Pesquisa da UFSC e Udesc resulta em composto que pode auxiliar em diagnóstico médico e interagir com DNA

17/05/2021 17:14

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade do Estado de Santa Catarina mimetizou, em laboratório, uma enzima que pode apresentar duas funções importantes para a medicina e a ciência: tanto pode ser utilizada como biossensor para diagnósticos médicos quanto para clivar o DNA – procedimento que pode contribuir com a cura de doenças. O trabalho foi capa da revista European Journal of Inorganic Chemistry, da casa editorial Wiley, dando relevância mundial à produção científica das instituições públicas do estado.

Para compreender a pesquisa, segundo explica a professora Rosely Peralta, do Departamento de Química, é importante saber que o trabalho com enzimas é de alta complexidade, por isso a ciência tem buscado sintetizar compostos que são capazes de reproduzir – ou, na linguagem técnica, de mimetizar seus efeitos. Ao invés das enzimas, os pesquisadores desenvolvem, então, miméticos.

No caso da pesquisa publicada pelo grupo, que faz parte do mestrado da pesquisadora Alana M. Homrich, o trabalho envolveu um mimético da catecol oxidase, uma metaloenzima binuclear de cobre que promove reações específicas de oxidação. O escurecimento de uma maçã partida ao meio é um exemplo prático de como essa reação permeia a vida cotidiana.

O trabalho desenvolvido a partir da parceria consistiu em mimetizar este composto pensando na reação de oxidação de hormônios como a adrenalina e a noradrenalina. Isso porque tais reações ajudam na identificação de determinados tipos de doenças. “Na primeira parte do trabalho fizemos a caracterização desse processo, que pode contribuir como biossensor no diagnóstico médico”, explica a professora. Isso acontece porque esses tipos de hormônios produzem outras substâncias que podem ser quantificadas, sinalizando a existência de alguma doença e auxiliando no diagnóstico.

Uma segunda aplicação para o composto mimetizado pela pesquisa é a clivagem do DNA, a principal molécula presente nos seres vivos. A interação desse mimético com o DNA possibilita que ele “quebre” a molécula exatamente no lugar desejado – por exemplo, em uma ligação específica que possa ter relação com doenças ou mesmo no ataque a células tumorais.

De acordo com a professora, há muitos pesquisadores trabalhando com a proposta de mimetizar a atividade da catecol oxidase, o que demonstra a importância da parceria de longo histórico com os professores Fernando Xavier e Rogério Gariani, do Laboratório de Síntese & Catálise (SinCa), da Udesc Joinville e também do professor Hernán Terenzi, do Departamento de Bioquímica da UFSC. “Nós escrevemos este trabalho, mas não imaginávamos que poderíamos ser capa da publicação, o que foi uma grande conquista”, reforça Rosely, que continua orientando pesquisas que buscam moléculas capazes de atuar como melhores catalisadoras de reações químicas.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Equipe de Enfermagem do HU recorre à teleconsulta e ao atendimento remoto durante a pandemia

17/05/2021 13:48

Consulta em diabetes realizada com a presença de enfermeiras do HU e professoras do Departamento de Enfermagem da UFSC

O enfrentamento da pandemia da Covid-19 exigiu rápida adaptação das equipes assistenciais para garantir o atendimento aos pacientes, e a busca de soluções baseadas na tecnologia foi uma das alternativas encontradas. No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), equipes da Enfermagem conseguiram, com sucesso, atender demandas assistenciais recorrendo ao teleatendimento e à teleconsulta.

As profissionais de Enfermagem Adnairdes Cabral de Sena, Daniele Farina Zanotto, Ingrid Elisabeth Bohn, Isabel Berns Kuiava, Isabel Cristina Alves Maliska, Mabel Vieira de Souto, Nayara Mariano e Silvana Alves Benedet relataram essa experiência, que será publicada em capítulo de livro, por ocasião da Semana Brasileira de Enfermagem. As profissionais lembram que o recurso tecnológico surgiu da necessidade de atender às demandas assistenciais existentes fora do âmbito da pandemia e, ao mesmo tempo, seguir as novas regras sanitárias, situação que se enquadra dentro do tema central da Semana neste ano: “O trabalho em Enfermagem no contexto de crise”.
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Projeto internacional de astronomia com participação da UFSC descobre estrela rara

17/05/2021 10:34

Estrela encontrada é ultra pobre em metais e carbono (Foto de Favio Faifer)

O professor e pesquisador Antonio Kanaan, do Departamento de Física, e dois ex-alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estão envolvidos em um projeto internacional de astronomia que acaba de descobrir uma estrela ultra pobre em elementos químicos que desafia os modelos de evolução das primeiras estrelas do universo. Kanaan é um dos cientistas-chave (builders) do projeto S-PLUS (Southern Photometric Local Universe Survey, ou Levantamento Fotométrico do Universo Local Sul). 

O S-PLUS está mapeando o céu austral a partir de Cerro Tololo (Chile), com um telescópio robótico de 86 centímetros de diâmetro. Os pesquisadores da UFSC estão envolvidos desde a instalação do telescópio e também no desenvolvimento de um software para robotização do equipamento.

Observatório de Cerro Tololo, Chile (Foto de Favio Faifer)

“Das pessoas da UFSC  sou quem está há mais tempo nesse projeto”, diz o professor Kanaan. De acordo com ele, a professora Claudia Oliveira, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP), foi quem reuniu o grupo para a criação do S-PLUS. Entre os builders estão também William Schoenell, ex-aluno de graduação e mestrado da UFSC, atualmente no Giant Magellan Telescope (gmto.org), Estados Unidos, e Tiago Ribeiro, ex-aluno de graduação, mestrado e doutorado na UFSC, hoje no Vera Rubin Telescope (lsst.org), Estados Unidos.

“Hoje dezenas de pessoas trabalham no S-PLUS.  O William, o Tiago e eu trabalhamos na instalação do telescópio até fazê-lo funcionar”, conta o professor Kanaan. Os dois ex-alunos da UFSC tiveram grande envolvimento direto no projeto e moraram no Chile durante a fase inicial de implementação. “A gente desenvolveu, sob minha liderança, aqui na UFSC um software de robotização de telescópios.  Esse programa foi adotado no telescópio desde o primeiro dia”, revela o pesquisador.
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DAE divulga edital com resultado de transferências e retornos para 2021-1

14/05/2021 18:01

O Departamento de Administração Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina publicou, nesta sexta-feira, 14 de maio, o  Edital nº 07/DAE/PROGRAD/2021, com o resultado do processo seletivo de transferências e retornos para 2021-1.  Os candidatos classificados devem fazer a matrícula online entre 20 a 24 de maio. Dúvidas sobre o resultado das transferências e retornos deverão ser tratadas diretamente com a Coordenadoria do respectivo Curso.

Acesse o site do DAE.

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Bloqueio em orçamento coloca em risco serviços e atividades da UFSC

14/05/2021 16:02

O Ministério da Economia liberou R$ 48 milhões, mas manteve bloqueio de R$ 21 milhões em orçamento que já havia passado por cortes; há risco de técnicos e professores ficarem sem receber salário em julho. Confira notícia e entrevista com o secretário de planejamento da UFSC, Fernando Richartz, veiculada no site da Apufsc:

Com a pressão e o barulho feito por universidades do país inteiro na última semana, Paulo Guedes liberou às pressas parte dos recursos de custeio que estavam bloqueados no orçamento de alguns ministérios, entre eles o MEC. Sem esse dinheiro, a UFRJ informou que ia parar em julho. A UFSC afirmou que não teria como retornar ao ensino presencial, assim como tantas outras universidades do país.

