UFSC sedia I Seminário Brasileiro do Altruísmo Eficaz em agosto

18/07/2016 17:22

Cartaz-Altruismo-EficazO Programa de Pós-graduação em Filosofia (PPGFil) promove, no dia 10 de agosto, quarta-feira, o “I Seminário Brasileiro do Altruísmo Eficaz: desafios e perspectivas”. O evento, que abordará os conceitos de Altruísmo Eficaz e Ética Prática, começa às 14h, no auditório do CFH.

Na mesa de abertura, o professor Delamar José Volpato Dutra apresentará uma introdução à filosofia de Peter Singer. A seguir, Celso Vieira, coordenador do grupo The Life You Can Save em Belo Horizonte (MG), dará continuidade ao tema abordando “o célebre argumento de Peter Singer em favor da obrigação moral de ajudar as pessoas em situação de pobreza extrema”.

O próximo palestrante convidado será Leo Arruda, co-diretor do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade (IERFH). Ele explica que a ideia de Altruísmo Eficaz deu origem a um movimento que hoje envolve milhares de pessoas em diversas partes do mundo: “As pessoas que constroem esse movimento almejam e se dedicam ao ideal de transformar o mundo por meio de iniciativas de alto impacto. Apresentarei a origem do Altruísmo Eficaz e as atividades desenvolvidas no Brasil e no mundo”.

A programação completa está disponível aqui.

Inscrições e mais informações pelo e-mail aebrasil2016@gmail.com ou Facebook.

Tags: Altruísmo EficazBrasileiroPPGFILPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaseminárioUFSC

Exposição ‘Ensaio Fotográfico: A Beleza de Nossos Corpos Negros’ segue até 4 de agosto no Centro de Eventos

18/07/2016 13:30

12957543_222414618114732_8143970656937664759_oA Exposição “Ensaio Fotográfico: A Beleza de Nossos Corpos Negros”, projeto Dossiê Kurima – Estética Negra, será aberta nesta segunda-feira, dia 18, às 14h, nos espaços de exposições, piso térreo do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. As visitações ficam abertas até 4 de agosto.

A coordenação geral da exposição é de Roberta Lira, com fotografia de Diana Souza e realização do Coletivo Kurima (Kurima Bantu). A Secretaria de Cultura e Arte da UFSC (SeCArte) patrocina e apoia o evento, que já esteve exposta no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC durante duas semanas em dezembro de 2015; na Biblioteca Central da UFSC de abril a julho de 2016; durante o III Congresso Internacional de Professores das Línguas Oficiais do Mercosul (CIPLON) em junho de 2016; e no 1º Encontro de Relações Étnico Raciais (ERER), da Lei 10.639,  no Centro Integrado de Cultura (CIC).

Estão disponíveis visitações monitoradas da exposição e biblioteca para escolas e grupos.

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Tags: A Beleza de Nossos Corpos NegrosCentro de Cultura e Eventosensaio fotográficoexposiçãoSeCArteUFSC

Conferência expõe pensamento de Hannah Arendt sobre crise na educação

15/07/2016 13:54
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Na quarta-feira, 13 de julho, ocorreu a sétima e última conferência do seminário Dimensões Estéticas da Formação Humana. Com o título “A natalidade como possibilidade de amor mundi – humanismo e formação em Hannah Arendt”, a aula foi ministrada pela professora Daiane Eccel, do departamento de Estudos Especializados em Educação (EED) da UFSC. “Hannah Arendt não é uma pensadora específica da educação, mas ela faz um bom diagnóstico de época — a modernidade —, sobre a atual crise na educação. Minha proposta é pensar em que medida a ideia de amor mundi, relacionada à natalidade, pode ajudar a refletir sobre essa crise”, explica Daiane.

A professora iniciou a conferência diferenciando os conceitos de amor e amor mundi – que, segundo ela, não está explícito na obra de Hannah Arendt: “O conceito amor mundi aparece disperso, não há nenhuma referência clara e direta sobre ele.” Daiane destacou as duras críticas da filósofa alemã à ideia de amor ao próximo. “Para ela, quando o cristão tem a pretensão de amar a todos, ele não ama ninguém. Não é possível amar ao próximo como a ti mesmo. No cristianismo, ‘o próximo’ é só um meio para chegarmos a um fim. Isso, para Arendt, não é amor, é uma espécie de deturpação do amor.”

Hannah Arendt também critica a ideia de amor romântico: “A pessoa retira-se do mundo para construir um outro mundo, junto da pessoa amada. O amor romântico, portanto, é um ‘egoísmo a dois’. Mas esse amor também gera uma contribuição ao mundo, uma nova possibilidade, que é uma criança.” Daiane seguiu discorrendo sobre a relação do conceito de amor mundi com a natalidade, que seria o “segundo nascimento”.

O primeiro nascimento, o biológico, envolve apenas as necessidades essenciais para a sobrevivência. “Para o segundo nascimento acontecer, é necessário uma preparação. É aí que entra o papel da educação, da formação. Hannah Arendt afirma que a educação deve se dar na passagem do primeiro nascimento para o segundo nascimento. É nesse meio onde operam os pais e a escola”, expôs Daiane.

A professora discursou também sobre a interdependência entre democracia e educação. “O primeiro nascimento está na esfera do lar, da necessidade. O segundo nascimento, na esfera pública, da liberdade. Todos devem ter acesso a determinado conteúdo, para então estar preparado para agir sobre o mundo.” Na modernidade há problemas na transição entre esses dois momentos. A crise na educação, segundo Hannah Arendt, tem a ver com essa passagem mal feita.

Daiane explicou que, quando o processo educacional não possibilita o segundo nascimento, ele é julgado como falho. “O indivíduo pode escolher se vai ou não agir na esfera pública, mas ele deve ter as ferramentas para isso. O amor mundi não é um sentimento privado. Ele é externo, está completamente ligado à esfera pública. É a responsabilidade que todos temos com as próximas gerações”, finaliza a pesquisadora.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

 Seminário

Coordenado pela professora Marlene de Souza Dozol, o seminário teve por objetivo discutir a relação da estética com a formação humana. “Abordamos as categorias estéticas que marcam cada momento da História. Passamos pela Grécia, Roma, Idade Média, Renascimento, séculos XVIII, XIX, XX. Para cada período, escolhemos um pensador que tratou, de alguma forma, de filosofia da educação”, explica Marlene. Montaigne, Jean-Jacques Rousseau e Hegel foram alguns dos autores escolhidos.

