Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica lança segunda coleção de livros

13/12/2021 11:08

A segunda coleção de livros da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será lançada nesta quinta-feira, 16 de dezembro, às 17h, pelo Youtube. Fazem parte da coleção “Kuri’y Zág Fág”: Vol.1: Ensino e Natureza, Vol.2: Culturas e Memórias e a cartilha Projetos Interdisciplinares para o Ensino Médio Indígena, todos na versão impressa e também na forma de e-books digitais e gratuitos.

Os livros são resultado de trabalhos de conclusão de curso da segunda turma da Licenciatura Indígena, e a cartilha é baseada nos planos de ensino dos estágios dos alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng da mesma turma. As obras materializam o esforço e a qualidade das pesquisas defendidas pelos estudantes indígenas. O evento de lançamento contará com uma roda de conversa com as organizadoras e alguns dos autores e autoras.

Acesse os e-books:

Kuri’y Zág Fág Vol.1: Ensino e Natureza

Kuri’y Zág Fág Vol.2: Culturas e Memórias

Projetos Interdisciplinares para o Ensino Médio Indígena

Tags: lançamento de livroLicenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata AtlânticaliveUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professor da UFSC apresenta ferramenta para investigar subnotificação de casos de covid-19

13/12/2021 09:00

Uma ferramenta matemática que ajuda a investigar a subnotificação de casos de infecção por covid-19 foi um dos resultados do trabalho de um grupo que estuda a dinâmica de doenças infecciosas a partir de modelos matemáticos. O professor Vinicius Albani, do Departamento de Matemática da UFSC, foi um dos autores do artigo Covid-19 underreporting and its impact on vaccination strategies, publicado no BMC Infectious Diseases, periódico da Springer Nature, e recentemente pauta do portal internacional de divulgação científica Scidev.net.

O professor explica que o índice de soroprevalência é o que costuma ser utilizado para se investigar a proporção de casos de infecção em uma determinada região. Esse indicador, entretanto, depende da testagem massiva, política à qual muitos países não tiveram acesso. O objetivo do grupo, composto também pelos pesquisadores Jennifer Loria, Eduardo Massad e Jorge Zubelli, foi apresentar essa nova metodologia para estimar infecções subnotificadas com base em aproximações das taxas estáveis ​​de hospitalização e mortalidade.

Imagem ilustrativa (Pixabay)

“A gente propõe um modelo para descrever a dinâmica da covid-19 e da disseminação do vírus que fosse aderente aos dados, que conseguisse fazer boas previsões – pelo menos previsões de curto prazo – para saber quantos vão ser os números de casos, de mortes e de hospitalizações nos próximos dez dias, quinze dias, visando auxiliar o poder público”, conta. Para isso, a equipe utilizou dados públicos da pandemia para o cálculo das taxas diárias de internações e óbitos, procurando por períodos em que essas taxas apresentaram uma estabilização. Estes períodos, aponta o professor, em geral são aqueles em que há um alto volume de testes com baixos índices de resultado positivo.

Na prática, foram utilizados dados de Chicago e Nova York, cidades que estavam testando muito sua população. Esse era um fator importante para o desenvolvimento da ferramenta, pois era necessário que houvesse uma alta taxa de testagens e um volume pequeno de testes positivos para se fazer um corte numérico e compará-lo com as taxas de hospitalização e óbitos. As taxas observadas nos períodos em que houve estabilização eram consideradas como as taxas reais de mortalidade e de hospitalização associadas à covid-19, que depois eram usadas para fornecer estimativas de números de infecções para ouros períodos e regiões.

Segundo Albani, a metodologia funciona da seguinte forma: se a taxa de mortalidade considerada como real é de 1% e, num dado dia, a taxa de mortalidade observada é de 10%, então o número de infecções naquele dia deve ser 10 vezes maior do que o número reportado. A taxa de mortalidade diária é calculada como a razão entre o número de mortes num dado dia e o número de infecções reportadas 12 dias antes, em que 12 dias é o tempo médio entre uma pessoa começar a apresentar os sintomas da doença e vir a óbito. A taxa de hospitalização diária é calculada de forma similar.

A ferramenta foi testada usando dados da Cidade do México, da Dinamarca e da província de Buenos Aires. “Então, quando a gente comparava os nossos números, especialmente usando taxas de mortalidade, com os números de estudos de soroprevalência, a gente viu que nossos números eram muito parecidos”, reforça o pesquisador. Esse confronto dos resultados da ferramenta com os resultados de soroprevalência serve, também, como mais uma validação do instrumento proposto pelos pesquisadores.

Para os cálculos, a equipe utilizou médias móveis de sete dias sobre as novas infecções, hospitalizações e mortes. Entre outras coisas, o estudo também apontou que a infecção entre as populações estudadas pode ter chegado a 30%, um índice pelo menos seis vezes maior do que aquele apresentado nas notificações. De acordo com o professor, a vantagem de utilizar a ferramenta é porque ela é complementar aos estudos de soroprevalência, com o benefício de poder ser utilizada a qualquer momento. “Quando você tem uma ferramenta matemática que te permite ver a subnotificação você pode calcular a qualquer momento, desde que você tenha os dados. Você também pode pegar os números de um lugar e aplicar em outro”, indica.

O estudo, que foi realizado em 2020, também previu um impacto desses dados nas políticas de vacinação, considerando, hipoteticamente, que cidadãos que já tivessem imunidade contra o vírus poderiam ser vacinados depois dos grupos de prioridade.

Com reportagem de Luana Consoli/Agecom/UFSC

Tags: BMC Infectious DiseasesCovid-19Modelo matemáticopandemiasubnotificação

Pró-Reitor de Pesquisa da UFSC recebe Medalha do Exército Brasileiro

07/12/2021 13:10

O professor Sebastião Roberto Soares, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e pró-reitor de Pesquisa da UFSC recebeu a Medalha do Exército Brasileiro nesta segunda-feira, 6 de dezembro, como reconhecimento em prol da pesquisa na UFSC e sua interação com a sociedade. A honraria foi indicada pelo Sistema de Defesa, Indústria e Academia (SisDIA) de Inovação do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT).

