Comunicação da UFSC sofrerá restrições durante período eleitoral

28/06/2022 17:10

A Agência de Comunicação da UFSC manterá as informações atualizadas nas notícias da UFSC e no site agecom.ufsc.br/eleicoes

A partir de 2 de julho de 2022, quando começa o período eleitoral no Brasil, os meios de comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), assim como de todas as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) do país, deverão seguir diretrizes de divulgação limitadas pela Legislação Eleitoral vigente e orientações da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. A medida terá efeito até 2 de outubro, podendo o prazo ser estendido até o dia 30 de outubro em caso de segundo turno. 

A Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC orienta, neste período, que a divulgação institucional seja restrita à veiculação de conteúdos noticiosos nos canais de comunicação digitais ou impressos, observados os limites da informação jornalística, com vistas a dar conhecimento ao público das ações da Universidade, sem menção a circunstâncias eleitorais e nomes de agentes públicos que sejam candidatos a cargo político nas eleições.

A medida afeta o site UFSC.br a veiculação de notícias no site de Notícias da UFSC, o Divulga UFSC, as redes sociais institucionais (FacebookTwitterInstagramLinkedInTelegram e YouTube), a TV UFSC, entre outros. 

Páginas e redes sociais de Centros de Ensino, Departamentos, Programas de Pós-Graduação, Grupos de Pesquisa, Projetos Institucionais, e setores administrativos também deverão obedecer às normas, uma vez que estão sob o domínio ufsc.br ou utilizam o nome UFSC nas mídias externas.
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Abertas inscrições em grupo de apoio para pessoas que desejam parar de fumar

28/06/2022 08:58

Os encontros on-line serão realizados a partir de 22 de agosto. Foto: Mathew MacQuarrie | Unsplash

O Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi), do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), abriu inscrições para grupo de apoio voltado a pessoas que desejam para de fumar. Coordenado por psicóloga, o grupo contará com “técnicas de psicoterapia cognitivo-comportamental que auxiliem na aquisição e manutenção da cessação do tabagismo”. Os encontros irão ocorrer de forma on-line, através da plataforma Google Meet.

No total, serão quatro encontros de aproximadamente 1 hora e 30 minutos. Antes do início do grupo, os inscritos terão que responder um questionário individual e realizar uma entrevista, também on-line. Para participar, o interessado deve ter aparelho eletrônico com conexão à internet, fone de ouvido e um ambiente com privacidade.

Os encontros serão realizados nas segundas-feiras a partir do dia 22 de agosto (22/08, 29/08, 05/09 e 12/09), a partir das 19h. As inscrições estão abertas até dia 8 de agosto pelo e-mail vidasemcigarro.ufsc@gmail.com, com o assunto “Inscrição” na mensagem, ou pelo whatsApp (47) 99620-4049. O grupo é destinado a residentes em Florianópolis e região.

Mais informações pela página do Programa de Cessação do Tabagismo (PCT).

Tags: Cessação de tabagismopara de fumartabagismoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professor da UFSC avança na compreensão dos mecanismos do AVC por meio de modelo computacional

28/06/2022 08:45

Imagem ilustrativa (Imagem de Pete Linforth por Pixabay)

Os mecanismos fundamentais subjacentes à dinâmica da atividade cerebral ainda são amplamente desconhecidos, mas o seu conhecimento pode ajudar a entender a resposta do cérebro a condições patológicas, como no caso dos derrames. Apesar dos esforços da comunidade científica, os mecanismos subjacentes à recuperação funcional e comportamental de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) ainda são pouco compreendidos. O estudo Recovery of neural dynamics criticality in personalized whole-brain models of stroke, publicado na revista Nature Communications, resultado de uma colaboração internacional, propõe a teoria da criticalidade cerebral para explicar as relações entre alterações cerebrais e função em pacientes neurológicos. O texto é assinado por físicos, neurologistas e psicólogos, com autoria do professor do Departamento de Física da UFSC, Rodrigo Pereira Rocha, e de Loren Kocillari, Samir Suweis, Michele De Grazia, Michel Thiebaut De Schotten, Marco Zorzi e Maurizio Corbetta.

Conforme o professor, na Física, há muito se sabe que certos sistemas estão localizados na fronteira entre a ordem e o caos em um estado chamado “crítico”. “Por exemplo, a água passa do estado líquido, no qual o sistema apresenta ordem de curto alcance, para o estado gasoso, no qual as moléculas se movem de maneira caótica a uma temperatura crítica próxima de 374°C. Mais ou menos 374°C representa, portanto, a temperatura crítica na qual a água assume duas formas diferentes, líquida ou gasosa, nas quais o caos e a ordem estão presentes. Essa temperatura na física é chamada de ‘crítica’, e a mudança de estado é chamada de transição de fase”, contextualiza.

A criticalidade tem sido usada para descrever fenômenos de terremotos à frequência cardíaca humana, de oscilações de pontes ao mercado de ações. “Também foi demonstrado que o cérebro poderia operar próximo a um ponto crítico, no qual todos ou a maioria dos neurônios têm um comportamento coletivo e coordenado, o que proporcionaria ao sistema funções ótimas, ligadas, por exemplo, à eficiência na transmissão de informação, ou à velocidade de resposta a estímulos externos”.

Sob essa lógica, se a criticalidade é de fato uma propriedade fundamental de cérebros saudáveis, então as disfunções neurológicas alteram essa configuração dinâmica ideal. Alguns estudos relataram perda de criticalidade durante convulsões epilépticas, sono de ondas lentas, anestesia e doença de Alzheimer. No entanto, um teste crucial dessa hipótese seria mostrar que as alterações locais da arquitetura estrutural e funcional do cérebro também causam uma perda no sistema.

Além disso, explica Rocha, se as alterações melhorarem ao longo do tempo, por exemplo, devido a uma atividade de fisioterapia, é preciso observar a recuperação da criticalidade em paralelo.”Outra previsão é que, se a criticalidade é essencial ao comportamento, sua alteração após uma lesão focal deve estar relacionada à disfunção comportamental e à recuperação da função. Finalmente, as mudanças na criticalidade também devem estar relacionadas aos mecanismos de plasticidade subjacentes à recuperação”, pontua.

Abordagem interdisciplinar

“O objetivo deste trabalho foi abordar essas importantes questões por meio de uma abordagem interdisciplinar que combina neuroimagem, neurociência computacional, física estatística e métodos de ciência de dados”, explica. No estudo, a equipe examinou como as lesões cerebrais modificam a criticalidade usando uma nova abordagem personalizada de modelagem da atividade cerebral. A teoria modela a dinâmica cerebral individual com base em redes anatômicas reais de conectividade cerebral, tanto a conectividade anatômica quanto a atividade cerebral funcional, usando ressonância magnética funcional.

