Pesquisa da Pós em Odontologia sobre dor na articulação da boca seleciona participantes para estudo

22/08/2023 13:50

Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Odontologia está selecionando participantes para o projeto “Infiltrações no tratamento da disfunção temporomandibular articular”. Adultos e idosos do público em geral ou comunidade acadêmica com dor na articulação da boca (ATM) podem se cadastrar no link e aguardar o contato da equipe. A pesquisa é desenvolvida pela professora Beatriz Dulcineia Mendes de Souza, pelas pesquisadoras da Pós em Odontologia Lígia Figueiredo Valesan, Ana Paula Braghini e Adriana Battisti Archer e pela aluna de graduação em Odontologia Ana Caroline Salvador.

O objetivo principal do estudo é verificar o efeito das infiltrações de corticoide, hialuronato de sódio, ozônio ou placebo no tratamento de problemas que podem acontecer na articulação da boca, chamada articulação temporomandibular (DTM articular), como nos casos de dores e barulhos nessa articulação. A substância placebo é o soro fisiológico, que não causará nenhum dano ou prejuízo ao participante, e está sendo testada para comparar e validar os efeitos dos medicamentos com princípio ativo. Caso as outras substâncias venham a ser mais eficientes que o placebo o participante, no final da pesquisa, irá receber o tratamento que apresentou os melhores resultados.

Durante a realização da pesquisa, possíveis incômodos e riscos, mínimos e difíceis de ocorrer, devem ser considerados, como: quebra de sigilo ou confidencialidade por descuido de algum pesquisador, sensibilidade e/ou desconforto passageiro na articulação da boca (ATM), pequeno inchaço ou vermelhidão passageiros, bem como áreas arroxeadas ou infecções locais. Estas intercorrências, quando necessárias, serão manejadas pela professora responsável.

Mais informações no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ou pelo e-mail beatriz.dms@ufsc.br

 

 

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Estudante da UFSC apresenta à Unesco aplicativo que previne a dengue por meio da IA

22/08/2023 11:22

O estudante de Ciências da Computação da UFSC, Pedro Philippi Araujo, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), foi convidado pela Unesco para apresentar um projeto e a sua experiência de aprender Inteligência Artificial no Digital Learning Week 2023, em Paris, que ocorre no início de setembro. Ele desenvolveu um app de prevenção a dengue por meio do reconhecimento de padrões complexos em imagens. O projeto do estudante é orientado pela professora do departamento de Informática e Estatística, Christiane Gresse von Wangenheim, em cooperação com o professor Carlos José de Carvalho Pinto, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia.

O acadêmico, que é bolsista do Computação na Escola (onde o projeto foi realizado), trabalhou no app XôDengue, utilizado para a classificação de imagens de larvas de mosquitos usando Deep Learning – um método em Inteligência Artificial (IA) que ensina os computadores a processar dados de uma maneira inspirada no cérebro humano. Isto envolve o treinamento de uma rede neural profunda com um grande conjunto de dados de imagens rotuladas, onde cada imagem é associada a uma classe específica. Uma vez treinado, o algoritmo pode classificar novas imagens comparando seus recursos com os padrões aprendidos e gerando o rótulo de classe previsto. No caso do app desenvolvido por Pedro, 1900 imagens estão no conjunto de dados.

O objetivo do projeto que Pedro participou era produzir material didático para o ensino de Inteligência Artificial na Educação Básica de forma prática e interdisciplinar. Desta forma, desenvolveu como caso exemplo o aplicativo móvel XôDengue. Alinhado às metas de sustentabilidade da Unesco, o app tem o objetivo de auxiliar na prevenção da dengue, permitindo tirar fotos de uma larva de mosquito encontrada em casa e, usando Deep Learning, classificá-la. Atualmente, o mecanismo permite classificar larvas de Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex.

Reprodução de apresentação do projeto

O app já foi desenvolvido e está em fase de finalização, com lançamento previsto inicialmente para aplicativo Android. O produto já recebeu uma menção honrosa no App Inventor Appathon (EUA), organizado pela App Inventor Foundation, dos Estados Unidos.

A Digital Learning Week é o evento anual de destaque da Unesco sobre aprendizagem digital para orientar a transformação digital da educação centrada no ser humano. O evento reúne a comunidade global de formuladores de políticas, profissionais, educadores, parceiros do setor privado, pesquisadores e agências de desenvolvimento para responder em conjunto à nova dinâmica em torno da aprendizagem digital, focando neste ano especificamente no ensino de Inteligência Artificial.

 

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Pesquisadora da UFSC Blumenau participa de escavação em prédio onde se praticava tortura

22/08/2023 09:29

Pesquisadora participa de estudo interinstitucional (Foto: Arquivo Pessoal)

A pesquisadora Maryah Elisa Morastoni Haertel, técnica de laboratório de Física da UFSC Blumenau, participou, em São Paulo, das escavações do prédio onde funcionava o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), local onde ocorria a prática da tortura durante a ditadura militar. O trabalho faz parte de uma pesquisa que envolve profissionais de diversas universidades brasileiras. Apesar de não ser o único (haviam DOI-Codi em quase todos os estados durante o período da ditadura militar), o de São Paulo foi o primeiro e um dos mais ativos centros de tortura, interrogatório, assassinato e desaparecimento do país.

O projeto é coordenado por três universidades (Unifesp, UFMG e Unicamp), mas pesquisadores de outras instituições também foram convidados a participar. Maryah foi convidada como pesquisadora, já que ela fez mestrado, doutorado e pós-doutorado na UFSC, e atualmente é servidora técnico-administrativa. Na UFSC, o projeto é intitulado Rastreamento Forense no DOI-Codi: emprego de técnicas ópticas para visualização de resíduos hemáticos e impressões digitais latentes.

Maryah faz parte do núcleo de Arqueologia Forense, coordenado pela professora Claudia Plens, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Embora eu não seja arqueóloga, fui convidada para participar pela minha experiência com as tecnologias utilizadas para rastreamento de vestígios biológicos. Ou seja, eu utilizei diferentes técnicas em alguns locais do prédio para tentar rastrear vestígios de cunho biológico (saliva, sangue, urina, entre outros) que podem ter sido produzidos em centros de tortura e podem ainda ter ficado no prédio”, explica. A principal atuação de Maryah foi no segundo andar do prédio, em salas que mostraram pouca modificação em relação ao piso original, e que foi possível chegar a ele retirando camadas do piso atual.

A pesquisa Arqueologias do DOI-Codi do II Exército de São Paulo: leituras plurais da repressão e da resistência tem como objetivo implementar uma pesquisa arqueológica (histórica e forense) sobre as antigas instalações da unidade. A partir dela, será possível produzir conhecimento e entendimento dos mecanismos adotados pelo órgão e suas conexões com outros espaços de tortura, tanto no Brasil como na América Latina, para que a sociedade possa compreender o papel do DOI-Codi durante a ditadura militar e o impacto das ações operadas no local sobre as vítimas e seus familiares.

