Professor da UFSC recebe prêmio por trabalho que relaciona Inteligência Artificial e atividade física 

13/11/2023 17:11

O professor Thiago Matias, do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina (DEF/UFSC), recebeu o prêmio de Melhor Trabalho Científico durante o Congresso Brasileiro de Atividade Física e Saúde, realizado em Garopaba, de 25 a 28 de outubro. A comunicação oral – com o título “Will Artificial Intelligence reveal a covered reality or the preconceived notions of physical activity? The ChatGPT paradox”  (“A Inteligência Artificial revelará uma realidade encoberta ou as noções preconcebidas de atividade física? O paradoxo ChatGPT”, em tradução livre) –relaciona atividade física com inteligência artificial. 

O trabalho destaca a importância das teorias na compreensão da saúde, enfatizando que a ausência delas pode dificultar a implementação de ações e políticas efetivas, inclusivas e impactantes na sociedade. “O estudo evidencia que a inteligência artificial tem a capacidade de penetrar camadas mais profundas na compreensão da realidade, desafiando preconceitos e contribuindo para os avanços na promoção da saúde, quando são consideradas bases teóricas na investigação.”

Matias é professor dos Programas de Pós-graduação em Educação Física e em Saúde Coletiva, é também líder do Grupo de Pesquisa em Motivação e Movimento Humano e autor da teoria “The Unifying Theory of Physical Activity”.

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Pesquisa com participação da UFSC é referência no combate à violência doméstica

13/11/2023 10:11

Professor Adriano Beiras lidera pesquisas sobre grupos reflexivos para homens

Em parceria com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) e com múltiplas repercussões e produções teóricas, estudos da Universidade Federal de Santa Catarina estão se consolidando como referência no combate à violência doméstica. O professor Adriano Beiras, do Programa de Pós-graduação em Psicologia e do doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, divulgou recentemente em congressos e visitas a universidades estrangeiras o mapeamento realizado no Brasil sobre grupos reflexivos para homens. Entre o material divulgado está uma trilogia publicada pela Academia Judicial no fim de 2022, que identificou 312 iniciativas do gênero no país (veja abaixo).

A parceria foi executada com a participação do Colégio de Coordenadores das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Estado, com duas coletâneas com textos teóricos e experiências práticas nacionais e um livro com o mapeamento e com recomendações e critérios mínimos, convalidados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e recomendados a todos os tribunais.

Beiras explica que, a partir deste estudo, o CNJ publicou recomendação para tribunais instituírem e manterem programas voltados à reflexão e responsabilização de homens autores de violência doméstica e familiar. Além disso, com assessoria técnica do grupo da UFSC, a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina propôs um Projeto de Lei Estadual  que estabelece princípios e diretrizes para criação de programas reflexivos e de responsabilização para autores de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Imagem meramente ilustrativa (Pixabay)

De acordo com o professor, o mapeamento realizado em 2022 e que já está em fase de atualização, confirmou a necessidade de investimento em políticas públicas para a criação e consolidação dessas iniciativas. “A necessidade de capacitação, vontade política para a criação e consolidação destas iniciativas foi identificada como uma das maiores demandas”, destaca.

Atualmente atuando como professor visitante na Universidade Autônoma de Barcelona, Beiras conta que a parceria com o TJ começou em 2016, em um projeto de extensão que promovia grupos para homens autores de violência contra mulheres – eles eram então encaminhados pelo Juizado de Violência Doméstica de Florianópolis. “A ideia era que este grupo fosse uma incubadora de metodologias, estudos e preparação para profissionais, estudantes, pós-graduandos”, recorda. O projeto também previa capacitações sobre os grupos reflexivos.

“Passamos a fazer capacitações nos organismos públicos pelo país. Passei a divulgar o material internacionalmente, neste mês de novembro no México, em setembro na Escandinávia (Oslo e Estocolmo), em outubro em Barcelona, Espanha e em maio em Portugal. Procurei destacar os avanços e desafios da política nacional no país e as dificuldades de produzir uma sustentabilidade, procurando definir estratégias futuras para isso”, destaca o professor.

O professor, que coordena o Grupo de Pesquisa Margens, explica que, nesta divulgação internacional dos estudos, a ideia é reforçar a potência dos serviços públicos e estudos brasileiros, além de atentar para as ações que vêm sendo implementadas.”Procuramos destacar a necessidade de justiça social e enfoque de gênero, feminista e de direitos humanos e demostrar que o contexto do sul global é diferente do norte, evitando colonização de saberes, e sim adaptando regionalmente a nossas necessidades os conhecimentos acadêmicos e estudos realizados, atento as necessidades dos profissionais de cada local”.

Estudos também foram apresentados no México

Medida protetiva

O professor explica que o grupo reflexivo não tem o objetivo inicial de prevenir, mas pode ter dinâmicas de prevenção. “Entra como medida protetiva de urgência, portanto, não é punição e sim uma medida protetiva que constrói um espaço de reflexão e escuta para os homens que já cometeram violência e são enviados de forma obrigatória pelo juiz ou juíza”, explica ele, reforçando que o público-alvo são homens de diferentes idades e camadas sociais que já cometeram violência contra mulheres.

Segundo ele, em Santa Catarina ainda é necessário ampliar estas iniciativas, mas já há ações consolidadas em locais como Lages e Blumenau, assim como Itajaí e Balneário Camboriú. Com a atualização do mapeamento estadual, cuja coleta de dados será encerrada no dia 17 de novembro, já é possível observar um aumento no retrato atual do estado, em relação ao número de iniciativas existes.”Estamos produzindo diálogos em rede com estas iniciativas para difundir as recomendações e fortalecer a política no estado, assim como também temos participado como consultores com deputadas e vereadoras para a produção de leis que possam direcionar recursos e serviços mais profissionalizados para esta política, em diálogo com as demais políticas de enfrentamento da violência contra mulheres”.

Entre as parcerias frutíferas estão, por exemplo, o Observatório de Violência contra Mulheres, que apoia com eventos e difusão de materiais, entre outras atividades. Além disso, o grupo da UFSC mantém a realização de grupos reflexivos para homens autores de violência por semestre, com equipe do departamento de psicologia e do programa de pós-graduação em psicologia, como extensão universitária. “Estamos produzindo materiais de apoio técnico sobre o tema e realizando capacitações no estado e fora dele”, afirma.

Baixe os livros aqui

A trilogia é assinada pelos professores Adriano Beiras, coordenador do grupo Margens, da UFSC, e Daniel Fauth Washington Martins, psicólogo e pesquisador do mesmo grupo; pela desembargadora aposentada Salete Sommariva; e por Michelle Hugill – ela atua como pesquisadora do grupo Margens/UFSC.

Livro 1: Grupos reflexivos e responsabilizantes para homens autores de violência contra as mulheres no Brasil: mapeamento, análise e recomendações

Livro 2: Grupos para homens autores de violência contra as mulheres no Brasil: perspectivas e estudos teóricos: 

Livro 3: Grupos para homens autores de violência contra as mulheres no Brasil: experiências e prática: 

Tags: Doutorado Interdisciplinar em Ciências HumanasGrupo Margensgrupo reflexivoPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaTribunal de Justiçaviolência doméstica

PROPG promove seminário para debater implantação do estágio de pós-mestrado na UFSC

10/11/2023 10:22

A Pró-reitoria de Pós-Graduação (PROPG) promoverá um seminário de apresentação e discussão do estágio de pós-mestrado na UFSC, a ser realizado na sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira — ­­­­­­­­­auditório da Sala dos Conselhos, no dia 14 de novembro, terça-feira, entre 14h e 16h.

