“Sociedade é resistente à presença de mulheres em espaços de destaque”, diz secretária da SBPC

09/02/2024 10:05

Professora Maria Elisa Máximo é secretaria regional da SBPC, mulher, mãe e cientista. Foto: Arquivo Pessoal

A secretária regional em Santa Catarina da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Maria Elisa Máximo, considera o fator estrutural como uma das principais causas de distorções entre os espaços e os papéis ocupados por homens e mulheres na produção do conhecimento. “A desigualdade no meio científico é, antes e acima de tudo, consequência de uma sociedade desigual, excludente e violenta para meninas e mulheres”, pontua.

A adoção de linhas de financiamento e editais específicos para mulheres cientistas em diferentes estágios da carreira, os incentivos para a formação de grupos de pesquisa voltados aos estudos de gênero e diversidade e os programas de formação que incluam o letramento em gênero são citados por ela como algumas das possibilidades para acelerar o processo de equidade.

Em entrevista sobre o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências, celebrado neste domingo, 11 de fevereiro, ela, que também é professora do Departamento de Antropologia da UFSC, mãe e cientista, citou aqueles que considera os maiores desafios para as carreiras científicas das mulheres: a maternidade e a hostilidade do meio acadêmico associado ao machismo institucional.

Leia a entrevista completa

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Minicurso presencial sobre sistema imunológico das ostras com pesquisadora francesa tem inscrições abertas

26/01/2024 11:40

O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências (PPGBTC), por meio do Programa Institucional de Internacionalização CAPES-PRINT (Subprojeto “Comunicação Celular e Biologia de Sistemas”), oferecerá, entre os dias 5 e 6 de fevereiro o minicurso presencial “Oyster-Vibrio interactions in health and disease”. O minicurso, que será ministrado pela pesquisadora Delphine Destoumieux-Garzón, abordará os principais aspectos do sistema imunológico de ostras e a sua interação com microrganismos comensais e patogênicos, bem como patógenos humanos veiculados por moluscos bivalves e doenças polimicrobianas de interesse médico, veterinário e aquícola.

O curso disponibiliza 50 vagas destinadas a docentes e discentes dos Programas de Pós-Graduação da UFSC vinculados aos subprojetos CAPES-PrInt “Comunicação celular e biologia de sistemas” (Biotecnologia e Biociências, Farmacologia; Neurociências e Bioquímica), “Estudo multilateral e translacional em novos fármacos e sistemas de liberação nanoestruturados para o tratamento de doenças infecciosas, parasitárias e câncer” (Farmácia, Química e Saúde Coletiva) e “Produção sustentável de alimentos no âmbito das Ciências Agrárias” (Aquicultura, Ciências dos Alimentos e Recursos Genéticos Vegetais), além da comunidade não acadêmica interessada na área.

Delphine é coordenadora do Laboratório Host-Pathogen-Environment Interactions (CNRS/Ifremer/UM/UPVD/França) e estuda os fatores associados a hospedeiros e patógenos que contribuem para o surgimento de doenças em ambientes marinhos sujeitos a mudanças ambientais.

A carga horária é de seis horas-aula, distribuídas nos dias 5 e 6 de fevereiro, segunda e terça-feira, das 14h às 17h. As aulas ocorrerão no Centro de Ciências Biológicas (CCB), localizado no Córrego Grande, em Florianópolis, na sala SIPG01 (andar térreo do bloco A do CCB). Para inscrever-se, é necessário encaminhar as informações da pessoa participante para o professor Rafael D. Rosa, que coordena a atividade.

Mais informações no site do Programa.

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Professora da UFSC é coautora de carta na revista ‘Science’ que defende uma restauração biodiversa

26/01/2024 09:02

Publicação na Revista Science defende a restauração da biodiversidade no mundo. (Imagem: Divulgação)

A professora Michele de Sá Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC é coautora de uma carta publicada nesta quinta-feira, 25 de janeiro, na Revista Science. A carta, publicada na seção Letters, é assinada por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade, um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) baseado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que chamam a atenção para a necessidade de uma restauração heterogênea.

Embasados por pesquisas recentes, os autores defendem que a restauração precisa considerar as características de cada área a ser restaurada e priorizar uma maior diversidade de espécies de plantas. Os cientistas ressaltam a importância de criar cadeias de produção de sementes, assim como conhecimento científico sólido sobre as espécies que compõem cada um dos ecossistemas que formam nossos campos e florestas.

A seção Letters da Revista Science reúne textos de cientistas, com o objetivo de promover debates sobre assuntos que estão sendo pesquisados na atualidade. Os textos não são editados, revisados ​​ou indexados pela Revista, porém devem fornecer comentários com referências acadêmicas relevantes sobre o artigo em discussão.

“Nosso futuro depende da restauração de áreas naturais em escala global,” salienta a professora Michele. Ela frisa que estamos na Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), assim denominada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, diversos países se comprometeram a restaurar uma área de cerca de 1 bilhão de hectares, o que equivale ao tamanho do Canadá.

Conceito recente

O conceito de restauração ecológica ainda é muito recente, conforme explicam os pesquisadores no artigo publicado pela Revista Science. “Antes da década de 1980 pouco ou nada se falava a respeito. Com isso, ainda existem grandes lacunas de conhecimento sobre como restaurar áreas com tamanha biodiversidade, como é o caso do Cerrado, dos campos e florestas tropicais”, ressaltam.

A carta alerta, ainda, para a necessidade de restauração com maior diversidade, não apenas o “esverdeamento de uma área”. Segundo os pesquisadores, no Brasil atualmente há a perda de ecossistemas com a adoção de projetos de restauração utilizando um padrão com pouca diversidade de espécies. Com isso, não há a reprodução de condições próximas das que existiam nessas áreas antes da degradação, tornando homogêneas regiões que antes eram biodiversas.

“As espécies escolhidas para restaurar costumam ser aquelas que germinam rápido, contribuem para a fertilidade do solo e, sobretudo, estão disponíveis em viveiros e supermercados. Como resultado, estamos de fato criando ecossistemas homogêneos e com baixa diversidade, o que compromete a produção de serviços ecossistêmicos importantes, como água, polinização, etc.”, reforçam.

Ecossistemas de referência

Uma das estratégias apontadas pelos pesquisadores são os “ecossistemas de referência”, que consistem em áreas nativas, próximas aos locais que se pretende restaurar, que podem fornecer informações importantes para guiar a restauração das áreas degradadas. Quando restauradas corretamente, essas áreas contribuem mais rapidamente e eficientemente para a conectividade entre os ecossistemas. “Elas funcionam como espelhos para guiar todo o processo e, ainda, fornecem sementes, polinizadores e dispersores de sementes durante a restauração”, defendem.

“Somente a restauração com espécies nativas pode promover mais rapidamente a conectividade do ambiente e promover a correta recomposição de nascentes, espécies de animais e plantas e os benefícios que os ecossistemas podem fornecer para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável”, concluem.

Acesse a publicação completa na Revista Science.

 

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Estudo sobre clima na Amazônia com participação da UFSC repercute internacionalmente

25/01/2024 08:45

Um estudo com participação da Universidade Federal de Santa Catarina sobre a mudança climática causada pelo ser humano e a seca histórica que atingiu a região Amazônica em 2023 repercutiu na mídia nacional e internacional. A investigação, conduzida por um grupo internacional do qual faz parte Regina Rodrigues, professora de Oceanografia Física e Clima, também pontuou que o El Niño – fenômeno climático natural que geralmente traz condições secas para a região – teve uma influência muito menor.