“Para esses indivíduos, finalmente, também tínhamos resultados de testes comportamentais disponíveis. Descobrimos que os pacientes com acidente vascular cerebral têm níveis reduzidos de atividade neural transcorridos três meses do AVC, assim como níveis reduzidos da variabilidade e a força das conexões funcionais. Todos esses fatores contribuem para uma perda geral de criticalidade que, no entanto, melhora ao longo do tempo com a recuperação do paciente”, reforça o professor. O estudo também demonstra que as mudanças na criticalidade predizem o grau de recuperação comportamental. “Em resumo, nosso trabalho descreve um avanço importante no entendimento da alteração da dinâmica cerebral e das relações cérebro-comportamento em pacientes neurológicos”, afirma.

Para o professor Maurizio Corbetta, diretor do Centro de Neurociências de Pádua da Universidade de Pádua e da Clínica Neurológica do Hospital Universitário de Pádua, esses resultados demonstram que modelos dinâmicos computacionais do cérebro podem ser usados para rastrear e prever a recuperação do AVC no nível do paciente individual. “Isso abre a possibilidade de usar esses métodos para medir o efeito de terapias como reabilitação ou estimulação não invasiva”, conclui.

Tags: avcdepartamento de FísicaNature Communications

Festival Purpurina tem evento on-line dedicado à arte drag

27/06/2022 14:40

Perla Purple, Lola Extravaganza e Will Mario estão entre os participantes. Foto: Fernanda Souza

Selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Edição 2021, o projeto transmídia Purpurina  lança no mês do orgulho LGBTQIA+ o primeiro Festival Purpurina, todo dedicado à arte drag. O projeto é uma realização do Laboratório em Design, Audiovisual e Transmídia (LAB DAT) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A transmissão do evento ocorre nesta quinta-feira, 30 de junho, às 20h no canal do LAB DAT no Youtube.

O projeto selecionou nove drags de diversos estados brasileiros que se apresentam em três categorias: bate-cabelo, dublagem e atuação.  Logo após o encerramento do festival, o público poderá escolher a melhor performance de cada categoria no Instagram (@casapurpurina). No quadro de entrevistas, o público vai conhecer um pouco mais sobre Lola Extravaganza, uma das campeãs do “Concurso Purpurina”; e sobre Will Mario, que é artista e performer do movimento ballroom catarinense, mãe da Casa das Feiticeiras.

O diretor catarinense Jamil Vigano é quem assume a direção artística e executiva do projeto; enquanto o design de produção e o projeto gráfico são assinados pelo professor e coordenador do LAB DAT André Luiz Sens. O Festival Purpurina conta ainda com a Joy Studios na captação e direção de fotografia; Studio das Artes Eisenhower Moreno na assistência de produção; Aline Iolanda na interpretação em Libras; Perla Purple (Vinicius Tancredo) e Hera (Heitor Cameu) no comando da apresentação.

Tags: arte dragLab DatPurpurinaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Coperve divulga aprovados no processo seletivo para pessoas refugiadas

27/06/2022 08:49

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulgou na quinta-feira, 23 de junho, o resultado do processo seletivo especial para o ingresso de pessoas refugiadas em cursos de graduação da UFSC. Todas as dez vagas oferecidas foram preenchidas. Foram aprovados cinco venezuelanos, quatro haitianos e um candidato da Guiné-Bissau.

As vagas preenchidas são para os cursos de Matemática (Licenciatura), Geografia, Engenharia de Materiais (Bacharelado), Biblioteconomia (Bacharelado), Letras – Português, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Secretariado Executivo (Bacharelado), Engenharia de Produção Elétrica, Química (Licenciatura), Química Tecnológica (Bacharelado). Os aprovados iniciam seus estudos no segundo semestre letivo de 2022, em 25 de agosto.

Lisbeth Carolina Chirinos Márquez (Foto: arquivo pessoal)

As provas do processo seletivo foram aplicadas no dia 12 de junho. Os candidatos responderam 30 questões das disciplinas de Língua Portuguesa (10 questões), Conhecimentos Gerais (17), Língua Estrangeira (3 questões, com opção de espanhol, inglês ou francês) e elaboraram uma Redação. Ao todo, estavam inscritas no concurso 69 pessoas que se enquadravam nos critérios do edital: pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadores de visto humanitário.

A venezuelana Lisbeth Carolina Chirinos Márquez está no Brasil desde dezembro de 2016 e foi aprovada para o curso de Letras Língua Portuguesa. Ela foi avisada sobre o processo seletivo pela sua amiga Marcela Possato, estudante do curso de Farmácia da UFSC, que deu dicas e incentivo para ela participar. Lisbeth conta que estudava em horas livres e acredita que a leitura em geral também ajudou bastante na sua aprovação. Ela valoriza a chance de fazer um curso de graduação na UFSC: “Vejo como uma oportunidade maravilhosa para o meu crescimento pessoal e profissional e assim contribuir de alguma forma com esta minha casa, Brasil!!”

Naydalie Charite Jeune, do Haiti, é a candidata aprovada para o curso de Secretariado Executivo. Ela está no Brasil desde 2018 e neste mês completa quatro anos no País. A estudante ficou sabendo do vestibular da UFSC por meio de uma pessoa chamada Marli, que trabalha na escola Juscelino Kubitschek, onde ela concluiu o ensino médio. Naydalie diz que ficou sabendo do processo seletivo meio tarde e estudou sozinha em casa, pela internet, e focou nos conteúdos disponibilizados pelo site do concurso. “É incrível a quantidade de oportunidades que o Brasil oferece aos imigrantes como eu, e poder entrar em uma universidade como a UFSC é sem dúvida uma oportunidade incrível.”

Sérgio Besna Dudu Mane (Foto: arquivo pessoal)

Sergio Besna Dudu Mane, natural da Guiné-Bissau, reside há oito anos no Brasil e foi o aprovado no curso de Engenharia de Produção Elétrica. Ele conta que se preparou para o vestibular por meio de leituras e seguindo as orientações repassadas pela Coperve. “Vejo a oportunidade de fazer o curso superior no Brasil como uma solução para superar obstáculos (pobreza e dificuldades para oportunidade de emprego) e também para crescimento pessoal para futuro melhor. Fazer curso superior no Brasil nos permite adquirir um vasto campo de conhecimentos e nos deixa preparados para desafios do mercado trabalho, nos tornando profissionais competentes.”

 

Tags: graduaçãoinclusãopessoas refugiadasUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular

Reitor e vice-reitora eleitos divulgam composição e equipe de gestão

24/06/2022 18:40

O reitor eleito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza e a vice-reitora eleita Joana Célia dos Passos divulgaram, nesta sexta-feira, 24 de junho, a nova equipe de gestão para o próximo mandato da reitoria (2022 – 2026).