“Acredito que seja um reconhecimento a toda a Universidade, que, com suas pesquisas, seus projetos de extensão e sua qualidade no Ensino tanto contribuem para que Santa Catarina e o Brasil continuem a avançar, a crescer e a disseminar o conhecimento”, pontuou o professor”.

A honraria destina-se a distinguir cidadãos e instituições civis que tenham praticado ação destacada ou serviço relevante em prol do interesse e do bom nome do Exército Brasileiro. A entrega da medalha ocorreu no quartel da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Florianópolis, e foi conduzida pelo General de Brigada Márcio Luis do Nascimento Abreu Pereira, Comandante da 14ª BIM, e pelo General da Reserva, Adhemar da Costa Machado Filho.

Tags: Medalha do Exército BrasileiroPROPESQUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa premiada da UFSC aponta que alimentação saudável e atividade física podem aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

07/12/2021 11:57

Um trabalho fruto de uma dissertação defendida no Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC foi premiado no Congresso Brasileiro de Nutrição Oncológica por sua relevância e pelo longo período de coleta de dados. O estudo de Jaqueline Schroeder, com coautoria de Luiza Kuhnen Reitz, Yara Maria Franco Moreno, Marina Raick e Patricia Faria Di Pietro, levou o primeiro lugar como melhor tema livre do evento, investigando o impacto das recomendações da World Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research sobre mortalidade, tempo de sobrevida e recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

A pesquisa foi orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro e consistiu no acompanhamento de 101 mulheres admitidas para a realização de tratamento cirúrgico de câncer de mama entre 2006 a 2011. Aos hábitos destas pacientes foi atribuído um sistema de pontuação padronizado de adesão às recomendações da WCRF/AICR. O câncer de mama é um dos mais diagnosticados no mundo e um dos que apresentam maior taxa de mortalidade.


O estudo observacional, analítico e prospectivo foi dividido em duas fases: na primeira utilizou informações já coletadas entre 2006 e 2011 sobre os dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos e sobre o consumo alimentar das mulheres. Na segunda, entre 2020 e 2021, buscou as informações adicionais de mortalidade, tempo de sobrevida após o diagnóstico do câncer de mama e sobre a recidiva da doença – ou seja, seu reaparecimento.

As recomendações da WCRF/AICR, foco da pesquisa, baseiam-se em dez hábitos a serem desenvolvidos como forma de prevenir o câncer e de fazer com que a doença não retorne. Limitar o consumo de carne vermelha e processada, de açúcar e bebidas açucaradas, de álcool e de fast food estão entre os itens da lista. Ter uma dieta rica em grãos integrais, vegetais, frutas e leguminosas, ser fisicamente ativo e manter um peso corporal saudável também fazem parte dos itens. Não utilizar suplementos nutricionais para a prevenção de câncer, amamentar os filhos se possível e, depois de um diagnóstico, seguir as recomendações completam a lista do que é possível fazer para um tratamento positivo.

A análise constata, por meio do acompanhamento das mulheres em tratamento, a relevância do seguimento das recomendações da WCRF/AICR para melhor expectativa de vida após o diagnóstico do câncer de mama. De acordo com Jaqueline, fatores como alimentação inadequada e sedentarismo podem interferir na expectativa de vida de pacientes com câncer de mama. “No estudo, identificou-se menor sobrevida – ou seja, tempo de sobrevivência após o primeiro diagnóstico do câncer de mama – daquelas mulheres que seguiram menos as recomendações da WCRF/AICR”, pontua.

O estudo atribuiu um sistema de pontuação padronizado. Por exemplo: aquelas que mantinham uma dieta de consumo de frutas e vegetais maior do que 400 gramas por dia pontuaram mais do que aquelas que ingeriram uma porção menor ou não ingeriram. Princípio semelhante foi aplicado em sete das dez recomendações da entidade de prevenção ao câncer. Jaqueline utilizou métodos estatísticos para fazer a análise para cada mulher que participou da pesquisa.

Ilustração: waldryano/Pixabay

Entre 2020 e 2021 o estudo coletou os dados de mortalidade, geral e específica por câncer de mama, e o tempo de sobrevida das pacientes. Curvas de Kaplan-Meier, modelos de regressão logística e regressão de Cox foram elaborados para associar o escore WCRF/AICR com mortalidade e sobrevida. Jaqueline explica que a amostra de participantes foi dividida em três partes, cada uma correspondendo a um tercil. “O primeiro tercil é composto de mulheres que menos seguiram as recomendações; o segundo, pelas mulheres que seguiram moderadamente as recomendações; e o terceiro, as que mais seguiram as recomendações de prevenção ao câncer”.

As mulheres com menor adesão às recomendações, do primeiro tercil, tiveram uma menor chance de sobrevida em 10 anos quando comparadas às pacientes com maiores escores. “Sugere-se que a adesão às recomendações da WCRF/AICR antes do tratamento do câncer de mama pode contribuir com a melhor expectativa de vida”, pontua, na pesquisa. “Podemos afirmar, por meio deste estudo, que mulheres que seguem menos as recomendações têm maior risco de sobreviver menos após o diagnóstico do câncer”, completa.

Ainda, o estudo aponta que consumo de frutas, vegetais e prática de atividade física já aparecem associados à maior sobrevida e menor mortalidade em outras pesquisas. O consumo de açúcar e bebidas açucaradas também surge como um fator de risco de doenças cardiovasculares, que podem evoluir para alguns tipos específicos de câncer. Outra conclusão é que o excesso de peso influencia na recidiva e em diferentes comorbidades e que o sedentarismo e o estilo de vida inadequado podem ocasionar inflamação sistêmica e maior risco de desenvolvimento de tumores e metástases.

