Palestra aborda regime internacional de combate à corrupção

03/05/2017 18:28

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A palestra realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI), nessa terça-feira, 2 de maio, tratou de um tema que tem sido cada vez mais discutido no Brasil e no mundo: a corrupção. Mais especificamente, a formação do regime internacional de combate à corrupção e seus impactos no Brasil. A atividade, que foi ministrada pela professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Geisa Cunha Franco, ocorreu no auditório do Centro Socioeconômico (CSE).

A professora iniciou a palestra apresentando dois conceitos chaves. A corrupção, que pode ser vista de duas frentes: da perspectiva moral , que é mais difícil de ser trabalhada porque não tem objetividade e cai em um relativismo cultural e temporal; e da perspectiva do abuso de um poder confiado, que é mais objetivo e por isso é usado por ONGs  para medir a corrupção. O segundo conceito que ela abordou foi o de regime internacional, que é o conjunto de regras que regem determinadas áreas (como meio ambiente e direitos humanos) na ausência de um governo, pois envolve vários países. Essas normas são marcadas pelas expectativas dos atores e pela cooperação internacional, delimitando um comportamento legítimo em contextos específicos.

Foto: Henrique Almeida/ Agecom/UFSC

Em seguida, Geisa falou sobre a dificuldade de trabalhar com o tema “corrupção”, que por sua própria natureza não pode ser registrada: o que há de mais próximo no registro da corrupção é o Índice de Percepção da Corrupção (IPC), criado pela ONG Transparência Internacional (TI). O surgimento do tema “corrupção” na agenda internacional surge, segundo a pesquisadora, no fim da guerra fria, quando a segurança deixa de ser central e há liberdade para lidar com novos temas que não estavam mais associados à bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética. Mesmo assim, ela observa que a corrupção ainda é um tema tabu e muitos países fazem “vista grossa”: o crime sempre foi considerado um mal menor que, ao se esquivar da burocracia, auxiliava o crescimento econômico.

Segundo a professora, a ONU e outras ONGs começaram a discutir o tema com mais afinco a partir do atentado de 11 de setembro, que teve impacto no combate à corrupção de forma indireta. A questão da segurança volta à tona e o inimigo é muito diferente do inimigo na guerra fria: podia estar em todo lugar. Acabar com o terrorismo implicava acabar com o financiamento ilegal nos paraísos fiscais. Da pressão de ONGs e governos surgiram tratados de combate à corrupção com muitos países signatários, e a importância de assiná-los estava ligada à legitimidade internacional.

Geisa explica que a emergência da corrupção na agenda internacional mostra a interdependência entre temas e atores. Assim como afeta a segurança, a corrupção afeta a democracia – já que burlar as regras tira a legitimidade do sistema democrático –, e também o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ela aponta que é preciso desenvolver formas eficientes de combate à corrupção, pois apenas leis são insuficientes – o processo deve ter participação da sociedade civil e a percepção das consequências precisa ser clara. Um avanço nesse sentido, segundo ela, foi o que mostrou a pesquisa da Datafolha de 2015, em que a corrupção foi apontada como o maior problema do Brasil.

A professora concluiu afirmando que nas últimas décadas o processo de combate à corrupção teve avanços e fracassos, pois leis e tratados se mostraram importantes, mas insuficientes. E reforça a íntima conexão entre corrupção e democracia, questionando: “Se a lei foi feita por determinada pessoa que recebeu para fazer a lei, que democracia é essa?”.

Lavínia Beyer Kaucz/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

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Páginas da Administração Central da UFSC têm agora versão em inglês

03/05/2017 12:43

Tela de acesso à versão em inglês do site da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae). Todas as pró-reitorias e secretarias agora contam com a novidade. (Foto: Agecom/UFSC)

As páginas principais de todas as pró-reitorias e secretarias da UFSC contam agora com uma versão em inglês. Ao acessar as páginas de cada um desses setores, é possível encontrar o link no menu direito para acesso aos sites em língua inglesa.

A tradução de todas as informações foi coordenada por Paula Michels, tradutora-intérprete da Secretaria de Relações Internacionais da UFSC com supervisão e revisão do professor Lincoln Fernandes, secretário da Sinter, e participação de uma equipe voluntária de tradutores composta por Camila Pasquetti, Cybelle Soares e Domingos Soares, estudantes do Programa de Pós-Graduação em Inglês da universidade.

“A apresentação destas páginas em inglês tem como objetivo contribuir para o processo de internacionalização da UFSC, que é de grande importância para ampliar o trânsito de conhecimento entre a universidade e instituições estrangeiras, além de promover o seu reconhecimento no cenário internacional”, diz Lincoln Fernandes.

Além das páginas das pró-reitorias e secretarias da UFSC, uma página em inglês contendo as principais informações sobre a universidade já se encontra disponível no site http://ufsc.br (clique na opção ENGLISH no topo do site para acessá-la).

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Administração Central cria comissão para avaliar plano de saúde dos servidores da UFSC

02/05/2017 18:47

Representantes sindicais (Andes, Apufsc e Sintufsc), da Administração Central, dos campi fora de Florianópolis e de usuários irão formar uma comissão para estudar alternativas e acompanhar periodicamente os resultados operacionais do plano de saúde suplementar dos servidores da Universidade Federal de Santa Catarina. A medida visa tornar o financiamento do plano “mais justo” e evitar os recorrentes aumentos de mensalidades.