Um aspecto positivo do seminário, segundo a coordenadora, foi a oportunidade de valorizar as pesquisas de professores da própria universidade. “Os conferencistas convidados eram todos da UFSC. Foi possível conhecer a riqueza de seus trabalhos, os talentos que temos aqui e o quanto cada um tem a contribuir em diferentes campos de saber.” Cerca de 40 estudantes participaram do evento, oriundos da graduação e pós-graduação de diversos departamentos da UFSC: Filosofia, Letras, Sociologia, Pedagogia, Direito, Biologia, entre outros.

Nesta sexta-feira, 15 de julho, às 18h30, ocorre a última atividade do seminário. Integrantes do grupo de estudos “Estética e Educação” apresentarão suas pesquisas na sala 618 do PPGE, 2º andar do Centro de Ciências da Educação (CED). Confira os trabalhos:

Título Autora
“A noção de uma cultura da juventude romântica em Walter Benjamin” Priscilla Stuart da Silva
“A força da linguagem nos ‘Devaneios’ de Rousseau” Luana Aversa
“Arte de educar e conexão razão-sentimento e pensamento-arte na obra de Rousseau: uma formação estética na infância” Lia Presgrave

Interessados no conteúdo das conferências podem acessar toda a bibliografia indicada pelos professores na xerox do CFH, na pasta com o título “Dimensões Estéticas da formação humana”. A segunda edição do seminário está prevista para o primeiro semestre de 2017.

Grupo de estudos

“Nosso grupo tem um perfil plural, aberto em termos de perspectivas e pensadores. Essa é nossa marca registrada”, afirma Marlene. O grupo de estudos “Estética e Educação” está aberto a novos integrantes interessados na área. As reuniões são quinzenais e a agenda de estudos e pesquisa é definida a cada início de semestre. São escolhidas obras que estabeleçam um diálogo da filosofia da educação com outras áreas, como a literatura, pintura, música.

“Nos encontros, há um amadurecimento de ideias que, muitas vezes, resultam em publicações. Também aproveitamos para aprimorar a produção textual, promovendo oficinas de escrita científica”, afirma Marlene. Os principais autores que vêm sendo estudados são Hannah Arendt, Jean-Jacques Rousseau e Walter Benjamin.

Mais informações sobre o grupo:

Professora Marlene de Souza Dozol: lena.dozol@uol.com.br

Professora  Daiane Eccel: daianeeccel@hotmail.com

Doutoranda Priscilla Stuart da Silva: priscillastuart.di@gmail.com

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: CEDCentro de Ciências da EducaçãoconferênciaeducaçãoEstéticaHannah ArendtPPGEUFSC

Pesquisadores da UFSC avistam baleia jubarte em expedição oceanográfica

15/07/2016 08:15
Foto: Alejandro Donnangelo

Foto: Alejandro Donnangelo

Pesquisadores do projeto Monitoramento da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno (MAArE/UFSC), avistaram, em saídas de campo nos dias 16 e 17 de junho, duas baleias e dois grupos de golfinhos. O objetivo da expedição era coletar dados físicos da água, como temperatura, salinidade, fluorescência e visibilidade ao longo de 23 estações de coleta na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (ReBioMar) e seu entorno.

No dia 16 foram avistados dois grupos de botos-da-tainha ou nariz-de-garrafa, como são popularmente conhecidos os espécimes de Tursiops truncatus. Os grupos, compostos por aproximadamente 20 indivíduos cada, foram avistados no perímetro da ReBioMar do Arvoredo e entorno, entre a Ilha Galé e a Ilha do Macuco (ver mapas).  No mesmo dia foi avistada uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), entre a Ilha Deserta e a Ilha do Arvoredo.

No dia 17 foi avistada outra baleia jubarte entre a ReBioMar do Arvoredo e a porção sul da baía do Rio Tijucas. “A equipe, a princípio, ficou em dúvida em relação à espécie, pois avistamentos de jubarte não são muito frequentes nesta região. Baleia-franca (Eubalaena australis) e minke (Balaenoptera bonaerensis) são mais comuns na área monitorada pelo projeto”, relata Alejandro Donnangelo, pesquisador responsável pelo embarque.

O professor Paulo César de Azevedo Simões Lopes, do departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ), confirmou que os animais avistados eram da espécie jubarte: “São claramente jubartes de pequeno porte, entre 8 e 10 metros de comprimento, provavelmente perdidas de seu grupo. Esses animais se afastam da costa em Cabo Frio (RJ) e vão para alto mar até a Antártica à procura de alimento”.

Mapa:

Mapa: Alejandro Donnangelo

Foto: Alejandro Donnangelo

Foto: Alejandro Donnangelo

O professor explica que, em 32 anos de monitoramento no litoral catarinense, apenas duas jubartes foram avistadas em Santa Catarina. “Em 2014 houve o terceiro caso. Mas em 2015, excepcionalmente, foram avistadas 16 jubartes próximas à costa de Santa Catarina. Não sabemos ainda o que está acontecendo, mas os avistamentos desta expedição com certeza está relacionado com o que ocorreu ano passado”, alerta.

mapa-MAArE

Fonte: Alejandro Donnangelo

O mais comum nesta época do ano é o aparecimento de baleias-francas. Em agosto de 2014, a equipe do projeto MAArE resgatou uma baleia e seu filhote presos em redes de pesca, a cerca de 1 km da praia da Lagoinha, norte de Florianópolis. Parece haver um aumento de baleias jubarte no nosso litoral. Segundo uma das coordenadoras do projeto MAArE, Bárbara Segal Ramos, a presença de jubartes, francas, minkes e golfinhos traz esperanças em relação ao quanto ainda é possível contribuir para a conservação dessas fantásticas formas de vida, que já estiveram quase extintas. “Nesse sentido, monitorar e trabalhar em conjunto para garantir a boa qualidade da água no nosso litoral é de grande importância para mantermos o ambiente saudável para todos nós”, afirma.

Mais informações: contatomaare@gmail.com | 48 3721-6160 / 48 37216430 | site

Texto de  Diego Melo Arruda Rodrigues (Projeto de Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno)

Fotos e mapas:  Alejandro Donnangelo

 

 

Tags: baleiajubarteMAArEMonitoramento da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e EntornoUFSC

Proex promove encontro para discutir a extensão na UFSC

14/07/2016 17:29

A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoveu o encontro “Discutindo a Extensão na UFSC”, nesta quarta-feira, 13 de julho, no auditório Henrique Fontes do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Entre os participantes estavam os coordenadores de extensão de centros de ensino da UFSC, que apresentaram as principais ações e um panorama da atuação de cada setor. O painel de abertura contou com a participação do reitor da UFSC, Luis Cancellier.