A pesquisadora continua investigando a temática. “Estou buscando mais informações sobre mortalidade e recidiva das mulheres. Até o momento consegui dados do Centro de Pesquisas Oncológicas e pretendo ampliar a amostra para o estudo de sobrevida em 10 anos com dados de pacientes da Carmela Dutra”, adianta. O estudo também tem desdobramento na sua pesquisa de doutorado. “Pretendo associar o escore WCRF/AICR a outros desfechos, como alguns biomarcadores inflamatórios específicos e perfil de saúde hepática de mulheres sobreviventes do câncer de mama”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: câncer de mamaCongresso Brasileiro de Nutrição OncológicanutriçãoWorld Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research

Pós-Graduação em Bioquímica seleciona candidatos para mestrado e doutorado

07/12/2021 09:30

O Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGBQA/UFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo para os cursos de mestrado e de doutorado. São ofertadas até 15 vagas no mestrado e 10 vagas no doutorado, com matrículas a partir de fevereiro de 2022. Os interessados podem se inscrever até as 18h de 18 de janeiro de 2022.

Os editais, os links para inscrição e as demais informações sobre a seleção podem ser encontrados na página do Programa.

Mais informações e esclarecimento de dúvidas podem ser solicitadas pelo e-mail ppgbqa@contato.ufsc.br.

Tags: doutoradoeditalmestradoPPGBQAPrograma de Pós-Graduação em BioquímicaseleçãoUFSC

Publicado novo número da Pesquisar – Revista de Estudos e Pesquisas em Ensino de Geografia

06/12/2021 13:06

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ensino de Geografia (Nepegeo) da Universidade Federal Santa Catarina (UFSC) publicou uma nova edição da Pesquisar – Revista de Estudos e Pesquisas em Ensino de Geografia. O periódico semestral tem a proposta de reunir contribuições de pesquisas e experiências metodológicas da Geografia escolar e divulga artigos, notas e relatos de pesquisa, entre outros. 

A Pesquisar é um veículo de comunicação cultural e científica do Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Ciências da Educação (CED), do Departamento de Geociências do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC.

Acesse a publicação.

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Propesq divulga resultado do Prêmio Pesquisa de Destaque

06/12/2021 11:36

A Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 6 de dezembro, o resultado do Prêmio Pesquisa de Destaque. O vencedor na categoria Pesquisa Básica foi o estudo “Potenciais marcadores de prognóstico e alvos terapêuticos aplicáveis às doenças neurológicas e psiquiátricas”, coordenado pelo professor do Departamento de Clínica Médica Roger Walz. Já na categoria Pesquisa Aplicada, o contemplado foi o trabalho “Adequação climática e uso racional de água em edificações”, liderado por Enedir Ghisi, docente do Departamento de Engenharia Civil. 

A comissão avaliadora recomendou, também, a concessão do reconhecimento de Honra ao Mérito a duas propostas: “Processos e produtos cerâmicos sustentáveis”, do professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos Dachamir Hotza; e “Aquicultura integrada com uso da tecnologia de bioflocos: incrementando a produtividade com sustentabilidade”, de Felipe do Nascimento Vieira, engenheiro agrônomo do Laboratório de Camarões Marinhos.

Foram recebidas 18 candidaturas – 15 para Pesquisa Aplicada e três para Pesquisa Básica. Entre os fatores considerados na avaliação, estão a produção científica associada, o impacto científico e social da pesquisa, a formação de recursos humanos qualificados, o recebimento de prêmios e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

A comissão julgadora foi composta pelos professores Armando Albertazzi Gonçalves Júnior, presidente indicado pela Propesq/UFSC; Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da  Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc); Jan Schripsema, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro; Margareth Maria de Carvalho Queiroz, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz); e Marcelo José Braga, da Universidade Federal de Viçosa.

Mais informações no site da premiação e na Ata do Processo Seletivo.

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Três professores da UFSC são eleitos novos membros da Academia Brasileira de Ciências

02/12/2021 18:33

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) acaba de eleger novos membros titulares e correspondentes. Entre eles, estão três docentes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A professora Débora Peres Menezes, do departamento de Física, foi eleita como membro titular. Os professores Amurabi Pereira de Oliveira, do departamento de Sociologia e Ciência Política, e Tiago Elias Allievi Frizon, de Ciências Químicas, são os novos membros correspondentes da Região Sul.

A divulgação ocorreu após a Assembleia Geral Ordinária da ABC, realizada nesta quinta-feira, 02 de dezembro. Todos os eleitos tomam posse no dia 1o de janeiro.

Mais informações na página da ABC.

 

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TCC de Engenharia Mecânica sobre refrigeração magnética é premiado em evento internacional

01/12/2021 13:19

Um trabalho de conclusão de curso (TCC) do Departamento de Engenharia Mecânica acaba de ser premiado como o melhor trabalho de graduação em um evento internacional, 26th International Congress of Mechanical Engineering (COBEM 2021).  A pesquisa Sistema de gerenciamento hidráulico para uma unidade de refrigeração magnética, de autoria do aluno Diego dos Santos, foi defendida em junho de 2020 e teve a orientação do professor Jader Riso Barbosa Junior, com co-orientação dos pesquisadores Jaime Andrés Lozano Cadena e Guilherme Fidelis Peixer, do Laboratórios de pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo).

O trabalho consistiu no desenvolvimento e avaliação de um sistema de gerenciamento hidráulico para refrigeradores magnéticos, com o objetivo de aplicá-lo em condicionadores de ar. Um novo conceito para o sistema hidráulico foi desenvolvido e comparado com soluções comerciais a fim de encontrar a alternativa ótima para a operação, conforme as necessidades do projeto do sistema de refrigeração.

O estudo foi desenvolvido junto ao grupo de pesquisa em Novas Tecnologias de Refrigeração, dentro do escopo do projeto de pesquisa MagChill, que pretende desenvolver o primeiro condicionador de ar no mundo a ser operado com uma unidade de refrigeração magnética. O projeto é financiado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais e pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, mas as pesquisas no Polo contam também com o apoio do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, com recursos do CNPq, CAPES e FAPESC.

