Dia mundial das abelhas: pesquisas da UFSC valorizam espécies nativas sem ferrão

20/05/2024 08:06

O dia 20 de maio foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial das Abelhas, uma data para destacar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável e produção de alimentos. Quase 90% das espécies de flores silvestres dependem dos polinizadores, assim como 75% das plantações de alimentos. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de diversos projetos de pesquisa e extensão, programas de pós-graduação, laboratórios e iniciativas, participa dos esforços de preservar e tornar cada vez mais conhecidos esses importantes agentes de polinização.

 

Deus salve as abelhas

 

UFSC já catalogou mais de 300 espécies em Santa Catarina, indicando que abelhas nativas sem ferrão possam ser a chave para sustentabilidade ambiental

Acesse esta matéria em formato multimídia pelo site UFSC Ciência

Em 1977 era apresentado ao mundo um dos personagens mais icônicos dos desenhos infantis — o Ursinho Pooh, que sempre entrava nas mais inimagináveis confusões para saciar sua fome de mel. Quinze anos depois, em 1992, o Candyman era responsável por aterrorizar qualquer um que dissesse seu nome cinco vezes na frente de um espelho. Dezembro de 2007 marcou o clássico animado Bee Movie, no qual acompanhamos a abelha Barry se revoltar contra os humanos na tentativa de recuperar seu precioso mel. O que torna esses filmes e personagens comuns entre si é a presença caricata das abelhas — simpáticos insetos coloridos de listras pretas e amarelas, pequenas asas, temperamento forte e, é claro, o mel.

Bugias são abelhas nativas cada vez mais raras na natureza. (Foto: Letícia Schlemper de Souza Gonçalves)

Abelhas europeias, ou africanizadas, da espécie Apis mellifera, foram trazidas do continente europeu e introduzidas no Brasil no século XIX e desde então dominam a economia. Em 2021, houve recorde de produção, com 55,8 mil toneladas de mel, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.). Essas abelhas não somente são usadas na produção de mel, como também na agricultura, para ajudar no processo de polinização dos campos. Dados fornecidos pelo Censo Agropecuário do IBGE e pelo Atlas da Apicultura no Brasil apontam que existem mais de 100 mil estabelecimentos que fazem uso da apicultura, distribuídos entre todos os 26 estados e Distrito Federal. Porém,  sendo uma espécie exótica no nosso país, essas abelhas competem com outros polinizadores nativos para produzir alimento. 

A biodiversidade desempenha um papel vital em nosso ecossistema, e as abelhas desempenham um papel especialmente significativo nesse equilíbrio. E assim como destaca o nome do single da banda catarinense Exclusive os Cabides, é de extrema importância a preservação desses polinizadores. Embora a situação atual das abelhas no país possa ser considerada estável, é crucial concentrar esforços de conservação em tipos específicos de abelhas. Surge a pergunta: ao clamarmos “Deus Salve as Abelhas”, qual subespécie ou variedade de abelhas merece uma atenção mais dedicada na busca pela preservação da biodiversidade?

(mais…)

Tags: abelhas nativas sem ferrãoabelhas sem ferrãoCCACCBCidade das AbelhasEpagriEpagri/CiramLaboratório de Abelhas Nativas da UFSC (LANUFSC)Laboratório de Química de AlimentosLabQAMeliponiculturaNúcleo de Educação Ambiental (Neamb)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto da UFSC facilita a comunicação para as comunidades surdas atingidas pela chuva no RS

17/05/2024 16:50

A comunicação não pode ser uma barreira durante o socorro e o suporte às vítimas das cheias no Rio Grande do Sul. Pensando nisso, o projeto de extensão TILSJUR informa: promoção do direito, da educação e da cidadania em Libras, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveu um gabinete de crise. O trabalho tem se concentrado em traduzir diferentes notícias e situações para Língua Brasileira de Sinais (Libras) e disponibilizar o conteúdo para fácil acesso.

Dicas mais simples, como por exemplo, como indicar a uma pessoa surda onde ela pode encontrar roupa limpa em um abrigo, ou informar à comunidade surda como será a suspensão de cobranças de dívidas no Rio Grande do Sul são algumas das ações realizadas pelo projeto. Todo o conteúdo está sendo disponibilizado em postagens nas redes sociais e no canal do YouTube, que, além de ensinar palavras-chave, como família, chuva, frio, fome, água, em Libras, informam as pessoas sobre as últimas notícias do estado.

Neste contexto de crise, o programa Tradutores e Intérpretes de Língua de Sinais na Esfera Jurídica (TILSJUR) também vem atuando na divulgação de material audiovisual em Libras para possíveis situações de resgates e salvamentos. Assim, as publicações são compostas por informações básicas aos socorristas, bombeiros, ou até para comunidade em geral.

(mais…)

Tags: ajudaauxíliocomunidade surdaenchentes do RSsurdosUFSCUFSC SolidáriaUniversidade Federal de Santa Catarina

Veleiro da UFSC acompanha ultramaratona de natação com desafio ambiental

17/05/2024 16:16

Ultramaratonista deve nadar 36 quilômetros entre Porto Belo e Itajaí

O Veleiro Eco, veículo elétrico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) utilizado em expedições científicas com a missão de pesquisar, monitorar e proteger a vida dos ecossistemas marinhos, participou de um novo desafio: acompanhar uma ultramaratona aquática que reuniu apoiadores para a realização de um nado com mínima emissão de carbono e de reduzida geração de resíduos.

A atleta catarinense Sandra Koch nadou por uma distâncias de quase 36 quilômetros, percorrendo 16 praias de quatro municípios do litoral catarinense, área denominada Costa Verde e Mar, na segunda-feira, 20 de maio. A largada, inicialmente prevista para madrugada de domingo, ocorreu por volta das 3h30 da segunda-feira, devido às condições climáticas.

A nadadora partiu da Praia do Araçá, em Porto Belo. A chegada estava prevista para a Praia de Cabeçudas, em Itajaí. Porém, por medida de segurança, a prova foi interrompida, por decisão da equipe técnica, quando Sandra estava a 800 metros do destino. Havia forte correnteza, causada pelo encontro com as águas do Rio Itajaí-Açu.

A nadadora lutou e chegou a alcançar o equivalente a 42 quilômetros de distância em braçadas – considerando equipamento que afere a distância pelo esforço físico da atleta. A prova foi homologada com ressalva pela Federação Aquática de Santa Catarina (FASC), que estuda incluir o trajeto no calendário oficial de competições.

