Documentário discute ações afirmativas na UFSC após uma década de implantação

17/05/2019 16:00

O documentário “Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC”, produzido pelo estudante Lucas Krupacz, em parceria com a TV UFSC, discute os resultados das ações afirmativas para negros dentro da Universidade Federal de Santa Catarina após uma década de sua implantação.

A Lei de Cotas foi sancionada em 2012 e garante a reserva de 50% das vagas (por curso e turno) nas instituições públicas de ensino a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. Deste número, um percentual mínimo de vagas correspondente ao da soma de pretos, pardos e indígenas no estado é reservado para estudantes destes grupos.
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Grupo de Estudos Nelson Mandela debate ações afirmativas e afroempreendedorismo

06/12/2018 08:31

kim Isac fala sobre afroempreendedorismo. Foto: Alan Christian/Agecom/UFSC

“A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, defendia Nelson Mandela, líder da luta contra o apartheid. Cinco anos após sua morte, esse e outros de seus ideais continuam sendo difundidos em diferentes lugares, inclusive na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Grupo de Estudos Nelson Mandela (GEN Mandela), criado por estudantes negros do curso de Direito. Em comemoração ao Mês da Consciência Negra, ocorrido em novembro, o grupo promoveu na quarta-feira, dia 28 de novembro, as palestras ‘Políticas de Ações Afirmativas’ e ‘Afroempreendedorismo’, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ).

A atividade iniciou às 19h, com a presença de Emiko Liz Pessoa Ferreira, professora de Direito da Faculdade Anhanguera (São José/SC) que, através do tema “Políticas de Ações Afirmativas”, apresentou dados sobre os primeiros 8 anos das cotas para negros nas universidades, reunidos durante sua dissertação de mestrado. Emiko iniciou sua fala explicando a origem das políticas de ações afirmativas no Brasil. “As ações afirmativas chegaram ao Brasil como condenação da ONU, pelo crime do nosso país contra a humanidade, por conta da escravidão, da mesma forma como a Alemanha foi condenada por conta do holocausto. A diferença é que a Alemanha é um país rico e teve dinheiro para indenizar as vítimas. Já o Brasil, que não tinha recursos para fazer o mesmo, criou essas ações como forma de indenização”. Mas as políticas de ações afirmativas vão muito além das cotas raciais, conforme aponta a palestrante. Elas também incluem o reconhecimento profissional; a Lei que obriga o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas; a representação em cargos do poder (que está longe de ser significativa); e a reparação, onde estão inseridas as cotas.
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Ações Afirmativas e Permanência Estudantil são temas de Fórum na UFSC

12/11/2018 18:13

Na manhã desta segunda-feira, 12 de novembro, foi realizada a abertura do “I Fórum de Ações Afirmativas e Permanência Estudantil da UFSC”. O evento, organizado pelo Comitê Institucional de Ações Afirmativas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), propõe-se a promover um espaço de debate sobre questões centrais de acesso e permanência dos estudantes da UFSC e construir propostas de consolidação de uma política institucional que agregue as ações afirmativas e a permanência, mais aproximada da realidade dos estudantes.

A mesa de abertura do evento contou com a participação do reitor Ubaldo Cesar Balthazar, dos pró-reitores, Pedro Luiz Manique Barreto (PRAE) e Alexandre Marino Costa (Prograd), da secretária, Francis Solange Vieira Tourinho (SAAD), da presidente do Comitê Institucional de Ações Afirmativas UFSC, Claudia Priscila Chupel, e da representante dos estudantes indígenas, Débora Priprá. “Estamos passando do momento de discutir essas políticas, precisamos institucionalizá-las. Temos que trabalhar na universidade com uma política que não dependa do governo”, ressaltou o reitor. Para Ubaldo, essas políticas não podem estar atreladas a um governo, elas devem ser ações de Estado.

Reitor, Ubaldo Cesar Balthazar, participou da mesa de abertura do Fórum. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

O pró-reitor Pedro Luiz Manique Barreto (PRAE) também enalteceu a necessidade de institucionalização da assistência estudantil, que atualmente é regulada por decreto e precisa de uma regulação mais sólida. Barreto destacou os quatro objetivos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) (I – democratizar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal; II – minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais na permanência e conclusão da educação superior; III – reduzir as taxas de retenção e evasão; IV – contribuir para a promoção da inclusão social pela educação;) e 10 ações para consolidá-los (I – moradia estudantil; II – alimentação; III – transporte; IV – atenção à saúde; V – inclusão digital; VI – cultura; VII – esporte; VIII – creche; IX – apoio pedagógico; X – acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação;).
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UFSC Explica: Ações Afirmativas

20/07/2016 10:02

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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instituiu seu Programa de Ações Afirmativas em 2008, por meio do Conselho Universitário (CUn), antes mesmo que o Congresso Nacional aprovasse a Lei nº 12.711/2012, que torna obrigatória a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas em todas as instituições de ensino federais (escolas técnicas, institutos e universidades). Atualmente, mais de 50% das vagas de graduação da UFSC são reservadas para políticas de ações afirmativas. Mais recentemente, em 2014, foi aprovada a Lei nº 12.990/2014, que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais. Ainda assim, as ações afirmativas continuam sendo objeto de polêmicas e debates.

