Projeto Imagine estreia quarta temporada da série ‘Ciência na Pandemia’

30/06/2020 09:20

O Projeto Imagine, em parceria com professores e pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lançou a nova temporada da série de vídeos educacionais A Ciência na Pandemia. O foco desta quarta temporada será nas vacinas, sua relevância e como são desenvolvidas, inclusive contra Covid-19.

A temporada será conduzida pelos professores Aguinaldo Pinto e Carlos Zanetti e pela mestranda Monique Américo. O primeiro episódio traz um histórico das vacinações e está disponível no canal do Youtube do Projeto Imagine.

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Pesquisadores da UFSC desenvolvem alternativa em química sustentável e medicinal

29/06/2020 12:30

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do ABC e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul desenvolveu um método versátil e ambientalmente amigável de halogenação direta em compostos heterocíclicos para utilização na química medicinal, tanto para candidatos a fármacos como para fármacos já mundialmente estabelecidos. O artigo Trihaloisocyanuric acids in ethanol: an ecofriendly system for the regioselective halogenation of imidazo-heteroarenes é assinado por José Neto (Laboratório de Síntese de Derivados de Selênio e Telúrio – LabSelen/UFSC), Renata Balaguez (Departamento de Química/UFSC) , Marcelo  Franco (LabSelen/UFSC), Victor de Sá Machado (LabSelen/UFSC), Sumbal Saba (Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC), Jamal Rafique (Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Fábio  Galetto (Departamento de Química/UFSC) e Antonio Braga (Departamento de Química/UFSC) – Sumbal e Jamal são ex-alunos da Pós em Química da UFSC. 

O estudo foi publicado na capa da Green Chemistry, revista da Royal Society of Chemistry, do Reino Unido, cujo foco são pesquisas que tentam reduzir o impacto ambiental de empreendimentos químicos, desenvolvendo uma base de tecnologia inerentemente não-tóxica para os seres vivos e o meio ambiente, em artigos que devem conter uma comparação com os métodos existentes e demonstrar vantagens sobre eles.

A abordagem descrita no trabalho representa uma ferramenta útil e mais sustentável alternativa às metodologias já existentes. “Nós fazemos halogenação (introdução dos átomos de cloro, bromo e iodo) de forma direta (sem utilização de reagentes metálicos, bases e atmosfera inerte) a compostos heterocíclicos de forma ambientalmente amigável, ou seja, pouco agressiva ao meio ambiente”, explica José Neto, que faz estágio de pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Química da UFSC e é primeiro autor do e autor correspondente do artigo.
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Ação colaborativa incentiva a produção cultural durante o isolamento social

29/06/2020 12:28

Com a suspensão das aulas e das atividades artísticas na UFSC ocorrida no mês de março deste ano, em virtude das medidas de isolamento social para contenção do avanço da pandemia, a Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) desenvolveu a ação #QuatentenaArteUFSC.

A #QuarentenaArteUFSC é uma proposta colaborativa virtual que visa promover e divulgar nas plataformas digitais da SeCArte a produção artístico-cultural desenvolvida na UFSC pela comunidade universitária por meio da internet. A ação recebe diversas manifestações artísticas e culturais gratuitas, como teatro, música, dança, filmes, poesias, exposições, debates, entre outras modalidades, sejam em áudio, vídeo, imagens, lives ou textos.

Para participar basta enviar mensagem nas redes sociais da SeCArte: facebook.com/secarte.ufsc e instagram.com/secarte.ufsc, ou publicar a atividade artístico-cultural nas mesmas redes sociais com a hashtag #QuarentenaArteUFSC. Também é possível participar pelo e-mail secarte@contato.ufsc.br.

A Quarentena Arte UFSC é uma ação colaborativa da SeCArte e da comunidade da UFSC. Através dela serão recebidas ações artísticas produzidas pelos discentes e servidores da UFSC e divulgadas nas redes sociais da Secretaria.

Serviço:

O quê: ação colaborativa #QuarentenaArteUFSC
Participe: facebook.com/secarte.ufsc | instagram.com/secarte.ufsc| secarte@contato.ufsc.br

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Programas de Pós-Graduação da UFSC têm autonomia para adoção da política de ações afirmativas

29/06/2020 10:00

Reunião da Câmara da PROPG debate política de ações afirmativas no próximo dia 2 de julho. Foto: Alissa De Leva/Unsplash

O último ato do ministro Abraham Weintraub à frente da pasta da Educação foi revogar a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, que incentiva a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação nas universidades federais. A medida recebeu críticas do Congresso e foi alvo de despacho no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Advocacia-Geral da União se manifestasse sobre a ação. Poucos dias depois, o Ministério da Educação (MEC) tornou sem efeito a portaria publicada no dia 16 de junho.

A norma de 2016 amplia para além da graduação a política de ações afirmativas (PAA) estabelecida pela Lei nº 12.711, mais conhecida como Lei de Cotas, criada em 2012. Segundo a secretária de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Francis Solange Vieira Tourinho, se confirmada, a revogação da portaria nº 13/2016 não afetaria a continuidade de adoção de medidas deste âmbito na instituição. “Na prática, as Instituições Ensino Superior passariam a estar desobrigadas de apresentar propostas relativas à inclusão de PAA na pós-graduação. Além disso, cabe destacar que essas instituições têm autonomia para implantação e justificativa jurídica, conforme declaração do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade das políticas de ações afirmativas”, explica.

