5º Ciclo de Palestras em Geociências homenageia alunos, professores, técnicos e parceiros

20/11/2018 17:27

O foco da abertura do V Ciclo de Palestras em Geociências, na manhã desta terça-feira, 20 de novembro, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), foi agradecer as muitas pessoas que colaboraram, direta e indiretamente, com a iniciativa. Os resultados têm sido tão positivos que os próximos eventos terão um formato itinerante, com realização também no exterior. E em 29 de maio de 2019, no “Dia do Geógrafo”, será lançado o livro que reúne toda a trajetória do Ciclo. As boas notícias foram reveladas pela professora Angelita Pereira, a maior entusiasta deste projeto que integrou a Geografia, a Geologia e a Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

De aluna a professora, Angelita construiu sua história na Universidade desde 1993. Conduziu a homenagem com o cuidado de não esquecer nenhum nome, de toda e qualquer participação, seja aluno, professor, técnico-administrativo, parceiro, que segundo a pesquisadora “lhe proporcionaram um grande aprendizado. Sou muito grata a essas pessoas e à UFSC”. Ressaltou que não foi obteve recursos financeiros e o que fez a diferença foram os muitos apoiadores que se somaram ao longo dos anos. Entre os homenageados da UFSC: Reitoria, departamentos, Agência de Comunicação (Agecom), Imprensa Universitária (Gráfica) e Ouvidoria.
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Aula Inaugural do Programa de Pós em Geografia e lançamento do livro ‘O Brasil Meridional’ dia 22

09/03/2017 10:22

LIVRO DELGADO DE CARVALHO-1 O Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) e o Instituto Ignácio Rangel convidam para o lançamento do livro “O Brasil Meridional”, do geógrafo Delgado de Carvalho, e para a conferência que será ministrada pelo professor Carlos Augusto Figueiredo Monteiro durante a Aula Inaugural do Programa no dia 22 de março, às 19h, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Monteiro chegou ao Brasil em 1906, aos 22 anos, sem falar português, licenciado pela École Libre des Sciences Politiques, da Sorbonne, em Paris, para aprender a língua, empenhado em conhecer sua História e sua Geografia do país. Em 1910, publicou “Le Brésil Meridional”, objeto desta tradução. “Em pleno início do Século XXI, num mundo decisivamente modificado pela vigência dos incessantes progressos tecnológicos, cabe-nos refletir sobre a abordagem regional do mestre Delgado de Carvalho”, afirma o autor.

A série Livros Geográficos é uma produção do Departamento de Geociências do curso de Geografia da Universidade, assim como Cadernos Geográficos, revista que teve sua primeira publicação lançada durante a XX Semana de Geografia da Universidade, em 1999. Na publicação são veiculados trabalhos acadêmicos e pesquisas desenvolvidas nos laboratórios do Departamento, com a proposta de construir uma reflexão crítica sobre os caminhos a serem tomados no desenvolvimento da sociedade nacional, regional ou local.

Mais informações pelo e-mail .

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Palestra debate meteorologia aplicada ao trabalho, saúde e ambiente

05/10/2016 15:42

O 1º Ciclo de Palestras de em Climatologia irá apresentar o colóquio “Pesquisa e desenvolvimento tecnológico em meteorologia aplicada ao trabalho, saúde e ambiente”, do meteorologista da Fundacentro Daniel Bitencourt. O encontro, promovido pelo Laboratório de Climatologia Aplicada (LabClima), do Departamento de Geociências da UFSC, será realizado no dia 13 de outubro, às 10 horas, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Haverá emissão de certificados aos participantes e as inscrições serão realizadas no dia e local do evento.

Mais informações no site.

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Curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica faz 40 anos e homenageia professor da UFSC

13/09/2016 15:50

O Curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Viçosa (UFV) completou 40 anos no dia 8 de setembro, e homenageou diversos professores que contribuíram com a estruturação e  excelência do curso. O professor Carlos Antonio Oliveira Vieira, do Departamento de Geociências da UFSC recebeu essa homenagem e também numa placa, com os dizeres: “A coordenação do curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica da UFV homenageia aquele que compartilhou conosco seus conhecimentos, a sua dedicação e seu profissionalismo em prol da transformação dos nossos ideais em realizações”.

