Instituto de Memória e Direitos Humanos da UFSC promove evento sobre violência policial em Florianópolis

06/11/2023 18:06

O Instituto de Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (IMDH/UFSC) promove o evento “Violência policial em Florianópolis” nesta quinta-feira, 9 de novembro, às 16h, no mini-auditório do curso de Administração – localizado no 2º andar do Centro Socioeconômico (CSE/UFSC).

A atividade marcará o lançamento do relatório parcial da pesquisa de extensão “Representações da violência: sociedade e agentes de segurança pública em Florianópolis” e contará com a presença de representantes das comunidades e outros agentes da sociedade civil.

Mais informações no Instagram do IMDH ou pelo e-mail imdh@contato.ufsc.br

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Na Science, pesquisador da UFSC alerta para secas, cheias e escassez de água no Hemisfério Sul

06/11/2023 10:33

Publicação de professor da UFSC foi destaque no site da Science, um dos principais periódicos do mundo

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina Pedro Chaffe, do Laboratório de Hidrologia, publicou um artigo na última edição da revista Science alertando para a redução na disponibilidade de água no Hemisfério Sul e destacando a intensificação e agravamento dos fenômenos de secas e cheias. O texto, escrito para a seção Perspectives em parceria com o professor Günter Blöschl da Universidade de Vienna, na Áustria, foi um dos destaques da publicação, estando na capa da edição online durante o seu lançamento, dia 2 de novembro.

O artigo aborda um estudo recente também publicado na revista, a partir de uma metodologia que investigou a disponibilidade hídrica combinando observações de fluxos de grandes bacias hidrográficas do mundo com dados de precipitação terrestre e medições de satélite de evaporação e armazenamento de água. O estudo mostrou que a disponibilidade de água no Hemisfério Sul diminuiu em cerca de 20% entre 2001 e 2020.

A disponibilidade de água é medida a partir da diferença entre a precipitação e a evaporação, aspectos que, conforme sublinham os autores, vêm sofrendo impacto direto das mudanças climáticas, afetados também pelo crescimento populacional e pela poluição. As estimativas das alterações, entretanto, são incertas “porque as medições da precipitação e da evaporação tendem a ser indiretas ou apenas representativas localmente”.

Este cenário mudou a partir de uma nova abordagem proposta por cientistas chineses, que agregou confiabilidade às estimativas de disponibilidade de água, o que poderia ajudar a melhorar a gestão da água a longo prazo. “Para o Hemisfério Norte, os autores não encontraram nenhuma mudança na disponibilidade média de 2001 a 2020, enquanto no Hemisfério Sul a disponibilidade de água diminuiu 70 mm por ano, o que corresponde a uma redução de cerca de 20%”, sinalizam Blöschl e Chaffe, no texto recém publicado.

Para os pesquisadores, isso indica que a variabilidade anual na disponibilidade de água é causada principalmente por mudanças no sul. Enquanto nas regiões mais áridas do Hemisfério Sul as mudanças estariam predominantemente relacionadas ao aumento da evaporação, nas regiões úmidas seriam ocasionadas pela diminuição da chuva. Nos dois casos, há uma relação da disponibilidade de água com as variações climáticas.

O texto também atribui esses fenômenos a condições como a variação nas temperaturas da água (El Nino e La Nina), que podem provocar secas e inundações. “Por exemplo, em 2023, secas atingiram a Amazônia enquanto, ao mesmo tempo, o Sul do Brasil sofreu inundações”, registram os cientistas.

780 bilhões de dólares em prejuízos

As novas descobertas propostas pelos pesquisadores da China e articuladas aos estudos da UFSC indicam inúmeros desafios de gestão da água no Hemisfério Sul. O planejamento das captações de água para irrigação, indústria e residências é um destes desafios. “Quando a disponibilidade de água em rios e águas subterrâneas cai abaixo da demanda de água, as condições de seca são sentidas pelos ecossistemas e pela sociedade”, alertam.

Os pesquisadores explicam que as consequências do declínio da disponibilidade de água em escalas decadais são percebidas na diminuição do fluxo de água nos rios e níveis de água subterrânea em vastas extensões de terra, o que se nota, por exemplo, em grande parte da América do Sul.

O estudo indica que as variações na disponibilidade hídrica devem ser consideradas em escalas de tempo mais curtas, como nas suas oscilações mensais. Isso porque, em regiões com chuvas sazonais, a evaporação pode secar rapidamente o solo no início da estação seca, levando a secas repentinas. Por outro lado, num clima mais seco, as chuvas podem estar mais concentradas em estações chuvosas, o que pode levar a cheias ao invés de recarga de águas subterrâneas.

“Mais secas e mais cheia representam uma aceleração da parte terrestre do ciclo da água (um armazenamento e movimentação mais rápido de água entre terra, oceano e atmosfera), levando a aumento da degradação do ecossistema através mortalidade de árvores e, portanto, maiores emissões de dióxido de carbono”, pontuam, no texto.

O artigo assinado pelo professor da UFSC lembra que esta situação vem ocorrendo na Amazônia, intensificando ainda mais os efeitos das mudanças climáticas, e que o impacto das secas e inundações sobre os seres humanos tem sido enorme, com mais de 3 bilhões de pessoas afetadas e danos estimados em mais de 780 bilhões de dólares em todo o mundo últimas duas décadas.

Mitigação e gestão

Imagem de Sven Lachmann por Pixabay

As medidas para mitigar os efeitos na redução da disponibilidade hídrica geralmente incluem investimento em infraestrutura, como barragens de armazenamento e desvios para irrigação, além de soluções baseadas na própria natureza e na sensibilização para uma mudança de cultura. “Estas soluções podem incluir a diversificação dos sistemas de abastecimento de água e de protecção contra inundações e o planejamento da flexibilidade na utilização da água para reduzir o impacto potencial de eventos extremos”, sugerem.

