UFSC presta homenagens ao ex-reitor Lúcio José Botelho

11/10/2024 19:04

Tributo em homenagem ao professor Lúcio Botelho ocorreu no Templo Ecumênico da UFSC (Fotos: Vinícius Graton/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prestou nesta sexta-feira, 11 de outubro, uma série de homenagens ao professor Lúcio José Botelho, falecido no dia 4 de outubro, aos 71 anos. As homenagens iniciaram por um tributo ao professor Lúcio no Templo Ecumênico da Universidade, que teve a presença de familiares e também de muitos amigos e ex-colegas.

Após esta cerimônia, o Centro de Ciências da Saúde (CCS) promoveu uma sessão do Conselho da Unidade na qual foi aprovada a proposta de dar o nome de Lúcio Botelho ao auditório da Graduação. O plantio de uma árvore frutífera próximo às edificações do CCS, com parte das cinzas do ex-reitor, encerrou as homenagens.
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Das salas de aula às quadras: professor de Libras tentará vaga para Surdolimpíada Mundial

13/09/2024 12:12

A delegação brasileira encerrou a participação nas Paralimpíadas de Paris com recorde de pódios e a melhor classificação da história: a quinta posição no quadro geral de medalhas, sendo 23 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze. A audiência percebeu, no entanto, que atletas com deficiência auditiva não disputaram a edição dos Jogos na capital francesa. Isso ocorre porque os surdoatletas não concorrem em Paralimpíadas e contam com eventos próprios em seu calendário esportivo oficial. A próxima Surdolimpíada Mundial (Deaflympics) será realizada em 2025 e um representante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tentará vaga no time de vôlei do Brasil.

O professor Alexandre Bet, do Departamento de Libras do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), foi recentemente convocado para a seleção catarinense de vôlei de quadra e disputa o campeonato nacional da modalidade neste sábado e domingo, dias 14 e 15, em Brasília (DF). Surdo desde antes dos dois anos de idade, a ligação do docente com o mundo dos esportes iniciou ainda na infância. “Desde pequeno, sempre tive uma grande paixão pelo esporte. Pratiquei diversas modalidades, como basquete, futebol, futsal, handebol, vôlei de praia e vôlei de quadra. Minha trajetória em competições começou cedo, participando de vários campeonatos para surdos em Santa Catarina, na Copa do Sul e em eventos nacionais no Brasil”, recorda.

Pela Federação Desportiva de Surdos do Estado de Santa Catarina (FDSESC), Alexandre chegou a ser convocado para a seleção brasileira de handebol, em 2014, participando do Sul-Americano para surdos. Mais recentemente, em 2021, enquanto jogava vôlei de praia com amigos surdos, surgiu a oportunidade de participar da Surdolimpíada Nacional. “Fui convidado a treinar vôlei de quadra, o que despertou meu interesse em me dedicar a essa modalidade. Participei dos treinamentos com o objetivo de ser convocado para a seleção catarinense e, felizmente, fui selecionado para competir na Surdolimpíada Nacional. Embora não tenhamos conquistado a vitória, a experiência foi incrível e enriquecedora”.

O contato com a Libras

Para além do currículo de atleta, o professor Alexandre Bet tem também uma carreira consolidada como docente na UFSC, onde leciona há mais de uma década. Em seu perfil no Instagram, plataforma na qual acumula 36 mil seguidores, o professor atribui à Língua Brasileira de Sinais (Libras) as muitas das oportunidades que apareceram em sua trajetória. Nascido em Florianópolis, ele pondera que a principal barreira que enfrentou na infância foi a comunicação, por muitas vezes limitada a interações superficiais com familiares, amigos e colegas.

Nas redes sociais, onde atualmente dá dicas para fluência no contato com a comunidade surda, o professor revela que, embora não se sentisse excluído durante as brincadeiras com outras crianças, a dificuldade surgia na hora das conversas. Por isso, passou a ensinar vizinhos e amigos para poder melhor se comunicar e se integrar. “Não conseguia acompanhar tudo nas conversas (discussões, relacionamentos, histórias, piadas). Minhas conversas eram muito simples e básicas. Não conseguia entender e nem expressar meus sentimentos mais profundos”, escreveu em uma postagem.

A comunicação com a família ocorria por sinais caseiros até ter seu primeiro contato com a Libras, aos 12 anos, quando conheceu uma associação de surdos. No entanto, Alexandre só começou a aprender Libras efetivamente aos 15, contando com a ajuda de um amigo surdo com quem mantém vínculo até hoje, sendo inclusive seu compadre. Foi também através da comunidade surda que conheceu sua esposa, há 17 anos. “A Libras foi essencial para romper as barreiras de comunicação que eu enfrentava e permitiu que eu me conectasse profundamente com outras pessoas, tanto no âmbito pessoal quanto profissional”, avalia.
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Professor da UFSC é coautor de livro premiado nos EUA sobre marfim na arte africana

11/09/2024 10:59

O professor Sílvio Marcus de Souza Correa, do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é um dos coautores do livro Marfins Africanos no Mundo Atlântico, 1400-1900, que recebeu o Arnold Rubin Outstanding Publication Award na categoria edição coletiva. Publicado em 2021 pelo Centro de História da Universidade de Lisboa, a obra coletiva teve a coordenação dos historiadores José da Silva Horta, Carlos Almeida e Peter Mark. O prêmio foi entregue durante o 19º Simpósio Trienal de Arte Africana da Arts Council of the African Studies Association (ACASA), realizado em Chicago, nos Estados Unidos, entre os dias 7 e 11 de agosto deste ano. O historiador Peter Mark esteve presente na cerimônia de atribuição do prêmio e representou os demais coordenadores e autores da obra.