Leia mais:

https://www.facebook.com/carlos.vieira.543/posts/10154559487942451?notif_t=like&notif_id=1473777505030002

http://www.eam.ufv.br/?noticias=40-anos-do-curso-de-engenharia-de-agrimensura-e-cartografica-da-ufv

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‘Furacão Catarina’ é tema de abertura do Ciclo de Palestras em Geociências

31/10/2014 10:08

ENVIAR-PARA-PUBLICARO IV Ciclo de Palestras em Geociências será realizado de 3 a 4 de novembro, às 9h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). A palestra de abertura “Furacão Catarina” será realizada pela Epagri/Ciram. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 3 de novembro pelo site www.ciclodepalestrasgcn.blogspot.com ou no dia do evento. Com direito a certificado de 25 horas.
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Professores da UFSC apresentam Atlas Ambiental da Bacia do Rio Araranguá

19/04/2013 16:35

Os professores do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Fernando Scheibe e Luiz Antônio Paulino, estarão em Araranguá nos dias 26 e 27 de abril para apresentação do Atlas Ambiental da Bacia do Rio Araranguá (lançado em 2010). O encontro é aberto à comunidade. No dia 26 (sexta) será das 19h às 22h e, no dia 27 (sábado) das 8h às 12h.

O evento será realizado no auditório da UFSC/Unisul (localizado na Rodovia Jorge Lacerda, SC 449, Km 35,4, Jardim das Avenidas) e consta na programação o lançamento do vídeo “O grito do Rio Araranguá”, no qual Scheibe é o principal entrevistado. O vídeo é produto do projeto de extensão “Educação Ambiental, Sustentabilidade e Saneamento Básico” do Campus Araranguá da Universidade e tem a participação do Grupo de Educação Ambiental e Sustentabilidade e do Laboratório de Mídia e Conhecimento.
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UFSC caracteriza fósseis da vegetação de turfeiras e campos do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

08/03/2013 17:40

Nos topos da Serra do Tabuleiro, área de turfeira com sua cobertura típica de briófitas, plantas que vivem preferencialmente em locais úmidos. Fotos: Hermann Behling

Maior unidade de conservação de Santa Cataria, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ocupa 87 mil hectares de ilhas, cordões litorâneos, manguezais, encostas, montanhas e campos. Nos campos, em meio ao relevo montanhoso, abriga grande número de turfeiras, ambientes encharcados, formados principalmente por plantas que vivem em local úmido e ácido, com acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica.

Por suas características, as turfeiras são sumidouros de carbono, são reguladores do escoamento fluvial e fontes de nutrientes para a vegetação ao seu redor. Para a ciência, por sua capacidade de preservar tecidos vegetais, são também arquivos ambientais e cronológicos da evolução da paisagem.

Áreas do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro formadas por esse ecossistema são estudas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisas que integram professores e estudantes dos departamentos de Geociências e de Botânica incluem o mapeamento e caracterização das áreas de turfeiras, o levantamento florístico atual desses ambientes e sua comparação com material fóssil extraído de sedimentos – em estudo na área de paleoecologia, que utiliza fósseis para reconstruir ecossistemas do passado.

O trabalho de campo é desenvolvido em áreas de topo da Serra do Tabuleiro, nos municípios de Santo Amaro da Imperatriz e São Bonifácio. Com apoio da Fundação O Boticário, na linha temática Impacto das Mudanças Climáticas em Espécies e Ecossistemas, o projeto é executado via Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Tecnológica (FAPEU).

“A proposta articula o estudo de turfeiras ao da vegetação, com o objetivo de definir a variação da vegetação ao longo da serra, atualmente e sob o efeito de mudanças globais do passado”, explica o coordenador do projeto, professor Marcelo Accioly Teixeira de Oliveira, do Departamento de Geociências.