A reitoria eleita apresenta as pessoas que serão parte das equipes do Gabinete, Pró-Reitorias e Secretarias:

Chefe do Gabinete da Reitoria: Prof. Bernardo Meyer
Diretor-Geral do Gabinete da Reitoria: Prof. João Luiz Martins
Pró-Reitoria de Graduação e de Educação Básica: Profª Dilceane Carraro
Pró-Reitoria de Pós-Graduação: Prof. Werner Kraus
Pró-Reitoria de Pesquisa: Prof. Jacques Mick
Pró-Reitoria de Extensão: Profª Olga Regina Zigelli Garcia
Pró-Reitoria de Administração: técnico-administrativo em Educação, Vilmar Michereff Junior
Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas: técnica-administrativa em Educação, Sandra Regina Carrieri de Souza
Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis: Profª Simone Sobral Sampaio
Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade: Profª Leslie Sedrez Chaves
Secretaria de Assuntos Institucionais: Profª Luana Renostro Heinen
Secretaria de Planejamento: Profª Andréa Cristina Trierweiller
Secretaria de Internacionalização: Prof. Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho
Secretaria de Cultura e Arte: Profª Eliane Santana Dias Debus
Secretaria de Segurança Institucional: técnico-administrativo em Educação, Leandro Luiz de Oliveira
Secretaria de Comunicação: professor Samuel Pantoja Lima

A partir da próxima semana os(as) gestores(as) iniciarão reuniões com as equipes dos setores específicos.

Ocorrerão ainda outros ajustes na estrutura que serão divulgados oportunamente.

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UFSC tem corte definitivo de R$ 12,5 milhões no orçamento de custeio

24/06/2022 17:32

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi incluída em uma série de cortes orçamentários anunciados nesta quinta-feira, 23 de junho, pelo Ministério da Economia (ME). O último corte foi efetuado em R$ 6,2 milhões que estavam bloqueados. Anteriormente já haviam sido cortados R$ 6,3 milhões, somando-se um corte definitivo de R$ 12,5 milhões dos R$ 132 milhões que a UFSC dispunha para seu custeio.

O orçamento de custeio é utilizado para despesas de água, energia elétrica, contratos de terceirização, entre outros compromissos financeiros assumidos pela instituição. Segundo o secretário de Planejamento e Orçamento, Fernando Richartz, a UFSC já implementou reduções de contratos terceirizados e suspendeu a liberação de recursos para manutenção e investimentos quando do primeiro corte, e o bloqueio inicial de recursos. “Naquela ocasião conseguimos manter as bolsas pagas aos estudantes, e orçamento do Restaurante Universitário. Contudo, com esse corte, será necessário agirmos nas ações de assistência estudantil”, salientou. 

O secretário informou que a Administração Central deverá organizar um Grupo de Trabalho para logo na próxima semana elaborar um plano de adequação para esse novo orçamento. “Mas, já podemos adiantar que não temos condições de terminar o ano sem que reduções sejam feitas”, complementou o gestor.

Mobilização

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota nesta sexta-feira, dia 24 de junho, salientando os esforços que têm sido envidados para reverter os cortes orçamentários. A entidade promoveu um ato nesta semana em Brasília, junto ao Congresso Nacional.

Tags: assistência estudantilcorte de verbascusteioorçamento da UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Geociências da UFSC sedia posto de coleta do IBGE para Censo 2022

24/06/2022 11:30

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) firmaram um acordo de cooperação técnica para apoio logístico à operação do Censo 2022. A parceria tem como principal finalidade o uso temporário das instalações do Laboratório de Geoprocessamento (LabGeop), vinculado ao Departamento de Geociências (GCN) do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), no período entre junho e dezembro de 2022.

“O uso das instalações e equipamentos do LabGeop, respeitando as normas vigentes, tem a função específica de atendimento da logística para montagem do posto de coleta informatizado, em atenção à responsabilidade conjunta da Universidade, dado o subsídio que os dados dos censos fornecem à comunidade acadêmica e técnico-científica em seus estudos e projetos”, destaca a professora Michele Monguilhott, que está à frente do projeto aprovado pelo Colegiado Pleno do GCN.

As atividades do IBGE iniciaram no dia 14 de junho. O ponto sediado na UFSC, o Posto Centro 2, contará com um agente censitário municipal, sete agentes censitários supervisores e 55 recenseadores (profissionais responsáveis pelo trabalho da coleta de dados por meio de entrevistas com os moradores). A equipe encarregada pelo gerenciamento e levantamento de informações atuará em cinco áreas preestabelecidas para a ação em Florianópolis.

Não haverá participação direta de servidores da Universidade na fase de coleta. “Os servidores da Universidade atuarão na equipe de apoio do projeto. Somente após a realização da Operação Censitária do Censo Demográfico 2022 realizaremos oficinas específicas para o acesso às rotinas de coletas de dados para alunos da graduação e pós-graduação da UFSC, assim como de acadêmicos de outras intuições de ensino e demais segmentos da sociedade usuários dos resultados dos censos demográficos”, explica Michele.
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Tags: censocenso 2022censo demográficoDepartamento de GeociênciasIBGELaboratório de GeoprocessamentoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pró-reitoria de Pesquisa prorroga prazo de inscrições de propostas para Semana de C&T

24/06/2022 09:38

A Pró-reitoria de Pesquisa da UFSC prorrogou, até 1 de julho, o prazo de submissão de propostas de atividades para 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A ideia é promover a popularização da ciência e da tecnologia por meio de eventos de divulgação científica. As atividades  poderão ser nas modalidades presencial ou virtual,  para todos os Campi da UFSC,  priorizadas aquelas que forem dirigidas para alunos do ensino fundamental e médio.

O objetivo da semana, que tem como tema A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta, é estimular docentes, servidores e estudantes que vêm desenvolvendo pesquisas e atividades de extensão em suas respectivas áreas a adaptarem ou construírem produtos científicos e culturais que possibilitem uma maior interação entre os conhecimentos acadêmicos e o público geral, estimulando a socialização da ciência, a criticidade, problematização e curiosidade de todos aqueles que desejam se aproximar e participar da produção do conhecimento.

O edital contempla um conjunto de nove modalidades de atividades: jogos interativos, oficinas, exposições, apresentação de poster, atividades culturais, mesas redondas e rodas de conversa, UFSC portas abertas, ações educativas extramuros e minicursos. As inscrições para as propostas podem ser feitas até dia 22 de junho, com o resultado final sendo divulgado no dia 30 de junho.  O recurso financeiro aprovado para Universidade Federal de Santa Catarina pelo CNPq/MCTI tem o valor total de R$ 60 mil. Os critérios de itens financiáveis podem ser consultados no link Chamada CNPq/MCTI Nº 06/2021.

Cronograma atualizado

31/05/2022 a 01/07/2022 – Inscrição de Propostas e Atividades
06/07/2022 – Divulgação dos Resultados Preliminar
07/07/2022 a 08/07/2022 – Prazo pra Recursos
11/07/2022 – Resultado Final
12/07/2022 a 19/07/2022 – Entrega de termo de compromisso para as atividades inscritas
21/07/2022 – Homologação das atividades inscritas
25/07/2022 a 01/12/2022 – Realização das Atividades da SNCT
Período de inscrição para o público – será divulgado posteriormente nesta página.