O livro reúne trabalhos de mais de 20 especialistas de diferentes países com diferentes perspectivas e metodologias que demonstram os múltiplos usos do marfim na arte e na cultura africanas, mas sobretudo no chamado “mundo atlântico” desde a sua formação. “Depois das campanhas militares no Congo, entre 1892 e 1894, toneladas de marfim, juntamente com a borracha, começaram a chegar anualmente ao porto da Antuérpia. O marfim africano serviu para muitos usos. Um deles foi a escultura artística. Na Exposição Universal da Antuérpia (1894) e de Bruxelas (1897), houve uma seção do chamado Estado Independente do Congo, onde foram exibidas dezenas de esculturas em marfim de artistas belgas em estilo Art Nouveau. Entre eles, destacou-se Philippe Wolfers (1858-1929). As criselefantinas exibidas em ambas as exposições belgas formam um conjunto emblemático da conexão entre o estilo Art Nouveau e o colonialismo. São histórias entrelaçadas entre uma arte decorativa das mais refinadas e um dos mais aviltantes regimes de exploração dos recursos naturais africanos”, narra o professor sobre a relação artística-colonial africana abordada em sua pesquisa.
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Dia da Amazônia: especialista da UFSC alerta sobre seca, desmatamento e queimadas em programa nacional

05/09/2024 15:47

Marina Hirota em entrevista para o programa Encontro com Patrícia Poeta nesta quinta-feira. (Foto: Reprodução)

A professora Marina Hirota Magalhães, do Departamento de Física e do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC, foi entrevistada pelo programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo, nesta quinta-feira, 5 de setembro, data em que se celebra o “Dia da Amazônia”. A data foi lembrada com diversos alertas a respeito da seca, desmatamento e queimadas que afetam a vida na Amazônia.

Marina pontuou que esta é a pior seca da história na região, especialmente do ponto de vista das águas e do ar. “Temperaturas muito altas, muito menos chuva”, salientou. A seca de chuvas alimenta a seca dos rios, o que vem afetando consideravelmente as populações das comunidades ribeirinhas, explicou.

A situação, alerta a cientista da UFSC, pode piorar. “Em várias regiões da Amazônia estamos entrando agora na estação seca. Temos uma seca gradual e uma seca pontual intensa, um extremo. A tendência é que seque ainda mais”.

A professora Marina trabalha em pesquisas que identificam os tipping-points, ou os pontos de não retorno da região amazônica. Em fevereiro, foi co-autora de um estudo publicado na Revista Nature que trouxe uma revisão de dados completa e traçou cenários a partir do mapeamento de cinco elementos de stress que afetam a Floresta Amazônica: o aquecimento global, a chuva anual, a intensidade da sazonalidade das chuvas, a duração da estação seca e o desmatamento acumulado.

Assita à entrevista na íntegra pelo Globoplay.

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Professora de Jornalismo da UFSC recebe prêmio nacional de maturidade acadêmica

02/09/2024 16:44

Professora do curso de Jornalismo da UFSC há 30 anos, Valci Zuculoto recebe prêmio Luiz Beltrão, da Intercom. Foto: Sérgio Vignes

A professora Valci Regina Mousquer Zuculoto, do Curso de graduação e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJPR-UFSC), é vencedora do 26º Prêmio Luiz Beltrão, na categoria Maturidade Acadêmica. A premiação é concedida pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) ao conjunto da obra de um pesquisador sênior que tenha obtido reconhecimento nacional ou internacional.

A professora irá receber a premiação nesta quarta-feira, 4 de setembro, a partir das 19h30, em cerimônia a ser realizada no Auditório do Bloco 7 da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Balneário Camboriú (SC), durante o 47º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.

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Servidores da UFSC podem inscrever trabalhos para a 32ª Exposição de Artes Visuais até 15 de setembro

26/08/2024 18:31

Estão abertas, até 15 de setembro, as inscrições para a 32ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSC – 2024. A exposição ocorrerá no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com visitação de 31 de outubro a 28 de novembro de 2024. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo formulário digital, sendo confirmadas mediante entrega das obras em data definida no edital. O edital está disponível aqui.
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Professora indígena da UFSC recebe homenagem da Câmara Municipal de Florianópolis

23/08/2024 10:15

Professora Adriana Kaingang, do Departamento de História. (Foto: Arquivo Pessoal)

A professora Adriana Kaingang, do Departamento de História da UFSC foi homenageada pela Câmara Municipal de Florianópolis (CMF) no dia 14 de agosto, data em que a entidade prestou homenagens ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto.