Segundo ele, outros estudos demonstram o predomínio de campos na região atualmente protegida pelo parque há pelo menos 40 mil anos, sugerindo que se trata de vegetação remanescente de transformações nesse ambiente. Além disso, resultados preliminares obtidos a partir da nova pesquisa estendem a idade de registro de sedimentos do parque para 90 mil anos.

“A caracterização desses campos de altitude constitui contribuição científica relevante, com alto impacto para a conservação e o zoneamento do parque”, considera o professor, ressaltando que turfeiras são ainda muito pouco estudadas no Brasil. Sua importância é destacada pelo Comitê para a Ação Global sobre Turfeiras, que defende esforços globais para a conservação e definição de sua função ambiental como áreas úmidas.

Periódico internacional

As pesquisas da UFSC vêm sendo realizadas desde 2003, com saídas de campo nos chapadões da Serra do Tabuleiro, entre 860 e 1200 metros acima do nível do mar. Com equipamentos especiais, entre eles um Radar de Penetração de Solo, são obtidos perfis geofísicos, que permitem estudos sobre as camadas de sedimentos. São também coletadas amostras das turfeiras para análise em laboratório de fósseis vegetais.

Em laboratório, amostras de camadas de sedimento são processadas e analisadas . Fotos: Cláudia Reis

Para a equipe, o material representa importante testemunho sedimentológico. Parte do trabalho, em que 83 amostras foram processadas na UFSC e analisadas em laboratório da Alemanha, resultou em artigo científico publicado no periódico internacional “Vegetation History and Archaeobotany”.

As análises buscam classificar as turfeiras do parque e avaliar cenários evolutivos, gerando conhecimento básico sobre esses habitats. O trabalho de campo, com saídas sistemáticas mensais, permitiu também coletas de plantas de áreas de campos e turfeiras do parque.

A vegetação coletada é identificada e catalogada no Herbário Flor, ligado ao Departamento de Botânica. Depois, as exsicatas são levadas para o Laboratório de Geodinâmica Superficial, ligado ao Departamento de Geociências, para coleta de grãos de pólen. Assim, além de incrementar o acervo do Herbário Flor, os estudos estão permitindo a implantação de uma palinoteca dos campos da Serra do Tabuleiro. Essa coleção está sendo constituída junto ao Laboratório de Geodinâmicas Superficial, para resguardar grãos de pólen, que são identificados, catalogados e preservados em acervo.

Para a FATMA (Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina), órgão que gerencia o parque, a equipe vai elaborar cartas de localização e caracterização das turfeiras do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Relatórios e outros documentos também vão gerar subsídios que podem auxiliar no manejo da área e na produção de materiais de educação ambiental e de informação para a comunidade.

“O objetivo é valorizar os arquivos de história natural preservados nos depósitos orgânicos da maior unidade de conservação de proteção integral do Estado de Santa Catarina. Além disso, estamos capacitando recursos humanos para a valorização de estudos paleoecológicos como ferramenta fundamental para ações de conservação”, salienta o professor Marcelo.

Mais informações com o professor Marcelo Accioly Teixeira de Oliveira / Departamento de Geociências / UFSC / 

Material produzido para a Revista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU) ∕  www.fapeu.br
Jornalista responsável: Arley Reis ∕  

Fotos: Hermann Behling e Cláudia Reis

 

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Conferência aborda o desafio de construir mapas coletivamente

16/07/2012 18:06

Professor Goodchild recebe a medalha Peter Burrough em homenagem ao seu trabalho sobre precisão em sistemas de informação geográfica

Ferramentas cada vez mais populares em computadores e celulares, os mapas hoje ganharam uma nova configuração em projetos colaborativos como Wikimapia e Open Maps. Neles qualquer pessoa pode construir seus mapas, incluir informações geográficas e referências de lugares onde circula. Ao mesmo tempo, não existem mecanismos que assegurem que os dados sejam verdadeiros ou precisos. Este é o principal desafio do cenário atual da informação geográfica apontado pelo especialista Michael Goodchild, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, Estados Unidos. Ele foi o convidado especial da décima edição do Simpósio Internacional Sobre Avaliação de Precisão Espacial em Recursos Naturais e Ciências Ambientais, onde fez a conferência de abertura.

