Ser mulher aumenta chances de sofrer com problemas do sono na velhice, diz estudo da UFSC

27/10/2023 08:15

Dados analisados foram coletados em 70 municípios do país, com população de mais de 60 anos (Imagem de Sabine van Erp por Pixabay)

Um estudo sobre queixas de sono e fatores associados em idosos realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a FioCruz Minas indica que a insônia chega a atingir até 58,6% da população maior de 60 anos no país. Os dados mostram que ser mulher aumenta as chances de sofrer com qualquer tipo de insônia, ter má qualidade de sono e sonolência diurna. Ter mais de uma doença crônica e não ingerir porções de frutas e vegetais também pode influenciar.

A análise, publicada nos Cadernos de Saúde Pública, utiliza dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). O Elsi é representativo da população brasileira e começou a ser realizado em 2015, mas a pesquisa toma como base os indicadores de 2019. A investigação envolveu 6.929 pessoas com 60 anos ou mais, em 70 municípios do país, em todas as regiões.

A preocupação em estudar especificamente a questão do sono surgiu durante a pandemia de Covid-19. O estudo recém publicado foi liderado pela professora e pesquisadora da UFSC Araranguá Núbia Carelli Pereira de Avelar, do curso de Fisioterapia. “O interesse por estudar os problemas de sono surgiu na pandemia, quando os idosos relatavam que estavam dormindo muito mal. Começamos a buscar na literatura e observamos a ausência de estudos que descrevessem a prevalência das diferentes tipologias de distúrbios do sono”, explica a professora, que ouvia o relato dos idosos nas atividades de estágio que conduzia.

O artigo trata de diferentes tipologias de alterações do sono. A insônia, por exemplo, pode ser inicial, quando se refere a dificuldade de pegar no sono; intermediária, quando a pessoa acorda, tem dificuldades para dormir, mas volta ao sono; e final, quando a pessoa acorda muito cedo e não consegue mais dormir. Os dados da pesquisa também se referem à percepção sobre qualidade de sono e a sonolência diurna, quando o indivíduo já se sente cansado ao acordar.

De acordo com a professora, as queixas com relação ao sono coletadas na pesquisa ocorreram predominantemente em mulheres. “As mulheres têm maior frequência de insônia inicial, intermediária e qualquer tipo de insônia e pior qualidade de sono. A gente acredita que isso está muito relacionado à sobrecarga de trabalho, desde atividades domésticas até o cuidado com outros familiares”, analisa Núbia. “Nós observamos, no Brasil, um processo de feminização do envelhecimento – há mais mulheres idosas do que homens, e geralmente essas mulheres ficam sozinhas, ou são viúvas ou solteiras. Já se sabe que a solidão também está relacionada às questões do sono”, complementa.

O estudo publicado no periódico Cadernos de Saúde Pública também trata do fenômeno do ponto de vista biológico, já que a variação hormonal, observada principalmente em mulheres, pode desregular um circuito que desempenha papel fundamental na regulação do sono. Além disso, o nível de cortisol no sangue tende a ser mais elevado em mulheres do que nos homens, o que poderia alterar a produção de alguns hormônios e, consequentemente, prejudicar a qualidade do sono.

Seis a cada dez idosos reIatam problemas com o sono (Imagem de Jose Antonio Alba por Pixabay)

Insônia é principal problema entre os idosos

O estudo mostra que os problemas de sono com maior prevalência em idosos brasileiros foram os diferentes tipos de insônia (45,9% a 58,6%), seguidos de sonolência diurna (38,4%) e da má qualidade do sono (15,6%). “O aumento da prevalência de problemas de sono em idosos, na última década, pode estar associado ao uso crescente de smartphones antes de dormir, o que aumenta a latência do sono e leva à insônia inicial”, justificam os pesquisadores.

Evidências indicam que as mulheres apresentam uma arquitetura de sono diferente em relação aos homens, caracterizada por ondas de sono mais lentas, mais despertares noturnos e maior latência do sono. Apesar disso, conforme mencionado pela professora, a sobrecarga de trabalho também pode estar no pano de fundo da prevalência dos problemas.