“Muito honrada em poder ser homenageada, isso vai para meus ancestrais que resistiram para que  eu pudesse estar hoje fazendo história por todos os povos indígenas, principalmente pelo meu povo Kaingang. Protagonizar outros espaços além da universidade é fundamental para uma educação de pertencimento e de igualdade”, declarou a professora.

Adriana é a primeira professora indígena da instituição e foi representada na ocasião por sua mãe, Antoninha Belino Padilha. A professora Adriana estava em um evento do Ministério da Educação (MEC), na Primeira Escuta dos Territórios Etno-Educacionais.

Mais informações no Instagram.

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CFM e CCB terão desligamento programado de energia nesta sexta-feira a partir das 13h

13/08/2024 10:58

A prefeitura universitária informa que haverá desligamento programado de energia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nesta sexta-feira, 16 de agosto, a partir das 13h. Está previsto um desligamento das Subestações de Energia SE01-CCB e SE02-CFM, para execução de rotina de manutenção preventiva. Serão afetados os edifícios do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC) e do Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC).

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Pesquisa da UFSC pretende melhorar terapia de crianças autistas com Inteligência Artificial

09/08/2024 18:49

Uma ferramenta em desenvolvimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) busca auxiliar e aumentar a efetividade do processo terapêutico de crianças autistas por meio do uso de Inteligência Artificial (IA). O projeto, conduzido pelo professor Jônata Tyska, do Departamento de Informática e Estatística, estuda o desenvolvimento e aplicação de técnicas de machine learning para a extração de padrões e eventos de interesse em sessões de terapia. Estas análises são consideradas essenciais para que o tratamento melhore o desenvolvimento cognitivo, de comunicação, e a qualidade de vida de crianças com autismo.

A proximidade com o assunto surgiu durante o doutorado do professor junto ao Instituto de Ciências e Tecnologias da Cognição (ISTC), em Roma, que é um instituto de pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisas Italiano (CNR). Durante este período, embora o tema principal de seu doutorado fosse a robótica e a Inteligência Artificial, havia um grupo de pesquisadores desenvolvendo pesquisas sobre o autismo.

Um dos estudos realizados por essa equipe resultou em um dispositivo chamado Plus Me: Companheiros Vestíveis Transitórios. Em formato de um urso panda de pelúcia, o objeto é utilizado para a terapia de crianças. O dispositivo experimental, sensível ao toque, consegue reagir com luzes e sons às interações do paciente com o dispositivo, recurso potencialmente relevante para a prática terapêutica.

Tyska trouxe dispositivo desenvolvido para tratamento de crianças com autismo. Foto: reprodução/Agecom/UFSC

O instituto também informa, no site do dispositivo, que ele é capaz de emitir respostas atraentes como luzes coloridas e sons divertidos quando tocado nas patas. Os estímulos são chamados de resultados gratificantes, pois as crianças geralmente demonstram satisfação quando recebem esse tipo de feedback. O dispositivo está conectado a um tablet de controle que permite a um terapeuta, por exemplo, modificar parâmetros de acordo com a reação da criança.
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Pós-Graduação em Farmacologia recebe inscrições de candidatos ao curso de mestrado

06/08/2024 07:19

O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFarmaco/UFSC) recebe inscrições de candidatos ao mestrado até o dia 22 de agosto. O edital está disponível aqui. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas neste link. O resultado final será divulgado a partir de 30 de agosto e o início das aulas está previsto para 9 de setembro.
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UFSC participa de concurso nacional de qualidade do mel com avaliação de 190 rótulos

05/08/2024 08:59

Professora Ana Carolina Costa coordena o Laboratório de Química de Alimentos (LabQA) e desenvolve diversas pesquisas com mel. (Foto: Divulgação/CNA)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participou como parte do corpo de avaliadores de 190 rótulos de mel durante o concurso Prêmio CNA Brasil Artesanal. Os produtos vieram de 22 estados e do Distrito Federal e concorrem nas categorias claro e escuro. A etapa de avaliação ocorreu nos dias 25 e 26 de julho, em Brasília. A professora Ana Carolina Costa, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA) foi uma das juradas na ocasião.

O prêmio é realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultora (CBA) e Escola Brasileira de Apicultura e Meliponicultora (Ebram).

A professora apontou as propriedades nutricionais do mel como sendo muito variadas e que podem ser reconhecidas como terapêuticas. “O mel, apesar de ser um produto que é doce, que tem um sabor adocicado, é nutricionalmente muito importante com uma variedade de substâncias que têm benefícios para a saúde como, por exemplo, atividade antioxidante elevada, atividade anti-inflamatória e uma quantidade de minerais bastante significativa também, de acordo com a variedade do mel”.
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PROEX lança edital de chamada interna para cursos de extensão

31/07/2024 11:48

A Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciou o lançamento do edital, convidando a comunidade acadêmica a oferecer Cursos de Extensão para a comunidade externa por meio da Escola de Extensão. Os interessados em submeter propostas devem preencher o formulário de inscrição até o dia 16 de agosto.

