dilceane Carraro; além de pró-reitores e secretários, diretores de Centros de Ensino, professores, servidores técnico-administrativos em Educação da UFSC e estudantes. Familiares das premiadas também participaram da cerimônia.
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Série de atividades recepciona cerca de 24 mil estudantes na volta às aulas da Graduação na UFSC

08/03/2024 17:45


Cerca de 24 mil estudantes de Graduação dos cinco campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) retornam às aulas nesta segunda-feira, 11 de março, no início do primeiro semestre letivo de 2024. Para recebê-los, a Universidade preparou uma série de atividades de acolhimento e recepção, que vão de aulas magnas a apresentações culturais. Nesta segunda-feira, está programada também a Recepção à Comunidade Internacional 2024.1, para receber os estudantes estrangeiros, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no Campus de Florianópolis, a partir das 8h30.


Como chegar ao Centro de
Cultura e Eventos da UFSC

Além do Campus de Florianópolis, também têm programação de recepção e acolhimento dos estudantes os campi de Blumenau e Joinville. A programação completa pode ser acessada no site Calouras e Calouros UFSC.
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De reator para o lixo a aplicativo contra a dengue: UFSC tem 791 pedidos de registro de invenções

08/03/2024 17:43

Imagem ilustrativa de Karuvadgraphy por Pixabay

Quando decidiu relacionar seu interesse pela área espacial ao desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria, a professora Marcia Barbosa Henrique Mantelli, do Departamento de Engenharia Mecânica, passou a ser uma assídua registradora de patentes – inovações conduzidas por equipes de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que permitem o seu direito ao invento e à propriedade. No ano passado, com a parceria de um egresso e agora professor no Chile, viu um reator de tratamento de lixo chegar longe, literalmente, mais especificamente na região do Atacama, área desértica do país vizinho.

Essa ideia é uma das que a UFSC tem, hoje, entre os 791 ativos depositados como parte da sua gestão de propriedade intelectual – nome técnico que abriga os pedidos de patente e de outros tipos de registros, como desenhos e softwares. Destes, a instituição é titular em mais de 60% e co-titular em outros 40%, com parcerias com empresas nacionais, multinacionais, além de outras instituições. Há, nessa relação, patentes de invenção, programas de computador, desenhos industriais, modelos de utilidade,  cultivares e um certificado de adição, o que protege aperfeiçoamento ou desenvolvimento no objeto da invenção.

Reator de pirólise para tratamento por lote de resíduos urbanos é o nome técnico do ativo depositado junto à Departamento de Inovação (Sinova) da UFSC, em parceria com a Universidade de Tarapacá e com o professor da instituição que se doutorou pela UFSC em 2019, Luis Cisterna.

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UFSC estuda substâncias da cannabis para tratamento de Parkinson e Alzheimer

05/03/2024 15:00

Pacientes com Parkinson são avaliados em Florianópolis e Rio do Sul. Foto: divulgação

Cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) conduzem os maiores ensaios clínicos do mundo para avaliar como o uso de substâncias extraídas da Cannabis sativa, a planta da maconha, podem colaborar para o tratamento das doenças de Parkinson e Alzheimer. No total, 140 pacientes participarão dos dois estudos – 70 com cada doença. Os testes devem durar cerca de três anos e envolvem pesquisadores de três instituições e avaliações em Florianópolis (SC), Rio do Sul (SC) e Foz do Iguaçu (PR).

O pioneirismo dos estudos está justamente no prazo de duração e no número de participantes. “Normalmente os estudos clínicos são feitos com um número pequeno de pacientes. Os realizados até agora com canabinoides e Parkinson e Alzheimer estão na faixa de 15 a 20 pacientes”, comenta o professor Rui Prediger, coordenador do estudo no âmbito da UFSC.

“A outra grande novidade do nosso desenho é essa avaliação de longo prazo. Por várias dificuldades, tanto de recursos, como de manter os pacientes aderindo a um estudo de longo prazo, a grande maioria dos ensaios é avaliado por no máximo seis meses. Um período curto. O nosso trabalho vai avaliar esses efeitos dos canabinoides por três anos. Então esse também é um diferencial, porque sabemos que às vezes um tratamento pode ser eficaz no início, mas o benefício não se manter a longo prazo. De fato, a gente não tem um estudo ainda avaliando isso, se a longo prazo esses canabinoides são eficazes para o Parkinson e o Alzheimer”, complementa o pesquisador.
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Grupo com professores da UFSC avalia impactos climáticos em região ainda preservada do globo

01/03/2024 17:51

Floresta submersa chilena. Foto: Mathias Hune/Divulgação

No extremo sul das américas está situada a região subantártica chilena, um dos lugares mais intocados do mundo. Por isso o local, onde está localizado o Cabo de Hornos, é considerado um laboratório natural para observar as causas e as consequências das mudanças climáticas globais em um ambiente pouco alterado diretamente pela ação humana. Por meio da colaboração com cientistas da Universidade de Magallanes, do Chile, pesquisadores brasileiros, incluindo dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), têm realizado estudos na região desde o ano 2000.

