UFSC na mídia: professor de Física fala sobre estrela que desapareceu e reapareceu de forma misteriosa

02/04/2024 10:38

Representação artística da estrela VVV-WIT-08. Ilustração: Amanda Smith.

O professor departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Roberto Kalbusch Saito concedeu entrevista às revistas Planeta e Istoé sobre uma pesquisa que participou com um grupo internacional de astrônomos. Os resultados da pesquisa já haviam sido divulgados no site da UFSC em 2021 na reportagem: Professor da UFSC participa da descoberta de estrela gigante que quase desapareceu no centro da galáxia.

Na matéria publicada nessa segunda-feira, 1º de abril, na revista Planeta, Saito relembra o período de observação da estrela: “Olhávamos as imagens tiradas pelo telescópio e a estrela estava lá. Menos de um ano depois, não estava mais. Olhamos novamente: está lá de novo. É algo que realmente não era esperado”. Saito é um dos pesquisadores brasileiros do projeto Vista Variáveis na Via Láctea (VVV) que utilizou o telescópio VISTA, localizado no Chile, para analisar mais de um bilhão de estrelas da nossa galáxia.

“A gente não conhece nenhum processo químico ou físico no interior de uma estrela que fizesse ela ‘desligar e ligar’ dessa forma. Portanto, nossa primeira hipótese foi que essa estrela está sendo ocultada por um outro corpo”, explica o professor na reportagem. Segundo ele, a pergunta que persistia era: que tipo de objeto seria grande o suficiente para ocultar 97% do brilho de uma estrela bem maior do que o Sol?

A suposição é de que o objeto gigantesco misterioso está bem próximo, ou até mesmo na órbita da estrela, mas os cientistas ainda não confirmaram a hipótese, já que o “desligamento” da WIT-08 nunca mais aconteceu desde 2012. A lentidão do evento é um dos grandes empecilhos para a resolução do mistério. Os últimos dados foram observados no início de 2023 e nada parecido foi detectado.

Confira a reportagem na íntegra no site da revista Planeta e da revista Istoé.

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Grupo da UFSC pesquisa o cicloturismo e busca desenvolver a modalidade no Brasil

28/03/2024 14:00

 

Ciclistas na Praia da Pinheira, percorrendo a Rota da Baleia Franca. Foto: Divulgação.

O Grupo de Pesquisa BikeTour Cicloturismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o emergente tema de pesquisa e contribuir para o desenvolvimento da ciclomobilidade no Brasil, especialmente em Santa Catarina. Criado em 2022, é o único grupo de pesquisa focado no cicloturismo (urbano, rural e em unidades de conservação) e o primeiro na região sul do país.

De acordo com o professor Marcos Bosquetti, do Departamento de Ciências da Administração (CAD/CSE/UFSC) e líder do grupo, “o cicloturismo é um indutor do desenvolvimento territorial sustentável e uma alternativa ao modelo dominante de turismo de massa com seus impactos negativos no meio ambiente e na sociedade. Trata-se de um segmento do turismo sustentável. Isto, por si só, já justifica desenvolver pesquisa sobre cicloturismo. Além do mais, o Brasil,  apesar do  seu  considerável  potencial  para  o  cicloturismo,  ainda  carece  de estudos  e propostas para alavancar este segmento bastante promissor para o país.” 
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Pesquisa da UFSC mostra esforço de comunidades na conservação de áreas ameaçadas

22/03/2024 07:35

Xingu é uma das regiões considerada um ponto de esperança na pesquisa. Foto: Thiago Gomes/Agência Pará/Agência Brasil

Uma virada de chave no olhar para as políticas de conservação da natureza fez um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mapear, no Brasil, cinco exemplos de florestas protegidas por conta de um valoroso trabalho dos povos originários e comunidades locais. O estudo, liderado por Carolina Levis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, foi publicado na terça-feira, 19 de março, na Nature Ecology & Evolution, do grupo Nature, e tem a co-autoria de lideranças indígenas do Território Indígena do Alto-Xingu, além de colaboradores de outras regiões do país e de universidades norte-americanas.

O que o estudo chama de hope spots, ou pontos de esperança, em tradução, seriam os locais onde comunidades locais e cientistas agem de forma colaborativa, garantindo o sucesso na conservação, tanto na biodiversidade, quanto na cultura. A definição é sintetizada por Carolina, que também faz um paralelo deste termo com o conhecido hotspots, os pontos de atenção que vivem ameaças em diferentes níveis. “Ao invés de focar nos hotsposts, apostamos nos hope spots, são os pontos de esperança com resultados positivos. Eles têm se espalhado e há uma tendência de ampliação”, resume.

