Ferramenta gratuita desenvolvida na UFSC facilita avaliação de pacientes com dor no quadril

01/10/2025 14:00

Plataforma foi desenvolvida para auxiliar profissionais da saúde a monitorarem a qualidade do movimento dos pacientes. Foto: divulgação

Durante seu mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fisioterapeuta e pesquisador Diogo Almeida Gomes desenvolveu uma ferramenta on-line gratuita que permite avaliar, de forma simples, rápida e acessível, a qualidade do movimento de pessoas com dor no quadril. Elaborada em colaboração com fisioterapeutas, a Simpli-Fai, ou Escala de Desempenho do Agachamento Unilateral para Indivíduos com Síndrome do Impacto Femoroacetabular, foi construída com a proposta de ajudar profissionais da saúde a monitorar pacientes e direcionar sua reabilitação. 

Diogo realizou o trabalho no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, sob orientação da professora Heiliane de Brito Fontana e coorientação de Marcelo Peduzzi de Castro. O trabalho foi desenvolvido junto ao Grupo Pesquisa em Biomecânica Musculoesquelética (BSiM/UFSC), a partir de uma ideia que surgiu durante o projeto de extensão Biomecânica e controle motor do tronco e dos membros inferiores: ciência aplicada à prática – uma colaboração entre a UFSC, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a clínica de fisioterapia em que Diogo trabalhava.

Segundo o pesquisador, a ideia veio de sua própria experiência trabalhando em uma clínica de fisioterapia. As metodologias disponíveis para a avaliação até então eram caras e difíceis de aplicar, demandavam muito tempo dos profissionais – tanto para a avaliação do paciente quanto para a análise de dados.

“Com esses métodos mais tradicionais, de avaliação biomecânica, de avaliação quantitativa, tu precisas de todo um aparato, precisa posicionar marcadores no paciente, conectar com um software, precisa ter todo um ajuste de posição também de quem está avaliando, de quem está sendo avaliado, de testes. Então, uma avaliação dessas, quando bem feita, pode levar de duas a três horas, enquanto o procedimento da nossa avaliação, utilizando a escala, pode durar de um minuto a um minuto e meio”, explica Diogo.
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Estudantes da Educação Básica vivem dia de cientistas na UFSC

01/10/2025 09:21

Foi a primeira vez que os estudantes do 6º ano da E.E.B.M. Abel Capella visitaram a UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Caras de espanto, olhares curiosos, risadas e exclamações  marcaram a visita dos alunos do 6º ano da Escola de Educação Básica Municipal Abel Capella, de Governador Celso Ramos (SC), na Grande Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os estudantes participaram do projeto Pequenos Grandes Cientistas, passando por laboratórios e salas do Centro de Ciências Biológicas (CCB). 

“Vocês sabem o que vão fazer hoje?”, perguntou a professora Regina de Sordi, coordenadora do projeto, à turma durante a introdução da visita no auditório. “Experimentos?” foi a resposta tímida de um dos alunos, que logo começaram a se soltar e colaborar com dúvidas e palpites. 

Em quatro anos de Pequenos Grandes Cientistas, foi a primeira vez que uma escola de fora de Florianópolis participou. Regina também explica que foi a turma mais velha que já recebeu, o que representou um desafio para adaptação do material didático e das atividades. Os cadernos ficam disponíveis no repositório da UFSC e contam com dezenas de experimentos que podem ser feitos em casa. 

A iniciativa busca conectar o público infantil com a ciência. Menos de um terço das escolas públicas em Santa Catarina possuíam Laboratórios de Ciências nos anos finais — 6º ao 9º ano — da Educação Básica em 2024. Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica 2024, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
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UFSC aprova título de Doutor Honoris Causa ao padre Vilson Groh

30/09/2025 15:46

Padre Vilson Groh. Foto: IVG

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou na tarde desta terça-feira, 30 de setembro, sessão especial dedicada à apreciação da concessão do título de Doutor Honoris Causa ao padre Vilson Groh. O nome do homenageado foi escolhido pela ampla maioria dos conselheiros pela extensa trajetória de Groh como educador popular e líder comunitário, marcada pela luta pela justiça social e pela atuação junto a comunidades vulneráveis de Florianópolis.

A indicação do título acadêmico partiu da Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e recebeu aprovação unânime em instâncias internas da Universidade, incluindo o Departamento de Estudos Especializados em Educação e o Conselho de Unidade do Centro de Ciências da Educação (CED).

No parecer conclusivo, o conselheiro-relator Sérgio Romanelli manifesta-se integralmente favorável à concessão do título, ressaltando o padre como referência de compromisso com a dignidade humana e a pluralidade cultural brasileira, incluindo o respeito e a valorização das religiões afro-brasileiras. O texto enfatiza ainda a criação e a atuação do Instituto Padre Vilson Groh (IVG), que, por meio de programas de educação, inclusão financeira e mobilização social, beneficia milhares de crianças, jovens e famílias na capital catarinense.

O título de Doutor Honoris Causa é concedido pela UFSC “a pessoas eminentes, que não necessariamente sejam portadoras de um diploma universitário mas que se tenham destacado em determinada área (artes, ciências, filosofia, letras, promoção da paz, de causas humanitárias etc), por sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições”.
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Egressa da UFSC é premiada por estudo sobre redução de consumo de combustível

29/09/2025 10:41

Egressa estudou como gastar menos combustível com o auxílio da I.A

A engenheira Laura Lozada dos Santos Araújo, recém egressa do curso de Engenharia Mecatrônica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o Prêmio Novos Engenheiros da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Considerada um destaque pelo resultado da sua pesquisa de conclusão de curso, ela foi a única mulher dentre as pessoas premiadas e estudou como a inteligência artificial pode contribuir para reduzir o consumo de combustível de veículos.

O prêmio busca estimular os alunos dos cursos de engenharia mecânica na carreira automotiva e para isso identifica e reconhece aqueles que tenham se destacado em seu desempenho acadêmico e produzido trabalho final bem avaliado ligado à técnica automotiva. A engenheira é formada pela UFSC Joinville e também recebeu, na instituição, o prêmio de mérito acadêmico.

Sob orientação do professor Ricardo José Pfitscher, Laura desenvolveu o TCC Implementação de modelo de aprendizado por reforço em dispositivo móvel para economia de combustível em veículos a combustão. O trabalho propôs um sistema avançado de assistência ao condutor (ADAS) baseado em inteligência artificial, capaz de recomendar, em tempo real, ações de aceleração ou frenagem para reduzir o consumo de combustível.

Ela utilizou como ponto de partida o trabalho de um colega também orientado pelo professor Ricardo, desenvolvido pelo egresso Paulo Henrique Kubiack Gorla. A proposta foi entender como a Inteligência Artificial poderia ser aplicada em um ambiente real: no caso, um veículo consumindo combustível em um percurso real.

Laura treinou a I.A a partir de um trajeto que ela fazia corriqueiramente com o próprio carro. “Eu peguei um trajeto que eu já fazia com o meu carro, coletei todos os dados necessários para o treinamento da IA e com isso eu treinei o mesmo modelo que havia sido desenvolvido nesse outro TCC”, conta.