Representante do Centro de Araranguá apresenta ações. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Representante do Centro de Araranguá apresenta ações. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Entre as discussões, estavam a necessidade de mais recursos e alternativas para o financiamento dos projetos e de uma divulgação mais detalhada sobre o conceito de extensão – os professores relataram muitas dúvidas sobre a definição de um projeto como de ensino, pesquisa ou extensão. Na apresentação do Centro Socioeconômico, foram solicitados mais periódicos de divulgação das atividades de extensão. Entre as necessidades do Centro de Desportos, estava a ampliação do número de bolsas para atender o número de projetos gratuitos que atendem a comunidade.

O Pró-Reitor de Extensão, Rogério Cid Bastos, destacou a “discussão intensa e de alto nível” e que encontros como este servem como mecanismo para internalizar a extensão na UFSC, ampliando o bom relacionamento com a sociedade.

Confira as apresentações

CCA

CSE

CCE

Centro de Joinville

CFM

CCB

CED

Centro de Araranguá

Centro de Blumenau

Centro de Curitibanos

CCS

CDS

CTC

Fotos: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Tags: extensãoPROEXUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadoras da UFSC incentivam a prática culinária por meio de oficinas

14/07/2016 11:36

É comum que nos dias de hoje jovens universitários não tenham o hábito de cozinhar. Condições financeiras, falta de equipamentos e utensílios, de tempo, de habilidades ou insegurança na cozinha são barreiras que impedem os estudantes de preparar suas refeições. Além disso, estudos mostram uma mudança nos hábitos alimentares de jovens que saem da casa dos pais ao entrar na faculdade, pois passam a fazer refeições com baixo valor nutricional, principalmente comidas industrializadas, prejudiciais pelo excesso de açúcar, sódio, gordura e conservantes.

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética, CCS. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética (CCS). Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Com o objetivo de incentivar a prática culinária e ensinar técnicas de cozinha aos estudantes que moram sozinhos, as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, Greyce Luci Bernardo e Manuela Mika Jomori, com orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, conduziram oficinas de culinária com alunos da Universidade. O projeto é parte da tese de Greyce que, por meio das oficinas, pretende melhorar as práticas alimentares dos estudantes e avaliar a influência da intervenção no costume de cozinhar e consumir alimentos saudáveis.
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Tags: alimentaçãocapesCCSdoutoradonutriçãooficina culináriaUFSC

Palestra Gêneros, Marca e Cidade antecipa debates do Sicom nesta quinta

13/07/2016 11:13

palestraO grupo de pesquisa Significação da Marca, Informação e Comunicação Organizacional (Sigmo) promove, nesta quinta-fera, dia 14, às 16h, a palestra Gêneros, Marca a Cidade, no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE). O evento é uma das atividades prévias ao Seminário de Comunicação da Marca (Sicom), que acontece em outubro deste ano.

A palestrante, Juliana Cavilha, é professora e pesquisadora graduada em Ciências Sociais (1996), com mestrado (2002) e doutorado (2010) em Antropologia Social pela UFSC, e estágio na Ècole des Hautes Etudes en Sciences Sociales na França.

 

Serviço
Quando: 14 de julho, quinta-feira, às 16h
Onde: Auditório Henrique Fontes – CCE

Mais informações:
Site do III Sicom
Evento no Facebook

 

Tags: palestraSicomUFSC

Administração Central emite comunicado sobre Progressão Funcional Docente

12/07/2016 19:19

A Administração Central da UFSC comunica que irá restabelecer, por meio de Portaria Normativa do Gabinete do Reitor, a garantia de que não haverá perda de interstícios nos processos de Progressão e Promoção Funcional, referentes a períodos retroativos, retornando aos procedimentos adotados até setembro de 2014. A portaria já foi publicada no Boletim Oficial da UFSC.

A Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) está sendo orientada, portanto, a admitir a concessão de progressões em atraso, com restrição, por ora, apenas dos efeitos financeiros. A Comissão terá prazo de até 15 (quinze) dias, para divulgar em sua página na internet, os procedimentos a serem adotados.

Em 12 de julho de 2016

Luiz Carlos Cancellier

Reitor

Tags: Administração CentralComissão Permanente de Pessoal DocenteCPPDdocenteprogressão funcionalUFSC

‘9º Café com Tato’ traz apresentação musical e bate-papo à Biblioteca Universitária

12/07/2016 17:19

XÍCARA DO 9 café com tato inscrições-1A 9º edição do “Café com Tato”, evento promovido pelo Setor de Acessibilidade Informacional da Biblioteca Universitária (BU), acontece nesta quinta-feira, dia 14, das 15 às 17h no Auditório da Biclioteca Central, no campus UFSC em Florianópolis. Durante o evento haverá a apresentação do duo catarinense A Corda em Si, formado por Mateus Costa (contrabaixista, arranjador e compositor) e Fernanda Rosa (cantora e compositora). Após a apresentação, haverá um bate-papo e será servido um café.

 

Serviço

Quando: 14 de julho, quinta-feira, das 15 às 17h.

Onde: Auditório da Biblioteca Central – UFSC

Inscrições: Enviar e-mail para aai.bu@contato.ufsc.br até quarta-feira, dia 13. Escrever no assunto: “INSCRIÇÃO CAFÉ COM TATO” e  o seu nome completo. No corpo do e-mail escrever, o nome, CPF, telefone, se possui deficiência e qual deficiência, e a instituição de origem.

 

 

 

Descrição da imagem para pessoas com deficiência visual:

Sobre fundo azul aparece um desenho de uma xícara de café estilizada com as seguintes palavras escritas em cores e tamanhos diferentes:

AAI, biblioteca, artes, pessoas, Café com Tato, encontros, troca, cinema, acessibilidade e UFSC.

Sobre a xícara aparecem duas linhas brancas retorcidas de fumaça. No canto superior esquerdo, escrito em branco: Inscrições Abertas.

Tags: BUcafé com tatoUFSC

UFSC na mídia: reportagem especial sobre aborto legal em Santa Catarina

12/07/2016 11:30

Laudelina não quis parir um filho com quem iria compartilhar o próprio pai. Rejeitou uma gravidez resultante de uma série de estupros cometidos dentro de casa que colocaria no colo dela um filho-irmão. A jovem de 24 anos natural do Maranhão reagiu a uma realidade que, infelizmente, é comum no país: ser violentada sexualmente por pessoas próximas. Conforme dados de 2014 do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos da vítima.

– Por ser interior, é costume lá. Eu tenho uma prima que engravidou do pai. Todo mundo olha para a criança e diz: “Ah, é a tua cara!”. Todo mundo se parece lá. [Denunciar] não dá em nada. Teve uma mãe que denunciou, e a família expulsou de casa.