Diego recebeu o Prêmio ABCM-Embraer 2020, em premiação ocorrida na última quinta-feira, 25 de novembro. O evento, organizado esse ano por professores do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, foi realizado de forma remota. Ao todo, a equipe do Polo apresentou oito artigos completos, quatro deles em temas relacionados à pesquisa em novas tecnologias de refrigeração. Diego dos Santos é o sétimo integrante do laboratório a receber o Prêmio ABCM (ou Menção Honrosa) desde a sua criação, em 2003.

Tags: 26th International Congress of Mechanical EngineeringLaboratório de Pesquisa em Refrigeração e TermofísicaPOLOrefrigeração magnéticaTCC

Doutoranda da UFSC recebe bolsa internacional para apoiar pesquisa desenvolvida na Antártica

01/12/2021 12:02

A doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paola Barros Delben é uma das agraciadas com uma bolsa internacional para apoiar estudos e pesquisas conduzidas na Antártica. A bolsa foi concedida pelo Conselho de Gestores de Programas Antárticos Nacionais (COMNAP) e apoiará o projeto de Paola “Gestão de Riscos de Saúde e Segurança em Isolamento, Confinamento e Contextos Extremos”. Ela utilizará a bolsa para realizar pesquisas colaborativas com colegas do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, Lisboa, Portugal.

A pesquisa aborda uma das áreas prioritários para a COMNAP, que é a segurança humana, e aumentará a compreensão sobre o impacto do isolamento, confinamento e ambientes extremos nos expedicionários, afirmou a instituição ao anunciar as bolsas.

Paola é vinculada ao Laboratório Fator Humano, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, e foi a primeira pesquisadora com projeto de ciências humanas, psicologia, saúde mental e tecnologia aplicada a ser contemplada com esse reconhecimento pelos principais órgãos responsáveis por pesquisas na Antártica.
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Estudante da UFSC vence 23º Prêmio Catarinense de Economia

01/12/2021 09:58

Vicente Loeblein Heinen é pesquisador do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Foto: Divulgação)

O estudante Vicente Loeblein Heinen, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi o vencedor da categoria Acadêmica: Monografia de Graduação do 23º Prêmio Catarinense de Economia (PCE) 2021, promovido pelo Conselho Regional de Economia (Corecon-SC). Não houve vencedores nas categorias Artigo Científico, dirigida a profissionais, e Resenha, aberta a profissionais e acadêmicos.

Vicente Heinen apresentou o trabalho “Superpopulação relativa no Brasil: tamanho e composição entre 2012 e 2020” e receberá R$ 2 mil pela primeira colocação. Técnico em Informática pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e graduado neste ano em Ciências Econômicas pela UFSC, Heinen há quatro anos é pesquisador do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat/UFSC), que acompanha e analisa indicadores econômicos, pesquisas amostrais, registros administrativos como Caged e Rais, e censo demográfico.

A solenidade de premiação será virtual e ocorrerá dia 13 de dezembro, às 18h30, em conjunto com a 12ª e última sessão ordinária do Corecon-SC.

Em segundo lugar na categoria Acadêmica ficou Jordana Menezes, com o trabalho “Desigualdade de gênero após a Reforma Trabalhista Brasileira de 2017: uma análise da decomposição salarial de Oaxaca-Blinder com base numa Recentered Influence Function”; e em terceiro, Carolina Fernandes Custódio, com “Uma aplicação do pacote Blinder-Oaxaca Decomposition em R para estimar o prêmio salarial STEM” . Ambos são acadêmicos da Udesc e receberão, respectivamente, R$ 1,5 mil e R$ 1 mil. Confira a íntegra dos trabalhos em corecon-sc.org.br.

O Prêmio Catarinense de Economia tem o objetivo de incentivar a investigação econômica em geral e estimular economistas e estudantes de Ciências Econômicas a desenvolverem pesquisas voltadas para o conhecimento e o desenvolvimento da economia catarinense.

Texto da Assessoria de Comunicação do Corecon-SC

 

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Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução promove seminário de egressos

01/12/2021 09:26

O Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET), do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC, promoverá nos dias 8, 9 e 10 dezembro de 2021 o VIII SEPGET: Unidos na Tradução, seminário de egressos do Programa. O evento será on-line, no Canal da PGETUFSC no YouTube e tem o objetivo de discutir como a formação proporcionada aos mestres e doutores contribui ou reflete na inserção profissional e acadêmica dos egressos e egressas do Programa.

O evento estimula a interlocução entre pós-graduandos e egressos, enriquece as discussões acadêmicas e mostra a realidade profissional, ampliando o conhecimento de seus interlocutores e evidenciando a contribuição social do Programa de Pós-Graduação.

Para essa edição do evento, considerou-se o tema proposto pela Federação Internacional de Tradutores (FIT) para as comemorações do Dia Internacional da Tradução do ano de 2021: “Unidos na Tradução”.

Qualquer pessoa interessada em conhecer o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC pode assistir às mesas redondas que compõem o seminário.

Veja o Cadernos de Resumos com a programação do VIII SEPGET: http://sepget.paginas.ufsc.br/files/2021/11/Caderno-de-Resumos-SEPGET.pdf

Inscrições disponíveis em: http://inscricoes.ufsc.br/sepget2021

Mais informações no site do evento: https://sepget.paginas.ufsc.br/

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Pós-Graduação em Engenharia Têxtil seleciona alunos para o mestrado

30/11/2021 18:58

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Têxtil (PGETEX/UFSC), do campus Blumenau, está com inscrições abertas para seleção de novos alunos para o curso de mestrado, com ingresso em 2022. Estão sendo ofertadas 15 vagas, sendo cinco delas para ações afirmativas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 23 de janeiro.

Todas as vagas ofertadas são para a área de concentração “Desenvolvimento de processos e produtos têxteis”, com temas distribuídos nas seguintes linhas de pesquisa: Engenharia de processos e produtos têxteis; Sustentabilidade no setor têxtil; e Têxteis técnicos, inteligentes e funcionais.

Para se inscrever, o candidato deve preencher o Formulário de Inscrição para Pós-Graduação, anexando todos os documentos solicitados no item 3 de edital. O processo seletivo será composto pela análise da formação acadêmica, da atuação profissional e das atividades científicas dos candidatos, bem como do plano de estudos e do memorial descritivo apresentados.