Tags: Pró-reitoria de Pesquisa da UFSCSemana Nacional de Ciência e Tecnologia

Pesquisa com participação da UFSC lança raio-x da ciência e conservação de campos e savanas brasileiros

24/06/2022 09:09

Os ecossistemas abertos – como campos sulinos, campos de altitude, cerrado, dunas e restingas – correspondem a 27% da vegetação natural do Brasil, mas sua conservação é negligenciada. Isso é o que aponta o recém publicado artigo Placing Brazil’s grasslands and savannas on the map of science and conservationfruto do estudo de um grupo de pesquisadores, entre eles a professora da UFSC Michele de Sá Dechoum, do departamento de Ecologia e Zoologia. O trabalho integra a nova edição da revista Perspectives in Plant Ecology, Evolution and Systematics.

Imagem ilustra distribuição original e remanescentes

A pesquisa teve a liderança do projeto GrassSyn, que integra o Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos do CNPq, e se dedica a estudar esses ecossistemas, caracterizados pela presença marcante de gramíneas. O trabalho evidenciou o quão pouco se sabe sobre o tema: há uma lacuna de mapas com alta qualidade para as áreas, sendo que algumas áreas sequer estão mapeadas. Segundo Michele, a ausência de métodos comuns de pesquisa para esses ambientes dificulta a realização de inventário – o primeiro passo para se traçar estratégias de conservação. Os autores ressaltam que a falta de uma metodologia mais padronizada faz com que seja muito difícil interligar os poucos dados existentes.

“A ideia desse trabalho é apresentar, na forma de síntese, quais são os ecossistemas graminosos brasileiros, procurando uma linguagem em comum, tanto para a pesquisa quanto para a conservação desses ambientes”, explica Gerhard Overbeck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador da pesquisa. Conforme o estudo, 46% desses ambientes já foram perdidos para o desmatamento e transformados para outros usos como a agricultura e pastagens cultivadas.

Os autores também relatam equívocos sobre as características e dinâmicas desses ecossistemas e também quanto à terminologia utilizada. Conforme a pesquisa, ambientes diferentes são denominados da mesma forma ou um mesmo ambiente é denominado de formas diferentes a cada região. Isso impediria uma comunicação adequada sobre as savanas e campos do Brasil, tanto dentro do país quanto internacionalmente.

O artigo procura definir cada ambiente e suas características mais marcantes, localização geográfica, dinâmicas ecológicas (como a relação com animais herbívoros e o fogo natural, por exemplo) e trabalhos acadêmicos de referência. Traz, ainda, os termos utilizados no Brasil para a identificação de cada um desses ecossistemas e o termo correspondente em inglês para o uso internacional. “Acertar toda a terminologia para identificar a diversidade desses ecossistemas foi um primeiro passo para podermos conhecer melhor e, portanto, conservar melhor esses ambientes”, destaca Luciana Menezes, também da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das autoras do trabalho.

Para Overbeck, há, ainda, uma grande necessidade de investimento em trabalhos de pesquisa de campo para a construção de um conhecimento mais amplo e sólido sobre esses ecossistemas. “Temos muitas áreas ainda pouco conhecidas, ainda há muito trabalho a ser feito para garantir esse conhecimento e a possibilidade de avaliação da conservação desses ambientes”, destaca.

Com informações da assessoria do SinBiose

Tags: Departamento de Ecologia e Zoologiaecossistemas abertosEvolution and SystematicsPerspectives in Plant Ecology

Série ‘Minutos Musicais’ apresenta pianista Pablo Rossi interpretando Edino Krieger

22/06/2022 11:10

Pablo Rossi interpreta a composição Chaconna ao luar. Foto: divulgação/SeCArte/UFSC

O sexto e ultimo episódio da atual temporada da série Minutos Musicais estreia neste sábado, 25 de junho, às 21h, na TV UFSC. A atração traz o pianista Pablo Rossi na Igrejinha da UFSC interpretando Chacona ao luar, do maestro e compositor catarinense Edino Krieger.

A apresentação é uma homenagem da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e da TV UFSC a Edino Krieger, um dos maiores compositores brasileiros de música de concerto. Na composição Chaconna ao luar, Edino Krieger faz referência a Beethoven, ao mesmo tempo em que incorpora ritmos brasileiros.

Confira as playlists no YouTube da primeira temporada completa e os episódios disponíveis da segunda temporada da série Minutos Musicais.

Minutos Musicais é uma ação da SeCArte e da TV UFSC, exibida quinzenalmente no canal 63.1 na TV aberta, canal 15 da TV a cabo Claro/NET e no canal do YouTube da TV UFSC. A série apresenta produções musicais realizadas pela SeCArte, exibindo vídeos de grupos musicais da UFSC e repertórios de músicos convidados com ênfase na música de concerto. A ação estimula os diálogos entre música, audiovisual e cinema expandido em um só programa.

Serviço:

O quê: Minutos Musicais – Segunda Temporada | Episódio 06 – Chacona ao Luar – por Pablo Rossi
Quando: sábado | 25/06 | 21h
Onde: TV UFSC | canal 63.1 TV aberta | canal 15 Claro/NET | youtube.com/tvufsc

Tags: Pablo RossiSeCArtesérie Minutos MusicaisTV UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Brasil subutiliza capacidade de realização de aborto legal e seguro em casos de estupro, aponta estudo

14/06/2022 14:17

A estrutura de saúde instalada no Brasil e a capilaridade da atenção primária são uma oportunidade para a ampliação do acesso ao aborto previsto em lei. Essa é uma das conclusões centrais de um estudo realizado por pesquisadoras da UFSC e publicado na A Revista Ciência & Saúde Coletiva. O artigo é fruto da tese de doutorado de Marina Gasino Jacobs, orientada pela professora Alexandra Crispim Boing, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC.

Na tese, Marina investiga a oferta e realização de interrupção legal de gravidez no Brasil examinando dados do Sistema de Informações Ambulatoriais e Hospitalares e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. No estudo recém publicado, as autoras trabalham com três diferentes cenários de oferta, calculando também o percentual da população do sexo feminino em idade fértil (entre 10 e 49 anos) residente nos municípios, por região, para estimar o potencial de oferta de serviço de aborto em gravidez decorrente de estupro.

O primeiro cenário utiliza os dados reais, das cidades e unidades que oferecem o serviço. Já os segundo e terceiro cenários são projeções: no segundo, Marina faz o levantamento dos municípios com ao menos um estabelecimento que atenderia às exigências de estrutura física e de pessoal das normativas vigentes; no terceiro trabalha com as recomendações técnicas e de políticas de saúde da Organização Mundial da Saúde e de acordo com o Código Penal.

Cenário 3 de municípios com potencial de oferta de aborto em gestações decorrentes de estupro no Brasil em junho de 2021 à luz de recomendações internacionais e do Código Penal brasileiro (Reprodução da Revista Ciência & Saúde Coletiva)

No Brasil, o aborto é permitido em mulheres com risco de vida, na gravidez por estupro e em casos de anencefalia fetal. “Seguindo as atuais normativas, um a cada 12 municípios com capacidade de realizar aborto em gravidezes decorrentes de estupro tem a oferta desse cuidado em saúde – a oferta está em 55 dos 662 municípios com capacidade instalada”, explica Marina sobre o levantamento.