Cansada de ser abusada, fugiu para Santa Catarina na companhia de uma prima. Depois de um ano estudando segurança do trabalho, trabalhando em um restaurante e construindo nova vida em Florianópolis, voltou à cidade natal no Nordeste para visitar a mãe acamada. Foi, então, novamente estuprada pelo pai. Preferiu, mais uma vez, esquecer o sofrimento longe dali e não procurou a ajuda que poderia livrá-la de doenças sexualmente transmissíveis e da gestação. Paralisou de medo e vergonha.

Para desespero de Laudelina*, em novembro do ano passado a menstruação atrasou. Testes de farmácia e sanguíneo comprovaram a gravidez, fruto da relação incestuosa. A mesma certeza tinha em relação à gestação: nenhuma outra opção além de não ter a criança a tranquilizava. Lembrar a concepção daquele ser que crescia em seu ventre era como se fosse violentada mais uma vez.

– Quando a gente toma essa decisão, a gente tem medo de ser criticada pelos outros. Porque eu sou de família católica. É uma coisa que eles não aceitam. Você pode ser mãe solteira, mas abortar, nunca. Preferem te humilhar a vida toda do que te apoiar em uma decisão que vai te fazer feliz.
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UFSC sobe 39 posições em levantamento do ‘Center for World University Rankings’

12/07/2016 10:45

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das 17 brasileiras presentes no ranking 2016 do Center for World University Rankings (CWUR), que classifica as mil melhores instituições de ensino superior do mundo. A UFSC está na 9ª colocação entre as universidades nacionais, na 5ª entre as federais, e na 879ª posição no ranking global – em 2015, a UFSC estava no 918º lugar.

Os critérios adotados pelo CWUR incluem a quantidade e influência de trabalhos divulgados em publicações de renome; o impacto e produtividade desses trabalhos; a influência, quantidade de citações, número de patentes requeridas e a quantidade de ex-alunos empregados em postos-chave de grandes empresas. A nota final para cada instituição vai de zero a cem – o escore da UFSC foi 44,33.

Harvard, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – as três dos Estados Unidos – encabeçam a lista mundial, seguidas pelas inglesas Cambridge e Oxford.

Todas as universidades brasileiras presentes na lista são públicas; dessas, 13 são federais. A primeira colocada entre as nacionais é a Universidade de São Paulo (USP), que ficou em 138º no ranking geral, com o escore de 49,15.

Mais informações: CWUR.

Tags: Center for World University RankingsCWURranking CWURUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Centros de ensino da UFSC discutem a Extensão nesta quarta

12/07/2016 07:47

6c315254A Pró-Reitoria de Extesão (Proex) convida para o evento “Discutindo a Extensão na UFSC”, nesta quarta-feira, 13 de julho, a partir das 8h30, no auditório Henrique Fontes do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

Programação:

9h Início das apresentações das Ações de Extensão dos Centros de Ensino:
9h Centro de Ciências Agrárias
9h15 Centro Socioeconômico
9h30 Centro de Comunicação e Expressão
9h45 Centro de Ciências Jurídicas
10h Intervalo
10h30 Centro de Ciências Físicas e Matemáticas
10h45 Centro de Ciências Biológicas
11h Centro de Ciências da Educação
11h15 Discussão e perguntas
12h Intervalo para almoço
14:h Centro de Araranguá
14h15 Centro de Blumenau
14h30 Centro de Curitibanos
14h45 Centro de Joinville
15h Intervalo
15h15 Centro de Filosofia e Ciências Humanas
15h45 Centro de Ciências da Saúde
16h Centro de Desportos
16h15 Centro Tecnológico
16h30 Discussão e perguntas

Tags: extensãoPROEXUFSC

Conferência ‘A natalidade como possibilidade de amor mundi’ ocorre nesta quarta

12/07/2016 07:38

Conferência Profa Daiane Eccel_Dois eventos estão programados para a última semana do seminário “Dimensões estéticas da formação humana”. Nesta quarta-feira, 13 de julho, às 16h, ocorre a conferência “A natalidade como possibilidade de amor mundi – humanismo e formação em Hannah Arendt”. A palestra será ministrada pela professora Daiane Eccel, do Departamento de Estudos Especializados em Educação (EED) da UFSC. Na sexta-feira, 15 de julho, às 18h30, haverá apresentação de comunicações de estudantes do grupo de estudos “Estética e Educação”, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). As duas atividades serão realizadas na sala 618 do PPGE, 2º andar do Centro de Ciências da Educação (CED).

Tags: CEDconferênciaEEDEstéticaHannah ArendtPPGEseminárioUFSC

UFSC recebe ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

11/07/2016 17:56
Foto: GR/Divulgação

Foto: divulgação

O reitor Luis Cancellier recebeu, na tarde desta segunda feira, 11 de julho, o ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando de Magalhães Furlan, e o diretor presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e professor da UFSC, Luiz Otávio Pimentel. O reitor solicitou apoio do ministro ao “Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Integradas do Algodão (Ladetec-Algodão)”. O projeto tem como administração objetivo prover a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e inovação na área têxtil e de confecção, especialmente considerando o papel protagonista da UFSC com a criação do campus de Blumenau e do curso de Engenharia Têxtil, colaborando na ampliação do setor, num produto competitivo, de qualidade e sustentável. Ainda, a partir do projeto, poderá ser criado o primeiro mestrado acadêmico em Engenharia Têxtil do Brasil.

Foto: GR/Divulgação

Foto: divulgação

O custo global do projeto poderá ser financiado pelas multas impostas pelo Estado brasileiro aos Estados Unidos da América, fruto de protecionismo aos seus cotonicultores. Todas as solicitações referentes ao financiamento já foram atendidas, e neste momento aguarda-se que o assunto entre na pauta da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O ministro afirmou que apoiará o pleito e deixou gravado no livro de mensagens do gabinete do reitor os dizeres: “Como ex-aluno da faculdade de Direito da UFSC, volto com grande satisfação para esta visita na condição de ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.”

Tags: Comércio Exterior e ServiçosEngenharia TêxtilMinistério da Indústriaministro interinoreitorUFSC

Revista ‘Captura Críptica’ recebe produções científicas e artísticas até sexta-feira

11/07/2016 16:51

Captura-CriticaA revista Captura Críptica, coordenada por alunos e ex-alunos do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD/UFSC), recebe submissão de artigos, ensaios, textos, manifestos, produções artísticas e literárias até esta sexta-feira, 15 de julho. Captura Críptica é uma publicação com periodicidade semestral, que objetiva incentivar e difundir a produção acadêmica nos campos da dogmática crítica, da propedêutica jurídica e de manifestações artísticas e literárias que dialoguem com o direito ou a política. O periódico apresenta uma seção temática, o Dossiê, que nesta edição abordará as imbricações entre gênero, subjetividades e relações de poder.

