Pós em Relações Internacionais promove webinar com professor da Sciences Po

12/11/2021 11:59

Em 2021 a Pós-Graduação em Relações Internacionais da UFSC (PPGRI) está fazendo 10 anos e para celebrar a data promove o “Ciclo 10 anos – PPGRI/UFSC”. O ciclo é composto por diversas atividades que buscam dar visibilidade aos projetos de pesquisa do PPGRI e a análise de diversas temáticas que moldam a área de estudo do programa.

As atividades incluem webinars, eventos de pesquisa, minicursos e outros. A proposta é realizar eventos online neste momento e, quando a pandemia permitir, também realizar eventos presenciais.

A próxima atividade programada do ciclo é o webinar com Olivier Costa, professor da Sciences Po Paris e do Colégio da Europa em Bruges. Doutor em ciência política pela Universidade de Paris 8 e especialista em integração europeia e estudos parlamentares, ele vai tratar do tema “Política Externa da União Europeia”.

O evento ocorrerá em 23 de novembro, às 14h, e poderá ser acompanhado através do Youtube do PPGRI.

Para saber mais sobre o PPGRI visite o site: www.ppgri.ufsc.br

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PPG em Química inscreve para processo seletivo de mestrado e doutorado

12/11/2021 10:58

O Programa de Pós-graduação em Química da UFSC (PPGQ-UFSC) está com inscrições abertas, até 28 de novembro, para o processo de seleção e admissão aos Cursos de Mestrado e de Doutorado, para ingresso no primeiro semestre letivo do ano de 2022. São 20 vagas para o Mestrado e 20 vagas para o Doutorado.

O PPGQ faz parte do Programa de Excelência Acadêmica (PROEX) da Capes, tendo recebido conceito máximo (nota 7,0) na última avaliação. As áreas de concentração são Química Analítica, Química Inorgânica, Química Orgânica e Físico-Química.

Mais informações: selecao.ppgqmc@contato.ufsc.br

Site do evento: https://ppgqmc.ufsc.br/

Tags: mestrado e doutoradoPPG em QuímicaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prêmio Mulheres na Ciência: Marília de Nardin Budó

12/11/2021 09:00

Ouvir a pesquisadora Marília de Nardin Budó falar é, quase que instantaneamente, sentir-se tocada por seus objetos de estudo, tão marginais, quanto essenciais para as ciências humanas. Transitando entre detentos, vítimas das grandes corporações ou simplesmente vítimas de um sistema judiciário que escolhe quem punir, Marília construiu uma trajetória intelectual que é fruto de um olhar sensível e acurado para os desvios do mundo e para grandes problemas estruturais da sociedade. Ela foi uma das vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), na categoria júnior, na área de Ciências Humanas.

Há apenas dois anos no quadro de professoras da UFSC, a atuação dela chamou a atenção de estudantes e de colegas que acompanharam seu pioneirismo em áreas consideradas marginalizadas nos estudos de Direito. A indicação ocorreu a partir de uma colega e de estudantes e foi referendada em carta de recomendação, entre elas a de sua orientadora no mestrado, a professora aposentada da UFSC Vera Regina Pereira de Andrade, uma das suas referências para entrar no campo da criminologia.

“Me sinto, sim, uma jovem cientista”, brinca Marília, como alusão à categoria na qual foi considerada destaque. “Mas tem um percurso aí. E o prêmio vem como uma transição para um momento que estou vivendo, agora com o credenciamento no programa de pós-graduação da UFSC”, comenta.

Mas o olhar para as questões de gênero não foi forjado por títulos e conquistas. A pesquisadora, que se destaca pela produtividade e também pelos estudos com colegas argentinas, norte-americanos, espanhóis e italianos, é crítica ao modo como as relações de gênero se constroem nas universidades. “Não há como comparar homem e mulher nesse espaço. Como estudante você sente a diferença de tratamento, o olhar como objeto. Na docência, é perceptível a diferença de carga horária em sala de aula e nos cargos administrativos em que é preciso ‘carregar o piano'”, afirma.

As vivências pessoais como mulher, jovem, num lugar que reproduz desigualdades por estar inserido num sistema, somam-se às reflexões de uma pesquisadora que tem na crítica aos sistemas de poder um dos nortes da sua atuação. Por isso, a perspectiva que assumiu faz com que ela reconheça que outras mulheres prepararam um território para ela atuar. “Outras vieram antes de mim. É preciso fazer com que o cenário mude para minhas alunas e orientandas, como no passado também já fizeram”.

Entre o Direito e o Jornalismo

Os insights para as principais pesquisas de Marília não negam sua dupla formação. Um livro da professora Vera Andrade, que viria a ser sua orientadora de mestrado, na UFSC, e um texto da jornalista Eliane Brum, uma das mais premiadas do Brasil, revelam como a articulação entre mídia e direito a transformaram numa pesquisadora que transita entre os dois campos, lançando um olhar crítico para ambos.

Do livro de Vera, Ilusão de Segurança Jurídica, veio o fim da própria ilusão que ela carregava sobre o processo penal, a crença nas normas e nas promessas do Estado de Direito. “A criminologia foi desestruturante pois, a partir dela, comecei a perceber que há uma seletividade, que carrega estruturas de raça, gênero, classe e que opera nesse sistema”, resume.

Já o texto de Eliane Brum a inspirou a desbravar um outro campo pouco conhecido nos estudos do Direito: o da criminologia verde, no qual investiga como o sistema penal também produz distorções na esfera ambiental. Nessa investigação, aliás, a pesquisadora também se sente com o ímpeto de uma jornalista: para problematizar aspectos legais sobre como a indústria de amianto afeta a saúde dos cidadãos do seu entorno, compartilha técnica das duas áreas, mais uma prova de que a dupla formação – em Direito e em Jornalismo – lhe garantiu um olhar singular para a realidade.

“Fiz as duas faculdades (Direito e Jornalismo) ao mesmo tempo. Então, todo esse processo de me inserir num campo também foi concomitante. No início, eu priorizei o Direito por conta dos pré-requisitos das disciplinas. Mas foi no jornalismo que comecei a fazer pesquisa, trabalhando com a análise de jornais”, lembra. Ali começava a trajetória no estudo das relações entre mídia e crime. “Me causava incômodo a forma como os jornais retratavam questões como presunção de inocência, como a mídia influenciava as decisões judiciais e outras grandes questões. Foi aí que começou minha trajetória na pesquisa”, lembra.

Olhar crítico para um sistema que não pune os poderosos

A partir daí, as pesquisas de Marília passaram a ser fruto de um tripé: as escolhas dos lugares onde fez sua formação (o mestrado foi na UFSC e o doutorado na Universidade Federal do Paraná, com período na Università di Bologna), sua jornada como professora (na Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade Meridional, Unicuritiba, Ulbra e Unifra, entre outras) e as parcerias que se construíram ao longo do tempo.

Uma dessas parcerias, com o professor Gregg Barak, da Eastern Michigan University, lançou-a em um campo até então desconhecido, mas que hoje é uma das suas áreas de pesquisa: os crimes dos poderosos. Dessa parceria, surgiu um convite para lecionar nos Estados Unidos, como convidada, e uma nova possibilidade teórica: unir o que vinha estudando sobre as grandes corporações ao direito ambiental, que sempre a fascinou.

