Podem se inscrever docentes integrantes da Carreira do Magistério Superior, ocupantes do cargo de professor titular, professor associado ou que sejam portadores do título de doutor – neste caso, independentemente do nível ou classe do cargo ocupado. As inscrições são efetuadas por meio de requerimento à Comissão de 10 de março até às 17h do dia 15 do mesmo mês, exclusivamente pelo e-mail conselhos@contato.ufsc.br.
A escolha dos candidatos para a composição da lista tríplice será feita pelos conselheiros do CUn, por escrutínio secreto na plataforma digital e-Democracia, durante sessão especial do Conselho Universitário agendada para 6 de abril. A lista será composta pelos três nomes mais votados e encaminhada ao reitor para decisão.
Confira o edital e demais documentos relacionados ao processo:
Pesquisa do genoma do novo coronavírus é desenvolvida em laboratório da UFSC (Foto: Mauricio Vieira -Secom)
Em março do ano passado, quando a pandemia começava a avançar no Brasil, professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) passaram a atuar em várias frentes para ajudar no combate ao novo coronavírus. Um grupo de pesquisadores começou a planejar estratégias para sequenciar o genoma do Sars-Cov-2. Na semana passada, eles identificaram a transmissão comunitária da nova variante do vírus no Estado. “Estamos fazendo um esforço científico paralelo e complementar ao trabalho dos órgãos governamentais”, explica o professor Glauber Wagner, coordenador do estudo.
No início da semana passada, o estudo identificou três casos da P.1, variante que surgiu no Amazonas, mais transmissível que as linhagens dominantes até então. Ela faz parte de um conjunto de linhagens chamadas de VOC (Variantes de Preocupação, da sigla em inglês, Variant of concern), assim como as cepas descobertas no Reino Unido e na África do Sul – mais recentemente foram encontradas duas novas nos Estados Unidos.
As três amostras foram coletadas no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU). “Na investigação do hospital houve uma suspeita de que poderia ser a nova variante. Sequenciamos as amostras e comprovamos que se tratava da P.1. Uma nova investigação mostrou que os pacientes se infectaram no Estado. Ou seja, houve transmissão comunitária”, conta Wagner, que é professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC e coordenador do Laboratório de Bioinformática. (mais…)
O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ubaldo Cesar Balthazar divulgou, nesta terça-feira, 9 de março, uma mensagem aos servidores docentes e técnicos-administrativos em Educação, estudantes e população catarinense.
Confira a nota, e o vídeo, abaixo.
Um ano atrás, nós começávamos a dura batalha contra o desconhecido. Uma pandemia que assustava e tirava o nosso sono.
Um ano atrás, a UFSC decidiu, corajosamente, adotar medidas de distanciamento com um único propósito: preservar vidas!
Fomos chamados de precipitados, recebemos críticas, diziam que era cedo para suspender atividades. A doença, contudo, revelou que estávamos no caminho certo!
Mais do que isso: passado um ano, estamos em situação muito mais grave. Milhões de pessoas contraíram a COVID-19, e as mortes se multiplicam em escala assustadora.
Desde o início, faltou um plano nacional de enfrentamento à pandemia. Estados e municípios, empresas públicas e privadas, cidadãos e cidadãs ficaram perdidos. Nossa maior aliada, desde o início, foi a Ciência!
E nós, na Universidade Federal, sempre deixamos claro que a Ciência foi nossa principal orientação.
Nunca paramos de trabalhar, mas tivemos que alterar profundamente nossa rotina.
As atividades essenciais – especialmente saúde e segurança – passaram a atuar com assombroso protagonismo. Foram nossos profissionais de saúde, nossos pesquisadores, nossos vigilantes, porteiros, que cuidaram da vida e de nosso patrimônio.
E eles estão sobrecarregados.
A pandemia não dá trégua, não respeita a economia, não pergunta se estamos vacinados. A pandemia mata e vai continuar matando.
Nosso papel é coordenar docentes e técnicos para que consigamos superar a ameaça da pandemia e oferecer à sociedade soluções.
Na pesquisa, na reflexão sobre os danos, na busca científica por medidas que o estado deve adotar, porque cabe ao Estado, em suas diferentes esferas, proteger a Nação.
Nossas aulas voltaram quando tínhamos as condições objetivas de retomá-las – e não quando alguém supôs que era hora.
A Ciência continua dizendo: fiquem em casa; usem máscara; evitem aglomeração!
E se o Estado não respeita a ciência, nós respeitamos.
Em Florianópolis, em Araranguá, em Blumenau, em Curitibanos e em Joinville, a UFSC está mais do que nunca presente! Mesmo com sua comunidade fisicamente distante, nossa atuação está em cada médico e médica, cada enfermeiro e enfermeira, cada pesquisador, cada pesquisadora, que insistem, que teimam, que fazem questão de reafirmar: fiquem em casa!
Não há remédio para o vírus, mas há vacina! E, de novo, a falta de planejamento do estado, a negação da ciência, nos trouxeram até aqui.
Há vacina, mas são poucas ainda.
E até que estejamos protegidos, todos protegidos, vamos manter nossa seriedade, nossa responsabilidade e defender, de maneira categórica e irremediável, a Ciência, para fazer o que fizemos um ano atrás: salvar vidas!
Segunda-feira, dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e dia 11 de fevereiro foi comemorado o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência.
Pensando nisso e participando da agenda oficial da UFSC, a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) elaborou uma série descontraída, em formato de minientrevista com cinco perguntas. A intenção da série é prestigiar o trabalho das pesquisadoras e a importância de tê-las na UFSC.
‘Elas na Ciência’ traz um pouco das pesquisas, da perspectiva e dos conselhos que as cientistas têm para dar àquelas jovens mulheres que almejam ingressar no mundo científico. A série conta com a entrevista de cinco pesquisadoras de diferentes departamentos da UFSC.
