Grupo de Apoio à Amamentação promove encontro no dia 19 de setembro

09/09/2019 10:49

O Serviço de Apoio à Amamentação da UFSC promove o terceiro encontro do Grupo de Apoio à Amamentação. Será no dia 19 de setembro, das 14h às 16h, na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (andar térreo do prédio da Reitoria I).

Para participar, inscreva-se aqui.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-5945 ou na página do Serviço.

 

 

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‘Agosto Dourado’ tem programação para importância da amamentação

07/08/2019 14:41

A equipe da Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (Ciam) do Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) encerrou nesta quarta-feira, 7, a comemoração da Semana Mundial da Amamentação mas a programação continua durante todo o mês, chamado de Agosto Dourado, com o tema “Empoderar mães e pais para favorecer a amamentação”.

No dia 26 de agosto, profissionais do HU e da Divisão de Serviço Social (DiSS/DAS/Prodegesp) vão conduzir uma roda de conversa com gestantes do hospital e da comunidade para falar sobre manejo do aleitamento materno e nutrição na gravidez. A atividade é aberta ao público.

Um dos objetivos desta campanha é destacar a importância do envolvimento de familiares e rede de apoio, para que seja possível a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida e complementar até os dois anos de idade ou mais, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.
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16ª Sepex: saúde expõe gestação, parto, amamentação e cuidados com o bebê

20/10/2017 13:14

Saúde expõe gestação, parto, amamentação e cuidados com o bebê. Créditos: Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/UFSC.

As estudantes do segundo ano do ensino médio da EEB Wanderley Júnior, de São José, Nathália Galleassi e Letícia Muz, de 16 anos, estiveram pela primeira vez na 16ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) da UFSC. Um dos primeiros estandes a visitarem foi do Grupo de Gestantes e Casais Grávidos da UFSC que mostrou as etapas de gestão, nascimento e pós-parto.

Para elas, essa foi uma experiência interessante porque pretendem seguir uma profissão na área da saúde. “O professor de filosofia nos trouxe e estamos gostando muito, são vários projetos interessantes, principalmente porque eu quero fazer o curso de medicina”, relata Nathália.
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Portaria do Ministério de Educação garante direito à amamentação na rede federal

11/05/2017 17:05

Portaria do Ministério da Educação (MEC) garante direito à amamentação nas escolas, universidades e outras instituições federais de ensino. Com o dispositivo legal, todas as mães lactantes têm o direito à amamentação assegurado em todas as instituições federais, independentemente da existência de locais, equipamentos ou instalações reservados exclusivamente para esse fim.

Segundo o MEC, a portaria foi assinada na quarta-feira, 10 de maio, pelo ministro da Educação. A portaria dá liberdade às mães para amamentarem onde quiserem. O uso de uma sala deve ser uma decisão dela, e não uma questão compulsória.

De acordo com o Ministério da Educação, a portaria atende a uma demanda antiga por parte de alunos, professores e outros profissionais de educação, incluindo escolas de ensino básico, universidades e autarquias federais vinculadas à pasta.

Direitos

Pela Constituição Federal de 1988 e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as mulheres com contrato de trabalho formal têm uma série de direitos e benefícios. Para amamentar o filho, a mulher tem o direito de, até os seis meses de idade do filho, a dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, que não se confundirão com os intervalos para repouso e alimentação da mãe. Quando a saúde do filho exigir, o período de seis meses poderá ser aumentado, a critério do médico.

A legislação também diz que os estabelecimentos em que trabalham pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos de idade deverão ter local apropriado onde seja permitido às empregadas deixar, sob vigilância e assistência, os seus filhos durante a amamentação. Também é possível que as empresas adotem o sistema de reembolso-creche, em substituição à exigência de creche no local de trabalho ou façam convênios com creches.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno pelo menos até os seis meses de idade, quando a criança deve ter acesso exclusivamente a esse alimento. Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento.

Com informações da EBC.

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Pediatra e escritor espanhol profere palestra de abertura do 14º Encontro Nacional de Aleitamento Materno na UFSC

21/11/2016 17:51
Carlos González. (Foto: divulgação)

Carlos González. (Foto: divulgação)

O pediatra e escritor espanhol Carlos González, profere a conferência de abertura do XIV Encontro Nacional de Aleitamento Materno (Enam) nesta quarta-feira, às 9h15 no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. A palestra, intitulada “Bésame mucho – como criar seus filhos com amor”, é inspirada em um dos livros do autor, que já tem dois títulos publicados no Brasil e estará lançando outro livro durante o evento. De acordo com a organização do evento, o acesso à palestra é restrito aos participantes do Enam.

Carlos Javier González Rodríguez é doutor em pediatria e autor de vários livros sobre educação, alimentação e saúde infantil. Licenciado pela Universidade Autônoma de Barcelona e especialista em amamentação pela Universidade de Londres, González é fundador da Associação Catalã Pró Aleitamento Materno, membro do Conselho de Assessores de Saúde da La Leche League International e assessor da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (UNICEF). É considerado um dos maiores ícones da atualidade em defesa da amamentação e da criação com apego. É casado e tem três filhos (que já dormem e comem muito bem).

“Sou um pediatra a favor das crianças”, assim ele se define. Seus textos abordam a cama compartilhada, a amamentação em livre demanda, o pronto atendimento aos bebês e crianças em caso de choro, o acolhimento irrestrito, o afeto no trato com os pequenos, a alimentação com respeito às quantidades aceitas pela criança, a inutilidade dos castigos, entre tantos assuntos que permeiam nossa vida de pais e educadores.