A decisão foi anunciada no encontro chamado pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) da UFSC para esclarecer sobre o processo de negociação do reajuste da Unimed. As mensalidades subiram 22,85% em abril, para pagamento em maio e não há possibilidade de redução para este ano. O contrato atual (firmado em 2014) vai até 2019, mas a Unimed pode propor novo reajuste para maio de 2018, conforme os resultados deste ano.

Reunião apresentou os detalhes de negociação com a Unimed. Foto: Henrique Almeida/Diretor de Fotografia da Agecom/UFSC

A proposta inicial do reajuste da Unimed, proposto pela prestadora de serviços, era de 25,31%; a contraproposta da UFSC foi 17,47% e a Unimed respondeu com os 22,85%. Em caso de negativa, a Unimed alertou que a UFSC poderia encerrar o contrato em 30 dias, caso não aceitasse os valores.
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UFSC Joinville conquista 3º lugar em maratona com veículo elétrico mais eficiente da América Latina

02/05/2017 17:04

Entre os dias 28 a 30 de abril, na cidade de Detroit, EUA, estudantes do Campus Joinville da UFSC participaram da Shell Echo Marathon Americas 2017, conquistando o terceiro lugar em eficiência competindo com veículos movidos à eletricidade de outras 27 universidades americanas.

O protótipo do Eficem – equipe de competição da UFSC voltada para pesquisa de eficiência energética – conseguiu percorrer a distância de 283 Km com apenas 1 Kwh. Com o custo do kWh atualmente em média de R$ 0,50, seria como percorrer a distância entre Joinville e Florianópolis com o custo de R$ 0,50. Pesando apenas 21,5 kg, foi o veículo mais leve pelo 3º ano consecutivo nessa competição.

O evento é organizado pela companhia norte-americana de petróleo e gás, Shell, e tem por objetivo incentivar estudantes de engenharia das Américas a desenvolver protótipos de veículos movidos à eletricidade, gasolina ou etanol com alto nível de eficiência.  Nesta edição do evento, a Eficem conseguiu o melhor resultado pelo segundo ano consecutivo entre as equipes da América Latina.

 

Mais informações sobre a equipe:

http://eficem.ufsc.br/

https://www.facebook.com/Eficem/

Texto: Comunicação Institucional/UFSC Joinville

Tags: EficemjoinvilleShell Echo Marathon Americas 2017UFSC

Programa de apadrinhamento de estudantes intercambistas recebe inscrições até o dia 15

02/05/2017 14:24

Apadrinhar um estudante internacional é uma ótima forma de praticar um idioma, conhecer outras culturas e fazer novas amizades. É também uma oportunidade de ajudar alguém (que provavelmente chegará sem as informações essenciais do país) e ser um multiplicador de oportunidades. Por fim, significa ajudar no desenvolvimento dos programas internacionais de intercâmbio, consolidando parcerias entre universidades renomadas.

O programa de apadrinhamento foi criado com intuito de orientar e auxiliar os estudantes internacionais em como proceder nos primeiros momentos em Florianópolis e na UFSC e, em contrapartida, proporcionar aos  nossos estudantes a oportunidade de estar em contato com estudantes de universidades do exterior e de culturas do mundo inteiro.

Inscrições e seleção

Para se tornar um padrinho, você deverá preencher um formulário, informando a preferência de acordo com o idioma e o sexo. Ressaltamos que os estudantes Portugueses também precisam de padrinhos. A divulgação dos selecionados e seus respectivos afilhados será feita pelos e-mails pessoais. Caso ainda faltem padrinhos, a seleção será prolongada.

Inscrições – 26 de abril a 15 de maio.

Clique aqui para conferir as orientações.

 

Tags: intercâmbioPrograma de ApadrinhamentoSinterUFSC

Plano de Logística Sustentável da UFSC segue em consulta pública até o final desta semana

02/05/2017 12:46

consulta pública do Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) 2017 da UFSC foi prorrogada até o dia 5 de maio. O objetivo do PLS é orientar as ações relacionadas à sustentabilidade em todos os setores, abrangendo questões ligadas à gestão, pesquisa, ensino e extensão.

Toda a comunidade universitária pode participar e contribuir com sugestões: o objetivo é torná-lo efetivo, exequível e reflexo dos problemas e anseios levantados na UFSC relacionados à sustentabilidade.

A minuta do PLS foi resultado do trabalho de mais de dois anos da Comissão Permanente de Sustentabilidade (CPS) com colaboração de diversos setores, consultores e especialistas, totalizando 81 participantes.  A redação é da equipe da Coordenadoria de Gestão Ambiental e de colaboradores.

Foram elaboradas 54 metas, desdobradas em 411 ações, que estão distribuídas por oito eixos: Resíduos, Água e Esgoto, Deslocamento, Consumo, Compras e Contratações Sustentáveis, Energia, Qualidade de Vida e Geral.
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Tags: consulta públicaPlano de LogístivaPLSUFSCUFSC Sustentável

UFSC sedia Congresso de Gestão Estratégica da Informação, Empreendedorismo e Inovação

27/04/2017 16:04

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, nos dias 27 e 28 de abril, o Congresso de Gestão Estratégica da Informação, Empreendedorismo e Inovação (CGEI), que tem como proposta promover o debate entre alunos, professores, editores científicos, pesquisadores, mundo produtivo e atores sociais, com vistas à produção interativa de conhecimento.