Para as mulheres na academia, dois termos fazem parte do cotidiano delas: “efeito tesoura” e “teto de vidro”. O primeiro refere-se ao formato de gráfico que mostra diminuição na porcentagem de mulheres que conseguem, ao longo do tempo e apesar de todos os obstáculos, permanecer na carreira científica, enquanto a proporção de homens aumenta. Já o segundo diz respeito à barreira invisível que elas encontram para a ascensão a posições de maior relevância. (mais…)
Incêndios têm provocado alterações na abundância de espécies de árvores e na composição do solo. Foto: Katie Maehler/Mídia Ninja [CC-BY-NC]
Florestas no coração da Amazônia já estão sendo substituídas por savanas nativas devido a incêndios florestais recorrentes, revela um estudo publicado na última quarta-feira, 3 de março, na revista científica internacional Ecosystems. A partir de imagens de satélites dos últimos 40 anos e de pesquisas de campo, os cientistas constataram uma série de mudanças na composição do solo e na distribuição de espécies de árvores. O trabalho foi conduzido por Bernardo M. Flores, pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Milena Holmgren, professora da Universidade Wageningen, na Holanda.
Os autores destacam que, por muito tempo, as partes periféricas da Floresta Amazônica foram consideradas as mais vulneráveis, à medida que as atividades humanas avançavam ao longo do Arco do Desmatamento – região que vai de leste e sul do Pará em direção oeste, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre. O artigo divulgado nesta semana, contudo, refere-se a uma paisagem de ecossistemas inundáveis no médio Rio Negro, uma região remota, longe da fronteira agrícola, na qual manchas de savana de areia branca ocorrem espalhadas em meio a áreas bem preservadas.
Os pesquisadores mapearam, por meio de imagens de satélite, quatro décadas de incêndios florestais e coletaram informações detalhadas em campo, visando avaliar alterações na abundância de espécies de árvores e nas propriedades do solo em florestas queimadas em diferentes momentos do passado. Eles salientam que os incêndios florestais mataram praticamente todas as árvores, permitindo que a camada superficial do solo, rica em argila, sofresse erosão com as inundações anuais e se tornasse gradualmente arenosa. Além disso, os tipos de árvores mudaram à medida que as espécies típicas das savanas de areia branca se tornaram cada vez mais dominantes nas florestas queimadas, junto com as plantas herbáceas nativas. (mais…)
Um aplicativo de celular para incentivar a prática constante de exercícios físicos e melhorar a qualidade de vida do trabalhador. Este é o game Desafio Saúde criado pelo DesignLab, laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para o Serviço Social da Indústria (Sesi/SC). Elaborado em parceria com o Centro de Inovação Sesi em Tecnologias para Saúde, o game foi desenvolvido ao longo de um ano e concluído em 2019. Hoje já circula por aparelhos de trabalhadores de indústrias vinculadas a Sesis de diferentes regiões do país.
O desenvolvimento do projeto de extensão contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu participou dando suporte administrativo para que a gente pudesse contratar as pessoas, contratar as empresas que seriam necessárias para, em parceria com o DesignLab, tocar o desenvolvimento do game”, explica o professor Milton Luiz Horn Vieira, coordenador do trabalho e do DesignLab, unidade vinculada aos programa de graduação e pós-graduação em Design da UFSC.
O game em versão mobile para os sistemas operacionais Android e iOS foi desenvolvido para a plataforma Guidoo, onde o Sesi mantinha o formato inicial criado para computadores. O desafio foi converter o jogo para um dispositivo móvel a partir das especificações e expectativas apresentadas pelo Sesi. “O que nós fizemos foi trazer esse game para o celular, com todos os estudos necessários para que ele atendesse ao usuário final. Foram feitas reuniões, ensaios, testes pra ver se atingia os objetivos e houve a necessidade de fazer adaptações para que ele pudesse realmente ter um resultado melhor”, lembra o professor Milton Vieira.
O game é utilizado pelos professores de Educação Física que vão às indústrias ministrar aulas de ginástica laboral. Após realizados os exercícios nas empresas, os trabalhadores recebem metas para desenvolver ao longo da semana até a próxima ginástica laboral. As metas vão sendo acompanhadas pelos orientadores, e os alunos recebem pontuações e benefícios conforme atingem os objetivos. “O game vai fazendo o meio de campo entre o professor e o aluno de uma ginástica laboral a outra”, acrescenta o coordenador. (mais…)
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, marca o início do período de inscrições da premiação da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), voltada à visibilidade das mulheres cientistas da instituição. O Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência se destina a inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência.
As inscrições serão realizadas através do portal de atendimento institucional (PAI) disponível no endereço premiospropesq.ufsc.br, entre os dias 8 de março e 8 de junho. Poderão propor indicações para o prêmio: a própria interessada em concorrer; departamentos ou programas de pós-graduação da UFSC; e ex-orientados ou orientandos da pesquisadora.
A honraria será outorgado a mulheres pesquisadoras pertencente ao quadro permanente da UFSC cujo trabalho de pesquisa tenha contribuído de forma significativa para o avanço científico. A condecoração será concedida em três categorias: Júnior, Plena e Sênior: Categoria Júnior: concedida para pesquisadoras ingressaram no quadro permanente da UFSC após 31/12/2013. Categoria Plena: concedida para pesquisadoras ingressaram no quadro permanente da UFSC entre 31/12/2000 e 31/12/2013. Categoria Sênior: concedida para mulheres que ingressaram no quadro permanente da UFSC antes de 31/12/2000.