O edital para submissão de trabalhos está disponível aqui.

Mais informações no site da revista, pelo e-mail capturacriptica@gmail.com ou telefone (48) 9620-4679.

 

Tags: Captura CríticaCCJeditalPPGDpublicação científicarevistaUFSC

Estudantes do Projeto Rondon partem rumo ao Rio Grande do Norte

08/07/2016 15:45

Os estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que participarão do Projeto Rondon saíram na quinta-feira, dia 7, de Florianópolis rumo ao Rio Grande do Norte, onde farão parte da equipe nacional da operação “Forte dos Reis Magos”, na cidade de Pedro Velho. Oito acadêmicos e dois professores da UFSC participarão da operação, que reúne estudantes de 20 universidades federais do Brasil.

Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

Estudantes que farão parte do Projeto Rondon (Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC)

A ação, que vai de 9 a 24 de julho, atuará em áreas com altos índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços. A UFSC atuará nas áreas de Cultura, Educação, Direitos Humanos & Justiça e Saúde no projeto, que tem como missão também proporcionar troca de experiências para possibilitar aos rondonistas um melhor desenvolvimento de sua cidadania e valorização da diversidade cultural do país.

Rubens Bonomini, que cursa o último semestre de Engenharia de Produção Elétrica, está animado com a participação no projeto. “As expectativas vão muito além do que a gente pode imaginar. Espero conhecer muita gente diferente, de outra realidade, e a alegria de estar num projeto reconhecido nacionalmente é altíssima.”

Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

Rubens Bonomini, do curso de Engenharia de Produção Elétrica, é um dos participantes (Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC)

O processo de seleção ocorre dentro da própria universidade, e uma vez que os estudantes são selecionados, a equipe monta um projeto e concorre com alunos de outras instituições. “A ideia inicial do projeto foi trazer conhecimentos que agreguei na faculdade, e tentar fazer oficinas bastante didáticas, para um público que tem pouco conhecimento sobre os assuntos. Então, colocamos coisas aprofundadas do curso de Produção, a questão das finanças pessoais, e meu projeto pessoal que é focando na reutilização do óleo utilizado nas frituras, para que não seja jogado no encanamento e possa fazer, por exemplo, sabão com ele para um melhor aproveitamento”, continuou o estudante.

“Esse projeto é uma experiência que permite nos envolver com pessoas muito diferentes, então acho que, quando retornar, estarei muito mais aberto e receptivo a outras culturas. Buscando aprender com gente que, apesar de não ter faculdade, por exemplo, tem grandes conhecimentos e podem nos passar tudo o que sabem”, finalizou Rubens.

O Projeto Rondon é coordenado pelo Ministério da Defesa e tem abrangência nacional.

 

Matheus Pereira/Estagiário de Jornalismo Agecom/UFSC

Tags: Projeto RondonUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto 12:30 recebe ritmo nordestino da Banda Mauê dia 13

08/07/2016 14:52
Banda Mauê. Foto: divulgação

Banda Mauê. Foto: divulgação

A banda mineira Mauê apresenta o som do xote, coco, baião e maracatu para o Projeto 12:30 desta quarta-feira, 13 de julho. Com músicas autorais do álbum Elevar, a banda faz um resgate dos ritmos nordestinos por meio de uma linguagem bem contemporânea. O show, gratuito e aberto à comunidade, será realizado às 12h30, no Varandão do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Banda Mauê

Nascidos com a arte, envoltos na energia das montanhas mineiras, surgiu a Banda Mauê. No final de 2011, três irmãos mineiros embarcaram em uma viagem à cidade de Paraty, onde decidiram residir, e foi no balanço do mar que surgiram os primeiros passos de uma junção musical que viraria a Banda Mauê, que desde abril reside em Florianópolis.

Hoje, depois de quase três anos de banda e muitos shows pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Santa Catarina, a banda Mauê vem ganhando espaço no cenário musical brasileiro, participando de grandes festivais como o Encontro de Culturas Tradicionais (GO) 2015 e o Psicodália (SC) 2016, onde se apresentaram personalidades como Elza Soares, Naná Vasconcelos e Nação Zumbi. A banda tem grande atuação em eventos tradicionais de Paraty como Festa do Divino, Festa Juá, Festival da Cachaça, Paraty em Foco, Flip e muitos outros. 
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UFSC é a terceira melhor federal brasileira em ranking de universidades latino-americanas

08/07/2016 13:30

O Times Higher Education World University Rankings (THE World University Rankings) publicou o resultado do primeiro Latin America University Rankings, que classifica as 50 melhores universidades latino-americanas. A UFSC ocupa a terceira posição entre as universidades federais brasileiras e a 12ª posição no geral.

O ranking-piloto da América Latina é baseado nos mesmos critérios do THE World University Rankings, porém com modificações para valorizar as características das universidades da região. Foram utilizados 13 critérios para avaliar as universidades, com indicadores de desempenho individuais, em todas as suas atividades: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

As categorias têm os seguintes pesos: “Ensino” (36%), considerando-se o ambiente de ensino; “Pesquisa” (34%), levando-se em conta volume, recursos e reputação; “Citações” (20%), o impacto da pesquisa; “Visão Internacional” (7,5%), que inclui o corpo docente, estudantes e pesquisa; e “Recursos Provenientes das Indústrias” (2,5%), transferência de conhecimento.
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Professores da UFSC em Joinville desenvolvem projeto de inclusão digital

07/07/2016 13:24
Professores da UFSC, campus Joinville, apresentam ao reitor Luis Cancellier o projeto UFSCπ. (Foto: Divulgação/UFSC)

Professores da UFSC, campus Joinville, apresentam ao reitor Luis Cancellier o projeto UFSCπ. (Foto: Divulgação/UFSC)

O projeto de extensão UFSCπ, desenvolvido e idealizado por professores do Campus Joinville, começou a ser implantado neste ano e está em fase de captação de recursos para ser ampliado. O projeto consiste em disponibilizar uma placa Raspbery Pi 3 (RPi3) a estudantes em situação de vulnerabilidade sócioeconômica, possibilitando que esses alunos tenham à sua disposição um equipamento que realiza o processamento de softwares e dá acesso à Internet.

O RPi3 é um hardware que, ao ser conectado a uma televisão com entradas analógica e digital (HDMI), um teclado e um mouse, transforma-se em um computador com acesso à Internet. O equipamento já vem com o Sistema Operacional Linux instalado, além de outros softwares livres necessários para as atividades diárias dos estudantes.

“É um sistema piloto, neste semestre queremos acompanhar alunos de diversos cursos do Campus Joinville, adquirir mais placas por meio do apoio institucional ao projeto, e ir aperfeiçoando à medida que vamos recebendo feedback dos usuários”, explica o professor Wyllian Bezerra.