Durante todo percurso, foram coletadas amostras para a medição de presença de microplásticos na água do mar. O resultado das medições será apresentado no 20º Congresso Latino-americano de Ciências do Mar, marcado para agosto, em Itajaí.

As amostras de água serão analisadas em laboratório da UFSC para medir a quantidade de microplásticos identificados. Os resíduos, com medida inferior a 5 mm, contaminam os oceanos, afetando o equilíbrio do ambiente marinho.

De acordo com os organizadores, o desafio Costa Verde e Mar teve o objetivo de chamar a atenção para as condições de balneabilidade do litoral catarinense e conscientizar sobre a necessidade de reduzir a geração de lixo e de emissão de gás carbônico em todas as atividades diárias. Sandra, uma atleta de 49 anos, participa de maratonas e ultramaratonas. Entre suas principais conquistas, estão o recorde do desafio Ilha do Arvoredo, em Bombinhas (25 km em 2018) e a prova Amazon Challenge, em Manaus (30 km em 2023).
(mais…)

Tags: CiênciaDesafioecologiameio ambienteMicroplásticosNataçãopesquisasustentabilidadeUFSCultramaratonaUniversidade Federal de Santa CatarinaVeleiro ECO

UFSC é co-autora de projeto de Centro Cultural Indígena na baía sul em Florianópolis

16/05/2024 18:20

Terminal de ônibus nunca ativado na baía sul é utilizado por indígenas. Foto: Arquiteturas del Sul/Divulgação

O Laboratório de Projetos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai entregar, nos próximos dias, o resultado de um trabalho que uniu o conhecimento acadêmico às necessidades e ao conhecimento dos povos indígenas: o estudo preliminar para a construção do Centro Cultural Indígena junto ao terminal do Saco dos Limões, em Florianópolis. O projeto terá sua última etapa nesta sexta-feira, 17 de maio, em reunião programada para as 16h na Justiça Federal.

O estudo foi mediado por uma decisão judicial a partir de uma ação do Ministério Público de Santa Catarina e envolveu a UFSC pelos trabalhos que já eram realizados pela instituição junto às comunidades indígenas. Segundo o professor Ricardo Socas Wiese, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Florianópolis, com participação dos grupos interessados, tais como a comunidade indígena e representantes comunitários do bairro Saco dos Limões.

O histórico para a elaboração do Centro Cultural, que popularmente é chamado de “casa de passagem”, é extenso e envolve uma série de conflitos judiciais. Mas em outubro de 2023 houve uma determinação para que o município encontrasse uma solução para receber indígenas dos povos Kaingang, Xokleng e Guarani, da região Sul do país, que passam pela Capital em busca de melhores condições de vida.

(mais…)

Tags: Arquitetura e Urbanismocasa de passagemCentro Cultural IndígenaJustiça FederalLaboratório de Projetospovos origináriosquestão indígenaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC Blumenau convida docentes a escreverem cartas de incentivo às estudantes mulheres

16/05/2024 18:18

Mensagem da professora Ana Julia Dal Forno, escrita à mão, é uma das expostas no campus. Foto: UFSC Blumenau/Divulgação

“Essa carta é uma homenagem a vocês, que estão na Universidade em meio à maternidade recente. Uma carta para dizer que vocês não ‘estragaram’ suas vidas, que não mudaram a ordem das coisas, que a vida não tem as regras que todos repetem o tempo todo!”, escreve a professora  Selene de Souza Siqueira Soares, do Departamento de Engenharia Têxtil, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Blumenau.

A mensagem faz parte do conteúdo produzido por docentes no âmbito do projeto de extensão Cartas para minhas alunas. Parte das mensagens já está exposta na entrada do Bloco B, no 3º andar do Bloco A e também na entrada do Auditório Professor Fernando Ribeiro Oliveira, no Campus de Blumenau, onde foi criado o projeto. Ao final, as certas farão parte de um e-book.

Mais docentes, de qualquer campi, podem enviar mensagens por este link.

O objetivo do Cartas para minhas alunas é fazer com que as estudantes se sintam acolhidas e incentivadas por seus professores. As mensagens podem ser enviadas em formato de conselho, dica, poema ou outras expressões escritas, podendo ser manuscritas ou digitadas, informam os organizadores. O autor pode optar ainda por assinar com seu próprio nome, usar um pseudônimo ou publicar de forma anônima.

(mais…)

Tags: alunascampus de blumenaucartasCartas para minhas alunasestudantesextensãoincentivomulheres cientistasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC enche caminhão com arrecadações para vítimas da enchente no Rio Grande do Sul

15/05/2024 10:14

Voluntários enchendo um caminhão de donativos para vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encheu um caminhão com arrecadações de donativos às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul na tarde desta terça-feira, 14 de maio. A iniciativa faz parte da campanha UFSC Solidária, que vem recebendo doações da comunidade desde 8 de maio.

Em Florianópolis, os locais de coleta de donativos são: o Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no bairro Trindade; o Centro de Ciências Agrárias (CCA), no bairro Itacorubi; e Reitoria II, na rua Desembargador Vitor Lima, 222, também no bairro Trindade.

Andréa Ventura, diretora do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, é uma das organizadoras da campanha. Ela explica que esse foi o primeiro caminhão partindo do centro e estima que contenha mais de 1000 litros de água, além de roupas, cobertores, materiais de limpeza e higiene e rações para animais.

Segundo Andréa, o recebimento de doações vem ocorrendo há pouco menos de uma semana no centro, que ficou como ponto principal na Universidade pela arrecadação, separação, recolhimento e organização dos donativos.

Toda a arrecadação recebida é transportada para a Fundação Somar Floripa, uma rede da Prefeitura de Florianópolis que realiza trabalho voluntário. Lá, os mantimentos são separados por lote e logo após são direcionados para as mais cidades necessitadas do Rio Grande do Sul.

Conheça mais ações do UFSC Solidária

Tags: doaçãoenchentesenchentes do RSUFSCUFSC SolidáriaUniversidade Federal de Santa Catarina

Figueira da Praça XV não é brasileira, conclui estudo da UFSC que consultou banco de DNA

14/05/2024 10:30

O DNA da centenária figueira da Praça XV de Novembro, no Centro de Florianópolis, foi decifrado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O mistério que envolvia a origem e a espécie de um dos principais cartões-postais da capital catarinense, citado inclusive no hino do município, finalmente chegou ao fim. O estudo realizado no Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), concluiu que a árvore não é originária do Brasil. A figueira, identificada como sendo da espécie Ficus microcarpa, é natural da região compreendida pela Ásia tropical e Austrália.