Os cursos devem ter carga horária mínima de 60 e máxima de 120 horas, e serão ministrados entre setembro e dezembro de 2024. A participação será gratuita e cada curso deve disponibilizar pelo menos 30 vagas. Além disso, os cursos precisam abordar obrigatoriamente uma das temáticas descritas no edital, garantindo a relevância e a pertinência dos conteúdos oferecidos.

Os interessados podem visitar o site da Proex para mais informações.

 

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UFSC Araranguá vive dia histórico com primeira formatura de Medicina

19/07/2024 08:58

Jean é o primeiro médico da família. Filho de trabalhadora doméstica e membro da primeira turma de Medicina da UFSC Araranguá

Aos 41 anos, filho de mãe trabalhadora doméstica e de pai trabalhador da construção civil, Jean Murilo Patricio da Assunção tem muitas conquistas para celebrar: seu segundo diploma e um marco histórico – ele faz parte da primeira turma formada em Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Araranguá, no sul do Estado. Nesta sexta-feira, 19 de julho, 46 novos médicos receberão seus diplomas em uma solenidade histórica, que reunirá autoridades da UFSC e da região. Destes, 25 ingressaram por políticas de ações afirmativas. O evento ocorrerá às 19h, no Espaço Multiuso de Araranguá.

“Fazer Medicina na UFSC em Araranguá era a minha única opção. Teria que ser uma faculdade pública e tinha que ser em Araranguá, onde eu moro, porque eu sou de família pobre, minha mãe é faxineira, meu pai é pedreiro”, conta ele, que perdeu o pai ainda criança e foi sustentado pela renda da mãe. O sonho da Medicina começou a ser realizado depois de cinco anos de cursinho, quando inclusive já era enfermeiro. “A vinda do curso de para Araranguá proporcionou que eu conseguisse”.

Mesmo aprovado em uma faculdade privada, Jean conta que nem uma bolsa integral na faculdade particular mais próxima garantiria sua possibilidade de realizar o sonho, já que ele acumularia despesas com deslocamento e outros gastos. “Com muito aperto acabei conseguindo fazer o curso aqui por ser de Araranguá”, comemora. “Eu sou o primeiro médico da minha família e eu sou o primeiro médico do meu círculo de amizades mais próximo, porque a Medicina era uma coisa mais distante”, diz.

O curso de Medicina da UFSC Araranguá foi criado em 14 de junho de 2017, com o ingresso da primeira turma no segundo semestre de 2018. Seu egresso deve ser um médico com formação geral, humanista, crítica, reflexiva e com ética.
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Professor da Universidade de Barcelona ministra curso sobre carvões ativados para estudantes de pós-graduação da UFSC

15/07/2024 18:09

O Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (EQA/UFSC) promove o curso “Activated Carbons: Preparation, Characterization, and Application” (Carvões Ativados: Preparação, Caracterização e Aplicação), ministrado pelo professor visitante Jaroslaw Serafin, da Universidade de Barcelona. As aulas serão de 19 a 23 de agosto, de modo híbrido, presencial e remotamente, a partir de 16h, no Auditório 1 do EQA.

O curso, que será ministrado em inglês, é voltado para estudantes do mestrado e doutorado em Engenharia Química e áreas afins, como Engenharia de Alimentos e Ciência dos Materiais. O curso tem como objetivo proporcionar uma compreensão abrangente dos carvões ativados, cobrindo suas técnicas de preparação, métodos de caracterização e diversas aplicações industriais. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail posenq@contato.ufsc.br

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Projeto da UFSC ganha prêmio nacional por apoio a pessoas com lesão medular

15/07/2024 09:20

Adriana Dutra Tholl e Rosane Gonçalves Nitschke receberam a premiação

O Grupo de Apoio às Pessoas com Lesão Medular (Galeme) foi o vencedor do Prêmio Autocuidado em Saúde da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde – ACESSA, que busca reconhecer trabalhos, produtos, serviços e tecnologias que fazem a diferença no desenvolvimento do conceito de autocuidado em saúde. A iniciativa também apoia a capacidade de indivíduos, famílias e comunidades de promover a saúde, prevenir doenças, manter a saúde e lidar com doenças e deficiências com ou sem o apoio de um profissional de saúde.

O projeto da UFSC foi premiado na categoria Comunicação em Saúde e Autoconhecimento. A iniciativa que recebeu o destaque é fruto da tese de doutorado em Enfermagem desenvolvida pela professora Adriana Dutra Tholl, que estudou o cotidiano e o ritmo de vida de pessoas com lesão medular e suas famílias, atentando para as potências e limites na adesão à reabilitação para a Promoção da Saúde. A pesquisa foi  orientada pela professora Rosane Gonçalves Nitschke, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC.

O prêmio reconheceu o trabalho intitulado Projeto GALEME: ressignificando o viver sobre rodas. A deficiência física é caracterizada por mobilidade reduzida ou inexistente, déficit de sensibilidade e alterações que impactam vários aspectos da vida. Para Adriana, o prêmio significa o reconhecimento de uma prática de sucesso, que, da pesquisa à aplicabilidade de cuidados no cotidiano de pessoas com lesão medular e suas famílias, vem transformando vidas.