Prédio onde ocorriam tortutas (Foto: Memorial da Resistência)

O trabalho dos pesquisadores envolve diferentes frentes. Uma delas é a pesquisa de documentos e entrevistas com pessoas que vivenciaram experiências nesse ambiente durante o período estudado, inclusive vizinhos, já que o prédio fica em uma área residencial na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. Também estão sendo empregadas metodologias do campo da Arqueologia Forense para detecção de evidências para identificação de vestígios de tortura. Depois, serão realizadas as etapas de genética forense (no caso de localização de evidência de sangue), arqueologia da arquitetura para compreensão dos espaços utilizados e escavação do subsolo do conjunto arquitetônico para busca de evidências das ações desenvolvidas nesses ambientes.

Possíveis vestígios

Arqueologia forense está sendo usada de forma pioneira (Foto: Arquivo Pessoal)

A pesquisadora da UFSC conta que foi até São Paulo realizar esse trabalho sabendo que haveria uma mínima probabilidade de encontrar alguma coisa. Porém, durante a coleta de amostras, alguns pontos deram positivo. “Neste momento da pesquisa ainda não é possível afirmar que foram encontrados vestígios biológicos. Foram utilizadas luzes forenses e aplicação de luminol, porém um positivo apenas significa ser um local/material de interesse e que merece mais investigação. Esse procedimento foi exatamente o que foi realizado: colhemos amostras que passarão por uma análise laboratorial”, explica Maryah. O luminol reage com substâncias metálicas, orgânicas ou não. No caso do sangue, o ferro das hemoglobinas é o que faz com que a solução emita luz.

“A verdade é que o prédio foi modificado e utilizado por outro instituto após seu período como DOI-Codi, além de ter ficado um tempo abandonado após seu tombamento histórico. Porém, eu acredito que é um trabalho que necessitava ser realizado: se você fosse parente de alguém preso, ou algum dos presos, você não gostaria que uma pesquisa séria fosse ao local ajudar a materializar todos os relatos das barbáries ocorridas naquele lugar? Estima-se que mais de sete mil presos passaram pelo local. É em respeito à memória de cada um que passou (e sofreu) por lá”, relata.

A análise do material coletado será a próxima etapa da pesquisa. “Ainda estamos estabelecendo quais são as melhores técnicas a serem aplicadas. Além disso, essa coleta inicial foi realizada em espaços de sondagem, ou seja, aberturas pequenas no piso para entender o que havia por baixo. Com os resultados obtidos, estamos estudando a possibilidade de ampliar essas áreas e realizar novas coletas”, revela a pesquisadora.

Na pesquisa realizada no DOI-Codi, é a primeira vez que a Arqueologia Forense é aplicada no Brasil. “Isso, por si só, já é um grande feito. Além disso, foram desenvolvidos métodos para que este estudo fosse viabilizado, para que fosse possível de ocorrer. Então há uma importância histórica considerando os achados e sua importância para contar a história da ditadura no Brasil, mas também na criação de métodos para a aplicação desses mesmo processos em outros locais de repressão”, pontua Maryah.

Além dos vestígios que ainda serão analisados em laboratório, os pesquisadores encontraram também inscrições na parede após a decapagem das camadas de tinta do prédio, que aparenta ser de um calendário. Além disso, foram encontrados mais de 300 objetos antigos, como papéis de bala, solas de sapato, frascos de tinta para caneta e carimbo, fragmentos de louças, entre outros. A ideia é que, ao final da pesquisa e entrega do relatório final, o local seja transformado em um memorial, com exposição das peças encontradas, a fim de preservar a memória e a verdade sobre o período da ditadura no Brasil.

“O trabalho realizado até aqui por toda a equipe, que era majoritariamente feminina, foi fenomenal. Eram mais de 25 pessoas trabalhando em três frentes distintas, todos de forma voluntária. Os resultados obtidos pelas outras frentes também foram muito expressivos. Mas acima de tudo, o projeto está conseguindo materializar os relatos dos presos do local”, avalia Maryah.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

 

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Pós em Estudos da Tradução promove seminário ‘Sociossemiótica: traduzindo conceitos na prática’

18/08/2023 09:33

O Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (PGET/UFSC) promove, na segunda-feira, 21 de agosto, o “Seminário Sociossemiótica – Traduzindo Conceitos na Prática”. O evento ocorre das 14h às 19h, no Auditório Henrique Fontes, localizado no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE/UFSC). Além das palestras, a programação do evento inclui também a oficina “Produção de textos científicos em perspectiva discursiva: inteligências artificiais e semióticas do sentido”, que será realizada na segunda e terça-feira, das 8h às 12h.
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Inscrições para o V Karyokinesis Symposium podem ser realizadas até 25 de outubro

17/08/2023 16:39

Estão abertas as inscrições para a quinta edição do Karyokinesis Symposium, que será realizado de 25 a 27 de outubro, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC. As inscrições podem ser realizadas até 25 de outubro, custam R$ 50 e dão direito a acesso a todas as palestras, mesas-redondas e sessões de apresentação de trabalhos, com coffee-break incluso todas as manhãs e tardes dos três dias de evento. 

Serão abordados temas de Biologia Celular e do Desenvolvimento por meio de palestras e mesas-redondas, além da apresentação de trabalhos de pesquisa e ensino desenvolvidos pelos estudantes. O evento é voltado para todos os estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos-administrativos, professores e comunidade em geral que tenham interesse na temática de biologia celular e do desenvolvimento, que engloba temas como câncer, embriotoxicidade, doenças complexas, diferencial celular, regeneração tecidual e muitas outras mais.

O período de submissão de projetos de pesquisa e projetos de ensino vai até 17 de setembro.

Mais informações na página do evento.

 

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Inscrições abertas para Workshop de Energias Oceânicas e Fluviais

17/08/2023 15:31

Estão abertas as inscrições para o V Workshop de Energias Oceânicas e Fluviais, que ocorre nos dias 30 de agosto e 1 de setembro, das 8h às 17h, no Hotel Interclass Florianópolis. O evento é gratuito, com vagas limitadas para as atividades presenciais e ilimitadas para a modalidade online.  A organização é do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Energias Oceânicas e Fluviais (INCT/INEOF) e da UFSC.

O workshop tem o objetivo de integrar pesquisadores e alunos, discutir o estado da arte em energias renováveis e promover articulações entre a academia, o governo e a indústria. O tema central deste ano é “Transição Energética e o Hidrogênio Verde”. Serão abordados assuntos relacionados à distribuição dos recursos renováveis, licenciamento ambiental e desafios tecnológicos de geração, armazenamento e operação destes sistemas.