Depois, Laura embarcou o modelo em um aplicativo de celular. “Fiz todo esse treinamento e desenvolvi um aplicativo que pudesse mostrar em tempo real para o motorista o que ele tinha que fazer para reduzir cada vez mais o gasto de combustível”, explica. As ações de aceleração e desaceleração do motorista em tempo real, por exemplo, aumentam a eficiência energética. O sistema desenvolvido sugere ao motorista qual ação tomar por trecho, baseado no modelo treinado.

“A ideia inicial é a aplicabilidade em frotas que fazem sempre o mesmo percurso, porque ele é especializado e treinado para um percurso específico”, comenta Laura sobre uma das potencialidades do projeto. “A ideia pode ser expandida para carro elétrico também”, complementa.

Laura foi a única mulher premiada pela AEA neste ano

Nos testes realizados, a solução apresentou economia entre 7% e 14% no consumo de combustível, mesmo em veículos mais antigos. Além disso, o projeto resultou no desenvolvimento de um aplicativo móvel com código aberto, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes contextos, como rotas logísticas e transporte coletivo. “Os testes foram mais de prova de conceito, não foi um teste estatístico. Foi um teste de aplicabilidade da solução”.

O Prêmio AEA Destaque Novos Engenheiros é entregue anualmente durante o Seminário de Manufatura Automotiva e reúne instituições de ensino de referência em Engenharia de todo o país. Laura comentou a simbologia de, em um prêmio de reconhecimento no qual quatro alunos foram premiados, ter sido a única mulher a ganhar. “Eu era a única mulher no palco”, disse. A egressa destacou que esse fato é particularmente significativo porque seu trabalho está inserido não apenas na engenharia, mas especificamente no setor automotivo, um campo onde, segundo ela, ainda há menos mulheres.

Atualização: este texto informou que a egressa conquistou o primeiro lugar no prêmio, mas não há ordem de premiação entre os destaques. A informação foi corrigida.

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Pesquisa da UFSC ajuda a identificar riscos desconhecidos do vapor do “vape”

26/09/2025 09:45

A pesquisa de Bruna Espíndola vai ajudar a descobrir o que exatamente se esconde no vapor dos cigarros eletrônicos (Fotos: Gustavo Diehl)

Uma preocupação cada vez maior pelos efeitos na saúde humana, o cigarro eletrônico vem sendo estudado com abordagens inovadoras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Uma pesquisa em andamento no Laboratório de Pesquisas Toxicológicas, sob coordenação da professora Camila Marchioni, vai desvendar uma das lacunas científicas sobre a composição do vapor, que é justamente o que tem contato direto com usuários pelas vias respiratórias.

A pesquisa de mestrado de Bruna Espíndola da Silva desenvolveu um método para capturar o vapor do cigarro, que em contato com a fibra de coco retém as substâncias de interesse. Com auxílio de solvente, as moléculas são retiradas da fibra de coco e levadas ao equipamento de cromatografia, que separa e identifica os componentes. Essa análise pode determinar o quanto separados e combinados estes compostos podem prejudicar a saúde humana. O estudo é realizado no  Programa de Pós-graduação em Farmacologia .

Hoje, as análises feitas pelo grupo tomam como base o que está presente no líquido que compõe o cigarro, que pode ser uma mistura de vários compostos, necessitando de ingredientes que possibilitem a vaporização. A nicotina e a cannabis são, também, comumente associadas a substâncias aromatizantes. O estudo pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas para alertar sobre os riscos dos dispositivos à saúde.

A professora explica que a base do líquido é uma mistura de propilenoglicol e glicerina. É a partir desta mistura que os compostos são combinados, podendo resultar em uma ampla gama de produtos. De acordo com Camila, há uma complexidade química significativa nestes dispositivos, e mais de 2.000 substâncias já foram identificadas.

“O cigarro eletrônico não é permitido no Brasil, ele é um dispositivo proibido, que não pode ser comercializado, não pode ter propaganda. Então, quem está vendendo, está vendendo um produto ilícito, sem controle de qualidade e que pode ter qualquer substância ali dentro”, comenta.

Recentemente, os estudos realizados no laboratório em parceria com a Polícia Científica de Santa Catarina identificaram até mesmo anfetamina nos cigarros eletrônicos, em pelo menos dez amostras diferentes analisadas.

Consumo entre os jovens preocupa

Professora também trabalha com palestras de conscientização dos jovens

O olhar do grupo para o problema surgiu a partir de um projeto de extensão em que a equipe realiza palestras educativas em escolas públicas de Florianópolis. Os estudantes começaram a manifestar interesse no assunto.

A partir da resposta de 400 jovens do sexto até o terceiro ano do Ensino Médio, chegou-se a um número alarmante: pelo menos 30% já haviam experimentado ou eram usuários do cigarro. “Isso começou a nos preocupar. Porque os adolescentes estão usando muito. E a gente ia falar nas escolas e precisava falar com respaldo científico”, comenta.

Para levar dados precisos aos jovens, a equipe elaborou uma revisão de escopo nos principais periódicos disponíveis para descobrir o impacto dos cigarros eletrônicos na saúde de adolescentes entre 12 e 19 anos e identificou 58 relatos no mundo, a maior parte nos Estados Unidos, onde a Evali – Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarros Eletrônicos ou Vaporização- começou a se intensificar a partir de 2019.

Os achados clínicos demonstram um envolvimento respiratório significativo, muitas vezes precedido por sintomas gastrointestinais. Febre, falta de ar e tosse são os sintomas que mais apareceram entre os quadros estudados cientificamente no mundo todo. Náuseas, vômitos e oxigenação prejudicada também registram predominância. A professora considera preocupante o fato de esses danos englobarem sujeitos que consumiram os cigarros em média por um ano e sete meses.

“Em linhas gerais, o uso do cigarro eletrônico por jovens mostra um dano precocemente. Se a gente for comparar com cigarro convencional, se demora mais para a pessoa ter o pulmão comprometido”, explica. O comprometimento difuso do pulmão foi observado, nestes casos estudados na revisão, em mais de 65% dos exames de imagem.

Nos casos em que houve biópsia do pulmão, os médicos observaram um tipo de lesão chamado bronquiolite proliferativa com pneumonia em organização. Além da inflamação, foram notados sinais de endurecimento e cicatrização, além de um remodelamento estrutural do tecido pulmonar, o que pode indicar que o dano estava se tornando permanente.

Associação com cannabis

Laboratório tem parceria com análises da polícia científica

No artigo liderado pela professora, os casos estudados destacam o papel significativo da cannabis (THC) associada ao uso de cigarros eletrônicos, especialmente nos casos de lesão pulmonar grave. Em quase 70% dos casos, os jovens relatam uso concomitante.

Além disso, em 22 publicações que detalhavam a composição dos “vapes” consumidos, o óleo de THC foi a substância que mais apareceu – estava em mais de 80% dos dispositivos.