A pesquisadora traz como referência o conceito de pedagogia da esperança, cunhado por Paulo Freire, e lembra que embora os estudos científicos estejam muito focados na destruição, tendo em vista os resultados de devastação e prejuízos à biodiversidade e à cultura, é necessário olhar para os casos onde há sucesso. “Existem lugares onde o engajamento da comunidade leva à mais qualidade de vida, saúde dos ecossistemas e conservação das espécies”, pondera.
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IBGE promove diálogos externos com a sociedade nesta quarta-feira na UFSC, em Florianópolis

20/03/2024 12:05

Uma comitiva nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liderada pelo presidente do órgão, Marcio Pochmann, e composta também por diretores de pesquisa, de geociências, de tecnologia da informação e da superintendência em Santa Catarina realizam, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nesta quarta-feira, 20 de março, o segundo encontro Diálogos Externos IBGE 90 anos.

Os representantes do instituto estarão abertos para ouvir demandas e dúvidas da comunidade acadêmica, do poder público, de entidades profissionais e de representação coletiva, pesquisadores, estudantes, entre outros. O evento será das 19h às 21h, no Auditório da Sala dos Conselhos Prof. Ayrton Roberto de Oliveira, no andar térreo da reitoria, no Campus de Florianópolis.

Com três anos para completar nove décadas de atuação, além de registrar a memória do instituto, o projeto tem o objetivo de pensar diretrizes de um novo IBGE, incluindo uma série de atividades internas e externas. O Diálogos Externos acontecerá nas 27 capitais do país em parceria com o poder público e entidades locais da sociedade.

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Dia Internacional da Mulher: UFSC premia sete pesquisadoras de destaque

08/03/2024 17:58

Premiadas e membros da gestão da UFSC na terceira edição do prêmio Mulheres na Ciência, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFSC. (Foto: Mateus Mendonça/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), promoveu a cerimônia de entrega do 3° Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência 2023 nesta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, reconhecendo sete professoras e pesquisadoras da instituição. Em meio a discursos de gratidão, as pesquisadoras destacaram as dificuldades ao longo de suas trajetórias e salientaram a urgência e necessidade de ações institucionais que valorizem as mulheres na Universidade.

“É o dia internacional de luta das mulheres. Gostaria de dizer a todas as mulheres que continuem defendendo a universidade pública e nos ensinando como resistir”, disse, em seu discurso, o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza. O reitor falou da importância de ações institucionais em prol de uma mudança de cultura. Cumprimentou todas as professoras premiadas e ressaltou suas trajetórias. “A UFSC tem conseguido, apesar das dificuldades orçamentárias, realizar muitas ações importantes, graças ao trabalho coletivo e ao compromisso assumido em um programa constituído com toda a comunidade”, lembrou.

Além do reitor, estiveram no evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Jacques Mick; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Leslie Sedrez Chaves, que representou a vice-reitora, Joana Célia dos Passos; a pró-reitora de Graduação e de Educação Básica, Dilceane Carraro; além de pró-reitores e secretários, diretores de Centros de Ensino, professores, servidores técnico-administrativos em Educação da UFSC e estudantes. Familiares das premiadas também participaram da cerimônia.
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De reator para o lixo a aplicativo contra a dengue: UFSC tem 791 pedidos de registro de invenções

08/03/2024 17:43

Imagem ilustrativa de Karuvadgraphy por Pixabay

Quando decidiu relacionar seu interesse pela área espacial ao desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria, a professora Marcia Barbosa Henrique Mantelli, do Departamento de Engenharia Mecânica, passou a ser uma assídua registradora de patentes – inovações conduzidas por equipes de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que permitem o seu direito ao invento e à propriedade. No ano passado, com a parceria de um egresso e agora professor no Chile, viu um reator de tratamento de lixo chegar longe, literalmente, mais especificamente na região do Atacama, área desértica do país vizinho.

Essa ideia é uma das que a UFSC tem, hoje, entre os 791 ativos depositados como parte da sua gestão de propriedade intelectual – nome técnico que abriga os pedidos de patente e de outros tipos de registros, como desenhos e softwares. Destes, a instituição é titular em mais de 60% e co-titular em outros 40%, com parcerias com empresas nacionais, multinacionais, além de outras instituições. Há, nessa relação, patentes de invenção, programas de computador, desenhos industriais, modelos de utilidade,  cultivares e um certificado de adição, o que protege aperfeiçoamento ou desenvolvimento no objeto da invenção.

Reator de pirólise para tratamento por lote de resíduos urbanos é o nome técnico do ativo depositado junto à Departamento de Inovação (Sinova) da UFSC, em parceria com a Universidade de Tarapacá e com o professor da instituição que se doutorou pela UFSC em 2019, Luis Cisterna.

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UFSC na mídia: professora do CCA integra equipe do podcast ‘Mulheres no Aqua’

08/03/2024 12:57

A professora e pesquisadora Katt Regina Lapa, do Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é uma das integrantes do podcast Mulheres no Aqua, produzido pela revista Aquaculture Brasil. Ao lado de Juliana Antunes Galvão e Fernanda Queiróz e Silva, a docente da UFSC participa da produção que aborda temas como o protagonismo feminino, a igualdade de gênero e a atuação profissional no contexto da aquicultura e em outras ciências.