O alerta, entretanto, é quanto à resposta humana ao stress hídrico, que pode ter consequências inesperadas e que já são notadas e registradas pela ciência. “Em partes da América do Sul, o uso de água para a agricultura aumentou e contribuiu com 30% para o aumento nas tendências de seca no fluxo dos rios”, indicam. Nas regiões semiáridas, isso, associado às alterações climáticas, pode amplificar ainda mais a crise.

Os pesquisadores afirmam que os desafios na gestão da água provocados pela redução na sua disponibilidade exigem uma mudança desde a resposta à crise até à gestão pró-ativa a longo prazo, conforme defendido em documentos oficiais de entidades globais. “Esta gestão pró-ativa da água precisa de estar alinhada com objetivos globais, como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e na experiência dos cidadãos locais, hidrólogos, e gestores de água”.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Em extinção, espécie de planta do Cerrado é descrita com participação da UFSC

30/10/2023 10:59

Detalhes da nova espécie localizada e descrita (Divulgação)

Microlicia indurata é o nome de uma nova espécie endêmica do Cerrado que foi descoberta por um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) durante um trabalho de campo e que está oficialmente descrita na Phytotaxa, periódico de taxonomia botânica. A planta foi localizada na Serra dos Pirineus, em Goiás, e descrita em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas e do Departamento de Botânica da California Academy of Sciences.

O professor João de Deus Medeiros, aposentado do departamento de Botânica, localizou a planta numa das expedições de campo para produção do Guia de Campo de espécies do Cerrado, publicado pelo Ministério do Meio Ambiente.

“A princípio imaginei tratar-se de uma outra espécie já descrita, porém depois com auxílio dos especialistas em taxonomia da família Melastomataceae, vimos que ela apresentava características distintas das espécies já conhecidas”, comenta. O status de conservação da nova espécie, feito com base nos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), indica distribuição muito restrita, ocorrendo em área de cerrado rupestre próxima aos limites do Parque Estadual da Serra dos Pireneus, no município de Pirenópolis, Goiás, estando ameaçada de extinção.

Isso ocorre por conta das pressões decorrentes da ampliação do risco de queimadas, assim como da conversão de novas áreas para agricultura e mineração. A planta foi coletada em 2017 pelo professor e depositada no Herbário FLOR da UFSC.  De acordo com Medeiros, chama atenção o potencial ornamental da espécie, tanto pelas belas flores quanto pelo aspecto singular das suas folhas. O professora também destaca “o aspecto lenhoso e duro das cápsulas – frutos – quando maduros, o que levou a equipe a usar a designação “indurata” para essa nova espécie de Microlicia.

Conforme o artigo, o parque onde a nova espécie foi localizada abrange uma área de 2.833 hectares, em uma região montanhosa de formações rochosas de quartzito e arenito da era pré-cambriana. Está localizado entre os municípios de Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás, no divisor de águas entre o Bacias dos rios Prata e Tocantins.

Ainda conforme o estudo recém publicado, outras plantas da mesma família são localizadas em Minas Gerais e na Bahia, mas esta só tem localização conhecida nesta região de Goiás. Recentemente, o professor já havia encontrado e descrito a Commelina catharinensis, planta rara das dunas no litoral de Santa Catarina, também ameaçada de extinção.

Agora, o pesquisador trabalha com a equipe do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, elaborando guias de identificação das espécies de restinga da baixada do Massiambú, no bioma Mata Atlantica. Foi nestre trabalho que a planta nativa das dunas catarinenses foi encontrada.

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UFSC na Mídia: Usina de hidrogênio verde da UFSC é destaque no Fantástico

30/10/2023 07:41

A usina de hidrogênio da Universidade Federal de Santa Catarina, situada no Sapiens Parque, foi destaque em uma reportagem do Fantástico, programa jornalístico dominical da TV Globo. Em uma longa reportagem sobre o futuro da energia, as instalações do Laboratório Fotovoltaica  e a usina construída em parceria com Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (implementado pela GIZ em parceria com o Ministério de Minas e Energia) são apresentadas como um dos exemplos da inovação nacional.

Na reportagem, o professor Ricardo Ruther, pioneiro na pesquisa em energia solar no Brasil, fala sobre a possibilidade de a tecnologia ser utilizada para gerar energia em áreas remotas da Amazônia – onde a produção depende do diesel, combustível altamente poluente. “Custa muito caro para a população brasileira e tem um impacto ambiental muito grande”, pontuou. “Esse ano o Brasil vai gastar 12 bilhões de reais para queimar diesel e para levar energia para 1% da população”.

O Fantástico apresentou o prédio feito para ser um equipamento de captação de energia renovável. Não só o teto, mas todas as paredes são de placas solares. Também é possível capturar e armazenar água da chuva, outro recurso essencial à produção do hidrogênio verde. Segundo o professor, é possível replicar a estrutura em operação na UFSC para qualquer lugar e fabricar energia a partir de insumos naturais.

Usina pioneira

A usina da UFSC tem o potencial máximo de geração de 4,1 Nm3/h (normal metro cúbico por hora) de hidrogênio verde e produção máxima de 1 kg/h de amônia. A produção diária depende da irradiação solar e, consequentemente, da geração fotovoltaica de cada dia. Tanto a amônia quanto o hidrogênio verde têm importante papel na descarbonização da Amazônia, pois são produzidos de forma sustentável, alinhados com as expectativas mundiais de produção e geração de energia.

O espaço conta com laboratórios nos pavimentos inferiores, salas de aula e de pesquisadores nos pavimentos superiores e estação solarimétrica no terraço – onde é possível medir os parâmetros solares. Além disso, foi construído com outra inovação: as placas solares são o próprio telhado e revestimento das paredes, diferente dos outros dois blocos do laboratório, onde foram instaladas sobre o telhado. Há, inclusive, um mirante no topo do prédio para visualização dos equipamentos.