A UFSC possui hoje diversos programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu que apresentam vagas destinadas para ações afirmativas em seus editais de seleção: Antropologia Social, Direito, Ecologia, Educação, Educação Científica e Tecnológica (mestrado e doutorado); Enfermagem (mestrado e doutorado profissional); Engenharia de Sistemas Eletrônicos, Estudos da Tradução, Filosofia, Interdisciplinar de Ciências Humanas, Saúde Pública, Oceanografia (mestrado). Atualmente, cinco programas de mestrado e doutorado acadêmico estão em fase de estudo acerca do oferecimento dessas cotas: Enfermagem, Inglês, Nutrição, Psicologia e Biologia de Fungos, Algas e Plantas.

Cada programa possui autonomia para decidir quais grupos serão beneficiados e qual será o percentual de vagas destinadas. Além de negros, indígenas e pessoas com deficiência, a UFSC tem ações que contemplam estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, quilombolas, estrangeiros e refugiados humanitários, professores da rede pública, travestis, transexuais e transgêneros, estudantes beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), entre outros. De acordo com os editais de seleção, o candidato, no ato da inscrição, deve assinalar que deseja preencher uma das vagas de PAA e em qual categoria irá concorrer.

Levantamento realizado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação

O mais recente levantamento feito pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), realizado em junho de 2018, constatou que, dentre os 49 programas de pós da UFSC que responderam à pesquisa, somente cinco adotavam à época a política de ações afirmativas (10,2% do total). Todos os cinco disponibilizavam vagas para negros; quatro deles para indígenas; e apenas um para pessoas com deficiência. Dentre os programas que oferecem vagas para negros, dois reservam 10% para estes candidatos, enquanto os outros três disponibilizam 5%, 15% e 20%.

Entre os dados apresentados na coleta de informações promovida pela PROPG, há o quantitativo de alunos, por raça, regularmente matriculados na pós-graduação stricto sensu da Universidade. A grande maioria – 77,7% – é formada por alunos que se autodeclaram brancos. Em seguida, aparecem as raças: parda (10,6%), preta (3,4%), amarela (1,2%) e indígena (0,2%). Cerca de 7% dos estudantes consultados optaram por não declarar sua raça. Um dos motivos citados no levantamento para a não adesão de programas à PPA é o fato de os cursos de graduação da Universidade já realizarem a reserva deste tipo de vaga.

A secretária Francis Tourinho, no entanto, considera que a adoção de ações afirmativas apenas na graduação não é suficiente para reparar ou compensar efetivamente as desigualdades sociais resultantes de um legado histórico de exclusão social, desigualdade estrutural, racismo estrutural e graves atitudes discriminatórias que se perpetuam no presente. “A universidade é um reflexo da sociedade em que está inserida. E vivemos em uma sociedade onde o caráter discriminatório traz como um dos maiores desafios o acesso, uma vez que este é elitizado e visto como uma conquista inerente ao conceito utilizado de meritocracia. A universidade cumpre um importante papel nesta disputa, destacando a sub-representação das populações excluídas, discriminadas e marginalizadas”, destaca.

Para a pró-reitora de Pós-Graduação da UFSC, Cristiane Derani, o maior desafio é a construção do entendimento do propósito das ações afirmativas junto a todos atores envolvidos na pós-graduação. “Às vezes as pessoas acham que, com a inserção de cotas no processo seletivo, haveria um afastamento daquilo que seria natural da pós-graduação, que é a seleção dos melhores. (…) Mas isso [a política de ações afirmativas] de modo algum fere os ideais da pós, que é a formação de alto nível, de grandes pesquisadores. Muito pelo contrário, cria espaço para um aumento da diversidade de pensamento, tão necessária para o arejamento das pesquisas e da inovação que são próprios da pós-graduação”.

O tema será uma das pautas na próxima reunião da Câmara da Pós-Graduação da UFSC, marcada para a próxima quinta-feira, dia 2 de julho. Os professores Luiz Mello e José Alexandre Diniz farão uma apresentação sobre a política de ações afirmativas dentro da pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), pioneira na implantação de uma norma geral de cotas para a área, ainda em 2016. A pró-reitora Cristiane Derani esclarece que a reunião ocorre em um momento em que a Câmara discute alterações no Regimento Geral da Pós-Graduação. Algumas mudanças poderiam alterar as diretrizes para a política de ações afirmativas, independentemente da publicação de uma resolução específica sobre a matéria.

Derani salienta ainda que a questão das cotas está relacionada com o processo colonial de ocupação dos espaços políticos, educacionais e científicos do país. “Quando começamos a trabalhar com a cotas, começa a haver a ruptura desse espaço. Está sendo muito pedagógico fazer com que as pessoas que não estavam habituadas a conviver com a diversidade passassem a ver com mais proximidade a cara do Brasil. E trazendo isso para dentro do ensino superior, inclusive na pesquisa, você tem condições de dar respostas muito mais adequadas à nossa realidade. Isso a gente só consegue com diversidade e fazendo com que a Universidade seja realmente um microcosmo do que é a nossa sociedade”, afirma.

Fraudes são uma preocupação

De acordo com a secretária Francis Tourinho, uma das maiores preocupações referentes à política de ações afirmativas são as fraudes. Entre 2014 e 2017, devido a uma decisão do Conselho Universitário (CUn), a UFSC retirou a verificação das autodeclarações e dispensou o procedimento de heteroidentificação para as vagas de pretos, pardos e indígenas (PPI). Porém, há três anos, depois de uma pesquisa promovida pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade, observou-se o ingresso de um grande número de estudantes que não deveriam ser beneficiários por não pertencerem aos grupos étnicos específicos das cotas. Assim, em sessão realizada em julho de 2017, o CUn decidiu pelo retorno da heteroidentificação para as cotas PPI.