Lançamento de livro

González fará o lançamento do livro “Meu filho não come”, no Hall de Exposições do Centro de Cultura e Eventos das 13h30 às 14h30. Além deste livro, outros títulos publicados em português incluem: “Bésame Mucho: como criar seus filhos com amor” e “Manual prático de aleitamento materno”.
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Tags: amamentaçãoCarlos GonzálezEnamUFSCXIV Encontro Nacional de Aleitamento Materno

Encontro promove tarde de ‘Mil Mães Amamentando’ nesta segunda, no Parque de Coqueiros

17/11/2016 14:47

A abertura do XIV Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM) e IV Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (ENACS) será no dia 21 de novembro, com o evento “Mil Mães Amamentando”, no Parque de Coqueiros, na região continental de Florianópolis, das 14 às 17h. Durante o encontro, haverá apresentações culturais, exposição fotográfica e dicas de profissionais da saúde. A entrada é gratuita.

O projeto Mil Mães começou nos EUA em 2002, e no Brasil já aconteceu em Porto Alegre em 2006; Belém em 2008; Santos em 2010; Fortaleza em 2012; e Manaus em 2014. Atualmente o recorde mundial é de 2008, quando 3.738 mulheres deram de mamar simultaneamente por pelo menos um minuto, na capital das Filipinas, Manila. Nas Américas, o recorde é do Estado brasileiro do Amazonas, que reuniu em Manaus 1300 mães e 840 mães em cinco municípios do interior do estado.

“Nós queremos levar mil mães até o Parque de Coqueiros para que celebrem este gesto de amor juntas e chamem a atenção para a importância da amamentação”, diz  a professora do Departamento de Enfermagem, Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, presidente do XIV ENAM e IV ENACS 2016 e membro da Rede IBFAN Brasil.

Programação

14h / 14h45 – Abertura com a apresentação do Coral Infantil da AEBAS (Associação Evangélica Beneficente de Assistência Social), interpretando o Hino de Florianópolis
Abertura oficial com as autoridades
14h / 15h – Apresentação da Dança Materna
15h / 15h30 – Momento da amamentação: Mães Amamentando
15h30 / 16h – Lanche
15h30 / 16h – Apresentação do Boi de Mamão da Associação João Paulo II de Palhoça – SC
16h / 17h – Oficinas de produção da saúde e culturais:
• Oficina de Shantala
• Oficina de Sling
• Oficina de Chás para Amamentação
• Roda de conversa com o dentista, assistente social, fonoaudióloga, enfermeiras e os profissionais envolvidos com a prática do AM
• Apresentação das atividades dos Bancos de Leite Humano da grande Florianópolis
• Atividade física para mulheres
• Exposição de fotos sobre amamentação

Confira a programação completa do ENAM/ENACS no site do evento.

Leia mais:
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UFSC Explica: Amamentação

 

Tags: amamentaçãoMil MãesUFSCXIV ENAM

UFSC recebe evento sobre amamentação e alimentação complementar

16/11/2016 10:15

Enam_DestaqueGarantir a saúde e o desenvolvimento pleno do bebê e aumentar o vínculo entre mãe e filho são alguns dos benefícios conhecidos da amamentação. O que muitos desconhecem é que o aleitamento materno pode ter efeitos benéficos também a longo prazo, tais como determinar níveis mais baixos de pressão arterial e de colesterol total, gerar melhores resultados em testes de inteligência e diminuir risco de obesidade e de diabetes tipo 2. Para as lactantes, a amamentação ainda protege contra o câncer de mama e de ovário. Temas como estes e outros alertas serão amplamente discutidos entre 21 e 25 de novembro durante o XIV Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM) e IV Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (ENACS) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Com o tema Amamentação e Alimentação Complementar Saudável: Sustentabilidade no século XXI, o ENAM e o ENACS devem reunir 1600 participantes de várias regiões do Brasil e de países vizinhos, e receber cerca de 600 resumos de trabalhos científicos. Os encontros darão ênfase aos direitos sociais de mães e filhos, com destaque ao direito à saúde, em que se vislumbra a amamentação e a alimentação complementar como princípios fundamentais para a garantia de uma vida saudável.

“É recomendável que as crianças sejam amamentadas de forma exclusiva nos seis primeiros meses de vida e continuem a ser amamentadas até pelo menos os dois anos de idade. Estudos indicam um risco aumentado de morbidade e mortalidade em crianças pequenas decorrentes de pouca ou ausência da amamentação”, alerta a presidente do XIV ENAM e professora do Departamento de Enfermagem, Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos. Segundo a professora, mesmo com padrão ótimo de amamentação, entretanto, as crianças podem desnutrir-se caso não recebam alimentos complementares adequados em quantidade e qualidade depois dos seis meses de idade. Estima-se que a amamentação isoladamente é capaz de evitar mais de 10% das mortes infantis no mundo.

Mil Mães

A abertura do XIV ENAM se dará no dia 21 de novembro, com o evento “Mil Mães Amamentando”, no Parque de Coqueiros, na região continental de Florianópolis. O projeto Mil Mães começou nos EUA em 2002, e no Brasil já aconteceu em Porto Alegre em 2006; Belém em 2008; Santos em 2010; Fortaleza em 2012; e Manaus em 2014. Atualmente o recorde mundial é de 2008, quando 3.738 mulheres deram de mamar simultaneamente por pelo menos um minuto, na capital das Filipinas, Manila. Nas Américas, o recorde é do Estado brasileiro do Amazonas, que reuniu em Manaus 1300 mães e 840 mães em cinco municípios do interior do estado.

“Nós queremos levar mil mães até o Parque de Coqueiros para que celebrem este gesto de amor juntas e chamem a atenção para a importância da amamentação”, diz Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, Presidente do XIV ENAM e IV ENACS 2016 e membro da Rede IBFAN Brasil. No encontro, haverá apresentações culturais, exposição fotográfica e dicas de profissionais da saúde. A entrada é gratuita. Confira a programação completa aqui.

ENAMzinho e ENACSquinho

Durante a programação do ENAM e do ENACS, os participantes poderão conferir, paralelamente o ENAMzinho e o ENACSquinho, que reunirão trabalhos e atividades construídas por estudantes das escolas de ensino fundamental e médio, sobre os temas aleitamento materno e alimentação complementar saudável – uma estratégia transversal realizada em parceria com a Secretaria de Educação de Santa Catarina com o objetivo de discutir e fortalecer o aleitamento materno como uma prática saudável e socialmente aceita entre crianças e adolescentes.

