Divulga UFSC – 14/09/2026 – Edição 2570
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem a público manifestar seu mais firme repúdio às inscrições de caráter racista, ameaçador e de exaltação ao nazismo encontradas nas dependências do Centro Socioeconômico (CSE), no Campus Trindade, em Florianópolis.
Não vamos reproduzir aqui as mensagens encontradas. Elas são graves, ofensivas e absolutamente incompatíveis com os valores de uma universidade pública, democrática e plural. Mas nosso posicionamento precisa ser muito claro: não aceitaremos que o racismo, o ódio, a intolerância ou qualquer forma de ameaça encontrem espaço na UFSC.
Desde que tomamos conhecimento do ocorrido, estamos adotando as providências institucionais necessárias. Estamos encaminhando formalmente o caso à Polícia Federal, solicitando apoio para a investigação e identificação dos responsáveis, e reunindo os registros e demais elementos que possam contribuir para a apuração. Também estamos mobilizando nossas estruturas internas para avaliar e reforçar as medidas de segurança e de proteção à nossa comunidade.
A liberdade de expressão e a pluralidade de ideias são princípios fundamentais da Universidade. Mas ameaça não é divergência. Racismo não é opinião. A exaltação do nazismo não pode ser naturalizada como manifestação política.
A UFSC continuará sendo um espaço onde as diferenças possam conviver com respeito, onde o debate aconteça democraticamente e onde todas as pessoas tenham o direito de estudar, trabalhar e circular com segurança e dignidade.
À nossa comunidade, especialmente às pessoas diretamente atingidas por essas manifestações, reafirmamos: a Universidade está atenta, está tomando providências e não será omissa.
Defender a UFSC é também defender a democracia, os direitos humanos e o respeito à vida. E diante do ódio e da intolerância, nossa resposta será sempre firme: democracia, respeito e ação institucional.
A Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove, no dia 15 de setembro, terça-feira, a conferência A IA no contexto universitário. O evento ocorre às 18h no Auditório da Reitoria, Campus Trindade, e integra um ciclo de debates sobre Inteligência Artificial na UFSC, com debates e reflexões sobre as novas tecnologias e seus impactos e possibilidades nos processos de ensino e aprendizagem.
No dia da conferência de abertura, haverá uma homenagem aos 40 anos de IA na UFSC e apresentações artísticas. A primeira disciplina sobre Inteligência Artificial na UFSC foi ministrada em 1986 pelo professor Renato Rabuske, que será homenageado no evento.
Os palestrantes serão Jônata Tyska e Aldo Von Wangenheim, ambos do Departamento de Informática e Estatística (INE/UFSC). O debate irá trazer uma visão geral da IA, com seu histórico, termos e conceitos, tópicos sobre IA Generativa, contexto e normativas sobre IA no Brasil e no mundo e evidências científicas sobre o impacto do uso da IA no aprendizado e no contexto universitário. Os
riscos e impactos da inovação também serão debatidos.
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A eleição para os novos integrantes da Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CIS) ocorre na próxima quarta-feira, 16 de setembro. Servidores técnico-administrativos (TAEs) ativos e aposentados podem votar online, pelo Sistema de Votação Digital da UFSC no e-Democracia, das 9h às 17h.
Dezoito candidatos concorrem a seis vagas para compor a CIS no mandato 2026-2029. Cada servidor pode votar em até seis pessoas. Confira abaixo a lista de candidatos:
1 Adriano Daniel Pasqualotti
2 Carla Fátima dos Santos
3 Hilario Mattioli Neto
4 João Rafael de Faveri Leacina
5 Joice May de Aguiar
6 Letícia Souza de Freitas
7 Luizita Henckemaier
8 Marina Silveira Soares
9 Matheus Lopes Brinhosa
10 Matheus Oliveira Kühn
11 Neliane Agnoletto de Ramos
12 Nicole Esposto Biondo
13 Ronald Renê Grüdtner de Moura
14 Sabrina Guterres da Silva Galetto
15 Sarita Locks de Souza
16 Silmara Maria Magnabosco
17 Tatiana Cristina Farias
18 Tiago Pasito Schultz
CIS
A CIS é um órgão institucionalizado para acompanhar e fiscalizar a implementação do plano de carreira dos TAEs, conforme previsto na legislação federal e nos regulamentos internos da UFSC. Entre suas atribuições, estão o acompanhamento de normas, a sugestão de ajustes ou melhorias no plano de carreira e a participação em grupos de trabalho e reuniões sobre políticas de carreira, flexibilização, teletrabalho e outros temas relevantes. Também atua como instância recursal em casos de divergências relacionadas à carreira.