“O trabalho da UFSC desenvolvido nos processos de heteroidentificação (análise fenotípica) é pautado em leis específicas e tem organização e treinamento dos membros que participam das bancas, compostas por docentes, técnicos administrativos, discentes, membros do movimento negro externo à Universidade, com diversidade de gênero e étnica. A UFSC vem se destacando como modelo pelo seu protagonismo nas diversas modalidades de verificação que realiza: renda, pretos, pardos, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiências na graduação e atualmente nos demais grupos beneficiados nas cotas da pós-graduação”, finaliza a secretária Francis.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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Orgulho LGBTQIA+: a UFSC acolhe a diversidade

27/06/2020 22:01

O Dia do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em todo o mundo em 28 de junho. Neste ano, a UFSC traz uma campanha institucional em suas redes sociais, com depoimentos colhidos pela Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGen) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad). São vídeos enviados por pessoas da comunidade da UFSC, com suas histórias e imagens para marcar esse dia de luta.

>> Assista ao vídeo de depoimentos de pessoas da comunidade LGBTQIA+ da UFSC

O 28 de junho é, para a comunidade LGBTQIA+, uma data de orgulho e de luta. Nesse dia, em 1969, ocorreu uma das maiores rebeliões civis da história. No Stonewall Inn, em Greenwich Village, na cidade de New York, Estados Unidos. Gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentaram a força policial durante a Rebelião de Stonewall (Stonewall Riot). O episódio durou seis dias, e foi uma resposta contra a ação arbitrária e preconceituosa do efetivo policial, que tinha como rotina a promoção de batidas e revistas de cunho humilhante nos bares e boates gays de New York.

Atualmente, o Movimento LGBTQIA+ abrange diversas orientações sexuais e identidades de gênero de modo que, mesmo sem uma organização central, promove diversas frentes de luta pelos direitos civis da comunidade.

Depoimentos

“Tenho muito orgulho de ser quem eu sou, orgulho da luta e de toda a resistência que a gente tem, principalmente dentro da UFSC, porque é muito difícil esse movimento. Cada dia que passa a gente está se fortalecendo cada vez mais” – Jessica, estudante de Museologia/UFSC

“Eu sinto muito orgulho de ser quem eu sou, especialmente por ser uma professora universitária que também atua no ensino básico e ajuda a mudar o contexto de que muitos dos meus e das minhas são expulsos da escola e não têm acesso à Educação”. – Ti, professora do Colégio de Aplicação/UFSC

“Não existe cura para o que não é doença, temos orgulho de sermos quem somos.” – Aurivar, psicólogo e estudante da UFSC

“Podemos viver em sociedade, em equidade e principalmente, em liberdade.” – Mariana, estudante de Serviço Social/UFSC

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Hospital Universitário orienta sobre atendimento de crianças com sintomas de Covid-19

26/06/2020 17:43
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) orienta que, a partir desta sexta-feira, 26 de junho, todos os casos de crianças com sintomas de covid-19 devem buscar atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), que é a unidade de referência estadual do atendimento pediátrico. Os principais sintomas são muito parecidos com os de adulto: febre, mal-estar, prostração alternada com irritação, dor de cabeça, dor de garganta, coriza clara e tosse seca. Algumas crianças também podem apresentar diarreia ou dor abdominal e nos quadros mais severos, dificuldade para respirar.

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Conselho Universitário debate relatório do Comitê de Combate à Covid-19 nesta sexta, 26

25/06/2020 15:11

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reúne-se em sessão on-line nesta sexta-feira, 26 de junho, a partir das 14h. A reunião aprecia o relatório e as propostas do Comitê de Combate à Covid-19 e seus subcomitês, instituídos em 12 de maio, e delibera sobre as ações a serem tomadas para a adequação das atividades da UFSC durante a pandemia. Nesta sexta-feira também haverá o desligamento de energia elétrica no campus da UFSC na Trindade, no entanto, vale ressaltar, a SeTIC garante que a falta de energia elétrica não irá afetar a sessão do CUn.

A sessão será transmitida ao vivo pelo Youtube, com a seguinte pauta:

1. Apresentação do relatório final elaborado pelo Comitê de Combate à Covid-19.

2. Propostas de encaminhamento da discussão de Resoluções junto ao Conselho Universitário.

3. Informes gerais.

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Entenda as propostas dos Subcomitês para a retomada das aulas na UFSC

25/06/2020 15:08

Há cerca de um mês a Administração Central da UFSC criou uma estrutura e anunciou um plano para definir, de forma democrática e participativa, as condições para a oferta de alternativas a atividades de ensino. Esse plano foi finalizado e começa a ser apreciado nesta semana pelo Conselho Universitário (CUn).

Realizar essa tarefa tem sido a meta de comitês e subcomitês, que reuniram-se dezenas de vezes, realizaram diagnósticos, análises e debates e apresentam agora o resultado dessa discussão: uma proposta para a retomada das aulas na UFSC enquanto a instituição combate a pandemia de Covid-19. As propostas estão delineadas no Relatório Completo que está sendo analisado e começa a ser discutido pelo CUn nesta sexta-feira, 26 de junho conforme anunciado pelo reitor Ubaldo Cesar Balthazar em entrevista

O plano traz princípios norteadores, propostas baseadas em dados epidemiológicos e em pesquisas realizadas com a comunidade. “É um caminho, criado de forma conjunta, a ser seguido nos próximos meses. Ele prevê a volta das atividades de ensino, só que de forma flexível, e não presencial, com oportunidades de acesso às tecnologias para estudantes, professores e técnicos, e alternativas para que ninguém seja prejudicado”, explica o reitor.

“Eu sinto muito orgulho desse plano, e agradeço aos mais de cem professores, técnicos e estudantes que contribuíram com esse importante trabalho”, ressalta o reitor.