O INEOF é uma rede de pesquisa composta por cinco universidades federais brasileiras (UFMA, UFPA, UNIFEI, UFRJ e UFSC). A equipe de pesquisadores integra oceanógrafos, meteorologistas, geólogos, engenheiros mecânicos, hidráulicos, navais, eletricistas, civis e de computação.

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UFSC Joinville: equipe Babitonga da recebe prêmio em desafio realizado no Rio de Janeiro

17/08/2023 11:12

Foto: Divulgação

A equipe de competição Babitonga, da Universidade Federal de Santa Catarina, do Campus de Joinville, foi premiada no Desafio Solar Brasil, que aconteceu entre os dias 31 de julho e 6 de agosto, em Niterói, RJ. A competição, focada em inovação, sustentabilidade e tecnologia limpa, reuniu equipes vindas de todas as regiões do Brasil, para projetar embarcações movidas exclusivamente por energia solar. Cada equipe participante trouxe sua própria abordagem única para o projeto de seus barcos solares. Esse ano, o destaque ficou para a equipe Babitonga, que recebeu o reconhecimento de seu trabalho ganhando o Prêmio Fernando Amorim de melhor projeto e inovação tecnológica.

Com o compromisso de maximizar a eficiência energética, minimizar o peso da embarcação e otimizar a conversão da energia solar em propulsão, o novo monocasco –  tipo de embarcação que apresenta um casco único, carinhosamente batizado de Gambi pela equipe – também provou seu compromisso com a sustentabilidade reaproveitando de diversos materiais para a sua construção.

Além da competição, o evento também ofereceu diversos seminários e oportunidades de compartilhamento de conhecimento entre os participantes. As equipes tiveram a chance de trocar ideias, aprender com os desafios enfrentados por outros projetos e criar uma rede de colaboração que poderá impulsionar ainda mais o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no Brasil.

Durante uma semana inteira, os barcos solares foram submetidos a uma série de desafios, testando a eficiência de seus sistemas de captação de energia solar, velocidade, manobrabilidade e resistência. O evento atraiu público de moradores locais a entusiastas de energia solar, todos ansiosos para conhecer as últimas inovações em tecnologia solar no meio náutico e torcer pelas equipes participantes.

 

Texto: Comunicação Institucional / UFSC Joinville

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Babitonga

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Cannabis para uso veterinário: cultivo impulsiona pesquisas e facilita desenvolvimento de cadeia produtiva da planta

16/08/2023 14:30

>>Clique aqui para ler a reportagem em formato multimídia

Pesquisas científicas na área da saúde, um mercado bilionário envolvendo a geração de milhares de empregos, criação e desenvolvimento de empresas, além de receita para o estado proveniente de impostos aliada à economia dos custos de importação de medicamentos. Este é o potencial da cannabis para uso medicinal descrito pelo professor Erik Amazonas, do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O pesquisador conseguiu autorização judicial para o cultivo no campus de Curitibanos e uso veterinário do produto no final do ano passado e agora aguarda a floração de plantas para iniciar a colheita, uma empreitada cujos frutos envolvem o desenvolvimento de uma rede de pesquisadores da UFSC e de outras universidades.
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Projeto da UFSC restaura vegetação das dunas da Joaquina, em Florianópolis

15/08/2023 17:28

Laís, Beatriz e Mariana realizando anotações sobre as plantas. Foto: Leticia Schlemper/estagiária de jornalismo/Agecom/UFSC

Duas horas da tarde, na Praia da Joaquina, em Florianópolis, três estudantes de Biologia realizam uma trilha nas dunas para investigar se as plantas da restinga têm sementes, quando florescem, quando frutificam, ou seja, para avaliar a fenologia das espécies. Com esses dados, é possível saber qual é o melhor período para realizar a coleta de sementes. O grupo realizou 35 saídas de campo, desde setembro de 2022 até final de junho de 2023. Coletou 12.607 sementes provenientes da restinga, e, a partir delas, foram preparadas 3.183 mudas. Essas saídas fazem parte do projeto de pesquisa Restaura Restinga, vinculado ao Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação (Leimac) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto tem como principal objetivo prover diretrizes para a restauração da vegetação de dunas frontais como forma de aumentar a resiliência de ecossistemas costeiros a eventos climáticos extremos.

Confira o vídeo do projeto no Instagram da UFSC

A estudante Laís Stein conta que a praia da Joaquina faz parte do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, uma unidade de conservação de Florianópolis. Nesse mesmo lugar, entre 1960 e 1970, não se sabe a data ao certo, foi plantada uma espécie de eucalipto, com o objetivo de contenção das dunas. Porém, não é uma espécie típica da Restinga. “Além de ser uma espécie exótica com potencial invasor numa unidade de conservação, o que não é permitido por lei, ele também não cumpre o papel de contenção das dunas e descaracteriza toda a paisagem da Restinga”, afirma Laís. Com isso foi necessário tirar os eucaliptos da unidade de conservação. A estudante explica que eles levarão mudas nativas para a área, que serão plantadas no lugar dos eucaliptos. Nas saídas de campo, elas acompanham o que acontece com a vegetação após a retirada, se está regenerando, etc. 

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UFSC se destaca com cinco premiações no Prêmio Capes de Tese

15/08/2023 11:31

A Universidade Federal de Santa Catarina conquistou dois primeiros lugares e três menções honrosas no Prêmio CAPES de Tese, que nesta edição teve o maior número de inscritos da história. A premiação reconhece as melhores teses de doutorado defendidas em programas de pós-graduação brasileiros. No total, 1.469 trabalhos de programas do Brasil todo concorreram.

Os trabalhos premiados da UFSC contemplam cinco áreas de conhecimento: Linguística e Literatura, Nutrição, Ciência de Alimentos, História e Química. Na relação preliminar divulgada nesta terça-feira pelo órgão de fomento, estão as 49 teses premiadas na primeira etapa, uma por área do conhecimento.

Agora, as duas teses da UFSC que venceram o prêmio disputam o Grande Prêmio CAPES de Tese, que será divulgado no Diário Oficial da União em novembro. A solenidade de entrega do Prêmio CAPES de Tese ocorre em dezembro. O Grande Prêmio corresponde a uma bolsa para estágio pós-doutoral em instituição internacional, por até 12 meses, certificado e troféu. Cada orientador vai receber premiação de R$9 mil, para participar de congresso internacional e certificado de premiação que também será entregue aos coorientadores e ao Programa.