“No segundo semestre de 2023, quando Fernanda me convidou para colaborar neste projeto ao lado de Juliana, reconhecemos a importância de cada uma trazer suas experiências e trajetórias únicas para as entrevistas. Essa diversidade enriquece nosso acolhimento às entrevistadas, sendo nosso objetivo primordial proporcionar um ambiente de amor e cuidado. Buscamos entrevistar líderes no campo da aquicultura, abordando com sensibilidade e empatia as questões que tangenciam as mulheres, sob uma perspectiva genuinamente feminina”, conta Katt Regina Lapa, que coordena o Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas de Recirculação Aquícola e Saneamento Aquícola do Laboratório de Sanidade de Organismos Aquáticos (Laboratório Aquos) da UFSC. 
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Pesquisa da UFSC busca eficiência energética no setor cerâmico com redução do consumo de gás

06/03/2024 16:23

Um projeto desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) busca a eficiência energética no setor cerâmico com o aperfeiçoamento no desempenho de equipamentos e a redução do consumo de gás neste segmento. O trabalho denominado Melhoria de eficiência energética em fornos a rolo de processo cerâmico por meio de ajustes da relação ar/combustível na zona de queima já foi tema de duas apresentações em eventos relevantes do setor em menos de um ano. Coordenado pelo professor Agenor de Noni Junior, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da UFSC, e financiado pela SCGás, a Companhia de Gás de Santa Catarina, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

Iniciado em maio de 2021, o estudo buscou oferecer aprimoramento no processo de combustão de gás natural em fornos cerâmicos através de diagnósticos de eficiência energética e de ajustes na proporção ar/combustível nos queimadores. “Trata-se de um projeto de extensão cuja finalidade foi atuar no aumento da eficiência energética em fornos industriais de fábricas de revestimentos cerâmicos. Ou seja, por meio de transferência de conhecimentos técnicos e científicos, a proposta é melhorar a performance dos equipamentos para um uso mais eficiente dos recursos energéticos”, detalha o professor. “O principal benefício para sociedade de modo geral está justamente em reduzir os impactos ambientais das atividades industriais em termos de consumo energético e emissão de CO2 de fontes não-renováveis”, acrescenta.

Fruto de uma parceria com a SCGás, o trabalho foi realizado diretamente junto a clientes que compram gás da empresa. “Em um dos fornos de uma das empresas participantes houve redução de aproximadamente 13% no consumo de gás. Em outro caso, o projeto propôs melhorias no equipamento e nos procedimentos de controle que o tornaram mais estável e simples de operar”, destaca De Noni. O projeto contou com a participação de cinco alunos de graduação e pós-graduação do curso de Engenharia Química da UFSC, além do coordenador. Na SCGás, o projeto foi acompanhado por uma equipe de três pessoas.
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UFSC participa de artigo da Nature que relaciona produção de enzima e estresse

06/03/2024 09:13

Um artigo publicado em fevereiro na Revista Nature relaciona a produção excessiva de uma enzima derivada de células do sistema imunológico a efeitos prejudiciais do estresse no cérebro. A publicação tem a professora Manuella Kaster, do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) como coautora.

O artigo identifica interações entre o sistema imunológico e o cérebro em situação de estresse e na depressão. “O estresse tem efeitos profundos no corpo, incluindo no sistema imunológico e no cérebro. Embora um grande número de estudos associe alterações no sistema imunológico a distúrbios relacionados ao estresse, como a depressão, os mecanismos envolvidos ainda não eram bem compreendidos”, salienta a professora e pesquisadora. A equipe da pesquisa foi liderada por Scott Russo do Hospital Mount Sinai, em Nova York. Manuella atuou na instituição como pesquisadora visitante, com apoio da UFSC, CNPq e Fulbright, entre os anos de 2019 e 2023.

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Pesquisadores da UFSC estudam novas espécies de canela-de-velho na Amazônia

05/03/2024 15:41

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Nacional da Mata Atlântica vêm estudando duas espécies de plantas da mesma família e gênero da famosa canela-de-velho (Miconia albicans), muito utilizada no tratamento das dores decorrentes de artroses e artrites, devido às suas propriedades anti-inflamatória e analgésica. As plantas foram encontradas nos últimos anos na floresta Amazônica e descritas em dois artigos publicados na revista científica Phytotaxa: “Miconia macuxi (Miconieae, Melastomataceae): a new species from the Amazonian white sand vegetation” foi publicado em 2015, e “Miconia waimiri-atroari (Miconieae, Melastomataceae): a new species from the Brazilian Amazon Forest“, em 2021.
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UFSC estuda substâncias da cannabis para tratamento de Parkinson e Alzheimer

05/03/2024 15:00

Pacientes com Parkinson são avaliados em Florianópolis e Rio do Sul. Foto: divulgação

Cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) conduzem os maiores ensaios clínicos do mundo para avaliar como o uso de substâncias extraídas da Cannabis sativa, a planta da maconha, podem colaborar para o tratamento das doenças de Parkinson e Alzheimer. No total, 140 pacientes participarão dos dois estudos – 70 com cada doença. Os testes devem durar cerca de três anos e envolvem pesquisadores de três instituições e avaliações em Florianópolis (SC), Rio do Sul (SC) e Foz do Iguaçu (PR).

