Andifes e parlamentares solicitam ao MEC o fim do bloqueio à Educação

14/08/2019 11:45

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Carlos Salles (UFBA), o reitor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Marcelo Turine, e o secretário executivo, Gustavo Balduino, participaram nesta terça-feira, 13 de agosto, de um encontro agendado por parlamentares com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para tratar do descontingenciamento e desbloqueio do orçamento das universidades federais.

Para entender o contexto da reunião é importante recuperar a informação de que, por ocasião da votação do PLN 4, que suplementava o orçamento da União em mais de R$ 200 bilhões, os parlamentares, após consulta ao Palácio do Planalto e ao Ministério da Economia, fizeram um acordo, entre situação e oposição, para colocar em pauta e aprovar o PLN 4, com o compromisso do Governo com o desbloqueio de R$ 1 bilhão para as universidades federais, além de recursos para o programa Minha Casa Minha Vida, para o CNPq e para a transposição do Rio São Francisco.

O PLN e o acordo, com o aval do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, foram submetidos e aprovados em votação histórica de unanimidade entre os presentes. Portanto, essa parte do acordo foi cumprida. Na reunião do dia 13 de agosto os parlamentares afirmaram a necessidade de tratar com o Governo sobre o cumprimento do acordo, em especial a parte referente ao MEC: o desbloqueio acordado.
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Reitor da UFSC é escolhido para representar a Andifes na Região Sul

29/07/2019 18:03

Nos dias 26 de julho, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) elegeu a nova diretoria-executiva e, ao final, escolheu os seus representantes regionais. O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá conduzir os interesses da Região Sul na Associação, que abrange seis institutos e 11 universidades federais.

Ubaldo explica que aceitou o convite pois, neste ano, para além da importância do cargo e do apoio dos demais gestores, havia um consenso para a indicação da UFSC. Reforça que a representação na Andifes “visa dar visibilidade política para a instituição. Haverá reuniões com os reitores dos três estados e, eventualmente, com a direção nacional, sobre temas que interessam à educação superior, principalmente neste momento delicado, em que se enfrenta uma reforma universitária sem o devido debate”. Lembra que a Andifes tem tensionado a discussão para poder justamente dar uma resposta para o MEC, sobre qual é a universidade que queremos, a manutenção da autonomia constitucional, entre outros. “No projeto atual de reforma é quase consenso que não pode ser da forma como o Ministério está conduzindo”. Para ele é imprescindível o debate, o amadurecimento e tempo.

IFES da Região Sul, representadas na Andifes pelo reitor da UFSC
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Associação de reitores emite posicionamento sobre ‘Future-se’

29/07/2019 15:57

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino (Andifes) manifestou-se a respeito do Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras (Future-se), do Governo Federal. Leia, abaixo, a íntegra da Carta de Vitória. A carta também foi publicada nesta segunda-feira, no site da Andifes.
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Andifes divulga vídeo com os resultados da 5ª pesquisa nacional de perfil dos graduandos

03/06/2019 16:46

Para divulgar os resultados apontados pela V Pesquisa Nacional de Perfil Socioeconômico e Cultural dos Graduandos das Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs), edição de 2018, a Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) produziu um vídeo com dados apurados a partir da resposta de 424.128 estudantes de graduação das IFEs.

Os resultados da edição de 2018 da pesquisa, que é realizada desde 1996 pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (FONAPRACE), vinculado à ANDIFES, demonstram como a Lei de Cotas (nº 12.711/2012), o Estatuto da Juventude (nº 12.852/2013) e as Políticas de Ações Afirmativas têm se comportado nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs). Os dados revelam que o perfil racial do estudante das instituições federais brasileiras mudou: do universo pesquisado, 51,2% dos estudantes são pretos/pardos/quilombolas. O número de indígenas aldeados dobrou da pesquisa de 2014 para a de 2018.

Segundo o pró-reitor de Assuntos Estudantis da UFSC, Pedro Luiz Manique Barreto, a pesquisa é extremamente importante porque apresenta um raio-x da realidade social e socioeconômica que serve de base para definir as políticas de permanência estudantil e para entender quais são as principais características e necessidades dos estudantes. “Os dados apresentados demonstram a democratização do acesso e indicam fatores como os benefícios de atividades físicas para os estudantes”, destacou.

Abaixo, assista ao vídeo “Quinta Pesquisa Nacional dos Estudantes”:

Confira mais informações nas reportagens:

Perfil do graduando UFSC: série apresenta resultados de pesquisa nacional realizada com estudantes

Trabalho, estudo, deslocamento: perfil do graduando UFSC aponta uma rotina intensa

 

 

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UFSC reúne colegiado e representantes das categorias para ações frente ao bloqueio do MEC

09/05/2019 18:23

A Sala dos Conselhos ficou repleta na tarde desta quinta-feira, 9 de maio, para falar de um assunto que tem preocupado em muito a comunidade universitária e a sociedade. Em pauta, em caráter extraordinário, a situação financeira e orçamentária da UFSC, após a divulgação no início desta semana dos valores bloqueados pelo Ministério da Educação (MEC), que já chega a mais de R$ 60 milhões, cerca de 35% do orçamento de custeio, capital e emendas parlamentares.

Conduzindo a reunião o reitor Ubaldo Cesar Balthazar, a vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann e o secretário de Planejamento e Orçamento Vladimir Arthur Fey. Primeiramente, foram repassados os informes da Reunião Ampliada da Comissão de Orçamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ocorrida nesta quarta-feira, dia 8, em Brasília, em que estiveram presentes reitores das instituições federais de ensino e onde se discutiu os cortes feitos pelo ministro Abraham Weintraub na Educação Superior.