Confira os premiados

Linguística e Literatura: Naylane Araujo Matos (Estudos da Tradução)
Estudos Feministas da Tradução no Brasil: Percursos Históricos, Teóricos e Metodológicos na Produção Científica Nacional (1990-2020)
Orientação: Andreia Guerini

Nutrição: Gilciane Ceolin (Nutrição)
Determinantes das Concentrações Séricas da Vitamina D e a sua Associação com Sintomas Depressivos em Idosos de Florianópolis-SC
Orientação: Julia Dubois Moreira e Debora Kurrle Rieger Venske

Menção Honrosa

Ciência de Alimentos: Lais Benvenutti (Engenharia de Alimentos)
Selection And Application Of Eutectic Solvents For The Valorization Of Jaboticaba Processing Byproduct Using Highpressure Fluid Technologies
Orientação: Sandra Regina Salvador Ferreira e Acacio Antonio Ferreira Zielinski

História: Marcelo Gonzalez Brasil Fagundes (História)
Fragmentos de Uma História Panhĩ: História e Território Apinajé na Longa Duração
Orientação: Lucas de Melo Reis Bueno

Química
Gean Michel Dal Forno (Química)
Reações Bio-ortogonais de Clivagem de Ligações C-o e C-c Mediadas por Paládio: Expandindo as Estratégias da Biologia Química para o Tratamento do Câncer
Orientação: Josiel Barbosa Domingos


Ao contrário do que informado na primeira versão dessa notícia, a UFSC conquistou dois primeiros lugares e três menções honrosas – e não três primeiros lugares e duas menções honrosas. O texto foi corrigido em 5 de setembro, logo após a confirmação final dos resultados.

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‘A regulamentação da União Europeia sobre a responsabilidade extraterritorial’ é tema de palestra nesta quinta

14/08/2023 15:26

O Grupo de pesquisa Estudos Avançados em Meio Ambiente e Economia no Direito Internacional (EMAE/CCJ/UFSC) promove, nesta quinta-feira, 17 de agosto, às 18h, a palestra “A Regulamentação da União Europeia sobre a Responsabilidade Extraterritorial”. A atividade é aberta a todos e ocorre no mini auditório do Departamento de Ciências da Administração, no Bloco D do Centro Socioeconômico (CAD/CSE/UFSC). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas aqui. Os participantes receberão certificado de 2 horas.

O palestrante será o professor de Direito Internacional da Sorbonne Law School, Hervé Ascensio, que estará na UFSC desenvolvendo atividades junto ao Programa de Pós-graduação em Direito (PPGD/UFSC).

Para se inscrever, acesse aqui.

Mais informações na página do EMAE e no Instagram.

Tags: Direito InternacionalEconomiaEmaemeio ambienteResponsabilidade ExtraterritorialUFSCUnião Europeia

Pesquisa da UFSC rastreia tipos sanguíneos raros do Hemosc

14/08/2023 10:22

Foto: Ricardo Wolffenbuttel | Secom

O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) forneceu um tipo sanguíneo raro em caráter emergencial para um paciente no Recife com o auxílio de um trabalho de rastreamento desenvolvido por uma pesquisa da UFSC. A notícia foi divulgada na última sexta-feira, 11 de agosto, no site da Secretaria da Saúde de Santa Catarina.

O atendimento foi possível por conta do trabalho do laboratório de Imuno-hematologia do Hemosc, órgão público sob gestão da Fundação de Apoio ao HEMOSC/CEPON (Fahece), que desenvolveu um grande cadastro de doadores. O concentrado de hemácias Vel negativo foi enviado para um homem de 62 anos, com diagnóstico de anemia falciforme e doença renal crônica, que teve uma isquemia e precisou de uma cirurgia de urgência. Conforme dados da última atualização do Cadastro Nacional de Sangue Raro, há apenas quatro doadores com esse tipo de sangue – dois identificados em Santa Catarina e dois em São Paulo.

O rastreamento de doadores está sendo realizado durante um projeto de mestrado da bioquímica Danielle Siegel, vinculado ao laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da UFSC, que avalia um banco de 20 mil doadores. O objetivo do trabalho é identificar doadores de sangue com o fenótipo Vel negativo por meio de triagem molecular utilizando material genético obtido de pools de plasma de doadores de sangue.

De acordo com o bioquímico do Hemosc, Everaldo José Schörner, co-orientador da pesquisa, poucos hemocentros no país testam esse tipo de fenotipagem, porque não está na rotina de testes obrigatórios. A frequência de Vel negativo é estimada em uma para sete mil pessoas. Apesar de rara, a frequência do fenótipo possivelmente é maior entre os doadores catarinenses quando comparado a outros estados brasileiros.

Os tipos sanguíneos A, B, AB e O, RhD positivo e negativo são os mais conhecidos, mas já foram descritos 44 sistemas de grupos sanguíneos e são conhecidos mais de 380 antígenos classificados pela Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue (International Society of Blood Transfusion – ISBT). Os anticorpos anti-Vel normalmente possuem importância clínica por estarem implicados em casos de reações transfusionais hemolíticas severas, inclusive com relato de óbitos devido a esse tipo de incompatibilidade.

Com informações da assessoria do Hemosc

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Programa de Pós-Graduação em Farmácia recebe inscrições de candidatos ao doutorado

11/08/2023 13:57

O Programa de Pós-Graduação em Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina (PGFar/UFSC) está com inscrições abertas para para preencher uma vaga do curso de doutorado, com bolsa. Os candidatos devem preencher o formulário on-line e enviar os documentos solicitados para o e-mail ppgfar@contato.ufsc.br no período de 21 de agosto a 21 de setembro. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital. O resultado final da seleção será divulgado em 25 de outubro e o ingresso no curso está previsto para novembro.

O candidato selecionado atuará em projeto realizado no Laboratório de Microbiologia Molecular Aplicada, em parceria com a empresa Biotecnal LTDA, e receberá bolsa do CNPq pelo período de quatro anos. O projeto será orientado pelas professoras Thaís Cristine Marques Sincero e Jussara Kasuko Palmeiro.

O edital está disponível aqui.

O formulário de inscrição on-line está disponível aqui.

Mais informações sobre no site do PGFar e por email ppgfar@contato.ufsc.br

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UFSC vai pesquisar dinâmica da produção de petróleo com auxílio de um dos equipamentos mais potentes do mundo

11/08/2023 09:58

UFSC vai utilizar equipamento de ponta, o Sírius

Dois grupos de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina – um do campus Florianópolis e outro do campus Joinville – trabalham em um projeto internacional que vai estudar a dinâmica da água e do óleo nas rochas para a extração de petróleo. O Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas (LMPT) e o Grupo de Pesquisa em Meios Porosos (Poro) estão sendo financiados pela petroleira norueguesa Equinor por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O projeto envolve parceria com instituições brasileiras e colaboração com universidades da Escócia, Bélgica, Holanda e Estados Unidos.

Os pesquisadores, liderados em Florianópolis pelo professor Celso Peres Fernandes e em Joinville pelo professor Diogo Nardelli Siebert, também atuarão em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde está uma das instalações mais potentes do mundo para o estudo de materiais – o Sírius, acelerador de partículas que gera feixes de partículas subatômicas em velocidades altíssimas, muito próximas da velocidade da luz.