Mais informações no regimento e na página da CIS.
“O maior desafio deste momento é promover uma mudança na cultura institucional, para que cada unidade reconheça sua responsabilidade na efetivação da política.” A afirmação da pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Evelise Santos Sousa, traduz a dimensão do caminho que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) começa a percorrer: fazer com que a equidade de gênero deixe de ocupar apenas o campo das normas e passe a atravessar, de forma concreta, as salas de aula, os laboratórios, os setores administrativos e as relações cotidianas.
Esse caminho foi delineado por um amplo processo de diálogo e construção coletiva iniciado em 2023. Como resultado, o Conselho Universitário (CUn) aprovou, por unanimidade, em 1º de julho de 2026, a Política Institucional de Equidade de Gênero. A decisão representa um avanço fundamental para a consolidação de uma Universidade mais segura, plural, democrática e comprometida com o respeito às diferenças.
Instituída pela Resolução Normativa nº 231/2026/CUn, a política reconhece que as desigualdades de gênero ainda atravessam a rotina acadêmica e profissional e, por isso, precisam ser enfrentadas por meio de ações permanentes e articuladas. O objetivo é promover a equidade em todas as instâncias da UFSC, com iniciativas educacionais, medidas de assistência e estratégias de prevenção e enfrentamento às violências.
Apresentada pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), a proposta está estruturada em três eixos centrais e complementares: promoção da equidade, assistência e enfrentamento à violência de gênero. Por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), a Proafe será responsável pela coordenação e pela articulação técnica da implementação. A efetividade da política, no entanto, dependerá do envolvimento de toda a Universidade.
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O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, e o pró-reitor de Pesquisa, Jacques Mick, participaram, na manhã desta quarta-feira, 9 de setembro, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), da segunda reunião do Comitê Eco Floripa. O encontro reuniu também representantes do poder público municipal e estadual, do setor empresarial de tecnologia, de instituições de pesquisa e desenvolvimento e de organizações de apoio aos pequenos negócios para articular projetos conjuntos e construir um modelo de governança voltado ao fortalecimento da inovação, da produtividade e da competitividade de Florianópolis e de Santa Catarina.
Na primeira reunião, realizada em agosto deste ano, o comitê discutiu estratégias para fortalecer o ecossistema de inovação de Florianópolis e de Santa Catarina, com destaque para a integração das iniciativas em inteligência artificial, a ampliação da educação empreendedora e tecnológica na rede municipal e o aumento da produtividade das micro e pequenas empresas. Também foram abordados o papel de Florianópolis como centro integrador de soluções para o Estado e a necessidade de criar mecanismos de financiamento para deep techs e startups em fase de crescimento.
Como encaminhamentos, definiu-se a construção de um modelo integrado de governança e a criação de grupos de trabalho dedicados à inteligência artificial e à formação tecnológica, ao monitoramento dos indicadores de inovação e produtividade e à atração de investimentos. O programa Cidade Empreendedora foi apontado como instrumento para facilitar a inserção da educação empreendedora e tecnológica nas escolas municipais.
O reitor Amir destacou que a atuação conjunta das instituições pode fortalecer a cultura de inovação e ampliar os projetos desenvolvidos entre as universidades e as empresas catarinenses, com maior participação da UFSC. Segundo ele, o planejamento do futuro de Florianópolis e de Santa Catarina precisa ser acompanhado de ações que aproximem pesquisadores, setor produtivo, organizações da sociedade civil e poder público. “É nessa conexão que o conhecimento científico se transforma em inovação e contribui para qualificar produtos e serviços”, afirmou. Para o reitor, a articulação promovida pelo comitê sinaliza uma nova etapa de cooperação entre os diferentes atores do ecossistema. “Precisamos construir um projeto comum de desenvolvimento para Santa Catarina que seja inclusivo, socialmente justo e ambientalmente sustentável”, acrescentou.
Para o pró-reitor Jacques, “a UFSC tem um papel central nesse esforço e pretende liderar a criação de um centro de competência em inteligência artificial, processo que já está em andamento”, explicou. Segundo o professor, a iniciativa deverá articular projetos de diferentes organizações e estimular o desenvolvimento de soluções que ajudem startups, micro e pequenas empresas a inovar e se adaptar às transformações provocadas pelo avanço da IA.