>> Assista ao vídeo com o reitor Ubaldo Cesar Balthazar sobre as propostas
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Projeto de extensão da UFSC auxilia rede pública de ensino durante pandemia

25/06/2020 15:05

Com o atual cenário de pandemia causado pelo novo coronavírus, as atividades presenciais de ensino foram suspensas ainda no mês de março como medida de reduzir o o contágio. Sem previsão de retorno, uma equipe formada por professoras e alunos da Universidade Federal de Santa Catarina, dos centros de Educação e de Ciências Físicas e Matemáticas, elaborou um projeto de extensão para auxiliar, de forma online, profissionais e estudantes da rede estadual de ensino.

O objetivo da iniciativa é proporcionar apoio pedagógico aos/as alunos/as e professores/as, da rede pública de ensino, nas áreas de Ciências da Natureza e Matemática. Este suporte será desenvolvido por meio de plataformas de comunicação online.

Com isto, “esperamos estreitar as relações entre universidade e as escolas, nesse momento de pandemia, estabelecendo um diálogo horizontal entre os/as sujeitos/as que ocupam esses espaços, a fim de construir parcerias e trocas de experiências pedagógicas diante desse cenário. Ainda, esperamos contribuir e auxiliar os/as alunos/as com os estudos dos conteúdos das áreas de Ciências da Natureza e Matemática”, aponta a professora e coordenadora do projeto, Maria Carolina Machado Magnus (CED).
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Pacientes com disfagia fazem consultas de fonoaudiologia a distância durante pandemia

25/06/2020 14:06

Daniela Vicco faz a teleconsulta usando o whatsapp em chamada de vídeo

O teleatendimento foi a saída encontrada pelos profissionais de Fonoaudiologia para atender alguns pacientes do HU que são encaminhados para o Ambulatório de Disfagia e Voz, Área F, por causa das dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19. As teleconsultas são realizadas com autorização do paciente, em uma sala do Bloco Didático, duas vezes por semana.

A atividade é feita com pacientes com disfagia (dificuldades para engolir alimentos ou líquidos) e com alterações vocais que tiveram alta hospitalar, que já estavam em acompanhamento ou, ainda, pacientes não internados atendidos em outras áreas do HU e que são encaminhados para os cuidados/orientação do profissional fonoaudiólogo. Todos já estavam com consulta agendada para avaliação e gerenciamento da deglutição.
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Foguete brasileiro levará ao espaço experimentos da UFSC

25/06/2020 13:48

Réplica do Veículo de Sondagem Brasileiro (VSB-30) em 2017

Dois experimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão levados ao espaço pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB). Eles foram desenvolvidos no  Laboratório de Tubos de Calor (Labtucal) do Departamento de Engenharia Mecânica, em conjunto com o Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), ambos integrantes do Centro Tecnológico (CTC).

Até agosto, os experimentos devem ser enviados ao Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para testes iniciais, incluindo teste de vibração e isolamento elétrico dos experimentos, testes de vibração da carga útil e teste do sistema integrado (experimentos conectados ao foguete brasileiro VSB-30).
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UFSC promove esforço para atender à grande procura por capacitações de docentes e técnicos

25/06/2020 08:34

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está empenhada em responder a um grande aumento de procura por cursos de capacitação profissional, principalmente os voltados para o uso de ferramentas e plataformas digitais de ensino e comunicação. Cursos e treinamentos oferecidos pela Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (CCP), pelo Programa de Formação Continuada (Profor), pela Secretaria de Educação a Distância (Sead) e por núcleos de produção de conteúdos digitais criados a partir de um edital da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) rapidamente preencheram as vagas oferecidas.

A demanda por capacitação de professores e servidores administrativos em novas tecnologias de ensino e trabalho remoto foi evidenciada na pesquisa realizada com docentes e técnicos da UFSC. No levantamento feito com os professores, a grande maioria informou possuir equipamentos, acesso à internet de boa qualidade e ambiente favorável no domicílio para realização de atividades remotas. Porém, quase um terço dos docentes tem pouca familiaridade com o uso de tecnologias digitais em educação. Muitos gostariam de receber capacitação em plataformas de comunicação e videoconferência, como Google Meet (64,1%) e Zoom (61,1%).

Em relação ao Moodle, sistema de apoio à aprendizagem executado em ambiente virtual, 65,2% dos professores declararam ter boa familiaridade. Ainda assim, 27% não conseguem realizar ações básicas no Moodle sem ajuda e 75,9% não conseguem realizar ações avançadas sozinhos. Por isso, 47,3% dos docentes que responderam à pesquisa disseram que gostariam de receber capacitação para utilizar recursos básicos e 85,4% afirmaram desejar cursos para utilização dos recursos avançados do Moodle.

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Pesquisa quantifica a falta de diversidade na Física brasileira

24/06/2020 08:53

Homens brancos, heterossexuais e cisgênero que vivem no Sudeste do país: esse é o retrato dos físicos brasileiros, segundo uma pesquisa realizada por cientistas associados ao Grupo de Trabalho sobre Questões de Gênero da Sociedade Brasileira de Física (SBF). O levantamento teve o objetivo de quantificar a diversidade e a representatividade de diferentes grupos entre os profissionais da área e detectar motivações e dificuldades encontradas ao longo dos estudos e da carreira. Os resultados foram publicados no início do mês na revista científica internacional Physical Review Physics Education Research. Assinam o artigo pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — esta última representada pela professora do Departamento de Física Débora Peres Menezes e pela estudante de bacharelado em Física Beatriz Nattrodt D’Avila