Goodchild é um dos maiores especialistas em georreferenciamento e também um dos primeiros pesquisadores que pensou em colocar um mapa no computador. Na palestra “The Accuracy of Volunteered Geographic Information” (A precisão da informação geográfica voluntária), assinalou o amplo potencial das iniciativas coletivas: são milhões de pessoas que participam, algumas voluntariamente e outras de forma involuntária, a um custo mínimo. As atualizações são feitas em tempo real. O professor explica que uma das vantagens é que essa rede densa de observadores pode ajudar no gerenciamento de emergências.

Um dos exemplos foi a construção coletiva de mapas após o terremoto que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. No início, os grupos de resgate contavam com um mapa pouco detalhado de Port-au-Prince, capital do país. Com o passar do tempo, os grupos foram construindo os mapas das ruas da cidade, de forma a auxiliar a chegada da ajuda aos que mais precisavam.

Outro exemplo é o georreferenciamento de notícias na web, postagem no Twitter ou de imagens no Flickr. Trata-se de uma forma de organizar uma grande quantidade de informação, relacionando-a ao lugar de origem ou de referência geográfica. Por meio dessas informações foi possível monitorar um incêndio ocorrido em 2009 nos arredores da cidade de Santa Bárbara, Califórnia.

Ao mesmo tempo que possuem um grande potencial, as iniciativas voluntárias apresentam diversos problemas. Não há um controle de qualidade, metadados, nem padronização, ou seja, os dados não apresentam nenhum dos aspectos que caracterizam as informações geográficas oficiais. Para resolver essa questão, Goodchild apresenta três propostas. Uma delas é o que denomina de “solução da multidão”. É a mesma utilizada no desenvolvimento de software proposto por Linus Towards, criador do Linux: quantos mais olhos para revisar, mais preciso o dado se tornará. A segunda é a “solução social”, em que uma hierarquia de moderadores revisa os dados submetidos, como ocorre na Wikipedia. Por fim está a “solução geográfica”, que utiliza as regras da geografia e da sintaxe para determinar se um fato geográfico reportado é falso ou verdadeiro.

Antes de ministrar a conferência, o professor Goodchild foi o homenageado com a medalha Peter Burrough, pesquisador falecido em 2009, autor de obras de referência sobre princípios de Sistemas de Informação Geográfica. Sediado pela primeira vez na América Latina, o Simpósio reuniu mais de 100 pesquisadores, dos quais 40 estrangeiros, no Hotel Porto do Sol, no bairro Ingleses, Florianópolis, de 11 a 13 de julho. O simpósio foi organizado pela International Spatial Accuracy Research Association (ISARA) e pela Commission on Modelling Geographical System of the International Geographical Union. No Brasil, as entidades responsáveis pelo evento foram a UFSC e a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc).

Por Laura Tuyama, jornalista da Agecom. Foto: Henrique Almeida, Agecom.

Tags: accuracyCFHgeociênciasprecisãoUFSC

Avanços e desafios da precisão de dados geográficos integram pesquisadores na Capital

10/07/2012 11:32

Uma conferência com o geógrafo Michael Goodchild, da Universidade da Califórnia, abre na noite desta terça-feira, 10 de julho, a décima edição do Simpósio Internacional Sobre Avaliação de Precisão Espacial em Recursos Naturais e Ciências Ambientais. Pela primeira vez sediado na América Latina, o evento reúne mais de 100 pesquisadores (40  de outros países), no Hotel Porto do Sol, em Ingleses, Norte da Ilha.

“Será uma conferência histórica. Michael Goodchild foi um dos primeiros pesquisadores que pensou em colocar um mapa no computador”, destaca o professor do Departamento de Geociências da UFSC Carlos Antônio Oliveira Vieira.

Considerado o “pai” da Ciência Informática Geográfica, Goodchild será homenageado com a medalha Peter Burrough (pesquisador falecido em 2009, autor de obras de referência sobre princípios de Sistemas de Informação Geográfica) .