 

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Reitoria divulga homenagem pela dedicação ao trabalho neste Dia do Servidor

28/10/2023 06:10

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulga mensagem neste sábado, 28 de outubro, Dia do Servidor Público:

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) persevera e evolui graças em boa parte ao trabalho e dedicação dos seus servidores públicos. A UFSC conta atualmente com a colaboração de quase 6 mil servidores(as), entre docentes e técnicos administrativos em educação. É um coletivo altamente qualificado e em busca permanente de aperfeiçoamento pessoal e profissional, com o objetivo de garantir o direito social à educação e também colaborar com o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A Reitoria saúda e parabeniza todos os(as) servidores(as) da Universidade, reconhecendo o relevante papel prestado por eles(as) em benefício da sociedade.

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Ser mulher aumenta chances de sofrer com problemas do sono na velhice, diz estudo da UFSC

27/10/2023 08:15

Dados analisados foram coletados em 70 municípios do país, com população de mais de 60 anos (Imagem de Sabine van Erp por Pixabay)

Um estudo sobre queixas de sono e fatores associados em idosos realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a FioCruz Minas indica que a insônia chega a atingir até 58,6% da população maior de 60 anos no país. Os dados mostram que ser mulher aumenta as chances de sofrer com qualquer tipo de insônia, ter má qualidade de sono e sonolência diurna. Ter mais de uma doença crônica e não ingerir porções de frutas e vegetais também pode influenciar.

A análise, publicada nos Cadernos de Saúde Pública, utiliza dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). O Elsi é representativo da população brasileira e começou a ser realizado em 2015, mas a pesquisa toma como base os indicadores de 2019. A investigação envolveu 6.929 pessoas com 60 anos ou mais, em 70 municípios do país, em todas as regiões.

A preocupação em estudar especificamente a questão do sono surgiu durante a pandemia de Covid-19. O estudo recém publicado foi liderado pela professora e pesquisadora da UFSC Araranguá Núbia Carelli Pereira de Avelar, do curso de Fisioterapia. “O interesse por estudar os problemas de sono surgiu na pandemia, quando os idosos relatavam que estavam dormindo muito mal. Começamos a buscar na literatura e observamos a ausência de estudos que descrevessem a prevalência das diferentes tipologias de distúrbios do sono”, explica a professora, que ouvia o relato dos idosos nas atividades de estágio que conduzia.

O artigo trata de diferentes tipologias de alterações do sono. A insônia, por exemplo, pode ser inicial, quando se refere a dificuldade de pegar no sono; intermediária, quando a pessoa acorda, tem dificuldades para dormir, mas volta ao sono; e final, quando a pessoa acorda muito cedo e não consegue mais dormir. Os dados da pesquisa também se referem à percepção sobre qualidade de sono e a sonolência diurna, quando o indivíduo já se sente cansado ao acordar.

De acordo com a professora, as queixas com relação ao sono coletadas na pesquisa ocorreram predominantemente em mulheres. “As mulheres têm maior frequência de insônia inicial, intermediária e qualquer tipo de insônia e pior qualidade de sono. A gente acredita que isso está muito relacionado à sobrecarga de trabalho, desde atividades domésticas até o cuidado com outros familiares”, analisa Núbia. “Nós observamos, no Brasil, um processo de feminização do envelhecimento – há mais mulheres idosas do que homens, e geralmente essas mulheres ficam sozinhas, ou são viúvas ou solteiras. Já se sabe que a solidão também está relacionada às questões do sono”, complementa.

O estudo publicado no periódico Cadernos de Saúde Pública também trata do fenômeno do ponto de vista biológico, já que a variação hormonal, observada principalmente em mulheres, pode desregular um circuito que desempenha papel fundamental na regulação do sono. Além disso, o nível de cortisol no sangue tende a ser mais elevado em mulheres do que nos homens, o que poderia alterar a produção de alguns hormônios e, consequentemente, prejudicar a qualidade do sono.

Seis a cada dez idosos reIatam problemas com o sono (Imagem de Jose Antonio Alba por Pixabay)

Insônia é principal problema entre os idosos

O estudo mostra que os problemas de sono com maior prevalência em idosos brasileiros foram os diferentes tipos de insônia (45,9% a 58,6%), seguidos de sonolência diurna (38,4%) e da má qualidade do sono (15,6%). “O aumento da prevalência de problemas de sono em idosos, na última década, pode estar associado ao uso crescente de smartphones antes de dormir, o que aumenta a latência do sono e leva à insônia inicial”, justificam os pesquisadores.

Evidências indicam que as mulheres apresentam uma arquitetura de sono diferente em relação aos homens, caracterizada por ondas de sono mais lentas, mais despertares noturnos e maior latência do sono. Apesar disso, conforme mencionado pela professora, a sobrecarga de trabalho também pode estar no pano de fundo da prevalência dos problemas.

Segundo Núbia, os dados são preocupantes e surpreenderam a equipe, já que seis a cada 10 idosos têm qualquer um dos tipos de insônia. “É um dado alarmante e que nos preocupa”, reforça. Na conclusão, o grupo registra que uma implicação chave do estudo é justamente a importância da implementação de campanhas informativas e iniciativas educativas para aumentar a consciencialização sobre os problemas do sono nesta população.

Os dados também vão ao encontro do que a literatura e grupos especializados têm apresentado. “A Associação Americana de Cardiologia inseriu em 2022 o sono como variável ligada ao envelhecimento saudável”, comenta a professora. Segundo ela, a ciência reconhece os efeitos dos problemas de sono na saúde global dos idosos, já que aqueles que dormem muito mal apresentam maior risco de mortalidade, de depressão e de declínio cognitivo, além de estarem mais propensos a doenças neurodegenerativas.

Consumo adequado de frutas e vegetais e consumo de álcool também foram analisados

A pesquisa da UFSC também indica que o consumo de frutas e vegetais e de álcool pode estar relacionado aos problemas de sono entre pessoas com 60 anos ou mais. Idosos que não consumiam cinco porções diárias de frutas e vegetais apresentaram maior chance de má qualidade do sono, de acordo com o estudo.