O resultado final será divulgado no site do programa no dia 18 de fevereiro e o início das aulas está previsto para 7 de março.

Para mais informações sobre o processo seletivo, acesse o edital.

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail pgetex.bnu@contato.ufsc.br ou pelo Whatsapp (48) 3271-3336.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

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‘A nova direita e reorganização do sistema partidário brasileiro’ é tema de seminário na próxima segunda

30/11/2021 15:32

O Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSP/UFSC) promove a conferência “Qual mudança? A nova direita e reorganização do sistema partidário brasileiro”. A atividade terá como convidado o professor da Universidade de Brasília (UnB), André Borges.

O evento, que faz parte dos Seminários de Pesquisa do PPGSP, ocorre no dia 06 de dezembro, segunda-feira, às 17h, e será transmitido pelo canal no YouTube do PPGSP.

Mais informações na página do Programa ou pelo e-mail ppgsocpol@contato.ufsc.br

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Pesquisa da UFSC investiga como as bactérias da Antártida podem ajudar e entender mudanças climáticas

30/11/2021 09:30

Alanna e professor Rubens estudam material coletado na Antártida

Os milhares de microorganismos que habitam o mundo, a maior parte deles desconhecidos da ciência, também podem trazer respostas sobre um dos fatores mais preocupantes da modernidade: as mudanças climáticas. Uma série de pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob coordenação do professor Rubens Tadeu Delgado Duarte, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, investiga como bactérias da Antártida podem trazer respostas sobre o tema e também seu potencial em inovações da biotecnologia.

Uma dessas pesquisas vem sendo desenvolvida pela estudante de iniciação científica Alanna Maylle Cararo Luiz em seu trabalho de conclusão de curso e foi recentemente apresentada no evento da Sociedade Brasileira de Microbiologia. O estudo Estratégias de crescimento de microrganismos de solos de recuo de geleira da Antártica em termos de seleção r-k trabalha com material coletado em uma expedição pelo continente em 2017, parte do projeto Microsfera – A Vida microbiana na Criosfera Antártica: mudanças climáticas, e bioprospecção.

As pesquisas ocorrem no Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (LEMEx). O professor explica que a ecologia molecular é uma uma área da da biologia em que se utiliza moléculas para estudar a ecologia dos seres vivos, e os extremófilos são justamente aqueles organismos que conseguem sobreviver em condições extremas – tal como ocorre no ainda desconhecido continente mais frio do planeta. No LEMEx, a proposta é utilizar moléculas das bactérias para entendê-las e desvendar propriedades e funcionalidades desconhecidas. “Tem milhares, dezenas de milhares de espécies de bactérias e um único grama de solo. Então, uma colher de chá de solo tem milhões de indivíduos a serem estudados”, explica.

O continente antártico também é foco dos interesses porque o eixo central das pesquisas está ligado à ideia de compreender as mudanças climáticas. Cientistas do mundo todo investigam esse ponto do planeta por conta do derretimento das geleiras, que ocasiona aumento no nível das águas e produz um verdadeiro efeito cascata na biodiversidade. “Nós queremos utilizar o conhecimento sobre essas bactérias para determinar, por exemplo, se elas podem indicar uma mudança climática mais rápida ou uma mudança climática mais lenta, ou seja, a gente pode utilizá-las como uma forma de monitoramento de mudanças climáticas, como termômetros biológicos”.

Duarte explica que diferentes seres vivos podem indicar essas variações. Os pinguins, por exemplo, são muito utilizados pela ciência porque se aproveitam do derretimento dos solos para colonizarem o ambiente. Assim, o aumento das “pinguineiras” é uma amostra efetiva do aquecimento. O que ocorre é que este é um processo lento, que depende das características reprodutivas dos animais. As bactérias, ao contrário, podem trazer essas respostas de forma mais ágil e também mais efetiva.

Collins e Baranowski

As pesquisas da UFSC são realizadas a partir da coleta de solo e de gelo de duas geleiras na Antártida: a Collins e a Baranowski. Segundo o professor, isso ocorre porque, enquanto uma apresenta um processo de derretimento lento, a outra degela de forma muito rápida. “Os levantamentos indicam que a Baranowski recuou, em 43 anos, o que a Collins levou mais de mil anos para recuar”, comenta.

Com esse recuo, o solo volta a ficar exposto e as bactérias são despertadas. Esse processo fornece à ciência um gradiente espaço-temporal, já que se coletam amostragens logo em frente às geleiras, no solo que acabou de ficar exposto, e em regiões mais distantes, expostas há vinte, trinta ou quarenta anos. “Esse gradiente é importante porque é possível entender o que aconteceu com as populações de bactérias ao longo do tempo”, explica.

Ainda segundo o professor, é possível não só comparar o solo exposto mais e menos recentemente como comparar os solos de cada uma das geleiras – a de rápido e lento processo de degelo. “Quando comparamos a Collins com a Baranowski, por exemplo, podemos identificar quais microorganismos ocorrem no solo da geleira que derrete mais rápido. Essas bactérias podem servir como termômetro para nós”.

No caso da pesquisa de Alanna, a ideia é utilizar bactérias dessas amostras coletadas durante a expedição de 2017 para entender o papel do derretimento das geleiras na sucessão ecológica, o que contribui com o monitoramento dos efeitos das mudanças climáticas. Para ilustrar o que esse fenômeno representa, o professor utiliza um exemplo mais familiar para os brasileiros do que o derretimento das geleiras: as queimadas.

De acordo com Rubens, este processo impacta em toda a biodiversidade da região que está sendo investigada. “Vamos para uma floresta Mata Atlântica, aqui próximo a nós. Digamos que tenha uma queimada. Então, você tem a biodiversidade em volta, mas tem uma clareira sem planta nenhuma. Ao longo dos anos, a floresta vai ocupar aquele espaço novamente: novas sementes vão cair ali, animais vão começar a visitar. Ao longo do tempo, haverá um processo de sucessão ecológica”, explica. E existe um padrão para que isso ocorra: primeiro gramíneas, depois plantas arbustivas, pequenos arbustos, árvores de porte pequeno. Os animais também vão se guiando conforme esse padrão.