Puro, o óleo de cannabis não forma o aerossol necessário à vaporização, mas misturado com substâncias oleosas, como a vitamina E, ele adquire essa propriedade, analisada como um fator de risco. As hipóteses seriam de que essa mistura oleosa provocaria mais reações no pulmão.

A equipe liderada por Camila também realiza trabalhos em parceria com a Polícia Científica, em uma cooperação propiciada pela Rede Catarinense de Pesquisa em Ciências Forenses para aplicar as pesquisas toxicológicas da universidade na análise de materiais apreendidos, especialmente os cigarros eletrônicos. O foco central da colaboração é na análise dos dispositivos apreendidos pela polícia, com ênfase no que é inalado pelo usuário.

Amanda Miranda | amanda.souza.miranda@ufsc.br
Jornalista da Agecom | UFSC

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Aplicativo para combate ao assédio no trabalho é desenvolvido com participação da UFSC

25/09/2025 17:43

Depois de muito tempo desempregada, Ana iniciava em um novo emprego como vendedora em uma loja de calçados. Era um primeiro passo para sua independência financeira, já que, até então, contava com a ajuda dos pais e do marido para se sustentar. Porém, o comércio não ia bem. “Podia ser o ponto da loja ou a falta de promoções, não sei dizer. Mesmo me dedicando muito para vender, os calçados não saíam”, conta Ana.

“Incompetente” e “preguiçosa” foram algumas das acusações do chefe, Jorge, que falava cada vez mais alto com a vendedora. Até mesmo tentou coagi-la a assinar sua própria demissão, e a situação de estresse gerava cada vez mais ansiedade a Ana.

Essa é uma das 11 histórias inspiradas em situações reais presentes no aplicativo SOS Dignidade – Trabalho sem assédio!, desenvolvido em parceria pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pela Universidade de Campinas (Unicamp), pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) e pelo Ministério Público do Trabalho do Estado de São Paulo (MPT/SP), com chancela da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ao fim da história, o usuário do aplicativo  pode sugerir ações à personagem, como a denúncia no Ministério Público do Trabalho ou a busca por apoio social e psicológico.

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Levantamento mostra que UFSC ajudou a criar mais de 107 mil empresas em todo Brasil

23/09/2025 14:04

Painel traz informações por atividade, além do crescimento anual no número de empresas, entre outras. Foto: Reprodução/Sinova/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou o mais completo levantamento de empresas-filhas já realizado por uma universidade brasileira, consolidando sua posição como um polo de inovação e empreendedorismo. O painel Empresas DNA UFSC revela que mais de 66 mil membros da comunidade universitária – entre egressos, alunos, professores e técnicos-administrativos – ajudaram a criar 107 mil empresas em todo País entre 1966 e janeiro de 2024.

Clarissa Stefani Teixeira,  diretora do Departamento de Inovação (Sinova) da UFSC,  destaca o papel fundamental da Universidade no fomento ao empreendedorismo. Esse suporte se dá por meio de políticas de incentivo à inovação, programas de pré-incubação e incubação, apoio em propriedade intelectual, laboratórios e habitats de inovação.

Em alguns casos, como no cultivo de ostras, a UFSC vai além do estímulo e torna-se um dos principais agentes da atividade produtiva. “Esse movimento reforça a capacidade da Universidade de gerar impacto social e econômico, posicionando-se como catalisadora de desenvolvimento sustentável e de novas oportunidades”, diz Clarissa.

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Fórum das Licenciaturas UFSC reúne ampla participação para debates sobre formação docente

22/09/2025 18:52

Fórum das Licenciaturas reúne mais de 200 pessoas no Auditório do EFI da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Mais de duzentas pessoas lotaram o Auditório do Espaço Físico Integrado (EFI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), marcando a maior plenária já promovida pelo Fórum das Licenciaturas. A abertura deste relevante espaço de diálogo e proposição de políticas para a formação docente ocorreu na tarde desta segunda-feira, 22 de setembro, com o evento se estendendo até terça-feira (23). A programação inclui conferências, mesas-redondas e uma audiência pública. O tema central, “Os sentidos da prática na formação de professoras/es: entre a práxis e o pragmatismo”, norteia os debates com o objetivo de fortalecer e reconfigurar as políticas educacionais, ao mesmo tempo que explora os desafios e as possibilidades da prática docente em diferentes cenários.

A mesa de abertura foi conduzida pela coordenadora do Comitê Gestor do Fórum das Licenciaturas da UFSC, Carolina Cherfem. Entre os participantes, estavam o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Graduação e Educação Básica (Prograd), Dilceanne Carraro; o coordenador de Educação Básica, George Luiz França; a professora emérita e secretária-geral da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope/SC), Leda Scheibe; e o diretor do Centro de Ciências da Educação (CED), Hamilton de Godoy Wielewicki.
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Pesquisadores da UFSC fazem descoberta que pode contribuir com tratamento de infertilidade em homens

22/09/2025 08:30

Estudo da UFSC avança na compreensão de células importantes para a fertilidade (Imagem de Daniel Reche por Pixabay)

Ao estudar a eletricidade das células de Sertoli, que dão suporte e nutrem os espermatozóides, uma equipe liderada pelo Instituto de Bioeletricidade Celular (Ibiocel) da Universidade Federal de Santa Catarina conseguiu entender com mais assertividade o que pode caracterizar a infertilidade masculina e como é possível enfrentar o problema com tratamentos em mecanismos que se relacionam a ela. A Organização Mundial da Saúde divulgou, em 2023, que uma em cada seis pessoas é afetada pela infertilidade em todo o mundo.

“Nós estudamos esse problema olhando diretamente para o pilar da alteração: as células envolvidas na produção de espermatozoides. Para isso, usamos a eletrofisiologia, uma técnica que mede com precisão como as ‘portas’ da célula — chamadas de canais iônicos, localizados na membrana celular — funcionam”, explica a professora Fátima Regina Mena Barreto Silva. O estudo Clinical Electrophysiology and Mathematical Modeling for Precision Diagnosis of Infertility foi publicado na revista suíça Biomedicines.

Combinando técnicas de modelagem matemática a este olhar detalhado para o comportamento da eletricidade na célula, cientistas conseguem entender de forma profunda o que pode atrapalhar a fertilidade. Isso pode “abrir caminho para novas soluções”, como informa a professora.

Dentre as principais descobertas da equipe está a confirmação de que algumas proteínas da membrana das células de Sertoli funcionam como espécies de interruptores. “Quando recebem estímulos de hormônios ou de agentes externos, elas disparam uma resposta imediata que muda o comportamento da célula em questão de milissegundos. Essa descoberta foi uma das maiores surpresas da pesquisa”, explica a professora.