O Congresso, que conta com mais de 200 participantes e está sendo realizado no auditório da Reitoria, em Florianópolis, é uma iniciativa da Rede Sul de Gestão da Informação, que compreende os departamentos de Ciência da Informação da UFSC, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Departamento de Ciência e Gestão da Informação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
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Ônibus elétrico movido a energia solar é apresentado a pesquisadores de Cambridge

27/04/2017 13:00
Apresentação dos projetos da Fotovoltaica durante viagem no e-bus solar da UFSC. (Foto: Lincoln Fernandes/UFSC)

Apresentação dos projetos da Fotovoltaica durante viagem no e-bus solar da UFSC. (Foto: Lincoln Fernandes/UFSC)

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, Inglaterra, em visita à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estiveram em visita à Fotovoltaica UFSC, laboratório do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC, localizado no Sapiens Parque, em Florianópolis. Os professores Jorge Viñuales, Jean-François Mercure, e Pablo Salas utilizaram o ônibus elétrico, movido a energia solar para o trajeto UFSC – Sapiens Parque, além de conhecerem as instalações e os projetos do laboratório.

A visita ao laboratório ocorreu durante a tarde de quarta-feira, dia

26 de abril e foi coordenada pela professora de Direito Ambiental da UFSC, Cristiane Derani e pelo secretário de Relações Internacionais, Lincoln Fernandes. Os pesquisadores estiveram em reunião com a vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann, reitora em exercício.

O ônibus elétrico (e-bus) movido a energia solar foi inaugurado em dezembro de 2016. O veículo tem ar-condicionado e capacidade para levar 37 pessoas sentadas, em assentos que oferecem facilidades como tomadas USB e duas mesas de reunião com tomadas elétricas de 220V, fazendo do espaço um ambiente de transporte e trabalho. Por ser um projeto de “deslocamento produtivo”, as apresentações sobre os projetos da Fotovoltaica aconteceram dentro do próprio ônibus, o que ficou a cargo do doutorando Alexandre de Albuquerque Montenegro, representando o coordenador do laboratório, Ricardo Rüther. Em seguida, a professora do Departamento de Expressão Gráfica (EGR/UFSC), Juliane Almeida, apresentou o projeto “Universidades Solares”. 
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Tags: Energia Solar FotovoltaicaFotovoltaica-UFSCUFSCUniversidade de CambridgeUniversidade Federal de Santa Catarina

Aula inaugural da Associação de Pós-Graduação debate cenário político nacional

26/04/2017 18:00
Foto:  Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

“Estamos em um ano dramático… Mas antes de eu começar minha fala, obviamente, fora Temer!”. Assim a historiadora e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Virgínia Fontes, iniciou a aula inaugural da Associação de Pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (APG/UFSC). O evento, que ocorreu na segunda-feira, 24 de abril, no auditório da reitoria, se insere em um contexto de mobilizações na universidade e no Brasil. Na sexta-feira, 28 de abril, está prevista uma greve geral contra propostas que tramitam na Câmara dos Deputados, como as reformas da previdência e trabalhista.

A professora declarou seu apoio e adesão à paralisação: “Pelo volume de catástrofes que vêm sendo propostas, isso é um desgoverno. Estamos sendo atacados em todas as dimensões. Em termos mais amplos, todas as conquistas das classes trabalhadoras do país estão sendo aniquiladas. Também estamos sendo atacados no ambiente da pesquisa e da pós-graduação, com o estrangulamento de recursos. Além das reformas educativas na escolas: ‘Escola sem partido’ é na verdade ‘Escola do meu partido’.”

Para Virgínia, este é um momento de luta. Mas essa luta imediata, mesmo sendo “tão grande, tão intensa e tão forte”, não pode apagar o horizonte mais amplo para onde a luta se dirige. “A luta imediata nos captura para uma prática que tem sido tristemente corriqueira nos últimos tempos. Ficamos focados na urgência e não conseguimos mais enxergar para onde caminhamos”, afirmou. Segundo ela, assistimos ao esgotamento do capitalismo do ponto de vista da humanidade: “O capitalismo está vivo, está ativo, segue em expansão. Mas a massa da população pode impedi-lo de se expandir se recusando a cumprir o papel que o capital exige. O limite para o sistema capitalista é quando os trabalhadores dizem ‘chega’. E é possível dizer isso de infinitas maneiras”.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

A exploração do agronegócio e dos recursos naturais, representando a devastação humana como um todo, também foi abordada pela pesquisadora. “Essa não é uma questão apenas da terra. É uma questão da terra, das árvores, dos animais, dos alimentos. É importante combatermos o desperdício de plástico, o uso de garrafa plásticas, por exemplo. Mas mais importante ainda é enfrentarmos, publicamente, quem engarrafa a água que é pública, que deveria ser pública”, alertou.