O contexto que cobre a temática também é delimitado na pesquisa. Ela aponta, por exemplo, que em 2020 as Secretarias Estaduais de Segurança Pública e a Defesa Social registraram 60.460 estupros – 86,9% em pessoas do sexo feminino e 66,1% pessoas em idade fértil. Além disso, também detalha o histórico da oferta da interrupção legal, destacando que mesmo constando no Código Penal desde 1940, só foi normatizada em 1999, com a primeira norma técnica do Ministério da Saúde.

A pesquisa levantou as normativas que apontam os métodos de abortamento a cada idade gestacional, a equipe mínima recomendada para a sua realização e o tipo de estrutura necessária. O estudo indica que, como métodos, ao longo do tempo, é mais comum o uso de aspiração manual intrauterina e do misoprostol. Já os recursos humanos e materiais necessários também variam: na primeira norma técnica a única categoria profissional essencial era a médica, mas depois outras especialidades e profissionais de saúde foram incluídos.

“Nossas normas referentes ao aborto em gestações decorrentes de estupro muitas vezes apresentam exigência de profissionais e estrutura que são dispensáveis para a realização de um aborto seguro. Essas exigências restringem os estabelecimentos em que o aborto previsto em lei pode ser realizado, o que tende a tornar a oferta mais escassa e gerar barreiras de acesso a esse cuidado em saúde”, pontua Marina.

Traçando cenários

A pesquisa trabalhou com os diferentes potenciais de oferta para projetar a capacidade do sistema: um deles considerando todas as normativas vigentes no país e outro considerando apenas as orientações da Organização Mundial de Saúde e o Código Penal.

Marina explica que, no primeiro cenário, incluiu os municípios com oferta já instalada. No segundo, trabalhou com aqueles com potencial de oferta considerando as normativas vigentes, e no terceiro com aqueles com potencial de oferta considerando apenas as recomendações da Organização Mundial de Saúde e o Código Penal brasileiro. Os dados levantados indicaram 55 municípios para o primeiro cenário, 662 para o segundo e 3741 para o terceiro. Essas cidades cobririam, respectivamente, 26,6%, 62,1% e 94,3% da população do país.

Cenário 2 de municípios com potencial de oferta de aborto em gestações decorrentes de estupro no Brasil em junho de 2021 à luz das normativas vigentes (Reprodução da Revista Ciência & Saúde Coletiva)

Com relação ao segundo cenário, a estimativa teve como base todos os municípios com ao menos um estabelecimento de saúde com registro de capacidade instalada que contemplasse as exigências de todas as normativas vigentes. Já no terceiro, foram incluídos todos os municípios com ao menos um estabelecimentos de atenção primária à saúde com médico vinculado e com serviço de urgência SUS 24 horas.

Para a pesquisadora, as normativas brasileiras restringem o potencial de oferta de forma injustificada à luz do que já se conhece sobre a segurança do procedimento. “A oferta de aborto previsto em lei poderia se dar de forma segura na maioria dos municípios brasileiros (3.741), onde vivem quase 95% das mulheres em idade fértil do país”, pondera. “As normativas infralegais restringem o potencial de oferta de forma injustificada”.

A partir dos dados, Marina também assegura que o Brasil teria capacidade muito maior de oferta segura de aborto previsto em lei do que a que está assegurada hoje. Essa expansão de oferta não dependeria de mudança legislativa, apenas de atos administrativos. “A normativa que implica em maior entrave é a restrição do uso do misoprostol ao ambiente hospitalar. O misoprostol é o medicamento utilizado para a realização do aborto seguro. Ao menos até a nona semana de gestação, seu uso é seguro em estabelecimento de atenção primária e mesmo fora de serviços de saúde, com acompanhamento à distância. Contudo, no Brasil, desde 1998, o misoprostol está restrito ao ambiente hospitalar”, afirma.

Segundo a pesquisadora, um dado surpreendente foi que, mesmo sob normativas mais restritivas, 1.184 estabelecimentos teriam capacidade de realizar aborto em gestações decorrentes de estupro, dos quais apenas 88 o fazem. “Ou seja, as dificuldades de implantação desse cuidado em saúde extrapolam as barreiras normativas. A estigmatização do aborto afeta a oferta e o acesso ao procedimento seguro mesmo nas situações em que ele é legal”, alerta.

 

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: aborto legal e segurogravidez decorrente de estuproPrograma de Pós Graduação em Saúde Coletivatese

Aditivos alimentares têm risco potencial à saúde das crianças

14/06/2022 10:00

Em recente estudo publicado na Revista de Saúde Pública acerca do consumo de aditivos alimentares na infância (Aditivos alimentares na infância: uma revisão sobre consumo e consequências à saúde), é apontado que os aditivos comumente usados não costumam ser avaliados em conjunto, ou seja, cada pesquisa examina um tipo de aditivo separadamente. Logo, com as evidências científicas disponíveis, ainda não existe conhecimento sobre os efeitos à saúde, decorrentes do consumo diário de alimentos que tenham dois ou mais aditivos diferentes que interagem entre si e com os outros componentes do alimento industrializado.

Apesar disso, é com base nos poucos estudos existentes que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência reguladora ligada ao Ministério da Saúde, que atua com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), decide quais aditivos podem ser usados nos alimentos e qual quantidade é segura para consumo humano.

Estes aditivos alimentares são substâncias químicas adicionadas nos alimentos para fins tecnológicos, isto é, conservar, colorir ou intensificar a cor, melhorar textura, intensificar o sabor, controlar acidez, entre outras funções. Logo, os aditivos não conferem aos alimentos qualquer atribuição nutricional. No Brasil, há 23 classes de aditivos permitidas e, portanto, 23 funções diferentes que estas substâncias podem desempenhar nos alimentos. Todos eles são devidamente aprovados pela Anvisa.

Por trabalhar com dados científicos para produzir suas recomendações, a falta de evidência neste assunto dificulta a tarefa da Anvisa de estabelecer regras e instruções sobre o uso de aditivos em alimentos industrializados. No momento, os valores considerados seguros para o consumo humano são determinados pela quantidade de aditivo em relação ao peso corporal. Considerando que as crianças apresentam peso corporal proporcionalmente menor do que os adultos, a toxicidade dos aditivos pode ser maior nessa faixa etária.

“As crianças estão consumindo aditivo, desde o primeiro dia de vida delas”, relata a nutricionista Mariana Kraemer, autora do estudo, atuante no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com bolsa da Capes.

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Pesquisadores da UFSC se destacam em ranking internacional; instituição também lidera produção científica

07/06/2022 10:18

A Universidade Federal de Santa Catarina se destacou no ranking da plataforma internacional Research.com, que reúne os cientistas e universidades mais citados do mundo. O processo é baseado em métricas que abrangem dados de pesquisadores e instituições em 22 campos do conhecimento da Ciência.

Os campos de conhecimento analisados pelo ranking tanto para as instituições quanto para os cientistas envolvem as ciências da natureza, ciências médicas e ciências exatas e tecnológicas. A UFSC foi destaque entre as mais prestigiadas do mundo e líderes do Brasil nas áreas de Agronomia, Zootecnia e Veterinária; Química; Ecologia e Evolução; Engenharia Elétrica e Eletrônica; Engenharia e Tecnologia; Matemática; Medicina e Neurociência.