O pioneirismo dos estudos está justamente no prazo de duração e no número de participantes. “Normalmente os estudos clínicos são feitos com um número pequeno de pacientes. Os realizados até agora com canabinoides e Parkinson e Alzheimer estão na faixa de 15 a 20 pacientes”, comenta o professor Rui Prediger, coordenador do estudo no âmbito da UFSC.

“A outra grande novidade do nosso desenho é essa avaliação de longo prazo. Por várias dificuldades, tanto de recursos, como de manter os pacientes aderindo a um estudo de longo prazo, a grande maioria dos ensaios é avaliado por no máximo seis meses. Um período curto. O nosso trabalho vai avaliar esses efeitos dos canabinoides por três anos. Então esse também é um diferencial, porque sabemos que às vezes um tratamento pode ser eficaz no início, mas o benefício não se manter a longo prazo. De fato, a gente não tem um estudo ainda avaliando isso, se a longo prazo esses canabinoides são eficazes para o Parkinson e o Alzheimer”, complementa o pesquisador.
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Parceria entre UFSC e USP busca aperfeiçoar diagnóstico da hiperidrose, distúrbio que afeta sobretudo jovens

05/03/2024 14:41

Uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP) está buscando um aperfeiçoamento no diagnóstico de pacientes com hiperidrose primária, ou seja, com excesso de suor. O projeto é financiado pela empresa A.G. dos Santos Silveira Clínica Médica, de Biguaçu (SC), e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

“A parceria com a Fapeu e a UFSC foi fundamental para aquisição do biossensor MP36R da empresa Biopac Systems Inc., importado dos Estados Unidos”, observa o professor Alexandre Sherlley Casimiro Onofre, coordenador do trabalho e docente do Departamento de Análises Clínicas da UFSC.
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Cerimônia homenageia vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência

04/03/2024 13:15

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza a cerimônia de entrega do Prêmio Mulheres na Ciência nesta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O evento ocorre às 10h no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Bloco B, no Campus de Florianópolis.

O Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência foi criado com o propósito de estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, divulgando-as de forma ampla. O prêmio é outorgado a pesquisadoras pertencentes ao quadro permanente da UFSC e dividido em três áreas do conhecimento e em categorias de premiação, de acordo com o tempo de carreira acadêmica de cada pesquisadora.
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Espécies invasoras causam prejuízo bilionário, aponta estudo com participação da UFSC

01/03/2024 15:14

Imagens que ilustram o sumário baseado no estudo completo. Foto: reprodução/BPBES

O que espécies tão distintas como tilápia, javali, mexilhão dourado, sagui, pínus, tucunaré, coral-sol, búfalo, mamona e amendoeira-da-praia têm em comum? Todas são espécies exóticas invasoras (EEI) presentes no Brasil. EEI é o termo usado para designar plantas, animais e microrganismos que são introduzidos por ação humana, de forma intencional ou acidental, em locais fora de seu habitat natural. Esses intrusos se reproduzem, proliferam e se dispersam para novas áreas, onde na maioria das vezes ameaçam as espécies nativas e afetam o equilíbrio dos ecossistemas. Um estudo inédito lançado neste sexta-feira, 1º de março, pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), com a participação de uma pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresenta uma síntese do conhecimento científico disponível sobre espécies exóticas invasoras no país.

O Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos conceitua o problema, lista as espécies, suas principais formas de introdução e os ambientes que ocupam e aponta os impactos provocados e as medidas de gestão recomendadas para o Brasil enfrentar essa ameaça em curto, médio e longo prazos. O texto foi produzido por 73 autores líderes, 12 colaboradores e 15 revisores de instituições de pesquisa e de órgãos públicos, representantes do terceiro setor e profissionais autônomos de todas as regiões do país, em um esforço que buscou conciliar gênero, raça e expertise.
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UFSC Curitibanos prepara catálogo com milhares de amostras de solo catarinense

29/02/2024 15:21

Caracterização vai impactar em benefícios ao agricultor, como a correta adubação da terra que será cultivada. Foto: divulgação

Tem biblioteca, videoteca, discoteca, brinquedoteca e até cinemateca – embora, convenhamos, algumas em desuso. Em breve também vai ter, pelo menos em Santa Catarina, a soloteca. Oriundo do grego Theke, teca significa um lugar de guardar, um depósito, receptáculo. Biblioteca é para livros; videoteca, vídeos; discoteca, discos; brinquedoteca, brinquedos; e soloteca, claro, solos.

Cofinanciado pela Bayer e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão de recursos, o projeto de pesquisa Aplicação de modelos de aprendizagem via máquina de dados de sensoriamento proximal do solo, desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está identificando e catalogando 6 mil amostras de solo catarinense originalmente coletadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) no programa Microbacias 2.