Na Antártida, o derretimento das geleiras também passa por esse processo, considerando, é claro, as particularidades da região. E é nesse ponto que a investigação da UFSC pode avançar: a geleira derreteu, o solo descongelou e ficou exposto ao oxigênio da atmosfera. Primeiro algumas bactérias começam a crescer, depois outras, sucessivamente. “As populações vão mudando”, reforça o professor. “Isso acontece com qualquer fator de impacto ambiental”. A sucessão ecológica vai refletir os processos de seleção natural de acordo com a disponibilidade de recursos e as estratégias de crescimento dos organismos.

Na pesquisa, o olhar do professor e da acadêmica está voltado para o crescimento dessas bactérias. Alguns desses microorganismos crescem rápido, levando em torno de 48 horas para a população ficar visível em meio à cultura. Já outros demoram muito mais tempo para crescer. Em solos mais jovens, ou seja, mais recentemente expostos ao fenômeno do degelo, é possível encontrar os organismos que crescem de forma mais acelerada. “Mas à medida que nos distanciamos da geleira, encontramos maior diversidade”, pontua. O fenômeno também é diferente na geleira Collins e na Baranowski.

Amostras de solo foram coletados a distâncias de 0, 50, 100, 200, 300 e 400 m à frente das duas geleiras da Antártica. A contagem de células viáveis ​​foi realizada em cada uma dessas amostras. As colônias foram contadas diariamente e classificadas de acordo com o seu tempo de crescimento – maior ou menor que 48 horas. A partir daí, o estudo envolveu compreender a estratégia de crescimento e a distância em que se encontravam da geleira.

O professor explica que, segundo modelos ecológicos, os organismos de crescimento rápido ocorrem logo no início da sucessão e são substituídos, com o passar do tempo, por organismos de crescimento mais lento. No caso dos solos da Antártica, se organismos de crescimento rápido forem encontrados longe da geleira, é um sinal de que um grande volume de gelo derreteu recentemente. A comparação desse fenômeno entre as duas geleiras, associada a dados climáticos da região, irá comprovar a hipótese do grupo de pesquisadores e poderá trazer uma nova ferramenta para estudos de mudanças climáticas em áreas polares.

Geralmente, estudos como estes requerem também o sequenciamento genético das bactérias selecionadas. Mas o custo alto do processo e os recursos cada vez mais escassos para o investimento em pesquisa podem impedir esse passo adiante.

Diversidade dos microrganismos sugere possíveis aplicações

Outra vertente que os materiais coletados na Antártida pela UFSC também pode originar é a investigação das possíveis aplicações biotecnológicas dos organismos presentes no solo e no gelo. Além da pesquisa de Alanna, pelo menos outros sete trabalhos do LEMEx utilizam as amostras do continente.

Segundo Rubens, um dos mecanismos de adaptação de microrganismos ao frio extremo é a produção de proteínas anticongelantes, ou seja, que interferem na formação do gelo e na sua recristalização. Isso confere resistência celular a baixas temperaturas e ao congelamento. “Uma aplicação possível é na saúde pública, nas vacinas de DNA”, explica. Espera-se que os resultados dos estudos demonstrem que as proteínas produzidas por bactérias da Antártida aumentem a estabilidade da vacina de adenovírus submetidas ao congelamento, o que poderia ser aplicável em produtos como os imunizantes do coronavírus.

Um dos estudos em execução nessa linha é o da doutoranda Joana Camila Lopes, que investiga a caracterização dessas proteínas buscando as aplicações biotecnológicas. A pesquisa ainda está em fase inicial, mas as expectativas são positivas, podendo também gerar propostas de aplicações na agricultura, como na proteção contra as geadas, por exemplo.

Todas essas pesquisas são realizadas com amostras coletadas em expedições científicas do Programa Antártico, cuja participação mais recente por parte do LEMEx ocorreu em 2017. As amostras de gelo e de solo ficam armazenadas no laboratório e servem a diferentes pesquisas, de diferentes níveis – da graduação ao doutorado. O material, preservado, também pode servir para estudos futuros.

Fotos e Texto: Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Empresa Júnior da UFSC vence Maratona Oceanográfica de Inovação

29/11/2021 17:42
A Tétis Empresa Júnior de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conquistou o 1º lugar da Maratona Oceanográfica de Inovação, que busca desenvolver o empreendedorismo da área por meio da exposição de oportunidades e soluções inovadoras para as adversidades dos estudos oceanográficos.  Para isso, cada equipe teve que elaborar um pitch,  que é uma apresentação breve para detecção e validação de uma oportunidade ou um problema real, até a criação de uma solução e de seu modelo de negócio. O grupo desenvolveu um projeto que promoveu o monitoramento das emissões de carbono nas embarcações na costa brasileira por meio de dados meteoceanográficos.
A equipe vencedora incluiu representantes da Tétis e outros alunos do curso. Os estudantes participantes são: Francielle Holtz (membra efetiva da Tétis); Camila Costa (trainee da Tétis, fez o pitch ao vivo e defesa); Rafael Drehmer (trainee da Tétis); Bernardo Zen (trainee da Tétis); Giulia Brocado; Khauany Poleza; e Letícia Volcov Alves.
A Maratona é promovida pela Associação Brasileira de Oceanografia e contou com a participação de cerca de 100 estudantes e professores de 12 cursos de Oceanografia do Brasil, divididos em 14 equipes sob a supervisão de seus tutores, e orientados por mais de 20 mentores voluntários. Das 14 equipes, oito ficaram entre as finalistas e foram avaliadas por uma banca de sete jurados, no sábado, 27 de novembro, premiando o projeto da Tétis.

A Tétis Empresa Júnior de Oceanografia foi fundada em 2009 por estudantes da graduação que viram uma maior necessidade de uma abordagem mais empresarial do curso, porém ela só foi oficialmente reconhecida pelo centro em 2017. A organização é responsável pela realização de palestras e cursos de práticas sustentáveis em empresas, escolas e comunidades, assim como fonte de pesquisa e divulgação de eventos na área das ciências do mar. 