Pesquisadora falou sobre estudo à BBC

A análise foi realizada pelo World Weather Attribution (WWA), grupo internacional de cientistas especializados em pesquisas sobre o clima, e está disponível aqui. A repercussão dos dados foi internacional. A BBC, empresa de comunicação pública britânica, destacou que a seca recorde na Amazônia foi impulsionada pelas mudanças climáticas. Ao site e à televisão, Regina disse que a Amazônia tem papel central frente às discussões sobre mudanças climáticas. Isso porque, quando saudável, ela absorve o dióxido de carbono, mas com o desmatamento desenfreado é possível que chegue a um ponto de não retorno.

A professora também falou sobre o estudo ao The Guardian, que destacou que a seca devastadora na Amazônia é resultado da crise climática. A professora lembrou, em entrevista, que se protegermos a floresta ela continuará a funcionar como o maior sumidouro de carbono terrestre do mundo. “Mas se permitirmos que as emissões induzidas pelo homem e o desmatamento a empurrem para o ponto de não retorno, serão libertadas grandes quantidades de CO2. Precisamos proteger a floresta tropical e abandonar os combustíveis fósseis o mais rápido possível”, argumentou.

A professora também repercutiu o assunto ao Financial Times e ao The Washignton Post. No Brasil, o Jornal Nacional, da TV Globo, também deu destaque às constatações dos cientistas. “Temos que fazer uma transição para energias limpas, renováveis e também reduzir o desmatamento, que gera muito CO2. O Brasil, se reduzir o desmatamento, já reduz 40% dessas emissões”, disse à emissora brasileira.

Segundo o estudo, desde meados de 2023, a Bacia Amazônica tem enfrentado uma intensa seca, impulsionada pela baixa precipitação e pelo calor persistente. Rios em algumas regiões atingiram seus níveis mais baixos em mais de 120 anos, impactando milhões de pessoas. Comunidades ribeirinhas foram as mais afetadas, com a seca resultando em problemas de saúde, perda de renda, escassez de alimentos e água potável e falhas nas colheitas.

Os cientistas do WWA constataram que a mudança climática está reduzindo a precipitação e aumentando o calor na Amazônia, o que foi responsável por tornar a estiagem sem precedentes de 2023 cerca de 30 vezes mais provável do que ocorreria apenas pela ação do El Niño. “À medida que o clima se aquece, uma potente combinação de diminuição da precipitação e aumento do calor está impulsionando a seca na Amazônia”, explica Regina.

 

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Projeto da UFSC com a Petrobras pretende reduzir danos de vazamento de combustível

23/01/2024 11:01

Imagem de simulação (Revista Fapeu)

As áreas contaminadas por combustíveis são causadoras de grandes impactos ambientais. O derramamento de gasolina, etanol, diesel e outros produtos semelhantes provoca a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas. Um projeto desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com patrocínio da Petrobras, vem buscando formas de reduzir esses danos ambientais e diminuir os custos em processos de recuperação de locais atingidos.

O trabalho Estratégias de recuperação de áreas contaminadas por vazamentos de combustíveis conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e é coordenado pelo professor Admir José Giachini, do Núcleo Ressacada de Pesquisas em Meio Ambiente (Rema).

O projeto busca dar suporte técnico na tomada de decisão sobre eventos de contaminação ambiental e apontar as melhores estratégias de ação para conter ou resolver o problema. A iniciativa adota a ferramenta Solução Corretiva Baseada no Risco (SCBR), um software desenvolvido na UFSC com elementos inteligentes que ajudam o profissional do meio ambiente nas decisões sobre procedimentos de gerenciamento de áreas contaminadas.

O SCBR é um modelo matemático bidimensional de solução numérica, desenvolvido para apoiar a tomada de decisão em todas as etapas do gerenciamento ambiental de áreas impactadas ou de forma preventiva, em locais onde são desenvolvidas atividades potencialmente poluidoras. Além disso, pode ser empregado como instrumento facilitador do diálogo com órgãos de controle ambiental.

A ferramenta surgiu devido à ausência no mercado de um modelo matemático que simulasse o comportamento de plumas de hidrocarbonetos de petróleo sob influência de etanol, como no caso de derramamentos de gasolina. Os resultados obtidos nas áreas experimentais da Fazenda da Ressacada, localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, são usados na concepção da ferramenta e definem os grandes diferenciais do SCBR em relação aos demais softwares de simulação de contaminantes em solos e águas subterrâneas. Os outros modelos não emulam os efeitos dos biocombustíveis e não são baseados em dados de campo.

“Há mais de duas décadas, a Rema e a Petrobras mantêm uma parceria que vem apresentando resultados inéditos como o desenvolvimento de protótipos matemáticos inovadores para a previsão de cenários de derramamentos e controle de riscos no setor petrolífero e de biocombustíveis”, lembra o professor Admir Giachini. “Um exemplo disso foi o desenvolvimento do simulador SCBR, que vem sendo adotado no gerenciamento ambiental de áreas contaminadas em refinarias e em terminais da Petrobras, tornando a tomada de decisões mais objetiva, com base em critérios científicos e promovendo a economia de recursos financeiros”, ressalta.

Benefícios

O professor diz esperar que o projeto ofereça um gerenciamento ambiental mais orientado e com redução dos custos. “Também se estimam ações mais efetivas de gerenciamento ambiental, com resultados mais favoráveis, uma vez que a escolha da metodologia é embasada em conceitos técnicos orientados pela ferramenta”, destaca o professor Giachini.

Ele também pontua os muitos benefícios para a sociedade, dentre eles a implementação de metodologias mais assertivas para os problemas atrelados ao gerenciamento de áreas contaminadas. “A escolha por métodos orientados para cada situação aumenta as chances de sucesso. Além disso, a escolha das técnicas/ações mais adequadas para cada situação faz com que seja possível reduzir os custos de intervenção em processos de recuperação ambiental”. Dessa forma, segundo ele, faz-se um uso mais racional do recurso financeiro, possibilitando, inclusive, que ele seja utilizado nas áreas que efetivamente mais precisam.

Texto baseado em reportagem que integra a edição 14 da Revista da Fapeu. 

Tags: Modelo matemáticoNúcleo Ressacada de Pesquisas em Meio AmbienteSolução Corretiva Baseada no Riscovazamento de combustível

UFSC implementa modalidade pioneira de estágio de Pós-Mestrado

19/01/2024 11:32

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou a Resolução Normativa Nº 187/2023/CUn, que implementa a modalidade de estágio de Pós-Mestrado. A oficialização aconteceu em 11 de janeiro, data em que a resolução foi publicada no Boletim Oficial da UFSC.

Momento da votação realizada pelo Conselho Universitário.
Foto: Kauê Alberguini/Secom/UFSC

A proposta foi elaborada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg) e aprovada por votação realizada em sessão ordinária do Conselho Universitário, em 12 de dezembro de 2023. O projeto esteve em caráter experimental até 2023, e passa agora a funcionar de forma definitiva.

Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação, Werner Kraus Junior, a modalidade pode ser considerada pioneira entre as universidades do Brasil. “Existem outras universidades que prevêem o registro de pesquisador colaborador, que inclui portadores do diploma de mestrado. Porém, a UFSC passa a ser a única a ter categoria específica nesse nível”.

O ingresso na modalidade é feito de maneira similar ao estágio de Pós-Doutorado: o Programa de Pós-Graduação (PPG) que oferece a vaga é responsável por estabelecer as condições e critérios de seleção dos candidatos, caso haja concorrência. Segundo a Resolução, “entende-se por estágio de Pós-Mestrado as atividades de pesquisa e/ou extensão realizadas junto ao Programa de Pós-Graduação da UFSC por portador do título de mestre, acompanhado por uma/um supervisora/supervisor”.

Na sessão do CUn foi aprovada a exigência de bolsa para os discentes inscritos na modalidade, que deve ser viabilizada por instituições de fomento ou via projetos de pesquisa e extensão. A duração do estágio será de no mínimo três e no máximo doze meses.