Em diversos momentos, Virgínia enfatizou a importância de se ir além das reivindicações urgentes: “Toda luta que não se dá conta de que o que está enfrentando é maior do que a luta imediata, está fadada a perder, a se desmobilizar. Por isso nossa luta deve sempre ir além, deve garantir mais do que direitos universais. Devemos lutar por uma vida capaz de ser chamada vida”. A professora acrescentou que, durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), houve conquistas, mas também muitas derrotas. “Uma delas foi o desaprendizado da luta, a deseducação de um enfrentamento que garanta o mínimo. Precisamos exigir o que consideramos necessário para uma vida digna”.

Iniciativa privada

Outro tema abordado durante a palestra foi o crescimento da iniciativa privada e sua inserção em setores públicos do país. “No Brasil, a partir da década de 1990, principalmente, e até hoje, cresceu enormemente o número das Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (FASFIL). Temos hoje uma quantidade enorme dessa entidades, que são empresariais, pilotando educação, saúde, gestão municipal, gestão estadual, gestão da educação. Essas organizações se nutrem de contratos públicos, de vendas de programas educativos etc. Temos hoje mais de 300 mil FASFIL, que empregam mais de 500 mil pessoas”, informou.

Um dos exemplos de FASFIL citados pela professora foi o “Movimento todos pela educação” que, segundo ela, iniciou experiências de “adoção” de escolas, onde impõem medidas e reformulam toda a legislação da instituição. “Hoje, a ocupação de cargos públicos para consultores, conselheiros, peritos, etc exige a intermediação do ‘Movimento todos pela educação’. Essa apropriação do que é público, por empresas privadas, já está em curso no país há pelo menos 20 anos. Mas o desgoverno Temer acelerou isso de maneira impressionante”, afirmou.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Socialização do conhecimento

Virgínia também criticou a configuração atual da produção científica no país, com distribuição desigual de recursos e o favorecimento de determinadas áreas. “Não temos uma tradição de pesquisa no ensino fundamental, no ensino médio, no ensino superior e nem mesmo na pós-graduação. Por que isso? Por que essa elitização da educação, na qual só é pesquisador quem estiver em determinado núcleo?”.

O principal objetivo da pós-graduação, para a professora, deve ser a socialização da pesquisa e do conhecimento. “A pós-graduação não deve estar baseada em uma competição meritocrática alucinada. Isso tem pouco a ver com socialização. Se só uma parte da humanidade pode ter acesso ao melhor da humanidade, nós estamos em uma situação dramática”, afirmou. Virgínia explicou que a iniciativa privada, na universidade, introduz as formas do mercado dentro da pesquisa. A construção de pólos de excelência incentiva uma educação mercantil: “Isso acaba com a figura nacional do pesquisador. ‘Ganha mais quem é melhor’. A universidade pública jamais deve ser privatizada para garantir compensações salariais.”

Outra consequência do investimento de recursos privados no ensino público é a redução da reflexão crítica. “Esses pesquisadores se tornam totalmente a favor do mercado. A luta pela socialização da pesquisa, por um conhecimento pleno e humano, é uma luta pela humanidade. A pós-graduação forma, em princípio, gente comprometida com a pesquisa e com a docência. Infelizmente, hoje, não é isso o que acontece. Nossa pós conduz à hipercompetição, à fragmentação interna, à pesquisa utilitária e oportunista. A pesquisa utilitária se recusa a pensar o mundo”, afirmou.

No cenário internacional, segundo Virgínia, ocorre uma “privatização discreta” da produção do conhecimento: “Há um crescimento volumoso de entidades empresariais, aparentemente sem fins lucrativos, destinadas ao desenvolvimento científico de áreas específicas. Nos EUA, isso já é uma realidade impactante. Temos que combater a universidade pública financiada por empresas. Não se trata de apagar as opções teóricas, mas de permitir que elas se expressem coerentemente e não simplesmente pela força do dinheiro. O compromisso da ciência não pode ser com o empresariado, com a expansão do lucro. Precisamos defender essa ciência que, apesar de todas dificuldades, ainda é pública, e deve permanecer pública.”

Virgínia Fontes esteve em Florianópolis por dois dias e participou de outras atividades na universidade. No mesmo dia, ela ministrou uma segunda aula magna, do Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela/UFSC), com o tema “A crise brasileira e a luta de classes”. A cobertura desse evento pode ser conferida aqui.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

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UFSC na mídia: aluna com paralisia cerebral se forma em Pedagogia na UFSC

26/04/2017 15:40

Kamila Silva Pereira, de 29 anos, superou as dificuldades de locomoção e fala decorrentes de uma paralisia cerebral e formou-se em Pedagogia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Para chegar até a universidade, foram anos de dedicação e amor da mãe, como mostrou nesta terça-feira (25) o Jornal do Almoço.

Maria Jordelina da Silva sempre apoiou o desenvolvimento da filha. “Ela sempre desejou estudar e ser professora”, lembra. Maria acompanhou Kamilla em todas as etapas da vida, da reabilitação a escola. Elas chegaram a pegar seis ônibus por dia juntas.

“A minha mãe, com todo o amor, lutou por mim. E hoje eu tô aqui me formando”, conta Kamila. Na cerimônia de formatura, ela foi a primeira a entrar. “Eu quero dizer só uma coisa: é só acreditar e buscar o seu objetivo. Eu fui atrás e consegui”, disse emocionada, com o canudo na mão.