A pesquisa se baseou em um questionário respondido entre julho e setembro de 2018 por 1.695 membros da SBF — 44% do total de associados à época. Desses, 68% são homens; 88%, heterossexuais; 95%, cisgênero (3% preferiram não responder ou se classificar e cerca de 2% são transgênero); e 6,2% têm alguma alguma deficiência. Ainda, 61% se autodeclaram brancos; 20%, pardos; 6%, negros; 2%, asiáticos; 1%, indígenas; 1% declaram “outro” e 9% preferiram não responder ou se classificar. A título de comparação, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 56% da população brasileira é negra (incluindo pretos e pardos). Outro dado que chama a atenção é a alta concentração de físicos no Sudeste do país — 59% do total. 
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UFSC fará registro prévio de estudantes que precisem de empréstimo de computadores e acesso à Internet

24/06/2020 07:49

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) publicou nesta terça-feira, 23 de junho, o Edital nº 10/2020, que estabelece as normas para o Registro Prévio de Estudantes para Inclusão Digital da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O objetivo da medida é identificar os estudantes que, para desempenharem atividades de ensino remoto a serem oferecidas pelos cursos de graduação, programas de pós-graduação stricto sensu, ensino fundamental e médio da UFSC, necessitam de apoio quanto ao acesso a equipamentos de informática e à Internet.

Podem se cadastrar os estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial, programas de pós-graduação stricto sensu, ensino médio e fundamental do Colégio de Aplicação da UFSC que declararem não possuir condições de acesso a computadores ou equipamentos equivalentes ou ainda à rede mundial de computadores. Para ser atendido, o estudante deve cadastrar-se por meio do Sistema on-line de Cadastros e Benefícios da Prae, no link https://beneficiosprae.sistemas.ufsc.br/, na seção Registro de Inclusão Digital – Pandemia COVID-19, aba Registro Prévio, Inclusão Digital. Estudantes do Colégio de Aplicação serão cadastrados por outro meio, a ser disponibilizado.

O prazo para registro será a partir de 1º de julho. A confirmação do registro é feita por e-mail, de forma automática. Os estudantes serão avisados da abertura do cadastro também por mensagens de celular, via SMS para os estudantes com telefone celular cadastrados no CAGR, CAPG e Colégio de Aplicação.

Os empréstimos de computadores e apoios financeiros para compra de pacotes de dados serão regulamentados em editais específicos, dependendo da disponibilidade de recursos materiais e orçamentais da UFSC, dimensionada a partir deste registro prévio. “Essa medida inicial é muito necessária, para que possamos saber o número de equipamentos e auxílios que a UFSC precisará disponibilizar, quando for o momento de passar a oferecer as atividades pedagógicas em formato não presencial”, salienta o pró-reitor Pedro Manique Barreto, da Prae.

Para manter seus dados de e-mail, endereço e telefones atualizados os estudantes devem acessar o site https://pessoa.sistemas.ufsc.br/

Mais informações no Edital.

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Traduzindo Ciência: criação e reposicionamento de fármacos

23/06/2020 11:04

Como são criados os medicamentos? Como eles podem ser utilizados para uma doença diferente da qual foi projetado? De casa, a pesquisadora e professora Juliana Paula da Silva responde estas perguntas para o episódio “Criação e reposicionamento de fármacos”, na série de vídeos Traduzindo ciência, produção da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Juliana é professora do Departamento de Química do Centro de Ciências Físicas e Matemática (CFM) da UFSC. Ela integra o Programa de Pós-Graduação em Química e também participa do projetos de extensão “Ciência feita por mulheres para todos e por todos” e é coordenadora da página de divulgação científica ConsCiência Química, junto com as colegas do departamento Tatiane de Andrade Maranhão e Daniela Zambelli Mezalira.

A pesquisadora desenvolve compostos inorgânicos com atividade anticancerígena e antituberculose. Ela comenta que o combate à Covid-19 pode utilizar fármacos desenvolvidos para outras doenças, mas ressalta que os “pesquisadores não são contra nem a favor de nenhum fármaco, apenas acham que todas as pesquisas devem seguir o método científico pra comprovar a eficácia de qualquer fármaco antes que ele seja indicado ou liberado para uso com pacientes com Covid-19”.

Assista ao vídeo no canal do YouTube da UFSC

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UFSC fica na 15ª colocação entre universidades brasileiras em ranking de desenvolvimento sustentável

22/06/2020 17:34

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficou no 15º lugar geral dentre as 30 universidades brasileiras que participaram do ranking Times Higher Education – Impact, que avalia as universidades em relação aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Essa foi a primeira vez que a UFSC participou do ranking, e, em nível mundial, ficou na colocação 301–400.

O Times Higher Education Impact utiliza indicadores calibrados para fornecer comparações em três grandes áreas: pesquisa, extensão e administração. Em 2020, a lista inclui 768 universidades de 85 países. O melhor desempenho geral foi da Universidade de Auckland, da Nova Zelândia, seguida pela Universidade de Sydney e pela Universidade Sydney Ocidental, da Austrália. Entre as brasileiras, a Universidade de São Paulo (USP) foi a que apresentou melhor desempenho.
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Questionário da Prodegesp busca avaliar condições de trabalho de servidores com deficiência

22/06/2020 12:07

A Equipe Multiprofissional de Acompanhamento aos Servidores da UFSC com Deficiência (EMAPCD) e a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) elaboraram um questionário para avaliar as condições de trabalho de servidores com deficiência durante a pandemia de Covid-19. Os servidores devem responder questões relativas às condições socieconômicas e de saúde, relação de interdependência (necessidade de ajuda de outras pessoas), recursos de acessibilidade e condições de trabalho para desempenho de suas atividades. Informações estão disponíveis no Ofício Circular n° 007/2020/Prodegesp.