O projeto é apoiado pela Bayer por meio do programa Grants4Ag, uma iniciativa anual da empresa alemã que oferece financiamento e experiência a pesquisadores que desenvolvem novas soluções para a agricultura. A proposta inclui a redução de carbono na agricultura ao incentivar o aumento dos teores de matéria orgânica nos solos agrícolas.
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Pesquisadores da UFSC apuram capacidade hídrica do subterrâneo brasileiro

27/02/2024 14:25

Afluentes mineiros do Alto Paranaíba (Divulgação)

Uma equipe formada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que mapeia a capacidade hídrica do subsolo de diferentes pontos do Brasil chegou a valores de disponibilidade hídrica subterrânea da ordem de 0,903 km3 e 1,075 km3 (milhões de metros cúbicos) anuais em regiões das bacias do Rio São Francisco e Rio Paranaíba, Noroeste de Minas Gerais. Em 2021, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) suspendeu temporariamente a emissão de novas autorizações de perfuração e exploração de água subterrânea na área.

O projeto de extensão buscou atender uma demanda sobre a disponibilidade hídrica subterrânea na área da Chapada do Batalha, localizada nos municípios de Guarda-Mor, Paracatu e Vazante, na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco; e Coromandel, no Alto Paranaíba, na Bacia do Rio Paranaíba. “O objetivo é que a cada ano uma área de estudo seja selecionada para aplicar os conhecimentos de geologia e hidrogeologia; e gerar produtos que possam ser utilizados para auxiliar a tomada de decisão relacionada com o uso e ocupação do solo, outorga de recursos hídricos e implantação de atividades potencialmente poluidoras”, ressalta o professor Rodrigo Heringer, coordenador do projeto e docente do curso de Geologia da UFSC

O trabalho no território mineiro começou em dezembro de 2022 e terminou em abril de 2023. Realizado em conjunto com Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi financiado com recursos da empresa de soluções ambientais Fernando Costa Faria e Cia Ltda, com gereciamento de recursos financeiros realizado pela Fapeu. Em 2023, a bacia do Rio Cubatão, na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina passou ao foco dos estudos.

A portaria do Igam, em 2021, foi a primeira de restrição e controle para avaliação publicada pelo governo mineiro. Na época, o documento considerava crítica a escassez hídrica superficial em trecho a montante do Rio Escuro, o principal da região. A situação crítica foi definida a partir de monitoramento do rio, que integra a Bacia do Rio São Francisco. “O objetivo foi realizar o balanço hídrico de duas bacias hidrográficas da região e assim determinar os componentes como precipitação, escoamento superficial, infiltração, recarga dos aquíferos e fluxo de base. De posse do balanço hídrico é possível estabelecer a disponibilidade hídrica subterrânea e nortear a tomada de decisão por parte do órgão ambiental”, observa o professor.

O trabalho envolveu, além do coordenador, também um professor da UFU e quatro acadêmicos da UFSC e da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Com este estudo é possível determinar o valor de cada parcela do balanço hídrico e assim estimar o montante de água subterrânea que pode ser explorada de forma sustentável”, explica Rodrigo Heringer. “Saliente-se que a explotação da água subterrânea deve ser acompanhada do monitoramento da variação do lençol freático e da vazão nas estações fluviométricas”, acrescenta.

O estudo de bacias hidrográficas é realizado na disciplina de Geologia Ambiental, que inclui a seleção de uma área para mapear questões de cunho ambiental e realizar o balanço hídrico. Durante a disciplina são elaborados mapas de restrições ambientais, vulnerabilidade hídrica subterrânea e susceptibilidade à erosão, dentre outros itens. A disciplina está aberta à sugestão de áreas para estudo que podem ser indicadas pelos municípios, população ou pesquisadores. “A cada ano uma área será escolhida e estudada”, diz o professor.

*Conteúdo editado com base em reportagem da edição 14 da Revista da Fapeu. 

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LabTrans/UFSC participa de programa de educação para trânsito promovido pelo DNIT

22/02/2024 12:51

Labtrans/UFSC participa das atividades de capacitação dos professores da rede de ensino de Alagoas. Crédito: Divulgação

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou parceria com o Detran de Alagoas para o desenvolvimento do Detran na Escola, um programa de promoção da Educação para o Trânsito de forma transversal na grade curricular para estudantes dos ensinos Médio e Fundamental de escolas públicas e particulares do estado. A iniciativa utiliza os conteúdos da plataforma do programa Conexão DNIT, desenvolvido pelo órgão federal em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação para o Trânsito (Nepet) do Laboratório de Transporte (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que participa diretamente também das atividades de capacitação dos professores da rede de ensino de Alagoas.

O estado conta com cerca de 3 mil escolas espalhadas por 102 municípios, contabilizando um total de 664 mil estudantes. A parceria com o DNIT disponibilizará aos professores e às equipes pedagógicas uma formação contínua de conhecimentos e conteúdos para a inserção da temática na sala de aula. “Por meio do Conexão DNIT, almejamos alcançar a mudança de comportamento dos jovens e suas comunidades ao levar a problemática do trânsito para a sala de aula de forma transversal”, afirma Paula Carnaúba, da Superintendência Regional do DNIT.

