UFSC na Mídia: Pesquisadores denunciam banco por lucrar com contrabando de africanos no século XIX

03/10/2023 08:45

Pintura de Debret ilustra período de escravidão; imagem meramente ilustrativa

O pós-doutorando da UFSC Clemente Penna, que atua junto ao Laboratório de História Social do Trabalho e da Cultura, e a professora do departamento de História Beatriz Mamigonian integram um grupo de 14 pesquisadores da escravidão e do tráfico de africanos que subscrevem uma ação do Ministério Público Federal pedindo reparação pela participação do Banco do Brasil nos negócios da escravidão no século XIX. A iniciativa repercutiu na imprensa e foi pauta da BBC e do podcast O Assunto.

No texto produzido pela rede britânica BBC e publicado pelo G1, explica-se que a ação é inédita no país e pretende iniciar um movimento de cobrança por reparação histórica de grandes e centenárias instituições brasileiras – estatais e privadas – que de alguma forma tenham participado ou fomentado a escravidão no país. Onze universidades estão envolvidas com os estudos. “Eles descobriram, por exemplo, que entre os fundadores e acionistas do BB estavam alguns dos mais notórios traficantes de escravizados da época – entre eles José Bernardino de Sá, tido como o maior contrabandista de africanos do período”, relata a reportagem.

O pesquisador Clemente Penna foi um dos entrevistados do podcast O Assunto e afirmou que espera que essa ação e as pesquisas que a embasaram sirvam, de fato, para fomentar esse debate. “A gente não pensa em sistema financeiro e escravidão, isso é uma discussão que é até relativamente recente […] e é um processo de silenciamento que quase produz uma inércia”, disse. Entre outras coisas, a ação registra que ao longo dos anos de 1833 e 1859, numa amostra de 2.275 penhoras judiciais que correram pelas mais diversas varas da justiça carioca, 65% dos litígios tiveram pelo menos um ser humano escravizado apreendido por ordem da justiça para garantir o pagamento de dívidas.

O estudo indica ainda que “parece não haver dúvidas que boa parte do capital que constituiu o maior banco do Império era oriundo do tráfico e dos negócios da escravidão”. Acrescenta, ainda, que o acionista do Banco do Brasil Bernardino de Sá, evidenciava, com seu destaque no quadro societário, a transferência dos capitais do tráfico e da escravidão para o setor financeiro, num movimento amplamente citado pela historiografia, mas, ainda, pouco estudado.

Conforme a reportagem da BBC, no documento enviado ao Banco do Brasil, o MPF estipulou um prazo de 20 dias para a presidência da instituição responder a uma série de questões, entre elas a posição do banco sobre sua relação com o tráfico de pessoas negras escravizadas, informações sobre financiamentos realizados pelo banco e relação com a escravidão, informações sobre traficantes de pessoas escravizadas e sua relação com o banco e iniciativas do banco com finalidades específicas de reparação em relação a esse período.

Pós-graduação em Inglês da UFSC recebe inscrições de candidatos ao mestrado e doutorado

02/10/2023 17:34

O Programa de Pós-graduação em Inglês da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGI/UFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo para mestrado e doutorado, com início em 2024. As inscrições podem ser realizadas até 28 de outubro  neste link. Ao todo, são 3 editais: doutorado em Linguagem; doutorado em Estudos Literários e Culturais; e mestrado em Estudos de Linguagem e Estudos Literários e Culturais. São ofertadas 42 vagas, das quais parte é reservada para Ações Afirmativas. O resultado final da seleção do mestrado está previsto para 9 de dezembro. Já o resultado da seleção do doutorado sai em 14 de dezembro.

Mais informações no site do PPGI e no Instagram,

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Professora da UFSC ganha prêmio ‘Mulheres na Farmacologia no Brasil 2023’

26/09/2023 13:10

A professora Regina de Sordi, do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ganhou o prêmio “Mulheres na Farmacologia no Brasil”, da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (Sbfte), na categoria Líder Emergente. Sua principal linha de pesquisa é o entendimento dos processos fisiopatológicos relacionados a doenças cardiovasculares e renais e a busca de novos alvos terapêuticos para a disfunção de órgãos associada ao trauma/choque hemorrágico e sepse/choque séptico.

Na categoria Líder, Regina Pekelmann Markus foi a vencedora, ela é professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e atua na área de cronofarmacologia, liderando grupos de mulheres nos estudos sobre câncer, depressão e alzheimer. Atualmente, ela desenvolve novas plataformas moleculares de ligantes seletivos e mistos de receptores de melatonina com enfoque nessas áreas.

As farmacologistas serão premiadas em uma cerimônia que será realizada no dia 26 de setembro, às 15h50, durante o Congresso Anual da Sbfte (Foz do Iguaçu, PR).

A premiação foi criada pela Diretoria e Conselho Deliberativo da (Sbfte), com patrocínio da Eurofarma, com o objetivo de reconhecer bianualmente mulheres que fazem tanto pesquisa científica quanto tecnológica ou de inovação e que contribuem na formação de recursos humanos, na divulgação e no empreendedorismo na área de Farmacologia.

Fonte: Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) 

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UFSC construirá reator com tecnologia inovadora para plataforma da Petrobras

25/09/2023 09:42

Foto: Geraldo Falcão / Agência Petrobras

A Universidade Federal de Santa Catarina firmou um projeto de R$ 6 milhões de reais com a Petrobras para desenvolver um reator experimental e com diversas inovações, tanto para a indústria de petróleo quanto para a preservação ambiental. A iniciativa será liderada pela professora Regina Peralta Moreira, do Laboratório de Energia e Meio Ambiente do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, com previsão de três anos de duração.

As tecnologias utilizadas no novo sistema já começaram a ser estudadas. Segundo a professora, embora sejam conhecidas e referenciadas na literatura da área, ainda não foram consolidadas em um equipamento, o que será feito de forma inédita pela UFSC. O reator será construído para separar e destruir os rejeitos da chamada “água produzida” de um modo mais eficiente e sustentável.

Regina explica que a água produzida está presente nos reservatórios de óleo e gás natural e é trazida à superfície junto com o petróleo. Esta água tem uma complexidade química e um potencial risco ao meio ambiente, por isso os seus descartes podem ser responsáveis pela alteração da qualidade da água do mar.

Segundo a professora, os poluentes da água são removidos através de processos de separação na própria plataforma de petróleo. “Após um processo eficiente de tratamento, a água produzida pode ser descartada ou reinjetada nos poços produtores de petróleo”, explica. É justamente o processo de purificação dessa água que pode ser aperfeiçoado, além de se tornar mais sustentável.