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Desde terça-feira, 8 de setembro, o Restaurante Universitário do campus do Centro de Ciências Agrárias também conta com o café da manhã servido gratuitamente aos estudantes com cadastro na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE). A refeição é servida das 7h às 8h30, no próprio espaço do RU. Para acessar, é necessário apresentar o crachá de identificação.
O café da manhã começou a ser oferecido em março no campus da Trindade e é destinado exclusivamente a estudantes com cadastro na PRAE e atendidos pela Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). O cardápio é composto, no mínimo, de duas unidades de pães, sendo um de trigo e um pão doce (massinha), acompanhados de creme vegetal ou geleia de frutas; café, leite integral, desnatado e sem lactose, servidos em temperatura ambiente ou refrigerados, em embalagem UHT, e também aquecidos, em garrafas térmicas. O café também dá direito a uma fruta.
As refeições são servidas de segunda a sexta-feira, exceto feriados, fornecidas por uma empresa terceirizada.
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A Secretaria de Inovação e Relacionamento Externo da Universidade Federal de Santa Catarina prorrogou as inscrições para o ciclo 2026/2 do Sinova UFSC Startup Mentoring, programa que tem como objetivo transformar ideias de negócio ainda em fase inicial em modelos de negócios inovadores e sustentáveis. Esse processo ocorre por meio de Metodologias Ativas, Aprendizagem Baseada em Problemas e Design Thinking, em que os participantes vivenciam o passo a passo da criação de uma startup.
O programa tem duração de 15 semanas e é dividido em sete módulos temáticos, pensados para o desenvolvimento prático das ideias. As etapas consistem em: Diagnóstico, Problema/Oportunidade, Validação problema e solução, Modelagem de Negócio, MVP/Protótipo, Conquista de Clientes e Pitch.
Além disso, os participantes terão acesso a mentorias disponibilizadas semanalmente com os principais nomes do ecossistema de inovação do Brasil, que irão compartilhar suas experiências e conhecimento acerca do aprimoramento de negócios inovadores.
Os interessados em participar do Mentoring devem ler o edital e preencher o formulário até a próxima segunda-feira (7). Mais informações aqui.
O Programa de Pós–Graduação em Agroecossistemas, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, abriu as inscrições para seleção de candidatos ao Mestrado Acadêmico para ingresso imediato. O prazo de inscrições vai até 15 de setembro. O edital está disponível aqui.
Os candidatos deverão se inscrever no site http://www.capg.ufsc.br/inscricao/, preenchendo a ficha de inscrição, que deverá ser encaminhada, junto com a documentação solicitada no edital para o e-mail selecao.ppga@contato.ufsc.br em um arquivo em pdf. Há 17 vagas disponíveis, com reserva das ações afirmativas.
As inscrições são gratuitas. Serão contemplados com bolsa dois estudantes aprovados que atendam aos critérios de seleção de bolsistas e linhas temáticas estabelecidos no Edital nº 43/2026/FAPESC. Mais informações sobre o processo podem ser obtidas no email ppga@contato.ufsc.br.

Ato na UFSC, na Sala dos Conselhos, firmou parceria da Universidade com a CDL. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmou, na manhã desta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, uma parceria com entidades que integram a Aliança por Floripa, iniciativa da sociedade civil voltada à reinserção de pessoas em situação de rua. Realizada na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria, a assinatura marcou o início de uma colaboração que une o cuidado com os espaços públicos, a inclusão social e a aproximação entre a Universidade e a sociedade.
Participaram do ato o reitor da UFSC, Amir de Oliveira; a vice-reitora, Felipa Amadigi; a chefe de Gabinete, Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto; a pró-reitora de Administração, Mayara Teodoro Bellettini; o assessor institucional Carlos Alberto Marques; e o diretor-geral do Gabinete, Pedro Manique Barreto. Também estiveram presentes os dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), Célio Antônio Bernardi Júnior; da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, Eduardo Koerich; e do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro, Marcelo de Bem.
O encontro também reuniu pessoas diretamente envolvidas na iniciativa. Trabalhadores da Aliança por Floripa acompanharam a assinatura e ajudaram a dar um sentido concreto ao acordo: o de que a recuperação dos espaços da Universidade também pode representar oportunidades, reconstrução de trajetórias e fortalecimento de vínculos com a sociedade.
Conforme o Termo de Doação de Serviços, o documento formaliza a realização de ações de zeladoria, conservação e melhoria dos espaços externos do Campus Trindade, em Florianópolis. As atividades serão prestadas gratuitamente, sem qualquer ônus ou encargo para a UFSC. Todos os custos necessários à execução — como mão-de-obra, transporte, equipamentos, ferramentas, materiais e equipamentos de proteção individual — serão assumidos pela CDL.