“Eu havia começado a lecionar uma cadeira em um mestrado que tinha como área de concentração ‘Direito, Democracia e Sustentabilidade’ e me deparei com um mundo novo, que me apaixonou”, lembra. Tocada pela história da indústria do amianto e descobrindo novas informações sobre a legislação e o uso da fibra, ela articulou os estudos e fez com que dialogassem.

A pesquisadora explica que seu olhar para as questões que envolviam direito e sustentabilidade também vinha de uma matriz crítica, a partir da percepção sobre um sistema penal que atua de forma seletiva também na esfera ambiental. Nesse sentido, os mecanismos de punição não atuariam entre os grandes poluidores, mas entre agentes mais frágeis, como pescadores artesanais, por exemplo. “As ferramentas do Direito não me pareciam coerentes, pois há uma insustentabilidade do sistema penal nas causas que envolvem a sustentabilidade”.

A construção da identidade como pesquisadora, muito tributária também das parcerias que construiu no exterior, deu lugar a uma investigadora com adesão ao trabalho empírico. Segundo Marília, essa tradição é menos comum no Brasil, mas é onde ela decidiu se firmar – também por conta da experiência com pesquisa em comunicação, quando ainda era estudante de iniciação científica.

Assim, sua proposta de pesquisa no pós-doutorado envolvia o estudo de discursos nas revistas médicas para compreender as relações das grandes corporações e do Estado no caso do amianto – fibra cancerígena utilizada na indústria. Uma das suas descobertas desse período é de que cientistas que trabalhavam para a indústria publicavam papers assegurando que o amianto não causava riscos à saúde humana sem declarar conflito de interesses. Isso gerava, no debate público, uma sensação de que havia uma controvérsia com relação aos efeitos cancerígenos do produto, por isso Marília decidiu estudar os discursos científicos.

Mas o contato com vítimas reais e com seus depoimentos fez com que o objeto mudasse – desistiu de estudar o discurso científico para estudar as pessoas durante um período de pós-doutorado em Barcelona. Como nunca havia atuado com entrevistas, foi um desafio e uma corrida contra o tempo, baseada no ingresso em um novo campo da carreira, que envolvia, também, contato com os comitês de ética em pesquisa.

Com a parceria de Lorenzo Natali, desenvolveu uma metodologia inovadora, denominada solilóquios itinerantes, que consiste em fazer com que o entrevistado vítima do amianto, escolha um caminho pela cidade onde foi contaminado e desenvolva suas falas a partir dos lugares por onde passa. O material é gravado e registrado em vídeo. “O mais interessante é que os resultados da entrevista tradicional são completamente diferentes dos obtidos com os solilóquios. A entrevista tradicional apresenta um resultado mais formal”, comenta.

Entre a criminologia crítica, a criminologia verde e a criminologia corporativa, Marília tem sido pioneira, no campo do Direito, em áreas que são tradicionais nas ciências sociais, fora do país, mas ainda marginais no Brasil. Os méritos são colhidos com frequência: além do prêmio recebido com apenas dois anos de atuação na UFSC, foi recentemente uma das selecionadas, em toda a América Latina, para uma bolsa de estudos no Instituto de Criminologia da Universidade de Leuven, principal reduto da pesquisa em justiça restaurativa.

A determinação para lecionar, pesquisar e construir parcerias mundo afora preparam, para Marília, um espaço de ação que a coloca também como liderança em áreas tradicionalmente menos prestigiadas da vida acadêmica, como a extensão e a divulgação científica. Os projetos Infovírus: prisões e pandemia e Memória, luto e luta em tempos de pandemia: estratégias culturais para afirmação da vida diante da gestão da morte nas prisões, realizados em decorrência da pandemia, lançam um olhar para as prisões brasileiras, os detentos e as memórias daqueles que morreram. Uma forma de investigar, pesquisar, mas sobretudo de agir no mundo.

Prêmio Mulheres na Ciência

O Prêmio Mulheres na Ciência foi criado pela Propesq com o propósito de estimular, valorizar e dar visibilidade às pesquisadoras da UFSC. Também visa inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência. Confira a lista com todas as premiadas.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: Categoria Júnior-Ciências HumanasMarília de Nardin BudóPrêmio Mulheres na Ciência 2021

Núcleo de Estudos de Literatura Italiana realiza evento sobre os 100 anos de Andrea Zanzotto

11/11/2021 15:35

O Núcleo de Estudos Contemporâneos de Literatura Italiana da Universidade Federal de Santa Catarina (NECLIT/UFSC) promove o evento “Mani, lingua e respiro: 100 anos de Andrea Zanzotto” nos dias 16 e 17 de novembro. O objetivo da atividade é discutir alguns dos aspectos de laboratório poético e pensar a tradução e a circulação da obra do poeta no Brasil, na Argentina e na Espanha.

O evento começa às 8h30 da manhã e será transmitido pelo canal do YouTube do NECLIT. As inscrições devem ser feitas aqui. Será emitido certificados para aqueles que tiverem 75% de presença.

Andrea Zanzotto 

Muitas facetas poderiam ser atribuídas a Andrea Zanzotto (1921-2011), para muitos considerado um dos grandes herdeiros de Eugenio Montale. Sua produção, iniciada com a publicação de Dietro il paesaggio [Por trás da paisagem], em 1951, pode ser vista sob diferentes perspectivas: desde uma forte relação com a tradição até seu caráter mais radical e experimental, passando pelo hermetismo, por certa atmosfera bucólica, sem deixar de tratar das atrocidades da Primeira e da Segunda Guerras, do Vietnã, da destruição da natureza e da grande mudança e reconfiguração da paisagem da região do Veneto.

O que chama a atenção na incrível e variada produção de Andrea Zanzotto é sua capacidade de ser sempre ele mesmo e sempre outro, variações, amplitudes e deslocamentos (inclusive na própria linguagem) que são articulados a partir de um espaço muito bem definido e delimitado. Esse espaço corresponde à sua cidade natal, Pieve di Soligo, no interior da região do Veneto, bem perto das Dolomitas.

Mais informações pelo Instagram do NECLIT ou pelo e-mail neclit.ufsc@gmail.com

Tags: Andrea ZanzottoNECLITNúcleo de Estudos Contemporâneos de Literatura ItalianaUFSC

Veleiro ECO da UFSC atraca em Itajaí para evento sobre a saúde dos oceanos

11/11/2021 11:40

O Veleiro ECO da UFSC participa do projeto internacional AtlantECO (Foto: Divulgação)

Santa Catarina recebe a escala de fechamento da programação do projeto internacional AtlantECO. Após passar por Belém, Salvador e Rio de Janeiro, o evento chega a Itajaí, onde ocorre na Marina Itajaí, de 16 a 19 de novembro. Além de extensa programação, atracarão na cidade o Veleiro ECO, primeiro veleiro de expedições científicas do Brasil, e o Veleiro Tara, da França, que serviu de inspiração para a criação do ECO.

O AtlantECO que desembarca no estado catarinense é um projeto desenvolvido em parceria com 36 instituições de 13 países da Europa, Brasil e África do Sul. Tem por finalidade a pesquisa sobre o microbioma do Atlântico, os impactos das mudanças climáticas e da poluição no oceano.

Os resultados das pesquisas ajudarão a prever a migração de espécies, a capacidade do oceano de capturar e armazenar dióxido de carbono (CO2) atmosférico, transporte e riscos de poluentes, como plásticos e nutrientes, e o equilíbrio entre a saúde do ecossistema e as atividades humanas”, destaca a coordenadora do Projeto AtlantECO na UFSC, Andrea Santarosa Freire.