Ubaldo pontuou que uma das questões que não foi esclarecida pelo Ministério é se a medida é um corte, um contingenciamento ou um bloqueio, pois cada expressão tem um significado. “Quando o ministro diz que é um novo contingenciamento, pode ser uma forma de desarticular a forte reação da sociedade”, enfatizou. Contextualizou que “um corte de 35% sobre o orçamento de 2019, que já havia sendo reduzido gradativamente nos últimos anos, poderá inviabilizar nossas atividades antes mesmo do final do ano.”
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Andifes e OAB instalam comissão conjunta sobre Autonomia Universitária

04/05/2019 09:30

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou, nessa quinta-feira (02), a instalação da Comissão Especial de Defesa da Autonomia Universitária, em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

O reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar é um dos reitores compondo a comissão. Outros nomes indicados pela Andifes são: João Carlos Salles (reitor da UFBA e vice-presidente da Andifes); Ricardo Marcelo Fonseca (reitor da UFPR), além dos professores Menelick de Carvalho Netto, Antonio Gomes Moreira Maués, Vanessa Oliveira Batista Berner e Onofre Alves Batista Júnior. Os trabalhos serão presididos pelo vice-presidente da OAB, Luiz Viana Queiroz.

O presidente da Andifes, reitor Reinaldo Centoducatte (reitor da UFES), explica que a comissão viabiliza um ambiente para a análise jurídica no campo da autonomia. “Discutir autonomia universitária é discutir os rumos da educação no Brasil e a defesa da democracia”.

Centoducatte ainda explica que a criação da comissão é resultado de objetivos comuns entre a Andifes e a OAB. “A autonomia é uma referência democrática, um tema muito caro para as universidades federais. Mas, a partir dessa referência, a Andifes e a OAB estão tratando, na verdade, direitos da sociedade, unindo forças e valores entre instituições que têm um papel importante para a democracia e para os brasileiros.”

A Andifes já havia se reunido com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, onde apresentou pautas importantes de serem tratadas em conjunto pelas duas instituições, inclusive, quando foi proposta a criação da comissão. “Nosso objetivo é fomentar o respeito pela universidade, mas não apenas. Somos representantes da sociedade na defesa da democracia”, afirmou o vice-presidente da Andifes, reitor João Carlos Salles.

Santa Cruz afirmou que a OAB tem um compromisso com o respeito e a valorização das universidades federais, e pelo papel social delas, que vai além da pesquisa e do ensino. “A Andifes tem na OAB um parceiro real na defesa do ensino público e de qualidade e, sobretudo, da democracia.”

O presidente da Andifes lembrou que a relação com a OAB não é momentânea, mas permanente. “Nosso diálogo deve ser frequente e poderá ser ampliado em seminários, estudos conjuntos, debates no campo jurídico, entre outras ações que podem ser desenvolvidas em parceria entre as duas instituições.”

Com informações da Andifes

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Andifes se manifesta em apoio a reitor e vice-reitora da UFSC

13/04/2019 22:37

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) emitiu nota de solidariedade na última sexta-feira, 12 de abril, à comunidade acadêmica da UFSC.

Leia, abaixo, a nota “Pelo respeito à democracia, à autonomia universitária e à legalidade” na íntegra.

Pelo respeito à democracia, à autonomia universitária e à legalidade

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES manifesta sua solidariedade à comunidade acadêmica da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, aos seus conselhos superiores, ao reitor Ubaldo César Balthazar, à vice-reitora Alacoque Lorenzini e ao professor José lsaac Pilati em face ao Processo Administrativo Disciplinar aberto pela Controladoria-Geral da União.

Lembramos a importância e a necessidade do respeito às competências constitucionais de cada instituição, entre as quais destacamos a autonomia universitária, e ressaltando que, nas universidades federais, imperam o devido processo legal e o princípio da legalidade.

A ANDIFES reitera sua defesa da democracia, da autonomia universitária e do cumprimento das decisões legais.

Reitor Reinaldo Centoducatte
Presidente da Andifes

Brasília, 12 de abril de 2019

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Inep: Mulheres são maioria na educação superior e profissional

08/03/2019 15:01

Os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, referentes a 2017, mostram a predominância das mulheres na educação superior. Elas são 55% dos estudantes ingressantes, 57% dos matriculados e 61% dos concluintes dos cursos de graduação. Na licenciatura, por exemplo, 70,6% das matrículas são do sexo feminino.

As mulheres também são maioria nos cursos profissionais da Educação Básica. Dados do Censo Escolar 2018, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram a predominância de alunas em todas as faixas etárias, com exceção dos alunos com mais de 60 anos. A maior diferença observada entre os sexos está na faixa de 40 a 49 anos, em que 60,7% das matrículas são de mulheres. Para o Censo Escolar, educação profissional engloba cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional articulado à EJA ou ao ensino médio; ou cursos técnicos de nível médio nas formas articuladas (integrada ou concomitante) ou subsequente ao ensino médio.

Gráfico – Número de matrículas na educação profissional segundo faixa etária e sexo – Brasil – 2018 Fonte: Elaborado pela Deed/Inep com base nos dados do Censo da Educação Básica

Distorção idade-série – A proporção de alunos do sexo feminino com defasagem de idade em relação à etapa que cursam é menor do que a do sexo masculino em todas as etapas de ensino. Os dados são do Censo Escolar 2018 e consideram as classes comuns (não exclusivas de alunos com deficiência). A taxa de distorção idade-série é o percentual de alunos, em cada série, com idade superior à idade recomendada. A maior diferença entre os sexos é observada no sexto ano do ensino fundamental, em que a taxa de distorção idade-série é de 31,6% para o sexo masculino e 19,2% para o sexo feminino.

Gráfico – Taxa de distorção idade-série por etapas dos ensinos fundamental e médio segundo o sexo – Brasil – 2018 Fonte: Elaborado pela Deed/Inep com base nos dados do Censo da Educação Básica

Resultados – Todos os dados do Censo Escolar 2018 estão disponíveis no Portal do Inep, em diferentes instrumentos de divulgação. As Notas Estatísticas resumem os principais resultados; enquanto o Resumo Técnico apresenta os dados em série histórica. As Sinopses Estatísticas, por meio de tabelas, trazem dados desagregados por estado e município. Os Microdados permitem cruzamentos de variáveis diversas a partir de programas estatísticos. Também estão atualizados os Indicadores Educacionais da Educação Básica: Média de Alunos por Turma, Indicador de Adequação da Formação do Docente, Percentual de Funções Docentes com Curso Superior, Média de Horas-Aula Diária, Indicador de Complexidade de Gestão da Escola, Indicador de Esforço Docente, Indicador de Regularidade do Docente, Taxa de Distorção Idade-Série. Todos os instrumentos de divulgação cumprem a finalidade institucional de disseminar as estatísticas educacionais do Inep e estão reunidos no Press Kit do Censo Escolar 2018.