“Isso porque esses alimentos são fontes de antioxidantes, polifenóis, vitamina C, fibras, potássio, flavonóides, que são ativos biológicos que vão melhorar o equilíbrio do ritmo circadiano e, consequentemente, a qualidade de sono. Além disso, podem modular o metabolismo e a concentração dos hormônios relacionados à qualidade de sono”, justifica.

Baixo consumo de vegetais pode ter relação com má qualidade do sono (Imagem de Jill Wellington por Pixabay)

Já o consumo de álcool uma vez por mês ou mais foi associado a menor chance insônia inicial, o que também foi consistente com outros estudos da área. Apesar disso, a pesquisa traz um alerta: “O álcool tende a reduzir a fase do sono de movimento rápido dos olhos (REM) e a desalinhar o ciclo sono-vigília”, indicam os pesquisadores. De uma forma geral, isso levaria a efeitos que podem resultar em má qualidade do sono e sonolência diurna, impactando o bem-estar geral.

A pesquisa registra que é importante considerar o impacto do consumo de álcool trazendo também um outro registro já reconhecido pela ciência: o de que algumas bebidas alcoólicas, como o vinho tinto, são ricos em flavonóides, como o resveratrol, que possuem propriedades antioxidantes e efeitos neuroprotetores, que podem melhorar a qualidade do sono

Condições de saúde têm impacto no sono

Também em relação às condições de saúde, a pesquisa registra que a presença de duas ou mais doenças crônicas aumentou de 1,21 a 1,65 vezes as chances de idosos apresentarem insônia inicial, intermediária, final e qualquer tipo de insônia. O dado também se alinha a estudos anteriores que mostraram que a ocorrência de duas doenças crônicas simultâneas está positivamente associada a todos os tipos de insônia na Alemanha e na China, por exemplo. “Além disso, medicamentos para tratamento de doenças crônicas como broncodilatadores, beta bloqueadores, estimulantes do sistema nervoso central e agentes cardiovasculares podem levar à insônia”, indicam os cientistas, na análise.

Os cientistas que assinam o artigo também reforçam que os resultados coletados fornecem informações valiosas para embasar políticas e estratégias de saúde pública destinadas a promover uma melhor saúde do sono na população idosa. “Os achados deste estudo revelam uma alta prevalência de problemas de sono entre idosos brasileiros, enfatizando a necessidade de intervenções de saúde pública direcionadas para resolver esse problema”, assinalam.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Documentário de estudantes da UFSC sobre nazismo em Santa Catarina vence prêmio nacional

26/10/2023 13:10

O documentário “Uma história de silêncios”, produzido pelas estudantes Ísis Leites Regina, Clara Spessatto e Júlia Santos da Rosa Matos, do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi um dos três trabalhos reconhecidos  pelo 15º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, projeto liderado pelo Instituto Vladimir Herzog.

O filme discute como o nazismo, banido e condenado internacionalmente após a Segunda Guerra Mundial, fez e faz parte da história de Santa Catarina. Após encontrarem quadros com a bandeira nazista expostos no hall da Secretaria de Educação de Dona Emma – município com cerca de 4 mil habitantes, localizado no interior do estado –, as estudantes perceberam que parte dos moradores naturalizaram o passado local e decidiram entrevistar autoridades e moradores da região para entender esse fenômeno.
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UFSC não terá expediente nos dias 2 e 3 de novembro

26/10/2023 09:44

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não terá expediente nos setores administrativos e acadêmicos nos dias 2 e 3 de novembro, quinta e sexta-feira, conforme definido no calendário acadêmico de 2023. O dia 2 de novembro é feriado e
o dia 3 foi considerado ponto facultativo, conforme informa o Ofício Circular nº 41/2023/GR.

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Núcleo da UFSC oferece curso gratuito de formação em Educação Financeira para professores

25/10/2023 09:57

Clique para ver a programação

O Núcleo de Finanças Pessoais e Comportamentais da UFSC está com inscrições abertas até 31 de outubro para o Programa de Formação para Professores em Educação Financeira (edição: Professores do Ensino Médio). A atividade é gratuita, com certificado de 20 horas na modalidade presencial. O público-alvo são professores do Ensino Médio. As inscrições devem ser feitas pelo formulário.

As aulas estão marcadas para os dias 9, 10, 16, 17 e 24 de novembro, das 14h às 17h30, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE), sempre em encontros presenciais. Entre os temas apresentados estão tópicos do processo da tomada de decisão e suas influências no bem-estar financeiro,  a transversalidade da educação financeira e como ela torna possível colaborar para a mudança social.

O objetivo do curso é não só capacitar os professores do ensino médio frente à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com relação à formação dos alunos em educação financeira, mas também possibilitar que os professores passem a ter uma vida financeira mais saudável ao implementarem no dia-a-dia os conhecimentos adquiridos durante o curso. Mais informações no site https://nufipec.ufsc.br/.

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Unesco aprova projeto da UFSC para criação da cátedra Antonieta de Barros

23/10/2023 18:08

Painel de Antonieta de Barros no Centro de Florianópolis. Foto: Divulgação

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou a criação da Cátedra Antonieta de Barros: educação para a igualdade racial e combate ao racismo, proposta por um grupo de professores(as) e pesquisadores(as) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) liderados pela vice-reitora, Joana Célia dos Passos. O anúncio da aprovação ocorreu em 15 de outubro, Dia do Professor, data comemorativa instituída por um projeto da própria Antonieta de Barros, primeira deputada negra de Santa Catarina.

A criação de uma cátedra de combate ao racismo e promoção da igualdade racial está prevista na Resolução Normativa nº 175/2022/CUn, que estabelece a política de enfrentamento ao racismo institucional na UFSC. Um dos objetivos da cátedra, elencados no projeto apresentado à Unesco, é justamente o de “analisar o impacto do racismo na universidade e contribuir na formulação e implementação de políticas curriculares multidisciplinares para inclusão da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na formação de profissionais das diferentes áreas”.

