UFSC na mídia: Projeto se destaca ao expandir a realidade aumentada nas escolas
O projeto RA nas Escolas, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é destaque nas redes sociais do MCTI por levar Realidade Aumentada para as salas de aula da rede pública. Por meio de uma plataforma gratuita e um curso de capacitação, professores de todo o Brasil podem baixar e utilizar conteúdos inovadores, fazendo com que a tecnologia incentive a curiosidade e o conhecimento.
A RA é uma tecnologia que combina o mundo real com o digital — permitindo visualizar imagens, animações e informações virtuais sobrepostas ao ambiente físico, por meio de celulares, tablets ou óculos especiais. É como enxergar o mundo com uma camada extra de conteúdo interativo. Utilizando o aplicativo gratuito Zappar, que está disponível em Android ou IOS, os pesquisadores desenvolvem modelos 3D, animações e experiências imersivas em RA, que podem ser aplicadas em diversas disciplinas, como biologia, física, química e matemática, tornando o aprendizado mais envolvente e dinâmico.
Criado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2018, o projeto conta com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) desde 2023, quando foi expandido e lançado como programa. Agora, com dois anos de impulsionamento, a iniciativa avança no objetivo de provar que o ensino em sala de aula pode ser interativo, tecnológico e, principalmente, acessível.
A coordenadora do projeto e professora do departamento de computação da UFSC, Eliane Pozzebon, do campus UFSC Araranguá, afirma que o objetivo é expandir cada vez mais o alcance nacional da realidade aumentada nas escolas públicas. “Queremos que qualquer professor, em qualquer região do País, possa usar essa tecnologia para tornar o aprendizado mais envolvente e despertar a curiosidade dos alunos”.
Um dos frutos do trabalho são artefatos 3D: cartas, que lembram um baralho, com imagens de diferentes áreas de estudo como órgãos do corpo humano, tipos diferentes de vírus, células, planetas, entre outros. Na carta, um QR Code fica disponível para leitura direta no aplicativo matriz.
Ao escanear, a imagem da carta vai parar no celular do usuário. Dessa forma, o aluno pode interagir com um órgão humano, girar, aumentar e clicar em partes específicas para obter informações e curiosidades. O professor do departamento de ciência da administração da UFSC e idealizador da iniciativa, Alexandre Marino, conta que tudo surgiu durante um pós-doutorado na Universidade Aberta do Reino Unido. “Eu realizei meu pós-doutorado na Inglaterra entre 2013 e 2016 e trouxe essa ideia para o Brasil. A partir daí, nós desenvolvemos, no Laboratório de Tecnologias Computacionais da UFSC (LabTeC-UFSC), esses artefatos baseados em diferentes temas”, explica.
Com informações do MCTI




























