Exibição do documentário ‘Eu, Oxum’ ocorre nesta terça, 14 de maio

10/05/2019 16:05

Na semana em que se propõe a conscientização sobre as implicações da abolição da escravatura na sociedade brasileira, o Espaço Cultural Gênero e Diversidades da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove uma atividade com temática voltada à religião de matriz africana. Na terça-feira, 14 de maio, às 18h30, será exibido o documentário “Eu, Oxum”, com duração de 25 minutos, seguida de uma Roda de Conversa com a diretora Héloa.
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‘Unidade Africana: independência e emancipação política’ é tema da 4ª Semana d’Áfrika UFSC

25/05/2018 09:33

Com o objetivo de criar um espaço de diálogos e compreensão sobre as possibilidades do continente africano nas suas relações com o mundo, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio Centro Socioeconômico (CSE), realiza nesta sexta-feira, 25 de maio, das 15 às 21h30, no Auditório do Departamento de Serviço Social (CSE – Bloco D – Sala 217), a quarta Semana d’Áfrika. O tema desta edição será ‘Unidade Africana: independência e emancipação política’ e possui significado na memória coletiva dos povos do continente africano.

Segundo os organizadores, a abordagem de 2018 “pretende promover a reflexão e o debate em termos de uma perspectiva desocidentalizada e descolonizada das relações internacionais do continente. Esta atividade de 25 de maio representa um enorme compromisso político de , buscando contribuir para a melhoria da compreensão da diversidade na unidade da(s) Áfrika(s), suas veias abertas, povos, línguas, culturas, regiões, estados, poder e riquezas”.
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Semana d’Áfrika altera local da programação desta quarta

24/05/2017 14:02

A III Semana d’Áfrika na UFSC, “Áfrika minha, Áfrika nossa” será realizada de 23 a 25 de maio na Universidade Federal de Santa Catarina. O tema desta edição pretende ampliar as reflexões, promover vivências, experiências e ampliar o diálogo cultural com dança, música, poesia, capoeira e culinária entre centenas de estudantes africanos e milhares de brasileiros.

O objetivo é promover atividades de caráter acadêmico (palestras, conferências, mesas-redondas e exposição dos trabalhos) produzidos pelos africanos vinculados à UFSC, bem como de outras instituições da Grande Florianópolis, e a confraternização entre africanos e amigos das outras nacionalidades, principalmente os brasileiros. 
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Oficina destaca a relação entre as literaturas africanas de língua portuguesa

15/05/2017 09:30

A literatura de Angola e Moçambique despertou o interesse do público e de pesquisadores nas últimas décadas. Mas o que as produções desses dois países têm em comum? A pesquisadora Franciele Guarienti mostra essa relação na oficina “Angola e Moçambique: um diálogo sobre as Literaturas Africanas de Língua Portuguesa”, que será realizada nesta terça-feira, 16 de maio, na sala Hassis, do CCE da UFSC, a partir das 16h.

O evento, promovido pelo Núcleo de Estudos de Poéticas Musicais e Vocais (Nepom) e o Programa de Pós-Graduação em Literatura, é gratuito e aberto ao público. Serão emitidos certificados pela UFSC.

 Poéticas Diaspóricas

A oficina faz parte da programação das Poéticas Diaspóricas, que pretende apresentar e discutir as poéticas da diáspora africana em várias expressões (dança, pensamento, música e literatura). As atividades são divididas em encontros ao longo do semestre na UFSC.