De acordo com a definição apresentada no site da instituição, uma cátedra Unesco é uma equipe liderada por uma instituição de ensino superior ou pesquisa que faz parceria com a Unesco em um projeto para promover o conhecimento e a prática em uma área de prioridade comum. Na UFSC, essa equipe é integrada por professores(as) e pesquisadores(as) de nove programas de pós-graduação (Interdisciplinar em Ciências Humanas, História, Educação, Direito, Física, Saúde Coletiva, Relações Internacionais, Psicologia e Antropologia Social).
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Revista Katálysis lança nova edição sobre ‘Imperialismo, Revolução e Contrarrevolução na América Latina’

23/10/2023 12:52

Revista Katálysis, coordenada pelo curso de graduação e pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), divulga seu terceiro número de 2023, com o tema “Imperialismo, Revolução e Contrarrevolução na América Latina”A revista, de periodicidade quadrimestral, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo on-line.

A publicação veicula artigos científicos originais sobre temas atuais e relevantes no âmbito do Serviço Social, áreas afins e suas relações interdisciplinares. Cada edição centra-se numa unidade temática, conforme sua importância no contexto social contemporâneo, mas também abre espaço para trabalhos que tratam de temas livres.

Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista  e no site da SciELO

 

 

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UFSC sedia ‘Encontro brasileiro de cicloativismo e mobilidade por bicicleta’ em novembro

20/10/2023 11:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediará, de 15 e 19 de novembro, o “Bicicultura Floripa 2023 – Encontro brasileiro de cicloativismo e mobilidade por bicicleta“. Com o tema “Cidades Pedaláveis, Cidades Democráticas”, o evento está em sua 10ª edição, sendo esta a primeira vez em Florianópolis. Segundo os organizadores, o Bicicultura será “um espaço para o convívio, compartilhamento de conhecimento e formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas e todos os entusiastas e interessados, de todos os setores sociais, na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que a bicicleta proporciona”.
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Estudante da UFSC Joinville ganha prêmio no ITA por trabalho sobre biodiesel

20/10/2023 10:07

Estudante teve o melhor trabalho de graduação do evento

A estudante do curso de Engenharia Ferroviária e Metroviária da UFSC Joinville Júlia de Rezende Mattos foi premiada pelo melhor trabalho apresentado como pôster no Encontro de Física do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que ocorreu no início do mês, em São José dos Campos. O trabalho Os efeitos da geometria do reator e do uso de cosolventes na síntese de biodiesel por rota catalítica assistida por plasma foi orientado pelos professores Diego Duarte e Rafael Catapan e faz parte do projeto Intensificação do processo de produção de biodiesel a partir de rota catalítica assistida por plasma.

Júlia e outros dois colegas do campus de Joinville representaram a universidade no evento, realizado em uma das instituições mais reconhecidas do país. “Foram dias de muito aprendizado e inspiração. Foi uma honra poder conversar com especialistas da área, discutir nossos projetos e também aprender e trocar experiências com alunos de outras universidades”, comenta a estudante, que é orientada pelos professores Diego e Rafael e também pela pós-doutoranda Maíra Oliveira Palm.

A pesquisa trata do biodiesel, que é comumente produzido por um processo chamado transesterificação, quando o óleo reage com o metanol, gerando o produto e a glicerina. Os reatores de plasma utilizam campos elétricos para acelerar reações, criando mais substâncias ativas e melhorando a eficiência em temperatura ambiente. “Eles estão ganhando atenção na síntese de combustíveis devido à sua capacidade de induzir a emulsão, melhorando o movimento dos reagentes e a transferência de massa”, explica.

No trabalho premiado, a estudante justifica que diversas abordagens são empregadas para lidar com o problema de óleo e metanol não se misturarem bem, incluindo métodos como agitação, ajuste de temperatura e o uso de co-solventes. Por isso, ela investigou o uso de acetona como co-solvente e diferentes designs de reatores de plasma para aprimorar a mistura de reagentes e facilitar a produção de biodiesel.

O estudo destaca um outro aspecto desta nova tecnologia: a possibilidade de utilização de óleos residuais como matéria-prima para biodiesel. O processo que está sendo estudado na UFSC proporciona uma abordagem mais econômica, além de favorecer a eliminação de resíduos que muitas vezes são inadequadamente descartados, causando impactos prejudiciais ao ecossistema local.  “Isto demonstra como a inovação tecnológica não só melhora a indústria e seus processos, mas também pode ter um impacto positivo significativo na sustentabilidade e na saúde dos ecossistemas”, detalha o resumo apresentado nos anais do evento.

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UFSC lança serviço para compartilhamento de bens permanentes e materiais de consumo entre setores da universidade

19/10/2023 12:38

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou, na última terça-feira, 17 de outubro, a plataforma Compartilha UFSC, um serviço destinado ao compartilhamento ou doação de bens permanentes e materiais de consumo entre os setores da instituição. O principal objetivo é o aproveitamento mais eficiente dos recursos públicos, utilizando os bens e materiais que já foram adquiridos pela Universidade, diminuindo a necessidade de comprar novos itens.
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Estudo premiado da UFSC indica regiões no litoral socialmente vulneráveis a desastres climáticos

19/10/2023 10:18

Paulino Neves (MA) teve o maior indice de vulnerabilidade no estudo (Foto: Governo do Maranhão)

Cheias, secas, desastres ambientais. As consequências das mudanças climáticas são tão visíveis quanto é o seu impacto em populações vulneráveis. Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina recentemente premiada como a melhor tese de Geografia do país propõe um método para definir a vulnerabilidade das populações aos chamados eventos extremos em áreas costeiras, que levam a desastres ambientais e podem destruir bairros, cidades e causar prejuízos sociais e ambientais.

O trabalho da pesquisadora Cibele Oliveira Lima, doutora em Geografia, foi orientado pelo professor Jarbas Bonetti e reconhecido como o melhor estudo de doutorado do país na área das geotecnologias pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE). O estudo Metodologia para avaliação da vulnerabilidade social a eventos extremos costeiros no Brasil levou o prêmio Ailton Luchiari, entregue na primeira semana de outubro.