No dia 11 de maio, uma portaria do Ministério da Economia liberou R$ 18 bilhões em recursos que estavam “condicionados”. Esse termo é usado para definir os recursos que estão no orçamento mas precisam ser aprovados pelo Congresso Nacional para ficarem disponíveis de fato.

Com a liberação feita nesta semana, a UFSC recebeu “virtualmente” os R$ 69 milhões que faltavam para completar o orçamento de custeio do ano, de R$ 115 milhões no total. “Virtualmente” porque os R$ 69 milhões ainda não estão disponíveis e, dentro desse valor, um bloqueio de R$ 21 milhões foi mantido. O orçamento da UFSC para 2021 é agora de R$ 93 milhões. Segundo o secretário de planejamento, Fernando Richartz, sem o desbloqueio total a UFSC segue operando no limite, com uma série de atividades inviabilizadas.

Os recursos de custeio, portanto, continuam insuficientes. Em paralelo, a UFSC acompanha com apreensão a situação do orçamento destinado ao pagamento de salários. Do total, 40% seguem bloqueados e se não forem liberados até o próximo mês, técnicos e professores podem ficar sem receber.

Leia abaixo a entrevista com o secretário Fernando Richartz:

O Ministério da Economia acabou de liberar parte dos recursos que estavam bloqueados no orçamento da UFSC. Qual é o cenário atual?

A pressão das universidades do país inteiro nos últimos dias fez com que o Ministério da Economia liberasse ontem parte dos recursos de custeio que estavam condicionados à aprovação do Congresso Federal. Tecnicamente, o Ministério pegou o orçamento que estava condicionado à essa aprovação dos parlamentares e transferiu para o orçamento já aprovado, que não precisa passar pelo legislativo. Com isso, foram liberados para diversos órgãos um total de R$ 18 bilhões, disponíveis já a partir de hoje. A UFSC teve a liberação de R$ 69 milhões. No entanto, nem todo esse recurso está disponível para a universidade, porque dentro desses R$ 69 milhões que iam passar pelo Congresso, o Ministério da Economia já havia contingenciado R$ 21 milhões. Portanto, dos R$ 115 milhões que constam no orçamento de custeio da UFSC para 2021, temos disponível neste momento apenas R$ 93 milhões. No início da semana, estávamos trabalhando com três cenários. O cenário 1, com todos os recursos liberados e R$ 115 milhões à disposição. O cenário 2, que é o que estamos agora, com R$ 21 milhões bloqueados e R$ 93 milhões disponíveis. E o cenário 3, que era o pior de todos, com o bloqueio de 69 milhões e apenas R$ 46 milhões disponíveis para o gasto de custo. No cenário 3, a UFSC ia parar. Agora, no cenário 2, teremos que cortar algumas ações.

Que tipo de ações?

Se os R$ 21 milhões não forem liberados ou se só forem liberados no fim do ano, uma série de ações serão inviabilizadas. O campus já está abandonado, com manutenções por fazer. Já cortamos muita coisa para adequar o orçamento da UFSC aos R$ 115 milhões. Em 2020, tínhamos R$ 140 milhões. Se o bloqueio não for revertido, teremos que cortar mais. Deixaremos de lançar programas como o Proex, não teremos como manter o apoio a novos projetos de extensão, novas linhas de pesquisa. A previsão é de que as aulas presenciais voltem em outubro e se isso se confirmar teremos que direcionar grande parte das ações para este retorno.

Sem os R$ 21 milhões, a UFSC tem como se manter funcionando até dezembro?
A UFSC se mantém, mas de forma precária, tendo que priorizar todos os esforços para manter o ensino. Ações de pesquisa e extensão terão que parar. Essa é uma decisão que terá de ser tomada no coletivo. Com R$ 93 milhões, dá para deixar as portas abertas, mas não temos dinheiro para mais nada.

Os salários de técnicos e professores estão garantidos?
Não temos garantia nenhuma de que em julho haverá recursos para o pagamento de salários. Dos recursos para pagamento de pessoal, R$ 625 milhões estão condicionados, ou seja, dependem da aprovação do Congresso para serem liberados. Esse valor representa 40% do total. Esse recurso sai direto do Ministério da Economia e a expectativa é de que seja liberado até junho. Essa situação é inédita no Brasil.

Mas sem o pagamento de salários, a universidade vai fechar.
De fato, se técnicos e professores não receberem o salário de julho, em agosto a universidade para. Podemos ter uma greve generalizada. Não só na UFSC, nas universidades do país inteiro.

Quanto a UFSC precisaria de recursos de custeio e capital para funcionar plenamente neste momento?
Precisaríamos de R$ 180 milhões de custeio e de R$ 50 milhões de capital para fazer o que é necessário. Só o prédio de Joinville, por exemplo, está estimado em quase R$ 90 milhões. Não tem como fazer com apenas R$ 2,9 milhões de capital para este ano. Qualquer orçamento que seja inferior a isso, significa que a universidade não vai entregar o que deveria.

Como fica o auxílio estudantil (Pnaes) com a liberação de parte dos recursos?
A situação do Pnaes não muda porque essa verba já tinha sofrido um corte. O valor caiu de R$ 24 milhões, em 2020, para R$ 20 milhões em 2021. E os valores previstos no orçamento nunca foram suficientes. Em um ano regular, a UFSC gasta cerca de R$ 30 milhões com assistência estudantil. Neste ano, com a entrada dos calouros e com o edital para pedido de auxílio permanentemente aberto, ainda não sabemos de quanto será o gasto total. O que podemos dizer é que o número de alunos não para de crescer. Eram 3 mil no início de 2020 e agora são 4.300 estudantes que recebem mensalmente o auxílio. Em outros anos, a diferença para cobrir os gastos do Pnaes eram bancada pela arrecadação própria da UFSC (com passes do RU e aluguéis). Neste ano, como não temos esses recursos próprios, teremos de usar parte do orçamento de custeio.

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Estudo aponta que toxinas presentes na Lagoa do Peri podem atingir o mar e contaminar ostras e mexilhões

14/05/2021 12:15

Coleta de dados também envolveu o Canal do Sangradouro e a Praia do Matadeiro. Foto: arquivo pessoal

Pesquisadores do Laboratório de Ficologia (Lafic) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificaram a presença de quantidades elevadas de uma toxina proveniente de cianobactérias na Lagoa do Peri e a possibilidade de a substância, que pode ser letal em altas doses, chegar ao mar da Praia do Matadeiro e contaminar mariscos e ostras. O trabalho, que também conta com a colaboração de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), envolveu coletas quinzenais, realizadas em 2018 e 2019, na Lagoa do Peri, no Canal do Sangradouro, que conecta a lagoa ao mar, e na Praia do Matadeiro, além de experimentos em laboratório com mexilhões. Os resultados foram publicados na revista científica internacional Harmful Algae, a mais importante do mundo no tema de florações de algas nocivas e ficotoxinas.