Kauê Alberguini/ Estagiário de Jornalismo da Secom/ UFSC

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Oxidação avançada: tecnologia versátil é tema de evento internacional da UFSC 

18/01/2024 09:07

Água limpa pode ser um dos resultados das tecnologias de oxidação avançada (Imagem de Pexels por Pixabay)

Como limpar o ar? Como desinfetar um ambiente? Como melhorar o tratamento da água e a qualidade do ar? Como fazer vinhos? Como melhorar a qualidade dos alimentos? Como gerar hidrogênio a partir de fontes limpas? Todas essas perguntas interessam à ciência e têm em comum uma solução: as tecnologias de oxidação avançada (ou dos processos avançados de oxidação). Esses temas também fazem parte das pesquisas e de tecnologias inovadoras realizadas na Universidade Federal de Santa Catarina, que será sede, em 2024, de um dos principais eventos internacionais da área.

De acordo com a professora Regina Peralta, do departamento de Engenharia Química e de Alimentos da UFSC, os processos de oxidação avançada são tecnologias ambientalmente amigáveis, que costumam compor o tratamento de materiais perigosos. Mas o fato de ser muito versátil faz com que outras aplicações sejam possíveis em diversos setores, como por exemplo a produção de combustíveis renováveis e vários outros. “Há benefícios para diversas áreas, desde a agricultura, até a produção de vinhos, conservação de alimentos, saúde e mesmo na produção de materiais usados na construção civil”, explica.

Do ponto de vista químico, a oxidação avançada consiste na geração de radicais livres – especialmente o radical hidroxil (∙OH) – que é altamente oxidante e pode reagir não seletivamente com inúmeros compostos, de forma mais eficiente. “Um dos exemplos que podemos ver dessas tecnologias no dia a dia envolve o uso de substâncias ativas sob luz que são incorporadas em pisos e azulejos e assim esses materiais desenvolvem propriedades bactericidas e são superfícies autolimpantes”, explica Regina, que é presidente do Comitê Organizador da VI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies (CIPOA), evento internacional sobre essa tecnologia que ocorrerá na UFSC, em outubro deste ano.

A professora explica que há um conjunto extenso e longo histórico de pesquisas na UFSC que se amparam nesta técnica para garantirem inovação. Algumas são orientadas por ela no Laboratório de Energia e Meio Ambiente, mas outras ocorrem em áreas do conhecimento completamente distintas, como a Odontologia,  Aquicultura ou Engenharia de Alimentos. “Processos que utilizam o ozônio, radiação ultravioleta, energia solar, peróxido de hidrogênio, por exemplo, estão relacionados à oxidação avançada”, comenta.

Segundo Regina, o meio ambiente tende a se beneficiar da aplicação dessas tecnologias, já que permitem que determinados processos se tornem mais sustentáveis – como na indústria têxtil, por exemplo, que costuma trabalhar com muitos contaminantes da água. “São técnicas químicas ambientalmente amigáveis”, pontua. “Podem ser utilizadas desde a escala laboratorial até industrial, de forma isolada ou combinada ou com processos híbridos”, reforça.

A desinfecção e redução de poluentes em água, o combate a microrganismos patogênicos e o controle da germinação de sementes, a degradação e remoção de fármacos, a produção de materiais tecnológicos com funções autolimpantes e sanitizantes, a produção de hidrogênio verde e outros combustíveis renováveis são algumas das potencialidades dos processos, que também será aplicado em um reator piloto que será desenvolvido para a Petrobras em uma parceria recente firmada com a UFSC.

Evento será realizado em outubro 

A VI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies (CIPOA) será realizada de 7 a 11 de outubro, mas sua organização começou ainda no ano passado. Regina, que é coordenadora geral, explica que pretende que esse evento seja um marco importante para a área. “Há assuntos muito atuais, como as aplicações ambientais, o novo marco regulatório do saneamento que deverá garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% com tratamento e coleta de esgoto até 2033,  a transição energética e as iniciativas de descarbonização, que estão diretamente relacionadas a essas tecnologias”, argumenta. É justamente essa atualidade e a interdisciplinaridade que ela pretende usar como foco do evento.

“A química das reações envolvidas já é conhecida há bastante tempo e começou a ser pensada junto com os debates sobre escassez de água e transição energética, mas a versatilidade fez com que se expandisse nas suas aplicações”, comenta. Mesmo na pandemia de Covid-19, as tecnologias de oxidação avançada estiveram presentes – ela, por exemplo, buscou entender se era possível tornar as máscaras mais eficientes por meio desses processos.

“Nossa proposta é que não só químicos e engenheiros químicos ou ambientais se envolvam com essas discussões visto que o assunto é pesquisado em diferentes áreas do conhecimento”, complementa. Palestrantes de países como Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e França já estão confirmados. Universidades brasileiras como a Universidade de Campinas e Federal do Rio de Janeiro terão alguns de seus pesquisadores mais reconhecidos como convidados. A participação de setores importantes da indústria é muito bem-vinda, com algumas presenças já confirmadas. O evento também premiará os pesquisadores que se destacam na área. Mais informações aqui.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Laboratório Fotovoltaica da UFSC recebe visita da cônsul da Noruega no Brasil

17/01/2024 13:44

Professor Ricardo Rüther (D) apresenta projetos do Fotovoltaica a integrantes do consulado da Noruega no Brasil (Fotos: Kauê Alberguini/Secom/UFSC)

O Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (FV/UFSC) recebeu nesta terça-feira, 16 de janeiro, a visita de representantes do consulado da Noruega no Brasil. A reunião ocorreu no Sapiens Parque, em Florianópolis.

Inicialmente, o coordenador do Laboratório, Ricardo Rüther, realizou uma apresentação destacando o crescimento da energia fotovoltaica no Brasil e a atuação do Laboratório nas áreas de recuperação, armazenamento e geração de energia. Em seguida, foi realizado um tour pelo local, apresentando os projetos desenvolvidos pela UFSC em geração de energia limpa.

Representando a UFSC, também estiveram presentes o reitor, Irineu Manoel de Souza, e o superintendente de projetos da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), William Gerson Matias.

A visita foi um pedido do consulado para conhecer a estrutura e os projetos desenvolvidos na Universidade. A cônsul-geral da Noruega no Brasil, Mette Tangen, destacou que o encontro foi importante para que sejam levadas para a Noruega algumas ideias sobre geração de energia.

Ao final da reunião, ambas as partes concordaram em buscar a formalização de um acordo de cooperação entre a UFSC e universidades da Noruega. Segundo o reitor Irineu, esse acordo será relevante para “ampliar o intercâmbio de alunos e fomentar a pesquisa na área de produção energética”.

Comitiva foi recebida pelo reitor Irineu Manoel de Souza (C)

O Laboratório Fotovoltaica desenvolve importantes projetos de pesquisa na área de geração de energia limpa, como a Planta Solar Piloto de Módulos Bifaciais, capazes de gerar energia com radiação direta do sol e refletida pelo solo, e a usina para produção de hidrogênio verde.

 

 

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UFSC oferta curso gratuito em Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social

17/01/2024 10:34

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o curso gratuito de Especialização em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). O curso é uma iniciativa do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (ARQ/UFSC), do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ/UFSC) e do Centro Tecnológico (CTC). A inscrição no processo seletivo é gratuita e deve ser feita de 1º a 07 de fevereiro de 2024. O curso será realizado de março à dezembro de 2024. Todas as informações sobre o processo seletivo constam no edital. Acesse aqui.