“Qualquer que seja a destinação, o tratamento da água produzida precisa eliminar os sólidos suspensos, compostos orgânicos dissolvidos e dispersos – óleos e graxas. Assim, a eliminação eficiente do teor de óleos e graxas da água produzida é um problema que precisa ter solução econômica e eficiente”, completa.

A solução encontrada pela professora e pela equipe que irá trabalhar com ela é destruir os contaminantes por meio da eletroxidação, integrando com outros processos de tratamento, como flotação e separação com membranas, em um design inovador que busca a intensificação de processos. A oxidação é um processo químico que destrói material orgânico e trata a água. “É um processo de decomposição para despoluir águas contaminadas. A primeira motivação é ambiental, mas também estamos em busca de uma solução economicamente viável”, conta.

A eficiência e a consequente ampliação da capacidade de tratamento da água de produção vai aumentar a capacidade de processamento de óleo e gás, com impactos ambientais e econômicos positivos. O reator será primeiro construído em escala de laboratório e depois em plataforma da empresa numa escala piloto. “O desafio será propor sistemas de tratamento compactos, eficientes e de custo competitivo para serem implementados em plataformas de petróleo”, sintetiza a professora.

Inovação e ineditismo

A professora reforça que, embora utilize processos já conhecidos na literatura, sua combinação e constituição – primeiro em nível laboratorial e, depois, como projeto piloto em plataforma – trarão inovações. “Da forma como a gente está propondo, como um processo integrado, é totalmente novo e bastante inovador, não existem plantas como essas, no mundo, especialmente para petróleo”.

O processo de eletroxidação leva até o poluente uma corrente elétrica que permite a formação de radicais livres com alto poder oxidativo e permite a ocorrência de uma série de reações. Já com relação à tecnologia de separação por membranas, a água passa por um meio poroso que retém as partículas indesejadas. Embora já estudados no tratamento de água, no estudo da UFSC eles são combinados em um design inovador.

“Essas tecnologias têm muitas particularidades que precisam ser estudadas, por isso vamos propor modelos pioneiros”, conta. De acordo com a professora, a eletroxidação por meio da utilização de energias renováveis vem sendo um foco das investigações. “É um processo que demanda muita energia, e com o uso de energias renováveis – eólica, fotovoltaica, por exemplo – , é possível acionar os reatores de forma eficiente e sustentável”.

Regina explica, ainda, que dentre as inovações que o laboratório e a equipe de pesquisa vão estudar, serão explorados vários arranjos pois não existe uma única solução possível, o que amplia a possibilidade de respostas satisfatórias. O projeto conta com uma equipe formada por oito professores, pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e estudantes de iniciação científica. Além do trabalho em laboratório, também haverá pesquisa de campo, em plataforma. “Queremos desenvolver a tecnologia mais segura e que possa ser aplicada em todos os lugares, protegendo o oceano e o meio ambiente”.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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UFSC na Mídia: projeto de árvores gigantes do Campus de Curitibanos ganha destaque no Diário Catarinense

21/09/2023 12:27

Professor Marcelo com parte da árvore, exposta no campus da UFSC em Curitibanos (Foto: divulgação)

O trabalho de pesquisa do professor Marcelo Callegari Scipioni, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas, do Campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi destaque na edição impressa e online do Diário Catarinense, publicação do Grupo NSC.

Marcelo Scipioni é professor de dendrologia, a ciência que estuda as árvores. Segundo a notícia, o agrônomo e doutor em engenharia florestal trabalhou no Serviço Florestal Brasileiro como técnico especializado no Centro Nacional de Manejo Florestal e tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Silvicultura e Conservação da Natureza, atuando principalmente em dendrologia, florestas de crescimento antigo, silvicultura urbana e inventário florestal.

A reportagem, publicada em comemoração ao Dia da Árvore, 21 de setembro, é da jornalista Ângela Bastos, com infográfico produzido por Ben Ami Scopinho e pode ser acessada no site.

 

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UFSC firma parceria para apoiar projetos de logística e transporte do Ministério da Defesa

21/09/2023 10:57

Reunião para assinatura da parceria contou com a presença de membros do Ministério da Defesa Fotos: Kauê Alberguini/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Ministério da Defesa assinaram protocolo de intenções com o objetivo de consolidar uma parceria na qual a Universidade poderá dar suporte a programas e projetos de interesse da Defesa Nacional, nas áreas de logística e transporte. O acordo envolve o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da UFSC e a Chefia de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

O protocolo foi assinado nesta terça-feira, 19 de setembro, no gabinete da Reitoria. Participaram do ato o capitão de fragata Alan Freitas, representando o almirante de esquadra André Luiz Silva Lima de Santana Mendes, Chefe de Logística; o reitor Irineu Manoel de Souza; o chefe de gabinete da Reitoria, Bernardo Meyer; e os representantes do LabTrans Wellington Repette, coordenador geral, Antônio Venícius dos Santos, coordenador técnico de TI e Marciel Manoel dos Santos, administrador de projetos.

Um dos objetivos da parceria é o desenvolvimento de uma ferramenta de simulação computacional capaz de solucionar problemas logísticos complexos. A nova funcionalidade seria incorporada ao Sistema de Apoio à Decisão Logística e Mobilização de Defesa (SADLMD), segunda versão do Sistema Apolo.

Da esquerda para direita: Antônio Venícius dos Santos, Wellington L. Repette, Alan Freitas, Irineu Manoel de Souza, Marciel Manoel dos Santos e Bernardo Meyer                                      

As Forças Armadas buscam reestruturar e dar continuidade à evolução do sistema, aprimorando suas funcionalidades e incorporando modelos de inteligência artificial. O LabTrans desenvolverá um simulador capaz de realizar cálculos de custo e tempo para um cenário logístico, real ou simulado. Essa ferramenta poderia ser usada em planejamentos militares e nas apresentações de alto nível dos cenários militares.

“Como resultados, espera-se que o desenvolvimento dessa iniciativa se configure como solução para problemas hoje vigentes nos planejamentos. Tais recursos, portanto, deverão emprestar eficiência e conformidade às decisões estratégicas e aos planejamentos de emprego conjunto, além de acelerar o processo decisório”, destacou o coordenador do LabTrans, professor Wellington Longuini Repette, no documento de formalização da solicitação ao reitor.