De acordo com o edital, o prêmio terá periodicidade anual e será outorgado para apenas uma pesquisadora em cada categoria, em cada uma das três grandes áreas do conhecimento: Humanidades, Vida, Exatas e da Terra. A premiação consiste de um diploma e de um vídeo realizado pela Agência de Comunicação da Universidade (Agecom/UFSC) para divulgação científica, a ser veiculado em canais de comunicação, compondo a Galeria de Destaques na Ciência da Propesq. (mais…)
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) integra a campanha de vacinação contra a Covid-19 promovida pela prefeitura de Florianópolis. Além de sediar no Centro de Eventos um dos locais para o drive-thru de aplicação dos imunizantes, 13 professores e 11 estudantes do Departamento de Enfermagem (alunos do mestrado e do último ano de graduação) estão envolvidos diretamente na ação.
De acordo com a coordenadora do Curso de Enfermagem, professora Felipa Amadigi, a equipe contribui com o serviço desde o dia 11 de fevereiro. Os membros atuam principalmente como vacinadores, mas participam da organização e do registro dos usuários. “Também desenvolvemos atividade pré-campanha. Alguns alunos apoiaram, inclusive, na elaboração da lista dos idosos a serem vacinados. Disponibilizamos ainda oito notebooks para a estrutura dos drive-thrus”, informa a professora.
A campanha de vacinação ocorre nesta sexta-feira e sábado, dias 5 e 6 de março, das 9h às 16h. Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde, a atividade está em funcionamento também na Polícia Rodoviária da SC-401, no antigo aeroporto e na Beira-mar Continental. “Conforme recomendação da Secretaria, na sexta, está sendo indicada a vacinação de idosos entre 82 e 84 anos. Já no sábado, o público-alvo são idosos a partir dos 80 anos”, explica Felipa. A professora reforça que também serão imunizados idosos acima dessa faixa etária que ainda não tenham sido vacinados.
Para ser vacinado, basta levar um documento com foto. No entanto, recomenda-se que antes de ir ao local o idoso faça o cadastro no sistema Alô Saúde, da prefeitura de Florianópolis, para atualizar os seus dados de prontuário (confira a situação do seu cadastrado pelo telefone 0800 333 3233). Os dados atualizados no momento da vacinação aceleram o processo e a dinâmica do serviço.
Na chegada ao local da triagem, a equipe realiza um check-list e questiona sobre sintomas, histórico de vacinas recentes, alergias, reações adversas, entre outros. É verificado o cadastro e registrada a dose da vacina que o idoso está recebendo. Depois da administração do imunizante, o usuário recebe o cartão de vacinação e é liberado. O uso de máscara é obrigatório.
A professora Felipa Amadigi classifica como fundamental a participação da equipe da UFSC na campanha, diante do momento de sobrecarga vivido pelos trabalhadores de Saúde, especialmente na Enfermagem. “Há muita gente afastada por estar doente. Então, esse trabalho de apoiar, realizado pelos professores e pelos estudantes, é uma forma também de fazer com que essa vacina chegue ao maior número de pessoas no menor tempo possível. Como a vacina reduz os agravamentos de casos, então garantir a vacinação das pessoas significa uma redução no número de internações e no número de óbitos”, avalia.
Após o final de semana, a Secretaria Municipal estuda a possibilidade de manter um drive-thru permanente na UFSC com apoio continuado dos docentes e dos estudantes do curso de Enfermagem. A espaço da Universidade favorece essa circulação, mas o processo depende da quantidade de vacinas que estarão disponíveis. (mais…)
O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) já realizou mais de mil cirurgias bariátricas, desde que o serviço foi criado, em 2001, atendendo uma média de 70 a 80 pacientes aptos para este tipo de procedimento (dados sem considerar a redução do fluxo na pandemia) por ano, que são encaminhados pela Unidade Básica de Saúde, via Sistema Estadual de Regulação (Sisreg). O HU-UFSC é referência estadual neste serviço.
Os dados foram repassados pelo chefe do Núcleo de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HU, o cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, Tiago Onzi, que explicou sobre o serviço no hospital e os critérios para este tipo de cirurgia, por ocasião do Dia Mundial da Obesidade, comemorado em 4 de março, com a meta de conscientizar sobre a necessidade de prevenção da obesidade e sobre os métodos de tratamento.
Segundo ele, o HU realiza cirurgias bariátricas desde que se tornaram o principal método de tratamento para pacientes obesos mórbidos. “Os pacientes indicados para cirurgia bariátricas são os que têm obesidade grau III ou mórbida que são aqueles que possuem IMC maior ou igual a 40 ou ainda obesidade grau II , que são os que têm IMC entre 35 e 39, quando associados a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica , diabetes Mellitus , síndrome metabólica , apneia do sono , esteatose hepática , doença do refluxo grave, asma grave , hérnia de disco, artroses graves , dentre outras”, explicou também que, além das indicações do IMC e comorbidades, os pacientes têm que ter obesidade instalada há pelo menos 5 anos e com tentativa de tratamento de pelo menos 2 anos clinicamente sem sucesso.
Onzi, que é chefe da Residência Médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo, explicou que a equipe do HU foi moldada ao longo do tempo. “As cirurgias começaram em 2001, quando eu ainda era residente, com cirurgias esporádicas no Serviço de Cirurgia Geral e Aparelho Digestivo do HU”. Em 2005, foi formado o Núcleo de Cirurgia Bariátrica, comandado pelo então professor Ricardo Baratieri e em 2013 a equipe passou a contar com a chegada de profissionais das especialidades associadas.