A Raphidiopsis raciborskii é uma cianobactéria – uma das categorias de microalgas – que produz uma das mais poderosas e letais toxinas naturais conhecidas: a saxitoxina, também chamada de toxina paralisante. Apesar de a Lagoa do Peri não ser um corpo de água poluído, essa cianobactéria encontra ali condições para proliferar, especialmente no verão. Desde 1994, há registros de sua presença no local, e os dados coletados desde então demonstram que vem aumentando a população da microalga. 

Os níveis de saxitoxinas encontrados na lagoa ao longo do estudo passaram de seis microgramas por litro nos dias de maior calor – um valor alto e que pode oferecer risco à fauna e à flora local, bem como às pessoas que se banham ali. Para efeito de comparação, o limite máximo permitido no Brasil para a água tratada – aquela que chega às torneiras de nossa casa – é de três microgramas por litro.

“Foi um dado bem ilustrativo de um período de verão, de calor. E, depois acabou escoando, em função de chuva, para a saída da lagoa e em direção ao mar. Ou seja, foi um dado bem sintomático do que pode acontecer numa chuva forte de verão, porque no verão tem mais da cianobactéria, ela produz mais toxinas, e, como chove mais, nós temos maior possibilidade dessa água ir para o mar”, explica Leonardo Rörig, professor do Departamento de Botânica da UFSC e um dos autores do estudo. 
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UFSC integra Programa Constelação Catarina, voltado ao desenvolvimento de sistemas espaciais

14/05/2021 11:10

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) integra o Programa Constelação Catarina e o Consórcio Catarina, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O programa “compreende um conjunto de iniciativas consorciais voltadas para o desenvolvimento de sistemas espaciais baseados no uso de nanossatélites, que se complementam por meio do compartilhamento colaborativo de infraestruturas espaciais, de conhecimento, de dados, de serviços e de aplicações espaciais”.

> Acesse a íntegra da portaria de criação

De acordo com a portaria, a Constelação Catarina é um conjunto de sistemas espaciais que atenderá, prioritariamente, aos setores agropecuário e de defesa civil nacionais, de maneira a contribuir para a agenda de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país. A UFSC terá, até este momento, duas participações por meio dos laboratórios: SPACELAB/UFSC, atuando na área de desenvolvimento; e o SC2C/UFSC, atuando na área gerencial da missão.

A UFSC tem expertise em sistemas satelitais para os nanossatélites da constelação, da mesma forma que tem atuado no FloripaSat. A participação da Universidade se dará pela assinatura de Termos de Adesão, que são os documentos de associação à Constelação Catarina. A parceria é um trabalho da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq/UFSC), a Bancada Catarinense, a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Senai de Inovação e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

Mais informações:
propesq@contato.ufsc.br

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Apufsc promove reunião ampliada para debater reforma administrativa e cortes orçamentários

14/05/2021 09:29

A Apufsc-Sindical (Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina) promove na próxima segunda-feira, 17 de maio, a partir das 14h, uma reunião ampliada para debater a reforma administrativa e os cortes de orçamento das universidades públicas. O encontro vai discutir a reforma que foi protocolada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, além de estratégias de enfrentamento diante do cenário de cortes de verbas que ameaçam o funcionamento das instituições públicas de ensino.

O link para a reunião será disponibilizado no site da Apufsc na segunda-feira. O sindicato tem promovido uma série de encontros nos centros e departamentos da UFSC para esclarecer dúvidas e fomentar a mobilização contra a PEC 32/2020, que tramita na Câmara dos Deputados. As exposições têm sido coordenadas pelo presidente do sindicato, Bebeto Marques, e pela professora do Departamento de Direito (CCJ/UFSC) e presidente do GT da Reforma Administrativa criado pela Apufsc, Luana Renostro Heinen.

Mais informações em apufsc.org.br

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Coperve emite comunicado sobre resultados de processos seletivos

13/05/2021 18:15

A Coperve informa que em virtude do atraso no processamento dos dados do Processos Seletivo 2021.1,  Suplementares Negros, Educação do Campo, Indígenas e Quilombolas e SiSU Complementar a divulgação do resultado dos mesmos se dará até o dia 20 de maio, impreterivelmente. Salientamos a necessidade de os candidatos ficarem atentos às informações publicadas no site de cada evento. Em caso de dúvida, entrar em contato com a Coperve pelo telefone (48) 3721-9951, de segunda a sexta das 9h às 13h e das 14h às 18h.

 

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Centro de Informação e Assistência Toxicológica completa 37 anos com marca de 263 mil atendimentos

13/05/2021 09:59

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) completa 37 anos no dia 14 de maio com a marca de 263 mil atendimentos de casos de intoxicação de 1984 a 2020, uma média anual de 7.305 casos, segundo dados divulgados pelos profissionais do serviço, que atuam em plantão de 24 horas no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh). O dia 14 de maio também é o Dia Estadual de Prevenção de Acidentes Tóxicos no Estado de Santa Catarina, instituído pela Lei 13.175 de 2004.

Os números se referem a casos de intoxicação por diversos agentes, como medicamentos, agrotóxicos, produtos veterinários, raticidas, produtos químicos industriais e de uso domiciliar, drogas de abuso, plantas tóxicas e envenenamentos por animais peçonhentos, já que o CIATox é um serviço de referência no Estado na área de Toxicologia, que iniciou suas atividades em maio de 1984.

O serviço é subordinado à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SUR/SES/SC), mantendo cooperação técnica e parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o HU-UFSC, onde está localizado.

O CIATox/SC mantém um serviço de plantão permanente para informações específicas em caráter de urgência na área de Toxicologia Clínica aos profissionais de saúde, principalmente médicos da rede hospitalar e ambulatorial e de caráter educativo e preventivo à população em geral. Os atendimentos são feitos através de ligação gratuita pelo número 0800 643 5252.
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Imuniza Floripa: curso de Enfermagem da UFSC engaja-se na vacinação contra a Covid-19

12/05/2021 12:58

O dia 12 de maio marca o Dia da Enfermeira e do Enfermeiro. Esses profissionais, na linha de frente do combate à Covid-19, atuam em todas as frentes da atenção à saúde. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), instituição onde se formam os profissionais de Enfermagem, e onde se oferecem programas de excelência na pós-graduação nessa área, existem, ainda, projetos de pesquisa e extensão que envolvem professores e estudantes no aprimoramento da profissão.

Um desses projetos, o Imuniza Floripa, hoje envolve, em média, 60 pessoas que participam dos esforços de vacinação contra a Covid-19 na capital do Estado. Lançado em março de 2021, o projeto tem parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal, além do apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX). As principais linhas de trabalho do projeto são: a formação de estudantes para a vacinação – já foram capacitados 115 alunos no curso teórico e 50 alunos no curso prático em unidades de saúde; o trabalho ativo na vacinação, juntamente com os docentes e profissionais da Enfermagem – além de vacinar, os extensionistas fazem a triagem, busca ativa de quem não compareceu para a segunda dose, organização das listas de usuários, acompanhamento e registro, etc.; e a disseminação de informações, conscientização e combate à desinformação e fake news.