Além do mar, o projeto prevê eventos em terra voltados para promover a conscientização ambiental. Essas ações, chamadas de Port Calls, estão previstas em locais da costa brasileira, europeia e africana. Incluindo Itajaí, uma das quatro únicas cidades do país a receber o evento neste ano.

A programação inclui atividades diversas como palestras, exposições e workshops e, claro, visitação ao ECO que vai receber escolas e o público em geral na Marina Itajaí, de 16 a 19 de novembro.

Um dos eventos principais da programação é a Conferência Ecoando a Ciência no Atlântico, no dia 17 de novembro, a partir das 18h, no Centreventos de Itajaí. No encontro, palestras sobre o Oceano Atlântico, a experiência a bordo dos Veleiros Tara e ECO, a história e perspectivas futuras do Veleiro ECO, entre outros.

As inscrições para a Conferência são gratuitas e podem ser feitas em https://siaiap37.univali.br/elis/staff/login/index/cdEvento/5006 . Para se inscrever, basta fazer o cadastro.

“Por meio destes eventos temos o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre a importância de um modo de vida sustentável para preservar a saúde dos oceanos e de todos os seres vivos que dependem dele, incluindo os seres humanos”, ressalta o coordenador do Veleiro, professor Orestes Alarcon.

Confira abaixo a programação completa.

Dia 16 de novembro (Terça-feira)

09h-12h – Visitação de grupos escolares

14h-17h – Visitação de grupos escolares

16:30h-19h – Visitação pública

18:30h – Exibição do Filme Planeta Oceano no auditório do Centreventos

 

Dia 17 de Novembro (Quarta-feira)

10h-11h – Chegada dos alunos de Florianópolis do Projeto ECOLab, Aliança Francesa

15:30h–17:30h – Visita de universitários da UFSC, Univali e outras universidades interessadas da região.

18h-20h – Conferência “Ecoando a Ciência no Atlântico”

No auditório do Centreventos

18h -18:20h: Discursos de Abertura. Vídeo de divulgação do Projeto AtlantECO

18:20h–18:35h: All-Atlantic, uma grande aliança em benefício do Oceano Atlântico – Prof. José Angel Perez, Univali 

18:35h–18:50h: Conexões entre redes de pesquisa marinha: chave para o entendimento dos oceanos – Prof. Sérgio Floeter, UFSC

18:50h-19:05h: A bordo dos Veleiros Tara e ECO: da Pluma do Amazonas a Pluma do Prata – Profa. Andrea Freire, UFSC

19:05h–19:20h: Veleiro ECO, história, presente e perspectivas futuras – Prof. Orestes Alarcon, UFSC

19:20h–19:35h: Ciência, Sociedade e Políticas Públicas para nossos litoral e mar – Prof. Marinez Scherer, UFSC

19:35h–19:45h: Palestra de encerramento.

 

Dia 18 de Novembro (Quinta-feira)

09:30h -12h – Visitação pública

14h-16:30h – Visitação de grupos escolares

16:30h-18h – Visitação livre, sem agendamento, das exposições e workshops na Marina e Centreventos.

18:30h-20h: Conferência: Navegando para entender e proteger o oceano

 

Dia 19 de Novembro (Sexta-feira)

9h-12h Visitação de grupos escolares

15h – Partida do Tara para Argentina.

Texto: assessoria do projeto AtlantECO

Tags: AtlantECOoceanosUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVeleiro ECO

Pesquisadora da UFSC Blumenau ganha prêmio em congresso de polímeros

10/11/2021 15:59

A aluna do Programa de Pós-Graduação em Nanociência, Processos e Materiais Avançados (PPGNPMat) da UFSC Blumenau, Pâmela Rosa de Oliveira, teve um trabalho premiado no 16º Congresso Brasileiro de Polímeros, que ocorreu na última semana de outubro. Ela ficou em terceiro lugar na categoria aluno de mestrado com a pesquisa Kaolin nanoclays organically modified with oregano essential oil for active packaging applications (Nanopartículas de argila caulim modificadas organicamente com óleo essencial de orégano para aplicação em embalagem ativa).

A embalagem ativa tem a função de preservar a qualidade do produto e prolongar seu prazo de validade. É denominada assim porque existe uma interação entre a embalagem e o produto. Pâmela explica que, durante a produção de embalagem ativa, os aditivos, como óleos essenciais, são normalmente incorporados diretamente na matriz polimérica em altas temperaturas. “No entanto, esse método apresenta algumas desvantagens, como volatilização do composto ativo durante o processamento, uma liberação rápida durante a aplicação e um mecanismo de ação de curto prazo. Uma forma de minimizar esse problema é o uso de nanopartícula de argila – que apresenta alta área específica, presença de poros e espaçamento basal – como meio de armazenamento do composto ativo”, explica.

A pesquisa teve como objetivo modificar nanopartículas de argila caulim (caulinita e haloisita) com óleo essencial de orégano para aplicação em matrizes poliméricas na produção de embalagens ativas com propriedades antimicrobianas. “Inicialmente, foram realizados dois métodos de modificação, utilizando agitação magnética ou processo de ultrassom. A partir da segunda metodologia, mais quatro condições foram testadas a fim de aumentar a eficiência de incorporação. A eficiência máxima, que foi de 47% para a haloisita e de 43% para a caulinita, foi alcançada por meio de ultrassom e vácuo”, conta a mestranda.

Esta foi a primeira vez que Pâmela conquistou uma premiação em um evento científico. “Fiquei muito lisonjeada. Além de um incentivo para continuação e visibilidade da pesquisa, é também um reconhecimento, que representa um trabalho em conjunto com toda a equipe”, comemora.

Sobre o evento

Congresso Brasileiro de Polímeros (CBPOL), organizado pela Associação Brasileira de Polímeros (ABPol), é um evento bienal que ocorre desde 1991 e que completou 30 anos. A edição de 2021 foi realizada de forma online e teve como tema a cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. Com o formato remoto, essa foi a primeira vez que o evento contou com a participação de pesquisadores, estudantes e entidades de outros países.

O CBPOL tem como objetivo apresentar e discutir diversos temas na área de polímeros, divulgando descobertas e os avanços da área. Além da apresentação de trabalhos, a programação do evento também contou com exposições e palestras técnicas de empresas produtoras de polímeros e equipamentos de laboratório.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

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Conselho Universitário debate proposta de calendário acadêmico para 2022

10/11/2021 14:14

O Conselho Universitário (CUn) da UFSC reúne-se, nesta sexta-feira, 12 de novembro, a partir das 14h, para analisar a proposta de calendário acadêmico para o ano letivo de 2022. A convocação é para a sessão extraordinária, que ocorre de forma remota por meio da plataforma da RNP, com transmissão ao vivo pelo Youtube, conforme pauta abaixo:

1. Processo nº 23080.047763/2021-18
Requerente: Departamento de Administração Escolar (DAE/PROGRAD)
Objeto: Apreciação da proposta de Calendário Acadêmico para o ano letivo de 2022
Relatoria: Conselheiro Edson Roberto de Pieri;

2. Informes gerais.

Tags: conselho universitárioDepartamento de Administração Escolar (DAE/PROGRAD)sessão extraordinária

Pesquisadores identificam fungos ameaçados e alertam para a necessidade de políticas de conservação

09/11/2021 15:10

Um fungo que transforma insetos em zumbis no Vale do Itajaí e um líquen que só é encontrado entre as dunas de uma praia de Imbituba são algumas das, pelo menos, 21 novas espécies de fungos e liquens brasileiros que serão incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), um dos principais inventários do mundo sobre estado de conservação de animais, fungos e plantas. A ação é resultado de um workshop organizado pelo grupo de pesquisa Mind.Funga, ligado ao Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Comissão para a Sobrevivência de Espécies de Fungos da IUCN. Os encontros realizados ao longo de setembro e outubro reuniram, além das equipes do Mind.Funga e do Micolab, 18 pesquisadores de nove estados das cinco regiões do país. Até o fim do ano, o grupo segue em processo de avaliação para outras 30 propostas de inclusão de espécies na Lista Vermelha.