O médico ressaltou que para ingressar no serviço e começar o processo de tratamento, é preciso seguir o fluxo da Secretaria do Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC), começando pela Unidade Básica de Saúde, que encaminha para consultas ambulatoriais. Então, o paciente recebe a indicação ou não de tratamento cirúrgico. Segue para as especialidades como Nutrição e Psicologia, que realizam grupos de atendimento e consultas individuais, após todo o processo de preparação, cujo tempo varia de um paciente para outro. Somente então, é encaminhado efetivamente para a cirurgia bariátrica, fase em que tem de participar de reuniões mensais juntamente com familiares de grupo de pacientes, além de consulta individual. “Quando está pronto, ele entra em lista de espera com emissão da Autorização de Internação Hospitalar e aviso ao Sisreg, sendo que o tempo nesta lista tem levado em média três meses”, detalhou.
Tiago Onzi lembrou que o tratamento tem como parte central a cirurgia, mas é preciso destacar a importância da preparação pré-operatória e o acompanhamento pós-operatório. O paciente recebe alta após dois dias da cirurgia, volta em sete dias para a primeira avaliação e passa por reavaliações de 30 dias, três meses, seis meses, um ano e dois anos, com alta ambulatorial após três anos, sempre com a possibilidade de voltar após este período, se necessário.
O médico explicou que o HU usa as técnicas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina: Bypass Gástrico em Y Roux, Gastrectomia Vertical (mais conhecida como Sleeve) e eventualmente o Duodenal Switch para casos bem específicos. “E por sermos serviço de referência estadual temos realizado bastante cirurgias revisionais, já que recebemos pacientes que realizaram cirurgias em outras localidades e até outros estados e que eventualmente necessitam de uma revisão do procedimento por algum problema que pode existir”, afirmou. Conforme o especialista, após esforços conjuntos da equipe e da direção do HU-UFSC, o hospital tem conseguido realizar as cirurgias muitas vezes de forma laparoscópica, o que proporciona uma recuperação muito mais rápida e mais confortável aos pacientes.
Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC)
Os resultados do QS Subject Ranking, estudo anual da Quacquarelli Symonds foram lançados nesta quarta-feira, 3 de março, revelando as melhores universidades para 51 diferentes áreas do conhecimento, em cinco grandes áreas. A Universidade Federal de Santa Catarina foi ranqueada em três dos cinco grandes grupos de assuntos: Artes e Humanidades; Engenharia e Tecnologia; e Ciências da Vida e Medicina.
Em Engenharia e Tecnologia, a UFSC é a terceira melhor entre as federais e a sexta do Brasil, destacando as áreas de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Eletrônica e Química. Em Artes e Humanidades, a UFSC é a quinta melhor federal, a nona no geral do país, destacando-se em Língua Inglesa e Literaturas, Arquitetura e Linguística. Em Ciências da Vida e Medicina, a UFSC é a sexta entre as federais e a nona do país, com destaque para Agricultura e Silvicultura.
A melhor pontuação ficou com Engenharia e Tecnologia, com 62,7 (posição 368 entre todas as universidades); seguida por Artes e Humanidades, com 59,9 (400ª no ranking global); e Ciências da Vida e Medicina, 56,8 (entre as posições 401 e 450). Nos outros dois grandes temas, houve avaliação, mas não a ponto de a Universidade ser ranqueada (é incomum, aponta o estudo, que uma universidade esteja em todas as cinco áreas e em todas as cinco disciplinas).
Para o Subject Ranking foram avaliados mais de 13,9 milhões de artigos inéditos, que produziram cerca de 81 milhões de citações. O estudo ranqueou 1453 instituições.
Cada universidade incluída nas classificações deste ano é avaliada com base em quatro indicadores: reputação entre os acadêmicos, reputação entre os empregadores globais, número de citações de pesquisa que a universidade obtém por artigo naquele assunto e o chamado ‘índice H’, que mede a produtividade e o impacto de cada cientista ou acadêmico publicado em uma universidade.
Confira os indicadores por grande grupo de assunto:
A classificação deste ano analisou cerca de 14 mil programas universitários individuais de 1.440 universidades em 85 locais em todo o mundo. A combinação de indicadores permite à instituição que divulga o ranking medir como cada universidade é vista externamente e a qualidade da atividade acadêmica que ocorre dentro dessa instituição. As universidades com o melhor desempenho em todos os quatro indicadores serão aquelas que figuram no topo de cada classificação de disciplina individual.
Vacinação para idosos a partir dos 80 anos começa nesta sexta-feira, 5 de março. (Fotos: Cristiano Andujar/PMF)
Errata: a notícia foi corrigida às 20:11 – os idosos de 84, 83 e 82 anos serão vacinados na sexta-feira, dia 5 de março, e idosos de 80 e 81 anos no sábado, 6 de março.
Drive-thru instalado em frente ao Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será um dos pontos de aplicação de vacinas contra a Covid-19 na nova rodada de imunizações promovida pela Prefeitura de Florianópolis (PMF).
A PMF dividiu o público-alvo desta etapa de vacinação em dois grupos: de 84, 83 e 82 anos para vacinação na sexta-feira, dia 5 de março, e idosos de 80 e 81 anos para vacinação no sábado, 6 de março. Idosos com 85 anos ou mais que ainda não se vacinaram, poderão ir em qualquer dia.
A aplicação das doses seguirá por sistema drive-thru para melhor conforto e proteção dos idosos. Acamados continuarão sendo vacinados em casa. Os familiares ou os próprios idosos que quiserem confirmar esse agendamento devem entrar em contato com a sua equipe de saúde da família. No link: https://sus.floripa.br/contatoscs/, todos os contatos estão disponíveis.
Os idosos podem conferir se os seus cadastros no SUS estão atualizados em contato com o Alô Saúde Floripa, pelo número 0800-333-3233. A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência.
Serão quatro pontos drive-thru para a vacinação, que funcionarão das 9h às 16h.