Desde 2014, o Galeme desenvolve atividades teóricas e práticas para dar suporte ao dia a dia de quem vive com as repercussões do trauma.Uma equipe multidisciplinar do projeto também criou uma publicação que reúne informações sobre como cuidar de disfunções urinárias quando há necessidade do uso de cateter, boas práticas para o funcionamento do intestino, cuidados com a pele para evitar feridas por pressão e orientações sobre a vida sexual no processo de reabilitação.

“O impacto do Galeme se mostra na consciência para o autocuidado e na retomada da vida, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva”, afirma Adriana. “Da pesquisa à aplicabilidade de cuidados no cotidiano de pessoas com lesão medular e suas famílias, nosso grupo vem transformando vidas”, completa.

Ações educativas

O projeto tem o objetivo de desenvolver ações educativas, de caráter multidisciplinar, visando a reabilitação e inclusão social de pessoas com lesão medular e suas famílias. Entre as atividades, destacam-se os passeios ao ar livre em espaços públicos e privados, como parques, praias, museus, atividades físicas e esportes adaptado, entre outros, estimulando a reabilitação e inclusão social dessas pessoas.

As ações podem ser conhecidas neste vídeo institucional. O Galeme também disponibiliza o Manual de Cuidados para Pessoas com Lesão Medular e Famílias no Cotidiano, que amplia o acesso à informação e facilita o autocuidado no domicílio, colaborando para a redução de complicações evitáveis.

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UFSC e Ministério Público apresentam protótipo de painel que usa IA para investigar fraudes

09/07/2024 12:45

Fotos: Ministério Público de Santa Catarina

Um ano depois do lançamento do projeto Céos – Inteligência de Dados para a Sociedade, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciaram, nesta segunda-feira, 8 de julho, o primeiro protótipo do Painel Inteligente Integrado Céos – Dados de licitações. A ferramenta, desenvolvida a partir de soluções baseadas em inteligência artificial (IA) com a finalidade de aprimorar o trabalho das Promotorias de Justiça nas investigações de fraudes em compras e contratações públicas, foi apresentada na solenidade de abertura do II Workshop do Projeto Céos, realizado na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis.

O Céos é uma das iniciativas do MPSC pré-habilitadas a concorrer ao Prêmio CNMP, do Conselho Nacional do Ministério Público, voltado a identificar, premiar e disseminar projetos e programas bem-sucedidos do Ministério Público brasileiro que contribuam para a melhoria da eficiência institucional e dos serviços prestados à sociedade. O professor do Departamento de Informática e Estatística da UFSC Jônata Tyska Carvalho contou que, durante 2023, o primeiro grande desafio para a equipe de desenvolvimento foi ouvir e aprender como funciona o MP e quais são as principais dificuldades encontradas pelos Promotores de Justiça. Dessa forma, foi possível estabelecer uma linha de trabalho focada em soluções mais adequadas às demandas.

Segundo Tyska, o Painel Integrado Inteligente Céos não toma decisões, mas dispõe de grande capacidade analítica e tem como principais recursos as funções de emitir alertas e destacar pontos de atenção. “Temos aqui mais um projeto inovador e desafiador, que vai garantir agilidade e eficiência ao trabalho dos Promotores de Justiça na área da moralidade administrativa, por meio de informações qualificadas obtidas com o auxílio de inteligência artificial, tecnologia já empregada de outras formas na rotina de membros e colaboradores do MP”, destacou o Procurador-Geral de Justiça do MPSC, Fábio de Souza Trajano, ao elogiar e reconhecer a importância da iniciativa.

Um dos gestores do projeto pelo MPSC, o coordenador do Núcleo de Inovação, Promotor de Justiça Lucas dos Santos Machado, manifestou a satisfação de participar do II Workshop do Céos e poder constatar a evolução da pesquisa e do desenvolvimento após um ano. Da mesma forma, o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Moralidade Administrativa, Promotor de Justiça André Teixeira Milioli, reconheceu os avanços alcançados desde o início da parceria com a UFSC. “É gratificante ver quanto tempo passou e quantas etapas foram superadas até aqui. Foram muitos contatos e muitas portas abertas para que pudéssemos avançar na confecção dessa ferramenta, que visa proporcionar mais eficiência às atividades desempenhadas pelos colegas da ponta”, disse.
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Dia da Ciência: UFSC exibirá perfis das sete pesquisadoras premiadas no ‘Mulheres na Ciência’

08/07/2024 07:28

No Dia Nacional da Ciência e Dia Nacional do Pesquisador Científico, 8 de julho, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anuncia a exibição de sete perfis, em formato de vídeo, de professoras e pesquisadoras da UFSC reconhecidas pelo 3° Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência 2023. As publicações terão início nesta terça-feira, 9 de julho, e serão veiculadas semanalmente, um perfil por vez, no portal UFSC.br e nas redes sociais da Universidade.