Rickiella edulis é uma espécie saprotrófica (absorve nutrientes de matéria orgânica em decomposição) que ocorre na Mata Atlântica, na Argentina e no Paraguai. É considerada em perigo pelos critérios da IUCN. Foto: Gerardo Robledo

O primeiro workshop brasileiro de avaliação de espécies de fungos para a Lista Vermelha Global da IUCN, além da formação de recursos humanos para a classificação das espécies nas categorias de ameaça e a aplicação dos critérios da IUCN, teve o intuito de engajar os pesquisadores no tema da conservação. As primeiras reuniões visaram à capacitação dos participantes na elaboração da documentação necessária. Posteriormente, as propostas elaboradas pelo grupo foram analisadas por dois avaliadores credenciados da IUCN: o cientista-chefe do Jardim Botânico de Chicago, Gregory M. Mueller, e a professora da Eastern Washington University Jessica Allen.

As 21 espécies já avaliadas são distribuídas em dois filos (Ascomycota e Basidiomycota) e oito ordens, e a maior parte está ameaçada de extinção em algum grau. São quatro criticamente em perigo (risco extremamente elevado de extinção na natureza); três em perigo (risco muito elevado de extinção na natureza); nove vulneráveis (risco elevado de extinção na natureza); quatro quase ameaçadas (categoria de baixo risco, mas com espécies perto de serem classificadas ou que provavelmente serão incluídas em uma das categorias de ameaça em um futuro próximo); e uma na categoria “Dados Deficientes” (faltam dados adequados sobre a sua distribuição e/ou abundância para fazer uma avaliação direta ou indireta do seu risco de extinção). 
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Laboratório de Hipermídia da UFSC promove Semana de Pesquisa; eventos iniciam nesta terça

09/11/2021 10:35

O Hiperlab, Laboratório de Hipermídia da UFSC, promove, nesta terça, quarta e quinta-feira, de 9 a 11 de novembro, a III Semana de Pesquisa Hiperlab. O evento tem como objetivo aprofundar temas que envolvem as áreas de Design, Mídia e tecnologia, bem como propiciar a aproximação de pesquisadores. Todos os eventos nos três dias de programação serão transmitidos pelo YouTube.

A abertura do evento ocorre na terça-feira, às 18h, com a palestra da pesquisadora Aline Dresch, doutora em Engenharia da Produção, sobre Design Science e Design Science Research. O professor Júlio Teixeira, do Departamento de Expressão Gráfica (EGR/UFSC) será o moderador. Após a palestra de abertura, às 19h15, os pós-graduandos Maka Werner e Juliana Krupahtz, participam do painel intitulado: “Uso da Design Science Research em Pesquisas no Design”.
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Pesquisas de filósofas brasileiras são foco de colóquio internacional

08/11/2021 18:26

Começou nesta segunda-feira, 8 de novembro, o II Colóquio Internacional de Pesquisa em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (CIPFUFSC) – Mulheres na Filosofia. Com o objetivo promover a visibilidade de pesquisas de filósofas de diferentes áreas, países e regiões do Brasil, a programação vai até dia 25 conta com comunicações de diversos temas, mesas-redondas e conferências, 

Gratuitas, as inscrições podem ser realizadas pelo formulário on-line e dão direito a certificado aos que cumprirem pelo menos 70% da carga horária. Todo o evento será transmitido ao vivo pelo Youtube.

Mais informações no site da atividade.

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Doutoranda da UFSC faz parte da equipe premiada em maratona para a conservação de toninhas

08/11/2021 09:50

Um projeto premiado em segundo lugar na Toninhathon, a maratona nacional de desenvolvimento de soluções para desafios de conservação das toninhas, teve participação da doutoranda em ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Larissa Dalpaz. A equipe de Larissa, a Aysú Toninha, desenvolveu um equipamento esférico de acrílico para ser acoplado em redes de pesca, de maneira a auxiliar o animal na identificação da presença destas ao seu redor e prevenindo que as toninhas fiquem acidentalmente presas. O projeto participará de uma incubação no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), recebendo orientação e suporte para desenvolvimento, testagem e aplicação dos protótipos.

Foto: Projeto Toninhas

A toninha (Pontoporia blainvillei) é o golfinho costeiro mais ameaçado no Brasil, e as capturas acidentais em redes de pesca são a principal ameaça à espécie, trazendo prejuízos tanto aos animais quanto aos pescadores. Uma das hipóteses para que as toninhas sofram tanto com as capturas acidentais é de que elas não consigam perceber e localizar as redes. O animal enxerga o ambiente por meio da ecolocalização, que consiste na emissão de sons de alta frequência, chamados de cliques, atingindo os objetos e retornando na forma de eco. A partir desses ecos, as toninhas conseguem perceber o que está ao seu redor. 

Larissa e seus colegas de equipe, estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), propuseram o desenvolvimento de esferas de acrílico que seriam acopladas à rede de pesca. “O acrílico é um material com bastante refletividade acústica, ou seja, é um material que geraria bastante retorno de ecos para o animal, quando seus cliques atingirem estas esferas”, explicam. A presença das esferas aumentaria a chance de as redes serem detectadas pelas toninhas, além de serem uma opção de baixo custo, não aumentarem o peso das redes e não afetarem a captura dos peixes-alvo.

Outra iniciativa proposta pelo grupo é o selo “Amigo da Toninha”, que será fornecido às cooperativas de pesca e aos estabelecimentos que adquirirem peixes de pescadores e pescadoras parceiras do projeto. O objetivo do selo é incentivar o uso das esferas nas redes e agregar valor à cadeia produtiva desse pescado, fortalecendo uma economia local e socioambientalmente justa.

A Toninhathon foi uma realização da Associação MarBrasil e do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Para conferir outros projetos premiados e ações em prol da conservação da toninhas e sustentabilidade das atividades pesqueiras, acesse o site www.toninhathon.com.br.

Tags: Aysú ToninhaecologiaToninhaToninhathonUFJFUFSC

No aniversário de Marie Curie, UFSC apresenta série com perfis de vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021

07/11/2021 10:00

Há 154 anos, nascia, em Varsóvia, uma cientista revolucionária. Maria Salomea Skłodowska, a Marie Curie. Foi premiada, celebrada e biografada como a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física, em 1903, que dividiu com o companheiro Pierre Curie. Mais tarde, ela também ganhou o prêmio na área de Química, mesclando uma trajetória na pesquisa que contribuiu, entre outras coisas, com a descoberta da radioterapia. Sua história de imigrante e de mulher fez com que fosse vítima de preconceito – o que a transformou, também, em um símbolo de empoderamento e de resistência.

