Seminário discute alimentos agroecológicos e redes de produção-consumo

20/05/2019 08:46

O Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF/CCA) da UFSC irá promover o seminário internacional “Alimentos agroecológicos e redes de produção-consumo”, nos dias 27 e 28 de maio. O principal objetivo do evento é compreender e fortalecer redes de produção-consumo de alimentos agroecológicos.

O encontro é dirigido a agricultores, consumidores, cozinheiros, estudantes e representantes de restaurantes. As inscrições são gratuitas e a participação dá direito a certificado.

Mais informações pela página do evento.

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Fundador do movimento Slow Food ministra palestra sobre gastronomia e consumo consciente

09/11/2017 09:01

O fundador do Movimento Slow Food, Carlo Petrini, esteve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na tarde desta terça-feira, 7 de novembro, para ministrar uma palestra sobre o assunto. A atividade foi realizada no auditório do Centro Socioeconômico (CSE), e foram debatidos assuntos como agricultura familiar, consumo responsável e o impacto que a produção de alimentos tem em diversos setores da sociedade.

Carlo Petrini explicitou o conceito de gastronomia como uma ciência multidisciplinar, que vai além da culinária. “A gastronomia também é agricultura, zootecnia, biologia, química e física. A gastronomia, no nível humano, também é antropologia, história da cultura, é nossa identidade”. Além dessas áreas, o jornalista destacou que a gastronomia envolve economia política, porque as inúmeras disputas por terra que aconteceram na história da humanidade foram lutas pelo poder ligado à produção de alimentos. A distorção do conceito de gastronomia, segundo Petrini, está ligada a um paradoxo: “Nunca se falou tanto de comida, e a situação agrícola é um desastre, em qualquer parte do mundo. Essa visão induz a pensar mal, não é educativa”.
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Seminário e Brete Fotográfico em novembro abordam agricultura familiar

23/10/2014 12:17

O ano de 2014 foi consagrado pela FAO/ONU como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF 2014) e tornou-se assim um momento crucial para a
intensificação das reflexões acerca da importância da agricultura familiar. É nessa perspectiva que o Núcleo de Estudos sobre Agricultura Familiar (NAF/CFH) e o Centro de Ciências Agrárias (CCA) promovem o Seminário “Contexto atual, novos desafios e perspectivas para a agricultura familiar em Santa Catarina”, nos dias 19 e 20 de novembro no Auditório do CFH.

O evento contribui para os esforços de consolidação das conquistas políticas, sociais, econômicas e ambientais decorrentes da presença, dimensão e importância da agricultura familiar no Brasil e em Santa Catarina. Por outro lado, junta-se às iniciativas que vêm sendo realizados para se construir espaços e oportunidades para a emergente e necessária reflexão em torno dos resultados alcançados, bem como dos enormes desafios que se colocam pela frente visando ampliar os recursos e as políticas públicas e, em decorrência, contemplar a diversidade social da agricultura familiar numa perspectiva de desenvolvimento territorial sustentável e solidário.

Paralelamente, nos dias de 17 a 21 de novembro, o saguão do CFH recebe uma Mostra de Fotografias sobre a Agricultura Familiar em Santa Catarina no Hall do CFH. Os interessados em participar devem pedir suas fichas de inscrição pelo e-mail  As fotos para a exposição serão selecionadas até 31 de outubro. Os participantes concorrem também a três cestas com produtos orgânicos.brete

Inscrições e mais informações:
www.naf.ufsc.br

(48) 3721-8632 / ramal 27

 

 

 

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Palestra sobre agricultura familiar nesta quinta

10/07/2013 11:53

“Agricultura familiar e políticas públicas no Brasil” e “Agricultura familiar e redes de desenvolvimento rural em Santa Catarina” são os temas que serão abordados no seminário, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC, nesta quinta-feira, 11 de julho, às 14h, na Sala 110, Bloco D, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).
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Laboratório da UFSC apoia criação de box de produtos orgânicos na Ceasa

27/12/2012 15:22

A região da grande Florianópolis ganhará nos próximos meses um box de produtos orgânicos de procedência da agricultura familiar, que funcionará nas Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa) de São José (SC). A iniciativa pioneira é do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (Lacaf) da UFSC em parceria com o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). Depois de dois anos pleiteando o espaço, a entrega das chaves do box 721 aconteceu na sexta-feira, 21 de dezembro, no auditório da Ceasa. O presidente da entidade, Felício Francisco Silveira, deu as boas vindas ao grupo, que esteve representado por 26 participantes, entre agricultores, pesquisadores e membros de entidades de apoio.

