Pesquisadores da UFSC desenvolvem teste rápido e barato para monitoramento de algas nocivas

Pesquisador André Akira Yoshikawa, doutorando em Biologia Celular e Desenvolvimento da UFSC, é o principal autor do estudo que descreve o método inovador de identificação de algas nocivas em ecossistemas aquáticos. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC
Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu uma solução tecnológica inovadora para monitoramento ambiental: um teste molecular rápido, econômico e eficaz que detecta a presença da alga nociva Prorocentrum cordatum diretamente nos ambientes onde ela pode desenvolver florações e liberar toxinas. O método destaca-se por ser portátil, de baixo custo e capaz de fornecer resultados em cerca de uma hora, o que representa um avanço significativo para a gestão de riscos em ecossistemas costeiros.
A Prorocentrum cordatum é considerada uma “espécie sentinela”: quando observada em concentração excessiva, é um sinal de alerta para possíveis marés vermelhas (quando há liberação de toxinas na água em função da floração das algas) ou eutrofização (redução drástica do oxigênio na água em função de sua multiplicação excessiva). Por utilizar uma técnica molecular – chamada de Amplificação Isotérmica Mediada por Loop (LAMP) – o teste identifica a presença da alga, e não sua toxina, e isso pode favorecer a adoção de medidas de mitigação antes da floração propriamente dita. A pesquisa, desenvolvida no âmbito de um edital público para monitoramento das condições ambientais da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, foi detalhada no artigo A field-ready molecular workflow for sample-toresult detection of the harmful dinoflagellate species Prorocentrum cordatum (Prorocentraceae, Dinoflagellata) in coastal Brazilian waters, publicado em maio no periódico European Journal of Phycology.
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