Neste domingo, 7 de novembro, data de aniversário de Marie Curie, a Agência de Comunicação da UFSC lança uma homenagem para as nove mulheres vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) e da Comissão de Equidade da UFSC. Ao longo das próximas semanas semanas, a trajetória das cientistas será veiculada e celebrada nas páginas e redes sociais da instituição.

Para a Propesq, a outorga do prêmio simboliza um reconhecimento às mulheres cientistas, que precisam, diariamente, superar a invisibilidade. O prêmio foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica e contou com 72 inscrições. As pesquisadoras participaram, recentemente, de uma solenidade em que falaram sobre suas trajetórias.

O prêmio foi dividido em três categorias: júnior, para mulheres que ingressaram na UFSC após 2013; plena, para aquelas que chegaram à universidade entre 2000 e 2013; e sênior, para as professoras que chegaram antes de 2000. Também foram contempladas três áreas de conhecimento – Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Ciências da Vida.

Os perfis, redigidos por jornalistas da Agecom a partir de entrevistas e da análise dos documentos fornecidos para os avaliadores do prêmio, começam a ser publicados pela categoria Júnior, por ordem alfabética, seguindo o calendário.

> Confira abaixo todos os perfis:

Júnior

8/11 – Ciências Exatas e da Terra: Christiane Fernandes Horn (Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas)

10/11 – Ciência da Vida: Ione Jayce Ceola Schneider (Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá)

12/11 – Ciências Humanas: Marília de Nardin Budó (Departamento de Direito, Centro de Ciências Jurídicas)

Plena

16/11 – Ciências Humanas: Daniela Karine Ramos (Departamento de Metodologia de Ensino, Centro de Ciências da Educação)

17/11 – Ciências Exatas e da Terra: Lucila Maria de Souza Campos (Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico)

19/11 – Ciências da Vida: Maria Jose Hotzel (Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, Centro de Ciências Agrárias)

Sênior

22/11 – Ciências da Vida: Ana Lucia Severo Rodrigues (Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas)

24/11 – Ciências Humanas: Cristina Scheibe Wolff (Departamento de História, Centro de Filosofia e Ciências Humanas)

26/11 – Ciências Exatas e da Terra: Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira (Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, Centro Tecnológico)

 

Tags: Prêmio Mulheres na Ciência 2021Pró-Reitoria de Pesquisa

Professora da UFSC participa de relatório apresentado na COP26 sobre riscos e soluções urgentes na ciência do clima

05/11/2021 13:20

Área de desmatamento e queimada às margens da rodovia BR 230 no município de Apuí, Amazonas. Com 17% de sua área original desmatada e 18%, degradada, Amazônia se aproxima do ponto de não retorno. Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/CC-BY-2.0

Em um relatório lançado nesta quinta-feira, 4 de novembro, na Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP26), um grupo de cientistas destacou algumas das descobertas recentes mais importantes relacionadas às alterações climáticas. O documento 10 New Insights in Climate Science (10 novas reflexões na ciência do clima, em uma tradução livre) é um compilado de um artigo publicado em outubro no site da Universidade de Cambridge, elaborado por 62 pesquisadores de 22 países e cinco continentes. A professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marina Hirota é uma das autoras.

Voltado aos tomadores de decisão, o material faz um resumo sobre o avanço do conhecimento científico, com dados dos estudos publicados no último ano, em alguns dos temas mais urgentes e visa conscientizar sobre as ações necessárias para preservar um planeta seguro e habitável. Ao apresentar o relatório, a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, destacou que os tópicos abrangem assuntos distintos, mas inter-relacionados, como o aumento dos mega-incêndios ao redor do mundo e novas justificativas relacionadas aos custos-benefícios de uma ação climática rápida. Cada item é acompanhado de recomendações de políticas em várias escalas de ação – da global à local.

“Embora estejamos rapidamente esgotando o tempo para limitar as mudanças climáticas, este relatório mostra que estabilizar em 1,5°C ainda é possível, mas apenas se medidas globais imediatas e drásticas forem tomadas”, afirmou Wendy Broadgate, diretora do Future Earth Global Hub, da Suécia. “Os líderes mundiais na COP26 devem definir metas agressivas de redução de emissões – nada menos que 50% de redução de gases de efeito estufa até 2030 e metas líquidas de zero até 2040 é suficiente”, complementa Broadgate.
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Tags: AmazôniaCOP26mudanças climáticasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Relatório mostra impacto da pandemia sobre número de intoxicações

04/11/2021 17:20

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) funciona dentro do HU e é referência no Estado em toxicologia (Foto: Divulgação HU)

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), que funciona dentro das instalações do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) registrou um total de 18.113 atendimentos relativos a casos de intoxicação durante o ano de 2020, sendo que a maior parte dos casos está ligada a uso indevido de medicamentos (31,3%) e acidentes com animais peçonhentos (22,69%), de acordo com a Relatório Anual do CIATox/SC.

Apesar de registrar uma queda de 14,26% em relação ao ano de 2019, quando foram registrados 21.125 atendimentos, o número de 2020 é o segundo maior da série histórica do CIATox/SC, que completou 37 anos de atividade neste ano. A equipe do CIATox/SC explica que este número vem aumentando ano a ano, desde 1984, e que a queda de 2020 pode ser justificada pela redução da exposição das pessoas durante a pandemia.

No ano passado, o maior número de casos de intoxicação aconteceu dentro de casa (79,64%), sendo que as maiores vítimas humanas (o CIATox/SC também registra intoxicação de animais) foram as crianças na faixa de 1 a 4 anos, enquanto entre os adultos o mais elevado número de registro aconteceu na faixa etária entre 20 e 29 anos. As crianças foram intoxicadas principalmente por álcool etílico 70% e água sanitária, agentes também ligados às medidas de higiene adotadas durante a pandemia.

De acordo com o relatório, durante o ano passado, houve 117 atendimentos de casos envolvendo intoxicação por álcool doméstico (líquido e gel), correspondendo a um aumento de 170%, quando comparado aos atendimentos de 2019. Os dados correspondem aos casos de intoxicação simples e com múltiplos agentes.

De 1984 a 2020 o CIATox/SC registrou uma média anual de 7.305 casos, segundo dados divulgados pelos profissionais do serviço, que atuam em plantão de 24 horas no HU-UFSC/Ebserh. Esse serviço foi mantido mesmo durante a pandemia. Os números se referem a casos de intoxicação por diversos agentes, como medicamentos, agrotóxicos, produtos veterinários, raticidas, produtos químicos industriais e de uso domiciliar, drogas de abuso, plantas tóxicas e envenenamentos por animais peçonhentos, já que o CIATox/SC é um serviço de referência no Estado na área de Toxicologia.

O serviço é subordinado à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SUR/SES/SC), mantendo cooperação técnica e parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o HU-UFSC, onde está localizado.

O CIATox/SC mantém um serviço de plantão permanente para informações específicas em caráter de urgência na área de Toxicologia Clínica aos profissionais de saúde, principalmente médicos da rede hospitalar e ambulatorial e de caráter educativo e preventivo à população em geral. Os atendimentos são feitos através de ligação gratuita pelo número 0800 643 5252.