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Estudo analisa como ocorre a regeneração de florestas tropicais e indica diretrizes para restauração

29/11/2021 17:20

Espécie do gênero Cecropia em Tefé, Amazonas. Com folhas grandes e crescimento rápido, é um típico exemplar de florestas secundárias úmidas das Américas. Foto: Catarina Jakovac

O grupo 2ndFOR, rede que envolve mais de 100 pesquisadores de 18 países, publicou nesta segunda-feira, 29 de novembro, um estudo de âmbito continental sobre a regeneração de florestas tropicais. A pesquisa envolveu a análise da recuperação de características funcionais de florestas americanas, do México ao sul do Brasil, e dados de mais de mil parcelas – áreas delimitados para estudo, com uma média de mil metros quadrados cada – e 127 mil árvores. O artigo, disponibilizado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também fornece diretrizes sobre quais tipos de espécies de árvores devem ser selecionadas para plantios de restauração em florestas úmidas e secas.

O foco da equipe de cientistas são as florestas secundárias – aquelas que regeneram naturalmente após a remoção da vegetação original para uso humano, normalmente cultivos agrícolas, pastagens e agricultura de corte e queima. Atualmente, mais da metade das florestas tropicais do mundo são secundárias em processo de regeneração. Na América Latina, elas cobrem 28% da zona tropical.

O que o novo estudo mostra é que as florestas tropicais em regeneração são bastante diversas em sua recuperação. Florestas secas e úmidas diferem fortemente em sua composição funcional em estágios iniciais de sucessão – como é chamado o processo de regeneração – e seguem distintos caminhos ao longo do tempo. À medida que as florestas envelhecem, contudo, tornam-se mais semelhantes em relação às características funcionais. Compreender esse processo auxilia na elaboração de melhores estratégias de restauração florestal. 
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Professor Aloisio Klein é finalista de prêmio que reconhece maiores nomes da ciência nacional

29/11/2021 16:25

O professor Aloisio Klein, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, é um dos finalistas do Prêmio CONFAP de CT&I – ‘Professor Francisco Romeu Landi’, premiação nacional que reconhece pesquisadores brasileiros indicados pelas fundações de fomentos de pesquisa dos seus estados. A indicação foi feita pela Pró-reitoria de Pesquisa da UFSC à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina. Os finalistas foram conhecidos na última sexta-feira.

Klein foi indicado na categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências Exatas e concorre com os professores Ado Jorio deVasconcelos, da Federal de Minas Gerais, indicado pela FAPEMIG, e Paulo Eduardo Artaxo Netto, da Universidade de São Paulo, indicado pela FAPESP. O resultado final será conhecido no próximo dia 9 de dezembro.

O Prêmio é um iniciativa do CONFAP, com patrocínio exclusivo da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/MCTI), e será outorgado a pesquisadores e pesquisadoras que tenham se destacado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados produziram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar da população brasileira. Será concedido também a profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a CT&I e a sociedade.

Leia o perfil do professor Aloisio Klein e conheça mais sobre o seu trabalho

Conheça todos os finalistas

UFSC e instituições parceiras lançam Rede Pan-Americana de Epidemiologia Ambiental nesta segunda, 29

29/11/2021 16:08

Laboratório de Virologia Aplicada analisa amostras de diversos materiais. Foto: Daiane Mayer/Estagiária de Fotografia da Agecom/UFSC

O Laboratório de Virologia Aplicada do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas (MIP/CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), juntamente com outras instituições governamentais e acadêmicas de 14 países da América Latina, lançam, nessa segunda-feira, 29 de novembro, a Rede Pan-Americana de Epidemiologia Ambiental (Panacea). A rede Panacea é capaz de obter dados em tempo real para detectar riscos microbiológicos e químicos na região. Além disso, busca desenvolver e implementar novas ferramentas moleculares para aplicação em epidemiologia ambiental, bem como formar profissionais capazes de produzir, analisar e interpretar dados.

A iniciativa tem colaboração com a University of Newcastle, a Universidad de Santiago de Compostela, o Instituto Karolinska e o MGI Tech. A Panacea conta, ainda, com o apoio do Northumbrian Water Group e do Suez Group, e visa expandir as atuais capacidades analíticas dos países da América Latina e do Caribe para implementar os programas de Epidemiologia Baseada em Águas Residuais (WBE).

O projeto de co-criação da rede, liderado pela University of Newcastle, começou a sequenciar amostras históricas e contemporâneas em toda a América Latina para determinar as variantes do SARS-CoV-2 que circulam na região. A pesquisa avalia a prevalência em tempo real e as variantes genômicas do vírus nas principais cidades do continente. A equipe está também se preparando para expandir o trabalho da rede no monitoramento resistência antimicrobiana (AMR) e outros agentes infecciosos.
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Tags: CCBImunologia e Parasitologia (MIP)Laboratório de Virologia AplicadaUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVigEAIVigilância Epidemiológica Ambiental Integrativa (VigEAI)

Professores da UFSC discutem pesquisas sobre impactos de agrotóxicos e transgênicos

29/11/2021 16:01

Professores e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina participam, na próxima sexta-feira, 3 de dezembro, do Seminário Sul Brasileiro Sobre Pesquisas Realizadas no Âmbito dos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos. O objetivo do evento é compartilhar os resultados, desafios, limites e potenciais de pesquisas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos e transgênicos. As inscrições podem ser feitas neste link, onde também está disponível a programação completa do evento.

Por meio do diálogo entre os Fóruns Estaduais, os grupos perceberam a necessidade de reunir esforços, por meio de um  evento, de expor e debater os resultados das pesquisas e as dificuldades encontradas para produzir o conhecimento científico. A ideia é reunir diferentes áreas para discutir dados, reunir forças e incentivos para a continuidade nas pesquisas científicas.