Mais informações pelo e-mail poeticasdiasporicas.ufsc@ gmail.com

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Laboratório de Estudos em História da África exibe filme ‘Na cidade vazia’

16/08/2016 16:09

O Laboratório de Estudos em História da África (LEHAf) promove a exibição do filme Na cidade vazia, de Maria João Ganga, no dia 22 de agosto, às 18h30, na Sala Hassis, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC. O ciclo de cinema faz parte das atividades do projeto “Imagens e Sons da África” e tem o apoio da Secretaria de Cultura (SeCult) da UFSC. A participação dá direito a certificado de duas horas. Mais informações pelo Facebook0001

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Professor da UFSC representa América Latina em conferência na África

03/08/2016 14:10
Mahama da União Africana. Foto: divulgação

Mahama Ouedraogo, da União Africana. Foto: divulgação

O Projeto Imagine, que leva conhecimento científico a comunidades rurais e indígenas de diferentes países, participou da 2ª Conferência Africana sobre Doenças Infecciosas Emergentes e Biossegurança, em Lagos, Nigéria, entre os dias 27 e 29 de julho.

O evento reuniu os principais nomes do continente africano nas áreas de Saúde, epidemias; de Educação Científica e de Biossegurança, de governos e de empresas de Biotecnologia da Europa e América do Norte.

O coordenador do Projeto e professor da UFSC, André Ramos, ministrou quatro palestras – duas em sessões plenárias – como representante da América Latina, nas quais avaliou o panorama atual da ciência latino-americana (primeiro dia) e auxiliou a elaboração de propostas de políticas de popularização científica para o continente africano (encerramento).

Hakeem Kae-Kazim, ator. Foto: divulgação

Hakeem Kae-Kazim, ator. Foto: divulgação

Destaque para as palestras da embaixadora Bonnie Jenkins, nomeada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para coordenar programas de redução de risco biológico, químico e nuclear; dos representantes da Interpol, Rebecca Hoile, e da União Africana, Mahama Ouedraogo. Além disso, sessões especiais contaram com a participação do ator Hakeem Kae-Kazim, que atuou nos filmes Piratas do Caribe e X-Men, e nas séries Lost e Law & Order. Hakeem, que se identificou com a filosofia inclusiva do projeto da UFSC, apresentou a ideia de uma nova série televisiva, chamada Bloodtrade, que contará a história dramática de pessoas que enfrentaram a epidemia de Ebola no oeste africano.
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Documentário de aluna do curso de Cinema da UFSC é selecionado para festival

20/06/2016 18:11

Cartaz_provisorio_TeRO documentário Tudo é ritmo, trabalho de conclusão de curso (TCC) da aluna do curso de Cinema da UFSC, Andressa Ocker, foi selecionado para a Mostra Escolas de Cinema CIBA-CILECT. O evento, que ocorrerá em julho, faz parte do 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. O filme aborda a música e as danças do oeste africano e sua disseminação em Florianópolis nos últimos anos. A obra participa do evento através do projeto de extensão do curso de cinema Curtas UFSC em Festivais, que inscreve filmes de alunos em eventos no Brasil e exterior.
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Projeto de extensão da UFSC chega à África

04/05/2015 14:46

O Projeto Imagine, representado pelo seu coordenador André Ramos, fez uma visita de prospecção e planejamento em Angola, entre os dias 28 de abril e 3 de maio, a convite da Universidade José Eduardo dos Santos. Os dirigentes da instituição – fundada em 2008 na província do Huambo – apresentaram-se voluntariamente como potenciais parceiros.

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Coordenação do Projeto Imagine faz apresentação na Universidade José Eduardo dos Santos, em Angola. Foto: Imagine

André Ramos fez uma apresentação para um auditório com mais de 400 professores e estudantes, além de autoridades da instituição anfitriã. A universidade angolana pretende financiar e executar em seu território pelo menos dois módulos do Projeto Imagine – “DNA, diversidade e hereditariedade” e “Energia”. Diferente do que se fez no Brasil e no Peru, os professores africanos preferem iniciar, ainda em 2015, pelo módulo que trata das diferentes fontes de energia.