Serão apresentados os resultados da avaliação do período de experiência realizado na UFSC de 2020 a 2024, bem como a proposta de Resolução Normativa que está em análise pelo Conselho Universitário (CUn).

“Será uma ótima oportunidade para se inteirar dos resultados obtidos nos primeiros três anos do período de experiência e debater as particularidades dessa modalidade de estágio que pode ser implantado definitivamente na UFSC de forma pioneira no Brasil”, destaca o pró-reitor Werner Kraus Jr.

O estágio de pós-mestrado está implantado de forma temporária na UFSC desde dezembro de 2019, por decisão da Câmara da Pós-graduação (CPG) com base em parecer do Conselho Universitário (Parecer 18/2019/CUn de 29/10/2019), o qual indicou a necessidade de período de experiência com essa nova modalidade de estágio antes da aprovação definitiva.

Nesse período experimental, foram registrados cerca de 50 estágios de pós-mestrado em 11 programas de pós-graduação. As avaliações realizadas tanto com programas que implantaram a modalidade quanto com outros que não o fizeram indicaram boa receptividade à proposta.

Após processo de consulta pública conduzida pela PROPG no período de 22/08 a 19/09/2023, que trouxe contribuições para aperfeiçoamento da minuta de resolução normativa, a Câmara de Pós-Graduação aprovou por unanimidade, na sessão do dia 28 de setembro, a indicação ao Conselho Universitário pela implantação definitiva do estágio de pós-mestrado na UFSC. A minuta de resolução normativa está, no momento, em análise pelo CUn.

Link para o processo no SPA – https://arquivos.ufsc.br/f/7ecf5c4bc2224356b70b/

Tags: pesquisapós mestradoPROPGUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós em Ecologia recebe inscrições para mestrado e doutorado até 24 de novembro

09/11/2023 15:02

O Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC está com inscrições abertas até 24 de novembro. Para a inscrição, os candidatos devem enviar os documentos listados no edital para o endereço eletrônico da Secretaria Integrada de Pós-graduação do CCB (SIPG) – ppgecologia@contato.ufsc.br. As inscrições são gratuitas. São ofertadas até 15 vagas para o nível de mestrado e até 10 para o nível de doutorado.

O resultado final da seleção será divulgado até 18 de dezembro, podendo ser publicado antes dessa data. O início do curso está previsto para março de 2024.  O processo de seleção será realizado nas seguintes etapas:

  1. Recomendação do projeto pelo(a) orientador(a) pretendido(a) (etapa às cegas);
    2. Análise do pré-projeto e/ou do projeto de pesquisa escritos (em português ou inglês) por uma comissão de três avaliadores(as) (análise a cegas);
    3. Arguição oral de defesa do projeto e de conhecimentos de Ecologia. A arguição sobre o projeto, e de perguntas de Ecologia, constará de perguntas formuladas por uma comissão examinadora constituída por três professores(as), e com duração máxima de 40 minutos. Esta fase será feita de forma remota em plataforma de videoconferência;
    4. Análise de Curriculum Vitae. A pontuação será atribuída segundo os critérios de formação acadêmica, experiência profissional, publicações e demais produções acadêmicas dos últimos 10 anos.

Ações afirmativas

Serão asseguradas no mínimo 30% das vagas de ingresso por Ações Afirmativas para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas, totalizando cinco vagas de mestrado e três de doutorado – pelo menos uma vaga para pessoa indígena para cada nível. Serão asseguradas no mínimo 20% das vagas para pessoas com deficiência e outros grupos em vulnerabilidade social, totalizando três vagas de mestrado e duas de doutorado para Quilombolas, Pessoas com deficiência, Transexuais, travestis, refugiados/solicitantes de refúgio e portadores de visto humanitário e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais ou beneficiários comprovados de programas semelhantes em países estrangeiros.

Formação

O Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO), em níveis de mestrado e doutorado, tem como objetivo contribuir com atitudes, conceitos, técnicas e metodologias para desenvolver pesquisas e subsidiar debates que, incorporados à qualificação profissional, procurem responder aos desafios atuais na área ambiental. O PPGECO oferece uma formação sólida aos acadêmicos, qualificando-os para a docência em nível superior, à pesquisa e como profissional especializado em Ecologia, colaborando também com políticas públicas e/ou com produtos que favoreçam o manejo ou conservação de sistemas ecológicos.

O programa está organizado em um conjunto integrado de disciplinas, atividades de pesquisa, extensão e acadêmicas, destacando -se o curso de campo multidisciplinar, as disciplinas internacionais, as experiências com docência e recentemente as ações de divulgação científica. O programa preocupa-se com a sustentabilidade ambiental e inclusão social em todas as suas atividades.

Em 2023, o PPG Ecologia completou 15 anos de atuação. Aliando a recomendações oriundas do processo de avaliação do comitê de Biodiversidade e discussões internas ao programa, consolidou a reformulação das linhas de pesquisa, que passaram da organização anterior  por ecossistemas (terrestres ou marinhos; mais detalhes no Histórico, abaixo), para uma nova organização temática e relacionada ainda com os distintos níveis de organização ecológica em quatro linhas:

Ecologia de Organismos e Populações
Ecologia de Comunidades e Ecossistemas
Ecologia Evolutiva, Macroecologia e Biogeografia
Ecologia Humana, Manejo e Conservação da Biodiversidade

Mais informações  pelo e-mail ppgecologia@contato.ufsc.br

 

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Professor de Física da UFSC é eleito presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais

06/11/2023 15:25

O professor Ivan Helmuth Bechtold, titular do departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (FSC/UFSC), foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) para o mandato 2024-2025. Fundada em 2002, esta é a primeira vez em que a SBPMat é presidida por um pesquisador do Sul do país. Em todos os os mandatos anteriores os presidentes eleitos eram da região Sudeste.

A SBPMat reúne pesquisadores de diversas áreas como Física, Química, Matemática, Biologia, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Engenharias, com estudos voltados a aplicações tecnológicas de materiais. O evento anual da SBPMat, o Brazilian Materials Research Society (B-MRS), agrega em torno de 1.500 participantes de todo o Brasil e de outros países.

Mais informações na página da SBMat, no Instagram ou pelo pelo e-mail ivan.bechtold@ufsc.br.

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Seminário online do Núcleo de Pesquisas InterTrads ocorre entre 6 e 10 de novembro

06/11/2023 11:10

O I Seminário de Extensão do Núcleo de Pesquisas InterTrads: diálogos e conexões entre extensão, ensino e pesquisa, organizado pelo Núcleo de Pesquisas em Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais (InterTrads) e pela Academia Trados, com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) acontece entre 6 a 10 de novembro, das 19h às 21h.

O evento será transmitido ao vivo no canal de YouTube do InterTrads, acessível em libras e portugues, e visa ser um espaço de reflexão e interação que destaca a importância da extensão universitária. As inscrições serão feitas durante o evento e os participantes terão direito a certificado de duas horas por dia, totalizando 10 horas.

