Pesquisa indica maior intensidade de interações ecológicas de peixes nos trópicos
A intensidade das interações ecológicas é maior nos trópicos do que nas regiões mais frias: é o que aponta estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Georgia Institute of Technology (Georgia Tech) e Universidade Federal Fluminense (UFF) recém-publicado na revista Global Ecology and Biogeography. A pesquisa avaliou interações de alimentação de peixes como predação e herbivoria em 15 locais, entre a Carolina do Norte (EUA) e Santa Catarina, em trabalho que exigiu a análise de mais de mil vídeos, captados ao longo de três anos.
Quando se imagina um lugar tropical, é comum lembrar de calor, florestas cheias de vida, praias paradisíacas e peixes coloridos. Essas regiões mais quentes do planeta abrigam uma alta diversidade de espécies, particularmente em florestas e recifes. “Embora esse padrão ecológico seja claro, ainda existe um grande debate se as interações entre espécies também são mais intensas nessas regiões tropicais. Esse debate existe, principalmente, pela dificuldade em quantificar interações ecológicas em escalas continentais, incluindo locais dentro e fora da região tropical”, explica o professor da UFRN e aluno do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC no período de coleta de dados da pesquisa, Guilherme Ortigara Longo.
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