Segundo Núbia, os dados são preocupantes e surpreenderam a equipe, já que seis a cada 10 idosos têm qualquer um dos tipos de insônia. “É um dado alarmante e que nos preocupa”, reforça. Na conclusão, o grupo registra que uma implicação chave do estudo é justamente a importância da implementação de campanhas informativas e iniciativas educativas para aumentar a consciencialização sobre os problemas do sono nesta população.

Os dados também vão ao encontro do que a literatura e grupos especializados têm apresentado. “A Associação Americana de Cardiologia inseriu em 2022 o sono como variável ligada ao envelhecimento saudável”, comenta a professora. Segundo ela, a ciência reconhece os efeitos dos problemas de sono na saúde global dos idosos, já que aqueles que dormem muito mal apresentam maior risco de mortalidade, de depressão e de declínio cognitivo, além de estarem mais propensos a doenças neurodegenerativas.

Consumo adequado de frutas e vegetais e consumo de álcool também foram analisados

A pesquisa da UFSC também indica que o consumo de frutas e vegetais e de álcool pode estar relacionado aos problemas de sono entre pessoas com 60 anos ou mais. Idosos que não consumiam cinco porções diárias de frutas e vegetais apresentaram maior chance de má qualidade do sono, de acordo com o estudo.

“Isso porque esses alimentos são fontes de antioxidantes, polifenóis, vitamina C, fibras, potássio, flavonóides, que são ativos biológicos que vão melhorar o equilíbrio do ritmo circadiano e, consequentemente, a qualidade de sono. Além disso, podem modular o metabolismo e a concentração dos hormônios relacionados à qualidade de sono”, justifica.

Baixo consumo de vegetais pode ter relação com má qualidade do sono (Imagem de Jill Wellington por Pixabay)

Já o consumo de álcool uma vez por mês ou mais foi associado a menor chance insônia inicial, o que também foi consistente com outros estudos da área. Apesar disso, a pesquisa traz um alerta: “O álcool tende a reduzir a fase do sono de movimento rápido dos olhos (REM) e a desalinhar o ciclo sono-vigília”, indicam os pesquisadores. De uma forma geral, isso levaria a efeitos que podem resultar em má qualidade do sono e sonolência diurna, impactando o bem-estar geral.

A pesquisa registra que é importante considerar o impacto do consumo de álcool trazendo também um outro registro já reconhecido pela ciência: o de que algumas bebidas alcoólicas, como o vinho tinto, são ricos em flavonóides, como o resveratrol, que possuem propriedades antioxidantes e efeitos neuroprotetores, que podem melhorar a qualidade do sono

Condições de saúde têm impacto no sono

Também em relação às condições de saúde, a pesquisa registra que a presença de duas ou mais doenças crônicas aumentou de 1,21 a 1,65 vezes as chances de idosos apresentarem insônia inicial, intermediária, final e qualquer tipo de insônia. O dado também se alinha a estudos anteriores que mostraram que a ocorrência de duas doenças crônicas simultâneas está positivamente associada a todos os tipos de insônia na Alemanha e na China, por exemplo. “Além disso, medicamentos para tratamento de doenças crônicas como broncodilatadores, beta bloqueadores, estimulantes do sistema nervoso central e agentes cardiovasculares podem levar à insônia”, indicam os cientistas, na análise.

Os cientistas que assinam o artigo também reforçam que os resultados coletados fornecem informações valiosas para embasar políticas e estratégias de saúde pública destinadas a promover uma melhor saúde do sono na população idosa. “Os achados deste estudo revelam uma alta prevalência de problemas de sono entre idosos brasileiros, enfatizando a necessidade de intervenções de saúde pública direcionadas para resolver esse problema”, assinalam.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: Cadernos de Saúde PúblicaElsi-BrasilenvelhecimentoFIOCRUZidososinsôniapopulação idosaproblemas do sonoUFSC Araranguá

Geriatra aponta dez dicas importantes para reforçar a saúde no Dia Nacional do Idoso