Após a aquisição de novas RPi3, a intenção é disponibilizar em bibliotecas e laboratórios para que alunos da UFSC possam emprestar o equipamento. “É um sistema muito versátil, com inúmeras aplicações, várias possibilidades. Por exemplo, para alunos dos cursos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, é possível conectar equipamentos à placa para realizar testes, fazer experimentos de eletrônica, já que a RPi3 tem 40 pinos que podem ser utilizados para esse fim”, complementa Bezerra. O professor acredita que um desenvolvimento futuro do projeto pode incluir customizações para atender necessidades específicas dos alunos e a disponibilização de kits completos, com a integração de mouse, teclado e display.

O projeto está sendo desenvolvido pelos professores Alexandro Garro Brito, Diego Santos Greff, Jakerson Ricardo Gevinski, Moisés Ferber, Wagner Pachekoski e Wyllian Bezerra. O UFSCπ foi apresentado ao reitor Luis Cancellier e à Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) no último dia 24 de junho.

 

Mais informações:
Site do projeto

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Fiscal da Vigilância Sanitária visita UFSC por causa de possíveis focos de dengue

07/07/2016 09:43

O fiscal da Vigilância Sanitária Jeancarlo Menegon visitou a UFSC pela terceira vez na terça-feira, 5 de julho, e constatou a reincidência de possíveis focos de dengue. Em passagem anterior, Jeancarlo havia identificado, principalmente no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), objetos e situações de risco para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Dos oito problemas que haviam sido encontrados no CFM, dentre os quais estão caixas d’água mal tampadas, lixo e poças decorrentes de canos, apenas um fora corrigido até essa terça.

Fiscalização combate ao Aedes Aegypt - Foto Henrique Almeida-13

Fiscalização na UFSC para possíveis focos de dengue. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Por volta de setembro do ano passado, a UFSC recebeu da prefeitura a primeira notificação sobre um possível foco de desenvolvimento do mosquito. As análises realizadas posteriormente comprovaram a existência de larvas do Aedes aegypti nesse lugar, que continha veículos velhos dispostos a céu aberto perto da entrada do bairro Córrego Grande. O entulho foi transferido para a Fazenda Experimental da Ressacada, no bairro Tapera, vinculada ao Centro de Ciências Agrárias (CCA). Segundo o chefe de gabinete Aureo Moraes, está sendo providenciado um leilão para se livrar desses automóveis velhos e outros materiais de sucata.

Até agora, os veículos foram o único foco comprovado na Universidade, ou seja, a única situação de risco que, de fato, continha larvas do inseto transmissor da Dengue. Entretanto, o fiscal Jeancarlo alerta que objetos acumulando água, como os encontrados no CFM e em outras partes do campus, são motivo de preocupação, uma vez que já foram registrados 320 focos confirmados na Grande Florianópolis e a prefeitura teme a reprodução do mosquito.
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Tags: Comissão de Prevenção da Dengue e Controle de VetoresdengueUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisador canadense apresenta panorama da disciplina ‘História Ambiental’ ao longo do tempo

06/07/2016 17:58
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Na palestra “Tempo, espaço e natureza: relações entre Geografia, História e História Ambiental”, o professor canadense Graeme Wynn apresentou um panorama da disciplina “História Ambiental” ao longo do tempo. Graeme abordou as raízes do pensamento geográfico, desde o início do século XX, passando por suas diferentes influências e transformações, até chegar na contemporaneidade. Segundo o pesquisador, por muito tempo a geografia teve como objeto o espaço. Diversos pensadores foram fundamentais para trazer novas perspectivas para a disciplina. “Quando a geografia se restringia ao espaço, a natureza era deixada de lado. Por isso foram muito importantes os autores que apresentaram um novo olhar e consideraram também a relação do homem com o meio ambiente”, explica.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Graeme destacou a influência da geógrafa norte-americana Ellen Churchill Semple: “Ela disseminou a ideia de que as pessoas são produtos de seus ambientes. Cada um se desenvolve diferentemente, conforme o local onde vive”. Para a autora, a influência do ambiente se dá desde os aspectos físicos do indivíduo — membros de determinada população indígena teriam ombros largos e pernas finas por viverem em ilhas e remarem diariamente — até na espiritualidade — moradores de regiões montanhosas teriam a tendência de venerar muitos deuses, enquanto habitantes de planícies seriam monoteístas. Para Ellen, portanto, inclusive a religião seria determinada pelo ambiente.

Outros autores, entretanto, desenvolveram diferentes formas de pensar a Geografia. Para Carl O. Sauer, não era a natureza que determinava o indivíduo, mas sim o contrário. “Para ele, eram os humanos que interferiam e influenciavam na constituição do ambiente”, explica Graeme. Os desmatamentos e muitas outras modificações na paisagem são exemplos disso. O professor discorreu também sobre outros pensadores, que tiveram uma visão mais holística da relação do ser humano com o meio ambiente. Nesse contexto, surgiram muitos conflitos entre os campos da História e da Geografia na academia — e também sobre a área de atuação da História Ambiental. “Hoje já não existem tantos desacordos entre geógrafos e historiadores ambientais. A História Ambiental se apresentou como um campo de estudos maravilhoso, aberto e que vem agregando cada vez mais pesquisadores”, finalizou Graeme.

Linha do tempo apresentada pelo professor Graeme Wynn durante a palestra.

Linha do tempo apresentada pelo professor durante a palestra.

A atividade foi promovida pelo Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (Labimha), em parceria com os programas de pós-graduação em História (PPGHistoria) e Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH). O professor Graeme Wynn esteve na UFSC para reunir-se com o reitor e conhecer a universidade que sediará, em julho de 2019, o 3º Congresso Mundial de História Ambiental. O evento é promovido a cada cinco anos e será a primeira vez que ocorrerá fora da Europa. A primeira edição foi realizada em 2009, em Copenhague, Dinamarca. A segunda, em 2014, foi sediada pela Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal.

A organização do Congresso ocorre por um consórcio de três instituições internacionais: Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental (Solcha); American Society for Environmental History (Aseh); European Society for Environmental History (Eseh). Os eventos anteriores reuniram cerca de 800 participantes. A professora Eunice Nodari, integrante do Labimha, ressalta que contribuiu para a escolha da UFSC como sede o fato de haver aqui um grupo de estudos sobre o tema já consolidado e reconhecido internacionalmente.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

Tags: história ambientalLABIMHALaboratório de ImigraçãoMigração e História AmbientalpalestraUFSC

Matrícula presencial para 10ª chamada do Sisu e 11ª do Vestibular 2016 encerra-se nesta quinta

06/07/2016 08:27

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC divulgou os editais nº 23, referente à 10ª chamada do SiSU UFSC 2016, e nº 22, relativo à 11ª chamada do Vestibular UFSC 2016.