Serão ofertadas 25 vagas na modalidade presencial, sendo 20% destinadas para estudantes negros (pretos e pardos) e indígenas e 8% para pessoas com deficiência e para aquelas pertencentes a outras categorias de vulnerabilidade social. As aulas presenciais ocorrerão no campus Trindade, em Florianópolis (SC), no prédio do departamento de Arquitetura e Urbanismo. Estão previstas atividades de campo em municípios da Grande Florianópolis.
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UFSC vai desenvolver modelo de precificação com impacto em tecnologias 5G e 6G

16/01/2024 11:21

Reprodução Anatel

A UFSC será protagonista, junto com a Agência Nacional de Telecomunicações, no estudo da precificação do espectro de radiofrequências, bem público administrado pela Anatel que impacta nas tecnologias 5G e 6G, entre outras coisas. O Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab) já começou a atuar no projeto, que terá a duração de 30 meses e investimento de R$943 mil, principalmente para o pagamento de bolsistas e formação de recursos humanos na área.

Segundo o professor Xisto Lucas Travassos Junior, responsável pela cooperação, o grupo, formado por economistas e engenheiros, irá desenvolver um modelo a partir do que a Anatel já utiliza, mas aperfeiçoado com base em práticas internacionais. A proposta é pensar nas novas tecnologias, como a 5G e 6G, prevista para ser lançada de forma comercial, mundialmente, em 2030.

O projeto começou efetivamente no dia 26 de dezembro e uma segunda reunião entre as equipes da UFSC e da Anatel já está agendada para o próximo dia 24. “ “É uma oportunidade para estabelecer colaboração entre a Anatel e a Universidade Federal de Santa Catarina, na qual os respectivos corpos técnicos poderão interagir e desenvolver soluções inovadoras para evoluir os modelos de precificação em função das necessidades da Agência”, disse o conselheiro diretor da Anatel Alexandre Freire.

De acordo com o professor da UFSC, o projeto tem duração de 30 meses, sendo que neste primeiro semestre a ideia é realizar um estudo de precificação em nível global, depois entender como o processo ocorre na Anatel. O objetivo final é o desenvolvimento de um modelo atualizado com base em aspectos técnicos, econômicos e com base interdisciplinar.
“O modelo final será entregue pensando em tecnologias atuais e futuras”, destaca.

A cooperação prevê a realização de workshops para divulgação interna e externa do resultado da pesquisa. Dentro os produtos previstos, além da revisão bibliográfica, haverá o levantamento de boas práticas internacionais, a avaliação da metodologia e das ferramentas atualmente utilizadas pela Anatel, com diagnóstico e identificação de pontos de melhoria, o estudo e aprimoramento da metodologia o e desenvolvimento de boas práticas e recomendações de precificação de espectro para tecnologias futuras.

A Anatel ressaltou que o projeto se relaciona diretamente com os Objetivos 16 e 17 da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, uma vez que tem por objetivo construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis, fortalecendo a capacidade institucional da Agência para o desenvolvimento sustentável.

Com informações da Anatel

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Grupo da UFSC é referência em pesquisas sobre agentes causadores de ISTs

16/01/2024 09:44

Foto: Divulgação/Fapeu

O trabalho desenvolvido no Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da UFSC tem reconhecimento nacional e internacional  na identificação de agentes causadores de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e no estudo da resistência desses microrganismos a drogas que os combatam. O projeto Vigilância da Resistência do gonococo aos antimicrobianos e da etiologia das uretrites e úlceras genitais no Brasil  é coordenado pela professora Maria Luiza Bazzo, do Departamento de Análises Clínicas, ocorre em parceria com o Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde e tem a gestão financeira da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

Entre outras coisas, o grupo identificou um aumento na resistência do gonococo, causador da gonorreia, à azitromicina, um dos antimicrobianos utilizado no tratamento de ISTs. Parte dos resultados deste estudo foi publicado em 2022 no Journal of Antimicrobial Resistance. Outro trabalho recente propiciou o início da detecção etiológica de microrganismos como o Mycoplasma genitalium, uma bactéria associada a uretrites em homens e ao aumento de risco para aborto espontâneo, parto prematuro, doença inflamatória pélvica e infertilidade em mulheres, o que trouxe uma preocupação mundial a respeito da resistência dessa bactéria aos antimicrobianos. “Este caminho nos mostrou a importância de estudar resistência aos antimicrobianos, especialmente em Neisseria gonorrhoeae e agora em Mycoplasma genitalium”, observa a professora Maria Luiza.

Desde a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a vigilância da resistência de Neisseria gonorrhoeae (gonococo) aos antimicrobianos. O primeiro estudo de vigilância nacional desta resistência,realizado em parceria com a Fapeu, foi finalizado em 2017. Naquela versão foram coletadas amostras em Belo Horizonte, São Paulo, Manaus, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador.Para um segundo estudo houve uma ampliação dos centros de saúde nacionais que realizam a coleta das amostras. Os locais passaram de sete para 12 com a inclusão das cidades de Curitiba, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Recife e Natal.

Além da resistência ao gonococo, a segunda rodada incluiu a detecção, por biologia molecular, de outros microrganismos causadores de ISTs em amostras de uretrites e úlceras genitais. A detecção dos microrganismos, como bactérias, vírus ou protozoários, foi realizada com a utilização de kits comerciais que detectam sete patógenos diferentes em cada tipo de amostra.

Mutação

Para a Mycoplasma genitalium, pesquisadores da UFSC estão realizando estudos de genes de resistência e utilizando sequenciamento do material genético do patógeno para identificar e analisar as mutações em genes que conferem resistência aos antimicrobianos. Este trabalho é realizado em parceria com o Laboratório de Bioinformática do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

Em relação à resistência em Neisseria gonorrhoeae, a equipe utiliza métodos de indução à resistência que mostram o comportamento da bactéria sob pressão seletiva do antimicrobiano in vitro. Um estudo desenvolvido na UFSC gerou uma publicação na revista Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, que revelou um rápido desenvolvimento de mutações que causam resistência em Neisseria gonorrhoeae quando exposta a um antimicrobiano. Nesta mesma linha de pesquisa, outra tese está sendo desenvolvida no laboratório.

As atividades são desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar. Farmacêuticos, bioquímicos, biólogos, médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e de enfermagem atuam nos projetos. São pelo menos 40 profissionais, além dos estudantes de graduação e pós-graduação. Na UFSC estão envolvidos os pesquisadores Marcos André Schörner, Jéssica Motta Martins, Hanalydia de Melo Machado, Fernando Hartmann Barazzetti, Felipe de Rocco, Ketlyn Buss, Mara Cristina Scheffer, Jhonatan Augusto Ribeiro, Julia Kinetz Wachter, Henrique Borges Grisard, Manoela Valmorbida, Clarice Iomara Silva e Maria Aparecida Rosa Cunha Cordeiro.

O projeto de vigilância da resistência do gonococo é uma parceria com o Ministério da Saúde, que considera o laboratório da UFSC como referência. Uma dessas parcerias tornou possível o recebimento de um equipamento, considerado pela OMS o padrão-ouro, para detecção de ISTs por biologia molecular, o que leva o Brasil a produzir resultados comparáveis internacionalmente. Este equipamento foi o primeiro instalado no Brasil e o único no mercado a oferecer automação em biologia molecular pela metodologia de amplificação mediada por transcrição, que faz a detecção do RNA do microrganismo e torna a técnica mais sensível.

Com informações de reportagem da edição 14 da Revista da Fapeu 

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Inscrições para o Mestrado em Nanociência, Processos e Materiais Avançados terminam na quinta, 18 de janeiro

15/01/2024 09:24

Termina na próxima quinta-feira, 18 de janeiro, o prazo para inscrição no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nanociência, Processos e Materiais Avançados (PPGNPMat) da UFSC Blumenau. Estão sendo ofertadas 14 vagas, quatro delas reservadas para negros, pessoas com deficiência, indígenas ou outras categorias de vulnerabilidade social. A inscrição é gratuita.

O mestrado do PPGNPMat contempla uma área de concentração (Nanociência, Processos e Materiais Avançados) e duas linhas de pesquisa (Materiais, Processos e Transformações e Nanociência e Nanotecnologia).