A coordenadora do curso de graduação em Enfermagem e que também é responsável pelo projeto, Felipa Rafaela Amadigi, vem organizando iniciativas de apoio à vacinação com professores e estudantes da UFSC desde 11 de fevereiro. Primeiramente inspirado na oferta de apoio aos colegas trabalhadores da saúde que estão sobrecarregados pelo trabalho na linha de frente, a iniciativa também tem importante impacto na ampliação da vacinação ao maior número de pessoas no menor tempo possível.

“A reação quando a gente aborda, é de muita esperança, principalmente de poder retornar às questões simples do dia-a-dia daquelas pessoas. É muita gratidão, se emocionam, choram, trazem relatos de perda de pessoas próximas para a Covid. E a gente se emociona junto, porque essa tem sido a realidade de todos nós!”, ressalta a enfermeira e professora Felipa.

>> Confira a matéria da TV UFSC sobre a Enfermagem UFSC na vacinação contra a Covid-19

A Semana da Enfermagem na UFSC ocorre de 11 a 20 de maio. Confira a programação completa.

 

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Secretário manifesta ao Conselho Universitário preocupação com bloqueio de recursos

12/05/2021 11:33

O secretário de Planejamento e Orçamento, Fernando Richartz, apresentou aos membros do Conselho Universitário (CUn) informações atualizadas sobre a situação orçamentária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nesta terça-feira, 11 de maio. De acordo com ele, além da redução significativa das verbas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual, há especial preocupação com um decreto do governo que bloqueia R$ 21,7 milhões do orçamento de custeio aprovado.

A lei orçamentária de 2021 foi sancionada apenas em 22 de abril deste ano, quando deveria ter sido aprovada até 31 de dezembro de 2020, explicou o secretário. Com isso, a Universidade enfrentou a indefinição dos limites de recursos para fazer o seu planejamento, além da liberação mensal de somente uma fração das verbas. “Chegou um momento no início do ano em que a UFSC ficou ameaçada de corte no fornecimento de energia”, revelou. O orçamento foi finalmente sancionado, mas ainda não foi publicado o decreto da programação financeira, que define os limites mensais que as instituições públicas poderão usar para fazer frente às despesas.

Fernando Richartz apresentou um histórico dos orçamentos da UFSC nos últimos seis anos que evidenciam a drástica redução de verbas destinadas à Universidade. O orçamento de custeio, usado para pagar despesas com fornecedores, água, luz e contratos terceirizados, por exemplo, que chegou a R$ 150,5 milhões em 2016, foi reduzido este ano a R$ 115,6 milhões. As verbas de capital, usadas para investimentos como a construção de prédios, compra de equipamentos e obras de infraestrutura, é de apenas R$ 2,9 milhões – chegou a ser R$ 56,1 milhões em 2015.

Mesmo após a significativa redução, os recursos para custeio não estão totalmente disponíveis para a Universidade. Dos R$ 115 milhões, R$ 69 milhões estão condicionados, isto é, dependem de uma autorização do Legislativo federal para serem liberados. Assim, apenas R$ 46,5 milhões estão efetivamente liberados neste momento para a UFSC fazer frente a todas as despesas de custeio. O Ministério da Educação (MEC) calcula que, sem a liberação dos valores condicionados, as universidades federais têm recursos para funcionar apenas até o mês de junho.
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Pesquisa da UFSC aponta que preservação da araucária é mais eficiente quando comunidades locais participam

11/05/2021 10:08

Fotos do acervo do pesquisador

Uma pesquisa realizada no Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica da Universidade Federal de Santa Catarina aponta o manejo colaborativo como a estratégia mais eficiente para garantir a preservação e a sustentabilidade da Floresta das Araucárias, um dos principais ecossistemas presentes no sul e sudeste do Brasil. No artigo Collaborative management as a way to enhance Araucaria Forest resilience, publicado pela revista Perspectives in Ecology and Conservation, o doutorando do Programa de Pós-graduação em Ecologia, Mario Tagliari, apresenta dados que reforçam a perspectiva de que a interação entre comunidades locais e um determinado ecossistema pode resultar em um sistema resiliente. O trabalho faz parte da tese orientada pelo professor Nivaldo Peroni.

O estudo contou com 97 entrevistas de pequenos proprietários entre os estados do Sul do Brasil e uma região de São Paulo próxima a Serra da Mantiqueira para entender como ocorre o uso e manejo das árvores da espécie Araucaria angustifolia, popularmente conhecidas como araucária – a árvore do pinhão. A proposta era entender esta interação e construir um modelo teórico que contrastasse com um modelo clássico de preservação: o modelo top down, que utilliza as Unidades de Conservação e a legislação rigorosa como estratégia. Desta forma, o bottom-up incluiria comunidades locais que usam e manejam os recursos da Floresta de Araucárias por meio do conhecimento ecológico tradicional ou TEK – Traditional Ecological Knowledge.

O caminho para que o pesquisador chegasse a esse objeto de estudo está ligado a suas origens. Natural de Pato Branco, Paraná, ele cresceu acostumado com a paisagem da floresta das araucárias. Mas foi em 2012, depois que começou a estudar as variedades de pinhão na região de Urubici, que o contato com os pequenos agricultores lhe fez perceber pontos relevantes sobre a interação entre grupos humanos e uma das árvores mais tradicionais do Sul. “A principal espécie dessa mata é a Araucária, que não só caracteriza a paisagem como estrutura toda a biodiversidade que está abaixo dela, além de ser fundamental para a subsistência de inúmeros pequenos agricultores na região”, explica.

Tagliari explica que, no caso da fauna, desde o homem até espécies de grande porte dependem do recurso quando a árvore produz o pinhão. “Cutia, veado-catingueiro, paca, macaco-prego, bugio-ruivo, gralha-azul; temos também o papagaio-roxo e o papagaio-charão que vêm na sua rota migratória em busca do pinhão. Trata-se de uma espécie-chave ecológica fundamental para a manutenção desse ecossistema, central para tudo”, pontua.

Estratégias de preservação podem gerar impasse

O pesquisador conta que essa centralidade para a biodiversidade local somada à exploração madeireira desordenada ao longo do século XX faz com que a Araucária seja protegida por políticas ambientais. Além das Unidades de Conservação, geridas pelo estado, e Reservas Particulares do Patrimônio Natural – áreas privadas cuja abrangência é integralmente voltada para a Conservação-, existem ainda as Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanentes (APPs). A primeira refere-se à uma porcentagem obrigatória em áreas privadas destinadas à conservação, geralmente 20% na região da Floresta de Araucárias. Já as APPs são áreas com limites de uso e exploração que podem estar dentro de uma propriedade privada.

Conforme o estudo, nestas áreas privadas voltadas à conservação pode emergir um dilema envolvendo comunidades socioeconomicamente vulneráveis. “O impasse tende a ocorrer quando a legislação é rígida. Além das áreas obrigatórias destinadas à preservação da biodiversidade, as araucárias ainda pequenas podem ser cortadas em áreas cultiváveis para que depois não ‘atrapalhem’ o uso alternativo do solo, seja com cultura de alimentos, como milho e mandioca ou pecuária, já que são protegidas. Surge um impasse socioambiental e econômico porque essas pessoas têm um papel fundamental na preservação da espécie, mas ao mesmo tempo não são valorizadas pela manutenção da espécie”, explica.

