Pós em Oceanografia promove minicurso sobre circulação oceânica

03/02/2016 08:34

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOceano) da UFSC promove, de 28 de março a 1º de abril, o minicurso em análise lagrangiana da circulação oceânica, Lagrangian Perspective of Ocean Circulation. Ministrado pelo professor Denny Kirwan, da University of Delaware (Physical Ocean Science and Engineering), o evento será ministrado em inglês e tem apoio do CNPq.

Mais informações pelo e-mail  e pelo telefone (48) 3721-3527.

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Tags: análise lagrangianaLagrangian Perspective of Ocean CirculationoceanografiaPrograma de Pós-Graduação em OceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós em Oceanografia promove palestra nesta quarta-feira

14/12/2015 07:54

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOceano) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove, nesta quarta-feira, 16 de dezembro, a última palestra do semestre. “Pockmarks no talude continental: implicações sobre a tectônica e circulação oceânica” é o tema que será abordado pelo pesquisador Michel Michaelovitch de Mahiques, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).

A palestra será às 15h, no Laboratório de Oceanografia Costeira  (LOC), na Barra da Lagoa.

Mais informações na página do LOC.

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Pós em Oceanografia promove palestra nesta sexta-feira

20/11/2015 10:00

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOceano) da UFSC promove a palestra “Interações Físico-Biológicas em Múltiplas Escalas: A Importância de Processos de Submesoescala”, com o professore Paulo H. R. Calil, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG),nesta sexta-feira, às 14h35min no Auditório do CFH 2015-11_Paulo_Calil.001

Resumo: A variabilidade temporal do campo  de  velocidade quase-geostrófica e a interação mútua dos vórtices de mesoescala (10-100 km) tende a gerar filamentos de escala espacial da ordem de 1 a 10 km, caracterizados por altas velocidades verticais e potencial para afetar processos biogeoquímicos. Nesta palestra, aspectos gerais da interação físico-biológica em diferentes escalas temporais e espaciais serão discutidos  no contexto de projetos em desenvolvimento no Laboratório de Dinâmica e Modelagem Oceânica (DínaMO) da FURG.

 

Mais informações no site.

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Abertas inscrições para o II Congresso Iberoamericano de Gestão Integrada de Áreas Litorais

29/09/2015 16:58

Estão abertas as inscrições e envio de resumos para o II Congresso Ibero Americano de Gestão Integrada de Áreas Litorais – II GIAL 2016, que será realizado em maio, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O prazo para envio de resumos vai até 30 de novembro.

Mais informações no site do evento.

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Pós em Oceanografia promove palestra ‘O Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira’

26/08/2015 07:57

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOceano) da UFSC promove no dia 28 de agosto, às 9h30, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a palestra “O Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta): desafios e perspectivas”, com Carlos Garcia, professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Mais informações na página do PPG Oceano.

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Palestra nesta quinta sobre variabilidade climática, hidrodinâmica e reprodução de peixes no estuário do Prata

30/04/2015 09:08

2015-04_Eduardo_Acha.001 (1)O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC promove palestra nesta quinta-feira, 30 de abril, às 14h, no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI), sobre Climate variability, estuarine hydrodynamics and fish reproduction in the Plata estuary, com o professor Eduardo M. Acha, do Instituto de Investigaciones Marinas y Costeras (Argentina).

Mais informações: (48) 3721-2701.

 

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Pós em Oceanografia da UFSC promove duas palestras nesta sexta

16/04/2015 09:07

2015-04_Chris_Hein.0012015-04_Chris_Hein.001 2015-04_Chris_Hein.0012015-04_Luis_Fonseca.001O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC promove duas palestras nesta sexta-feira, 17 de abril, no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI). Confira:

Palestra 1 – 9h

Coupled Barrier-Backbarrier dynamics and the evolution of Barrier-Island Systems por  Christopher J. Hein (VIMS/EUA).