A parceira, que já resultou na publicação de diversos artigos científicos, livros e convênios, ganhou impulso com a inauguração, em maio de 2023, do Centro Internacional do Cabo Horn para Estudos de Mudança Global e Conservação Biocultural (CHIC, na sigla em inglês). Localizado em Porto Williams, no norte da Ilha Navarino, no arquipélago da Terra do Fogo, o CHIC servirá como uma base estratégica para a realização de pesquisas transdisciplinares em áreas como climatologia, biodiversidade marinha, glaciologia, biologia terrestre e educação.

Com um investimento de mais de 10 bilhões de pesos chilenos – equivalente a R$ 300 milhões – por um período de dez anos, renovável por mais cinco anos, o projeto representa um dos maiores investimentos já feitos em ciência e tecnologia na região. As instituições brasileiras envolvidas no projeto são a UFSC, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR)
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Espécies invasoras causam prejuízo bilionário, aponta estudo com participação da UFSC

01/03/2024 15:14

Imagens que ilustram o sumário baseado no estudo completo. Foto: reprodução/BPBES

O que espécies tão distintas como tilápia, javali, mexilhão dourado, sagui, pínus, tucunaré, coral-sol, búfalo, mamona e amendoeira-da-praia têm em comum? Todas são espécies exóticas invasoras (EEI) presentes no Brasil. EEI é o termo usado para designar plantas, animais e microrganismos que são introduzidos por ação humana, de forma intencional ou acidental, em locais fora de seu habitat natural. Esses intrusos se reproduzem, proliferam e se dispersam para novas áreas, onde na maioria das vezes ameaçam as espécies nativas e afetam o equilíbrio dos ecossistemas. Um estudo inédito lançado neste sexta-feira, 1º de março, pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), com a participação de uma pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresenta uma síntese do conhecimento científico disponível sobre espécies exóticas invasoras no país.

O Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos conceitua o problema, lista as espécies, suas principais formas de introdução e os ambientes que ocupam e aponta os impactos provocados e as medidas de gestão recomendadas para o Brasil enfrentar essa ameaça em curto, médio e longo prazos. O texto foi produzido por 73 autores líderes, 12 colaboradores e 15 revisores de instituições de pesquisa e de órgãos públicos, representantes do terceiro setor e profissionais autônomos de todas as regiões do país, em um esforço que buscou conciliar gênero, raça e expertise.
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UFSC divulga novas chamadas do Vestibular, Reopção e de outros processos seletivos

23/02/2024 09:13

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Departamento de Administração Escolar (DAE), divulgou, nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, novas chamadas do Vestibular e diversos outros processos seletivos para ingresso nos cursos de Graduação dos cinco campi da instituição.

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UFSC oferece quase 2 mil vagas em atividades físicas para a comunidade

22/02/2024 08:48

São ofertadas 47 modalidades de atividades, incluindo diversos tipos de dança. Foto: Ana Clara Costa

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferece 1.995 vagas em 47 modalidades de atividades físicas e esportivas para a comunidade no primeiro semestre de 2024. O Centro de Desportos (CDS), por meio da Coordenadoria de Esportes e Atividades Físicas à Comunidade, publicou o edital com as informações sobre as inscrições e os horários de aula. Há ações voltadas a diversos públicos, incluindo adultos, crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, com excesso de peso e com hipertensão, diabetes e outras doenças cardiovasculares.

As atividades serão desenvolvidas de 18 de março a 8 de julho de 2024. Há vagas gratuitas, e outras que exigem pagamento de uma taxa semestral. A forma de inscrição dependerá de cada atividade, podendo ser presencial ou on-line. Os prazos também variam para cada modalidade.

>> Acesse as orientações completas no edital.