Professor Valdir Stefenon (ao centro) e os pós-doutorandos Yohan Fritsche (à direita) e Thiago Ornellas. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A investigação, que nasceu com o propósito de descobrir se a planta era nativa ou exótica, foi conduzida pelo professor de biotecnologia Valdir Stefenon junto com os estudantes de pós-doutorado Yohan Fritsche e Thiago Ornellas, egressos do curso de Agronomia e do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais. O trabalho de sequenciamento do DNA e de análises de dados via bioinformática durou cerca de três meses e foi finalizado no segundo semestre do ano passado. Conforme explica o professor, a pesquisa resultou no sequenciamento do genoma nuclear parcial e do genoma total do cloroplasto. O primeiro passo foi, a partir de folhas saudáveis, isolar o DNA da planta, parte responsável por todas as informações genéticas.

“Utilizando uma tecnologia moderna, o DNA é sequenciado e cada uma das milhares de bases que o compõem são identificadas em fragmentos de tamanho variados. Esses fragmentos são, então, ordenados, como se estivéssemos montando um quebra-cabeças. Nesta etapa, o genoma nuclear, o genoma do cloroplasto e o genoma das mitocôndrias são separados em análises de bioinformática”, explica o docente.
(mais…)

Tags: Centro de Ciências Agrárias (CCA)DNAfigueiraLaboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética VegetalPraça XV de Novembrosequenciamento genéticoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Ranking saudita coloca UFSC entre as 10 melhores universidades do Brasil

13/05/2024 10:52

O ranking da Center for World University Rankings (CWUR) de 2024 coloca a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) como a 10ª melhor universidade ou instituto de pesquisa do Brasil e a 5ª melhor universidade federal do país. O resultado posiciona a UFSC entre as universidades do topo da lista, uma faixa de 3,5% de excelência, dentre um total de 20.966 instituições em todo o mundo. A publicação oficial ocorreu nesta segunda-feira, 13 de maio, no site oficial.

Veja abaixo os dados ranqueados da UFSC (apenas universidades, excluindo-se institutos de pesquisa):

  • Brasil – 9ª melhor universidade e 5ª melhor universidade federal.
  • América Latina e Caribe – 14ª melhor universidade.
  • Ranking Global – 722ª melhor dentre 20.966 instituições.

Veja a lista das 10 principais instituições brasileiras:
(mais…)

Tags: Center for World University RankingsCWURrankingranking CWURUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC Blumenau divulga jogo ‘Mulheres Cientistas’ em escolas da região; saiba como participar

09/05/2024 17:52

Atividade é como o Jogo do Mico, com cartas, em que fica com o ‘mico’ quem acha que mulher não pode ser cientista. Foto: UFSC Blumenau/Divulgação

Um projeto de extensão do Campus de Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou nesta terça-feira, 7 de maio, as visitas a escolas para divulgação do jogo Mulheres Cientistas para meninos e meninas. O público alvo são estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e também do Ensino Médio. A primeira unidade de ensino a receber o projeto foi a Escola Municipal de Educação Básica Rodolpho Dornbusch, em Jaraguá do Sul, com as turmas do 8º ano.

O Mulheres Cientistas é um projeto de popularização da ciência voltado ao público em idade escolar por meio de jogos analógicos. Ele é coordenado pela professora Selene de Souza Siqueira Soares e conta com a participação das professoras Ana Julia Dal Forno e Louise Reips, além de bolsistas e integrantes do Coletivo Feminino da UFSC Blumenau. O projeto possui financiamento pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela UFSC por meio de bolsas de extensão.

Durante a visita, os estudantes acompanharam uma apresentação sobre a UFSC Blumenau e sobre as desigualdades entre homens e mulheres na ciência. Depois os estudantes utilizam o jogo em sala de aula e fazem uma breve avaliação do mesmo. No final da visita, eles ainda levam para casa um exemplar do jogo e um livreto informativo com as histórias das mulheres citadas.

(mais…)

Tags: CiênciaeducaçãoEscolasestudantesextensãoincentivoJogomulheresmulheres cientistasUFSCUFSC BlumenauUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC emitiram diferentes alertas sobre intensificação de extremos climáticos

07/05/2024 17:03

Zona norte de Porto Alegre atingida pelas cheias. Foto: Alex Rocha/PMPA/Divulgação

Em diferentes estudos, relatórios e entrevistas ao longo dos últimos meses, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançaram dados, alertas e informações sobre a intensificação de eventos climáticos extremos, com ênfase nos riscos de inundações e secas nas diferentes regiões do país e na necessidade de preservação das florestas e em zerar emissões de carbono.  Em linhas gerais, esses alertas, geralmente realizados em parcerias com cientistas de instituições ao redor do mundo, traçam panoramas sobre como o aquecimento do planeta e fenômenos como o El Niño e as queimadas compõem esse sistema.

Temperatura recorde – O aumento da temperatura na terra é apontado por cientistas como principal causador dos eventos extremos. O ano de 2023 foi o mais quente já registrado na história, com 50% dos dias acima do limiar de perigo. Esse aquecimento gera efeito nos oceanos, que também aquecem. Isso provoca secas, inundações, além de ondas de calor e frio. O assunto foi abordado pelo relatório do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).

>>> Veja como fazer doações para ajudar as vítimas da enchente no Rio Grande do Sul

Retenção de carbono nos oceanos – O fenômeno tem a ver com o excesso de carbono que circula na atmosfera: 90% desses gases são retidos pelos oceanos. O calor nos oceanos, por sua vez, cada vez mais intenso, pode ocasionar mais fenômenos como ciclones e flutuações nas chuvas. Um grupo de cientistas do Programa Mundial de Pesquisa Climática (WCRP) da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) liderado pela professora Regina Rodrigues, do Departamento de Oceanografia da UFSC, redigiu uma declaração alertando para o recorde recente. Os cientistas já mostravam que esses casos poderiam aumentar em frequência, duração e intensidade se não ocorrerem esforços dramáticos de mitigação e adaptação.
(mais…)

Tags: alerta climáticoCheiasclimaClimatologiaecologiaEl Niñoenchentegeociênciasimpacto climáticomudanças climáticasoceanografiarevista NatureRio Grande do SulRSScienceUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: com ações afirmativas, formandos negros aumentam em 160%

06/05/2024 07:53

Dados da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgados pelo jornal Notícias do Dia mostram uma evolução no número de alunos negros formados após 15 anos da implementação do sistema de cotas. A reportagem indica que, comparado a 2008, a universidade aumentou o quantitativo em 160% no ano de 2023.