Esse impasse só não seria maior devido à importância econômica do pinhão, que movimenta milhões de reais a partir do uso e manejo de mais de 8000 toneladas por ano. Na pesquisa, os autores também identificaram que o repasse proveniente da comercialização é menor na base da cadeia: ou seja, quem extrai e coleta é o grupo que menos recebe. “Curiosamente, o que as pessoas pouco sabem é que o pinhão que encontramos no mercado ou compramos na beira das estradas do RS, SC e PR é quase que inteiramente coletado via extrativismo”, comenta o doutorando. Isso significa que os pequenos agricultores ou coletores de pinhão desempenham um trabalho quase artesanal: escalam as araucárias, derrubam as pinhas – que são as estruturas que contêm os pinhões – e colhem manualmente as sementes boas para consumo.

O estudo registra que a legislação brasileira proíbe qualquer forma de extração de araucária, salvo raras exceções que permitem o manejo controlado. Além disso, as áreas estritamente protegidas podem excluir os povos locais e indígenas da participação na conservação da biodiversidade. Há, neste sentido, uma ‘barreira psicológica’ que pode motivar uma decisão com custo ambiental por parte dos proprietários de terras com araucária: ao mesmo tempo que a preservação é exigência legal, ela leva o pequeno produtor a se questionar sobre o quanto a manutenção da espécie pode inviabilizar outros usos da propriedade para sua subsistência.

Participação promove ganhos

O modelo teórico proposto pelo estudo utiliza as entrevistas que mapeiam o saber ecológico tradicional dos pequenos proprietários e um vasto repertório bibliográfico para entender qual a importância desses agentes para a manutenção das matas. “Estas estratégias, desenvolvidas em conjunto com grupos humanos locais por meio do compartilhamento de decisões entre governos, instituições e usuários de recursos, têm maior probabilidade de produzir benefícios para o sistema socioecológico como um todo”, anotam os cientistas, no texto do artigo.

No comparativo entre os dois modelos de preservação – sem e com a participação das comunidades, a análise conclui que sem a participação é possível que se crie barreiras entre grupos humanos e a prioridade de preservação, além da perda do saber local e da resiliência socioecológica. Com isso, o sistema também continua vulnerável a pressões externas, como o desmatamento, ou até mesmo ineficaz frente às mudanças climáticas.

Em contrapartida, benefícios do manejo colaborativo podem resultar no comércio de pinhão sustentável, no turismo sustentável e em modelos que utilizem Programas de Pagamento por Serviços Ambientais, nos quais grupos de pequenos agricultores possam ser compensados pela manutenção dos remanescentes da floresta. “Acredita-se que até 33% dos remanescentes de toda a Floresta de Araucárias estejam nas Reservas Legais, enquanto apenas 10% estejam inseridos em Unidades de Conservação e Reservas Particulares”, indica o pesquisador.

Há, ainda, um potencial de conservação de remanescentes de Floresta com Araucária nas propriedades rurais com a possível recuperação e expansão de Florestas de Araucárias. “Nosso modelo tenta prever como seria para a mata a possibilidade de um manejo colaborativo. Manter a floresta preservada e o conhecimento tradicional dos pequenos proprietários gera um feedback positivo, fazendo com que a floresta cresça e se expanda, como indígenas fizeram com essa floresta no passado, devido à forte relação entre os assentamentos indígenas e o consumo do pinhão”.

Para estes modelos, entretanto, é necessário que se pense em políticas ambientais que incluam os produtores e a comunidade nas áreas de ocorrência da Floresta de Araucárias. “Estratégias de conservação apenas restritivas devem ser balanceadas com o manejo colaborativo, onde as limitações de um modelo possam ser amparadas pelas qualidades de outro, pois ambos modelos não são excludentes, mas sim complementares”, conclui.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Propesq recebe inscrições para o Prêmio Mulheres na Ciência

10/05/2021 17:34

Estão abertas, até 8 de junho, as inscrições para o Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A premiação visa estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, bem como inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência. 

Podem propor indicações as próprias mulheres interessadas em concorrer, departamentos ou programas de pós-graduação da UFSC e orientandos atuais ou anteriores da pesquisadora. São contempladas três categorias: Júnior, para pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da UFSC após 31 de dezembro de 2013; Plena, para as que ingressaram entre 31 de dezembro de 2000 e 31 de dezembro de 2013; e Sênior, para aquelas que ingressaram antes de 31 de dezembro de 2000. As vencedoras receberão um diploma e terão um vídeo realizado pela Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) para divulgação científica. A produção também comporá a galeria de destaques na ciência da Propesq.

O regulamento e o formulário para inscrições estão disponíveis no site da premiação.

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Nota técnica reforça posição contrária à recategorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

10/05/2021 12:20

O projeto Ecoando Sustentabilidade divulgou nota técnica reforçando posição contrária ao processo de recategorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo apresentado nos moldes atuais. “Considerando o que de melhor foi produzido pela ciência até o presente momento, conteúdos estes debatidos no canal Ecoando Sustentabilidade nos dias 23 de abril e 07 de maio do presente ano, é fundamental a observância dos princípios da precaução, prevenção e do não retrocesso, e solicitamos que seja suspensa a tramitação do presente processo até que tenhamos estudos técnicos específicos, que possam dirimir dúvidas e reduzir os riscos de eventual processo de recategorização”.

De acordo com o documento, “reduzir, comprometer ou fragilizar o atual esforço de preservação representaria perdas importantes, que podem levar espécies que já estão ameaçadas de extinção ao seu colapso, considerando que a ReBio do Arvoredo representa o seu único refúgio consagrado em toda a província temperada-quente”.

O parecer também considera “os riscos que existem diante da perda de esforço para a conservação, considerando diferentes aspectos quali e quantitativos dos usos múltiplos que podem se estabelecer em um parque. Alertamos que este processo de discussão deve ser amplo e irrestrito, envolvendo diferentes atores que, direta ou indiretamente, dependem de nossa unidade de conservação, um bem comum”.

Confira a nota técnica completa aqui.

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Fortalezas da Ilha têm tombamento provisório assinado pela Fundação Catarinense de Cultura

10/05/2021 11:02

Duas fortalezas da Ilha de Santa Catarina tiveram seu tombamento provisório assinado sexta-feira, 7 de maio, pela presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Dolores Carolina Tomaselli, e pela diretora de Patrimônio Cultural da instituição, Lélia Pereira Nunes. Com isso, os patrimônios estão protegidos pela mesma legislação que garante a preservação daqueles definitivamente tombados. Nesta etapa, estão contempladas as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, localizada na Ilha de Anhatomirim, pertencentes ao município de Governador Celso Ramos; e a de Santo Antônio de Ratones, localizada na Ilha de Ratones Grande, em Florianópolis, ambas com parecer histórico favorável ao pleito.

O processo segue agora para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que detém a gestão das Fortalezas e é responsável por seu gerenciamento, guarda, manutenção e conservação. A UFSC tem 15 dias para se manifestar sobre o tombamento definitivo.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim e a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones são tombadas como Patrimônio Histórico Nacional desde 1938, assim como outras construções originais do sistema defensivo criado na região no século XVIII. Ambas fazem parte da lista de 19 fortificações brasileiras candidatas a se tornarem Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“O tombamento estadual desses monumentos auxilia na candidatura internacional uma vez que um dos critérios para inscrição do bem como Patrimônio Mundial é o nível de proteção que possui. Assim, com diferentes esferas, entidades e instituições envolvidas na sua preservação, fica mais fácil proteger o patrimônio de descaracterização, abandonado ou dano”, observa Geisa Pereira Garcia, coordenadora das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/SECARTE).