A série de perfis – que são vídeos elaborados pelo Núcleo de Apoio à Divulgação Científica (NADC) da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) – retratará a trajetória e as contribuições das pesquisadoras e professoras ao universo da ciência e à UFSC.  Nesta semana inicial, o perfil da professora Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão, premiada na Categoria Plena, Ciências Humanas, será o primeiro a ser exibido. Adja é docente permanente nos programas de Pós-Graduação em Linguística e em Estudos da Tradução e suas pesquisas são voltadas aos processos de ensino e aprendizagem de línguas, especialmente o espanhol.

O Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência foi criado pela pró-reitoria com o objetivo de valorizar e promover maior visibilidade às mulheres da UFSC que realizam pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras. Segundo a Propesq, a premiação também busca diminuir a assimetria de gênero na ciência.

As vencedoras da 3° edição são:
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Amostras de cigarros eletrônicos têm substância similar à anfetamina, alerta pesquisa

03/07/2024 10:49

Divulgação Polícia Científica

Um estudo preliminar divulgado a partir de uma parceria entre o Laboratório de Pesquisas Toxicológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Polícia Científica registrou a presença de octodrina em um grupo de dez amostras distintas de três marcas de cigarro eletrônico coletados na região de Joinville, Norte do Estado. Os dados também indicam a presença de derivados de glicerina, flavorizantes e nicotina nas amostras.

O material foi apresentado no Congresso Brasileiro de Toxicologia e é assinado pela professora do departamento de Patologia, Camila Marchioni, e por Gisele Chibinski Parabocz, Suellen Pericolo e Tiago Luis da Silva, da Polícia Científica. O estudo integra o escopo de um  Protocolo de Intenções assinado em abril entre as partes. “É um primeiro indicativo do que a rede tem a capacidade de promover. Estas análises ocorreram na Polícia Científica e contaram com nossa expertise técnica para a elaboração dos resultados”, explica a professora.

A pesquisadora lembra que os cigarros eletrônicos podem apresentar grupos de substâncias que circulam gerando riscos à saúde pública. Os dispositivos são amplamente comercializados, apesar de proibidos. “Por serem proibidos não há controle de qualidade. Isso faz com que possam existir mais substâncias além do que é reportado nos rótulos”, diz. No caso das amostras analisadas preliminarmente, chamou atenção a presença da octodrina pelo seu potencial de gerar quadros graves de intoxicação, dependência e abstinência. Suas propriedades são semelhantes às das anfetaminas, droga sintética que atua no sistema nervoso central.

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Estudantes de engenharia apresentam protótipos de invenções na Expolouro

27/06/2024 09:22

Projetos para pessoas idosas, pessoas com deficiência e até pensando nos pets. Estudantes da primeira fase do curso de Engenharia de Controle e Automação irão apresentar suas invenções na XVI Expolouro, a Feira de Exposição dos Projetos dos(as) Calouros(as). O evento reúne projetos desenvolvidos por estudantes da turma de 2024-1 na disciplina Introdução à Engenharia de Controle e Automação. A exposição será realizada no Hall do Centro Tecnológico (Bloco A do CTC), na próxima segunda-feira, dia 01 de julho, das 10h às 12h.

“São as próprias equipes que escolhem os problemas a serem tratados com base no que percebem e identificam na realidade da nossa sociedade, propondo uma solução, implementado-a num protótipo físico e, por fim, apresentando ao público na Expolouro”, explica o professor Hector Bessa Silveira, co-responsável pela exposição, junto com o professor Felipe Gomes de Oliveira Cabral, ambos do Departamento de Automação e Sistemas.

“Isso propicia já na primeira fase do curso uma maior interação com a sociedade e o desenvolvimento tanto de habilidades técnicas quanto de habilidades socioemocionais, além do caráter motivador para a graduação e a profissão”, pontua. Segundo ele, as invenções que serão expostas são protótipos que envolvem construções físicas, eletrônica, programação, inteligência artificial, app para smartphones, entre outras.

“Existe a possibilidade das equipes darem continuidade aos projetos por conta própria utilizando a infra-estrutura do curso. Já tivemos uma equipe que desenvolveu uma horta doméstica inteligente na disciplina em um semestre anterior, e decidiram então por montar uma start-up para transformar o protótipo num produto final que foi comercializado em Santa Catarina e no Espírito Santo”, relembra.

Nesta edição da Expolouro, oito projetos serão apresentados:

ArachnoCutter: Cortador de grama automático em formato de aranha voltado a terrenos acidentados

Automatização da Biblioteca Universitária: Automatização do processo de retirada de livros de uma biblioteca

EducaBraille: Impressora braille de baixo custo

Face Interaction: Sistema de acessibilidade digital para pessoas com deficiência motora

FitPets: Estação automatizada de auxílio ao cuidado de pets

iSee: Óculos inteligente para a leitura de textos por pessoas com deficiência visual

Safeld: Pulseira inteligente para o monitoramento do bem-estar de pessoas idosas

VisionTech: Dispositivo inteligente integrado de assistência à locomoção de pessoas com deficiência visual

Mais informações: https://expolouro.paginas.ufsc.br

 

Cozinhas Solidárias são importantes no combate à fome, segundo pesquisa desenvolvida na UFSC