O texto também trata do pioneirismo da instituição ao implantar a política de ação afirmativa. “O primeiro sistema de reserva de vagas para pessoas negras foi instituído em 2008, quatro anos antes da criação da Lei de Cotas, sancionada pelo Governo Federal em 2012”, relembram.

Em 2008, 170 pessoas negras se formavam pela UFSC. Já em 2023, esse número aumentou para 442. Também neste ano, houve um recorde no número de formandos negros, que representaram 17% do total de pessoas diplomadas. ““Os estudantes cotistas têm o direito de estar na universidade. Este lugar também é deles, é para eles. Então fazemos também um trabalho educativo tanto para as pessoas que são cotistas, quanto para os demais estudantes, para que a UFSC possa oferecer um ambiente acolhedor e de respeito à diversidade”, disse a professora Leslie Sedrez Chaves, pró-reitora de ações afirmativas e equidade.

A reportagem também trouxe o número de ingressantes negros na UFSC, que recebeu 1.304 novos alunos pretos e pardos em 2023, número que aumentou 28,6% em relação a 2022, quando 1.014 dos ingressantes eram negros. “A Universidade Federal de Santa Catarina tem feito todos os esforços para ampliar esse sistema e garantir também a permanência dos estudantes na instituição. O objetivo é que ingressem e que possam sair graduados”, afirmou a pró-reitora.

Leia o texto completo.

Tags: ações afirmativasformaturapessoas negrasUFSC na mídia

UFSC manifesta solidariedade aos atingidos pelas inundações em SC e no RS

04/05/2024 22:47

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) expressa sua solidariedade a todas as pessoas atingidas pelas inundações, deslizamentos e desmoronamentos ocorridos nos últimos dias no Estado de Santa Catarina, especialmente nas regiões Oeste e Sul. E estende essa solidariedade fraternal a todos os atingidos no estado do Rio Grande do Sul, que enfrenta fenômenos climáticos extremos, de enormes dimensões e consequências.

A UFSC se coloca à disposição do coletivo de instituições federais de educação superior do Estado do Rio Grande do Sul para apoio e colaboração no que estiver ao seu alcance. Ao mesmo tempo, também se coloca à disposição para colaborar com as demais instituições catarinenses.

Tags: enchentesfenômenos climáticosRio Grande do SulsolidariedadeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC identificam nova espécie de fungo na Serra Catarinense

29/04/2024 08:54

Microglossum azeurum, encontrado na serra catarinense. Foto: Luis Funez/PELD BISC

Um fungo de um azul reluzente se destaca na paisagem da Serra de Urubici, em Santa Catarina: é o Microglossum azeurum, uma espécie recentemente descoberta e registrada pelo pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, Luís Funez. A espécie foi encontrada em meio às matas nebulares e pertence a um gênero que ocorre muito pouco no Brasil. A partir desse trabalho, que ocorreu no contexto da Pesquisa Ecológica de Longa Duração que estuda a biodiversidade do estado de Santa Catarina e do Mind Funga,  outras três novas espécies desse fungo foram localizadas espalhadas pelo país.

Isso ocorreu porque, assim que viu que tinha uma amostra da espécie nova, o pesquisadora procurou fóruns e comunidades de discussão de fungos para identificar pessoas que tivessem achado espécies de Microglossum. Em uma comunidade de discussão no Facebook, ele encontrou dois colegas que haviam se deparado com esse tipo de fungo. “Entrei em contato, pedi que me enviassem as amostras pelo correio e me enviaram. Assim, consegui, além do meu material, mais duas espécies novas”, narra.

A descoberta da espécie ocorreu durante uma atividade de levantamento da diversidade de macrofungos nas áreas que compunham o experimento, na Serra catarinense. “Eram feitas visitas regulares a cada uma dessas áreas, e os fungos que cresciam lá, eram fotografados, coletados e desidratados para que os estudos da sua morfologia e material genético pudessem posteriormente acontecer”, comenta.

“Encontrar um Microglossum é quase um delírio, um unicórnio fúngico. Eles são pequenos, coloridos e aparecem em lugares imprevisíveis em longos intervalos de tempo. Alguns autores descrevem 12-15 anos, outros descrevem mais de 50 ou 60 anos! Ou seja, talvez tenha sido a primeira e última vez que eu me deparei com uma maravilha dessas. Fico extremamente feliz por ter tido esse momento e poder ter trazido isso à luz da ciência”, explica

O conhecimento empírico dos grupos de fungos que eram encontrados na região permitiu que ele percebesse que estava diante de algo diferente. “Quando encontramos algum fungo que seja muito diferente, como foi o caso do Microglossum azureum, já suspeitamos ser algo diferente ou novo, mas a certeza só vem após as análises”, diz.

Espécie amarelada também foi identificada (Divulgação)

A morfologia completa dos fungos, de acordo com o pesquisador, pode ser acessada com auxílio de um microscópio. Além disso, as análises genéticas são fundamentais para a identificação de fungos, que representam um dos mais diversos grupos de organismos do planeta. “As espécies são muito parecidas entre si e se conhece relativamente pouco sobre eles”, pontua.

Dados confirmados; novas espécies

Os dados sobre a nova e inédita espécie só foram confirmados após todos esses procedimentos. E a equipe novamente foi supreendida, já que antes de terem acesso às sequências genéticas, os cientistas estavam tratando os Microglossum como apenas duas espécies: o Microglossum azureum e Microglossum popovkinii, fungos de cor amarela encontrados na Bahia e Mato Grosso. “Mas quando estas chegaram, notamos que duas amostras do amarelo, provenientes do Mato Grosso, eram geneticamente muito distintas das outras, e foi preciso reanalisar o material. Então surgiu uma terceira espécie: Microglossum sourellae”.

Funez explica que, dentro de Microglossum, há duas principais linhagens: a estipe escamoso e as estipe nú. Todas as novas espécies descritas possuem estipes nús. No caso do fungo localizado na serra catarinense, a cor azul vibrante e quase uniforme é sua marca registrada. “Nenhum outro apresenta esta coloração azul tão viva”, explica.  Os amarelados, por sua vez, possuem  características parecidas entre si, diferindo-se dos demais pela cor, amarelo pálido com a base do estipe azulada. As diferenças também abrangem formatos e medidas de estruturas microscópicas, como esporos e ascos.