No primeiro período de inscrição on-line é permitido efetuar somente uma inscrição por pessoa, e não haverá limite a partir do segundo período de inscrições. Os três primeiros servidores da UFSC (ativos e inativos) que se inscreverem em cada turma terão desconto de 50% no valor da taxa. 
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Atividades de extensão para pessoas com 50 anos ou mais estão abertas no Neti

19/02/2024 12:29

A Universidade Aberta para as Pessoas Idosas (NETI-UNAPI) da Universidade Federal de Santa Catarina está com inscrições abertas em 27 atividades de extensão para pessoas com mais de 50 anos. A lista de está disponível no edital, contendo o nome da atividade, sua descrição, ministrante e/ou responsável, número de vagas, pré-requisitos, data de início, dia e horário.

A matrícula de cada grupo (A, B, C e D) segue o cronograma definido no edital e elas são realizadas somente no site neti.ufsc.br.

É permitida a inscrição em, no máximo duas atividades por semestre, sendo que a atividade de rematrícula já conta como uma inscrição. Só poderão participar das atividades, estudantes regularmente matriculados – não existe a modalidade de convidado ou ouvinte no NETI-UNAPI. A taxa de inscrição no primeiro semestre de 2024 será no valor de R$ 100,00 por atividade, para os não isentos (de acordo com a seção 4 do edital).

Mais informações no site e no edital.

 

Tags: atividades de extensãoNETINeti-UnapiUFSCUniversidade Aberta para as Pessoas IdosasUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC desenvolve trabalho pioneiro com carne cultivada

19/02/2024 08:18

A Universidade Federal de Santa Catarina deu início a um trabalho pioneiro na pesquisa de carne cultivada, em parceria com a Embrapa. O estudo Pesquisa e desenvolvimento de carne cultivada estruturada com scaffolds de origem vegetal, coordenado pela professora do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos Silvani Verruck, vai trabalhar para resolver um desafio da área: como transformar as células animais cultivadas em ambientes controlados em um alimento estruturado, como seria um bife, por exemplo.

O projeto vai envolver pesquisadores de diversas áreas do conhecimento e tem financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública de fomento à inovação. São R$ 2,4 milhões para contribuir com um campo de pesquisa recente, mas também urgente: segundo Silvani, o aumento populacional no mundo traz o desafio de testar novas formas de produção e distribuição de alimentos seguros e de qualidade.

“Já temos pesquisas com biomateriais e caracterização de produtos cárneos desde que o departamento existe, mas com a aplicação específica em carne cultivada é nosso primeiro projeto e começamos no final do ano passado”, contextualiza. “As aplicações médicas da área de engenharia de tecidos está bem avançada, porém o escalonamento para cultivo celular para consumo humano, como alimento, é uma área emergente de pesquisa e desenvolvimento”, comenta.

A pesquisadora cita a engenharia de tecidos porque essa seria a base para a produção de carne cultivada. A carne cultivada pode ser produzida, conforme o projeto, aplicando-se as práticas de cultura de células e métodos de biofabricação para gerar tecidos ou proteínas de alto valor nutricional para consumo humano.

O cultivo pode acontecer com uma célula muscular, por exemplo, ou ainda com células tronco, que podem se diferenciar em qualquer outra. O desafio do projeto da UFSC seria estudar as estruturas que dão suporte para as células e como fazer para que essa estrutura se assemelhe ao máximo a alimentos já consumidos e tradicionais na dieta alimentar. “Nós vamos estudar que materiais utilizar para fazer essa estruturação acontecer”, afirma.

A forma estruturada vem acompanhada de uma outra ferramenta das pesquisas que envolvem a replicação celular – scaffold é o termo utilizado para falar dos materiais que dão suporte, que estruturam os tecidos. “Para se produzir cortes de carne, como é o caso da picanha bovina, por exemplo, é preciso mimetizar os processos biológicos que ocorrem naturalmente, sendo, portanto, necessário a formatação através de processos da engenharia de tecidos usando scaffolds”, argumenta a pesquisadora, no texto do projeto aprovado pela Finep.

Bife, não hambúrguer

Imagem de tookapic por Pixabay

Segundo Silvani, a ciência e a tecnologia avançaram no cultivo celular, mas ainda são desafiadas em como produzir um pedaço de carne. Um hambúrguer ou um kibe, por exemplo, já são tecnicamente possíveis, assim como também é a transformação de proteína vegetal nesses alimentos.

“Essa é a nossa ideia agora: estudar essas estruturas chamadas de scaffolds para fazer esse tipo de alimento. Ele precisa ser de grau alimentício e precisa estar disponível em grande escala”, salienta. De acordo com a professora, a partir do que já existe de pesquisa na área médica, a opção será estudar produtos de origem vegetal para fazerem esse papel de estruturação do alimento. “A ideia é tentar diminuir o máximo possível ingredientes de origem animal da cadeia de produção”.