Sobre o ENAM e o ENACS

Desde 1991, a Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar , em parceria com grupos de mães e outras entidades ligadas à área da saúde, realiza o Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM), que é um evento de âmbito nacional voltado para a atualização e o debate amplo sobre o aleitamento materno em defesa das crianças pequenas a uma alimentação saudável desde o nascimento. Considerado tradicional no calendário de eventos científicos do país, ao longo de sua trajetória tem construído e consolidado um espaço de discussão, reflexão, troca de saberes e experiências entre profissionais de saúde, pesquisadores, gestores públicos, grupos de mães, agentes comunitários de saúde e estudantes, pautando-se nas múltiplas dimensões que envolvem a prática de amamentar.

Desde 2010 o evento passou a ter discussões que abordam também as práticas de alimentação complementar (ENACS), levando em conta que as recomendações científicas para a boa alimentação infantil são: aleitamento continuado depois do sexto mês com a introdução de alimentação complementar saudável até pelo menos o segundo ano de vida, e amamentação exclusiva nos primeiros seis meses.

SERVIÇO

O quê: XIV ENAM e IV ENACS
Onde: Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina
Quando: 21 a 25 de novembro
Público-alvo: profissionais de saúde, sociedade civil e organizações envolvidas com a temática
Mais informações: www.enam.org.br

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UFSC Explica: Amamentação

Tags: alimentação complementaralimentação infantilamamentaçãoUFSC

UFSC Explica: Amamentação

03/08/2016 16:30

AMAMENTAÇÃO1_facebookA partir do momento que sabe que está grávida, a mãe faz planos sobre como receberá seu bebê. Muitas expressam o desejo de amamentar, e buscam orientações. Conversamos com Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, professora do Departamento de Enfermagem sobre o panorama da amamentação no Brasil e no mundo, os principais mitos da amamentação e dicas gerais. Confira.
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Tags: amamentaçãoEvanguelia Kotzias Atherino dos SantosSemana Mundial do Aleitamento MaternoUFSCUFSC Explica

Mães da UFSC: Cristiane Renata da Silva

01/08/2016 08:03

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

 

Cristiane Renata da Silva

Graduada em Biblioteconomia

Mãe da Alice, 8 meses

A Alice não foi programada. Eu estava tratando de uma espécie de Acidente Vascular Cerebral (AVC) que tive em 2014, por causa do uso de anticoncepcional e remédios para enxaqueca. Fiquei internada, tive paralisia do lado direito. E durante o tratamento eu não podia usar a pílula, e engravidei. Mas, como eu tenho 39 anos, eu nunca achei que iria engravidar! Eu perdi um bebê quando eu tinha 18 anos e desde então nunca tinha engravidado, então achei que já não ia mais ter filhos. E veio essa benção que é a Alice.

Amamentar hoje é uma delícia, mas o início foi punk. Quando você acaba de ganhar o bebê, são muitas as dúvidas. A Alice nasceu na Maternidade do HU, em um parto de cócoras. Assim que ela foi liberada, grudou no meu peito. Até aí, tudo bem, achei que estava amamentando. Mas era o só o colostro. Tudo bem, me ensinaram a pega correta e tudo mais. Quando eu cheguei em casa, meu peito começou a encher, e a Alice não dava conta de mamar o suficiente para meu peito esvaziar. Quando a levei para fazer o teste do pezinho, a enfermeira no posto de saúde avaliou meu seio, que já estava latejando e quente. Foi aí que me falaram: “Mãe você tem que ordenhar”. E isso eu não sabia fazer!

Como se tira o leite da vaca, eu tinha que tirar manualmente o meu leite. Tentei com meu marido, e não saía. Tive febre e corri para o hospital, pois já tinha sido avisada que, se complicasse, poderia dar mastite (inflamação das mamas). Por sorte, minha irmã é técnica de Enfermagem. Ela tentou ordenhar, e não saía. Ela acabou sugando com a boca. Foi uma dor que não dá pra descrever. Quando ela tirou o excesso de leite, resolveu. Saiu muito leite, muito.

Agora é tranquilo. A Alice larga tudo pelo peito. Já era para ela estar comendo uma variedade de comidinhas, mas ela só quer mamar, mamar, mamar. Agora no inverno, com todo esse frio, ela não teve nenhum resfriadinho. O leite materno é uma benção. Ela ainda acorda de madrugada, cinco ou seis vezes, para mamar.

Mas a delícia de ser mãe é ver esse sorriso. É um amor que não cabe dentro da gente. As pessoas diziam, e eu não acreditava. Mas é verdade! É mágico saber que ela está crescendo por causa de mim! Hoje em dia ela come outras coisinhas, mas antes era só com o leite materno, e eu fico maravilhada sempre com o desenvolvimento dela.

Eu tive a infelicidade – ou felicidade – de ser demitida quando voltei da licença maternidade. Por isso ela não está na creche. Não teve gripe forte, teve um resfriadinho só. Toda a saúde dela é por causa do leite materno.

Desde que ela nasceu, eu não durmo direito. A minha dedicação é total. Não tenho mais a minha vida, vivo a vida da minha filha. Vida social? Não tenho por enquanto. No máximo uma festinha de família.

Eu estou com um problema na vesícula pelo qual estou protelando ir ao médico há uns dois meses, porque meu tempo todo é pra ela. Na noite passada virei a madrugada com dor e resolvi finalmente ir me cuidar. Eu abdico muitas coisas, mas tudo compensa. Eu estou simplesmente apaixonada por ser mãe. Pretendo amamentar a Alice pelo menos até os dois anos, porque é bom pra ela.