Tags: LabTransMinistério da Defesareitor Irineu Manoel de Souzareitoria UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadora da UFSC desenvolve método para analisar contaminação de pescado por petróleo

20/09/2023 15:25

Em 2019, o Brasil foi palco do mais grave desastre ambiental ocorrido em seu litoral e um dos maiores já registrados no mundo – os primeiros registros ocorreram na Paraíba, e em poucos meses, o poluente identificado como petróleo bruto atingiu 11 estados, numa faixa litorânea de mais de 4.000 km, do Maranhão ao Rio de Janeiro. Dada a natureza tóxica dos contaminantes envolvidos e do potencial efeito nocivo à saúde dos consumidores, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) precisava examinar a contaminação de pescado após o desastre. No entanto, a questão era: como realizar essa avaliação?

A solução veio de uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul (LFDA-RS) por meio do Setor Laboratorial Avançado em Santa Catarina (SLAV-SC). A então doutoranda em Ciência dos Alimentos e bolsista da CAPES Ana Paula Zapelini de Melo desenvolveu métodos analíticos capazes de mensurar hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) em pescado de forma ágil e com confiabilidade metrológica dos resultados. Os HPAs, compostos com propriedades carcinogênicas para humanos, fazem parte da composição química do petróleo e são considerados marcadores de contaminação petrogênica em alimentos.

Confira a reportagem multimídia aqui.

Foram desenvolvidos métodos de extração de alta eficiência analítica e detecção por espectrometria de massas para dar suporte às decisões governamentais de enfrentamento ao derramamento de petróleo. O estudo utilizou cápsulas de café, em máquinas comuns, adaptadas para extração dos contaminantes vindos do petróleo. ‘Espressos’ de peixe, camarão, polvo, ostra, dentre outros foram analisados como forma de garantir a segurança do pescado logo após o desastre ser identificado. “A máquina de café espresso, que simula a extração por líquido pressurizado (PLE), foi utilizada no Brasil em um momento de emergência sanitária devido ao desastre. Precisávamos de um método rápido e de baixo custo que tivesse confiabilidade metrológica para determinar esses compostos. Como já havia sido desenvolvido um método analítico para determinação de resíduos de medicamentos veterinários usando a máquina de café espresso, acabamos adaptando isso para os HPAs”, relata Ana.

(mais…)

Tags: hidrocarbonetos policíclicos aromáticosHPAMinistério da Agricultura e PecuáriapescadopetróleoPrograma de Pós-Graduação em Ciência dos AlimentosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Hospital Universitário organiza encontro sobre experiências de boas práticas durante a pandemia

19/09/2023 13:20

A Gerência de Extensão e Pesquisa do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) realizará o “I Encontro de Boas Práticas no HU-UFSC/Ebserh: experiências durante a pandemia de Covid-19”, no dia 23 de novembro. Para este evento, pesquisadores e profissionais que tiveram experiências acadêmicas no HU podem submeter relatos de suas experiências dentro do hospital durante a pandemia de Covid-19.  

Os trabalhos enviados deverão versar sobre experiências de serviços ocorridas no âmbito do HU-UFSC/Ebserh, durante a pandemia de Covid-19, ocorrida entre 11 de março de 2020 e 5 de maio de 2023, e que tenham sido afetados por ela. O gerente de Ensino e Pesquisa, Douglas Francisco Kovaleski, diz que o evento foi idealizado para pensar sobre as experiências vividas durante a pandemia de Covid-19 e como é possível compartilhá-las e preparar o futuro.

As submissões de trabalhos são gratuitas e estão abertas até 23 de outubro. O envio das propostas deve ser realizado exclusivamente através do preenchimento de formulário on-line.

Podem submeter trabalhos:  empregados com vínculo Ebserh lotados no HU; servidores com vínculo RJU lotados no HU; residentes que desenvolveram atividades no HU; docentes de cursos da UFSC que tenham desenvolvido atividades no HU; e acadêmicos regularmente matriculados em cursos da UFSC que tenham desenvolvido atividades no HU.

Mais informações pelo e-mail gep.hu-ufsc@ebserh.gov.br.

 

 

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Instituto da UFSC promove workshop sobre Hidrogênio Verde

19/09/2023 09:21

Uma das atividades do Workshop será uma visita técnica à usina de hidrogênio verde da UFSC

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Controle e Automação de Processos de Energia (INCT CAPE) e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Automação e Sistemas da UFSC promovem, nas próximas quinta e sexta-feira, 21 e 22 de setembro, o I Workshop INCT CAPE 2023 – Hidrogênio Verde: Geração e Utilização em Microrredes. O evento será realizado das 8h30 às 18h, no auditório da FEESC, no Centro Tecnológico, com transmissão online via Youtube.

As inscrições para a atividade presencial são limitadas a 40 vagas e podem ser feitas no link. A atividade é gratuita. No primeiro workshop organizado pelo INCT CAPE e pelo PósAutomação, o foco é a pesquisa em geração e utilização de H2 verde no âmbito das microrredes. Serão discutidos temas relacionados à integração de sistemas que permitem o armazenamento de hidrogênio verde em microrredes com fontes de energias renováveis e as suas aplicações. O Workshop terá como atividades palestras com convidados do Brasil e da Espanha, visita técnica à Usina de Hidrogênio Verde da UFSC e mesa redonda. Confira a programação completa.

 

Dia Mundial sem Carros: grupo de pesquisa da UFSC promove 1º BiciFest nesta sexta-feira, 22 de setembro

18/09/2023 10:43

O Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano (Gipedu) da UFSC promove, em comemoração ao Dia Mundial Sem Carros, a 1ª Floripa BiciFest, na sexta-feira, 22 de setembrodas 14 às 18h, na Praça da Cidadania, em Florianópolis. A intenção é promover a data com atividades culturais, caminhada, passeio ciclístico e jogos lúdicos. 

“Um dos principais objetivos da 1ª Floripa BiciFest é a sensibilização da população e do governo municipal à importância da transição intermodal”, explica o coordenador do Gipedu, Francisco Antônio Carneiro Ferreira, professor do Departamento de Arquitetura da Universidade. Segundo ele, a data é mundialmente e localmente utilizada para chamar a atenção para os problemas de mobilidade causados pelo uso excessivo do automóvel e às emissões de gases do efeito estufa, que agravam o aquecimento global. 

Projeto Campus-Parque-Cidade

O evento também foi criado para fortalecer a campanha “Por ciclovias Seguras em Rede”, inserida no âmbito do Projeto Campus-Parque-Cidade, cujo objetivo é priorizar os modos ativos e coletivos de deslocamento para a redução da dependência do automóvel e do aquecimento climático. 

“Entendemos que é preciso acelerar e intensificar as mudanças no sistema viário e de transporte da cidade, a partir de novas infraestruturas cicloviárias e pedonais, mordernizando-as e capacitando-as às novas funções. A preocupação é humanizar a cidade,  qualificando-a para o uso de pedestres, portadores de deficiência, ciclistas, passageiros do transporte coletivo, idosos, skatistas, usuários de patins, etc, com vistas a reduzir o uso de automóveis”, complementa o professor Francisco.