04/06/2024 15:08

Foto: Arquivo Pessoal

“A nossa marmita não é só um prato de comida, de arroz e feijão. Ela é afeto, reduz danos. Para quem tem falta de tudo, o alimento é essencial. E comer é um ato político, né?” A frase é do coordenador de uma Cozinha Solidária de Florianópolis e foi dita à nutricionista Luíza Todeschini Lucas durante sua Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Universidade Federal de Santa Catarina (REMULTISF/UFSC). A pesquisadora entrevistou os coordenadores de 17 das 21 cozinhas solidárias de Florianópolis, com o objetivo de averiguar as condições de funcionamento, tempo de atuação, número de voluntários e de refeições servidas em cada uma delas. Como mostra a declaração acima, essas cozinhas são importantes tanto no combate à fome como na promoção da cidadania.
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Tags: Cozinha SolidáriaFlorianópolisInsegurança AlimentarRemultisfResidência Multiprofissional em Saúde da FamíliaTrabalho de Conclusão de ResidênciaUFSC

Suspensão do calendário acadêmico é pauta do Conselho Universitário nesta quarta

27/05/2024 16:21

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (CUn/UFSC) promove uma sessão extraordinária nesta quarta-feira, 29 de maio, às 9h, em formato híbrido: presencialmente, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE) e, virtualmente, por meio do serviço Conferência Web da Rede Nacional, para os conselheiros. Segue a ordem do dia:

1.1. Processo nº 23080.024508/2024-31;
Requerente: Renato Ramos Milis;
Objeto: Apreciação da solicitação de suspensão do calendário acadêmico
de 2024;
Relatoria: Conselheiro Edgar Bisset Alvarez.

Mais informações pelos telefones (48) 3721-7302 | (48) 3721-7303 ou pelo e-mail cun@contato.ufsc.br

Tags: Calendário Acadêmicoconselho universitárioCUnsessão extraordináriaUFSC

Atingidos por crise climática devem ter condição de refugiados, dizem pesquisadoras da UFSC

22/05/2024 10:24

Porto Alegre, RS, Brasil 15/5/2024. Foto: Alex Rocha/PMPA

O conceito de refugiados climáticos tem repercutido no debate público desde o episódio histórico das inundações que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio, deixando milhares de pessoas desabrigadas. No dia 21 de maio, por exemplo, havia 72 mil pessoas fora de casa e 839 abrigos cadastrados no Observatório de Desenvolvimento Social.

“Um refugiado climático pode ser tanto aqueles que saem dos seus locais de residência antes de acontecer um evento extremo, como forma de precaução, como aqueles que se veem obrigados a sair por conta das consequências de eventos extremos, por perderem sua moradia”, explica a pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Iris Engelmann, doutoranda em Direito e Integrante do Observatório de Justiça Ecológica (OJE).

O assunto, no entanto, está longe de um consenso entre os especialistas no mundo. Isso porque, para ser oficialmente um refugiado, o indivíduo precisa preencher os requisitos do Estatuto do Refúgio, no Brasil regido pela Lei nº 9.474/1997. “Esses requisitos não abrangem as causas ambientais”, explica Iris.

A legislação internacional também sofre da mesma carência. A pesquisadora Thaís Pertille defendeu, em 2023, uma tese sobre o direito humano ao equilíbrio climático. Ela explica que as normas exigem o critério de perseguição para que uma pessoa se enquadre na possibilidade de refúgio. “Defensores e pesquisadores de Direitos Humanos defendem uma ampliação para que pessoas que sofram grandes violações de direitos humanos também possam ter as prerrogativas do instituto do refúgio reconhecidas. Dessa forma, aqueles que migram por questões ambientais e climáticas seriam albergados”, pontua.

O trabalho de Thaís, que também integra o OJE, foi orientado pela professora Letícia Albuquerque e defende o Direito Humano ao Equilíbrio Climático. Hoje, segundo ela, com os mecanismos em curso, as pessoas atingidas e impactadas pelas cheias acabam por depender de medidas de proteção adotadas pelo Estado.

“Essas pessoas hoje legalmente não estão albergadas pelo instituto do refúgio e dependem de ações do próprio governo e comunidade local para receber algum tipo de apoio. Se fossem reconhecidas enquanto refugiadas conforme o instituto jurídico, seria possível ampliação da responsabilidade internacional”, diz.
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Tags: cheias no Rio Grande do Sulcrise climáticaecologiaenchenteextremos climáticosmeio ambienteObservatório de Justiça Ecológicarefugiados climáticosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: professoras falam sobre importância da ciência frente aos extremos climáticos

21/05/2024 14:09

As professoras da Universidade Federal de Santa Catarina, Regina Rodrigues, de Oceanografia, e Marina Hirota, do departamento de Física, falaram sobre os extremos climáticos e o papel da ciência como aliada do poder público na busca por soluções às cidades em reportagem da NSC TV. Ambas são referências nos estudos de clima, com pesquisas recentes sobre o assunto e participação em eventos mundiais como as conferências de clima.