Para se candidatar às vagas, é necessário ter curso de graduação completo, ou ter previsão de conclusão até 4 de março de 2024,  data prevista para início do semestre 2024.1. A inscrição deve ser feita preenchendo o Formulário de Inscrição para Pós-Graduação do Controle Acadêmico da Pós-Graduação (CAPG) e anexando todos os documentos descritos no item 1.2 do edital.

A seleção dos alunos será feita por meio de prova escrita on-line, avaliação da proposta de pesquisa apresentada e do currículo do candidato. O resultado do processo seletivo deve ser publicado até o dia 24 de fevereiro, no site do programa. As aulas iniciam em março.

Mais informações no edital ou pelo e-mail ppgnpmat@contato.ufsc.br

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

 

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UFSC na mídia: pesquisadora fala sobre recorde de calor em 2023

12/01/2024 10:12

Reprodução O Globo

A professora de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina. Regina Rodrigues, falou ao jornal O Globo sobre um dado que chamou a atenção e aumentou as preocupações da comunidade científica em 2023: o ano foi o mais quente já registrado, com 50% dos dias acima do limiar de perigo. A informação consta no relatório do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), a agência europeia do clima, divulgado na última terça-feira, 9 de janeiro. De acordo com o jornal, “mais de 50% dos dias de 2023 estiveram 1,5ºC acima dos níveis de 1850-1900, o período pré-industrial”.

O relatório apontou que a média da temperatura global foi de 14,98ºC, 0,17ºC a mais do que a até então maior temperatura global, registrada em 2016. “Tanto aquecimento na atmosfera causou ondas de calor e frio brutais, incêndios florestais sem precedentes, degelo nunca observado e tempestades devastadoras”, escreveu O Globo.

Na reportagem, a professora da UFSC, que é especialista em ondas de calor oceânicas, destaca que os oceanos aquecidos foram uma das mais importantes anomalias de 2023, com implicações para o clima global. Ela explicau que a comparação com o El Niño de 2015-2015 com o de 2023 mostra claramente que o fenômeno não foi a única força a tornar 2023 um ano infernal.

Leia a reportagem.

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Pesquisadores da UFSC partem em missão de cooperação acadêmica entre Brasil e Timor-Leste

10/01/2024 11:08

Um grupo de professores do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (CED/UFSC) partirá com destino ao Timor-Leste, no sudeste asiático, na próxima segunda-feira, 15 de janeiro. O objetivo é apoiar e assessorar a implantação do primeiro programa regular de mestrado em Educação do país. A atividade faz parte do acordo de cooperação internacional entre Brasil e Timor-Leste, sob mediação da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE).

A delegação é composta por docentes do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) – Suzani Cassiani, Irlan Von Linsingen, Patricia Montanari Giraldi e Regina Célia Grando –, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) – Elison Antônio Paim –, e do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCIN) – Camila Monteiro de Barros. No Timor-Leste, os professores atuarão junto à Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), localiza em Díli, capital do país.

Mais informações com a professora Suzani Cassiani pelo e-mail suzanicassiani@gmail.com.

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Projeto da UFSC e Eletrosul visa reduzir impacto de vazamento de óleo mineral no solo

04/01/2024 10:41

Uso de mantas para adsorção de óleo é uma opção de controle. Foto: Divulgação/Revista Fapeu

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem a missão de elaborar formas de minimizar o impacto ambiental em acidentes com vazamentos de óleo em subestações da Eletrosul.

Coordenado pelo professor Admir José Giachini, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas (MIP/CCB), o projeto de Gerenciamento ambiental de áreas afetadas por derramamento de óleo mineral isolante em terrenos naturais conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), que faz a gestão administrativa e financeira do trabalho. 

O projeto começou em 2017 e tem previsão de continuidade pelo menos até 2026. Desenvolvido no Núcleo Ressacada de Pesquisas em Meio Ambiente (Rema) da UFSC, localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, o projeto é financiado pela Eletrosul e visa planejar ações de prevenção e, se necessário, remediação de áreas que venham a ser impactadas por derramamento de óleo mineral isolante dos transformadores de energia.

Consultoria nasceu após derramamento acidental

A necessidade da realização desse serviço de consultoria surgiu em razão de um derramamento acidental sobre o solo de aproximadamente 22 mil litros de óleo mineral isolante de um transformador da Subestação Gravataí, no Rio Grande do Sul, da Eletrosul. O acidente aconteceu devido a uma falha, na época, no sistema de drenagem e separação de água e óleo que não recepcionou a totalidade do volume do líquido vazado.

As áreas afetadas naquela ocasião integravam uma pequena área do pátio da subestação, cuja proprietária é a Eletrosul, e uma parcela adjacente, de propriedade de terceiros.

“Esperamos tornar a empresa ciente das vulnerabilidades e prepará-la para ações mais assertivas, caso um sinistro venha a acontecer em suas instalações de transmissão de energia”, destaca o professor Giachini, que lidera uma equipe também integrada por um engenheiro ambiental e três bolsistas de iniciação científica.

Expertise da UFSC traz olhar diferenciado, diz professor

“O financiamento privado é crucial para que ações desta natureza possam ser desenvolvidas no âmbito da UFSC. Porque não apenas alavanca o lado científico, pois disponibiliza recursos para a investigação, mas também capacita colaboradores e profissionais das mais diversas áreas dentro de empreendimentos como a Eletrosul”, observa o professor.

“Além disso, também garante uma exposição da expertise e da capacidade técnica da UFSC, trazendo um olhar diferenciado do setor produtivo e abrindo novas portas para a colaboração entre os diferentes setores da sociedade”, acrescenta Giachini.

Com informações da Revista da Fapeu

Tags: CCBderramamento acidentalEletrosulfapeumeio ambienteóleo mineralpoluição do soloRevista da FapeuUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: pesquisa e ação de retirada de corais invasores é destaque na mídia nacional

02/01/2024 09:20

O combate ao coral sol, espécie invasora do animal marinho, e a parceria entre a UFSC e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio) foi destaque na mídia nacional e local na última semana. A matéria foi ao ar no Jornal Hoje de 27 de dezembro, e no Bom Dia SC desta terça, 2 de janeiro.

Assista à reportagem completa.

A equipe de reportagem acompanhou o processo de retirada dos corais na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e também nos laboratórios da UFSC onde ele é estudado. A coordenadora do projeto, professora Bárbara Segal foi entrevistada, assim como o coordenador executivo Marcio Soldateli e o pesquisador Marcelo Crivellaro.

Nativo dos oceanos Índico e Pacífico, o coral sol é encontrado em áreas costeiras do Ceará a Santa Catarina e sua proliferação ameaça as espécies nativas de corais do nosso litoral. O trabalho de controle e pesquisa dessa espécie ocorre há 11 anos por meio da parceria UFSC e ICM-Bio.

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Laboratório de Moluscos Marinhos disponibiliza sementes de ostras para comercialização

02/01/2024 08:54

O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) que integra o Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC) comunica a disponibilidade de sementes de ostras do pacífico excedentes produzidas por sua unidade de pesquisa, extensão e ensino, situado na Estação de Maricultura Prof. Elpídio Beltrame, na Servidão dos Coroas, 503 (Barra da Lagoa). Em atendimento a Portaria Normativa No 68/2016/GR, que regulamenta essa atividade no âmbito da UFSC, torna pública, então, a oferta para comercialização do excedente que não foi aproveitado pelas unidades universitárias.

Encontra-se disponível para venda um lote de 2.515.000 sementes diploides de ostras do pacífico ao valor de R$ 35,00 o milheiro.

O valor do milheiro é baseado no histórico de custos do Laboratório de Moluscos Marinhos e no preço praticado por laboratório privado em Santa Catarina.

Mais informações podem ser obtidas pelo número (48) 3721 2709 ou pelo e-mail lmm.cca@contato.ufsc.br.