“O objetivo do box é aumentar a renda dos agricultores e reduzir o custo de produtos orgânicos para os consumidores”, explica o professor Oscar José Rover, coordenador do Lacaf/UFSC. O box de 75m² localiza-se no Pavilhão de Agricultura Familiar. A previsão é de abrir as portas a partir de fevereiro de 2013.

Para iniciar as atividades, o grupo terá um aporte do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que irá financiar um projeto de custeio para comercialização de produtos em transição de fumicultores de Santa Catarina. O projeto visa apoiar as famílias que queiram deixar a produção de tabaco e passar a produzir orgânicos. Hoje no Estado 50 mil famílias trabalham na fumicultura. O MDA destinou R$100 mil ao projeto, que já estão depositados na conta da UFSC e que servirão para o pagamento dos custos de manutenção do box para os primeiros 12 meses, tais como tarifa de uso, taxas de condomínio e remuneração de um gerente operacional, entre outros.

De imediato o box não irá comercializar os produtos, funcionando como um entreposto que terá como objetivo facilitar a distribuição de orgânicos e também de agricultura em transição. Dessa forma, os produtos que chegarem ao box já estarão previamente vendidos. O grupo quer definir formas de racionalizar as entregas em áreas de grande tráfego de veículos, como o centro de Florianópolis. Outra iniciativa será a troca de cargas, em que agricultores de uma região poderão trazer seus alimentos e, na mesma viagem, levar produtos de regiões diferentes. É uma forma de ampliar o leque de opções de orgânicos nos locais de origem.

Para gestão do box, as entidades estão organizadas em uma assembleia geral. Do grande grupo foi definida uma equipe de coordenação, com representantes do Lacaf, Cepagro, dos grupos de Garopaba, São Bonifácio, Grande Região Sul e Joinville. “Este será o primeiro box dentro da Ceasa a funcionar dentro de um modelo cooperativo, reunindo organizações de agricultores de todo o estado, além de participantes do Paraná, Rio Grande do Sul e região sul do Estado de São Paulo”, explica o professor Oscar.

Entre as entidades participantes do box de orgânicos na Ceasa estão o Lacaf-UFSC, o Cepagro, a Rede Ecovida, Cooperativa Ecoserra (Região Serrana), Centro Vianei de Lages, Acevam/Coopervida de Praia Grande, Coopertrento de Nova Trento, Cooperfamília de Rio Fortuna, Cemear do Alto Vale Itajaí, Ascooper do Oeste Catarinense, Coopejar de Jaraguá do Sul, grupos de Garopaba, Paulo Lopes, São Bonifácio, Angelina, Rancho Queimado, Imbuia, Leoberto Leal, Compras Coletivas de Florianópolis, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA/SC) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA/SC). Também participam organizações e produtores de Araquari, Joinville, Brusque, São José, Treze de Maio, Águas Frias. O contrato com a Ceasa vai até 31 de outubro de 2022 e foi assinado pelo coordenador da Cepagro, Charles Onassis Peres Lamb.

O Lacaf atuará também como entidade de apoio, prestando assessoria na organização do grupo, no levantamento de dados, nos processos de comercialização e na execução de estudos para evitar que as entidades parceiras possam ser concorrentes dentro do grupo. O laboratório conta com a participação de oito estudantes de graduação e pós-graduação da UFSC.

Mais informações:

Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (Lacaf) da UFSC
– Coordenador: Professor Oscar José Rover:
– Site: http://lacaf.paginas.ufsc.br/

Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo – Cepagro
– Assessoria de Comunicação – Fernando Angeoletto:
– Site: http://www.cepagro.org.br/

Veja também:
Box para produtos agroecológicos no Ceasa/SC: uma conquista da agricultura familiar catarinense


Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC

Tags: agricultura familiaragricultura orgânicaCCALacafUFSC

Extensão: Garopaba recebe posto de atendimento cooperativo

19/03/2012 16:59

Será inaugurado em Garopaba (SC) nesta quinta-feira, às 15 horas, o Posto de Atendimento Cooperativo (PAC) – Litoral Centro-Sul Catarinense. A iniciativa é da UFSC, do Escritório Local da Epagri e da Prefeitura de Garopaba, por meio do Projeto de Extensão “Promoção do Cooperativismo de Crédito junto a Pescadores, Aquicultores e Agricultores Familiares”.

Desde março de 2010 o projeto vêm mobilizando pescadores artesanais, agricultores familiares, autoridades, técnicos e lideranças visando a criação de uma cooperativa de crédito solidária na região. O objetivo é melhorar a vida financeira, a cooperação e o desenvolvimento territorial de regiões litorâneas de Santa Catarina. Na prática, o PAC vai disponibilizar para os associados (pessoas físicas e jurídicas) uma agência completa, com produtos e serviços financeiros que atendam suas necessidades.