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A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participou de uma reunião com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para tratar dos danos causados pelas recentes chuvas de granizo às estruturas prediais da Universidade. Participaram do encontro os diretores do Departamento de Assistência Humanitária (DAH), Wesley de Almeida Felinto, e do Departamento de Restabelecimento e Recuperação (DRR), Paulo Roberto Farias Falcão, acompanhados de suas equipes. A iniciativa integra os esforços da UFSC para restabelecer plenamente seus espaços e garantir segurança e condições adequadas à comunidade universitária.
Durante a reunião, a Universidade apresentou os prejuízos identificados em áreas essenciais, algumas delas prejudicadas pelas chuvas de forma recorrente, como a Biblioteca Universitária (BU), o Restaurante Universitário (RU) do Centro de Ciências Agrárias (CCA), a Farmácia Escola e a Moradia Estudantil Indígena (Maloca).
Nesse sentido, a UFSC busca viabilizar recursos federais, por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED), para recuperar as estruturas mais afetadas. Como encaminhamento, serão realizados o levantamento técnico dos danos, a elaboração das especificações e dos orçamentos necessários, além da construção conjunta do plano de trabalho.
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A Biblioteca Universitária da UFSC está elaborando o diagnóstico que embasará o Planejamento Estratégico 2027-2029 e vai receber sugestões da comunidade universitária até o dia 30 de setembro, por este formulário.
O Planejamento Estratégico é uma ferramenta de gestão que definirá os objetivos da BU para o período de 2027 a 2029, as ações necessárias para o alcance destes objetivos, os prazos e os responsáveis por estas ações, bem como indicadores para acompanhamento das atividades. O Planejamento estará alinhado ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSC de 2025 a 2029. A participação neste diagnóstico é livre e voluntária e as questões são opcionais.

No Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a pintura foi promovida pela Administração Central da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom
A cor vermelha ganhou um significado especial nos espaços da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na tarde desta quarta-feira, 2 de setembro. Em uma ação realizada simultaneamente em 14 unidades da instituição, membros da comunidade universitária se reuniram para pintar bancos e chamar a atenção para o enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres.
A mobilização ocorreu nos centros Socioeconômico (CSE), de Comunicação e Expressão (CCE), Tecnológico (CTC), de Desportos (CDS), de Ciências Agrárias (CCA), de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM) e de Ciências Biológicas (CCB), além dos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, da Biblioteca Universitária (BU) e do Hospital Universitário (HU).
No Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a pintura foi promovida pela Administração Central da UFSC. A atividade contou com a participação da vice-reitora, Felipa Amadigi; da secretária de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE), Maria de Lourdes Alves Borges; da pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), Evelise Santos Sousa, do secretário de Comunicação (Secom), Aureo Moraes, setores que promoveram a iniciativa.
Instalados em locais de grande circulação, os bancos vermelhos buscam romper o silêncio e manter o tema presente no cotidiano da Universidade. Mais do que as intervenções visuais, eles representam um convite ao diálogo, à escuta e à reflexão sobre relações marcadas pela misoginia e pelo sexismo. A iniciativa também possui caráter preventivo, educativo e pedagógico, ao estimular a comunidade a reconhecer situações de violência e se posicionar diante delas.
Durante a atividade, a professora Felipa ressaltou a urgência de fortalecer a participação e a voz feminina nos diferentes ambientes da instituição. A vice-reitora contextualizou que o banco pintado coletivamente torna-se um símbolo de responsabilidade compartilhada; e que cada pincelada representa a possibilidade de transformar um espaço de passagem em um lugar de memória, conscientização e compromisso.
“Cada um de vocês seja muito bem-vindo a refletir sobre o tema, a encarar esse desafio de defender a voz das mulheres, de defender as mulheres em qualquer espaço em que elas estejam ou queiram estar”, declarou Felipa.
A vice-reitora também reforçou que o combate à violência passa necessariamente pela educação e pelo envolvimento de toda a sociedade. Proteger as mulheres, segundo ela, também significa promover relações baseadas no respeito, enfrentar atitudes discriminatórias e construir ambientes nos quais as vítimas se sintam seguras para falar e buscar ajuda.