Durante o seminário, os participantes terão a oportunidade de se aprofundar no conhecimento dos projetos e programas de extensão vinculados ao InterTrads, explorando como eles se entrelaçam com a pesquisa e o ensino. A conexão entre esses três pilares da atividade acadêmica será o foco central das discussões.

Confira a programação:

06 de novembro, segunda-feira:
OPrograma de Extensão “TILSJUR – Tradutores e intérpretes de língua de sinais na esfera jurídica” – clique aqui para assistir
Dra. Silvana Aguiar dos Santos

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Na Science, pesquisador da UFSC alerta para secas, cheias e escassez de água no Hemisfério Sul

06/11/2023 10:33

Publicação de professor da UFSC foi destaque no site da Science, um dos principais periódicos do mundo

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina Pedro Chaffe, do Laboratório de Hidrologia, publicou um artigo na última edição da revista Science alertando para a redução na disponibilidade de água no Hemisfério Sul e destacando a intensificação e agravamento dos fenômenos de secas e cheias. O texto, escrito para a seção Perspectives em parceria com o professor Günter Blöschl da Universidade de Vienna, na Áustria, foi um dos destaques da publicação, estando na capa da edição online durante o seu lançamento, dia 2 de novembro.

O artigo aborda um estudo recente também publicado na revista, a partir de uma metodologia que investigou a disponibilidade hídrica combinando observações de fluxos de grandes bacias hidrográficas do mundo com dados de precipitação terrestre e medições de satélite de evaporação e armazenamento de água. O estudo mostrou que a disponibilidade de água no Hemisfério Sul diminuiu em cerca de 20% entre 2001 e 2020.

A disponibilidade de água é medida a partir da diferença entre a precipitação e a evaporação, aspectos que, conforme sublinham os autores, vêm sofrendo impacto direto das mudanças climáticas, afetados também pelo crescimento populacional e pela poluição. As estimativas das alterações, entretanto, são incertas “porque as medições da precipitação e da evaporação tendem a ser indiretas ou apenas representativas localmente”.

Este cenário mudou a partir de uma nova abordagem proposta por cientistas chineses, que agregou confiabilidade às estimativas de disponibilidade de água, o que poderia ajudar a melhorar a gestão da água a longo prazo. “Para o Hemisfério Norte, os autores não encontraram nenhuma mudança na disponibilidade média de 2001 a 2020, enquanto no Hemisfério Sul a disponibilidade de água diminuiu 70 mm por ano, o que corresponde a uma redução de cerca de 20%”, sinalizam Blöschl e Chaffe, no texto recém publicado.

Para os pesquisadores, isso indica que a variabilidade anual na disponibilidade de água é causada principalmente por mudanças no sul. Enquanto nas regiões mais áridas do Hemisfério Sul as mudanças estariam predominantemente relacionadas ao aumento da evaporação, nas regiões úmidas seriam ocasionadas pela diminuição da chuva. Nos dois casos, há uma relação da disponibilidade de água com as variações climáticas.

O texto também atribui esses fenômenos a condições como a variação nas temperaturas da água (El Nino e La Nina), que podem provocar secas e inundações. “Por exemplo, em 2023, secas atingiram a Amazônia enquanto, ao mesmo tempo, o Sul do Brasil sofreu inundações”, registram os cientistas.

780 bilhões de dólares em prejuízos

As novas descobertas propostas pelos pesquisadores da China e articuladas aos estudos da UFSC indicam inúmeros desafios de gestão da água no Hemisfério Sul. O planejamento das captações de água para irrigação, indústria e residências é um destes desafios. “Quando a disponibilidade de água em rios e águas subterrâneas cai abaixo da demanda de água, as condições de seca são sentidas pelos ecossistemas e pela sociedade”, alertam.

Os pesquisadores explicam que as consequências do declínio da disponibilidade de água em escalas decadais são percebidas na diminuição do fluxo de água nos rios e níveis de água subterrânea em vastas extensões de terra, o que se nota, por exemplo, em grande parte da América do Sul.

O estudo indica que as variações na disponibilidade hídrica devem ser consideradas em escalas de tempo mais curtas, como nas suas oscilações mensais. Isso porque, em regiões com chuvas sazonais, a evaporação pode secar rapidamente o solo no início da estação seca, levando a secas repentinas. Por outro lado, num clima mais seco, as chuvas podem estar mais concentradas em estações chuvosas, o que pode levar a cheias ao invés de recarga de águas subterrâneas.

“Mais secas e mais cheia representam uma aceleração da parte terrestre do ciclo da água (um armazenamento e movimentação mais rápido de água entre terra, oceano e atmosfera), levando a aumento da degradação do ecossistema através mortalidade de árvores e, portanto, maiores emissões de dióxido de carbono”, pontuam, no texto.

O artigo assinado pelo professor da UFSC lembra que esta situação vem ocorrendo na Amazônia, intensificando ainda mais os efeitos das mudanças climáticas, e que o impacto das secas e inundações sobre os seres humanos tem sido enorme, com mais de 3 bilhões de pessoas afetadas e danos estimados em mais de 780 bilhões de dólares em todo o mundo últimas duas décadas.

Mitigação e gestão

Imagem de Sven Lachmann por Pixabay

As medidas para mitigar os efeitos na redução da disponibilidade hídrica geralmente incluem investimento em infraestrutura, como barragens de armazenamento e desvios para irrigação, além de soluções baseadas na própria natureza e na sensibilização para uma mudança de cultura. “Estas soluções podem incluir a diversificação dos sistemas de abastecimento de água e de protecção contra inundações e o planejamento da flexibilidade na utilização da água para reduzir o impacto potencial de eventos extremos”, sugerem.

O alerta, entretanto, é quanto à resposta humana ao stress hídrico, que pode ter consequências inesperadas e que já são notadas e registradas pela ciência. “Em partes da América do Sul, o uso de água para a agricultura aumentou e contribuiu com 30% para o aumento nas tendências de seca no fluxo dos rios”, indicam. Nas regiões semiáridas, isso, associado às alterações climáticas, pode amplificar ainda mais a crise.

Os pesquisadores afirmam que os desafios na gestão da água provocados pela redução na sua disponibilidade exigem uma mudança desde a resposta à crise até à gestão pró-ativa a longo prazo, conforme defendido em documentos oficiais de entidades globais. “Esta gestão pró-ativa da água precisa de estar alinhada com objetivos globais, como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e na experiência dos cidadãos locais, hidrólogos, e gestores de água”.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Evento que celebra diversidade na ciência será realizado em novembro na UFSC

01/11/2023 08:23

O evento Celebrando a Diversidade na Ciência, promovido pelo Laboratório de Neuroplasticidade (Lanep) da UFSC, está com inscrições abertas. Com extensa programação nos dias 20 e 21 de novembro, o simpósio ocorre das 9 às 17h, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Serão realizadas palestras e debates com especialistas da UFSC, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outras. O objetivo é promover a inclusão e a equidade na ciência, oferecendo um espaço para vozes diversas serem ouvidas e compartilhadas.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link. Haverá a emissão de certificados de até 20h, de acordo com as palestras nas quais a pessoa participante se inscrever e assistir.