Outras pautas do grupo incluem a implantação imediata do sistema cicloviário seguro e em rede no bairro Trindade, com a melhoria dos passeios de pedestres, das infraestruturas cicloviária e de transporte coletivo, a implantação de iluminação, sinalização, arborização e educação para a mobilidade sustentável, para além da implantação do Corredor de Transporte (BRT) da rua Deputado Antonio Edu Vieira, explica o professor.

Mais informações
Proposta do Projeto Campus-Parque-Cidade (em PDF)

Tags: BicifestCTCDia mundial sem carroGrupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano (Gipedu)sistema cicloviárioUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Inscrições do processo seletivo para mestrado e doutorado na Pós em Literatura vão até 1º de outubro

15/09/2023 13:29

As inscrições para o Programa de Pós-Graduação em Literatura estão abertas de 18 de setembro a 1º de outubro. De acordo com o edital, são oferecidas 68 vagas, 41 de mestrado e 27 de doutorado. Caso haja inscritos, há vagas para ações afirmativas: 18 para pessoas negras, pelo menos uma vaga para pessoa indígena para cada nível, nove vagas para pessoas com deficiência, pessoas trans, refugiados e pessoas em vulnerabilidade socioeconômica, sendo assegurada pelo menos uma vaga para pessoa trans, independentemente do nível. 

As inscrições podem ser realizadas aqui

O processo seletivo será composto por três etapas: análise do projeto de pesquisa (caráter eliminatório e classificatório), com peso 4; análise do Currículo Lattes (prova de títulos, de caráter classificatório), com peso 2; arguição do projeto de pesquisa (caráter eliminatório e classificatório), com peso 4. As notas de todas as etapas do concurso serão atribuídas na escala de 0 a 10.

O resultado final será divulgado no dia 27 de novembro. Os selecionados poderão optar em iniciar o curso no primeiro ou no segundo semestre de 2024. A descrição dos princípios norteadores das Linhas de Pesquisa e a composição do corpo docente de cada uma delas estão disponíveis no site do curso.

Mais informações no edital.

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Estudo da UFSC indica que acupuntura pode atenuar males da fibromialgia

12/09/2023 09:46

Imagem de StockSnap por Pixabay

Uma doença de difícil tratamento, que atinge mulheres e, muitas vezes, as relega ao abandono familiar e à incapacitação para o trabalho. A fibromialgia atinge por volta de 3% da população brasileira, a maioria delas do sexo feminino, entre 30 e 50 anos de idade, e é objeto de uma investigação realizada na Universidade Federal de Santa Catarina que pode resultar em novas possibilidades de tratamento para pacientes.

A execução do estudo foi do pesquisador Marcos Lisboa Neves, sob a supervisão da professora Morgana Duarte da Silva, coordenadora do Laboratório de Neurobiologia da Dor e da Inflamação (Landi), que investiga estratégias terapêuticas para as diversas doenças que envolvem dor e inflamação.

Neves, que é fisioterapeuta, investiga os efeitos da estimulação do ramo auricular. De acordo com essa linha de estudos, a acupuntura é uma boa ferramenta terapêutica para o tratamento de pacientes com dor. No caso do nervo vago, estimulado para combater os males da fibromialgia, já existem evidências crescentes também no tratamento de outras condições como epilepsia, depressão e dor.

Em junho, o pesquisador defendeu sua tese com um estudo translacional – que busca minimizar o gap entre a produção do conhecimento nas instituições científicas e a aplicação prática, orientado também pela professora Morgana, no Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFSC. Ele pesquisou a acupuntura e a fibromialgia a partir de uma análise em roedores.

“As avaliações comportamentais se relacionavam prioritariamente à dor e secundariamente à depressão, ansiedade, sono, catastrofização, funcionalidade, qualidade de vida e variabilidade da frequência cardíaca. Como resultados, embora ainda não tão expressivos, já mostram um potencial do tratamento e sinalizam a viabilidade de realizar estudos maiores e assim com maior poder estatísticos, principalmente porque o estudo piloto demonstrou uma significativa redução na gravidade dos sintomas das pacientes”, comenta.

Ele explica que a fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dores articulares e musculares generalizadas, acompanhada de fadiga, alterações cognitivas, do humor e do sono. Como a causa ainda não é definida, algumas evidências recaem sobre alterações do sistema nervoso central, o que leva ao quadro disfuncional de percepção exacerbada de dor e dos demais sintomas, que influenciam também na saúde mental das pacientes.

Neves explica que o nervo vago é uma importante via de comunicação do corpo com sistema nervoso central, por isso os tratamentos com a estimulação indicam resultados promissores. No Brasil, a acupuntura é oferecida gratuitamente pelo SUS, como parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. “São mais de 15 mil profissionais com capacitação para atuarem com essa prática, um recurso que facilita o acesso das pacientes em tratamento”, complementa.

“Fui muito beneficiada”

O objetivo do estudo conduzido na UFSC foi avaliar a eficácia da acupuntura sobre ramo auricular do nervo vago na redução da intensidade da dor e da gravidade dos sintomas gerais relacionados com a fibromialgia. As 50 mulheres diagnosticadas com fibromialgia foram divididas aleatoriamente em três grupos. Um recebeu uma intervenção por acupuntura auricular sobre o ramo auricular do nervo vago esquerdo (orelha esquerda); um segundo grupo recebeu a mesma intervenção, porém, na aurícula direita; e um terceiro grupo recebeu acupuntura simulada na aurícula esquerda.

As avaliações comportamentais se relacionavam prioritariamente à dor e secundariamente à depressão, ansiedade, sono, catastrofização, funcionalidade, qualidade de vida e variabilidade da frequência cardíaca. Como resultados, na comparação entre os três grupos, não houve diferença significativa na redução da dor, mas a acupuntura na orelha esquerda reduziu significativamente a gravidade dos sintomas gerais de mulheres com fibromialgia.“Os achados fornecem dados para viabilizar novos estudos clínicos randomizados controlados com maior população amostral, para melhorar as evidências para o uso da acupuntura auricular sobre o nervo vago”, assegura Neves.

Uma das pacientes avaliadas, Carolina* conta que descobriu há pouco tempo sofrer de fibromialgia. As dores generalizadas impediam a sua rotina e a deixavam desanimada. “Eu não aguentava mais tomar medicação sem sucesso. Fiquei sem esperança de ter melhora”, relembra. As quatro sessões realizadas no estudo da UFSC, entretanto, tiveram um impacto positivo nas suas condições de vida.