30/09/2022 15:05

Foto: Rodrigo Derech destaca a importância de atividades ao ar livre. Foto: Sinval Paulino/HU-UFSC

“Não existe uma fórmula mágica para reverter o processo de envelhecimento. Não é um soro colorido ou a reposição a esmo de múltiplas vitaminas e hormônios que vai fazer você ter uma velhice em boas condições de saúde física e mental. No entanto, você estará muito mais perto disto se: 1) não fumar; 2) estudar o máximo que puder; 3) ter relações sociais frequentes; 4) procurar uma alimentação saudável; 5) manter sua pressão, diabetes e colesterol dentro de valores adequados; 6) não beber em excesso; 7) praticar atividades físicas regulares; 8) não ter sobrepeso ou obesidade; 9) procurar qualidade de sono e 10) diagnosticar e tratar precocemente problemas de visão e audição.”

A dica é do médico geriatra do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) Rodrigo D’Agostini Derech, em entrevista concedida por ocasião do Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade, 1º de outubro, datas criadas com o objetivo de sensibilizar sobre a importância dos cuidados com a saúde e os direitos desta população.

Também no dia 1º de outubro, em 2003, foi aprovada a Lei 10.741, conhecida como Estatuto do Idoso, que prevê que sejam garantidas aos idosos todas as oportunidades e facilidades para a preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. O estatuto ressalta que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Derech explica que, legalmente, idoso é a pessoa com 60 anos ou mais, mas alerta que a idade cronológica não é o mais importante. “É difícil acharmos uma característica comum a todos, pois é um grupo muito heterogêneo. Mais importante que a idade cronológica, é a biológica. Há idosos com 60 anos que são extremamente frágeis e idosos com 80 anos que nadam dois quilômetros.”

Segundo ele, há características que são inerentes ao envelhecimento que se manifestam de forma diferente de uma pessoa para outra. “Essas características podem ser intensificadas pela carga genética ou maus hábitos de vida. No sentido contrário, podem ser muito amenizadas com hábitos como atividade física e alimentação adequada, por exemplo”, acrescentou o médico.

 Unidade de Comunicação HU-UFSC/Ebserh

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Curso capacita equipes de Instituições de Longa Permanência para Idosos

08/06/2022 13:53

Estão abertas até sexta-feira, 10 de junho, as inscrições para o Curso Capacita Ilpis SC, voltado às equipes multidisciplinares das Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpis) de Santa Catarina. Organizada pelo Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a atividade é gratuita e visa à qualificação do cuidado prestado às pessoas idosas residentes nesses locais.

A ação também busca formar multiplicadores e sistematizar e disseminar o conhecimento científico gerado por meio de produções de materiais didáticos e científicos que permitam instrumentalizar as equipes das Ilpis. Os participantes terão direito a certificado de 60 horas.

O curso é ofertado na modalidade a distância e é autoinstrucional. As atividades tiveram início em junho e seguem até 10 de outubro. O conteúdo programático e a relação de professores e conteudistas estão disponíveis no site capacitailpi.com. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail capacitailpi@gmail.com

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Abertas inscrições para curso online sobre uso seguro e adequado de plantas medicinais

28/07/2021 11:32

Estão abertas até o dia 1º de agosto as inscrições para o terceiro curso oferecido pelo Horto Didático de Plantas Medicinais do HU/CCS, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti).

O curso tem como objetivo compartilhar conhecimento sobre o reconhecimento de algumas espécies de plantas medicinais utilizadas no sistema respiratório, digestivo e genitourinário, tais como: Macela, Malvariço, Boldo, Espinheira-santa, Tansagem, Malva, Aroeira, Erva-santa, Gengibre, Alfavaca-anisada, Guaco, Mil-folhas, Funcho, Alcachofra, Eucalipto, Carqueja, Poejo, Agrião e Amora a partir da identificação correta, forma de uso e cuidados para o uso seguro, além da apresentação de interações planta-medicamento e planta-planta.

As aulas serão ministradas no período de 3 de agosto a 7 de setembro de 2021, através da plataforma Grupos Moodle da UFSC. As aulas síncronas serão realizadas às terças-feiras, das 15h às 17h. As inscrições são gratuitas e dão direito a certificado de 12 horas.