Serviço:

O quê: Inauguração do Posto de Atendimento Cooperativo (PAC) – Litoral Centro-Sul Catarinense

Data: 22/03/2012 – Quinta-Feira – 15 horas.

Local: Anexo ao posto de combustível na comunidade do Campo D’una – Garopaba-SC.

Mais informações: Fábio Luiz Búrigo (Depto de Zootecnia e Desenvolvimento Rural da UFSC)

Sobre a iniciativa, leia o BOLETIM COOPERATIVA GAROPABA.

Tags: agricultura familiarAquiculturacooperativaextensãoUFSC

UFSC e FNDE avaliam agricultura familiar

27/02/2012 12:03

O Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina (CECANE/UFSC), juntamente com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), começa hoje (27) uma pesquisa nacional com o objetivo geral de avaliar a utilização dos alimentos e produtos provenientes da agricultura familiar e dos alimentos orgânicos na alimentação escolar em todos os municípios brasileiros em 2012, assim como as possíveis dificuldades e/ou limitações para a sua implementação.

A coleta de dados será realizada através de email, a partir do preenchimento de um questionário “online” pelos municípios. Informações pelo e-mail:  ou fones (48) 3238-5779 ou (48) 3238-5764.

Tags: agricultura familiarpesquisaUFSC

Centro de Apoio à Agricultura é destaque no planalto norte de Santa Catarina

22/11/2011 09:09

Agricultores recebem orientações teóricas e práticas e passaram a cultivar uma série de alimentos com maior qualidade

Depois de 10 anos vivendo em áreas distribuídas pela reforma agrária, o agricultor Vanderlei Antunes se fixou no assentamento Justino Dransveski, em Araquari, norte de Santa Catarina. Essa realidade foi possível graças à criação do Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana da Região Metropolitana de Joinville, em 2008. O projeto é desenvolvido pelo Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária (Lecera), ligado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Movimento Sem Terra (MST).

Os 20 assentamentos da região beneficiaram cerca de 750 famílias com técnicas de plantio, fornecimento de insumos, auxílio no consumo e comercialização da produção, além de disseminação de informações sobre colheita agroecológica e familiar. “O Centro foi um divisor de águas. Antes não era possível morar e trabalhar aqui. Tínhamos que buscar serviços em outros lugares para poder sobreviver”, conta o agricultor João Guilherme Zefferino.

Apoio teórico e prático
O planalto catarinense sofreu com a queda nas exportações das indústrias moveleiras na década de 80, comprometendo a qualidade de vida da população local. Além disso, com solo esgotado por outras culturas, a área não era favorável ao plantio de alimentos. “Quando o grupo do Lecera chegou à região, encontramos verdadeiros indigentes rurais vivendo nos assentamentos”, lembra o professor da UFSC e coordenador do projeto Clarilton Ribas.

A falta de técnica e de crédito é um dos principais problemas dos assentamentos da reforma agrária, segundo o professor. O projeto introduziu 20 agrônomos na região para auxiliar na geração de renda a partir do fomento da agricultura, da plantação solidária e do trabalho coletivo. Além disso, a reestruturação dos assentamentos organizou a produção e a comercialização dos produtos em torno de uma cooperativa. Os agricultores receberam instruções teóricas e práticas com as oficinas do campo, e puderam cultivar uma série de alimentos de maior qualidade.

A UFSC também colaborou com ensinamentos sobre manejo e produção dos biofertilizantes – fertilizantes caseiros, sem adição de produtos químicos. Os agricultores reconhecem a maior aceitabilidade dos produtos livres de agrotóxicos e estimularam-se com as boas vendas. A produção de hortifrutigranjeiros é comercializada nos centros urbanos e também é vendida ao Governo Federal a preço de mercado para o consumo em restaurantes populares, hospitais públicos e merenda escolar.

“A proximidade dos centros de comercialização facilitou a divulgação e a venda dos nossos produtos”, comemora o agricultor João Guilherme Zefferino. Segundo ele, a renda do assentamento aumentou e as pessoas puderam ganhar qualidade na parceria com a universidade. A cada real investido pelo MDS, os agricultores tiveram cinco reais em benefícios indiretos. No total, o projeto já recebeu em torno de R$ 1,5 milhão e pretende ir até 2012. “Queremos ainda cultivar as plantas de lavoura, como o arroz, e o leite agroecológico”, destaca o coordenador do projeto.

 Do campo à cidade
Os trabalhos não se resumem ao campo. Em Joinville, maior município em extensão de Santa Catarina, os agrônomos implantaram as hortas agroecológicas. O professor Ribas alerta para o desaparecimento dos “cinturões verdes” nas cidades, as chamadas hortas urbanas.