Primeiras atividades de capacitação ocorreram neste mês nos municípios de Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema. Crédito: Divulgação

“O Conexão DNIT vem para somar o trabalho que o Detran já realiza no dia a dia”, destacou Sonály Bastos, superintendente de Educação para o Trânsito e Formação de Condutores do Detran. Segundo ela, o objetivo do Detran na Escola é que todos as professoras e professores tenham uma formação continuada e adquiram conhecimentos e conteúdos necessários para a inserção do tema de trânsito em sala de aula. Para isso, a ideia é capacitar representantes de todas as regiões de Alagoas, de forma dinâmica, usando a plataforma on-line e “investindo na multidisciplinaridade para ampliar e multiplicar a educação para o trânsito”.

As primeiras atividades de capacitação continuada ocorreram nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, nos municípios alagoanos de Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema, respectivamente. Participaram dos encontros representantes de Superintendências Municipais de Trânsito (SMTTs), Secretarias Municipais de Educação e Gerências Regionais de Ensino. As capacitações contaram com a participação de Jorge Luiz Hermenegildo e Leia Mayer, integrantes do Nepet LabTrans/UFSC.

Para conhecer as atividades do programa, acesse o portal servicos.dnit.gov.br/conexao.

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Revista Katálysis, do curso de Serviço Social da UFSC, publica nova edição

21/02/2024 14:34

A Revista Katálysis, editada pelo curso de graduação e pelo programa de pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), divulga a sua primeira publicação de 2024, o Volume 27 nº 1 (2024). A revista, que passou a adotar o modelo de publicação em fluxo contínuo em 2024, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo. Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista.
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Departamento de Inovação da UFSC lança editais para o ‘Programa Doutor/Mestre Profissional Inovador’

21/02/2024 14:15

O Departamento de Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sinova/Propesq/UFSC), em conjunto com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), lança dois editais para o “Programa Doutor/Mestre Profissional Inovador”, iniciativa do Programa de Inovação e Empreendedorismo “INOVA UFSC”. Acesse os editais aqui e aqui.

O objetivo do Programa é fomentar o desenvolvimento de conhecimentos e competências para inovar, empreender e intraempreender, além da possibilidade de transformação dos conhecimentos originários de dissertações e teses de mestrado e doutorado profissional, em soluções aplicáveis ao mercado e a sociedade, por meio da inovação e possíveis negócios.
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Estudante do curso de Farmácia da UFSC é selecionado pela Academia Brasileira de Ciências em programa de estágio e pesquisa

19/02/2024 08:40

O estudante do curso de graduação em Farmácia da UFSC, Roberto Bayestorff Heberle, foi selecionado para participar do Programa Aristides Pacheco Leão de Estímulo a Vocações Científicas (PAPL-ECV), iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) que escolhe propostas de estudantes de graduação para estágios em instituições de pesquisa paulistas.

O objetivo do programa é permitir que estudantes de graduação estagiem em instituição de pesquisa, recebidos por pesquisadores membros titulares da ABC. Os estudantes devem ter contato com projetos científicos em andamento e deverão ajudar em sua execução. Roberto atualmente faz estágio nos Laboratórios de Cromatografia e Espectroscopia de Massas Aplicadas às Clínicas Médico-Cirúrgicas da Escola Paulista de Medicina (EPM) e Hospital São Paulo (HSP) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O estágio tem duração entre 29 de janeiro a 4 de março. Segundo o estudante, “participar do PAPL – ECV está sendo muito bom para mim porque tem me proporcionado a  interação com os pesquisadores e profissionais altamente qualificados, o que me inspira e desafia a buscar a excelência em minhas atividades acadêmicas e profissionais. Temos aplicado técnicas e práticas laboratoriais avançadas, que tem ampliado meu conhecimento teórico e prático. Certamente o que estou aprendendo aqui será valioso em minha carreira futura como farmacêutico. Além disso, a imersão nesse ambiente científico de excelência me permitiu participar ativamente de projetos de pesquisa inovadores, contribuindo para avanços significativos no campo da ciência aplicada à medicina. Sou grato à Fapesp e à ABC e àqueles que têm colaborado em minha formação”.

O estudo é coordenado por Mario Augusto Izidoro, com orientação do professor Luiz Juliano Neto, que é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).  O estudante atua como aluno de Iniciação Científica no Laboratório Neuroscience Coworking Lab (Psicowlab) do Departamento de Ciências Fisiológicas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), da UFSC, sob orientação do professor Eduardo Luiz Gasnhar Moreira.

Mais informações no site do programa.

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UFSC desenvolve trabalho pioneiro com carne cultivada

19/02/2024 08:18

A Universidade Federal de Santa Catarina deu início a um trabalho pioneiro na pesquisa de carne cultivada, em parceria com a Embrapa. O estudo Pesquisa e desenvolvimento de carne cultivada estruturada com scaffolds de origem vegetal, coordenado pela professora do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos Silvani Verruck, vai trabalhar para resolver um desafio da área: como transformar as células animais cultivadas em ambientes controlados em um alimento estruturado, como seria um bife, por exemplo.

O projeto vai envolver pesquisadores de diversas áreas do conhecimento e tem financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública de fomento à inovação. São R$ 2,4 milhões para contribuir com um campo de pesquisa recente, mas também urgente: segundo Silvani, o aumento populacional no mundo traz o desafio de testar novas formas de produção e distribuição de alimentos seguros e de qualidade.