A programação será aberta na segunda-feira, dia 20, às 9h15, com a palestra “Quem faz ciência, e a ciência como espaço de inclusão: avanços e desafios em uma perspectiva interseccional”, com o professor Rodrigo Moretti-Pires, do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC). Na segunda-feira também haverá palestras sobre pesquisa de pessoas LGBTQIAPN+, promoção de igualdade de gênero, preconceitos, disparidade de gênero, entre outros temas.

O segundo dia de evento, a terça-feira, será iniciada com uma palestra sobre mulheres e meninas nas ciências, acessibilidade educacional, racismo sistêmico, e pessoas indígenas na Universidade. A vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, fará a palestra de encerramento do evento, na terça-feira, às 15h15, com a palestra intitulada “Celebrar a diversidade e as diferenças na Ciência? Para quê?”.

Segundo os organizadores, o evento busca criar um ambiente de aprendizado e diálogo onde os participantes desenvolvam estratégias para tornar a ciência mais inclusiva e representativa das diferentes comunidades. A organização é coordenada pela professora Patricia de Souza Brocardo e a comissão organizadora inclui os professores Juliano Andreoli Miyake, Kieiv Moura, Eloisa Pavesi, Eduardo Moreira e Manuella Kaster.

Mais informações e programação completa podem ser acessadas no site do evento.

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Pesquisa da UFSC: idosos carentes de vitamina D têm duas vezes mais risco de depressão

01/11/2023 08:18

>> Clique aqui para ler a reportagem em formato multimídia

Pesquisadora participou de eventos como o Congresso Brasileiro de Nutrição e Envelhecimento (CBNE 2019). (Foto: Arquivo pessoal).

A vitamina D e seus benefícios para a saúde se tornaram um tema comum, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando informações, muitas vezes falsas, circularam pelas redes sociais com promessas milagrosas. No entanto, é preciso recorrer à ciência para entender seu papel real no corpo humano. Além de ser essencial para a saúde óssea, há ainda espaço para estudos sobre sua influência na saúde mental.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma pesquisa ajudou a desvendar a relação entre a vitamina D e a depressão em idosos da capital do estado, Florianópolis. A partir de dados do estudo EpiFloripa Idoso, foi possível concluir que idosos com deficiência da substância têm risco 2,27 vezes maior de ter sintomas depressivos, quando comparado a aqueles com nível normal. Nesse grupo com deficiência de vitamina D, o risco aumentou a longo prazo: chegou a ser 2,9 vezes maior de 2 a 5 anos após a medição. Adotou-se uma referência internacional, considerando menos que 20 ng/mL como deficiência e, entre 20 e 30 ng/mL, insuficiência.

O estudo também mostra que mulheres, idosos com obesidade e com maior nível de colesterol LDL, tendem a ter níveis baixos. O mesmo acontece com idosos que dependem mais de outras pessoas em atividades diárias, como comer, tomar banho e se vestir. Mas um fator ajuda a protegê-los: a atividade física.

Esse é o resultado de quatro anos e meio de trabalho em pesquisa de Doutorado de Gilciane Ceolin, que defendeu sua tese em 2022, com orientação da professora Júlia Dubois, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC. A pesquisa foi viabilizada por meio de bolsa concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

A ideia surgiu a partir da parceria do grupo de estudos em Neurociência Nutricional Translacional com o grupo de pesquisa EpiFloripa Idoso. Dubois orientou a pesquisadora desde o mestrado.

“Esse tema estava despontando e, no mundo inteiro, são poucos estudos que abordam especificamente a questão do idoso”, explica a orientadora.

Ceolin (à esquerda) com o grupo de pesquisa NeuroMood Lab, do Centro de Estudos de Neurociências da Queen’s University, no Canadá. Foto: Gilciane Ceolin.

Ceolin conta que, antes da sua tese, encontrou apenas um artigo brasileiro que investigava a relação entre vitamina D e sintomas depressivos em idosos. Dessa forma, ela ajuda a diminuir a lacuna de estudos em países de baixa e média renda, onde o acesso a tratamentos para depressão é mais baixo.

A pesquisa rendeu o Prêmio CAPES de Tese de 2023, na área de nutrição, e concorre ao Grande Prêmio CAPES de Tese, que será entregue em dezembro de 2023.

“É muito gratificante, por vir do interior, com poucos recursos, sempre estudei em escola pública e com bolsa em universidade privada, e por enfrentar muitos desafios ao longo da jornada. Espero que seja uma inspiração para os próximos doutorandos”, comenta Ceolin.

Para a orientadora, um destaque do trabalho é a publicação de sete artigos em revistas científicas relevantes. Durante o doutorado sanduíche na Queen’s University, de Kingston, no Canadá, Ceolin trabalhou com um grupo de pesquisa em Psiquiatria Nutricional e chegou a publicar dois artigos, em um periódico nacional e um internacional.

“Ela usou diversos métodos para cercar essa essa mesma questão. Em uma tese, a gente tá contando uma história e eu acho que a história dela foi contada de diversas formas, contornando o tema central”, afirma Dubois.
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Podcast UFSC Ciência apresenta estudos sobre vida na Terra e em outros planetas

31/10/2023 13:43

Arte: Marcio Luz Scheibel

A origem da vida na Terra e a busca por vida em outros planetas são assuntos do novo episódio do podcast UFSC Ciência, publicado nesta terça-feira, 31 de outubro. Produzido pela Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (Agecom/UFSC), o episódio A vida, o Universo e tudo mais fala sobre o nascimento do Universo, os primeiros micro-organismos que apareceram na Terra e projetos que buscam alienígenas em mundos distantes. Também apresenta seres que habitam ambientes extremos e inóspitos.

Dois professores da UFSC foram entrevistados. Alexandre Zabot é professor do Curso de Engenharia Aeroespacial da UFSC Joinville e coordenador do projeto Astrofísica para todos, que oferece cursos on-line gratuitos na área de Astronomia. Rubens Tadeu Delgado Duarte é docente do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia e coordenador do Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (Lemex), onde desenvolve trabalhos na área de Astrobiologia.

Ouça no site, pelo Spotify ou em outras plataformas.

Tags: AgecomAstrobiologiaastronomiaextremófilospodcastpodcast UFSC CiênciaUFSCUFSC CiênciaUniversidade Federal de Santa Catarina

Em extinção, espécie de planta do Cerrado é descrita com participação da UFSC

30/10/2023 10:59

Detalhes da nova espécie localizada e descrita (Divulgação)

Microlicia indurata é o nome de uma nova espécie endêmica do Cerrado que foi descoberta por um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) durante um trabalho de campo e que está oficialmente descrita na Phytotaxa, periódico de taxonomia botânica. A planta foi localizada na Serra dos Pirineus, em Goiás, e descrita em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas e do Departamento de Botânica da California Academy of Sciences.

O professor João de Deus Medeiros, aposentado do departamento de Botânica, localizou a planta numa das expedições de campo para produção do Guia de Campo de espécies do Cerrado, publicado pelo Ministério do Meio Ambiente.

“A princípio imaginei tratar-se de uma outra espécie já descrita, porém depois com auxílio dos especialistas em taxonomia da família Melastomataceae, vimos que ela apresentava características distintas das espécies já conhecidas”, comenta. O status de conservação da nova espécie, feito com base nos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), indica distribuição muito restrita, ocorrendo em área de cerrado rupestre próxima aos limites do Parque Estadual da Serra dos Pireneus, no município de Pirenópolis, Goiás, estando ameaçada de extinção.

