UFSC na mídia: Professora fala sobre tragédia climática em MG ao The Guardian

13/03/2026 10:43

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia, falou ao jornal britânico The Guardian sobre a tragédia climática em Minas Gerais, destacando a importância de populações vulneráveis que vivem nas encostas serem alvo de atenção política. Segundo ela, líderes do Brasil devem assegurar que a população não viva em áreas de risco  à medida que mais eventos extremos aconteçam no país.

A reportagem afirma que abandonar os combustíveis fósseis é um dos pontos urgentes para conter as enchentes mortais no “coração cafeeiro do Brasil”. Lembra, ainda, que acidade de Juiz de Fora esteve entre as mais atingidas, com o mês de fevereiro mais chuvoso já registrado, com mais de 750 milímetros de chuva, o que equivale a 65% a mais do que o recorde anterior, de 1988, conforme o World Weather Attribution.

O texto traz uma análise sobre o impacto econômico da enchente, observando que Minas Gerais é um dos principais produtores de grãos de café arábica. O preço da iguaria disparou nos últimos anos porque o clima extremo reduziu as colheitas entre 15% e 20%. “Esperava-se que a produção pudesse voltar ao normal este ano, mas as condições mais úmidas do que o habitual no último mês teriam, segundo relatos, agravado a propagação de doenças nas plantações de arábica”, pontua a reportagem.

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UFSC na mídia: Pesquisadora é citada por The Guardian em reportagem que aponta recorde de calor no mundo

20/02/2025 08:58

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O jornal britânico The Guardian, uma das referências na cobertura das mudanças climáticas no mundo, citou a professora Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia da UFSC, na reportagem em que anuncia 2024 como um ano de recorde de calor no mundo. O jornal fez um levantamento, apresentado no formato de infográfico, consolidando dados do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S) da União Europeia.

O Guardian tomou como base as temperaturas médias de cada mês de 2024 e comparou-as com o mês mais quente desde 1979. A conclusão foi de que dois terços da superfície da Terra registraram recordes em pelo menos um mês, com aumento de até 5C. A análise é detalhada por região do globo, com destaque para continentes e países do Norte ao Sul.

No caso do Brasil, o estado do Amazonas é citado como um exemplo de local onde houve recorde todos os meses. “A América do Sul foi atingida por temperaturas recordes em quase todos os meses de 2024, mas de março a junho, as temperaturas foram consistentemente extremas na Bolívia, Peru, Colômbia e no estado do Amazonas, no Brasil”, aponta a reportagem. O texto também aborda a recorrência dos incêndios florestais que atingiram a região em 2024, na Amazônia e também o Pantanal, ambiente úmido.

A professora Regina Rodrigues comentou como os oceanos participam deste sistema. O Atlântico esteve especialmente quente na primeira metade do ano e áreas dos oceanos Pacífico e Índico ultrapassaram os recordes mensais em mais de 1°C em todos os meses. Segundo Regina, isso significa  “uma explosão de eventos extremos de todos os tipos”.

“Se não conseguirmos diminuir a queima de combustíveis fósseis e reduzir rapidamente as emissões globais de CO2, estas temperaturas extremas continuarão a tornar-se ainda mais extremas e frequentes”, disse Sonia Seneviratne, cientista climática e vice-presidente do grupo de trabalho de ciências físicas do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC).

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