Fonte: G1

Tags: formaturaparalisia cerebralpedagogiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

FAM recebe inscrições de estudantes para competição de curtas-metragens

26/04/2017 15:14

dest_famEstudantes de escolas de Cinema, Comunicação e Institutos de Formação Audiovisual do Mercosul podem se inscrever, até 15 de maio, na competição que será realizada durante o 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), em parceria com o Museu da Imagem e do Som (MIS/SC): o 1º Rally Universitário Floripa. Durante a competição, os participantes têm a missão de produzir um curta-metragem, com duração de três a cinco minutos, em até 100 horas contínuas de produção.

O MIS/SC, localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, será a base de produção e edição dos filmes durante o Rally, que ocorrerá paralelamente à programação do FAM, de 20 a 25 de junho de 2017. A competição tem o objetivo de incentivar a atividade de produção cinematográfica e o intercâmbio de conhecimento. Os estudantes também receberão palestras de roteiro, edição e som, além de reuniões gerais com conselheiros especializados em cada etapa da produção. As obras fílmicas finalizadas serão exibidas conforme o regulamento.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo e-mail rally@famdetodos.com.br. Cada candidato deve baixar a carta da universidade e o formulário de inscrição disponíveis no site do FAM, preenchê-los e encaminhá-los por e-mail.

Mais informações pelo e-mail rally@famdetodos.com.br e pelo site do FAM.

Tags: 21º Florianópolis Audiovisual Mercosulcurta-metragensFAMfamdetodosinscriçãoUFSC

Evento internacional debate ‘A nova ideologia econômica da ciência e a repolitização do campo’

26/04/2017 14:43

dest_coloquio_mauricio_servaIniciou nesta quarta-feira, 26 de abril, o VI Colóquio Internacional de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração. A primeira palestra do encontro foi ministrada por Maurício Serva, coordenador do Núcleo Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (ORD) da UFSC. Serva abordou o negócio de duas grandes empresas, a nova autoridade científica e a repolitização do campo, que segundo ele é fruto da era digital e formou uma ideologia absurda aos papers e artigos.

O coordenador do ORD apresentou dois grandes player globais: a Thomson Reuters e a Elsevier. Abordou dados e histórico das empresas. Conta que “essas empresas comandam as maiores bases de dados do mundo, criam informações e índices de referência, indexam revistas, possuem um aparato de TI fantástico, amparado pela capacidade financeira invejável”. Destaca o lucro das empresas multinacionais do campo científico, editoras, prestadoras de serviços de TI e base de dados, ao explorar os produtos científicos. “Seus lucros provêm da cobrança pelo acesso aos seus arquivos, seja pelos vultosos contratos com bibliotecas de universidades em todo o mundo, com institutos governamentais, como também pelos acessos cobrados à indivíduos interessados, em geral os próprios cientistas.”
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Tags: Centro de Cultura e EventosElsevierMaurício Servanova autoridade científicapalestraThomson ReutersUFSCVI Colóquio Internacional de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração

Alunos e professores discutem na UFSC a reforma ou a contrarreforma do ensino médio

26/04/2017 10:48
Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

Seminário sobre a Reforma do Ensino Médio, no auditório do EFI da UFSC. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“A escola é nossa”. A frase em destaque no cartaz do Seminário sobre a Reforma do Ensino Médio, realizado no dia 25 de abril, no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI) da UFSC, relembra as ocupações de estudantes nas escolas, em 2016, desfavoráveis à Medida Provisória 746. Imposta em fevereiro deste ano pelo Governo Federal, o fato gerou críticas pois não abriu espaço para o diálogo ou a reflexão com a sociedade.

O texto instituiu a segmentação de disciplinas de acordo com áreas do conhecimento e a implementação gradual do ensino integral. A forma polêmica como o governo o aprovou provocou discussões em diferentes partes do país. O evento na UFSC é mais uma dessas iniciativas e foi organizado pelos professores da disciplina de Organização Escolar do Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação (CED), e pelos alunos do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de História. Seu foco central são os impactos que a reforma causará na organização escolar e no trabalho docente. O evento foi transmitido ao vivo pela internet.

As apresentações da parte da manhã foram feitas pelas professoras da área de Educação da UFSC, Jocemara Triches, Roselane Fátima Campos, e da Udesc, Marileia Maria da Silva.
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Teatro da UFSC recebe nos dias 27 e 28 dois espetáculos do ‘Irish Theatrical Diaspora’

25/04/2017 17:27

A 13ª edição do congresso internacional e interdisciplinar “The 13th Annual Irish Theatrical Diaspora: Irish Theatre and Latin America” será realizada na Universidade Federal de Santa Catarina, no auditório Henrique Fontes do CCE e no Teatro da UFSC, nos dia 27 e 28 de abril de 2017. É a primeira vez que o evento acontece num país da América Latina. Veja a programação completa do evento neste link.

No Teatro da UFSC, na quinta-feira, dia 27, às 20 horas, será apresentada a peça-documentário “As Duas Mortes de Roger Casement”, com texto e direção de Domingos Nunez e elenco da Cia Ludens, de São Paulo (pela primeira vez em Santa Catarina). E na sexta-feira, dia 28, às 17 horas, será apresentada a leitura da peça “Eclipse”, de Patricia Burke Broghan, com tradução e direção de Alinne Fernandes e elenco com alunos de Artes Cênicas da UFSC.