“Já temos pesquisas com biomateriais e caracterização de produtos cárneos desde que o departamento existe, mas com a aplicação específica em carne cultivada é nosso primeiro projeto e começamos no final do ano passado”, contextualiza. “As aplicações médicas da área de engenharia de tecidos está bem avançada, porém o escalonamento para cultivo celular para consumo humano, como alimento, é uma área emergente de pesquisa e desenvolvimento”, comenta.

A pesquisadora cita a engenharia de tecidos porque essa seria a base para a produção de carne cultivada. A carne cultivada pode ser produzida, conforme o projeto, aplicando-se as práticas de cultura de células e métodos de biofabricação para gerar tecidos ou proteínas de alto valor nutricional para consumo humano.

O cultivo pode acontecer com uma célula muscular, por exemplo, ou ainda com células tronco, que podem se diferenciar em qualquer outra. O desafio do projeto da UFSC seria estudar as estruturas que dão suporte para as células e como fazer para que essa estrutura se assemelhe ao máximo a alimentos já consumidos e tradicionais na dieta alimentar. “Nós vamos estudar que materiais utilizar para fazer essa estruturação acontecer”, afirma.

A forma estruturada vem acompanhada de uma outra ferramenta das pesquisas que envolvem a replicação celular – scaffold é o termo utilizado para falar dos materiais que dão suporte, que estruturam os tecidos. “Para se produzir cortes de carne, como é o caso da picanha bovina, por exemplo, é preciso mimetizar os processos biológicos que ocorrem naturalmente, sendo, portanto, necessário a formatação através de processos da engenharia de tecidos usando scaffolds”, argumenta a pesquisadora, no texto do projeto aprovado pela Finep.

Bife, não hambúrguer

Imagem de tookapic por Pixabay

Segundo Silvani, a ciência e a tecnologia avançaram no cultivo celular, mas ainda são desafiadas em como produzir um pedaço de carne. Um hambúrguer ou um kibe, por exemplo, já são tecnicamente possíveis, assim como também é a transformação de proteína vegetal nesses alimentos.

“Essa é a nossa ideia agora: estudar essas estruturas chamadas de scaffolds para fazer esse tipo de alimento. Ele precisa ser de grau alimentício e precisa estar disponível em grande escala”, salienta. De acordo com a professora, a partir do que já existe de pesquisa na área médica, a opção será estudar produtos de origem vegetal para fazerem esse papel de estruturação do alimento. “A ideia é tentar diminuir o máximo possível ingredientes de origem animal da cadeia de produção”.

A bioimpressão 3D será uma das técnicas utilizadas, já que por meio dela é possível criar estruturas para a adesão das células musculares. A bioimpressora de alta resolução será adquirida com parte do montante captado. “O principal desafio dessa etapa do projeto é transformar o laboratório em um lugar de estudo da carne cultivada, pois há todo um processo de adaptação para esta nova área de pesquisa”, comenta.

Isso porque, o Laboratório de Carnes e Derivados, localizado no Centro de Ciências Agrárias, vai ultrapassar uma fronteira da área e adentrar num novo campo científico. “É uma tecnologia disruptiva, e como tal, traz um certo desconforto ao público leigo. Por isso, o investimento em pesquisa e desenvolvimento poderá esclarecer as dúvidas relacionadas a este novo tipo de alimento. Já se produzem muitos ingredientes alimentares por meio da biotecnologia, como por exemplo enzimas usadas no processo de produção de queijos, algumas vitaminas, bebidas fermentadas, e a carne cultivada irá configurar mais uma opção”, compara.

Para Silvani, o pioneirismo da UFSC também terá implicações relevantes na área. “Entendo que, agora, parte do nosso papel como universidade é passar o conhecimento sobre o assunto adiante, que ele chegue em todos com informações baseadas em ciência. É uma área bem complexa, muita pesquisa precisa ser realizada para tornar o processo escalável”. O projeto já está em andamento e já tem, inclusive, pesquisadores bolsistas contratados em diversos níveis de ensino. A duração é de 36 meses.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Laboratório da UFSC produzirá revisão e atualização de plano de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal

16/02/2024 12:16

Projeto de revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal será entregue em 16 meses. (Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília/GovernoDF)

O Laboratório de Transportes e Logística da UFSC (LabTrans/UFSC) será responsável pelo trabalho de revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal (PDTU). Realizado em parceria com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) do Distrito Federal, o trabalho terá duração de 16 meses e levará em conta o crescimento acelerado da cidade e as necessárias adaptações para melhorar o deslocamento da população.

A equipe do LabTrans/UFSC busca, com o projeto, entregar um plano que atenda às demandas atuais e futuras de mobilidade, considerando uma população estimada em 3,1 milhões de habitantes e até mesmo a dinâmica dos 13 municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF).