A paciente conta que fisioterapia, medicação e infiltração eram algumas das estratégias utilizadas por ela no tratamento. “A pesquisa causou uma melhora na dor, passei a procurar ajuda psicológica e auxílio para emagrecer, o que começou a melhorar meu quadro de forma geral. O estudo foi o passo inicial para uma melhora considerável no meu quadro clínico”, conta.

Carolina também relata sua confiança na ciência e nos tratamentos integrativos. “Tratamentos integrativos demonstram a melhora considerável no meu caso. Acredito que com estudos mais profundos, um tratamento específico pode auxiliar na eficiência para tratar a dor constante. Acredito muito na ciência e fui muito beneficiada em participar deste estudo”, sintetiza.

Nervo vago tem papel central no estudo

Imagem de Mohamed Hassan por Pixabay

No doutorado, Neves realizou um estudo com roedores com uma condição similar à fibromialgia, em que o animal demonstra um comportamento de dor generalizada, além de um comportamento tipo depressivo. “A gente faz o tratamento primeiro no animal, que foi a nossa primeira fase de trabalho. Só depois partimos para o estudo piloto com pacientes humanos”.

Com os resultados positivos, o Landi passou a recrutar pacientes para a nova fase da pesquisa. “Nosso estudo tem esse viés de integração com a sociedade, porque esse é o momento em que a gente aproxima a sociedade da Universidade – o momento em que a gente começa a recrutar pessoas da sociedade que tem essa doença cujo tratamento é ainda bastante limitado”.

As limitações, conforme explica o cientista, ocorrem muitas vezes pela condução inadequada do tratamento, já que nem sempre um profissional tem a expertise de tratar uma condição tão complexa. Muitas vezes, o próprio paciente também não consegue aderir bem o tratamento.

“Houve bastante procura pelo estudo, a sociedade aderiu”, conta. As pacientes selecionadas passaram por quatro sessões, todas realizadas no espaço clínico situado em um dos prédios do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina. Elas passaram por um rigoroso acompanhamento, do início ao fim do processo, e receberam as devolutivas em uma apresentação em que também puderam se conhecer.

Neves aplicou a acupuntura nos ramos auriculares esquerdo e direito das pacientes. Ele explica que a técnica é uma leitura filosófica de estimular pontos que são virtuais no corpo, mas que, hoje, a neurociência reconhece que esses pontos são locais com uma certa especificidade, pois estimulam nervos importantes.

O nervo vagal, objeto do estudo, segundo ele, é cheio de ramificações. “Tem ramificação para o sistema cardiorrespiratório, sistema gastrointestinal, cérebro e para partes que compõem o que a gente chama de sistema límbico, que está relacionado com a nossa emocionalidade”, explica. Além disso, o nervo também atua como fonte de resposta das células do sistema imune.

A forma de verificar a resposta das mulheres ao tratamento, além de considerar o que elas próprias avaliavam sobre suas dores e estado físico e mental após as sessões, foi a leitura do comportamento cardíaco. Isso porque, conforme narra Neves, o nervo vago é importante para ativação do sistema parassimpático, que está relacionado com a recuperação do organismo, enquanto o sistema nervoso simpático serviria para nos deixar em alerta para desempenhar atividades

Um organismo saudável, de acordo com ele, possui uma alta variabilidade de frequência cardíaca porque é capaz de modular a atuação dos dois sistemas. Já o de pessoas com doenças crônicas apresenta uma baixa variabilidade da frequência. No estudo, foi possível verificar a variação, o que indica possibilidades promissoras. “É possível atuar estimulando a regulação do sistema nervoso por esse caminho”, diz Neves.

No final da pesquisa, e após a análise dos dados, as voluntárias foram convidadas para uma palestra de apresentação dos resultados e das principais diretrizes clínicas para o manejo da fibromialgia. Este evento foi realizado na UFSC e contou com a presença de familiares, que tiraram suas dúvidas sobre a doença, sobre os tratamentos disponibilizados, falaram sobre seus problemas e sobre os benefícios da terapêutica proposta.

*Nome substituído para preservar a identidade da paciente

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: acupunturaFibromialgiaLaboratório de Neurobiologia da Dor e da InflamaçãoneurobiologiaNeurociênciaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Liderado por pesquisadora da UFSC, grupo mundial alerta para recorde na temperatura oceânica

06/09/2023 16:56

Embranquecimento de corais é sinal de alerta. Foto: WMO/Divulgação

Um grupo de cientistas do Programa Mundial de Pesquisa Climática (WCRP) da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) liderado pela professora Regina Rodrigues, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), redigiu uma declaração alertando para o recorde recente no aquecimento dos oceanos.  Os pesquisadores consideram que esses casos podem aumentar em frequência, duração e intensidade se não ocorrerem esforços dramáticos de mitigação e adaptação.

O documento indica que as temperaturas médias globais dos oceanos estão atualmente em um nível nunca registrado anteriormente, com 27% do oceano global com extremos de temperatura. Segundo a professora, com a previsão do fenômeno El Niño para o final do ano essa situação pode se agravar, pois o El Niño é um dos principais mecanismos de geração de ondas de calor marinhas globalmente.

“Além dos ecossistemas, o calor dos oceanos é uma importante fonte de energia que alimenta ciclones tropicais. As ondas de calor marinhas no Oceano Índico tropical contribuem para a rápida intensificação dos ciclones e das flutuações nas chuvas das monções da Índia”, explica. O texto da declaração menciona, ainda, outros impactos causados pelo fenômeno. “Sabemos que as ondas de calor marinhas resultam em milhares de milhões de dólares em danos aos ecossistemas marinhos e a indústrias da pesca e do turismo”, destaca a pesquisadora, que no ano passado participou da conferência do clima da Organização das Nações Unidas.

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Seminário debate pesquisas sobre tradução e interpretação em Línguas de Sinais

05/09/2023 10:54

Ocorre nos dias 11, 12 e 13 de setembro o “II Seminário de Pesquisas em Tradução e Interpretação de/entre/para Línguas de Sinais”, das 18h às 21h pelo YouTube. O evento é promovido pelo Núcleo de Pesquisas InterTrads, em parceria com a Academia Trados, com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (PGET-UFSC) e da Universidade Federal do Ceará (POET-UFC).

Nesta segunda edição do seminário, serão abordados temas relacionados à teoria e prática da tradução e interpretação em línguas de sinais e à legendagem, além de discutir questões éticas, sociais e metodológicas envolvidas nesses processos.

O seminário é aberto ao público e é gratuito. As inscrições são feitas durante o evento para obtenção de certificado, sendo três horas por dia, podendo totalizar até nove horas. 