Um dos propósitos é ampliar o debate dos resultados científicos para além dos pares da academia e construir um panorama das pesquisas realizadas no sul do Brasil a fim de ampliar os horizontes e somar esforços. A programação compreende os eixos temáticos de agrárias, saúde, biológicas, humanas, jurídicas, tributárias, entre outras. Da UFSC, participam o professor Pablo Moritz , a professora aposentada Sonia Corina Hess, a professora Suellen Secchi Martinelli, o professor Rubens Onofre Nodari, a professora Patrizia Ana Bricarello, além de pesquisadores e pesquisadoras das ciências médicas e do Observatório de Justiça Ecológica. Mais informações no email seminariosulcontraagrotoxicos@gmail.com.

Programação do mês da Consciência Negra na UFSC começa nesta segunda-feira

29/11/2021 15:20

Novembro Negro e o enfrentamento ao racismo institucional é o mote dos dois dias de programação da Universidade Federal de Santa Catarina em alusão ao mês da Consciência Negra. As atividades contarão com transmissão pelo canal do Youtube da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD). As inscrições devem ser feitas via formulário.

Com essa agenda, a Coordenadoria de Relações Étnico Raciais e Diversidades (COEMA), recentemente criada, promove sua primeira ação pública junto à comunidade universitária, com dois dias de ação articulada e multicampi, para fortalecer coletivamente o trabalho de enfrentamento ao racismo institucional.

No dia 29, a coordenadoria será apresentada, com um panorama histórico da luta antiracista na UFSC (o protagonismo dos coletivos negros), apresentação das ações nos campi e diálogo sobre articulação institucional no enfrentamento ao racismo contra estudantes.

Já no dia 30, haverá um diálogo com a autora Jeruse Romão sobre a obra Antonieta de Barros: Professora, escritora, jornalista, primeira deputada catarinense e negra do Brasil e um debate sobre o papel da universidade para o povo preto – entre avanços e desafios.

Confira a programação
ATIVIDADE 1: Enfrentamento ao racismo institucional: aquilombar para avançar!

Dia 29/11 14h30

Atividade ampliada com convidados de movimentos sociais, estudantes, docentes, TAEs e gestores.

Apresentação da COEMA/SAAD UFSC
Panorama histórico da luta antiracista na UFSC (o protagonismo dos coletivos negros)
Apresentação das ações nos campi da UFSC
Diálogo sobre articulação institucional no enfrentamento ao racismo contra estudantes.

ATIVIDADE 2: Resistências negras nos espaços de poder: o legado de Antonieta de Barros

Dia 30/11 – 14h30 pelo canal do YouTube da SAAD.

Diálogo com a autora Jeruse Romão sobre sua obra “Antonieta de Barros: Professora, escritora, jornalista, primeira deputada catarinense e negra do Brasil” feito por Zâmbia Osório dos Santos (Professora e doutoranda em Educação na UFSC/Grupos Literalise e Alteritas).

ATIVIDADE 3: O papel da universidade para o povo preto – entre avanços e desafios.

Mesa redonda com Docentes e Estudante sobre os desafios atuais no ensino superior.

30/11 – 18h30 pelo canal do YouTube da SAAD.

Profª Drª Francis Tourinho – Secretária de Ações afirmativas da UFSC

Profª Ms Andreia de Sousa – Docente em Biblioteconomia e membro do NEAB/UDESC

Joyce Santos – Graduanda do Curso de Serviço Social da UFSC e membro do Coletivo Magali

Mais eventos

Em Curitibanos o Coletivo Curitiblack promove a atividade de semana da consciência negra “Reparação e Exaltação”. Em Araranguá,  GT PróNEABI-ARA, criado recentemente no campus, realiza o 1º Seminário de estudos afro-brasileiros, indígenas, quilombolas e de ações afirmativas do Campus Araranguá. Também o Grupo Alteritas promoveu, no dia 9, uma live de abertura de seus estudos sobre Beatriz Nascimento disponível aqui e segue divulgando as ações do mês por meio de suas mídias sociais.

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Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas abre processo seletivo para mestrado e doutorado

26/11/2021 15:36

O Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (PMPG/UFSC) recebe inscrições para o processo seletivo de candidatos aos mestrado e doutorado. Os interessados podem se inscrever até o dia 31 de janeiro de 2022. O edital, assim como o link para inscrição e demais informações estão disponíveis na página do Programa.

São ofertadas até 5 (cinco) vagas no mestrado e 3 (três) vagas no doutorado.

Mais informações pelo e-mail pmpg@contato.ufsc.br.

Tags: PMPGPrograma Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências FisiológicasUFSC

Pós em Recursos Genéticos Vegetais prorroga inscrições para mestrado e doutorado

26/11/2021 14:03

O Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGRGV-UFSC) prorrogou as inscrições para seleção de candidatos aos cursos de mestrado e doutorado, referentes aos editais de 2021 e 2022. É possível inscrever-se até o dia 28 de janeiro de 2022
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Prêmio Mulheres na Ciência: Regina Peralta Muniz Moreira

26/11/2021 08:00

Em 08 de setembro de 2021, a professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira participava como avaliadora de uma banca de defesa de doutorado em Engenharia Química da Universidade de São Paulo (USP). Enquanto conversava, ainda informalmente, com outro docente que também fora escalado como avaliador do trabalho, ele lhe disse: “Regina, você não vai se lembrar, mas você me deu aula particular.” Luiz Mário de Matos Jorge, atualmente professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), havia sido um de seus alunos nas aulas particulares que ela começou a oferecer quando ainda era adolescente. 
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UFSC na mídia: ‘Nasa lança missão para desviar rota de asteroide e treinar estratégia para defender o planeta’

25/11/2021 14:12

O professor Alexandre Zabot, subcoordenador do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC – campus Joinville), concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo para reportagem sobre a “Missão Dart”. O projeto foi iniciado pela Agência Espacial Americana NASA na última quarta-feira, 24 de novembro. A missão enviará uma sonda ao Espaço, a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceXcom o objetivo de desviar a rota de um asteroide.

Para mais informações sobre a entrevista, acesse o Portal UFSC Joinville.

Para conferir a matéria do Estadão na íntegra, clique aqui.

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