O cientista também afirma que os fungos são organismos que apresentam inúmeras funções no ecossistema. “Os fungos são basicamente o motor de transformação da matéria nos ecossistemas. Microglossum, acredita-se que sejam decompositores de material particulado no solo, ou seja, reciclam a matéria morta, transformando-a em nutrientes vitais para a fertilidade do mesmo, de forma a nutrir a vida vegetal”, finaliza.

 

Tags: Algas e PlantasfungoMicroglossumnovas espéciesPesquisa Ecológica de Longa DuraçãoPrograma de Pós-Graduação em Biologia de FungosSerra catarinense

UFSC participa do mais amplo e inédito estudo sobre microplásticos no litoral

23/04/2024 13:29

Microplásticos são invisíveis a olho nu, mas podem se degradar de plásticos maiores. Foto: Sergei Tokmakov/Pixabay

Atualização: desde 6 de dezembro de 2024 a UFSC não integra mais o projeto MicroMar. O Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica, entretanto, segue realizando, publicando e divulgando suas pesquisas sobre o tema.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está participando do maior projeto já realizado no Brasil sobre a poluição por microplásticos nas praias brasileiras. O Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica (LABCAI), liderado pelo professor Afonso Celso Dias Bainy, é uma das referências no estudo sobre contaminantes no mar e irá analisar amostras coletadas em nove pontos, nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Laguna, Penha, Garopaba e Palhoça. O projeto envolve colaboração com instituições do país e do mundo e tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e se alinha ao Programa Ciência no Mar e ao Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar.

Os microplásticos são partículas de tamanho entre 1µm (a milésima parte de um milímetro) e 5 mm e passam facilmente pelos sistemas de filtragem de água porque as estações de tratamento de esgoto não possuem eficiência de remoção total. Por isso, chegam aos rios, lagos e oceanos, representando uma ameaça potencial à vida aquática e afetando também a vida humana.

No projeto MicroMar, coordenado pelo professor Guilherme Malafaia, do Instituto Federal Goiano, mais de 6.700 amostras de areia e água em 750 praias localizadas em 300 municípios do litoral serão analisadas para gerar um diagnóstico atual, abrangente e inédito sobre essa temática no Brasil.

A parceria com a UFSC surgiu, segundo o professor Afonso Bainy, por conta do histórico do trabalho do laboratório em investigar os mecanismos moleculares e bioquímicos da interação entre contaminantes emergentes e as respostas dos organismos aquáticos. Um dos estudos que deu início a essa parceria foi desenvolvido a partir de uma tese com moluscos bivalves, mais precisamente das ostras, organismos filtradores que, acabam capturando esses contaminantes com mais facilidade.
(mais…)

Tags: contaminaçãoLaboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímicalitoral brasileirolitoral catarinenseMicroplásticosostrasSaneamento Básico

UFSC auxilia na atualização de lista de espécies exóticas invasoras, defasada há 10 anos

19/04/2024 11:00

Sagui-de-tufos-pretos. Foto: Wikipedia.

Conhecer as espécies exóticas invasoras, consideradas uma das maiores causas da perda de biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos, é fundamental para prevenir sua disseminação e controlá-las. Um artigo publicado na revista Biological Invasions atualizou a lista brasileira dessas espécies, o que não ocorria há mais de 10 anos. O trabalho, elaborado por especialistas de diversos locais do país, contou com a participação do pesquisador Rafael Barbizan Sühs, pós-doutorando do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professor da Universidade. 

“Nosso trabalho envolveu a participação de professores, pesquisadores, técnicos do Ministério do Meio Ambiente e gestores de ONGs em um grande esforço conjunto para atualizar a lista”, contou Sühs. O artigo Invasive non‑native species in Brazil: an updated overview contou ainda com a participação de Silvia Renate Ziller, do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, que tem projetos em parceria com a UFSC.
(mais…)

Tags: Base de Dados Nacional de Espécies Exóticas InvasorasBiological InvasionsDepartamento de Ecologia e Zoologiaespécies exóticas invasorasInstituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação AmbientalInvasive non‑native speciesLaboratório de Ecologia de Invasões BiológicasLeimacManejo e ConservaçãoUFSC

Vestibular Unificado UFSC/IFSC oferece 1086 vagas para cursos presenciais no segundo semestre

17/04/2024 13:13

Campus da UFSC em Florianópolis, abril de 2024. Foto: Amanda Miranda/Agecom/UFSC

Uma nova oportunidade para quem quer estudar na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ou no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) ainda este ano está disponível, a partir desta quinta-feira, 18 de abril. As duas instituições estão com inscrições abertas para o Vestibular Unificado UFSC/IFSC 2024-2, cujas inscrições, no valor de R$ 100,00, poderão ser feitas até 14 de maio no site: https://vestibularunificado20242.ufsc.br/. As regras para solicitações de isenção da taxa de inscrição estão explicitadas no edital, disponível no mesmo endereço eletrônico.

A UFSC tem 421 vagas distribuídas entre cursos de bacharelado e licenciatura dos campi de Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville. No IFSC estão disponíveis 655 vagas em cursos de bacharelado, licenciatura e tecnólogo de oito municípios: Chapecó, Florianópolis, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Palhoça e São José. As provas deste processo seletivo serão realizadas em 23 de junho, das 14h às 19h. Os aprovados começam a estudar no segundo semestre deste ano.
(mais…)

Tags: processo seletivovagasVestibular Unificado UFSC/IFSC 2024-2

Curso de Medicina da UFSC Curitibanos é autorizado pelo MEC em solenidade em Brasília

16/04/2024 16:27

Reitor da UFSC assina portaria ao lado de deputados de Santa Catarina e do ministro Camilo Santana. Foto: Divulgação

O curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina em Curitibanos foi oficialmente autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) em solenidade realizada na noite desta segunda-feira, 15 de abril, em Brasília. O MEC havia confirmado em janeiro a criação da nova Graduação, que atende a uma reivindicação de mais de 10 anos da comunidade local, registrada em 2013 em audiência pública. O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, esteve presente no evento desta segunda-feira. As atividades devem iniciar em março de 2025, com 25 vagas anuais totais.

“O curso de Medicina no Campus de Curitibanos da UFSC atende uma antiga reivindicação daquela comunidade acadêmica, sendo uma conquista de toda a sociedade catarinense. Agradecemos a todas as pessoas que apoiaram a criação do curso de medicina do Campus de Curitibanos. Parabéns para nossa Universidade”, disse Irineu.