 

Mais informações:
Divulgação do evento em Libras
YouTube da Pget
Site do Núcleo InterTrads

Tags: Estudos da Tradução da UFSCPGETUFSC Universidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: Jornal da Unicamp destaca pesquisa e livro sobre metáforas associadas a Covid

05/09/2023 10:22

O Jornal da Unicamp destacou na sua edição mais recente o livro O vírus bandido: linguagem e política na pandemia, que acaba de ser lançado pela Editora da Unicamp, de autoria do professor da UFSC e doutor em linguística Heronides Moura.  Na obra, o docente analisa como o uso de metáforas influenciou a percepção da pandemia de covid-19 no Brasil, contribuindo para fortalecer os mecanismos de defesa da população contra o vírus.

“As metáforas organizam muito a forma como a gente pensa. Eu não diria que elas exerceram um papel determinante no combate ao coronavírus, mas acredito que entraram no ‘caldo de cultura’ e ajudaram a constituir uma imagem da pandemia como algo que deveria ser enfrentado, pois não havia alternativa”, comenta o docente. Na reportagem, ele destaca o uso intenso de palavras como “tsunami”, “furacão”, “avalanche”, “bandido”, “viajante” e “ladrão” em relação ao SARS-CoV-2, caracterizando o vírus como uma força da natureza ou um indivíduo com más intenções.

Esses termos estão reunidos no corpus Metáforas sobre o Coronavírus na Mídia, elaborado por Alice Dionízio, orientanda de Moura na UFSC. A reportagem explica que o estudo traz 468 metáforas, coletadas a partir de uma busca exaustiva em materiais publicados entre 10 de maio e 10 de junho dos anos de 2020 e 2021. “A alta incidência de metáforas, em si, já é algo bastante revelador. Mas isso era previsível porque a fala sobre doenças, tradicionalmente, é metafórica, e eu tentei demonstrar que não há como você pedir às pessoas que não falem metaforicamente sobre um assunto tão traumático”, comentou o professor na entrevista.

Atualmente, junto com seu grupo de pesquisa, Moura estuda quais metáforas são usadas pela extrema direita. A hipótese do pesquisador é que esse movimento político ainda não foi capaz de articular um conjunto consistente de metáforas, o que explicaria parte das dificuldades da política bolsonarista. Conforme a reportagem, na interpretação de Moura, enquanto nos Estados Unidos eles conseguem se manter ideologicamente fechados e convencer-se de que o país está cercado, isso ainda não foi replicado no Brasil, onde o que faz sucesso são as teorias conspiracionistas e a inversão de significados.

Leia a reportagem completa.

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Estão abertas as inscrições para a IV Jornada de Nutrição e Exercício Físico

04/09/2023 09:56

O Grupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para a IV Jornada de Nutrição e Exercício Físico. O evento ocorre entre 18 e 19 de setembro, das 18h30 às 21h30, de forma online,  por meio de link disponibilizado após a realização da inscrição.

O evento é gratuito, e dá direito a um certificado de 6h. As inscrições podem ser realizadas através do formulário. A atividade reúne diversos profissionais das áreas de nutrição, educação física, medicina, psicologia e fisioterapia, especialistas em saúde e qualidade de vida no esporte.

Mais informações através do perfil do GNEF no instagram.

Tags: exercício físicoGNEFGrupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF)IV Jornada de Nutrição e Exercício FísiconutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC se destaca em ranking global com 26 pesquisadores entre os mais citados do mundo

04/09/2023 09:44

Universidade tem se destacou em diferentes rankings Foto: Amanda Miranda

A Universidade Federal de Santa Catarina se destacou mais uma vez no ranking global Research.comque reconhece os pesquisadores a partir do número de artigos e quantidade de citações para cada campo do conhecimento elencado – em um total de 26 diferentes áreas. A instituição teve 26 cientistas mencionados nas áreas de Veterinária, Química, Ecologia, Engenharia Elétrica, Engenharia e Tecnologia, Matemática, Medicina, Microbiologia, Neurociências e Agronomia.

A UFSC também foi mencionada como a oitava melhor instituição no ranking nacional. Outro destaque foram os rankings de Química, com dez cientistas citados entre os mais relevantes do mundo, e a área de Engenharia Elétrica, na qual o professor Ivo Barbi figura como o segundo mais citado do Brasil.

O número total de citações dos principais cientistas é 159.046, com um valor médio de citações por acadêmico de 6.117,15. O número coloca a instituição catarinense em 387 no ranking global. De acordo com a plataforma Research.com, o objetivo do ranking é oferecer aos principais pesquisadores uma melhor exposição de suas realizações. As classificações de cientistas são baseadas em procedimentos transparentes baseados em métricas coletadas de fontes confiáveis ​​de dados com mais de 12.000 periódicos científicos agrupados por disciplinas.

Confira a relação dos cientistas mencionados pela Research.com.

Ciências veterinárias

Maurício Laterça Martins
Maria José Hötzel

Química

Bernhard Welz (in memorian)
Rosendo A. Yunes
Antonio L. Braga
Adilson J. Curtius
J. Vladimir Oliveira
Moacir Geraldo Pizzolatti
Debora de Oliveira
Ademir Neves (in memorian)
Eduardo Carasek
Adailton J. Bortoluzzi

Ecologia

Sergio R. Floeter

Engenharia Elétrica e Eletrônica

Ivo Barbi
Julio E. Normey-Rico

Engenharia e Tecnologia

Roberto Lamberts
Enedir Ghisi

Matemática

Ruy Exel

Medicina

João B. Calixto
Adair R.S. Santos (in memorian)

Microbiologia

Álvaro José Romanha (in memorian)

Neurociencia

Reinaldo N. Takahashi
Roger Walz
Peter Wolf

Agronomia

Miguel Pedro Guerra
Marcelo Maraschin

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Chumbo no chá? Pesquisa da UFSC identifica impacto da mineração em alimentos

01/09/2023 10:32

Áreas de mineração estão cobertas de produtos utilizados na alimentação (Foto: Graziela Blanco)

Plantas usadas como alimentos e chás podem estar contaminadas pelos chamados “elementos traço” em áreas da região carbonífera, no sul de Santa Catarina. A constatação foi divulgada em uma série de artigos e na tese da cientista Graziela Dias Blanco, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina. O impacto das atividades de mineração, além dos prejuízos ao meio ambiente, também pode chegar à saúde. O estudo Soberania, segurança alimentar e ecotoxicidade de alimentos e plantas medicinais consumidos por comunidades locais em áreas de mineração foi orientado pela professora Natalia Hanazaki, com co-orientação da professora Mari Lucia Campos.