No estudo, a pesquisadora propõe formas de calcular a vulnerabilidade social de diferentes regiões e utiliza como amostra 281 municípios costeiros, cobrindo todo o litoral brasileiro. O detalhamento é intramunicipal, mas também permite que se trabalhe com diferentes escalas, como estaduais e regionais. “O objetivo é contribuir para minimizar essa lacuna do conhecimento ao propor uma metodologia para obtenção de um Índice de Vulnerabilidade Social a eventos extremos costeiros”, explica.

A pesquisa constatou que as regiões Norte e Nordeste apresentam a maior vulnerabilidade social do litoral brasileiro. Maranhão, Pará e Bahia sofrem o maior risco. Apesar de terem, em geral, os menores índices do Brasil, os estados da Região Sul também possuem áreas com determinantes que indicam riscos, como na fronteira entre Paraná e São Paulo, foco de desastres recentes. Em Florianópolis, moradores de regiões de bairros do Norte e Sul da Ilha estariam mais suscetíveis a danos e exposição a desastres (leia mais abaixo).
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Tags: eventos costeirosextremos climáticosgeografiaÍndice de Vulnerabilidade Socialmeio ambienteprêmio Ailton LuchiariPrograma de Pós-Graduação em Geografia

Apufsc realiza debate sobre documento base da Conferência Nacional de Educação

18/10/2023 15:38

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical) realiza na próxima quarta-feira, 25 de outubro, às 14h, debate sobre o documento base da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024. O evento será realizado na sede do sindicato, no Campus de Florianópolis, e transmitido pela TV Apufsc.

Os debatedores serão Carlos Alberto Marques e Rita Gonçalves. Carlos Alberto, que participou da elaboração do documento, é ex-presidente da Apufsc-Sindical, atual diretor de Políticas Educacionais do Proifes-Federação e representante titular do Fórum Nacional de Educação (FNE). Já Rita é representante dos Fóruns de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no FNE e membro da coordenação do Fórum Estadual Popular de Educação (Fepe-SC).

Tags: Apufsc-SindicalUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa da UFSC mostra dano causado pelo lançamento de esgoto nas dunas em Florianópolis

18/10/2023 12:46

Lançamento de efluentes da Casan no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição. Foto: Michele de Sá Dechoum.

O lançamento de efluentes de esgoto, mesmo que tratado, no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição (PNMDLC), em Florianópolis (SC), causou impactos negativos na vegetação de restinga. A avaliação é de um estudo desenvolvido no curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A investigação mostrou que há um maior nível de soterramento e menor vigor da vegetação nativa na área atingida pelo efluente em comparação com uma área natural.
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Tags: CasanCompanhia Catarinense de Águas e SaneamentoLaboratório de Ecologia de Invasões Biológicas Manejo e ConservaçãoLagoa da ConceiçãoLeimacParque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da ConceiçãoPNMDLCTCCTrabalho de Conclusão de CursoUFSC

Sumiço dos patinhos do Lago da UFSC gera comoção; predadores podem ser os responsáveis

17/10/2023 10:55

Patinhos foram muito fotografados pela comunidade universitária (Fotos: Instagram @aves.daufsc)

O sumiço dos patinhos do Lago da UFSC, da espécie Cairina moschata, gerou comoção e muita repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Isso porque a comunidade universitária, que já havia se acostumado a observar e a fazer registros fotográficos dos filhotes que passeavam pelo campus, percebeu que eles não estavam mais entre os adultos – algo incomum. A hipótese mais provável é que eles tenham sido alvo de predadores.

O professor Guilherme Brito, do Laboratório de Ornitologia e Bioacústica Catarinense (Laboac), não chegou a ser pego de surpresa pela mudança na paisagem do lago, que agora só conta com os três patos adultos, além das outras espécies que circulam no local. “Eu imaginava que iriam ter predações mas tinha esperanças de um ou outro ficar. Mas faz parte, também, fazer o exercício de observar e entender a natureza como ela é, sem tentar incutir nossos anseios nela”, fala, a respeito da repercussão que o assunto gerou.

De acordo com o professor, que tem um trabalho de levantamento das aves no campus da Trindade, há potenciais predadores que eventualmente podem capturar filhotes e ovos dos patos do lago. “Lagartos teiú (Salvator merriami) podem predar ovos. Jacarés-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), algumas espécies de gaviões e falcões (carcará, chimango, gavião-tesoura, gavião-carijó, gavião-de-cauda-curta), grandes garças (socó-dorminhoco, garça-branca-grande e garça-moura) podem predar filhotes já eclodidos”, conta. Nas redes sociais, estudantes chegaram a comentar que viram uma garça com um dos filhotes.

Ninhada tinha sete filhotes

Brito também explica que filhotes são alvos frequentes de predadores por serem menores, inexperientes e mais indefesos que adultos, portanto bastante visados. Eles não se locomovem, nem se defendem como os maiores, por isso dão menos trabalho para um predador. “Os pais podem sim protegê-los mas também depende da experiência dos animais com as proles. Pelo histórico dos patos do lago essa é a primeira ninhada”, explica. O melhor mecanismo de proteção dos filhotes seria a proximidade dos pais, além de uma plumagem mais discreta e que se confunde com o ambiente, possibilitando que se escondam quando percebem ameaça. Além disso, gatos e cães domésticos e de rua são potenciais predadores, por isso, segundo o professor, não é recomendável deixá-los soltos onde há filhotes.

O trio de patos adultos do lago – entre eles o pai e mãe dos filhotes – pode nem ter percebido o sumiço da prole, que foi desaparecendo pouco a pouco. “Tem pais que defendem e às vezes não chegam a perceber a falta de algum”, afirma o professor. De acordo com ele, existem estudos que verificaram a capacidade de contagem de galinhas com relação aos seus filhotes, mas aparentemente os adultos só percebem alguma falta de indivíduos quando uma quantidade considerável desaparece de uma vez.