Palestra 2 – 14h

“Lagunas Costeiras: Poderá a conservação ser uma questão de Gestão?” por Luis Cancela da Fonseca (Universidade do Algarve e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).

Mais informações: (48) 3721-2701

 

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Seminário tratará da gestão de sistemas costeiros e oceânicos nesta terça

09/03/2015 15:00

cartaz_seminario_v2.001 (3)O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC realiza o 1º Seminário de Dinâmica e Gestão de Sistemas Costeiros e Oceânicos no dia 10 de março, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.

Programação:

8h30 – Abertura do Evento
9h – 9h50 – “Nascimento de um Oceano: Atlântico Sul” – Dr. Gilmar Vital Bueno [Petrobras]
10h10 – 11h – “Ecossistemas profundos da Elevação do Rio Grande e sua exploração econômica” / Professor Jose Angel Perez  [Univali]
11h20 – 12h10 – “Oceanografia Operacional como suporte para a gestão de sistemas costeiros e oceânicos” / Professor Belmiro Castro [Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo – IOUSP]
14h – 14h50 – Aplicações da Ecologia de Sistemas na Análise e Gestão de Ecossistemas Marinhos e Costeiros / Professor Milton Asmus [UFSC]
15h10 – 16h – “Planejamento e implementação de Sistemas Integrados de Observação e Monitoramento Costeiro e Oceânico: Experiências do Programa GOOS/COI/Unesco” / Professor Jose Muelbert [Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG]
16h20 – 17h10 – “Observatório Nacional 188 anos: Infraestrutura & Pesquisa” – Professor Sergio Luiz Fontes [Observatório Nacional]
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Mestrado em Oceanografia abre seleção

29/10/2014 10:30

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC realiza seleção para o Mestrado 2015, com inscrições abertas entre 17 e 30 de novembro de 2014, das 8h às 12h, na Secretaria da Graduação em Oceanografia, no Departamento de Geociências, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Mais informações no Edital.

http://ppgoceano.paginas.ufsc.br/

(48) 3721-2577

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UFSC na Mídia: primeira universidade brasileira a construir veleiro para pesquisa oceanográfica

17/09/2013 12:47

Com casco em alumínio e interior em fibra de vidro, o calado – parte que fica embaixo d’água – será adaptável para que o veleiro possa entrar em áreas rasas, como mangues e encostas. Foto: Cristiano Estrela/Agencia RBS

Projeto é realizado inteiramente por professores e alunos da instituição de Santa Catarina

Ao mesmo tempo que transpõe as barreiras impostas pelo mar, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está prestes a fazer a diferença em dois ramos importantes de pesquisa no país. Em setembro de 2014, um veleiro construído por alunos e professores da Engenharia Mecânica, em um estaleiro improvisado no Sapiens Parque, em Florianópolis, poderá se deslocar até os polos com pesquisadores do curso de Oceanografia.
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Fertilização do oceano por ferro é tema de palestra na UFSC

28/05/2013 11:46

O cientista Victor Smetacek ministrou palestra sobre fertilização do oceano por ferro. Foto: Wagner Behr/Agecom/UFSC

No dia 27 de maio, a UFSC sediou a palestra “Ocean Iron Fertilization Experiments: The Dawnof New Era in Applied Ocean Science?”, ministrada pelo alemão Victor Smetacek, cientista do Alfred Wegener Institute (AWI). O evento reuniu cerca de 100 pessoas, no Auditório da Reitoria, e foi promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia e em Biologia Vegetal, e pelo Curso de Oceanografia da Universidade.
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Oceanografia da UFSC promove debate “Arvoredo: Parque ou Reserva?”