Os candidatos relacionados e habilitados devem realizar matrícula on-line, de 1º a 4 de julho de 2016; e presencial, de 6 a 7 de julho de 2016, na respectiva coordenadoria de curso, localizada no campus que irão frequentar, das 8h às 12h e das 14h às 18h, munidos da documentação exigida e publicada nas portarias nº 01/2016/Prograd (Sisu) e 386/2015/Prograd (Vestibular).

Confira a 10ª lista do Sisu UFSC 2016.

Confira a 11ª lista do Vestibular UFSC 2016.

Mais informações no site do DAE – em 2016/2, Chamada de Calouros – ou pelos telefones (48) 3721-6437, 3721-7406 ou 3721-7408, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Tags: DAEDepartamento de Administração EscolarSisuUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular

Inscrições abertas para Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias

04/07/2016 12:44

GRUPECI 2.1 (1) (1)O Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias (Grupeci), está com as inscrições abertas para participantes com submissão de trabalho para comunicação oral até 31 de julho. O evento congrega pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e demais profissionais envolvidos na investigação sobre crianças e suas infâncias. A quinta edição do seminário será realizada de 6 a 9 de dezembro, na UFSC, com o tema Ética e diversidade na pesquisa com crianças.

O Seminário é organizado por meio de discussões e apresentações articuladas de trabalhos orientados por uma temática central e que expressam a produção de diversos grupos de pesquisa existentes no país, suas ações investigativas e/ou inserção político-social. Ao longo de suas quatro edições, o seminário constituiu-se em um importante lócus de debate coletivo, inter e multidisciplinar, visando fomentar a constituição e o fortalecimento institucional de grupos de pesquisa nas diversas regiões brasileiras, podendo também favorecer intercâmbios com outros grupos e pesquisadores internacionais.
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‘As baleias-francas do sul são a esperança de salvação da espécie’

01/07/2016 18:47
Foto: Rafael Speck/Divulgação

Foto: Rafael Speck/Divulgação

Garantir a sobrevivência e dignidade da baleia-franca austral foi o tema em pauta no I Ciclo de Debates sobre a Área de Proteção Ambiental da Baleia-Franca (APA-BF), que ocorreu terça-feira, 28 de junho, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). No evento, a Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra) lançou a campanha “Berçário Livre!”, com o objetivo de divulgar informações sobre a vulnerabilidade desses animais e a situação de risco em que se encontram. O debate teve a participação de Paula Brügger, professora do departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) da UFSC; Luiz Augusto Farnettani, biólogo; e Renata Fortes, advogada do Instituto Sea Shepherd.

Luiz Augusto, que trabalhou por 15 anos no Projeto Baleia Jubarte, na Bahia, está em Santa Catarina há 10 anos fomentando a observação por terra das baleias. O biólogo ressaltou as características específicas desses cetáceos, que justificam um cuidado especial: “A baleia-franca é a única que usa enseadas fechadas para a reprodução. São espaços restritos e rasos, onde elas se sentem protegidas. Nesses lugares reservados, orcas e tubarões não conseguem atacar os filhotes. A pouca profundidade garante proteção e, em princípio, deveria garantir também tranquilidade.” Segundo Luiz, essa proximidade com a costa é possível por sua flutuabilidade diferenciada. “Elas possuem uma camada de gordura, que funciona como colete salva-vidas, por isso conseguem chegar muito perto da terra e não atolar”.

As baleias viajam cerca de 9.000 km, desde o extremo sul do continente, para ter seus filhotes em Santa Catarina. O biólogo explicou que as enseadas em formato de ferradura, como as que existem aqui, são ideais para protegê-las. Mas, ao mesmo tempo em que oferecem proteção, esses locais também facilitam as interferências dos seres humanos e elas se tornam muito mais susceptíveis aos efeitos da urbanização: contaminação do mar, redes de pesca, possibilidade de colisão com embarcações, poluição sonora etc. Esses mesmos fatores, inclusive, comprometeram a sobrevivência das baleias-franca do hemisfério norte. Atualmente, restam apenas cerca de 300 indivíduos naquela região. Segundo Luiz, elas não podem mais se salvar. “As baleias do norte são vítimas de atropelamento, da pesca industrial, da poluição. Recai sobre as baleias-francas do sul a esperança de salvação da espécie.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Uma das principais lutas do movimento “Berçário Livre!” é a proibição do Turismo de Observação de Baleias Embarcado (Tobe). A professora Paula, autora do parecer que consta na ação civil pública que solicita a proibição do Tobe, explica que esse tipo de turismo perturba e altera o comportamento dos animais. Portanto, ela argumenta, “não se constitui em atividade educativa ou tampouco de coleta de dados científicos”. Na página da campanha consta que “o ruído do motor dos barcos se propaga quatro vezes mais na água do que no ar. As ondas sonoras reverberam nos costões e faixa de areia, criando interferência na comunicação entre mãe e filhote, provocando alterações na respiração, frequência cardíaca, e abandono de área de repouso”. Dessa forma, a atividade molesta os animais e impede que tenham paz e tranquilidade em um momento muito sensível de suas vidas: a reprodução e criação dos filhotes.

“O calcanhar de aquiles das baleias é o som”, afirma Luiz. “Elas não enxergam pelos olhos, mas sim pelo som. As baleias têm o sonar mais aprimorado que existe na natureza. Quando existe interferência sonora, ficam perdidas.” O biólogo acrescenta que as baleias-francas são também conhecidas como “mãezonas”: “A relação mãe-filhote é única. A mãe nunca sai de perto do filhote. Há mães que perdem os filhotes e morrem de tristeza, de depressão. A baleia-franca conversa com seu filhote, ensina ele a ‘falar’. O que elas emitem não é apenas um gemido, é linguagem. Mas numa frequência sonora e de velocidade que nossos ouvidos não conseguem captar. Por isso o som é tão importante para as baleias.”

Além da poluição sonora, a presença das embarcações no berçário também pode provocar colisões. O turismo embarcado, portanto, representa um risco não apenas  para as baleias, mas também para os turistas. “O barco fica em zona de rebentação, onde não deveria desligar o motor. Quando desliga, a segurança dos turistas não está garantida”, argumenta Renata Fortes. Como alternativa ao Tobe, a Acapra  propõe a observação por terra das baleias. Em seu site, há a justificativa: “Alguns berçários possuem enseadas muito pequenas, como é o caso do nosso litoral (em média 1,5 km de extensão), facilitando, ainda mais, a observação das baleias e seus filhotes sem interferir no comportamento natural dos animais, ou seja, sem molestá-las, e sem os turistas se arriscarem nos barcos utilizados para avistamento das baleias no mar.”