Isso ocorre por conta das pressões decorrentes da ampliação do risco de queimadas, assim como da conversão de novas áreas para agricultura e mineração. A planta foi coletada em 2017 pelo professor e depositada no Herbário FLOR da UFSC.  De acordo com Medeiros, chama atenção o potencial ornamental da espécie, tanto pelas belas flores quanto pelo aspecto singular das suas folhas. O professora também destaca “o aspecto lenhoso e duro das cápsulas – frutos – quando maduros, o que levou a equipe a usar a designação “indurata” para essa nova espécie de Microlicia.

Conforme o artigo, o parque onde a nova espécie foi localizada abrange uma área de 2.833 hectares, em uma região montanhosa de formações rochosas de quartzito e arenito da era pré-cambriana. Está localizado entre os municípios de Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás, no divisor de águas entre o Bacias dos rios Prata e Tocantins.

Ainda conforme o estudo recém publicado, outras plantas da mesma família são localizadas em Minas Gerais e na Bahia, mas esta só tem localização conhecida nesta região de Goiás. Recentemente, o professor já havia encontrado e descrito a Commelina catharinensis, planta rara das dunas no litoral de Santa Catarina, também ameaçada de extinção.

Agora, o pesquisador trabalha com a equipe do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, elaborando guias de identificação das espécies de restinga da baixada do Massiambú, no bioma Mata Atlantica. Foi nestre trabalho que a planta nativa das dunas catarinenses foi encontrada.

Tags: botânicaGuia de Campo de espécies do CerradoMicrolicia induratNova espécie de plantaPhytotaxa

Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia comemora 15 anos com palestra e mesa redonda

30/10/2023 10:57

Em comemoração aos 15 anos de funcionamento, o Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb) promove “Lameb 15 anos! A sua pesquisa é a nossa história”, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB), no dia 31 de outubro, terça-feira, das 9h30 às 17h.

As inscrições são gratuitas, e para se inscrever é necessário enviar um e-mail para lameb@contato.ufsc.br.

O evento terá uma mesa redonda sobre a história do Laboratório, com a realização posterior de um coffee-break, com exposição de resumos relacionados a pesquisas realizadas nos 15 anos de existência do Lameb. Está prevista para as 14h uma palestra sobre a multileitora com microscópio e sistema de CO2 acoplados “Cytation Agilent” – com certificado de duas horas.

Sobre o Lameb

O Lameb é um laboratório multisuário que, desde 2008, atende toda a comunidade universitária da UFSC. Sua estrutura disponibiliza suporte técnico-científico para desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas.

Para mais informações, acesse o site do Lameb.

Tags: LamebUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: Usina de hidrogênio verde da UFSC é destaque no Fantástico

30/10/2023 07:41

A usina de hidrogênio da Universidade Federal de Santa Catarina, situada no Sapiens Parque, foi destaque em uma reportagem do Fantástico, programa jornalístico dominical da TV Globo. Em uma longa reportagem sobre o futuro da energia, as instalações do Laboratório Fotovoltaica  e a usina construída em parceria com Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (implementado pela GIZ em parceria com o Ministério de Minas e Energia) são apresentadas como um dos exemplos da inovação nacional.

Na reportagem, o professor Ricardo Ruther, pioneiro na pesquisa em energia solar no Brasil, fala sobre a possibilidade de a tecnologia ser utilizada para gerar energia em áreas remotas da Amazônia – onde a produção depende do diesel, combustível altamente poluente. “Custa muito caro para a população brasileira e tem um impacto ambiental muito grande”, pontuou. “Esse ano o Brasil vai gastar 12 bilhões de reais para queimar diesel e para levar energia para 1% da população”.

O Fantástico apresentou o prédio feito para ser um equipamento de captação de energia renovável. Não só o teto, mas todas as paredes são de placas solares. Também é possível capturar e armazenar água da chuva, outro recurso essencial à produção do hidrogênio verde. Segundo o professor, é possível replicar a estrutura em operação na UFSC para qualquer lugar e fabricar energia a partir de insumos naturais.

Usina pioneira

A usina da UFSC tem o potencial máximo de geração de 4,1 Nm3/h (normal metro cúbico por hora) de hidrogênio verde e produção máxima de 1 kg/h de amônia. A produção diária depende da irradiação solar e, consequentemente, da geração fotovoltaica de cada dia. Tanto a amônia quanto o hidrogênio verde têm importante papel na descarbonização da Amazônia, pois são produzidos de forma sustentável, alinhados com as expectativas mundiais de produção e geração de energia.

O espaço conta com laboratórios nos pavimentos inferiores, salas de aula e de pesquisadores nos pavimentos superiores e estação solarimétrica no terraço – onde é possível medir os parâmetros solares. Além disso, foi construído com outra inovação: as placas solares são o próprio telhado e revestimento das paredes, diferente dos outros dois blocos do laboratório, onde foram instaladas sobre o telhado. Há, inclusive, um mirante no topo do prédio para visualização dos equipamentos.

 

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Palestra apresenta vivência de pesquisadoras em expedição de pesquisa em Noronha

27/10/2023 16:35

Marina Sissini Noronha é uma das palestrantes. Foto: Daniel Venturini

Duas pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ministram uma palestra sobre a experiência de uma expedição de pesquisa em Fernando de Noronha. Tatiana Leite e Marina Sissini falarão sobre suas vivências a bordo da embarcação histórica Oosterschelde no programa Darwin 200, uma iniciativa de conservação planetária que visa à formação de jovens líderes que busquem soluções inovadoras para problemas ambientais. A atividade ocorre nesta terça-feira, 31 de outubro, às 9h, na sala CCB PG-003, no Edifício Fritz Müller, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas (CCB), no bairro Córrego Grande, no Campus de Florianópolis. 

Tatiana é docente do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, e Marina é bolsista de pós-doutorado pelo Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld)-Ilhas Oceânicas e pesquisadora do Laboratório de Ecologia de Ambientes Recifais da UFSC. Ambas participaram da Expedição Darwin 200 em Fernando de Noronha entre 28 de setembro e 8 de outubro.

Os estudos das pesquisadoras envolveram o monitoramento de uma espécie de polvo, o estudo dos efeitos da pesca artesanal em uma Área de Proteção Ambiental (APA) e da personalidade e senciência de polvos, a investigação de bancos de rodolitos e o monitoramento da saúde de corais. A expedição também envolveu a comunidade local e será registrada em um documentário produzido pela Darwin 200.

Equipe de pesquisa realizou amostragem de polvos. Foto: Tatiana Leite

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Mapeamento da infraestrutura da UFSC também é tema dos estandes da Engenharia Civil na SEPEX

27/10/2023 14:51

Estande do GTSIG. Fotos: Mateus Mendonça/Agecom/UFSC

Dentre os estandes presentes na Feira de Ciências da 20ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex), o curso de Engenharia Civil expõe projetos que tratam de temas como o mapeamento da infraestrutura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no Campus de Florianópolis e estudos sobre a construção de edifícios com diferentes materiais e tipos de solo.