O questionário será disponibilizado em vários formatos (word, libreoffice, pdf editável) no link  https://prodegespcoronavirus.ufsc.br/emapcd/. Os servidores devem responder e encaminhá-lo para o e-mail pcd.prodegesp@contato.ufsc.br. Para garantir a acessibilidade, o  questionário poderá ser respondido também por telefone ou videochamada. Nestes casos, ou para esclarecer qualquer dúvida a respeito do preenchimento, o servidor deve entrar em contato pelo e-mail: pcd.prodegesp@contato.ufsc.br.

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‘Reflexões sobre uma Pandemia’: núcleo de pesquisa da UFSC publica livro com ensaios sobre ética e filosofia política

22/06/2020 11:53

O Núcleo de Ética e Filosofia Política (Néfipo) do Departamento de Filosofia da UFSC publicou, na última quinta-feira, 18 de junho, o livro “Reflexões sobre uma pandemia”, uma coletânea de quinze ensaios de filósofos e filósofas convidados, com reflexões sobre a pandemia de Covid-19, a partir de questões da ética e da filosofia política. O livro está disponível gratuitamente por meio do link.

A obra foi organizada pela professora Maria de Lourdes Borges (Departamento de Filosofia/UFSC), Evânia Reich (pós-doutoranda/UFSC) e Raquel Cipriani Xavier (doutoranda em Filosofia/UFSC). A publicação é da Néfiponline, editora vinculada ao Néfipo, que há 9 anos publica textos acadêmicos em formato digital.

Origem

Segundo a organizadora, Maria de Lourdes Borges, a ideia de organizar o livro de ensaios filosóficos surgiu da inquietação em relação ao momento pelo qual estamos passando. “Nós fomos impactados, não só pela gravidade da pandemia, mas pela forma que o Brasil vem tratando esse tema. Até hoje, o governo brasileiro continua a negar a gravidade do problema, ainda que o número de mortos aumente diariamente, e tornamo-nos pouco a pouco um dos países mais infectados. Como filósofas, pensamos que nossa tarefa é traduzir nosso tempo em conceitos”, ressalta.

Borges acrescenta que os ensaios visam apresentar uma reflexão filosófica, trazendo para dentro do problema conceitos e questões filosóficas tratadas no âmago da própria história da filosofia. “Alguns artigos analisaram a reação dos governos nacionais em geral, mostrando que a crise do Covid-19 recolocou no centro da cena política um ator que desde a crise econômica de 2008/2009 tinha sido esquecido como protagonista, a saber, a figura do Estado. Foi mostrada que um estado que permite as desigualdades sociais faz com a pandemia tenha um resultado mais dramático. Ainda dentro do campo das instituições estatais, foi analisado o papel das instituições internacionais em questões que abrangem o mundo globalizado, a necessidade de adoção de medidas que ultrapassam o âmbito nacional e quais seriam os direitos humanos que autorizariam uma intervenção de instituições internacionais nas decisões dos Estados”, pontua a pesquisadora.

Temas como o Iluminismo permeiam a obra, que também versa sobre a existência de grupos fundamentalmente anti-intelectualistas e anti-iluministas no Brasil e a necessária crítica moral, técnica e científica. “Outros [autores] mostram que a própria pandemia coloca nossos ideiais iluministas à prova. No aspecto do iluminismo científico, carecemos de meios para deter cientificamente, através de remédios e vacinas, o avanço do vírus, restando-nos apenas o isolamento das pessoas. Frente aos desígnios da natureza, ficamos como menores de idade, sendo por ela dominados. Quanto ao aspecto jurídico científico, os Estados se viram incapazes de garantir o bem-estar das pessoas e a liberdade individual. Aliás, o próprio modelo do Estado democrático de Direito é posto em xeque, visto que Estados que não se enquadram nesse modelo foram mais eficazes para combater a doença. Por fim, a doença exporia as falhas do iluminismo econômico-social, ao expor as péssimas condições de vida da população”, salienta Borges.

Foram abordadas também questões éticas, com ênfase no conceito de mal e de alegria maligna.  Além do tema ético do critério que deve ser utilizado para preenchimento preferencial de leitos em hospitais, numa disputa entre a visão deontológica e consequencialista. Por fim, resssalta Borges, o livro traz a reflexão sobre o papel da filosofia e da necessidade de levar em conta um novo cenário que se apresenta diante de seus olhos, com possibilidades de provocação de novos insights.

 

Mais informações:

https://www.nefipo.ufsc.br/

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Artigo de professores da UFSC é capa da revista ‘Journal of the American Chemical Society’

19/06/2020 10:53

Os professores Josiel Domingos e Giovanni Caramori, do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), são coautores do artigo que estampa a capa da mais recente edição do Journal of the American Chemical Society, uma das mais respeitadas revistas da área de química no mundo. O texto é fruto do trabalho de diversos grupos de pesquisa e contou com a colaboração do professor Gonçalo Bernardes, da Universidade de Cambridge, no âmbito do Programa Institucional de Internacionalização – PrInt/CAPES, com o Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ), por meio da coordenação do subprojeto Desenvolvimento e Aplicação de Nanocatalisadores.

“A participação do professor Gonçalo no subprojeto do PPGQ permitiu a ele visitar Florianópolis em outubro de 2019, com uma bolsa PrInt do tipo ‘Professor Visitante no Brasil’ e, assim, começar uma colaboração comigo e outros colegas do Departamento de Química, resultando nesta publicação e em diversos outros trabalhos que estão em andamento”, destacou Josiel Domingos. Além da UFSC, outras quatro instituições estão envolvidas na publicação: Universidade de Cambridge, na Inglaterra; Universidade de Lisboa e Champalimaud Centre for the Unknown, em Portugal; e Université Côte D’azur, na França.
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UFSC recebe quase 1500 litros de álcool 70 INPM produzidos a partir de doação de bebidas alcoólicas apreendidas pela Receita Federal

16/06/2020 16:35

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu, nesta terça-feira, 16 de maio, 1.495 litros de álcool 70 INPM, ideal para a desinfecção no combate à Covid-19. O álcool foi produzido a partir de cerca de 3 mil litros de bebidas alcoólicas apreendidas pela Receita Federal. O alambique Cachaça do Imperador, de Santo Amaro da Imperatriz, foi o responsável pelo processo de produção, e entregou 299 bombonas de 5 litros à instituição.