03/05/2013 16:45

No dia 6 de maio, segunda-feira, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), das 8h30 às 12h, será realizado o debate “Arvoredo: Parque ou Reserva”, promovido pelos alunos da 5ª turma do Curso de Oceanografia da UFSC, e tem como objetivo discutir e promover um maior entendimento sobre o projeto de lei que está tramitando na Câmara dos Deputados Federais, proposta de recategorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.
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Cursos de Oceanografia e Zootecnia da UFSC formam as primeiras turmas

19/03/2013 13:31

Formaram-se no dia 8 de março as primeiras turmas dos Cursos de Zootecnia e Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no Centro de Cultura e Eventos. Os dois cursos são recentes na Universidade e as primeiras turmas ingressaram nos anos de 2007 e 2008, respectivamente. Em Zootecnia foram 15 formandos e em Oceanografia, 12. Estes iniciam sua jornada profissional como alunos de programas de pós-graduação, como bolsistas em projetos de pesquisa, como consultores ambientais e como concursados em órgãos públicos.
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Estudantes de Oceanografia elaboram cartilha sobre valor do pescado local

05/07/2012 14:52

A cartilha “Pescado Local é Mais Legal” é o trabalho final da disciplina Atividade de Extensão dos alunos de Oceanografia da UFSC Arnaldo Bittencourt, Júlia de Lima Soares e Larissa Felicidade Demarco. O projeto  reúne informações sobre o mexilhão, o berbigão, a tainha e a anchova – tanto suas características e épocas de pesca, quanto indicações nutricionais. A publicação foi colocada no Mercado Público de Florianópolis, em peixarias da cidade e na Associação dos Pescadores da Armação da Piedade.

O objetivo do trio é estimular a comunidade a valorizar o pescado local, a partir de um trabalho realizado dentro da universidade. Além das cartilhas, os estudantes disponibilizaram receitas, para chamar atenção dos compradores. “Em uma peixaria do mercado, disseram que duas pessoas deixaram de levar o salmão, que não é um peixe daqui, para levar a tainha, porque se interessaram pelas receitas”, comemora Júlia. As receitas também são atualizadas na página do facebook “Pescadolocal”.

A iniciativa contempla a ideia das estudantes, de divulgar informações sobre os alimentos que vêm do mar, e de Arnaldo, de difundir a pesca artesanal e sustentável da Ilha. Júlia e Larissa lembram que a vida marinha é prejudicada pela pesca industrial, que muitas vezes não leva em consideração a época de defeso e captur diversos organismos marinhos sem interesse comercial, e que acabam sendo desprezados. “O ideal é, por exemplo, pescar a anchova depois do período de defeso. Assim os peixes já terão se reproduzido, garantindo a preservação de espécies e o desenvolvimento de uma atividade sustentável”, destaca Larissa.

A disciplina, obrigatória para a sétima fase do curso de Oceanografia, é ministrada pela professora Alessandra Fonseca. Durante o semestre os alunos formam grupos e cada um tem que elaborar projetos e metas que serão apresentadas para a comunidade.

Mais informações: Júlia de Lima Soares / /  8807-2814

Professora Alessandra Fonseca /

Por Ana Luísa Funchal/ Bolsista de jornalismo da Agecom

Apresentações nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, dia 6, às 14h30min, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), estudantes do Curso de Oceanografia apresentam resultados dos projetos desenvolvidos na Disciplina Prática de Extensão.

Entre os trabalhos estão um selo de compra de pescado sustentável, indicando os peixes citados na lista de espécies ameaçadas e vulneráveis;  a cartilha para estimular o consumo de pescado proveniente da pesca tradicional e maricultura, com receitas e valor nutricional dos produtos; o projeto Operação Oceano: um jogo cooperativo sobre a oceanografia e uma cartilha sobre a Costa da Lagoa, para divulgar ações e promover o debate para implantação do Projeto Orla na Costa da Lagoa.

Informações: Professora Alessandra Fonseca /

 

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Na mídia: Falta de infraestrutura de dados espaciais limita pesquisa oceanográfica

19/04/2012 15:23

A inexistência de uma infraestrutura de dados espaciais integrada, aberta e e atualizada está atrapalhando a pesquisa oceanográfica no Brasil, de acordo com o professor Jarbas Bonetti, do Laboratório de Oceanografia Costeira da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A análise foi feita durante o workshop internacional Marine Data Management, realizado na sede da FAPESP nos dias 11 e 12 de abril.