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Pós em Estudos da Tradução publica livro em parceria com a Universidade de Alberta

22/12/2023 10:45

A tradução de “Um apelo à emigração” (A Plea for Emigration, 1852) foi publicada pela Cultura e Barbárie Editora, uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) da Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade de Alberta, no Canadá. O lançamento oficial do livro, traduzido e organizado por Alison Silveira Morais, Fabricio Leal e Hislla Suellen, será realizado na UFSC em 2024.

Capa da tradução do livro ‘Um apelo à emigração’

O texto é inédito em português e pouco conhecido nos países de língua inglesa. A obra, com prefácios de Cida Salgueiro e Richard Almonte, resgata uma reflexão fundamental sobre o problema racial nos Estados Unidos da América e no Canadá no século XIX. Um guia para emigrantes, o folheto foi escrito por uma mulher negra norte-americana, Mary Ann Shadd (1823-1893), que, indignada com a situação da minoria afrodescendente no seu país, decidiu migrar em 1850 quando a Lei do Escravo Fugitivo determinou que todo escravo fugitivo, mesmo já estabelecido em um estado em que a escravidão havia sido abolida, deveria ser devolvido ao seu dono. Professora de escola, Shadd se mudou para o Canadá, onde a escravidão tinha sido abolida em 1834, abriu uma escola racialmente integrada e fundou seu próprio jornal, The Provincial Freeman, em 1853.

De acordo com a coordenadora do PGET, Dirce Waltrick Do Amarante, o livro é fruto do diálogo de professores e alunos do PGET com o Departamento de Línguas Modernas e Estudos Culturais, da University of Alberta – Odile Cisneros, que amparou a tradução da obra, foi professora convidada do PGET em 2020. “A Universidade de Alberta tem recebido doutorandos do PGET e desses diálogos resultam publicações. A tendência é que seja intensificada essa parceria, principalmente, com o projeto de trazer à luz nos dois países vozes desconhecidas”, explica Dirce. Na nota introdutória do livro, Dirce, Odile e a vice-coordernadora do PGET, Andreia Guerini, afirmam que se “trata de um texto crucial para ampliar o diálogo sobre temas que ainda não se esgotaram nos dias de hoje. O próximo projeto dessa parceria será a tradução de uma voz potente brasileira para o inglês, ainda em discussão”.

Alison Silveira Morais, Fabricio Leal e Hislla Suellen são doutorandos do PGET e fizeram ampla pesquisa, iniciada em 2020, antes de iniciar a tradução. Confira entrevista com um dos autores da tradução:

Quando vocês iniciaram a tradução do livro? Quais foram os principais desafios de traduzir um texto do século XIX?

Alison Silveira Morais – A pesquisa se iniciou em 2020 e esse exercício de trazer/traduzir um texto escrito no século XIX na língua inglesa para o português do Brasil do século XXI colocou em destaque uma espécie de arqueologia da tradução no que diz respeito a pesquisas sociológicas e histórico-geográficas sobre os Estados Unidos e o Canadá, e pesquisas etimológicas; semânticas, gramaticais, e hermenêuticas para realização da tradução. Apesar de essa tradução ter lançado mão do conceito de reescrita, ao mesmo tempo também se ateve ao tom arcaizante da obra, fazendo com que o texto se locomova no tempo-espaço, não sem causar estranhamentos, mas chegando ao leitor dessa época de forma acessível.

Deparamo-nos não somente com desafios amplos que permeavam o texto como um todo, como por exemplo, a atenção com o foco narrativo expresso no texto, as complexas imbricações linguísticas e semânticas, e finalmente o equilíbrio no processo de criação de um projeto de tradução crítico que ao mesmo tempo permite a manifestação da voz do tradutor, mas que também almeja a conservação do aspecto arcaizante da obra.

Além disso, tivemos também desafios mais específicos, que unidos se tornaram extensa fonte de pesquisas, debates e encontros. A saber, os longos debates sobre a tradução de termos como coloured people, negros e black(s), a conversão de moedas e medidas diversas, apelando muitas vezes para explicações via nota de rodapé, que de fato foi uma ferramenta paratextual vastamente utilizada ao longo da tradução. O estudo de Leis canadenses e documentos como o Juramento à Rainha, e os Estatutos; a própria caracterização do Canadá como ele era constituído na época (Canadá do Leste e Oeste, ao invés do que conhecemos hoje). Outros exemplos pontuais que confrontamos referem-se à agricultura, botânica, zoologia, plantio, frutas, hortaliças e comércio; além das localizações que não mais existem ou que tiveram seus nomes alterados, termos religiosos, até mesmo expressões arcaicas utilizadas no meio mobiliário que nos tomaram tempo e fizeram com que realizássemos uma verdadeira viagem no tempo para encontrar soluções para a tradução.

Qual a importância de disponibilizar esse texto traduzido para o português no Brasil?

Alison Silveira Morais – Responder a uma pergunta sobre a importância dessa tradução de Mary Ann Shadd de forma sucinta também se torna um desafio, porém, podemos afirmar que fazer uma lista das questões centrais do Plea for Emigration, ou Um apelo à Emigração, é fazer também uma lista de uma série de questões vistas como centrais também para o povo negro das américas, sendo de 1850 ou 2023; a transmissão da experiência pessoal de Shadd em tom de uma propaganda, um verdadeiro convite para a liberdade e o que ela pode carregar consigo, o apontamento efusivo para todos os escravizados e oprimidos, sua posição como portadora dessa alternativa, e também a sua forma peculiar de comunicar essa verdade, faz com que seja de fato uma obra essencial para entender todo aquele momento de tensão histórica e sobretudo desconstruir a ideia de inanição, desesperança ou submissão do povo afro-americano. A Plea for Emigration ultrapassa as linhas pragmáticas de um manual, se estendendo para um estudo e um retrato de sua época, e ter a oportunidade de trazer esse importante documento para o público leitor brasileiro foi ao mesmo tempo desafiador e gratificante.

Mais informações na página do programa.

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Prêmio Capes de Tese entrega condecorações a pesquisas vencedoras

19/12/2023 09:09

Em uma cerimônia que celebrou a excelência acadêmica, a professora Andréia Guerini, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o Prêmio Capes de Tese, conferido à pesquisa de sua orientanda, Naylane Araújo Matos, com tese intitulada “Estudos Feministas da Tradução no Brasil: Percursos históricos, teóricos e metodológicos na produção científica nacional (1990-2020)” em cerimônia realizada no dia 14 de dezembro.

Professora Andreia Guerini na cerimõnia do Prêmio Capes de Tese.

A 18ª edição do Prêmio Capes de Tese, considerado um dos mais importantes reconhecimentos na ciência brasileira, atingiu um marco significativo com o registro de 1.469 trabalhos inscritos, estabelecendo um novo recorde histórico de participação. Esta premiação destaca as melhores teses defendidas nos programas de pós-graduação do país, reforçando o compromisso com a qualidade e a inovação na pesquisa acadêmica.

A conquista da egressa Naylane Araújo Matos, atualmente professora da Universidade Federal de Rondônia, e da professora Andréia Guerini, “não apenas destaca a excepcionalidade do trabalho desenvolvido, mas também ressalta o compromisso da PGET/UFSC em promover a pesquisa de alta qualidade e formar pesquisadores capacitados para contribuir significativamente para a produção e avanço do conhecimento científico”.