 

Unidade de Comunicação Social HU/UFSC/Ebserh

Tags: CIAToxHUintoxicaçãoToxicologiaUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC desenvolve aparelho para medir concentração de gás carbônico nos ambientes

03/11/2021 18:11

Medidor de gás carbônico desenvolvido na UFSC (Foto: Pipo Quint/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um equipamento de medição da concentração de gás carbônico (CO2) para monitorar a qualidade do ar nas salas de aula e outros ambientes onde se realizam atividades presenciais. Estes aparelhos estão sendo utilizados neste momento para avaliação dos chamados riscos ambientais nas salas de aula, áreas comuns e salas administrativas do Colégio de Aplicação (CA) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), primeiras unidades a ter retorno de aulas presenciais.

As informações fornecidas pelos testes e monitoramento vão subsidiar a elaboração de uma metodologia própria da UFSC para avaliação de capacidade de ocupação dos ambientes que será aplicada em toda Universidade.

O equipamento, chamado de Carbo2, foi projetado e está sendo produzido pelo professor Saulo Güths, do Departamento de Engenharia Mecânica, com a colaboração da sua equipe de alunos. Até o momento já foram produzidas nove unidades, mas a meta é fabricar cerca de 60 aparelhos até o fim do ano. A produção conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc) e Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese).
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Tags: Carbo2Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológicogás carbônicorisco ambientalUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Congresso Internacional Roa Bastos está com submissão de resumos aberta

03/11/2021 13:09

Evento homenageia o escritor paraguaio Augusto Roa Bastos. Foto: divulgação

O X Congresso Internacional Roa Bastos, promovido pelo Núcleo de Estudos de Literatura, Oralidades e Outras Linguagens (Nelool) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está com submissões de resumos abertas. Professores e estudantes de pós-graduação podem enviar os trabalhos até a próxima terça-feira, 9 de novembro

Com o tema Repertórios ancestrais, saberes e práticas contemporâneas, o evento ocorre de 23 a 26 de novembro e terá suas atividades transmitidas pelo canal do NELOOL no Youtube. A ideia do encontro é trazer reflexões sobre arte e política em tempos de pandemia e caos social, promovendo discussão sobre descolonização epistemológica e buscando enunciações historicamente silenciadas. O congresso também procura abrir espaços para pesquisas, produções artísticas e acadêmicas que enfrentam o secular processo de deslegitimação e banimento de saberes e práticas incorporadas de povos e culturas originárias, desencadeado pela colonização.

O Congresso Internacional Roa Bastos nasceu em 2006 como uma homenagem ao escritor paraguaio Augusto Roa Bastos, após um ano de sua morte, e foi se convertendo em referência no Brasil e no exterior como fonte de intercâmbios de pesquisas relacionadas ao autor e à literatura latino-americana. A figura de Roa Bastos, que perambulou não só por diferentes países como por diferentes linguagens, áreas e gêneros literários, tornou-se pano de fundo para as pesquisas apresentadas nas diferentes edições do congresso.

O formulário e as instruções para a submissão estão disponíveis neste documento. Mais informações no site do Nelool e na apresentação do evento.

Tags: Congresso Internacional Roa BastosNELOOLsubmissão de trabalhosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Covid-19 em SC: boletim alerta que não é o momento de flexibilizar medidas de prevenção

03/11/2021 10:53

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na última segunda-feira, 1º de novembro, a 77ª edição do boletim Covid-19 em SC. Intitulado Ainda não é o momento para se flexibilizar as medidas de prevenção contra a Covid-19, o trabalho foi assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (23 a 29 de outubro) foram registrados 5.802 novos casos – uma média de 829 casos diários, que revela uma tendência de aumento do indicador em relação aos últimos 14 dias. Houve também registro de mais 85 mortes no período, com média de 12 óbitos por dia.

O estudo aponta que, apesar de a última matriz de risco divulgada pelo governo estadual mostrar que o controle da pandemia apresenta resultados bastante positivos nas últimas semanas, o comportamento de alguns indicadores revelaram um cenário de expansão da média semanal móvel de novos casos, bem como uma estabilidade dos casos ativos acima do patamar de 6 mil pessoas contaminadas. Destaca-se ainda que, em muitas regiões do estado, a transmissão da doença se encontra em ritmo acelerado. O índice Rt vai de 0,94 (Grande Oeste) a 0,99 (Grande Florianópolis). 

“Em síntese, o comportamento do conjunto de indicadores analisados neste boletim, mesmo que bastante favorável, ainda não permite nenhum relaxamento em relação às medidas de prevenção e de controle da doença, especialmente no quesito ‘flexibilização do uso de máscaras’, equipamento que é extremamente eficaz no sentido de inibir a circulação do vírus. Por isso, entendemos que ainda são necessárias medidas preventivas para achatar a curva de contágio com o objetivo de se estabelecer as condições adequadas para reduzir o próprio coeficiente de mortalidade, que ainda permanece num patamar elevado no estado”, conclui o artigo.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também são encontrados os boletins anteriores.

Tags: boletim Covid-19 em SCcoronavírusCovid-19Necatpesquisa coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC tem 33 pesquisadores na lista atualizada dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo

29/10/2021 11:12

* alterada em 29/10/2021, às 14:37, para incluir a lista de cientistas com dados atuais (2020)
* alterada em 3/11/2021, às 14:32, para atualizar a soma dos cientistas ligados à UFSC, anteriormente a divulgação falou em 26 pesquisadores, e, no total, com a somatória das duas listas, a UFSC tem 33 pessoas citadas no estudo

A terceira atualização de uma pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicada no último 19 de outubro, contendo dados à lista dos mais de 100 mil cientistas mais influentes do mundo. A UFSC tem, ao todo, 33 pesquisadores nas novas listagens, somando as listas que incluem dados sobre as carreiras dos cientistas ao longo dos anos e também a lista com ranqueamento de citações mais recentes. 

A atualização do estudo utiliza as citações da base de dados Scopus até agosto de 2021. Os dados foram compilados em duas planilhas, com cientistas ranqueados pelas citações que receberam ao longo de suas carreiras (link para download) e outro com cientistas ranqueados pelos dados atuais (link para download).

A publicação é do Journal Plos BiologyO banco de dados criado pelos cientistas da Universidade de Stanford possui os principais cientistas do mundo com base em métricas de citação padronizadas, como informações sobre citações, índice H, coautoria e um indicador composto.

>> Acesse os dados disponíveis

Carreiras Científicas

Segundo o estudo apresentado na tabela com dados do ranking de carreiras, que demonstra o impacto da pesquisa de toda a vida dos cientistas, a UFSC tem 24 representantes (na ordem em que aparecem no ranking):

  1. Bernhard Welz, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  2. Traugott Peter Wolf, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  3. Nicolas Garcia
  4. Ruy Exel, Departamento de Matemática, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  5. Rui Daniel Schröder Prediger, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  6. Ivo Barbi, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  7. Enedir Ghisi, Departamento de Engenharia Civil, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  8. Eduardo Carasek da Rocha, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  9. Diego Augusto Santos Silva, Departamento de Educação Física, Centro de Desportos (CDS)
  10. Antonio Luiz Braga, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC),
  11. Newton C. A. da Costa, Departamento de Filosofia, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)
  12. Alexandre Trofino Neto, Departamento de Automação e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  13. Afonso Celso Dias Bainy, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  14. Christian Johann Losso Hermes, Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  15. Adilson Jose Curtius, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  16. Marcelo Farina, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  17. Jamil Assreuy Filho, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  18. Mauricio Laterça Martins, Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  19. Dachamir Hotza, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  20. Hazim Ali Al-Qureshi, Departamento de Engenharias da Mobilidade (Joinville/UFSC)
  21. Cláudia Maria Oliveira Simões, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  22. Denizar Martins, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  23. Débora de Oliveira, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  24. Marcelo Lobo Heldwein, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)