A bioimpressão 3D será uma das técnicas utilizadas, já que por meio dela é possível criar estruturas para a adesão das células musculares. A bioimpressora de alta resolução será adquirida com parte do montante captado. “O principal desafio dessa etapa do projeto é transformar o laboratório em um lugar de estudo da carne cultivada, pois há todo um processo de adaptação para esta nova área de pesquisa”, comenta.

Isso porque, o Laboratório de Carnes e Derivados, localizado no Centro de Ciências Agrárias, vai ultrapassar uma fronteira da área e adentrar num novo campo científico. “É uma tecnologia disruptiva, e como tal, traz um certo desconforto ao público leigo. Por isso, o investimento em pesquisa e desenvolvimento poderá esclarecer as dúvidas relacionadas a este novo tipo de alimento. Já se produzem muitos ingredientes alimentares por meio da biotecnologia, como por exemplo enzimas usadas no processo de produção de queijos, algumas vitaminas, bebidas fermentadas, e a carne cultivada irá configurar mais uma opção”, compara.

Para Silvani, o pioneirismo da UFSC também terá implicações relevantes na área. “Entendo que, agora, parte do nosso papel como universidade é passar o conhecimento sobre o assunto adiante, que ele chegue em todos com informações baseadas em ciência. É uma área bem complexa, muita pesquisa precisa ser realizada para tornar o processo escalável”. O projeto já está em andamento e já tem, inclusive, pesquisadores bolsistas contratados em diversos níveis de ensino. A duração é de 36 meses.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: carne cultivadaCentro de Ciências Agráriasedital FinepFinepLaboratório de Carnes e Derivados

Estudo da UFSC na Nature traz de forma inédita os limites para se evitar colapso na Amazônia

14/02/2024 20:49

Vista de drone do Rio Amônia e floresta amazônica, no Peru (Foto: Andre Dib)

Uma abordagem inédita e holística sobre a resiliência da Floresta Amazônica desenvolvida por uma equipe de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras instituições é destaque na revista Nature, um dos periódicos científicos mais relevantes do mundo. A pesquisa faz uma revisão de dados completa e traça cenários a partir do mapeamento de cinco elementos de stress que afetam a região: o aquecimento global, a chuva anual, a intensidade da sazonalidade das chuvas, a duração da estação seca e o desmatamento acumulado. Além disso, aponta caminhos possíveis para uma mudança de cenário que possa evitar o colapso. A estimativa é de que, nos próximos 25 anos, de 10% a 47% da Amazônia possam chegar a um ponto de não retorno, com transições inesperadas na paisagem.

A pesquisa é liderada pelo cientista Bernardo Monteiro Flores, que faz pós-doutorado em Ecologia na UFSC, com supervisão da professora Marina Hirota, co-autora do estudo. Além deles, Catarina Jakovac, do Departamento de Fitotecnia, e Carolina Levis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, também assinam o artigo, que conta com a autoria de cientistas renomados, incluindo um dos especialistas brasileiro em climatologia mais citados no mundo, Carlos Nobre.
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“Sociedade é resistente à presença de mulheres em espaços de destaque”, diz secretária da SBPC

09/02/2024 10:05

Professora Maria Elisa Máximo é secretaria regional da SBPC, mulher, mãe e cientista. Foto: Arquivo Pessoal

A secretária regional em Santa Catarina da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Maria Elisa Máximo, considera o fator estrutural como uma das principais causas de distorções entre os espaços e os papéis ocupados por homens e mulheres na produção do conhecimento. “A desigualdade no meio científico é, antes e acima de tudo, consequência de uma sociedade desigual, excludente e violenta para meninas e mulheres”, pontua.

A adoção de linhas de financiamento e editais específicos para mulheres cientistas em diferentes estágios da carreira, os incentivos para a formação de grupos de pesquisa voltados aos estudos de gênero e diversidade e os programas de formação que incluam o letramento em gênero são citados por ela como algumas das possibilidades para acelerar o processo de equidade.

Em entrevista sobre o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências, celebrado neste domingo, 11 de fevereiro, ela, que também é professora do Departamento de Antropologia da UFSC, mãe e cientista, citou aqueles que considera os maiores desafios para as carreiras científicas das mulheres: a maternidade e a hostilidade do meio acadêmico associado ao machismo institucional.