Locais de vacinação: Drive-thru no Centro de Eventos da UFSC; Drive-thru na Polícia Rodoviária da SC-401; Drive-thru no antigo aeroporto de Florianópolis; Drive-thru no Bolsão da Beira-mar Continental, próximo às quadras.
com informações da Prefeitura Municipal de Florianópolis
Estudo envolve especialistas em matemática, computação, ecologia e processos hidrológicos. Foto: Deliane Penha
Em seus mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia é bastante heterogênea. Suas milhares de espécies de plantas habitam ambientes diversos, repletos de particularidades e sujeitos a variados tipos de perturbações de origens naturais e humanas – como secas, queimadas e desmatamentos. Entender como esses distúrbios afetam o crescimento e a morte da vegetação é essencial tanto para a implementação de políticas de conservação e recuperação do bioma quanto para sabermos o que esperar do futuro da maior floresta tropical do mundo.
É justamente com a intenção de desenvolver ferramentas que possam colaborar com essa compreensão que um grupo interdisciplinar de pesquisadores se uniu, sob coordenação da professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marina Hirota. A proposta da equipe é identificar os mecanismos relacionados às respostas de diferentes espécies de plantas à falta de água para, então, desenvolver um framework – uma espécie de modelo que possa ser aplicado para medir a resiliência da floresta, ou seja, sua capacidade de resistir e recuperar-se diante de situações adversas. O projeto de pesquisa é financiado pelo Instituto Serrapilheira, instituição privada de fomento à ciência, e conta com a participação de especialistas em matemática, computação, ecologia e processos hidrológicos da UFSC, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Rutgers University (Estados Unidos), da University of Birmingham (Inglaterra) e da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).
Marina explica que a seca na Amazônia tem se intensificado de forma recorde nos últimos anos. As mudanças climáticas e de uso da terra e o aumento do desmatamento já provocam alterações no regime de chuvas, na vulnerabilidade da floresta ao fogo e na mortandade de espécies. E, se nada for feito, essas questões só irão se exacerbar. A previsão dos cientistas é que o aumento da temperatura e a diminuição das chuvas provoquem secas cada vez mais prolongadas e severas – daí a necessidade de contarmos com dados confiáveis e a capacidade de fazer previsões. (mais…)
Estrutura montada pela Secretaria de Saúde no prédio da Sead/TV UFSC, no centro de Florianópolis. (Foto: Luciano Castro/SEAD/UFSC)
A partir desta terça-feira, 2 de março, profissionais e trabalhadores de saúde de 60 anos ou mais poderão vacinar-se contra a Covid-19 no no Centro de Referência de Vacinação do Centro, unidade criada no prédio onde funciona a Secretaria de Educação a Distância (Sead) e TV UFSC, localizado na rua Dom Joaquim, 757, das 8h30 às 16h30.
A vacinação é planejada e conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis. São elegíveis para a vacinação os profissionais e trabalhadores de saúde de 60 anos ou mais, que atuam em clínicas, hospitais, ambulatórios, laboratórios, e demais estabelecimentos de saúde públicos e privados.
Para receber a vacina os trabalhadores devem levar:
1. Documento oficial com foto;
2. Declaração de vínculo empregatício (Modelo) com as seguintes informações:
• Nome e endereço do estabelecimento;
• Nome do trabalhador e descrição da função no estabelecimento;
• Timbre e assinatura (pode ser eletrônica) do responsável técnico ou responsável legal pelo estabelecimento.
Idosos de Florianópolis serão vacinados em casa
A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Saúde, irá vacinar em casa os idosos de 85 a 89 anos que não puderam ir até um drive-thru durante a última sexta-feira e sábado. A marcação de horários para a vacinação será feita pelas equipes de saúde, em contato com os telefones cadastrados no SUS Municipal. A população que desejar verificar sua atualização cadastral deve entrar em contato com o Alô Saúde Floripa pelo número 0800-333-3233.
com informações da Prefeitura Municipal de Florianópolis
Foto: Cristiano Andujar/PMF
O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) comunicou a adoção de medidas de contingência devido ao grande aumento no número de atendimentos a casos suspeitos e confirmados de Covid-19. As adequações estão alinhadas ao Plano de Contingência do hospital e à Portaria nº 168/2021 da Secretaria do Estado da Saúde (SES/SC), publicada no Diário Oficial do Estado no dia 22 de fevereiro de 2021.
Dessa forma, todas as cirurgias eletivas estão suspensas, desde o dia 23 de fevereiro. Cirurgias de urgência, emergência e os procedimentos tempo-sensíveis (aqueles em que a vida do paciente pode estar em risco) estão mantidos. Os atendimentos ambulatoriais considerados essenciais e que necessitem de atenção contínua estão mantidos.
Pacientes com consultas ou exames agendados no HU que possam ficar sem a sua consulta, nesse momento, terão os atendimentos remarcados. As medidas de contingência estarão vigentes por um período de 20 dias e em constante reavaliação conforme a evolução da pandemia. O HU/UFSC ressalta, novamente, a importância do uso de máscara, higiene de mãos e distanciamento para diminuir a propagação do vírus.
Um documento com mais de 100 assinaturas de professores e pesquisadores da UFSC foi divulgado nas mídias sociais e imprensa catarinense nesta quinta-feira, 25 de fevereiro. Intitulado “Os 10 Pontos Necessários para Acabar com a Pandemia Segundo Pesquisadores e Professores da UFSC”, o documento apresenta um chamado à sociedade para que reflita sobre a necessidade de cumprir algumas medidas necessárias para evitar “um retrocesso de difícil reparação nos sistemas de saúde e educação, ou no desenvolvimento humano, econômico e social”.