Os espetáculos são gratuitos e abertos ao público. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Teatro uma hora antes do início do espetáculo. O evento contará com tradução simultânea.

 

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Tags: arteculturaDACIrish Theatrical DiasporaSeCArte/UFSCteatro

Exposição ‘Silêncio’ marca inauguração de nova galeria de arte da UFSC

25/04/2017 16:11
Exposição Silêncio no Espaço Expositivo CCEven. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Exposição Silêncio no Espaço Expositivo CCEven.
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Um tapete de grama envolto em plástico transparente conduz a um totem com nove quadros, representando três grandes telas. Nas paredes brancas há outras oito telas e ao final dessa exposição ainda há a mesma porta de entrada do Centro de Cultura e Eventos. Agora, porém, sem o balcão de recepção e a antessala, o outrora corredor de entrada é agora a mais nova galeria de arte da UFSC.

A inauguração do Espaço Expositivo ocorreu no final da tarde do dia19 de abril, com a exposição Silêncio, da artista catarinense Albertina Prates. Na ocasião, Rosemar da Silva, diretora do Centro de Cultura e Eventos (CCEven), explanou sobre a criação do novo espaço expositivo, idealizado em 2016. A Diretora ressaltou que: “o Centro de Cultura e Eventos deve respirar novas linguagens artísticas, conforme pensado na criação do local”.

Na sequência da cerimônia de abertura, Albertina Prates manifestou-se “honrada por ser a primeira artista do novo espaço expositivo da UFSC”. A artista ainda apresentou brevemente os temas que permeiam sua exposição como sendo fruto de “temas para se falar consigo e com o outro. Sobre o divino e o profano”.
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Projeto ‘Música no Lago’ estreia nesta quinta com Jéferson Dantas e Pablo Mizraji

24/04/2017 10:22

Nesta quinta-feira, dia 27 de abril, às 12h30, no laguinho da UFSC, será realizada a primeira apresentação do Música no Lago de 2017. Nesta edição, o projeto recebe Jéferson Dantas e Pablo Mizraji. A dupla, que começou a parceria em 2010, fará uma apresentação com canções consagradas da MPB e algumas canções autorais.

Divulgação Música no Lago - Jéferson Dantas e Pablo Mizraji

Foto: divulgação

Sobre os artistas

Jéferson Dantas é professor do Departamento de Estudos Especializados em Educação da UFSC, canta e toca violão e apresenta-se de maneira eventual em bares. Lançou o álbum “A cada manhã”em 2013, com o grupo “Casa da Ginga”, com 12 canções autorais e vinculadas à MPB. Pablo Mizraji estuda Ciências Sociais na UFSC, toca percussão e bateria, se apresenta com grupos musicais na Ilha de Santa Catarina e com Jéferson. 
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UFSC reúne referências internacionais de Gestão da Informação, Empreendedorismo e Inovação

24/04/2017 09:28

Fariborz_índicesNesta quarta, 26 de abril, será realizado o Congresso de Gestão Estratégica da Informação, Empreendedorismo e Inovação, promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com as universidades federais do Paraná (UFPR) e Rio Grande do Sul (UFRGS), além da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A iniciativa reúne pesquisadores da área e tem a participação de palestrantes da Argentina, Estados Unidos e Portugal. As atividades na UFSC ocorrem dias 27 e 28 de abril, das 9h às 19h30, no Auditório da Reitoria.

Na programação estão previstas uma mesa-redonda, quatro conferências internacionais, duas conferências nacionais, dez sessões temáticas com apresentação de 41 trabalhos, além de atividades do Consórcio Mestral e Doutoral com análise de seis propostas no tema, onde mestrandos e doutorandos discutem seus projetos de pesquisa com especialistas.

O Keynote Speaker do evento será Fariborz Damanpour, professor e pesquisador de Gestão da Inovação na Rutgers Business School, New Jersey, EUA,  uma das principais referências internacionais em Gestão Inovação, com mais de 20 mil citações e estará pela primeira vez no Brasil. A conferência terá tradução simultânea.
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Encontro Regional dos Programas de Educação Tutorial discute responsabilidade política

20/04/2017 18:11

Aberta nesta quinta-feira, 20, na UFSC, na XX edição do SulPET, Encontro Regional dos Programas de Educação Tutorial. Cerca de 800 participantes de 20 instituições de ensino superior do sul do país discutem até o próximo dia 23, domingo, “Responsabilidade Política e Unificação Nacional”, tema que vai permear palestras, mesas e debates durante os quatro dias de evento.

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SulPET: responsabilidade política. Foto: Henrique Almeida/Agecom

Segundo os organizadores, os encontros regionais têm como objetivo o encaminhamento de demandas da região para o evento nacional ENAPET, visando a constante construção e a manutenção do Programa de Educação Tutorial (PET).

O Pró-Reitor de  Graduação, Alexandre Marino, lembrou que hoje se vive um momento de crise e é fundamental valorizar aquilo que é importante, enaltecer o que é digno e o que de fato traga resultados. Marino concorda que o SulPET é um encontro político, mas é também um encontro técnico, um espaço para aprendizado e de socialização de experiências.