O contrato com a Equinor, no valor de R$ 9,5 milhões, é fruto da lei de petróleo, um recurso existente na ANP que prevê investimento em ciência e tecnologia no Brasil a partir da produtividade das operadoras que atuam no país. Segundo o professor Celso, a negociação começou no final de 2020, a partir da demanda da empresa, que já conhecia os grupos que trabalhavam com a análise de rochas. “Nós já tínhamos contato científico com eles há alguns anos. Como a Equinor já sabia o que queria e identificou grupos chaves e experientes nas universidades, ficou desenhado o papel de cada um no projeto”, reforça.

No caso do LMPT, o histórico de pesquisas do grupo e um equipamento específico, que realiza microtomografia de raios X de alta resolução espacial foram centrais para a participação na pesquisa, que envolve também o CNPEM e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Um importante processo para a extração do petróleo, que se encontra nos poros da rocha reservatório, consiste na injeção de água para deslocar o petróleo até a superfície. O estudo da UFSC envolve identificar como a água desloca o óleo dentro das rochas, um dos procedimentos que poderia aumentar a produtividade na extração do petróleo.O tomógrafo do laboratório gera imagens de alta resolução espacial, que permite que os menores poros por onde os líquidos circulam também sejam observados.

O professor explica que o acelerador de partículas Sirius complementa essas informações acrescentando a dimensão do tempo. “Com o equipamento que nós temos, conseguimos analisar água e óleo na rocha em condição estática. No Sirius também entra o tempo, e nós conseguiremos ver os fluidos se movimentando, acompanhando essa dinâmica”, diz.

O objetivo central da parceria é aprimorar o conhecimento sobre fenômenos de deslocamentos de óleo por água para contribuir com a eficiência na recuperação do petróleo, mas é a primeira vez que, por meio do Sírius, a equipe da UFSC terá acesso a esse nível de detalhamento.

A pesquisa será realizada na linha Mogno – uma linha de luz de imagem de raios X especializada em zoom-tomography, segundo o CNPEM uma técnica em que uma amostra pode ser estudada em baixa e alta resolução, e em experimentos in-situ resolvidos no tempo, a partir dos quais é possível observar um material sob condições específicas. “É a tecnologia dando dados para que nós possamos ter um aprimoramento científico de um problema físico”, finaliza Fernandes.

Imagens para aperfeiçoar algoritmos

A pesquisa também será executada por uma equipe de cientistas da UFSC Joinville, do Grupo de Pesquisa em Meios Porosos, o Poro. “Nós vamos poder interagir com pesquisadores que estão aplicando esse conhecimento dentro da indústria e também com pesquisadores no exterior que se debruçam sobre esses problemas”, destaca o professor Diogo Nardelli Siebert, ressaltando que o projeto envolve diferentes áreas da indústria.

Siebert também reforça que a interação com o laboratório nacional onde está o acelerador de partículas vai permitir que a equipe da UFSC tenha acesso a dados inéditos no mundo. Os pesquisadores de Joinville trabalham no desenvolvimento de algoritmos para prever dados como a quantidade de óleo residual depois da exploração petróleo e a permeabilidade das rochas – que influencia também na quantidade de energia necessária para extração do óleo.

“Esse tipo de previsão pode ser feito se a gente consegue simular como a água consegue retirar o óleo de dentro da rocha. Essa simulação depende de vários fatores: primeiro depende de a gente conseguir imagens de como são essas rochas e também de a gente entender como é que é a física da interação entre essas duas fases, que a água e óleo, e a rocha”, explica.

Segundo o professor, essa física é mais inacessível justamente pela dificuldade de se conseguir dados de como isso está ocorrendo e qual a influência de cada fenômeno. “Isso vai poder ser feito com base nesses experimentos que a gente faz em microtomógrafo, onde a gente pode repetir esse processo que acontece no interior da rocha e ter uma imagem 3D do que ocorre ali para entender melhor como se dá essas interações”, pontua.

Essa nova dimensão da compreensão física de como os diferentes fatores afetam o resultado final do processo de extração poderá ser incorporado aos algoritmos do Poro. “O nosso grupo desenvolve métodos para simular a física microscópica no interior das rochas”, sintetiza.

Outros ganhos científicos devem surgir a partir dessa parceria, já que, com base nessas informações, será possível aprimorar os resultados de modo que beneficie outras áreas além da indústria petrolífera. “A gente pode usar esse conhecimento para aprimorar os algoritmos e aplicá-los em outros problemas, pois há questões de impacto na sociedade que também então ligados a isso”. Um exemplo seria o escoamento ou a contaminação de lençóis freáticos, que também poderia ser prevista a partir do algoritmo.

“Essa infraestrutura do Sírius vai permitir a gente enxergar esse processo ocorrendo no tempo com uma resolução temporal, com uma quantidade de imagens por segundo que é impossível com qualquer outra técnica. A gente sabia, com base em conhecimentos teóricos que os processos ocorriam, mas agora a gente vai conseguir enxergá-los, medi-los e vai poder analisar se os nossos métodos de simulação estão prevendo esses fenômenos corretamente”, finaliza o professor.

Para o professor Jacques Mick, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, a parceria com a Equinor, a Unicamp e o CNPEM reforça o compromisso da UFSC com o desenvolvimento de ciência e tecnologia de alta qualidade e suas aplicações na indústria, marca importante na identidade de nossa universidade. “Este projeto é especialmente relevante pela elevada internacionalização, ao nos conectar com uma multinacional atuante em um setor estratégico da economia brasileira e com pesquisadores de vários outros países”, salienta

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Pesquisa desenvolvida na UFSC propõe método humanizado para o exame preventivo

10/08/2023 17:32

Letícia Fumagalli durante atendimento em unidade de saúde do município de Videira (SC).

“Minha motivação para humanizar a coleta do exame citopatológico não foi meramente um sentimento de  ‘amor’, ‘empatia’, mas sim o inconformismo.” É dessa forma que a enfermeira Leticia Fumagalli da Silva descreve o que foi o ponto de partida para sua pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Gestão do Cuidado em Enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina (PPGPENF/UFSC). Letícia concluiu o trabalho no segundo semestre de 2022 e sua dissertação está disponível on-line no site da Biblioteca Universitária. Sua pesquisa, orientada pela professora Marli Terezinha Stein Backes, líder do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-nascido (GRUPESMUR/UFSC), conseguiu demonstrar que uma abordagem humanizada dos profissionais da saúde traz resultados muito positivos para a saúde da mulher.

Enfermeira do município de Videira (SC) desde 2013, Letícia passou a ser responsável pela coleta do exame citopatológico do colo uterino – conhecido popularmente como “preventivo” ou “Papanicolau” – em meados de 2018, quando integrou a equipe multiprofissional de Estratégia Saúde da Família (ESF). O exame é um importante recurso para diagnosticar e prevenir o câncer de colo de útero (CCU), doença comum em mulheres acima de 25 anos que já tiveram atividade sexual. Para esse público, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda que sejam realizados dois primeiros exames com o intervalo de um ano entre eles e, caso os resultados de ambos sejam normais, os exames seguintes devem ser realizados a cada três anos.