O curso online “Uso seguro e adequado de plantas medicinais no sistema respiratório, digestivo e genitourinário” faz parte do programa de extensão O protagonismo do idoso no uso adequado de plantas medicinais e preservação do meio ambiente e tem como público-alvo pessoas com 50 anos ou mais.

Site de divulgação da atividade: https://www.instagram.com/hortodidatico.ufsc/

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Pesquisa online avalia o impacto do isolamento social na saúde dos idosos

28/07/2021 09:50

Pesquisa online coordenada pela professora Núbia Carelli Pereira de Avelar, com colaboração de outras docentes da UFSC, objetiva investigar o impacto do isolamento social nas condições frequentes na saúde do idoso e relacioná-las com variáveis sociodemográficas, antropométricas, nutricionais, medicamentosas e de saúde.

Para participar da pesquisa, realizada de forma online, o interessado deve ter 60 anos ou mais e residir no estado de Santa Catarina. O tempo médio despendido para preencher o questionário online é em torno de 15 minutos.

São apresentadas questões relacionadas a condições associadas à saúde (por exemplo se possui alguma doença, se utiliza algum medicamento, nível de atividade física e comportamento sedentário, dieta), informações sociodemográficas (escolaridade, idade, renda mensal), atividades do dia a dia, sobre humor e cognição, mobilidade (capacidade de realizar alguns movimentos), comunicação, hábitos de vida, medicamentos, alimentação e relação familiar.

Os resultados dessa pesquisa irão contribuir para a formulação de propostas de prevenção e tratamento para idosos.

Link para participar da pesquisa: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScpnNS-T-sO8iZmUrGMsap5oQUVtCLt-Sy_JLCygc48cix_0Q/viewform?usp=sf_link

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Inscrições abertas para grupos reflexivos sobre envelhecimento

28/06/2021 09:53

O Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição (Laccos) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organiza novas atividades do grupo reflexivo Velho, eu?. Por meio de intervenções em grupo e com o suporte dos conhecimentos da Psicologia Social e da Psicologia do Envelhecimento, a ação tem o objetivo de compartilhar experiências, informações e reflexões sobre o processo de envelhecimento e a vivência da velhice na atualidade. 

Os grupos são conduzidos por estudantes de Psicologia e acontecerão de forma  remota (on-line).  Cada grupo terá oito encontros semanais, sendo que uma turma acontecerá nas sextas-feiras às 15h, a partir de 23 de julho. A outra se reúne nas segundas-feiras às 9h30, a partir de 26 de julho. Os encontros serão realizados pelo aplicativo Google Meet e têm duração de 1h30.

Para se inscrever, é necessário ter 60 anos ou mais, acesso a internet em computador ou celular e preencher o formulário neste link. A participação é gratuita e não é preciso ter conhecimento prévio sobre o uso de tecnologias. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

Mais informações pelas redes sociais (Facebook e Instagram) ou pelo e-mail ana.justo@ufsc.br

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Departamento de Psicologia promove grupo virtual ‘Velho, eu?’ voltado a pessoas idosas

23/02/2021 08:52

O Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição (Laccos), promove nos meses de março e abril o grupo reflexivo Velho, eu?, coordenado pela professora Ana Maria Justo.

O intuito desta atividade de extensão é, por meio de intervenções em grupo, com o suporte dos conhecimentos da Psicologia Social e da Psicologia do Envelhecimento, “compartilhar de experiências, informações e reflexões sobre o processo de envelhecimento e a vivência da(s) velhice(s) na atualidade”.

O grupo será conduzido por graduandas de Psicologia e ocorrerá de forma remota (on-line). Os encontros serão nas segundas-feiras, das 15h às 16h30, no período entre 8 de março e 12 de abril (serão 6 encontros) via Google Meet. Para se inscrever, é necessário ter 60 anos ou mais e acesso a internet em computador ou celular.

A participação é gratuita e não é preciso ter conhecimento prévio sobre o uso de tecnologias. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição neste link. Mais informações pelo e-mail ana.justo@ufsc.br.