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Mães da UFSC: Renata Fontanella Sander

01/08/2016 08:03

Renata Fontanella Sander

Graduada em Odontologia, mestrado em Odontologia, especialização em Prótese Dentária

Mãe da Maria Clara (1 ano e 2 meses), grávida de 8 meses

O processo de amamentação com a minha primogênita foi uma deliciosa surpresa. Durante a gestação ouvi tantos comentários do estilo “torce para que ela queira mamar”, “espero que você tenha bastante leite”, “tomara que teu leite não seque”! Eu até imaginava que a amamentação era uma questão de sorte, assim ao acaso. Talvez até envolva sorte, mas o que de fato eu percebi foi que esse processo envolve informação, orientação profissional e uma questão de instinto por parte do bebê e de perseverança e doação por parte da mãe.

Minha baixinha fez a pega direitinho, e, como contei com a maravilhosa orientação da minha doula e a experiência da minha irmã, fui mantendo a pega e orientando a pequena. Se eu tive dores? Sim, eu tive, e ainda tenho, porque hoje ela morde!

Depois de cinco meses, a Maria Clara teve diagnóstico de alergia à proteína do leite. Foi desafiador, minha filha não poderia ser privada desse benefício, e isso exigiu que eu aderisse a uma dieta restrita de alimentos sem leite, já que a minha alimentação influencia diretamente o leite que eu produzo. Não foi fácil, mas optei por fazer a dieta de forma criteriosa, assim foi possível manter a amamentação e curar a alergia o mais breve possível.

Mas, com tudo isso, o que mais me surpreendeu foi o vínculo que a amamentação estabelece entre mãe e filho. Não havia choro que o aconchego do seio não acalmasse, também por esse motivo estabelecemos a amamentação em livre demanda.

Hoje minha bebê está com mais de um ano de idade e já é considerada a irmã mais velha! Em breve terá uma irmãzinha! E, contrariando muitos conselhos, mas seguros da nossa decisão e orientados pelo nosso médico, vamos manter a amamentação de ambas até quando for possível, pois só observamos benefícios físicos e emocionais para toda a família.

 

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Mães da UFSC: Andressa Dias Arndt

01/08/2016 08:03

Amamentação 2 - Foto Henrique Almeida-8

Andressa Dias Arndt

Graduada em Musicoterapia, estudante de doutorado no primeiro semestre do Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Mãe do Leonardo, 4 meses

 

Assim que meu bebê nasceu, ele foi colocado no meu abraço e mamou como se já fizesse isso há anos. Eu nem sabia como aconchegá-lo, e ele foi me mostrando como era. Sempre acompanhei histórias dolorosas relacionadas à amamentação; então, estava de certa forma esperando alguma dor, desconforto, ou mesmo sofrimento, e, para minha surpresa, isso nunca aconteceu.

Meu bebê tem agora quatro meses, e a experiência da amamentação tem sido uma experiência de (re)criação de nosso vínculo. Com meu filho aprendi que os bebês têm fome de afeto, que o abraço regado de leite materno é muito mais que saciar a fome – é investir na relação de cuidado, de proteção, de carinho.

A meu ver, a amamentação carrega em si uma contradição. Por um lado, sentimo-nos intimidadas pelo fato de que, agora, o bebê necessita de que você esteja com ele todo o tempo, pois você é a possibilidade de alento, de saciedade, de segurança, e isso pode ser bastante assustador no início. Em contrapartida, não há nada na maternidade que me seja tão significativo em relação à construção de laço que a amamentação. É ali que a mulher marca a força que tem, força essa que gesta, gera e sustém a vida. Esse sentimento nos desloca, nos convoca a assumir que nosso corpo agora é outro, que não ocupamos mais o mesmo lugar, e isso é a possibilidade criativa que reside na vida da mulher, que agora se inaugura mãe.

Não tenho me antecipado em relação a planejar como será amamentá-lo após a introdução alimentar ou com o passar do tempo. Tenho vivenciado essa experiência linda, que me é tão cara e me faz mãe, diariamente.

 

Tags: amamentaçãoAndressa Dias ArndtMães da UFSCUFSC

Mães da UFSC: Noemi Teles de Melo

01/08/2016 08:03

Amamentação 6 - Foto Henrique Almeida-3

Noemi Teles de Melo

Doutoranda em Estudos da Tradução

Mãe da Laura, 1 ano e 2 meses

A mulher não amamenta sozinha. O sucesso da amamentação, no nosso caso, foi devido à rede de apoio que eu tive. Tanto a ajuda profissional como o apoio do meu marido. Desde a gestação, a escolha do parto – que no nosso caso foi domiciliar e planejado –, eu procurei ler bastante sobre amamentação. A gente pensa que é automático, só botar o bebê no peito e está tudo resolvido, mas não é bem assim. A equipe que me atendeu no parto me ajudou muito nos primeiros dez dias, quando o peito enche, e o bebê, se não fizer a pega correta, machuca. Meus seios ficaram bem machucados. Tinha um lado em que ela mamava bem e outro não, então esse meu mamilo ficou muito mal. Com o apoio dessa equipe eu consegui entender o que estava acontecendo com o meu corpo.

Amamentar dá muita fome, e o meu marido acordava de madrugada para fazer lanchinho para mim. Não teve uma noite sequer em que ele não acordasse junto. Ele também participou de todo o processo, do nascimento dela, de tudo. Ele sabia que o que a gente estava fazendo não era nada anormal.