Leia a entrevista completa

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UFSC é segunda melhor universidade federal do Brasil, segundo ranking internacional

08/02/2024 11:55

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a oitava melhor universidade da América Latina e a segunda entre as federais brasileiras, de acordo com a classificação do Webometrics Ranking of World Universities para 2024. Entre as instituições federais nacionais, a Universidade fica atrás apenas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O levantamento é uma iniciativa do Cybermetrics Lab, grupo de pesquisa pertencente ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha. Se consideradas todas as universidades brasileiras, a UFSC aparece na quinta posição.

Veja o ranking completo para a América Latina
no site do Webometrics Ranking of World Universities

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Vestibular 2025 da UFSC irá incluir pela primeira vez álbum musical como obra de literatura brasileira

31/01/2024 12:49

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulgou nesta quarta-feira, 31 de janeiro, a lista das seis obras indicadas no programa da disciplina de Literatura Brasileira do Vestibular Unificado 2025 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Pela primeira vez, um álbum musical faz parte da relação. O disco Tropicalia ou Panis et Circencis, lançado em 1968, reúne 12 músicas cantadas e compostas por diversos artistas, como Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Outra novidade é a volta de uma obra da Editora da UFSC (EdUFSC), com o livro de contos Singradura do escritor catarinense Flávio José Cardoso. A obra, composta de 20 contos, traz histórias ambientadas em Florianópolis. A obra está disponível para compra tanto na livraria física da Editora da UFSC, localizada no Centro de Cultura e Eventos da universidade, quanto na sua plataforma virtual, acessível através do site.

A lista também é integrada pela novela Solitária, lançada em 2022 pela escritora Eliana Alves Cruz, e pelo romance Parque Industrial, escrito em 1932 por Pagu, pseudônimo da poeta Patrícia Galvão, conhecida como a musa do Modernismo. O livro de contos Velho, de Alê Motta, e o romance Torto Arado, escrito por Itamar Vieira Junior e vencedor do prêmio Jabuti de romance literário em 2020, estavam no programa da disciplina no Vestibular Unificado 2024 e foram mantidos.

Além de recomendar o conhecimento integral do conteúdo das obras, a Coperve salienta a importância de o candidato estudar os contextos histórico, social, cultural e estético de cada uma delas. Ao responder as questões relacionadas às obras, o candidato deverá demonstrar  capacidade de análise, interpretação de textos e reconhecimento das características de cada gênero.

Lista de obras para o Vestibular UFSC  2025

  • Tropicalia ou Panis et Circencis, de Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé, Capinam, Torquato Neto, Rogério Duprat – Gravadora Universal Music
  • Velhos, de Alê Mota – Editora Reformatório
  • Solitária, de Eliana Alves Cruz – Editora Grupo Companhia das Letras
  • Singradura, de Flávio José Cardoso – Editora UFSC
  • Tordo arado, de Itamar Vieira Júnior – Editora Todavia
  • Parque Industrial, de Pagu – Editoria Grupo Companhia das Letras

 

Saiba mais em https://coperve.ufsc.br/proximos-vestibulares/

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UFSC lança edital para pessoas de 50 anos ou mais realizarem atividades de extensão

30/01/2024 08:55

Dança é uma das atividades do Neti. Foto: Rafaella Whitaker/Agecom/UFSC

Argila, dança, aquarela, novas tecnologias, nutrição, promoção de saúde, idiomas e uma série de outras opções compõem a lista de atividades previstas no edital que o Universidade Aberta para as Pessoas Idosas (Neti-Unapi) lançou nesta segunda-feira, 29 de janeiro, para o público de pessoas com 50 anos ou mais. O documento traz o cronograma e as informações necessárias para as inscrições nas aulas ofertadas no primeiro semestre de 2024. A taxa de inscrição para as atividades no primeiro semestre de 2024 será  de R$ 100.

Para a rematrícula, as inscrições ocorrem nos dias 15 e 16 de fevereiro. Para novos alunos, o prazo será de 19 a 22 de fevereiro, conforme grupos de atividades. As inscrições são online, mas o Neti-Unapi oferece o Laboratório de Informática (LABNETI) no período para quem não tem acesso à Internet. O processo funcionará por ordem de chegada, via distribuição de senhas. O Laboratório ficará aberto das 9h às 12h, durante o período de inscrições até 22 de fevereiro.

As atividades começam no dia 18 de março, com a divulgação preliminar da lista dos matriculados no dia 12 de março. No edital, as atividades estão divididas em quatro grupos e algumas delas possuem pré-requisitos. O número de vagas é limitado. O edital também prevê isenção de matrícula para determinados grupos, como os que declaram hipossuficiência de renda no Cadastro Único e servidores ativos e aposentados  da UFSC com idade igual ou superior a 50 anos. Mais informações no site.