O processo começou em 4 de junho, quando a UFSC recebeu a doação de diversas bebidas apreendidas – uísque, vodka, gim, licores, tequila, vinho e cerveja. As garrafas faziam parte de cargas apreendidas pela Receita Federal, que por sua vez, doa o líquido para pesquisas ou para a produção de insumos ou combustíveis. Ações similares já aconteceram em universidades do Paraná e Rio Grande do Sul.

Processo

O processo começa com a mistura de todos os líquidos em um recipiente único. Depois disso, o líquido é destilado, e assim o álcool é separado dos demais componentes da bebida alcoólica – como lúpulo, taninos, etc. – que modificam o cheiro e sabor das bebidas. O resultado é uma solução de álcool e água na proporção 70-30.

“O álcool 70 INPM (70% em massa de álcool e 30% em massa de água) é um importante bactericida. Na UFSC será utilizado na desinfecção de ambientes e superfícies. Todo o material já está no almoxarifado do RU e será muito útil para a Universidade”, explica Pedro Manique Barreto, pró-reitor de Assistência Estudantil.

Parceria

O alambique responsável pelo processo de produção é de propriedade do engenheiro eletricista Hélio Machado, egresso da UFSC. “Somos uma empresa de porte pequeno, nossa cachaça recebeu prêmios no Brasil e no exterior. Com essa parceria, nós acabamos reaproveitando as garrafas para armazenar a nossa produção. Eu me formei na UFSC, tive um ensino totalmente gratuito, e eu acho que é um jeito de retribuir para a Universidade o que eu recebi”, salientou Hélio.

As bombonas utilizadas no acondicionamento do produto final foram doadas pela Água Mineral Imperatriz.

 

 

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Maternidade do HU é referência em humanização há mais de duas décadas

16/06/2020 12:06

Antonia e Wesley na maternidade em 1995. Foto: Agecom/UFSC

No dia 24 de outubro deste ano, a maternidade do Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) completa 25 anos, uma data que será comemorada por docentes, estudantes, profissionais da área de saúde e famílias de todas as partes do Estado. É registrada uma média de 220 partos por mês (dados de 2020) na instituição que ganhou destaque pela humanização e por uma forte vinculação com a área de ensino e pesquisa.

A data é importante para todos ligados à assistência e ao ensino no Hospital, mas é especial para a técnica de enfermagem Antônia Carlo de Andrade Pereira. A história de vida e a trajetória profissional dela estão fortemente ligadas ao HU. Ela já trabalhou no hospital e foi a primeira parturiente da maternidade da instituição. Foi no dia 24 de outubro de 1995, dia da inauguração da maternidade, que Antônia, à época lotada na Emergência do HU, deu à luz o menino Wesley Andrade Alves Pereira. “A maternidade do HU está muito ligada à história da minha família e o que chama a atenção lá é que desde o começo eles tinham esta preocupação com a humanização”, afirma Antônia, que até hoje trabalha como técnica de Enfermagem, em outro hospital da cidade.

Antônia, Wesley e as crianças em 2020. Foto: Acervo pessoal

Esta vinculação com a área da saúde é um traço marcante na família, segundo lembra o próprio Wesley, que trabalha no hospital do Exército, onde é responsável pela recepção e triagem dos pacientes – militares e parentes de militares atendidos na instituição. “Minha vida é na carreira militar. É o que mais gosto, mas sempre sou lembrado por esta ligação com o HU”, disse o jovem cabo, que é pai de Maria Júlia, de dois anos e meio, e Arthur, de 20 dias.
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Projeto da UFSC mapeia impactos da pandemia nas normas jurídicas brasileiras

16/06/2020 09:54

Um projeto em desenvolvimento na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem como foco mapear os impactos da pandemia de Covid-19 nas normas jurídicas brasileiras, estritamente aquelas referentes aos direitos fundamentais. Idealizada e coordenada pela professora Grazielly Alessandra Baggenstoss, do Departamento de Direito do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), a pesquisa tem como proposta examinar os projetos de alterações de lei e suas fundamentações que pretendam alterar os direitos fundamentais durante o período de enfrentamento ao novo coronavírus.

Intitulada A pandemia do covid-19: mapeamento dos primeiros impactos sociais no contexto brasileiro e regional-sul, a pesquisa é realizada pelo Lilith: Núcleo de Pesquisas em Direito e Feminismos e tem previsão para ser desenvolvida em um ano. Segundo Grazielly, o projeto pretende realizar a coleta de dados sobre os impactos das alterações ocorridas no meio social, especialmente com os grupos vulnerabilizados. “Assim, observamos a eficácia, na comunidade, da norma jurídica que foi alterada”, afirmou.

A professora ressalta que, desde 2016, o Núcleo de Pesquisas debruça-se a investigar o tensionamento entre o que está estabelecido na legislação e o que acontece na realidade, especialmente a partir de narrativas da comunidade, como a verificação sobre eficácia das políticas públicas para as mulheres. Em meados de março deste ano, após anúncio do estado pandêmico e da suspensão das aulas presenciais na UFSC, Grazielly iniciou o levantamento sobre os direitos fundamentais atingidos por essas alterações e sobre as decisões políticas de proteção às comunidades vulneráveis.