Com os profissionais de saúde, que deveriam ser os primeiros a ajudar e a apoiar a amamentação, eu vi que falta apoio. Em seis meses de amamentação exclusiva, a Laura passou por cinco pediatras! Ela crescendo e se desenvolvendo, mas os pediatras olhavam os gráficos de crescimento e, como ela não é um bebê gordinho, falavam que ela não estava ganhando peso o suficiente. E na hora já perguntavam: “Ah, ela mama no peito?”, e, com isso, já falavam para entrar com complemento, leite artificial, sem me encorajar a continuar amamentando. Nenhum me perguntou se eu sou uma mãe disponível, que posso amamentar a qualquer hora. Os pediatras, que deveriam ser os maiores incentivadores, acabam por desencorajar as mães! Muitas colegas minhas que têm filhos da idade da Laura já foram para o complemento e deixaram o peito muito cedo. Você tem que se cercar de uma rede de apoio, pessoas que realmente são a favor da amamentação para dar certo. O companheiro também é fundamental, porque, se o meu marido não estivesse em sintonia comigo, ele podia sair do consultório médico convencido de que a menina não está ganhando peso e comprar logo uma mamadeira para dar o complemento.

Eu também precisei ser atendida na rede pública, e a ajuda foi excelente. No HU (Central de Apoio ao Aleitamento Materno) foi quando a Laura começou a ir para a creche, que ela deixou de mamar um período do dia e que meu peito começou a ficar muito cheio. A pessoa que me atendeu me perguntou de toda a rotina, como era, entendeu que minha filha ia para a creche, me ensinou a massagear o seio. Isso sim é apoio! Diferente de alguém falar para você parar de amamentar porque a criança já come arroz e feijão, sabe? Até hoje as pessoas ficam surpresas ao saber que ela mama, e ela só tem um ano e dois meses. Eu não fazia ideia de que era assim tão complexo, que as mulheres sofriam tanta falta de apoio para amamentar.

Teve uma noite em que eu tive febre e calafrios, fiquei muito mal, e foi quando eu procurei a Maternidade Carmela Dutra. Elas me ajudaram, ordenharam e explicaram que o leite não pode ficar parado. Então, foram muitas as dificuldades, e, se eu tivesse dado ouvidos aos que querem desanimar, se tivesse dado crédito aos pediatras que diziam que minha filha não estava ganhando peso, eu teria parado de amamentar há muito tempo. Mas eu sabia que não tinha nada errado, e persisti.

Não sei se esses pediatras a que eu fui não estão atualizados, ou se tem empresas por trás patrocinando os congressos deles e os convencendo a desencorajar as mulheres a oferecer para seus filhos algo que é natural e gratuito. Eu fico pensando, acordar de madrugada para dar mamá é complicado, mas e acordar para fazer uma mamadeira? Acho que dá mais trabalho!

O leite materno é da natureza, é do nosso corpo e é o melhor alimento que a gente pode oferecer para os nossos filhos. A gente pode parir e a gente pode alimentar. A palavra “empoderamento” nunca fez tanto sentido para mim. A partir do momento em que eu comecei a ler sobre parto, gestação, amamentação, e acreditar que eu podia fazer, eu consegui.

Eu ouvi de tudo, todos os mitos. Até a minha mãe, que teve cinco filhos e não conseguiu amamentar, tinha um certo descrédito. Mas eu acreditei que comigo a história seria diferente.

O vínculo com o bebê é incrível, aproxima mãe e filho. E a saúde também. Ela vai para a creche, e ficou doente só de uns resfriadinhos leves; está supersaudável. Se eu pudesse dar um conselho para uma mulher que está grávida e quer amamentar é: se cerque de uma rede de apoio de verdade. Também procure um pediatra desde a gestação, escolha alguém que realmente te apoie. Eu até hoje estou na luta, procurando um bom profissional. Se informe, a informação é tudo. Você tem que lutar contra todo um sistema! Tem que lutar para ter um parto respeitoso, tem que lutar para amamentar, coisas que são direitos básicos. Eu fiquei muito chocada com o desestímulo à amamentação. Por isso é muito comum as mães darem complemento, sabe? Eu não culpo a mulher porque, sem apoio, ela não amamenta.

Tags: amamentaçãoUFSC

Mães da UFSC: Josiane Tschucambang

01/08/2016 08:03

Josiane Tschucambang, estudante de Licenciatura Indígena, amamenta o filho Mõgjãg, de 1 ano e 7 meses, no Bosque do CFH. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Josiane Tschucambang

Estudante de Licenciatura Indígena, 1º semestre

Mãe do Mõgjãg (1 ano e 7 meses) e de duas meninas

Ele é meu terceiro filho. Quando nasceu, eu já estava craque. A filha mais velha mamou até os três anos. Quando engravidei da segunda filha, continuei amamentando a mais velha, e até depois que ela nasceu, quando a mais velha tinha um ano e meio, as duas mamaram junto. Só pararam quando o Mõgjãg nasceu.

Ele se alimenta principalmente do meu mamá. Come uma coisinha ou outra, mas do que ele mais se alimenta é o meu leite.

Você vê, ele não fica longe de mim, sempre quer mamar.

Na semana passada ficou doente, teve vômito, diarreia. O médico falou que ele só não ficou anêmico por causa do meu leite. Desde que nasceu, ele nunca tinha ficado doente, foi a primeira vez.

Nasceu com quatro quilos e meio, e foi engordando um quilo e meio, dois quilos por mês, sempre foi grande. É muito saudável.

 

Tags: amamentaçãoUFSC

Mães da UFSC falam sobre sua experiência com a amamentação

01/08/2016 08:03

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) conversou com nove mães que trabalham, estudam ou estudaram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para saber, com suas próprias palavras, sua experiência pessoal com a amamentação de seus filhos. Conheça a história dessas nove mulheres.  

Depoimentos colhidos por Mayra Cajueiro Warren, jornalista da Agecom.

Fotos de Henrique Almeida e Pipo Quint, fotógrafos da Agecom.

Amamentação 2 - Foto Henrique Almeida-8

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Andressa Dias ArndtDoutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia | Mãe do Leonardo, 4 meses | “Sempre acompanhei histórias dolorosas relacionadas à amamentação então, estava de certa forma, esperando alguma dor, desconforto, ou mesmo sofrimento, e, para minha surpresa, isso nunca aconteceu.” | Leia o depoimento completo aqui.  