“A maioria dos produtos orgânicos consumidos em Florianópolis vêm de São Paulo ou de Curitiba. Nessas situações, paga-se mais devido ao custo do transporte, perde-se em qualidade e o meio ambiente é ainda mais explorado”, avalia o coordenador. Segundo ele, o trabalho conjunto com os agricultores busca incentivar a produção e o consumo em “curto-circuito”, priorizando a produção agroecológica e minimizando custos ambientais no plantio dos alimentos.

Mais informações com o professor Clarilton Ribas, e-mail:  / Telefone: (48) 3721-5417

Por Gabriele Duarte / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: agricultura familiarCCApesquisa

Centro de Apoio à Agricultura é destaque no planalto norte de Santa Catarina

31/10/2011 09:14

Agricultores recebem orientações teóricas e práticas e passaram a cultivar uma série de alimentos com maior qualidade

Depois de 10 anos vivendo em áreas distribuídas pela reforma agrária, o agricultor Vanderlei Antunes se fixou no assentamento Justino Dransveski, em Araquari, norte de Santa Catarina. Essa realidade foi possível graças à criação do Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana da Região Metropolitana de Joinville, em 2008. O projeto é desenvolvido pelo Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária (Lecera), ligado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Movimento Sem Terra (MST).

Os 20 assentamentos da região beneficiaram cerca de 750 famílias com técnicas de plantio, fornecimento de insumos, auxílio no consumo e comercialização da produção, além de disseminação de informações sobre colheita agroecológica e familiar. “O Centro foi um divisor de águas. Antes não era possível morar e trabalhar aqui. Tínhamos que buscar serviços em outros lugares para poder sobreviver”, conta o agricultor João Guilherme Zefferino.

Apoio teórico e prático
O planalto catarinense sofreu com a queda nas exportações das indústrias moveleiras na década de 80, comprometendo a qualidade de vida da população local. Além disso, com solo esgotado por outras culturas, a área não era favorável ao plantio de alimentos. “Quando o grupo do Lecera chegou à região, encontramos verdadeiros indigentes rurais vivendo nos assentamentos”, lembra o professor da UFSC e coordenador do projeto Clarilton Ribas.

A falta de técnica e de crédito é um dos principais problemas dos assentamentos da reforma agrária, segundo o professor. O projeto introduziu 20 agrônomos na região para auxiliar na geração de renda a partir do fomento da agricultura, da plantação solidária e do trabalho coletivo. Além disso, a reestruturação dos assentamentos organizou a produção e a comercialização dos produtos em torno de uma cooperativa. Os agricultores receberam instruções teóricas e práticas com as oficinas do campo, e puderam cultivar uma série de alimentos de maior qualidade.

A UFSC também colaborou com ensinamentos sobre manejo e produção dos biofertilizantes – fertilizantes caseiros, sem adição de produtos químicos. Os agricultores reconhecem a maior aceitabilidade dos produtos livres de agrotóxicos e estimularam-se com as boas vendas. A produção de hortifrutigranjeiros é comercializada nos centros urbanos e também é vendida ao Governo Federal a preço de mercado para o consumo em restaurantes populares, hospitais públicos e merenda escolar.

“A proximidade dos centros de comercialização facilitou a divulgação e a venda dos nossos produtos”, comemora o agricultor João Guilherme Zefferino. Segundo ele, a renda do assentamento aumentou e as pessoas puderam ganhar qualidade na parceria com a universidade. A cada real investido pelo MDS, os agricultores tiveram cinco reais em benefícios indiretos. No total, o projeto já recebeu em torno de R$ 1,5 milhão e pretende ir até 2012. “Queremos ainda cultivar as plantas de lavoura, como o arroz, e o leite agroecológico”, destaca o coordenador do projeto.

 Do campo à cidade
Os trabalhos não se resumem ao campo. Em Joinville, maior município em extensão de Santa Catarina, os agrônomos implantaram as hortas agroecológicas. O professor Ribas alerta para o desaparecimento dos “cinturões verdes” nas cidades, as chamadas hortas urbanas.

“A maioria dos produtos orgânicos consumidos em Florianópolis vêm de São Paulo ou de Curitiba. Nessas situações, paga-se mais devido ao custo do transporte, perde-se em qualidade e o meio ambiente é ainda mais explorado”, avalia o coordenador. Segundo ele, o trabalho conjunto com os agricultores busca incentivar a produção e o consumo em “curto-circuito”, priorizando a produção agroecológica e minimizando custos ambientais no plantio dos alimentos.

Mais informações com o professor Clarilton Ribas, e-mail:  / Telefone: (48) 3721-5417

Por Gabriele Duarte / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: agricultura familiaragroecologiaCCA