Segundo Bonetti, pela falta de acesso a uma plataforma estruturada, que disponibilize dados de referência com acesso aberto, muitos cientistas e alunos de pós-graduação acabam investindo grande parte de seu tempo de pesquisa na geração de informações básicas, limitando o alcance de seus estudos. De acordo com ele, é preciso criar repositórios unificados de dados.

“Muitos doutorandos gastam boa parte do seu tempo de pesquisa na estruturação de uma base primária de dados. Com frequência, esse esforço não seria necessário, porque os dados já existem, entretanto, estão dispersos, não são interoperáveis, ou não estão disponíveis de forma aberta. Assim, durante anos, o aluno se dedica a um esforço exaustivo e no fim, na fase de interpretação, sobra pouco tempo e energia para que seja possível contribuir de forma efetiva para o avanço do conhecimento por meio de análises mais sofisticadas”, disse Bonetti à Agência FAPESP.

Bonetti analisou o impacto da falta de uma base de dados estruturada a partir de sua própria experiência de pesquisa, em um pós-doutorado realizado no Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar, em Brest (França), entre 2007 e 2008.

No estudo, Bonetti cruzou diversas bases de referência para elaborar um mapa aplicando o conceito de “paisagens marinhas”. Mais tarde, ao tentar replicar o trabalho no Brasil, esbarrou em sérias dificuldades.

“A instituição francesa tinha uma base de dados estruturada, por isso tive muita facilidade em chegar a resultados conclusivos e úteis para os gestores. A maior parte do meu esforço consistiu em desenvolver um arcabouço conceitual e propor uma alternativa metodológica para integrar diversos dados espaciais”, disse.

Dentro do conceito de paisagem marinha, segundo Bonetti, é possível partir de uma série de dados relativamente genéricos – como profundidade, temperatura de fundo, tipo de substrato, penetração da luz e intensidade de correntes – para compreender como a comunidade biológica se organiza em função das características ambientais que dão suporte ao estabelecimento dos diversos habitats.

“Com essa metodologia, a partir de dados relativamente simples, é possível obter um primeiro diagnóstico da estrutura da camada de fundo dos oceanos. Com isso, pode-se otimizar a escolha de locais sensíveis para gestão mais efetiva ou fazer pesquisas mais verticalizadas”, disse.

A partir dos dados básicos que estavam disponíveis na região do Parque Marinho do Iroise, , Bonetti construiu um modelo de paisagens marinhas em uma área do litoral da Bretanha, na França. “Quando terminei o pós-doutorado, fiquei empolgado com os resultados e tinha a perspectiva de replicar o estudo no Brasil, em uma área bastante importante do ponto de vista do sistema brasileiro de unidades de conservação, que é a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina”, disse.

No entanto, Bonetti logo percebeu a dificuldade para encontrar no Brasil esse tipo de dados em formato acessível. O cientista teve que se dedicar exaustivamente a levantar dados de referência.

“Dependi de muito trabalho braçal para gerar informações extremamente básicas. Dependi também da colaboração de colegas que cederam dados brutos, a partir do contato com ex-orientandos que  tinham ainda disponíveis suas tabelas originais. Foi preciso aprender muitas coisas secundárias à investigação propriamente dita e gastar um bom tempo que poderia ter sido investido em análises mais profundas”, explicou.

Depois da experiência na França, Bonetti se convenceu de que a estruturação de dados primários em uma base comum e aberta permite que o pesquisador se dedique menos ao esforço de tratamento primário e possa investir mais tempo de pesquisa na análise e desenvolvimento de alternativas para se trabalhar com dados espaciais, buscando estabelecer relações e identificar como diferentes variáveis se comportam de maneira conjunta no espaço.