De acordo com a metodologia divulgada no site, o principal objetivo dos rankings é promover locais de pesquisa de alta qualidade e estabelecer um local para jovens acadêmicos serem inspirados por cientistas líderes. O ranking dos melhores cientistas foi lançado em 2014 e leva em conta uma métrica chamada de “índice h”, proporção das contribuições, além dos prêmios e realizações. A métrica é usada para classificar os acadêmicos em ordem decrescente, combinada com o número total de citações.

Esse índice é uma medida que reflete o número de documentos influentes de autoria de cientistas. Os dados e citações utilizados para o ranqueamento são obtidos do Microsoft Academics, o maior banco de dados bibliométrico aberto. Já para as instituições, a primeira edição do ranking foi lançada em 2020, abrangendo mais de 591 instituições de pesquisa, mas limitando-se à ciência da computação. A classificação é baseada em métricas simples altamente relacionadas à reputação do corpo acadêmico.

Cientistas da instituição também estão entre os mais citados do mundo. O professor Ivo Barbi, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFSC, foi o melhor ranqueado no país da área de Engenharia Elétrica. Já entre os cientistas brasileiros mais citados no campo da Química oito são da UFSC.
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Projeto da UFSC padroniza ferramentas de análise para verificar contaminação ambiental em animais marinhos

03/06/2022 07:51

Um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina que atua no desenvolvimento da padronização de técnicas e realização de análise de biomarcadores em espécies de tetrápodes marinhos está prestes a entrar na sua segunda fase de trabalho após cinco anos de atuação como prestador de serviços à Petrobras junto ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e ao Programa de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos (PMC-BS). Os tetrápodes são classes de animais com quatro membros, como as aves, e as tartarugas e os cetáceos (golfinhos, baleias e botos), por exemplo.

O Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica, coordenado pelo professor Afonso Celso Dias Bainy, é o responsável pela prestação dos serviços, que utiliza, para as análises, amostras do fígado de animais mortos há menos de 24 horas antes de serem encontrados pelas equipes do projeto. “Nós precisamos dos animais em boas condições de uso, ou seja, que tenham morrido há menos de 24 horas. As equipes fazem a coleta da amostra, mantém em nitrogênio líquido e enviam para o laboratório”, explica. As análises também são realizadas em amostras de pele de cetáceos coletadas em animais vivos pela equipe do monitoramento de cetáceos.
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Covid-19: especialista da UFSC reforça urgência das medidas de prevenção em meio à alta de casos

02/06/2022 09:26

A professora Alexandra Boing, doutora em Saúde Coletiva, epidemiologista e membro do Observatório Covid-19 BR, tem sido uma voz contundente nas redes sociais quanto à necessidade de “manejar o risco” por conta do aumento de casos de Covid-19 “com uso de diferentes camadas de proteção”. Conforme o último informe semanal do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) assinado pelo professor Lauro Mattei, os casos ativos cresceram 127% no mês de maio em relação ao final de abril.

“Em março, em um cenário de melhora, o estado tomou a decisão precipitada de desobrigar o uso de máscaras e com isso era só questão de tempo para o aumento do número de casos ocorrer. Não há nenhuma surpresa. Estamos colhendo o resultado destas decisões equivocadas e que continuam sendo mantidas mesmo na piora do cenário”, critica a professora.

Segundo ela, o cenário de aumento de casos, combinado à chegada de inverno, à lotação de leitos pediátricos e à situação crítica dos leitos para adultos exige retomar a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados e o reforço efetivo nas medidas de prevenção. “Em um momento de menor número de casos, a postura a ser assumida, durante uma pandemia de um vírus que se transmite pelo ar, é aproveitar as oportunidades para fazer o que não foi possível ser feito nos momentos de sobrecarga dos serviços”, indica.
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Bloqueio de mais de R$ 25 milhões ameaça funcionamento da UFSC

31/05/2022 17:53

O bloqueio de recursos aplicado sobre a Lei Orçamentária Anual pelo governo federal teve um impacto de R$ 25,52 milhões no orçamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O bloqueio foi aplicado na rubrica de custeio, que são os recursos usados para pagar despesas como energia elétrica, água, contratos nas áreas de limpeza, vigilância e manutenção da Universidade. Com isso, o secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC, Fernando Richartz, prevê grandes dificuldades para o pagamento de contas ao final do ano caso o bloqueio não seja revertido.

Essas informações foram repassadas aos membros do Conselho Universitário (CUn) em sessão realizada nesta terça-feira, 31 de maio. O secretário explicou que o bloqueio não é um corte definitivo de recursos, e que pode ser revertido. No caso do Ministério da Educação, o percentual de 14,54% do bloqueio orçamentário foi repassado de forma linear para as universidades. Na UFSC, o percentual foi aplicado sobre o somatório das verbas destinadas para custeio, capital e recursos próprios, totalizando 25.524.679,00.

Esse valor, no entanto, foi bloqueado integralmente dos recursos destinados ao custeio, fazendo com a verba até então disponível, de R$ 132,11 milhões, fosse reduzida a R$ 106,59 milhões. “Caso não ocorra o desbloqueio esse valor de R$ 106,59 milhões é 7,80% menor do que foi no ano passado, 24,3% menor do que foi em 2020 e 26% menor do que foi em 2019”, ressalta o secretário, demonstrando a redução sistemática das verbas orçamentárias ao longo do tempo.

“Isso é um problema sério para a Universidade, porque os contratos aumentam ao longo do tempo”, lembra Fernando Richartz. Apenas a inflação associada aos contratos já ocasiona um aumento dos valores. E a pandemia fez com que alguns insumos como energia elétrica, combustíveis e outros tivessem grandes aumentos, ao mesmo tempo que os valores destinados ao custeio da Universidade são reduzidos. “A situação vai ficando cada vez mais complicada e a gente não vai mais tendo margem de onde retirar esse valor para poder fazer essas contas fecharem”.
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Projeto de reabilitação pós-Covid busca voluntários; impactos do programa já são percebidos

30/05/2022 09:38

Élvio participa do projeto de reabilitação pós-Covid; melhoras são visíveis para a equipe (Foto: Amanda Miranda)

Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina que busca compreender e avaliar os efeitos de um programa de atividade física em pacientes que tiveram internação hospitalar para tratamento de Covid-19 busca 40 voluntários para entrar em uma nova etapa. Intitulado Efeitos do Treinamento Físico em Desfechos Funcionais, Clínicos e Psicossociais de Adultos e Idosos Pós-infecção por Covid-19, o projeto tem registrado a evolução em pacientes que chegaram debilitados por conta da doença.