Perguntamos à coordenadora de Relações Étnico-Raciais da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades da UFSC (Saad), Célia Passos, e ao diretor de Ações Afirmativas da Saad, Marcelo Tragtenberg uma série de questões a respeito. Confira.
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Jornalista Miriam Leitão participa do Roda de Conversa sobre Lei de Cotas

05/09/2012 15:34

A convidada especial do Roda de Conversa que acontece no próximo dia 10 de setembro, em Brasília, é a jornalista Miriam Leitão. Conhecida de muitos brasileiros, ela nunca escondeu sua posição favorável à política de ações afirmativas na luta contra o racismo representada pela Lei de Cotas, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no último dia 29 de agosto, depois de 13 longos anos de discussão sobre sua pertinência ou não como instrumento de Justiça social.

O evento, realizado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da Repúblicas (SEPPIR), tem nesta edição o tema “Cotas nas Universidades”  e acontecerá das 15h às 18h, no andar térreo do Bloco A, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), com transmissão em tempo real pelo link: www.aids.gov.br/mediacenter.

“Ora, direis, que vantagens podem ter políticas que atuam apenas no topo da escala educacional? Ter mais pretos e pardos junto aos brancos, nas universidades públicas, permite a saudável convivência no mesmo nível social. Na minha UnB, não havia negros; na atual, há mais de dois mil. Isso é um começo num país com o histórico do Brasil”. Essas eram as palavras da comentarista da TV Globo, Globo News e CBN, Miriam Leitão, em artigo publicado no jornal O Globo já no ano de 2008.

Além da colunista, que será expositora, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da Repúblicas (SEPPIR) convidou ainda José Geraldo, atual reitor da Universidade de Brasília (UNB); a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do livro Um defeito de cor, e Zélia Amador de Deus, uma das fundadoras do movimento negro e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Após abordagem do tema, será aberto espaço para debate com os participantes, visando fortalecer e instrumentalizar o grupo no que se refere o ingresso de negros no ensino superior por meio da política de cotas.

Para participar presencialmente, envie um e-mail com nome completo, telefone e RG para . Para acompanhar o evento por chat, enviando perguntas ou emitindo opiniões em tempo real, acesse www.aids.gov.br/mediacenter.

Biografia da Miriam Leitão

A jornalista Miriam Leitão começou sua carreira no final dos anos 70, em jornal e rádio. Em 1977, foi para Brasília, onde atuou durante cinco anos como repórter de assuntos diplomáticos. Em São Paulo, nos anos 80, trabalhou na Editoria de Brasil da Veja e foi repórter e entrevistadora da Abril Vídeo. Jornalista das Organizações Globo, desde 1991, onde assina coluna diária no O Globo, que é republicada em diversos jornais do país.

É comentarista em vários programas de notícias, entre outros, Espaço Aberto na Globo News, na Rádio CBN (onde faz dois comentários diários), no telejornal Bom Dia Brasil e no Globo Online. Visitou mais de vinte países, como Moçambique, Angola, Rússia, Arábia Saudita e Estados Unidos, além de quase todos da América do Sul.

Entre os prêmios que recebeu, destacam-se o Ayrton Senna de Jornalismo Econômico, de 2004; o Jornalismo para a Tolerância, da Federação Internacional de Jornalistas; o Orilaxé, do grupo Afroreggae; e o Maria Moors Cabot Prize, da Universidade de Columbia, em 2005.

OBJETIVO DO EVENTO

Dinâmica e objetivos

Cada encontro tem a participação de um palestrante e um debatedor, que serão convidados pela SEPPIR. O foco é a interação entre os presentes. Após a palestra de abertura, é aberto o debate, com coffee break, em clima informal. As intervenções dos participantes fazem parte da relatoria das palestras, mas de forma anônima.

Na pauta das conversas constam temas ligados ao enfrentamento ao racismo e à promoção da igualdade racial, subdivididos em áreas correlatas, tendo como base os objetivos do Plano Plurianual 2012-2015 do Programa Temático Enfrentamento ao Racismo; o Programa Brasil Afirmativo, e o Plano de Enfrentamento da Violência contra a Juventude Negra – esses dois últimos em fase de elaboração.

O registro das palestras destina-se a manter a memória do evento e, no final da série de eventos, serão compilados em publicação a ser distribuída pela SEPPIR. Com isso, o conhecimento adquirido será preservado, além de poder ser disseminado, ao mesmo tempo em que se mantém a própria memória institucional da SEPPIR e da Promoção das Políticas de Igualdade Racial.

Local de realização das Rodas de Conversa 2012

Esplanada dos Ministérios, Bloco A, Auditório do Térreo, Brasília, Distrito Federal.

Horário

15h às 18h

Fonte: SECRETARIA DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL – 04/09/2012

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