Para o início de 2016, o plano é montar na universidade de Huambo, com a ajuda da equipe da UFSC, o primeiro laboratório de Biologia Molecular da região. Os docentes catarinenses oferecerão um curso intensivo teórico-prático (duração de duas semanas), para capacitar professores e técnicos locais, que assim poderão ministrar aulas práticas aos seus alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Análises Clínicas e Veterinária. Em médio prazo, a intenção é adquirir capacidade para prestar serviços na área de Genética Molecular, ainda inexistentes nos hospitais e laboratórios do interior do país.
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UFSC na Mídia: África imprevisível

21/05/2013 12:28

O professor André Ramos, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresentou no Diário Catarinense de 18 de maio de 2013 parte das crônicas que escreveu sobre a sua missão oficial à Angola, na África, em janeiro de 2013.

Acesse aqui a notícia do Diário Catarinense.
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Escultura Negra, de Carl Eistein, é novidade brasileira na Bienal Internacional do Livro

15/08/2012 16:28
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A obra integra a Coleção Visuais e é apoiada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFSC

Tradução publicada pela EdUFSC, Negerplastik revoluciona a visão sobre a arte produzida pelos povos africanos

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) está apresentando na 22ª  Bienal Internacional do Livro de São Paulo uma obra fundamental no campo da crítica de arte: Negerplastik (Escultura Negra), do alemão Carl Einstein, cuja obra, segundo Liliane Meffre, da Universidade de Bourgogne (França), “permanece mais atual do que nunca”. A obra integra a Coleção Visuais e é apoiada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFSC (PRPG). A bienal acontece até o dia 19 deste mês no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Publicado pela primeira vez em 1915, Negerplastik revoluciona a visão sobre a arte africana e desperta nos europeus o interesse e a valorização do patrimônio artístico daquele continente.

 Obra Mestra
– Carl Einstein ficou na memória de seus contemporâneos como o autor de Negerplastik, e mesmo hoje em dia é a este título que se evoca seu nome. Esse texto denso e inovador, de algumas páginas apenas, foi uma revelação para muitos e permanece uma das obras mestras do século XX, sublinha Liliane Meffre na apresentação da obra traduzida pela EdUFSC e socializada, pela primeira vez, em língua portuguesa.

Carl Einstein elevou à condição definitiva de arte os objetos indecifráveis e indatáveis que os viajantes do Velho Continente “colecionavam” em suas excursões pela África subsaariana. O próprio autor mantinha uma pequena coleção que “vendeu” durante uma crise financeira. O ensaio “bombástico” do crítico alemão, que fez história também na França e na Espanha, e mudou a ideia e o conceito de arte primitiva, é acompanhado de 111 esculturas (cabeças, postes funenários, bustos, máscaras, relicários, estatuetas, entre outras representações).

Capa dura, miolo em papel de gramatura especial, o livro tem 302 páginas, com 220 exibindo figuras da arte africana. Com tradução de Inês de Araújo e Fernando Scheibe, Negerplastik é enriquecido pela apresentação da historiadora Liliane Meffre e por uma resenha do professor Roberto Conduru, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, inserida no livro como anexo. A orelha é assinada pelo professor da UFSC, Raul Antelo. E a capa tem a marca da designer Maria Lúcia Iaczinski, da equipe da EdUFSC.

Raul Antelo salienta que “a inovadora proposta teórica de Carl Einstein pretendia pensar a história da arte sob um ponto de vista bem mais amplo que o convencional, não só como simples dimensão antropológica, mas também com um enfoque concentrado nas singularidades formais que só uma análise visual específica permitiria detectar. Einstein ensaiou, assim, uma fenomenologia da aura em que o absoluto das formas nada deve à integração idealizadora de suas partes”.

Quebrando tabus
No seu texto, ao analisar “artefatos provenientes da África como obras de arte”, Carl Einstein alerta, de saída, que “não há, talvez, nenhuma outra arte que o europeu encare com tanta desconfiança quanto a arte africana”.

Assinala que o negro infelizmente “sempre foi considerado ser inferior que poderia ser discriminado, e tudo por ele proposto era imediatamente considerado como insuficiente”, acrescentando que “a maior parte das opiniões expostas sobre os africanos repousa sobre preconceitos”. O diagnóstico é definitivo: “finalmente, nossa ausência de consideração pelo negro corresponde apenas à ausência de conhecimento ao seu respeito, o que só serve para oprimi-lo injustamente”.