O estudo buscou entender o comportamento dos hormônios Folículo-Estimulante (FSH),  da tireóide, da testosterona, além da Vitamina A, e da 1,25-(OH)2 vitamina D3. No caso da D3, a pesquisa demonstrou uma ação rápida da sua forma ativa nas células de Sertoli. Na prática, ela promove mudanças elétricas para a secreção de substâncias e, consequentemente, para a fertilidade masculina

“Nosso trabalho mostra alvos bem específicos na superfície e dentro da célula que podem ser explorados tanto para diagnóstico quanto para criar medicamentos mais eficazes. Isso levanta a possibilidade de tratamentos personalizados para homens com infertilidade”, explica a professora.

Estas células, que ficam localizadas nos testículos, têm, conforme a pesquisa, um controle elétrico preciso, ajustando-se ao ambiente hormonal e nutricional para garantir um desenvolvimento saudável aos espermatozóides. É justamente a compreensão desses fenômenos que abre portas para diagnosticar e tratar a infertilidade masculina.

Imagem de Karin Henseler por Pixabay

Tratamentos

A equipe da UFSC combina a modelagem matemática para garantir mais assertividade a potenciais tratamentos. “A eletrofisiologia mostra como a célula reage na prática, enquanto a modelagem matemática ajuda a prever e confirmar esses resultados”, diz Fátima. Enquanto a eletrofisiologia permite observar em tempo real como a célula reage a diferentes estímulos, como hormônios e nutrientes, com os dados coletados por meio desta técnica os pesquisadores criam modelos complexos em computadores, funcionando como um “simulador virtual”.

Conforme a pesquisadora, os experimentos servem para validar as simulações matemáticas. “Uma simulação validada permite testar mais de mil cenários em um mês, algo que exigiria um número enorme de horas de bancada e alto custo. Hoje, o padrão da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico é combinar experimentos de laboratório com simulações em computador. Isso acelera e reduz custos na busca por novos medicamentos”, afirma.

De forma geral, a modelagem também permite a identificação de alvos moleculares específicos que podem estar alterados em doenças, com alta precisão. No caso do modelos desenvolvido com base no hormônio FSH, por exemplo, previu-se as mudanças elétricas causadas por ele com um erro máximo de cerca de 3% em comparação com os experimentos reais, demonstrando a acurácia da simulação.

Um exemplo já em uso apontado pela professora é o desenvolvimento de tecnologias nacionais para eletroquimioterapia, que combina campos elétricos com medicamentos no tratamento de alguns tipos de câncer. Além de poderem tornar o diagnóstico de infertilidade mais exato, as descobertas abrem caminhos para tratamentos personalizados baseados em necessidades específicas a partir dos “interruptores” elétricos identificados. “

No caso da reprodução, ainda não existem terapias baseadas nesses mecanismos iônicos — e justamente por isso nosso estudo é inovador: ele abre essa nova frente para melhorar a fertilidade masculina”, finaliza. O estudo contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina, a Fapesc, por meio do edital para laboratórios multiusuários.

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Crianças brasileiras atingem puberdade e crescem mais cedo que americanas e europeias, indica estudo da UFSC

18/09/2025 11:21

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apontou que as crianças brasileiras tendem a entrar mais cedo na puberdade e experimentar de forma mais precoce os picos de crescimento pubertário em comparação a crianças do hemisfério Norte do globo.

O artigo, publicado em agosto no American Journal of Human Biology, sugere que as descobertas podem contribuir significativamente no acompanhamento do desenvolvimento infantil em áreas como o esporte, a educação e a pediatria.

A pesquisa analisou dados longitudinais de estatura de 398 crianças — 197 meninas e 201 meninos — com idades entre 6 e 19 anos do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC, em Florianópolis, ao longo de 13 anos, entre 1997 e 2010, a fim de descrever as curvas de velocidade de crescimento durante a puberdade em jovens do Brasil.

Os dados foram recuperados por iniciativa de professores do Centro de Desportos (CDS) da UFSC, em colaboração com professores de Educação Física do CA, e já haviam sido utilizados para análises parciais, que resultaram em pelo menos uma dissertação de mestrado. Até o momento, contudo, um estudo mais aprofundado, considerando todos os dados disponíveis, não havia sido realizado.

A análise das informações recuperadas faz parte do doutorado em Educação Física de Luciano Galvão, que, sob orientação do professor Humberto Carvalho, buscou organizar dados longitudinais de crescimento infantil específicos do Brasil para compreender e interpretar seus impactos na formação física de atletas juvenis no país. A pesquisa também contou com a participação de Fábio Karasiak, Victor Conceição e Diego Augusto Santos Silva.

Conforme o estudo, a idade média para o início da puberdade (pubertal takeoff) em meninas foi de 8,41 anos e em meninos, 11,19 anos. Já a idade média em que as crianças atingiram o pico da velocidade de crescimento (APHV, Age at Peak Height Velocity), o popular “estirão”, foi aos 11,30 anos para as meninas e aos 13,55 anos para os meninos.

Os números indicam que a faixa etária em que as crianças brasileiras atingiram a APHV foi ligeiramente mais precoce do que as relatadas em estudos longitudinais clássicos do século XX, como nos estudos de Fels (Estados Unidos), Harpenden (Inglaterra) e Leuven (Bélgica), que tipicamente situavam a idade de pico entre 11,4 e 12,2 anos em meninas e entre 13,4 e 14,4 anos em meninos.

“Não existem dados e estudos longitudinais tão específicos e completos no Brasil. Sempre chamou a atenção essa ideia de conseguir conflitar os valores que encontramos com os valores que são bastante difundidos e trabalhados no hemisfério Norte, no caso, na Europa e na América do Norte. Nesse sentido, estamos fazendo esse trabalho, visando comparar e trazer dados brasileiros”, explica Luciano.

As descobertas da UFSC também se alinharam com o estudo de larga escala Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), iniciado nos anos 1990, na Universidade de Bristol, na Inglaterra. Contemporâneo aos dados brasileiros, o ALSPAC estimou a idade de pico de crescimento em 11,7 anos para meninas e 13,5 anos para meninos.

De forma semelhante, os valores estimados de velocidade média durante o pico de crescimento (PHV) foram modestamente menores do que os de estudos históricos e do ALSPAC. De acordo com os pesquisadores, isso reforça a ideia da tendência secular do crescimento mais precoce durante a puberdade em crianças de todo o mundo, provavelmente influenciada por melhorias na nutrição, saúde e condições de vida.

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UFSC Joinville sedia etapa regional da maior competição de programação do Brasil e se destaca entre os melhores

16/09/2025 10:13

Foto: reprodução/UFSC Joinville

O campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi um das sedes, no sábado, 13 de setembro, da primeira fase da Maratona SBC de Programação, a maior competição de programação do Brasil e uma das mais relevantes da América Latina. O evento é composto por várias competições locais, e a universidade se destacou pelo seu desempenho. A sede da UFSC Joinville foi a segunda maior do Brasil.

Estudantes de diferentes instituições de Santa Catarina, Paraná e de outros polos da região Sul participaram, compondo 61 times de nove universidades. As equipes catarinenses dominaram a competição, conquistando todas as três primeiras colocações. O pódio foi dividido entre times da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da UFSC Joinville.