A carta conclui salientando a necessidade de “mudança da postura nacional de enfrentamento da pandemia, para não sermos todos cúmplices históricos por naturalizar no século 21 um novo holocausto”. A publicação foi assinada por 104 cientistas, de diversos Centros de Ensino da UFSC.
Organização do Vestibular UFSC/UFFS em 2020 envolveu mais de 2.600 pessoas (Foto: Henrique Almeida)
A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) irá oferecer cursos de capacitação para pessoas que desejem trabalhar nos processos seletivos presenciais (vestibulares) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os cursos serão ministrados em educação a distância, pela plataforma Moodle, e darão direito a um certificado aos que forem aprovados. O certificado fará parte dos critérios de seleção daqueles que pretendem trabalhar nos processos da Universidade.
Poderão inscrever-se nos cursos professores, servidores técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação da UFSC. Em cidades nas quais os servidores da UFSC não suprirem a demanda de trabalho nos processos seletivos, a capacitação poderá ser estendida para a comunidade externa. Segundo a presidente da Coperve, Maria José Baldessar, os cursos poderão integrar o Programa de Formação Continuada (Profor), voltado aos docentes.
A capacitação será ofertada em dois cursos sequenciais. O “Curso 1 – Conhecendo os fundamentos do Vestibular” terá 16 horas e abordará a história do Vestibular, a legislação, o sistema de cotas, as categorias especiais de candidatos (sabatistas, detentos, portadores de necessidades especiais) e comunicação e relação pessoal.
Aprovado nesta etapa, o candidato deverá participar de ao menos mais um “Curso 2”, com conteúdo voltado para cada uma das funções dos processos seletivos (coordenador de ala, coordenador de setor e fiscal do vestibular). O Curso 2 – Procedimentos do Vestibular, terá três módulos: Normas de Conduta (módulo 1); Direitos e Deveres dos Candidatos (módulo 2) e um módulo 3 com os procedimentos específicos do trabalho de cada uma das funções. Os candidatos poderão participar de um ou mais Cursos 2, conforme o perfil da vaga em que desejar atuar nos processos seletivos.
De acordo com dados da Coperve, 2.628 pessoas trabalharam na realização do vestibular da UFSC em 2020, que foi unificado com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Apenas na UFSC, o vestibular envolveu 2.284 pessoas, entre coordenadores, fiscais, equipes de escola e pessoal de apoio (seguranças, porteiros).
As inscrições para a primeira rodada de capacitação começam no dia 1º de março. Os cursos serão oferecidos a partir de 15 de março. Todas as informações referentes a estrutura, cronograma e funcionamento dos cursos, além dos links para as inscrições, estão disponíveis neste link.
Confira o cronograma das inscrições e dos cursos:
INSCRIÇÕES: Curso 1 – 1º/03/2021 a 12/03/2021 Cursos 2 – 1º/03/2021 a 31/03/2021
OFERTA DO CURSO Curso 1 – 15/03/2021 a 5/04/2021 Cursos 2 – 6/04/2021 a 20/04/2021
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina divulgaram uma nota técnica sobre a mortandade de organismos e o cheiro de água podre na Lagoa da Conceição. De acordo com o documento, a “análise dos dados até o presente momento sustenta duas hipóteses complementares: aceleração do processo de eutrofização do sistema com floração de algas; e a expansão da zona morta, área com baixíssimas concentrações de oxigênio”.
Entre as recomendações, estão a não-realização de obras de dragagem ou alargamento do Canal da Barra, uma vez que estes podem intensificar a influência marinha sobre a laguna; monitoramento do ecossistema da Lagoa da Conceição; e a mitigação de danos e restauração ambiental e ecológica. Além disso, há a necessidade de remoção imediata dos animais mortos e da matéria orgânica acumulada nas áreas rasas e superficiais, para evitar o agravamento da crise e problemas de saúde pública; interdição imediata do uso da Lagoa da Conceição para atividades de contato primário, como banho; produção de material de divulgação e de advertência em relação às áreas de risco de algas tóxicas; e diagnosticar e tratar os indivíduos afetados por toxinas de algas.
A nota reforça que “apesar de ter sido observado um avanço do comprometimento da saúde da Lagoa da Conceição, representado pela mortandade dos organismos e o cheiro de água podre, o cenário geral reforça a tese de que ainda há tempo para a remediação dos danos e para uma integral restauração dos produtos e serviços desta laguna de inestimável valor para Florianópolis, para Santa Catarina e para o Brasil. A (não) gestão nacional da pandemia é um bom exemplo de como o descaso à ciência pode ter consequências desastrosas. Portanto, se faz necessária uma postura atenta de todos os órgãos envolvidos para que estes equívocos não se repitam no que tange a situação atual da laguna”.
Assinam a nota pesquisadoras e pesquisadores laboratórios e projetos: Ecoando sustentabilidade; Laboratório de Ficologia – LAFIC (paulo.horta@ufsc.br; rorig@gmail.com);- Laboratório de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha – LOQUI (alessandra.larissa@ufsc.br); Laboratório de Biodiversidade e Conservação Marinha – LBCM (paulo.pagliosa@ufsc.br); Núcleo de Estudos do Mar (NEMAR); e Veleiro Eco.
Atualização às 12h28, com alteração na formatação e referências da nota.
As inscrições noprocesso seletivo para os candidatos às vagas dos cursos de graduação da UFSC para entrada no primeiro semestre de 2021 seguem abertas até 4 de março. Serão disponibilizadas 2.516 vagas, sendo que 1.801 serão preenchidas pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, 2018, 2019 ou 2020 e outras 715 vagas com utilização da nota de um dos cinco últimos vestibulares presenciais da UFSC (2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020).