Confira os premiados da UFSC em 2023

Linguística e Literatura: Naylane Araujo Matos (Estudos da Tradução)
Estudos Feministas da Tradução no Brasil: Percursos Históricos, Teóricos e Metodológicos na Produção Científica Nacional (1990-2020)
Orientação: Andreia Guerini

Nutrição: Gilciane Ceolin (Nutrição)
Determinantes das Concentrações Séricas da Vitamina D e a sua Associação com Sintomas Depressivos em Idosos de Florianópolis-SC
Orientação: Julia Dubois Moreira e Debora Kurrle Rieger Venske

Confira as menções honrosas da UFSC em 2023

Ciência de Alimentos: Lais Benvenutti (Engenharia de Alimentos)
Selection And Application Of Eutectic Solvents For The Valorization Of Jaboticaba Processing Byproduct Using Highpressure Fluid Technologies
Orientação: Sandra Regina Salvador Ferreira e Acacio Antonio Ferreira Zielinski

História: Marcelo Gonzalez Brasil Fagundes (História)
Fragmentos de Uma História Panhĩ: História e Território Apinajé na Longa Duração
Orientação: Lucas de Melo Reis Bueno

Química
Gean Michel Dal Forno (Química)
Reações Bio-ortogonais de Clivagem de Ligações C-o e C-c Mediadas por Paládio: Expandindo as Estratégias da Biologia Química para o Tratamento do Câncer
Orientação: Josiel Barbosa Domingos

 

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Moluscos bivalves geram emprego, renda e inspiram o turismo de Santa Catarina

19/12/2023 08:19

Manter e avançar ainda mais nas atividades consideradas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), exemplares pelo alto grau de inserção regional e pelo senso de responsabilidade econômica da instituição. Este é o objetivo do projeto “Apoio à sustentabilidade da cadeia de produção de moluscos bivalves”, desenvolvido pelo Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

O projeto envolve um conjunto de ações de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de cultivo de moluscos (malacocultura) por meio da produção de larvas e sementes de moluscos bivalves marinhos (ostras, mexilhões, vieiras, berbigões. Desenvolvidas há mais de 30 anos, as atividades foram reconhecidas pelo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSC pela capacidade de inserção regional e pela responsabilidade socio-econômica.

Trabalho de manutenção dos moluscos na unidade do LMM em Sambaqui.

“O LMM é base do desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva, gerando, através da produção de formas jovens de moluscos, o insumo básico para a malacocultura de Santa Catarina. As populações litorâneas tradicionais, antes mais dependentes da pesca artesanal para subsistência, agora inserem-se em um novo e bastante atrativo panorama econômico”, observa o coordenador do projeto.

“A Fapeu gerencia o projeto coordenando atividades administrativas, financeiras e de recursos humanos. Esse suporte, que exige equipe competente, como o da fundação, é fundamental para a execução do trabalho”, destaca o professor Marcos Caivano Pedroso de Albuquerque, coordenador dos trabalhos.
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Nova edição do livro ‘A dissimulação na sociedade de consumo’ será lançada nesta segunda, 18 de dezembro.

15/12/2023 15:56

A nova edição do livro “A dissimulação na sociedade de consumo: um olhar crítico sobre as estratégias de persuasão indireta no marketing”, impressa, atualizada e ampliada, será lançada nesta segunda-feira, 18 de dezembro, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro. A obra é organizada pela professora da UFSC Ana Paula Bragaglia e por Patrícia Burrowes (UFRJ), com prefácio de Isleide Fontenelle (FGV/SP). O Departamento de Artes e o curso de Cinema da UFSC se fazem presentes, além de uma das autoras e organizadoras, Ana Paula Bragaglia, com sua aluna bolsista de iniciação científica Luna-Nina Vanzella Cândido.

Mais informações pelo Instagram.

Tags: A dissimulação na sociedade de consumoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Unidade Embrapii MOVE da UFSC é premiada durante Encontro Anual

14/12/2023 11:47

Unidade Embrapii MOVE, da UFSC é uma das premiadas. (Foto: Divulgação/Embrapii)

A Unidade Embrapii MOVE, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi premiada na categoria Unidade Revelação do Prêmio de Reconhecimento de Unidades Embrapii. Realizado pela primeira vez pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a premiação considerou as unidades e seus pesquisadores que, por meio de projetos, comprometimento, resultados e desempenho, cumpriram um papel fundamental junto à organização na promoção da inovação no Brasil e no enfrentamento dos desafios econômicos e sociais do país. Os vencedores foram anunciados, em Brasília, nesta quarta-feira, 13 de dezembro, durante o Encontro Anual de Unidades Embrapii, no SESILab.

A MOVE foi reconhecida por sua atuação na área de Máquinas e Equipamentos para Mobilidade e operação voltada ao Programa Rota 2030. Em apenas dois anos de credenciamento, a MOVE já contratou 11 projetos com 10 empresas diferentes, totalizando quase R$ 12 milhões. No Programa de Maturidade Operacional, mostrou uma excelente evolução nos seus processos de gestão e indicadores Embrapii, atingindo 89% no quadro de cumprimento de metas.

A Embrapii atua há uma década realizando a estruturação de uma rede de inovação em todo o Brasil, disponibilizando conhecimento e infraestrutura ao setor produtivo para superar desafios tecnológicos. São 10 mil colaboradores, sendo 7,3 mil pesquisadores que formam o ecossistema da Embrapii. Com 96 Unidades distribuídas por todo o país, a organização já apoiou 2.343 projetos de inovação industrial em parceria com 1.597 que resultaram em 717 pedidos de propriedade intelectual e viabilizaram R$ 3,45 bilhões em investimentos.

Sobre o prêmio

Professor Cristiano Binder, do Laboratório de Materiais (Labmat) da UFSC representou o grupo de pesquisadores do MOVE UFSC. (Foto: Divulgação/Embrapii)

O Prêmio de Reconhecimento de Unidades Embrapii conta com seis categorias: Unidade Embrapii Parceira da Micro e Pequena Empresa; Unidade Embrapii Revelação; Unidade Embrapii Pesquisadora (o) de Destaque. Projeto Mais Inovador; Unidade Embrapii Destaque ODS; e Unidade Embrapii com Desempenho Destaque. Cada categoria foi estabelecida de forma a reconhecer Unidades Embrapii e pesquisadores por suas atuações e entregas de destaque. Uma comissão técnica da instituição foi criada para analisar os casos de sucesso submetidos.

Confira os cases e Unidades premiadas no site da Embrapii.

 

com informações da Embrapii

 

 

 

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UFSC e TRT-SC trabalham para criar laboratório de preservação da memória do judiciário trabalhista

14/12/2023 11:30

Da esq. p/ a dir: Jeferson Corbari, Simone Dalcin, Rita de Cássia Castro Cunha e Cezar Karpinski (Foto: Divulgação/TRT-SC)

O professor do Departamento de Ciência da Informação, Cezar Karpinski, e a mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Rita de Cássia Castro da Cunha, pesquisadores do Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos (Labcon) da UFSC participam de um projeto junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) de preservação da memória institucional do Judiciário trabalhista catarinense. No último mês de novembro, os pesquisadores se reuniram com o diretor da Secretaria de Gestão Judiciária (Segejud) do TRT-SC, Jefferson Neri Corbari, e a chefe da Seção de Gestão de Memória, Simone Dalcin, para discutir ações do projeto.

O encontro foi realizado na Seção de Gestão de Memória do tribunal, localizada em São José-SC, como parte do projeto de implantação do Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos do TRT-SC. Para esse fim, e também para fazer um diagnóstico do acervo do TRT-SC, um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o tribunal e a Universidade foi firmado em outubro. Também está prevista uma capacitação em conservação de documentos, em suporte de papel, aos servidores da Segejud. “Com estas ações, o TRT-12 espera ampliar ainda mais as ações de tratamento do seu patrimônio documental para que toda a sociedade se beneficie da difusão dos seus arquivos históricos”, afirma Jefferson Corbari.

Além do laboratório, a iniciativa contempla a restauração de 60 processos históricos, entre documentos da primeira metade do Século XX, sendo o mais antigo datado de 4 de outubro de 1939. Dez processos já estão em recuperação.
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Estudantes do Laboratório de Ficologia da UFSC são premiados em evento científico

12/12/2023 13:01

Pesquisadores da UFSC que participaram do 9° Workshop REDEALGAS.

Estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação do Laboratório de Ficologia da Universidade Federal de Santa Catarina (LAFIC/UFSC) foram premiados no Workshop de Biotecnologia de Algas – o 9° REDEALGAS –, que ocorreu em Guarapari (ES), de 3 a 6 de dezembro. O evento reuniu especialistas brasileiros e internacionais e teve como tema “Biotecnologia, Sustentabilidade e Atividades de Extensão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Cerca de 30 estudantes, pesquisadores e professores do LAFIC e outros laboratórios participaram do evento, viajando até Guarapari com um ônibus da UFSC. Estiveram presentes representantes dos Programas de Pós-Graduação Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPG-FAP), Oceanografia (PPG-Oceano) e Biotecnologia e Biociências (PPG-Biotec).
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“Loteria!”: Pesquisador da UFSC localiza ave rara em campo; registro é o quinto do Brasil

08/12/2023 14:11

Fotos: Débora Malu Marquato

“Posso dizer que o registro dessa ave foi como ganhar na loteria” – com essas palavras, o pesquisador Mateus Ribas, doutorando em Farmácia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) descreve o seu encontro com o papa-lagarta-de-bico-preto, o Coccyzus erythropthalmus, espécie migratória dificilmente encontrada no Brasil e ainda mais rara em Santa Catarina. Este é o quinto registro histórico da espécie para todo o país, o segundo para o sul e o primeiro para o Estado.

Mateus estuda o impacto de ações realizadas pelo homem no entorno da Lagoa da Conceição na saúde humana, animal e ambiental. Ele se deparou com a espécie durante trabalho de campo realizado no fim de novembro, logo após um período de fortes chuvas em Santa Catarina. A captura de aves silvestres é realizada para a coleta de material biológico, tema mais direto da pesquisa de Mateus.

O estudo ocorre no Parque Municipal Natural das Dunas da Lagoa da Conceição e também no Parque Estadual do Rio Vermelho, justamente para avaliar se atividades humanas próximas a Lagoa da Conceição podem afetar a microbiota desses animais. O projeto faz parte do Laboratório de Microbiologia Molecular Aplicada e é orientado pelas professoras Jussara Kasuko Palmeiro e Thaís Cristine Marques Sincero. A captura das aves é realizada em parceria com o Laboratório de Ornitologia e Bioacústica catarinense (laboac), coordenado pelo professor Guilherme Brito.

O papa-lagarta-de-bico-preto, segundo ele, é reconhecido por sua plumagem predominantemente marrom, com um ventre branco e uma listra vermelha ao redor dos olhos dos adultos. Apesar das raríssimas aparições no Brasil, não é um animal ameaçado. “Sua capacidade de se adaptar a diferentes ambientes e sua ampla distribuição contribuem para a sua relativa estabilidade populacional na América do Norte”, comenta.

A ave é migratória – ou seja, estava viajando quando foi encontrada por Mateus. O pesquisador comenta que uma equipe comandada pela pesquisadora Marina Somenzari em 2018 explicou que o animal realiza seu processo de nidificação no Canadá e nos Estados Unidos, passando o inverno na região noroeste e centro-oeste-central da América do Sul. “Até o momento, os escassos registros dessa espécie no Brasil foram categorizados como incidentais. Contudo, são necessárias mais pesquisas para esclarecer o padrão de migração dessa espécie no território brasileiro”, argumenta.

O trabalho de campo do pesquisador com a captura das aves durou um ano e é realizado por meio de quatro redes-de-neblinas instaladas na área escolhida. As redes são finas e feitas de material leve, como nylon. A captura de aves ou morcegos ocorre de forma temporária para fins de pesquisa. Segundo Mateus, as redes eram instaladas pouco antes da aurora e permaneciam ao longo de aproximadamente seis horas. A cada 15 ou 20 minutos as quatro redes eram checadas para verificar se alguma ave havia sido capturada.

Encontro inesperado

“Por volta das 9h da manhã, durante uma das últimas vistorias em rede-de-neblina, avistamos uma ave emaranhada nos bolsões da rede. De longe parecia um Sabiá-Poca, uma das aves mais comuns que capturávamos em campo. Quando íamos nos aproximando vimos que não era um sabiá, mas sim um Papa-Lagarta”, relembra o pesquisador.

Ele comenta que a equipe ficou muito feliz, pois os papa-lagartas são aves migratórias e por si só são raras para a Ilha de Santa Catarina. “Por algumas vezes, eu e o Dani Capella, membro da equipe de campo, tivemos conversas proféticas que em algum momento, um papa-lagarta cairia na rede. Claro que conversávamos sem imaginar que isso, de fato, poderia acontecer, eram apenas brincadeiras de campo”.

Após a captura, Mateus e os colegas de campo fizeram todos os procedimentos padrões para retirar o animal da rede-de-neblina. Com ajuda do professor Guilherme Brito e do biólogo Guilherme Willrich, a ave foi identificada como sendo um indivíduo jovem de Papa-lagarta-de-bico-preto.”Coletamos o material biológico da ave, o anilhamos e devolvemos a ave para a natureza para que pudesse seguir seu ciclo migratório”.

A ave foi a penúltima capturada em rede de neblina como parte do projeto e o coroou com chave de ouro. “Ao longo de todo este ano de estudo tivemos capturas bem interessantes nas dunas, como a captura do Tautó-Míudo (Accipter striatus) e da espécie migratória Guararacava-de-crista-branca (Elaenia chilensis), mas nada comparado com a captura do Papa-Lagarta-de-Bico-Preto. A cada ida a campo, eu e a equipe brincávamos – ‘Se preparem que hoje vai cair na rede-de-neblina uma ave rara’ – Mas isso foi acontecer somente nos 45 minutos do segundo tempo”, brinca.

Sentinelas em perigo

O título do estudo de Mateus é Impacto de ações antrópicas no entorno da Lagoa da Conceição sobre a saúde humana, animal e ambiental: Vigilância sentinela da disseminação de patógenos resistentes aos antimicrobianos e detecção de fármacos micropoluentes. Ele avalia bactérias resistentes aos antimicrobianos e micropoluentes na água e sedimento de diferentes pontos ao longo da Lagoa da Conceição.

 

 

O pesquisador explica que bactérias resistentes aos antimicrobianos costumavam ser encontradas apenas em ambientes hospitalares. “Com o avanço da urbanização, uso exagerado de antimicrobianos e vazamento de esgoto em ambientes naturais, hoje, estas bactérias acabam atingindo diversos ambientes, como a Lagoa da Conceição e seu entorno, os oceanos e aqueles que interagem com estes ambientes, sejam pessoas ou animais”.

A consequência disso, de acordo com ele, é que as bactérias resistentes podem colonizar a microbiota humana e animal. Em casos de infecções, o tratamento pode se tornar difícil, mais caro e letal. A ideia de estudar as aves surgiu porque são animais que interagem bastante com ambientes naturais e também com ambientes urbanos.

“As aves acabam se contaminando com bactérias de origem antrópica, e, devido a sua capacidade de voo e migração, no caso de aves migratórias, acabam levando estas bactérias para novas áreas e para novos hospedeiros. Por este motivo, estes animais são importantes sentinelas epidemiológicos da disseminação de bactérias resistentes aos antimicrobianos”, pontua.

A pesquisa, bem como todas as etapas do trabalho foram autorizadas pelo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO), CEMAVE, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (FLORAM), e pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC.

No caso específico do papa-lagarta-de-bico-preto, Mateus explica que as análises microbiológicas não detectaram nenhuma bactéria resistente. O registro desta ave, contudo, poderá render novas informações sobre o padrão de migração da espécie. “Pelo fato desta ave ter sido anilhada, registros fotográficos e até mesmo novas capturas ao longo da migração deste indivíduo podem revelar novas informações sobre esta espécie tão interessante”.

 

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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