Já o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo ressaltou a importância do programa, especialmente num momento de transição como o que estamos vivendo. Para ele, a universidade não poderia deixar de fazer todos os esforços possíveis para que o Encontro Sulbrasileiro fosse realizado aqui e que aqui surgissem indicativos e orientações para o próximo debate nacional.

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Debates vão até domingo. Foto: Henrique Almeida/Agecom

Segundo Cancellier, é importante que se discuta aqui, preliminarmente, questões como a responsabilidade pública, temas que possam orientar não só os demais programas em todo o Brasil em relação à conjuntura nacional, mas também aqueles que tracem um norte em relação ao que falar, escrever ou dizer.

O SulPET é organizado por alunos e tutores dos PETs dos campus de Florianópolis da UFSC e da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Mais informações em https://xxsulpet.wordpress.com/sobre/o-evento/.

 

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Marcelo Freixo e Luiz Eduardo Soares abordam a violência nas prisões em aula magna

20/04/2017 17:37
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Marcelo Freixo e Luiz Eduardo Soares discutem “O que acontece nas prisões?” na UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A aula magna realizada na noite desta segunda-feira, 17 de abril, trouxe à UFSC o deputado Marcelo Freixo e o antropólogo Luiz Eduardo Soares. Com o tema “O que acontece nas prisões?”, a aula inaugurou o segundo módulo do curso “Como lidar com os efeitos psicossociais da violência?”. O evento, organizado pelo Centro de Estudos em Reparação Psíquica de Santa Catarina (CERP-SC), lotou o auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos, que tem capacidade para 1.375 pessoas.

Luiz Eduardo Soares deu início à sua apresentação com os números oficiais sobre a violência no Brasil. O antropólogo apontou que dos quase 60 mil homicídios dolosos cometidos no território nacional, somente 8% é investigado. Isso não faz do país, no entanto, o “paraíso da impunidade”, conforme afirmou. Segundo Soares, o Brasil além de possuir a quarta maior população carcerária do mundo, é ainda a nação com maior crescimento relativo e absoluto dessa população, com mais de 700 mil presos. Desses, 28% são associados à Lei de Drogas – em sua maioria presos em flagrante, sem vínculo com organizações criminosas ou porte de armas.

Ao ingressar no sistema penitenciário, esses sujeitos acabam sendo aliciados pelas facções que controlam os presídios brasileiros, em um vínculo que, segundo suas palavras, “perdura pela vida”. O trágico desta situação, todavia, deve-se ao fato da legislação brasileira que trata das execuções penais não permitir a manutenção desses indivíduos sem uma audiência de custódia. São, portanto, presos em condições provisórias que são alocados forçadamente em um local que os obriga à filiação a organizações criminosas por toda a sua vida.

O perfil da população carcerária – majoritariamente negra, jovem e pobre – é, segundo Soares, a expressão do racismo estrutural e é resultado da imbricação entre a violência policial e a política de drogas no Brasil. Manifestando-se contra a militarização da polícia e a favor da legalização das drogas, o antropólogo destacou que a polícia militar é proibida de investigar e incitada a produzir, o que aumenta o número de prisões decorrentes de crimes passíveis de flagrante, que são aqueles que não envolvem organização e planejamento, como a venda de drogas.
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Diversidade e resistência são temas de evento promovido por estudantes indígenas

20/04/2017 16:17

O dia 19 de abril foi marcado pelo evento de “Resistência dos Povos Indígenas” na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A comunidade universitária pode acompanhar no hall e no auditório da Reitoria debates, rodas de conversa e exposições, organizados por alunos indígenas.

A data é nacionalmente conhecida como “Dia do Índio”, porém os estudantes explicam que não comemoram esse dia, mas lutam por mais direitos e inclusão. O aluno de Direito, Jafe Sataré-Mawé, diz que “devemos resistir e não comemorar, pois o dia do índio é todos os dias. Estamos buscando mais visibilidade dentro da universidade”.

Evento de Resistência Indígena - Foto: Henrique Almeida

Evento de Resistência Indígena. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

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UFSC economiza mais de 322 mil reais com horário de verão matutino

20/04/2017 14:30

Economia-horário-de-verão-UFSCPelo segundo ano consecutivo, trabalhar pela manhã durante o verão da UFSC mostrou-se mais econômico do no período vespertino, no que diz respeito à energia elétrica.

Conforme relatório do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE), a economia estimada ultrapassa os 322 mil reais em comparação com o mesmo período de dias de 2014/2015, que equivalem a 9,9% de redução com o custo do consumo (kWh).

O horário das 7h30 às 13h30 vem sendo adotado pela UFSC durante o verão desde o ano passado (2015/2016). Antes disso, a UFSC funcionava de segunda a quinta-feira das 13h às 19h e na sexta das 7h às 13h.
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Laboratório de Etologia e Bem-Estar Animal da UFSC lança manual em Equideocultura

20/04/2017 12:54

17757300_1403006609769593_1447448729316467118_nLançado nacionalmente, o Manual de Boas Práticas em Equideocultura é resultado de uma parceria entre a UFSC e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os conceitos e as recomendações apresentadas no manual são provenientes de pesquisas e revisões bibliográficas desenvolvidas em trabalhos científicos e acadêmicos junto ao Núcleo de Equideocultura e Bem-estar de Equinos (NEBEq), que pertence ao Laboratório de Etologia e Bem-Estar Animal (Leta) da UFSC.
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‘Linguística da Mentira’: o homem não diz a verdade para disfarçar seus pensamentos

20/04/2017 11:45

mentiralivroFrançois Marie Arouet, vulgarmente conhecido como Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês que, no diálogo Le Chapon et la Poularde (Diálogo do Frango e da Franga) colocou nos bicos de seus protagonistas o definitivo julgamento sobre os homens: “Eles não se servem do pensamento senão para justificar suas injustiças e não empregam as palavras senão para disfarçar seus pensamentos”. Soa familiar para os dias de hoje?