As inscrições para as 22 vagas para indígenas e 9 para quilombolas do edital do processo seletivo para as vagas suplementares para indígenas e quilombolas são gratuitas e poderão ser realizadas até 12 de março pelo site suplementares2021.ufsc.br. Podem concorrer às vagas candidatos pertencentes às comunidades quilombolas e aos povos indígenas residentes no território nacional e em territórios transfronteiriços, oriundos de qualquer percurso escolar e que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio ou equivalente até a data de matrícula na UFSC.
Mais informações nos editais de cada processo e na página da Coperve.
Criada em 2016, com objetivo de potencializar a formação dos gestores e aprimorar o desenvolvimento institucional, a Escola de Gestores da UFSC inicia uma nova fase em 2021: suas ações se expandem para novos níveis de gestão, envolvendo agora ocupantes de cargos de direção, chefias de departamento, coordenação, bem como chefias de divisão, seção e serviço. Quem possui cargo de direção (CD) ou função gratificada (FG) também faz parte desse grupo.
Os objetivos da Escola permanecem os mesmos. Com uma programação variada de palestras, ciclos de debate e mesas redondas, a Escola visa debater temas atuais e relevantes para o exercício das atividades de gestão em seus mais variados níveis.
A sessão do Conselho Universitário (CUn) realizada nesta terça-feira, 23 de fevereiro, debateu a indicação de docente para ocupar a vice-reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O mandato da professora Alacoque Lorenzini Erdmann encerrou-se no dia 1º de janeiro de 2021 e, na última sessão do Conselho Universitário em 2020, realizada em 18 de dezembro, o reitor Ubaldo Cesar Balthazar anunciou ter convidado para o cargo a professora Catia Regina Silva de Carvalho Pinto, do quadro permanente no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental e ex-diretora da UFSC Joinville.
Em fevereiro de 2021, o reitor encaminhou Ofício à Procuradoria Federal junto à UFSC solicitando esclarecimentos quanto à nomeação para o cargo de vice-reitor da UFSC. Após manifestação da Procuradoria com despacho do Procurador-Chefe, procedeu-se o encaminhamento ao Conselho Universitário, com a designação do conselheiro José Isaac Pilati como relator do processo.
Em seu parecer, Pilati fez uma minuciosa pesquisa na legislação e análise do parecer da Procuradoria. O relator apontou dificuldades como a possível falta de sincronia entre os mandatos do reitor e vice. Ao final, seu parecer foi pela desnecessidade da elaboração de lista tríplice pelo CUn e propôs ao Conselho “dispensar a formalidade e concordar com a escolha do senhor Reitor no nome que indicar”.
Após debate entre os conselheiros a respeito dos entendimentos envolvidos, o parecer do professor Pilati foi colocado em votação e aprovado. Mesmo com a aprovação do parecer lhe garantindo a prerrogativa de escolher e nomear a vice-reitora, o reitor e presidente do Conselho, Ubaldo Cesar Balthazar, propôs que se constituísse uma comissão que pudesse coordenar um processo interno no Conselho, para definir os procedimentos de elaboração de uma lista tríplice a ser submetida a ele.
A comissão foi formada com participação de um representante dos professores, um técnico-administrativo e um discente, com seus respectivos suplentes. A comissão deverá apresentar sua proposta em uma reunião extraordinária do Conselho Universitário no prazo de 15 dias.
Outros pontos de pauta
A sessão foi encerrada após discussão de outro ponto de pauta, a apreciação do Regimento Interno da Comissão Interna de Supervisão da Carreira dos Servidores Técnicos-Administrativos em Educação da UFSC (Processo 23080.030665/2020-52). O parecer de vistas do conselheiro Ronaldo David Viana Barbosa foi lido e discutido. O parecer original, da conselheira Sandra Regina Carrieri foi aprovado.
A íntegra da sessão está disponível no Canal do Conselho Universitário no YouTube.
O Alzheimer é uma das doenças lembradas neste mês, conhecido como Fevereiro Roxo, criado com a meta de lembrar da importância de cuidar destes pacientes, garantindo a sua qualidade de vida. Trata-se de uma doença incurável, que se caracteriza pelo declínio da capacidade cognitiva, principalmente da memória, e que afeta toda a família. O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) tem um papel importante na cadeia de cuidado de pacientes com Alzheimer. O hospital conta com um ambulatório de Neuropsiquiatria Geriátrica, que oferece atendimento especializado em demências, incluindo a doença de Alzheimer. O ambulatório faz parte do Serviço de Neurologia e conta com neurologista e psiquiatra.
De acordo com o professor voluntário e neurologista Eduardo de Novaes Costa Bergamaschi, a doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no mundo e se caracteriza clinicamente por declínio lentamente progressivo de habilidades cognitivas, principalmente da memória, prejudicando a capacidade de o indivíduo realizar suas atividades cotidianas. “Geralmente se inicia por problemas de memória (como esquecimento, dificuldade em gravar informações, repetir muitas vezes as mesmas coisas), mas com o tempo é comum surgirem outras dificuldades: problemas comportamentais, depressão, alterações da compreensão, dificuldade para reconhecer familiares”, explicou o médico.
Segundo ele, a causa exata da doença de Alzheimer não é conhecida. Fisiopatologicamente, a doença se caracteriza pelo acúmulo anormal de certas proteínas no cérebro: beta-amiloide e tau. “No entanto, não se sabe o que causa esse acúmulo”, acrescentou. De acordo com o médico, os principais sintomas são problemas de memória (esquecimento, dificuldade para gravar informações novas, perguntas repetitivas, esquecer coisas que as pessoas falam, esquecer compromissos, não saber qual é a data de hoje, entre outros), dificuldade para encontrar palavras, sintomas depressivos (principalmente quando se iniciam em idosos), alterações de habilidades visuoespaciais (se perder facilmente, não conseguir encontrar cômodos da própria casa, dificuldade para reconhecer objetos, não reconhecer familiares), problemas de comportamento (irritabilidade, agitação), dificuldades para dormir (inversão do ciclo sono vigília, insônia, agitação durante a noite), alucinações e delírios (ocorrem em fases avançadas da doença).
A Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza a terceira edição de pesquisa de qualidade de vida discente entre os dias 23 de fevereiro e 23 de abril.
A iniciativa integra o Plano de Gestão e Logística Sustentável (PLS/2017) da UFSC, no Eixo Qualidade de Vida, a Meta 15: “Melhorar em 5% a qualidade de vida dos alunos”. O indicador irá apontar o nível de satisfação dos estudantes. A pesquisa foi promovida anteriormente nos anos 2019 e 2020.
A médica Joanita Angela Gonzaga Del Moral foi nomeada na última sexta-feira (19/02) como superintendente do HU-UFSC. Foto: Ricardo Torres.
O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) conta com uma nova superintendente, a médica Joanita Angela Gonzaga Del Moral, que foi nomeada por meio de portaria na última sexta-feira, 19 de fevereiro, depois de ser indicada pelo reitor da UFSC à Ebserh. A nova superintendente tem uma trajetória profissional que começou em 1994 no HU-UFSC e hoje, 27 anos depois, chegou à superintendência do hospital. A profissional, que estava chefiando a Divisão Médica do hospital, se formou na UFSC. “Desde criança eu sonhava em ser médica, de família humilde, a gente não tinha muita perspectiva, mas sempre havia este sonho de ser médica”, diz Joanita, relembrando a infância em Brusque (SC).
Joanita lembra que a realização deste sonho iniciou em 1984 quando entrou para a faculdade de medicina da UFSC e se concretizou quando a estudante passou a estagiar no Posto de Saúde da Serrinha, a ter aulas práticas no HU culminando com o Internato no Hospital Universitário entre 1989 e 1990, quando se formou como médica. Em 1991 iniciou a residência em Hematologia e Hemoterapia no Hospital Governador Celso Ramos / Hemosc em Florianópolis e retornou ao HU-UFSC em 94, já como médica plantonista da Emergência. Em 95, terminado a residência, passou a fazer parte do corpo clínico do HU como hematologista concursada.
“Até 2009, eu era chefiada pelo professor Gilmar Pacheco, um hematologista ícone da Medicina, que me inspirou em minha formação profissional. Fizemos um TCC na Hematologia, e me apaixonei por esta área”, afirma a profissional. A partir de 2009 tornou-se chefe do Serviço de Hematologia, em 2000 fez prova de título de especialista em Hematologia pela SBHH. Fez mestrado em Ciências Médicas no HU, 2004 a 2005, sob a orientação da professora Letícia Furlaneto, da qual é extremamente grata pelos ensinamentos recebidos. (mais…)
Um pesquisador do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou uma nova espécie de fungo orelha-de-pau nos manguezais de Florianópolis. A primeira coleta, que deu início ao processo de descoberta, foi realizada em março de 2018 nas dependências da Universidade. “Eu estava indo com um colega ao CCA [Centro de Ciências Agrárias] e, no caminho, nos chamou atenção aquele fungo grande e rosado crescendo em uma aroeira. Realizei a coleta (que consiste em, além de coletar o material, coletar informações sobre substrato) e fiz algumas fotografias”, revelou Thiago Kossmann, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP).
Ao tentar identificar o material, o pesquisador percebeu que a espécie possuía características únicas, como esporos bastante grandes para o gênero, assim como dois tipos de cistídios. “Quando comparado com as descrições de espécies do mesmo gênero, observamos que as características não batiam com nenhuma delas, o que indicava que se tratava de uma espécie nova. Então realizamos um trabalho cuidadoso de comparação com as outras espécies existentes do mesmo gênero, assim como de espécies de fungos poliporoides descritas para manguezais, para nos certificarmos de que se trata de fato de uma espécie nova”, explicou Thiago.
Além das análises morfológicas, também foram realizadas análises moleculares, a partir das sequências de DNA, para reconstruir filogenias, que determinam a história evolutiva das espécies e suas relações filogenéticas. Essas análises filogenéticas servem tanto para corroborar que se trata de uma espécie distinta das outras até então descritas, quanto para entender essas relações e ajudar a classificá-las.
A espécie recebeu o nome Trichaptum fissile (‘fissile’, em latim, significa ‘algo que se fende ou que se parte’). “Esse nome foi escolhido pois, com o tempo, os basidiomas dos indivíduos da espécie começam a apresentar rachaduras na superfície himenial (na região onde ficam os poros, e onde são produzidos os esporos), o que é possível de observar na foto”, afirma o pesquisador.
O fungo é encontrado em manguezais e arredores, ocorrendo nas árvores do mangue – Avicennia schaueriana (mangue-preto) e Laguncularia racemosa (mangue-branco) – e em aroeiras (Schinus terebinthifolius). É notável pelo seu tamanho, podendo chegar a 30 centímetros e apresenta coloração em tons de rosa.
Espécie já se encontra ameaçada de extinção
Embora recém-descoberta, a espécie já se encontra ameaçada de extinção por ocorrer exclusivamente associada aos mangues. Estima-se que possa haver uma redução populacional de 30% a 40% nos próximos 30 anos, devido ao aumento do nível do mar causado pelas mudanças climáticas, o que empurraria os manguezais cada vez mais para a terra. “Em boa parte da costa brasileira, os manguezais não teriam espaço para se expandir terra adentro devido à ocupação humana, bem como a elevação do mar provavelmente seria rápida demais para permitir uma resposta nesse nível”, destacou Thiago. (mais…)
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