É o caso do militar Élvio Pezzi, de 64 anos. Ele ficou internado por quatro meses, chegou a passar pela UTI e teve a família chamada para uma despedida que não aconteceu. De forma inesperada, ele se recuperou, mas saiu do hospital bastante debilitado, com 30 quilos a menos e com a mobilidade prejudicada. “Eu fui intubado e durante a intubação ainda peguei duas infecções hospitalares. Não tinha mais antibiótico para me tratar. Minha família foi chamada, porque não havia mais esperança”, recorda.

O coordenador do projeto, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Rodrigo Sudatti Delevatti, lembra que Élvio começou a realizar as atividades quando ainda dependia de bengalas para se locomover. Na nona semana, ele já não precisava mais do recurso. “Nossos resultados são preliminares, ainda não foram totalmente quantificados e avaliados, mas é perceptível o impacto do programa na vida diária dos participantes”, explica.
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Biodiversidade catarinense: é possível equilibrar a utilização dos recursos naturais e a preservação da natureza?

27/05/2022 19:40

Para ler a reportagem especial em formato multimídia, clique aqui.

A  biodiversidade ou diversidade biológica está relacionada às riquezas naturais. No estado de Santa Catarina,  ela está ameaçada pela destruição de habitats, sobre exploração dos recursos naturais, invasão por espécies exóticas, além das mudanças no clima. Em meio a um cenário de perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, formas de preservação e mitigação de danos aos ecossistemas tornaram-se uma necessidade. Animais, plantas, fungos e microrganismos fornecem alimentos, medicamentos e subsídios indispensáveis para a sobrevivência da humanidade.

Diante desse cenário, as pesquisas científicas têm papel crucial. O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) – Biodiversidade de Santa Catarina liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte de uma rede nacional de pesquisas e é apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Atualmente, o projeto “Biodiversidade de Santa Catarina: Investigando a ecologia histórica e os efeitos de manejo para restauração e conservação da Mata Atlântica do Sul do Brasil”, coordenado pelo professor Selvino Neckel de Oliveira, busca entender os efeitos de distúrbios na biodiversidade e encontrar formas de mediar e equilibrar o uso dos recursos naturais aliado à conservação da natureza.
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Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC reabre exposições para público externo

27/05/2022 18:49

MArquE reabriu com uma exposição inédita e mostra do acervo de arqueologia (Fotos: Rafaella Whitaker)

O Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE) abriu nesta sexta-feira, dia 27 de maio, seu pavilhão de exposições para o público. O evento contou com a abertura da exposição inédita MArquE uma história para contar e teve presença do reitor eleito, Irineu Manoel de Souza, e sua vice, Joana dos Passos. Ambos participaram, em companhia dos outros membros do MArquE, de uma breve sessão de discursos.

A nova atração, intitulada MArquE uma história para contar foi posicionada no hall de entrada e inspirada no livro de mesmo nome que havia sido desenvolvido pela equipe pedagógica do museu, junto com o professor Luciano Castro. O livro foi pensado especialmente para estudantes que possuem alguma deficiência visual e faz parte do projeto de inclusão e acessibilidade do museu. 

O professor Irineu parabenizou o trabalho realizado por toda equipe que participou da reabertura do museu utilizando os recursos escassos que estavam disponíveis. “Gostaria de parabenizar toda a equipe do museu por esse evento, pela inauguração e pelas exposições que são muito importantes para a Universidade. Assumimos o compromisso de dar continuidade a toda esta obra de valorizar cada vez mais os museus.” 

Também foi reaberta ao público a exposição Arqueologia em Questão: Percorrendo o Litoral Catarinense, que havia sido fechada em 2018. O grande acervo de Arqueologia Pré-Colonial e Histórica e de Etnologia Indígena é exposto novamente ao público e mostra a história da ocupação e desenvolvimento humano no litoral do estado. Ainda estão previstas para este ano oficinas promovidas para ampliar sua área de atuação e público trazendo atividades sobre o acervo e cotidiano do museu. 

As exposições poderão ser visitadas de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e também podem ser reservados horários para visita em grupo na exposição de longa duração. É necessário preencher o formulário de agendamento disponível no site oficial do MArquE, no qual é preciso informar quantos visitantes vão ao museu e também se há algum indivíduo portador de deficiência visual, intelectual ou física para que a visita seja mais acessível e agradável. Atendimento a pesquisadores, estudantes, parcerias, seguem sendo atendidas a partir do contato: http://tinyurl.com/marquepesquisador.

 

Matheus Alves/Estagiário Agecom

Tags: exposiçãoMArquE – Museu de Arqueologia e EtnologiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC Titans conquista título no campeonato Brasileiro Universitário de eSports

27/05/2022 17:22

A UFSC Titans, equipe de eSports da UFSC, conquistou o título no Campeonato Brasileiro Universitário de eSports (BUE), que teve a sua final em Goiânia-GO no domingo, 22 de maio. O time disputou em duas modalidades, no Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) e em League of Legends (LOL). Saiu como campeão no CS:GO – seu segundo título consecutivo – e chegou às finais no torneio de LOL.

Lucas Dias, estudante do curso de Engenharia de Controle e Automação e um dos fundadores da equipe, acompanhou o time na final em Goiânia. “O título é o símbolo da habilidade e dedicação dos atletas e também de todo trabalho que temos nos bastidores para garantir que eles estejam sempre focados no desempenho. Orgulhosos também por carregarmos o nome da UFSC e do Estado para o resto do Brasil, representando muito bem o nosso potencial.”

Dias também comenta que a consequência de estar no topo é a crescente atenção da mídia para o projeto, trazendo cada vez mais público e motivando empresas a apoiar a equipe. Também acaba trazendo muito orgulho para a Titans, pois os consolida ainda mais dentro da própria universidade.

Além da BUE, a Titans também participa de outros campeonatos universitários de eSports. Há o Campeonato Brasileiro de Esports Universitário (CBEU), Sul Brasileiro de Esports (SBE), Torneio Universitário de Esports (TUES) – no qual foram campeões no ano passado – e a Liga Universitária de Esports Brasileiro (UEB), entre outros.

Confira mais informações no site da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. 

João Eduardo Cardoso Pinheiro/ Estagiário Agecom

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Grupo da UFSC tem planta solar piloto capaz de produzir mais energia; dados irão beneficiar o setor

27/05/2022 13:53

Planta Solar fica junto às instalações do Grupo Fotovoltaica (Fotos: Amanda Miranda)

A Universidade Federal de Santa Catarina deu mais um passo em direção à inovação na geração de energia solar. O Grupo Fotovoltaica tem, em operação, uma Planta Solar Piloto de Módulos Bifaciais, capazes de gerar energia com radiação direta do sol e refletida pelo solo. O empreendimento foi inaugurado na manhã desta sexta-feira, 27 de maio, pela CTG Brasil, multinacional da área de energia limpa. O projeto foi desenvolvido no âmbito de Pesquisa & Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp Ilha Solteira ) e com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis.