Pelo menos 65% dos habitantes da região mapeada pela pesquisa relataram coletar plantas para uso medicinal e alimentar diretamente de áreas contaminadas pela atividade mineradora. “As pessoas que vivem nas proximidades de áreas contaminadas pela mineração usam e consomem plantas destes ambientes e as pessoas sabem pouco sobre o potencial perigo dessa contaminação em seus alimentos e o risco desses contaminantes para sua saúde”, assinala, no estudo.

Graziela se interessou pelo assunto quando foi visitar a região de Criciúma, Lauro Muller e Siderópolis em busca de dados para uma pesquisa sobre plantas medicinais. No entanto, ao chegar ao local, percebeu um mosaico de áreas impactadas pela atividade mineradora e mudou o objeto de investigação. “A gente vê, por exemplo, moradias na cidade de Criciúma muito próximas à área de mineração abandonada, sem avisos ou preocupação. É uma situação extremamente grave”, analisa.

Ela fez 195 entrevistas com moradores de 14 áreas próximas a minas abandonadas nos principais municípios da região carbonífera catarinense. “Perguntamos a cada entrevistado sobre o tempo que morava na região, sua percepção da qualidade do ambiente, quais espécies de plantas eram utilizadas e com que finalidade”, conta. Carqueja, goiabeira e erva-doce foram algumas das espécies citadas.

Nas entrevistas, ela também identificou que todos os homens e nenhuma das mulheres trabalhavam ou já haviam trabalhado em mineradoras. Em Santa Catarina, existe um plano de recuperação para essas áreas em razão de uma ação do Ministério Público Federal, que exigiu que as empresas e a União recuperassem as áreas degradadas pela mineração, áreas com depósitos de rejeitos e minas abandonadas. Os recursos hídricos das bacias dos rios Araranguá, Urussanga e Tubarão também foram indicados como foco da ação.
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Pós em Jornalismo e em Sociologia Política promovem debate sobre Habermas

31/08/2023 07:29

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor) e Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP) promovem, na próxima quarta-feira, 6 de setembro, o debate Esfera pública e a perspectiva contemporânea em Habermas. O evento ocorre às 14h, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Os professores João Pissarra Esteves, da Universidade Nova de Lisboa, Denilson Werle, da UFSC, e Emil Sobottka, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, são os debatedores.

A atividade marca o lançamento em português do mais novo livro de Jürgen Habermas, Uma nova mudança estrutural da esfera pública, publicado pela Editora da Unesp em tradução de Denílson Werle. Lançado exatos 60 anos após a publicação do primeiro livro de Habermas, o já clássico Mudança estrutural da esfera pública, o novo ensaio oferece uma atualização de seus temas diante da emergência das mídias sociais, do capitalismo de plataformas e suas consequências políticas.

Tags: esfera públicaHabermasPrograma de Pós-Graduação em JornalismoPrograma de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política

UFSC assina acordo de cooperação com universidade do Paquistão

29/08/2023 17:47

Acordo entre a UFSC e a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, prevê possibilidade de mobilidade acadêmica (Foto: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, firmaram um acordo de cooperação para expandir suas relações acadêmicas e estimular a troca de conhecimentos.

Estão no escopo do acordo a possibilidade de mobilidade acadêmica de estudantes de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e pessoal técnico-administrativo; a realização de projetos e atividades de pesquisa, ensino, extensão e gestão universitária; colaboração e participação em seminários, palestras, simpósios e encontros acadêmicos. Também estão previstos programas acadêmicos especiais de curta duração, programas de ensino de graduação e pós-graduação, incluindo doutoramento, dupla diplomação e cotutela.

Na UFSC, o acordo será coordenado pela professora Maria de Lourdes de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN). Na KMU, a coordenadora será Sabiha Khanum, do Institute of Nursing Sciences.

Os entendimentos que levaram à assinatura do acordo foram facilitados pelo conhecimento pessoal da professora Maria de Lourdes e Sabiha Khanum. Em 2012, a paquistanesa veio ao Brasil para cursar doutorado na UFSC, com bolsa do CNPq, e foi orientada por Maria de Lourdes.

Outros dois pesquisadores do país asiático vieram estudar na UFSC. Najma Naz fez doutorado no PEN, com bolsa da Capes, e teve como orientadora a professora Grace Dal Sasso e Maria de Lourdes como coorientadora. O engenheiro Ali Sayyed fez doutorado em Engenharia de Automação e Sistemas, orientado pelo professor Leandro Buss Becker, também com bolsa da Capes.

O relacionamento entre os pesquisadores continuou mesmo após a conclusão dos estudos na UFSC. Maria de Lourdes, Sabiha Khanum, Najma Naz e Ali Sayyed foram parceiros em diversas pesquisas e assinaram publicações conjuntas nas áreas de obstetrícia, saúde materna, redes e tecnologias voltadas à saúde da mulher e cuidados em enfermagem.

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UFSC assina termo de cooperação técnica para promoção da educação empreendedora

29/08/2023 17:23

Superintendente estadual do Sebrae, Carlos Henrique Ramos Fonseca (E); reitor Irineu Manoel de Souza; sócio-administrador da Sapienza, João Geraldo Cardoso Campos; diretora de Inovação da Sinova, Clarissa Stefani Teixeira; diretor administrativo do Sebrae, Anacleto Ortigara e chefe de gabinete da UFSC, Bernardo Meyer (Foto: Luís Carlos Ferrari/Secom)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a empresa Mentor Match Ltda – Sapienza assinaram um acordo de cooperação técnica para a promoção da educação empreendedora na Universidade. A assinatura ocorreu durante o Startup Summit 2023, evento de empreendedorismo e inovação realizado de 23 a 25 de agosto no Centrosul – Centro de Convenções de Florianópolis. Pelos termos do acordo, a UFSC e a Mentor Match deverão conjugar esforços para desenvolver o projeto de extensão intitulado Educação Empreendedora na UFSC.

A coordenação e execução do acordo, na UFSC, ficará sob responsabilidade da técnica-administrativa em Educação Juliana de Souza Corrêa, do Departamento de Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Sinova/Propesq). O acordo tem prazo inicial de 36 meses, podendo ser renovado ao final deste período. Visa executar atividades como mapeamentos, mentorias e metodologias para a educação inovadora e empreendedora, área na qual a Sapienza tem grande experiência.

Entre as metas do compromisso firmado estão a realização de workshops com professores; análise de disciplinas de cursos oferecidos pela UFSC com foco em inovação e empreendedorismo, traçando trilhas de aprendizagem e novas soluções; acompanhar projetos de inovação e empreendedorismo da Sinova; realizar mentorias e formar professores mentores; apoiar a formação de startups e analisar o perfil dos egressos da UFSC.