Felipa destacou ainda que se trata de todas as mulheres: “das que estão nos espaços de gestão, das docentes, das nossas estudantes, das nossas mães, das mulheres indígenas, quilombolas e trans”, afirmou. Garantir que todas as pessoas sejam ouvidas, reconhecidas e protegidas, acrescentou, não pode depender apenas de atitudes individuais. O enfrentamento à violência requer um esforço coletivo, envolvendo a gestão universitária, os diferentes setores da instituição e toda a comunidade acadêmica.
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa que, por razão dos serviços de reparo da adutora rompida, executados pela Casan, já ocorreu registro de falta de água em alguns pontos do Campus Trindade, em Florianópolis.
A Casan informa que o concerto da adutora na BR-282, em Palhoça, foi concluído nesta quarta-feira, dia 2, às 16h30. O abastecimento será retomado gradualmente durante a madrugada, com previsão de normalização ao longo desta quinta-feira, 3 de setembro. Áreas mais altas e distantes podem levar mais tempo para normalizar.
Contudo, a indisponibilidade de água poderá se ampliar gradualmente e atingir outros prédios e instalações enquanto o abastecimento não for plenamente restaurado pela Casan.
Diante desse cenário, a Universidade reforça a importância de manter e intensificar as medidas de economia de água, evitando desperdícios e restringindo o consumo ao estreitamento necessário até a normalização da situação. A UFSC reforça a recomendação de uso econômico e consciente da água até a completa normalização do sistema.
A UFSC segue acompanhando o caso e manterá a comunidade informada sobre novas atualizações.
Comunicado atualizado em 03/09/2026.
A pesquisadora e empreendedora Amanda Felipe Reitenbach recebeu o Troféu Prata do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Ciência e Tecnologia. A trajetória empreendedora está diretamente relacionada à Universidade: a deep tech que hoje dirige, a Science Inovatech Institute, começou a ser construída ainda no primeiro ano do mestrado, a partir da transformação de pesquisa científica em soluções para o setor produtivo.
A premiação, promovida pelo Sebrae Nacional, ocorreu durante o Startup Summit, em Florianópolis, e reconhece mulheres que se destacam à frente de negócios em diferentes setores. Nesta edição, mais de 400 mulheres participaram da seleção e 15 foram premiadas em diferentes categorias.
Amanda é mestre em Engenharia de Alimentos e doutora em Engenharia Química. Entre 2023 e 2025, realizou pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos e, posteriormente, mais um ano de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Neurociências, concluído em junho de 2026.
Na UFSC, sua atuação passa por áreas como inovação e desenvolvimento tecnológico, análise sensorial, alimentos e bebidas, valorização de resíduos agroindustriais, bioeconomia e transferência de tecnologia. O reconhecimento do Sebrae, segundo ela, representa também um desdobramento dessa carreira construída na universidade. “Minha trajetória acadêmica, científica e empreendedora está profundamente ligada à UFSC. A base científica, a formação de pesquisadora e parte importante das tecnologias e competências que sustentam hoje a deep tech foram construídas na Universidade”, afirma.
O professor Arcângelo Loss, do Departamento de Engenharia Rural do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), integra o grupo internacional de pesquisadores que participou da elaboração do Status of the World’s Soil Resources 2026 (SWSR 2026), relatório mundial sobre a situação dos recursos do solo publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em colaboração com o Painel Técnico Intergovernamental sobre Solos (ITPS) e a Parceria Global pelo Solo (GSP).
Loss é um dos autores do capítulo 10, que faz um estudo sobre o Cerrado brasileiro e suas transformações, tendo o solo como foco de análise. Os solos são analisados por exercerem um papel fundamental para os ecossistemas e para a sociedade. “Além de sustentarem a produção de alimentos, fibras e energia, participam da regulação da água, da ciclagem de nutrientes, do armazenamento de carbono e da manutenção da biodiversidade”, sintetiza o texto de divulgação do relatório.
Segundo o professor, no caso do Cerrado, que tem cerca de 95% de sua área situada no Brasil, a erosão permanece como uma das principais ameaças. Isso ocorre especialmente em áreas com desmatamento, superpastejo e baixa adoção de práticas conservacionistas.
“O superpastejo ocorre quando a intensidade ou a frequência do pastejo é superior à capacidade de recuperação da pastagem. Na prática, um número excessivo de animais por área, ou a permanência dos animais por tempo prolongado sem períodos adequados de descanso, reduz a cobertura vegetal e a quantidade de resíduos que protegem o solo”, explica o professor.
Ele acrescenta que o pisoteio também pode favorecer a compactação, reduzindo a infiltração de água e aumentando o escoamento superficial e a suscetibilidade à erosão. “No Cerrado, o relatório identifica o superpastejo, juntamente com o desmatamento, entre os fatores associados à erosão do solo”.