Renata argumenta que apenas a fiscalização das embarcações não seria uma solução: “O problema é a viabilidade desse tipo de turismo, que é de altíssimo risco. A baleia é um animal muito grande e no barco as pessoas ficam numa situação muito vulnerável.” Segundo Luiz, o berçário de Santa Catarina tem a vantagem de ser rodeado de mirantes. “A observação por terra é uma solução ambiental e social. É possível ver tudo da terra, não é necessário estar na água molestando as baleias. Quando estão tranquilas, as baleias se comportam naturalmente. A APA-BF é um berçário e elas precisam de meses de paz”, afirma.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

APA-BF

As baleias-francas foram os primeiros dos grandes cetáceos a serem caçados na história. “São 400 anos de caça”, afirma Luiz. “Em 1982, proibiram a caça no Brasil pois já quase não havia mais  baleias. Hoje não se chega a 4% do número original delas.” Como esses animais são extremamente dóceis, sempre foram presas fáceis. Eram também conhecidas como “the right whales”, “as  baleias certas” para serem caçadas. Além da caça, a urbanização trouxe outras consequências devastadoras. Com a mudança do entorno, muitas baleias abandonam o local de reprodução. “Por isso hoje é raríssimo ver baleias na região sudeste”, diz o biólogo.

A APA-BF foi criada em setembro de 2000 com a finalidade de “proteger, em águas brasileiras, a baleia-franca austral”, conforme informa, em seu site, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável por administrar a área. Esse é o único berçário da espécie no Brasil. Com cerca de 130 km de extensão, a APA atinge nove municípios catarinenses: sul da ilha de Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Tubarão, Jaguaruna e Içara. As baleias passam por essa região entre junho e novembro.

O Ciclo de Debates sobre a APA-BF é uma atividade promovida pelo Observatório da Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa coordenado pelas professoras Paula Brügger e Letícia Albuquerque. A atividade foi idealizada com o objetivo de difundir informações, criar uma mobilização e sensibilização em relação à vulnerabilidade das baleias-francas. “É necessário um outro olhar sobre essa questão. Queremos que saia uma decisão positiva no sentido de proibir o turismo embarcado”, afirma Letícia. Estiveram presentes no debate representantes da ONG Ama Garopaba e do Instituto Sea Shepherd.

Mais informações nos sites da Acapra e do OJE.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

Tags: AcapraBaleia FrancaBerçário Livre!Observatório de Justiça EcológicaOJEUFSC

Cinedebate provoca reflexão sobre extinção em massa de espécies

29/06/2016 19:48
Foto: David Doubilet/Divulgação

Foto: Divulgação

O VII Cinedebate Jaguatirica exibiu na terça-feira, 28 de junho, o documentário Corrida contra a extinção (Racing Extinction, EUA, 2015). A projeção foi seguida de debate, com a participação da professora do curso de Filosofia, Maria Alice da Silva, e do mestrando em Direito, Rafael Speck. O filme é dirigido pelo cineasta norte-americano Louie Psihoyos, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010 pelo filme A Enseada (The Cove, EUA, 2009). Sua obra mais recente denuncia mercados clandestinos de animais ameaçados de extinção e expõe o ritmo acelerado do desaparecimento de milhares de espécies. O filme argumenta que o ser humano contribui direta e indiretamente para esse processo de extinção em massa. O Antropoceno, “época dos humanos”, seria o período mais recente e mais devastador da história do planeta — as sucessivas e intensas interferências na natureza terão consequências irreversíveis.

Para além de denunciar, Corrida contra a Extinção também propõe soluções. A divulgação de informações e sensibilização da população seria um caminho para a transformação. O próprio documentário, inclusive, tem o propósito de ser um instrumento de mobilização. Um dos entrevistados argumenta: “O mundo hoje é altamente visual. A imagem é transformadora, atinge milhares de pessoas e provoca a mudança.” Diversos ambientalistas, ativistas e pesquisadores participam do filme. Entre eles, destacam-se a primatóloga inglesa Jane Goodall; a escritora Elizabeth Kolbert, autora de A sexta extinção: uma história não natural; o fotógrafo da National Geographic Joel Sartore, idealizador do projeto Photo Ark, que tem por objetivo documentar o maior número possível de espécies antes de serem extintas.

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Durante o debate, Rafael destacou a importância das saídas alternativas, das “linhas de fuga”, apresentadas no documentário. “Não é apenas um documentário, é um movimento. Existe uma crise de percepção, que é sistêmica. A violência contra os animais é estrutural e envolve todos os indivíduos. É preciso romper com esse olhar dicotômico e disseminar um olhar mais inclusivo. Como a Jane Goodall diz no filme: devemos buscar esperança na desesperança. A sensibilização é um caminho e ações pontuais podem se multiplicar.”

Maria Alice ponderou alguns dos aspectos apresentados no documentário. Para a professora, um animal não deve ser considerado valioso apenas por pertencer a uma espécie ameaçada. “O problema central é o antropocentrismo. E considerar uma espécie mais valiosa do que outra é ainda um olhar antropocêntrico. Todas as espécies são dignas, independentemente  de estarem em extinção ou não. A luta pelos direitos animais não é uma luta pelas espécies, mas sim uma luta por cada indivíduo. Cada um tem um valor intrínseco, insubstituível.” Maria Alice explicou que a ética tem uma função muito importante na sociedade, que é regular nossa convivência, oferecer regras sobre como agir. Entretanto, nossa ética sempre foi em função de uma vida harmoniosa para os humanos. “É necessário incluir os animais em nossa esfera de consideração moral. Não devemos nos preocupar apenas com algumas espécies, mas sim com todos os animais. Não são as espécies que são vulneráveis, mas sim os indivíduos que estão dentro dela.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Os debatedores reforçaram a importância do investimento em uma educação ambiental e moral, além da aproximação do conhecimento produzido na universidade com o poder público — considerando que o poder público nem sempre tem o conhecimento técnico necessário para promover a mudança. Além de estudantes da graduação e pós-graduação, estiveram presentes no Cinedebate representantes da comunidade civil e das ONGs Ama Garopaba e Sea Shepherd. A atividade foi promovida pelo Observatório da Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa interdisciplinar coordenado pelas professoras Letícia Albuquerque e Paula Brügger. A próxima edição do Cinedebate está prevista para agosto.

Mais informações sobre o Cinedebate Jaguatirica aqui.

Mais informações sobre o OJE no Facebook.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

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