O diretor do Campus de Curitibanos,  Juliano Gil Nunes Wendt, comparou a segunda-feira ao dia de criação do campus. “Esse é um dia histórico para a UFSC e para o campus. Foi mais de uma década de perseverança de toda uma comunidade, interna e externa à nossa Universidade. Um dia que será tão importante quanto o anúncio da criação do Campus de Curitibanos. Não há palavras para descrever e expressar o agradecimento da comunidade, dos agentes políticos e das gestões da UFSC que acreditaram que este momento seria possível”, pontuou.

Já a pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro, declarou que “depois de aguardarmos alguns anos temos o ato de autorização assinado e, com isso, podemos iniciar um novo curso de Medicina público e gratuito em Santa Catarina. É com entusiasmo que recebemos essa autorização para oferecer o curso no Campus de Curitibanos da UFSC. O curso contribuirá localmente e regionalmente e para promoção e fortalecimento dos serviços de saúde e para a formação de profissionais médicos. Mais uma vez, a Universidade reafirma seu compromisso e sua função social”.

(mais…)

Tags: audiência públicaCampus de Curitibanoscurso de medicinaMECplanaltopleitoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Ranking lista cursos da UFSC entre melhores do mundo: Odontologia está no top 100

16/04/2024 16:01

Em sua primeira avaliação no ranking, Odontologia aparece entre os 100 mais bem colocados. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está entre os 100 melhores do mundo, segundo a edição anual do ranking QS World University Rankings by Subject. O levantamento da Quacquarelli Symonds, empresa internacional especializada em análise de ensino superior, mostra que a Odontologia é uma das áreas mais fortes nos cursos brasileiros. As citações a graduações da UFSC no ranking somam 13 entre os top 500.

Esta foi a primeira vez que a Odontologia da UFSC foi avaliada pelo ranking e estreou ocupando um lugar no bloco classificatório entre as colocações 51-100 na escala global (depois da 50ª posição, o ranqueamento ocorre por intervalos). Além da UFSC, outras seis instituições do país compõem o top 100 na área da Odontologia: Universidade de São Paulo (USP), no 13º lugar; Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no 23º; Universidade Estadual Paulista (Unesp), 36º; Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFRGS), 50º; e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel), também no intervalo 51-100.

O curso de Enfermagem da UFSC também se destacou no levantamento, ficando entre os 200 mais bem colocados no ranking mundial, no intervalo 151-200. Há ainda outras áreas de estudo em que os cursos de graduação se sobressaíram: Arquitetura (intervalo 201-240); Linguística, Agricultura, Engenharia Mecânica e Aeronáutica (201-250); Arqueologia, Engenharia Elétrica e Eletrônica (251-300), entre outros.
(mais…)

Tags: enfermagemOdontologiaQS World University RankingsQS World University Rankings by SubjectrankingUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC representará o Brasil em competição internacional de futebol universitário

16/04/2024 15:57

O time de futebol masculino da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) representará o Brasil na FISU America Fútbol de 22 de maio a 2 de junho, em Punta Del Este, Uruguai. A competição é organizada pela Federación Internacional del Deporte Universitario (FISU) e a convocação da UFSC veio da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).

O campeonato é o equivalente ao Pan-Americano para o futebol universitário. A conquista do título garantirá uma vaga na Copa do Mundo Universitária. A UFSC foi convocada por ter sido a campeã nos Jogos Universitários Brasileiros, em 2023. Outro time de Santa Catarina também representará o Brasil: a equipe de futebol feminino da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

Equipe campeã dos Jogos Universitários Brasileiros volta às competições por meio de campeonato pan-americano de futebol. Foto: Divulgação

“Jogar o Pan-Americano para mim é algo incrível, tentei ser jogador de futebol assim como muitas crianças e não consegui, e jogar esse campeonato me aproxima desse sonho de infância. Me sinto muito feliz pela Universidade nos oferecer essa oportunidade e grato pelo esforço que todos fizemos para chegar onde estamos”, relata o estudante de Educação Física e atacante do time, Kaique Cavalcante.
(mais…)

Tags: CDSfutebol universitárioJUBsNUPEDEFFUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Grupo de pesquisadores alerta sobre projeto de lei que ameaça os campos nativos brasileiros

16/04/2024 09:35

O Planalto Catarinense é uma das áreas ameaçadas pelo Projeto de Lei. (Foto: Arquivo Pessoal/Michele Dechoum)

Um grupo de pesquisadores brasileiros que inclui a professora Michele de Sá Dechoum do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assina uma carta publicada na revista Science, no último dia 11 de abril, a respeito do Projeto de Lei 364/19, aprovado em março de 2024 na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Segundo os pesquisadores, se aprovada, a legislação poderá deixar 48 milhões de hectares de campos nativos em todo o país desprotegidos.

O projeto altera a Lei de Proteção da Vegetação Nativa e permite que uma área maior do que o Paraguai possa ser livremente convertida para uso agrícola, minerário ou urbano sem qualquer tipo de limitação ou autorização administrativa. Na publicação em uma das mais renomadas revistas científicas do mundo é feito um alerta sobre os riscos à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável caso o PL 364/19 passe pelo Senado e seja sancionado pela Presidência da República.

“A aprovação desse PL vai contra qualquer reconhecimento da relevância sociocultural, ambiental e econômica dos campos nativos do Planalto Catarinense. Os campos são importantes não só do ponto de vista de qualidade ambiental, mas também na perspectiva de geração de renda por meio do turismo e da pecuária extensiva. É fundamental que a sociedade catarinense entenda a gravidade da aprovação desse PL e se manifeste contrariamente ao mesmo,” reforça a professora Michele.

(mais…)

Tags: Câmara dos Deputadoscampos nativosCCBMichele de Sá DechoumUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC participa de processo de indicação geográfica para alho roxo do Planalto Catarinense

12/04/2024 10:40

Registro de IG reconhece  qualidade e singularidade do alho catarinense. Foto: Divulgação/Epagri

O alho roxo do Planalto Catarinense está perto de obter o registro de Indicação Geográfica (IG), conferido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, com reputação e identidade próprias quando comparados aos seus similares disponíveis no mercado. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das instituições participantes desse processo que representa mais do que uma mera certificação; é o reconhecimento da qualidade e singularidade desse alimento que tem suas raízes na região conhecida como “berço nacional da cultura do alho”.