Na época, lembra Carl Einstein, “os conhecimentos sobre a arte africana” eram, no seu conjunto, “parcos e imprecisos”. O ensaio foi um divisor de águas. “O que antes parecia desprovido de sentido, encontrou sua significação nos mais recentes esforços dos artistas plásticos “. Advertiu que “é preciso desfazer-se do preconceito de supor que os processos psíquicos podem ser afetados por signos contrários e que a reflexão sobre a arte é oposta à que se refere à criação artística”. Freud concordou com a assertiva.

Carl Einstein, que depois da publicação virou referência na área, lança uma reflexão aos leitores. “A incompreensão habitual do europeu pela arte africana está à altura da força estilística desta última: essa arte, entretanto, não representaria um caso notável de visão plástica”?

 

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O autor defende a indissociabilidade entre arte, crítica e história

“Deus
A arte negra, na opinião do autor, é, antes de tudo, determinada pela religião. “As obras esculpidas são veneradas tal como foram por todos os povos da Antiguidade. O executante realiza sua obra como se ela fosse a divindade ou seu guardião”, atesta Carl Einstein.

A lição da arte negra, ao contrário da europeia, por razões formais e também religiosas, só tem uma interpretação possível. “Ela nada significa e não é um símbolo; ela é o deus que conserva sua realidade mítica fechada, na qual ele inclui o adorador, transformando-o também em ser mítico e abolindo sua existência humana”. Enfim, “a obra de arte europeia tornou-se justamente a metáfora do efeito, que incita o espectador à indolente liberdade. A obra de arte negra religiosa é categórica e possui essência penetrante que exclui toda limitação”. A escultura negra, conclui Carl Einstein, representa clara fixação pela visão plástica pura. Eis, a “lição da arte negra”…

Defesa intransigente
O professor Roberto Conduru faz a defesa da publicação e da difusão do pensamento de Carl Einstein em português, enfatizando que ele produziu “textos ora classificados como crítica, ora como História, e também poemas, romance, peça teatral e roteiro cinematográfico”. Destaca ainda o seu trabalho como jornalista, editor e tradutor.

Os cubistas corroboram, de forma decisiva, para mudança de opinião sobre a arte africana. Conduru recorre ao autor: “certos problemas que se colocam para a arte moderna provocaram uma abordagem mais escrupulosa da arte dos povos africanos”.

Carl Einstein articula crítica, história e teoria da arte em suas reflexões. Pois, frisa Conduru, “Negerplastik é um livro de teoria da arte, especialmente da teoria da escultura, assim como é o problema da forma nas artes plásticas”. O autor defende a indissociabilidade entre arte, crítica e história.

 

Palatável
Marco nos estudos de arte da África, o livro difundiu novos valores e conceitos. Com a colaboração de etnólogos e historiadores, defendida e adotada pelo próprio autor, Negerplastik ficou mais acessível e palatável para leigos e iniciados. Embora sucesso de crítica, a primeira edição foi pouco compreendida.

Roberto Conduru, elogiando a iniciativa da EdUFSC, garante que a obra é oportuna e de grande interesse para a sociedade brasileira. “O entrelaçamento das reflexões artísticas com a ação política de Einstein pode encontrar ressonâncias no Brasil”. Negerplastik, sublinha, “pode ajudar a tornar mais complexo e nítido o fraco debate existente no Brasil sobre a questão da forma na arte, contra a qual vigora um sentimento difuso, pouco refletido e monótono, porém potente”.

Adverte, finalmente, que a opção da EdUFSC também deve “contribuir para os estudos de certas manifestações e obras da cultura brasileira, assim como das relações com a África no Brasil, onde perdura um mal contido desinteresse e, muitas vezes, um verdadeiro horror pelo que é africano e afrodescendente”.
Mais clássico
Carl Einstein é um ícone da cultura universal. Daí a EdUFSC não frustrar os leitores brasileiros. Em breve, editará outro clássico do intelectual alemão: Die Kunst des 20 (A Arte do Século XX), publicado originalmente em 1926 e considerado como um dos primeiros livros de história da arte moderna.