O reitor Irineu Manoel de Souza disse que o convênio era importante para incluir a temática nos cursos de graduação e pós-graduação da UFSC, “possibilitando a inovação e as boas práticas e aproximando cada vez mais a Universidade do setor produtivo e da sociedade”. Presente ao evento, o superintendente estadual do Sebrae, Carlos Henrique Ramos Fonseca, destacou aspectos positivos da parceria. “A Universidade é o nascedouro do nosso ecossistema de inovação, e iniciativas como essa impulsionam e fortalecem esse ecossistema”, afirmou.
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Mestrado Profissional em Farmacologia recebe inscrições de candidatos

28/08/2023 07:00

O Mestrado Profissional em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MPFMC/UFSC) está com processo seletivo aberto para seleção de candidatos até 24 de novembro. As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line. São disponibilizadas até 13 vagas, com cotas para ações afirmativas. O processo seletivo será realizado em duas etapas: Prova de Conhecimento e Avaliação e arguição do Curriculum vitae e da carta de intenções. O resultado deve ser divulgado a partir de 14 de dezembro e o início das aulas seguirá o calendário acadêmico da UFSC de 2024. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital
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Instituto de Estudos de Gênero promove roda de conversa com pesquisadores premiados

25/08/2023 17:42

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove uma roda de conversa especial com os contemplados com o Prêmio Zahidé Muzart, que reconhece os trabalhos desenvolvidos por estudantes e pesquisadores da UFSC na área de estudos feministas e de gênero. O evento ocorre nesta segunda-feira, 28 de agosto, às 18h, e será transmitido ao vivo no canal do IEG no Youtube. O evento é gratuito e não requer inscrição. Os participantes terão direito a um certificado de participação, com carga horária de duas horas.

O Prêmio Zahidé Muzart foi realizado no primeiro semestre de 2023. Os prêmios são por méritos acadêmicos, e a primeira edição reconheceu os melhores trabalhos de conclusão de curso (TCCs), dissertações e teses defendidas em 2022. Os premiados vão compartilhar suas pesquisas com o público no evento.

Conheça os trabalhos que serão apresentados:

  • Melhor TCC:
    Liza Maria de Oliveira Parente
    A atuação transnacional do movimento social antigênero: um estudo de caso sobre a limitação dos direitos sexuais e reprodutivos em Honduras (trabalho de conclusão do curso de graduação em Relações Internacionais da UFSC, sob orientação da professora Mónica Salomón González).
  • Melhor dissertação:
    Débora Pinheiro da Silva Montibeler
    Fronteiras de Cor: a produção da identidade racial de mulheres negras de pele clara (dissertação submetida ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSC, sob orientação da professora Raquel de Barros Pinto Miguel e coorientação de Mara Coelho de Souza Lago).
  • Melhores teses:
    Paulo José Valente Barata
    Margens que se tocam e sujeitos que viajam: o encontro de raça e gênero em narrativas de Buchi Emecheta, Conceição Evaristo e Zora Neale Hurston (tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC sob orientação da professora Simone Pereira Schmidt)
  • Jaqueline Cardoso Zeferino
    Grupo Afro Ganga Zumba: dança e canto de mulheres quilombolas como educação antirracista na Zona da Mata Mineira (tese submetida ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC sob orientação da professora Joana Célia dos Passos.)

Sobre o Instituto de Estudos de Gênero:
O IEG/UFSC é uma instituição acadêmica dedicada à pesquisa, ao ensino e à difusão de conhecimento sobre estudos de gênero e feminismos. Seu objetivo é promover a discussão e reflexão crítica sobre as questões de gênero na sociedade, contribuindo para um ambiente mais inclusivo e igualitário.

Para mais informações sobre o evento e os premiados, acesse o site do IEG.

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UFSC inaugura primeira usina de hidrogênio verde de SC

25/08/2023 14:41

Cerimônia Foto: Mateus Mendonça/Agecom/UFSC

Projeto de R$ 14 milhões que uniu o Brasil e a Alemanha em um trabalho de cooperação científica e tecnológica, a primeira usina de hidrogênio verde de Santa Catarina, construída e operada pela UFSC, foi inaugurada nesta sexta-feira, 25 de agosto, com a presença de autoridades e convidados. O novo prédio é considerado um modelo e uma vitrine tecnológica e tem como meta impactar a sociedade na produção de energia sustentável e na descarbonização da Amazônia.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, saudou os presentes demonstrando o orgulho da instituição em ser pioneira na produção de hidrogênio verde. Ele destacou o fato de o projeto ser fruto de muitas inteligências combinadas. “É um orgulho merecer a confiança do governo alemão, que nos elegeu como referência. Este é um triunfo da colaboração com a indústria e um importante fruto da cooperação internacional”, disse.

Em seu discurso, o professor Ricardo Rüther, coordenador do projeto, explicou os mecanismos de produção do hidrogênio verde, feito com dois insumos: água e muita energia elétrica. “Esse prédio gera toda a energia necessária e capta toda a água da chuva necessária para a produção.” Ele destacou que o prédio será uma vitrine tecnológica, além de abrigar equipes de pesquisadores que serão incorporados pelo mercado de trabalho com formação de ponta.
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UFSC, MME e Cooperação Brasil-Alemanha inauguram usina de hidrogênio verde em SC

23/08/2023 15:05

Usina fica localizada no Sapiens Parque, em Florianópolis. Foto: divulgação

Já está em operação a primeira usina de Hidrogênio Verde de Santa Catarina, localizada no Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no Sapiens Parque, em Florianópolis. Considerado o combustível do futuro, por conta da forma sustentável como ocorre sua produção, o hidrogênio está sendo produzido no novo bloco do laboratório, que recebeu investimentos de R$14 milhões. O espaço será inaugurado nesta sexta-feira, 25 de agosto, às 10h30, com a participação de representante do Ministério de Minas e Energia (MME), da ministra-conselheira e chefe da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, Petra Schmidt, e representantes da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), empresa alemã que implementa os projetos da Cooperação no Brasil.

Essa cooperação faz parte do Projeto H2Brasil, que integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável e é implementado pela GIZ em parceria com o MME. O objetivo do projeto é apoiar a expansão do mercado de hidrogênio verde (H2V) no país.

“O hidrogênio verde inaugura uma nova agenda de desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil. O Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) é um marco fundamental na estratégia do Brasil para liderar a transição energética no mundo. Além de trazer mais segurança energética, uma produção mais limpa, com baixo teor de carbono associado, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se aos compromissos ambientais internacionais assumidos pelo Brasil”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.
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