Sobre a possibilidade de novos filhotes virem a compor o cenário do campus futuramente, Brito avalia que seria necessário saber o o histórico individual dos adultos do lago. Entretanto, há uma segunda fêmea mais nova no local, que chegou depois e provavelmente teve a prole viável. “Há registro de tentativa e ovos colocados em anos passados, então é bem possível que se reproduzam novamente”, diz. Porém, mesmo se novos filhotes de Cairina moschata habitarem o lago, é preciso compreender que a natureza tem um curso. “Ali no lago não vejo uma solução fácil a não ser deixar a natureza seguir seu curso e alguns filhotes conseguirem atingir a fase adulta. Não sou favorável ao afugentamento de predadores, por exemplo”.

Tags: Cairina moschataGuia de Campo das Aves do CampusLaboratório de Ornitologia e Bioacústica Catarinensepatospatos do lago da UFSC

Academy UFSC promove oficina ‘Facilitando a aprendizagem baseada em projetos’

17/10/2023 09:18

O Academy UFSC e o departamento de Ciências da Administração (CAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem o evento ‘Oficina para docentes: Facilitando a aprendizagem baseada em projetos’ no dia 26 de outubro, das 14h às 16h30. A palestrante será Florentine Versteeg, facilitadora e designer de processos criativos de aprendizagem. O evento será online, transmitido através do ZoomAs inscrições são gratuitas e dão direito a um certificado de 2h.

A oficina abordará a metodologia de aprendizagem baseada em projetos, a partir dos desafios que os educadores encontram em engajar e criar espaços de colaboração entre alunos e alunas, de forma a garantir uma experiência rica para todos. Serão examinados momentos críticos do processo e cases de sucesso, assim como práticas, ferramentas e atitudes que o educador pode aplicar para ter mais êxito com essa abordagem. Mais informações no Instagram ou no site.

Tags: Academy UFSCCADDepartamento de Ciências da AdministraçãooficinapalestraUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental da UFSC comemora 20 anos com evento e lançamento de e-book

16/10/2023 17:27

O Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental na Sociedade de Risco da Universidade Federal de Santa Catarina (GPDA/UFSC-CNPq) irá celebrar seus 20 anos no dia 8 de novembro, às 19h, com o lançamento do e-book “Direito Ecológico na prática: Ação Estrutural da Lagoa da Conceição”. O evento é aberto a todos e ocorre no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ/UFSC)

O e-book é fruto de um projeto de extensão desenvolvido com o objetivo de proteger a Lagoa da Conceição, após protestos dos moradores em face do desastre ambiental ocorrido em  25 de janeiro de 2021, com o rompimento da estrutura de evapoinfiltração da Estação de Tratamento administrado pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (ETE/CASAN). O projeto resultou em uma Ação Civil Pública Estrutural, que tornou-se marco da litigância estratégica ecológica planetária, pois luta pelos valores intrínsecos da natureza, de forma sistêmica e reconhece os seus direitos subjetivos. A Lagoa é considerada um bem difuso ecológico e imaterial da cidade de Florianópolis.

Mais informações na página do GPDA, pelo Instagram ou pelo e-mail melissa.melo@ufsc.br

Tags: Ação Estrutural da Lagoa da ConceiçãoCCJCentro de Ciências JurídicasDireito Ambientaldireito ecológicoe-bookGPDAGrupo de Pesquisa Direito Ambiental na Sociedade de RiscoLagoa da Conceição

Hospital Universitário lança Caderno de Publicações para divulgar pesquisas desenvolvidas na instituição

16/10/2023 16:03

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) lançou o I Caderno de Publicações, com o objetivo de reunir, em um documento, os trabalhos dos pesquisadores que desenvolveram suas pesquisas de campo nas dependências do HU. Nesta primeira edição, estão reunidos artigos publicados entre 2018 e 2020. Acesse a publicação aqui.
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Tags: coleta de dadosHospital UniversitárioHUI Caderno de PublicaçõesSetor da Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica em SaúdeUFSCUGPESQUnidade da Gestão da Pesquisa

Projeto de extensão da UFSC promove exibição de filme e debate no Museu Victor Meirelles nesta sexta

16/10/2023 14:53

O projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina ATA-ME – CINENUVIC/NÓS promove, nesta sexta-feira, 20 de outubro, a exibição do filme “Marte Um”, seguida de debate. A atividade ocorre às 19h, no Museu Victor Meirelles (Ibram/MinC), localizado no Centro de Florianópolis (Rua Victor Meirelles, 59 ). A sessão é gratuita e aberta a todos.

O Ciclo ATA-ME – CINENUVIC/NÓS é articulado entre dois Núcleos de Pesquisa do Centro de Ciências da Educação da UFSC: o Núcleo Vida e Cuidado: estudos e pesquisas sobre violências (NUVIC) e o Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (NÓS). O objetivo do projeto é exibir filmes e fomentar discussões sobre temas cotidianos como feminismo, sexualidade e relações de gênero e étnico-raciais. A cada sessão são convidados dois debatedores para problematizar questões suscitadas pelos filmes.
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Pesquisadora da UFSC Blumenau estuda como cidades podem se recuperar de desastres

16/10/2023 09:55

Chuvas fortes exigem ações rápidas e resiliência das cidades (Imagem de Kammy27 por Pixabay)

Usar indicadores para compreender as cidades e pensar em formas de torná-las mais resilientes e preparadas a possíveis desastres. As pesquisas da professora da UFSC Blumenau Franciely Velozo Aragão podem ajudar a orientar municípios para questões cada vez mais importantes em tempos de emergências climáticas. A mais recente delas foi publicada no International Journal of Disaster Risk Reduction, com pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O estudo foi liderado pelas professoras Daiane Maria de Genaro Chiroli e Fernanda Cavicchioli Zola, da UTFPR.