2020 (dados coletados até agosto de 2021)

Os dados do ranking referentes às citações mais recentes enumeram 26 representantes da UFSC (na ordem em que aparecem no ranking):

  1. Diego Augusto Santos Silva, Departamento de Educação Física, Centro de Desportos (CDS)
  2. Enedir Ghisi, Departamento de Engenharia Civil, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  3. Ruy Exel, Departamento de Matemática, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  4. Guilherme Luz Tortorella, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  5. Rui Daniel Schröder Prediger, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  6. Paulo Augusto Cauchick Miguel, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  7. Danilo Wilhelm Filho, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  8. Traugott Peter Wolf, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  9. Dachamir Hotza, Departamento de Engenharia Química, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  10. Marcelo Farina, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  11. Selene Maria Arruda Guelli Ulson de Souza, Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (CTC/UFSC)
  12. Bernhard Welz, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  13. Christian Johann Losso Hermes, Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  14. Mauricio Laterça Martins, Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  15. Eduardo Carasek da Rocha, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  16. Graziela de Luca Canto, Departamento de Odontologia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  17. Fabiane Barreto Vavassori Benitti, Departamento de Informática e Estatística, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  18. Antonio Luiz Braga, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  19. Débora de Oliveira, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  20. Ivo Barbi, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  21. Ione Jayce Ceola Schneider, Departamento de Ciências da Saúde, Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde do Campus Araranguá (CTS/UFSC)
  22. Julio Elias Normey Rico, Departamento de Automação e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  23. Hazim Ali Al-Qureshi, Departamento de Engenharias da Mobilidade (Joinville/UFSC)
  24. Maria Jose Hötzel, Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  25. Cláudia Maria Oliveira Simões, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  26. Marcelo Lobo Heldwein, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)

Colocação da UFSC no ranking

Os 812 autores classificados do Brasil representam diversas instituições, públicas e privadas. A UFSC está no 19º lugar dentre as 20 instituições com maior número de citações provenientes do Brasil. Confira, abaixo as 20 instituições com maior número de citações (da maneira em que aparecem no ranking de carreiras científicas).

  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
  • Universidade Federal de Pelotas
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Instituto Nacional de Pesquisas Da Amazônia
  • Iguaçu University
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP)
  • Universidade de São Paulo – USP
  • Brazil’s Hospital Premier
  • Universidade Federal do Paraná
  • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)
  • Universidade Estadual de Campinas
  • Embrapa Arroz e Feijão
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Laboratório Nacional de Nanotecnologia
  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Laboratório Nacional de Computação Cientifica, Petrópolis

Os dados incluem todos os cientistas que estão entre os 100 mil mais citados em todos os campos de acordo com o índice de citação composta (quando as autocitações são incluídas e/ou quando não são incluídas). Além disso, na atualização, a tabela também inclui cientistas que não estão entre os 100 mil melhores ranqueados de acordo com o índice composto, mas estão entre os 2% melhores cientistas de sua disciplina de subcampo principal, entre aqueles que publicaram pelo menos cinco artigos.

 
Veja também:

Pesquisadores da UFSC estão entre os 100 mil mais influentes do mundo (publicada em 2020)

Tags: pesquisapesquisadores mais influentesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Núcleo de Estudos Irlandeses da UFSC promove palestras sobre representações das tecnologias na literatura e no teatro

28/10/2021 16:39

A V Jornada do Núcleo de Estudos Irlandeses da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove uma série de palestras sobre representações das tecnologias na literatura e no teatro, com palestrantes internacionais e uma entrevista com a dramaturga norte-irlandesa Stacey Gregg. O evento será no dia 12 de novembro, das 9h30 às 19h.

As palestras serão transmitidas ao vivo pelo YouTube e as inscrições serão realizadas pelo chat, durante o evento. Para participar, basta acessar o canal do Programa de Pós-graduação em Inglês (PPGI/UFSC).

A programação completa está disponível na página do evento.

Mais informações pelo e-mail ppgi@contato.ufsc.br

Tags: Núcleo de Estudos IrlandesesPPGIPrograma de Pós-Graduação em InglêsPrograma de Pós-Graduação em LiteraturaStacey GreggUFSC

UFSC dá largada em programa com pacientes curados de Covid-19 para avaliar importância do exercício físico na reabilitação

27/10/2021 14:19

Equipe trabalha para receber primeiros voluntários (Fotos: Daiane Mayer/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina começou a oferecer um novo serviço de atendimento à população impactada diretamente pela pandemia de Covid-19. Atuando em diversas frentes de pesquisa e extensão relacionadas ao coronavírus, agora a instituição terá um estudo a longo prazo sobre o impacto do exercício físico na reabilitação de pacientes curados que manifestaram a doença de forma moderada a grave. A iniciativa ocorre no Centro de Desportos (CDS), com parceria do Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva), do Hospital Universitário.

Intitulada Efeitos do Treinamento Físico em Desfechos Funcionais, Clínicos e Psicossociais de Adultos e Idosos Pós-infecção por Covid-19: Covid-19 And Rehabilitation Study (Core-Study), a iniciativa abrange ações de pesquisa e extensão, com prestação de serviços à comunidade e, ao mesmo tempo, coleta de dados e informações sobre um tema ainda desconhecido pela ciência. Os primeiros voluntários estão sendo selecionados, e a expectativa é de que funcione a pleno vapor até o final do ano.

O professor Rodrigo Sudatti Delevatti, coordenador geral do projeto, explica que, com os esforços iniciais concentrados na epidemiologia e na elaboração da vacina, começa a surgir somente agora. “Existe uma demanda urgente de reabilitação, porém não existem evidências científicas que deem segurança para reabilitar. Ainda não saíram os ensaios clínicos de qualidade que provam superioridade, eficácia e segurança dos modelos de reabilitação”, contextualiza.

Professor Rodrigo coordena o projeto

A ideia do projeto é atender, nesse momento, 60 pacientes de moderado a grave, que estiveram internados no HU em 2021 e receberam alta. A triagem é feita no Nupaiva, coordenado pela professora Rosemeri Maurici, e os voluntários passam a frequentar o CDS de duas a três vezes por semana, com protocolos de treinamento físico e acompanhamento dos resultados. De acordo com o professor, é possível perceber um grande percentual de sobreviventes de Covid-19 com sequelas como fraqueza muscular, fadiga e problemas de ordem psicossocial.

Para ele, a universidade pode colaborar com a construção das primeiras evidências relacionadas à intervenção direta com os pacientes curados. “A gente também observa problemas na qualidade do sono e sintomas depressivos e sabemos que o exercício, a princípio, ajuda muito isso, pois restaura a capacidade das pessoas. Só que o nosso conhecimento sobre esse papel do exercício é em outras condições, ou ainda muito raso, baseado em estudos sem grupo controle e/ou com pequeno tamanho amostral”, explica.

Por isso, o Core Study tem metas ambiciosas e começa a operar nos próximos dias com a expectativa também de comparar os reabilitados atendidos pelo programa com outros, que receberão recomendações de atividade física, mas não frequentarão à universidade neste momento. Serão 24 semanas de acompanhamento, com cinco ciclos diferentes de treinamento e a análise diária de parâmetros como frequência cardíaca, saturação de oxigênio e pressão arterial. Antes e após as 24 semanas, serão analisados parâmetros relacionados à função vascular, pulmonar, aspectos psicossociais, capacidade funcional, aptidão cardiorrespiratória, nível de atividade física, força muscular e composição muscular.