Acolhimento

Tradicionalmente, o Neti-Unapi oferta atividades para pessoas acima de 50 anos, em um foco voltado às pessoas idosas e pessoas em processo de envelhecimento. O Neti-Unapi acolhe pessoas não idosas (pessoas de 50 a 59 anos) em suas atividades por compreender o envelhecimento como um processo que não se inicia aos 60, mas começa a ser pensado e vivido antes disso. Essa proposta vai ao encontro das orientações da Polícia de Envelhecimento Ativo, preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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No Dia Nacional da Visibilidade Trans, UFSC lança campanha contra a transfobia

29/01/2024 11:24

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lança nesta segunda-feira, 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, a campanha UFSC contra a Transfobia. A Coordenadoria de Design e Programação Visual da Agência de Comunicação (CDPV/Agecom), em conjunto com a Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGEN), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), produziu materiais gráficos, tanto para internet quanto impressos, com o objetivo de divulgar os canais institucionais para denúncias e dar visibilidade ao fluxo após o registro.

Assim, a campanha UFSC contra a Transfobia começa pelas redes sociais e sites da Universidade, mas deve ganhar força a partir de março, pois o dia 31 desse mês marca o Dia Internacional da Visibilidade Transgênero. Nessa data, há previsão do lançamento de um manual anti transfobia, que está sendo produzido pela Agência de Comunicação (Agecom) em parceria com a Proafe. O Instagram da CDGEN já vem fazendo postagens a respeito há alguns dias. 

O dia 29 de janeiro é uma data que marca a luta por direitos das pessoas travestis, transexuais e transgêneros, que enfrentam desafios persistentes, como a violência e discriminação. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans, de acordo com dados do Transgender Europe (TGEU) atualizados em 2023 e obtidos pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

“A campanha é fundamental para conscientizar e informar as pessoas na comunidade Universitária e na comunidade do entorno. A informação traz o conhecimento e também ajuda no combate ao preconceito e às violências”, explica Leslie Sedrez Chaves, pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade da UFSC. “A expectativa é que a gente construa um ambiente mais acolhedor e seguro para todas as pessoas e que promova uma sociedade mais equânime, mais diversa,  e que garanta o respeito aos direitos de todes, todas e todos”, conclui.

Resolução reserva vagas para trans

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Equipe com pesquisadores da UFSC descobre novas categorias de estrelas

29/01/2024 11:23

Estrelas “ocultas”, incluindo um novo tipo de gigante ancestral apelidadas de “velhas fumantes”, foram avistadas pela primeira vez por astrônomos. Os objetos misteriosos existem no coração da nossa galáxia, a Via Láctea, e podem permanecer em espera durante décadas – desaparecendo quase até à invisibilidade – antes de subitamente expelirem nuvens de fumaça, de acordo com um novo estudo publicado na revista mensal da Royal Astronomical Society.

Uma equipe internacional de cientistas fez a sua descoberta inovadora depois de monitorar quase mil milhões de estrelas em luz infravermelha durante uma pesquisa de dez anos do céu noturno. Também foram detectadas dezenas de estrelas recém-nascidas raramente vistas, conhecidas como protoestrelas, que sofrem explosões extremas durante um período de meses, anos ou décadas, como parte da formação de um novo sistema solar.

Descoberta: A imagem principal é a impressão artística de uma nuvem de gás e poeira sendo expelida por um novo tipo de estrela gigante vermelha apelidada de “velha fumante”. Foi avistada juntamente com dezenas das chamadas protoestrelas “recém-nascidas berronas” (detalhe) no coração da Via Láctea por uma equipe internacional de astrônomos. Crédito: Philip Lucas/Universidade de Hertfordshire. Tipo de licença: Atribuição (CC BY 4.0)

A maioria destas estrelas recém-descobertas estão escondidas da vista na luz visível por grandes quantidades de poeira e gás na Via Láctea – mas a luz infravermelha consegue passar, permitindo aos cientistas vê-las pela primeira vez. Liderados pelo professor Philip Lucas, da Universidade de Hertfordshire, astrônomos do Reino Unido, Chile, Coreia do Sul, Brasil, Alemanha e Itália, incluindo o professor do departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roberto Saito, realizaram suas pesquisas com a ajuda do Visible and Infrared Survey Telescope (VISTA) –construído no alto dos Andes chilenos, no Observatório Cerro Paranal, que é parte do Observatório Europeu do Sul (ESO).
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Professora da UFSC é coautora de carta na revista ‘Science’ que defende uma restauração biodiversa

26/01/2024 09:02

Publicação na Revista Science defende a restauração da biodiversidade no mundo. (Imagem: Divulgação)

A professora Michele de Sá Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC é coautora de uma carta publicada nesta quinta-feira, 25 de janeiro, na Revista Science. A carta, publicada na seção Letters, é assinada por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade, um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) baseado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que chamam a atenção para a necessidade de uma restauração heterogênea.