A equipe usou como ponto de partida a norma técnica ISO 37123, que trata das cidades e comunidades sustentáveis, com indicadores para cidades resilientes. “Resiliência é a forma que uma cidade tem de reagir a possíveis riscos ou possíveis eventos catastróficos que ela possa sofrer. Então, para que a cidade seja resiliente, a gente sempre fala que ela precisa ser inteligente, porque ela precisa usar dados para conseguir prever esses possíveis riscos”, contextualiza a professora.

Esses dados podem ser obtidos e construídos a partir de variáveis estipuladas para possibilitar que a recuperação diante de desastres ocorra de uma forma rápida e sem prejuízos maiores. O grupo de pesquisadores reuniu estudos internacionais para mapear a evolução das pesquisas na área e identificar como essa questão é tratada pela comunidade científica do mundo todo.

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Tags: cidades inteligentesCidades Resilientesdesastres climáticosInternational Journal of Disaster Risk ReductionISO 37123UFSC Blumenau

‘Meninas na Tecnologia’ disputam final de competição nesta terça, em Joinville

16/10/2023 07:41

Dez escolas – cinco de Ensino Fundamental e cinco de Ensino Médio – irão disputar a grande final do projeto Meninas na Tecnologia, da UFSC Joinville, nesta terça-feira. A missão das equipes será apresentar um Pitch de um modelo de negócios para veículos autônomos. A final será disputada no Ágora Tech Park, às 19h.

O objetivo do projeto, que está na terceira edição, é apresentar e discutir o uso da tecnologia para alunas e professoras de escolas da cidade de Joinville, para incentivá-las nas áreas de Ciência e Tecnologia. A edição deste ano começou em abril de 2023, com 105 equipes participantes, sendo formadas por três alunas e uma orientadora. Nas suas diferentes fases até agora, as meninas estudaram temas como lógica, programação e robótica educacional e participaram de oficinas de tecnologia e resolução para um desafio tecnológico e de empreendedorismo.

O projeto Meninas na Tecnologia surgiu para impulsionar o desenvolvimento de ambientes de tecnologia nas escolas públicas e disseminar o aprendizado de programação e robótica entre estudantes do gênero feminino das fases finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Seu início ocorreu em 2021, com atendimento a cinco escolas devido às restrições da pandemia. Os bons resultados impulsionaram o projeto em 2022, quando participaram 340 alunas e professoras de 28 escolas públicas de Joinville.

O projeto, reconhecido em premiações e pela Câmara de Vereadores da cidade, ofereceu 72 horas de capacitação em lógica, programação e robótica educacional. As estudantes também participaram de palestras, visitas aos laboratórios da UFSC, do Ágora Tech Park. A coordenação é feita pelos professores da UFSC Carlos Maurício Sacchelli e Tatiana Renata Garcia.

As finalistas

Ensino fundamental

E. M. Professor Avelino Marcante
E. M. Professora Laura Andrade
E. M. Dom Jaime de Barros Câmara
E. M.l Professora Laura Andrade
E. M. Padre Valente Simioni

Ensino Médio

Escola de Educação Básica Marli Maria de Souza
Colégio Católica Machado de Assis*
Colégio Católica Machado de Assis
CEDUP
Escola de Educação Básica Marli Maria de Souza

*Duas equipes da mesma escola

Tags: competiçãoFinal do Meninas na TecnologiaMeninas na TecnologiaUFSC Joinville

UFSC Joinville leva título e segundo lugar no ‘Desafio de Pontes’

11/10/2023 08:46

Infratec participou com duas equipes

A equipe Infratec, da UFSC Joinvile,  conquistou o 1° e 2° lugar no Desafio de Pontes, realizado todos os anos pela Universidade do Estado de Santa Catarina para avaliar a construção de pontes de palitos de picolé e cola transparente com a capacidade de aguentar o maior peso possível. A equipe que alcançou o primeiro lugar rompeu a ponte com 220kg e a do segundo lugar com 160kg. A avaliação levou em conta, ainda, critérios como estética, capacidade portante, estimativa de carga e memorial de análise. O evento ocorreu no último sábado, em Joinville.

A professora responsável Valéria Bennack conta que a Infratec elabora e executa projetos de protótipos das mais diversas áreas da infraestrutura, como pontes treliçadas, estruturas de terra armada e concreto armado. Na competição, participaram duas equipes do setor de estruturas, com seis pessoas em cada equipe, compostas por alunos da segunda até a nona fase da graduação em Engenharia Civil de Infraestrutura

“O objetivo da competição é colocar em prática os conceitos de engenharia, aplicando conteúdos estudados nas disciplinas de estruturas da grade da engenharia civil, na montagem da ponte de palitos de picolé. A preparação das equipes da UFSC acontece no decorrer do ano, seja no estudo do projeto, seja na prática de montagem”, conta. A preparação se intensifica no mês anterior à competição, quando os estudantes passam a ter o desafio de montar e romper no mínimo uma ponte por semana.

Equipes vencedoras

A professora reforça que esses momentos são importantes para os estudantes aperfeiçoarem suas habilidades. Segundo ela, a organização, o trabalho em equipe, as metas a serem alcançadas, o conhecimento aplicado e o planejamento são constantemente trabalhados para se atingir o objetivo. “A competição agrega valor a todos os integrantes”, destaca. Além disso, com a premiação em dinheiro é possível realizar atualização de materiais e ferramentas utilizadas para continuidade dos trabalhos da equipe toda.

Valéria também explica que o projeto escolhido para elaboração da ponte tem característica de suporte a maiores cargas com menor peso próprio da estrutura, denominada treliça Pratt. Para executar o projeto é possível realizar análises por softwares para analisar o comportamento estrutural. “Assim, os tamanhos e formatos dos palitos são distribuídos de acordo com a demanda dos esforços da ponte em camadas sucessivas. São executados dois perfis simultâneos e realizada a junção destes posteriormente”.

Tags: Desafio de PontesEngenharia Civil de InfraestruturaUFSC Joinville