Essa recomendação, entretanto, não era seguida pela maioria das mulheres que Letícia atendia. “Quando perguntava qual havia sido o ano da última coleta, elas me respondiam: 2011, 2013, 2014… Observei que havia um intervalo muito grande entre uma coleta e outra. E isso começou a chamar minha atenção. Então, além de perguntar ‘qual foi o ano da última coleta?’, passei a perguntar também ‘por que a senhora demorou tanto tempo pra voltar?’ E uma pergunta tão simples abriu um caminho com respostas que eu nem poderia imaginar.”
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Tags: câncer de colo do úteroenfermagemexame citopatológicoGrupesmurGrupo de Pesquisa em Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-NascidoPPGPENFPreventivoPrograma de Pós-Graduação em Gestão do Cuidado em EnfermagemUFSC

Equipe FórmulaCEM da UFSC Joinville é destaque em competição nacional

10/08/2023 10:35

A equipe FórmulaCEM, constituída por estudantes de engenharia do Centro Tecnológico de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conquistou a 9ª colocação na 19ª Competição FórmulaSAE Brasil com a terceira melhor pontuação entre as equipes que representaram a Região Sul do País e a melhor no Estado de Santa Catarina, na categoria de carro a combustão. O evento, que é uma realização da Associação dos Engenheiros da Mobilidade (SAE), no Brasil, aconteceu no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), na cidade de Piracicaba-SP, entre os dias 2 e 6 de agosto.

Foto: Divulgação

Nesta edição participaram estudantes de engenharia de 13 Estados Brasileiros, além do Distrito Federal, e uma equipe estrangeira, do Peru. A competição reuniu 46 equipes, para disputar provas estáticas e dinâmicas, com protótipos de carros a combustão e 17 equipes de carros elétricos. Os estudantes de engenharia são responsáveis pela concepção, execução e validação dos protótipos de carros do tipo FórmulaSAE, além da captação e administração dos recursos, do relacionamento com o mercado, da organização do trabalho e da liderança, que são fatores indispensáveis para o sucesso da equipe.

A equipe FórmulaCEM da UFSC de Joinville participa da Competição, sob a orientação do professor Modesto Hurtado Ferrer, desde 2014, e vem ganhando destaque a cada ano que passa, tanto em provas estáticas quanto nas dinâmicas. Na edição de 2023, além de ficar entre as 10 melhores equipes do Brasil, na nona posição, a equipe conquistou o terceiro lugar na prova de eficiência energética – que avalia o consumo de combustível durante o circuito de 22km da prova de enduro de resistência, e atingiu a quinta melhor posição na prova de business, que avalia o plano de negócio da equipe para a venda dos protótipos em série, diante cenários de mudanças, entre outros resultados.

Para o Eron Moraes Espindola, atual capitão e membro da equipe há 5 anos, o resultado desta competição representa a concretização de um sonho, de muitos anos, de todos aqueles que passaram pela equipe. Esses resultados comprovam a capacidade técnica da equipe para resolver problemas complexos e, principalmente, reafirma o espírito de trabalho e o sentimento de pertencimento pelo projeto de todos os que fazem parte da equipe. Segundo o professor Modesto Ferrer, a competição de 2023 foi um dos desafios mais intensos que ele vivenciou, em todos os que atua como orientador. O comprometimento dos estudantes pelo resultado, aliado à capacidade técnica e resiliência para resolver de forma contundente todas as adversidades, antes e durante a competição, foram fundamentais para o sucesso da equipe, afirma. “O que eu vejo aqui é uma reafirmação de que estamos no caminho certo, na formação dos profissionais que este país precisa”, completa ele.

Foto: Divulgação

Os carros Fórmula SAE surgiram nos Estados Unidos, em 1981. Além do Brasil e dos Estados Unidos, as competições de veículos a combustão são realizadas na Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha, Hungria, Inglaterra, Itália e Japão. O Brasil ingressou no circuito em 2004, com o objetivo de fomentar nos estudantes de graduação e pós-graduação de engenharia a especialização técnica em veículos de alto desempenho, de acordo com as regras definidas pela SAE International. As competições de veículos na categoria elétrica são realizadas na Alemanha, Austrália, Inglaterra e Itália, além do Brasil e Estados Unidos.

 

Comunicação Institucional e Eventos / UFSC Joinville

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Grupo multidisciplinar da UFSC investiga coloração vermelha anômala na Lagoa do Peri

09/08/2023 17:20

A coloração avermelhada da Lagoa do Peri será alvo de uma investigação realizada por uma equipe multidisciplinar, com pesquisadores nas áreas de biologia, ecologia, microbiologia, biotecnologia e saneamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O objetivo é diagnosticar os motivos da anormalidade da cor e, a partir disto, propor ações de gestão a serem adotadas. Chamado de “Caracterização biogeoquímica emergencial da Lagoa do Peri (SOS-Peri)”, o projeto conta com apoio e financiamento institucional da UFSC  – envolvendo o Gabinete da Reitoria, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pró-Reitoria de Extensão.

A Lagoa do Peri é responsável pelo abastecimento de água para 100 mil pessoas no sul da Ilha de Santa Catarina e o estudo é uma demanda de setores da sociedade e instituições locais para diferentes grupos de pesquisa e laboratórios da UFSC. A caracterização do estado da lagoa irá observar prováveis desdobramentos ambientais e sanitários no local. Os resultados serão compartilhados com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) e com a Casan. “O grupo de pesquisa é da UFSC, mas vamos discutir publicamente com Floram e Casan seus desdobramentos”, diz Paulo Horta, integrante do grupo multidisciplinar.

Pesquisa busca descobrir origem da coloração avermelhada anômala da Lagoa do Peri. Foto: Carolina Ferreira Peccini/Secretaria do Meio Ambiente da Associação de Moradores da Lagoa do Peri (Asmope)

De acordo com Paulo Horta, a urbanização crescente, sem o devido saneamento básico, juntamente com a intensificação das mudanças climáticas, pode ter provocado os problemas na Lagoa. “Hoje estamos experimentando fenômenos que não têm documentação na história recente. É fundamental um diagnóstico detalhado das causas e de suas consequências para termos políticas públicas efetivas que assegurem as condições saudáveis e ecologicamente equilibradas desse ambiente maravilhoso que é a Lagoa do Peri, assim como a contribuição desse ecossistema para a nossa sociedade, com o indispensável fornecimento de água. Entre outros desdobramentos, esperamos que estes estudos nos ajudem na construção de planos de contingência, para assegurar o abastecimento de água de qualidade em eventuais condições de comprometimento ambiental e sanitário, quali/quantitativo, do manancial”.
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Sepex 2023: abertas as inscrições para submissão de propostas de atividades

09/08/2023 11:15

Estão abertas, de 9 de 27 de agosto a submissão de propostas de atividades a serem realizadas na 20ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC (Sepex). O maior evento de divulgação científica de Santa Catarina será realizado entre 23 e 27 de outubro. Podem ser inscritas propostas de estandes, rotas temáticas, minicursos e atividades artístico-culturais.