Tags: departamento de psicologiaidososLaboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição (LACCOS)Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Projeto ‘Saúde na Melhor idade’ publica cartilha com orientações para idosos

16/12/2020 09:55

O projeto de extensão Saúde na melhor idade, vinculado ao Laboratório de Envelhecimento, Recursos e Reumatologia do Campus de Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou a segunda edição da cartilha Temas de educação em saúde com idosos. O material contempla diversos assuntos relacionados à saúde da pessoa idosa, como tabagismo, lazer, sono, vacinação, depressão e osteoporose.

O projeto iniciou suas atividades em março de 2019, numa parceria entre professores dos cursos de Fisioterapia e Medicina do Campus de Araranguá, com a proposta de difundir a importância de ações interdisciplinares. Seu objetivo  é realizar ações educativas coletivas com foco na promoção e na prevenção da saúde dos idosos que residem no município Balneário Arroio do Silva (SC) e região. As atividades presenciais eram conduzidas pelas acadêmicas bolsistas do projeto sob a supervisão da professora coordenadora, e ocorriam semanalmente na Unidade Básica de Saúde central do município.

Em 2020, devido às adaptações curriculares em decorrência da pandemia Covid-19, o projeto vem desenvolvendo suas atividades de maneira virtual com os idosos participantes, por meio de grupos de Whatsapp e redes sociais. Todos os materiais informativos utilizados ao longo do ano foram agrupados e publicados em formato de cartilhas, visando à ampla divulgação para a comunidade.

Os materiais completos estão disponíveis no site do projeto.

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Laboratório da UFSC promove pesquisa sobre prática de prevenção dos idosos frente à Covid-19

09/06/2020 14:03

O Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está realizando uma pesquisa sobre representações sociais e Covid-19. Intitulada “Representações Sociais de idosos sobre a Covid-19: percepção de riscos e comportamento de prevenção”, o estudo tem como objetivo principal compreender as práticas de prevenção dos idosos frente à Covid-19. Pessoas com 60 anos ou mais são convidadas a preencher o formulário disponível em https://forms.gle/hRqxCXozgD6mfwJr5.

O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina e há compromisso dos pesquisadores de que as respostas permanecerão confidenciais e anônimas. Os pesquisadores estarão à disposição para esclarecimentos, e o contato com a equipe pode ser realizado através do e-mail: pesquisacovid8@gmail.com.

 

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UFSC na mídia: professora e integrante do Neti orienta sobre cuidados com idosos

07/04/2020 10:08

A reportagem do site G1 Santa Catarina entrevistou a professora de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Angela Maria Alvarez, que trabalha com idosos no Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) da instituição e é presidente da Associação Brasileira de Enfermagem em Santa Catarina.

Na matéria Dois idosos de asilo em SC estão entre os mortos por coronavírus; especialistas dão orientações, publicada na sexta-feira, 3 de março, Angela dá orientações sobre os cuidados com esta faixa etária durante o período da pandemia.

> Confira a reportagem completa no site G1 Santa Catarina

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Dissertação da UFSC é premiada no 70º Congresso Brasileiro de Enfermagem

23/11/2018 18:57

A dissertação de mestrado “Prevenção de quedas dos idosos com Doença de Parkinson: gerontotecnologia educacional”, produzida pela estudante Juliana Martins Ferreira e orientada pela professora Karina Silveira de Almeida Hammerschmidt, no Programa de Pós Graduação em Enfermagem, foi classificada em 2º lugar no 70º Congresso Brasileiro de Enfermagem. O prêmio “Laís Netto dos Reis” é patrocinado pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ).

Mais informações pelo e-mail karina.h@ufsc.br

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Pesquisa da UFSC sobre condições de vida de idosos ganha visibilidade internacional

12/06/2017 16:24

Desde 2009, pesquisadores da área da saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estudam as condições de vida e saúde da população adulta e idosa de Florianópolis. Foram visitados em suas casas 1.720 adultos, entre 20 e 59 anos de idade; e 1.705 idosos com 60 anos ou mais, de todas as regiões da cidade. A pesquisa, que foi realizada pelo EpiFloripa Idoso, foi divulgada na página Internacional CAPS-19.