Embasados por pesquisas recentes, os autores defendem que a restauração precisa considerar as características de cada área a ser restaurada e priorizar uma maior diversidade de espécies de plantas. Os cientistas ressaltam a importância de criar cadeias de produção de sementes, assim como conhecimento científico sólido sobre as espécies que compõem cada um dos ecossistemas que formam nossos campos e florestas.

A seção Letters da Revista Science reúne textos de cientistas, com o objetivo de promover debates sobre assuntos que estão sendo pesquisados na atualidade. Os textos não são editados, revisados ​​ou indexados pela Revista, porém devem fornecer comentários com referências acadêmicas relevantes sobre o artigo em discussão.

“Nosso futuro depende da restauração de áreas naturais em escala global,” salienta a professora Michele. Ela frisa que estamos na Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), assim denominada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, diversos países se comprometeram a restaurar uma área de cerca de 1 bilhão de hectares, o que equivale ao tamanho do Canadá.

Conceito recente

O conceito de restauração ecológica ainda é muito recente, conforme explicam os pesquisadores no artigo publicado pela Revista Science. “Antes da década de 1980 pouco ou nada se falava a respeito. Com isso, ainda existem grandes lacunas de conhecimento sobre como restaurar áreas com tamanha biodiversidade, como é o caso do Cerrado, dos campos e florestas tropicais”, ressaltam.

A carta alerta, ainda, para a necessidade de restauração com maior diversidade, não apenas o “esverdeamento de uma área”. Segundo os pesquisadores, no Brasil atualmente há a perda de ecossistemas com a adoção de projetos de restauração utilizando um padrão com pouca diversidade de espécies. Com isso, não há a reprodução de condições próximas das que existiam nessas áreas antes da degradação, tornando homogêneas regiões que antes eram biodiversas.

“As espécies escolhidas para restaurar costumam ser aquelas que germinam rápido, contribuem para a fertilidade do solo e, sobretudo, estão disponíveis em viveiros e supermercados. Como resultado, estamos de fato criando ecossistemas homogêneos e com baixa diversidade, o que compromete a produção de serviços ecossistêmicos importantes, como água, polinização, etc.”, reforçam.

Ecossistemas de referência

Uma das estratégias apontadas pelos pesquisadores são os “ecossistemas de referência”, que consistem em áreas nativas, próximas aos locais que se pretende restaurar, que podem fornecer informações importantes para guiar a restauração das áreas degradadas. Quando restauradas corretamente, essas áreas contribuem mais rapidamente e eficientemente para a conectividade entre os ecossistemas. “Elas funcionam como espelhos para guiar todo o processo e, ainda, fornecem sementes, polinizadores e dispersores de sementes durante a restauração”, defendem.

“Somente a restauração com espécies nativas pode promover mais rapidamente a conectividade do ambiente e promover a correta recomposição de nascentes, espécies de animais e plantas e os benefícios que os ecossistemas podem fornecer para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável”, concluem.

Acesse a publicação completa na Revista Science.

 

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Professora da UFSC participa de estudo que aponta mudança climática como causa da seca amazônica

24/01/2024 14:49

A mudança climática causada pelo ser humano foi a principal causa da seca histórica que atingiu a região Amazônica em 2023, enquanto o El Niño – fenômeno climático natural que geralmente traz condições secas para a região – teve uma influência muito menor. A conclusão faz parte da análise rápida de atribuição realizada pelo World Weather Attribution (WWA), grupo internacional de cientistas especializados em pesquisas sobre o clima, do qual faz parte a pesquisadora Regina Rodrigues, professora de Oceanografia Física e Clima da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo está disponível aqui.
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Oxidação avançada: tecnologia versátil é tema de evento internacional da UFSC 

18/01/2024 09:07

Água limpa pode ser um dos resultados das tecnologias de oxidação avançada (Imagem de Pexels por Pixabay)

Como limpar o ar? Como desinfetar um ambiente? Como melhorar o tratamento da água e a qualidade do ar? Como fazer vinhos? Como melhorar a qualidade dos alimentos? Como gerar hidrogênio a partir de fontes limpas? Todas essas perguntas interessam à ciência e têm em comum uma solução: as tecnologias de oxidação avançada (ou dos processos avançados de oxidação). Esses temas também fazem parte das pesquisas e de tecnologias inovadoras realizadas na Universidade Federal de Santa Catarina, que será sede, em 2024, de um dos principais eventos internacionais da área.