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC

Cristiane Renata da SilvaGraduada em Biblioteconomia | Mãe da Alice (9 meses) | “Eu tinha que tirar manualmente o meu leite. Tentei com meu marido e não saía. Tive febre e corri para o hospital, pois já tinha sido avisada que se complicasse poderia dar mastite (inflamação das mamas). Por sorte, minha irmã é Técnica de Enfermagem. Ela tentou ordenhar e não saía. Ela acabou sugando com a boca. Foi uma dor que não dá pra descrever. Quando ela tirou o excesso de leite, resolveu. Saiu muito leite, muito”. | Leia o depoimento completo aqui.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC

Flávia Genovez Scoz                                                                                                                                     Mestranda em Literatura | Mãe da Ana Liz (11 meses) | “Minha filha ficou internada na UTI, e só pode começar a mamar após 20 dias. Eu fiquei esses 20 dias apenas tirando leite. A cada 3 horas eu ia, tirava leite e congelava. Era muito cansativo chegar da UTI e ainda ter que comer, tomar banho e tirar leite.” | Leia o depoimento completo aqui.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Airton Jordani/Agecom/UFSC

Greicy Vedana                                                                                                                                                 Estudante de Nutrição | Mãe do Antonio (7 anos) e José Vicente (nascido em 17 de julho) | “Eu queria que essa lembrança de amamentar ficasse pra sempre, sabe? Queria que os filhos pudessem se lembrar. Ele olha a gente, ficam mexendo a mãozinha. É um sentimento tão bom, é o ápice do amor, algo que só a gente pode fazer.” | Leia o depoimento completo aqui.

Amamentação 3 - Foto Henrique Almeida-3

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Josiane Tschucambang                                                                                                                                  Estudante de Licenciatura Indígena | Mãe do Mõgjãg (1 ano e 7 meses) e mais duas filhas | “Ele se alimenta principalmente do meu mamá. Ele come uma coisinha ou outra mas o que ele mais se alimenta é do meu leite.” | Leia o depoimento completo aqui.

Amamentação - Foto Henrique Almeida-3

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Michaela Ponzoni Accorsi                                                                                                                                Técnica-Administrativa em Educação, Psicóloga da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis | Mãe da Nina (9 meses) | “Desde a primeira vez que eu dei de mamar, mesmo machucando, eu amei ter essa conexão com a bebê, o momento de estar juntas, de comunicação, amor, carinho, contato. Saber que estou protegendo ela com os meus anticorpos, que ela está recebendo nutrientes que ela precisa, que ela está sendo hidratada. A saúde que o leite representa, eu acho que é amor né? A gente dar de mamar com o peito sangrando, chorando de dor. Foi aí que eu aprendi o que é a maternidade mesmo, colocar o bebê à frente das nossas necessidades. Ela em primeiro lugar. Foi um batismo de fogo! Uma prévia da doação que será ser mãe a vida toda, a doação de tempo, energia.” | Leia o depoimento completo aqui.

Amamentação 6 - Foto Henrique Almeida-3

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Noemi Teles de Melo                                                                                                                                    Doutoranda em Estudos da Tradução | Mãe da Laura (1 ano e 2 meses) | “Você tem que se cercar de uma rede de apoio, pessoas que realmente são a favor da amamentação para dar certo. O companheiro também é fundamental, porque se o meu marido não estivesse em sintonia comigo ele podia sair do consultório médico convencido que a menina não está ganhando peso e comprar logo uma mamadeira para dar o complemento.” | Leia o depoimento completo aqui.  

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Paloma Maria Santos                                                                                                                                           Pós-Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento | Mãe da Maria Clara (10 meses) | “Os primeiros meses são muito especiais, é olho no olho, é contemplar o ato de respirar, uma idolatria mútua, é algo realmente inexplicável. Você se sente conectada, a vida parece finalmente fazer sentido. Sei lá, acho que isso é que traduz a maternidade de uma forma geral.” | Leia o depoimento completo aqui.

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Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC

Renata Fontanella Sander                                                                                                                             Graduada em Odontologia, mestrado em Odontologia, especialização em Prótese Dentária | Mãe da Maria Clara (1 ano e 2 meses), grávida de 8 meses | “O que mais me surpreendeu foi o vínculo que que a amamentação estabelece entre mãe e filho… não havia choro que o aconchego do seio não acalmasse, também por esse motivo estabelecemos livre demanda. Hoje minha bebê está com um ano e já é considerada mana mais velha, em breve terá uma irmãzinha.” | Leia o depoimento completo aqui.

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UFSC Explica: Amamentação

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Mães da UFSC: Paloma Maria Santos

01/08/2016 08:03

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Paloma Maria Santos

Pós-Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento

Mãe da Maria Clara, 10 meses

Meu processo de amamentação foi muito tranquilo, eu busquei reunir o máximo de informação possível e me preparar o melhor que eu podia já durante a gravidez. Li muito a respeito, assisti a vídeos, conversei com amigas que já tinham tido essa experiência. Acho que isso foi fundamental para o sucesso no meu processo de amamentação.

Nos primeiros dias eu tive o apoio das enfermeiras na maternidade onde eu estava. Tinha uma enfermeira que dizia: “A bebê tem que fazer a boca de peixinho, e você tem que ouvir o leitinho sendo engolido”. No começo, quando a gente chega em casa, eu confesso que dá um certo apavoro. Tudo é novidade, a gente fica com receio de estar fazendo alguma coisa errada. São tantos detalhes a serem checados que o processo de amamentação acaba por não fluir tão bem quanto poderia. Coisa de mãe de primeira viagem. Elevar a cabeça do bebê, cuidar da pega, segurar com o máximo de cuidado aquela preciosidade que parece ser de vidro e poder “quebrar” a qualquer momento. A gente não sabe se está produzindo leite o suficiente, se o bebê está mamando certinho, se precisa ou não arrotar, se vai ganhar peso direitinho.