No panorama nacional, a sede também se destacou: cinco equipes de Joinville ficaram entre as 50 melhores do Brasil. O grande destaque foi o time é sempre o XOR, do BRUTE Competitive Programming da Udesc/CCT, que, com quase 20 anos de tradição na competição conseguiu resolver 10 problemas e alcançou o quarto lugar nacional.

 O evento foi organizado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC)vinculado ao International Collegiate Programming Contest (ICPC), a maior competição de programação do mundo. Em nível nacional, a maratona envolveu 4.042 competidores, organizados em 1.014 times de 24 estados do Brasil, que tiveram cinco horas para resolver problemas complexos de lógica e algoritmos, exigindo raciocínio rápido, programação eficiente e trabalho em equipe. 

O Instituto Federal Catarinense (IFC) de Blumenau, o Centro de Ciências Tecnológicas da Universidade do Estado de Santa Catarina (CCT/Udesc), o Centro de Educação do Planalto Norte da Udesc (Udesc/Ceplan), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a UFSC de Florianópolis, a UFSC de Joinville, a Univille, a Unicuritiba e a Universidade Técnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Curitiba estiveram presentes no evento.

 

UFSC Joinville se destacou na competição (Fotos: Divulgação)

 

A melhor posição da UFSC foi conquistada pelo time de Joinville CEMCodes: programe enquanto eles dormem. Criada em 2023, a equipe coleciona resultados de destaque. Neste ano, o grupo resolveu sete problemas, alcançando a terceira colocação regional e a 23ª posição no ranking nacional, com chances de classificação para a final brasileira. O time tem como coordenador e técnico o professor Ricardo José Pfitscher, e conta ainda com os professores Benjamin Grando Moreira e Anelize Zomkowski Salvi como técnicos — todos os três docentes do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PPGESE/UFSC Joinville).

Entre os estudantes, Paulo Pimentel Regueira foi um dos destaques da UFSC. Atualmente, ele é o melhor colocado da região no ranking internacional do Codeforces, plataforma de referência mundial em programação competitiva. 

Os representantes da UFSC Joinville

  • CEMCodes: Programe enquanto eles dormem (Paulo Pimentel Regueira – Engenharia Aeroespacial, Eric Yadoya – Engenharia Mecatrônica e Artur Heiber – Engenharia Mecatrônica);
  • CEMCodes: Última Bolacha do Pacote (Abdeel da Cruz – Engenharia Aeroespacial, Guilherme Meneghelli Fossa – Engenharia de Transporte e Logística e Alaun da Rocha – Engenharia Mecatrônica);
  • CEMCodes: Mach Infinity (Gustavo Ferrari – Engenharia Aeroespacial, Reuel Fernandes da Silva – Engenharia Aeroespacial e Thaís Assunção – Engenharia Aeroespacial);
  • CEMCodes: Huevos con Aceite (Gabriel Sbardelini – Engenharia de Transportes e Logística, Michael Zevenbergen – Engenharia de Transportes e Logística e Eduardo Cardoso – Engenharia Naval).

O placar nacional pode ser conferido em Resultado Oficial – Maratona SBC 2025.

 

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Reitoria visita estação da UFSC e conhece avanços na pesquisa em maricultura

12/09/2025 13:11

Visita do reitor Irineu Manoel de Souza à Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), na Barra da Lagoa. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), vinculada ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu na manhã desta quinta-feira, 11 de setembro, a visita do reitor Irineu Manoel de Souza, que esteve acompanhado do assessor do Gabinete, Alexandre Verzani, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Carrieri. O encontro teve como objetivo prestigiar a estrutura de ensino, pesquisa e extensão que completa 40 anos em 2025, localizada na Barra da Lagoa, em Florianópolis (SC), bem como apresentar à Reitoria os projetos desenvolvidos nos laboratórios. Também participaram da visita a diretora do CCA, Marlene Grade, a chefe do Departamento de Aquicultura (AQI), Monica Yumi Tsuzuki, o administrador Carlos Alberto Sapata Carubelli, além de professores, estudantes e técnicos da unidade.

Com uma área construída de 9.800 m², a Estação abriga laboratórios dedicados a pesquisas e projetos relacionados ao cultivo de camarões, peixes marinhos nativos, moluscos e algas marinhas: o de Piscicultura Marinha (LAPMAR), o de Peixes Ornamentais (LAPOM), o de Moluscos Marinhos (LMM), o de Camarões Marinhos (LCM) e o de Cultivo de Algas (LCA).

A programação iniciou com um café da manhã oferecido à Reitoria, preparado com produtos resultantes dos próprios cultivos e pesquisas da Estação, como pão de alga, salicórnia e alecrim-do-mar. Na sequência, os visitantes conheceram o projeto pioneiro de reprodução de ouriço-do-mar em ambiente controlado, desenvolvido em parceria entre o LCM e o LMM. Pela primeira vez no país, a espécie foi produzida em laboratório, trabalho conduzido pelo pesquisador Cássio de Oliveira Ramos, que tem recebido destaque na mídia nacional.
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Espécies invasoras ameaçam redes de polinização vitais para ecossistemas no Sul do Brasil

10/09/2025 11:14

Área das dunas frontais da Lagoa da Conceição onde fica evidente a invasão do chorão-das-praias. Foto: Luiz Felipe Cordeiro Serigheli

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou o impacto de duas espécies invasoras nas redes de interação entre abelhas e plantas em ecossistemas costeiros do sul do Brasil: Carpobrotus acinaciformis (chorão-das-praias) e Apis mellifera (abelha-europeia). Com o título em inglês “Prepare for trouble and make it double: Effects of Carpobrotus acinaciformis and Apis mellifera invasion in floral visitor networks” (em português: “Preparem-se para a encrenca, encrenca em dobro: efeitos da invasão por Carpobrotus acinaciformis e Apis mellifera em redes de visitantes florais”), a pesquisa acaba de ser publicada na revista NeoBiota

Luiz Felipe Cordeiro Serigheli durante coleta de dados da pesquisa. Foto: Divulgação.

O artigo, que é assinado por Luiz Felipe Cordeiro Serigheli, Sofia Gabriele Marafon Bacca, Brisa Marciniak de Souza e Michele de Sá Dechoum, destaca como a interferência dessas espécies altera a estrutura das redes de polinização e, portanto, faz-se urgente controlá-las para restaurar a estabilidade desses sistemas ecológicos. O trabalho destaca que este é um tema relevante e que deve ser olhado com atenção, uma vez que as espécies invasoras, de forma geral, “representam uma das maiores ameaças aos sistemas ecológicos globais, impactando diretamente a biodiversidade e o funcionamento de ecossistemas ao redor do planeta”. 
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UFSC cria produto com óleo de orégano para combater vírus causador de epidemias de diarreia

09/09/2025 12:18

Epidemias já atingiram Florianópolis. Foto: Divulgação/CCB/UFSC

Um produto desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) pode ajudar a combater o cada vez mais popular norovírus, principal causador de surtos de gastroenterite aguda em humanos no mundo. A equipe coordenada pela professora Gislaine Fongaro, do Laboratório de Virologia Aplicada, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), em Florianópolis, comprovou que o uso de óleo essencial de orégano nanoencapsulado é eficaz na inativação do vírus in vitro, que já foi responsável por surtos de diarreia durante a temporada de verão em Florianópolis e que é uma preocupação por sua presença na água e em alimentos.