De acordo com a professora Regina Peralta, do departamento de Engenharia Química e de Alimentos da UFSC, os processos de oxidação avançada são tecnologias ambientalmente amigáveis, que costumam compor o tratamento de materiais perigosos. Mas o fato de ser muito versátil faz com que outras aplicações sejam possíveis em diversos setores, como por exemplo a produção de combustíveis renováveis e vários outros. “Há benefícios para diversas áreas, desde a agricultura, até a produção de vinhos, conservação de alimentos, saúde e mesmo na produção de materiais usados na construção civil”, explica.

Do ponto de vista químico, a oxidação avançada consiste na geração de radicais livres – especialmente o radical hidroxil (∙OH) – que é altamente oxidante e pode reagir não seletivamente com inúmeros compostos, de forma mais eficiente. “Um dos exemplos que podemos ver dessas tecnologias no dia a dia envolve o uso de substâncias ativas sob luz que são incorporadas em pisos e azulejos e assim esses materiais desenvolvem propriedades bactericidas e são superfícies autolimpantes”, explica Regina, que é presidente do Comitê Organizador da VI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies (CIPOA), evento internacional sobre essa tecnologia que ocorrerá na UFSC, em outubro deste ano.

A professora explica que há um conjunto extenso e longo histórico de pesquisas na UFSC que se amparam nesta técnica para garantirem inovação. Algumas são orientadas por ela no Laboratório de Energia e Meio Ambiente, mas outras ocorrem em áreas do conhecimento completamente distintas, como a Odontologia,  Aquicultura ou Engenharia de Alimentos. “Processos que utilizam o ozônio, radiação ultravioleta, energia solar, peróxido de hidrogênio, por exemplo, estão relacionados à oxidação avançada”, comenta.

Segundo Regina, o meio ambiente tende a se beneficiar da aplicação dessas tecnologias, já que permitem que determinados processos se tornem mais sustentáveis – como na indústria têxtil, por exemplo, que costuma trabalhar com muitos contaminantes da água. “São técnicas químicas ambientalmente amigáveis”, pontua. “Podem ser utilizadas desde a escala laboratorial até industrial, de forma isolada ou combinada ou com processos híbridos”, reforça.

A desinfecção e redução de poluentes em água, o combate a microrganismos patogênicos e o controle da germinação de sementes, a degradação e remoção de fármacos, a produção de materiais tecnológicos com funções autolimpantes e sanitizantes, a produção de hidrogênio verde e outros combustíveis renováveis são algumas das potencialidades dos processos, que também será aplicado em um reator piloto que será desenvolvido para a Petrobras em uma parceria recente firmada com a UFSC.

Evento será realizado em outubro 

A VI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies (CIPOA) será realizada de 7 a 11 de outubro, mas sua organização começou ainda no ano passado. Regina, que é coordenadora geral, explica que pretende que esse evento seja um marco importante para a área. “Há assuntos muito atuais, como as aplicações ambientais, o novo marco regulatório do saneamento que deverá garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% com tratamento e coleta de esgoto até 2033,  a transição energética e as iniciativas de descarbonização, que estão diretamente relacionadas a essas tecnologias”, argumenta. É justamente essa atualidade e a interdisciplinaridade que ela pretende usar como foco do evento.

“A química das reações envolvidas já é conhecida há bastante tempo e começou a ser pensada junto com os debates sobre escassez de água e transição energética, mas a versatilidade fez com que se expandisse nas suas aplicações”, comenta. Mesmo na pandemia de Covid-19, as tecnologias de oxidação avançada estiveram presentes – ela, por exemplo, buscou entender se era possível tornar as máscaras mais eficientes por meio desses processos.

“Nossa proposta é que não só químicos e engenheiros químicos ou ambientais se envolvam com essas discussões visto que o assunto é pesquisado em diferentes áreas do conhecimento”, complementa. Palestrantes de países como Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e França já estão confirmados. Universidades brasileiras como a Universidade de Campinas e Federal do Rio de Janeiro terão alguns de seus pesquisadores mais reconhecidos como convidados. A participação de setores importantes da indústria é muito bem-vinda, com algumas presenças já confirmadas. O evento também premiará os pesquisadores que se destacam na área. Mais informações aqui.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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