No Grupo de Trabalho em Sistemas de Informações Geográficas (GTSIG) da Engenharia Civil, o objetivo é mapear toda a rede de fibra óptica, elétrica, esgoto, drenagem e criar marcos topográficos dentro da infraestrutura do campus. Para acompanhar as alterações do sistema de transmissão de energia elétrica, por exemplo, o GTSIG mapeou e cadastrou todos os postes, subestações e caixas de passagem da rede da UFSC. “É um movimento importante para conseguir identificar pontos de falha, necessidades de manutenção e manter um controle sobre a infraestrutura do campus”, comenta Fernando Medeiros, bolsista do projeto.

O grupo tem como base os conceitos das Ciências Geodésicas, que utiliza de medidas terrestres, espaciais e aéreas para determinação precisa da localização de objetos. Com o uso de equipamentos de alta precisão, como a Estação Total, é possível analisar os dados de posição e angulação entre o instrumento e o ponto visado para criar um Sistema de Informações Geográficas (SIG). Por meio de imagens captadas por drone ou avião, o GTSIG mapeia o campus da UFSC com uma visão aérea e cria as redes dentro do SIG.

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Pesquisadores da UFSC emitem nota técnica sobre efeitos ambientais do engordamento de praias

27/10/2023 10:09

Efeito “degrau” em praia de Canasvieiras, em Florianópolis evidencia aumento do processo erosivo após o aterro. (Foto: Leo Munhoz/ND)

O programa de pesquisa e extensão da UFSC Ecoando Sustentabilidade emitiu uma Nota Técnica em 23 de outubro a respeito das consequências de dragagens e aterros em praias arenosas. O relatório busca analisar os engordamentos de praia no litoral de Santa Catarina e fornece propostas de atualização de normas relacionadas a esse tipo de empreendimento.

O parecer técnico versa sobre as engordas de praia, cada vez mais frequentes no litoral catarinense e brasileiro, e analisa os projetos principalmente frente ao cenário de mudanças climáticas e erosão costeira. Apresenta informações básicas sobre o ecossistema de praia arenosa e faz uma análise sobre a realização de dragagens e de aterros assim como sobre os licenciamentos feitos pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC). O Ecoando Sustentabilidade analisou as licenças ambientais dos projetos de engorda das praias entre 2018 e 2023, o que inclui obras nas praias de Jurerê (não iniciada), Canasvieiras (realizada em 2019 e 2020), Ingleses (realizada em 2023), e em Balneário Camboriú (2022).

A partir dessa análise, o programa propõe uma atualização da Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) de 2017, a qual define o porte desses empreendimentos. A definição de porte é o parâmetro que estabelece o potencial dos impactos que esses empreendimentos podem gerar e o tipo de estudo ambiental que deve ser realizado para avaliar consequências futuras e propiciar a obtenção do licenciamento da obra. O grupo defende que haja um ajuste para a definição de porte, obrigando que sejam feitos estudos de impacto mais completos.
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Ser mulher aumenta chances de sofrer com problemas do sono na velhice, diz estudo da UFSC

27/10/2023 08:15

Dados analisados foram coletados em 70 municípios do país, com população de mais de 60 anos (Imagem de Sabine van Erp por Pixabay)

Um estudo sobre queixas de sono e fatores associados em idosos realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a FioCruz Minas indica que a insônia chega a atingir até 58,6% da população maior de 60 anos no país. Os dados mostram que ser mulher aumenta as chances de sofrer com qualquer tipo de insônia, ter má qualidade de sono e sonolência diurna. Ter mais de uma doença crônica e não ingerir porções de frutas e vegetais também pode influenciar.

A análise, publicada nos Cadernos de Saúde Pública, utiliza dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). O Elsi é representativo da população brasileira e começou a ser realizado em 2015, mas a pesquisa toma como base os indicadores de 2019. A investigação envolveu 6.929 pessoas com 60 anos ou mais, em 70 municípios do país, em todas as regiões.

A preocupação em estudar especificamente a questão do sono surgiu durante a pandemia de Covid-19. O estudo recém publicado foi liderado pela professora e pesquisadora da UFSC Araranguá Núbia Carelli Pereira de Avelar, do curso de Fisioterapia. “O interesse por estudar os problemas de sono surgiu na pandemia, quando os idosos relatavam que estavam dormindo muito mal. Começamos a buscar na literatura e observamos a ausência de estudos que descrevessem a prevalência das diferentes tipologias de distúrbios do sono”, explica a professora, que ouvia o relato dos idosos nas atividades de estágio que conduzia.

O artigo trata de diferentes tipologias de alterações do sono. A insônia, por exemplo, pode ser inicial, quando se refere a dificuldade de pegar no sono; intermediária, quando a pessoa acorda, tem dificuldades para dormir, mas volta ao sono; e final, quando a pessoa acorda muito cedo e não consegue mais dormir. Os dados da pesquisa também se referem à percepção sobre qualidade de sono e a sonolência diurna, quando o indivíduo já se sente cansado ao acordar.

De acordo com a professora, as queixas com relação ao sono coletadas na pesquisa ocorreram predominantemente em mulheres. “As mulheres têm maior frequência de insônia inicial, intermediária e qualquer tipo de insônia e pior qualidade de sono. A gente acredita que isso está muito relacionado à sobrecarga de trabalho, desde atividades domésticas até o cuidado com outros familiares”, analisa Núbia. “Nós observamos, no Brasil, um processo de feminização do envelhecimento – há mais mulheres idosas do que homens, e geralmente essas mulheres ficam sozinhas, ou são viúvas ou solteiras. Já se sabe que a solidão também está relacionada às questões do sono”, complementa.

O estudo publicado no periódico Cadernos de Saúde Pública também trata do fenômeno do ponto de vista biológico, já que a variação hormonal, observada principalmente em mulheres, pode desregular um circuito que desempenha papel fundamental na regulação do sono. Além disso, o nível de cortisol no sangue tende a ser mais elevado em mulheres do que nos homens, o que poderia alterar a produção de alguns hormônios e, consequentemente, prejudicar a qualidade do sono.

Seis a cada dez idosos reIatam problemas com o sono (Imagem de Jose Antonio Alba por Pixabay)

Insônia é principal problema entre os idosos

O estudo mostra que os problemas de sono com maior prevalência em idosos brasileiros foram os diferentes tipos de insônia (45,9% a 58,6%), seguidos de sonolência diurna (38,4%) e da má qualidade do sono (15,6%). “O aumento da prevalência de problemas de sono em idosos, na última década, pode estar associado ao uso crescente de smartphones antes de dormir, o que aumenta a latência do sono e leva à insônia inicial”, justificam os pesquisadores.

Evidências indicam que as mulheres apresentam uma arquitetura de sono diferente em relação aos homens, caracterizada por ondas de sono mais lentas, mais despertares noturnos e maior latência do sono. Apesar disso, conforme mencionado pela professora, a sobrecarga de trabalho também pode estar no pano de fundo da prevalência dos problemas.

Segundo Núbia, os dados são preocupantes e surpreenderam a equipe, já que seis a cada 10 idosos têm qualquer um dos tipos de insônia. “É um dado alarmante e que nos preocupa”, reforça. Na conclusão, o grupo registra que uma implicação chave do estudo é justamente a importância da implementação de campanhas informativas e iniciativas educativas para aumentar a consciencialização sobre os problemas do sono nesta população.