“Existem dados que têm um caráter mais preciso e específico. Mas me refiro a dados que são primários e fundamentais, como batimetria – os dados relacionados à profundidade”, afirmou. Segundo ele, não há uma base de dados batimétricos aberta disponível online. As cartas náuticas existentes, por exemplo, são disponibilizadas em formato semelhante ao de fotografias digitais e não em formato vetorial, que permitiria seu reprocessamento.

“Quando precisamos desses dados, temos que carregar as cartas náuticas no computador, georreferenciá-las, criar um mosaico e clicar com um mouse em cada um dos pixels que têm valor de profundidade. Isso transforma uma tarefa de dias em um trabalho de semanas ou meses”, afirmou.

As folhas topográficas em escala mais usadas nos projetos de pesquisa oceanográfica associada à plataforma continental interna, segundo Bonetti, baseiam-se em fotografias aéreas da década de 1960, com problemas de articulação – o que gera dificuldades para emendar as linhas de costa de uma carta em outra. Também são escassos os dados de altimetria nas áreas costeiras, fundamentais para quem trabalha na dinâmica de praias e avaliação da suscetibilidade costeira à subida do nível do mar.

“Eventualmente algumas prefeituras têm esses dados, ou alguns grupos fizeram levantamentos desse tipo, mas tudo isso está disperso e é de difícil acesso. Muito do esforço de coleta de dados está associado a projetos de pesquisa individuais. Esses dados acabam ficando muito restritos aos grupos que os produziram e o acesso depende de contatos pessoais”, afirmou.

Outro problema recorrente, segundo Bonetti, é a falta de metadados – as informações que explicam e contextualizam os dados. “Sem os metadados, o dado perde confiança e não pode ser articulado com outros dados semelhantes”, disse.

Bonetti sugere que, para contornar o problema, é fundamental que o poder público invista em programas de pesquisa que tenham continuidade e no qual os serviços de provisão de dados funcionem de maneira regular e eficiente. “Dados de referência como linha de costa, altimetria, batimetria, tipo de fundo e uso do solo precisam estar disponíveis para qualquer cientista ao alcance de um clique”, disse.

Segundo Bonetti, é fundamental também criar uma consciência de que o dado produzido por pesquisas financiadas com dinheiro público precisa ficar publicamente disponível.

“É preciso garantir a propriedade intelectual do dado, dar um tempo de carência para o pesquisador publicá-lo e é preciso estabelecer um padrão comum para que os dados sejam posteriormente comparáveis com outros. Mas o principal é criar uma cultura que veja o dado financiado pelo Estado e pelas agências públicas de fomento como um bem público”, disse.

Fonte: Agência Fapesp

Tags: jarbas bonettioceanografiareserva biológica marinha do arvoredoUFSCufsc na mídia

Palestra sobre pesquisas oceanográficas realizadas a bordo do navio Marion Dufresne

28/11/2011 17:35

O Departamento de Geociências da UFSC convida para a palestra “Pesquisas oceanográficas a bordo do Research Vessel (navio de pesquisa) Marion Dufresne na elevação do Rio Grande pelo Projeto Proerg”, com os pesquisadores Msc. Andreoara Deschamps Schmidt e MSc. Caio Heidrich.

A palestra acontece no dia 13 de dezembro, às 18 horas, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC).

Serviço:

O quê:  Palestra “Pesquisas oceanográficas a bordo do Research Vessel (navio de pesquisa) Marion Dufresne na elevação do Rio Grande pelo Projeto Proerg”, com os pesquisadores Msc. Andreoara Deschamps Schmidt e MSc. Caio Heidrich.

Data: 13/12/11 (terça-feira)

Hora: 18h

Local: Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Trindade, Florianópolis (SC).

Promoção:
– Programa de Pós-Graduação em Geografia, do Departamento de Geociências da UFSC
– Programa de Geologia e Geofísica Marinha
– Comissão Interministerial para os Recursos do Mar
– Serviço Geológico do Brasil – CPRM

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