A minha primeira semana foi um pouco assim, bem diferente do que é mostrado nos comerciais de margarina. Mas a verdade é que quanto mais você se entrega, mais a coisa engrena, e a gente passa a curtir tudo o que a amamentação nos reserva. É um amor, uma gratidão tão grande de poder segurar o bebê no colo e poder alimentá-lo. Os primeiros meses são muito especiais, é olho no olho, é contemplar o ato de respirar, uma idolatria mútua, é algo realmente inexplicável. Você se sente conectada, a vida parece finalmente fazer sentido. Sei lá, acho que isso é o que traduz a maternidade de uma forma geral.

Mas é claro que nem tudo são flores o tempo todo. Quando a Maria Clara tinha sete meses, ela entrou na escolinha, adoeceu e ficou quatro dias sem mamar. Meu leite empedrou, e eu tive um começo de mastite. A dor é mesmo absurda. Eu procurei ajuda médica e, em dois dias, se resolveu.

Agora estamos enfrentando o nascimento dos dentinhos, e essa é outra fase de adaptação. De vez em quando levo umas mordidas, mas a gente conversa e se entende. Pretendo amamentar a Maria Clara até quando ela quiser. Acho que enquanto essa troca for saudável para ambas as partes, a gente vai seguindo com esse processo. Os benefícios são tantos e o prazer que a gente sente é tamanho que eu não vejo por que parar. Em time que está ganhando não se mexe.

 

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Mães da UFSC: Flávia Genovez Scoz

01/08/2016 08:03

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Flávia Genovez Scoz

Mestranda em Literatura

Mãe da Ana Liz, 11 meses

O começo é sempre difícil. No meu caso, eu tive que tirar muito leite para poder amamentar. Minha filha ficou internada na UTI, e só pôde começar a mamar após 20 dias. Eu fiquei esses 20 dias apenas tirando leite. A cada três horas eu ia, tirava leite e congelava. Era muito cansativo chegar da UTI e ainda ter que comer, tomar banho e tirar leite. Depois fui me acostumando, e teve uma vez que tirei leite até no banheiro do posto de gasolina, só pra estimular a produção. Foi difícil, eu ordenhava à mão, sem máquinas, sem bombinhas. A coisa boa disso tudo é que pude conhecer bem meu corpo, saber como doía, como saía mais leite etc.

Para quem está começando, minha dica é pegar muito sol nos mamilos antes de o bebê nascer. Usar creme de lanonina também é bom, principalmente antes de o bebê nascer, depois é muito chato ter que ficar limpando o creme antes de amamentar. Também recomendo que, depois de o bebê nascer, a mãe tire leite um dia ou outro, pra conhecer melhor o próprio corpo.

Eu amo amamentar! Às vezes é muito cansativo acordar de madrugada, pois a minha filha tem quase 11 meses, e, sim, ela ainda acorda de madrugada para mamar! Mas o esforço compensa. O vínculo que você estabelece com o bebê compensa muito. O leite materno é o melhor alimento do mundo.

Sobre quando pretendo parar de amamentar? O desmame vai ser natural, não sei quando isso vai acontecer, não parece estar nos meus planos, nem nos planos da pequena.

 

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Mães da UFSC: Michaela Ponzoni Accorsi

01/08/2016 08:03

Michaela Ponzoni Accorsi, técnica-administrativa em Educação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis amamenta a filha Nina. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Michaela Ponzoni Accorsi

Técnica-Administrativa em Educação – Psicóloga da PRAE

Mãe da Nina (9 meses)

Meu parto foi normal, domiciliar. Foi um parto relativamente rápido, tranquilo, e a Nina já nasceu com a boca na teta! A pega dela sempre foi muito boa. Mas o bico do meu seio era muito sensível, muito clarinho, e machucou demais, chegou a ficar em carne viva. Até os quatro meses de vida dela o meu seio ficou machucado. Foi muito difícil, doía demais, chegou a fazer casquinha.

Eu não usei bico de silicone, fiquei firme. Nunca deixei de dar o mamá! Eu pensava “não vou colocar nada entre nós”. E o que me ajudou mesmo foi consultar a equipe da Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (Ciam) do HU. Eu fui lá duas vezes, e elas foram maravilhosas. Uma vez eu fui mesmo pela machucadura, e elas me indicaram um óleo de ácidos graxos essenciais e pomada de lanolina, e isso para mim foi incrível, sarou meu seio. A outra vez foi por conta de um ingurgitamento. A Ingrid [Bohn, coordenadora do Ciam] e as enfermeiras fizeram avaliação da minha mama, me ensinaram a tirar leite manualmente quando o seio estava muito machucado.

Eu agradeço meu sucesso a elas. Eu pensava “será que vou conseguir?”, e conseguimos graças a elas. As pessoas vinham com recomendações de dar bico, colocar silicone. Eu acho que, se eu tivesse feito isso, talvez não teríamos conseguido tão naturalmente. É possível superar as dificuldades. Depois de quatro meses, agora é só alegria!

A amamentação da Nina não tem prazo para acabar. Desde a primeira vez que eu dei de mamar, mesmo machucando, eu amei ter essa conexão com a bebê, o momento de estarmos juntas, de comunicação, amor, carinho, contato. Saber que estou protegendo ela com os meus anticorpos, que ela está recebendo nutrientes de que ela precisa, que ela está sendo hidratada. A saúde que o leite representa, eu acho que é amor, né? A gente dar de mamar com o peito sangrando, chorando de dor. Foi aí que eu aprendi o que é a maternidade mesmo, colocar o bebê à frente das nossas necessidades. Ela em primeiro lugar. Foi um batismo de fogo! Uma prévia da doação que será ser mãe a vida toda, a doação de tempo, energia.