“Todo o nosso time está feliz e comprometido com esse projeto, que é um desafio pela importância do PDTU para a mobilidade e o meio ambiente das cidades”, avaliou o coordenador-geral do LabTrans/UFSC, Wellington Repette. “É um trabalho de extrema relevância e muita responsabilidade, mas nossa equipe técnica está preparada para entregar um bom plano”, disse.

A atualização do PDTU é considerada um marco para o DF, com a perspectiva de transformar a mobilidade urbana em uma experiência mais fluida, sustentável e inclusiva. “O PDTU é o documento mais importante para o planejamento do transporte público coletivo do DF, e com esse planejamento nós vamos fazer gestão de fato”, afirmou Flávio Murilo Prates, secretário de Transporte e Mobilidade do DF. “Vamos atender melhor o usuário com custo menor para o sistema”, concluiu.

com informações da Agência Brasília

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Pesquisa da UFSC Araranguá potencializa o desenvolvimento de espécies de plantas

15/02/2024 11:40

Produção em ambiente controlado acelerou a floração das orquídeas. Foto: divulgação

Um projeto desenvolvido a partir do Campus de Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promete revolucionar o cultivo de plantas ao potencializar, em ambientes controlados, o desenvolvimento de espécies. Realizado em parceria com uma equipe do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus de Santa Rosa do Sul, o projeto conta com financiamento da Usina Hidrelétrica Foz de Chapecó Energia, dentro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão administrativa e financeira.

Bananeiras e orquídeas

Intitulado Desenvolvimento de estufas (casas) inteligentes e eficientes energeticamente para cultivo de plantas de alto valor agregado aplicadas a comunidades lindeiras ou assentadas de usinas hidrelétricas, o projeto começou em outubro de 2021 e é executado no campus do IFC de Santa Rosa do Sul, no Sul catarinense, e na biofábrica da cidade de Alpestre, no Rio Grande do Sul, onde estão localizadas as estufas inteligentes. Testados inicialmente em mudas de bananeiras e orquídeas, os primeiros resultados são promissores. “O projeto ainda não está concluído, entretanto um lote de produção de mudas de bananeiras foi finalizado, e outro está em produção. Este primeiro lote trouxe resultados interessantes”, informou o professor Marcelino.
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Estudo da UFSC na Nature traz de forma inédita os limites para se evitar colapso na Amazônia

14/02/2024 20:49

Vista de drone do Rio Amônia e floresta amazônica, no Peru (Foto: Andre Dib)

Uma abordagem inédita e holística sobre a resiliência da Floresta Amazônica desenvolvida por uma equipe de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras instituições é destaque na revista Nature, um dos periódicos científicos mais relevantes do mundo. A pesquisa faz uma revisão de dados completa e traça cenários a partir do mapeamento de cinco elementos de stress que afetam a região: o aquecimento global, a chuva anual, a intensidade da sazonalidade das chuvas, a duração da estação seca e o desmatamento acumulado. Além disso, aponta caminhos possíveis para uma mudança de cenário que possa evitar o colapso. A estimativa é de que, nos próximos 25 anos, de 10% a 47% da Amazônia possam chegar a um ponto de não retorno, com transições inesperadas na paisagem.

A pesquisa é liderada pelo cientista Bernardo Monteiro Flores, que faz pós-doutorado em Ecologia na UFSC, com supervisão da professora Marina Hirota, co-autora do estudo. Além deles, Catarina Jakovac, do Departamento de Fitotecnia, e Carolina Levis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, também assinam o artigo, que conta com a autoria de cientistas renomados, incluindo um dos especialistas brasileiro em climatologia mais citados no mundo, Carlos Nobre.
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UFSC Curitibanos: pesquisadores investigam danos ecológicos em áreas atingidas por contaminações

09/02/2024 12:22

Pesquisadores Julia Niemeyer e Alexandre (Foto: Divulgação/Revista da Fapeu)

Uma dupla de professores do Campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando riscos ecológicos de áreas contaminadas de Norte a Sul do país a pedido de empresas de consultoria, do ramo de exploração de óleo e gás e de mineração. Os professores e pesquisadores Júlia Carina Niemeyer e Alexandre Siminski avaliam dados, elaboram relatórios técnicos, preparam e treinam profissionais com o objetivo de evitar ou mitigar prejuízos ambientais e sociais.

“Buscamos auxiliar as empresas na tomada de decisão sobre áreas contaminadas de forma objetiva e eficiente, cumprindo a legislação vigente e seguindo os procedimentos normatizados”, explica a professora Júlia Carina Niemeyer, coordenadora do projeto, docente do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas do Centro de Ciências Rurais, do Campus de Curitibanos. O projeto tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão dos recursos. “Ao realizar trabalhos em parceria com a UFSC e a Fapeu, as empresas contam com o trabalho de professores com expertise no tema e com compromisso com a sociedade e com a questão ambiental”, destaca a professora.

Júlia Niemeyer tem mestrado em Ecologia e Biomonitoramento pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutorado em Biologia/Ecologia pela Universidade de Coimbra, Portugal. Atua no Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN) do campus de Curitibanos da UFSC, onde lidera o grupo de pesquisa Ecologia de Ecossistemas e também integra o grupo Agricultura Conservacionista.
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