A UFSC, que é a gestora da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones e da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, vem trabalhando em prol da candidatura a Patrimônio Mundial. Desde 2018, a UFSC faz parte do comitê catarinense, coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que prepara as fortalezas para esse inédito reconhecimento internacional. Também fazem parte do comitê diferentes instituições, incluindo a própria FCC.

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

A Fortaleza de Santa Cruz está localizada na Ilha de Anhatomirim, hoje na área de jurisdição do município de Governador Celso Ramos. Estrategicamente situada na entrada da Baía Norte, a fortaleza formava, no século XVIII, um dos vértices do sistema triangular de defesa idealizada pelo Brigadeiro José da Silva Paes.

Sua construção teve início em 1739 e se estendeu por vários anos. Sua arquitetura tem traços de influência renascentista. Os seus edifícios se distribuem de maneira esparsa por toda a ilha de Anhatomirim e suas espessas e baixas muralhas de pedra apenas conformam as antigas baterias de artilharia, deixando as construções descortinadas na paisagem. A maioria dos materiais utilizados na sua construção é da própria região com exceção feita aos elementos de cantaria e ao “lioz” – espécie de calcário branco português existente nas soleiras das portas, escadarias e algumas bases dos canhões.

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones

A Fortaleza de Santo Antônio está localizada na ilha de Ratones Grande, na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Esta fortaleza configurava o terceiro vértice do triângulo de fogo idealizado pelo Brigadeiro José da Silva Paes. O início de sua construção ocorreu em 1740.

Texto: Assessoria de Comunicação/FCC com informações da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina/UFSC

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Cantora Anna Zechini se apresenta em Live do Projeto 12:30 na quarta-feira, 12 de maio

10/05/2021 09:49

O Projeto 12:30 recebe a cantora e compositora Anna Zechini em live pelo canal do Youtube na quarta-feira, 12 de maio. Essa será a segunda transmissão ao vivo realizada pelo Projeto 12:30 que, junto do “Talk Show 12:30”, integra as atividades quinzenais oferecidas em meio à pandemia, como forma de adaptação das apresentações aos meios virtuais.

Na live, o público terá a oportunidade de conhecer a trajetória da artista, entender suas influências musicais, além de poder interagir ao vivo com a cantora pelo chat da plataforma. Durante a transmissão do evento virtual, haverá também momentos para apreciar as músicas apresentadas ao vivo na versão voz e violão.

Cantora Anna Zechini. Foto: Daniel Hernandez Valencia

Anna Zechini

Anna Zechini é compositora, cantora, atriz, produtora e diretora catarinense, natural da cidade de Lages. Formada em Teatro pela UDESC e mestranda em História da Arte pela “Universidad de Antioquia” (Colômbia), começou a produzir suas músicas na cidade de Florianópolis, em 2017, em parceria com o multi instrumentista e produtor Arthur Boscato (Entrevero Instrumental).

Suas composições musicais tratam de temas como o amor, desamor e empoderamento feminino, mesclando ritmos latinos como a MPB, a cumbia e o bolero a sonoridades contemporâneas. Sua missão pessoal é incentivar o respeito à diversidade cultural, o empoderamento feminino e a valorização da produção local, com foco na criação artística latino-americana.
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Doutoranda da UFSC é premiada por projeto que pode antecipar casos graves da Covid-19 em pacientes

10/05/2021 08:55

A identificação de quadros graves da Covid-19 é tão necessária quanto imprevisível. O projeto de Franciele de Matos Morawski, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostra resultados promissores na realização de prognósticos que antecipam se o paciente irá desenvolver um quadro grave da doença. O projeto, intitulado Eletrodo biocompatível e biodegradável aplicado ao monitoramento de pacientes infectados com COVID-19, recebeu o prêmio de primeiro lugar na edição do Tech Women Paper Contest 2021 – Soluções e Inovação de Tecnologia em Sustentabilidade.

O método elaborado por ela é parecido com um glicosímetro: utiliza-se uma gota de sangue em contato com o sensor, que identifica por meio de correntes os níveis de interleucina-6 (IL-6) no sangue do paciente. “Os estudos têm demonstrado que os pacientes internados com Covid-19 apresentam uma elevação da interleucina-6 no sangue, principalmente quando eles evoluem para casos mais graves. Quando o paciente é internado, você conseguiria fazer uma avaliação desses níveis de interleucina-6 de uma maneira rápida e barata, com um sensor que possibilita o monitoramento da proteína em tempo real e, a partir disso, auxiliar a equipe médica para tomar decisões sobre manter o paciente em observação e fazer um maior acompanhamento”, afirma a pesquisadora.

O sensor é de fácil fabricação, além de ser biocompatível e biodegradável. Foram utilizados na sua construção a quitosana, proveniente da casca dos crustáceos, e um outro agente ligante verde para realizar a imobilização de um anticorpo no eletrodo, que irá reagir proporcionalmente com a quantidade de proteína IL-6 no sangue do paciente, o que garante uma alta eficiência. O prognóstico é disponibilizado em cerca de meia hora. “Os testes que temos disponíveis hoje não conseguem satisfazer as necessidades da equipe médica para conseguir visualizar o quadro e ministrar os remédios. Por exemplo, há um remédio que inibe o IL-6, que tem se mostrado promissor contra o Covid, que custa em média R$ 7 mil, mas se você não sabe se o paciente tem um nível elevado dessa proteína, não tem por que aplicar. Então, é preciso ter esse mapeamento: e só com um sensor em tempo real você consegue perceber”.

Esse mapeamento pode ser utilizado em pacientes positivados e que apresentam sintomas da doença. Inicialmente, o projeto, que começou a ser planejado em 2018, tinha como objetivo traçar o aumento do biomarcador inflamatório IL-6 como um biomarcador de câncer. Mas a proposta se tornou promissora para combater o coronavírus. Além de apresentar resultados mais rápidos do que o método ELISA – que se baseia em reações antígeno-anticorpo- , a utilização do eletrodo também é mais barata.

Com a aprovação do Comitê de Ética, o trabalho passa para a etapa científica final, em que será realizada uma parceria com o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), para comparar amostras de pacientes dosando a proteína IL-6 com os dois métodos citados.

Imagem de Francielle durante a premiação

O desenvolvimento da pesquisa de Franciele ocorreu sob orientação da professora Cristiane Jost, em parceria com o professor André Bafica do departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, para desenvolver o trabalho aplicado na área de diagnóstico clínico. A partir dessa parceria, e em conjunto com a pós-doutoranda Greicy Dias, foi possível realizar os testes, ensaios clínicos e validação da pesquisa.

Durante a premiação da edição do Tech Woman Paper Contest, Franciele reconhece a importância de ter realizado seu trabalho sob orientação e colaboração de mulheres, demonstrando sua admiração e inspiração pelas participantes do evento. “Eventos que incentivam esse tipo de iniciativa e premiam mulheres que estão trabalhando com pesquisa e se dedicando acabam dando uma nova perspectiva para o nosso trabalho, como se fosse um combustível para continuar”.