Faz um mês que eu voltei a trabalhar. Está sendo cansativo, uma nova adaptação. Por um lado, estou feliz em voltar, retomar meu espaço no campo profissional. Mas, ao mesmo tempo, é uma nova adaptação da rotina dela, do próprio trabalho, conciliar os diferentes papéis. É boa a oportunidade de trabalhar meio período, sabe? Eu pedi a redução da carga horária de oito para seis horas, e isso está sendo muito bom.

 

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Mães da UFSC: Greicy Vedana

01/08/2016 08:03

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

 

Greicy Vedana

Estudante de Nutrição, 5ª Fase

Mãe do Antonio (7 anos) e José Vicente (nascido em 17 de julho)

O Antonio, meu primeiro filho, amamentou até a idade de 1 ano e 3 meses. Me preparei desde o início, porque eu descobri que tinha o bico do seio invertido. E minha mãe me amamentou muito pouco, ela sempre deu a entender que era muito difícil. Eu mamei por 15 dias só, então eu sempre coloquei para mim uma questão de honra, que eu ia conseguir, apesar de toda a dificuldade. Então comecei a usar concha de silicone no seio desde o terceiro mês de gravidez; usava direto, sempre focando nisso, que eu ia amamentar mais que os seis meses que o Ministério da Saúde coloca como essenciais.

Depois que ele nasceu, meu leite demorou a descer, porque foi uma cesárea. O bom é que lá no hospital eles não tentaram introduzir o leite artificial, e eu nem deixaria.

Eu tive duas mastites, e a recomendação era continuar amamentando, mesmo com o seio dolorido. Hoje se fala muito em amamentação em livre demanda, mas há sete anos não era tanto assim. Então foi no instinto. Ele mamava muito de madrugada, não tinha horário. Uma vez fiquei com ele na cadeira de balanço por uma hora mamando direto, ele tinha uns cinco ou seis meses. Claro que aí já não é mais pelo leite, era o aconchego que ele queria!

Eu curti muito, parei tudo o que estava fazendo para estar com ele, então pude me dedicar ao projeto de amamentar e superar os mitos de leite fraco, pega difícil, as dificuldades da primeira semana. Com seis meses, comecei a introduzir alimentos sólidos, mas também continuou amamentando. E aí, depois de um tempo ele começou a perder interesse, e foi muito bom, porque foi uma coisa mútua, nós dois ao mesmo tempo. O desmame não foi sofrido. Ele perdeu interesse, começou a me morder. Fomos diminuindo, deixava só a mamada da noite, na hora de dormir. Ele não sofreu, e eu não sofri. Foi o tempo que tinha que ser.

Eu queria que essa lembrança de amamentar ficasse pra sempre, sabe? Queria que os filhos pudessem se lembrar. O jeito com que o bebê olha a gente, fica mexendo a mãozinha. É um sentimento tão bom, é o ápice do amor, algo que só a gente pode fazer.

José Vicente veio no domingo, dia 17 de julho, na Maternidade do HU. Depois que passou aquele tremor da anestesia, ele veio ficar comigo e já começou a mamar. Pegou super bem o peito, até mais rápido que o Antonio. Já se passou uma semana, e está sendo muito bom! Claro, algumas fissurinhas no mamilo, mas nada de mais sério.

A amamentação está sempre em livre demanda, e ele costuma ficar pelo menos uns 30, 40 minutos mamando. Os intervalos entre as mamadas variam, mas é mais ou menos uma hora entre cada mamada. Ele é mais tranquilo que o Antonio era. Está sendo muito bom passar por isso, reviver esses momentos iniciais de vida do bebê. Já dá para ver que ele engordou as bochechinhas!

Depois de curtir a gravidez, a barriga, o outro momento muito curtido é a amamentação, essa conexão forte entre a mãe e o bebê.

Eu tenho bastante, bastante leite! Eu acho que vou conseguir amamentar o José Vicente por bastante tempo, como foi com o Antonio. Ele também dorme mais que o irmão mais velho dormia, mesmo mamando durante a madrugada. Ele é uma paixão, muito fofinho!

O puerpério é difícil. Hoje, por exemplo, nem consegui tirar o pijama; tem dias que a coisa é mais intensa! Eu acho importante dizer também que, como eu já li em vários livros e também pela experiência anterior, eu tento manter a mente mais tranquila para o momento de amamentar. A gente sabe que a amamentação é uma conexão: o que a mãe sente, o bebê sente. Eu fiquei bem preocupada com os pontos da cesárea, com medo de ter inflamado. Fiquei tensa, nervosa nos primeiros dias por conta disso. A minha recuperação foi melhor, consegui ficar em pé mais cedo, o inchaço se reduziu. Eu fui aos poucos tentando me acalmar.

Estou tendo muito apoio do meu marido, Jordani; meu filho Antonio; minha sogra e da minha mãe, que ficou aqui os primeiros dias. Isso reforça muito como é importante nesse momento ter uma rede que te apoie e te sustente. É muito difícil para uma pessoa como eu, ativa, que faço tudo o tempo inteiro, ter que ficar parada, ter que cuidar dos movimentos, precisar de ajuda para sentar, levantar. Só ficar ali parada amamentando e as coisas acontecendo em volta, e a gente não pode fazer muita coisa. Mas eu estou conseguindo parar, pensar e curtir o momento.

Fotos: Airton Jordani / Agecom / UFSC

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Hospital Universitário promove curso sobre aleitamento materno

07/06/2013 12:26

Entre os dias 10 e 12 de junho, o Hospital Universitário (HU/UFSC) promoverá o curso de manejo e promoção do aleitamento materno. São esperados mais de 100 profissionais de diversas cidades catarinenses. As inscrições estão encerradas. Esta será a 28ª edição do curso promovida pelo HU, que é referência nacional na promoção do aleitamento materno.

Para a abertura do evento, a convidada especial é a representante do Ministério da Saúde, Neide Cruz. Sua palestra, no dia 10/06, às 8h30min, abordará as políticas do Ministério e a interface com os hospitais amigos da criança.
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