Os dados também vão ao encontro do que a literatura e grupos especializados têm apresentado. “A Associação Americana de Cardiologia inseriu em 2022 o sono como variável ligada ao envelhecimento saudável”, comenta a professora. Segundo ela, a ciência reconhece os efeitos dos problemas de sono na saúde global dos idosos, já que aqueles que dormem muito mal apresentam maior risco de mortalidade, de depressão e de declínio cognitivo, além de estarem mais propensos a doenças neurodegenerativas.

Consumo adequado de frutas e vegetais e consumo de álcool também foram analisados

A pesquisa da UFSC também indica que o consumo de frutas e vegetais e de álcool pode estar relacionado aos problemas de sono entre pessoas com 60 anos ou mais. Idosos que não consumiam cinco porções diárias de frutas e vegetais apresentaram maior chance de má qualidade do sono, de acordo com o estudo.

“Isso porque esses alimentos são fontes de antioxidantes, polifenóis, vitamina C, fibras, potássio, flavonóides, que são ativos biológicos que vão melhorar o equilíbrio do ritmo circadiano e, consequentemente, a qualidade de sono. Além disso, podem modular o metabolismo e a concentração dos hormônios relacionados à qualidade de sono”, justifica.

Baixo consumo de vegetais pode ter relação com má qualidade do sono (Imagem de Jill Wellington por Pixabay)

Já o consumo de álcool uma vez por mês ou mais foi associado a menor chance insônia inicial, o que também foi consistente com outros estudos da área. Apesar disso, a pesquisa traz um alerta: “O álcool tende a reduzir a fase do sono de movimento rápido dos olhos (REM) e a desalinhar o ciclo sono-vigília”, indicam os pesquisadores. De uma forma geral, isso levaria a efeitos que podem resultar em má qualidade do sono e sonolência diurna, impactando o bem-estar geral.

A pesquisa registra que é importante considerar o impacto do consumo de álcool trazendo também um outro registro já reconhecido pela ciência: o de que algumas bebidas alcoólicas, como o vinho tinto, são ricos em flavonóides, como o resveratrol, que possuem propriedades antioxidantes e efeitos neuroprotetores, que podem melhorar a qualidade do sono

Condições de saúde têm impacto no sono

Também em relação às condições de saúde, a pesquisa registra que a presença de duas ou mais doenças crônicas aumentou de 1,21 a 1,65 vezes as chances de idosos apresentarem insônia inicial, intermediária, final e qualquer tipo de insônia. O dado também se alinha a estudos anteriores que mostraram que a ocorrência de duas doenças crônicas simultâneas está positivamente associada a todos os tipos de insônia na Alemanha e na China, por exemplo. “Além disso, medicamentos para tratamento de doenças crônicas como broncodilatadores, beta bloqueadores, estimulantes do sistema nervoso central e agentes cardiovasculares podem levar à insônia”, indicam os cientistas, na análise.

Os cientistas que assinam o artigo também reforçam que os resultados coletados fornecem informações valiosas para embasar políticas e estratégias de saúde pública destinadas a promover uma melhor saúde do sono na população idosa. “Os achados deste estudo revelam uma alta prevalência de problemas de sono entre idosos brasileiros, enfatizando a necessidade de intervenções de saúde pública direcionadas para resolver esse problema”, assinalam.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Abertas as inscrições para ‘III Simpósio sobre produtos técnico-tecnológicos’ do Mestrado Profissional em Farmacologia

24/10/2023 16:43

O III Simpósio sobre produtos técnico-tecnológicos do Mestrado Profissional em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas. O evento ocorre em 1° de dezembro, das 8h15 às 11h30, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB/Bloco E) da UFSC, no Campus de Florianópolis. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas através do formulário até 27 de novembro. A participação garante certificado de quatro horas complementares.

O simpósio tem como objetivo compartilhar experiências na área, fomentar a divulgação e promover o impacto social do tema. Além disso, o evento falará sobre avanços tecnológicos, alterações de leis e resoluções e demandas regional e nacional apresentadas por cada turma do curso.

A edição conta com a participação do professor Irineu Afonso Frey, coordenador do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação/UFSC. Ele  falará sobre desafios na transferência de tecnologia. Além disso, o simpósio terá a participação de discentes e egressos do Mestrado em Farmacologia, que falarão sobre os produtos técnico-tecnológicos provenientes dos seus trabalhos.

Mais informações no site do evento

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Feira de Ciências apresenta cerca de 70 estandes durante a 20ª Sepex da UFSC

24/10/2023 10:42

De exposições de equipes de competição, com carros e modelos de aviões, a orientações sobre saúde e estilo de vida, como aleitamento materno, passando por física quântica, arqueologia e jogos educativos: variados temas fazem parte da Feira de Ciências da 20ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A Feira de Ciências abre ao público nesta quarta-feira, 25 de outubro, a partir das 9h, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no Campus de Florianópolis. Não é necessário fazer inscrição. A abertura oficial da 20ª Sepex acontece nesta terça-feira, 24 de outubro, com debate sobre canabinoides, a partir das 18h30.

Como chegar ao Centro de
Cultura e Eventos da UFSC.

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Revista Katálysis lança nova edição sobre ‘Imperialismo, Revolução e Contrarrevolução na América Latina’

23/10/2023 12:52

A Revista Katálysis, coordenada pelo curso de graduação e pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), divulga seu terceiro número de 2023, com o tema “Imperialismo, Revolução e Contrarrevolução na América Latina”. A revista, de periodicidade quadrimestral, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo on-line.

A publicação veicula artigos científicos originais sobre temas atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição centra-se numa unidade temática, conforme sua importância no contexto social contemporâneo, mas também abre espaço para trabalhos que tratam de temas livres.

Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista  e no site da SciELO

 

 

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Pós-Graduação em Literatura da UFSC oferece curso ‘ Literatura e marginalidades: visões da periferia entre Brasil e Itália’

20/10/2023 11:20

O Programa de Pós-Graduação em Literatura (PPGLit) da UFSC oferece o curso Literatura e marginalidades: visões da periferia entre Brasil e Itália, de forma presencial, nos dias 27 de outubro, 10, 17 e 24 de novembro no Centro de Comunicação e Expressão (CCE), das 14 às 17h. As inscrições devem ser realizadas por e-mail até 27 de outubro.

O curso será oferecido de forma híbrida e ministrado por Gesualdo Maffia e Andrea Santurbano.

Mais informações no site ou pelo e-mail ppglitufsc@gmail.com

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Estudante da UFSC Joinville ganha prêmio no ITA por trabalho sobre biodiesel

20/10/2023 10:07

Estudante teve o melhor trabalho de graduação do evento

A estudante do curso de Engenharia Ferroviária e Metroviária da UFSC Joinville Júlia de Rezende Mattos foi premiada pelo melhor trabalho apresentado como pôster no Encontro de Física do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que ocorreu no início do mês, em São José dos Campos. O trabalho Os efeitos da geometria do reator e do uso de cosolventes na síntese de biodiesel por rota catalítica assistida por plasma foi orientado pelos professores Diego Duarte e Rafael Catapan e faz parte do projeto Intensificação do processo de produção de biodiesel a partir de rota catalítica assistida por plasma.