Censo Escolar – Principal pesquisa estatística sobre a educação básica, o Censo Escolar é coordenado pelo Inep e realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação. Com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país, abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: regular, especial, profissional, jovens e adultos (EJA).

Fonte: Inep com informações do site da Andifes

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Presidente da Andifes fala sobre o papel estratégico das universidades públicas

28/02/2019 14:56

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Reinaldo Centoducatte (UFES), em entrevista publicada no site da entidade, falou sobre os 30 anos de fundação da Associação, além de temáticas atuais. Confira a entrevista, na íntegra, abaixo.

 

Às vésperas de completar 30 anos, a Andifes tem cumprido o papel que motivou sua fundação?
RC – Creio que efetivamente sim. A entidade, fundada em 1989, tem realizado um papel importante na criação de um ambiente de interação entre as universidades federais, o que se torna muito saudável e produtivo. A Andifes também consolidou uma postura de interlocução com a comunidade universitária e seus segmentos, com a sociedade, e com o poder público em suas diferentes instâncias, notadamente o governo federal. Devemos uma homenagem aos reitores que tiveram a visão estratégica de criação da Andifes.

Ao longo de três décadas, a Andifes foi protagonista ou auxiliou muitas políticas públicas visando a ampliação e a qualidade do Ensino Superior público e gratuito no Brasil. O que o senhor pode destacar de conquistas desse período?
RC – A trajetória de 30 anos da Andifes demonstra o acerto de sua fundação, bem como as suas atribuições, que objetivam, fundamentalmente, o desenvolvimento do ensino superior público de qualidade. Foram muitos os momentos em que a entidade contribuiu para o fortalecimento da educação superior pública no Brasil. Eu destacaria, por exemplo, as ações que desencadearam, no começo dos anos 2000, a expansão e a modernização do ensino superior público no país, inclusive com a criação de novas universidades federais e a interiorização da educação superior pública brasileira. Produzimos estudos técnicos, elaboramos diagnósticos sobre as diferentes realidades regionais, trabalhamos na definição de investimentos e apontamos para a necessidade de novas políticas públicas que oferecessem sustentação ao projeto que veio transformar o cenário da educação superior no País. Posso mencionar, em outro exemplo, as ações objetivando a inclusão social nas universidades públicas. Para isto, estabelecemos amplos debates, envolvendo a comunidade universitária no âmbito do sistema federal de ensino superior, e construímos diálogos com a sociedade brasileira a fim de concretizarmos a democratização do acesso à universidade pública, o que também foi um movimento muito transformador.

Como a Andifes se relaciona com o Congresso Nacional?
RC – A Andifes mantém diálogo frequente com os parlamentares que compõem a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, se somando à atuação de cada universidade com as bancadas estaduais. Participamos de reuniões das comissões, não raro somos convidados a compor mesas de debates e audiências públicas sobre temáticas da educação, do ensino público, da ciência e tecnologia, entre outros. Ao longo desses 30 anos, a Andifes participou da elaboração de importantes políticas públicas, a exemplo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), dos Planos Nacionais de Educação (PNE), em 2001 e 2014, e das Leis Orçamentárias Anuais, que participamos da elaboração desde 1995.

A Andifes nasceu no mesmo período em que foi instituída nossa Constituição Federal. Assim como a Carta Magna, é uma defensora da democracia. O senhor acha que os princípios democráticos expressos no texto têm sido cumpridos?
RC – É uma feliz coincidência esse simbolismo que aproxima a fundação da Andifes em 1989 à Constituição Federal de 1988, porque são momentos que nos remete ao resgate da democracia no Brasil. Logo, a Andifes nasce naquela atmosfera democrática. Entendo que a jovem democracia brasileira precisa ser aperfeiçoada a partir das transformações que ocorrem na sociedade e das novas demandas políticas e sociais que se apresentam. Creio que os princípios democráticos devem sempre ser respeitados para que possamos alcançar a condição de sociedade desenvolvida sob todos os aspectos.

Como a Andifes está lidando com o novo contexto político?
RC – Buscamos atuar com o protagonismo que a sociedade espera do conjunto das universidades federais brasileiras. Ainda durante o processo eleitoral recente, a entidade intensificou os debates no âmbito das instituições federais de ensino superior, e na própria Andifes, apontando para as questões relacionadas à educação, especialmente, e também para os principais aspectos políticos do país. Passadas as eleições, continuaremos a atuar de forma propositiva e dialógica.

Existe risco contra a democracia?
RC – As complexidades presentes nas sociedades modernas, mesmo as mais desenvolvidas e maduras, revelam que os processos democráticos possuem diferentes momentos históricos. Cabe à sociedade e suas instituições defender a democracia, permanentemente. As universidades federais são comprometidas com a Constituição Federal e com os direitos humanos.

Existe alguma interferência ou limitação na liberdade de cátedra?
RC – A liberdade de cátedra é uma conquista civilizatória. O conhecimento, o saber, e que se desenvolve e se produz por meio da educação, especialmente na universidade, se dá pela pluralidade de ideias, de concepções, que se materializam no processo de ensino e aprendizagem. É uma conquista da sociedade. O próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o tema, quando deliberou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.580, em novembro do ano passado. A Andifes, inclusive, participou da discussão na condição de amicus curiae.

A mídia tem noticiado possíveis mudanças ideológicas para as universidades federais. O que ocorre de fato?
RC – A universidade federal não tem uma ideologia e não há, portanto, o que ser mudado. O que há na universidade é uma enorme pluralidade de ideias, que é a sua maior riqueza. A autonomia universitária é um pressuposto constitucional, e a sua defesa incondicional é questão de princípio para a Andifes.