>> Acesse o edital completo de seleção da 20ª SEPEX 2023

Dentro das propostas para participar da Feira de Ciências (por meio de estandes), podem ser inscritas exposições de projetos de ensino, pesquisa, extensão e/ou inovação em espaço físico a ser delimitado pela organização da Sepex, nas datas de 25, 26 e 27 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC e em outros espaços a serem confirmados. Já as Rotas Temáticas compreendem a abertura de espaços da UFSC à visitação, incluindo projetos com estrutura própria como laboratórios e exposições, a ocorrerem nas datas de 25, 26 e 27 de outubro.

Os Minicursos serão cursos de curta duração oferecidos à comunidade interna e externa da UFSC, de maneira gratuita, mediante inscrição prévia dos participantes. Poderão ser realizados entre os dias 23 e 27 de outubro, nas modalidades virtual ou presencial. As Atividades Artístico-Culturais incluem mostras de música, dança, teatro e outras linguagens artísticas e apresentações culturais, coordenadas por servidores da UFSC ou que estejam vinculadas a projetos de ensino, pesquisa e extensão de quaisquer setores da UFSC. As atividades artístico-culturais serão realizadas entre os dias 25 e 27 de outubro, presencialmente em estrutura a ser definida pela organização do evento, e virtualmente nos canais oficiais de divulgação.

Confira o cronograma completo da Sepex 2023.

Quando Onde
Lançamento do Edital 8 de agosto de 2023 https://sepex.ufsc.br/
Inscrições das propostas 9 a 27 de agosto de 2023 sgsepex.ufsc.br (estandes e minicursos)Formulário (Rotas Temáticas)Formulário (atividades artístico-culturais)
Seleção das propostas 28 de agosto a 6 de setembro de 2023 Comissão Organizadora
Resultado preliminar 6 de setembro de 2023 https://sepex.ufsc.br/
Prazo para recursos 7 e 8 de setembro de 2023 sepex@contato.ufsc.br
Entrega de Termos de Compromisso Até 11 de setembro de 2023 sepex@contato.ufsc.br (estandes e Rotas Temáticas)minicursos.sepex@contato.ufsc.br (minicursos)
Homologação e resultado final 12 de setembro de 2023 https://sepex.ufsc.br/
Inscrições para minicursos (público) 9 a 27 de outubro de 2023 sgsepex.ufsc.br
Realização da 20ª SEPEX De 23 a 27 de outubro de 2023 UFSC

Mais informações no site da SEPEX.

Dúvidas sobre o edital podem ser encaminhadas para o e-mail sepex@contato.ufsc.br

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UFSC sedia Congresso Brasileiro de Retórica de 14 a 18 de agosto

07/08/2023 13:55

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, de 14 a 18 de agosto, o VI Congresso Brasileiro de Retórica. O evento é organizado pelos Programas de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFil) e Arquitetura e Urbanismo (PósARQ) da UFSC, pela Sociedade Brasileira de Retórica (SBR) e pelo Centro de Artes, Design e Moda da Universidade do Estado de Santa Catarina (CEART/UDESC).

A participação no congresso é aberta a todos: estudantes de graduação e pós-graduação, professores e comunidade externa. As inscrições para ouvintes devem ser feitas até 10 de agosto. Será fornecido certificado de 40 horas de participação. Para se inscrever, acesse aqui.
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Mestrado em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação recebe inscrições

07/08/2023 12:58

O Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Profnit/UFSC) está com inscrições abertas para realização do Exame Nacional de Acesso do ano letivo de 2024 (ENA 24). O exame é requisito para ingresso no mestrado profissional. Os interessados devem se inscrever pelo site da Profnit até o dia 10 de agosto. O edital está disponível aqui.

A taxa de inscrição é de 300 reais. O candidato poderá solicitar isenção do pagamento da taxa até o dia 9 de agosto às 18 horas. O pedido de isenção é restrito àqueles que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). 
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UFSC na mídia: Instituto pioneiro da UFSC, que estuda energia, é destaque no CNPq

07/08/2023 08:16

Apresentação do professor da UFSC durante a SBPC

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Controle e Automação de Processos de Energia (CAPE) da UFSC, pioneiro no seu campo de conhecimento, foi destaque  no portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que falou sobre a atuação deste e de outros INCTs do Paraná. A notícia destaca a participação do professor Marcus Vinícius Americano da Costa Filho na última reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Conforme o texto, o INCTs foram criados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em 2008 e executados pelo CNPq, com posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Além das finalidades de pesquisa, de formação de recursos humanos e de transferência de conhecimentos, tecnologias e inovações para a sociedade e para os setores público e empresarial, o objetivo é promover ações que fortalecem colaborações com grupos de excelência de países líderes na respectiva área de atuação, facilitando a inserção da ciência e tecnologia brasileira no cenário internacional.

No caso da UFSC, o trabalho em controle e automação de processos de energia é coordenado pelos professores Julio Normey Rico e Rodolfo Costa Flesch. A equipe vai atuar no desenvolvimento de plantas de controle e automação de processos de todo tipo de energia, principalmente a renovável.

“Hoje, há dois projetos que são os nossos principais focos: petróleo e gás, e, na perspectiva renovável, a área de hidrogênio verde”, anunciou o professor Marcus, que esteve com os diretores do CNPq na reunião. Segundo ele, o grupo também conta com um laboratório que vem desenvolvendo um projeto de microrrede, composto por emuladores de painéis solares e turbina eólica, entre outros equipamentos.

“Já é possível simular diversos cenários ambientais, condições de radiação solar, temperatura ambiente e velocidades do vento, com diferentes demandas de carga para o uso e produção de energia elétrica e hidrogênio, nas quais técnicas de controle e otimização são utilizadas para se obter os melhores rendimentos dos processos. A palavra que nos guia é otimização”, concluiu.

A notícia também destaca que um dos trabalhos mais recentes e reconhecidos pelo Instituto foi coordenado pelo Marcus e realizado durante a pandemia da Covid-19. Os pesquisadores do grupo criaram um sistema para otimizar medidas de controle da pandemia. O sistema desenvolvido pelo grupo permite analisar, avaliar e fazer previsões ao longo do tempo dos indivíduos susceptíveis, expostos, infectados sintomáticos e assintomáticos, ocupação dos leitos clínicos e UTI, recuperados e dos casos letais. Além disso, foi incorporado ao modelo uma variável de comportamento social, desenvolvida a partir do mapeamento dos decretos municipais e estaduais e da mobilidade da população.