Com investimentos de R$ 7,2 milhões, o sistema está instalado no Sapiens Parque, onde o grupo da UFSC tem a sua sede e realiza seus experimentos. O coordenador do laboratório, professor Ricardo Rüther, lembrou que a inauguração se dá em uma fase de crescimento do setor, já que há seis anos a fonte solar é a que mais cresce no mundo quando o assunto é geração de energia. Hoje, ela responde por cerca de 8% da matriz elétrica brasileira, com o grupo da UFSC ocupando um papel de protagonismo no cenário da pesquisa e desenvolvimento.
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Professor da UFSC assina carta na ‘Science’ sobre preservação de florestas marinhas construídas por animais

27/05/2022 11:05

Crédito: Hudson Pinheiro

O professor Paulo Antunes Horta, do Departamento de Botância da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é um dos autores de uma carta na edição da revista Science publicada nesta sexta-feira, 27 de maio. O texto chama a atenção para a situação dos oceanos e para um negligenciado ecossistema: as florestas construídas por animais nas profundezas dos mares.

> Clique AQUI para acessar a íntegra (em inglês)

Apesar dos avanços na conscientização – resultado de movimentos locais e globais, como a ONU Conferência sobre Mudança Climática em Glasgow (COP26), a Década da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021–2030) e da Restauração do Ecossistema -, as atividades humanas continuam a transformar profundamente os ecossistemas marinhos. Segundo o trabalho, há décadas de atraso e falta de recursos para a a ampliação e aprofundamento da pesquisa sobre o oceano sua conservação e diversidade biológica.

“Ecossistemas que vivem no fundo dos mares sofrem os efeitos da pesca de arrasto, da poluição urbana e agrícola, da bioinvasões, mudanças climáticas, entre outros eventos típicos do sistema de produção e consumo de nossa sociedade dominantemente capitalista”, explica o professor Paulo Horta. Entre estes ecossistemas, florestas de animais marinhos, que são dominados por organismos como esponjas, corais e gorgônias, formam habitats que são particularmente vulneráveis a todas estas fontes de perturbação.

As florestas de animais marinhos incluem habitats que vão do litoral mais raso ao mar profundo, representando um dos maiores biomas da Terra. As florestas são ecologicamente relevantes como hotspots de biodiversidade e berçário fundamentais. As evidências sugerem que elas têm o potencial de fornecer serviços ecossistêmicos que mitigam os efeitos das mudanças climáticas ao imobilizar carbono. No entanto, as informações sobre balanço de carbono, entre outros gases estufa, dinâmica populacional, conexão genética e o funcionamento do ecossistema e das principais espécies ainda é carente de pesquisas, especialmente no Brasil.
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Vida UFSC: Idésio Leal, artista que está continuando o mosaico de Rodrigo de Haro na UFSC

25/05/2022 16:38

Passando pelo prédio da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vemos a arte de Rodrigo de Haro, que tinha Idésio Leal como colaborador. A obra, além de marcar a vida dos artistas, faz parte da identidade da UFSC. A área total do mosaico é de 440m², um dos maiores da América Latina. O segmento da fachada se chama “Um livro aberto da América pré-Colombiana”, produzida nos anos de 1995 a 1997.

Todo esse trabalho é um orgulho para Idésio, que possui admiração por de Haro. “Comecei a trabalhar com ele em minha adolescência, moramos juntos até a passagem dele. Possuo extrema admiração pelo Rodrigo, trabalhei com ele durante 42 anos”, comenta. Dos filhos de Idésio, Rodrigo é padrinho.

Mesmo com o falecimento de Rodrigo de Haro em 2021, Idésio está continuando o seu legado. Atualmente, trabalha na obra “Folclore Popular” que começou a ser feita em 24 de março deste ano e deverá ser concluída até julho. Ela se localiza na parte de trás da Reitoria e é uma ação da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte/UFSC).

No mosaico, cada fragmento de azulejo é cortado a mão. Dependendo do tom da cor, o corte pode ser mais difícil, já que as escuras têm mais camadas. O artista trabalha com o seu assistente, Amilton Silvero, oito horas por dia sobre andaimes onde estão as suas ferramentas: riscadeira, esmerilho, policorte e disco. Embaixo dos andaimes há uma mesa na qual está o esboço em papel do que será feito na parede, e um livro para que os visitantes registrem sua passagem pelo local da obra.

Idésio trabalhou com Rodrigo em Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba. Além das que estão na Reitoria, há obras no Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), na Praça
dos Três Poderes em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina e na fachada do Clube Doze no centro da cidade, sendo que até maio de 2022 foram produzidos 56 mosaicos.

O Projeto Vida UFSC, desenvolvido pela Agência de Comunicação da UFSC (Agecom), nasceu com o propósito de demonstrar um pouco da construção coletiva da Universidade: o cotidiano, a rotina, o trabalho e a percepção das pessoas que compõem a comunidade universitária.

O objetivo é retratar um pouco da realidade cotidiana desse ecossistema educacional dinâmico e pulsante, cuja soma de esforços gera resultados para toda a sociedade.

Carolina Monteiro e João Eduardo Cardoso Pinheiro/ Estagiários Agecom

Inscrições no processo seletivo de vagas remanescentes na UFSC terminam nesta quinta

25/05/2022 11:55

O período de inscrições para o preenchimento de vagas remanescentes do Vestibular terminam nesta quinta-feira, 26 de maio. São oferecidas 572 vagas em 28 cursos dos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville, para ingresso no segundo semestre letivo de 2022. Podem se inscrever todos os estudantes que concluíram ou estão em vias de concluir o Ensino Médio (curso de 2º Grau ou equivalente).

> Confira a íntegra do edital do Processo Seletivo Especial

A inscrição é realizada somente via internet, no site www.remanescentes2022.ufsc.br. Os candidatos devem preencher o Requerimento de Inscrição e enviá-lo à Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) até as 23h59 do dia 26 de maio. Após envio do requerimento, é aconselhável imprimir o Comprovante de Inscrição e gerar o boleto bancário, que poderá ser pago em qualquer agência bancária do País, em postos de atendimento ou via internet até o dia 27 de maio.

A taxa de inscrição é de R$ 75 para todos os cursos, mas os candidatos poderão solicitar isenção total do pagamento via CadÚnico (Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007) ou nos termos da Lei nº 12.799, de 10 de abril de 2013, que garante isenção das taxas a alunos que cursaram todo o Ensino Médio em escola da rede pública (ou em escola privada com bolsa integral) e que possuam renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo per capita. Os requerimentos de isenção devem ser encaminhados no período de 17 a 20 de maio.

A partir do dia 31 de maio, a Coperve divulgará a Confirmação de Inscrição Preliminar, no site www.remanescentes2022.ufsc.br, no link “Confirmação de Inscrição Preliminar”, para conferência de dados. No caso de informações erradas, a correção poderá ser feita até 2 de junho. A Confirmação de Inscrição Definitiva, contendo a indicação do local onde o candidato realizará as provas, será disponibilizada até o dia 22 de junho de 2022.

Os cursos e as quantidades de vagas oferecidas estão disponíveis no Anexo I do edital, enquanto o Anexo II traz as informações sobre as tabelas de pesos das disciplinas e os pontos de corte. Em todos os cursos ofertados haverá reserva de vagas (50%) para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio em escolas públicas, com recorte de renda e cotas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência.
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