Estudo da UFSC aponta que fogo pode beneficiar vegetação dos campos de altitude

02/03/2026 10:09

Sofia Casali trabalhando em seu projeto de pesquisa. Foto: arquivo pessoal

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que o fogo exerce papel importante na manutenção da diversidade de plantas herbáceas nos Campos de Altitude do Sul do Brasil. A pesquisa é resultado da dissertação de mestrado de Sofia Casali no Programa de Pós Graduação em Ecologia da UFSC, financiada pelo CNPq e pela FAPESC, e foi publicada na revista científica Plant Ecology. 

O trabalho foi realizado no Parque Nacional de São Joaquim, na Serra Catarinense, e analisou 336 parcelas de vegetação ao longo de um histórico de 32 anos de ocorrências de fogo. Os pesquisadores avaliaram a riqueza de espécies, dominância vegetal, quantidade de biomassa morta e fatores ambientais como solo e topografia.

Os resultados mostram que quanto maior o período sem queimadas, maior é a dominância de poucas espécies, principalmente gramíneas, que passam a representar grande parte da comunidade vegetal. Essa dominância está associada ao acúmulo de biomassa seca e morta, que dificulta o estabelecimento de outras plantas e reduz a diversidade.

Segundo Sofia, o fogo faz parte da dinâmica natural desses campos há muitos anos, mas seu regime vem sendo alterado. “Quando o fogo é impedido por muito tempo, certas espécies acabam dominando o ambiente e acumulando grande quantidade de biomassa seca, que pode dificultar o rebrote de outras espécies e aumentar o risco de incêndios catastróficos”, explica a pesquisadora.
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Biodiversidade catarinense: é possível equilibrar a utilização dos recursos naturais e a preservação da natureza?

27/05/2022 19:40

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A  biodiversidade ou diversidade biológica está relacionada às riquezas naturais. No estado de Santa Catarina,  ela está ameaçada pela destruição de habitats, sobre exploração dos recursos naturais, invasão por espécies exóticas, além das mudanças no clima. Em meio a um cenário de perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, formas de preservação e mitigação de danos aos ecossistemas tornaram-se uma necessidade. Animais, plantas, fungos e microrganismos fornecem alimentos, medicamentos e subsídios indispensáveis para a sobrevivência da humanidade.

Diante desse cenário, as pesquisas científicas têm papel crucial. O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) – Biodiversidade de Santa Catarina liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte de uma rede nacional de pesquisas e é apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Atualmente, o projeto “Biodiversidade de Santa Catarina: Investigando a ecologia histórica e os efeitos de manejo para restauração e conservação da Mata Atlântica do Sul do Brasil”, coordenado pelo professor Selvino Neckel de Oliveira, busca entender os efeitos de distúrbios na biodiversidade e encontrar formas de mediar e equilibrar o uso dos recursos naturais aliado à conservação da natureza.
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