“As pesquisas climáticas já vêm mostrando esse aumento de extremos. A região sul do país é propícia a esses extremos e as projeções já indicavam que a gente ia ter um aumento tanto de chuvas excessivas, como até de seca”, explicou Regina. Para lidar com o cenário, segundo a reportagem, é necessário planejamento. “Os extremos já estão aí. A gente tem que trabalhar mais proximamente com os tomadores de decisão para disponibilizar informação para que eles possam usar e fazer planos da melhor forma possível”, disse Regina, reforçando que as decisões devem ser tomadas com base na ciência.

A professora Marina Hirota também destacou o papel da ciência no processo de planejamento das cidades. “A gente precisa efetivamente de pessoas que estão estudando a ciência do clima e como as pessoas respondem esses extremos”, disse. Hirota também defendeu as pesquisas em ciências humanas, como a antropologia, para entender como a população está lidando com esses extremos.

Tags: extremos climáticosUFSC na mídia

Veleiro da UFSC acompanha ultramaratona de natação com desafio ambiental

17/05/2024 16:16

Ultramaratonista deve nadar 36 quilômetros entre Porto Belo e Itajaí

O Veleiro Eco, veículo elétrico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) utilizado em expedições científicas com a missão de pesquisar, monitorar e proteger a vida dos ecossistemas marinhos, participou de um novo desafio: acompanhar uma ultramaratona aquática que reuniu apoiadores para a realização de um nado com mínima emissão de carbono e de reduzida geração de resíduos.

A atleta catarinense Sandra Koch nadou por uma distâncias de quase 36 quilômetros, percorrendo 16 praias de quatro municípios do litoral catarinense, área denominada Costa Verde e Mar, na segunda-feira, 20 de maio. A largada, inicialmente prevista para madrugada de domingo, ocorreu por volta das 3h30 da segunda-feira, devido às condições climáticas.

A nadadora partiu da Praia do Araçá, em Porto Belo. A chegada estava prevista para a Praia de Cabeçudas, em Itajaí. Porém, por medida de segurança, a prova foi interrompida, por decisão da equipe técnica, quando Sandra estava a 800 metros do destino. Havia forte correnteza, causada pelo encontro com as águas do Rio Itajaí-Açu.

A nadadora lutou e chegou a alcançar o equivalente a 42 quilômetros de distância em braçadas – considerando equipamento que afere a distância pelo esforço físico da atleta. A prova foi homologada com ressalva pela Federação Aquática de Santa Catarina (FASC), que estuda incluir o trajeto no calendário oficial de competições.

Durante todo percurso, foram coletadas amostras para a medição de presença de microplásticos na água do mar. O resultado das medições será apresentado no 20º Congresso Latino-americano de Ciências do Mar, marcado para agosto, em Itajaí.

As amostras de água serão analisadas em laboratório da UFSC para medir a quantidade de microplásticos identificados. Os resíduos, com medida inferior a 5 mm, contaminam os oceanos, afetando o equilíbrio do ambiente marinho.

De acordo com os organizadores, o desafio Costa Verde e Mar teve o objetivo de chamar a atenção para as condições de balneabilidade do litoral catarinense e conscientizar sobre a necessidade de reduzir a geração de lixo e de emissão de gás carbônico em todas as atividades diárias. Sandra, uma atleta de 49 anos, participa de maratonas e ultramaratonas. Entre suas principais conquistas, estão o recorde do desafio Ilha do Arvoredo, em Bombinhas (25 km em 2018) e a prova Amazon Challenge, em Manaus (30 km em 2023).
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Tags: CiênciaDesafioecologiameio ambienteMicroplásticosNataçãopesquisasustentabilidadeUFSCultramaratonaUniversidade Federal de Santa CatarinaVeleiro ECO

UFSC é co-autora de projeto de Centro Cultural Indígena na baía sul em Florianópolis

16/05/2024 18:20

Terminal de ônibus nunca ativado na baía sul é utilizado por indígenas. Foto: Arquiteturas del Sul/Divulgação

O Laboratório de Projetos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai entregar, nos próximos dias, o resultado de um trabalho que uniu o conhecimento acadêmico às necessidades e ao conhecimento dos povos indígenas: o estudo preliminar para a construção do Centro Cultural Indígena junto ao terminal do Saco dos Limões, em Florianópolis. O projeto terá sua última etapa nesta sexta-feira, 17 de maio, em reunião programada para as 16h na Justiça Federal.

O estudo foi mediado por uma decisão judicial a partir de uma ação do Ministério Público de Santa Catarina e envolveu a UFSC pelos trabalhos que já eram realizados pela instituição junto às comunidades indígenas. Segundo o professor Ricardo Socas Wiese, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Florianópolis, com participação dos grupos interessados, tais como a comunidade indígena e representantes comunitários do bairro Saco dos Limões.

O histórico para a elaboração do Centro Cultural, que popularmente é chamado de “casa de passagem”, é extenso e envolve uma série de conflitos judiciais. Mas em outubro de 2023 houve uma determinação para que o município encontrasse uma solução para receber indígenas dos povos Kaingang, Xokleng e Guarani, da região Sul do país, que passam pela Capital em busca de melhores condições de vida.

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