Os resultados da pesquisa, realizada no mestrado de Beatriz Pereira Savi, foram publicados na Food and Environmental Virology e indicam até 99,72% de taxa de inativação do vírus por parte do óleo de orégano nanoencapsulado. O norovírus é a principal causa de gastroenterite aguda no mundo, responsável por aproximadamente 685 milhões de casos. Há, ainda, entre 136 a 278 mil mortes atribuídas à infecção.

“Os resultados revelam uma alternativa sustentável e eficiente para minimizar riscos relacionados a vírus de importância em saúde pública, fortalecendo a interface entre biotecnologia, segurança alimentar e saúde única”, destacam os autores. A pesquisa também teve colaboração dos pesquisadores Thiago Caon e Débora Fretes Argenta, responsáveis pelo delineamento da formulação, e das doutorandas Catielen Paula Pavi e Bianca da Costa Bernardo Port, que realizaram as experimentações laboratoriais.

Propriedades antimicrobianas

Segundo a professora Gislaine, o óleo essencial de orégano já é amplamente reconhecido por seu espectro de bioatividades. O produto apresenta, por exemplo, propriedades antimicrobianas, o que motivou a equipe a investigar também seu potencial contra patógenos de relevância para a saúde humana. “Nossos estudos demonstraram que, na forma nanoencapsulada, o óleo mantém eficácia mesmo em condições desafiadoras, como ambientes ricos em matéria orgânica, que poderiam reduzir a ação de desinfetantes convencionais”, comenta.

A ciência está atenta às potencialidades dos antimicrobianos naturais dos vegetais como desinfetantes contra patógenos ambientais. O óleo essencial de orégano (OEO) apresenta atividades antimicrobiana, antioxidante, virucida, antiviral e antifúngica, mas também tem características desafiadoras: é sensível a condições ambientais ou de armazenamento e tem baixa solubilidade em água. Ao contrário, o norovírus tem resistência e se espalha com facilidade na água e nos ambientes.
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Robô da UFSC que ‘enxerga’ sob a água é o único sulamericano em competição internacional nos EUA

08/09/2025 11:23

Ivy é um veículo autônomo subaquático criado pela equipe Terra, projeto de extensão da UFSC Joinville. Foto: Divulgação/UFSC Joinville

A equipe Terra, projeto de extensão do Departamento de Engenharias da Mobilidade do Campus de Joinville, representou a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Brasil na RoboSub, competição internacional de robótica realizada em agosto em Irvine, na Califórnia, nos Estados Unidos.

O grupo desenvolveu um AUV (sigla em inglês para veículo autônomo subaquático), apelidado de Ivy, equipado com inteligência artificial para detectar objetos no ambiente aquático. A equipe foi a única da América do Sul a participar da modalidade presencial da competição nos Estados Unidos.

Com capacidade de reconhecimento de imagem e tomada de decisão, a tecnologia também contribui para pesquisas relacionadas à preservação de espécies nos recifes e à conservação ambiental, informou a equipe Terra.

O veículo Ivy tem potencial para atuar em diversas áreas, incluindo inspeção de casco de embarcações em regiões portuárias sem precisar colocar barcos e navios em uma doca seca, coleta de dados e amostras para pesquisa científica acerca do ambiente e suas espécies monitoramento de leitos e animais marinhos, operações em locais de difícil acesso e até mesmo em missões de busca, conforme a equipe Terra.

Além de detectar objetos, Yvy possui sistemas de controle que, em versões futuras, ainda em desenvolvimento, poderão permitir que a máquina interaja fisicamente com o ambiente. Isso pode fazer com que, por exemplo, o Yvy colete itens com uma garra.
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Estudos da UFSC usam a biotecnologia para buscar soluções para o mundo

05/09/2025 11:08

Uma tilápia mais saudável após ser alimentada com uma super ração. Um tecido diferente, mais resistente ao fogo e com propriedades antimicrobianas. Uma fruta pouco conhecida tendo suas características mapeadas e conhecidas para a nutrição e a farmacologia. Energia mais limpa e processos industriais mais sustentáveis. Novas possibilidades para a saúde humana e animal. As aplicações da biotecnologia em pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostram que a busca de soluções para o mundo também está dentro dos laboratórios.

Desde o ano passado, a Rede de Biotecnologia (Rede Biotech) foi formalizada como uma iniciativa transdisciplinar que consolida a UFSC como um polo de excelência em pesquisa biotecnológica no Brasil. Fazem parte do grupo mais de 30 laboratórios e grupos de pesquisa distribuídos pelos campi de Araranguá, Florianópolis, Blumenau e Curitibanos. A professora Débora de Oliveira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (EQA), é a coordenadora do grupo.

“A Rede responde à crescente demanda por inovação, valorização da biodiversidade e aproveitamento estratégico do conhecimento científico local, especialmente no contexto da bioeconomia catarinense e nacional”, explica Débora. Não é à toa que características regionais também são exploradas nos estudos, que muitas vezes são executados a partir de demandas locais e com apoio de instituições da região. “Essas colaborações fortalecem a inovação aberta e potencializam o impacto científico, social e econômico das pesquisas realizadas”, explica.

Frutas da biodiversidade da Mata Atlântica são objeto de soluções biotecnológicas (Foto: Gustavo Diehl/ Agecom)

Para além de um olhar focado na região, os cientistas da UFSC também estão atentos aos problemas do país e do mundo, por isso uma das características da Rede Biotech é o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Células de combustível microbianas, uso de enzimas para degradar poluentes, pesquisas com vírus que podem combater bactérias, o poder da genômica para mapear e conhecer a biodiversidade, novos materiais e alimentos mais saudáveis: a ampla gama de possibilidades da biotecnologia mobiliza a criatividade e inventividade dos pesquisadores da UFSC.

De acordo com a professora, as frentes de pesquisa e inovação da rede respondem a desafios nacionais críticos, como a necessidade de transição para uma matriz energética sustentável, segurança alimentar, controle de doenças e fortalecimento da indústria biotecnológica, além de promoverem a formação de especialistas e a geração de conhecimento estratégico para Santa Catarina e o Brasil avançarem em ciência e inovação.
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Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 recebe pedidos de isenção de taxa até 26 de setembro

04/09/2025 18:33

As inscrições para o Vestibular Unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) estão abertas desde quinta-feira, 4 de setembro, no site oficial: vestibularunificado2026.ufsc.br. Nesse dia, também foi lançado o edital com as regras do concurso.