 

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UFSC sedia colóquio internacional sobre mulheres no poder

02/08/2023 09:42

O Colóquio Mulheres no Poder no Brasil e nos EUA, que ocorre no próximo dia 15 de agosto, está com inscrições abertas e reunirá professores e pesquisadores brasileiros e norte-americanos envolvidos com o tema principal do evento. O colóquio é uma promoção da Fulbright Interdisciplinary Network (FIN) e da Comissão Fulbright Brasil, com apoio do Instituto de Estudos de Gênero, Laboratório de Estudos de Gênero e História e do projeto Práticas culturais, direitos humanos e educação: violências, gênero, diversidades da UFSC.

O evento, que ocorre a partir das 15h no auditório do Centro Sócio Econômico, será presencial e gravado para, posteriormente, ser disponibilizado na íntegra no Canal do YouTube da Comissão Fulbright Brasil. Aberto ao público e gratuito, terá a abertura realizada pela professora Joana Maria Pedro, com a apresentação do Projeto Mandonas (CNPq). Depois, será divido em três painéis. No primeiro, haverá uma comparação sobre o atual momento da presença feminina em diferentes esferas de poder no Brasil e nos Estados Unidos. Depois, serão debatidas as dinâmicas partidárias envolvendo a presença da mulher. Por último, questões sobre gênero e poder.

A FIN é uma iniciativa financiada pela Embaixada dos EUA, coordenada pela Comissão Fulbright e desenvolvida por cinco universidades públicas brasileiras, cujo objetivo principal é promover os estudos sobre os Estados Unidos no Brasil. Integram a FIN a Universidade de Brasilia (UnB) e as Universidades Federais de Santa Catarina (UFSC), Bahia (UFBA), Pará (UFPA) e Minas Gerais (UFMG).

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Câmara de Vereadores de Joinville aprova moção parabenizando projeto da UFSC

28/07/2023 10:26

O projeto Meninas na Tecnologia, realizado pelo Espaço de Ciência e Tecnologia da UFSC Joinville, recebeu mais um reconhecimento público – dessa vez da Câmara de Vereadores da cidade. A partir de uma solicitação da vereadora Tania Larson, os parlamentares aprovaram, por 16 votos favoráveis e nenhum contrário, uma moção parabenizando o projeto pela conquista do prêmio Joinville Faz Bem Terceira Edição, categoria Inovação, promovida pela NSC TV.

A notícia do prêmio, que ocorreu por votação popular, foi divulgada em maio. O texto aprovado pela Câmara considera a importância que o projeto possui para Joinville e o Estado de Santa Catarina e o seu objetivo de “empoderar e incentivar meninas da rede de ensino pública a ingressar nas áreas de ciência e tecnologia”. Além disso, destaca que a iniciativa, além de impulsionar a presença feminina no ambiente tecnológico, desenvolve a autoconfiança e a autoestima de adolescentes rompendo com tabus sociais colocando a mulher no local onde ela quer estar.

Este ano, o projeto segue com atividades, agora trabalhando com alunas do Ensino Fundamental e Médio. O objetivo é trabalhar preferencialmente com alunas da 7ª, 8ª e 9ª série do Ensino Fundamental e 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio (em categorias diferentes).

Meninas na Tecnologia surgiu com o objetivo impulsionar o desenvolvimento de ambientes de tecnologia nas escolas públicas e disseminar o aprendizado de programação e robótica entre estudantes do gênero feminino das fases finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Seu início ocorreu em 2021, com atendimento a cinco escolas devido às restrições da pandemia. Os bons resultados impulsionaram o projeto em 2022, quando participaram 340 alunas e professoras de 28 escolas públicas de Joinville.

O projeto ofereceu 72 horas de capacitação em lógica, programação e robótica educacional. As estudantes também participaram de palestras, visitas aos laboratórios da UFSC, do Ágora Tech Park. As equipes que ficaram nas primeiras colocações visitaram a Fundição Tupy S.A, que deu apoio ao projeto, bem como o Rotary Club Joinville e o Rotary Cidade das Flores. A coordenação do Meninas na Tecnologia é feita pelos professores da UFSC Carlos Maurício Sacchelli e Tatiana Renata Garcia.

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UFSC e Companhia Águas de Joinville firmam parceria para pesquisas com lodo de esgoto na plantação

26/07/2023 17:33

Pesquisa trabalha na produção de fertilizante aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Joinville

A Companhia Águas de Joinville (CAJ) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmaram neste mês uma parceria para realizar estudos sobre o uso do lodo de esgoto como fonte de nutrientes no cultivo de milho e aveia.

A pesquisa vai focar na aplicação do lodo, após etapa de desinfecção, para melhorar a qualidade de solos arenosos e argilosos onde são cultivados os grãos. O estudo será realizado em uma fazenda experimental da própria universidade, próximo à cidade de Florianópolis.

“Diferentemente da compostagem, em que o lodo passa por um processo em ambiente controlado, o uso direto consiste em desinfetar o material e aplicar diretamente nas culturas. Esse material é chamado de biossólido”, explica Gustavo Tonon, engenheiro sanitarista da Águas de Joinville.

Após o processo de tratamento de esgoto, a parte sólida resultante – o lodo de esgoto –, passa pelo deságue, isto é, de retirada da água. Após a compostagem, obtém-se um fertilizante rico em nutrientes, como nitrogênio e fósforo, que pode ser aplicado na agricultura e na recuperação de solos.

O fertilizante obtido tem certificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ou seja, está dentro das normas sanitárias vigentes. Além disso, o lodo de esgoto deixa de ir para o aterro, prolongando a vida útil do local.
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Seminário ‘Justiça Ecológica e Climática no Antropoceno’ ocorre dia 9 de agosto

26/07/2023 10:45

O Observatório de Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGD/UFSC), promove o seminário “Justiça Ecológica e Climática no Antropoceno: pesquisa, política e ativismo” no dia 9 de agosto. A participação é gratuita e não é necessário se inscrever. O evento ocorre das 16h às 18h, no auditório do PPGD.

O seminário terá como convidado especial o professor Patryck de Araújo Ayala, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), que abordará o tema “O direito ambiental pode proteger o clima?”. O evento também pretende apresentar as pesquisas atuais dos integrantes do OJE, bem como o trabalho desenvolvido no projeto de extensão da Clínica de Justiça Ecológica, estimulando práticas e métodos para superar as divisões entre pesquisa e prática de justiça ambiental, entre ativismo e estudo científico, entre tomada de decisão coletiva e individual. Será um espaço para aprofundar coletivamente o trabalho transdisciplinar e a pesquisa ativista para um futuro mais justo e equitativo.
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