Moacir Loth /Jornalista da Agecom/UFSC

Negerplastik (Escultura Negra)
Carl Einstein
Organização: Liliane Meffre
Tradução: Fernando Scheibe e Inês de Araújo
EdUFSC- 304 p. R$ 61,00
Informações:
Fones (48) 3721-9408 e 3721-9686
Fax (48) 3721-9680
site:www.editora.ufsc.br
e-mail:

 

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Seminário sobre a África debate a pluralidade de um continente “desconhecido”

19/11/2010 18:13

O “Seminário África: diálogos entre Literatura, História e Artes”, que tratou das representações e influências culturais africanas no Brasil, aconteceu nesta, 19/11, no Centro de Cultura e Eventos. Como palestra de abertura, o evento recebeu o professor Valdemir Zamparoni da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com “As Imagens da África no Brasil”.

De maneira educativa o palestrante iniciou sua palestra brincando com a plateia, demonstrando como de maneira errônea caracterizamos a África como um lugar de uma cultura única. “O nó não é o que nós desconhecemos da África, mas sim o que nós conhecemos” disse Zamparoni. O professor ainda teceu uma cronologia que mostrava que desde o século XVIII e XIX, com a escravidão, o surgimento das teorias raciais e a colonização do continente africano, houve a consolidação dessa concepção homogênea na qual o mundo ocidental pensa sobre a África. “É dessa época que começam as associações de que negro é escravo e que escravo é inferior. Mesmo com a abolição da escravidão, a associação de que negro é inferior não acabou” completou o professor.

Através de fotos, Valdemir mostrou também a representação que a mídia faz entre a África e as coisas selvagens e exóticas, o que fez com que a público refletisse sobre o porquê em fotos onde posam africanos, eles estão sempre bravos ou tristes. O professor trouxe fotos de um continente que a mídia pouco explora, cidades urbanizadas, arranha-céus, jovens estudantes e alegres.

O evento, que marca o encerramento de um curso de extensão oferecido para a comunidade, principalmente para professores, para incentivar a implantação da história e cultura africanas nas salas de aula do Brasil, prestou também homenagem ao poeta e intelectual Oliveira Silveira professor e militante do movimento negro.

O seminário seguiu com mesas de discussão em que professores da UFSC, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) debateram assuntos como “Educação, Políticas e Conhecimentos na relação do Brasil com a África” e “Muitas são as Áfricas”. Lançamento coletivo de livros, leitura de poemas e um concerto musical coma Banda Batuque de Cordas também fizeram parte das atrações.

O evento tem o apoio da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Programa de Pós-graduação em História (PPGH). Programa de Pós-Graduação em Literatura (PPGL) e Núcleo de Estudos Poéticos Musicais (NEPOM).

Ana Luísa Funchal/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Assista a matéria sobre o evento produzida pela TV UFSC:

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Seminário África: diálogos entre Literatura, História e Artes

17/11/2010 18:58

Dia 19/11, sexta-feira, às 9h, no Centro de Cultura e Eventos. Seminário oferece certificação pelo DAEX. Inscrições gratuitas: www.muralafrica.ufsc.br

O Concerto Musical Danças Negras com o grupo Batuque de Cordas, composto por dois violonistas, encerrará o evento. A apresentação acontece no dia 19/11, às 19h15, no auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos. Gratuito e aberto ao público.

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Seminário África: diálogos entre Literatura, História e Artes

16/11/2010 10:51

Dia 19/11, às 9h, no Centro de Cultura e Eventos. Seminário oferece certificação pelo DAEX. Inscrições gratuitas: www.muralafrica.ufsc.br

O Concerto Musical Danças Negras com o grupo Batuque de Cordas, composto por dois violonistas, encerrará o evento. A apresentação acontece no dia 19/11, às 19h15, no auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos. Gratuito e aberto ao público.

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