Júlia e outros dois colegas do campus de Joinville representaram a universidade no evento, realizado em uma das instituições mais reconhecidas do país. “Foram dias de muito aprendizado e inspiração. Foi uma honra poder conversar com especialistas da área, discutir nossos projetos e também aprender e trocar experiências com alunos de outras universidades”, comenta a estudante, que é orientada pelos professores Diego e Rafael e também pela pós-doutoranda Maíra Oliveira Palm.

A pesquisa trata do biodiesel, que é comumente produzido por um processo chamado transesterificação, quando o óleo reage com o metanol, gerando o produto e a glicerina. Os reatores de plasma utilizam campos elétricos para acelerar reações, criando mais substâncias ativas e melhorando a eficiência em temperatura ambiente. “Eles estão ganhando atenção na síntese de combustíveis devido à sua capacidade de induzir a emulsão, melhorando o movimento dos reagentes e a transferência de massa”, explica.

No trabalho premiado, a estudante justifica que diversas abordagens são empregadas para lidar com o problema de óleo e metanol não se misturarem bem, incluindo métodos como agitação, ajuste de temperatura e o uso de co-solventes. Por isso, ela investigou o uso de acetona como co-solvente e diferentes designs de reatores de plasma para aprimorar a mistura de reagentes e facilitar a produção de biodiesel.

O estudo destaca um outro aspecto desta nova tecnologia: a possibilidade de utilização de óleos residuais como matéria-prima para biodiesel. O processo que está sendo estudado na UFSC proporciona uma abordagem mais econômica, além de favorecer a eliminação de resíduos que muitas vezes são inadequadamente descartados, causando impactos prejudiciais ao ecossistema local.  “Isto demonstra como a inovação tecnológica não só melhora a indústria e seus processos, mas também pode ter um impacto positivo significativo na sustentabilidade e na saúde dos ecossistemas”, detalha o resumo apresentado nos anais do evento.

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Estudo premiado da UFSC indica regiões no litoral socialmente vulneráveis a desastres climáticos

19/10/2023 10:18

Paulino Neves (MA) teve o maior indice de vulnerabilidade no estudo (Foto: Governo do Maranhão)

Cheias, secas, desastres ambientais. As consequências das mudanças climáticas são tão visíveis quanto é o seu impacto em populações vulneráveis. Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina recentemente premiada como a melhor tese de Geografia do país propõe um método para definir a vulnerabilidade das populações aos chamados eventos extremos em áreas costeiras, que levam a desastres ambientais e podem destruir bairros, cidades e causar prejuízos sociais e ambientais.

O trabalho da pesquisadora Cibele Oliveira Lima, doutora em Geografia, foi orientado pelo professor Jarbas Bonetti e reconhecido como o melhor estudo de doutorado do país na área das geotecnologias pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE). O estudo Metodologia para avaliação da vulnerabilidade social a eventos extremos costeiros no Brasil levou o prêmio Ailton Luchiari, entregue na primeira semana de outubro.

No estudo, a pesquisadora propõe formas de calcular a vulnerabilidade social de diferentes regiões e utiliza como amostra 281 municípios costeiros, cobrindo todo o litoral brasileiro. O detalhamento é intramunicipal, mas também permite que se trabalhe com diferentes escalas, como estaduais e regionais. “O objetivo é contribuir para minimizar essa lacuna do conhecimento ao propor uma metodologia para obtenção de um Índice de Vulnerabilidade Social a eventos extremos costeiros”, explica.

A pesquisa constatou que as regiões Norte e Nordeste apresentam a maior vulnerabilidade social do litoral brasileiro. Maranhão, Pará e Bahia sofrem o maior risco. Apesar de terem, em geral, os menores índices do Brasil, os estados da Região Sul também possuem áreas com determinantes que indicam riscos, como na fronteira entre Paraná e São Paulo, foco de desastres recentes. Em Florianópolis, moradores de regiões de bairros do Norte e Sul da Ilha estariam mais suscetíveis a danos e exposição a desastres (leia mais abaixo).
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Tags: eventos costeirosextremos climáticosgeografiaÍndice de Vulnerabilidade Socialmeio ambienteprêmio Ailton LuchiariPrograma de Pós-Graduação em Geografia

Pesquisa da UFSC sobre a representação dos arquivos e do arquivista no cinema vira livro

17/10/2023 19:03

Luz, Câmera, Arquivos: o arquivista representado no cinema é nome da adaptação da dissertação de mestrado do aluno Iuri Ianiski de Moura, realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PGCIN/UFSC) com orientação da professora Eliana Maria dos Santos Bahia.

Defendida no final de fevereiro de 2023, a pesquisa passou por algumas adaptações e agora é publicada em formato de livro pela Editora Appris. A obra também conta com prefácio escrito pela professora Fernanda Kieling Pedrazzi, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A obra identifica como são representados os profissionais de arquivo e os seus ambientes de trabalho em obras cinematográficas de ficção. O pesquisador e sua orientadora também caracterizam o arquivista como profissional da informação, identificando suas atribuições, habilidades e competências. Ao explorar os elementos cinematográficos utilizados para representar o arquivista e as unidades de informação, a obra faz uso de filmes nacionais e internacionais, que são não somente objetos de cultura e entretenimento, como também instrumentos de informação, representando formas de agir e sentir da sociedade.

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Tags: alunoArquivistacinemadissertação de mestradofilmelivroPrograma de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCin)RepresentatividadeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Programas de pós-graduação da UFSC lançam sexto livro gratuito da serie ‘Estudos de Língua de Sinais’

17/10/2023 11:54

Os Programas de Pós-graduação em Estudos da Tradução (Pget) e em Linguística (Ppgl) da UFSC lançaram o livro Estudos da Língua Brasileira de Sinais, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O livro está disponível para download gratuitamente no site da editora Insular. Os volumes anteriores também podem ser baixados gratuitamente.

Organizado pelo professor Carlos Henrique Rodrigues, do Núcleo de Pesquisas em Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais (InterTrads), e pela professora Ronice Müller de Quadros, do Núcleo de Aquisição de Língua de Sinais (Nals), esse é o sexto lançamento da Série Estudos de Língua de Sinais (Sels). A Sels faz articulação entre pessoas surdas e ouvintes engajadas com as comunidades surdas e com a produção de conhecimento sobre as línguas de sinais e sobre a tradução e a interpretação envolvendo tais línguas.

“Assim como os volumes anteriores, este sexto volume registra a evolução e o fortalecimento das pesquisas brasileiras sobre a Libras e seus temas afins. Esse conjunto de estudos, sem dúvidas, beneficiam a transformação das comunidades surdas, tornando-as mais presentes e mais ativas na sociedade contemporânea, já que fomentam estes novos conhecimentos e nos convidam a outros olhares sobre as línguas de sinais em suas mais diversas manifestações, usos e interfaces”, afirmam os organizadores, na apresentação da obra.

A obra tem onze capítulos, quatro na parte dedicada aos Estudos Linguísticos de Línguas de Sinais e sete na destinada aos Estudos da Tradução e Interpretação de Línguas de Sinais. Esses capítulos apresentam resultados de pesquisas recentes com autores e as autoras de treze diferentes instituições brasileiras.

 

 

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