O professor também explica que as questões tanto relacionadas à fadiga, como as de ordem psicossocial, em linhas gerais, costumam compor um ciclo que tende a afastar os pacientes curados da prática das atividades físicas. Muitos desses pacientes já vinham de meses de confinamento, depois ainda passaram por uma internação. Alguns perderam o emprego e também estão com dificuldade de adaptação. “Tem uma questão psicológica e até funcional de muitos não terem conseguido voltar à atividade laboral. Se não forem reabilitados, e isso é uma questão da saúde pública, não vão conseguir voltar”.

Reabilitação também para outras doenças

O Centro de Reabilitação vai funcionar onde era realizado o Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória (ProCor), cujo objetivo é avaliar as condições fisiológicas, clínicas, psicológicas, sociais e profissionais dos cardiopatas por meio de exercícios físicos. O espaço foi adaptado com novos equipamentos – como esteiras e oxímetros, adquiridos com recursos da UFSC, por meio da Pró-reitoria de Extensão e de um esforço conjunto da direção do CDS e da Secretaria de Esportes.

Projeto tem equipamentos novos

Segundo Delevatti, além da importância científica da coleta de dados junto aos pacientes e da contribuição com a saúde pública, o projeto também terá o compromisso de servir como um piloto para atender a reabilitados de outras doenças. “A reabilitação pós-Covid dá a largada ao projeto, mas o Centro deve abrigar outros no futuro”, explica o professor, que também é coordenador de extensão do CDS.

Para isso, outros professores do centro, além de estudantes de graduação e de pós-graduação também estão envolvidos com a atividade, que deverá ser implementada junto à política de curricularização de extensão da UFSC, que prevê que pelo menos 10% da carga horária das graduações seja voltada a projetos com as comunidades.

O professor ainda reforça que o estudo trabalhará com uma perspectiva a longo prazo: muito embora as atividades diretas com os grupos tenha duração prevista de 24 semanas, a ideia é acompanhar os pacientes anualmente, inclusive possibilitando que, ao fim da pesquisa, eles continuem a realizar atividades físicas gratuitas oferecidas pela UFSC à comunidade.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: centro de desportosCore StudyHospital UniversitárioNúcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva)

Laboratório da UFSC participa de evento do Brics na área de Materiais e Nanotecnologia

27/10/2021 11:44

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas sedia o evento. Foto: divulgação

A convite da Secretaria de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Dachamir Hotza, professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da UFSC e vice-coordenador do Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas (Linden), está representando a Universidade no 3rd Meeting of the Brics Working Group on Materials Science and Nanotechnology. O Grupo de Trabalho em Ciência dos Materiais e Nanotecnologia no âmbito do agrupamento Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) atua na proposta de um consórcio acadêmico sem fins lucrativos que una as principais universidades e organizações de pesquisa dos países Brics nas áreas de Ciência dos Materiais e Nanotecnologia. 

As tratativas iniciaram em 2017, e, até o momento, após duas reuniões, já foram definidas as diretrizes básicas para a criação da Rede Brics de Ciências dos Materiais e Nanotecnologia (Brics-RCMN). A parte brasileira do Brics-RCMN é composta por cinco laboratórios do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO) que demonstraram interesse em participar das discussões. O Linden, coordenado pelo também professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos Ricardo Antonio Francisco Machado, é um deles.

O encontro ocorre em formato híbrido, presencial e virtualmente, de 26 a 28 de outubro, em Manaus, Amazonas, e tem como organizadores o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) e o MCTI. As atividades podem ser acompanhadas pelo canal da TV Ifam no YouTube.

Na terça-feira (27), Dachamir apresentou as potencialidades e interações internacionais do Linden (vídeo disponível em português e inglês). Atualmente, o laboratório participa de um projeto ligado ao Brics, financiado no Brasil pelo CNPq e coordenado na UFSC pelo professor Pedro Henrique Hermes de Araújo. Intitulado Polymeric nanostructures for treatment of microbial infections, o trabalho é realizado em parceria com os institutos NIAB, de Hyderabad, Índia, e NERCN, de Xangai, China.

Tags: BRICSLindennanotecnologiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós em Engenharia Química abre inscrições de processo seletivo para mestrado e doutorado

25/10/2021 10:54

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PosENQ/UFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo 2022.1. As vagas são para os cursos de mestrado e doutorado, com início no 1º trimestre de 2022. As inscrições devem ser feitas até o dia 28 de janeiro de 2022. O edital está disponível aqui.

Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.

 

Tags: doutoradoeditalEngenharia Químicamestradoprocesso seletivoPrograma de Pós-Graduação em Engenharia QuímicaUFSC

Pós-Graduação em Farmácia recebe inscrições de candidatos ao mestrado

25/10/2021 10:46

O Programa de Pós-Graduação em Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina (PGFar/UFSC) publicou o edital de seleção do curso de mestrado 2021. As inscrições devem ser feitas até o dia 08 de novembro.

Todas as informações referentes ao processo seletivo estão disponíveis no edital.

Tags: editalmestrado 2021PGFARPrograma de Pós Graduação em FarmáciaUFSC

Doutoranda da UFSC está entre cinco finalistas de Prêmio Nacional de Farmacologia

21/10/2021 17:05

A doutoranda do Programa de Pós-graduação em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Roberta Giusti Schran foi indicada entre o(a)s 5 finalistas para o Prêmio José Ribeiro do Valle promovido pela Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) para jovens pesquisadores com menos de 35 anos. A estudante é orientada pelo professor Juliano Ferreira, que foi vencedor da mesma premiação em 2003, quando também era doutorando em Farmacologia na UFSC.

A pesquisa de Schran, desenvolvida no Laboratório de Farmacologia Experimental (LAFEX), está voltada ao estudo das vias nociceptivas envolvidas na dor pós-operatória, que afeta milhões de pessoas a cada ano, sendo mais prevalente em mulheres. A pesquisadora é bacharel em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e mestre em Farmacologia pela UFSC.

Mais informações sobre a pesquisa de Roberta Giusti Schran pelo e-mail robertaschran2@gmail.com

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Mestrado Profissional em Matemática recebe inscrições de candidatos até 03 de novembro

21/10/2021 16:35

O prazo para inscrições no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) foi prorrogado até o dia 03 de novembro. O curso é coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com apoio do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e é oferecido em todo o país. Para a UFSC Blumenau, estão sendo ofertadas 12 vagas.

O mestrado é voltado para professores em exercício da docência de Matemática das redes pública ou privada, portadores de diploma de curso de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação, em qualquer área, atuando na docência de Matemática na Educação Básica. O Profmat tem como objetivo proporcionar formação matemática aprofundada relevante para o exercício da docência para professores que buscam aprimoramento da formação profissional.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 03 de novembroexclusivamente pelo site. A taxa de inscrição é de R$ 82,00. O processo seletivo se dará por meio de prova, com o Exame Nacional de Acesso (ENA), previsto para acontecer no dia 4 de dezembro. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de dezembro.

As aulas dos alunos selecionados estão previstas para iniciarem em março de 2022, e serão realizadas às sextas-feiras, nos períodos da tarde e da noite.

Para mais informações sobre o processo seletivo, acesse o edital de ingresso.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

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