“Florianópolis é um importante centro geográfico e conseguimos reunir aqui cientistas de diversos países, além de pesquisadores do IBGE, Instituto Militar e USP, entre diversas outras entidades”, informa o professor da UFSC, membro da comissão organizadora do encontro, uma promoção da Associação  Internacional de Pesquisas Espaciais de Precisão e da Comissão sobre Modelagem de Sistemas Geográfica, ligada à União Geográfica Internacional.

A UFSC compartilha a organização do simpósio com a Udesc. O evento acontece desde 1994 e já foi realizado nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália, Portugal, China e Reino Unido.

Segundo Vieira, a precisão espacial trata de diversos produtos cartográficos. É uma área do conhecimento com aplicações em diferentes campos que dependem de medidas precisas – como dados de inventários de recursos naturais e de suporte a obras de engenharia, em que a incerteza e a imprecisão podem gerar prejuízos e insegurança.

O tema vem ganhando cada vez mais importância com a disponibilidade de grandes quantidades de dados espaciais, programas de amostragem e sensores remotos, o advento de sofisticados Sistemas de Informação Geográfica, softwares de processamento de imagem e acesso a recursos avançados de computação. “Se houver erro na metodologia, o erro se propaga e no final é muito maior”, lembra  o professor.

Vieira contextualiza que até pouco tempo a construção de mapas era atribuição do Exército e do IBGE. O maior número de pessoas trabalhando com o desenvolvimento destes materiais, nem sempre tecnologicamente capacitados para esta função, é uma das preocupações no meio científico.

“Atualmente muitas pessoas, e não apenas técnicos, produzem mapas e disponibilizam as informações no computador, mas não há garantias de que essa informação será precisa”, alerta o professor que por mais de 10 anos foi coordenador do Núcleo de Geoprocessamento da Universidade Federal de Viçosa (e que desde 2010 atua junto ao Departamento de Geociências da UFSC, conciliando a partir de maio suas atividades docentes e de pesquisa com a chefia de Gabinete da Reitoria da UFSC).

O evento prossegue até sexta-feira (13 de julho), com conferências, palestras, workshops e apresentação de trabalhos de especialistas em ciências ambientais, recursos naturais, estatística espacial e ciência da informação.

De acordo com os organizadores, é a primeira vez que atividades do seminário são organizadas em colaboração com a Comissão Sobre Modelagem de Sistemas Geográfica, ligada à União Geográfica Internacional. A expctativa é de que a iniciativa amplie a rede de colaboração brasilerira com instituições internacionais.

Mais informações: Carlos Antonio Oliveira Vieira / (48) 3721-8593

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: geociênciasinformações geográficasmapasUFSC

Professora alerta para a queda na qualidade da água em áreas costeiras

19/06/2012 14:44

Professores da UFSC, Unisul e Udesc debateram a temática "Gargalos socioambientais na economia catarinense"

A professora e bióloga Alessandra Larissa D’Oliveira Fonseca, do Departamento de Geociências da UFSC, está convencida de que o desenvolvimento está afetando a qualidade da água nas áreas costeiras de Santa Catarina. Ela foi uma das palestrantes da manhã desta terça-feira na XXXIII Semana de Geografia (SEMAGeo), que vem sendo realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da universidade. Uma das provas dessa interferência são os impactos da rizicultura na foz do rio da Madre, no sul do Estado, onde a pesca foi fortemente prejudicada pelos produtos químicos utilizados por plantadores de arroz de vários municípios da região.

Também os metais pesados depositados na baía da Babitonga, no norte catarinense (problema que se agravou após o fechamento do canal do Linguado), vêm atingindo muitas famílias que vivem da pesca. As águas dos rios dos municípios da Grande Florianópolis são um fator de poluição do mar, provocando fenômenos como a maré vermelha, por causa das toxinas trazidas das lavouras. “O único rio que se salva é o Massiambu, em Palhoça, onde a ocupação humana é pequena e não pesam os fatores do desenvolvimento”, afirma a professora.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Alessandra Fonseca e sua equipe desenvolvem uma pesquisa para avaliar a qualidade da água nas lagoas costeiras do Estado. Pelos dados já recolhidos, ela diz que a situação é preocupante, porque em muitos casos há a deposição de resíduos industriais, esgoto doméstico e substâncias que aumentam os índices de nitrogênio na água. “Estamos realizando um trabalho com os professores da rede pública para alertar os alunos e suas famílias sobre as formas de reverter esse quadro”, diz ela. “Precisamos saber qual é a nossa vocação para o crescimento econômico, porque estamos perdendo a nossa biodiversidade”.