Confira a premiação:

Luana Consoli/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC
Imagem de destaque:  fernando zhiminaicela por Pixabay 

Tags: Doutoranda em químicapesquisaPrograma de Pós-graduação em QuímicaTech Woman Paper Contest

Pesquisas sobre bem-estar animal recebem premiação de instituição britânica

10/05/2021 08:08

Duas pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas foram selecionadas para receber o prêmio Animal Welfare Student Scholarship, da Federação de Universidades para o Bem-Estar Animal (UFAW). O prêmio de £2.400 irá possibilitar a realização dos estudos propostos pela mestranda Bianca Vandresen e pelo doutorando Giuliano Pereira de Barros. Os estudantes apresentarão os resultados dos seus projetos de pesquisa no encontro anual dos bolsistas a UFAW.

A UFAW é uma instituição de caridade sediada no Reino Unido que trabalha com a comunidade científica em todo o mundo para desenvolver e promover melhorias no bem-estar dos animais por meio de atividades científicas e educacionais. Com bolsas de estudo, a UFAW visa incentivar os alunos a desenvolverem seus interesses no bem-estar animal e fornecer-lhes a oportunidade de conduzir pesquisas relevantes ou outros projetos (por exemplo, educacionais).

O projeto de Bianca, Influence of human-animal interactions and cognitive bias on dairy heifers’ fear of humans (Influência de interações humano-animal e viés cognitivo no medo de novilhas à humanos), é realizado com a supervisão da professora Maria José Hötzel. Ele pretende compreender melhor como animais percebem e interpretam interações com humanos. “Na produção de leite os produtores interagem diariamente com as vacas, mas nós ainda não sabemos exatamente como as vacas percebem essas interações e como elas influenciam na relação humano-animal”, conta Bianca, integrante do Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal (LETA).

Bianca, do Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal. Foto: CCA/UFSC

A pesquisadora explica que irá investigar como a distância de fuga das vacas em relação a pessoas varia de acordo com a qualidade das interações humano-animal. “Vamos ter duas formas de interação ao longo do tempo: positiva – falar calmamente e manejá-las em silêncio, e aversiva – fazendo barulhos e falando alto”.

A ideia inicial é dividir os animais em dois grupos de doze; serão novilhas que ainda não foram ordenhadas para evitar influência nos resultados. Num deles, as interações serão positivas pelas primeiras duas semanas e, depois, a mesma pessoa muda para interações aversivas pelo mesmo período; o segundo grupo terá a ordem contrária, primeiro aversivo e depois positivo, pelo mesmo período de tempo. Os testes de distância de fuga serão feitos antes das interações começarem e no fim de cada tratamento.

Outro aspecto da pesquisa será apurar como o viés cognitivo dos animais pode influenciar nas percepções das interações humano-animal. “Animais como as vacas leiteiras têm traços individuais. Um desses traços se refere ao viés cognitivo, em que alguns animais se mostram mais ‘pessimistas’ e outros mais ‘otimistas’”, frisa Bianca. “Testes de viés cognitivo mostram que alguns eventos podem influenciar nisso, como após procedimentos dolorosos os animais se apresentam mais pessimistas quando apresentados a uma situação ambígua. Porém, outros estudos apontam que esses traços também podem ser características individuais do animal e que não se sabe ao certo como e porque se desenvolvem. No nosso estudo vamos investigar se, além da qualidade das interações humano-animal, essa característica de viés cognitivo também influencia em como as novilhas interpretam as relações com pessoas”, afirma a mestranda.
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Especialista do HU fala sobre cuidados nos encontros do Dia das Mães

07/05/2021 13:33

De todas as datas comemorativas, o Dia das Mães é um dos mais lembrados pelas famílias para reencontros, almoços em conjunto, reuniões familiares e abraços. Porém, no atual cenário é preciso tomar cuidados adicionais devido ao risco de contaminação pelo coronavírus, principalmente no caso de pessoas que não moram juntas. A enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Taise Klein, afirma que as pessoas terão de ser cautelosas e procurar formas de evitar a contaminação. “Encontros virtuais minimizam a saudade e a distância. No entanto, quando os encontros forem presenciais, a recomendação é que as pessoas sejam criativas, mantendo um ambiente seguro a todos”, afirma. 

Mesmo as pessoas que já receberam a vacina, como os idosos e profissionais de saúde, precisam manter os cuidados. “Há um prazo para que a pessoa esteja realmente imunizada, mesmo após a segunda dose da vacina. Além disso, a vacina não impede que a pessoa contraia o vírus, só reduz o risco de manifestar uma forma grave dessa doença. Assim, o risco de transmissão do vírus continua, e os cuidados precisam ser mantidos, afinal, pessoas vacinadas convivem com pessoas que ainda não foram vacinadas”, explica. 

Imagem de ivabalk por Pixabay

Conforme a especialista, a contaminação acontece na presença de pelo menos três elementos: o vírus, o meio de transmissão (contato físico, superfícies contaminadas) e a porta de entrada (que, no caso, pode ser a boca, o nariz ou os olhos). Por isso, as pessoas devem manter as mãos higienizadas e estimular as demais pessoas a fazerem o mesmo, quebrando essa cadeia. 

Em dias especiais como esse, quando as famílias se encontram, alguns cuidados adicionais minimizam o risco, como evitar o compartilhamento de copos ou outros utensílios domésticos, manter o uso de máscara inclusive no preparo das refeições, manter distanciamento de cerca de dois metros entre as pessoas e disponibilizar álcool em gel para que todos possam higienizar as mãos frequentemente. Pratos, talheres e copos não precisam ser descartáveis, mas não podem ser compartilhados. “Se possível, os encontros devem ser em ambientes ao ar livre ou em locais bem arejados, com janelas abertas”, sugere.  

Estas medidas são importantes para garantir a saúde de toda a família e das demais pessoas com quem os participantes convivem. “O melhor presente para as mães e para as famílias nos dias de hoje é o cuidado mútuo”, reforça a enfermeira.

Unidade de Comunicação do HU

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Encontro nacional com participações internacionais reúne interessados em sustentabilidade integrada a projetos

07/05/2021 10:13

Conferência nacional com participações internacionais, o IX Encontro de Sustentabilidade em Projeto (ENSUS 2021) irá reunir professores, pesquisadores, técnicos, alunos e comunidade que buscam pela sustentabilidade integrada aos projetos e ao desenvolvimento de novos produtos, na Arquitetura, Engenharia, Design e áreas afins. Os encontros virtuais serão realizados nos dias 19, 20 e 21 de maio. Além disso, com a finalidade de reduzir a permanência ininterrupta dos participantes em frente as telas de seus computadores, a comissão organizadora decidiu pela realização de atividades também nos dias 28 de maio, 4 e 11 de junho. 

Confira a programação virtual.

Confira a programação de palestras e mesas-redondas:
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Tags: Encontro de Sustentabilidade em ProjetoENSUSEnsus 2021UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC seleciona ministrantes e tutores para cursos de capacitação

06/05/2021 18:19

 

O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas da Pró-reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (DDP/PRODEGESP) lançou uma chamada pública para selecionar ministrantes e tutores para os cursos de capacitação de 2021. As inscrições podem ser feitas entre 10 e 24 de maio por meio de formulário eletrônico divulgado na página do Portal da Capacitação.  