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Pesquisa da UFSC indica que idosos com excesso de peso ou com obesidade abdominal têm maior risco de desenvolver hipertensão

17/09/2015 15:16

Rafaela Haeger Luz, sob orientação da professora Aline Rodrigues Barbosa, realizou o estudo “Associação entre diferentes indicadores antropométricos e hipertensão arterial sistêmica em idosos de Florianópolis, Santa Catarina”, como dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina. A pesquisa utilizou dados secundários do estudo EpiFloripa Idoso, coordenado pela professora Eleonora D’Orsi, e teve como objetivo analisar a associação entre diferentes indicadores antropométricos e a presença de hipertensão arterial sistêmica em idosos de Florianópolis.

  Foram avaliados 1.197 idosos, 778 mulheres e 419 homens. A idade média das mulheres foi de 74 anos, e dos homens, 73 anos. A presença de hipertensão foi autorreferida e os indicadores antropométricos foram coletados por meio de mensuração padronizada do peso, altura e perímetro da cintura.

Foi estimado que 65% dos idosos de Florianópolis têm hipertensão. Os indicadores Índice de Massa Corporal, Perímetro da Cintura, Razão Cintura/Estatura, e os indicadores combinados Índice de Massa Corporal+Perímetro da Cintura e Índice de Massa Corporal+Razão Cintura/Estatura, que avaliaram o excesso de peso e a obesidade abdominal, foram associados à hipertensão nas mulheres. Nos homens, somente o Índice de Massa Corporal e os indicadores combinados foram associados à hipertensão.

Deriva-se, da pesquisa, que idosos com excesso de peso ou com obesidade abdominal ou, com excesso de peso e obesidade abdominal,  têm maior risco de desenvolver hipertensão, quando comparados a idosos com peso normal.

 

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Atividades físicas gratuitas para pessoas acima de 55 anos

17/03/2014 18:35

Estão abertas as inscrições para pessoas com idade igual ou superior a 55 anos em programas gratuitos de atividade física. Serão oferecidos exercícios físicos aeróbios (esteiras e bicicletas paradas) e jogos de computador que simulam a prática de atividades esportivas, com objetivo de verificar efeitos no desempenho físico, na memória e na atenção. 

As atividades serão realizadas no Centro de Desportos (CDS) da UFSC, três vezes por semana, com duração de 60 minutos e horários a combinar (manhã, tarde ou noite). 
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Inscrições para idosos em atividades físicas gratuitas

07/03/2014 11:33

Estão abertas as inscrições para participação gratuita em atividades físicas para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Serão oferecidos programas com exercícios físicos aeróbicos (esteiras e bicicletas paradas) e jogos de computador, com o objetivo de verificar efeitos no desempenho físico, na memória e na atenção. 

As atividades serão realizadas no Centro de Desportos (CDS) da UFSC, três vezes por semana, com duração de 60 minutos, com horários a combinar (manhã, tarde ou noite). 
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Pesquisa mostra que idosos do município de Antônio Carlos têm alimentação saudável

10/09/2013 11:47

Janaina da S. Dal Moro pesquisou alimentação de idosos em Antonio Carlos / SC

Pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação de Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para a dissertação de mestrado de Janaína da Silva Dal Moro, orientada pela professora Aline Rodrigues Barbosa, estudou a hipertensão arterial sistêmica associada com frequência do consumo de grupo de alimentos em idosos do município de Antônio Carlos, Santa Catarina.

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Alterações no estado nutricional de idosos refletem nas atividades físicas

27/08/2012 16:28

Dissertação de mestrado de Ana Lúcia Danielewicz comprovou que idosos com estado nutricional inadequado apresentam maiores limitações funcionais e incapacidades físicas. O estudo avaliou 477 idosos com idade entre 60 e 100 anos, de ambos os sexos, moradores do município de Antônio Carlos (SC). A pesquisa foi orientada pela professora Aline Rodrigues Barbosa, para o Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC.

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