Situação dos portos – Em outra palestra, dentro do tema geral “Gargalos socioambientais na economia catarinense”, a professora Márcia Fernandes Rosa Neu, da Unisul, fez uma análise da situação dos portos de Santa Catarina e em que medida eles facilitam ou dificultam as atividades econômicas no Estado. O litoral catarinense é bem servido neste campo, porque há os portos de São Francisco do Sul (estadual), Itajaí (municipal), Itapoá, Navegantes e Imbituba (privados), além do terminal pesqueiro de Laguna.

O maior problema, segundo Márcia Neu, é de ordem logística, porque o transporte até os portos se dá quase que exclusivamente pela via rodoviária, o que encarece as operações. “Temos dificuldades de interconexão de modais”, diz ela. Além disso, há a necessidade de investir no desassoreamento e na ampliação dos molhes da maioria dos terminais.

A boa notícia é que Santa Catarina tem atraído a atenção de investidores de fora por causa dos espaços que surgem nos portos privados, abrindo a possibilidade de o Estado se transformar num pólo logístico importante no transporte marítimo. Já o fim da extração de carvão na região sul prejudicou o terminal de Imbituba, que, em compensação, tem a maior possibilidade de expansão em vista do bom calado e de uma grande retroárea, maior que as existentes em Itajaí e São Francisco do Sul.

Drama no manguezal – A outra palestra da manhã foi feita pelo professor Ricardo ad’Vincula Veado, da Udesc, que analisou o comprometimento do manguezal do Itacorubi pela expansão urbana de Florianópolis. Ele diz que também o impacto do lixão que funcionou durante 20 anos próximo ao mangue, do cemitério São Francisco de Assis e dos resíduos produzidos pela Universidade Federal e pela Universidade do Estado interfere na saúde da área, que deveria ser um criadouro natural de peixes e camarões.

Também a construção da Avenida Beira-mar Norte, que interrompeu o fluxo de água dos morros para o manguezal, desequilibrou a vida na região. “Como em outras partes da Ilha, os drenos secaram parte do mangue”, denuncia o professor. “Apesar da algumas ações da Comcap, não há um plano de manejo e de zoneamento próprio para o Itacorubi”.

Sobre a SEMAGeo

A Universidade Federal de Santa Catarina, através do Departamento de Geociências, realiza anualmente a Semana de Geografia – SEMAGeo –, contando com a presença de conferencistas de renome nacional e internacional na área de Geociências.

Este ano, a XXXIII SEMAGeo está sendo realizada no período de 18 a 22 de junho, e tem como tema central “Santa Catarina e sua inserção na economia internacional: dilemas e desafios”.

Programação da Semana da Geografia

Outras informações pelo endereço http://semageo2012.wordpress.com/.

Por Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom – Foto: Wagner Behr

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Petrobras financiará ampliação do Núcleo de Pesquisas Geológicas da UFSC

18/05/2012 16:37

Roselane Neckel e Gilmar Bueno assinam acordo de cooperação UFSC/PetrobrasGilmar Vital Bueno, geólogo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CENPES) representando a Petrobras, assinou nesta sexta-feira, 18 de maio,  no gabinete da Reitora, acordo de cooperação técnica com a Universidade Federal de Santa Catarina, para ampliação e modernização das instalações do núcleo de Pesquisas Geológicas da UFSC. O valor total é de R$8.061.520,25. A primeira parcela de desembolso será em torno de R$ 3 milhões. O projeto integra a Rede Temática de Projetos geotectônicos da Petrobras.

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