O prazo de inscrição se encerra em 8 de outubro. As provas serão aplicadas presencialmente em 6 e 7 de dezembro. O valor da taxa é de R$ 192,00. Pedidos de isenção devem ser requeridos até 26 de setembro, conforme regras do edital, que está disponibilizado no site oficial.

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC)  informa que serão ofertadas 6.712 vagas disponíveis em mais de 200 cursos, correspondentes a 70% das vagas dos cursos de Graduação da UFSC e a 50% das vagas do IFSC e do IFC. Ao se inscrever, o candidato deverá optar pela instituição de interesse (UFSC, IFSC ou IFC) e por um dos cursos de Graduação oferecidos. O quadro geral de cursos e vagas, além do conteúdo do programa de disciplinas e maiores detalhes estão disponíveis no site oficial.

A Coperve/UFSC disponibiliza o telefone do plantão (48) 37219951, das 9h às 17h, e o e-mail coperve@coperve.ufsc.br para esclarecer dúvidas dos candidatos.

Novo curso de Graduação da UFSC

Uma das novidades desse vestibular será o lançamento de um novo curso em Ciências de Dados. Serão ofertadas 40 vagas por ano, em período integral, nos turnos vespertino e noturno, em Florianópolis. O curso terá duração de cinco semestres, totalizando 2.100 horas de carga horária. A turma terá início no primeiro semestre de 2026. 
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Evento lança oficialmente o Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026, já com inscrições abertas

04/09/2025 18:31

O lançamento oficial do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 foi promovido em evento no Gabinete da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no início da tarde desta quinta-feira, 4 de setembro, em Florianópolis. Estiveram presentes representantes das três instituições de ensino participantes do concurso. Cerca de uma hora após a cerimônia, às 15h, o edital do vestibular, o link para as inscrições e outras informações foram disponibilizadas no site oficial https://vestibularunificado2026.ufsc.br/ As inscrições estão abertas e seguem até as 23h59 de 8 de outubro. Pedidos de isenção deve ser feitos até 26 de setembro.

Também foram lançados outros dois processos seletivos: Vestibular Letras-Libras UFSC e Pedagogia Bilíngue IFSC 2026Vestibular Educação do Campo UFSC/IFC 2026.

A cerimônia de lançamento do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 começou por volta das 13h30. O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, recepcionou os convidados no gabinete, sala que fica no primeiro andar da Reitoria, no Campus de Florianópolis, no bairro Trindade. “Fica até melhor assim, com bastante gente”, observou em certo momento da cerimônia. Além dos representantes oficiais, estiveram no evento professores e técnicos-administrativos em educação.

Compuseram a mesa para o evento o reitor da UFSC; o presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC), Marcos Baltar; a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro; a chefe de Gabinete do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Mayara Pavesi Cabral e Silva, representando o reitor da instituição, Zízimo Moreira Filho; e o coordenador-geral de Ingresso do Instituto Federal Catarinense (IFC), Leandro Severino Nascimento de Oliveira; representando o reitor Rudinei Kock Exterckoter.
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UFSC lança curso de Ciência de Dados com ênfase em IA e ingresso no próximo vestibular

02/09/2025 17:31

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está lançando o novo curso em Ciência de Dados, com vagas já para o Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026. Serão ofertadas 40 vagas por ano, em período integral, nos turnos vespertino e noturno, em Florianópolis. O curso terá duração de cinco semestres, totalizando 2.100 horas de carga horária. 

A turma terá início no primeiro semestre de 2026. O objetivo é formar profissionais aptos a projetar, desenvolver e implementar soluções baseadas em dados e inteligência artificial em diferentes contextos sociais e produtivos, explica o professor Moisés Lima Dutra, presidente da Comissão de Implementação do Curso de Ciência de Dados na UFSC. Acesse a página do curso aqui.

Competências do currículo

Entre as competências a serem desenvolvidas pelos estudantes, o professor destaca os fundamentos matemáticos, estatísticos e computacionais; a modelagem e mineração de dados; o processamento de linguagem natural; a criação de modelos de aprendizado de máquina e de redes neurais; a gestão de bancos de dados; a visualização e comunicação de resultados de forma clara, e a privacidade e proteção de dados. 
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Quatro trabalhos da UFSC são vencedores do Prêmio Capes de Tese

29/08/2025 11:41

Quatro teses de doutorado defendidas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram vencedoras do Prêmio Capes de Tese – Edição 2025. A UFSC foi uma das universidades com maior número de premiações, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP), com nove trabalhos, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com seis trabalhos. O resultado final foi divulgado nesta sexta-feira, 29 de agosto.

Outras duas teses da UFSC receberam menção honrosa. Os seis trabalhos são dos Programas de Pós-Graduação em Educação Física, Filosofia, Saúde Coletiva, Serviço Social, Engenharia Ambiental e Engenharia Mecânica.

Premiados:

  • Francisco Timbo De Paiva Neto com a tese Implementação das Recomendações para o Desenvolvimento de Práticas Exitosas de Atividade Física a Atenção Primária à Saúde: Resultados da Pesquisa SAFE, na área de avaliação Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, orientado por Cassiano Ricardo Rech e coorientado por Tânia Bertoldo Benedetti
  • Thor Joao De Sousa Veras com a tese A Captura Populista da Liberdade: Crítica Imanente da Regressão Democrática, na área de avaliação Filosofia, orientado por Denilson Luis Werle 
  • Bruna Lima Selau com a tese Lutas e Resistências no Contexto da Covid-19: Contribuições do Associativismo na Garantia de Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas, na área de avaliação de Saúde Coletiva, orientada Douglas Francisco Kovaleski
  • Mirele Hashimoto Siqueira com a tese “Conhece-te a ti Mesmo”: Classes e Grupos Subalternos no Pensamento de Antonio Gramsci, na área de avaliação Serviço Social, orientada por Ivete Simionatto

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Capivara já é quarta espécie com maior risco na aviação brasileira, aponta guia da UFSC

28/08/2025 09:33

Animais são descritos, bem como medida de mitigações e prevenções de acidentes.

Consideradas o maior roedor vivo do mundo animal, as capivaras, cada vez mais populares em áreas urbanas, já são a quarta espécie com maior risco para a aviação brasileira, segundo o Guia de Espécies para Gerenciamento do Risco de Fauna desenvolvido pelo Laboratório de Transportes e Logísticas (LabTrans) da Universidade Federal de santa Catarina (UFSC) com a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC/MPor). O urubu-de-cabeça-preta lidera o ranking de severidade, com mais de 600 ocorrências registradas entre 2011 e 2024 em 120 aeródromos.

O ranking da severidade traz uma relação de 68 espécies e é um instrumento criado por pesquisadores para fornecer avaliação baseada em dados e identificar aquelas que representam maior risco à segurança operacional da aviação brasileira. No cálculo, considera-se o volume de colisões com dano, com dano maior e o efeito que provocam no voo.