O relatório elaborado com a parceria do professor também aponta que as perdas médias anuais de solo podem chegar a cerca de 8,9 toneladas por hectare e serem muito superiores em áreas sem cobertura permanente e sem práticas adequadas de conservação. “Exemplos são áreas que permanecem com pouca ou nenhuma cobertura vegetal em determinados períodos, preparo intensivo ou inadequado do solo e ausência de estratégias de conservação da água e controle do escoamento superficial”, explica.
Ainda conforme o professor, isso é particularmente relevante no Cerrado porque as chuvas apresentam elevado potencial erosivo. “O relatório mostra que áreas sem cobertura permanente apresentam perdas de solo significativamente maiores e destaca como alternativas o plantio direto, os sistemas agroflorestais e a integração lavoura-pecuária-floresta”.
Apesar de elencar dados sensíveis a respeito do solo do Cerrado, o relatório também indica pontos positivos, como a agricultura conservacionista e o sistema plantio direto, que mantêm resíduos vegetais protegendo a superfície e reduzem a erosão. Outro ponto de destaque são os sistemas agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).
“Essas estratégias aumentam a cobertura e a diversificação do sistema produtivo e contribuem para proteger o solo. O relatório registra que a adoção dessas práticas já está associada à melhoria do controle da erosão em algumas áreas do Cerrado e identifica também estabilização dos estoques de carbono orgânico do solo em determinadas áreas agrícolas, indicando avanços no manejo sustentável”.
Entre os pesquisadores brasileiros que tiveram participação de destaque no relatório da FAO estão também a professora Lúcia Helena Cunha dos Anjos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), integrante do comitê editorial do relatório e líder pelo ITPS do capítulo regional, e o professor Marcos Gervasio Pereira, também da UFRRJ, que participou como autor líder da sub-região do Cerrado.
Sobre o relatório
Apesar da importância do solo, ainda existem lacunas importantes no conhecimento sobre a dinâmica, o estado de conservação e as ameaças em diferentes regiões do planeta. Para ampliar esse conhecimento, o ITPS, com apoio da FAO e da Parceria Global pelo Solo, iniciou em 2014 uma avaliação internacional que resultou na primeira edição do Status of the World’s Soil Resources, publicada em 2015.
A edição de 2026 atualiza esse diagnóstico aproximadamente uma década depois. O documento reúne evidências científicas sobre a evolução da situação dos solos, as principais ameaças associadas à degradação e avaliações regionais que permitem identificar tendências observadas ao longo desse período e discutir perspectivas para o futuro.
O relatório reforça a necessidade de transformar o conhecimento científico disponível em ações concretas de conservação e recuperação. Na mensagem apresentada por ocasião do lançamento, a FAO e o ITPS destacam a necessidade de uma mudança da lógica de exploração para uma abordagem de gestão responsável dos solos, com ações compatíveis com a urgência e a escala dos desafios atuais.
Temas como manejo conservacionista, recuperação de solos degradados, aumento da matéria orgânica, conservação da biodiversidade, uso eficiente de nutrientes e água e desenvolvimento de sistemas agrícolas mais resilientes ganham importância crescente diante das mudanças climáticas e da necessidade de produzir alimentos de forma sustentável.
O Status of the World’s Soil Resources 2026 e seus materiais complementares estão disponíveis gratuitamente na plataforma de conhecimento da FAO.
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O Departamento de Gestão Ambiental (DGA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa à comunidade universitária que a passarela e o caminho do Bosque do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) encontra-se temporariamente comprometida em razão das intervenções com maquinário pesado realizado no local, para a limpeza do Rio do Meio e Córrego do Bosque.
Devido às fortes chuvas dos últimos dias, o terreno ficou excessivamente encharcado, o que fez com que a movimentação da máquina comprometesse o gramado e o caminho, deixando a área com acúmulo de lama e barro. A equipe procurou minimizar os danos e providenciou uma passagem provisória, mas o solo ainda está muito instável para a remoção imediata do material.
Será necessário aguardar a secagem do lodo ao longo do dia de hoje para que, na sequência, a retirada seja feita de forma adequada com retroescavadeira e caminhão — o que está previsto para os próximos dias.
Diante desse cenário, solicita-se a compreensão e a paciência de toda a comunidade universitária durante esse período. Assim que as condições do terreno o permitirem, a área ficará limpa e recuperada.