De acordo com a docente, essa primeira etapa da pesquisa foi de cunho individual. “Os dados foram coletados de fontes estatais e midiáticas, de pesquisas que já vinham sendo realizadas e de manifestações de pessoas de determinadas comunidades vulneráveis. No mesmo intento, questionei-me em como explicar tais alterações para o corpo discente do Direito. Assim, pensei em articular a pesquisa com algumas definições básicas de Teoria Política para a minha turma dessa disciplina, de primeira fase, e associar com outros temas desenvolvidos em outras disciplinas, para aproveitamento também pelas minhas outras turmas”, explicou.

Após o primeiro mês de produção de conteúdo pela coleta de dados, o resultado dessa iniciativa foi a publicação do relatório inicial de pesquisa. Apresentado ao Lilith, o projeto inspirou outras pesquisadoras a aprofundarem determinados direitos fundamentais trabalhados no material. Assim, tornou-se uma pesquisa coletiva, envolvendo pesquisadoras no Núcleo, vinculadas à UFSC, e profissionais externos também, que estão alinhados metodologicamente à pesquisa. O Núcleo trabalha atualmente com seis temáticas relacionadas a direitos fundamentais nesse contexto: Direito de Trabalho de Exceção; Violência contra Mulheres; Atuação do Ministério Público do Trabalho; Maternidade; LGTBQI+ e Direitos Reprodutivos.

De modo geral, o trabalho segue um padrão de procedimento de (a) alinhamento metodológico, condizente com planejamento no sentido da pesquisa coletiva, estruturação dos procedimentos da pesquisa, especialmente formas de coleta de dados (as possibilidades dentro do contexto da pandemia) e de discussão dos resultados; (b) etapa de revisão bibliográfica; (c) realização da coleta de dados; e (d) discussão dos resultados. A professora ressalta, entretanto, que a pesquisa coletiva desdobra-se em temáticas e, dependendo da categoria trabalhada e das possibilidades e procedimentos, apresenta tempo e etapas diversas.

Grazielly Baggenstoss destaca que o projeto tem o condão principal de apresentar as vulnerabilidades ressaltadas no contexto pandêmico, tendo em vista que o âmbito jurídico existe para subsidiar a vida digna em sociedade. “Ou seja: o Direito, assim como o próprio Estado, possui natureza instrumental, cuja finalidade é o bem viver da comunidade. Nesse sentido, direcionada ao Estado brasileiro, os resultados das pesquisas são fundamentais fontes de como melhorar as políticas públicas; e, direcionada à comunidade, são relevantes na apresentação de seus direitos básicos e das possibilidades de reivindicação na seara política e judicial”, finaliza a professora.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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HU recebe novos profissionais para combate à Covid-19

15/06/2020 15:12

Profissionais recebem orientação no processo de integração aos quadros do HU. Foto: Unidade de Comunicação Social – HU/UFSC

O Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC) já integrou, neste mês, 35 novos profissionais, que foram convocados dentro do processo seletivo emergencial realizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para atender às necessidades de pessoal da instituição na linha de frente de combate à Covid-19.

Logo no início de junho, foram integrados 27 profissionais, sendo 14 técnicos de enfermagem, além de fisioterapeuta, médicos e enfermeiros. Na semana seguinte, foram mais sete contratados (dois técnicos de enfermagem, dois enfermeiros, dois médicos e um fisioterapeuta). Novas convocações já estão previstas, de um total de 92 vagas que foram liberadas pela Ebserh para o HU, sendo que 60 já passaram pela integração.
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A UFSC quer ouvir você: pesquisa aponta opiniões da comunidade universitária sobre atividades não presenciais durante a pandemia

15/06/2020 14:23

O Subcomitê Acadêmico para o Combate à Pandemia do Covid-19 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentou os resultados da pesquisa realizada de 1º a 10 de junho, junto à comunidade acadêmica acerca das atividades não presenciais. 

“O objetivo com a Pesquisa é fomentar a discussão e planejamento dos subcomitês, e assim contribuir para um plano que preserve o compromisso da UFSC com o ensino público, gratuito, de qualidade, seguro e para todos”, ressaltou a Alexandre Marino Costa, coordenador do Subcomitê Acadêmico.

“É importante o caráter inclusivo da educação pública, por isso, precisamos olhar para aqueles que não têm condições de realizar as atividades não presenciais,” ressaltou o reitor Ubaldo Cesar Balthazar. “Esta pesquisa é um ponto de partida, precisamos levar em conta todos os cenários para não corrermos o risco de deixar alguém de fora deste processo de retomada. Para isso, estamos preparando, por meio do Subcomitê de Assistência Estudantil as propostas que garantirão equipamentos e auxílio para acesso à internet a todos”.

Responderam ao diagnóstico institucional 92% dos professores da UFSC (2.512 pessoas), 63% dos técnicos-administrativos em Educação (TAEs) (1.980 pessoas), e 63,5% dos estudantes (23.349 pessoas). O desdobramento dos estudantes respondentes ficou em 65% da Graduação; 58% da Pós-Graduação e 53% do Ensino Médio do Colégio de Aplicação.

>> Acesse aqui os resultados do Diagnóstico Institucional realizado pelo Subcomitê Acadêmico
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Professor da UFSC oferece dicas para o uso do transporte coletivo durante a pandemia

12/06/2020 12:13

A volta do transporte coletivo municipal já é uma realidade a partir desta semana em muitas cidades catarinenses. Com a liberação de funcionamento pelo governo do Estado, cidades onde a UFSC tem campi já precisam lidar com medidas de segurança nos ônibus. 

A retomada, em todas elas, vem com uma série de regras para passageiros e empresas. O professor da UFSC, Oscar Bruna-Romero, tem dicas para você, passageira ou passageiro que precisa usar o ônibus para se deslocar durante a pandemia de Covid-19. 
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