O material identifica e categoriza 30 espécies de fauna que representam risco de colisão com aeronaves, também conhecido como birdstrike ou wildlife strike. O guia fornece informações detalhadas sobre cada espécie, incluindo características gerais, hábitos, e medidas de mitigação para reduzir sua presença em áreas aeroportuárias e aumentar a segurança operacional. Vinte delas estão entre as que apresentaram a maior severidade relativa e outras dez foram selecionadas por serem identificadas por meio de análises de DNA realizadas no âmbito do projeto SAC Risco de Fauna.
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UFSC integra Grupo de Trabalho que propõe marco regulatório para pesquisas com cannabis no país

21/08/2025 18:24

Cultivo de cannabis em área externa no Campus da UFSC em Curitibanos. Fotos: Luís Carlos Ferrari/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) integrou o Grupo de Trabalho de Regulamentação Científica da Cannabis, que reuniu especialistas de 31 instituições acadêmicas e de pesquisa do Brasil e elaborou uma Nota Técnica com subsídios e propostas para a criação de um marco regulatório abrangente para as pesquisas relacionadas à cannabis.

Os representantes da UFSC foram o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, professor Jacques Mick, e a diretora do Centro de Ciências Agrárias (CCA), professora Marlene Grade. O resultado do trabalho do GT foi encaminhado ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No documento, os pesquisadores relatam que, a despeito do grande potencial, vários fatores limitam o desenvolvimento das pesquisas com Cannabis sativa L no Brasil. O grupo se dedicou a identificar, mapear e sistematizar esses obstáculos, propondo soluções para os principais gargalos e trazendo subsídios para a elaboração de um marco regulatório.

Consulta a 132 pesquisadores

Para realizar este mapeamento, os integrantes do GT fizeram uma consulta entre as instituições participantes: universidades federais e estaduais, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No total, 132 pesquisadores responderam à consulta, identificando 481 problemas ou entraves para a realização de pesquisa com cannabis. Esses problemas foram analisados, agrupados e categorizados em sete eixos temáticos.
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Estudo internacional com participação da UFSC mostra o impacto das secas em árvores tropicais

21/08/2025 07:48

Professor Marcelo Callegari Scipioni analisa a amostra de um disco. Foto: Divulgação/UFSC Curitibanos

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte do grupo de instituições que contribuíram para um estudo internacional sobre os impactos das secas no crescimento de árvores tropicais publicado na revista Science. O trabalho analisou mais de 20 mil séries de anéis de crescimento de árvores, abrangendo 483 localidades em 36 países tropicais.

Os resultados indicam que, ao longo do último século, as secas reduziram o crescimento dos troncos em média em 2,5%, com recuperação significativa no ano seguinte. Contudo, os autores do artigo alertam que os efeitos das secas vêm se intensificando e podem comprometer, no futuro, a capacidade das florestas tropicais de sequestrar carbono, agravando questões climáticas.

A UFSC contribuiu com dados inéditos gerados no Campus Curitibanos, a partir da análise de anéis de crescimento da espécie Araucaria angustifolia, obtidos em remanescente florestal nativo localizado na Área Experimental da Universidade. Esses dados foram produzidos no contexto de projetos de pesquisa sobre árvores gigantes, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A participação foi coordenada pelo professor Marcelo Callegari Scipioni, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas, vinculado ao Laboratório de Recursos Florestais do Centro de Ciências Rurais da UFSC.

A pesquisa utilizou métodos da dendrocronologia, ciência que estuda os anéis de crescimento anual das árvores como indicadores do ambiente e do clima do passado. Esses anéis funcionam como registros naturais de eventos climáticos e ecológicos, conforme o professor Marcelo. “A araucária é a espécie com maior número de estudos Dendrocronológicos no Sul do Brasil. A base de dados gerada por diversos pesquisadores sobre essa espécie foi fundamental para preencher lacunas geográficas de informação no estudo global publicado na Science. Ela funciona como uma espécie-chave, tanto ecologicamente quanto cientificamente, permitindo entender as respostas das florestas subtropicais às mudanças climáticas”, explica o pesquisador.

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Pesquisa da UFSC valida tratamento natural contra infecções em tilápias cultivadas

20/08/2025 15:25

Pesquisadores do Laboratório Aquos – Saúde de Organismos Aquáticos observaram bons resultados dos compostos timol e carvacrol no combate a infecções provocadas pela bactéria Edwardsiella tarda em tilápias do Nilo. Foto: Divulgação Laboratório Aquos/UFSC

Uma pesquisa liderada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) obteve resultados positivos com a utilização de compostos fitogênicos no combate a infecções bacterianas em cultivos de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), reduzindo o uso de antibióticos. O projeto coordenado pelo Laboratório Aquos – Saúde de Organismos Aquáticos, ligado ao Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA), apresenta o uso dos compostos naturais timol e carvacrol, da classe de compostos químicos dos monoterpenos, como alternativa promissora à substituição de antibióticos em peixes infectados pela bactéria Edwardsiella tarda. Esse micro-organismo é um dos mais preocupantes na produção aquícola mundial.

Os monoterpenos são compostos naturais encontrados nos óleos essenciais de plantas aromáticas, como alecrim, eucalipto, cravo e canela, e têm propriedades antioxidantes e antimicrobianas. De acordo com Danilo Vitor Vilhena Batista, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Aquicultura (PPGAQI) da UFSC e coordenador do estudo, essas substâncias podem ser comparadas a fitoterápicos, mas nesse caso utilizados em peixes. “Assim como o uso de chás ou extratos de plantas para fortalecer a saúde humana, os monoterpenos incluídos na ração podem ser usados para tratar e prevenir doenças em peixes cultivados”, explica Danilo. Segundo os pesquisadores, o estudo é inovador e representa um avanço significativo no campo da aquicultura e saúde animal, que tem nos antibióticos o principal meio de combater a Edwardsiellosis – doença sistêmica que causa prejuízos em torno de US$ 6 bilhões por ano na indústria da aquicultura.
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Grupo da UFSC cria IA que facilita acordos de conciliação em ações contra companhias aéreas

20/08/2025 13:50

Com uma base de dados com cerca de 1,8 mil sentenças, a ferramenta de uso gratuito desenvolvida na UFSC é capaz de “prever” os valores indenizatórios das ações de conciliação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Você já viajou de avião, perdeu seu voo devido a atrasos da companhia aérea e acabou não comparecendo a um evento importante? Ou já teve sua mala extraviada durante a viagem? No Brasil, casos como esses, que podem configurar ações cíveis de danos morais ou materiais na esfera judicial, são muito comuns. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o Brasil concentra 98,5% de todas as ações judiciais contra companhias aéreas no mundo. O levantamento publicado pela Abear em 2024 aponta que, em média, a cada um (1,04) voo são registradas duas ações no setor no país. Em comparação, nos Estados Unidos, por exemplo, os mesmos dois processos são registrados a cada 5,17 mil voos.

Com base nesse cenário, que gera transtornos ao setor aéreo e à Justiça brasileira, o grupo de pesquisa Governo Eletrônico, Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento (Egov) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu a Concil-IA, uma inteligência artificial (IA) que facilita os processos de conciliação entre consumidores e empresas aéreas em casos de danos morais e materiais.
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