Como está sendo o relacionamento da Andifes com o novo Governo, nesse início de mandato?
RC – Assim como em governos anteriores, a Andifes tem dialogado com o atual. Já nos reunimos com o ministro da Educação, com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e com as direções de organismos como Capes e Finep, e pretendemos continuar nesta direção, sempre na defesa da educação pública. As universidades têm compromisso com o ensino público, gratuito e com a qualidade, têm programas estruturantes em andamento, e a Andifes tem propostas para a educação. Essa tem sido nossa agenda nessa interlocução.

A mídia tem especulado em torno das nomeações dos reitores. Como são feitos os processos de escolha do reitor?
RC – A escolha dos dirigentes das universidades federais por parte da comunidade universitária segue à legislação, é democrática, legítima, porque expressa a vontade de professores, servidores, técnicos e estudantes. O rito processual posterior à escolha ocorre por meio de lista tríplice, e a expectativa da comunidade acadêmica e da sociedade é que a decisão seja respeitada. A Andifes tem se posicionado firmemente pelo respeito à escolha democrática nas instituições de ensino.

Qual a expectativa sobre a nomeação dos nomes das listas tríplices?
RC – Houve respeito em relação à nomeação do reitor José Daniel Diniz Melo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), escolhido pela comunidade universitária da sua instituição de ensino. Nossa expectativa é que este seja o posicionamento do governo em todos os processos. Ainda estão pendentes as nomeações dos reitores das universidades federais do Triângulo Mineiro (UFTM), da Integração Latino-Americana (Unila), do Cariri (UFCa) e de Viçosa (UFV).

Há alguns dias, o MEC anunciou uma parceria com o Ministério da Justiça para investigar possíveis irregularidades em programas ligados ao Ensino Superior. Como a Andifes recebeu essa notícia?
RC – Recebemos sem preocupação. Mais do que qualquer outro órgão público, as universidades são cotidianamente avaliadas e auditadas por suas atividades-meio pelos diversos órgãos de controle do Estado (MPU, CGU, AGU, PGF e TCU) e por suas atividades-fim por entidades como Capes, INEP e CNPq, atestando sempre a excelência dos nossos trabalhos. Nós acreditamos que esses órgãos sempre foram criteriosos no cumprimento da sua missão constitucional. O sistema ainda está continuamente sob olhar de entidades que representam os docentes, técnicos administrativos e estudantes, além de tomar suas decisões sempre em colegiados, a exemplo dos Conselhos Universitários, e manter absoluta disponibilidade de informações para a mídia.

E quanto à questão orçamentária? A Andifes tem divulgado há algum tempo que o orçamento de custeio e investimento das universidades caiu muito desde 2014. Como está a previsão para 2019?
RC – A questão orçamentária, as despesas de custeio e os investimentos, é complexa porque existem as especificidades de cada instituição, e porque se trata de recursos para diferentes finalidades. E, de fato, os recursos para o ensino superior público precisam ser elevados, porque se trata de uma área crucial para o país e é uma obrigação do Estado, de acordo com a Constituição, e as universidades públicas são um patrimônio da sociedade brasileira. Na realidade, entre 2012 e 13 os indicadores já sinalizavam que o país enfrentaria uma crise econômica que comprometeria as políticas públicas e os investimentos sociais. E, realmente, a crise veio com todos os seus efeitos nocivos. A LOA define o orçamento geral das universidades federais para 2019, incluindo despesas com pessoal, de aproximadamente R$ 35 bilhões. Em 2018, foi da ordem de R$ 33 bilhões, o que mantém os padrões orçamentários das universidades nos mesmos patamares. Ou seja, ainda não temos perspectivas otimistas para este ano. Mesmo neste cenário, a excelência da gestão das universidades tem respondido positivamente, permitindo que a produção acadêmica seja elevada e que a qualidade do ensino não seja rebaixada.

A Emenda Constitucional 95 é um complicador?
RC – Sim. A Emenda Constitucional 95, com o chamado teto de gastos, criada no governo Temer, complicou ainda mais o cenário, porque impacta fortemente a qualidade dos serviços públicos, congelando por 20 anos as despesas primárias do orçamento público, e que impede ou reduz o crescimento real das despesas de custeio e investimentos. Ao limitar os gastos sociais, o ensino superior público é diretamente atingido e perde as condições de crescer e mesmo de manter suas atividades básicas e sua infraestrutura.

Como as universidades estão vivenciando esse momento?
RC – Como disse anteriormente, a resposta para essas dificuldades é a qualidade da gestão de cada instituição de ensino, é o planejamento das ações e projeções de cenários, é o equilíbrio financeiro a partir de ajustes de custos, sobretudo dos processos operacionais. Entretanto, as universidades não podem ficar estagnadas pela carência de recursos e passar a sobreviver sempre na emergência. As universidades precisam e, em cumprimento ao Plano Nacional de Educação (PNE), querem crescer, atualizar seus equipamentos, produzir novas dinâmicas acadêmicas, modernizar seus processos tecnológicos, cuidar das pessoas e de suas instalações físicas, para que a atividade-fim – ensino, pesquisa e extensão – atenda plenamente ao que deseja a sociedade.

As doações, a exemplo dos fundos patrimoniais, poderiam ser uma alternativa plausível? Como isso se daria na prática?
RC – As contribuições particulares, para além das obrigações do Estado, direcionadas ao desenvolvimento da educação, da ciência, da tecnologia e da inovação é um bom mecanismo em uma sociedade que quer ter qualidade de vida para todos, e é importante para o País que busca crescer socialmente, economicamente, culturalmente, ambientalmente. Existe uma legislação recente que abre a possibilidade e regulamenta as doações para as universidades públicas, ou para projetos específicos das instituições de ensino. O que não pode ocorrer é que as doações venham a substituir a obrigatoriedade do Estado de assegurar o direito de todos à educação. A doação monetária, de equipamentos ou materiais deve ser um instrumento adicional, como ocorre no mundo inteiro, a exemplo dos fundos patrimoniais ligados a Harvard, Yale, Princeton e Stanford. Ainda não existe a cultura entre as elites econômicas no Brasil da doação ou patrocínios às universidades.

Desde o final de 2018, a Andifes está promovendo campanhas nacionais em defesa da universidade federal pública, gratuita e de qualidade. O que tem motivado essas ações?
RC – Sempre fizemos campanhas de apresentação da universidade pública, gratuita e de qualidade. O que diferencia essa campanha das anteriores é que as universidades estão atuando conjuntamente, com temáticas comuns a todo o sistema, desenvolvendo as peças em nossas próprias mídias, mostrando a elevada produção acadêmica das universidades federais, o nosso compromisso com a educação de qualidade, e nossa significativa produção de ciência e tecnologia, reafirmando que as universidades federais constituem um patrimônio do povo brasileiro.

Existe uma imensa diversidade e complexidade entre as universidades federais de todo o Brasil. Quais são os ideais que as unem e quais são as principais características do sistema?
RC – As especificidades regionais são naturais em um País com as dimensões do Brasil, e elas devem ser preservadas, inclusive aquelas dentro de cada região, já que cada universidade tem uma história e uma vocação independentemente de estar no mesmo estado, por exemplo. Temos universidades centenárias e outras com poucos anos de trajetória. E cada qual possui a sua história, sua organização, os seus quadros de docentes e técnicos, e estão inseridas no contexto de suas respectivas regiões. O que une são as questões gerais como a missão das instituições de oferecer formação acadêmica e promover a cidadania, e o tripé que sustenta as universidades públicas: o ensino, a pesquisa e a extensão. A partir dessa compreensão, e com a interação necessária, construímos a unidade de ação para que possamos crescer e oferecer serviços de qualidade à população.

Como o senhor avalia que seria o Brasil sem as universidades federais?
RC – Impensável. Não há, no Brasil, um sistema de formação de recursos humanos, produção de conhecimento, desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços à sociedade e promoção da cidadania comparável ao Sistema Público de Universidades Federais. E esse é também um diferencial bastante positivo do Brasil em relação a outros países.

E como seriam as universidades federais e o ensino superior se a Andifes não existisse?
RC – A Andifes tem a tarefa fundamental de agregar as instituições, respeitando as peculiaridades e as questões exclusivas, para desenvolver estratégias comuns que contemplem o conjunto das instituições. A Andifes organiza o sistema de universidades federais, portanto, dá dimensão nacional e, ao mesmo tempo, capilariza no território brasileiro as políticas públicas de ensino, pesquisa e extensão. Reconhece e confere protagonismo a todas as universidades federais, das mais recentes às mais tradicionais. Esse mesmo sistema interage com a educação básica e auxilia, de maneira fundamental, a saúde pública, além de ser responsável pela maior parte da ciência, tecnologia e inovação realizada no Brasil. Logo, a Andifes cumpre um papel estratégico no desenvolvimento do País. Sem a Andifes não teríamos um sistema simultaneamente coordenado, respeitando e fortalecendo a autonomia de cada universidade.

O que a Andifes projeta para o futuro?
RC – São muitos os desafios do ponto de vista econômico e político. Mas estamos sempre motivados para enfrentar as dificuldades. Nós, reitores, temos mandatos, somos passageiros. Temos a clareza de que as universidades federais são instituições permanentes e, portanto, prosseguimos fomentando o diálogo e apresentando proposições que atendam a educação superior pública, sempre em sintonia com os anseios da sociedade brasileira.

 

 

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Andifes lança segundo vídeo em defesa da universidade pública e gratuita

08/02/2019 17:10

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou o segundo vídeo da campanha nacional de defesa da universidade pública e gratuita na sexta-feira, 8 de fevereiro. O vídeo dissemina informações sobre a universidade pública e apresenta alguns impactos sociais que ela produz.

Confira o vídeo:

Como a universidade pública impacta na sociedade?

Você sabe a importância da universidade pública para a sua cidade e região? Assista o vídeo produzido pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e saiba a influência que uma UF faz na sua região.#NaReal #UniversidadePublicaeGratuita #EuDefendo

Publicado por UFSC em Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

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Andifes lança vídeo em defesa da universidade pública e gratuita

13/12/2018 11:39

“As dez universidades mais produtivas e bem-conceituadas do país são públicas e gratuitas”. O dado da Associação Nacional dos Dirigentes da Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) é exibido em vídeo foi publicado nacionalmente nesta quarta-feira, 13 de dezembro, a partir das 11h. Em um vídeo de pouco mais de um minuto, a Andifes dissemina informações sobre a universidade pública, como o fato de mais de 60% de seus graduandos serem provenientes das classes mais pobres (D e E). O material é parte da campanha nacional de defesa da universidade pública e gratuita promovida pela Associação.

Confira o vídeo abaixo:

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Andifes divulga nota pública em defesa da democracia

12/10/2018 13:10

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou, nesta sexta-feira, 12 de outubro, uma nota pública contra a violência, em defesa da democracia.

Leia a nota abaixo, na íntegra.

“A sociedade brasileira encontra-se dividida, vivendo hoje um processo eleitoral decisivo para seu destino. Como sabemos, episódios de violência relacionados a eleições ocorrem em cada pleito, sendo todos eles condenáveis, pois trazem componentes de violência ao que deveria ser momento de reflexão e debate. Neste pleito, entretanto, estamos constatando um perigoso agravamento do conflito, que compromete a própria natureza da decisão democrática.

Primeiro, mais que o debate, é o conflito que se estende como nunca a toda a sociedade, empobrecendo a argumentação e diminuindo o valor mesmo do convívio democrático e das garantias próprias de um estado democrático de direito. Segundo, episódios de intolerância e violência (física ou simbólica) são hoje constatados até no ambiente de nossas universidades, que, como espaço essencialmente democrático, devem ser lugar natural do embate de ideias, da diversidade, da argumentação, e não de agressão e intolerância.

A ANDIFES vem assim externar seu firme repúdio à cultura do ódio e da violência, que ora ameaça a sociedade e as universidades públicas, por meio de constrangimentos, ameaças e agressões. Em particular, no espírito e na letra da Constituição Federal, são deploráveis os ataques motivados por racismo, homofobia e toda ordem de preconceito que atinja direitos e liberdades individuais, não devendo qualquer cidadão com responsabilidade pública lavar as mãos e alegar neutralidade diante dessas ações, nem dos discursos eivados de violência que as suscitam.

A ANDIFES junta-se, enfim, a todos os dirigentes e membros da comunidade acadêmica que ora envidam esforços por defender a democracia e por reforçar os laços de solidariedade em nossas instituições universitárias, que, como instituições públicas, gratuitas e inclusivas, são um exemplo de participação e decisão coletiva, bem como lugar de produção de conhecimentos, formação de cidadãos e defesa ativa dos direitos humanos, servindo assim à redução de desigualdades e à ampliação de direitos em nosso país.”

Publicação original disponível no link.

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Gestores de comunicação propõem trabalho em rede para fortalecer as Ifes

06/09/2018 12:58

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) esteve presente entre os dias 22 e 24 de agosto na terceira edição do Encontro do Colégio de Gestores de Comunicação das Universidades Federais (Cogecom). Realizado na cidade de Foz do Iguaçu (PR), o evento foi organizado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e é resultado de um esforço conjunto entre os comunicadores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) por meio da Associação Nacional dos Dirigentes dessas instituições (Andifes).

A conferência de abertura tratou da ‘Crise midiática e desafio de comunicação para as IFES’ e contou com o debate do reitor da Unila, Gustavo Oliveira Vieira, da reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Soubhi Smaili, e da coordenadora da Pós-graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Valquíria Kneipp.

Mediada pela jornalista Amanda Thomaz Monteiro, a conferência trouxe como discurso a necessidade do trabalho colaborativo entre as estruturas de comunicação das universidades federais como forma de dar mais amplitude às ações de ensino, pesquisa e extensão. Segundo Soraya, existe a necessidade de “Desmistificar informações equivocadas e/ou mentirosas veiculadas na imprensa sobre os gastos com aluno, privilégios e alto investimento. Temos que falar com e para a sociedade o que estamos fazendo”. Vieira reforçou o papel da universidade na qualificação e melhoria da educação municipal e estadual. “É preciso definir um tema de interesse público para, assim, levarmos à tona dados das nossas ações e, com isso, aprofundar cenários para continuar realizando o que estamos fazendo”.

A pesquisadora Valquíria abordou o impacto das notícias negativas sobre a imagem das universidades e reafirmou a necessidade de repensarmos a forma de tratar essa imagem ruim e distorcida. “É fundamental que todos os servidores das universidades sejam tratados como fontes e que esses sejam treinados para tal”.

A tarde, o professor e youtuber André Azevedo da Fonseca falou sobre as narrativas digitais e as novas formas de divulgação científica com a palestra ‘Como utilizar a internet em favor da ciência’. Segundo Azevedo existem ferramentas digitais disponíveis gratuitamente para que os interessados aprendam a se comunicar com o público em geral de maneira mais interessante. “A comunicação precisa ser criativa e sair da armadilha de falar para si mesma. Isso vale para as universidades porque, diante deste cenário de ressentimento, é necessário perceber como a população se sente em relação à universidade”.
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Nota pública da Andifes ratifica universidade como lugar de liberdade e conhecimento

30/07/2018 15:07

Nota pública da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) ratifica a posição da entidade em relação às ações impostas à Universidade Federal de Santa Catarina, consideradas uma afronta à universidade pública brasileira e o estado democrático de direito. Leia a nota da Andifes na íntegra.

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Perfil nacional do aluno: Andifes disponibiliza cartilha de divulgação

13/06/2018 12:00

Conhecer a realidade dos estudantes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) em todo o Brasil para viabilizar políticas de assistência estudantil, é o objetivo da V Pesquisa Nacional do Perfil do Graduando 2018, que está sendo realizada pelo Fórum de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace) da Associação Nacional dos Dirigentes das Ifes (Andifes), que disponibilizou Cartilha Nacional de Divulgação. Segundo a assessora de Políticas Públicas, Lívia Leite, “O material foi preparado considerando os desafios frente à concretização da pesquisa, elencando estratégias de abordagem que obtiveram maior sucesso para o preenchimento do questionário, em ordem de prioridade, e buscando alcançar o mais amplo número possível de estudantes”.

Todos os alunos de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com vínculo em cursos presenciais, inclusive os calouros de 2018, devem preencher o questionário, que estará disponível à comunidade estudantil até junho de 2018. O levantamento é realizado por meio de um formulário online e para preenchê-lo o aluno deve inserir seu número de CPF e selecionar a UFSC entre as instituições cadastradas.
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Pesquisa sobre perfil do universitário: alunos da UFSC devem responder questionário da Andifes

09/05/2018 11:00

Conhecer a realidade dos estudantes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) em todo o Brasil para viabilizar políticas de assistência estudantil, é o objetivo da V Pesquisa Nacional do Perfil do Graduando 2018, que está sendo realizada pelo Fórum de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace) da Associação Nacional dos Dirigentes das Ifes (Andifes).

Todos os alunos de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com vínculo em cursos presenciais, inclusive os calouros de 2018, devem preencher o questionário, que estará disponível à comunidade estudantil até junho de 2018. O levantamento é realizado por meio de um formulário online e para preenchê-lo o aluno deve inserir seu número de CPF e selecionar a UFSC entre as instituições cadastradas.
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Conselho Pleno da Andifes manifesta-se quanto à falta de investimentos para assistência estudantil

27/03/2018 18:03

Durante a 115ª reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada dia 20 de março no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), os reitores manifestaram grande preocupação com a falta de recursos para a manutenção da assistência estudantil nas universidades, sobretudo, com o que diz respeito aos restaurantes universitários (RU).

115ª reunião da Andifes. Foto: divulgação

O presidente da Andifes, reitor Emmanuel Tourinho (UFPA), explicou que a associação tem, reiteradamente, levado ao Ministério da Educação (MEC) a questão do congelamento de recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). “Toda vez que vamos ao MEC apresentamos as questões da assistência estudantil. Não há dúvida de que exista a necessidade de recursos adicionais para que as políticas assistenciais e de inclusão tenham continuidade nas universidades. O que mais insistimos no ano passado foi a questão do PNAES. A ampliação do recurso do PNAES sempre era retirada da pauta”.
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Programa de Mobilidade Acadêmica oferece bolsas para estudantes da UFSC

27/12/2017 10:01

O Programa de Bolsas Andifes/Santander de Mobilidade Acadêmica irá receber inscrições de 22 de janeiro a 9 de fevereiroO programa visa proporcionar bolsas de estudo a alunos de Instituições Federais de Ensino Superior que, tendo mérito acadêmico, pretendem realizar mobilidade estudantil em outra IFES brasileira.

Na UFSC, serão contemplados cinco alunos com bolsa no ano letivo de 2018 para alunos regularmente matriculados em cursos de graduação. Os estudantes selecionados receberão o valor de R$ 3 mil, repassado em cinco parcelas mensais de R$ 600,00, durante o semestre em que realizarem sua mobilidade.

As inscrições serão realizadas por meio do e-mail

Confira os requisitos e todas as informações desta seleção no edital.

Mais informações na página da Prograd.

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Presidente da Andifes analisa críticas do Banco Mundial sobre as universidades públicas

18/12/2017 10:29

O jornal O Globo publicou nesta segunda-feira, dia 18, artigo do presidente da Andifes – Associação Nacional dos Dirigentes Instituições Federais do Ensino Superior, Emmanuel Tourinho, no qual ele avalia as críticas que o Banco Mundial faz sobre ensino superior público e gratuito. Para Tourinho, o documento contém erros que merecem reparo. “O banco passa ao largo de aspectos fundamentais do papel das universidades públicas”.

No documento, o Banco Mundial afirma que as políticas públicas têm favorecido os mais ricos, mas não refere à acentuada injustiça tributária no país. “Limitado a indicadores financeiros, o documento ignora dados da realidade social brasileira e o papel das universidades públicas no desenvolvimento econômico e social”, diz Tourinho.

Segundo o presidente da Andifes, “estão incorretos os dados sobre o perfil dos discentes das universidades federais e sobre os investimentos públicos realizados nas instituições. O Banco ignora processos seletivos massivos como o Enem, a criação de mais de 300 campi no vasto interior do país, e a lei de contas, que contribuem para que apenas 10 por cento dos alunos matriculados em universidades federais venham de famílias com renda bruta familiar de dez ou mais salários mínimos; 51% pertencem a famílias com renda bruta abaixo de três salários mínimos.”

No artigo, Emmanuel Tourinho, observa que “os mais ricos deveriam pagar pela educação publica, mas não apenas os que têm filhos nas universidades públicas. Uma política distributiva séria tributaria todos os ricos (com ou sem filhos nas universidades públicas) taxando fortunas, heranças e propriedades, a fim de possibilitar a parcelas maiores da população o acesso à educação pública de qualidade.”

Ele recorda que o investimento em educação no Brasil é um dos mais baixos entre todos os países da OCDE. “O Brasil só investe mais que o México. Fica atrás de Chile,
Coreia do Sul, Estônia, Hungria e Polônia. Considerada apenas a educação superior, o investimento do Brasil por aluno (US$/PPP 13.540,00) está abaixo da média da OCDE (US$/PPP 15.772,00), isso em um cálculo que inclui gastos com os aposentados das universidades (gasto previdenciário), o que corresponde a cerca de 25% de todo o valor contabilizado.”

“Afirmar que o investimento por aluno em universidades públicas é maior do que o financiamento por alunos em instituições privadas é obviedade. As primeiras são responsáveis por quase toda a pesquisa científica e tecnológica realizada no país”, argumenta Emmanuel Tourinho.

Enfatiza que o Banco Mundial ignora aspectos fundamentais da atuação das universidades federais. “Públicas e gratuitas acolhem alunos de todas as origens sociais, raças e etnias. Mantém uma rede de hospitais públicos de alta complexidade, clínicas, laboratórios e serviços diversos de atendimento gratuito à comunidade, sendo, muitas vezes, as únicas opções de acesso ao atendimento de saúde.”

Mas o que surpreende, conclui o presidente da Andifes, é que as universidades federais consigam resultados acadêmicos, científicos e sociais tão expressivos, apesar de políticas de financiamento instáveis e de ataques recorrentes dos grandes grupos econômicos. “A questão é: em qual país as recomendações do Banco Mundial levaram ao desenvolvimento e à soberania?”, pergunta.

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Andifes manifesta indignação contra mais uma operação da PF em universidade pública

06/12/2017 18:51

NOTA OFICIAL MEMÓRIA DA DITADURA

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em nome dos (as) sessenta e três reitores(as) das Universidades Federais brasileiras, vem, mais uma vez, manifestar a sua indignação com a violência, determinada por autoridades e praticada pela Polícia Federal, ao conduzir coercitivamente gestores (as), ex-gestores (as) e docentes da Universidade Federal de Minas Gerais, em uma operação que apura supostos desvios na construção do Memorial da Anistia.

É notória a ilegalidade da medida, que repete práticas de um Estado policial, como se passou com a prisão injustificada do Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, da Universidade Federal de Santa Catarina, há pouco mais de dois meses. Apenas o desprezo pela lei e a intenção política de calar as Universidades, lócus do pensamento crítico e da promoção da cidadania, podem justificar a opção de conduzir coercitivamente, no lugar de simplesmente intimar para prestar as informações eventualmente necessárias.

Ações espetaculosas, motivadas ideologicamente e nomeadas com ironia para demonstrar o desprezo por valores humanistas, não ajudam a combater a real corrupção do País, nem contribuem para a edificação de uma sociedade democrática. É sintomático que este caso grotesco de abuso de poder tenha como pretexto averiguar irregularidades na execução do projeto Memorial da Anistia do Brasil, que tem, como uma de suas finalidades, justamente preservar, em benefício das gerações atuais e futuras, a lembrança de um período lamentável da nossa história.

Na ditadura, é bom lembrar, o arbítrio e o abuso de autoridade eram, também, práticas correntes e justificadas com argumentos estapafúrdios. As Universidades Federais conclamam o Congresso Nacional a produzir, com rapidez, uma lei que coíba e penalize o abuso de autoridade. E exigem que os titulares do Conselho Nacional de Justiça, da Procuradoria Geral da República, do Ministério da Justiça e do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria da União intimem seus subordinados a balizarem as suas atividades pelos preceitos constitucionais, especialmente quanto ao respeito aos direitos individuais e às instituições da República.

A sociedade não pode ficar sob ameaça de centuriões. A Andifes, as reitoras e os reitores das Universidades Federais solidarizam-se com a comunidade da Universidade Federal de Minas Gerais, com seus gestores, ex-reitores e com seus servidores, ao mesmo tempo em que conclamam toda a sociedade a reagir às violências repetidamente praticadas por órgãos e indivíduos que têm por obrigação respeitar a lei e o Estado Democrático de Direito. As Universidades Federais, reiteramos, são patrimônio da sociedade brasileira e não cessarão a sua luta contra o obscurantismo no Brasil.

Brasília, 06 de dezembro de 2017.

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Diretoria da Andifes se reúne com reitora em exercício em solidariedade a Luiz Carlos Cancellier

05/10/2017 12:05

Foto: Marcus Vinícius/GR

A reitora em exercício da UFSC, Alacoque Lorenzini Erdmann, recebeu nesta quarta feira, 4 de outubro, o presidente da Andifes, Emmanuel Zagury Tourinho, reitor da Universidade Federal do Pará(UFPA) e as reitoras Ângela Maria Paiva Cruz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e Cleuza Maria Sobral Dias, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), além dos reitores Ângelo Roberto Antoniolli, da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Reinaldo Centoducatte, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A visita já estava agendada desde a semana passada, prevendo, inclusive, um contato pessoal com o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. Diante da morte prematura e trágica do reitor, o sentido do encontro na UFSC tomou ares de apoio ao luto da universidade e em solidariedade a toda à comunidade universitária.

Ao lado da reitora estavam todos os pró-reitores, secretários e assessores da gestão. Na fala inicial de cada um dos representantes da Andifes, ficou evidente a emoção e o sofrimento compartilhado por gestores que conheciam o reitor Cancellier. Na atual diretoria da Andifes, Cancellier ocupava a suplência do reitor Jaime Giolo, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no Diretório Nacional, como representantes da região sul do país.
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Nota oficial da Andifes sobre o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo

02/10/2017 13:38

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), profundamente consternada, comunica o trágico falecimento do Prof. Dr. Luiz Carlos Cancellier, Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, ocorrido na manhã desta segunda-feira. O sentimento de pesar compartilhado por todos/as os/as reitores/as das universidades públicas federais, neste momento, é acompanhado de absoluta indignação e inconformismo com o modo como foi tratado por autoridades públicas o Reitor Cancellier, ante um processo de apuração de atos administrativos, ainda em andamento e sem juízo formado.

É inaceitável que pessoas de bem, investidas de responsabilidades públicas de enorme repercussão social tenham a sua honra destroçada em razão da atuação desmedida do aparato estatal. É inadmissível que o país continue tolerando práticas de um Estado policial, em que os direitos mais fundamentais dos cidadãos são postos de lado em nome de um moralismo espetacular. É igualmente intolerável a campanha que os adversários das universidades públicas brasileiras hoje travam, desqualificando suas realizações e seus gestores, como justificativa para suprimir o direito dos cidadãos à educação pública e gratuita.

Infelizmente, todos esses fatos se juntam na tragédia que hoje temos que enfrentar com a perda de um dirigente que por muitos anos serviu à causa pública. A ANDIFES manifesta a sua solidariedade aos familiares e amigos do Reitor Cancellier e continuará lutando pelo respeito devido às universidades públicas federais, patrimônio de toda a sociedade brasileira.

Brasília, 2 de outubro de 2017.

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Andifes publica nota oficial: ‘UFSC, universidade cidadã e de qualidade’

20/09/2017 15:24

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
Nota Oficial
UFSC, universidade cidadã e de qualidade
Mesmo com diferentes abordagens, todos os rankings nacionais ou internacionais indicam a qualidade das universidades públicas brasileiras, em especial o sistema federal. Para além da qualidade no ensino e na pesquisa, essas instituições, ancoradas na autonomia universitária, princípio universal, implementam uma gama de atividades, programas, convênios, contratos, que têm como finalidade assegurar o bom funcionamento, a produção de conhecimento e sobretudo a formação cidadã de milhares de jovens que integram o sistema produtivo e servem à sociedade brasileira.
Como toda organização complexa, as universidades federais são constituídas por indivíduos e processos que demandam permanentes avaliação e controle. Por razões legais e próprias de sua constituição, essas instituições estão submetidas a um conjunto maior de rotinas de acompanhamento. Todas estão subordinadas aos órgãos de controle do estado democrático, bem como aos seus conselhos acadêmicos e administrativos. Tudo isso confere às universidades públicas federais reconhecimento e respeito por parte da sociedade.
Nesse ambiente de qualidade, cidadania, avaliação e controle está inserida a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e a sua comunidade, docentes, servidores/as técnico-administrativos/as, discentes e administração. Por isso, a Andifes manifesta o seu apoio à UFSC, ao tempo em que a reconhece como principal interessada na apuração de qualquer desvio de princípios republicanos que nela possa ter ocorrido. E espera, além disso, de todas as autoridades, juízo de proporcionalidade nas suas decisões, respeito às instituições, aos cidadãos e seus direitos, ao longo de qualquer processo legal de apuração e responsabilização.
Brasília, 20 de setembro de 2017.

Tags: AndifesAssociação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino SuperiorUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Programa de Mobilidade Acadêmica oferece bolsas a estudantes da UFSC

26/12/2016 08:12

Estão abertas até 6 de janeiro as inscrições para o Programa de Bolsas Andifes/Santander de Mobilidade Acadêmica. O programa visa proporcionar bolsas de estudo financiadas pelo Banco Santander a alunos de Instituições Federais de Ensino Superior que, tendo mérito acadêmico, pretendem cursar um semestre em outra IFES brasileira através do Programa Andifes de Mobilidade Estudantil.

Serão concedidas cinco bolsas no ano letivo de 2017 para alunos de graduação da UFSC. Os contemplados receberão o valor de R$ 3 mil, repassado em cinco parcelas mensais de R$ 600,00, durante o semestre em que realizarem sua mobilidade.

As inscrições serão realizadas por e-mail.

Confira os requisitos e todas as informações desta seleção no EDITAL.

Cronograma

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