Bem, quem ainda não ficar satisfeito com os emplumados de Voltaire, talvez dê mais credibilidade ao político Talleyrand, a quem se atribui uma frase dita em 1807: “A língua foi dada ao homem a fim de disfarçar seus pensamentos”. Em outras palavras, ou  para dizer a verdade, nas palavras que integram o livro Linguística da mentira, “se não são todos os homens que escondem seus pensamentos com a língua, no caso de políticos e diplomatas a mentira integra o métier”, ou a profissão.

O livro, escrito por Harald Weinrich, com tradução de Maria Aparecida Barbosa e Werner Heidermann, é uma das mais recentes publicações da Editora da UFSC. Trata-se, na verdade, de um ensaio publicado pela primeira vez em 1966 e premiado pela Academia Alemã de Língua e Poesia. “As reflexões desse livro são uma tentativa de ver a mentira como tema linguístico”, observa o autor.
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Circuito FAM de Cinema passa pelo Campus Blumenau e por Florianópolis em abril

20/04/2017 10:49

558De 20 a 25 de abril, escolas, universidades, fundações culturais, cineclubes, museus, recebem a mostra itinerante com os filmes vencedores do 19º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM). Os curtas e longas-metragens eleitos pelo júri oficial e popular vão passar por 20 cidades, incluindo Blumenau, no campus da UFSC, e Florianópolis, no Hospital Infantil Joana de Gusmão.

Com entrada gratuita, o lema da mostra itinerante de cinema é descentralizar e democratizar o acesso às produções de cinema do Mercosul para todo o público. Dividido em cinco programas diferentes, os filmes estão na programação adulto e infantojuvenil do Circuito FAM de Cinema.

As Sessões 1 e 2 exibirão os documentários vencedores da Mostra-Doc FAM: “O Gigantesco Ímã”, de Petrônio e Tiago Scorza (72 minutos) e “Desculpe pelo Transtorno: A história do bar do Chico”, de Todd Southgate (80 minutos).

A Sessão 3, com duração de 50 minutos, traz os ganhadores da Mostra Infantojuvenil, os curtas “Tai…ó – Uma aventura na Lagoa”, de Mauricio Venturi, “Teatro de Sombras”, de Andréia Kaláboa e Guto Pasko e “Hasta Siempre”, de Alvaro Iparraguirre Bernaola.

Na sessão 4, vencedores da Mostra de Curtas Mercosul, “O Voo da Borboleta”, de Mila Prates, “Dona Bilica – Naquele Tempo”, de Renato Turnes, “Guida”, de Rosana Urbes e “Capital da Fé”, de Gabriel Santos. Duração 71 min.

A Sessão 5, Curtas Mercosul: “Padre”, de Santiago “Bou” Grasso, “Feriado”, de Alexander Siqueira, e “Joaquim Bralhador”, de Márcio Câmara, e duração total de 57 minutos.

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Após mais de uma década, quadras externas do CDS serão inteiramente reformadas

19/04/2017 13:17

O reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo acompanhou, na manhã desta quarta feira, 19, o início das obras de reforma das quadras externas e urbanização do complexo esportivo do Centro de Desportos (CDS). Aguardada há mais de dez anos, a obra vai revitalizar pisos, equipamentos e iluminação de sete quadras externas, além de calçadas e passeios no entorno do espaço.

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CDS: revitalização. Foto: Ítalo Padilha/Agecom

Junto com o reitor acompanharam o primeiro dia de trabalho da empresa Dimenzo Engenharia os Secretários de Obras, Manutenção e Ambiente, Paulo Pinto da Luz, de Esportes, Edison Roberto de Souza, o Diretor do CDS, Antonio Renato Pereira Moro, o Diretor do Departamento de Manutenção Predial e de Infraestrutura – DMPI/, José Fabris, engenheiros da SEOMA e a engenheira responsável pela empresa, Luise Dalmora Frare.

O Diretor do CDS comemorou o início dos trabalhos, afirmando que “a última vez em que foi feita alguma intervenção faz mais de dez anos. E foi apenas uma obra superficial”. Para o Secretário de Esportes “a reforma vai permitir que atividades há muito tempo comprometidas, como o uso das quadras pela comunidade, possam ser retomadas, abrindo ainda mais a UFSC para a prática de atividades esportivas e de recreação”.

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Foto: Italo Padilha/Agecom

Para Cancellier, o projeto cumpre mais um dos compromissos da gestão: “o de oferecer às comunidades interna e externa um ambiente saudável, seguro e integrador”.

O custo total da reforma é de R$ 1.300.847,47 e o prazo máximo para a conclusão é de 06 meses.

 

 

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