A proposta é conquistar esse selo na modalidade de Denominação de Origem (DO), que é concedida quando as características do produto têm influência essencial ou exclusiva da região em que ele foi produzido, tanto por fatores naturais quanto humanos. A cor púrpura da película de proteção dos bulbilhos, o tamanho dos bulbos, os aromas e os componentes bioquímicos estão entre as distintas qualidades do alho catarinense – também denominado alho roxo nobre, devido à alta qualidade – para a requisição de uma IG. Atualmente, a sua área de produção abrange os municípios de Curitibanos, Brunópolis, Frei Rogério, Fraiburgo, Monte Carlo, Caçador e Lebon Régis. “Ele não é só produzido em Santa Catarina, mas também no Rio Grande do Sul, no Paraná e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas o Planalto Catarinense é o berço”, afirma o professor Leocir Welter, do Departamento de Ciências Naturais e Sociais (CNS), do Campus de Curitibanos.

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Estado (Epagri), a produção de alhos nobres em Santa Catarina começou no final da década de 1970, com o pioneirismo de Takashi Chonan. Até hoje, a variedade denominada “Chonan” é utilizada e mantida pelos produtores locais. O alho roxo candidato à indicação geográfica foi definido por sete cultivares deste grupo, denominados Chonan, Ito, Quiteria, Caçador, Contestado, Jonas e Ito HF. “Esse alho produzido no Planalto – que tem menos dentes e um bulbilho de cor vermelho ou roxa, por isso o nome – passou a ter uma importância muito grande para a região, especialmente entre as décadas de 1970 e 1990. Depois, com a entrada de alho chinês, ele começou a ter dificuldade de competitividade. Além disso, houve também uma migração desse produto (que, no início, era produzido exclusivamente aqui) para outras regiões”, conta Leocir.

Produção de alhos nobres em Santa Catarina começou no fim da década de 1970, com o pioneirismo de Takashi Chonan. Foto: Divulgação/Epagri

O professor Cristian Soldi, também do Campus de Curitibanos, explica que o registro de IG é dividido em duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A IP está ligada ao nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço. Já a DO é o nome da região que designa produto ou serviço cujas qualidades ou características se devem exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos. “No caso da Denominação de Origem, o produto ou serviço é oferecido de forma cultural, mas também se distingue de outros produtos semelhantes pelas condições climáticas da região. Então, está relacionado às condições de território, de solo, clima e do próprio fator humano”, explica Cristian.

> Saiba mais sobre Indicação Geográfica

Para o docente, a obtenção do selo soma valor ao produto, por certificar que existe um certo regramento para determinada produção. “Isso traz garantias ao consumidor, que vai ter certeza de que o produto é daquela região e apresenta a qualidade esperada, e também ao produtor, que poderá se reunir a outros produtores interessados e, de certa forma, ampliar o mercado da mercadoria”, avalia Cristian. “Vai ser mais difícil alguém produzir o alho, por exemplo, no Paraná e dizer que é um alho roxo do Planalto Catarinense, pois tem essa questão da identidade, a certificação de que o produto é daqui”, salienta. O professor Leocir Welter complementa: “Criar uma indicação geográfica abre todo um novo cenário, uma valorização do produto, um reconhecimento da qualidade. Isso permite padronizar a produção e agregar valor ao alho produzido, viabilizando a atividade aqui na região”.
(mais…)

Tags: alhoalho roxoCuritibanosDepartamento de Ciências Naturais e Sociais (CNS)Indicação GeográficaPlanalto CatarinenseUFSCUFSC CuritibanosUniversidade Federal de Santa Catarina

Turismo impacta a alimentação de famílias rurais em Santa Catarina, diz estudo da UFSC

11/04/2024 15:50

Professor coordena pesquisa que fornece subsídios para políticas públicas sobre segurança alimentar

Para ler a reportagem especial em formato multimídia, clique aqui

Pesquisadores da UFSC estudam o impacto do encarecimento de alimentos na dieta de famílias do interior de Santa Catarina. Ilustração: Laura Araújo/NADC/UFSC

“Artesanal”, “típico” ou “gourmet”. Na tentativa de atrair consumidores, diferentes adjetivos contam histórias e agregam conteúdo simbólico aos alimentos, mas também aumentam seu preço. O custo pode ser elevado a ponto de torná-los inacessíveis até mesmo para quem tradicionalmente os produz. É o caso de Timbé do Sul, município do sul de Santa Catarina, cujos agricultores não conseguem reter para o consumo doméstico o próprio queijo produzido devido à alta demanda do setor turístico.

“A substituição da agricultura pelo turismo traz consequências importantes na dieta das famílias rurais”, explica Clécio Azevedo da Silva, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pesquisador sobre o tema dos regimes alimentares. “Elas acabam se tornando compradoras de alimentos [apesar de produzi-los]”.

Os resultados do estudo coordenado por Clécio fornecem subsídios para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à alimentação, como a Política Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) – além de reforçar a necessidade de aplicá-las, já que não há um sistema de fiscalização sobre elas.

A criação de espaços de segurança alimentar e nutricional é especialmente importante para contextos mais propensos a vulnerabilidades, como os pequenos municípios, afirma a estudante Tainara de Souza, do curso de Graduação em Geografia da UFSC. Timbé do Sul é vizinha de Praia Grande, a “capital dos cânions” famosa pelo destino turístico dos geoparques. Situados na mesma região sul de Santa Catarina, somam pouco mais de 12 mil habitantes.
(mais…)

Tags: agrotóxicosalimentaçãoalimentos agroecológicosCentro de Filosofia e Ciências HumanasCFHClécio Azevedo da SilvaDepartamento de GeociênciasDepartamento de Geografiafamílias ruraisNADCNúcleo de Apoio a Divulgação CientíficanutriçãoPraia GrandeTainara de SouzaTimbé do SulturismoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Laboratório da UFSC trabalha em projeto para autonomia da indústria de automóveis no Brasil

10/04/2024 10:22

O Laboratório de Materiais da UFSC foi contratado para um projeto que promete alavancar a indústria automotiva nacional. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O Laboratório de Materiais (LabMat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve, desde outubro de 2023, um projeto cujos objetivos são alavancar a indústria nacional – principalmente a de automóveis – e diminuir a dependência de insumos produzidos no exterior. Ao longo dos próximos três anos, o projeto irá desenvolver equipamento inédito no país, além de capacitar e incentivar a indústria nacional em uma nova modalidade de negócio. 

O investimento do Governo Federal é da ordem de R$ 17 milhões, neste que é, na avaliação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da UFSC, um dos projetos mais robustos que a UFSC já participou.

A gestão é da Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep), responsável pela coordenação da Linha IV – Ferramentarias Brasileiras mais Competitivas do programa prioritário Mobilidade Verde e Inovação, substituto do Rota 2030. A gestão do projeto no âmbito da UFSC está a cargo da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc).