A chamada pública é voltada para servidores docentes e técnico-administrativos em educação pertencentes ao quadro da UFSC, que serão classificados por meio de três critérios: experiência profissional em instrutoria/tutoria de cursos/treinamentos de capacitação profissional ou educação formal; participação em cursos de aperfeiçoamento em área correlata à necessidade de desenvolvimento; e formação acadêmica. 

Este é o primeiro de uma série de editais que serão publicados ao longo do ano, cujo objetivo é a formação de Cadastro de Reserva de servidores aptos a atuarem nas ações de desenvolvimento coordenadas pela Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (CCP/DDP/PRODEGESP).

Clique aqui para ter acesso ao edital. 

Clique aqui para ter acesso à portaria que estabeleceu critérios para a seleção de servidores. 

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Professores de PPG da UFSC estão entre os mais produtivos da área no Brasil

06/05/2021 11:58

Seis professores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Catarina estão entre os pesquisadores mais produtivos na área de Engenharia Química do Brasil entre 2010 e 2019. O levantamento considera o número total de publicações realizadas neste período  a partir da base de dados bibliográfica Scopus. O PósEnq é avaliado com nota máxima pela Capes, o que lhe garante o título de excelência na formação e produção acadêmica de cientistas. Além dele, os de Ciência e Engenharia de Materiais e Química também são avaliados com a nota 7.

A professora Débora de Oliveira, coordenadora do PósENQ, e o professor José Vladimir de Oliveira, que também atuam no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos (PPGEAL) estão entre os mais produtivos. Também fazem parte do quadro dos 50 pesquisadores mais produtivos na área os professores Pedro Henrique Hermes de Araújo, Selene Maria Arruda Guelli Ulson de Souza, Antônio Augusto Ulson de Souza e Claudia Sayer, todos vinculados ao Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da UFSC.

O levantamento está disponível na plataforma SciVal, que apresenta uma série de métricas da produção científica, produzida pela Elsevier, empresa holandesa que agrega editora e soluções relacionadas à produção científica. Essas métricas, extraídas a partir da base de dados bibliográfica Scopus, agregam informações sobre o desempenho de instituições e cientistas em qualquer país do mundo. 

Para a pró-reitora de Pós-Graduação da UFSC, Cristiane Derani, trata-se de uma excelente notícia para a UFSC, considerando a nota máxima do PPG. “É um exemplo de como se constrói um PPG de nota 7”, comenta a professora, que lembra o reconhecido destaque dos PPGs da UFSC em volume de citações internacionais. “No ranking de 2019 fomos a primeira entre as universidades brasileiras mais citadas internacionalmente e isso é importante de se valorizar para toda a universidade”, diz.
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UFSC na mídia: reportagem na Nature destaca pesquisa de professora da UFSC

05/05/2021 17:25

Uma reportagem na seção de notícias da revista Nature ressalta a pesquisa da professora da UFSC Regina Rodrigues. Em “Aquecimento assola os oceanos – e as mudanças climáticas estão piorando” (em inglês), aponta-se que “ondas de calor marinhas repentinas podem devastar ecossistemas, e os cientistas estão lutando para prever quando ocorrerão”.

O texto lembra da seca que devastou colheitas e provocou uma crise hídrica em São Paulo no verão de 2013-2014:  “Quando Regina Rodrigues, uma oceanógrafa física da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, Brasil, começou a pesquisar os dados, ela descobriu que a seca e o aquecimento do oceano tinham uma causa comum: um sistema atmosférico de alta pressão que havia se situado sobre a porção sudeste do país durante grande parte do verão”. A reportagem continua com a explicação da pesquisa de Regina e sua esquipe sobre o fenômeno.

Confira o texto completo em inglês aqui.

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Pesquisa avalia sofrimento psíquico de estudantes de graduação e pós-graduação da UFSC

05/05/2021 16:58

O sofrimento psíquico de acadêmicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é tema de uma pesquisa do Núcleo de Estudos em Sociologia, Filosofia e História das Ciências da Saúde (NESFHIS) da instituição. Coordenado pela professora Sandra Caponi, o estudo apresentou seus primeiros resultados, obtidos a partir de um questionário online respondido por 1.624 estudantes de graduação e pós-graduação no segundo semestre de 2020.

Entre as descobertas iniciais, destaca-se que mais de um quarto dos estudantes afirmou possuir algum diagnóstico psiquiátrico (26%) e quase um quinto assinalou que utiliza medicação psiquiátrica por prescrição médica (19,6%). Entretanto, muitos não sabem onde procurar ajuda ou conhecem os serviços de atendimento de apoio psicológico e pedagógico da universidade (a questão era de concordância, onde 1 significa que discorda totalmente e 5 quer dizer que concorda totalmente – a média entre os alunos foi 2,75).

A pesquisadora do NESFHIS Fabiola Stolf Brzozowski afirma que não é possível extrapolar os resultados para a comunidade de estudantes da UFSC, pois se tratou de uma amostragem por conveniência. “O questionário foi enviado por e-mail e quem teve interesse respondeu. A pesquisa atraiu pessoas predispostas a falarem sobre sofrimento psíquico, sofrimentos esses que vão além dos diagnósticos psiquiátricos. Estamos verificando isso com a segunda etapa da pesquisa, que está sendo realizada no momento, por meio de entrevistas semiestruturadas”, explica. Ela aponta que nessas entrevistas, “assim como apareceu também no questionário, fica claro que o sofrimento está muito relacionado com questões sociais e estruturais, que precisam ser discutidas dessa forma, não somente como uma questão psiquiátrica”.

A maioria dos acadêmicos que participaram da pesquisa se sente pressionada em seu curso (também uma questão de concordância e a média de respostas de 1 a 5 foi de 3,76) e, atualmente, estão se sentindo cansados, nervosos, tensos e preocupados (média de 4,17). Na pós-graduação, mais de 40% consideram excessivas as exigências de produção científica da sua área.

Um dado que chamou a atenção foi que mais de um terço dos respondentes (35,3%) assinalaram já terem se sentido discriminados dentro da universidade, principalmente por professores ou por colegas. Quase metade deles afirmaram já terem sofrido algum tipo de violência na UFSC (49,8%), com destaque para o machismo (17,1%) e para o assédio moral (10,2%).

Em relação à pandemia da Covid-19, quase todos os participantes (94,3%) relataram que essa situação impactou de algum modo sua saúde mental, com destaque para sentimentos de ansiedade, estresse e desânimo, sendo que muitos (51,5%) afirmaram terem alterado sua situação financeira após o início da pandemia.

A partir desses e de outros resultados revelados pela pesquisa, descreve nota do NESFHIS, “é possível ter um panorama geral e atual sobre a saúde mental dos estudantes da graduação e da pós-graduação, ao mesmo tempo que se constitui um valioso recurso para criar e recriar novas estratégias institucionais para atender e melhorar a saúde mental dos estudantes, promover espaços de humanização e experiência acadêmicas sadias e combater qualquer forma de discriminação e/ou violência que impeça o desenvolvimento pessoal e profissional do corpo discente da universidade”.

Mais informações na página do núcleo.

Confira abaixo os serviços que que abarcam a saúde mental em cada campus da UFSC:

Araranguá

Blumenau

Curitibanos

Florianópolis

Joinville

Tags: Núcleo de Estudos em Sociologia Filosofia e História das Ciências da Saúdesofrimento psíquicoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina