Kamila Pereira, 31 anos, coleciona medalhas de ouro em competições paralímpicas. Foram três apenas na última edição dos Jogos Paralímpicos Universitários, que aconteceu esse ano em São Paulo. A competidora é uma das participantes do projeto de extensão de atletismo adaptado do Centro de Desportos (CDS) da Universidade Federal de Santa Catarina, com treinos voltados para pessoas com deficiência.
Os projetos de atividade física para pessoas com deficiência da UFSC oferecem, de forma gratuita, treinos e práticas de esportes para a comunidade interna ou externa à universidade. Os praticantes procuram o projeto com diversas finalidades, desde o desenvolvimento de condicionamento físico e melhoria de estilo de vida à treinos mais intensos, voltado para competições.
Para Kamila, além dos treinos para competições, a prática de esportes favorece também a autonomia e integração da pessoa com deficiência na comunidade. A atleta participa de projetos de esportes para pessoas com deficiência há nove anos, iniciado no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), no bairro de Coqueiros. O projeto de atletismo adaptado da UFSC existe desde os anos 1990, mas foi reativado somente em 2017, após as reformas no Complexo Esportivo e a adesão da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef).
Valéria Gomes, 42 anos, pratica atletismo adaptado há três anos, no mesmo projeto que Kamila e elogia a estrutura das pistas de atletismo da UFSC: “Agora é muito melhor; as pistas, o banheiro… A gente tem até água”. O projeto oferece 30 vagas semestrais para pessoas com deficiência física, visual e, recentemente, têm incluído estudantes com deficiência intelectual. A prática de atletismo adaptado conta atualmente com 16 alunos, a maior parte com deficiência física, com encontros nas segundas, quartas e sextas-feiras.
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