O professor Cristiano Binder, do Departamento de Engenharia Mecânica, coordena a iniciativa. Ele explica que a principal aplicação dessa tecnologia, no montante em que foi contratado, está na indústria automotiva de grande porte. “Trata-se de um projeto nacional que direciona os recursos de impostos cobrados de produtos importados para injetar na pesquisa e desenvolvimento desses insumos no Brasil”, explica o docente. 

Desde o botão do pisca-alerta até o chassi, as peças de um carro precisam ser moldadas utilizando uma ferramenta. O processo de nitretação a plasma, realizado pelo LabMat, amplia a vida útil dessas ferramentas e é a chave para aumentar a competitividade da indústria automotiva brasileira. Foto: Divulgação

O Rota 2030, um projeto de longo prazo, foi substituído em dezembro pelo Programa Mover – Mobilidade Verde e Inovação, que mantém em andamento os projetos já contratados e prevê maior investimento nacional em pesquisa e desenvolvimento para a descarbonização do setor, com o uso de tecnologias de fontes de energia renováveis, e melhoria dos processos de mobilidade, com o desenvolvimento de veículos mais eficientes. O professor Cristiano Binder ressalta que são muitas e variadas as linhas de trabalho, e o programa busca de formas variadas chegar ao resultado final de uma indústria nacional fortalecida. 

O projeto do qual o Labmat participa é voltado à indústria de ferramentaria veicular, que são os moldes utilizados para a produção das milhares de peças envolvidas na fabricação de veículos. Desde o chassi até o botão de pisca-alerta, cada peça precisa ser moldada utilizando uma ferramenta. E o processo de nitretação a plasma que o Labmat realiza, importante tecnologia para ampliar a vida útil de equipamentos de estampagem industrial, é a chave para aumentar a competitividade da indústria automotiva brasileira. 

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, Jacques Mick, a Universidade é uma das que possuem maior volume de contratos na primeira fase do Rota 2030: foram três projetos em 2021; três em 2022 e oito em 2023. “Nossa instituição tem uma história de proximidade com a indústria brasileira, temos uma unidade Embrapii especializada em máquinas e equipamentos para mobilidade e uma série de convênios de pesquisa com fábricas importantes do setor automotivo. Com o projeto de nitretação a plasma, queremos contribuir para que a indústria brasileira deixe de depender de insumos importados, ampliando a força e a autonomia das ferramentarias na região e no país”, salientou o gestor.
(mais…)

Tags: CTCLABMATLaboratório de Materiais (LabMat)nitretação a plasmaPROPESQUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa da UFSC desenvolve método inovador para armazenamento de dados médicos a baixo custo

09/04/2024 11:30

PROV-Health possibilita formação de repositório para análise, distribuição e geração de relatórios médicos. Foto: NCI/Unsplash

Um projeto inovador desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCIN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) permite o armazenado de dados médicos de forma segura e com baixo custo para instituições da área da saúde. O programa PROV-Health, idealizado pelo pesquisador Márcio José Sembay em sua tese de doutorado, consiste em um método com estratégias computacionais adaptáveis, que permitem a formação de um repositório destinado a armazenar diferentes tipos de dados passíveis de gerenciamento para análise, distribuição e geração de relatórios médicos.

O programa contou com a contribuição do Sistema Integrado Catarinense de Telemedicina e Telessaúde (STT) da Rede Catarinense de Telemedicina (RCTM) para acesso aos dados de hospitais em estudo de caso e está sendo aprimorado e estendido para outras fontes de trabalho, como a Teledermatologia, dentro do próprio ambiente.

De acordo com Sembay, além de diminuir o gasto com armazenamento, a iniciativa preocupa-se com a segurança e a prevenção de possíveis vazamentos de dados. “Este projeto teve o intuito de desenvolver um método que possibilitasse armazenar dados de proveniência em saúde de forma segura e com baixos custos ou quase nenhum custo para o STT/RCTM, dinamizando o processo de segurança e auditoria dos dados de saúde para o contexto. Isso possibilita compreender o fluxo informacional e a proveniência dos dados coletados de diferentes fontes, oportunizando tomadas de decisão estratégicas”, afirma o pesquisador.

Considerado um projeto piloto no país, o PROV-Health tem como principal vantagem a adaptabilidade para qualquer sistema de informação em saúde. Conforme explica Sembay, essa interoperabilidade contribui para a garantia de uma troca eficaz e eficiente de dados de saúde e para a definição de fontes confiáveis. O aplicativo permite executar a captura, coleta, preparação, organização, controle e armazenamento de dados, possibilitando a visualização, consulta e análise dessas informações de forma descentralizada em distintos sistemas.
(mais…)

Tags: Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCin)Rede Catarinense de Telemedicina (RCTM)Sistema Integrado Catarinense de Telemedicina e Telessaúde (STT)telemedicinaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Dia da Memória e Defesa da Democracia: UFSC recebe oficialmente documentos sobre a ditadura

05/04/2024 20:52

Professor Fernando Ponte de Sousa foi o último convidado a falar. Foto: Salvador Gomes/Agecom/UFSC

Foi uma manhã e início da tarde de muitos relatos e abraços. Sobraram recordações e aplausos durante o Dia da Memória e Defesa da Democracia, evento promovido na Sala dos Conselhos, no Campus de Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na sexta-feira, 5 de abril. 

A programação contou com a entrega oficial de uma série de documentos sobre a ditadura no estado. Os papéis foram reunidos pela Comissão Estadual da Verdade Paulo Stuart Wright e estavam com a Seccional de Santa Catarina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC). Os documentos farão parte do acervo do Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH/UFSC) e futuramente devem ser disponibilizados ao público. 

Durante o evento, também foi entregue oficialmente ao presidente do Conselho Universitário (CUn), reitor Irineu Manoel de Souza, o relatório que consolida os encaminhamentos das recomendações da Comissão Memória e Verdade da UFSC. O documento ainda será submetido ao CUn para votação.

A Comissão Memória e Verdade da UFSC foi criada em dezembro de 2014 pelo CUn. Entre 2015 e 2017, a comissão pesquisou documentos em acervos de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Brasília. Também foram colhidos depoimentos e promovidas três audiências públicas.

O resultado foi um relatório com recomendações. Em março de 2023, criou-se outra comissão para encaminhar as indicações do primeiro relatório. Foram essas recomendações que chegaram oficialmente à presidência do CUn na sexta-feira.
(mais…)

Tags: Comissão da Verdade da UFSCdefesa da democraciademocraciadireitos humanosditaduraditadura civil-militardocumentomemóriaOAB/SCSala dos ConselhosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina